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domingo, 30 de março de 2008

NEI LOPES CRITÍCA AFASTAMENTO DA UMBANDA DAS RAÍZES AFRICANAS

Retirado da Folha On Line

30/03/2008 - 02h49
Autor de livro critica afastamento da umbanda das raízes africanas
MARCELO BERABAda Folha de S.Paulo, no Rio


O escritor e compositor popular Nei Lopes critica o afastamento de setores da umbanda das raízes africanas. "Essa umbanda não usa tambores e se pretende esotérica", diz.
"É como se seus praticantes dissessem: 'Essa coisa de tambor, sacrifícios de animais, isso é coisa de selvagens! Nós somos civilizados'. Nessa oposição entre 'selvagem' e 'civilizado' é que está o racismo".
Nei Lopes é o autor da "Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana" (Selo Negro Edições).
*
Folha- Como analisa a formação da umbanda?
Nei Lopes- O mito de origem da umbanda, na versão que tem como protagonista o médium Zélio de Moraes, é exemplar. Ele evidencia a busca de inserção dos despossuídos da sociedade brasileira no espaço religioso.Todo mito tem um fundo de verdade, que os eruditos chamam de "mitologema"; e, na história da umbanda, esse fundo é o episódio do médium Zélio.
Mas antes já havia, além dos calundus coloniais, que não tinham organização social, comunitária, os candomblés, organizados, como se sabe hoje, desde antes de 1850. Na virada para o século 19, a ialorixá baiana Mãe Aninha vinha de vez em quando ao Rio, onde inclusive fundou, por volta de 1906, uma filial de sua "roça", o Opô Afonjá, que funciona até hoje em Coelho da Rocha, São João de Meriti [Baixada Fluminense].
E a umbanda, herdeira direta de cultos bantos como o da cabula, cresceu certamente sob a influência desse prestígio do candomblé baiano, incorporando as figuras dos orixás jeje-nagôs e outros elementos.
Mas o que fundamentalmente distingue a umbanda é o culto aos pretos-velhos, que não existem no candomblé. E esses pretos-velhos são representações de espíritos familiares bantos, da área de Angola, Congo e Moçambique (África centro-ocidental e oriental), daí seus nomes: Vovó Conga, Pai Joaquim de Angola, Tia Maria Rebolo, Pai Joaquim de Aruanda. O candomblé vem do Benin, da Nigéria, da África ocidental.

Folha- Como o sr. se define sob o ponto de vista religioso?
Lopes- Minha mãe recebia uma preta-velha, mas não era umbandista. Nós tínhamos lá em casa nosso culto doméstico. Hoje eu cultuo orixás. Mas não sou candomblecista, como aliás já fui. Eu me dedico à forma de culto que em Cuba se conhece como santeria, que inclusive já tem muitos adeptos no Brasil. E cultuo esses orixás na minha casa. A definição, então, não é fácil. E por isso eu proponho que o IBGE inclua tudo na rubrica "religião africana", ou "religião de matriz africana", onde a umbanda, por ser cada vez mais sincrética, talvez já não caiba mais.

Folha- Qual é a diferença que o sr. distingue entre o candomblé e a santeria cubana?
Lopes- As diferenças são poucas, mas significativas. Restringem-se quase exclusivamente a particularidades litúrgicas, uso de instrumentos (aqui atabaques daomeanos, percutidos entre as pernas do tocador; lá, batás nigerianos, levados a tiracolo); diferenças nos elementos que compõem os assentamentos dos orixás etc.
E é tudo uma questão de procedência: o candomblé da Bahia é basicamente um produto de Quêto, um reino localizado no atual Benin, antigo Daomé; e a santería cubana vem de Oyó, um outro reino, de onde parece ter vindo, também, o xangô de Pernambuco, que guarda muito mais semelhanças com a santeria que com o candomblé, principalmente no destaque que dá ao culto de Orumilá ou Ifá, o grande orixá do saber, do conhecimento, dono do Oráculo, em torno do qual gravita todo o conhecimento sobre os outros orixás iorubanos (nagôs, lucumis, ijexás etc.), sua mitologia e a liturgia do seu culto.

Folha- A umbanda aparentemente vem perdendo espaço para outras religiões. O sr. tem essa percepção?
Lopes- Todas as religiões de matriz africana vêm perdendo espaço para a truculência neopentecostal. Truculência que chega à agressão física, como na Bahia.

Folha- Muita gente que freqüenta centros não se declara umbandista. Por que será? Por medo? Vergonha?
Lopes- Essa ocultação é conseqüência do racismo brasileiro. A maioria das pessoas tem vergonha de assumir alguma coisa que remeta à África, à escravidão. Cultura negra só se for desafricanizada... é aí que a gente chega a uma coisa interessante. Existe uma vertente da umbanda que inclusive nega a origem africana da religião, buscando suas raízes na Índia.
Tentam até provar que o nome umbanda (que deriva do quimbundo mbanda, ritualista, curandeiro) vem do sânscrito. Essa umbanda não usa tambores e se pretende esotérica; e é ela que vem se expandindo pela América do Sul e pelo mundo. É como se seus praticantes dissessem: "Essa coisa de tambor, sacrifícios de animais, isso é coisa de selvagens! Nós somos civilizados". Nessa oposição entre "selvagem" e "civilizado" é que está o racismo. Então, a intenção dos espíritos acolhidos pelo médium Zélio Moraes há cem anos parece que está se frustrando.

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COTAS NA UFES AUMENTOU NÚMEROS DE NEGROS

Retirado do site do jornal A Gazeta. Vamos ler com calma. Será verdade?
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30/03/2008
Cotas: mais negros na Ufes
Elaine Vieira evieira@redegazeta.com.br

O primeiro vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) que contou com reserva de vagas para alunos de escolas públicas conseguiu aumentar o número de negros aprovados, principalmente nos cursos mais concorridos. Da lista dos 15 mais disputados, nove receberam mais calouros pretos e pardos que no ano passado.

Em cursos como Direito, o aumento chama a atenção: foram 14 pretos aprovados neste ano, contra 6 no ano passado. Desses, oito eram cotistas, o que equivale exatamente à diferença entre os dois vestibulares. Do antigo percentual de 2,7% de alunos pretos, o curso passou a ter 12,7%. E o número também aumentou entre os negros (considerando pardos e pretos): em 2007, eles eram 34,5% dos calouros de Direito, agora são 44,5%.

Em Medicina, três dos quatro pretos aprovados são cotistas. O curso mais concorrido da Ufes hoje conta com 5% de pretos e 42,5% de negros, contra um índice de 3,7% e 28,7% no ano passado, respectivamente.

Dos cinco pretos aprovados em Engenharia Elétrica, quatro são cotistas. Em 2007, havia apenas um aluno preto no curso de ciências exatas. Dos 5% anteriores, hoje eles ocupam 6,2% das vagas disponíveis. No total, os afrodescendentes passaram de 35% em 2007 para 36,2% este ano.

Um cruzamento dos dados disponibilizados pelo programa de extensão Conexões de Saberes – que tem como foco os alunos carentes – e pela Comissão Coordenadora do Vestibular (CCV) mostra que, de forma geral, a participação de alunos pretos na universidade aumentou de 6,9% no ano passado para 8% este ano. Levando em consideração os pardos, também afrodescendentes, a evolução sai de 42% em 2007 para 43,8% este ano.


Previsão
Para o secretário de Inclusão Social da Ufes, Antônio Carlos Moraes, que presidiu a comissão que aprovou o sistema de cotas, o crescimento da inclusão de negros está dentro do esperado, apesar de o sistema não levar em conta questões raciais. "Já sabíamos que ao favorecer alunos de escolas públicas contemplaríamos os negros, mas esse número poderia ser ainda maior, pois a quantidade geral de candidatos tem caído".

Para ele, o burocracia e fatores como a cobrança da taxa de inscrição ainda impedem que alunos carentes se inscrevam no vestibular. Este ano, 6 mil se inscreveram como cotistas, mas a Ufes esperava que fossem 10 mil. "Estamos estudando formas de estimular inscrições", aponta.


Negros
A população negra, para a demografia, é o somatório de pretos e pardos. Não há "cor negra", como muito se ouve. Desde 1991, o IBGE adota a autodeclaração como critério.


Para ler a matéria na íntegra clique aqui.

REUNIÃO NO RJ: NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O ENFRENTAMENTO DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Recebido por email e divulgando.

O Ceap, o CEN, o Movimento Diálogo Inter-Religioso Contra a Intolerância Religiosa Pela Paz e a Conen, convidam:Venha discutir conosco o tema NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O ENFRENTAMENTO DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA*.
Nesse primeiro momento realizaremos uma reunião, discutiremos alguns aspectos jurídicos, avaliaremos alguns casos e pensaremos algumas ações conjuntas.É chegada a hora de todas as pessoas ligadas às religiões de matriz africana se darem as mãos e, unidas, lutarem contra a intolerância religiosa que a cada dia avança sobre nossas instituições religiosas.É hora de dizer basta! É hora de pensarmos juntos algumas ações comuns.

*Nesta reunião discutiremos o caso de Rosiane, uma senhora que teve a guarda de seu filho retirada porque uma psiquiatra, um promotor e um juiz consideraram que o fato de ela ter imagens de Orixás em sua casa poderia prejudicar o desenvolvimento psiquíco da criança. O caso está sendo acompanhado por essas organizações e está sob responsabilidade do Dr. LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA, eminente jurisconsulto, ogan suspenso e confirmado do Ilê Oxumarê e ex-Ouvidor da Seppir.

Dia: 2 de abril
Horário: 14 horas
Local: Projeto LegalEndereço: Largo de São Francisco, 34/7 andar - Centro
Referência: Próximo ao Ifcs
Informações: 2232 7077/9202 5264 Ofarerê Israel Evangelista

TRIBUNAL FEDERAL RECONHECE CONSTITUCIONALIDADE DAS COTAS

Retirado do site Consultor Jurídico

Reserva de vagas
TRF-4 reconhece constitucionalidade do sistema de cotas


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu a constitucionalidade do sistema de cotas na Universidade Federal do Paraná. A 3ª Turma do TRF-4 suspendeu a sentença que garantia vaga a uma vestibulanda que, por conta do sistema de cotas, não se classificou. Para os desembargadores, o vestibulando classificado pelo sistema de cotas não está tirando o lugar de nenhum outro candidato, mas ocupando um espaço que lhe é de direito.
A candidata prestou a prova em 2005 e ficou na 78ª colocação, que não a classificava. Diante da reserva de 40% das vagas para negros e alunos oriundos do ensino público, ela pediu Mandado de Segurança na Justiça Federal de Curitiba. Em 2006, a Justiça ordenou a matrícula da estudante.
No recurso apresentado pela universidade, a relatora, desembargadora Maria Lúcia Luz Leiria, entendeu que a adoção do sistema de cotas é possível em decorrência da autonomia universitária, prevista na Constituição Federal. Tendo em vista que a instituição de ensino pode reduzir ou ampliar vagas, lembrou, não há impedimento legal para o exercício da autonomia quanto à fixação de cotas.
Para Maria Lúcia, é equivocada a alegação de falta de previsão legislativa para a política de cotas. Desde 1996, disse, com o Primeiro Plano Nacional de Direitos Humanos, a questão das políticas afirmativas já estava prevista. Ela citou as leis que criaram o Programa Diversidade na Universidade (10.558/02) e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (10.678/03).
“A própria Constituição estabelece determinadas situações de ‘ações afirmativas’”, salientou a desembargadora, como a proteção ao mercado de trabalho da mulher e o percentual de cargos públicos para pessoas portadoras de deficiência.
Segundo ela, a Constituição “não estabeleceu o mérito como critério único”. A reserva de vagas, ressaltou, não rompe com o sistema de mérito: busca, ao contrário, estabelecer critérios conjugados de inclusão social para seu aperfeiçoamento e alteração. Além disso, as universidades estabelecem uma nota de corte para preenchimento de vagas. “Ou seja, os candidatos, independente de estarem ou não incluídos no sistema de cotas, devem atingir uma nota mínima”, afirmou a relatora.
Quanto à alegação de que a política de ações afirmativas não vai, por si só, resolver o problema de acesso ao ensino superior, a desembargadora entendeu que a tese “esbarra justamente na tentativa de considerar que ao administrador somente cabe a escolha do meio mais seguro, melhor e mais intenso e, por via transversa, decidir o Poder Judiciário a forma como as políticas devem ser executadas”.
Maria Lúcia lembrou que o Plano Nacional de Educação, sancionado em 2001 e com duração de dez anos, foi submetido à discussão pública e política pelo Legislativo. O programa fixa metas para a educação em todos os níveis e prevê a criação de políticas que facilitem às minorias, vítimas de discriminação, o acesso ao ensino superior.
A desembargadora afirmou também que, se o sistema de cotas fosse inconstitucional, como alegado, “seria a sua previsão em edital, e não a sua aplicação na prática, que geraria a impetração do Mandado de Segurança”. Nesse caso, salientou, a autora teria perdido o prazo para impetrar a ação. Seu entendimento foi acompanhado pela 3ª Turma do TRF-4.
AMS 2005.70.00.008336-7/TRF
Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2008


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Total: 19Comentários
veritas (Outros - - ) 29/03/2008 - 19:55
preocupação 1 o pobre branco esta contemplado entra pelas cotas da escola publica,preocupação 2 as provas geralmente não são múltipla escolha na segunda fase e sim discursiva então não cabe esse papo de computador corrigir provas , alem disso a discriminação acontece 17 anos antes do vestibular e não no vestibular , vamos acordar minha gente !!!!obs) quanto a esta bobagem de que se tiver cotas vai ter isso ou aquilo , ódio racial ( nunca teve no Brasil !? acordada ?! )tal situação e combatida com cadeia e justiça essas ameaças não colam mais a klu klux klan não conseguiu nos usa , não vai ser aqui que profecias baratas vão colar.quantos aos descontentes so resta gritar bobagens pois as cotas chegaram, para ficar. -->

Carlos Gama (Outros - - ) 28/03/2008 - 10:36
Quando o senhor Davi Silva afirma que a Lei de Cotas só terá dois efeitos, está equivocado. Faltou lembrar o seu principal objetivo, que é demagógico eleiçoeiro, mantendo a maior parcela dos eleitores inconseqüentes de "rabo preso" e os aproveitadores de ocasião no poder, pouco se importando com o resultado negativo de suas "manobras". -->
Davi Silva (Funcionário público - - ) 28/03/2008 - 09:50
Essa lei de cotas só terá dois efeitos, criar duas coisas que não existiam no brasil até agora, o ódio racial e a divisão artificial do brasil em "raças". -->

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JARDIM BOTÂNICO ABRE SINDICÂNCIA PARA APURAR SUSPEITA DE RACISMO

Retirado do site G1

27/03/2008 - 11h22
Professora diz que crianças foram impedidas de freqüentar lanchonete.

Segundo diretor do Parque, dona do local diz que demitiu funcionária.
Aluizio Freire Do G1, no Rio


O diretor da prefeitura do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico, Guido Gelli, afirmou que já abriu sindicância interna para investigar suposto ato de racismo ocorrido no dia 11 de março em uma lanchonete que funciona dentro do Jardim Botânico. Duas funcionárias e a dona de uma lanchonete são acusadas de não permitir que dez crianças carentes, com idades entre 10 e 15 anos e com uniforme da Escola Municipal Carmem Corrêa de Carvalho Reis Braz, que funciona em Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocupassem o local para lanchar.

Os menores estavam acompanhados de uma professora e uma orientadora pedagógica. O caso foi parar na 15ª DP (Gávea) e as três mulheres podem responder por crime de racismo.

Segundo Gelli, as duas lanchonetes no local são terceirizadas e pertencem a mesma dona. A contratação é feita por licitação e já há um edital pronto para a nova escolha das prestadoras de serviço prevista para abril. Ainda segundo Gelli, há uma lanchonete menor e outra maior no parquinho infantil, que é o único local permitido para fazer piqueniques, e consumir produtos trazidos pelos visitantes. Ele afirmou que, segundo a dona das lanchonetes, a funcionária teria sugerido ao grupo para ficar no outro parquinho. Apesar da proprietária não estar no local no momento do fato, ela afirma que empregada já foi despedida. Gelli contou que os funcionários do Centro de Acolhimento do Jardim Botânico se sensibilizaram com as crianças e proporcionaram a elas uma visita guiada em dois carrinhos elétricos pelo parque. Ele garante que as crianças e a professora ficam satisfeitas com atendimento oferecido. “Temos 200 anos de existência e reprovamos qualquer atitude desse tipo. Isso é muito grave. Montamos um processo investigativo para apurar os fatos e apoiamos a ação das autoridades. Possuímos um Núcleo Sócio-ambiental e outro de Educação Ambiental em que trabalhamos em parceria com escolas. Nossa proposta é de inclusão social.”, informou Gelli.

Barrados no lanche
O episódio aconteceu por volta das 10h30 do dia 11 de março, quando as crianças e as educadoras chegaram em um ônibus da prefeitura para o passeio no Jardim Botânico.“São crianças carentes, a maioria negros e filhos de catadores de lixo. Todas estavam com a roupa da escola, mas, algumas, com chinelos de dedo. Pedi que elas se sentassem nos banquinhos que ficam embaixo das árvores enquanto fui ao caixa pagar o lanche. Logo veio uma funcionária expulsando elas dali, de forma agressiva. Uma outra apareceu dizendo que a dona não permitia crianças ali e que deveríamos nos dirigir a outra lanchonete, que fica a um quilômetro daquele local”, contou a professora Stellamaris Adelaide de Freitas Cordeiro.

“Elas não quiseram receber o dinheiro e me ignoraram completamente.”

Auto-estima
“Essas crianças estão na 2ª série do ensino fundamental. Muito abaixo do desempenho esperado. Organizamos esse passeio pedagógico para resgatar a auto-estima delas, que não conhecem nem o centro de Caxias. E acabamos passando por esse constrangimento”, disse Stellamaris ao sair da delegacia, na quarta-feira (26), acompanhada de um representante do Conselho Tutelar da Zona Sul, Heber Bôscoli, que também repudiou a atitude das duas funcionárias e da dona do estabelecimento.
O delegado Fábio Cardoso já intimou as três para prestarem depoimento e registrou o caso como crime de racismo. Stellamaris também fez um registro da ocorrência no livro do Centro de Visitantes do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico. A professora, que pretende entrar com ação na Justiça por reparação de danos, disse que só pôde comparecer à delegacia nesta quarta-feira por que queria preservar as crianças e ter a aprovação dos pais.

CURSO DE CAPACITAÇÃO: QUESITO COR

Recebido por email e divulgando.

O curso sobre "Quesito Cor" é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Araraquara através da Assessoria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Araraquara em Parceria com a UNESP - Universidade Estadual Paulista através do NUPE - Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão que trabalha com pesquisa e formação sobre relações raciais no Brasil.
O curso pretende proporcionar uma formação básica sobre relações raciais no Brasil, proporcionando o debate de questões relativas ao racismo, à violência por ele produzida, bem como as estratégias para combatê-lo. Dentro desta proposta discutiremos projetos de ações afirmativas construídas no Brasil; o papel do movimento social negro; a visibilidade da população negra em Araraquara.
CORPO DOCENTEProf. Dr. Dagoberto José Fonseca; Sra. Priscila Elisabete da Silva – NUPE/CLADIN/ UNESP; Sra. Érika Tonelli de Araújo - NUPE/CLADIN/ UNESP.


PROGRAMA:
Módulo 01 – Políticas Públicas destinada aos afro-descendentes;
Módulo 02 – Racismo, Discriminação, Preconceito e outros conceitos;
Módulo 03 – Relações Raciais no BRASIL;
Módulo 04 – Políticas Públicas e Ações Afirmativas (Cultura, Educação e Racismo);
Módulo 05 – Gênero, Etnia e Saúde da População Negra;
Módulo 06 – Negro no mercado de Trabalho;
Módulo 07 - Racismo, Violência e Criminalização;
Módulo 08 – AVALIAÇÃO.

INSCRIÇÕES ATÉ DIA 02 DE ABRIL : Centro de Referência AFRO da Prefeitura de Araraquara
Avenida Duque de Caxias, 660 – Centro - Araraquara/SP - Tel.: (16) 3322 - 8316.
Washington Lucio Andrade
Assessoria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Araraquara

Centro de Referência AFRO da Prefeitura de Araraquara
Av. Duque de Caxias, 660 - CentroCep.: 14801-120 - Araraquara - SP
Tel.: (16) 33228316E-mail:
aepir@hotmail. com / aepir@araraquara. sp.gov.br
Site: www.araraquara. sp.gov.br

SEMINÁRIO PROMOÇÃO IGUALDADE RACIAL NA CAMARÂ DOS DEPUTADOS FEDERAIS

Recebido por email e divulgando. É bom ficarmos atentos.

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados Federal, aprovou requerimento apresentado pela Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes, requestando a realização do I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Assim, levo ao conhecimento de todos(as) que o I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial se realizará no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, nos dias 7 e 8 de maio de 2008, congregando parlamentares de diferentes partidos, pesquisadores e profissionais da Carreira Jurídica, acadêmicos e representantes de organizações do movimento Social Negro para uma ampla reflexão e avaliação de políticas públicas que conduzam efetivamente à sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos que consta do preâmbulo de nossa Cosntituição.

Informações:nas Comissões de Legislação participativa tel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:clp@camara. gov.br, Comissão de Direitos Humanos

tel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:cdh@camara. gov.br ou
ANAAD TEL: (71) 3329-9385 e-mail: faleconosco@ anaad.org. br

INSCRIÇÃO DE ARTIGOS EM LIVRO SOBRE QUESTÕES RACIAIS NA LITERATURA BRASILEIRA

Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea
Dossiê: Questões raciais na literatura brasileira contemporânea
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de julho de 2008 . Avaliada pelo QualisCAPES como A Nacional para a área de Letras, a revista – publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília – tem o compromisso de fomentar o debate crítico sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras literaturas, em especial da América Latina.
O número 31 trará um dossiê sobre “ questões raciais na literatura brasileira contemporânea”. Serão avaliados tanto artigos que consistam em leituras de narrativas e poesias, a partir do enfoque proposto, quanto textos teóricos que discutam as questões raciais na sua intersecção com a literatura, além de leitura comparada com textos de outras nacionalidades ou outras épocas. Textos que contemplem os contatos entre as discussões sobre questões raciais com questões de gênero, classe e sexualidade também serão bem recebidos.
A revista conta também com uma seção de tema livre, onde são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea. Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.
O prazo final para o envio de artigos e resenhas é 9 de maio de 2008. Normas para publicação :
Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado.
As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas.
Os trabalhos não solicitados serão encaminhados a pareceristas, mantido o anonimato mútuo.
Os artigos e resenhas devem ser enviados para: estudos@unb. br

LANÇAMENTO EM RECIFE DE LIVRO SOBRE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA ESCOLA

Retirado do site da Ação Educativa

Publicação é resultado de pesquisa realizada em escolas de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador e tem como objetivo contribuir para o aprimoramento das políticas públicas relacionadas ao tema.
Em 31 de março, será lançada em Recife a obra “Igualdade das relações étnico-raciais na escola – Possibilidades e desafios para a implementação da Lei 10.639/2003”. A publicação é resultado de consulta sobre o tema e foi realizada em escolas públicas de São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.
A intenção foi ouvir a comunidade escolar e reconhecê-la como sujeito de direitos, de forma a contribuir para o aprimoramento das políticas públicas relacionadas ao tema.
O livro já foi lançado em São Paulo e Salvador e será apresentado em Belo Horizonte, Brasília, na Conferência Nacional de Educação Básica, e durante o V Congresso Nacional de Pesquisadores Negros. ”Houve um retorno muito positivo. As pessoas estão procurando a obra para utilizá-la como consulta em pesquisas”, destaca Tânia Portella, assessora do Programa Pesquisa e Ação Política, da Ação Educativa. As publicações são distribuídas a pesquisadores, organizações parceiras e sujeitos com condições de elaborar políticas públicas.
A consulta nacional é resultado de uma parceria entre a Ação Educativa, Ceafro (Educação e Profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero), CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), e MIEIB (Movimento Interfóruns de Educação Infantil no Brasil). “O objetivo do programa é ter uma percepção das relações raciais na escola e, com isso, influenciar políticas públicas relacionadas à temática da eqüidade social”, completa Tânia. Participaram da consulta um total de 15 escolas, cinco de cada uma das três cidades, de educação infantil e ensino fundamental da rede municipal de ensino.

