Clique na imagem para saber mais detalhes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

PONTO DE CULTURA NO RJ: INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 29 DE FEVEREIRO

Retirado do site do SATED
19/02/2008

Estão abertas, até 29 de fevereiro, na sede do SATED, as inscrições para as Oficinas de Câmera, Interpretação para TV, Produção e Edição, que compõem o Ponto de Cultura, parte integrante do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura(MinC) . A instalação do Ponto de Cultura no SATED foi viabilizada pelo convênio entre o Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares e o Centro Cultural Dercy Gonçalves. Os professores que ministrarão as aulas são profissionais conceituados nas suas áreas de atuação, como Dib Lufit (Câmera), Inácio Coqueiro (Interpretação para TV), Eliede Costa (Produção) e Fernando Vidor (Edição).

Como se inscrever

As oficinas têm 80 vagas para atender jovens afro-descendentes de ambos os sexos, entre 18 a 25 anos, com renda familiar até 3 salários mínimos. Os cursos são gratuitos e terão duração de 3 meses, com 20 vagas cada e acontecerão pela manhã e tarde. A aula inaugural está marcada para o dia 11 de março.
Para se inscrever, o candidato terá que apresentar:
- uma foto(3x4);- xerox da identidade e CPF;
- comprovante de residência;
- prova de escolaridade (deve estar cursando ou ter concluído o 2° grau)
- participar de uma entrevista.

Os interessados poderão conseguir mais informações pelo telefone (21)2220-7209.
O SATED fica na rua Alcindo Guanabara, 17, salas 501/505, Cinelândia, Centro do Rio.
FONTE: www.satedrj.org.br

GOOGLE REVOLUCIONÁRIO E MELHORANDO A VIDA DE TODO MUNDO (OU SÓ MAIS UMA EMPRESA CAPITALISTA?)

Será possível? A previsão do vídeo Epic15 é muito otimista, hum... mais razoável é o conto, postado semanas atrás, Scroogled - E se o Google agora resolvesse controlar a sua vida?. Vale as interrogações também do blog Economia e política sobre os objetivos das tentativas de fusões recentes. Não é pra ser pessimista, mas as os desejos de monopólio e controle também existem nas empresas capitalistas que tem um discurso politicamente correto.

De qualquer forma saiam um pouco, pois o dia está muito bonito...








Yahoo!, Google e o mesmo capitalismo…aff

A Yahoo rejeitou mais uma vez a proposta de compra pela Microsoft de Bill Gates. Desta vez foram US$44,6 bilhões. E mais uma vez se repete a velha história do capitalismo, qual seja, a predominância das grandes empresas concetradoras de mercado, um oligopólio onde dá pra contar em uma mão os players. Apesar da agonia toda de que Google, software livre, Linux, etc é uma renovação não necessariamente capitalista as coisa parecem difíceis de mudar de verdade. É a máxima schumpeteriana, destruição criativa. O novo ultrapassa o velho com o melhor e damos um salto de qualidade! Mas qualidade pra quem, cara pálida? Para as pessoas ou para os consumidores? A sociedade é feita de seres humanos e não de ofertantes e demandantes, vendedores e compradores…

Xª SEMANA DA ÁFRICA 2008 EM SÃO PAULO

EXPOSIÇÃO DE PAINÉIS CIENTÍFICOS
TEMA: ÁFRICA: HISTÓRIA E AÇÕES PRO-ATIVAS DIANTE DA GLOBALIZAÇÃO DAS NAÇÕES RICAS E OS ACORDOS BILATERAIS DOS MERCADOS EMERGENTES


Prêmio Kabengele Munanga

Esta atividade estará estreitamente ligada ao Prêmio Kabengele Munanga. Ela será organizada em parceria com companhias aéreas, as embaixadas, consulados e com as Secretarias de Educação. A idéia é envolver o professorado e premiar, por exemplo, aquele que se destaque no desenvolvimento de um trabalho junto aos alunos tendo como temática a África. O Intercâmbio Cultural visa proporcionar a esse professor um contato mais próximo com a cultura de um país africano.
O Prêmio Kabengele Munanga foi criado para incentivar o intercâmbio Brasil x África e divulgar trabalhos que reunirá pesquisadores, personalidades brasileiras e africanas, autoridades, para apresentação e discussão de estudos, concluídos ou em andamento, integrados ao tema “África: história e ações pro-ativas diante da globalização das nações ricas e os acordos bilaterais dos mercados emergentes” e que deverão ser apresentados em forma de pôster. O ganhador do prêmio também será agraciado com uma viagem e a publicação de seu trabalho em uma revista acadêmica (respeitando- se as exigências da publicação)

Local: Câmara Municipal da Cidade de São Paulo

1. Disposições Gerais
A Comissão de Organização de trabalhos científicos da Semana da África, promovida pelo Fórum África, a ser realizada do dia 22 ao dia 27 de maio de 2008, definiu os critérios de apresentação e seleção dos trabalhos científicos em formato de pôster no evento. Os temas das propostas devem levar em consideração o tema geral da X Semana da África “Cultura, religião e relação interpessoal na África”.

Os trabalhos apresentados estarão concorrendo ao Prêmio Kabengele Munanga
2. Prazo de Inscrição
· A data limite de postagem das inscrições dos trabalhos será 20 de abril de 2008.
· Ë necessária a inscrição de no mínimo um dos autores do trabalho, preferencialmente o autor principal.
· As inscrições serão feitas pela Internet e via correio.
· Taxa de inscrição R$ 20,00.

Mais informações pelo site
www.forumafrica.com.br ou pelos e-mails vanderlisala@gmail.com ou boniyavo@hotmail. com

O QUE É O SVCHOST.EXE?

Mais uma interessante explicação do Blog OsSemBandaLarga. Interessante saber destes detalhes para não ficarmos com cara de trocha quando olhamos para estes gerenciadores do windows.

A maioria dos usuários do Windows, não sabe o que são os processos SVCHOST.EXE, nem a razão pela qual existem.

Há algum tempo atrás, a Microsoft decidiu, mover todos as funcionalidades internas do Windows, para ficheiros do tipo .DLL, argumentaram eles, que era uma forma de reutilizarem mais facilmente este tipo de processos, o que não era possível se continuassem em formato .exe.
Ora, como não conseguimos executar ficheiros .dll diretamente do Windows, então o Windows tem de utilizar um executável, que o faça… eis, o porquê da existência do SVCHOST.EXE! Está explicada a principal razão, da existência de tantos processos ativos, quando consultamos o gerenciador de tarefas.

ALGUNS ATALHOS DO WORD

Dicas aparentemente simples, mas essenciais principalmente quando o mouse fica ruim e estamos escrevendo um texto no word. Com o tempo ao decorrar estas dicas até esquecemos do mouse. Retirado do Blog OsSemBandaLarga.

Alt + Ctrl + F (Insere nota de rodapé, aquela com o número 1 sobrescrito no texto e a referência no pé da página.)
Alt + Ctrl + I, O, P ou N (Muda estilo de visualização da página)
Alt + Ctrl + Y (Vai para início da página seguinte)
Alt + Ctrl + M (Insere comentário)
Ctrl + [ ou ] (Diminui ou aumenta tamanho da fonte em um ponto)
Ctrl + = (Aplica subscrito)
Ctrl + Shift + = (Aplica sobrescrito)
Ctrl + 1, 2 ou 5 (Define espaçamento entre linhas simples, duplo ou de 1,5 linha)
Ctrl + D (Abre caixa de formatação de fonte)
Ctrl + E (Centralizar parágrafo)
Ctrl + End (Vai para fim do documento)
Ctrl + G (Alinhar à direita)
Ctrl + I, N ou S (Aplica efeito itálico, negrito ou sublinhado em termos selecionados)
Ctrl + J (Justificar parágrafo)
Ctrl + T (Seleciona todo o texto)
Ctrl + U (Localiza e substitui palavras ou expressões)
Ctrl + Del ou backspace (Apaga palavra seguinte ou anterior)
Ctrl + Shift + F8 (Ativa seleção de bloco quadrilátero de texto)
Ctrl + Shift + C ou V (Copia ou cola formatação de fontes)
Ctrl + M (Recuo)
Ctrl + Shift + A (Todas maiúsculas)
Ctrl + Shift + K (Caixa alta)
Ctrl + Shift + M Desfazer recuo)
Ctrl + Alt + V (Visualizar o documento)
F4 (Repete a última ação)
F7 (Verifica ortografia e gramática)
F12 (Salvar como)
Shift + F3 (Aplica letras maiúsculas em todo o texto selecionado)
Shift + F7 (Abre o dicionário de sinônimos)
Shift + Alt + D (Inserir a data atual)
Shift + Alt + H (Inserir a hora atual)

MICROSOFT ABRE PARTE DE SEU CODÍGO

Parece que o Bill Gates tá querendo se aproximar deste papo de software aberto e internet 2.0. Depois que o yahoo recusou a proposta milionária qual deve ser a estratégia atual para entrar na net.
Depois da notícia do jornal O Globo segue um vídeo hilário divulgado pelo blog Sedentário Hiperativo . Para amplair clique na imagem. Para baixar para o computador clique no botão direito e selecione "Salvar imagem como..."


A VIDA NA MICROSOFT


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

SITE SOBRE ÁFRICA VAI TER TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS

Recebido por email. O site Pambazuka está "pedindo ajuda" para acelerar o processo de tradução para o português. É que os seus organizadores precisam de uma demanda por internautas de língua portuguesa. Não custa nada. Vamos dar uma força aí pessoal, pois parece que eles tem um material muito bom e vasto e só temos a ganhar com a tradução do site.

26 de fevereiro de 2008.
Site Pambazuka News em Português

Pelo terceiro ano consecutivo, eleitores ao redor do mundo votaram no site Pambazuka News como um dos dez que estão mudando o mundo da internet e da política.
Temos o prazer de informar que em breve lançaremos uma edição em língua Portuguesa do site Pambazuka News, visando ampliar o espectro de atuação do mesmo.
Esperamos que este evento facilite a participação daqueles que moram em Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e além – incluindo o Brasil – nos debates, discussões e análises sobre justiça social em África.
Se você estiver interessado (a) em receber a edição em língua portuguesa do Pambazuka News, por favor faça sua assinatura pelo site
http://www.pambazuka.org/en/about.php ou mande uma mensagem para o e-mail editor-pt@pambazuka.org, com o assunto: ASSINATURA/SUBSCRIBE
Esperamos lançar a primeira edição em Março de 2008.
Precisamos de 300 assinantes iniciais para colocarmos o site efetivamente no ar. Por favor divulguem!

EDUCAÇÃO SUPERIOR AINDA É UM PRIVILÉGIO NA AMÉRICA LATINA, DIZ UNESCO

Retirado da pagína da Reuters

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 19:53 BRT
BOGOTÁ (Reuters) - A educação superior continua sendo um privilégio para poucos na América Latina e no Caribe, onde, apesar dos avanços dos últimos anos, apenas 32 por cento das pessoas chegam...";


BOGOTÁ (Reuters) - A educação superior continua sendo um privilégio para poucos na América Latina e no Caribe, onde, apesar dos avanços dos últimos anos, apenas 32 por cento das pessoas chegam à universidade, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Unesco (órgão da ONU para educação e cultura).
Ana Lúcia Gazzola, diretora do Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e Caribe, disse que o acesso a cursos universitários na região está bem abaixo da média de 55 por cento dos países industrializados.
Estima-se que mais de 559 milhões de pessoas vivam na América Latina e Caribe, o que significa que quase 179 milhões têm acesso à educação superior.
"Se a média da região neste momento está em 32 por cento de cobertura, isso quer dizer que temos 68 por cento de exclusão. Não quer dizer que todos os que não estão têm de estar, mas quer dizer que não temos como lhes oferecer caso queiram", disse Gazzola.
"Vê-se que os benefícios advindos da educação superior em nossa região são ainda hoje, lamentavelmente, um privilégio de um percentual muito baixo de jovens", disse ela em entrevista coletiva.
A diretora acrescentou que o atual nível do ensino superior na região é insuficiente para gerar um alto nível de desenvolvimento, e que ainda restam 37 milhões de analfabetos na América Latina e Caribe.
Gazzola disse que paradoxalmente países como México e Brasil, que têm o maior nível de acesso ao ensino superior, são também os que registram maiores taxas de analfabetismo.
"O desafio é enorme, há muita falta de oportunidade, setores grandes estão marginalizados do processo de educação superior e dos benefícios à vida individual que [a universidade] pode oferecer."
A representante da Unesco disse que pedagogia, administração de empresas e algumas ciências sociais aplicadas são as carreiras profissionais para as quais há maior demanda.


(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

ESCOLA OLODUM PRORROGA INSCRIÇÃO ATÉ 7 DE MARÇO

Até 7 de março, a ESCOLA OLODUM está inscrevendo gratuitamente para os cursos de Percussão, Instrumentos de harmonia, Dança Afro, Coral Afro, Informática Cultural – Nível Básico, Produção Cultural e Técnica em Espetáculos para Contra-regras (Rodies).

Maiores informações:
ESCOLA OLODUM
Rua das Laranjeiras, 30 – Pelourinho 40026-230 Salvador – Bahia
Telefone/Fax: 3322 8069 E-mail:
escolaolodum@ uol.com.br
www.olodum.com. br/escolaolodum

TERREIRO DERRUBADO NA BAHIA

Retirado do jornal A Tarde

27/02/2008 (12:22)
Sucom derruba terreiro de Candomblé
A TARDE On Line


O Terreiro Oyá Onipo Neto, localizado na Avenida Jorge Amado - Imbuí, foi parcialmente destruído na manhã desta quarta-feira, dia 27, por agentes da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom). A ação foi feita sem que o órgão apresentasse documento de autorização para a derrubada da casa religiosa. A mãe de santo Rosalice do Amor Divino, Mãe Rosa, 50 anos, já havia denunciado
intolerância religiosa por parte de um vizinho dela, engenheiro do órgão municipal que teria manifestado o desejo de derrubar seu imóvel.
A ação de demolição teve início por volta das 8h30, quando moradores e filhos de santo do terreiro ainda estavam dentro do prédio. Segundo vizinhos que assistiram a ação do órgão, os agentes da Sucom mal chegaram começaram a demolição. Também não permitiram que os moradores retirassem seus pertences ou os objetos de culto de dentro da casa.
Para tentar resolver o impasse foram chamados representantes de entidades de direitos humanos e de defesa do culto afro-brasileiro. Quando parte do terreiro já havia sido derrubada, um representante da Secretaria de Governo do prefeito João Henrique Carneiro chegou ao local, no meio da manhã, com uma ordem direta do prefeito para suspender a demolição. Segundo esse representante da secretaria, "houve falha na Sucom que ainda será apurada". O representante disse também que o único documento apresentado pelos agentes é um comunicado assinado por um engenheiro do órgão. Esse documento porém, não validaria a demolição da casa religiosa.
Os representantes do Terreiro, da Sucom e da prefeitura vão se reunir para apurar o ocorrido e tomar as providências cabíveis.
*Com informações de Danile Rebouças, do A TARDE


22/02/2008 (23:19)
Sucom acusada de crime contra a fé
Haroldo Abrantes / Agência A Tarde
Mãe de Santo diz que moticação do órgão seria religiosa
Amélia Vieira e Zezão Castro, do A TARDE


Intolerância religiosa e especulação imobiliária. Estes são os motivos alegados pela sacerdotisa de candomblé, Rosalice do Amor Divino, a Mãe Rosa, 50 anos, depois que ela viu cerca de 35 homens da prefeitura e da Polícia Militar partindo para tentar demolir o seu terreiro, na manhã desta sexta-feira, 22.
Erguido na Avenida Jorge Amado, trecho do Imbuí, há 28 anos, o templo da nação angola chama-se Oyá Onipó Neto e está situado em uma área ao lado de um shopping e de novos empreendimentos imobiliários. É o único dedicado, no bairro ao culto dos inquices, (nome das divindades nos candomblés angolanos). “Inclusive vem muita gente do Imbuí trabalhar sua espiritualidade”, alfineta Mãe Rosa.
Segundo ela, a ação começou no início da manhã, sem nenhuma notificação prévia. “Sem avisar, cerca de 35 homens da Superintendência Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) e da Polícia Militar queriam derrubar minha casa, com um bocado de papel numa pasta mas não me mostraram nenhuma ordem judicial para isso”. Os caminhões, carretas e viaturas ficaram cerca de meia hora parados até que, de repente, retrocederam do intuito. “Liguei pra meu marido, que foi na Sucom e aí eles pararam e foram embora”, contou.
Apesar de haver um processo administrativo tramitando há 11 anos na Prefeitura para regularizar a situação do imóvel, Mãe Rosa crê que o problema foi mesmo de intolerância religiosa. Ela conta que comprou o terreno há 28 anos e tem o documento de posse da terra.
Desde a aquisição, entretanto, um vizinho, segundo ela um engenheiro da Sucom de nome Sílvio Roberto Ferreira Bastos, demonstra atitudes de desrespeito religioso e preconceito. “Uma vez ele me chamou de lixo, já cuspiu e procurava brigas, mas só discutimos uma vez”, relatou Mãe Rosa, no início da tarde, ainda nervosa com o susto.
Sem resposta - A Sucom foi procurada pela reportagem para repercutir as acusações do seu engenheiro e para que revelasse se havia ou não algum mandado judicial para respaldar seus atos. Na portaria do órgão, a reportagem foi informada que a superintendente Kátia Carmelo estava viajando. O celular da assessora estava na caixa. Nem a secretaria de comunicação da prefeitura conseguiu localizar a direção do órgão.
COMENTÁRIOS
23/02/2008 (10:33) Excelente denúncia desse absudo da Intolerância Religiosa praticada contra as religiôes de Matrizes Africanas. Sou Coordenadora de Comunicação da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e gostaria, se possível, do tel da Yalorixá, Mãe Rosa , para auxiliar através do Núceo de Intolerância Religiosa da Rede.
Vilma Piedade
23/02/2008 (10:20) Uma das piores tragédias urbanas desta metrópole é ter a infelicidade de residirmos próximo a algum funcionário da prefeitura: um protege os interesses do outro. Aqui, na foz do rio, moro próximo ao bar recordista brasileiro de reclamações de poluição sonora, são mais de 100 ao longo de muitos anos, feitas por diversos moradores, mas a SUCOM nunca fez nada, absolutamente nada de consequente contra tal buteco. Diversos moradores já venderam suas residências e se mudaram, mas o buteco continua...
Erivaldo

CE DISCUTE COTAS PARA INDÍGENAS EM CONCURSOS PÚBLICOS

Retirado do site da Agência Senado

COMISSÕES / Educação26/02/2008 - 11h15
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte
(CE) discute nesta quarta-feira (27), às 10h, em audiência pública, a reserva de vagas nos concursos públicos para trabalhadores indígenas, proposta em projeto de lei (PLS 155/00) do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que altera o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73)
Foram convidados a participar da reunião a coordenadora da Coordenação Escolar Indígena do Ministério da Educação, Susana Grillo; a sub-procuradora da 6ª Câmara do Ministério Público Federal, Déborah Macedo Duprat de Britto; o procurador-chefe da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Marcos Guerreiro Salmeirão; e a representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) em Brasília, Valéria Paye Pereira.
O projeto de Mozarildo é relatado pelo senador Augusto Botelho (PT-RR), que é favorável à proposição.
A audiência pública será na sala 15 da Ala Senador Alexandre Costa.

TRF SUSPENDE DUAS LIMINARES CONTRA COTAS NA UFRGS

Retirado do site Expressão de notícias

A desembargadora Maria Lúcia Luz Leiria, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), suspendeu no dia 26 duas liminares que impediam a matrícula de três candidatos aos cursos de Odontologia, Administração e Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). As decisões tinham sido tomadas pela Justiça Federal de Porto Alegre, atendendo a solicitação dos vestibulandos.
A universidade recorreu ao TRF4 contra as liminares, argumentando que os critérios de inclusão social adotados são legais e constitucionais. Também alegou ser impossível aplicar, como determinado em uma das decisões, os critérios exigidos pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni), que é direcionado a instituições privadas.
Ao suspender as liminares, Maria Lúcia salientou que a adoção do sistema de cotas é possível em decorrência da autonomia universitária, prevista na Constituição Federal. O próprio edital do vestibular da Ufrgs, destaca a magistrada, estabelece um percentual de 30% para egressos do sistema público, destinando, deste total, 50% para autodeclarados negros.
Para a desembargadora, é equivocada a alegação de falta de previsão legislativa para a adoção da política de cotas. Desde 1996, com o Primeiro Plano Nacional de Direitos Humanos, lembrou, a questão das políticas afirmativas já estava incluída. Citando as leis que criaram o Programa Diversidade na Universidade (Lei 10.558/2002) e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Lei 10.678/2003), a magistrada destacou não ser possível alegar falta de base legal para a aplicação de qualquer política afirmativa, pois o Executivo está autorizado a “implementar” as políticas, com anuência do Legislativo.
O acesso aos níveis superiores de educação segundo a capacidade de cada um, como previsto na Constituição, “nem constitucionalizou o vestibular nem estabeleceu um padrão ‘meritório’ como critério único de acesso à universidade”, considerou Maria Lúcia. “Permitiu, como em todo concurso público, a adoção de mais de um critério, de forma a avaliar, dentre as metas e finalidades a que a universidade se destina, aquele corpo discente”, ressaltou.
Segundo a desembargadora, a utilização de critérios do Prouni cria um entrave burocrático ilegal. O Prouni e o programa Diversidade na Universidade, ressaltou, “são nitidamente políticas públicas distintas em sua concepção e em suas finalidades, com pressupostos legais diferenciados e para atingir metas distintas”.
Maria Lúcia ressaltou ainda que o deferimento da liminar resultaria no cancelamento da matrícula de outro candidato, tendo em vista a impossibilidade de criação de vagas, exceto por meio de legislação específica. A desembargadora lembrou também que a política de cotas da UFRGS prevê duração e verificação periódica dos resultados. “Não estabeleceu-se, pois, uma regra a vigorar indefinidamente, sem qualquer análise de sua eficácia”, concluiu.


