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domingo, 27 de julho de 2008

ACTIONAID SELECIONA ESTAGIÁRIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

Recebido por email.

Cargo: Estagiário(a)
Localização Rio de Janeiro
Presta contas ao Coordenador(a) de Programas

**Objetivo do Cargo**
Apoiar a Coordenação de Programas na comunicação com organizações parceiras, elaboração de relatórios, no fluxo interno e externo de informações, seja com outras unidades da ActionAid Internacional seja com as organizações parceiras nacionais, e no apoio às atividades de monitoramento e execução dos programas da ActionAid Brasil.

**Responsabilidades Específicas**
• Apóia o gerenciamento e organização do fluxo de informação na ActionAid Brasil.
• Apóia na sistematização de informações sobre os projetos locais apoiados pela ActionAid Brasil.
• Apóia na coleta e sistematização de informações para elaboração de relatórios e projetos.
• Organiza as pastas com arquivos eletrônicos relevantes para o monitoramento das atividades da ActionAid Brasil.
• Pesquisa e providencia a aquisição de publicações e/ou periódicos relevantes para o acervo da ActionAid Brasil.
• Ajuda na organização, promoção e divulgação de seminários, workshops e outros eventos da ActionAid.
• Apóia a Coordenação de Programas no mapeamento e manutenção de um cadastro atualizado de contatos institucionais.
• Apóia as atividades que visam levantamento de fundos para a organização quando solicitado.

**Pré-requisitos**
• Estudante de graduação em Ciências Sociais, a partir do 5º. Período.
• Ótima redação
• Fluência em inglês (leitura, escrita e conversação)
• Habilidade para tradução inglês-português-inglês
• Habilidade no uso de programas de computador (pacote MS Office, Internet Explorer, Windows Explorer e correio eletrônico).
• Organização
• Iniciativa
• Pontualidade

Carga Horária: 4hs
Salário por 4hs: R$ 410,00
Benefícios: vale transporte, ticket alimentação (R$6,50).

**Contexto Institucional**
A ActionAid é uma organização não governamental que atua há mais de 30 anos. No Brasil desde 1999, a ActionAid busca a superação da pobreza através do empoderamento das pessoas pobres e de suas organizações. Sediada no Rio de Janeiro, participa em projetos de desenvolvimento local no Sudeste, Norte e Nordeste através de parcerias com ONGs e movimentos sociais, nos temas de segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento econômico-social, educação, saúde e participação popular. Paralelamente, participa de campanhas nacionais e internacionais que têm como objetivo a defesa do direito de acesso e controle das pessoas pobres a políticas públicas. Em 2007, as iniciativas desenvolvidas pela ActionAid e seus parceiros alcançaram cerca de 13 milhões de pessoas em quase 50 países, incluindo o Brasil. (http://www.actionaid.org.br/)
Os/as interessados/as deverão encaminhar Currículo, duas referências profissionais (nome, cargo, instituição, telefone e e-mail) e carta justificando interesse e capacidades para o trabalho, para o **e-mail vagas@actionaid.org.br (Assunto: Seleção Estágio - Julho 2008) até 01/08/2008.** Mulheres e Afro-descendentes são encorajados a se candidatar.

*Mariana Leal*
Assistente de Comunicação
Comunication’s Assistant
ActionAid Brasil
Tel: (+55 21) 2189-4645 Mobile: (+55 21) 9674-2841
Fax: (+55 21) 2189-4602
http://www.actionaid.org

CONCURSO INTERNACIONAL "DEMOCRACIA E JUVENTUDE EM CARTAZ" 2008

Para ampliar clique na imagem. Para acessar o site do concurso clique aqui.

BOLSAS DO DART CENTER TREINAM JORNALISTAS PARA MELHORAR A COBERTURA DE TRAUMA E VIOLÊNCIA

Retirado do blog da Fabiana Oliveira

Inscreva-se até 30 de julho (
Dart Center for Journalism & Trauma)O Dart Center oferece seis Bolsas Ochberg, integrais, para jornalistas em meio de carreira que desejem aplicar conhecimentos aprofundados de trauma emocional para melhorar sua cobertura de eventos violentos.
As bolsas estão abertas a repórteres de meios impressos e eletrônicos, fotógrafos, editores e produtores com ao menos cinco anos de experiência como jornalistas. (Veja a lista dos
bolsistas anteriores.).
Em novembro de 2008, os selecionados participarão de um seminário de dois dias em Chicago sobre o papel do trauma emocional na cobertura de eventos violentos. Eles também participarão da conferência anual da Sociedade Internacional de Estudos de Stress Traumático.
Os formulários de inscrição estão disponí­veis em
espanhol e em inglês. O prazo final de inscriçaõ são 30 de julho.

PRIMEIRA EDIÇÃO - CURSO DE FORMAÇÃO À CIDADANIA. DIÁSPORA POLÍTICA E ECONOMIA

Retirado do blog da IDDAB - Instituto da Diáspora Africana no Brasil

Período de Inscrições
De 15 à 16 de agosto

Investimento20 reais
HorárioAos sábados das 08h às 12h.

Início: 16 de agosto
Término: 18 de outubro

Local:Igreja Santa Ifigênia – Largo Santa IfigêniaCentro de São Paulo - Próximo: Estação do Mêtro São BentoConteúdo geral:Cidadania e direitos - Economia, Finanças e Política - África Contemporânea e migrações - Diáspora e Relações Raciais no Brasil - Políticas públicas e saúde da população negra
Participação:
Retirar e encaminhar o formulário nesses endereços: www.idabdiaspora.blogpsot.com
E-mail: idabdiaspora@gmail.com
A/C Cleide Vitorino – Rua Wenceslau Brás, n. 146 sala 707 – Praça da Sé São Paulo
Tel: 3534-3156/9600-7069/97002258
OrganizaçãoIDDAB – Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil

sábado, 26 de julho de 2008

ESTADO DO RIO RECORRE DE CUMPRIMENTO DE LIMINAR SOBRE LEI DE HISTÓRIA DA ÁFRICA (10.639 e 11.645)

Retirado do Blog do Adami. Vale a pena dar uma visitada neste blog para pedir mais informações.


O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DA PROCURADORIA DO ESTADO, APRESENTOU RECURSO AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A LIMINAR DEFERIDA PELA 2a. VARA DA FAZENDA PÚBLICA QUE DETERMINOU A JUNTADA DE CURRÍCULOS, GRADES CURRICULARES E CONTEÚDOS, PELAS NOVE MAIORES ESCOLAS DA COMARCA DA CAPITAL. DUAS ESCOLAS JÁ APRESENTARAM OS CURRÍCULOS, OU INFORMAÇÕES SOBRE A LEI 10.639, RATIFICADA PELA LEI 11.645, QUE ALTERA A LEI DE DIRETRIZ E BASE DA EDUCAÇÃO. A LDB PREVÊ CRIME DE RESPONSABILIDADE PARA O SEU DESCUMPRIMENTO. A ATITUDE É INCOMPATÍVEL COM O DISCURSO QUE O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL VEM PROFERINDO JUNTO AO CEDINE -CONSELHO ESTADUAL DOS NEGROS, POR OCASIÃO DO 20 DE NOVEMBRO E 13 DE MAIO. O RECURSO , FOI DISTRIBUÍDO AO DESEMBARGADOR JOSÉ FIGUEIREDO, QUE ESTÁ A EXAMINAR SE MANTÉM A LIMINAR DEFERIDA PELA 2a. VARA DA FAZENDA PÚBLICA PARA A REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NOS CURRÍCULOS DAS ESCOLAS PRIVADAS. PROCESSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO ONDE O ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECORRE DA LIMINAR QUE DETERMINA A JUNTADA DE CURRÍCULOS DAS ESCOLAS PRIVADAS EM OBEDIÊNCIA À LEI 10.639, RATIFICADA PELA LEI 11.645, LEI DE HISTÓRIA DA ÁFRICA E CULTURA AFRO BRASILEIRA.