ESTUDANTES ENTRAM COM AÇÃO CONTRA A XEROX

Muito interessante esta notícia, principalemente por causa do comentário bastante instigante do advogado Humberto Adami. O email original está na lista Discriminacaoracial mensagem 39928
A notícia foi originalmente publicada na agência de notícias Brasil de Fato.
Em Fevereiro no Aldeiagriot já tinha sido postado uma notícia que eles estavam processando a Xerox. Clique aqui para acessa-lá.

Humberto Adami - Essa ação deve ser acompanhada de perto, por ser muito interessante oassunto que nela se discute. Em caso de falência da filial brasileira, matriz internacional pode edeve ser incluída na solidariedade patrimonial. Ou até valer-se de grupos afro-norte-americanos para chegar até a central de poder das multi-nacionais. A tentativa de envolver a ong brasileira não passa de cortina de fumaça. Essa é a primeira tentativa de se questionar a responsabilidade socialque tenho notícia. Vale a pena acompanhar e saber quem é o advogado que está levando o trabalho á frente.

Estudantes entram com ação contra a transnacional Xerox
por jpereira — Última modificação 26/03/2008 14:49
Empresa interrompe pela metade programa de"responsabilidade social" voltado para afrodescendentes; 16 processam> > > 26/03/2008> > > > Dafne Melo
> da Redação
> > > Em 2003, os estudantes Alexandra Campos e Flávio Lemos estavamentre os 20 jovens negros selecionados, em São Paulo, para o projetoAfro Ascendentes, do Instituto Xerox, braço da empresa criado em 1996para realizar ações de responsabilidade social.
> O projeto tinha como objetivo garantir o ingresso de 40 estudantes(metade na cidade de São Paulo, metade no Rio de Janeiro) no ensinosuperior público ou privado, pagando um curso pré-vestibular e, sepreciso, as mensalidades universitárias. O programa, que tinha duraçãoprevista para 7 anos, também assegurava ticket-alimentaçã o, valetransporte, seguro de vida e uma ajuda de custo no valor de 200 reaispara cada participante; prometia, também, um computador com acesso àinternet para cada um e um curso de inglês. Além disso, prometiaassistência médica, odontológica e psicológica até seis meses após otérmino da graduação.
> Para gerir o programa, contaram com duas ONGs: o Instituto Geledés,em São Paulo, e o Centro Integrado de Estudos e Programas deDesenvolvimento Sustentável (Cieds), no RJ. A seleção incluía provasde redação, análise de histórico escolar e entrevistas com oscandidatos.
> No decorrer do progama, entretanto, os estudantes começaram aenxergar algumas falhas. "Não recebemos computador nenhum, só depoisde muita insistência nos deram umas máquinas velhas que nem internetpodiam ter", conta Flávio Lemos. O cursinho pré-vestibular e de inglêsforam ministrados nas próprias ONGs, por profissionais contratados."Os cursos duravam todo o dia, das 8h às 20h e por isso, muitosdeixaram seus trabalhos. Inclusive, uma das demandas para participardo programa era a de que não podíamos trabalhar", explica Flávio.
> > > O corte
> Em 2004, Alexandra ingressou no curso de Comunicação em Multimeiosna Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e as despesasforam pagas pelo programa, conforme combinado. Esse foi o caso deoutros estudantes que ingressaram em outras universidades privadas. Apartir de 2005, entretanto, os estudantes começaram, sem explicações,a perder alguns benefícios. "Cortaram vale-transporte de alguns, semexplicação, e aí sentíamos que a qualquer momento iam deixar oprojeto", relembra Alexandra.
> No final daquele mesmo ano, a estudante ainda recorda de outro fatocurioso: "A empresa pagou para os 20 participantes de São Paulo irematé o Rio de Janeiro, encontrar os participantes de lá. Distribuíramcamisetas da Xerox e pediram para que nós gravássemos um vídeo parafalar da empresa e do projeto. A maior parte das pessoas não aceitoufazer o vídeo e o clima piorou ainda mais a partir daí". No anoseguinte, a empresa decidiu cortar o projeto.
> "Quem nos comunicou, primeiro, foi o Geledés. Nos explicaram que aempresa não ia mais financiar o projeto, e aí pedimos então para falarcom os responsáveis da Xerox. Foi um funcionário falar conosco e eleapenas disse que a empresa estava entrando em falência e, por isso,cortou o programa", conta Flávio.
> Na época, os estudantes que estavam em universidades privadasbuscaran outras alternativas para continuar os estudos via bolsas daprópria instituição ou pelo Programa Universidade para Todos (ProUni)."Tive a sorte de conseguir bolsa 100%, mas muitos colegas, não", dizAlexandra. Flávio foi um desses. Ingressante no curso de direito daFaculdade de Direito de São Bernardo do Campo, Flávio não pode pagarpelas despesas e, hoje, sofre processo da Faculdade, que exige opagamento da dívida.
> > > Ação
> Após o fim do programa, alguns estudantes decidiram entrar com umaação contra a empresa, por danos morais. "Não queremos apenas receberdinheiro para continuar os estudos e pagar as dívidas, mas discutirtambém essa questão da responsabilidade social. Essas empresas nãopodem fazer isso como bem entendem", protesta Flávio, que conta quetem pesquisado sobre o tema nos últimos meses. "As empresas querem,obviamente, é fazer marketing com isso. O poder público tinha queestar mais atento a esses casos", opina o estudante.
> Alexandra conta que quatro dos 20 estudantes participantes optarampor não mover a ação conjuntamente com os outros por receio de atingira ONG Geledés que, na visão deles, pode ser prejudicada no processo,embora fosse apenas a gestora do projeto, ou seja, não arcavafinanceiramente com os cutos, o que era feito pela Xerox.
> Uma primeira audiência conciliatória ocorreu dia 10 de março, semnenhum acordo entre a Xerox e os 16 estudantes. "O advogado da empresasequer tinha conhecimento que a ação era movida por 16 pessoas e semostrou surpreso quanto a isso. E repetiu a justificativa de que aempresa está em falência, com os ganhos caindo, e resolveu cortar oprograma", conta Alexandra, que esteve presente na audiência. Agora,cabe ao juíz da 16º Vara Civel de SP dar andamento ao processo.
> A reportagem do Brasil de Fato entrou em contato com a Geledés e aXerox. A primeira, não respondeu. Já a Xerox, por meio da assessora deimprensa Fabrícia Rosa, afirmou que as informações dadas pelosestudantes estavam equivocadas e que "a Xerox cumpriu com suasobrigações contratuais com a Geledés". Afirmou ainda que o projeto nãoincluía o pagamento de mensalidades de universidades privadas. "Oprograma visava o ingresso de estudantes na universidade pública",enfatizou Fabrícia. A informação, entretanto, entra em contradição coma informação dada pelos estudantes. "A proposta era entrar eminstituições de excelência, não necessariamente públicas", rebateFlávio.

MUMIA ABU-JAMAL TEM PENA DE MORTE CANCELADA

Recebido por email e divulgando com grande felicidade. Para saber mais sobre Mumia clique aqui.

Após 26 anos no corredor da morte, Mumia Abu-Jamal consegue reverter sentença por matar policial branco
Agências internacionais

http://www.youtube. com/watch? v=KRGFZ1eLJO4
http://www.youtube. com/watch? v=Ri4hKUR_ QgQ
http://www.youtube. com/watch? v=va8cp-VQCRQ

WASHINGTON - Uma corte de apelações norte-americana de âmbito federal anulou nesta quinta-feira, 27, a condenação à morte de uma figura emblemática da luta internacional contra a pena de morte, Mumia Abu-Jamal. Apesar disso, a corte confirmou a culpa de Abu-Jamal no assassinato de um policial em 1982.


A corte resolveu que o ex-militante dos Panteras Negras, um partido negro revolucionário norte-americano fundado na Califórnia em 1966, deverá passar por uma nova audiência devido a errsnas instruções aos jurados. Se os promotores não concederem nova audiência sua sentença será automaticamente transformada em prisão perpétua.

Abu-Jamal, um ex-jornalista de rádio de 53 anos, atraiu uma multidão de celebridades e ativistas para sua causa, após 26 anos preso no pavilhão dos condenados à morte. Um júri o declarou culpado em 1982, pelo assassinato do agente de polícia Daniel Faulkner, que prendeu seu irmão por uma infração de trânsito.

Em sua apelação, alegou que o racismo do juiz e dos promotores afetou o veredicto do jurado integrado por uma maioria de brancos. Em 2001, um juiz concedeu a ele uma nova audiência, mas a promotoria apelou.

Centenas de pessoas protestaram diante da corte da Filadélfia. A sala do tribunal estava repleta de estudantes de direito, advogados, familiares do policial morto e de Au-amal.

O erro nas instruções dos jurados se refere a se os membros compreenderam como levar em conta as circunstâncias atenuantes que pudessem evitar a pena de morte. Os jurados poderiam pensar que deveriam aceitar as circunstâncias atenuantes por unanimidade, algo que a lei não exige, disse o tribunal de apelações.

AS GRANDES DA NET TENTAM LUCRAR COM AS REDES DE RELACIONAMENTO

Retirado do Observatório da Imprensa. Muito interessante a reflexão. Vale a postagem na íntegra.

REDES DE RELACIONAMENTO
Por toda parte e em lugar nenhum
Por The Economist em 25/3/2008
Reproduzido do
The Economist, 19/03/08; tradução de Jô Amado

Na expectativa de se tornar mais forte na área da publicidade online, uma empresa de tecnologia – grande, mas ainda incipiente – compra uma pequena empresa recém-lançada num setor em que, todo mundo concorda, será a próxima grande jogada. Há dez anos, a Microsoft comprava a Hotmail – a empresa que tornou o correio eletrônico obrigatório para os usuários de internet prometendo criar visitas às páginas e, portanto, armazenar listas de anunciantes nos sites do gigante de software. Este mês foi a vez da AOL, um portal da web que enfrenta dificuldades e faz parte da Time Warner, gigante da mídia tradicional, comprar a
Bebo, uma rede social online pequena, mas crescente, por 850 milhões de dólares.
Ambos os negócios, em suas respectivas décadas, refletem um grande paradoxo da internet na medida em que a premissa que lhes está implícita é, precisamente, metade certa e metade errada. A metade correta é a de que uma próxima "grande jogada" – correio eletrônico, no primeiro caso, e agora, as redes de relacionamento – pode, efetivamente, tornar-se rapidamente algo que os consumidores esperam de seu portal preferido. A conclusão que não é lógica é a de presumir que o novo serviço seja por si só um negócio lucrativo.
O correio eletrônico, com certeza, não se tornou um negócio. Mesmo reconhecendo que Google, Microsoft, Yahoo!, AOL e outros provedores de contas de webmail inserem anúncios em suas ofertas de e-mail gratuito, ainda assim é café pequeno. Eles oferecem e-mail – e uma parafernália de estoques de arquivos inimaginável dez anos atrás – porque o serviço, incluindo a lista de endereços dos associados, agenda e outras ferramentas, não é caro para entregar e mantém os consumidores ocupados com suas marcas e sites, aumentando a possibilidade dos usuários visitarem páginas associadas, nas quais a publicidade é mais eficaz.
Um "trabalho ruim"
Com as redes de relacionamento parece ocorrer algo semelhante. Grandes empresas da internet e da mídia puxaram para cima os valores implícitos de
MySpace, Facebook e outros. Isso, entretanto, não significa que exista um modelo lucrativo funcionando. Sergey Brin, co-fundador do Google, reconheceu recentemente que "a lista de redes de relacionamento do Google, como um todo" estava se revelando problemática e que "a conversão do trabalho em dinheiro que vimos fazendo não vem filtrando tão bem quanto esperávamos". O Google tem um acordo contratual com a News Corporation para colocar anúncios em sua rede MySpace e também possui sua própria rede, o Orkut. É evidente nenhuma das duas está sendo lucrativa para o Google.
Para a Facebook, atualmente aliada da Microsoft, foi ainda pior. Sua vigorosa tentativa de redefinir a indústria publicitária criando um novo tipo de abordagem ao mercado social, o Beacon, foi um fracasso completo. A idéia da Facebook era informar os amigos de um usuário, sempre que ele comprasse alguma coisa de determinados vendedores online, inserindo um pequeno anúncio nos news feeds desses amigos. Teoricamente, isso deveria tornar-se uma nova recomendação, uma forma em algoritmos da palavra falada. Na prática, os usuários se revoltaram e os guardiões da privacidade berraram. Mark Zuckerberg, o fundador da Facebook, reconheceu, em dezembro de 2007, que "fizemos um trabalho ruim com esse lançamento" e pediu desculpas.
Contas separadas
Portanto, é inteiramente concebível que as redes de relacionamento, como o correio eletrônico, jamais rendam rios de dinheiro. Isso, no entanto, não tira, de forma alguma, sua enorme utilidade. As redes de relacionamento tornaram explícitas as conexões entre as pessoas, de forma a que um próspero ecossistema de pequenos programas possa explorar esse "gráfico social" e possibilitar a interação entre amigos através de jogos, saudações, videoclipes etc.
Mas será que os usuários ainda teriam que visitar um site específico para fazer esse tipo de coisa? "Nós ainda olharemos para trás, para 2008, e pensaremos que era arcaico e esquisito ter que ir a um portal como Facebook ou
LinkedIn para ser social", diz Charlene Li, da Forrester Research, uma consultoria. As redes de relacionamento do futuro, em sua opinião, "serão como ar; estarão por toda parte e qualquer lugar que as necessitemos e queiramos que estejam". Nada de ter que se conectar à Facebook apenas para ver a atualização de news feed de seus amigos; em vez disso, a mensagem virá diretamente para sua caixa postal ou MSN. Nada de encher a Facebook de fotos para mostrar aos amigos, uma vez que estes, com permissão privada de seu endereço eletrônico, poderão automaticamente acessá-las.
O problema com as atuais redes de relacionamento é que muitas vezes elas são fechadas à rede externa. As grandes redes decidiram ficar "abertas" para programadores independentes, para incentivá-los a criarem para elas softwares divertidos. Mas resistem a ser igualmente abertas em relação a seus usuários porque o valor alto da rede depende da maximização das visitas a suas páginas – por isso, mantêm um controle rigoroso na informação passada a seus usuários, de forma a garantir que continuem voltando. Em conseqüência disso, os usuários ávidos de internet mantêm contas separadas em várias redes de relacionamento, serviços de mensagens instantâneas, fotos compartilhadas e sites de blogs – e normalmente nem conseguem enviar mensagens simples, de um para o outro. Têm que convidar os mesmos amigos para cada serviço, em separado. É duro.
Um e-mail avançado
Do ponto de vista histórico, a tendência da mídia online é começar dessa maneira. Os primeiros serviços, como CompuServe, Prodigy ou AOL, começaram como "jardins murados" antes de se abrirem e se tornarem portais. Os primeiros serviços de correio eletrônico só podiam enviar mensagens para dentro de seus próprios muros (mais ou menos como funcionam hoje os serviços de mensagens da Facebook). Também as mensagens instantâneas começaram por ser fechadas, porém estão progressivamente se abrindo.
Nas redes de relacionamento, essa evolução está apenas começando. Alguns setores da indústria estão colaborando com um "grupo de trabalho de informações portáteis", com o objetivo de permitir que as pessoas desloquem as listas de seus amigos, assim como outras informações, através da rede. Outros estão elaborando o OpenID, um projeto para criar um único sistema de registro de identificação que as pessoas possam utilizar em vários sites.
A abertura das redes de relacionamento poderá acelerar-se graças à mais antiga "grande jogada", o correio eletrônico. Enquanto tecnologia, o e-mail aparentemente tornou-se obsoleto. Mas o Google, o Yahoo!, a Microsoft e outras empresas estão descobrindo que talvez já possam ter a infra-estrutura ideal para redes de relacionamento na forma de listas de endereços, caixas de entrada e agendas de seus usuários. "Num sentido mais abrangente, o e-mail é a mais importante rede de relacionamento", diz David Ascher, gerente da
Thunderbird, da Mozilla Foundation, que desenvolveu um software aberto e extremamente avançado para correio eletrônico e também emprega o conhecido browser Firefox.
Íntimo e discreto
Isso porque a caixa de entrada ampliada contém informações inestimáveis, e dinamicamente atualizadas, sobre as conexões humanas. No Facebook, um gráfico social perde a eficácia e evidentemente se deteriora após a excitação inicial de reencontrar velhos amigos da escola. Já no caso de uma conta de e-mail, existe o acesso a toda a lista de endereços e é possível deduzir informação sobre a freqüência e intensidade do contato à medida em que ele ocorre. Joe recebe e-mails de Jack e Jane, mas só abre o de Jane; Joe tem Jane em sua agenda para amanhã e está lhe enviando uma mensagem instantânea neste momento; Joe anota Jack como "só trabalho" em sua lista de endereços. Talvez as fotos de Joe sejam acessíveis para Jane, mas não para Jack.
Este tipo de inteligência social pode ser aplicado em muitos serviços na rede aberta. Melhor ainda: caso não haja pressão para torná-lo um negócio, pode continuar sendo íntimo e discreto. A Facebook tem um incentivo econômico para publicar cada vez mais informação sobre seus usuários, diz David Ascher, enquanto a Thunderbird, que é um projeto de fonte aberta, permite aos usuários minimizarem aquilo que compartilham. As redes de relacionamento poderão acabar estando em toda parte – e talvez em lugar nenhum.

INTERNET E OS NOVOS "FORMADORES DE OPINIÃO

Retirado do site do Observatório da Imprensa. Artigo interessante que vale a pena ser postado na íntegra.

ANO 12 - Nº 476
INCLUSÃO DIGITAL"
Por Venício A. de Lima em 11/3/2008

São muitas as explicações que tentam dar conta das mudanças importantes que estamos assistindo na capacidade de influência direta da grande mídia na percepção política e no comportamento eleitoral da população brasileira. Depois da primeira eleição presidencial após o período autoritário, realizada em 1989, pesquisas de opinião vêm registrando um lento – às vezes contraditório, mas sempre progressivo – descolamento da opinião dominante na grande mídia da opinião da maioria da população. Esse fato coloca em questão, por exemplo, o poder dos "formadores de opinião" tradicionais e tem obrigado analistas e ideólogos a verdadeiros malabarismos teórico-explicativos.
Em tempos de tantas inovações tecnológicas, um dos fatores que certamente tem contribuído para essas mudanças é o crescimento avassalador do acesso de nossa população à internet, um meio de comunicação com características radicalmente distintas da velha comunicação de massa: interatividade versus unidirecionalidade.
Registre-se que o aumento da renda e avanços importantes na escolaridade de camadas significativas da população são pressupostos para que cresça o acesso à internet. E esses pressupostos estão, de fato, ocorrendo (ver, neste Observatório, "
TSE & Escolaridade do eleitor: Obra-prima do jornalismo apressado").
Há de se considerar também que a inclusão digital é uma área onde as políticas públicas têm sido efetivas e têm provocado resultados positivos. Exemplos conhecidos são o programa "Computador para Todos" e os telecentros dos "Pontos de Cultura". Em 2007, pela primeira vez, a venda de computadores (10,5 milhões de unidades) ultrapassou o total de aparelhos de televisão comercializados no país.
Classe C plugada
Os últimos dados conhecidos sobre o avanço da internet no conjunto da população brasileira são realmente impressionantes.
Em dezembro de 2006, o Ibope/NetRatings
divulgou informações referentes ao terceiro trimestre de 2007 que davam conta de que 39 milhões de brasileiros, acima de 15 anos, tinham acesso permanente à internet em diferentes ambientes – residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc. Esse número significava um aumento de 21% em relação ao mesmo período de 2006.
Há poucos dias, a Associação de Mídia Interativa (IAB Brasil) revelou que 40 milhões de brasileiros já tinham acesso à internet e que a estimativa para dezembro de 2008 é de que o número chegará a 45 milhões – o que representa um crescimento de 15% em relação ao ano de 2007. Segundo Paulo Castro, presidente do IAB Brasil, "esse crescimento (...) consolida a internet como a segunda maior mídia de massa do país". A primeira é a televisão (
ver aqui).
Há, no entanto, um dado ainda mais interessante: quem são os brasileiros que acessam a internet? De acordo com o IAB Brasil, 37% dos internautas no ano passado eram da classe C. Cinqüenta por cento eram das classes A e B e 13% das classes D e E. Em 2008, a expectativa é que o segmento da classe C alcance 40%.
Multiplicação capilar
Para muitos observadores e analistas de mídia, a penetração impressionante da internet na população brasileira é um dado da realidade que ainda não foi totalmente "digerido" e compreendido em todas as suas dimensões. Esse crescimento, por exemplo, ocorre simultaneamente a uma relativa estagnação da mídia impressa (à exceção de algumas revistas populares) e, sobretudo, dos principais jornalões da grande mídia.
Isso significa que, do ponto de vista do poder de influência da grande mídia e, sobretudo, dos seus "formadores de opinião", os dados recentes indicam que algumas hipóteses já avançadas por ocasião da análise dos resultados das eleições de 2006 parecem se confirmar.
Parcela importante de nossa população (inclusive da classe C), historicamente excluída do acesso à mídia impressa, estaria hoje em condições de multiplicar as mediações das mensagens recebidas diretamente da internet e por intermédio de suas lideranças (que se utilizam intensamente da internet).
Na medida em que aumenta o acesso a fontes diferentes de informação e também o feixe de relações sociais ao qual o cidadão comum está interligado, diminui o poder de influência que a grande mídia tem de agir diretamente sobre a sua audiência (ouvintes, telespectadores e leitores) e se fortalece a mediação exercida pelas lideranças intermediárias.
Os "formadores de opinião" tradicionais parecem estar sendo paulatinamente substituídos por "líderes de opinião" locais que se utilizam cada vez mais da internet onde, inegavelmente, existe mais diversidade e pluralidade na informação.
O atual sucesso de alguns blogs em amplas camadas da população – e a capacidade incrível de multiplicação capilar de informações e análises – certamente é uma das conseqüências mais visíveis desse auspicioso processo.
Que assim seja!