Clique aqui para ler a matéria e a decisão na integra.

EVENTO NA FGV - SP

Simpósio Internacional Janelas para o Mundo:
REDES INCLUSIVAS X CENTROS EXCLUSIVOS
INTERNET; DEMOCRACIA E CULTURA
Evento gratuito - Fevereiro de 2008

O Instituto Vygotskij em parceria com INEDD – Internacional Education Doctorade da Faculdade de Edução da Universidade Siegen (Alemanha) realizam o Simpósio Internacional REDES INCLUSIVAS X CENTROS EXCLUSIVOS - INTERNET; DEMOCRACIA E CULTURA


  • Durante os dois dias do Simpósio pretende-se discutir diversos temas, com foco principal nas seguintes questões:
  • A papel das novas tecnologias, especialmente a internet, e a sua importância na formação de redes inclusivas,
  • a necessidade premente da apropriação do conhecimento tecnológico para o exercício pleno da cidadania,
  • a necessidade da inclusão digital das periferias para a formação de grupos que tenham possibilidades de acesso a produção de informações como forma de deslocar o eixo de poder vigente no sistema de informação e cultura de massa.

Serviços:
O que é: Simpósio Internacional
Quando é: 28 e 29 de fevereiro de 2008
Horário: das 09:00 às 18:00
Local: Fundação Getúlio Vargas
Auditório da FGV – Salão Nobre – 4o. AndarAv. 9 de Julho, 2029 - Bela Vista - 01313-902 - São Paulo -SP
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
INSTITUTO VYGOTSKIJ Alameda Northmann1029 – SP – Campos Elíseos
TEL.(0++11) 3668-5284
E-mail:
flavio@institutovyg otskij.org. br

COMPUTADORES AJUDAM OS ALUNOS NA ESCOLA?

Claro que o computador ajuda aos alunos, principalmente depois que eles descobrem o comando Ctrl + C e o Ctrl + V. Uma maravilha para a educação, uma verdadeira rvolução... Segundo a reportagem abaixo o desempenho de alunos com compuradores não foi melhor do quaqueles que não tem. Na verdade, foi dito que os primeiro se tornaram mais preguiçosos que os segundos. Vale a pena dar uma lida.
Para ampliar clique na imagem. para salvar no computador clique com o botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..."


VÍDEOS DA GLOBO CONTRA A LUTA QUILOMBOLA

Nas postagens anteriores apresentamos movimentações de alguns setores contra a luta quilombola. Portanto fomos no site do globo video e extraimos alguns vídeos que criticam o processo de regularização de terras de remanescente de quilombos. Veja dois vídeos abaixo ou visite a lista de reprodução QUILOMBO do canal de vídeos do Aldeiagriot. Nesta lista você poderá ver também vídeos de outros canais de televisão.

Jornal Nacional 15.05.07 - Indícios de fraude em suposto quilombo




Jornal Nacional 11.10.07 supostos quilombolas conseguem vitória Justiça




Jornal Nacional 11.10.07 Fundação Palmares nega irregularidades


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

ARTIGO DA ONG JUSTIÇA GLOBAL SOBRE IMPRENSA E LUTA DOS REMANESCENTES QUILOMBOLAS

Artigo alertando sobre a manipulação da mídia, encabeçada desde maio de 2007 pela rede Globo, contra a regulamentação quilombola atual. Para ir para o site clique no titúlo abaixo.

A mídia como ela é - grande imprensa assume o discurso de setores contrários à causa quilombola
Por Helena Costa*

A comunidade de remanescentes de quilombo que habita a ilha da Marambaia há mais de cem anos já resistiu a muitas ameaças. Até aqui enfrentou, não sem perdas, até mesmo a Marinha do Brasil - que com o tempo mudou seu perfil e passou de aparente benfeitora a algoz dissimulada.

Entretanto, uma nova ameaça às necessidades da comunidade toma vulto a chamada grande imprensa, em especial o jornal O Globo. O primeiro ataque forte aconteceu em fevereiro de 2005, quando o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, assinou artigo questionando a identidade dos quilombolas da Ilha. Obteve alguma repercussão, tanto pelo autor quanto pela infâmia defendida. Apesar disso, foi um texto singular, isolado, sem notícias seqüências que mantivessem a discussão, ou melhor a opinião do prefeito em destaque.

O que assistimos agora, de maio de 2007 pra cá configura uma estratégia articulada de ataque – não apenas à comunidade da Marambaia, mas aos quilombolas em geral. O Globo iniciou a artilharia pesada contra a Marambaia quando estampou uma foto deslumbrante da Ilha em sua edição dominical (a de maior vendagem) sob o título “risco de favelização”. Só isso seria suficiente para predispor qualquer leitor desatento contra os quilombolas, mas há outras sugestões indiretas de ilegitimidade, como referir-se aos habitantes da Ilha como “supostos” quilombolas e afirmar que eles reivindicam uma área equivalente a 70 Maracanãs – unidade de medida bastante imprecisa, mas eloqüente. Utilizava também um argumento precioso nestes tempos globalmente aquecidos a preservação daquele ecossistema, subitamente ameaçado por aqueles que dele cuidam há séculos.

Esta matéria d’ O Globo foi a primeira de uma série publicada ao longo daquela semana, e também abriu caminho para outras matérias e artigos contrários à comunidade (tendo como articulista agora um filósofo, reconhecidamente opositor dos movimentos sociais). O Jornal Nacional, da Rede Globo, acrescentou som e imagem ao discurso anti-quilombola e expandiu o alvo dos ataques fez matérias parcialíssimas atacando a comunidade de São Francisco do Paraguaçu, na Bahia. Semanas depois a Comunidade de Sacopã, da cidade do Rio, foi igualmente acusada de vilã ecológica, desta vez em nota numa "coluna cultural" do Segundo Caderno de O Globo, demonstrando que o assunto já alcança outras searas do jornal, tratado de maneira leviana, mas sempre reforçando uma imagem negativa dos quilombolas.

É certo que não é só a Marambaia que apanha, como também não é só a Globo que bate (numa rápida olhada no Observatório Quilombola observa-se o aumento de matérias nos últimos meses). Mas está claro que se trata aqui de um caso emblemático, para ambas as partes. Os quilombolas da ilha da Marambaia ousam resistir às imposições da Marinha apenas, nem mesmo à instituição (esquece-se também que não se reivindica, nem nunca se reivindicou a retirada do Cadim da Marambaia). Assim, tornam evidente o poderio militar que já se acreditava reduzido a lugar ordinário na conformação de engrenagens governamentais.

As organizações Globo, por sua vez, também demonstram que permanecem ao lado de poderosos -- ainda que permitam, para alegação futura de lisura, estarem abertos a várias versões de um mesmo caso. Resta saber se a Marambaia conseguirá, depois de resistir a senhores, feitores e comandantes, sobreviver tendo a mídia como opositora, e a Globo na linha de frente.

Helena Costa é jornalista e assistente de comunicação de KOINONIA.

ENTREVISTA COM MORADORES DO QUILOMBO DA LAGOA

Taxi em Movimento, Comunidade Quilombola - Quilombo Sacopã

MATÉRIA SOBRE A REGULAMENTAÇÃO NO QUILOMBO DA LAGOA

Abaixo um artigo publicado no site viva favela sobre regulamentação do primeiro quilombo urbano reconhecido no Brasil. Artigo bem escrito e não comprometido com a imprensa elitista. Para ir para o site clique no titúlo abaixo.

Antes tarde do que nunca
Fabiana Oliveira*
07/12/2004

No dia 4 de outubro de 2004, o Quilombo da Lagoa recebeu de representantes do ministério da Cultura os títulos de Comunidade Remanescente de Quilombo e um outro inédito: o de primeiro quilombo urbano do Brasil.
Localizado na Ladeira do Sacopã, na Lagoa, numa área de 18.000 metros quadrados, com 5 casas que abrigam aproximadamente 30 pessoas, os remanescentes passaram por muitas dificuldades até conseguirem o reconhecimento.
A luta na Justiça contra a especulação imobiliária vem desde a década de 80, com os quilombolas sendo difamados na região. Além disso, diversas vezes, a especulação imobiliária, respaldada pela lei, trancou as casas com correntes impedindo os moradores de terem acesso a elas.
Seguindo a tradição familiar de servir comida caseira aos trabalhadores, teve época em que as mulheres candaces do quilombo tinham que cozinhar escondidas na mata, para não serem vistas, e assim, ajudarem a garantir o sustento da comunidade.
A alegria e a receptividade do povo negro e a aptidão musical de Tia Nenén, atual primeira soprano da Igreja de Nossa Senhora Margarida e nascida no quilombo da Lagoa, ajudaram bastante nessa luta, atraindo vários aliados à causa, tais como Beth Carvalho, Hans Donner e sua esposa Valéria Valença, entre outros conhecidos sambistas.
Atualmente, a preocupação de Tia Nenén é preservar a história do quilombo. Pouco se sabe, pois, segundo ela, seus pais embora não sendo escravos, não gostavam muito de falar sobre o passado da comunidade; preferiram não passar aos filhos os sofrimentos dos dias de escravidão.
Desse pouco, restou uma vaga história de que o quilombo teria originado de uma gruta, existente até hoje, onde os negros fugidos das fazendas de café da Lagoa escondiam-se. Outra versão é que ali teria sido a sede da própria fazenda e por falta de descendentes, pois a última mulher que se intitulava dona das terras morreu há muitos anos, a propriedade acabou por ficar em mãos dos ex-cativos.
Independentemente de não saber a origem do quilombo, o que Tia Nenén lembra, e muito bem, é que quando criança, passeando pela mata da propriedade, viu um tronco com uma corrente. Questionando ao pai sobre o que era, foi repreendida e orientada a não mais se aproximar do local. No outro dia o pai havia cortado o tronco.
Outros fatos bem guardados na lembrança foram a abertura da Ladeira do Sacopã com pólvora, quando ela tinha somente seis anos; a nascente que irrigava a comunidade, extinta com a construção de uma chácara pelo Senador Dantas, que acabou por represar a água fresquinha da montanha, obrigando os moradores a consumirem água encanada; e o conhecimento, há 5 anos, da Fundação Cultural Palmares, que mostrou que ali era uma comunidade remanescente de quilombo e que seus moradores tinham direito a receber o título.
Embora o modo de vida não seja mais como o de seus antepassados, considerando que ali é um quilombo urbano, é inegável que o local realmente é uma comunidade remanescente, não só pelos vestígios, mas também pela magia que inunda aquele lugar, fazendo com que revivamos anos de luta, de existência e resistência do povo negro!

BLOG CONTINUA ATACAR A LUTA QUILOMBOLA

O Blog paz no campo continua fazendo campanha contra a luta pelo reconhecimento de reparação de quilombolas e acesso a reforma agrária para quem quer produzir. Precisamos ficar atentos a este tipo de investida. Para postagem anterior sobre este blog clique aqui.

Sem Medo da Verdade

Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 53 - 19/02/2008

www.paznocampo.org.br
Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço:
http://www.paznocampo.org.br/boletim53
Rio de Janeiro:

Terras Quilombolas em área nobre? Moradores da Lagoa são notificados pelo INCRA! Direito de propriedade, escrituras e alvarás não representam nenhum óbice para o governo federal confiscar imensas áreas rurais e urbanas a fim de entregá-las a pretensos quilombolas. Nesse sentido, veja a matéria que o jornal “O Globo” publicou no dia 14/02/2008, acompanhada de comentários de Nelson Ramos Barretto, autor do livro-bomba “A Revolução Quilombola – Guerra Racial – Conflito agrário e urbano – Coletivismo”, cuja primeira edição esgotou-se em menos de três meses.

Fonte da Saudade - O confisco quilombola atinge um dos lugares maisbonitos e valorizados da cidade do Rio de Janeiro.
O Globo
Descendentes de escravo Quilombo da Sacopã é regularizado pelo INCRA
RIO – O primeiro quilombo urbano do Rio de Janeiro, localizado num dos lugares mais caros, bonitos e valorizados da cidade, fica de frente para o mar, na Lagoa Rodrigo de Freitas e pertinho de Copacabana.
O Quilombo Sacopã, que ocupa uma área de cerca 23 mil metros quadrados, teve sua regularização
fundiária aprovada pelo INCRA. As sete famílias descendentes de escravos ainda não têm a posse do terreno. O processo está ainda em fase de demarcação do espaço.

Comentário: A notícia esconde uma grave violação perpetrada pelo INCRA contra o direito de propriedade em plena área urbana do Rio de Janeiro. Na realidade nunca houve quilombo e nem descendentes de escravos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Trata-se da família Pinto, tipicamente brasileira: “Meus avós já eram mestiços de africano com português”, afirmou Luis Pinto para a revista Raça.
Seus membros eram empregados da empresa proprietária do terreno. Tendo a área sido doada para a constituição de um parque municipal de proteção ambiental, eles saíram mediante acordo e indenização. Pelos idos de 1967 voltaram e se apossaram dela. Em 1975, entraram com ação de usucapião. Mas com esse histórico, a família Pinto perdeu o processo por 3 x 0, julgado em 2ª Instância, em maio de 2005.

Diante desses fatos, a Dra. Ana Simas, presidente da AMOFONTE – Associação dos Moradores da Fonte da Saudade –, entrou com uma representação (outubro/2005) junto ao Ministério Público de Meio Ambiente, transformada no I.C.P. nº. 1174, na qual pedia a proteção do Parque José Guilherme Merchior e a remoção dos invasores. A partir daí, a família Pinto procurou a Fundação Palmares, dizendo-se quilombola. Continua a notícia do jornal O Globo: Segundo o músico Luiz Sacopã Pinto, um dos quilombolas, existem dois processos. Um é a questão do reconhecimento como área de comunidade quilombola, que permite que as famílias ocupem a terra por usufruto, sem permissão para vendê-la. Em outra frente, uma ação de usucapião corre na Justiça. Em 2005, o músico perdeu a ação e recorreu. Diferentemente da área delimitada pelo INCRA, neste caso inclui total ou parcialmente pelo menos três condomínios residenciais, cujos representantes são réus na ação.
Comentário: O “quilombo” seria constituído tão-somente pela família Pinto, descendente do casal Manoel e Eva Pinto. O sobrenome Sacopã foi agregado na notícia ao nome do interessado para dar maior verossimilhança ao “Quilombo Sacopã”. O que a família Pinto não conseguiu na Justiça pela ação de usucapião, obteve graciosamente do INCRA ao cancelar, através de portaria administrativa, o direito de dezenas de proprietários e de uma Área de Proteção Ambiental da Mata Atlântica.
Já no início dos anos 60, o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira chamava a atenção de seus leitores que o comunismo tentaria implantar-se no Brasil através da Reforma Agrária, logo seguida pela Reforma Urbana, e pela reforma Empresarial, por meio de confiscos e coletivização da propriedade, com controle do Estado, transformando o País numa imensa favela rural. É para onde caminhamos a passos largos, se essas loucuras desapropriatórias e expropriatórias não tiverem um basta!

ESTÁGIO NO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL NO RS

E S T Á G I O
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
SELEÇÃO NA PR/RS
A PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO RS está selecionando, para estágio remunerado, alunos do curso de Ciências Sociais


INSCRIÇÃO:
Local: Pça.Rui Barbosa nº 57 -14° Andar–Centro/P.Alegre - Fone 32847290
e.mail:
estagio@prrs.mpf.gov.br

Período de Inscrição: De 20/02 a 07/03/2008
Horário: Das 14 às 18h.
Documentos Necessários: Curriculum Vitae, Xerox da CI e CIC, Histórico Escolar e Comprovante de matrícula 2008/1.

EXIGÊNCIAS:
· Comprovar experiência em trabalho de campo junto aos grupos quilombolas e/ou indígenas do RS;
· Já ter cursado as disciplinas obrigatórias de Antropologia (Introdução, Antropologia II, Antropologia III) e estar cursando Antropologia IV.
· Ter conhecimentos de informática
· Ter disponibilidade de 20 h semanais.

Observação: Após a análise dos documentos apresentados, o MPF poderá convocar os selecionados para realização de entrevista.
Valor da Bolsa de Estágio: R$ 630,00

ARTIGOS SOBRE CONFLITOS NO QUÊNIA

Retirado do site do IBASE.


Maurício Santoro
A crise política no Quênia despertou a atenção mundial por se tratar de um dos países mais desenvolvidos economicamente da África, fundamental para a estabilidade de toda a costa oriental do continente. Contudo, a classificação de “conflito étnico” para descrever a situação atual é um tanto apressada, pois os embates no Quênia misturam disputas de classe, demandas com relação ao Estado, protestos contra a corrupção e rivalidades entre as etnias que formam o país.

O Quênia tem cerca de 40 etnias, sendo que a principal são os kikuyu, que constituem cerca de 22% da população. Quando o país era colônia britânica, esse povo foi sistematicamente expulso de suas férteis terras para dar lugar a ocupantes europeus. A reação veio na forma da revolta dos Mau Mau, na década de 1950, um dos marcos mais importantes das lutas de libertação colonial na África. A geração de líderes que conquistou a liberdade dos britânicos, em 1963, incluía representantes de diversas etnias: kikuyos, luos, kalenjin. O primeiro presidente foi Jomo Kenyatta, kikuyu, mas o kalenjin Daniel arap Moi foi o político que mais tempo passou à frente do país. Ele governou de 1978 a 2002, num regime marcado por autoritarismo e corrupção.

A ditadura de Moi foi substituída por um sistema multipartidário, liderado pelo presidente Mwai Kibaki, um kikuyu. Inicialmente, ele buscou alianças com os luos, representados por Raila Odinga. Mas as disputas por poder fizeram com que os dois se tornassem inimigos. No governo Kibaki a economia cresceu, impulsionada pelas exportações do agronegócio e pelo turismo – o Quênia é famoso por suas reservas ecológicas, praias e sítios arqueológicos. No entanto, a prosperidade não atingiu a camada mais pobre da população, que se ressente das precárias condições de vida, da corrupção e dos altos índices de desemprego.

Em dezembro de 2007, Odinga disputou a presidência com Kibaki, que tentava a reeleição. As pesquisas indicavam que seria uma corrida acirrada e havia preocupação de que o lado derrotado não aceitasse os resultados. Foi exatamente o que ocorreu, com Odinga acusando Kibaki de ter fraudado as eleições. Os partidários da oposição, revoltados, foram às ruas e os protestos se tornaram violentos, com o ódio canalizado contra a etnia dominante dos kikuyu e concentrado geograficamente nas favelas de Nairobi e no Vale Rift - região onde as disputas fundiárias são mais intensas.

Os acontecimentos mais brutais do confronto, no qual morreram mais de 600 pessoas, lembraram os do genocídio em Ruanda, com grupos armados assassinando pessoas da etnia rival, como na queima de uma igreja na cidade de Eldoret onde se abrigavam pessoas refugiadas. Porém, é preciso atentar para o fato de que a política queniana é marcada por alianças e coalizões entre diversos grupos étnicos, até porque nenhum deles é capaz de impor sozinho seu domínio. Os principais líderes do país trabalharam juntos, em governos que atravessaram as barreiras étnicas. Kibaki e Odinga, por exemplo, foram ministros do ex-presidente Moi. O ódio racial é principalmente uma válvula de escape para tensões econômicas e sociais, como o desemprego, as disputas por terra e a revolta contra a corrupção dos líderes.

Estados Unidos e a União Européia investiram muito dinheiro no Quênia e apostaram em Kibaki para a construção da democracia após 25 anos de ditadura de Moi. Embora essa opção tenha se mostrado errada, os países ricos se mostraram relutantes em abandoná-lo e aceitaram sua declaração de vitória eleitoral, pressionando-o apenas para que inclua em seu governo os líderes da oposição, de modo a acalmar o descontentamento e tentar chegar a algum tipo de pacto de governabilidade.

As preocupações internacionais se devem à importância econômica do Quênia para a África oriental. Seus portos e estradas garantem o abastecimento de Uganda, Ruanda, Burundi e partes significativas da República Democrática do Congo. São países marcados por conflitos muito graves, nos quais a escassez de combustíveis ou de produtos industriais pode resultar em novas ondas de violência numa região já bastante conflagrada.

Publicado em 18/1/2008.