ZIMBÁBUE: O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Retirado do site Juventude e Revolução. Um artigo que merce uma leitura atenta já que traz diversas informações que a grande mídia não coloca.

Observamos nas últimas semanas todos os grandes veículos de comunicação vincular as preocupações das mais diversas origens, de diversos Estados e organismos internacionais, com a legitimidade das eleições no Zimbábue e em conseqüência com a situação daquele país e de seu povo. As grandes potências, em particular, EUA e Inglaterra, se apressaram em condenar a eleição de Robert Mugabe e seu partido Zanu-PF (União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica) em disputa com Morgan Tsvangirai, do MDC (Movimento pela Mudança Democrática), e solicitaram prontamente a ONU a "permissão" uma intervenção naquele território.
Mas não há como não indagarmos em outro sentido: Qual a preocupação de fato que aqueles que estão a frente da Casa Branca têm com o povo africano e com a democracia? O que esta acontecendo realmente naquele país para provocar tamanha reação e preocupação? Não são esses, os homens da Casa Branca e do Pentágono, os mesmos que legitimam a eleição fraudulenta de Calderón no México? Não são esses verdadeiros os culpados pela tragédia que atinge em particular a população negra no Estado de Lusiania, após o furacão Katrina? Não são esses que mantêm desde 1980 na prisão Mumia Abu Jamal, militante negro, que teve durante seu processo 53 direitos constitucionais violados?
Antes de mais nada vale precisar um pouco a situação do Zimbábue. Com cerca de 11 milhões de habitantes, 73% da população do Zimbábue se concentra nas áreas rurais. Antes da reforma agrária realizada nos últimos anos, 4.500 proprietários brancos possuíam aproximadamente 7,5 milhões de hectares, 80% da melhor terra cultivável; sendo que um milhão de camponeses negros se fixaram em 16 milhões de hectares, nas terras mais secas e de pior qualidade no país. O país possui riqueza mineral grande em cromo, níquel, lítio, ouro, cobre, amianto e ferro. Riquezas são desejadas pelas grandes companhias dos EUA e de outros grandes países.
É a partir da mudança de política em relação as terras e as suas riquezas, que Mugabe aplica no país, que começam seus "problemas". Em um artigo de Lybon Mabasa, chamado "A batalha das eleições no Zimbábue", publicado no Brasil em Julho de 2005, o dirigente sindical sul-africano chama atenção para algumas questões que hoje se mostram espantosamente atuais. Abaixo reproduziremos alguns trechos, lembrando mais uma vez que o artigo foi redigido três anos atrás.
"Qual foi o grande pecado de Robert Mugabe? (...) É irônico pensar que paises nos quais a democracia está colocada em questão e nos quais as condutas e práticas dos processos eleitorais são as mais contestáveis se preocupam com as eleições no Zimbábue. (...) O que está em questão não tem nada a ver com número de anos nos quais Robert Mugabe ficou no poder. (...) Não havia problemas com Mugabe enquanto ele respeitou o que o imperialismo havia prescrito. A questão da pobreza e da fome dos negros nunca interessou nem inquietou os países ocidentais. (...) "O pecado" principal de Mugabe foi o de ficar no mesmo campo de seu povo, dos antigos combatentes pela independência, dos camponeses negros sem terra que tomaram as terras dos fazendeiros brancos. (...) Mesmo se as eleições transcorreram em calma, sem medidas de intimidação, os EUA e Grã-Bretanha continuam determinados a derrubar Mugabe a qualquer preço e sob não importa qual pretexto. Eles não querem reconhecer que sua única inquietude vem do fato de que Mugabe apoiou os que ocuparam as terras. Mugabe foi ainda mais longe, implantando uma legislação que dá suporte a uma reforma agrária progressiva e que reconhece que a liberdade está incompleta se o povo do Zimbábue não possui sua própria terra. (...)"
Notamos claramente aqui que depois das eleições de 2005, as eleições de 2008 transcorreram sob o mesmo pano de fundo. Mubasa nos coloca porém que anteriormente a situação já era uma "preocupação" estanunidense: "em 2001, a administração Bush adotou uma lei para sabotar a economia zimbabuana. É a lei sobre a "democracia e a recuperação da economia do Zimbábue". (...) A lei era tão draconiana e racista, que a deputada Cynthia McKinney (hoje candidata a presidente dos EUA, pela coalizão Poder Para o Povo. Nota do Editor), representante no Congresso dos EUA por Atlanta, teve de interpelar o plenário: "Senhor presidente, se examinarmos bem esta legislação ("democracia e recuperação econômica para o Zimbábue"), ela não é nada além de uma declaração oficial da cumplicidade dos Estados Unidos com um programa de manutenção dos privilégios brancos. Nós chamamos isso de uma "lei de motivação", mas isso não muda seu caráter essencial de sanção. É uma lei racista contrária aos interesses das massas do Zimbábue." (...) O projeto foi aprovado e assinado pelo presidente Bush em 21 de dezembro de 2001. A administração estadunidense declarou que o Governo de Mugabe era "um posto avançado de tirania" pois é desta maneira que ela pode se justificar para engajar qualquer ação de sua escolha contra o governo no Mugabe. Sua exigência mínima é uma "mudança de regime", com as mesmas aspirações sendo avançadas pelos fantoches do MDC. Eles deliberadamente colocaram o Zimbábue e o governo de Mugabe em uma posição de vulnerabilidade diante de todas as formas de desestabilizaçã o. É a situação clássica: quem quer matar seu cachorro, o acusa de raiva. (...) O imperialismo está trabalhando no Zimbábue, utilizando sua arma favorita de "destruição maciça", particularmente da África, que é o "caráter étnico e tribal". (...) o governo estadunidense se deu conta da importância do Zimbábue. O país exemplifica as lutas das antigas colônias e dos países em desenvolvimento. É o caso clássico de um país cuja sorte foi ligada à do imperialismo, mais particularmente através da tirania da dívida. (...) Todos os que, no mundo inteiro, combatem pela defesa da soberania nacional, da democracia e da independência do movimento operário não terão outra escolha senão dar um apoio incondicional face aos ataques que o imperialismo continua a fazer incessantemente contra seus países".
Temos acordo com tal discussão colocada por Mubasa, assim como temos acordo com os militantes do SOPA, Partido Socialista da Azânia (Azânia é como o povo negro da áfrica do Sul reconhece e denomina seu país) quando em uma declaração datada de 02 de julho de 2008, eles colocam: "Ontem era a Somália que foi completamente desmantelada e destruída, o Iraque literalmente em vias de destruição, o Sudão é vitima de uma crise mortal e será amanha a incursão no Zimbábue se a intervenção militar se tornar realidade. Lembrem-se: amanhã, será a incursão na África do Sul. Contra uma intervenção militar dirigida pelo imperialismo estadunidense e britânico e pela OTAN, nós estamos ao lado do povo do Zimbábue e Mugabe. Nós fazemos um chamado a todos os trabalhadores e suas organizações, a nosso povo, a juventude e todas as organizações para nos mobilizarmos em uma campanha contra as ameaças de intervenção no Zimbábue e estamos prontos para trabalhar com quem se pronuncie pela defesa da terra, do povo e da soberania do Zimbábue, pela paz e pela estabilidade. Nós chamamos todos os trabalhadores e suas organizações, na África do Sul".
Para a Juventude Revolução - IRJ, o povo de Zimbábue é dono de suas terras e riquezas e deve ele decidir sobre elas! Para a Juventude Revolução – IRJ a soberania e unidade do Zimbábue é uma luta de todos! Qualquer intervenção militar e estrangeira não abre qualquer saída para a população nem para a juventude do Zimbábue, ao contrário, porque mais uma vez, a juventude, os trabalhadores, os camponeses, a maioria negra, todas essas camadas da população pagarão a conta de uma política que nada tem a ver com seus interesses!
E mesmo se não concordamos com toda a política de Mugabe, nós devemos apóia-lo totalmente contra a ofensiva imperialista. A defesa da nação do Zimbábue e sua unidade, a defesa do governo contra o imperialismo está no centro da luta pela frente única anti-imperialista, imperialismo esse, que aplica uma política de genocídio do povo negro em todo o mundo.