O BRASIL NÃO É O ÚNICO PAÍS DO CARNAVAL

Retirado do site da Secretária de Comunicação da UNB.

01/ 02/ 2008 - SOCIEDADE
Rodolfo BorgesDa Secretaria de Comunicação da UnB
Roberto Fleury/UnB Agência


O carnaval brasileiro ganha em proporções cada vez maiores com o passar dos anos, mas paga um preço caro pela própria industrialização. De acordo com o professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília (UnB), a festa que ganhou fama internacional no Brasil não apenas se desvinculou do seu caráter sagrado, como vem perdendo características e elementos que a definiam há até algum tempo. “Em alguns sentidos, o carnaval de Barranquilha, na Colômbia, entre outros, é mais rico que o brasileiro, pois é esteticamente mais diverso, e preserva o grotesco, que é um elemento fundamental do carnaval”, considera o professor.
“Outro elemento central é a permissão para burlar os poderosos. Além disso, o carnaval também tem um caráter escatológico, de impureza, cheio de excrementos”, destaca. Segundo o antropólogo, a ausência desses elementos no carnaval brasileiro explica-se pela maneira ostensiva como a indústria do entretenimento se apropriou da festa no país. “Para mim, o ponto de ruptura do carnaval brasileiro é a década de 1970, quando surgem as telenovelas da Rede Globo. Na época, descobriu-se a possibilidade de um novo tipo de lucro, que extrapolava o lucro da festa”, esclarece o professor.
Por serem transmitidas pela televisão, as festas do Rio de Janeiro e de Salvador, principalmente, precisam seguir uma ordem que conflita com o próprio significado da data. “O carnaval brasileiro está ficando controlado, ele não permite mais muitos exageros”, lamenta. Carvalho garante, contudo, que a maioria das festas que acontecem durante esse período do ano no Brasil preserva seu caráter comunitário. Na entrevista abaixo, o professor ainda comenta a proposta de se estabelecer uma data fixa para o carnaval, e afirma que não se pode culpar a festa por adiar o início do ano político no Brasil. “Para afirmar algo do tipo, é preciso considerar que a administração pública funciona de março a dezembro”, lembra.
Roberto Fleury/UnB Agência

“Há uma certa monotonia nos carnavais do Rio e de Salvador. Os festejos de outros países têm muita invenção, muita criatividade e muita ousadia.”UnB AGÊNCIA – O senhor considera que o carnaval perdeu a essência ao longo do tempo?
JOSÉ JORGE DE CARVALHO – O carnaval mudou de sentido. Ele era muito mais ligado a um ciclo sagrado, fazia parte das saturnálias romanas, em que as pessoas se livravam um pouco do peso dos deuses. Durante o carnaval, era possível sacudir o lado cruel dos deuses e brincar com tudo, fazer palhaçadas com as próprias divindades. O carnaval de que nós falamos hoje é cristão. Quando o cristianismo surge, ele recupera aquele período das festas romanas e o inclui dentro do calendário sagrado. É um momento de descontração, de inversão do mundo. A diferença é que, antigamente, depois da festa, todo mundo voltava para a contrição, para uma devoção própria do calendário litúrgico dos santos. Na Idade Média, ocorria dessa forma. O carnaval está vazio de sentido, porque a parte sagrada é cada vez menos presente. Ele virou mais uma festa do que parte do calendário católico – tanto que a maioria das pessoas não vai à missa na quarta-feira de cinzas.

UnB AGÊNCIA – Com a liberdade – até mesmo sexual – que existe atualmente, faz sentido a manutenção de um período como o carnaval, tido como uma festa que permite a liberação de todo tipo de comportamento?
CARVALHO – Até certo ponto, a data perde nesse sentido. Mas continua existindo a diferença. De qualquer forma, fora do carnaval, a sexualidade é mais contida. A repressão sexual continua sendo alta. Existe uma ilusão de que se pode tudo, mas é o que o Marcuse chamava de “dessublimação repressiva”: você expõe mais o corpo, mas surgem outros códigos para escondê-lo. Pode haver outras festas, mas o cotidiano é mais reprimido. Hoje, talvez, haja uma descontração sexual maior em comparação com o século 19. Aos nossos olhos, o entrudo (termo que designa o carnaval daquela época) era pouco libertino quando comparado ao cotidiano, mas, para as pessoas da época, era muito liberal. Sempre existiu uma diferença de intensidade entre o carnaval e o resto do ano.

UnB AGÊNCIA – O carnaval atrapalha o país por postergar o início do ano para depois de fevereiro?
CARVALHO – No caso da política, é possível considerar que sim. Mas é difícil dizer que atrapalha. Para afirmar algo do tipo, é preciso considerar que a administração pública funciona de março a dezembro. E, durante o ano passado, por exemplo, ela não funcionou por causa das crises que envolveram o mensalão e o senador Renan Calheiros. Não é por causa do carnaval que as coisas não acontecem.

UnB AGÊNCIA – Por que a base sagrada do carnaval se enfraqueceu?
CARVALHO – Nós estamos em um momento em que as sociedades tornaram-se totalmente dessacralizadas. Antigamente, para todas as sociedades do mundo, o tempo era sagrado, e, dentro dele, havia momentos de devoção e de inversão (festas carnavalescas, dionisíacas, entre outras). Só muito recentemente, com o surgimento das sociedades industriais do século 19, o calendário cristão começou a cair no mundo ocidental, e o capital tomou o seu lugar. As leis que o Estado formula estão relacionadas com a produção (isso é bem ilustrado pela criação do sábado e do domingo e pelas horas diárias de trabalho). O capital foi regendo a produção e passou a atuar também em relação ao lazer, aos momentos em que as pessoas não estão trabalhando. O carnaval do século 20 está imerso nessa lógica industrial.
Roberto Fleury/UnB Agência

“Considerando que a festa já está desconectada de sua base sagrada, marcar um dia específico não mudaria muito”UnB AGÊNCIA – Em que essa situação alterou a festa?
CARVALHO – O carnaval era um espetáculo que a comunidade controlava. Agora, as indústrias do turismo e do entretenimento dão a pauta de como vai ser a festa, pois ela não existe mais só para entreter a comunidade que a prepara, mas quem vem de fora também. O século 20 foi marcado pelo voyeurismo do carnaval. O espectador consume o gozo do outro – daquele que está na festa – através do olhar. O carnaval vai se encaixando numa lógica laica e, ao invés de se conservar como o momento de descanso que representava, vira uma grande indústria, uma grande produção. É o contrário do seu sentido sagrado, de acordo com o qual ele seria o momento da não-produção, do relaxamento.

UnB AGÊNCIA – Por que o carnaval tomou uma proporção tão grande no Brasil?
CARVALHO – Foi exatamente por causa da indústria do entretenimento. No Brasil, essa indústria teve características muito particulares ao longo do século 20. Não é apenas aqui que o carnaval tem uma importância grande. Trinidad e Tobago tem um carnaval tão ou mais espetacular do que o nosso. O Haiti possui uma festa extraordinária, e, na Colômbia, ela é riquíssima. O mesmo pode ser dito de Nova Orleans (Estados Unidos), Nice (França) e Veneza (Itália). O Brasil assumiu esse lugar de destaque em relação ao resto do mundo por causa da concentração dos meios de comunicação no país. Para mim, o ponto de ruptura do carnaval brasileiro é a década de 1970, quando surgem as telenovelas da Rede Globo. Na época, descobriu-se a possibilidade de um novo tipo de lucro, que extrapolava o lucro da festa. Quer dizer, a imagem de atores, cantores e de qualquer pessoa que tenha valor midiático passou a ser vendida como mercadoria. Isso potencializou o espetáculo. Como a população já foi monopolizada em grande medida pelos meios de comunicação e pela publicidade em torno dessas figuras, uniu-se tudo isso, de forma astuta, à festa popular. Hoje, a grande telenovela das televisões é o carnaval.

UnB AGÊNCIA – Quer dizer que o carnaval brasileiro não é melhor do que o de outros países?

CARVALHO – Quanto à diversidade de formas dos blocos, ele realmente não é. Os carnavais carioca e baiano, inclusive, estão ficando monótonos sob esse ponto de vista. Nesse sentido, o carnaval de Barranquilla, na Colômbia, é mais rico do que o brasileiro, pois é esteticamente mais diverso, e preserva o grotesco, que é um componente fundamental do carnaval. Outro elemento central é a permissão para burlar os poderosos. Além disso, o carnaval tem um caráter escatológico, de impureza, cheio de excrementos. A festa brasileira está ficando controlada, não permite mais muitos exageros. Em Barranquilha, o carnaval é muito mais variado do ponto de vista de invenção popular do que o carioca. O mesmo acontece no Haiti, e até no Uruguai, que tem mais variedade musical. Há uma certa monotonia nas folias do Rio e de Salvador. Os festejos de outros países são mais frugais, mas têm muita invenção, muita criatividade e muita ousadia. O nosso está ficando menos ousado, porque vai passar pela televisão. Depois do carnaval, os personagens que participaram dele vão fazer publicidade de cerveja, xampu, roupa, sapato, carro. Então, eles não podem aparecer com o seu lado grotesco. Isto é, aqui, os travestis participam do carnaval, mas só se forem extremamente bonitos, dentro de um padrão eurocêntrico. Um desfile de travestis em Trinidad e Tobago é muito mais escrachado, eles são mais livres para se apresentar.

UnB AGÊNCIA – Então o Brasil não é país do carnaval?
CARVALHO – O Brasil é o país do carnaval da Globo e da Bandeirantes. É o país do carnaval no sentido da sociedade espetáculo. Mas Trinidad e Tobago também é o país do carnaval, assim como o Haiti, a Colômbia e o Uruguai. O Brasil não é o único país do carnaval.

Para ler na íntegra clique aqui.

quarta-feira, 26 de março de 2008

EVENTO UNIVERSIDADE EM MOVIMENTO NA UFRGS

Recebido por email e divulgando

O Fórum de Ações Afirmativas convida a participar das atividades que visibilizam as ações afirmativas na UFRGS dentro da programação das Calouradas 2008 organizadas pelo DCE, que esse ano tem como tema: "Universidade em movimento: autonomia, diversidade e democracia".

Dia 27 de março - Sala 101 FACED – Campus do Centro
10h Debate com Vera Rosane (MNU)
12h Teatro
18h30 Discussão sobre a implementação do Programa de Ações Afirmativas na UFRGS.
Mesa de abertura com movimento negro, indígena e estudantes do Programa de Ações Afirmativas.
Mesa - Debate: Comissões de Acompanhamento, DCE, Assurgs e Fórum de Ações Afirmativas.

Dia 27 e 28 de março – frente à FACED
Feira de artesanato Diversidade na Universidade.

MANISFESTAÇÃO NO RIO DE JANEIRO CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Recebido por email, mas pode o original pode ser acessado na lista de discussão discriminacaoracial - mensagem 39776

Sobre a reunião:
No dia de ontem, 19 de março, às 16 horas, foi realizada reunião, [na sede da CEUB/RJ - Congregação Espírita Umbandista do Brasil, a convite do Babalorixá Paulo Guerreiro D´Oxalá (em conjunto com a CEUB/RJ)], da qual participaram Babalorixás, Yalorixás, Ekedjis, Ogãs, Cambonos, Sambas, Yaos, Filhos, Adeptos e Simpatizantes, além do Vereador Átila Nunes Neto, e da jornalista Adriana Diniz e do fotógrafo do jornal Extra.

A reunião, presidida por Fátima Damas, Diretora do CEUB/RJ, tinha como pauta discutir o tema publicado no domingo, 2ª e 3ª feiras passados ( 16 a 18 de março), no jornal Extra, sobre o fechamento de terreiros de Umbanda e Candomblé em comunidades carentes da cidade do Rio de Janeiro, locais aonde a criminalidade impera.

Segundo o jornal, tal fato passou a ocorrer depois que foi descoberto um pacto entre estes criminosos com pastores de igrejas evangélicas que, em troca por um perdão de Deus, estão exigindo que os mesmos fechem os terreiros destas localidades.

O Vereador Átila Nunes Neto informou sobre a criação do Disque Intolerância Religiosa - 21-2461-0055, com atendimento 24 horas.

O que ficou definido:

Como desdobramento de ações necessárias PELA RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA e CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, ficou confirmado:
1 - que o Vereador Átila Nunes Neto já está agendando audiência com o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Em função da agenda do Secretário, a audiência poderá ocorrer na próxima 5ª feira – 27 de março;
2 – que uma comissão (que foi tirada na reunião), com representantes da CEUB, IRMAFRO, CETRAB, dentre outras/os (com, em média, 10 pessoas) irá participar da audiência;
3 – na próxima 5ª feira, 27 de março, às 17 horas, o POVO DE SANTO fará uma manifestação nas escadarias da ALERJ, com a finalidade de sensibilizar os Deputados Estaduais para que tomem providências contra a intolerância religiosa e pela absoluta liberdade religiosa, além de chamar a atenção da população para o fato;
4 - Babalorixás, Yalorixás, Ekedjis, Ogãs, Cambonos, Sambas, Yaos, Filhos, Adeptos e Simpatizantes devem ser mobilizadas/ os para o ATO NA ALERJ, levando suas faixas, bandeiras, galhardetes, folders;

5 – TODOS DEVEM ESTAR COM ROUPAS BRANCAS.


Os fatos:

na foto, Pai Renato d´Obaluayê e Mãe Miriam de Oyá, da IRMAFRO
importante clicar sobre a foto, para ver ampliada

Para quem não viu as matérias no jornal, seguem os links:

15 de março
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/03/15/bandidos_proibem_manifestacoes_de_umbanda_candomble_expulsam_donos_de_terreiros_dos_morros-426253827.asp
18 de março
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/03/18/medo_da_fogueira_da_inquisicao-426284379.asp
matéria sobre o disque-denúncia
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/03/18/disque-denuncia_para_atender_casos_de_discriminacao_de_qualquer_credo-426284339.asp
20 de março – de jornal de hoje
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/03/20/olheiro_do_morro_do_dende_confirma_intolerancia_religiosa_na_favela-426333235.asp

Para ver mais:
Artigo do Viva Favela sobre intolerância religiosa – 29 de janeiro de 2008
http://aldeiagriot.blogspot.com/2008/01/artigo-do-viva-favela-sobre-intolerncia.html
Texto do CETRAB -
http://www.cetrab.org.br/artigo10.htm

Encontramos um Blog com o título Intolerância Religiosa. No “perfil” não pudemos saber quem faz e de onde é, mas parece interessante:
http://intoleranciareligiosabr.blogspot.com/


Importantes textos de reflexão:

DOGMAS DA IMPRENSA - Intolerância religiosa? E a culpa da mídia?
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=428FDS003
DOGMAS DA IMPRENSA - Intolerância religiosa? E a culpa da mídia?
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=297FDS003
IGREJA UNIVERSAL vs. IMPRENSA - Intimidação e má-fé
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=473CID006

Maiores informações:CEUB/RJ - 21-2273-3974
Saudações Negras Feministas!
Ana Maria Felippe - Coordenadora GeralVilma Piedade - Coordenadora de Gênero e Raça

http://www.leliagonzalez.org.br/
http://coletivodemulheresnegras.blogspot.com/

terça-feira, 25 de março de 2008

A HISTÓRIA SECRETA DA REDE GLOBO - SIM, EU SOU O PODER

Para baixar o livro clique na imagem abaixo. Retirado do Blog DownloadsCopyleft.
Livro de Daniel Heiz
Tamanho: 1,1 Mb

Trata do lado invisível da Rede Globo e as eleições de1982. O papel político e econômico da Rede Globo. Síntese da história da rádiofusão no Brasil . Inclui notas ao pé das páginas e anexos.

Sinopse (retirado do Blog sabotagem.revolt)
Trata-se de um livro raro, difícil de se achar em livrarias, mas que está disponível gratuitamente na internet. Apresentada pelo jornalista Daniel Heiz, como tese de mestrado à Universidade de Brasília em 1983, ”A História Secreta da Rede Globo” aborda o problema da introdução de tecnologias de comunicação no Brasil. O melhor do livro, porém, é a explicação de como a Globo, que foi construída com capital estrangeiro, chegou ao que é. Com um poder tal, que é capaz de fazer presidentes - desde que eles façam acordos que lhe convém. A Globo , se quiser, pode ainda manipular a Bolsa de Valores, interferir nas ações policiais e em CPIs e ainda fazer bandidos e mocinhos. E é óbvio que suas novelas e certos programas de auditório têm sempre o mesmo objetivo: alienar os jovens e destruir a estrutura familar. […]

Outros links sobre o livro:
Blog Contraofensiva
Blog Belfigio.net
Site CentrodeMidiaIndependente
site CulturaBrasil
site FazendoMedia
site Direitoacomunicação

LEIA O LIVRO "AFRO-DESCENDÊNCIA EM CADERNOS NEGROS E JORNAL DO MNU"

Muito bom este livro e o que é melhor clicando na imagem ao lado você pode ler ele todinho no seu computador. Só tem duas coisas chatas:
1. é preciso ter uma conexão legal para passar as pagínas;
2. não é possível baixar para o computador o livro.

hum... na verdade tem jeito sim, mas dá muito trabalho. Quem sabe algum dia ele aparece no blog para ser baixado de graça. Enquanto isso vamos lendo pelo computador.

ESTUDO DA UNICAMP DO SEU PROGRAMA DE AÇÃO AFIRMATIVA

Retirado do site da Agência Fapesp

Resultado afirmativo
14/03/2008
Por Fábio de Castro


Agência FAPESP – Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre 2003 e 2005 revelou que estudantes provenientes de escolas públicas têm maior potencial acadêmico do que os das escolas privadas, demonstrando melhor desempenho ao longo do curso.
Estudo da Unicamp destaca que programa de ação afirmativa implantado em 2005 aumentou ingresso de estudantes com pior condição socioeconômica, mas melhor potencial acadêmico
(Foto: Unicamp)

A pesquisa ajudou a orientar a criação do programa de ação afirmativa adotado pela Unicamp em 2004 e, desde então, os autores têm feito o acompanhamento semestral do desempenho dos alunos, utilizando a mesma metodologia.

A conclusão preliminar do acompanhamento é que a medida efetivamente aumentou a porcentagem dos egressos de escolas públicas na universidade, especialmente nos cursos de alta demanda, garantindo a presença de estudantes de pior condição socioeconômica e melhor potencial acadêmico.

Os resultados atualizados do estudo foram publicados na revista Higher Education Management and Policy, editada pelo Programa sobre Gestão Institucional em Ensino Superior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O trabalho foi realizado por Renato Pedrosa, do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática Estatística e Ciência da Computação (Imecc), José Norberto Dachs e Rafael Maia, do Departamento de Estatística do Imecc, e Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas. Benilton Carvalho, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, completou o grupo da Unicamp.

O acompanhamento semestral das turmas, segundo Pedrosa, foi uma das condições exigidas pela universidade para a implantação do programa. “Constatamos que, nas turmas que foram acompanhadas até agora, o resultado tem sido o mesmo: os alunos beneficiados pela ação afirmativa têm o desempenho melhorado ao longo do curso, em relação aos outros”, disse à Agência FAPESP.

Logo no primeiro ano do programa a presença de alunos egressos de escolas públicas aumentou 15,4%, passando de 29% para 34%. O maior impacto foi nos cursos de maior demanda.

“Em medicina, por exemplo, a presença desses alunos passou de 10% para cerca de 25%. Isso ocorreu porque o número de pontos é fixo e, nesses cursos com mais demanda, com 30 pontos a mais o candidato ultrapassa maior número de concorrentes. O programa foi desenhado para isso”, explicou.

A admissão de pretos, pardos e índios aumentou 44,4% no primeiro ano. “Esse grupo passou de 11% para quase 16% do total. O número ainda está abaixo da porcentagem de 23% de estudantes que pertencem a esses grupos no Estado de São Paulo, mas mostra um claro progresso em direção a uma maior eqüidade”, afirmou.

Eqüidade em estudo

O estudo começou em 2003, quando o debate público sobre políticas de ação afirmativa ganhava corpo diante da constatação de que a maior parte dos alunos das melhores universidades vinha de escolas privadas. Na Unicamp, a proporção de estudantes nessas condições era de cerca de 70%.

“A reitoria consultou a comissão responsável pelo vestibular, da qual eu faço parte, sobre a existência de estudos que justificassem academicamente as políticas de ação afirmativa. Como não havia estudos detalhados, coube a nós tomar a iniciativa”, disse Pedrosa.

Pedrosa e Carvalho avaliaram então o desempenho dos cerca de 7 mil estudantes que ingressaram na universidade entre 1994 e 1997 – a maioria dos quais, à época do estudo, em vias de formatura –, comparando a colocação dos alunos no vestibular à colocação alcançada na média total das notas ao fim do curso.

Segundo o professor do Imecc, a comparação indicou que os estudantes provenientes da rede pública melhoravam de posição ao fim do curso, em relação aos estudantes vindos de escolas privadas. Cada curso foi avaliado separadamente.

“Percebendo essa diferença favorável aos estudantes da rede pública, fizemos uma modelagem mais detalhada, transportando a experiência de Norberto Dachs na área de estatística em eqüidade em saúde para observar a questão da eqüidade em educação”, explicou.

Pedrosa ressalta que o programa de ação afirmativa, implantado já no vestibular de 2005, não foi diretamente derivado da pesquisa, mas serviu para justificar a adoção e determinar aspectos como, por exemplo, o número de pontos a ser acrescentado à nota do estudante egresso da rede pública.

“Nossa estimativa é que, com a variabilidade estatística da nota, os alunos cujas notas diferem em 10 ou 20 pontos estão, na prática, empatados. Por isso o programa acrescenta 30 pontos aos alunos de rede pública e mais 10 para os pretos, pardos ou índios nessas condições”, disse.
Escola pública: termômetro social

Os autores da pesquisa criaram um índice de nível socioeconômico educacional envolvendo o maior número possível de variáveis – se o aluno estuda de dia ou à noite, se fez cursinho, se trabalha, qual a formação dos pais ou qual a faixa de renda.

“Além de considerar se o aluno vinha da escola pública ou privada, esse índice foi correlacionado com o desempenho do estudante. Constatamos que o fato de vir de uma escola pública resume todas as outras características socioeconômicas. E descobrimos que essa condição se associa a um efeito positivo no desempenho”, explicou Pedrosa.