Classes e parentescos nos campos da morte do Quênia
Oduor Ong’wen (Jornalista, membro do Fórum Social Africano)
Tradução: Patrick Wuillaume

É fácil – e até mesmo tentador – rotular a violência que tomou conta do Quênia durante os últimos meses como um ressurgimento lamentável, mas não totalmente inesperado, das disposições atávicas ontológicas africanas. Muitos analistas, particularmente no Ocidente, alegaram que embora a ruptura do estado de paz e convivência mútua tenha sido desencadeada pelas fraudes do atual presidente nas últimas eleições, o que se seguiu nada tinha a ver com isso em particular nem com a política em geral. Teria a ver com uma oportunidade para que vizinhos – fundados sobre um nacionalismo estreito e que haviam vivido até então em harmonia artificial, embora guardando um desprezo patológico mútuo pudessem acertar contas uns com os outros. Isso pode ser verdade, mas apenas em parte. A crua realidade é que a crise do Quênia pôs à mostra as tensões de classe que vinham aflorando de modo esparso há mais de cem anos.

Em maio de 2000, a revista The Economist surpreendeu o mundo com uma edição em que aparecia a foto de um jovem portando um foguete lançador de granada, comumente chamado pelas guerrilhas de RPG. Essa imagem se sobrepunha a um mapa da África e era acompanhada do título de capa: A Incurável África. Com esta única frase de impacto, todos nós africanos, desde os diligentes fazendeiros do delta do Nilo até os criadores de gado de Botsuana, dos ativos pescadores em torno das planícies Kano do Lago Vitória aos comerciantes do mercado Kano da Nigéria, fomos, de forma sumária, relegados da ordem da humanidade civilizada para uma única realidade ignominiosa: a autodestruição.

A mesma publicação admitira, numa de suas edições de janeiro de 2008, que o Quênia representava uma esperança para a África. Qual esperança? Infelizmente, seria a existência de uma atuante bolsa de valores, de lojas do tipo fast-food em cada esquina de Nairóbi, de prósperos cassinos, de campos de golfe bem tratados e de uma indústria em crescimento. Silenciava-se, entretanto, sobre o fato de que dois terços dos habitantes de Nairóbi ocupam apenas 8% da área da cidade, vivendo em favelas; que mais de 63% da população urbana não têm acesso à água potável; que dois em cada três quenianos sobrevivem com menos de US$1 por dia e que grandes extensões de terra pertencem a alguns poucos enquanto o número dos sem-teto e dos sem-terra aumenta cada vez mais.

Virtualmente afastada dos benefícios da prosperidade e da modernidade de que desfruta o Norte, a África sobrevive e existe na periferia da economia global. Não surpreende que, enquanto os observadores da União Européia, do Commonwealth, e a equipe de observadores locais reconheciam o fato de que as eleições presidenciais tinham sido fraudadas, o Ocidente insistia que, por se tratar da África, a subversão deveria ser ignorada "para o bem da unidade e da estabilidade do país". Esse eufemismo pode ser traduzido, na verdade, pela frase "nossos interesses estratégicos, nossos investimentos, nossas férias e safáris são mais importantes do que seus direitos democráticos; portanto, calem-se, acreditem e obedeçam".

Outrora consideradas sem contestação como o repositório da cultura, as culturas dos povos africanos estão sendo rapidamente postas à margem à medida que a cultura McDonald, orgulhosamente promovida pelo cinema e pela televisão, assume seu lugar. Essa erosão da cultura africana está sendo vista como algo positivo – a integração da África à nossa sociedade global – e deve ser incentivada.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

A (RE)INVENÇÃO DO MULATO

Retirado do blog Atabaqueblog


No começo, a partir do XVI, foi a escravidão e com ela vieram os mestiços denominados mulatos e mulatas, nascidos como filhos bastardos dos colonizadores portugueses que estrupavam as 'negrinhas'. Tempos depois, intelectuais do reino e artistas chegados com a fuga de Portugal de D. João IV no início do XIX resolveram dar graça romântica ao seu erotismo e a sua necessidade de mantê-los disponíveis tanto para sua inspiração como para o trabalho barato. Negras e negros foram transformados em idílicos mestiços, mulatas e mulatos romantizados nas descrições, literatura, desenhos e pinturas e mais tarde nas ciências sociais. Ao mesmo tempo, esta idéia coexiste com um cotidiano de exclusão social que vai travestindo o racismo explícito num racismo ambíguo e envergonhado (*) associado ou justificado pelo preconceito contra a pobreza como se este fosse mais aceitável que o outro.

A invenção do tipo mulato
(*) atendia a uma heirerarquia de tipos raciais e de cor de pele criada por intelectuais europeus que idealizavam na miscigenação uma "qualidade" superior ao negro mas, inferior ao branco. A esta qualidade se atribuiu força, vigor físico e beleza exótica, bom para o trabalho e para fornicar.Diferente da identidade negra que está referenciada nas culturas africanas, não existe uma 'identidade mulata' que seja reinvidicada por algum grupo social. A invenção do mulato atende ao pressuposto da exploração do corpo e do trabalho do negro como mais um artifício dissimulador através do exotismo e da exaltação da beleza negra por um forma envergonhada. A música popular e o próprio samba (*) se tornam veículos desta idéia exaltando o mulatismo como uma qualidade para atender a estes objetivos.Nas primeiras décadas do XX com o samba conquistando o gosto popular durante a nascente sociedade de massa, o desfile das escolas de samba oferecia ao negro e à sua imagem como mulato uma expressão de visibilidade e integração social, já que ao menos durante este período de festa a polícia não perseguia tanto, políticos e bandidos se misturavam e a classe média aplaudia, é o carnaval!


Clique aqui para ler a postagem na integra.

GRANDE PORTO ALEGRE TERÁ ATLAS SOCIAL DIGITAL

Retirado do site do PNUD.

Porto Alegre, 14/02/2008
Região metropolitana da capital gaúcha, que engloba 31 municípios, lançará banco de dados gratuito com 200 indicadores socioeconômicos-->
SARAH FERNANDES

da PrimaPagina

A prefeitura de Porto Alegre e o PNUD lançam, nesta sexta-feira, um banco de dados digital e gratuito que agrupa cerca de 200 dados socioeconômicos da região metropolitana da capital gaúcha, formada por 31 municípios. O software reúne indicadores de áreas como renda, trabalho e educação e cria mapas e gráficos de microregiões dos municípios.
A ferramenta, chamada Atlas de Desenvolvimento Humano de Porto Alegre, é inspirada no
Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, criado em 2003. Ela traz informações dos Censos de 1991 e 2000 sobre itens como habitação, vulnerabilidade e demografia, além do IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores dos municípios, feita pelo PNUD e órgãos públicos). O software também disponibiliza gráficos, imagens de satélites e mapas do sistema viário dos municípios.
Para o desenvolvimento do programa, a região metropolitana de Porto Alegre foi dividida em 330 UDHs (Unidades de Desenvolvimento Humano), um agrupamento de setores censitários (menor universo de análise do Censo) vizinhos que apresentam características socioeconômicas semelhantes. A idéia é destacar as disparidades internas dos 31 municípios, que, juntos, têm 3,7 milhões de habitantes.
O Atlas apresenta a situação de cada UDH em relação aos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas que os paises da ONU se comprometeram a atingir até o final de 2015). Também traz um canal de busca para localizar bairros pelo nome e dados relacionados a trabalho, que só estavam disponíveis no Atlas do Trabalho e Desenvolvimento de São Paulo, o mais recente a ser lançado, em setembro de 2007.
“Na Grande Porto Alegre, a desigualdade é maior dentro dos municípios do que entre os municípios. Os IDH-M vão do Egito até a Noruega, e essas realidades convivem lado a lado”, afirma Olinto Nogueira, coordenador de Desenvolvimento Humano na Fundação João Pinheiro, responsável pela composição do Atlas. “Em algumas UDHs, a mortalidade infantil precisa cair pela metade para atingir os ODM”, afirma.
“A idéia é, no futuro, elaborar uma nova ferramenta com informações do Censo de 2010. O Atlas de Porto Alegre, mesmo trazendo dados de 2000, vai ajudar a seguir a evolução dos indicadores”, afirma a coordenadora do software, Maria Teresa Amaral. “Além disso, as pessoas poderão verificar dados com facilidade e lançar um olhar crítico sobre a região”, avalia.
O Atlas será lançado em 15 de fevereiro, mas o programa deve estar disponível para download em cerca de um mês. O lançamento será durante a
Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, que acontece entre 13 e 16 de fevereiro, em Porto Alegre. O evento tem o objetivo de apresentar e debater práticas para o desenvolvimento das cidades. Além do lançamento do Atlas, o PNUD vai participar da Conferência com uma palestra sobre os Objetivos do Milênio.

Outros Atlas regionais
Atlas do Trabalho e Desenvolvimento de São PauloAtlas do Desenvolvimento Humano do Recife

Atlas de Desenvolvimento Humano em Manaus
Atlas de Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Belo Horizonte
Atlas do Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Salvador

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

SALVADOR TREINA 800 SERVIDORES ANTI-RACISMO

Retirado do site do PNUD

Salvador, 12/02/2008
Prefeitura da capital da Bahia dá curso para funcionários públicos da área de saúde identificarem e combaterem discriminação por cor-->

RAFAEL SAMPAIO
da PrimaPagina

O que é racismo institucional
O racismo institucional se revela por meio de mecanismos de intituições públicas, explícitos ou não, que dificultam o fim da desigualdade entre negros e brancos.Estudar esse tipo de racismo é, por exemplo, procurar respostas para o fato de a mortalidade infantil entre crianças negras ser maior que a de crianças brancas, mesmo que elas provenham de famílias com o mesmo padrão de renda.Segundo o Programa de Combate ao Racismo Institucional, algumas pesquisas mostram que mulheres negras têm menos chances de passar por consultas ginecológicas completas, ter acompanhamento pré-natal e pós-parto, obter informações adequadas sobre concepção e anticoncepção, e ter acesso aos métodos contraceptivos. No entanto, são maiores suas chances de estarem grávidas e terem o primeiro filho antes dos 16 anos.


Cerca de 800 funcionários públicos da área da saúde em Salvador — incluindo médicos, enfermeiros, agentes e gestores e outros profissionais — foram treinados em 2006 e 2007 para identificar e combater casos de racismo no setor. Os servidores da capital baiana, que é o município brasileiro com maior porcentagem de pretos e pardos (75,3%, segundo o Censo 2000), participaram de oficinas sobre discriminação racial tanto na administração pública quanto no atendimento a pacientes.
Ao todo, ao longo dos dois anos foram dados 25 cursos, com carga horária de 16 a 20 horas e turmas com de 30 a 40 pessoas. As oficinas vão continuar em 2008, segundo Denise Ribeiro, coordenadora da Assessoria de Promoção da Eqüidade Racial da Saúde, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde.
A iniciativa é da prefeitura de Salvador, que adota o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), apoiado pelo PNUD. “A meta é sensibilizar os servidores para questões raciais e fazer com que percebam que o preconceito existe na sociedade e nas relações de quem que está no poder público, inclusive em ações sutis”, afirma Denise.
Joelma Rosado, técnica da secretaria da Saúde no distrito da Liberdade, em Salvador, assinala que antes das oficinas era comum ver casos de médicos que davam tratamento diferente de acordo com a classe social e a cor da pele. “A diferença era sutil e consistia em não querer trabalhar com prevenção de saúde na comunidade e não dar atenção a queixas de pacientes menos instruídos e mais pobres”, diz ela. “Mas com as oficinas houve uma mudança de mentalidade”, avalia Joelma, que atua em um posto de saúde.
A técnica do distrito da Liberdade ressalta que a Ouvidoria de Saúde de Salvador já está recebendo denúncias de racismo e pode ser acionada por pessoas que não se sentirem devidamente atendidas em postos de saúde e hospitais.
A primeira oficina de combate ao racismo institucional foi dada a coordenadores da Secretaria de Saúde, que lidam não apenas com as políticas públicas do setor, mas também com recursos humanos e administração dos hospitais. A partir daí, estabeleceu-se que os cursos levariam em consideração o perfil epidemiológico, os problemas sociais e a composição étnica da população de cada um dos 12 distritos sanitários de Salvador.
“Em uma Secretaria com 12 mil servidores, o treinamento até agora foi tímido e pode avançar mais", comenta Vilma Reis, dirigente do
CEAFRO (Programa de Educação para a Igualdade Racial), que é parceiro da Secretaria de Saúde nas oficinas.
A prefeitura de Belo Horizonte e o governo da Bahia já mostraram interesse em adotar projetos semelhantes aos da Prefeitura de Salvador, segundo Vilma. Ela diz ainda que está em estudo um curso para os 1.200 agentes de endemia da capital baiana que lidam com dengue, malária e outras doenças, para identificarem casos de discriminação institucional.


Conheça o projetoSaiba mais sobre o PCRI (Programa de Combate ao Racismo Institucional).

Leia também

Negro morre mais de 'causa indefinida'

INSCRIÇÕES ABERTAS: CURSO UFRJ DE JORNALISMO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

Recebido por email e repassando.

Seleção mediante avaliação de ficha de avaliação e precedência de inscrição Curso franqueado graciosamente à Sociedade e ao Mercado Jornalismo de Políticas Públicas Sociais

UFRJ
Programa 2008/1
Palestras de BIA BARBOSA (Intervozes), MICHEL MISSE (Necvu.Ifcs.Ufrj), JOSÉ COELHO SOBRINHO (Eca.Usp), PAULO LIMA (Viração), GUILHERME CANELA (Andi), WANDERLINO NOGUEIRA (Abong), AUGUSTO GAZIR (Observatório de Favelas), SÍLVIA RAMOS (Cesec), LEONARDO MELLO (Ipea), ROSA ALEGRIA (Nef.Puc.Sp), MIRELLA DE CARVALHO, EVANDRO VIEIRA OURIQUES (Netccon.Eco.Ufrj), ANTONIO GÓIS (Fsp) e FLÁVIA OLIVEIRA ( O Globo).

Quinze palestras, às segundas-feiras das 11hàs 13h na CPM da ECO.UFRJ
Campus da UFRJ Praia Vermelha
Realização: Núcleo de Estudos de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ
Agência de Notícias dos Direitos da Infância-ANDI

Responsável: Prof. Dr. Evandro Vieira
Ouriquesevouriques@terra.com.br

O Calendário da Disciplina

Semana 1 (10/03)
Interesse, Poder e Dádiva: a questão do domínio dos estados mentais e da generosidade na positivização da rede de comunicadores-cidadãos
Palestrante:Prof. Evandro Vieira Ouriques(NETCCON.ECO.UFRJ, NEF.PUC.SP)
Semana 2 (17/03)
A Violência que Acusa a Violência: a degradação de Si e do Outro através da Mídia
Palestrante:Prof. Michel Misse(NECVU.IFCS.UFRJ)
Semana 3 (24/03)
A Abordagem de Temas Sociais junto a Públicos Não-iniciados: o Caso dos Jornais de Grande Circulação e Distribuição Gratuita
Palestrante:Prof. José Coelho Sobrinho(USP)
Semana 4 (31/03)
O Paradigma do Desenvolvimento Humano como orientador da cobertura
Palestrante:Flavia Oliveira (O Globo)
Semana 5 (07/04)
O desafio de aumentar a presença das políticas públicas na grande imprensa
Palestrante:Bia Barbosa(Intervozes)
Semana 6 (14/04)
A desigualdade social no Brasil e os processos de formulação das políticas públicas sociais compensatórias
Palestrante:Mirella de Carvalho
Semana 7 (28/04)
Orçamento nacional: As possibilidades de intervenção e orientação para o social
Palestrante:Leonardo Mello (IPEA)
Semana 8 (05/05)
Trabalho em Rede, orientado e desenvolvido pelos alunos
Semana 9 (12/05)
A cobertura das políticas públicas na área da Educação no Brasil
Palestrante:Antônio Góis(Folha de S. Paulo)
Semana 10 (19/05)
Cobertura de qualidade em meio à violência estrutural: A força política da não-violência e a responsabilidade dos atores sociais e dos jornalistas
Palestrante:Prof. Evandro Vieira Ouriques(NETCCON.ECO.UFRJ, NEF.PUC.SP)
Semana 11 (26/05)
A Questão das Políticas Públicas Sociais e a Mídia Contra-hegemônica
Palestrante: Paulo Lima(Viração)
Semana 12 (02/06)
A Comunicação criada pela Periferia no Rio de Janeiro
Palestrante:Prof. Augusto Gazir(Observatório de Favelas e ECO.UFRJ)
Semana 13 (09/06)
O paradigma dos Direitos da Criança e do Adolescente: A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente
Palestrante:Wanderlino Nogueira Neto(ABONG)
Semana 14 (16/06)
A Mídia e a Questão das Políticas Públicas Sociais no Brasil
Palestrante:Guilherme Canela (ANDI)
Semana 15 (23/06)
O Paradigma da Diversidade Cultural
Palestrante:Profa. Sílvia Ramos(CESEC)
Semana 16 (30/06)
Jornalismo prospectivo e o futuro das políticas públicas sociais como pauta
Palestrante:Rosa Alegria(NEF-PUC/SP, NETCCON.ECO.UFRJ, Millennium/UNU)

Maiores informações - 9205.1696

domingo, 24 de fevereiro de 2008

LIVROS DO CEAO (CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS) DA UFBA

Postagem muito interessante e importante que foi feita inicialmente no blog africaeafricanidades. Vale a pena dar uma visitada nele, pois tem muita coisa legal para quem quer se atualizar, principalmente professores e socíologos mais preocupados com a causa da negritude.
Para salvar os livros clique nas imagens ou nos liks alternativos.

Uma História do Negro no Brasil
Autores:
Wlamyra R. de Albuquerque
Walter Fraga Filho
De Olho na Cultura: Pontos de Vista Afro-Brasileiros

Link alternativo
Autores:
Andréa Lisboa de Souza

Ana Lucia Silva Sousa
Heloisa Pires Lima
Marcia Silva
Literatura Afro Brasileira

Organizadora: Florentina Souza e Maria Nazaré Lima

ZOOLÓGICOS HUMANOS

Retirado do blog CNNC. Artigo muito esclarecedor sobre está abominação que foi o racismo científico.

Na Europa e nos Estados Unidos da América surgiram o Human Zoo (zoológicos humanos) um meio de popularizar o racismo científico e tentar comprovar através da antropologia e da antropometria a inferioridade dos não-brancos.

Em 1836, Phineas Taylor Barnum exibiu durante sete meses a Joice Heth: escravizada, anciã, cega e quase paralisada de seus movimentos, inventando que a mesma possuía mais de 161 anos de idade, havia sido escravizada da família Washington, carregando o próprio George Washington, líder da independência dos USA, ainda bebê.Barnum foi desmentido, após uma autopsia realizada pelo Dr. David L. Rogers em um local de show na cidade de Nova York na presença de 1500 expectadores. Mesmo após a sua morte Joice Heth serviu para os estudos caucasianos racistas.

Após perder a esposa e dois filhos em um massacre no Congo pelas Forças Armadas do genocida Leopoldo II da Bélgica, Oto Benga foi outro exemplo de vitíma do racismo cientifico dos caucasianos. Benga foi trazido aos Estados Unidos, em 1904, pelo missionário cristão Samuel Phillips Verner. Oto Benga e mais oito Batwa, erradamente chamados de “Pigmeus” pelos caucasianos, sendo exposto em uma gaiola no zoológico de Bronx em Nova York ao lado com um chimpanzé, idéia originaria de Madison Grant, um dos maiores eugenistas da história. Houve protestos de pastores pretos batistas, especialmente do Pastor James H. Gordon que disse:
- A nossa raça está bastante deprimida com a exibição de um de nós como um macaco.

Após ser retirado do Zoológico trabalhou na plantação de tabaco e em 20 de março de 1916 após passar por diversas humilhações e racismos, Oto Benga realizou uma dança ritual e disparou um tiro sobre o próprio coração acabando o seu calvário nos Estados Unidos da América.

ENTREVISTA COM O INTELECTUAL ZYGMUNT "PESSIMISTA" BAUMAN

Para ampliar clique nas imagens. Para salvar no computador clique no botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como...".

UM POUCO DE OBAMA E A SOCIEDADE BRASILEIRA

Artigo interessante, publicado no jornal O Globo do dia 21.02.08, sobre a candidatura de Obama nos EUA e a política nacional brasileira .
Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique no botão direito do mouse e na opção "Salvar imagem como..."