Não a qualquer intervenção estrangeira e militar no Zimbábue
Pela Soberania Nacional do Zimbábue


Joelson Souza e Eduardo (Preá) Freitas
Militantes da Juventude Revolução - IRJ

ANISTIA - VETADA INDENIZAÇÃO A PARENTES DE LÍDER DA REVOLTA DA CHIBATA

Retirado do site do jornal O Globo. Sacanagem hein... para os estudantes universitários que jogaram pedras nos militares e depois viraram professores universitários, jornalistas, políticos de projeção nacional, etc tem indenizaçao com relativa facilidade. Sem falar no Ziraldo, esse aí disse que não pediu, mas pediram por ele. No final do processo ele aceitou numa boa sua dolada de milhões.

Para saber um pouco mais sobre o "Almirante negro" João Cândido clique aqui para ir para o site Herois de todo o Mundo ou no clique aqui para ir para o Wikipédia.


Publicada em 24/07/2008
BRASÍLIA - Ao sancionar na quarta-feira a anistia póstuma a João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, ocorrida no Rio em 1910, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta aprovada por deputados e senadores de assegurar aos familiares do líder dos marinheiros e de outros envolvidos no movimento direito a indenização. O veto também impede que seja concedida aos participantes do movimento promoção na carreira militar.
Segundo mensagem de Lula publicada na quinta-feira no Diário Oficial, os ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Defesa manifestaram-se contra a reparação financeira, com o argumento que a falta de detalhes técnicos no projeto de lei impede que sejam quantificadas as despesas que a União poderia ter com as indenizações, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma estimativa do governo previa que os gastos poderiam chegar a R$ 1 bilhão.
Outras homenagens serão prestadas a João Cândido. O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, vai se reunir com o prefeito Cesar Maia em agosto para discutir a instalação de uma estátua em homenagem ao líder na Praça 15, no Rio. A idéia é que a inauguração do monumento ocorra em 20 de novembro, dia de Zumbi dos Palmares. O presidente Lula prometeu dar o nome de João Cândido a um navio da Marinha brasileira.
Com o veto aos benefícios, o presidente manteve apenas o trecho da lei que concede a anistia para "restaurar" o que já foi assegurado em decreto de 1910 do então presidente Hermes da Fonseca, que prometia anistia aos revoltosos casos eles se submetessem às autoridades. "O veto (...) evita a ocorrência dos referidos efeitos econômico-financeiros, mantendo, concomitantemente, o objetivo central do projeto que é reconhecer os valores de justiça e igualdade pelos quais lutaram os revoltosos", diz a exposição de motivos do veto.
A Revolta da Chibata culminou em motim de cinco dias em novembro de 1910, quando militares de baixa patente tomaram navios da Marinha na Baía da Guanabara e ameaçaram bombardear o Rio, reivindicando o fim dos castigos físicos a marinheiros. O líder João Cândido, conhecido como Almirante Negro, foi expulso da força e viveu como estivador e ambulante no centro do Rio. Morreu em 1969, aos 89 anos.

DEMOGRAFIA, MITOS E DIREITOS

Retirado do site Mulheres de Olho. Reflexão interessante, principalmente para aquees que pensam que os pobres no Brasil estão"descontrolados" nas axas de fecundidade. A grande falha é que não possue dados e comentários sobre a população a partir da questão racial. Vale visitar osite é emitir comentários a respeito.