A interpretação dos pesquisadores para esse fato é que esses alunos – da escola pública e de camada socioeconômica mais desfavorecida – tinham um potencial acadêmico não desenvolvido e, quando eram colocados em igualdade de condições, tinham desempenho acima dos demais.

“Seria possível também fazer uma interpretação antropológica, concluindo que o ambiente da escola pública, mais hostil e adverso, torna o aluno mais determinado a se superar ao chegar ao ambiente aberto da universidade”, sugeriu Pedrosa.

Em 2005, o acompanhamento das turmas começou a ser feito. No fim de 2006, o estudo foi apresentado no Congresso Internacional da OCDE, em Paris, antes de ser publicado, com atualizações, no periódico da instituição no fim de 2007.

“Com a formatura da primeira turma que ingressou com o programa de ação afirmativa em vigor, no fim deste ano, o programa será reavaliado. Nosso grupo agora vai se dedicar a um estudo mais geral, para descobrir como evoluiu, nos últimos dez anos, o desempenho dos alunos da escola pública e privada na passagem do ensino médio para o superior”, adiantou.

O artigo Academic performance, students' background and affirmative action at a Brazilian research university, de Renato Pedrosa e outros, pode ser lido por assinantes da Higher Education Management and Policy (vol. 19 – nº3) em www.ingentaconnect.com/content/oecd/16823451 .

Para baixar clique nas imagens





Revista ISTO É, 26/03/08 - Edição 2003
Tamanho:34MB
Revista ISTO É DINHEIRO - 26/03/08 - Edição 547
Tamanho:28MB

GÊNERO, RAÇA E SISTEMA PRISIONAL FEMININO

Recebido por email, parece interessante.

Dia 24 -
Convidada: Adriana Severo Rodrigues (Assistente Social, membro do Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombolas, acadêmica do Curso de Especialização em Direitos Humanos/ESMPU/ UFRGS).
segundas-feiras, às 10h05min, com duração de 30 minutos, e transmissão pela Rádio da Universidade, 1080 AM, e em tempo real, na internet, pelo site http://www.ufrgs.br/radio/

FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO 2008

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

EVENTO MÃE AFRICA: AS TRÊS RODA DE RESISTÊNCIA NEGRA

Apesar do ano corrente completar 120 anos da abolição dos escravos, os negros, descendentes diretos dos escravizados são indevidamente valorizados do ponto de vista social e cultural, conseqüentemente, estão a margem da plena cidadania que todas as mulheres e homens livres tem direito de gozar. Compreendemos que compete ao Estado e a toda sociedade civil envidarem esforços que combatam a ignorância, pois ela alimenta o racismo e mantém a população negra sempre em condições desfavoráveis.

Por isso a União de Negros Pela Igualdade - Unegro e o Bakisse Aueto Mona Cafunge apresentarão em 5 de abril de 2008, no CMTC – Clube, situado na Av. Cruzeiro do Sul, 808 - Pari – São Paulo: “Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra”. Através da roda de capoeira, roda das religiões de matriz africana e roda de samba será possível mostrar a contribuição da população negra na cultura nacional e na formação da brasilidade. As Três Rodas de Resistência Negra será um veículo contra a desinformação, preconceito e discriminação que pesam sobre as manifestações culturais de origem africana.
O evento será composto de várias atrações e momentos de reflexão. Iniciará às 9:00 o término está previsto para 18:00 horas. Contaremos com a presença de irmandades religiosas, grupos de capoeiras, grupo de dança afro que apresentará a dança dos orixás e dos inkisses. Haverá lançamento do livro da Unegro “Um Olhar Negro Sobre o Brasil”, lançamento do “Mapa do Quilombo” e no encerramento das atividades teremos um belo samba de roda apresentado pelo Grupo Cultural Samba Autêntico e as baianas velhas paulistas.

A realização da Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra contará com apoio dos Sindicatos dos Metroviários, Sintect-SP, Sintratel, Seel-SP, Coordenadoria de Assuntos da População Negra - Cone, CMTC – Clube e da Subprefeitura Sé, é parte da agenda dos 120 nos da abolição. O público alvo da atividade são os povos de santos, capoeiristas, sambistas e todos amantes da cultura de descendência negra. A entrada é franca.

quinta-feira, 20 de março de 2008

TIME FLUMINENSE (BA) PERDE SEIS PONTOS POR RACISMO

Retirado do site do jornal Lance
Publicada em 19/3/2008 às 20:46
Clube se complica no Estadual e dirigente é suspenso por um ano

Aldacir Palma foi acusado pelo árbitro de chamá-lo de 'negro safado' (Crédito: Tribuna Feirense)

Hanrrikson de Andrade - RIO DE JANEIRO

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-BA) puniu na última terça-feira o dirigente Aldacir Palma, do Fluminense de Feira de Santana, que teria feito ofensas racistas ao árbitro Jaílson Macedo, na partida contra o Atlético (BA), em 7 de fevereiro, pelo Campeonato Baiano.
Aldacir, que já recorreu da decisão, foi suspenso por um ano. Além dele, o então técnico do clube, João Francisco, e o próprio Fluminense foram punidos.
O primeiro, que acompanhava o dirigente no momento do crime, foi suspenso por seis meses. Já o clube baiano foi multado em R$ 10 mil e perdeu seis pontos no Estadual, além de um mando de campo.

A injúria racial foi relatada por Jaílson Macedo em anexo na súmula da partida. Segundo o árbitro, no intervalo da partida, o dirigente - irritado por conta de um gol irregular do adversário - teria se referido a ele como "negro safado", além de proferir outros xingamentos de baixo calão e ameaças de agressão física.
Aldacir, em entrevista por telefone à reportagem do LANCENET!, negou todas as acusações.
- Sou moreno e não teria razão para fazer isso. Nada do que ele falou é verdade. Além disso, as câmeras mostram que ele errou no lance - disse o dirigente.
Já o presidente do clube, Everson Cerqueira, reafirmou o relato do árbitro e ainda disse que Aldacir deixou a diretoria do Fluminense em junho do ano passado. Este é, aliás, o principal argumento dos advogados do clube.
Cerqueira afirmou que não sabe como Aldacir teve acesso ao campo e culpa o Atlético, já que a partida aconteceu em Alagoinhas.
- Ele não era mais diretor do clube. Até concordo em pagar a multa, mas não há motivo para perda de pontos. Além disso, o mando de campo era do Atlético - afirmou.
Com a perda dos seis pontos, o Fluminense ficou com apenas 13 na tabela e está agora na antepenúltima colocação - os dois últimos caem.
Em 28 de março, o recurso movido pelos acusados será julgado no Pleno Tribunal do TJD-BA. Se a pena for mantida, eles têm a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

quarta-feira, 19 de março de 2008

MOSTRA DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS SOBRE A CULTURA AFRO NO RJ

Recebido por email. Para ir para o site clique aqui.

O SESC Madureira, em parceria com movimentos de valorização da cultura negra, preparou uma mostra de filmes e documentários sobre a cultura Afro-brasileira. A 'Mostra AfroCine' acontece nos dia 18, 19 e 20 de março e vai exibir obras do acervo AfroMadureira, do projeto Cinemativa, da CUFA (Central Única das Favelas) e da ONG Estimativa. As sessões são gratuitas e acontecem sempre às 19h.
Entre os filmes que serão exibidos estão: 'O Rap Veste Saia', de Janaína Oliveira; 'Línguas - Vidas em Português, de Victor Lopes; 'O Filme do Filme Roubado, do Roubo da Loja do Filme', de Marcelo Yuka , Paulo Silva e Júlio Pecly; 'Sete Minutos', de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva; 'Picolé, Pintinho e Pipa', de Gustavo Melo, em parceria com o grupo Nós do Morro; 'As Cotias do Campo de Santana', de Pedro Rossi. As sessões acontecem sempre às 19h e a entrada é gratuita.
A mostra de filmes faz parte da programação especial que contempla a exposição 'África - A Arte do Tempo', em cartaz no SESC Madureira até o dia 30 de março.

SENADO VAI PROMOVER CICLO DE DEBATES SOBRE POVO NEGRO

Retirado da pagina do site da Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará um ciclo de debates ao longo do mês de maio com o objetivo de discutir questões relacionadas ao povo negro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) pelo presidente do colegiado, senador Paulo Paim (PT-RS), que já divulgou as datas das reuniões.
No dia 8, haverá duas audiências públicas. A primeira para discutir todos os projetos de lei relativos à questão do negro, bem como a legislação de reserva de cotas, o projeto de Estatuto da Igualdade Racial e ainda os 120 anos da Abolição da Escravatura, classificada por Paim como ato não concluso, de acordo com projeto de lei de sua autoria (
PLS 225/07). Num segundo momento, os membros da comissão debaterão a lei que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e cultura afro-brasileira" (Lei 10.639/03).
No dia 13, o Senado realiza uma sessão especial de homenagem aos 120 anos da abolição não conclusa, em referência ao fim oficial da escravidão no Brasil, assinada por meio da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

´POLÍTICAS NEOLIBERAIS FREIAM ODM NA ÁFRICA'

Retirado do site do PNUD

Brasília, 21/02/2008
'Políticas neoliberais freiam ODM na África'
Estudo diz que metas de inflação baixas e esforço para redução de déficit fiscal tornam mais difícil região cumprir

Objetivos do Milênio
TIAGO MALI
As políticas neoliberais travam o crescimento econômico da África Subsaariana e fazem com que ele fique aquém do necessário para a região atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), afirma um estudo do Centro Internacional de Pobreza , uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceira com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A pesquisa
As Implicações Macroeconômicas das Estratégias para os ODMs na África Subsaariana conclui que a estratégia de manter déficits fiscais reduzidos, adotar metas de inflação abaixo de 5% e deixar o câmbio flutuar seguindo regras de mercado prejudica o desenvolvimento daqueles países. Para o professor John Weeks e o economista Terry McKinley, autores do texto, a região desperdiça um momento favorável de aquecimento da economia mundial, que poderia impulsionar mais melhorias na vida da população.

“A prevalência do modelo econômico neoliberal se baseia em forças de mercado para conduzir o desenvolvimento. Isso requer políticas fiscais preocupadas com pequenos déficits, políticas monetárias atreladas a baixas taxas de inflação e políticas de câmbio comprometidas com a flexibilidade total. Esse tipo de política dificilmente acelera o crescimento ou tem impacto suficiente para reduzir pela metade a pobreza extrema até 2015 (ou seja, atingir o primeiro ODM) e sustentar o alcance dos outros Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, diz o texto.


A análise, que compreende o período de 1985 a 2005, dividiu a África Subsaariana em três grupos: dez países que estão em situação de conflito; sete que não estão em conflito e têm renda média e 24 que não estão em conflito e têm renda baixa. Segundo o estudo, a recuperação dos que saíram de situação de guerra no meio dos anos 90 gerou uma falsa impressão de melhoria generalizada. O que a pesquisa constatou, entretanto, foi que a renda per capita piorou nos países de renda média e teve melhora discreta nos de baixa renda (0,2 % ao ano na década de 90 e 1,2% entre 2000 e 2005). Números insuficientes, de acordo com a pesquisa, cumprir os Objetivos do Milênio.

Os autores criticam o que chamam de “obsessão por baixos déficits fiscais”, que não seriam necessários. Analisando dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre 30 países da África Subsaariana, a pesquisa mostra que em nenhum momento mais de um quarto das nações teve déficit fiscal expressivo (mais de 5% do PIB) no período de 1985 a 2005. Nesse sentido, uma estratégia pesada de controle dos gastos não se justificaria, argumenta o texto.


Para ler na íntegra clique aqui.

SÓ TRABALHO NÃO FREIA POBREZA EM METRÓPOLE

Retirado do site do PNUD

Brasília, 14/03/2008

Só trabalho não freia pobreza em metrópole
Estudo em 6 capitais verificou que apenas queda na taxa de desemprego não levou renda de famílias a superar linha de pobreza

Conheça o trabalho
Leia o estudo
Mudanças no Mercado de Trabalho Tiram as Famílias da Pobreza?
TIAGO MALIda PrimaPagina

A redução das taxas de desemprego, por si só, não levou à redução da pobreza em seis das regiões metropolitanas do Brasil. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelos pesquisadores Ana Flávia Machado e Rafael Perez Ribas, do Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
A publicação
Mudanças no Mercado de Trabalho Tiram as Famílias da Pobreza? analisou os fatores que contribuem para a saída de famílias da linha de pobreza no período de 2002 a 2007 nas capitais Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Os dados usados foram obtidos da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.
Durante o período analisado, os pesquisadores verificaram que nos momentos em que havia redução na taxa de desemprego, não havia, necessariamente, maior saída de famílias da condição de pobreza. Uma das possíveis explicações, de acordo com os autores do estudo, é que, em um primeiro momento, o aumento nos níveis de emprego beneficia pessoas com maior qualificação que estavam fora do mercado – o que não seria o perfil dos que estão abaixo da linha de pobreza. Dessa forma, aumentar o emprego não teria um efeito imediato para aqueles que não têm condições de disputar vagas que pedem maior qualificação. A professora Ana Flávia Machado destaca que a relação verificada entre taxas de emprego e saída da pobreza é válida a curto prazo e para as regiões metropolitanas analisadas. A longo prazo e em outras regiões, os efeitos poderiam ser diferentes.
Nas análises, aparece um resultado não esperado. Foi verificado que o aumento da renda no setor formal está relacionado a uma maior dificuldade de sair da pobreza. Esperava-se que aumentos entre os formais não tivessem impacto nos mais pobres (concentrados no mercado informal), mas não que dificultassem a melhoria de vida dos mais necessitados. No período analisado, quando havia aumentos no salário dos empregados com carteira, havia menos fuga da linha de pobreza. Quando crescia 1% a renda entre os trabalhadores formais, a probabilidade de sair da pobreza se reduzia de 5% a 9 %. “Uma hipótese para isso é que quando os salários no setor formal estão baixos, trabalhadores mais qualificados demoram a aceitar empregos por uma renda pequena e se valem de uma segurança financeira que pode vir da ajuda de outros entes da família. Nesse momento, pessoas com menos qualificações profissionais (que têm presença forte abaixo da linha de pobreza) conseguem emprego nessas vagas e fogem da situação de necessidade. Quando os salários para essas vagas aumentam, os trabalhadores com mais qualificações (possivelmente fora da linha de pobreza) ocupam esses cargos criando uma barreira para os menos qualificados”, afirma Ana Flávia.
Isso leva os autores a destacar na conclusão do estudo que políticas voltadas à criação de vagas para diminuir a taxa de desemprego não são suficientes para atacar a pobreza. Outras ações efetivas como políticas de distribuição de renda e uma presença maior do Estado são citadas como possibilidades para resolver o problema. “A solução seria, de fato, quebrar uma transmissão da pobreza entre gerações. Fazer com que a condição financeira dos pais não interferisse no acesso à saúde e à educação pelas crianças, o que, de fato, criaria mais condições de sair do grupo abaixo da linha de pobreza”, destaca Rafael Perez Ribas.
Para ler na íntegra clique aqui.

CURSO SOBRE HISTÓRIA E CULTURA AFRODESCENDENTE DA PUC-RIO

Inscrições até 11/04/08.
Clique na imagem abaixo para ir para o site.

MP DENUNCIA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS POR DEMOLIÇÃO DE TERREIRO NA BAHIA

Retirado do site Último Segundo

18/03 - 18:35 - Redação

SALVADOR - O Ministério Público baiano denunciou, nesta terça-feira, quatro pessoas ligadas à Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) de Salavador por participarem da demolição do terreiro de candomblé “Oya Onipó Neto”, realizada no último dia 27 de fevereiro.
A ex-superintendente da Sucom, Kátia Carmelo, o engenheiro civil, Sylvio Bastos, o técnico em manutenção, Antônio Carlos Santos, e o supervisor de operações, Sérgio Spinelli, são acusados de prática de discriminação ou preconceito religioso.
O promotor Almiro Sena afirma que eles “promoveram e executaram a demolição, causando elevadíssimos danos materiais e, principalmente, produzindo graves e irreversíveis ofensas a todas as pessoas que têm sua referência religiosa naquele terreiro de candomblé”. A justificativa para a demolição seria a de que o terreiro se tratava de um imóvel ilegal que estava ocupando uma via pública.
O terreiro, segundo o MP, está regularmente inscrito na Associação Brasileira de Cultura Afro-Ameríndia (AFA) e é identificado pela Prefeitura Municipal de Salvador desde o ano de 2007, através do projeto 'Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador'”.
Sylvio Bastos, há muitos anos funcionário da Sucom, é morador da mesma rua onde está situado o terreiro e sempre teria reclamado da instalação dele ali. Segundo o MP, o engenheiro subscreveu formalmente várias “denúncias” junto à Sucom contra a responsável pelo terreiro, a yalorixá Roselice Santos do Amor Divino, e seu esposo.
No documento, Antônio Carlos e Sérgio Spinelli são acusados de, sob a justificativa de estarem cumprindo uma ordem legal, comandarem a demolição e a destruição dos objetos. Para o promotor de Justiça titular da Promotoria de Combate à Discriminação, todos os denunciados, baseados na justificativa de estarem cumprindo a lei, violaram gravemente a Constituição Federal. Caso a denúncia do MP seja aceita pela Justiça, os quatro funcionários podem perder seus cargos.




Retirado do jornal A Tarde On Line

Joao Jorge
MP denuncia Kátia Carmelo por discriminação
Lúcio Távora/Agência A Tarde



Carmelo autorizou a destruição do templo Oyá Onipó Neto, no Imbuí
Guilherme Lopes, do A Tarde On Line


Prefeito dá garantias a terreiros
A ex-superintendente de Controle e Ordenamento do Uso do Solo doMunicípio (Sucom), Kátia Carmelo, foi denunciada, pelo Ministério Público, na terça-feira, 18, pela prática de discriminação e preconceito religioso.
A acusação se refere à demolição do terreiro "Oya Onipó Neto", realizada pela Sucom no último dia 27 de fevereiro. Além de Kátia, foramdenunciados outros três membros da superintendência: o engenheiro civil SylvioBastos, o técnico em manutenção Antônio Carlos Santos e o supervisor de operações Sérgio Spinelli. As informações são do site do Ministério Público do Estado.
Segundo o promotor de Justiça Almiro Sena, os quatro denunciados"promoveram e executaram a demolição, causando elevadíssimos danos materiais e, principalmente, produzindo graves e irreversíveis ofensas a todas aspessoas que têm sua referência religiosa naquele terreiro de candomblé".
Para Sena, ainda, a justificativa apresentada pela Sucom para ademolição -de que o local estava registrado como uma oficina mecânica, quefuncionava> em uma construção ilegal - não procede, uma vez que o terreiroencontra-se "regularmente inscrito na Associação Brasileira de CulturaAfro-Ameríndia> (AFA) e [...] formalmente identificado por essa mesma PrefeituraMunicipal de Salvador desde o ano de 2007, através do projeto 'Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador'".

A reportagem do A Tarde On Line tentou contato por telefone celularcom a> ex-gestora da Sucom, mas quem atendeu não se identificou e disse que o aparelho não mais pertencia a Kátia Carmelo.

CANDIDATOS AO CURSO DE DIREITO DA UFRGS OBTÊM MATRÍCULA PROVISÓRIA

Retirado do jornal Zeo Hora

Terça, 18 de Março de 2008

A desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), garantiu a matrícula provisória de seis candidatos ao curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A decisão foi disponibilizada hoje (18/3) no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região.
Os vestibulandos ingressaram com uma ação na Justiça Federal de Porto Alegre porque consideraram desvirtuado o sistema de cotas adotado pela universidade. Como o pedido de liminar foi negado, os candidatos recorreram ao TRF4, argumentando que onze alunos cotistas aprovados para o curso de Direito são egressos do Colégio Militar de Porto Alegre, escola reconhecida pela qualidade de ensino. Os selecionados também teriam freqüentado cursos pré-vestibular de valor elevado.
Ao analisar o recurso, a desembargadora Marga considerou que os fundamentos e provas anexados ao processo demonstram que “o princípio do mérito acadêmico está sendo vulnerado sem que, em contrapartida, esteja sendo prestigiado o princípio fundamental da erradicação das desigualdades sociais”. Ao determinar a matrícula, a magistrada salientou que a medida é provisória e possibilita a freqüência às aulas e a realização das atividades pedagógicas do curso.

MOVIMENTO NEGRO REALIZA II DEBATE ESTADUAL SOBRE A SERRA DA BARRIGA

Recebido por email e repassando

*Helciane Angélica
Jornalista (1102 – MTE/AL)

Lideranças de diversos segmentos do movimento negro alagoano (capoeiristas, religiosos de matriz africana, grupos culturais, organizações políticas); professores; estudantes; gestores; quilombolas e sociedade palmarina participarão do II Debate Estadual sobre a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. A atividade acontecerá no dia 29 de março, das 10 às 14hs nas dependências do Parque.
O encontro in loco tem como objetivo o intercâmbio sócio-étnico-cultural entre os participantes; a discussão sobre o papel do movimento negro nas ações políticas-culturais favoráveis a Serra da Barriga; e a necessidade de uma interação permanente entre o poder público responsável pelo Patrimônio Nacional e a sociedade civil organizada.
O primeiro debate ocorreu em maio do ano passado e foi liderado pela organização não-governamental Anajô, que serviu para esclarecer as dúvidas sobre a implantação e funcionalidade do Parque Memorial Quilombo dos Palmares – primeiro projeto paisagístico arquitetônico dentro da contextualidade afro-ameríndia no Brasil e o único no continente americano.
Na articulação do II Debate Estadual encontram-se o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL), Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás, Associação de Grupos e Entidades Negras de União dos Palmares (Agrucenup), Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas (SINTEP), Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e Conselho de Mestres de Capoeira de Alagoas.
Para participar é necessário contribuir com uma taxa de R$10,00 (dez reais) e preencher a ficha de inscrição. As inscrições acontecem no período de 17 a 26 de março, das 9h às 12h e das 15h às 18h no SINTEP, localizado na Rua Lourival Vieira Costa, 32, Prado – próximo a Praça da Faculdade. Contatos: 3336-7464 (Sintep) / 8831-3231 (Helciane) / 8823-6646 (Madal) / 8819-6762 (Amaurício) / 8862-3942 (Filó).

Serra da Barriga
A Serra da Barriga situada na cidade de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, encontra-se a 500 metros acima do nível do mar, no então Planalto da Borborema e próximo ao Rio Mundaú. Também conhecida como Cerca Real dos Macacos, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares, berço de liberdade para guerreiros e guerreiras quilombolas.
Considerada um palco sagrado e de resistência do povo afro-brasileiro, teve seu reconhecimento quando foi tombada em 1985 como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Trata-se de um local de grande importância política-cultural – é o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro).