UNB DIZ QUE ERROU AO REJEITAR PAI E ACEITAR FILHA COMO COTISTA

Retirado do site G1

16/02/2008 - 17h11
Neto de escravo, Joel Aguiar foi rejeitado em entrevista e sua filha, aprovada.Universidade informou que houve 'erro técnico' em lançamento de resultado.
Do G1, em Brasília


A Universidade de Brasília (UnB) voltou atrás neste sábado (16) e considerou aprovado um candidato que havia sido reprovado em entrevista para ingresso na universidade pelo sistema de cotas. No mesmo processo de seleção, a filha do candidato foi aprovada.
O jornalista Joel Carvalho de Aguiar, 35 anos, se inscreveu para o curso de letras e espanhol da UnB. Sua filha, Luá Resende de Aguiar, 16 anos, tenta uma vaga no curso de ciências políticas. Aguiar é bisneto de escravo com índia. Seu avô era casado com uma mulher branca, assim como seu pai.
Pai e filha fizeram o vestibular no dia 19 de janeiro e a entrevista pelo sistema de cotas no dia 8 de fevereiro. No dia 13, na divulgação do resultado da entrevista, veio a surpresa: o pai havia sido rejeitado, a filha, aprovada.
Aguiar recorreu da decisão, mas foi informado pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), que organiza o vestibular de ingresso à UnB, que a decisão demoraria 15 dias para ser anunciada. “Aí já teria sido homologado o resultado do vestibular”, afirmou.
Neste sábado (16), depois que o caso se tornou público, Joel Aguiar foi informado por telefone pelo Cespe de que havia ocorrido um “erro técnico” no lançamento do resultado de sua entrevista no sistema da universidade, e que ele havia sido aprovado. “Não estou em condições de julgar o Cespe. Se eles falaram que erraram, eu acredito que tenham errado”, afirmou Joel Aguiar ao G1.
A UnB informou que o caso de Joel foi um erro técnico na hora do lançamento final do resultado da entrevista. Apesar da aprovação na entrevista, Aguiar ainda não tem vaga assegurada. Para ingressar na UnB ele deve ser aprovado no vestibular e ainda concorrer por uma vaga com outros cotistas aprovados em entrevista.

Irmãos gêmeos

O caso de Joel Aguiar lembra o dos gêmeos idênticos Alan e Alex Teixeira da Cunha. No ano passado, Alan foi aprovado para concorrer a uma vaga como cotista, mas seu irmão não. Depois de críticas de movimentos de defesa do direito dos negros, Alex acabou sendo também aprovado. Segundo a UnB, o caso ocorreu porque até o ano passado o processo de seleção de cotistas era definido por análise de fotografias. Neste ano, o processo é feito por entrevistas com os candidatos.

Saiba mais
» UnB volta atrás e aceita gêmeo barrado em cotas
» Cotas na UnB: gêmeo idêntico é barrado
» Justiça Federal nega liminar contra cotas no ES
» Federal de Ouro Preto aprova cotas sociais no vestibular
» Justiça nega liminar contra cotas na federal do RS
» 'Não há modelos piores e melhores', diz Ronaldo Mota sobre as cotas
» 13,8% das vagas das universidades federais são para cotas
» Cotas voltam a valer na UFSC
» Justiça nega recurso contra cotas na federal do RS

sábado, 23 de fevereiro de 2008

CIA DOS COMUNS NO TEATRO GLÁUCIO GILL COM O ESPETÁCULO
"SILÊNCIO"



CURTA TEMPORADA

DE 13 A 23 DE MARÇO
QUINTA E SEXTA - 19:30 - SÁBADO E DOMINGO - 20:00


Teatro Gláucio Gill, Pça. Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana -
Ao lado da estação do Metrô - Tel: (21) 2299 5581

INGRESSOS: Inteira - 20,00 / Meia - 10,00 / Promocional - 5,00
Promoção somente para Pré-vestibulares, Escolas, Associações de moradores, Ongs e Rádios Comunitárias
Informações p/promoção: Cia dos Comuns - (21) 2242 0606 –
www.comuns.com.br
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 ANOS

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

APESAR DO BÔNUS PARA ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA NÃO AUMENTAM OS CANDIDATOS

Retirado do Folha on line

19/02/2008 - 11h04
Apesar da concessão de bônus na nota, escola pública pára de avançar na Fuvest
da Folha de S.Paulo
Dois objetivos do Inclusp, programa de inclusão social da USP, que eram o de atrair e o de aprovar mais alunos da rede pública, não foram atingidos no último vestibular.
O percentual de estudantes de escola pública matriculados na primeira convocação da Fuvest teve uma ligeira queda em relação ao ano passado, apesar da concessão a eles de aumento de 3% nas notas das duas fases do processo seletivo.
Em 2007, 26,1% dos matriculados tinham cursado todo o ensino médio na rede pública; no vestibular 2008, esse índice caiu para 25,3%. No vestibular de 2006, quando o Inclusp ainda não estava em vigor, o percentual foi de 23,7%.
No percentual de vestibulandos inscritos que fizeram todo o ensino médio na rede pública, houve também queda: de 39,1% em 2007 para 36,1% em 2008. Em 2006, o índice foi de 45,9%.
No mesmo período, a participação dos alunos da rede privada quase não mudou. Em 2006, o índice de matriculados foi de 70%; em 2007, de 68,7%; e, em 2008, de 68,8%.
Os dados são da Fuvest, fundação que aplica a prova para admissão na USP, Santa Casa de São Paulo e Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Segundo a assessoria de imprensa da USP, a pró-reitora de graduação, Selma Garrido Pimenta, não irá se pronunciar neste momento sobre os resultados da avaliação socioeconômica da Fuvest porque os números do vestibular de 2008 ainda não estão consolidados.
"Não houve mudança nenhuma neste ano. O programa repetiu o fracasso de 2007", afirma Cleyton Wenceslau Borges, coordenador do setor de políticas públicas da ONG Educafro (que oferece cursinhos a alunos de baixa renda).

FILME ABOLIÇÃO (1998) DO ZOZIMO

Este é o tipo de filme que todo militante deveria ter na sua coleção, pois, é um documentário que também pode ser chamado de registro histórico não por já ter 20 anos, mas sim por causa do foco e o "elenco" dele. O foco são os 100 anos da (farsa) abolicionista que libertou o povo negro da desumana e iracional escravidão. Podemos dizer farsa pois ela não mudou as relações sociais e desiguais da sociedade brasileira. Já o "elenco" é fantástico. É possível ver entrevista com Abdias, Lélia Gonzalez, Carlos Medeiros, Frei Davi, Benedita da Silva e dezenas de outros. Todos novos e na luta social pela mudança dos problemas sociais que o racismo impunha a todos os negros brasileiros.
Ver este filme com diversos militantes analisando aquela época pode ajudar a levantar muitas pergutas, como: Realmente o que mudou? Afinal em que avançamos? Onde erramos? O que conqistamos? O que falta conquistarmos ou melhorarmos?

O autor desta obra foi o ator e diretor Zozímo Bulbul que com sua camêra no estilo cinema novo vai passseando em varíos ambientes e personagens deixando-os a vontade para falar sobre a situação do negro brasileiro usando como referência a sua propría vida. Zozimo nos seus 70 anos de idade ainda está em atividade e ano passado participou e organizou diversos audiovisuais tendo o negro e a negritude como foco principal. Nos últimso anos dirigiu também Pequena África (2002), Samba no trem (2005) e Referências (2006).

Para saber um pouco mais de Zozimo clique nos links abaixo: JB On line
Revista Raça Brasil
AGECOM
Portal da UNE


Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

Atendendo a pedidos segue abaixo a capa do filme que conseguimos garimpando na net. Para salvar a imagem clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."

Sinopse:
Filme: Abolição,
Tipo: Arquivo em AVI
Duração: 150 min,
Ano: 1988.
Direção: Zózimo Bulbul
Abolição 1988 (Zozimo) - (01 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (02 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (03 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (04 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (05 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (06 DE 07) easy-share (78 MB)/ mediafire (75 MB)
Abolição 1988 (Zozimo) - (07 DE 07) easy-share (15,4 MB)/ mediafire (14,5 MB)

Colocamos também este documentário no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot

Abolição 1988 (Zozimo) 12 de 15




Abolição 1988 (Zozimo) 13 de 15




BAIXE TAMBÉM:

JUSTIÇA NEGA LIMINAR DE 48 CANDIDATOS CONTRA COTAS DA UFES

Retirado do jornal Estado de São Paulo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008, 15:10 Online
Universidade reserva 40% das vagas para egressos da rede pública cuja renda máxima seja de 7 salários mínimos
Elvis Pereira, do estadao.com.br


SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região rejeitou liminar em que 48 alunos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) pediam a suspensão da resolução que determinou o sistema de cotas na UFES. A universidade reserva 40% das vagas para egressos da rede pública cuja renda familiar máxima seja de sete salários mínimos. A decisão foi divulgada na quarta-feira, 13.

Veja Também:
Cotas para negros geram discussão em vestibular do Maranhão

A mesma solicitação já havia sido negada em primeira instância pela Justiça Federal. Resta agora aos estudantes aguardar o julgamento do mérito de um mandado de segurança ajuizado por eles na Justiça Federal de Vitória.

No TRF2, os alunos alegavam que o sistema de cotas deveria ter sido instituído por meio de emenda constitucional e que a resolução da universidade violaria os princípios constitucionais da legalidade e da igualdade. Mas para o relator do processo no TRF2, o pedido teria de apresentar uma fundamentação relevante e demonstrar o risco de lesão grave e de difícil reparação para justificar a concessão da liminar contra as contas.

Na análise do juiz Marcelo Pereira, da 8ª Turma Especializada do TRF2, que negou essa última liminar, "não é possível vislumbrar a verossimilhança das alegações". Pereira completou que o juiz de primeiro grau analisou profundamente o caso e que sua decisão, ao menos neste momento, está de acordo com o entendimento dos Tribunais Regionais Federais.

COMENTÁRIOS
Cotas para juiz.
Qui 14/02/08 18h31 Anônimo
Prezado Sr. Juiz:Vou propor cotas para os advogados negros e pobres nos concursos públicos para juízes.Como o Sr. disse,não haverá risco de "lesão grave",dessa feita para a justiça.

Assim não dá.
Qui 14/02/08 18h11 zambonelias , zambonelias@estadao.com.br
Será que 48 alunos que perderam suas vagas numa universidade pública,na qual entraram por mérito,não traria consequências irreversíveis para as suas vidas?Porque é correto corrigir as desigualdades sociais tomando vagas de uns,sem criar mais para todos?Não tem dinheiro?Engraçado...,para o mensalão tem.
Comente também

SISTEMA DE COTAS DA UTFPR É QUESTIONADO NA JUSTIÇA

Retirado do site do jornal Gazeta do Povo

EDUCAÇÃO - VESTIBULAR LIMINAR 19/02/2008 - 18h53
por GLADSON ANGELI - GAZETA DO POVO ONLINE


O sistema de cotas nas universidades públicas do país tem gerado brigas judiciais entre as instituições e os canditados. O concurso vestibular 2008 da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) é o primeiro da entidade onde foram adotadas as cotas sociais. O sistema, que destina 50% das vagas para alunos de escolas públicas, foi aprovado pelo Conselho Universitário no dia 14 de setembro. Pelo menos seis processos, porém, já questionam na Justiça o sistema adotado pela UTFPR.
Na terça-feira (12) a juíza substituta Giovanna Mayer, da 7ª Vara Federal de Curitiba, emitiu uma liminar garantindo a matrícula de um aluno que havia perdido a vaga em razão do sistema de cotas. A advogada Carla Speroni Scherer explica que seu cliente foi classificado em 23.º lugar no curso de Engenharia de Produção Mecânica, Campus Ponta Grossa, da UTFPR. O vestibular, porém, oferecia apenas 22 vagas, 11 delas para os cotistas. Nas chamadas complementares, quatro candidatos foram aprovados. “Ele deveria ser o primeiro a ser chamado, mas pelas cotas outros quatro candidatos com notas inferiores a dele foram passados a frente”, afirma.
Ainda cabe recurso da decisão. O professor Carlos Eduardo Cantarelli, pró-reitor de Graduação e Educação Profissional, disse que a universidade deve recorrer da liminar como outras instituições têm feito. “Não há nenhuma decisão judicial definitiva contra as cotas na UTFPR. Mas vamos matricular os alunos se a Justiça determinar”, disse Cantarelli.
No primeiro vestibular que utiliza o sistema, mais da metade dos candidatos se inscreveram para disputar uma vaga pelas cotas. Do total de 13.339 candidatos que participaram do processo seletivo, 7.520 (56,37%) se cadastraram na reserva de vagas.

UFPR
O sistema de cotas também causou polêmica na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em janeiro, a Justiça deu uma sentença contra o sistema. A estudante Elis Wendpap venceu em primeira instância um processo por ter perdido a vaga no curso de Direito em razão da reserva de vagas na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Santa Catarina
O sistema de cotas tem causado brigas judiciais também em Santa Catarina. O Sindicato das Escolas Particulares do estado (Sinepe/SC) pediu a suspensão das cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o vestibular 2008. Em 18 de janeiro, o juiz federal Gustavo Dias de Barcellos, suspendeu por liminar o sistema de reserva de vagas. O magistrado determinou que os vestibulandos que alcançaram a nota mínima exigida para cada curso sejam matriculados, independentemente das vagas reservadas vigentes na instituição.
O sistema de cotas voltou a valer em 31 de janeiro. O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, da 3.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região suspendeu a liminar que cancelava o sistema de reserva de vagas na universidade.

COMISSÃO ACEITA 323 CANDIDATOS NEGROS PARA DISPUTAR RESERVA DE VAGAS

Retirado do site do G1

18/02/2008 - 20h31 - Atualizado em 19/02/2008 - 09h07
Onze candidatos são barrados nas cotas da UFSC
De acordo com a universidade, eles não conseguiram provar ser afrodescendentes.Vestibulandos recorreram e vão ter de esperar resposta de comissão.

A Universidade Federal de Santa Catarina (
UFSC ) informou nesta segunda-feira (18) que 11 candidatos às vagas de cotas para negros no vestibular não conseguiram provar que são afrodescendentes. A nova polêmica acontece três semanas depois de a Justiça Federal restabelecer a reserva de vagas. O programa de ação afirmativa havia sido derrubado por liminar na Justiça.

Segundo dados do programa de cotas, dentre os que optaram por concorrer nos 10% de vagas destinadas para alunos negros de escola pública, 323 foram aprovados, mas 30 não compareceram à instituição para validar o ingresso na faculdade. Outros 11 não tiveram a autodeclaração aceita pela comissão do vestibular. Os candidatos já pediram que a universidade reconsidere sua decisão e uma resposta deve ser dada até o dia 26 de fevereiro. Caso as vagas não sejam preenchidas, elas serão remanejadas para outros candidatos do programa de ação afirmativa. Ao final, só quando não houver mais classificados, é que as vagas irão para a classificação geral. Sobre os candidatos que concorreram aos 20% de vagas reservadas para alunos de escola pública (não necessariamente descendente de negros), a universidade não soube precisar o número de estudantes que perderam a vaga. A única informação é a de que muitos não se enquadraram nos requisitos, pois freqüentaram escolas públicas mantidas por fundações particulares. Na data da matrícula chegaram à UFSC 12 liminares de candidatos que querem garantir a vaga independentemente das cotas. A instituição vai recorrer.

Cotas voltam a valer
As cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) voltaram a valer no dia 31 de janeiro. O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspendeu a
liminar que cancelava o sistema de reserva de vagas na universidade. Segundo a assessoria de imprensa do TRF4, o recurso da UFSC entrou no sistema na quarta-feira (30) à noite. (Leia aqui a íntegra da decisão).

A suspensão das cotas havia sido determinada no último dia 18 pela 4ª Vara Federal da capital catarinense. Ao analisar o recurso interposto pela UFSC, o magistrado entendeu que, tendo em vista a jurisprudência sobre o assunto no TRF4, a liminar devia ser derrubada. O mérito da ação ainda será analisado pela 3ª Turma do tribunal em data a ser definida.

Na decisão, o desembargador diz que "O interesse particular não pode prevalecer sobre a política pública; ainda que se admitisse lesão a direito individual - que me parece ausente ante o fato de que o Impetrante conhecia a limitação, concorreu para cotas já predeterminadas -, não se poderia sacrificar a busca de um modelo de justiça social apenas para evitar prejuízo particular".

Há pelo menos 55 ações na Justiça Federal de Santa Catarina questionando o sistema de cotas, algumas dos próprios candidatos e outra do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinep/SC). As liminares que têm sido favoráveis em primeira instância, normalmente são derrubadas pelo TRF4. Nenhuma delas chegou em última instância.

As cotas
Este é o primeiro processo seletivo da universidade com sistema de cotas. Das 4.095 vagas da UFSC, 20% foram destinadas para estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas e 10% para negros que estivessem na mesma condição.

A lista de aprovados no vestibular 2008 da UFSC foi divulgada no dia 28 de dezembro. Veja os classificados
aqui. A universidade também divulgou os acertos do primeiro e do último candidato classificado por curso, dos candidatos oriundos de escola pública classificados e dos candidatos autodeclarados negro classificados.

COMENTÁRIOS
leia todos os comentários (13)
Robinson19/02/200811h09
Abaixo com estas cotas raciais!É ridículo usar esse critério!


Cleverson19/02/200810h43
Creio que a cota de negros seja discriminatória, pois diferencia raças, a cota para alunos que estudam em escola pulblica é mais democratica pois beneficia pessoas de todas as raças, com um ponto em comum entre todas, aluno de escola publica é pobre e compravadamente tem menos chance no vestibular.


clóvis melo19/02/200810h18
Qualquer privilégio que se dê a qualquer pessoa acarreta um desequilíbrio e um prejuízo que é pago pelo conjunto da sociedade. Todos somos iguais e temos os mesmos direitos. Ninguém tem culpa se uns estudam ou trabalham menos que os outros. Que se danem.
» leia todos os comentários (13)

Saiba mais
» Cotas voltam a valer na UFSC
» UFSC investiga vazamento de lista extra-oficial na internet
» STF arquiva recurso contra sistema de cotas na UFSC
» Sindicato recorre contra sistema de cotas na UFSC
» UFSC entra com recurso contra suspensão das cotas
» Cotistas da UFSC temem perder as vagas
» Justiça suspende cotas na UFSC
» UFSC divulga aprovados no vestibular

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

MICROSOFT & YAHOO! A GRANDE ALIANÇA ANTI-GOOGLE

Retirado do site do Observatório da Imprensa

Por Carlos Castilho em 4/2/2008

Há pelo menos dois anos os principais caciques da internet norte-americana vinham estudando estratégias sobre como enfrentar o avassalador crescimento da Google, uma empresa que surgiu como um mecanismo de buscas na web e hoje é a marca mais valorizada da internet mundial.
A Microsoft resolveu agora partir para a ofensiva anunciando sua intenção de comprar a Yahoo!, o segundo sistema de buscas mais usado na internet e que desde o final de 2006 vinha apresentando uma performance claudicante, sem conseguir evitar a desvalorização constante de suas ações na bolsa Nasdaq (de empresas eletrônicas).
Na verdade, são duas empresas em dificuldades que decidem juntar forças para evitar o pior. Se a Yahoo! perdia terreno para a Google, a Microsoft não consegue evitar a erosão constante de sua hegemonia no mercado de software. Primeiro foi o golpe sofrido como o sucesso do sistema operacional de código aberto Linux. Depois veio o golpe causado pelo navegador Firefox, que está acabando com a histórica supremacia do Explorer.
A Microsoft também reagiu com muita lentidão ao fenômeno web 2.0 – ou web social –, formado por projetos baseados na colaboração e participação de usuários. Mas o golpe mais severo aconteceu depois do lançamento bombástico do sistema operacional Vista, destinado a substituir o Windows XP. O Vista está há um ano no mercado e ainda não emplacou, tanto que cada vez mais compradores de computadores novos exigem a troca do Vista pelo XP.


Pulo do gato
A Microsoft e a Yahoo! reinavam absolutas na web, no final dos anos 1990, quando os garotos Larry Page e Sergei Brin criaram a Google, no dormitório da Universidade Stanford, onde eles estudavam engenharia. Menos de uma década mais tarde, a situação se inverteu totalmente, num processo que está se transformando numa espécie de versão corporativa da lei de Darwin.
A mastodôntica Microsoft e a pouco criativa Yahoo! acabaram atropeladas pela agilidade e inventividade da geração Google, que teve a coragem de desafiar hegemonias e fazer um aposta no futuro, numa época em que os grandes estavam mais preocupados com o faturamento do presente. A Google criou um modelo de negócios inteiramente novo, baseado na acumulação de informações fornecidas pelos seus usuários.
O segredo da Google foi descobrir um sistema de hierarquização dos resultados de buscas apostando que o crescimento da internet complicaria enormemente a localização de endereços na rede. Hoje, 58,3% das buscas na web norte-americana e 86% das realizadas na Inglaterra são feitas com a ajuda do sistema criado por Larry e Sergei.
O mecanismo de busca passou a guardar todas as informações deixadas pelos seus usuários. Este banco de dados tornou-se ainda maior quando a empresa lançou o correio eletrônico Gmail, grátis e praticamente ilimitado. Foram estas informações que permitiram a Google criar sistemas de publicidade que se revelaram uma mina de ouro, porque incluíam os pequenos anunciantes, eternamente marginalizados pelas agências de publicidade.