Posted: 23 Jul 2008 11:21 AM CDT

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada pelo CEBRAP com recursos do Ministério da Saúde e sobre a qual publicamos aqui breve entrevista com uma das pesquisadoras (Laura Wong), mostrou que entre 1996 e 2006 a taxa de fecundidade total no Brasil, caiu de 2,5 para 1,8 filho por mulher. Esta redução, mais acentuada do que as estimativas do IBGE, foi maior entre mulheres com menos escolaridade, nas áreas rurais (de 3.4 para 2.0) e nas regiões Norte (de 3.7 para 2.3 filhos por mulher) e Nordeste (de 3,1 para 1,8 filhos por mulher).
Com estes dados o Brasil se aproxima de países da Europa, Ásia oriental e Pacífico, afastando-se dos países onde as taxas chegam a mais de cinco filhos por mãe: África Subsaariana, Timor Leste, Afeganistão, Djibuti e Iêmen.
Em reportagem de Antônio Gois publicada nesta segunda feira, 21, na Folha de S.Paulo, a demógrafa que coordenou a PNDS, Elza Berquó (CBRAP), apontou alguns dos fatores que contribuíram para essa diminuição:
* maior uso -especialmente por parte da população jovem- de preservativos;* diversificação dos métodos contraceptivos permitindo às mulheres mais opções antes da decisão de caráter definitivo como a esterilização;* melhoria da escolaridade da mulher;* maior participação no mercado de trabalho;* disseminação, principalmente por meio da TV, de um modelo de família menor, com novos padrões de consumo.
“Essas mulheres querem ter mais acesso aos bens anunciados, ao mesmo tempo em que desejam investir melhor na educação e na preparação dos filhos para a vida”. (Elza Berquó)
Enfrentar o desafio e evitar o mito
A teoria mostra que, para que o tamanho de uma população fique estável, a taxa de fecundidade deve ser de dois filhos por mulher, que é o chamado “nível de reposição”. Acima disso, há crescimento demográfico. Abaixo, há declínio. Com uma Taxa de Fecundidade Total de 1,8 filhos por mulher, o Brasil está posicionado abaixo do nível de reposição. E segundo tem dito outra pesquisadora do PNDS, Susana Cavenaghi, a fecundidade desejada da mulher brasileira é ainda menor: 1,6 filhos por mulher.
Demógrafos/as apontam que a queda da fecundidade, além de reduzir o ritmo de crescimento populacional, provoca também grande mudança na estrutura etária. Aí reside um grande temor. Ter uma proporção cada vez maior de idosos/as antes do tempo previsto, traz um impacto no cálculo das aposentadorias e desafios para políticas públicas, que terão que se adaptar à estrutura populacional envelhecida.
José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, cita entre estes desafios o aumento dos investimentos em saúde para atender melhor aos idosos, e a garantia do equilíbrio das contas da Previdência. Carlos Guerra, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada, acrescenta:
“O equilíbrio ideal é ter cinco contribuintes para cada inativo, mas já estamos nos aproximando da situação de um para um”.
Entretanto, Diniz Alves relativiza a questão. Para ele, não há motivo de apavoramento com a redução da população, pois ela pode ser boa ou ruim, a depender da resposta que vem da sociedade e que vem das políticas públicas, diante desta situação. Ele alerta que não se deve trocar o mito da ‘explosão populacional’ pelo da ‘implosão populacional’.
Uma taxa de fecundidade menor pode significar oportunidades, aproveitadas pelo país para acelerar o crescimento econômico. Se a população em idade ativa começa a ser maior do que a inativa – trabalhador/a com menos crianças ou menos pessoas idosas para sustentar – ela pode ser mais produtiva. Neste momento, é importante investir mais na infância, já que menos crianças nas escolas, a cada geração, pode significar mais recursos por aluno/a. Mas para haver este aproveitamento é preciso dar oportunidades de trabalho à população em idade de trabalhar. E esta ‘janela de oportunidade’ tem prazo para terminar. A partir de algum momento, a queda no número de crianças será compensada pelo aumento no total da população idosa, fazendo com que a proporção de dependentes passe a crescer novamente. Ele afirma:
“Antes do envelhecimento e da redução da população, o Brasil vai passar por uma janela de oportunidade demográfica que possibilitará uma arrancada do desenvolvimento e um aumento da qualidade de vida, desde que este bônus seja inteligentemente aproveitado”.
No artigo
“A baixa fecundidade brasileira e seus impactos nas projeções populacionais”, Diniz Alves, que é Professor titular da ENCE e coordenador da Pós-graduação do IBGE, reconhece que o assunto é polêmico. Seu texto contribui para deslindar esta polêmica e ampliar o debate, introduzindo elementos do campo dos direitos.
Através de gráficos que mostram a situação atual e projetam situações para o futuro, são ressaltados detalhes relevantes: a fecundidade, que apresentou redução em todas as faixas educacionais, permaneceu acima do nível de reposição (mais de 2 filhos por mulher) entre as mulheres menos escolarizadas (com no máximo 4 anos de estudo); há uma a diferença desta taxa entre mulheres brancas (1,5 filhos) e negras (2,0 filhos por mulher); manteve-se o processo de rejuvenescimento no dado sobre fecundidade, ou seja, a fecundidade das mulheres de 15 a 24 anos -que representava 47% da fecundidade total em 1996- passou a representar 53% em 2006.
O resultado da PNAD não permite saber se a queda da fecundidade vai ser manter, se estabilizar ou voltar a subir. Mas a teoria aponta para a continuidade da queda, já que há uma relação inversa entre fertilidade e crescimento econômico e melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e 2007 e 2008 foram os melhores anos em termos de crescimento do PIB brasileiro na década. E um período em que se acentuou a tendência de redução da desigualdade com maior urbanização, industrialização, monetarização, assalariamento, secularização, etc; e com transformações institucionais e das políticas públicas como educação, saúde, previdência, telecomunicações, crédito ao consumo, mudanças nas relações de gênero, etc. Para Diniz Alves:
“Existem dúvidas também sobre as conseqüências sociais e econômicas deste processo. Contudo, antes de atingirmos o envelhecimento pleno, o Brasil vai passar por um período em que a estrutura etária será favorável ao crescimento econômico e à solução de problemas sociais, como na saúde e na educação. Convencionou-se chamar este processo de bônus demográfico ou janela de oportunidade demográfica”.
Direitos reprodutivos em foco
Se a queda da fecundidade continuar, teremos uma transformação demográfica muito grande, cujos efeitos são definidos a depender do tipo de abordagem. Há quem acredite que a eventual queda da população e envelhecimento populacional dificultaria o crescimento econômico. Há quem considere que uma redução da população pode ser benéfica na medida em que diminui a pressão sobre os recursos naturais e o meio ambiente, possibilitando um aumento da qualidade de vida e não um simples aumento do PIB nacional. Para Diniz Alves, o importante é saber aproveitar o momento favorável, antes do envelhecimento e da redução da população. E aproveitar, sobretudo, na educação, melhorando a cobertura e a qualidade do ensino.
O Brasil saiu da etapa da tão falada ‘explosão populacional’, quando políticos e setores neomalthusianos pregavam o controle da natalidade como pré-requisito para o desenvolvimento e o combate à pobreza, em franca ameaça aos direitos sexuais e reprodutivos e à autodeterminação reprodutiva.
Com a fecundidade abaixo do nível de reposição, essas políticas se tornaram anacrônicas, mas surgiram outras políticas que ameaçam os direitos sexuais e reprodutivos, que é o mito da ‘implosão demográfica’. E neste ponto o autor lembra a Igreja Católica, que interpreta este momento como de ‘suicídio populacional’, “com toda a carga negativa que a palavra suicídio possui para a religião”:
“Setores da sociedade identificados com o conservadorismo moral e o fundamentalismo religioso usam o fenômeno da fecundidade abaixo do nível de reposição para atacar a prática do aborto, a pílula do dia seguinte e outros métodos contraceptivos”.
Tanto a ‘explosão’ quanto a ‘implosão’ populacional são mitos. O importante é analisar a dinâmica demográfica com ela se dá na realidade:
“Não há porque ficar apavorado com a redução populacional. Ela pode ser boa ou ruim dependendo de como a sociedade e as políticas públicas respondem a este novo desafio”.


Angela Freitas/ Instituto Patrícia Galvão

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS, VIOLÊNCIA E POBREZA NA AMÉRICA LATINA

Para ir para o site clique na imagem abaixo. Adiado para 25 de agosto o prazo para envio de trabalhos para o II Seminário Internacional de Direitos Humanos, Violência e Pobreza na América Latina

A Comissão Organizadora do II Seminário Internacional de Direitos Humanos, considerando as solicitações e a importância de assegurar uma ampla participação dos pesquisadores e estudiosos da área com apresentação de trabalhos no evento, comunica que o prazo para o envio de trabalhos foi adiado para 25 de agosto de 2008. Na oportunidade, a coordenação pede atenção aos pesquisadores em relação às orientações presentes no site para: o envio de trabalhos com vistas a apresentação em comunicação oral e pôster. Com esta redefinição, redefine-se também a data para: 1) Divulgação dos resultados no site
www.proealc. uerj.br : 15 de setembro. As cartas de aceite são enviadas pelos coordenadores dos Grupos de Trabalho, em consonância com a entrega dos mesmos. Apenas a lista final será publicada no site.

AULAS PÚBLICAS DO FABRÍCA DE IDÉIAS NA UFBA

Para ampliar clique na imagem.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

DOCUMENTÁRIO CAFÉ COM LEITE (ÁGUA E AZEITE?)