Clique aqui para conhcer o Parque Memorial Quilombo de Palmares.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIÁSPORA AFRICANA

O Programa MultiVersidade Criola , um espaço de formação feminista e anti-racista para mulheres negras, o Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (Proafro) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS), da Universidade do Texas em Austin, torna público a abertura de inscrições para selecionar alunos e alunas para o Curso de Atualização em Estudos da Diáspora Africana. Serão oferecidas 20 vagas e as inscrições estão abertas até o dia 31/03/2008.
Inscreva-se Já.

Requisitos:
a) Domínio da língua inglesa (de leitura e compreensão), pois as aulas serão ministradas parcialmente em Inglês e a maior parte da bibliografia é em Inglês e;
b) Disponibilidade de tempo para participação e leitura da bibliografia.
O Estudo da Diáspora Africana será realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), as segundas e quartas-feiras, de 13:30 às 17:30 h, no período de 16 de junho a 14 de julho de 2008, somando uma carga horária total de 45 horas.

Inscrições pelo site www.criola.org.br

BAIXE DE GRAÇA REVISTA INFO EXAME - MARÇO DE 2008

Para baixar a revista clique na imagem abaixo.



terça-feira, 18 de março de 2008

DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA DE ABDIAS NASCIMENTO

Mais abaixo tem uma notícia muito interssante sobre um documentário recém-lançado sobre Abdias, mas antes segue abaixo links de dois documentário produzidos durante a exposição de 90 anos (entre novembro de 2004 e maio de 2005) deste grande militante. Estes documentários foram feitos com material pessoal do próprio Abdias. A concepção e realização é do Ipeafro com apoio de várias instituições.
Durante a exposição foi feito três DVDs, mas nesta postagem do Aldeiagriot colocamos os dois primeiros, contudo em breve estaremos postando o terceiro DVD.

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

ABDIAS. 90 ANOS DE MEMÓRIA VIVA - PARTE 1
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 01 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 02 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 03 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 04 (26,8Mb)

ABDIAS. 90 ANOS DE MEMÓRIA VIVA - PARTE 2
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 01 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 02 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 03 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 04 (26,8Mb)




Documentário cruza a trajetória de Abdias Nascimento e da luta contra o racismo no Brasil
Ana Cristina Pereira


Foi da própria mãe que Abdias Nascimento recebeu as primeiras lições de como deveria se portar na vida em relação à questão da negritude. Era criança, em Franca, interior paulista, quando assistiu dona Josina, resoluta, tomando uma criança negra e órfã das mãos de uma vizinha branca, que a espancava. Nascido em 1914, apenas 26 anos após a abolição da escravatura, ele levou a postura de luta e enfrentamento para o resto da vida, como conta no documentário Abdias Nascimento – Memória negra, do cineasta baiano Antonio Olavo, que será lançado hoje, às 19h, no Teatro Castro Alves.
A premier será antecedida pela entrega do título de doutor honoris causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) ao pesquisador, encenador, artista plástico, escritor e, sobretudo, militante, às 17h30, no mesmo local. Aos 94 anos – completados na última sexta –, Abdias acrescenta as homenagens baianas ao currículo impressionante com atuações na cultura, na política e na luta contra o racismo e as desigualdades sociais. A narrativa descrita acima está numa das cenas iniciais do filme, com 96 minutos de duração. A idéia central da cinebiografia é retratar um pouco da militância negra no Brasil a partir da trajetória de Abdias, que na verdade se misturam e confundem. “Ele está diretamente ligado à organização do movimento negro no século XX. Tem uma trajetória de resistência, luta e organização”, afirma Antonio Olavo, citando marcos como a criação da Frente Negra Brasileira (1933), as prisões durante a ditadura Vargas, o Teatro Experimental do Negro (1944), o Museu da Arte Negra (1968) e a articulação do Movimento Negro Unificado conta a Discriminação Racial – MNUCDR, em 1978, que serviu de embrião para o atual MNU, entre muitos outros.
“Abdias sempre teve uma postura muito radical. Quando foi exilado, na década de 1960, por exemplo, percorreu vários países desmitificando a idéia da democracia racial no Brasil”, ressalta Olavo, que também assina o roteiro. Há três anos envolvido com o projeto, o cineasta partiu de uma longa entrevista registrada em 2005 no Rio de Janeiro, na casa de Abdias. Aos poucos, mergulhou numa pesquisa por vários arquivos, como o da Cinemateca Nacional e o do próprio homenageado que, segundo o cineasta, é de uma riqueza impressionante.
São documentos, discursos, registros fotográficos, audiovisuais, livros e quadros assinados por Abdias. Ele já escreveu mais de 20 livros, entre ensaios, peças teatrais e poesia, e realizou dezenas de exposições, a partir da década de 1960. A trajetória individual, explica Olavo, foi cruzada com momentos e fatos significantes para a negritude brasileira, como a aparição impactante de Tony Tornado no Festival Internacional da Canção, em 1970, cantando BR-3. “Toda a minha geração ficou marcada por aquela imagem. Nós, lá em Jequié, queríamos dançar e nos vestir como ele”, conta Olavo, 52 anos.
Os três minutos do registro ontológico, comprados da Globo, agora podem ser vistos no documentário de Olavo. Tony Tornado, atualmente com 78 anos, é um dos convidados de honra do lançamento de hoje. “Abdias serve como eixo, mas procurei destacar outras situações que serviram para aumentar a auto-estima negra”, reforça o cineasta. Ele exemplifica: o filme Ganga Zumba (1963), de Cacá Diegues, o espetáculo teatral Arena conta Zumbi (1965), de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, ou o samba-enredo da Salgueiro, em 1960, que pela primeira vez levou a história de Zumbi dos Palmares para o Carnaval, sagrando-se campeã. São episódios que integram o documentário.
A trilha sonora do longa também segue na mesma linha. Elenca artistas e músicas marcantes, como o flautista negro Patápio Silva, a Orquestra Afro-Brasileira de Abigail Moura, Jorge Ben Jor e Martinho da Vila, entre outros. Olavo adianta que abre e fecha o documentário ao som da cantora e pesquisadora Inaicyra Falcão, filha de Mestre Didi, e com imagens de Abdias visitando a grande exposição que marcou seus 90 anos, no Rio de Janeiro e em Salvador. Por aqui, a mostra foi vista em 2006, durante a II Ciad – Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, quando Abdias recebeu a Medalha da Ordem do Rio Branco.
Ao contrário de muitos documentários recente, Olavo optou por não colher depoimentos sobre Abdias. “Não queria que fosse um filme chapa-branca, com muitas pessoas só elogiando. Às vezes, fica parecendo que a pessoa era um santo, não tinha pecado algum”, cutuca o diretor, que fez a Abdias alguns questionamentos delicados, como sobre sua adesão ao movimento integralista de Plínio Salgado – que era simpático ao fascismo – ou ter se aproximado do governo ditatorial de Uganda, no final dos anos de 1970.
***
Distribuição segmentada

Produzido pela Portfolium, Abdias Nascimento – Memória negra contou com patrocínio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Fundo de Cultura do Estado e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Sem projeto de lançamento no circuito comercial, a produção vai ter uma tiragem de duas mil cópias em DVD, que serão distribuídas em escolas e instituições. “Não tenho R$150 mil para passar para película”, afirma Antonio Olavo, que filmou em digital.
Segundo o diretor, seu longa anterior, Quilombos da Bahia (2004), chegou a três mil escolas, o que pontencializou bastante o número de espectadores. “Um documentário como Brasileirinho, que é muito bom, foi visto por apenas sete mil pessoas no cinema”, compara o cineasta, também autor do longa Paixão e guerra no sertão de Canudos (1993).
Apostando na distribuição segmentada, e em outras ações paralelas, como uma versão em inglês, ele pretende atingir um público bem maior. No próximo dia 26, Abdias Nascimento - Memória Negra terá também uma exibição na Sala Walter da Silveira e o cineasta informa que fará uma tiragem para vender, por preço acessível (R$7), a quem se interessar pelo trabalho. Mais informações: 3334-5681.

BAIXE DE GRAÇA O FILME E A HQ PERSÉPOLIS

A postagem anterior falou de uma judia que veste-se como uma islâmica para perceber como mulheres desta religião são tratadas na capital de Israel. Que tal vermos então o relato de uma mulher que viu o processo do fundamentalismo islâmico tomar conta da sociedade no Irã?


Está é a proposta do desenho Persépolis baseado na revista em quadrinhos de mesmo nome. A autora, Marjane Satrapi, usa suas memórias do período para fazer esta obra intensa e impressionante. Nascida numa família enganjada politicamente ela, com dez anos de idade, presenciou a islamização fundamentalisat no Irã, parentes sendo presos e a ditadura religiosa querendo controlar os passos das pessoas com diversas imposições, como o o véu para as mulheres.

A animação estava disputando o oscar deste ano, mas infelizmente a academia preferiu premiar o desenho Ratatolie e não a obra de Marjane.


Abaixo links com critícas sobre a animação:
Em fevereiro o Blog Rapaduraaçucarada fez uma postagem sobre está obra fantástica avisando que o Forúm FARRA estava disponibilizando tanto o HQ quanto a animação, portanto reproduzo aqui os links, mas não deixem de dar uma linkadas do blog e do forúm para conhecer esta rapaziada muito gente boa. Mas antes divirtam-se com a Persépolis.
Para baixar a revista clique na imagem abaixo
Para baixar a animação clique nos links abaixo.

Formato: rmvb
Áudio: Francês
Legendas: Português/BR
Duração: 1:30
Tamanho: 296 MB
Dividido em 04 Partes
Obs. Para juntar as partes do é só colocar todos numa mesma pasta e clicar no primeiro arquivo que o programa RAR monta tudo automaticamente.

ISRAELENSE SE DISFARÇA DE PALESTINA E RELATA EXPERIÊNCIA

Retirado do site da BBCBrasil

Guila FlintDe Tel Aviv para a BBC Brasil

Jovem passou um mês circulando pelas ruas disfarçada de palestina
A israelense Liad Kantorowicz, de 30 anos, ativista política formada em estudos do Oriente Médio, resolveu usar a si mesma como cobaia de um experimento sociológico: durante um mês ela circulou em Tel Aviv disfarçada de palestina muçulmana.
Seu objetivo era verificar quais seriam as reações de israelenses, habitantes de Tel Aviv, a uma mulher palestina que estivesse circulando em diversos lugares da cidade normalmente freqüentados apenas por israelenses.
Liad, que relatou a experiência no semanário Ha'ir, de Tel Aviv, disse que foi objeto de várias reações hostis - e que ficou surpresa com a intolerância que encontrou na cidade onde vive.
Durante um mês, Liad saiu de casa todos os dias com a cabeça coberta por um hijab – um lenço que cobre os cabelos e o pescoço, usado freqüentemente por palestinas muçulmanas – e se vestiu de forma “a combinar com o hijab”, ou seja, com roupas bastante conservadoras, segundo as tradições palestinas.
“Meu plano era continuar vivendo a minha vida normal e freqüentar os mesmos lugares que costumo freqüentar, mas usando o hijab, e registrar as reações das pessoas”, disse Liad à BBC Brasil.
“Tambem queria tentar sentir o que sente uma mulher palestina que circula em Tel Aviv”.
Liad imaginava que fosse enfrentar manifestações de racismo. Mas ela conta que ficou chocada com a intensidade das reações negativas.
Durante a experiência, ela circulou nas ruas da cidade, foi ao banco e ao supermercado, almoçou em restaurantes e freqüentou bares e clubes noturnos.
Chegou até a publicar um anúncio na internet, oferecendo um quarto para alugar e recebeu inquilinas potenciais em seu apartamento, sempre vestindo o hijab.
“Uma mulher me telefonou. Conversamos um pouco por telefone, ela ouviu meu sotaque israelense típico e combinamos que viria ver o apartamento”.
“Abri a porta usando o hijab e percebi que ela levou um susto”.
Segundo Liad, a mulher desistiu de alugar o quarto alegando que "não era racista, mas seria difícil morar com alguem tão diferente”.
“Ela quase teve um ataque de histeria e não parava de dizer que não era racista”.
A israelense conta que a potencial inquilina voltou a contactá-la dias depois, afirmando que estaria disposta a alugar o quarto se ela deixasse de usar o hijab e retirasse os cartazes em árabe que ela tinha pendurados nas paredes do apartamento.



Para ler a matéria na integra clique aqui.

CARTA DE REPÚDIO DE ALUNOS DA UNB PARA A FUNAI

Email recebido e repassado. Esta carta pode ser acessada na lista do grupo gtacoesafirmativas na mensagem nº3571

NOTA DE REPÚDIO

À COORDENAÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO DA FUNAI

Educação Superior Indígena: O descaso com os universitários

Associação dos Universitários Indígenas em Brasília – ASSUIB, com sede em Brasília, sob CNPJ: 04.357.771/0001- 91, vem a público expor a situação discriminatória e vexatória em que vivem os Universitários Indígenas na Capital Federal.
Informamos que:
1. O Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio e Universidade de Brasília - 2004 (FUNAI/UNB), foi o resultado da demanda dos estudantes indígenas que estavam aqui em Brasília, por que a Funai, em momento algum fez algo de livre e espontânea vontade para ajudar os universitários, foi preciso críticas, sofrimento e luta para o ingresso de indígenas na Unb, portanto o mérito é todo nosso que estudamos, fizemos a prova, passamos e hoje estamos na universidade.
2. A Contrapartida da Funai é pagar a bolsa - auxilio, por que a UNB, é pública, todavia a Funai não cumpre com o devido acordo, pelo contrário, o tratamento dispensado aos estudantes é desigual, há um verdadeiro Aparte id dentro da Coordenação Geral de Educação em Brasília – onde a máxima é o seguinte: - situações iguais, tratamento diferentes, principalmente em relação aos indígenas da região Nordeste e os que os residem fora de suas aldeias, aqui em Brasília.
3. A UNB, possui o maior número de indígenas, mas a bolsa tem valores diferentes, enquanto alguns recebem R$: 900,00 ( novecentos reais) outros recebem 260,00 ( duzentos e sessenta reais), mesmo sabendo que todos passam por situações semelhantes. Alguns recebem até passagens aéreas, e outros nem terrestres a Funai que liberar e para retornar de suas aldeias? A situação é pior, porque as Administrações Regionais não dispõe de recursos financeiros.
4. Enquanto alguns indígenas estudam em período noturno, fazem estágios e moram em cidades satélites ( 1 hora do centro), chegam em casa por volta de 01 da manhã e mesmo assim com todo esforço a bolsa não chega a R$: 900,00 ( novecentos reais), outros trabalham em supermercados para tentar arcar com os estudos por que a bolsa de 260,00 é insuficiente, devido o alto custo de vida. E tudo isso prejudica o rendimento dos acadêmicos que não sabem se trabalham pra comer ou estudam, e a Coordenação está pouco se importando com os problemas do alunos.

5. Por fim a CGE mandou cortar o auxilio de 6 ( cinco) estudantes arbitrariamente, sem nenhum aviso prévio. Ressaltamos que quando o indígena está com algum problema na universidade ou pessoal, imediatamente a coordenação autoriza o corte da bolsa, manda trancar o semestre, começa todo tipo de ameaça, foi o que fizeram com um indígena "portador de necessidades especiais", onde uma das " chefes" alegou " que o problema dele não é mental é sim físico," portanto, não admite que o indígena sinta dificuldades na universidade, então que abandone a faculdade e vai fazer terapia, e dê o lugar para outro, desta formou cortou todo apoio do indígena que está a 2 anos, aguardando um posicionamento da CGE.

A coordenação desconhece os princípios da isonomia, imparcialidade, especificidade e razoabilidade, temos observados a prática de uma política discriminatória, que veta, persegue, humilha, e exclui, é o abuso de poder por partes dos agentes públicos.
A Presidência da Funai tem conhecimento das dificuldades que enfrentamos, desde do ano passado foi repassado toda problemática, mas infelizmente nada foi resolvido, cada dia a situação piora, assim fica impossível concluir a graduação.
Os universitários de Brasília, passam por muitas dificuldades, que os Estados desconhece, não há um diálogo com os estudantes, não há apoio para os recém – formados, não há um bom atendimento aos indígenas, mas sim uma política de favorecimento de uns em detrimento de outros.
Diante disto à ASSUIB, repudia todo e qualquer ato discriminatório dentro da instituição. É preciso dar uma basta nisso! É preciso que a sociedade tome conhecimento das dificuldades que enfrentamos, tais como acadêmicas, financeiras, a falta de um acompanhamento eficaz, precisamos ser ouvidos, por que tudo isso tem provocado conflito entre os estudantes.
ASSUIB, exige respeito e um tratamento digno, queremos uma Educação Superior de qualidade e com igualdade a todos Universitários em Brasília e demais Estados Brasileiros.
A Educação é um direito de todos e um dever do Estado, não é um favor! Dessa forma, o art. 26 da Convenção 169 da OIT, determina que: "Deverão ser adotadas medidas para garantir aos membros dos povos interessados a possibilidade de adquirirem educação em todos o níveis, pelo menos em condições de igualdade com o restante da comunidade nacional".

Atenciosamente,

Anaiá Matos Pataxó
Advogada Indígena


ASSOCIAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS INDIGENAS EM BRASÍLIA - ASSUIB
Brasília, 15 de março de 2008.

DOCUMENTÁRIO DE CANTORA AFRICANA NO BRASIL

Impressionante a história de vida desta soul woman africana.
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segunda-feira, 17 de março de 2008

PAINEL SOBRE LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

Data: 19/03/08
Local: Auditório da Livraria Paulinas (Porto Alegre, RS)
Horário: 13h30 às 18h

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domingo, 16 de março de 2008

PROFISSÃO BLOGUEIRO

Retirado do Blog Treta

sábado, 15 de março de 2008

CAI LIMINAR CONTRA COTAS NA UFSC

Retirado do site G1

14/03/2008 - 15h05
Vestibulanda tinha conseguido liminar que diminuía percentual de vagas reservadas.Decisão diz que universidade tem autonomia para implantar ações afirmativas.
Do G1, em São Paulo


A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu a liminar concedida a uma candidata ao curso de engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) que reduzia o percentual de vagas reservadas para o sistema de cotas. De acordo com a decisão, a instituição de ensino tem autonomia para implantar políticas afirmativas. A candidata pode entrar com recurso.
A vestibulanda obteve em janeiro liminar que reduzia, apenas para ela, o percentual de reserva de vagas da UFSC de 20% para 10% para alunos egressos do ensino público e de 10% para 5% para autodeclarados negros. Segundo Luiz Carlos Podesta, diretor do Departamento de Admistração Escolar (DAE) da universidade, a candidata não chegou a se matricular.
A UFSC entrou com o recurso que foi julgado procedente pelo TRF4. Na decisão tomada nesta semana, o desembargador federal Luiz Carlos de Castro Lugon afirmou que é simplismo alegar que a Constituição proíbe discriminação de raça ou de cor. “Basta olhar em volta para perceber que o negro no Brasil não desfruta de igualdade no que tange ao desenvolvimento de suas potencialidades e ao preenchimento dos espaços de poder”, disse.
Para o magistrado, as cotas raciais não constituem a única providência necessária e nem a solução para o problema. No entanto elas não são um mero paliativo, pois “uma elite nova, equilibrada em diversificação racial, contribuirá em muito para a construção da sociedade pluralista e democrática que o Brasil requer”.
De acordo com o advogado da candidata, Domingos Kriger Filho, ela ainda não foi notificada da decisão e, por isso, ele ainda não sabe se a candidata vai entrar com recurso.
O vestibular 2008 é o primeiro processo seletivo da universidade com sistema de cotas e vem causando polêmica. Há ações de candidatos na Justiça Federal de Santa Catarina questionando a reserva de vagas. As liminares que têm sido favoráveis em primeira instância, normalmente são derrubadas pelo TRF4.

Saiba mais
» Onze candidatos são barrados nas cotas da UFSC
» Cotas voltam a valer na UFSC » UFRGS aprova 9 índios pelo sistema de cotas
» Procuradoria vai rever lei de cotas em universidade no RJ
» TRF suspende liminares contra cotas na Federal do RS

EXCEL - VÍDEO AULAS GRÁTIS

Retirado do Blog downloadscopyleft

Interface - Excel - Aula 01 Copiar Somar - Excel - Aula 02
Formatar Sequencias - Excel - Aula 03
Formatar Colunas Desfazer - Excel - Aula 04
Riscos Recortar Eliminar Inserir - Excel - Aula 05
Congelar Paineis e Porcentagem - Excel - Aula 06
Fixar celulas em formulas - Excel - Aula 07
Trabalhando com Planilhas(1) - Excel - Aula 08
Trabalhando com Planilhas(2) - Excel - Aula 09
Classificar e Agrupar Linhas e Colunas - Excel - Aula 10
Auto Filtro e Substituir - Excel - Aula 11 Comentario e Impressao - Excel - Aula 12
AutoFormatar e Teclas Atalho - Excel - Aula 13
Calculo Manual-Arredondamento-Atingir meta - Excel - Aula 14
Proteger Celulas e Planilhas - Excel - Aula 15
Procura Vertical - ProcV. - Excel - Aula 16
Funcao Arredondamento e Listas - Excel - Aula 17
Formatacao Condicional - Excel - Aula 18
Contese e Somase - Excel - Aula 19 Funcao Condicional - Excel - Aula 20
Graficos - Excel - Aula 21 Funcoes Banco de Dados - Excel - Aula 22
Tabelas Dinamicas - Excel - Aula 23 Formularios - Excel - Aula 24
Macros Basicas - Excel - Aula 25

DIREITOS DOS QUILOMBOLAS EM RISCO

O negócio é sério!!! Leia o que está ocorrendo na Camarâ dos Deputados Federais e a matéria que foi ao ar pela TV Globo no RJTV

Retirado do site do Centro de Documentação Eloy Ferreria da Silva e do site do RJTV.

Projeto de decreto legislativo tem ruralista como relator
13 de março de 2008

Os movimentos sociais e quilombolas já haviam sofrido uma grave derrota na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, quando do Parecer Favorável do Relator, Deputado Eduardo Sciarra (DEM/PR), ao Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 0044 de 2007, que 'Susta a aplicação do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, que Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das
terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias', foi aprovado, com os votos contrários apenas dos 3 deputados do PT que integram aquela Comissão.
E agora há motivos ainda maiores para preocupação, pois o referido Projeto entrou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 19/12/2007 e em 28/02/2008 foi distribuída para o Relator que é o Deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE), o qual, segundo o DIAP, é integrante da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.
É importante a mobilização e a pressão sobre a CCJ, e quem sabe a proposição de uma Audiência Pública nesta Comissão, para debater esse Projeto.

Home > RJTV 1ª Edição > 07/03/2008 > Matéria

Polêmica na Fonte da Saudade
Na Zona Sul, um terreno, onde há um parque municipal vai ser entregue a uma família que diz ser descendente de remanescentes de um quilombo. O Incra reconheceu a área como sendo comunidade quilombola.


quinta-feira, 13 de março de 2008

REPRESENTANTES DE CLUBES NEGRO SE ENCONTRAM COM MINISTRO DA SEPPIR

Retirado do site da Seppir
Para quem não conhece os clubes negros clique nos links abaixo para ter acesso a pesquisas acadêmicas.