Ficção virtual
A combinação de informações recolhidas de usuários, gratuitamente, e o faturamento tipo grão de milho por meio dos sistemas
Adwords e Adsense fizeram as ações da Google disparar nas bolsas. Hoje, as ações da empresa valem três vezes mais que as da Yahoo!, aumentaram de valor 65,1% em novembro de 2007 e custam 21 vezes mais do que em agosto de 2004, quando a Google tornou-se uma empresa de capital aberto.
A compra da Yahoo! pela Microsoft pode ser vista de duas maneiras: uma expressão do canibalismo concentrador entre as grandes empresas para assegurar a sobrevivência das mais aptas, ou mais um sintoma de que as hegemonias são efêmeras na era virtual, por conta da inovação constante e do permanente desafio em detectar tendências presentes para antecipar oportunidades futuras.
Agora só falta a Google, comprar a livraria virtual Amazon, para que o documentário de ficção
Epic 2014 [há uma versão mais atualizada chamada Épic 2015, que pode ser acessada aqui] se torne cada vez mais verossímil. A peça criada por Robin Sloan e Mark Thompson afirma que no ano 2014 um hipotético megaconglomerado chamado Googlezon dominaria a internet, monopolizando toda a informação e provocando o desaparecimento dos grandes impérios jornalísticos.

REVISTAS INFO EXAME

Revista Info Exame de Janeiro e Fevereiro. Retirado do Blog downloadscopyleft.
Para baixar clique nas imagens abaixo.













Download pelo Rapidshare

Parte 1
parte 2

domingo, 17 de fevereiro de 2008

EXIBIÇÃO DO FILME FAMÍLIA ALCÂNTARA

Recebido por email. Para ir para a pagína do Estimativa clique aqui. Local: Sesc Madureira
Filme: Família Alcântara
Direção: Daniel Solá Santiago e Lilian Solá Santiago
Classificação Livre

Sinopse: O documentário que conta a história de uma família descendente de africanos escravizados em Minas Gerais trabalha com a integração e a resistência cultural, misturando realidade e ficção.
Com o coral, as peças de teatro e as guardas de congada - atividades artísticas e religiosas - a Família Alcântara preserva a sua história e a mantém por gerações, uma família formada por 78 pessoas.
O filme explora a cultura única criada pelos africanos escravizados no Brasil da etnia bantu - origem da maioria dos africanos trazidos para a América durante o período de escravidão, e seus descendentes demonstram como as questões históricas e sociológicas mais gerais influem na vida de cada um.
Segundo o diretor Daniel Solá, a proposta do filme é mostrar quem são essas pessoas e apresentar a sua história: "O filme Família Alcântara retrata o olhar de pessoas negras sobre a questão negra no Brasil", conta.
Sem mesmo estar na África eles recriam a história e demonstram como fragmentos de memória podem proporcionar conexões históricas e espirituais, tornando-se uma fonte de resistência cultural e de identidade.

Realização: Estimativa em parceira com Sesc Rio
Apoio:DSS Produções
Caras do Brasil Produções
Étnica Comunição e Produçã

JOVENS NEGROS PROCESSAM XEROX DO BRASIL

O texto abaixo foi recebido por email. Para quem lembra deste projeto sabe que estes jovens que estão processando a Xerox estão corretissímos. A xerox fez muita propaganda na época, além de ter repassado muito dinheiro iludindo esses garotos com promessas de responsabilidade social corporativa. Esperamos que tenham sucesso. Clique aqui para ter acesso a uma apresentação em slides do projeto com números do grupo de jovens do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Jovens negros entram com ação judicial contra Xerox do Brasil

Jovens negros entram com ação judicial contra Xerox do BrasilUm grupo formado por 16 jovens, que participaram do projeto de ações afirmativas Afro-Ascendentes, ingressaram com ação judicial contra a Xerox do Brasil, empresa responsável pelo projeto.
O Afro-Ascendentes, iniciado em meados de 2003, teve como principal objetivo a inserção e formação de vinte jovens afro-descendentes de baixa renda em universidades públicas e privadas de excelência da cidade de São Paulo. Com o projeto a empresa Xerox do Brasil tinha o intuito de fortalecer sua imagem de empresa cidadã junto ao mercado.
Amplamente divulgado pelos meios de comunicação à época, o projeto previa bolsa de estudos, atividades culturais, apoio psicológico, acompanhamento familiar e escolar individualizado, oficinas, curso de línguas; acesso à informática e internet na residência de cada participante, bem como facilitação de estágios profissionais para os jovens.
No entanto, o projeto não durou sequer 1 ano. Os 20 jovens que foram selecionados, após um intenso processo seletivo que contou com mais 400 inscritos, não receberam qualquer tipo de apoio após o ingresso nas universidades.
De fato, a empresa Xerox do Brasil decidiu de forma repentina encerrar o programa, não dando qualquer suporte aos jovens participantes. Apesar da desistência, a empresa continuou divulgando o projeto como um exemplo de responsabilidade social.
A maioria dos jovens participantes indignados com o descaso com que foram tratados e com as promessas não cumpridas, decidiram ingressar com uma ação judicial por danos contra a empresa, processo 2007.241399- 0, que tramita na 16ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo.
Os jovens alegam que o projeto foi conduzido de forma irresponsável e que a empresa Xerox do Brasil apenas usou os participantes como uma "jogada de marketing", visando construir sua reputação de empresa de responsabilidade social junto ao mercado, desprezando a dignidade humana dos envolvidos.
A decisão por entrar com uma ação judicial contra a empresa se deu na expectativa de evitar que outros órgãos tenham a mesma iniciativa, qual seja: utilizar a pobreza e a desigualdade social como uma forma de obter lucro (direta ou indiretamente) , sem qualquer responsabilidade com as expectativas de futuro que criam nas pessoas envolvidas, e fazer com que a Xerox do Brasil seja responsabilizada pelos seus atos, ressarcindo os danos causados.

Jovens ex-participantes do projeto Afro-Ascendentes
São Paulo, 27 de janeiro de 2008.

Alguns links sobre o projeto:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u13114.shtml
http://www.justica.sp.gov.br/Imprimir.asp?CodNoticia=264

ARTIGOS SOBRE CASAMENTOS E RELAÇÕES AMOROSAS INTERRACIAIS

Pensando na matéria anterior sobre casamentos e relacionamentos interraciais foi feito uma busca de links com estudos sobre este tema.

É claro que não poderiamos esquecer do livro "Mulher Negra, Homem Branco. Um breve estudo do feminino negro", da professora da UNESP Gislene Aparecida dos Santos. Este livro não está digitalizando (quem sabe um dia?), mas podemos sugerir dois textos dela abaixo e a capa do livro com link para a editora. Podem comprar que não vão se arrepender.

Textos sugeridos:

Brasil à maneira filosófica. Consciência negra versus políticas afirmativas

Medos e preconceitos no Paraíso

sábado, 16 de fevereiro de 2008

JUDEUS ETÍOPES PROTESTAM CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL EM ISRAEL

Matéria interessante que mostra que mesmo quando existe um discurso de diáspora judaico forte que busca juntar todos os judeus espalhados pelo mundo certos iracionalismos como o racismo ainda impera nas cabeças de muitas pessoas. A "webmaster preferida" do aldeiagriot falou algo que resume acertadamente está matéria: "Até em Israel acabamos sendo discriminados enquanto pretos".

No wipédia tem muito poucas informações sobre os judeus etiópes, clique aqui para conferir. No blog do Rizolo têm a matéria abaixo e comentários interessantes, além da imagem ao lado.


Retirado do jornal Hora do Povo

Em matéria publicada no dia 6, o jornal israelense Haaretz denuncia a discriminação racial que atinge estudantes judias negras, vindas da Etiópia, em colégio primário na cidade de Petach Tikva, para onde foram enviados a maioria dos que emigraram do país africano para Israel.
O colégio, Escola Elementar Lamerchav, de orientação religiosa, aceitou receber quatro estudantes etíopes. Oitenta crianças em idade escolar não conseguiram matrícola para este ano letivo na mesma cidade.
As crianças que foram recebidas, estão tendo aulas em salas separadas, têm recreio em horário separado e a diretoria da escola alugou um carro para levá-las para casa, longe das demais que viajam em um ônibus escolar.
“Eles sempre souberam, e nós sempre acreditamos, que nós somos um único povo”, afirmou Shula Hula, que estuda na Universidade Hebraica, em Jerusalém. “Agora provaram que estão mentindo”.
As crianças etíopes estão também sendo manipuladas pelas diretorias das escolas. As ‘seculares’ dizem que não podem inscrevê-las porque ainda não foram convertidas ao judaísmo pelo rabinato (os etíopes que mantiveram tradições hebréias com uma liturgia diferente das demais correntes judaicas, são considerados “não inteiramente judeus” pelo stablishment rabí-nico de Israel). As religiosas, onde as crianças deveriam tomar aulas para se prepararem para a conversão, tampouco querem recebê-las, alegando que os pais das demais crianças (não negras) se afastariam das mesmas escolas que recebessem os etíopes.
“O Ministério da Educação abandonou os filhos de imigrantes da Etiópia. Todos os cidadãos merecem receber educação igual”, afirmou Abraham Nagosa, líder da comunidade dos etíopes em Petach Tikva.
O Banco de Israel liberou um informe onde se diz que os trabalhadores de origem etíope ganham, em média, metade dos salários da média dos trabalhadores do país. 52% das famílias dos etíopes são pobres. A maioria de seus integrantes em idade de trabalhar está desempregada. A comunidade etíope, que está em 1,4% da população, contribui com mais de 16% do total de israelenses abaixo da linha de pobreza.
O informe do Banco de Israel sugere uma forma original de enfrentar a discriminação: escolas que recebessem etíopes receberiam fundos extras!

O ex-presidente Mo-she Katsav – afastado por escândalos de corrupção e de assédio sexual – declarou, pouco antes de se afastar: “Israel talvez tenha errado em trazer os judeus da Etiópia para cá”.
Manifestação recente dos etíopes de Petach Tikva foi recebida por cargas de cavalaria da polícia.

ESTUDO DIZ QUE CASAMENTOS INTERRACIAIS AUMENTAM NO BRASIL

Matéria publicada no dia 14 de fevereiro de 2008.
Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como...".

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PREOT ADOTA COTAS PARA ESCOLA PÚBLICA

Mais uma universidade adotando cotas, mas infelizmente não é para negros. Retirado do site G1. Segue abaixo também os comentários iniciais. Acho que deveríamos todos ir no site e colocarmos nossa opinião dafalta que as cotas raciais vai fazer na federal de Ouro Preto

14/02/2008 - 11h29 - Atualizado em 14/02/2008 - 11h39
Federal de Ouro Preto aprova cotas sociais no vestibular
30% das vagas ficarão reservadas para estudantes de escolas públicas.Medida já vale no vestibular do meio do ano.


A Universidade Federal Ouro Preto (
Ufop ) aprovou nesta quarta-feira (13) a adoção de cotas sociais no processo seletivo para ingresso de novos alunos. A reserva de vagas já valerá para o vestibular do meio do ano, com início das aulas no segundo semestre de 2008.

Pela decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da instituição, ficam reservados 30% das vagas disponíveis em cada curso para candidatos aprovados que tenham estudado o ensino médio integralmente em escolas públicas. No vestibular do meio do ano, a Ufop disponibiliza 1.113 vagas em 29 graduações. Dos cursos, oito são novos e outros 17 tiveram aumento de vagas.

Em Minas, a universidade é a segunda instituição federal a adotar a reserva de vagas. Apenas a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já havia implantado cotas sociais e raciais no estado.

Saiba mais

» 'Não há modelos piores e melhores', diz Ronaldo Mota sobre as cotas
» 13,8% das vagas das universidades federais são para cotas
» Justiça determina 50% de cotas nas federais de Minas

» escreva o seu comentário
Guilherme14/02/200817h25
A DECISÃO DA JUSTIÇA EM MINAS É QUE AS UNIVERSIDADES RESERVEM 50% DAS VAGAS PARA ESTUDANTES DAS ESCOLAS PÚBLICAS. A DECISÃO DA UFOP É POSITIVA, MAS CUMPRIR A DECISÃO DA JUSTIÇA É MAIS CONSEQUENTE NO SENTIDO DE AVANÇAR NO RUMO DA INCLUSÃO SOCIAL.

Amanda14/02/200813h49
Acho que adotar esse tipo de cotas e totalmente coerente com a situação social brasileira.Pois a cota para negros e inegavelmente inaceitavel, negros e brancos são iguais , porém o ensino em escolas públicas é totalmente defasado perante as escolas particulares.

PROCESSO DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIO(A)S NO IBASE

Processo de Seleção Estagiário(a) Observatório da Cidadania: Direitos e Diversidades

*O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), uma entidade sem fins lucrativos, sem vinculação religiosa ou partidária, cuja missão é a construção da democracia, combatendo as desigualdades e estimulando a participação cidadã, está selecionando:
*Estagiário para atuar na linha* Observatório da Cidadania: Direitos e Diversidades.

*Descrição:* Estudante do 3º ao 5º período de Ciências Sociais, História ou áreas afins; Ter familiaridade com dados estatísticos e indicadores; Interesse em políticas públicas e Direitos Humanos; Bom conhecimento de inglês; Conhecimentos avançados de editor de texto, planilha eletrônica, apresentação gráfica e banco de dados, Internet.
*Contrato: *A organização oferece bolsa-auxílio variando entre R$ 540,00 a R$ 810,65 + seguro de vida obrigatório, para 04 e ou 06h diárias.
*Local de trabalho/: /*Rio de Janeiro.

Candidatos(as) afrodescendentes, pessoas com mais de 45 anos e pessoas com deficiência, estão especialmente convidados(as) a participar do processo de seleção.

Poderão participar do processo seletivo, prestadores( as) de serviços que estejam atuando no Ibase e em caso de empate entre os(as) candidatos(as) , estes terão prioridade na escolha do(a) candidato(a) para ocupar a vaga.
Os currículos deverão ser remetidos até o dia 29 de fevereiro de 2008, para o endereço eletrônico*: rh_ibase@ibase. br, aos cuidados da Sra. Maria de Fátima

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

ESCRAVISTAS TÊM APOIO PARA SAIR DE LISTA

Retirado do site da revista Rolling Stonnes.

Carlos Juliano Barros
Empregadores brasileiros que usam o trabalho escravo encontram apoio dentro do Congresso para saírem da chamada Lista Suja
Os trabalhadores chegam à fazenda no lombo de um caminhão, depois de horas de viagem. Tão logo avistam a área a desmatar, iniciam a primeira tarefa: construir o próprio alojamento. Só aí podem descansar seus corpos esgotados em redes, protegidos do sol e da chuva por uma lona preta esticada em pedaços de pau. O dia-a-dia é duro e requer energia. Mas a fome jamais se sacia somente pelo arroz e feijão ingeridos religiosamente no almoço e no jantar. A água para cozinhar, lavar o corpo e matar a sede provém da mesma fonte utilizada pelos animais que procuram aliviar o calor. Os maços de cigarro e os litros de aguardente comprados a preços superfaturados na venda vão corroendo o esperado salário do fim do mês. Também está devidamente registrado em um caderninho o custo do transporte, que parecia gentileza do patrão. No final das contas, invertem-se os papéis. É o empregado quem deve ao empregador. Então, só restam duas alternativas: labutar ou fugir.
No aniversário de 120 anos da canetada da Princesa Isabel, que acabou legalmente com a escravidão no Brasil, o número de pessoas que ainda hoje trabalham de maneira forçada em fazendas do interior do país não é nada desprezível.
Desde 1995, quando o governo federal reconheceu perante a Organização das Nações Unidas (ONU) a existência de escravos em seu território, mais de 27 mil pessoas já foram literalmente libertadas em operações dos chamados “grupos móveis” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Composta por fiscais e procuradores do Trabalho, além de policiais federais que garantem a segurança da expedição, uma blitz como essa é feita de surpresa e pode durar vários dias. Geralmente é motivada pela denúncia de alguém que escapou de uma fazenda a um sindicato ou a um centro de defesa de direitos humanos, que alertam as autoridades em Brasília. No ano passado, os números oficiais bateram recordes: 5.877 resgatados. Estatística que não deixa dúvida quanto à atualidade do problema.
Os escravagistas modernos não são pequenos produtores sem dinheiro para bancar o gasto com seus funcionários, como se poderia pensar apressadamente. Ao contrário, investidores capitalizados e grupos empresariais de porte ainda teimam em recrutar trabalhadores desesperados, deixando de honrar seus direitos básicos. O objetivo é simples: elevar os lucros à enésima potência. Até representantes da linha de frente do poder público têm o dedo metido nessa ferida. É o caso do senador João Ribeiro (PR-TO) e do deputado federal Inocêncio Oliveira (PR-PE), para citar gente de peso na cena política nacional. Ambos estão envolvidos em processos na Justiça decorrentes de fiscalizações do grupo móvel que encontraram escravos em suas terras.
A identidade desses maus e às vezes ilustres patrões só vem à tona graças à temida “Lista Suja” do MTE. Regulamentada pela portaria 540/2004, ela consiste num cadastro de empregadores flagrados pela prática desse crime, e é atualizada em média a cada seis meses. Na sua edição mais recente, disponível no site do ministério, ela torna públicos os dados de 189 pessoas físicas e jurídicas que incidiram nessas irregularidades. Para se ter noção do poder de fogo desses empregadores, uma das dez maiores fabricantes de produtos lácteos do país, a Leitbom, está na última divulgação. Assim como o Grupo Soares Penido, que controla a viação Pássaro Marrom, entre outras empresas.
Uma vez citado na Lista Suja, o infrator permanece por pelo menos dois anos. Se todas as pendências forem resolvidas, durante esse período, seu nome pode enfim ser retirado. “Não se tem notícia de outro lugar do mundo em que haja um cadastro como esse. Ele é o principal instrumento de combate ao trabalho escravo no Brasil porque, a partir dele, é possível construir uma série de políticas para erradicar o problema”, afirma Andrea Bolzon, coordenadora da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

ESPETÁCULO SOBRE RAINHAS NEGRAS EM BRASÍLIA.

Retirado do AFROPRESS

Rainhas Negras
Por: Foto do Espetáculo - Assessora de Imprensa, Liana Gesteira. - 1/2/2008
Brasília - Espetáculo Rainha, do Grupo Margaridas, de Brasília, inspirado em poemas de artistas brasileiras e americanas, aborda o universo da mulher negra contemporânea, sua força, seu seu trabalho, seu passado e dignidade. Leia Mais.O grupo de dança Margaridas estréia em fevereiro seu mais novo trabalho, intitulado “Rainha”. O espetáculo aborda e reflete sobre a mulher negra em sua condição contemporânea. Sua força e fragilidade, sua condição sócio-cultural; seu trabalho; sua invisibilidade; sua beleza, sua dignidade e seu passado. Esta é a quarta montagem do grupo brasiliense Margaridas que convidou o artista Édi Oliveira para criação das coreografias deste trabalho, em conjunto com as interpretes Cleani Marques e Laura Virgínia.

Para se informar sobre dias e contatos para a peça clique aqui.

REPORTAGEM SOBRE FARÓS NEGROS NA NATIONAL GEOGRAFHIC

Faraós negros

Um capítulo esquecido da história fala de um tempo em que reis do interior da África conquistaram o Antigo Egito
No ano de 730 a.C., um homem chamado Piye chegou à conclusão de que a única maneira de salvar o Egito de si mesmo era invadi-lo. E muito sangue iria correr antes de chegar o momento da redenção.
"Preparem as melhores montarias de seus estábulos", ordenou ele a seus comandantes. A magnífica civilização que construíra as grandes pirâmides havia perdido o rumo, destroçada por medíocres chefes guerreiros.
Durante duas décadas, Piye estivera à frente do próprio reino na Núbia, um trecho da África situado quase todo no atual Sudão. Mas ele também se via como o verdadeiro Senhor do Egito, o legítimo herdeiro das tradições espirituais mantidas por faraós, como Ramsés II e Tutmés III. Como Piye provavelmente jamais colocara de fato os pés no Baixo Egito, houve quem não levasse a sério suas reivindicações. Agora, contudo, Piye iria testemunhar com os próprios olhos a submissão do Egito decadente.
Suas tropas seguiram para o norte, navegando pelo rio Nilo. E desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egito. Convencido de que havia uma maneira apropriada de travar guerras santas, Piye ordenou aos soldados que, antes do combate, se purificassem com um banho no Nilo, vestissem panos de qualidade e aspergissem sobre o corpo a água do templo em Karnak, um local santo para Amon, o deus solar com cabeça de carneiro, considerado por Piye como a sua divindade pessoal. Assim consagrados, o comandante e suas tropas passaram a enfrentar todos os exércitos que cruzavam pelo caminho.
No fim de uma campanha de um ano, todos os chefes guerreiros do Egito haviam capitulado - incluindo Tefnakht, o líder do delta, que enviou uma mensagem a Piye: "Seja clemente! Não posso contemplar o teu semblante nos dias de vergonha nem me erguer diante de tua chama, pois temo a tua grandeza". Em troca da própria vida, os derrotados conclamaram Piye a adorar em seus templos, a ficar com suas jóias mais refulgentes e a apoderar-se de seus bons cavalos.
O conquistador não se fez de rogado. E então, diante de seus vassalos que tremiam de medo, o recém-sagrado Senhor das Duas Terras fez algo extraordinário: após embarcar seu exército e seu butim, içou velas rumo ao sul, navegou de volta para casa, na Núbia, e jamais voltou ao Egito.
Em 715 a.C., quando Piye morreu, encerrando um reinado de 35 anos, seus súditos atenderam a seu desejo e o enterraram em uma pirâmide de estilo egípcio, juntamente com quatro de seus amados cavalos. Piye foi o primeiro faraó a ser sepultado dessa maneira em mais de 500 anos. É uma pena, portanto, que nada do semblante literal desse grande núbio tenha sobrevivido. As imagens de Piye nos elaborados blocos de granito, conhecidos como estelas, e que registram sua conquista do Egito, há muito foram apagadas. Em um relevo no templo da capital núbia de Napata, restaram apenas as pernas de Piye. Só temos certeza de um único detalhe físico do faraó: a cor de sua pele, que era negra.
Piye foi o primeiro dos chamados "faraós negros" - uma série de soberanos núbios que reinaram sobre todo o Egito durante três quartos de século, constituindo a 25a dinastia. Graças a inscrições entalhadas em estelas tanto pelos núbios como por seus inimigos, podemos ter idéia da imensa área do continente controlada por esses governantes. Os faraós negros reunificaram um Egito fragmentado e marcaram sua paisagem com monumentos gloriosos, criando um império que se estendia desde a divisa meridional na atual Cartum, seguindo na direção norte, até o Mediterrâneo. Eram poderosos o bastante para enfrentar os sanguinolentos assírios, e talvez com isso tenham salvo a cidade de Jerusalém.
Clique aqui para ir para o site e ler a matéria na integra.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

PROJETO DE LEI REGULAMENTA ATUAÇÃO DE ONGS NO BRASIL

Retirado do site da Portal da Câmara.