Apesar do nome este documentário é muito bom. Retirado do canal neurose1002 do youtube.
Segue abaixo as informações sobre o vídeo postadas no canal.

"Café com leite (água e azeite?)", 30 min., 2007
Direção, produção, roteiro: Guiomar Ramos
Co-produção: Tatu Filmes
Edição: Márcio Perez

"Café com leite" apresenta uma reflexão sobre o Mito da Democracia Racial no Brasil através de depoimentos dos professores da FFLCH-USP, Antonio Sérgio Guimarães, Kabengelê Munanga, a diretora do Geledés, Sueli Carneiro e o antropólogo Batista Félix.Alunos da pós-graduação da FFLCH como Mácio Macedo e Uvanderson da Silva também participam do debate.Os cineastas Jeferson De, Noel Carvalho e a atriz Zezé Mottatraçam comentários sobre a Democracia Racial.O documentário apresenta ainda trechos de filmes adaptados da obra de Jorge Amado, como "Jubiabá" e "Tenda dos Milagres", de Nelson Pereira dos Santos e "Assalto ao trem pagador" de Roberto Farias e também imagens da luta do negro no Brasil através do arquivo de Abdias do Nascimento.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6

CURSO INTERATIVO EM VÍDEO-AULAS SOBRE WINDOWS VISTA

Retirado do blog Dê graça é mais gostosoMicrosoft Windows Vista, tudo o que você precisa para usar melhor o computador. Não seja o último a saber. 25 Video aulas para você conhecer agora o Windows que se ainda não está logo estará em seu computador.

Estilo: Curso
Fabricante: Hummel
Tamanho: 84 Mb
Formato: RarI
dioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare

REVISTA ISTO É - JULHO DE 2008. UM POUCO MAIIS DO CASO DANTAS

Reirado do Blog Dê graça é mais gostoso.
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui. Estilo: Revista

Edição: 23 / 07 / 08
Tamanho: 36 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Portuguê
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare

quinta-feira, 24 de julho de 2008

II SEMINÁRIO DE EQUIDADE EM SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

28 de julho de 2008

UERJ. Capela Ecumênica. R. São Francisco Xavier, 524, Maracanã, Rio de Janeiro.

Organização – Subsecretaria de Ações e Serviços de Saúde / Assessoria de Promoção da Saúde / Comitê Técnico de Saúde da População Negra.

Informações: Adriana (manhã) ou Fernando (tarde)
Tels: 2273-7398/ 2503-2270/ 2503-2257
Emails:
ajoazeiro@rio.rj.gov.br ou fnova@rio.rj.gov.br

CONFERÊNCIA DE ANGELA DAVIS EM SALVADOR

Retirado do blog CEN.

Posted In: , . By Yoná Valentim

Uma das ativistas políticas mais conhecidas no mundo, militante pelo direito das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos, participante do movimento “Panteras Negras” e Black Power, Angela Davis, será a palestrante na videoconferência “Do Plantation ao Sistema Prisional”, que será realizada no dia 04 de agosto, às 14 horas. Atualmente, Angela é professora-doutora da Universidade da Califórnia e a sua palestra fará abertura do Curso Internacional Avançado em Estudos Étnico-raciais (XI Fábrica de Idéias). O evento realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e apoiado pelo Instituto Anísio Teixeira / SEC será transmitido para 40 municípios da Bahia.
Angela Davis militou politicamente nos anos 60 e se tornou emblemática em relação à defesa dos direitos civis do negro e da mulher na sociedade norte-americana, tornando-se uma figura afirmativa e revolucionária que é lembrada como referência estética e intelectual para a comunidade negra dos EUA e do mundo.
Filha de uma família de negros de classe média, Angela desde a escola atuou politicamente em movimentos da esquerda. A imagem de Angela teve maior visibilidade a partir de 1969, quando foi coagida a parar de lecionar pelo então governador da Califórnia, Ronald Reagan, por ser integrante do movimento comunista. Posteriormente, Angela foi injustamente acusada de ser a dona da arma que matou um juiz, num julgamento que durou cerca de dezoito meses..Hoje, Angela Davis é escritora, filosofa, professora universitária e continua sua vida na militância contra a pena de morte, o sistema carcerário estadunidense, e em defesa de causas sociais e étnicas. O encontro com Angela Davis será nos auditório de videoconferências do IAT, na Paralela, e tem como público-alvo estudantes, pesquisadores, educadores e gestores da rede pública de ensino.
Uma das ativistas políticas mais conhecidas no mundo, militante pelo direito das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos, participante do movimento “Panteras Negras” e Black Power, Angela Davis, será a palestrante na videoconferência “Do Plantation ao Sistema Prisional”, que será realizada no dia 04 de agosto, às 14 horas. Atualmente, Angela é professora-doutora da Universidade da Califórnia e a sua palestra fará abertura do Curso Internacional Avançado em Estudos Étnico-raciais (XI Fábrica de Idéias). O evento realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e apoiado pelo Instituto Anísio Teixeira / SEC será transmitido para 40 municípios da Bahia.
Angela Davis militou politicamente nos anos 60 e se tornou emblemática em relação à defesa dos direitos civis do negro e da mulher na sociedade norte-americana, tornando-se uma figura afirmativa e revolucionária que é lembrada como referência estética e intelectual para a comunidade negra dos EUA e do mundo.

Filha de uma família de negros de classe média, Angela desde a escola atuou politicamente em movimentos da esquerda. A imagem de Angela teve maior visibilidade a partir de 1969, quando foi coagida a parar de lecionar pelo então governador da Califórnia, Ronald Reagan, por ser integrante do movimento comunista. Posteriormente, Angela foi injustamente acusada de ser a dona da arma que matou um juiz, num julgamento que durou cerca de dezoito meses..Hoje, Angela Davis é escritora, filosofa, professora universitária e continua sua vida na militância contra a pena de morte, o sistema carcerário estadunidense, e em defesa de causas sociais e étnicas.O encontro com Angela Davis será nos auditório de videoconferências do IAT, na Paralela, e tem como público-alvo estudantes, pesquisadores, educadores e gestores da rede pública de ensino.
Endereço
Instituto Anísio Teixeira - IAT
Estrada da Muriçoca, s/n - Paralela - Salvador
Tel: 3116-9019

FÓRUM DE QUILOMBOS EDUCACIONAIS DA BAHIA

Retirado do jornal On line IROHIN.

24/07/2008 - 11:23:13
Fórum de quilombos educacionais da Bahia

O FOQUIBA (FÓRUM DE QUILOMBOS EDUCACIONAIS DA BAHIA) CONVIDA TOD@S PARA PARTICIPAR DO 2º SEMINÁRIO DOS QUILOMBOS EDUCACIONAIS COMO O TEMA:
O PAPEL DOS QUILOMBOS EDUCACIONAIS NA FORMAÇÃO DE NEGROS E NEGRAS.