Renascença Clube: relações raciais e de gênero em ritmo de festa
http://www.scielo.br/pdf/physis/v17n2/v17n2a12.pdf
ASSOCIATIVISMO NEGRO EM CAXIAS DO SUL
http://www.labhstc.ufsc.br/pdf2007/23.23.pdf
Renascença Clube: relações raciais e de gênero em ritmo de festa
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/275/27501509.pdf
A União dos Homens de Cor: aspectos do movimento negro dos anos 40 e 50
http://www.scielo.br/pdf/eaa/v25n2/a02v25n2.pdf
Teatro Experimental do Negro: trajetória e reflexões
http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n50/a19v1850.pdf

Representantes de clubes negros discutem atividades e são recebidos pelo ministro Edson Santos
03/03/2008 - 17:18


O conceito de clubes negros e a revitalização desses espaços foram os pontos centrais de reunião da Seppir com a comissão composta por representantes de sociedades e clubes negros da Sociedade Treze de Maio, Museu Treze de Maio, Clube Mundo Velho, Clube 28 de Setembro e Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora na sexta-feira, 29 de fevereiro, em Brasília.
Ao saudar o grupo, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, salientou a continuidade de ações em prol do reconhecimento dos clubes e sociedades negras, destacando a parceria entre governo e sociedade civil. “Nosso papel vai ser no sentido de ajudar nesse processo. Temos boas idéias e vamos ajudar na articulação entre os diferentes órgãos do governo e com a iniciativa privada”, disse Santos ao enfatizar a participação do movimento social e a resistência dos clubes negros, alguns deles centenários.
O encontro reativou a série de demandas apresentadas pelo setor ao Governo Federal através da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) no I Encontro Nacional de Sociedades e Clubes Negros, ocorrido em novembro de 2006, em Santa Maria (RS). Naquela ocasião, participaram 59 entidades gaúchas e 14 clubes e sociedade de outros estados. De acordo com o pesquisador Oliveira Silveira, a discussão sobre clubes negros veio à tona na I Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, em 2005. Dali em diante, a discussão ganhou dimensão nacional.
Demandas dos clubes negrosDo I Encontro Nacional de Sociedades e Clubes Negros surgiram os seguintes pontos a serem incorporados pelos órgãos do governo federal: reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil através de encaminhamentos para o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Fundação Cultural Palmares; formação de gestores nas áreas de preparação de projetos e intervenção no orçamento inclusive no PPA (Plano Plurianual); desenvolvimento de ações afirmativas nos clubes e sociedades negras, como inclusão digital, esporte, cursos preparatórios e de qualificação para a comunidade negra; formação dos gestores dos clubes em museologia comunitária; criação de edital específico para mapeamento do patrimônio material e imaterial dos clubes e sociedades negras em âmbito nacional e para participação do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura; revitalização dos espaços físicos; elaboração de cadastro nacional dos clubes negros por meio do Iphan e criação de secretarias, coordenadorias e/ou diretorias para públicas públicas para a comunidade negra em municípios e estados.
OrigemOs clubes negros surgiram, em meados do século XIX, como alternativa de sociabilidade negra, resistência e fraternidade. Muitos deles no período escravista estimularam uma rede de solidariedade para custeio de funerais e apoio a famílias negras com dificuldades econômicas.
Assessoria de Comunicação Social Seppir / PR

AULAS SOBRE A HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA PASSAM A SER OBRIGATÓRIAS NAS ESCOLAS

Retirado do Globo On Line

Publicada em 11/03/2008 às 18h57mO Globo Online

RIO - Entrou em vigor, nesta terça-feira, a lei que torna obrigatórias as aulas de história e cultura do povo indígena para alunos do ensino médio e fundamental de escolas públicas e particulares do país. A lei que fora sancionada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a valer nesta terça, com a publicação no Diário Oficical.
Opine: você concorda com a medida?
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida será implementada de forma gradual nas escolas, sem que haja a necessidade de mudança na grade curricular, uma vez que a lei sancionada não cria uma nova disciplina. A história e cultura da população indígena, assim como da afro-brasileira, será um tema transversal aos já abordados em disciplinas como história, geografia e literatura.
O MEC esclareceu que a lei não prevê uma data limite para a implementação do tema nas escolas, mas que os professores já podem abordá-lo em suas aulas. Sobre a inclusão do assunto no material escolar, os alunos terão que esperar mais um pouco. Como as mudanças nos livros didáticos são feitas de três em três anos, os livros de história e geografia só deverão ter capítulos sobre o tema em 2010, no caso do ensino médio, e 2011, para o ensino fundamental.
A lei 11.465/08 altera um artigo da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e substitui a lei 10.639/03, que já previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras. Com a medida, ambos os temas passam a fazer parte da grade curricular de todas as escolas públicas e particulares.
O objetivo da nova lei é valorizar os diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Também será valorizado o papel do negro e do índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.

ALUNA DE ORIGEM INDÍGENA É HOMENAGEADA POR ESTUDANTE DE MEDICINA NA UFRGS

Retirado do jornal Zero Hora


Formando no curso repassou a Lucíola o jaleco que utilizou durante a formação
Pollyane Silva, Especial

A aluna Lucíola Maria Inácio Belfort, 31 anos, índia caingangue que entrou no curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) neste semestre, foi homenageada na manhã de hoje em uma sala do prédio da faculdade, em Porto Alegre. A idéia partiu do aluno formando do curso, Marcos Breunig. O estudante do 10° semestre entregou o jaleco que utilizou durante sua formação e disse que desde que soube que uma índia faria o curso de Medicina, decidiu que faria o gesto.

— Meu jaleco será desta pessoa — disse Breunig, na ocasião.
Para ele, o ato nasceu espontâneo e tem o significado de acolhimento.Lucíola, chamada de Nivãn entre os caingangues, foi beneficiada pelo recém-criado sistema de cotas, e é a primeira índia a cursar Medicina no Estado, conforme o Conselho Estadual dos Povos Indígenas.
A homenageada disse que as mensagens de protesto contra o seu ingresso na instituição — que bombardearam sua página no site de relacionamentos Orkut desde a matrícula — cessaram, e a semana foi de acolhida e boas-vindas. Filha de mãe índia e pai branco, Lucíola também ressaltou que sabe que será cobrada pela faculdade e pela sociedade, mas que espera atender às expectativas. Durante o ato, estavam presentes representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Fórum de Ações Afirmativas, o tutor de Lucíola, Odalci José Pustai, o coordenador do curso, José Geraldo Ramos, além do padrinho e da monitora da aluna.
Aluna recebeu o jaleco de um formando
Foto:Ronaldo Bernardi

quarta-feira, 12 de março de 2008

ABERTAS INSCRIÇÃO PARA BOLSA DA FUNDAÇÃO FORD PARA MESTRANDOS E DOUTORANDOS

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

Quem pode se candidatar

O/a candidato/a deve:

  • ser brasileiro/a ou estrangeiro/a portador/a de RNE, ambos/as com residência permanente no Brasil e estar residindo no Brasil durante todo o período da seleção em curso;
  • ter diploma de bacharel ou equivalente, tendo demonstrado qualidades acadêmicas durante a graduação;
  • ter experiência em trabalho ou atividades relacionadas ao desenvolvimento de sua comunidade, grupo social, região ou país;
  • pertencer a um ou mais dos grupos que, sistematicamente, têm tido acesso restrito ao ensino superior, ou seja:
    - ter nascido nas regiões Norte ou Nordeste ou Centro-Oeste;
    - identificar-se como negro/a ou indígena;
    - provir de famílias que tiveram poucas oportunidades econômicas ou educacionais;
  • pretender cursar um programa de pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado), no Brasil (credenciado pela CAPES) ou no exterior (com titulação equivalente às nacionais), que lhe permita aprimorar sua capacidade de liderança e seus conhecimentos em área ou disciplina acadêmica, artística, de política pública, de tecnologia aplicada, relacionada a um dos campos de atuação da Fundação Ford;
  • dispor a dedicar-se em tempo integral à pós-graduação e residir, durante a vigência da bolsa, na cidade de estudos pós-graduados;
  • apresentar pré-projeto de pesquisa e explicitar como irá aplicar seus estudos a problemas sociais ou questões de interesse de sua comunidade, grupo social, região ou país;
  • comprometer-se a trabalhar nessas questões após o término da bolsa;
  • apresentar a documentação que consta no Caderno de Instruções para Candidatura 2008, que é distribuído pela Fundação Carlos Chagas ou pode ser acionado pelo site;
  • dispor-se a participar de entrevistas durante o mês de novembro de 2008 em cidade brasileira a ser determinada.

Restrições
A candidatura ao Programa é vedada: a todo/a ex-bolsista do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford; a pessoas já matriculadas, inscritas ou cursando o mestrado; a pessoas que já disponham de doutorado ou que tenham iniciado o curso de doutorado antes do 2º semestre letivo de 2007; aos membros da Comissão de Seleção, aos/às funcionários/as da Fundação Ford e da Fundação Carlos Chagas, aos/às colaboradores/as do Programa, bem como a seus familiares; e a cidadãos/ãs norte-americanos/as.

PROGRAMA DE INTERCÂMBIO PARA JOVENS LIDERES AFROLATINOS NOS EUA

Para ler o edital clique na imagem para ir para o site ou clique aqui para ir para a mensagem 4799 da lista de discussão do ENJUNE.


Afroamérica XXI hizo visible la problemática de la diáspora africana en Latinoamérica cuando solo unas pocas organizaciones trabajan a favor de esta población… gracias a eso hoy somos muchos más y seguimos sumando adeptos para continuar generando grandes cambios en nuestras comunidades.

PROGRAMA DE INTERCAMBIO PARA JOVENES LIDERES AFROLATINOS EN USA

Afroamerica XXI – USA con sus aliados Global Rights (Prog. América Latina) y African Communities Development Corporation (ACDC) agradece a todas las personas de las diferentes agencias internacionales que hacen posible este programa de intercambio. Además agradece al Club de Español de Howard University por el apoyo a iniciativa.
Participa de este programa de intercambio de Afroamerica XXI en Washington DC. Se seleccionará y otorgará becas completas a dos jóvenes Afro-Latinos para participar en un programa de formación intensiva desde el 18 de Agosto – 19 de Octubre, 2008 en Washington DC, USA. Se seleccionarán jóvenes de diferentes países.
La beca incluye: ticket, hospedaje, alimentación, transporte local y participación en actividades culturales y de formación.
Solamente tienes que aplicar y tú podrías ser beneficiario(a) de la beca completa – leer requisitos y procedimientos de participación.
Fecha límite para participar en el programa de intercambio: Entre Febrero 28 – Junio 20 de 2008. Los nombres de los jóvenes seleccionados se publicarán en la website de AAXXI a partir de Julio 1, 2008.

GLOBO NEWS PREPARA ESPECIAL SOBRE A ÁFRICA

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

Nos 120 anos do fim da escravidão, a Globo News apresenta uma série exclusiva sobre os retornados brasileiros. São milhares de ex-escravos que voltaram para a África ocidental em busca de oportunidades e lá, em países como o Benim, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da região. A equipe, formada pelo repórter Claufe Rodrigues, o produtor Alexandre dos Santos e o repórter cinematográfico Paulo Pimentel, foi ao Benim para mostrar as origens, os descendentes, as heranças dos "brasileiros" ainda hoje visíveis no continente africano. A série começa a ser exibida no dia 30 de março. É o Brasil na África.

terça-feira, 11 de março de 2008

SEMINÁRIO JUSTIÇA, AÇÕES AFIRMATIVAS E IGUALDADES DE DIREITO NO CEARÁ

Para ampliar clique na imagem.

Acontecerá no Auditório da Justiça Federal no Ceará
Dia 14 de Março de 2008
Das 8h às 18h

LANÇMENTO DO LIVRO RACISMO E SOCIEDADE - PROF. CALOS MOORE

O Centro Afrocarioca de Cinema e a Livraria Kitabu convidam para o lançamento do livro "Racismo e Sociedade" do professor Carlos Moore. Junto com o Lançamento Haverá uma palestra do Autor.

Local: Centro Afrocarioca de Cinema
Rua Joaquim Silva n°40, Lapa.
Dia 13/03 (quinta-feira) - 18h


REUNIÃO DO FORÚM DE AÇÕES AFIRMATIVAS DA UFRGS

Recebido por email e repassando.

O Fórum de Ações Afirmativas é um grupo formado por entidades do Movimento Social Negro, estudantes secundarista e universitários engajados na luta pela implementação das Políticas de Ações Afirmativas na UFRGS. O grupo foi formado durante a Semana de Consciência Negra da Ufrgs realizada de 27 a 29 de novembro de 2007 com objetivo de construir uma agenda de ações para implementação do Programa de Ações Afirmativa da Ufrgs (P A.A) , bem como acompanhar a implementação do Programa na Universidade. Aprovado o Programa de Ações Afirmativas, não podemos neste momento deixar de participar do processo de implementação da política. Devemos, enquanto Movimento Social Negro, acompanhar diretamente as Ações Afirmativas da Universidade, pois ela é uma vitória nossa, e somos os protagonistas deste processo.Sendo assim, visando cumprir nossos objetivos, chamamos uma reunião com URGÊNCIA para que possamos discutir e encaminhar o seguinte assunto:

PAUTA: Articulação para pressão pelo comprometimento da Ufrgs com o Programa de Ações Afirmativas
Reunião dia 13/03/2008 - 5° feira
Horário: 18:30 h
LOCAL: Auditório 2 da SJDS (Sede Codene) - Rua Miguel Teixeira, 86 - Cidade Baixa

SEMANA DO HIP HOP DE SAMPA

Clique na imagem para ampliar.

BOLSAS DE ESTUDO PARA APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL NOS ESTADOS UNIDOS

Para ir para o site e ler o edital na integra.

Estão abertas as inscrições para o Hubert Humphrey Fellowship Program 2009/2010. O Programa oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos, para profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs), preferencialmente empreendedores sociais, em meio de carreira, com comprovado potencial de liderança e atuantes nas áreas de:

- Manejo de Recursos Naturais e Meio Ambiente;

- Desenvolvimento e Economia Agrícola;
- Direito (com foco em Direitos Humanos);- Drogas (Educação, Prevenção e Tratamento);
- Planejamento Urbano e Regional (com foco em habitação popular);
- Políticas e Administração de Saúde Pública;- Política e Administração de Tecnologia (com foco em inovação);
- Políticas e Planejamento Educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior);
- Tráfico de pessoas (políticas de prevenção).

Durante os onze meses de bolsa nos EUA os participantes terão oportunidade de ampliar e adquirir experiências profissionais relacionadas às suas áreas de trabalho, numa combinação acadêmica e profissional. As candidaturas serão avaliadas pelo Comitê de Seleção no Brasil, que indicará os candidatos brasileiros ao Comitê Internacional, responsável pela seleção final em nível mundial.

Requisitos básicos
- Possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana;
- Ser graduado em curso com duração superior a quatro anos;
- Ter no mínimo cinco anos de experiência profissional a conclusão do bacharelado;
- Ter vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente com o terceiro setor (ONGs);
- Ter fluência em inglês, com pontuação mínima de 90 pontos no teste TELP
-Test of English Language Proficiency.

Terão prioridade candidatos
- Provenientes de setores que por razões socioeconômicas têm acesso restrito ao ensino superior;
- Sem experiência educacional ou profissional no exterior.

Calendário:
- Data limite de envio da inscrição à Comissão Fulbright: 30 de maio 2008;
- Pré-seleção e Convocação para entrevista: até 13 de junho de 2008;
- Entrevista dos candidatos pré-selecionados: até 11 de julho de 2008;
- Divulgação do resultado da seleção nacional: até 18 de julho 2008;
- Apresentação de resultado do TOEFL/documentação dos candidatos recomendados: agosto/setembro de 2008;
- Divulgação do resultado da seleção internacional: fevereiro de 2009;
- Início do programa: julho/setembro de 2009;
- Conclusão do programa nos EUA: maio/junho de 2010.

DEMARCAÇÕES DE ÁREAS DE QUILOMBOS SÃO SUSPENSAS

Retirado do site da Folha On Line

10/03/2008 - 10h10
EDUARDO SCOLESE

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O governo federal decidiu suspender por tempo indeterminado todos os processos de reconhecimento de comunidades de remanescentes de quilombos e chegou ao entendimento de que somente poderão requerê-lo aqueles que já vivem nessas terras. Ou seja, assim que os processos forem retomados, os pedidos de áreas hoje ocupadas por fazendeiros ou por outros trabalhadores rurais não irão prosperar.
O embargo a novas demarcações ocorre desde dezembro devido a mudanças na legislação definidas em 2007 pelo governo e ainda não editadas por conta de resistência de entidades nacionais quilombolas.
Segundo a Secretaria Especial de Igualdade Racial da Presidência, existem no país 3.524 comunidades de remanescentes de quilombos. Com processos de reconhecimento iniciados (e agora parados), são 1.170.
Em 2007, diante de denúncias de irregularidades e para evitar contestações judiciais, o governo criou um grupo de trabalho sob a coordenação da AGU (Advocacia Geral da União) para tornar o processo mais transparente.
Uma primeira mudança foi a alteração de uma portaria da Fundação Cultural Palmares. O novo texto passou a obrigar que, ao solicitar o certificado de remanescente de quilombo, a comunidade apresente uma ata de reunião na qual a "maioria absoluta" dos presentes tenha aprovado a iniciativa. Antes, a proposta poderia ser apresentada em nome da associação.
"Se ele [remanescente de quilombo] está na terra, demarca e titula naquela área. O governo parece que entendeu agora que deve titular somente aquilo que está ocupado", declara o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que pede no Congresso a sustação do decreto presidencial 4.887, de 2003.
O grupo da AGU decidiu preservar esse decreto (que permite a uma comunidade reivindicar o título de quilombo por autodefinição) e propor mudanças numa instrução normativa do Incra que trata do tema.
O novo texto, concluído em novembro passado, cria duas câmaras de conciliação: uma na AGU (para questões jurídicas) e outra na Casa Civil (para questões políticas).
A nova instrução normativa, porém, só será posta em prática após ser submetida à consulta de comunidades quilombolas.
As consultas ainda não ocorreram, e duas tentativas do governo já fracassaram. Segundo a AGU, entidades ligadas aos quilombolas encaminharam uma proposta de metodologia de consulta que será analisada nesta semana.
Procurada pela reportagem, Givânia Maria da Silva, subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria da Igualdade Racial, não quis comentar a suspensão dos processos.

Leia mais
Após críticas, governo muda legislação que define quilombolas
Lula defende união de movimentos para aprovar o Estatuto da Igualdade Racial
Negros morrem mais de homicídio; brancos, de doença
Obra desvenda a construção e funcionamento do racismo no Brasil; leia capítulo

Especial
Leia o que já foi publicado sobre quilombolas

I ENCONTRO NACIONAL DE JOVENS FEMINISTAS

Ocorrerá na cidade de Fortaleza, Ceará, entre os dias 13 e 16 de março.
Para ir ao site e ver as informações completas
clique aqui.

Programação: Dentro da programação do encontro: oficinas, exposições, grupos de trabalho e a Conferência Livre de mulheres jovens (anterior à Conferência Nacional de Juventude) - um momento importante para discussão de políticas públicas de juventudes e das mulheres.
Como participar: Basta ser uma mulher jovem e estar com vontade de construir a Articulação Brasileira de Jovens Feministas e dialogar sobre as questões das mulheres jovens. Para tanto, deve-se preencher a ficha de inscrição em anexo e pagar a taxa de inscrição de 15 reais via depósito bancário na conta corrente 105996-3, agência 0675-0, Banco do Brasil, em nome de Instituto de Juventude Contemporânea (IJC) - CNPJ 03.380 429/0001-40 Os prazos para envio de ficha e pagamento são até 29 de fevereiro


IMPORTANTE: As fichas de inscrição devem ser mandadas para: jovensfeministas.brasil@gmail.com e o comprovante de pagamento da taxa para o FAX: (85) 3247 - 7089 ou para o e-mail
jovensfeministas.brasil@gmail.com
Para poder garantir a diversidade, há limite de inscrição para cada região brasileira. Portanto, quando for preenchido número de inscritas para uma região a participante será avisada.

Para mais informações sobre o encontro:Articulação Brasileira de Jovens Feministase-mail: jovensfeministas.brasil@gmail.com

6 EDIÇÕES GRÁTIS DA REVISTA VEJA

A qualidade da revista é discutivel, mas como é de graça... afinal até pra criticar temos que ter acesso ao material... risos.

Bom o link é verdade mesmo, ou seja, não é vírus ou transmissor de spyware. Esta dica Foi publicada no blog http://amostrasemcasa.blogspot.com

Domingo, 9 de Setembro de 2007

Receba 6 edições de Veja grátis (novo link)

Boa tarde,

Esse é o novo link da promoção da Editora Abril que dá 6 edições da revista Veja totalmente grátis, é só clicar e assinar, não precisa informar documentos e funciona mesmo.

Para assinar clique aqui.

PROCURADORIA VAI REVER LEI DE COTAS DO RJ

Retirado do jornal A Tarde on Line

10/03/2008 (19:10)
Agencia Estado

A Procuradoria Geral do Estado do Rio criou uma comissão para avaliar propostas de alteração da lei que instituiu as cotas para negros em universidades estaduais. Iniciativa pioneira no País, a lei estadual de 2003 guarda um dispositivo que prevê a sua revisão depois de cinco anos. A comissão de procuradores do Estado tem até o final do ano para avaliar o atual sistema e recomendar possíveis alterações ao governador Sérgio Cabral (PMDB), que terá que enviar um novo projeto de lei à Assembléia Legislativa para que as cotas continuem valendo no Rio em 2009.
Para avaliar a experiência e ouvir os maiores interessados sobre o que precisa ser aperfeiçoado na lei de cotas do Rio, a Procuradoria realizou hoje uma audiência pública sobre o assunto com militantes do movimento negro. A maior parte da platéia foi formada por jovens universitários ligados à Educafro, Organização Não-Governamental (ONG) que luta pela instituição de cotas em universidades e no mercado de trabalho em todo o País. Frei David, líder da ONG, informou que foi marcada para o dia 11 de abril uma audiência pública sobre as cotas no Supremo Tribunal Federal, onde tramitam ações questionando a constitucionalidade do instrumento.
A procuradora-geral do Estado, Lucia Léa Guimarães Tavares, afirmou que o governo estadual tem a intenção de reeditar a lei para a manutenção das cotas e que ainda estuda outras formas de ação afirmativa, como a reserva de vagas no serviço público. Na própria Procuradoria, ele determinou que sejam aplicadas cotas para a contratação de estagiários e de estudantes de direito para o curso de residência jurídica da instituição.
"Particularmente acho a lei ótima. Tem funcionado no Rio e inspirou iniciativas semelhantes em todo o País. É possível que sejam feitas mudanças, mas nosso papel será apenas propô-las ao governo", disse Lúcia. Com a instituição de uma nova lei de cotas até o final de 2008, a expectativa dos procuradores é de que as ações diretas de inconstitucionalidade contra as cotas do Rio no STF percam o objeto. Os autores terão de iniciar novas ações. "Não há dúvidas sobre a constitucionalidade das cotas", argumentou Augusto Werneck, procurador do Estado que coordena a comissão que avalia a lei.
No sistema universitário público fluminense, são reservados 20% das vagas para negros, desde que de baixa renda, e 20% para oriundos de escolas públicas. Outros 5% são reservados para indígenas, deficientes e filhos de agentes de segurança mortos em serviço.