Projeto - 11/02/2008 19h14
Gilberto Nascimento


Lira Maia: atuação de ONGs compromete gravemente a soberania nacional.


A Câmara analisa o Projeto de Lei 1880/07, do deputado Lira Maia (DEM-PA), que regulamenta o funcionamento das organizações não-governamentais (ONG) no Brasil e, entre outras determinações, obriga instituições estrangeiras a obter autorização prévia do Congresso Nacional para desenvolver atividades no País. Além disso, todas elas (nacionais ou não) serão obrigadas a prestar contas, anualmente, dos recursos recebidos por convênios ou subvenções - independentemente da prestação de contas aos respectivos doadores -, aos tribunais de contas e ao Ministério Público.
De acordo com Lira Maia, as ONGs estrangeiras vêm atuando no País, principalmente na Amazônia, "com grave comprometimento" da soberania nacional. "A pretexto de pesquisa ou de ativismo ambiental, elas patrocinam os mais diversos interesses de empresas estrangeiras em nosso território", acrescentou.
O projeto cria ainda o cadastro nacional de ONGs, administrado pelo Ministério da Justiça, no qual todas as ONGs serão obrigadas a inscrever-se para prestar uma série de informações, como suas fontes de recursos, linhas de ação, tipos de atividade que pretendam realizar no Brasil, modo de utilização de seus recursos e política de contratação de pessoal.
Todos os órgãos governamentais que detenham informações sobre as ONGs, inclusive de natureza fiscal ou financeira, deverão repassá-las ao cadastro.

Benefícios
A proposta restringe a concessão de benefícios governamentais - como subvenções, financiamentos ou transferências orçamentárias - apenas às ONGs que também sejam consideradas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips).

Essa exigência é descartada se a ONG tiver pelo menos uma das seguintes qualificações:
- Título de utilidade pública (conforme o Decreto 50.517/61);
- Atestado de registro fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social (Lei 8.742/93);
- Qualificação de organização social (Lei 9.637/98); e
- Condição de entidade de apoio (8.958/94).

Tramitação
A proposta, que tramita em regime de prioridade, está apensada ao PL 3877/04, do Senado, que tem teor idêntico. As matéria serão analisadas pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguirem para o Plenário.

Íntegra da proposta:- PL-1880/2007

Notícias anteriores:
Brasil poderá ter cadastro único de ONG com fim social
Comissão de Trabalho aprova regulamentação para ONGs
Proposta caracteriza ONG como entidade de direito privado
Brasil poderá ter cadastro de ONGs estrangeiras

JUIZ IMPÕE LIMITE DE RENDA PARA COTAS NO RIO GRANDE DO SUL

Retirado do site da Folha on line

9/02/2008 - 10h32
GILMAR PENTEADO

da Agência Folha, em Porto Alegre

Duas decisões inéditas da Justiça Federal gaúcha estabeleceram a renda mensal per capita da família do vestibulando como um novo critério para a concessão de cotas sociais (as destinadas a alunos da rede pública) na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
As decisões, em caráter provisório, só valem para os cursos de química industrial, ciências econômicas e administração. A universidade diz que vai recorrer.
Pelas novas decisões, os alunos oriundos de escolas públicas dos três cursos só podem se beneficiar da cota social se a renda mensal per capita da família não ultrapassar um salário mínimo e meio.
A UFRGS destinou, a partir do vestibular de 2008, 30% das vagas para as cotas -metade para alunos de escolas públicas e metade para negros.
O sistema passou a ser alvo de ações judiciais. Em duas delas, impetradas por três estudantes que ficaram de fora da universidade por causa das cotas, o juiz federal Jurandi Borges Pinheiro determinou que só serão beneficiados estudantes de baixa renda.
"Só quero evitar que o aluno de escola privada seja prejudicado por um aluno de escola pública que esteja em melhor condição financeira", diz o juiz.
Um dos alunos que entrou com a ação, o estudante de química industrial Guilherme Kretzmann Belmonte, 18, sempre estudou em escola privada com bolsa de estudo. O pai é aposentado, e a mãe está desempregada.
Pelas liminares, a UFRGS terá de reorganizar a classificação dos candidatos nos três cursos, só permitindo o uso da cota social pelo aluno de escola pública cuja renda per capita não ultrapasse um salário mínimo e meio.

ENTREVISTA COM MARTINHO DA VILA NO JORNAL O GLOBO

Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito do mouse e selecione "salvar imagem como..."

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

VAGAS NO IDEC E NA CUFA

Estas vagas foram divulgadas no portal da Rits

Idec tem vaga para jornalista
29 de Janeiro de 2008
O Instituto de Defesa do Consumidor [Idec] busca contratar profissional de Jornalismo para atuar em seu portal web. É preciso ter número do registro funcional em carteira; boa escrita; experiência em edição de textos para Internet; manejo de recursos básicos para trabalho com páginas web (linguagem html básica, photoshop e dreamweaver básicos); iniciativa na proposição de pautas; e desejável leitura em inglês. As atividades a serem realizadas são: redação e edição de textos para o portal do Idec e atualização diária das notícias e imagens do portal. O trabalho será de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, na zona oeste de São Paulo, e a remuneração é de R$ 1.650,00. Currículos devem ser enviados para curriculo@idec.org.br, com "Jornalista Rits 2008" no assunto da mensagem.

Cufa oferece trabalho em comunidades do Rio
15 de Janeiro de 2008
A Central Única de Favelas [Cufa] seleciona profissionais e estudantes do Rio de Janeiro, que residam, preferencialmente, em locais próximos a Olaria, Ramos, Inhaúma e Penha, tenham disponibilidade para trabalhar de segunda a sexta-feira, experiência no terceiro setor e no trabalho em comunidades populares. Serão selecionados dois estudantes de Pedagogia, a partir do 5º período, para estágio de 24 horas semanais. A instituição oferece auxílio-transporte e alimentação. Há uma vaga para professor/a de informática com experiência no sistema operacional Linux. O salário é de R$ 630,00. A entidade busca também um/a assistente social, que receberá R$ 800,00. As atividades serão realizadas no Complexo do Alemão e as pessoas interessadas devem enviar currículo para waleska.pedra. rio@cufa. org.br.
A entidade também tem uma vaga em Pedagogia aberta para profissionais que morem perto da Cidade de Deus, tenham experiência no terceiro setor, vivência no trabalho em comunidade e disponibilidade para atuar de segunda-feira a sábado. Currículos para essa oportunidade devem ser enviados para andrea.cdd.rio@cufa.org.br.

ESTÁGIO PARA ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Recebido por email e repassando
OPORTUNIDADE

O Instituto Mídia Étnica, organização baiana que desenvolve projetos de Comunicação e Tecnologia, abriu processo de seleção para prestador de serviços em um projeto inovador na área de Internet.
O perfil desejado para vaga é:
Estudante de Comunicação Social, negro (a), preferencialmente das habilitações: jornalismo ou relações públicas; cursando a partir do 4º semestre e com disponibilidade para viagens pelo estado. É preciso ainda ter dinamismo; interesse na área social; comprometimento profissional e conhecimentos em informática. O serviço, remunerado, será de 30 horas semanais.
O processo de seleção acontecerá no próximo dia 15/02, às 14h, no terceiro andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, na Sala Luiz Orlando. Os candidatos devem enviar seus currículos, até o dia 14/02, para o e-mail: midiaetnica@ yahoo.com. br


Informações - Luciane Reis 9959-2350 -8782-7739 / Paulo Rogério Nunes 8179-1801

13,8% DAS VAGAS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS SÃO PARA COTAS

Retirado do site do G1. Já adiantando que o matéria ficou muito tendenciosa expondo os "equivocos e falhas" dos programs destinado aos candidatos negros.


O G1 fez um levantamento das instituições federais com reserva de vagas.Vagas são destinadas a candidatos socialmente carentes, afrodescendentes ou indígenas.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo


De um total de 128.368 vagas oferecidas nos últimos processos seletivos de 55 instituições federais de ensino superior, 17.708 são destinadas às cotas, o que representa 13,8% do total das vagas.

Essa taxa de reserva de vagas para candidatos socialmente carentes, afrodescendentes ou indígenas no ensino superior federal é inferior aos objetivos do Ministério da Educação (MEC), que defende que as universidades públicas reservem 50% das suas vagas para alunos nessas condições.

Ao todo, o Brasil possui 56 universidades federais (uma delas ainda está em implementação, por isso foi desconsiderada no cálculo do total de vagas) e menos da metade (20 universidades) oferece algum tipo de reserva de vagas. Algumas oferecem isenções nas taxas de inscrição como ação afirmativa, outras estão estudando qual a melhor forma de implantar um programa de cotas e algumas não reservam vagas e também não planejam reservar. Veja no infográfico como funcionam a reserva de vagas nas instituições que a oferecem:
O projeto de lei da Reforma Universitária está em discussão no Congresso e prevê a reserva 50% das vagas nas universidades públicas. Segundo o secretário do Ensino Superior, Ronaldo Mota, a distribuição das vagas ficaria a critério de cada instituição, por causa da autonomia universitária.

Critérios provocam polêmicas
Com base na autonomia universitária, cada instituição aplica o modelo de reservas de vagas aprovado em discussões com seus conselhos universitários. Os modelos variam e alguns chegam a causar polêmica: no critério de raça, por exemplo, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), reserva 20% das vagas para "estudantes de cor preta ou parda que possuam fenótipos que os caracterizam como pertencentes ao grupo racial negro". Depois de aprovados no vestibular, uma banca de avaliadores examina o candidato para ver se ele se enquadra no que é exigido.

No ano passado, Ana Gabriela Clemente da Silva, filha de pai negro e mãe branca, passou no vestibular para medicina pelo sistema de cotas da UFPR mas teve de recorrer à Justiça para conseguir se matricular, pois a
banca examinadora entendeu que ela não tinha os fenótipos dos negros. A Justiça determinou que a universidade a matriculasse e a universidade recorreu da decisão.

Gêmeo barrado
O estudante Alex Teixeira, de Brasília, passou pela mesma situação no vestibular do ano passado ao se inscrever na Universidade de Brasília (UnB) pelo sistema de cotas.
Ele teve a inscrição no sistema rejeitada pela universidade, enquanto o irmão gêmeo idêntico, Alan, foi aceito. Só depois de entrar com recurso é que Alex teve a sua inscrição homologada.

Antes de aceitar a inscrição do candidato para o sistema de cotas, uma banca de examinadores avaliava fotos dos vestibulandos. Por causa dessa confusão, a universidade mudou o sistema de avaliação e agora a seleção dos cotistas é feita por meio de entrevistas pessoais e não mais por fotografias.

Brancos contra cotas
Vestibulandos brancos contrários aos sistema de cotas também entraram em disputas judiciais para tentar garantir o direito de concorrer à totalidade das vagas, independente da reserva estipulada em edital. Em Santa Catarina, por exemplo, pelo menos 55 mandados de segurnça questionaram o sistema de reserva de vagas na Universidade Federal do estado (UFSC). Até o Ministério Público Federal entrou com ação contra as cotas, que chegaram a ser suspensas em decisão de primeira instância, mas voltaram a valer por decisão do Tribunal Regional Federal (TRF4).

Vários estudantes do Rio Grande do Sul também estão na Justiça contra o sistema de cotas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O levantamento
A reportagem do G1 solicitou ao MEC o levantamento das universidades federais que possuem reserva de vagas, mas o órgão não tem números exatos sobre a distribuição de cotas no país. A tabela fornecida possuía dados incorretos e a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação Superior (Sesu) informou que os números eram estimados e não representavam a realidade.

O G1 entrou em contato com todas as instituições federais para levantar o número de vagas ofertadas no vestibular e quantas eram reservadas. As informações foram passadas pelas coordenações dos vestibulares ou pelas assessorias de imprensa das instituições.
(Colaborou Iris Russo e Simone Harnik)


Saiba mais
» 'Não há modelos piores e melhores', diz Ronaldo Mota
» UFMA cria polêmica ao dividir irmãs no sistema de cotas
» Cotas voltam a valer na UFSC
» Justiça nega recurso contra cotas na federal do RS
» Estudante obtém na Justiça decisão contra cotas na UFPR

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ESCLARECIMENTO SOBRE O NOVO DESTAQUE DA SEMANA

Talvez seja melhor mudar o título "Destaque da semana" para simplesmente "Destaque" já que desde que ele foi criado nunca foi semanal. A idéia é boa, mas é um pouco difícil conciliar diversas atividades pessoais e a manutenção do blog.
Outro problema é que, apesar de recentemente o blog ter dobrado o número de visitantes (de 25 para 50 por dia), somente duas pessoas baixaram o CD sobre o seminário "A defesa legal das ações afirmativas".
Talvez investir mais na divulgação e esclarecimento da importância de certos documentos poderia ajudar.

O Destaque atual é um CD de Poemas intitulado "Quilombo de Palavras". A interpretação e o fundo sonoro é de arrepiar. Não espere algo relaxante, mas sim vozes firmes declamando sobre diversas questões que a negritude enfrentou (e tem enfrentado) ao longo da história brasileira. É de arrepiar...
A produção do CD é dos militantes poetas Cuti e Carlso Assunção.
Agradecimento ao camarada Faraó por termo emprestado esta obra-prima.

A postagem do destaque anterior vai abaixo para guardarmos no nosso arquivo

Photobucket
CD com artigos do workshop Defesa legal das Ações Afirmativas

CEARÁ INVENTA O BODEFONE

É verdade mesmo. projeto dá prefeitura implanta Voip em telefones públicos e dá o inusitado apelido de bodefone. É engraçado e seríssimo. :)
Para ampliar clique na imagem e para salvar no computador clique no botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..."

UFMA ESCLARECE SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS

Retirado do site da UFMA

Presidente de Comissão diz que a ancestralidade não foi usada como critério de cotas no Vestibular
Dos 3.041 candidatos ao Vestibular da UFMA aptos para a entrevista pelo sistema de cotas para negros, 1.054 faltaram e 343 não obtiveram a validação, sendo remanejados para a disputa de vagas no sistema universal.
Os critérios adotados pela Comissão de Validação de Opção não tiveram caráter de rastrear identidades ou ancestralidades, mas assegurar a aplicação de critérios da justiça social a pessoas historicamente excluídas por critérios étnicos-raciais. Segundo o presidente da Comissão de Validação de Opção Carlos Benedito da Silva, o objetivo das entrevistas foi evitar certos oportunismos e assegurar a legitimidade das cotas dentro da Universidade. “A comissão privilegiou não só as características fenotípicas dos candidatos mas os motivos que os levaram a tal opção”, explica.
A comissão é formada por 29 membros de entidades sociais, entre eles representantes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, do Movimento Negro Unificados (MNU), do Programa de conexão dos Saberes, professores e alunos da UFMA e do Conselho Municipal da Comunidade Afrodescentes de São Luís (COMAFRO).
Segundo o presidente da Comissão “os candidatos que se apresentaram como negros a partir das descendências de avós paternos ou maternos, ou ainda filhos de casamentos mistos, cujas características fenótipas não se enquadraram nos requisitos de “passíveis de discriminação , tiveram suas opção invalidadas na modalidade de Cotas para negros, sendo remanejadas para o Sistemas Universal”.

Lugar: UFMA
Fonte: ASCOM/JosieData da Notícia: 11/02/2008

UFMA CRIA POLÊMICA AO DIVIDIR IRMÃS NO SISTEMA DE COTAS

Retirado do site do yahooonotícias

Ana Paula e Ana Caroline Ribeiro Fonseca foram aprovadas na primeira etapa do vestibular da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ana Paula, de 19 anos, para o curso de direito noturno, dentro do universo de cotas para negros. Ana Caroline, de 17, para o Curso de Comunicação Social, mas na categoria universal, já que seu pedido para ingressar nas cotas foi recusado. A situação não despertaria maior interesse se não fosse por um detalhe: Ana Paula e Ana Caroline são irmãs.

Durante o processo de seleção das cotas no Maranhão, foram negadas 343 solicitações de negros. Caroline, que tenta o primeiro vestibular, se disse indignada. "Sempre achei que o sistema de cotas era válido, mas que os critérios eram questionáveis", disse. Ana Paula, por sua vez, acha que "foi um erro". A mãe das jovens disse que irá entrar com uma ação contra a universidade por danos morais e também recorrer ao Ministério Público (MP) para garantir às duas filhas o direito às cotas.

O presidente da Comissão de Validação das Cotas para Negros, professor Carlos Benedito Rodrigues da Silva, afirmou que pode ter havido erro na hora de transcrever o resultado da entrevista dos pretendentes a entrar no sistema de cotas. Ontem, pouco mais de sete mil candidatos fizeram as provas da segunda etapa do vestibular da UFMA. Desses, 1,2 mil estava nas cotas para afrodescendentes.

EXPOSIÇÃO DE ARTISTA DO SÉCULO XIX NO RIO DE JANEIRO

Rugendas - um olhar inaugural
Para ir para o site clique aqui.
A mostra, oferecida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito das comemorações do bicentenário do judiciário independente no país, inclui 50 litografias do álbum Viagem pitoresca através do Brasil. “O artista-viajante, de origem austríaca, nos legou algumas das mais belas e fiéis imagens do começo do século XIX. Entre as décadas de 1820 e 1840, Johann Moritz Rugendas, com grande talento e ousadia, documentou, através de sua arte, a natureza e os povos que formariam a história deste novo país de nome Brasil” – afirma a Ministra Ellen Gracie Northfleet.
De 12/02 a 28/03galerias do 2º andar

domingo, 10 de fevereiro de 2008

PETROBRÁS TERÁ QUE ENCAMINHAR LISTA DE EMPREGADOS NEGROS

Retirado do site do MPT (Ministério Público do Trabalho)
10/04/2007 11:47
Petrobras terá de encaminhar ao MPT relação de empregados afro-descendentes

A Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região (PRT-19/AL) deu prazo de 20 dias para que a Petrobras apresente a relação dos empregados afro-descendentes em Alagoas, bem como os ocupantes de chefia e direção e o quantitativo dos cargos no Estado. A decisão foi tomada em audiência, realizada segunda-feira (9/4), em Maceió, para dar andamento às investigações sobre denúncia de discriminação racial na Petrobras Holding Brasil e a Shell do Brasil.
A Petrobras também terá de comprovar se existe algum projeto de ação afirmativa em favor dos afro-descendentes, de forma a cumprir o Decreto 4.228/2002, que institui, no âmbito da Administração Pública Federal, o Programa Nacional de Ações Afirmativas. Quanto à Shell, que não compareceu à audiência, a PRT encaminhará notificação expedida ao presidente da empresa, requerendo a mesma documentação.
Mesmo após o pedido feito pela Petrobras para que o processo seja remetido de volta ao Rio de Janeiro, onde estão as matrizes das empresas investigadas, a procuradora-chefe da PRT-19/AL, Virgínia Ferreira, disse que dará andamento à denúncia em Alagoas. "Entendemos que é necessário dar andamento às investigações no âmbito local, pois precisamos de elementos para verificar a existência ou não de discriminação racial nas respectivas empresas. Com as informações, poderemos traçar o perfil do negro alagoano no mercado de trabalho, inicialmente com relação às duas empresas investigadas", afirmou, acrescentando que encaminhará ofício à subprocuradora Geral da República, Ela Wiecko de Castilho, solicitando estudos sobre descumprimento do Decreto 4.228/2002.
54 representaçõesDe acordo com o presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA), Humberto Adami - autor da denúncia junto com o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos dos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) -, o evento na PRT é a primeira audiência, em todo o Brasil, proveniente da atuação do IARA. Adami disse que foram entregues 54 representações em todo País, das quais 27, ao Ministério Público do Trabalho e 27, ao Ministério Público Federal.
Caso sejam constatadas as irregularidades denunciadas, o Sindipetro e o IARA solicitam que a PRT ajuize ação civil pública, "responsabilizando as companhias e seus agentes por improbidade administrativa, visando à reparação por intermédio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)".
O representante da Petrobras, Edson Pedrosa de Oliveira Cavalcante, disse não ter conhecimento sobre a existência de nenhuma ação, nem estadual nem nacional, de inclusão social de negros em seus quadros e nem promoção interna. Ele defende não ser possível fazer o diagnóstico sobre o número de afro-descentes em seus quadros.
Mas o presidente do IARA, Humberto Adami, questiona a declaração do advogado, uma vez que o balanço social, divulgado pela Petrobras, consta que 4% de seus quadros são apontados como afro-descendentes. "Se a empresa alega que não tem como precisar quantos de seus empregados são afro-descendentes e se consta tal percentual em seu balanço social, que inclusive é consultado pelos investidores, o mesmo pode ser falso".
O representante do Sindpetro, José Eduardo Ramos, sugeriu que para a próxima audiência, marcada para o dia 31 de maio, às 9h15, sejam convocados o sindicato profissional dos distribuidores de combustíveis, a BR Distribuidora e a Transpetro. Ramos salienta que a discriminação também pode ocorrer nas terceirizadas das empresas investigadas.
Também participaram da audiência o representante da Secretaria de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República, Luiz Fernando Martins; representantes do Diretório Acadêmico do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas; do Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê; do Ponto de Cultura Afro Quilombo Cultural; Marcelo Nascimento, do Grupo Gay de Alagoas; Sirlene Gomes da Silva, do Fórum de Entidades Negras de Alagoas, entre outras entidades.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região (PRT-19/Alagoas)

BAIXE O DESENHO KIRIKOU I DE GRAÇA

Finalmente está postagem está pronta. Com imenso prazer que o aldeiagriot disponibiliza o desenho Kirikou para todos.