DIAS; 25/07 às18H
(Credenciamento a partir das 17h no local do evento)
26/07 das 8h30min ás 17h
LOCAL: COLÉGIO LANDULFO ALVES- CALÇADA

O Fórum de Quilombos educacionais da Bahia - FOQUIBA- foi criado em 21 de outubro de 2001, é fruto do amadurecimento das organizações negras no sentido de atuar em rede para superação das desigualdades raciais em nossa sociedade, sobretudo no campo educacional com pressuposto de uma pedagogia anti-racista e inclusiva. Além de se constituir em espaço político para a organização dos Quilombos Educacionais em rede, respeitando sempre autonomia administrativa de cada instituição, o Foquiba garante a eqüidade participativa entre os membros por acreditar que essa é melhor maneira para atuar conjuntamente, considerando cada especificidade das entidades que a compõem. Os Quilombos Educacionais são experiências organizativas que surgem de maneira particularizadas no seio da comunidade negra.
Atualmente o Fórum congrega 07 instituições distribuídas em pontos estratégicos da região metropolitana de Salvador: Quilombo Milton Santos (IAPI); Quilombo Irmã Santa Bakhita (Sussuarana) ; Instituto Cultural Steve Biko (Pelourinho) ; Quilombo Semear (São Gonçalo do Retiro); Coequilombo (Plataforma) ; Quilombo Cabricultura (Cabrito de Baixo) e Quilombo do Orubu (Cajazeiras) , atuando com grupos socialmente vulneráveis em sua maioria jovens negros e negras oriundos de escolas públicas e residentes em bairros periféricos, cujo objetivo é adentrar a universidade como forma de superação das desigualdades sócio-raciais.

O 2º seminário procura reunir os quilombos educacionais atuantes na rede e outros quilombos na perspectiva de discutir o papel dos quilombos educacionais na formação de negros e negras. Será um momento oportuno para trocar experiências, conhecer novas experiências, além de discutir a nossa identidade coletiva e como estamos trabalhando a Cidadania e Consciência Negra dentro dos Quilombos
educacionais.
Este encontro procura também difundir na comunidade negra a atuação do Fórum de Quilombos Educacionais que atualmente está participando do PAE( programa de Apoio Estratégico) financiado pela CESE que é nossa grande parceira para realização deste encontro.

Por isso sejam todos muito bem vindos ao nosso encontro!! Pode entrar que a casa é sua.

PROGRAMAÇÃO

DATA: 25 DE JULHO (Sexta- feira)
7h- Credenciamento
18h- Abertura do Seminário: Vanda Cruz
18h30min- Exposição do Tema: o Papel dos quilombos educacionais na formação dos negros/as por Silvio
Humberto dos Passos Cunha.
19h30min- Apresentação dos Quilombos Educacionais.
20h15- Exposição do tema: Educação X Qualificação Profissional- Profª Célia Oliveira
20h30min- Plenária
21h- Apresentação Musical - Grupo Pérola Negra
21h20min Coquetel de encerramento

SÁBADO DIA 26 DE JULHO
8h30min- Apresentação artística do grupo Choque Cultural
9h- Mesa redonda: Identidade Coletiva do Foquiba
1° bloco: A formação político-racial dos quilombos educacionais
10h- intervalo (Grupo musical Dicionário Periférico)
10h30min- 2° bloco: Pertencimento étnico a partir dos quilombos educacionais
Debatedores: 01 aluno/a de cada quilombo educacional da rede
11h30mim- Plenária
12h20mim- almoço
13h30mim - Apresentação artística - Nova Aliança (Bakhita)
13h45min- Formação dos grupos de trabalho
Grupo 1- CCN para além dos quilombos educacionais
Coordenação: Altair Pacheco (Orobu) e Maria da Conceição Freitas (Biko)
Grupo dois: Relações de gênero na educação inclusiva
Coordenadores: Marta( Ceafro) e Sueli Santana ( Biko)
Grupo três: Cotas hoje: acesso e permanência na Universidade
Haroldo Barbosa (Coequilombo) e Michel Chagas (Biko)
15h- Apresentação dos grupos de trabalho
16h- Avaliação e encaminhamento do Seminário
16h40mim- Encerramento com agradecimentos e apresentação musical - Os Agentes (Bakhita).

GRATUITO.
REALIZAÇÃO: FOQUIBA
APOIO: CESE
INFORMAÇÃO: FOQUIBA@YAHOO.COM.BR
VANDA: 99776025/8799- 5732

ÉTICA E RACISMO AMBIENTAL

Retirado do site ambientebrasil

Por Robert Bullard - Sociólogo e Diretor do Environmental Justice Resource Center