APENAS UM NEGRO PASSA EM MEDICINA NA FUVEST 2008

Matéria publicada faz um tempo, mas importante no contexto da discussão sobre Ação Afirmativa. Clique aqui para acessar o Programa de Inclusão Social da USP.
Retirado do site G1.

01/03/2008 - 08h00 - Atualizado em 01/03/2008 - 10h13
Ao todo, 37 cursos não têm nenhum ingressante negro na primeira chamada.

Os convocados negros somam 1,8% dos calouros.
Simone Harnik Do G1, em São Paulo


Somente um estudante negro foi convocado em primeira chamada para cursar medicina em 2008 pela Fuvest. A Universidade de São Paulo (USP) em São Paulo e em Ribeirão Preto e a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa ofereceram, ao todo, 375 vagas. A informação é do questionário socioeconômico do vestibular 2008, respondido por 369 ingressantes no curso. O número de indígenas foi maior que o de autodeclarados negros: dois contra um. A Fuvest, fundação que realiza o processo seletivo, divide os estudantes em cinco categorias. Além dos negros e índios, 28 estudantes se declararam pardos, 59, amarelos e a grande maioria, 279, brancos.

Em medicina, a proporção de negros em 2008 não é muito diferente dos últimos vestibulares. O vestibular 2007 foi o que teve mais negros, entraram quatro. Nos dois anos anteriores, somente um estudante se declarou negro. E há cinco anos, nenhum se declarou negro.


Mas se a desproporção é grande em medicina, que tem a nota de corte mais alta na primeira fase, em outras carreiras pode piorar: em 37 nenhum candidato autodeclarado negro conseguiu garantir uma vaga. Entre esses cursos está jornalismo, que foi o mais disputado do processo seletivo 2008. Ainda de acordo com os dados da USP, o concorrido curso de direito, teve apenas quatro calouros negros, dentre os 560 ingressantes.

Para o Frei Valnei Brunetto, que dirige a Educafro, uma ONG voltada para a inclusão social do negro e que oferece cursinhos comunitários, os percentuais mostram que o negro ainda não garantiu o acesso na maior universidade pública do país. “A grande maioria da nossa sociedade marginalizada é a de cor negra. Isso se reflete nas nossas instituições de ensino superior”, afirma. “Não defendemos as cotas como algo eterno ou permanente, mas como um instrumento para resolver essa desigualdade, que é momentânea. Quando a sociedade atingir a equiparação entre as raças, não fará mais sentido ter cotas.”

Top do ranking da diversidade
No top do ranking da diversidade está o curso de ciências da atividade física, na USP Leste, que classificou oito negros dentre os 60 calouros. Um dos ingressantes preferiu não declarar a cor e não respondeu ao questionário socioeconômico. A proporção de autodeclarados negros é de 13,6%. Logo em seguida, aparece o curso de música em Ribeirão Preto, com 10,3% de negros e, em terceiro lugar está a licenciatura em artes cênicas, com 10% de negros convocados na primeira chamada. No geral, 1,8% dos ingressantes na USP são negros, 0,3% são indígenas, 10,9% são pardos, 9% são amarelos e a maioria, 78%, se declarou branca.

No Brasil, segundo dados de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49,7% da população é branca, 6,9% preta, 42,6% parda e 0,8% amarela ou indígena. Já no Estado de São Paulo, o percentual da população que se declara branca é maior do que na média do país, 67,9%, e o de negros, menor: 5,8%.

Inclusão social na USP
A USP não tem cotas. Sua política de ação afirmativa é oferecer 3% de bônus sobre a nota no vestibular de estudantes que tenham estudado na rede pública. Pelo segundo ano consecutivo a universidade não conseguiu atingir as metas de inclusão social. O G1 entrou em contato com a universidade às 14h15 desta sexta-feira (29). A asssoria de imprensa retornou às 16h30 e informou que não havia ninguém disponível para falar sobre o assunto nessa sexta. Para o Frei Valnei, o acréscimo na pontuação não atinge seu objetivo. “A medida é muito aquém da necessidade do estudante. São necessários instrumentos melhores do que esse bônus. É um auxílio que é de fachada e não gera mudanças substanciais”, avalia.

Saiba mais
» Pelo 2º ano consecutivo, Inclusp não atinge metas
» USP admite que Inclusp pode não atingir metas no vestibular 2008
» USP terá dois novos cursos em 2009
» USP estuda aumento de bônus no vestibular para rede pública
» USP, PUC e Mackenzie formam 30% da elite do direito
» Vestibular seriado começa em 2009, diz reitora da USP
» Vestibular seriado começará só na rede pública, diz vice-reitor


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Patricia vechia08/03/200815h06
Um negro nao e mais burro por ser negro... Racismo absurdo esse e noticia dispensavel esta!!!!!
Ariane08/03/200814h26
=/ cotas são racistas! todos tem q entrar na universidade por mérito próprio e não por caridade! U_U o brasil tem mania de caridade... XD Se nem o termo RAÇA existe para seres humanos, como é que alguém se declara de uma ou de outra?
Eric05/03/200822h30
Racismo no Aurélio ´...isolamento de um grupo...´. O sistema de cotas separa os negros do restante dos alunos. Isso não é racismo??? E a frase ´100%Preto´...isso não é racismo...Ação afirmativa para reparar o passado...ok,mas meus avós chegaram no Brasil em 1890...vcs já estavam livres. HIPÓCRITAS!!
» leia todos os comentários (118)

UNB MUDA SISTEMA QUE IDENTIFICA NEGROS E NÃO NEGROS

Retirado do Globo on line

Sistema de entrevistas para comprovar condição de negro para aprovação no sistema de cotas da UnB estréia com críticas
Publicada em 10/03/2008 às 15h49mRodrigo Vizeu - O Globo Online

BRASÍLIA - O sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB) contou com uma mudança para confirmar a afro-descendência de seus candidatos no último vestibular, cujo resultado foi divulgado em 20 de fevereiro. Em vez da análise por foto, como era feito até metade de 2007, o interessado passa agora por uma entrevista para provar que é, como exige o edital do concurso, "negro de cor preta ou parda". Caso não seja, é eliminado e não pode concorrer às vagas do sistema universal. O novo modelo - criado para evitar erros como o caso em que um gêmeo foi considerado negro e outro não - já recebeu críticas em sua estréia.

Leia mais: Guerra de liminares para decidir cotas nas universidades brasileiras

E ainda: Universidade Unipalmares tem 120 afrodescendentes em sua primeira turma de formandos

- É extremamente superficial e subjetivo. Acho que meu irmão, que é mais claro que eu, não passaria - afirma Airon Braga, de 18 anos, que tentou uma vaga para psicologia mas não passou, apesar de ter sido aprovado na entrevista de cotas. Segundo participantes, a entrevista consiste em três perguntas: qual o nome, por que se considera negro e por que concorre pelas cotas. O entrevistado é filmado durante todo o tempo, que varia de um a três minutos. E só. Em dois dias de entrevistas, foram ouvidos 225 candidatos para o campus Plano Piloto. Um total de 96 foram eliminados, sendo 62 por falta e 34 por não serem considerados negros por uma banca de especialistas - todos negros - de nomes não divulgados.

" A entrevista consiste em três perguntas: qual o nome, por que se considera negro e por que concorre pelas cotas "

O estudante Mário Ribeiro, 19 anos, reclama da falta de critérios de definição da cor e afirma que o Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), que organiza o vestibular da UnB, errou a permitir que os candidatos que deixavam a sala de entrevista tivessem contatos com aqueles que esperavam sua vez, que corriam ávidos por informações sobre o que acontecia no processo. Mário, que é morador de Goiânia, conta ainda que era grande a mistura de cores na sala de espera.
- A gente percebe que tem muita gente lá que não tem nenhum traço e pega um solzinho, raspa a cabeça, faz dread ou rastafari. Lá conheci uma moça que não tinha nenhum traço. Ela me disse que ainda estava no segundo ano e que estava fazendo pelas cotas porque não era pra valer e poderia ser eliminada. Disse que como não fazia diferença, arriscou, mas que não faria isso no terceiro ano - conta o estudante, que passou na entrevista mas não conseguiu um lugar no curso de Engenharia Mecânica.

Saiba também: Procuradoria do Rio realiza audiência pública para discutir a Lei de cotas estaduais

- Tinha de tudo que você imaginar, todas as misturas, de raças e cores: índio, moreno claro e branco quase do olho azul. No meu grupo tinha um cara que, na hora em que ele entrou, todos riram quando viram que ele era muito branco. Até decorei o nome dele para ver se ele ia passar. E ele passou - completa Airon Braga. O jovem diz que fez pelas cotas porque não tinha estudado, mas que, na verdade, é contra o sistema:
- Esse sistema não tem nada a ver. Eu estudei a vida inteira em colégio particular, então tenho muito mais chance de passar do que muitas pessoas de etnia branca que estudaram em colégio público e tiveram ensino precário.
Classificando o sistema de entrevistas como "bizarro", o ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Educação José Goldemberg entende que o modelo é uma tentativa de melhoria em relação ao antigo, mas argumenta que a idéia de cotas é um erro por ferir a Constituição ao colocar outro fator à frente do mérito.
- Quando você começa a aperfeiçoar um negócio que está errado você vai entrando num túnel sem saída. Eu acho que as entrevistam agravam mais ainda a obrigatoriedade de as pessoas se declararem como de cor, o que acho uma coisa perversa. Você forçar as pessoas a entrarem em uma categoria é uma atitude racista - afirma Goldemberg, que prevê problemas no futuro do sistema de entrevistas, como fraudes e contestações de candidatos derrotados. " Quando se começa a aperfeiçoar um negócio que está errado, entra num túnel sem saída (José Goldemberg, ex-ministro da Educação) "
A professora de Comunicação Dione Moura, que participou da criação das cotas na UnB, afirma que o sistema de fotos - considerado adequado por ela - mudou para o de entrevistas após a "incompreensão da comunidade externa" em relação ao modelo anterior. O formato atual teria, de acordo com a acadêmica, maior aceitação entre o movimento negro, imprensa e candidatos. Dione afirma que a universidade está aberta a aprimoramentos e que pior seria não investir nas cotas.
- O maior erro seria o histórico, que seria não adotar a política de inclusão. A UnB foi, com humildade e orgulho, a porta de entrada de uma grande modificação no sistema educacional brasileiro. Diziam que acirraria o racismo, mas nada disso aconteceu. Vemos que a universidade é a mesma, apenas tem maior diversidade.

" O maior erro seria o histórico, que seria não adotar a política de inclusão (Dione Moura, professora) "

A professora sai em defesa dos estudantes que elaboram formas de tentar burlar os entrevistadores. Segundo Dione, eles não podem ser condenados pela atitude.
- Ele é fruto de muitos anos de sonegação de identidade e de um dia pro outro ele é chamado a se identificar. E durante muito tempo ele foi identificado negativamente, desde lá o teatrinho, quando o menino negro não era o príncipe. Eles são netos, trinetos de uma geração que lá atrás se desentendeu. É claro que isso não se constrói por edital, é algo artificial. Mas as cotas ajudam em um reajuste.

BISNETO DE PRINCESA ISABEL VÊ COMUNISTAS NA LUTA QUILOMBOLA

Caramba, mas que cara cara de pau. É como se o movimento negro não tivesse identidade e fosse manipulado por "comunistas" de plantão.
Mas a opinião dele não é recente. Clicando no link abaixo você vai para uma postagem mostrando como ele lidera a campanha anti regulamentação de remanescente de quilombos
BLOGS FAZEM CAMPANHA CONTRA MOVIMENTO QUILOMBOLA
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JORNAL O GLOBO AFIRMA QUE COTAS DIVIDEM O JUDICIÁRIO BRASILEIRO

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segunda-feira, 10 de março de 2008

TIME DE FUTEBOL PODE PERDER PONTOS EM CASO DE RACISMO

Retirado da Folha on line

Blatter defende perda de pontos para erradicar o racismo do futebol
09/03/08.
da Lancepress


O racismo no futebol foi um dos assuntos discutidos na reunião da International Board (entidade que regulamenta o futebol), neste domingo. Para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, deve-se dar a vitória ao time cujo jogador sofra ofensas de caráter racista.
"A única solução é tirar pontos dos clubes cujos torcedores cometam tais atos. Não há outro jeito de erradicar o problema e fazer essas pessoas compreenderem que não podem agir desta forma", disse.
"Inclusive, vou além. Deveríamos dar a vitória ao time cujo jogador sofreu insultos racistas. Pouco importa o placar final, a vitória irá para a equipe que foi vítima. Se não, nunca conseguiremos acabar com o racismo", continuou.

ARTIGO CONTRA AÇÕES AFIRMATIVAS DE DESEMBARGADOR DA BAHIA

Retirado da revista Consultor Jurídico
Artigo contrário as cotas para negros, mas lista diversas leis consideradas ação afirmativas para outros grupos. Para ler na intégra clique aqui.

Cotas e discriminação
Sistema cria situação constrangedora e injusta
por Antonio Pessoa Cardoso

O debate sobre a manutenção de cotas para negros, afro-descendentes e indígenas, nas universidades, não tem merecido tratamento adequado e inteligente. Há boa dose de preconceito, além de situar a capacidade do cidadão na origem, na cor da pele ou na etnia; a reserva de cotas, da forma como é tratada, implica admitir incapacidade dos segmentos favorecidos pelo benefício; afinal, para “acesso aos níveis mais elevados do ensino” deve haver salutar competição [Constituição, inc. V, art. 208].
A política de ação afirmativa foi admitida em muitos países, dentre os quais, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia, e Índia; busca oferecer a segmentos discriminados da sociedade, tratamento diferenciado, como compensação pelas desvantagens, originadas das condições sociais da vida.
Nos Estados Unidos, o sistema de cotas tornou-se mais conhecido no ano de 1961; empresas e universidades buscaram aplicação das leis dos direitos civis e políticos, visando reduzir a discriminação racial. A ocorrência provocou maior distanciamento dos próprios negros, que ficavam isolados; recentemente, a Suprema Corte americana julgou o sistema de cotas inconstitucional.
A política de ação afirmativa, no Brasil, registra fatos marcantes na década de 90, quando a Lei 8.112/90, § 2º, artigo 5º, reserva vagas, no percentual de 20%, para deficientes físicos habilitados a cargos públicos; tratamento semelhante torna-se extensivo às empresas privadas, através da Lei 8.213/91, artigo 93, que fixa para deficientes a cota mínima de 2% e máxima de 5%. O desconhecimento do texto da lei e a falta de fiscalização impediram seu cumprimento. A Lei 9.504/97, artigo 10, § 3º, reserva para as mulheres percentual como candidatas dos partidos políticos.


Revista Consultor Jurídico, 3 de março de 2008
Sobre o autor
Antonio Pessoa Cardoso: é desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia.

domingo, 9 de março de 2008

SITE DO ENCONTRO DA ABPN NA NET

Finalmente o site do VI Encontro Nacional da ABPN (Associação de Pesquisadores Negros) está no ar. Para ir para o site é só clicar na imagem abaixo.

SISTEMA DE COTAS DA UNIFESP BENEFÍCIA ALUNOS EM SANTOS

Domingo, 9 de Março de 2008, 06:52
Da Redação


BRUNO GUEDESOs calos já não são tão evidentes nas mãos de André Rodrigues, de 28 anos. No Interior do Paraná, onde nasceu, o jovem começou a cortar cana aos 7 anos de idade. Já trabalhou como entregador, engraxate e vendedor de sorvete. A precoce responsabilidade de ajudar no orçamento de casa o obrigou a parar de estudar na 8ª série. André ingressa neste mês no 3º ano do curso de Psicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das melhores do País. Ele é um dos primeiros alunos a entrar no Ensino Superior em Santos por meio do sistema de cotas, polêmica medida em discussão há uma década no País, que já começa a mudar o cenário acadêmico antes de virar lei. André conseguiu terminar o Ensino Médio, largou os canaviais aos 21 anos e veio para São Paulo para realizar o sonho de estudar Psicologia. Prestou vestibular em Santos e foi aprovado para a primeira turma da Unifesp na Cidade por meio do sistema de cotas, adotado como política interna da instituição.‘‘Dentro da universidade, tudo é muito natural. Poucos sabem quem é e quem não é cotista’’, afirmou o jovem.

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ABANDONO ESCOLAR CRESCE ENTRE DEPENDENTES DO BOLSA FAMÍLIA

Será verdade???
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VÍDEO AULA SOBRE O WINDOWS MOVIE MAKER

Muitas pessoas estão curiosa para saber como cortar um vídeos em diversos pesdaços para colocar no canal de vídeos do Aldeiagriot. A resposta é simples é só usar o programinha Movie Maker. Ele é bem leve e facíl de se aprender e, o melhor, já vem instalado no pacote de programas do Windows XP e Vista. Clique em Iniciar, todos os programas e acessórios que ele está pronto para ser usado.
Abaixo tem um vídeo aula para quem quiser aprender os detalhes deste programa.
Retirado do Blog Downloadscopyleft Aprenda a usar o Movie Mark. O mais fácil e melhor editor de vídeo 27 videoaulas que ensinam você a usar este programa que já vem no XP e no Vista.

Crie filmes com suas fotos.
Corte e cole trechos de vídeo.
Adicione efeitos de transição.
Inclua legenda e títulos.
Revista: CD-ROM Fácil
Editora: Europa
Idioma: Português
Edição: 101
Formato: RAR
tamanho: 59,77 mb
Rip: Antfer

Download pelo Rapidshare

UNIPALMARES FORMA PRIMEIRA TURMA DE ADMINISTRADORES

Retirado do site do Afrobras

Especial
Por Fátima Barbosa

Cento e vinte e seis formandos em administração preparados para o mercado de trabalho. Isso mesmo! Essa é a primeira turma de administradores da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares. Sessenta por cento dos alunos saíram empregados nos maiores bancos da capital paulista. Tudo graças aos convênios firmados entre a universidade e instituições bancárias.Com uma proposta inovadora, a Unipalmares é a primeira e única instituição de ensino superior do Brasil e América Latina, que tem 87% dos alunos afrodescendentes auto-declarados.Para saber mais sobre a Unipalmares e a formatura da primeira turma de administradores, não perca neste final de semana um bate-papo com parte dos formandos, que vão falar sobre o assunto.
Então anote aí! Fique ligado na nossa programação RBI (canal 14 UHF – Mix TV, às 21h30 no domingo e reprise na quarta-feira); Rede Mundial de Televisão (canal 98 da Sky _ quinta-feira, às 7h, reprise às 23h; sábado às 20h e domingo 22h) e TV Apoio de Brasília (domingo, às 13h30). Agora é só conferir!