O filme foi dividido em várias partes e armazenado em dois HDs virtuais, ou seja, você escolhe qual é o melhor HD virtual. Mas, lembre-se ao começar a baixar pelo easy ou pelo mediafire vá até o último número na mesma pasta do seu computador.

Boa qualidade
KIRIKOU - I (01 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (02 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (03 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (04 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (05 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (06 DE 07) easy-share (68 MB)/ mediafire (50 MB)
KIRIKOU - I (07 DE 07) easy-share (33,9 MB)/ mediafire (32 MB)

Baixa qualidade
KIRIKOU - I (01 DE 04) easy-share (52 MB)/ mediafire (50MB)
KIRIKOU - I (02 DE 04)
easy-share (52 MB)/ mediafire (50MB)
KIRIKOU - I (03 DE 04)
easy-share (52 MB)/ mediafire (50MB)
KIRIKOU - I (04 DE 04)
easy-share (50 MB)/ mediafire (48,3 MB)

Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa
clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

Colocamos também este desenho maravilhoso no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot


KIRIKOU NO YOUTUBE (01 DE 07)




KIRIKOU NO YOUTUBE (02 DE 07)




Postagens antigas no aldeiagriot:
O SITE DO KIRIKOU II É MUITO BOM!!!!!
KIRIKOU NOS CINEMAS DO RIO DE JANEIRO E BAHIA
ESTREIOU NO BRASIL O FILME KIRIKOU - OS ANIMAIS SELVAGENS

KIRIKOU NOS CINEMAS

sábado, 9 de fevereiro de 2008

I FÓRUM DE CONSCIÊNCIA NEGRA NA EDUCAÇÃO EM ALAGOAS

Quando: de 28/02/2008 à 01/03/2008

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, do estado de Alagoas, com participação do Ministério de Educação, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, no uso de suas atribuições legais, torna pública a realização no Município de Maceió, no período de 28 e 29 de fevereiro e 01 de março de 2008, do I FÓRUM NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA EDUCAÇÃO: ‘IKÁ KÔ DOGBÁ”: OS DEDOS NÃO SÃO IGUAIS, nos termos da Lei Federal 10.639/03 de 09/01/2003, que dimensiona o ensino de História da África e Cultura Afro-brasileira no currículo escolar, tornando-o obrigatório na educação básica; do Parecer CNE/CP003 (BRASIL, 2004), ampliando as discussões sobre a identidade da cultura afro-brasileira, como também o combate à discriminação racial no espaço escolar em seus diferentes níveis de ensino e considerando a sanção da legislação estadual nº 6.814, em 02 de julho de 2007, que cria a obrigatoriedade do ensino da África e dos afro-descendentes brasileiros e alagoanos no currículo das escolas alagoanas, sendo suas condições complementares definidas pelo Edital-regulamento.


PARA LER O EDITAL COMPLETO CLIQUE AQUI.

BRASIL TERÁ MAPA DIGITAL DE INDICADORES

Ferramenta desenvolvida pelo Ministério das Cidades terá imagens de satélite e cerca de 790 dados sobre os 5.564 municípios brasileiros
Saiba mais sobre o apoio do PNUD à elaboração e à implantação do
SNIC (Sistema Nacional de Informações das Cidades)
RAFAEL SAMPAIOda PrimaPagina
O governo federal deve lançar, em 40 dias, um mapa digital com imagens de satélite e cerca de 790 indicadores para os 5.564 municípios brasileiros. A ferramenta, que poderá ser acessada pela internet, está em fase final de testes no Ministério das Cidades. Com características semelhantes ao
Google Maps, ao Atlas do Desenvolvimento Humano e à Wikipedia, o software será chamado de GeoSNIC e aberto a todos os internautas, apesar de ter como função primordial auxiliar gestores municipais no planejamento urbano.
Construído com software livre, o GeoSNIC parte da idéia de que sua base de dados pode ser permanentemente ampliada com a colaboração de prefeituras, governos estaduais e ministérios. “Como se fosse uma Wikipedia, mas alimentada pelo poder público e gerenciada pelo Ministério das Cidades”, diz Fausto Alvim, analista de programa da unidade de Políticas Sociais do PNUD.
O analista prevê que jornalistas e pesquisadores entrem no site com freqüência. “Os usuários farão o controle social dos dados e apontarão problemas a serem corrigidos, além de pressionar órgãos públicos para divulgar mais informações”, espera. Como é feito com código aberto, o GeoSNIC pode ser aperfeiçoado e modificado, mesmo estando on-line.
Na versão atual, o mapa digital tem imagens via satélite de 40 mil obras federais, a maioria do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Há, ainda, indicadores socioeconômicos, demográficos e de desenvolvimento humano, além de estatísticas das finanças municipais, como arrecadação de impostos, gastos e obras do poder público. O software traz também dados eleitorais e da gestão dos municípios (por exemplo, sobre a execução dos planos diretores).
Para o gerente técnico do projeto, Enos Josué Rose, se houver “colaboração dos ministérios e dos governos em prover informações”, a ferramenta pode incluir a localização de reservas ambientais, terras indígenas, hospitais, escolas, universidades, presídios e malhas rodoviárias estaduais.
O GeoSNIC — em parte inspirado no Atlas do Desenvolvimento Humano, “que tem um estilo funcional”, assinala Alvim — faz parte de um projeto maior, chamado
SNIC (Sistema Nacional de Informações das Cidades), que inclui um software para a edição de imagens de satélites — o Terraview, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele será fornecido para as prefeituras, que poderão mapear o território municipal, marcando os locais onde estão os prédios públicos, os terrenos e as ruas nas imagens feitas com satélite.
Os municípios poderão publicar, no GeoSNIC, imagens, textos e mapas, através de um sistema de senhas que será moderado pelo Ministério das Cidades. “Haverá cursos para que os técnicos das prefeituras aprendam a usar o SNIC”, diz Enos Rose. Até agora, 17 universidades foram contratadas pelo ministério para dar o treinamento, que começa em março. Devem ser formados cerca de 1.150 servidores de 560 municípios, segundo o gerente técnico.
“Manteremos o controle do que entra no GeoSNIC para evitar propaganda eleitoral e promoção pessoal de parlamentares e prefeitos”, afirma ele. O SNIC evoluiu a partir do SNIU (Sistema Nacional de Informações Urbanas), um grande banco de indicadores que também recebeu apoio do PNUD para ser desenvolvido.

CONCURSO INTERNACIONAL DE REDAÇÃO 2008 DARÁ PRÊMIO DE ATÉ US$5 MIL

A cidade que sonhamos - a voz dos jovens
Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade a população mundial concentrada nos centros urbanos ultrapassou a faixa dos 50%. A cidade é normalmente associada a melhores oportunidades, acesso a emprego, educação, saúde e outros serviços. Cidades são vistas como motores do desenvolvimento econômico e centros de inovação e investimentos. Ao mesmo tempo muitas cidades são caracterizadas por seus bolsões de pobreza, com grande parte de seus moradores vivendo em favelas, sem acesso a serviços básicos essenciais e excluídos socialmente. A cada dia mais e mais pessoas nos países em desenvolvimento, particularmente na África e na Ásia, migram do campo para a cidade. Cresce o número de mega-cidades no mundo e surge uma necessidade latente de soluções para enfrentar o problema da pobreza urbana, degradação ambiental e carência de serviços básicos (habitação, água, saneamento, energia, estradas, entre outros).

Para ouvir a voz dos jovens, o Banco Mundial, a Aliança de Cidades e o Governo da Noruega lançam o concurso internacional a respeito da questão urbana no mundo.

Ø O concurso é aberto a jovens de 18 a 25 anos
Ø A participação é individual
Ø Os jovens participantes devem apresentar um texto de até 10 páginas (quatro mil palavras) junto com o resumo executivo de no máximo uma página (400 palavras), em Português, Inglês, Espanhol, Francês ou Árabe.
Ø O texto deve responder a três perguntas:

1) Pense na cidade onde você mora. Quais são as maiores oportunidades e desafios para as pessoas que moram aí? 2) O que precisaria ser feito para transformar a sua cidade no lugar de seus sonhos?
3) Qual seria o seu papel, trabalhando junto com seus colegas, para construir a cidade de seus sonhos? (Tente ressaltar um ou dois aspectos que você tenha mencionado ao responder a pergunta 2)

É permitido enfocar iniciativas concretas das quais você tenha participado. Nesse caso, ao responder as três perguntas acima mencionadas, você pode especificar com quem o trabalho foi desenvolvido, os resultados alcançados, o caráter inovador da experiência e como você mediu o resultado do esforço. Além disso, olhando para o futuro: como você poderia expandir ou melhorar o impacto de seu trabalho? Como outros jovens podem replicar esta experiência?

Se você não tiver uma experiência concreta, escreva como trabalharia com seus colegas para construir a cidade de seus sonhos.
Ø Critérios de seleção: qualidade das propostas, estrutura do texto, coerência dos argumentos, originalidade, criatividade, estilo, uso dos recursos e as evidências apresentadas que sustentam os argumentos.
Ø Data limite para apresentar o texto: 23 de março de 2008
Ø Os participantes devem acessar a página http://www.essaycompetition.org/ para inscrever o seu texto on-line.
Ø Anúncio dos finalistas: 30 de abril de 2008.
Ø Todos os finalistas (até nove no total) terão passagem e hospedagem pagas para apresentar o seu texto na Conferência Anual sobre Economia para o Desenvolvimento (ABCDE) a ser realizada pelo Banco Mundial na Cidade do Cabo, África do Sul, de 8 a 10 de junho de 2008. Durante a Conferência será escolhido o ganhador.
Ø Prêmios: US$ 5.000, (cinco mil dólares) para o primeiro colocado e US$ 1.000 (um mil dólares) para outros que se destacarem.

Mais informações sobre o concurso, os parceiros envolvidos e a composição do júri: http://www.essaycompetition.org
Para mais informações no Brasil: rbertolassi@citiesalliance.org

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CURSO PARA USAR OFFICE 2007 E POWER POINT XP

Retirado do Blog DownloadsCopylet
Descrição: Video Aula completa sobre Office 2007. Aprenda todos os macetes dos programas do Pacote Office de uma maneira simples e direta.
Tamanho: 83mb


Baixe pelo easy-share

Baixe pelo rapidshare

Links alternativo 01 e 02 Para Juntar os dois arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

Descrição: Aprenda o que significa cada Menu, função e várias dicas do programa pra apresentações mais usado do Mundo, e deixe seus trabalhos e apresentações com cara de trabalhos profissionais. Bem explicado e totalmente ilustrado.
*Páginas: 20*Idioma: Potuguês *Formato: PDF*Hospedagem: Rapidshare/Easy-Share
*Tamanho: 1,1 Mb

Baixe pelo easy-share

REVISTA VEJA FOCO EM SAÚDE NAS CAPAS

Pra quem gosta desta revista a edição da semana de 05.12.07 e 06.02.08. Um contraste de capas.
Para baixar é só clicar nas imagens.










FAÇA SUA INTERNET DISCADA PASSAR DE 56 kbps PARA 128kbps

Retirado do Blog Downloadscopyleft.
Não custa tentar...

Aumente a velocidade da sua conexão discada de 56 kbps para 128 kbps sem programas...façam isso para aumentar a velocidade de conexão, serve pra qualquer modem de 56 vá em painel de controle / modems / propriedades, escolha a velocidade máxima de 115200 (NÃO selecione a opção "conectar somente nessa velocidade") depois clique na "abinha" conexão / avançadas, depois no campo "configurações adicionais escreva esse código AT&F&C1&D2 a velocidade aumenta mesmo, façam algum download que da pra medir direito, ou então entra no site do virtua que lá tem um medidor de velocidade de conexão.

PESQUISADOR NORTE-AMERICANO CRITICA HIP-HOP

Na verdade ele está criticando o comportamento duplo da maior parte dos negros norte-americanos, onde por uma lado conhecem sua história e por outro incorporam um discruso de vítimas do sistema. No caso o hip-hop para ele não ajuda essa situação pois, para ele, cria um corpotamento que não stimula o estudo ou a dedicação e sim uma encenação da vitíma revoltada.
Uma entrevista polêmica... abaixo um trecho. Para baixar a revista completa clique na capa.
Segue um trecho da entrevista:
O hip-hop faz mal
Para o intelectual John McWorther, o maior problema dos negros americanos não é o racismo, mas o costume de se achar vítima dos brancos.

Por Fábio Marton

Em Losing the Race: Self-Sabotage in Black America (“Perdendo a Corrida/Raça: Auto-Sabotagem na América Negra”), o lingüista John McWorther afirma que o pior problema dos negros é a própria vitimização. Alguns o chamaram de “traidor da própria raça” e “negro de aluguel”. Enquanto outros o abordaram na rua para dizer como o livro mudou a vida delas. A seguir, McWorther fala com a Super:
O que é a dupla consciência negra?
O que eu tento dizer com essa expressão é que, mesmo que ainda haja racismo na sociedade, o maior problema para a comunidade negra não é o que os brancos pensam dela. O problema é cultural, é interno, o modo como os negros tratam a si próprios. Acho que as pessoas precisam ajudar a si próprias e umas às outras. É assim que as sociedades evoluem. Os negros, na verdade, sabem disso, dizem isso para si o tempo inteiro. Mas, em público, quando há um branco por perto, passam a se fazer de vítimas, a falar sobre como a sociedade tem uma dívida, como o racismo é sutil, mas ainda está lá. É uma dupla consciência: você é uma vítima em público e um vitorioso em casa. E isso cria uma grande confusão na forma como o racismo é discutido nos EUA.
Você recentemente escreveu um artigo chamado Pare a Ku Klux Klan Negra. Existe um equivalente negro à KKK?
Claro que foi um recurso retórico, que eu tomei emprestado do [comentarista negro de esportes] Jason Whitlock. O caso é que, quando uma pessoa negra é morta, na maioria das vezes é por outra pessoa negra, envolvida com gangues e drogas. Esses assassinos são a KKK negra. Se um sujeito branco de uma escola do Sul tem um surto e sai matando negros, o crime é manchete em todos os jornais. Mas negros são alvejados por negros o tempo inteiro e o fato é considerado, banal, assunto sem importância. Os negros dão muita importância a quando um branco mata um negro, mas não a quando um negro faz a mesma coisa. Isso não está certo.
Para ler na integra clique aqui .
Para ampliar clique nas imagens. Para salvar as pagínas clique no botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como...".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

LIVRO A ARTE DE INVADIR

Retirado do Blog De graça é mais gostoso
"Caminhe pelo mundo hostil do crime cibernético sem abandonar o conforto de sua poltrona. Mitnick apresenta dez capítulos interessantes, cada um é o resultado de uma entrevista com um hacker real sobre um ataque real. Leitura obrigatória para qualquer pessoa que tenha interesse em segurança de informação." Tom Parker, Computer Security Analyst e fundador da Global InterSec LLC
A lição que as histórias deste livro deixam é que os hackers estão descobrindo novas vulnerabilidades todos os dias, mas Mitnick não pretende ensinar vulnerabilidades específicas em produtos específicos, mas mostrar ao leitor novas atitudes e novas posturas em relação à segurança.
Estilo: E-bookEditora: Makron Books

Tamanho: 1.4 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Baixar pelo easy-share
Baixar pelo rapdishare

BAIXE O FILME "VISTA MINHA PELE"

O curta é mais um filme daquela safra que não fecha nada, ou seja, abre diversas interrogações preciosas e necessária de serem feitas neste Brasil. Despertam a pergunta simplória “existe racismo no Brasil?”, ou de forma mais elaborada “como o racismo opera de fato?”.
De qualquer forma é uma obra importante num período que diversas pessoas falam, como querendo acreditar no seu discurso, que o Brasil está mudando e se tornando menos racista. O áudio visual brasileiro continua cerceado com a brancura dos atores e temáticas, apesar do acesso de alguns atores e atrizes negros(as) a papéis razoáveis. Na verdade talvez a temática atualmente seja o elo mais fraco tendo em vista que não temos diretores, roteristas, produtores, escritores, etc. negros, ou mesmo com a sensibilidade para a temática racial. O diretor deste filme, Joel Zito, é uma exceção que confirma a regra.

Para baixar o vídeo clique nos links abaixo e depois junte-os usando o programa HJ-split.
Para instalar o programa
clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

easy-share - parte 01 de 04 (39,8MB)
easy-share - parte 02 de 04 (39,8MB)
easy-share - parte 03 de 04 (39,8MB)
easy-share - parte 04 de 04 (39,2MB)
ou
easy-share - parte 01 de 02 (100,4MB)
easy-share - parte 02 de 02 (56,9MB)

mediafire - parte 01 de 04 (38MB)
mediafire - parte 02 de 04 (38MB)
mediafire - parte 03 de 04 (38MB)

mediafire - parte 04 de 04 (37,4MB)

VISTA MINHA PELE (01 DE 03)


VISTA MINHA PELE (02 DE 03)


VISTA MINHA PELE (03 DE 03)


BAIXE TAMBÉM:
DOCUMENTÁRIO "AFROMEMORIA"

DOCUMENTÁRIO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"

Revista Isto É sobre a crise financeira

Para baixar clique nas imagens

MÚSICAS DO BEZERRA DA SILVA

O carnaval já passou. Mas está postagem vale muito e tenho certeza de que várias pessoas concordarão.
Um pequeno especial deste marginal do samba, com 183 mp3 para baixar. Para ter acesso e salvar uma a uma clique aqui.
Para escutar uma seleção, com 18 interpretações do "sambandido bezerriano" é só ir apertando em uma das nossas três "rádios on line"de músicas abaixo.
Mais abaixo tem dois documentários que mostram um pouco da vida deste sambista.
Para baixa-los clique nos títulos:
"Coruja"
"O dia em que o bambu quebrou no meio"


Powered by eSnips.com


Powered by eSnips.com

Powered by eSnips.com

"Coruja"
Gênero Documentário

Diretor Márcia Derraik, Simplício Neto
Elenco Bezerra da Silva e seus compositores
Ano 2001
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola 35mm




"O Dia em que o Bambu Quebrou no Meio "
Gênero Documentário
Diretor
Arthur Muhlenberg, Pedro Asbeg
Ano 2005
Duração 10 min
Cor Colorido
Bitola vídeo


MICROSOT E YAHOO UM MAU NEGÓCIO PARA OS USUÁRIOS

A junção de dois gigantes do mercado de informática contra outro gigante produz um efeito que no futuro pode ser muiiiittoooo ruim para nós nanicos, meros usuários ocasionais da internet e de produtos eletrônicos.

A Microsoft quer fazer frente contra o portal google, mas na verdade pode-se criar no futuro um duópolio (poder duplo, poder compartilhado por dois) fortissímo onde acabaremos tendo nossa vida ainda mais xeretada e potencialmente remexida. Ainda mais porque, embora discursem a liberdade e a responsabilidade social, são empresas e quando pressionadas recuam e se submetem a qualquer tipo de opressão em prol de benefícios fiscais ou facilidades financeiras.

Para ampliar clique nas imagens. Para salvar clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."