O conceito “racismo ambiental” se refere a qualquer política, prática ou diretiva que afete ou prejudique, de formas diferentes, voluntária ou involuntariamente, a pessoas, grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor. Esta idéia se associa com políticas públicas e práticas industriais encaminhadas a favorecer as empresas impondo altos custos às pessoas de cor. As instituições governamentais, jurídicas, econômicas, políticas e militares reforçam o racismo ambiental e influem na utilização local da terra, na aplicação de normas ambientais no estabelecimento de instalações industriais e, de forma particular, os lugares onde moram, trabalham e têm o seu lazer as pessoas de cor. O racismo ambiental está muito arraigado sendo muito difícil de erradicar.
A tomada de decisões ambientais muitas vezes reflete os acordos de poder da sociedade predominante e das suas instituições. Isto prejudica as pessoas de cor, enquanto oferece vantagens e privilégios para as empresas e os indivíduos das camadas mais altas da sociedade. A questão de quem paga e quem se beneficia das políticas ambientais e industriais é fundamental na análise do racismo ambiental.
O racismo ambiental fortalece a estratificação das pessoas (por raça, etnia, status social e poder), o lugar (nas cidades principais, bairros periféricos, áreas rurais, áreas não-incorporadas ou reservas indígenas) e o trabalho (por exemplo, se oferece uma maior proteção aos trabalhadores dos escritórios do que aos trabalhadores agrícolas).
Este conceito institucionaliza a aplicação desigual da legislação; explora a saúde humana para obter benefícios; impõe a exigência da prova às “vítimas” em lugar de às empresas poluentes; legitima a exposição humana a produtos químicos nocivos, agrotóxicos e substâncias perigosas; favorece o desenvolvimento de tecnologias “perigosas”; explora a vulnerabilidade das comunidades que são privadas de seus direitos econômicos e políticos; subvenciona a destruição ecológica; cria uma indústria especializada na avaliação de riscos ambientais; atrasa as ações de eliminação de resíduos e não desenvolve processos precautórios contra a poluição como estratégia principal e predominante. A tomada de decisões ambientais e o planejamento do uso da terra em nível local acontecem dentro de interesses científicos, econômicos, políticos e especiais, de tal forma que expõem às comunidades de cor a uma situação perigosa. Isto é particularmente verdade no Hemisfério Sul e, também, no Sul dos EUA, região que foi convertida numa “área de sacrifício”; um buraco negro para os resíduos tóxicos. Fora disso, ela está impregnada pelo legado da escravidão e pela resistência braça à justiça eqüitativa para todos.
O Hemisfério Sul (e também o Sul dos EUA) se caracteriza por políticas ambientais equivocadas e pela concessão de significativas deduções fiscais. A aplicação simplificada das normas ambientais deu lugar a que o ar, a água e a terra dessas regiões sejam mais contaminadas pelas indústrias, principalmente das multinacionais estadunidenses.
No Corredor Industrial do Baixo Mississipi, na Luisiana, têm-se estabelecido empresas petroquímicas que produzem agrotóxicos, gasolina, tintas e plásticos. Os ecologistas e os residentes locais o apelidaram de “Beco do Câncer”, sendo que os benefícios fiscais que recebem essas indústrias poluentes criaram poucos postos de trabalho para esses elevados custos. A revista Time denunciou que na Luisiana foram eliminados U$ 3,1 bilhões em impostos sobre propriedades de empresas poluentes. As cinco companhias mais poluentes receberam U$ 111 milhões em benefícios no último decênio. Este exemplo se aplica a inúmeras empresas dos países do Hemisfério Sul.
Existe uma correlação direta entre a exploração da terra e a exploração das pessoas. De forma geral, os indígenas são a parte da população que se defrontam com algumas das piores formas de poluição, entre elas a do mercúrio usado nos garimpos e as populações marginais que vivem perto dos lixões e aterros sanitários, incineradores e de outros tipos de operações perigosas praticadas pelas empresas mineradoras. A poluição industrial se manifesta também no aleitamento materno das mães das grandes cidades como São Paulo ou Nova Iorque. No caso dos EUA, as reservas dos indígenas norte-americanos, estão sendo sitiadas pelo “colonialismo radiativo”.
O legado do racismo ambiental institucional privou a muitas nações com grande número de indígenas de uma infra-estrutura econômica capaz de combater a pobreza, o desemprego, a educação e a atenção para a saúde e muitos outros problemas sociais. O racismo ambiental é evidente em escala mundial. O transporte de resíduos perigosos das comunidades ricas para as comunidades pobres não soluciona o crescente problema dos rejeitos em escala mundial. O transporte transfronteirizo de agrotóxicos proibidos, resíduos perigosos e produtos tóxicos e a exportação de “tecnologias perigosas” dos EUA – país onde a regulação e a legislação são rigorosas – para nações com uma infra-estrutura e uma legislação mais fracas, coloca em evidência a desigualdade normativa.
Os diferentes interesses e os acordos assinados pelos representantes do poder permitiram que as sustâncias venenosas dos ricos sejam oferecidas aos pobres como remédio de curto prazo para paliar a sua pobreza. Esta situação se observa tanto no plano nacional (nos EUA, onde as instalações dos resíduos e as indústria “sujas” afetam desproporcionadamente as comunidades de baixa renda e as pessoas de cor), como no plano internacional (onde os resíduos perigosos se transportam dos países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE aos Estados não pertencentes à mesma).
As pessoas de cor que se encontram em perigo nos países industrializados do Norte têm muito em comum com as populações dos países em desenvolvimento, que também estão ameaçadas pelas empresas poluentes. Por exemplo, grupos comunitários do Norco (Estado de Luisiana) e de Ogoni (Nigéria) identificaram a Shell como uma ameaça comum. Os ativistas da justiça ambiental têm se mobilizado em grupos dentro das cidades, bairros e vilas, desde Atlanta até o Equador; do Alaska até a África do Sul; das reservas dos indígenas dos EUA às selvas tropicais da Colômbia, El Salvador e do Brasil. Estes grupos têm se organizado, educado e empoderado a si mesmo, para desafiar o Governo e as empresas industriais poluentes.
O racismo ambiental se manifesta no trato desigual que recebem os operários. Milhares de trabalhadores do campo e as suas famílias estão expostos a perigosos agrotóxicos nas terras onde laboram. Igualmente eles são obrigados a aceitar salários e condições de trabalho inferiores ao nível médio. O racismo ambiental também se expande pelo entorno das funções exploradoras e escravizantes das empresas manufatureiras de roupa, da indústria microeletrônica e das indústrias extrativistas. Uma percentagem desproporcionadamente elevada de trabalhadores que se defrontam a condições trabalhistas e de segurança mínimas são imigrantes, mulheres e pessoas de cor.


Fonte: Revista Eco 21, ano XV, Nº 98, janeiro/2005

quarta-feira, 23 de julho de 2008

1º PRÊMIO LENORA MENDES DO GRUPO AQUALTUNES

Iniciativa interessante.

DUAS MONTAGENS COM O RAPPER GOG

Gog é maravilhoso. Sem palavras, o negócio é clicar, escutar e curtir o som.
Tiradas dos canais
Rogerio152 e a blackbalada

GOG - QUANDO O PAI SE VAI



G.O.G - Assassinos Sociais

DEBATE DO FILME "RAZÕES DA GUERRA" NO RJ

Outro filme de graça no Rio de janeiro.

O CeCAC convida para filme e debate:
Razões para a Guerra

Quinta-feira, dia 24 de julho, às 18:30h
Local: CeCAC - Av. 13 de Maio, nº 13 - salas 1901/1903 - Centro - Rio/RJ


O filme Razões para a guerra, do diretor Eugene Jarecki, de 2005, causou polêmica ao mostrar as relações entre a economia e a política de guer-ra norte-americanas. A partir de argumentos utilizados pelas classes dominantes dos EUA para justificar a necessidade de o país estar sempre se pre-parando para uma guerra e estar sempre travando alguma batalha em algum lugar do mundo, o documentário mostra a crescente militarização da economia norte-americana, e foi produzido em meio à se-gunda invasão dos EUA ao Iraque. leia mais.

DOCUMENTÁRIO SOBRE OS ANOS DE CHUMBO NO CENTRO DO RJ

Parece ser interessante. Para ir para o site do livro que inspirou o documentário clique na imagem abaixo.
Documentário rompe com silêncio sobre os anos de chumbo: sessão gratuita, dia 24, no Sindipetro-RJ
Fonte: Agência Petroleira de Notícias


“A Grande Partida: Anos de Chumbo”, documentário que reúne depoimentos de sobreviventes da ditadura militar, será exibido, em sessão especial, gratuita, no auditório do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro- RJ), na próxima quinta, 24/7, às 18h30. O sindicato fica na Avenida Passos, 34, no Centro do Rio.
O privilégio de ceder as instalações para uma das primeiras sessões do filme recém lançado pelo diretor Peter Cordenonsi se justifica. O filme é baseado no livro do mesmo nome, de autoria do ex-preso político, atualmente diretor do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano. Comovente, mais do que uma reflexão sobre os anos de chumbo, fica a lição de força e coragem daqueles que sobreviveram aos porões da ditadura. Como Cecília Coimbra, do Grupo Tortura Nunca Mais:
“Quando a gente quebra o silêncio, a gente quebra o esquecimento. A gente afirma de valeu à pena” – ensina Cecília. Para Soriano, filme e livro representam “uma renovação da esperança e um chamamento à luta pela emancipação do povo e da nossa Nação”.
Após a sessão, haverá debate com a participação do escritor Francisco Soriano, da diretora de Formação Sindical do Sindipetro-RJ, Tânia Lisbôa, do professor e cientista político Edson Queiroz, e do ex-deputado federal e advogado Modesto da Silveira, que poderia estar no livro dos recordes, tendo defendido nos tribunais um número infindável de presos políticos.
Ao romper o silêncio, buscando a superação dos traumas deixados pelo regime ditatorial, os relatos dos entrevistados, dentre os quais o compositor Chico Buarque, passam informações preciosas sobre os últimos cinqüenta anos do Brasil.
A apresentação do filme, que ainda não chegou ao circuito comercial (mas deveria), promete lotar o auditório do Sindicato dos Petroleiros do Rio. Mais detalhes sobre a atividade podem ser obtidos pelo telefone (21) 2295-5735 / 9963-3605. Visite também a página oficial do documentário www.agrandepartidaanosdechumbo.com

DILEMA GENÉTICO - AIDS E AFRODESCENDENTE

Retirado do jornal O Globo. Divlgação de um estudo interessante que contesta uma suposta idéia de promiscuidade dos africanos em geral e que provocaria uma maior incidência da Aids em vários países do continente.
Para ampliar clique na imagem. Para baixar clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."