sábado, 8 de março de 2008

IGUALDADE DE GENÊROS ESTÁ DISTANTE, MAIS AINDA PARA AS AFRO-DESCENDENTES

Retirado do Portal Aprendiz

Juliadietrich

Entre as mulheres negras, a proporção de mortalidade materna é quase sete vezes maior do que entre as brancas. Na Região Norte do país, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 73% das trabalhadoras infantis são afro-descendentes. Três milhões de domésticas ganham até um salário mínimo. Todas elas mulheres e 90% delas negras. Menos de 15% do poder executivo brasileiro é composto por mulheres e, entre elas, são pouquíssimas as afro-descendentes.
Dia 8 de março. Mais um ano de luta das mulheres e mais um ano para refletir sobre a contínua exclusão de 14 milhões de pessoas, número este que representa a população feminina afro-descendente no país.
Em todas as áreas é sensível a diferença salarial entre homens e mulheres e, em especial, entre elas e mulheres negras. Segundo as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a proporção de mulheres em condições insalubres de trabalho é 13% maior que a dos homens, e a de mulheres negras é 23% maior que a dos homens brancos. Segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE, uma trabalhadora brasileira recebe em média R$ 956,80 por mês por uma jornada de 40 horas semanais. O valor representa 71,3% do que um homem recebe pelo mesmo trabalho.
De acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, 21% das mulheres negras são empregadas domésticas. Dessas, apenas 23% estão registradas. Em contrapartida, 30% das 12,5% mulheres brancas que são empregadas domésticas têm carteira de trabalho assinada.
Como uma das muitas bandeiras de luta do movimento das mulheres negras, uma das fundadoras da organização não-governamental Criola, instituição que visa a inserção de mulheres negras como agentes de transformação, Jurema Wernek, acredita que é preciso reconhecer que existe um apartheid violento no Brasil. Tal processo faz com que a imensa maioria das afro-descendentes não tenham acesso às riquezas geradas por elas próprias.
“É preciso confrontar também as bases do sistema econômico-financeiro que se apóia na super-exploração da mão-de-obra das mulheres negras, para gerar riquezas astronômicas para a população branca. Lutar por direitos e salários iguais também permitirá fazermos a diferença”, reitera.
Acesso
A grande dificuldade das afro-descendentes na conquista de boas posições no mercado de trabalho não impediu, porém, que por meio de batalhas constantes, algumas chegassem ao poder executivo nacional. Hoje, as mulheres afro-descendentes representam cerca de 10% do quadro dos ministérios brasileiros.
Porém, ao mesmo tempo em que as mulheres negras ascendem socialmente e nas escalas de poder, aumentam as dificuldades, especialmente por causa do pouco espaço e a conseqüente concorrência. “As pessoas afro-descendentes construíram esse país e, assim como qualquer outro ser humano, podem padecer de erros e dificuldades. O problema é que a própria eleição passa pela idéia de que é um favor e não um direito do afro-descendente participar dos espaços de poder”, explica a professora de História Africana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Patrícia Santos Sherman. “Por outro lado, a pessoa negra que chega a esses espaços se sente como se tivesse que ser mais exemplar que os outros. É uma vida extremamente desconfortável”, complementa.
Ela, que foi aprovada em concurso e trabalhou como professora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conta que sempre sofreu muitos preconceitos por parte daqueles que a encontravam nos campi. “Várias vezes vinham e perguntavam se eu era funcionária do técnico administrativo. Não que haja algum problema com isso, mas nenhum deles reconhecia a possibilidade de uma mulher negra ser professora universitária”, conta, ressaltando que não sofre preconceitos por parte dos colegas professores.
Para ampliar o acesso das mulheres negras ao poder, a coordenadora da Criola, Jurema, explica que no campo do ativismo é preciso maior articulação e atuação política, ampliação da capacidade de formulação, negociação e monitoramento de propostas e medidas de superação dos enormes entraves econômicos para o exercício da ação política. “Já para as instâncias de poder, é preciso medidas de ação afirmativa e outras que inibam o racismo, o sexismo e a lesbofobia institucionais”, avança, reconhecendo, porém que as cotas são apenas uma das inúmeras ações necessárias.
Saúde
A falta de condições dignas de trabalho, de acesso ao poder e a manutenção dos círculos de pobreza no país têm inúmeras conseqüências para a saúde da mulher de baixa renda e maiores ainda para as mulheres negras de classes sociais mais baixas. Como exemplo desse cenário, está o fato de que duas vezes mais mulheres negras (46,27%) do que mulheres brancas jamais fizeram um exame de mama, se tornando assim vítimas potenciais de tumores não detectados.
Dada a desigualdade no atendimento da saúde, as mulheres negras sofrem com uma maior incidência de miomas uterinos, hipertensão, diabetes tipo II, anemia e câncer de colo de útero, sendo que este último é causado especialmente pelo papiloma vírus humano (HPV). A ferida uterina causada pelo HPV leva até dez anos para se transformar em tumor maligno, mas como a mulher negra tem menor acesso aos exames ginecológicos, ela se torna a principal vítima da doença.
Quando o assunto é Aids, a situação das mulheres, principalmente negras, também é grave e só piora. Na década de 1980, constatava-se uma mulher a cada 28 homens infectados. Hoje, a cada 1,4 homens infectados há uma mulher. Segundo pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, 76% dos formulários de óbito por Aids preenchidos eram mulheres, sendo que 49% eram negras.
Por essas e outras causas, embora tenha melhorado nos últimos anos, a expectativa de vida da mulher negra é oito meses menor que a da branca. “É preciso enfrentar o racismo e seus efeitos. É preciso realizar campanhas de prevenção com linguagem adequada, mecanismos específicos de acesso aos serviços de atenção básica, como papanicolau e mamografia. Por isso, as mulheres negras devem integrar os conselhos de saúde, tanto nacional quanto local, distrital e em cada posto e hospital”, explica Jurema.
Patrícia que teve vários miomas, emocionada, não esconde seu sofrimento. “Fui a sete ginecologistas, acompanhada de meu ex-marido. Seis deles afirmaram que eu deveria aproveitar a cirurgia e tirar meu útero”, conta, explicando que foi vítima de racismo por parte dos doutores que sugeriam, de forma camuflada, a histerectomia (retirada do útero). “Eles, em nenhum momento, se preocuparam se eu gostaria de ser mãe. É a idéia de que uma negra não precisa ser mãe porque vai colocar mais um negro no mundo”, conta.
Direitos
Segundo o 4º parágrafo do 3º artigo da Constituição Brasileira, “constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. E, segundo o 1º parágrafo do artigo 5º desta mesma Carta, “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.
“Assim, a mudança social que almejamos se realiza no confronto em diferentes níveis: o ideológico, de políticas públicas e da sociedade. O desenvolvimento de políticas públicas adequadas às necessidades e direitos das mulheres negras é um viés fundamental a que temos nos dedicado mais intensamente nos dias atuais. Mas sem abrir mão do confronto ideológico. Como exemplo está a criação e aprovação de um eixo de trabalho específico de Enfrentamento do Racismo, Sexismo e Lesbofobia ao Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, proposto e aprovado na II Conferência Nacional pelas ativistas negras presentes. Este eixo reforça a perspectiva de que todas as políticas a serem desenvolvidas devem ter, além de metas gerais para todas as mulheres, metas específicas para as negras e índias”, conclui Jurema.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE OS 5 ANOS DAS COTAS NA UERJ


CURSO GRATUITO NA UNB SOBRE PENSAMENTO NEGRO CONTEMPORÂNEO

Retirado do site do SECOM / UNB

Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Pensamento Negro Contemporâneo, que tratará dos temas Racismo, representação social, resistência negra no Brasil, cultura e identidade negras e políticas afirmativas. A iniciativa é aberta a estudantes da UnB, na forma de disciplina de graduação ou módulo livre, e também para pessoas da comunidade. As aulas começam nesta segunda-feira, 10 de março. Haverá quatro turmas com, no máximo, 40 alunos cada.
Uma delas, com aulas às segundas das 8h às 12h, destina-se somente para o público externo. As demais serão reservadas aos estudantes de graduação, às sextas-feiras em três horários: 8h às 12h, 14h às 18h e 19h às 22h, que podem se inscrever até 17 de março. Os interessados devem procurar o Núcleo de Promoção da Igualdade Racial (Nepir/DEX), no 1º andar do prédio da Reitoria, no campus universitário Darcy Ribeiro, entre 9h e 12h ou entre 14h e 17h. Estudant es da UnB podem fazer a matrícula on-line, como ocorre para outras disciplinas. Informações pelo telefone 3307 2610, ramal 24, ou e-mail igualdaderacial@unb.br.
Fonte: UnB

EVENTO - TROPA DE ELITE: LIMITES DA AÇÃO DO ESTADO

Para se inscrever no evento clique na imagem abaixo.

TIO SAM ESTÁ DE OLHO NO SEU SITE

É ainda tem gente que acha que é mania de perseguiçao. Retirado do UolTecnologia.blogs

Mundo Web
Tio Sam está de olho no seu site

Se você tem um domínio .com, saiba que o conteúdo do seu site está sendo vigiado pelo governo dos EUA. E caso encontre "razões de Estado", o governo do Tio Sam pode ordenar a desativação do domínio independentemente da localização do "dono" do site.
Um exemplo é o agente de viagens inglês Steve Marshall. Ele mora na Espanha e vende pacotes de viagens para inúmeros destinos, um deles é a ilha de Cuba. O caso do inglês virou escândalo e foi parar nas páginas do New York Times.
Marshall possui dezenas de sites: literários (www.cuba-hemingway.com); sobre história (www.cuba-havanacity.com); e claro, os de venda de viagens: para os turistas italianos (www.ciaocuba.com) e franceses (www.bonjourcuba.com).
Em outubro, 80 dos sites de Marshall pararam de funcionar. O alerta veio por meio das falhas nas reservas dos turistas interessados em ir à ilha caribenha. Os sites estavam na lista negra do Departamento do Tesouro Americano e o fato não havia sido notificado à Marshall.
Ou seja, sites operados por um inglês via uma agência de viagens espanhola estão sob a jurisidição da lei de Internet norte-americana. Nas palavras do inglês: "Pior ainda, nem mesmo uma ação judicial é requerida para censurar conteúdos online". Aos poucos, Marshall reativou os sites sob o domínio .net.
A alegação do governo americano chega a soar bizarra: "Marshall ajudou a violar a proibição de americanos viajarem a Cuba. Além disso, estava gerando recursos para um regime opressor", disse John Rankin, porta-voz do Departamento do Tesouro americano.
Segundo Rankin, "as empresas americanas deveriam parar de negociar com Marshall". O caso chega a ser difícil de classificar: uma intervenção direta em negócios de uma empresa não-americana.
O fato de muitos registradores de domínio estarem baseados nos EUA dá ao Departamento do Tesouro americano controle sobre muitos sites mundo afora. Ainda que eles não tenham cunho ideológico, como o caso dos sites de Marshall - usados para vender viagens. Mas nem todos os sites de Marshall foram desativados.
Ainda é possível acessar www.cuba-guantanamo.com

"NINGUÉM PODE MAIS SE ESCONDER", DIZ PRESIDENTE DA GOOGLE BRASIL

Retirado do Folha on line. Situação complicada, pois parece que o mundo está virando uma mistura dos livros 1984 (auqele do Big Brother) e Maravilhoso mundo novo. Hum... até que é uma boa idéia catar estas obras na net e disponiblizar no aldeiagriot.

06/03/2008 - 11h06
DIÓGENES MUNIZ

Editor de Informática da Folha Online

O que há em comum entre
Daniella Cicarelli, Edir Macedo, Preta Gil, Roque Júnior, Eurico Miranda e Rubens Barrichello? Todos têm ou já tiveram problemas com o Google --ou com seus tentáculos mais populares, Orkut e YouTube. E o que o presidente do conglomerado no Brasil, Alexandre Hohagen, 40, tem a dizer sobre essa relação conturbada com as celebridades brasileiras?
Divulgação
Presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, fala sobre privacidade na web e processos de celebridades contra o Google


Isso você lê na entrevista abaixo, com declarações ainda sobre privacidade na web, mudanças radicais no Orkut e inclusão de publicidade nos vídeos do YouTube.
À Folha Online, Hohagen comenta também, pela primeira vez, o
processo por danos morais de Jeremias José do Nascimento (ou Jeremias "Muito Louco", para os internautas) contra o Google, oito empresas de comunicação, duas pessoas físicas e uma loja de camisetas.
"Está claramente evidenciado que algum advogado quer se beneficiar da situação", afirma. Sobre isso, a reportagem tenta, desde terça-feira, ouvir os advogados de Jeremias --sem sucesso.
*
Folha Online - Quando o YouTube começará a receber
publicidade dentro dos vídeos na versão brasileira?
Alexandre Hohagen - Essa publicidade em cima dos vídeos deve entrar no Brasil daqui uns dois ou três meses. Isso já existe lá fora, chama-se, "in-video ad".
Folha Online - O que você pensa quando vê vídeos do YouTube dando audiência para programas sem assunto da TV aberta?
Hohagen - Acho ótimo que a TV aberta passe esse conteúdo. Isso ajuda a levar a audiência de volta para o site e faz do negócio uma experiência viral. Muitos vídeos que tiveram sucesso na internet foram catapultados pela exposição no mundo "off-line". Nós temos exemplos como aquele do Mentos, com muita repercussão. Imagina o impacto que isso tem quando o
William Bonner fala disso! Não tem o menor problema para nós.
Folha Online - E aquelas
mudanças no Orkut, com inclusão de programinhas feitos pelos próprios internautas? Quando chegam?
Hohagen - Essa chega daqui umas duas ou três semanas. Me mandaram um e-mail com link de todos desenvolvedores que já começaram a fazer produtos para essas novas plataformas abertas do Orkut. Tem um monte! Está show, muito legal mesmo. Alguns funcionários têm acesso para poder testar e dar "feedback", dizer o que funciona melhor, onde podemos posicionar esses gadgets. Já tem muita gente fazendo sem a gente ter lançado a plataforma ainda. O lançamento ocorre daqui umas duas ou três semanas.
Folha Online - O que você acha desses "Google bomb"?
[manobras de blogueiros para influenciar os resultados do Google, normalmente em tom humorístico ou de protesto]
Hohagen - Tem muito agora, né? Não sei... eu, sinceramente, acho que essa é uma demonstração evidente da Web 2.0.
Folha Online - O Google ultimamente tem recebido mais processos de celebridades do que o normal...
Hohagen - Esses dias eu mandei um link de vídeo para um amigo e ele disse que não podia abrir, porque a corporação não deixa ele acessar YouTube lá dentro. Fiquei pensando, nossa, isso é um absurdo. De uma certa forma, você está impedindo que algumas pessoas vejam aquilo que está acontecendo no mundo.
Da mesma forma acho que essas personalidades têm que entender. Elas não sabem lidar com a internet, porque quanto mais você combate, mais interesse gera. O caso do vídeo da Cicarelli é um exemplo tradicional. No momento em que ela entrou com processo na Justiça, pode ver, triplicou o número de "views".
Folha Online - Eu nem lembrava mais do vídeo naquela época...
Hohagen - Pois é, [as pessoas] nem lembravam! Eu tenho a seguinte teoria quando me perguntam qual o futuro da internet: o futuro da internet está muito ligado à perda da sua privacidade e... não, melhor falando: você disponibiliza tantos dados para tornar sua vida mais relevante que isso vai criar uma linha tênue entre o quanto você libera da sua informação e o quanto isso vai tirar sua privacidade.
Para você ter uma experiência relevante na internet, você tem que falar um pouco de você. O que você gosta? O que curte? Qual é seu time de coração? Esse é o preço que você paga para estar navegando de uma maneira muito mais relevante. O cuidado que as pessoas tem que ter é esse. Onde está o limite entre você informar dados a seu respeito e quando isso passa da privacidade.
Folha Online - Você acha que há liberdade de expressão demais na rede?
Hohagen - Não. Acho que as pessoas vão ter que se adaptar, aprender a conviver com esse contexto. Ninguém pode mais se esconder. A relação entre as pessoas é pública, a relação entre as empresas e seus consumidores também, entre as pessoas públicas e a população também. Hoje com meu celular aqui, se eu vir que tem alguém lá embaixo fazendo uma coisa errada, eu posso tirar uma foto e daqui a dois minutos isso estará no mundo inteiro.
Não adianta mais você querer que protejam sua privacidade num mundo em que o eixo do poder mudou completamente. Antes, estava na mão das grandes organizações de comunicação, hoje está na mão de todo mundo.
Não acho que seja excesso de liberdade de expressão, não, porque a gente tem que ter esse excesso. O problema é como as pessoas vão lidar com isso. Desde que não passe o limite da vulgaridade, do bom senso, de não ferir as pessoas....aí eu sou totalmente contrário. Juntar um monte de gente só para dizer que a Preta Gil é uma baleia é um absurdo, uma sacanagem.
Folha Online - E o
caso do Jeremias, que não era celebridade, e está processando o Google?
Hohagen - No caso do Jeremias está claramente evidenciado que algum advogado quer se beneficiar da situação. Aí chegou para o coitado e falou: "você quer ganhar uma grana?" Cara, a sociedade sempre foi assim, não mudou nunca. Aposto que na sua escola tinha alguém que vocês ridicularizavam. Na minha teve. A sociedade sempre foi assim. O problema é que hoje você tem meios de fazer isso de maneira massiva.


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NOVO MINISTRO QUER ATENDER COMUNIDADES QUILOMBOLAS

sexta-feira, 7 de março de 2008, 18:37 Online

Novo ministro quer atender comunidades quilombas
Eles cobram sobretudo o reconhecimento e a legalização das terras ocupadas por seus antepassados
Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Passados 22 dias desde sua posse na Secretaria da Igualdade Racial, o ministro Edson Santos já definiu quais serão as prioridades de sua gestão. No plano do Executivo, quer mobilizar as diversas instâncias do governo para o atendimento das reivindicações das comunidades quilombolas. Elas cobram sobretudo o reconhecimento e a legalização das terras ocupadas por seus antepassados.

No Legislativo, o ministro, que na eleição passada elegeu-se deputado federal pelo PT do Rio, pretende convencer os parlamentares a pôr em discussão o Estatuto da Igualdade Racial. Parado há quase dez anos no Congresso, o Estatuto é a principal reivindicação dos movimentos negros.

Agora que o senhor já tomou pé da situação da Secretaria, pode dizer quais serão suas prioridades?
Quero realçar a questão das comunidades quilombolas. Um dos casos urgentes é o da comunidade de Alcântara, no Maranhão, ao lado da base aeroespacial, o Centro de Lançamento. Em 2006 foi firmado um protocolo de intervenção do governo federal na região, destinado a implementar serviços de regularização fundiária, de saúde e educação, mas ele ficou parado. É preciso retomá-lo, procurando integrar ao máximo a população local aos investimentos feitos na base.

Como pretende interferir na questão das cotas raciais em universidades públicas?
A questão das cotas está incluída no debate do Estatuto da Igualdade Racial. A nossa primeira preocupação é criar condições para que ele seja discutido e aprovado no Congresso. Estamos entrando numa fase de conversas e negociações com as lideranças dos partidos. Essa é uma prioridade absoluta: a aprovação do Estatuto pode significar um marco na relação do Estado com a população negra, a população excluída desse País.

sexta-feira, 7 de março de 2008

CONCURSO "EDUCAR PARA IGUALDADE RACIAL" ABRE INSCRIÇÕES

Concurso premia projetos pedagógicos de promoção da igualdade racial

Para acessar o site clique na imagem ao lado

Banco Real e Ceert dão início à 4ª edição do prêmio "Educar para aIgualdade Racial: Experiências de Promoção da Igualdade Racial-Étnica no Ambiente Escolar".

O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), em parceria com o Banco Real, lança a 4ª edição do Prêmio "Educar para a Igualdade Racial: Experiências de Promoção da Igualdade Racial-Étnica no Ambiente Escolar", com o objetivo de sensibilizar e subsidiar profissionais da educação na inclusão social de crianças de diferentes etnias.
Professores e escolas da rede pública ou privada, de educação infantile ensino fundamental I (1ª a 4ª série), poderão inscrever projetospolíticos pedagógicos que valorizem a igualdade racial, por exemplo: pesquisas, exposições, produções teatrais, entre outros, para potencializar o debate e contribuir para eliminar a discriminaçãoracial. "É preciso tornar o tema conteúdo permanente nas salas deaula, só assim promoveremos a igualdade entre os cidadãos", diz Cida Bento, diretora executiva do Ceert
Foram feitas algumas mudanças na premiação. A primeira delas é aabrangência do prêmio, que deixa de ser nacional e passa a focar no Estado de São Paulo. Assim, o Banco Real e o Ceert acompanharão de perto as ações realizadas e conseguirão se aprofundar e sistematizar as experiências conduzidas nas escolas.
A segunda mudança é que agora, apenas os professores de escolas de Educação Infantil e ensino Fundamental I (1ª a 4ª série) podemconcorrer, já que sabemos que o investimento na primeira infância é de importância indiscutível.
A terceira alteração foi a criação da categoria "Escola", que objetivapremiar as iniciativas institucionais. "Queremos dimensionar eencorajar iniciativas assumidas pela escola como um compromisso da própria instituição", diz Laura Oltramare, superintendente dedesenvolvimento sustentável do Banco Real.
Quatro professores, dois de educação infantil e dois de ensinofundamental, serão premiados com 5 mil reais, participarão de um curso sobre a temática racial desenvolvido pelo Ceert e ganharão um kit de livros que envolvem o tema da diversidade humana e pluralidadecultural.
Na categoria "Escola", quatro professores serão premiados com livros e a participação dos gestores responsáveis no curso, cada escola será contemplada com 10 mil reais.
Com objetivo de contribuir para a consolidação e sistematização dosprojetos premiados, um júri técnico elegerá duas instituições deensino para que o Ceert as acompanhe por até 12 meses.
As inscrições para a 4ª edição do Prêmio "Educar para a IgualdadeRacial" poderão ser feitas de 3 de março a 5 de maio de 2008.

ACESSO A REMÉDIOS IMPORTADOS

Recebido por email e divulgando a todos(as)

ACESSO A REMÉDIOS IMPORTADOS (DIVULGUEM)
Se alguém precisar, pode ser útil.
Se vc souber alguem que precise de remedios importados, entre no site da fundação Ruben Berta.

IMPORTANTÍSSIMO! DIVULGUEM - POR FAVOR:
No prédio da Varig, anexo ao Aeroporto Santos Dumont, existe a facilidade de aquisição de Medicamentos importados.
Se vocês conhecem alguém que precisa tomar remédios importados, esta é uma boa dica.
A Fundação Rubem Berta, em parceria com a VARIG, presta Um serviço de caráter humanitário na compra de medicamentos não fabricados no Brasil, sem qualquer ônus quanto aos serviços de compra e transporte, ficando a cargo do solicitante somente o custo do medicamento.
O contato deve ser feito por meio do setor de medicamentos: VARIG - Aeroporto de Congonhas, portaria 3 com Simone (Medhelp) - Fone: (11) 5091-2250. Passem à frente este e-mail.
Alguém pode estar precisando e não tem conhecimento disso!
Só quem está precisando sabe o valor deste e-mail.
Eu verifiquei no site da Fundação Ruben Berta antes de reenviar esta mensagem e de acordo com o site é verdade.
Pra quem quiser verificar, o site é:


http://www.rubenberta.org.br/htdocs/medicinaexterior.html

V SEMINÁRIOS DEBATES A QUESTÃO NEGRA EM EVIDÊNCIA

Para ampliar clique na imagem

EFICIÊNCIA DA GERAÇÃO GOOGLE' É MITO, DIZ ESTUDO

Retirado do site da BBC Brasil
04/02 - 11:21, atualizada às 15:12 04/02 - BBC Brasil

Fale Conosco
Um estudo encomendado pela Biblioteca Britânica (British Library) desfaz o que chama de "mitos sobre a geração Google", e diz que suposta capacidade das gerações mais jovens de buscar informações através dos novos recursos tecnológicos seria "supervalorizada".
Segundo o estudo da University College of London, os jovens adolescentes de hoje não são necessariamente eficientes em fazer pesquisas pela internet, não permanecem mais tempo online que as pessoas mais velhas e não destoam do resto da sociedade em priorizar informação rápida e digerida.
Para os pesquisadores, é preciso tomar cuidado com suposições como a de que as gerações mais jovens são mais autodidatas que gerações anteriores.O estudo, que tenta esclarecer como as novas tecnologias afetarão o futuro das bibliotecas, define como "geração Google" os jovens nascidos a partir de 1993, depois da popularização do microcomputador, confortáveis com as novas tecnologias e acostumados à permanente conectividade."Na verdade, já somos a Geração Google: a demografia da internet e do consumo de mídia está erodindo supostas diferenças geracionais", diz o estudo."De certa maneira, o rótulo de Geração Google atrapalha." Mitos Entre as crenças que os pesquisadores chamam de "mitos", está a de que as novas gerações são mais eficientes que as anteriores em obter informações na internet."Este é um mito perigoso. Alfabetização digital e alfabetização informativa não caminham de mãos dadas", diz o estudo, segundo o qual muitos jovens não são capazes de filtrar o imenso arsenal de dados da rede.Outra inverdade sobre as novas gerações, dizem os pesquisadores, é a de que elas são mais propensas a buscar informações rápidas e digeridas que seus pais.A preferência por textos resumidos e buscas por palavra é "uma norma para todos". "A sociedade (como um todo) está se emburrecendo", diagnostica o estudo.Nem mesmo a crença de que as pessoas mais jovens passam mais tempo online que as pessoas mais velhas se sustenta, dizem os pesquisadores.Eles citam um estudo recente realizado em diversos países, que mostrou que pessoas com mais de 65 anos passam mais tempo conectadas à internet que aquelas entre 18 e 24 anos.Por outro lado, o estudo confirmou que a "geração Google" é afeita à prática de "copiar e colar" informações para suas pesquisas, e prefere plataformas interativas de informação que o consumo passivo delas.O estudo deixou em aberto a hipótese de que os jovens sejam mais capazes que seus pais de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo."A questão mais ampla é saber se habilidades seqüenciais, necessárias para a leitura, também estão sendo desenvolvidas."
Leia mais sobre
Geração Google

COMUNIDADES NO ORKUT REVELAM PRECONCEITO

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