Abaixo uma matéria retirada do Observatório da Imprensa que analisa um caso da yahoo que dimuiu a credibilidade da companhia no discurso dela de invi

CENSURA NA NETYahoo! não fez um negócio da China
Por Renato Delmanto em 4/12/2007

Um acordo firmado no último dia 13 de novembro entre a empresa Yahoo! e dois jornalistas chineses dissidentes reacendeu uma interessante discussão sobre os valores e o comportamento das empresas do universo pontocom.
O caso refere-se a Wang Xiaoning e Shi Tao, jornalistas dissidentes que foram presos pelo governo chinês por terem distribuído, via internet, informações proibidas pelo regime local. Até aí, tratava-se de mais um ato de exceção de um governo autoritário. O problema é que parte das "provas" contra eles foram fornecidas pela filial do Yahoo! em Hong Kong.
Shi Tao, foi condenado a 10 anos de prisão em 2005. Para piorar, os dissidentes alegam ter sido torturados no cárcere. A repercussão do caso na mídia fez com que as famílias dos condenados entrassem com uma ação nos EUA contra o Yahoo!, co-responsabilizando a empresa pela prisão – e tortura – dos dissidentes. O acordo anunciado em 13 de novembro (cujos valores financeiros não foram divulgados) pôs fim à ação judicial, mas nem de longe deu uma trégua ao Yahoo!.

Conforme o assunto atraía o interesse de entidades defensoras dos direitos humanos – e de deputados norte-americanos –, foram aparecendo detalhes pouco edificantes da participação da empresa na história. As investigações paralelas trouxeram à tona as incongruências entre o discurso corporativo do Yahoo! e a prática de sua filial em Hong Kong. Em 2006, o vice-presidente da empresa, Michael Callahan, afirmara aos deputados norte-americanos, em audiência pública no Congresso, que o Yahoo! não sabia os motivos pelos quais o governo chinês solicitara os dados dos usuários. Nos meses seguintes, descobriu-se que a empresa sabia, sim, o motivo: os dois eram suspeitos de terem difundido ilegalmente "informações secretas", segundo as autoridades.

Clique aqui para ler na integra o artigo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

CARNAVAL DA BAHIA INESQUECÍVEL

É carnaval que maravilha, ou não???

domingo, 3 de fevereiro de 2008

VIVA O CARNAVAL!!!!




DEBATE SOBRE A SEGREGAÇÃO NOS BLOCOS DA BAHIA

Recebido por email e repassando. Originalmente foi publicado no Jornal A Tarde, da Bahia , no dia 30.01.08.

Para ampliar clique na imagem. Para salva clique no botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..."

CARNAVAL: ACUSAÇÕES DE RACISMO NA FESTA DE SALVADOR DA BAÍA

Impressionante está matéria saiu lá do outro lado do oceano Atlântico... em Portugal.

Retirado do Jornal Diário Digital.

Denúncias de racismo estão a colocar em lados opostos a Prefeitura de Salvador e representantes da população negra, que acusam o prefeito João Henrique de proibir a divulgação de um relatório sobre a discriminação racial no Carnaval 2007.
O prefeito proibiu o então secretário da Reparação Racial, Gilmar Santiago, de divulgar o relatório feito pelas equipas do Observatório Racial, mostrando a prática do racismo contra negros, na maior festa popular da capital do estado brasileiro que tem a maior população negra do país, denuncia o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, Walmir França.
Gilmar Santiago nega. Ele garante que os dados levantados pelo Observatório Racial foram divulgados. Mas admite que a pedido do prefeito não foram disponibilizadas cenas filmadas no circuito da festa em que um polícia agredia violentamente um jovem negro, que apenas dançava entre os foliões.
«O prefeito quis evitar um problema institucional, já que a questão envolvia uma corporação de outro governo, no caso a Polícia Militar» (vinculada ao Governo do Estado), justificou Santiago, que hoje responde pela Secretaria de Governo do Município.
Criado em 2006, o Observatório Racial actua durante o Carnaval, com a proposta de atender mulheres vítimas de violência e pessoas que, no período em que decorre a festa, tenham sido discriminadas racialmente.
No primeiro ano, os seus coordenadores divulgaram um relatório estatístico dos casos ocorridos. No ano passado havia a expectativa de serem apresentados dados completos sobre cada caso apurado, inclusive com a identificação dos acusados, o que, segundo Walmir França, não aconteceu por ordem do prefeito.
«O trabalho não teve nenhuma consequência prática. Em nada contribuiu para a questão étnica», reafirma o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, que acusa ainda o prefeito de não ter uma política voltada para o combate à discriminação racial.
A responsabilidade pelo funcionamento do Observatório é da Secretaria Municipal da Reparação Racial (Semur), criada pelo atual prefeito, exactamente com o objectivo de realizar políticas contra o racismo e que busquem garantir a ascensão social dos negros de Salvador, que representam mais de 70% da população da cidade.
A nova secretária da Reparação Racial, Antônia Garcia, que em Julho substituiu Gilmar Santiago, determinou mudanças no funcionamento do Observatório, que passará a ser permanente e não apenas durante o Carnaval, com ampla divulgação de todas as suas ações.
«Vamos divulgar o relatório completo, com todos os dados, em cerimónia pública», garantiu o assessor-chefe da Secretaria, Antônio Bastos.
Outra promessa é a de que a Defensoria Pública vai acompanhar todos os casos identificados, numa tentativa de punir judicialmente os responsáveis pelos actos de discriminação racial.
De acordo com os poucos dados divulgados pela Prefeitura no ano passado, ocorreram durante o Carnaval mais de 300 denúncias de racismo, mas nenhuma delas foi especificada. Foi feita apenas uma menção ao tratamento dispensado pelos blocos aos cordeiros (encarregados, quase todos negros, de segurar as cordas que separam os associados do público).
O presidente do Fórum de Entidades Negras argumenta, entretanto, que a maioria dos casos de discriminação racial é praticada pela polícia, que age arbitrariamente e com violência contra os negros.
Outro caso é o privilégio que a própria prefeitura concede aos chamados blocos de trio (nos quais desfilam as grandes estrelas da música baiana, como Daniela Mercury e Ivete Sangalo), em detrimento dos blocos afro.
«Eles saem agrupados nos melhores horários, quando o público está na rua e as emissoras de TV transmitindo. Os blocos afro só têm a madrugada para sair», reclama Walmir França.


Diário Digital / Lusa
31-01-2008 9:46:00

CARNAVAL DO SAMBA

Retirado do Ataqueblog
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Pintura de Heitor dos PrazeresNas primeiras décadas do século 20 o samba e a 'questão social' eram caso de polícia.
No Rio de Janeiro até o final dos anos 70, o pré-carnaval era um baile de fantasiados animado por bandas que tocavam marchinhas em clubes onde a classe média se divertia correndo em volta do salão e jogando confetes e serpentinas e os jovens ensaiavam seus 'amores carnavalescos'.

Nas 'quadras' das escolas de samba os ensaios ocorriam para a própria comunidade do samba, e moradores dos bairros de periferia. O grande dia do desfile, mais que a consagração da escola de samba era um manifestação do sambista e da população negra e pobre de expressar seu desejo de integração social e "reinvindicar" por reconhecimento e respeito por sua cultura e identidade. Como uma grande passeata festiva, o desfile das escolas de samba incorpora todos os marginais sociais que através do samba cantam suas alegrias, mágoas e esperanças.

A aceitação do samba pela classe dominante teve como contrapartida sua influência crescente na produção dos desfiles e no seu controle, já em parte exercido pelos banqueiros do jogo-do-bicho, pela polícia e pelos políticos. O período derradeiro da 'invasão' da classe média no samba ocorreu durante a ditadura militar ao mesmo tempo da expansão e dominação do lazer e da informação pela televisão.

Nos anos 80 o período pré-carnavalesco foi substituído pelos ensaios das escolas de samba. Em consequência os banqueiros do jogo do bicho que se respaldavam no apoio popular para as suas atividades e já infiltrados no samba se tornam os 'queridinhoss' dos emergentes e saem das páginas policiais para as colunas sociais dos jornais. Contando com a proteção desses padrinhos do samba os emergentes sociais, celebridades e artistas fazem o divisor de águas nas escolas de samba que se tornam um cenário para sua promoção.

A hegemonia da mídia televisiva estimula esta 'invasão' para expor ainda mais seus profissionais e divulgar seus produtos de informação e lazer. E a presença de intelectuais e artistas de prestígio nos ensaios e como tema de enredo de sambas dão um toque intelectualizado para um público mais exigente que acaba se rendendo ao espetáculo reconstruído para o padrão televisivo e turístico.

O espaço de ensaios e dia de desfile das escolas de samba se tornam um cenário privilegiado para a promoção de 'top models', 'misses', artistas, jogadores de futebol, políticos e tantos outros tipos em busca de prestígio em detrimento do possível clamor de reconhecimento e respeito do povo da periferia ou de seu simples lazer.

Saiba mais sobre estes temas na janela Pesquisa Google.
Postado por José Ricardo

ONG DISCORDA DE SISTEMA DE COTAS DA UEM

Retirado do jorna Diário do Norte do Paraná

Atualizado Quinta-feira, 31/01/2008 às 02h00
Luiz Fernando Cardoso
lfcardoso@odiariomaringa.com.br

A Associação União e Consciência Negra de Maringá segue com posicionamento contrário ao sistema de cotas pretendido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). A instituição está se encaminhando para adotar as cotas sociais, que vão atender estudantes de baixa renda, independentemente da cor da pele.

Para o presidente da associação, Alaor Gregório, a UEM deveria seguir o exemplo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que adotou um sistema misto de cotas em 2005. "A postura da UEL vem mais de encontro aos anseios dos afrodescendentes do que a da UEM. Não entendemos qual é o medo desse pessoal (professores da UEM que são contrários à reserva de vagas para negros) em enfrentar esse problema. Várias universidades no Brasil já adotaram as cotas raciais", disse.
Ele afirmou ainda que a decisão do colegiado da UEM é irrevogável. Por isso, a Associação União e Consciência Negra entrou com outro pedido formal. "Passamos a pedir que, dentro dessas cotas sociais, seja feita uma reserva para afrodescendentes", comentou Gregório, justificando que o sistema a ser adotado no vestibular da UEM não garante o ingresso da comunidade negra na universidade.
A UEL adota o sistema de cotas com reserva de 40% das vagas de cada curso para candidatos que tenham estudado da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e todo o ensino médio na rede pública de ensino. Dentro desse porcentual, até metade das vagas é destinada àqueles que se autodeclararem negros.
Notícias relacionadas
Geral - 31/01/2008 - 14:18 - Comparação
Geral - 31/01/2008 - 02:00 - Proibição de cotistas na UFSC vai ser analisada pela UEM
Geral - 31/01/2008 - 02:00 - Cotas étnicas: longe da polêmica
Participe! Envie seu comentário.
-->

PORTADOR DE ANEMIA FALCIFORME PODE TER ALIMENTO ESPECIAL

Retirado do Portal Agência Câmara

Projeto - 31/01/2008 12h11
Portador de anemia falciforme pode ter alimento especial
Pietá: suplemento de ferro afeta milhares de pessoas


A Câmara analisa o Projeto de Lei 2133/07, da deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), que torna obrigatória a adaptação de alimentos industrializados aos portadores de anemia falciforme. Pela proposta, as indústrias serão obrigadas a oferecer produtos sem a suplementação de ferro.

A anemia falciforme se caracteriza pela má-formação das hemácias, o que pode causar entupimentos de vasos sangüíneos. Ao contrário dos outros tipos de anemia, neste caso, o problema não é a falta de ferro, mas o excesso. A doença é hereditária e acomete principalmente os afrodescendentes cujos ancestrais vieram de Benin e Senegal.
Os alimentos com suplemento de ferro fazem mal aos portadores dessa patologia, pois o ferro se acumula no organismo e não é absorvido pelas células do sangue (hemoglobinas) . Uma das funções das hemácias é transportar o sangue para as hemoglobinas. Por causa da deformação genética, o transporte não é realizado, o que gera acúmulo prejudicial ao organismo.
Para a deputada, esse suplemento alimentício tem auxiliado milhões de pessoas com carência de ferro, mas também tem agredido o organismo de pessoas que não podem tomar esse mesmo suplemento e não encontram formas alternativas de substituí-lo.
Adaptações
Pela proposta, as indústrias que suplementam seus alimentos com ferro ficam obrigadas a oferecer parte do produto sem o suplemento, para consumo dos portadores de anemia falciforme. As embalagens de produtos devem informar com destaque se o alimento contém ferro ou não.
O texto também obriga o Ministério da Educação a oferecer merenda escolar especial para crianças e adolescentes portadores de anemia falciforme em toda a rede pública de ensino. Segundo o texto, a alimentação especial (oferecida pelas indústrias ou pelas escolas) será orientada por nutricionistas ou médicos.
A deputada lembra que a doença afeta, em média, uma pessoa de cada 380 nascidas vivas entre os afrodescendentes nas Américas. "A incidência é maior que a de doenças como a aids e a dengue", compara.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:- PL-2433/2007

Reportagem - Antonio Barros
Edição - Pierre Triboli

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Agência Câmara-E-mail:agencia@camara. gov.br

COTAS VOLTAM A VALER NA UFSC

Retirado do site G1, com uns três dias de ataso, sabe como é Carnaval... vale a pena também clicar aqui para dar uma olhada nos mais de 200 comentários. Tem cada coisa...

31/01/2008 - 17h00 - Atualizado em 31/01/2008 - 19h08
TRF da 4ª Região derrubou a liminar que suspendia a reserva de vagas.Presidente da Coperve ainda não sabe da decisão.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo


As cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) voltaram a valer nesta quinta-feira (31). O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspendeu a liminar que cancelava o sistema de reserva de vagas na universidade. Segundo a assessoria de imprensa do TRF4, o recurso da UFSC entrou no sistema na quarta-feira (30) à noite e foi avaliado nesta manhã. (Leia aqui a íntegra da decisão).

A suspensão das cotas havia sido determinada no último dia 18 pela 4ª Vara Federal da capital catarinense. Ao analisar o recurso interposto pela UFSC, o magistrado entendeu que, tendo em vista a jurisprudência sobre o assunto no TRF4, deve ser suspensa a liminar. O mérito da ação ainda será analisado pela 3ª Turma do tribunal em data a ser definida.

Na decisão, o desembargador diz que "O interesse particular não pode prevalecer sobre a política pública; ainda que se admitisse lesão a direito individual - que me parece ausente ante o fato de que o Impetrante conhecia a limitação, concorreu para cotas já predeterminadas -, não se poderia sacrificar a busca de um modelo de justiça social apenas para evitar prejuízo particular".
Alegria de uns, tristeza de outros
Com a decisão do TRF4, os estudantes cotistas que temiam perder as vagas por causa da decisão de primeira instância poderão se matricular normalmente nos dias 14 e 15 de fevereiro, conforme previa o calendário do edital do vestibular 2008.

Há pelo menos 55 ações na Justiça Federal de Santa Catarina questionando o sistema de cotas, algumas dos próprios candidatos e outra do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinep/SC). As liminares que têm sido favoráveis em primeira instância, normalmente são derrubadas pelo TRF4. Nenhuma delas chegou em última instância.

"Ainda não estou sabendo da decisão, não recebi nada oficialmente. Estou ansioso, mas prefiro aguardar a informação concreta. Se a informação for realmente verdadeira, isso é ótimo. Vou ficar na posição de 'ver para crer'", disse o professor Edemir Costa, presidente da Comissão Permanente dos Vestibulares (Coperve). Segundo ele, a universidade sempre trabalhou com a hipótese das cotas voltarem a valer. "A gente sempre teve essa expectativa", disse.

Com a decisão, Gilmar Tenório de Melo, 21, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, disse que vai passar o carnaval feliz. Ele é um dos cotistas que temiam perder a vaga na UFSC. “Eu estava achando que as cotas não iam voltar. Agora que minha aprovação está garantida, vou procurar um lugar para morar”, disse ao G1 ao saber da notícia. O calouro de engenharia de controle e automação vai para Florianópolis para fazer a matrícula e procurar uma república.

Já o não-cotista Thiago Marcos Nahas de Faria, 19, ficou decepcionado ao saber da decisão. “Não acredito, que desgraça”, comentou quase sem palavras. Candidato ao curso de engenharia de controle e automação, ele fez 73,7 pontos, mas não foi aprovado. O último candidato negro de escola pública que foi aprovado nessa carreira fez 32,41 pontos. Sem as cotas e com essa pontuação, ele acredita que conseguiria uma vaga no curso. “Quero ver como os cotistas que fizeram uma pontuação baixíssima e foram aprovados vão acompanhar o curso”, disse. Faria foi aprovado em engenharia mecânica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e afirmou que vai começar a faculdade e estudar para entrar na UFSC no próximo vestibular. “O curso que eu quero mesmo é o de controle e automação”, afirmou.

A reclamação dos não-cotistas

A principal reclamação dos não-cotistas que não foram aprovados no vestibular foi o critério de pontos mínimos adotado pela UFSC para considerar o candidato apto à classificação.

Segundo o professor Costa, para disputar a classificação o candidato teria de acertar pelo menos três das dez questões de português, somar 20 pontos nas demais disciplinas (sem zerar em nenhuma delas), tirar pelo menos nota 3 na redação e não zerar no conjunto de nenhuma das três questões discursivas. Na prática, o vestibulando precisa fazer 29,1 pontos entre os 96 possíveis para não ser desclassificado.
No caso de medicina, por exemplo, não foi preciso acertar nem metade da prova para conseguir ser aprovado pelo sistema de cotas para negros de escolas públicas. O último aprovado pelas vagas universais conseguiu 81,04 pontos, contra 70,35 pontos conquistados pelo estudante de escola pública e 44,33 pontos do vestibulando negro e de escola pública.

Segundo Costa, esses critrérios sempre foram usados para aprovação na UFSC porque a prova do vestibular é a mesma para todos os cursos. "Não podemos aumentar demais a nota de corte senão estaríamos prejudicando outras carreiras menos concorridas. Esse critério é um balanço entre todos os cursos que a universidade oferece", disse.

As cotas
Este é o primeiro processo seletivo da universidade com sistema de cotas. Das 4.095 vagas da UFSC, 20% foram destinadas para estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas e 10% para negros que estivessem na mesma condição. As 819 vagas para alunos de escolas públicas foram preenchidas e das 414 vagas destinadas para negros, 323 foram preenchidas. As demais foram remanejadas para a concorrência geral.

A lista de aprovados no vestibular 2008 da UFSC foi divulgada no dia 28 de dezembro. Veja os classificados
aqui. A universidade também divulgou as notas dos candidatos classificados por curso, as notas dos candidatos oriundos de escola pública classificados e as notas dos candidatos autodeclarados negro classificados.


Saiba mais
» UFSC investiga vazamento de lista extra-oficial na internet
» STF arquiva recurso contra sistema de cotas na UFSC
» Sindicato recorre contra sistema de cotas na UFSC
» UFSC entra com recurso contra suspensão das cotas
» Cotistas da UFSC temem perder as vagas
» Justiça suspende cotas na UFSC
» UFSC divulga aprovados no vestibular

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Essa dica muito importante, pois serve para alertar a todos que não tem muito dinheiro e precisam fazer aqueles exames caríssimos de ressonância magnética, ultra-som e mamografia. Vale a pena visitar o site para se informar melhor.

Para ir para a pagína é só clicar na image abaixo. Ela agora vai ficar na coluna da direita para ser clicada em qualquer momento e não só nesta postagem.

Photobucket

`REVISTA ÉPOCA - A NOVA GUERRA DOS QUILOMBOLAS

Retirado da revista Época nº446
Um novo tipo de conflito agrário surge no país, envolvendo descendentes de antigos escravos. Vem aí um MST dos negros?
RAFAEL PEREIRA, de Conceição da Barra (ES)
ESPECIAIS
Entrevista sobre a questão dos quilombos
Mais informações sobre os quilombos


DISPUTAA família de Carlos Santos (com o filho entre as pernas)
afirma ser dona das terras com eucaliptos: 60.000 hectares em jogo em Conceição da Barra



Em conceição da barra, município do norte do Espírito Santo, após um desvio da BR-101, ligação rodoviária entre o sul e o norte do país, roda-se durante 20 minutos de carro por estreitas estradas de terra até chegar a uma área devastada dentro de uma fazenda de eucaliptos. O descampado tem o tamanho de cerca de 20 campos de futebol e forma uma paisagem de tocos de árvores tombadas, que começa a ser tomada pelo mato, e brotos de eucaliptos. As árvores foram cortadas por cerca de 300 integrantes de comunidades negras. Eles se dizem quilombolas, remanescentes de aldeias de escravos do século XVIII. A dona dos 9 hectares devastados é a Aracruz, a maior produtora de celulose do mundo e uma das principais empresas exportadoras do país. Controlada pelos grupos empresariais Safra, Lorentzen e Votorantim e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Aracruz lucrou no ano passado R$ 1,17 bilhão e responde por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo.
A ocupação da fazenda ocorreu em julho. Durou apenas uma semana. Ao fim desse prazo, a Justiça determinou a reintegração da posse da terra para a Aracruz. Os invasores saíram pacificamente. Deixaram fincada no local uma cruz de madeira para demarcar os limites de um antigo cemitério quilombola.


SÍMBOLO A cruz foi fincada pelos invasores da fazenda da Aracruz para demarcar limites de antigo cemitério quilombola




A cruz serve também de símbolo de um novo tipo de conflito agrário no país. Ele foge aos clássicos padrões em que os protagonistas são índios ou militantes dos movimen