REVISTA INFO (BANDA LARGA) - JULHO DE 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso

Estilo: Revista
Edição: Julho de 2008
Tamanho: 48 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

terça-feira, 22 de julho de 2008

TRÊS ENTREVISTAS IMPORTANTES NO SITE DO PPCOR

Retirado o site do PPCOR. Três entrevistas interessantes e improtantes sobre o contexto atual das cotas no Estado do Rio de Janeiro e as propostas de mudanças na lei.
Para ir para o site clique na imagem abaixo. Para salvar as entrevistas em formato PDF clique a seguir:
Professora Lená Medeiros (Sub-reitora de graduação);
Frei Davi (assessor da Educafro);
Procurador do Estado do Rio Augusto Werneck.

SUPERINTERESSANTE ESPECIAL - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Retirado do blog Banca da revista

“O Especial Super I Guerra Mundial mostra tudo sobre o evento que alterou de maneira dramática e contundente o destino da humanidade entre 1914 e 1918, matando 20 milhões de pessoas e deixando outros 20 milhões de feridos. Este ano, comemora-se os 90 anos do encerramento desse conflito e hoje restam apenas 12 soldados que lutaram nessa guerra que varreu impérios do mapa, inventou países e desencadeou revoluções. Você vai entender como era o mundo antes da I Guerra, o estopim para o início do conflito, as primeiras armas químicas da história, a vida dentro das trincheiras, o começo da escalada nazista.

E mais: Raio X completo dos tanques aviões e submarinos. ”

Edição: 252-A_Maio 2008
Tamanho: 13 Mb
Formato: PDF
Páginas: 66
Para baixar clique em Filefactory

49% DOS CANDIDATOS DA UEPG CURSARAM O ENSINO MÉDIO EM ESCOLA PÚBLICA

Retirado do site do Agência estadual de notícias - PR.
Para constar... a UEPG tem cotas para candidatos negros (5%), de escola pública (10%) e acrescímo de vagas (06) para índigenas.

18/07/2008

Dos 7.947 inscritos no Vestibular de Inverno da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), 49% cursaram o ensino médio integralmente na rede pública de ensino. São candidatos que estão aptos para concorrer às duas modalidades de cotas disponibilizadas pela Instituição - alunos da escola pública e para negros.
Os dados do questionário sócio-educacional divulgados pela comissão permanente de seleção (CPS) da UEPG ainda mostram que 40% do total de inscritos fizeram cursinho preparatório. Já a turma de estreantes corresponde a 50 % dos concorrentes.
Pública – O questionário mostra também que o fato de a UEPG ser uma instituição pública e gratuita pesou na escolha de 60 % dos inscritos. O dado também reflete a condição econômica da maioria dos candidatos. Pelo levantamento, 63 % dos estudantes possuem renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos.
A metade dos inscritos mora em Ponta Grossa. Os residentes em Curitiba somam 5%. Já, os moradores de outras cidades do Paraná chegam 31%. Do estado de São Paulo, a UEPG registra a participação de 6% dos inscritos. De outros, participam 8%.

VESTIBULAR INDÍGENA - DA ALDEIA PARA A UNIVERSIDADE

Retirado do site do jornal Gazeta do Povo.


Terça-feira, 22/07/2008
Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Hilário faz Biologia na UFPR, quer usar o conhecimento na aldeia e nota muitas diferenças entre seu modo de vida e o cotidiano dos outros colegas.


Processo seletivo especial usa vagas extras em instituições públicas do Paraná; alunos pretendem usar o conhecimento para ajudar as comunidades das quais vieramPublicado em 21/07/2008 Sandra Volf

Moisés da Silva Caingangue, 26 anos, está no segundo ano de Odontologia na UFPR. O índio saiu da sua terra, a aldeia Bananeiras, em Nonoai (RS), para estudar em Curitiba. “No começo foi difícil, é bastante diferente a vida na cidade, levei um tempo até me adaptar, principalmente na faculdade e com matérias como Bioquímica”, relata o universitário, que sempre morou em aldeia.
Moisés é um dos estudantes que entrou na UFPR pelo vestibular indígena realizado no Paraná, seleção que, ao contrário do sistema de cotas, oferta vagas suplementares disputadas exclusivamente entre candidatos índios, muitos dos quais usam o português como segunda língua. Moisés, por exemplo, optou pela prova de língua estrangeira em caingangue. Sobre a convivência com os alunos de classe, ele comenta: “alguns colegas deixam a gente de lado, já outros me procuram para saber como é a vida na aldeia.”

Seguindo o mesmo caminho de Moisés, Hilário Vergueiro, 28 anos, também é gaúcho e caingangue; no segundo ano de Biologia, ele conta que está com dificuldades no curso. “Estou me batendo em Química e Cálculo”, diz. Hilário sempre sonhou em ser universitário. Ele destaca a importância de o estudo ser empregado na sua terra. “Para nós, que somos indígenas, o estudo é importante para trabalharmos dentro da aldeia. Com algum projeto voltado para o meio ambiente podemos desenvolver um herbário, ou algo que traga sustentabilidade para a nossa comunidade”, diz.
Em relação aos colegas de classe, Hilário não tem do que reclamar. “Os colegas são ótimos, são excelentes, só tenho amigos”, diz entusiasmado. “Algumas curiosidades eles têm, perguntam como é na aldeia, se ainda tem oca, se tem rituais. Eu explico que muita coisa mudou e que a aldeia está evoluindo”, emenda. No começo do curso, Hilário morou em pensões. “Foi difícil. O branco tem um jeito diferente do nosso, a amizade, a forma como vive. Dentro da comunidade é bem melhor”, afirma o estudante, que atualmente mora na aldeia indígena do Cambuí, em Curitiba.
A Comissão Universidade para os Índios (Cuia) regulamenta todo o processo, além de monitorar os índios que já estão na universidade. “Fazemos acompanhamento do estudante tanto na adaptação pedagógica quanto social”, afirma Cristiane Ribeiro da Silva, membro da comissão que acompanha os estudantes indígenas da UFPR.
Por serem próximas das maiores aldeias do estado, a UEL, a UEM e a Unicentro, em Guarapuava, são as instituições mais procuradas. Já a UEPG, por estar mais afastada das aldeias, é a que tem menos procura. “No ano passado, tivemos 5 candidatos para 6 vagas. Atualmente temos 12 alunos matriculados”, afirma Tadeu Dolinski, responsável pela Cuia na UEPG, que formou apenas uma aluna desde a criação desse vestibular. Os cursos mais concorridos são da área da saúde e, na UFPR, só Odontologia tem quatro alunos matriculados. Já a UEL formou dois estudantes em Medicina Veterinária e Odontologia. Em comum, o desejo de ajudar a comunidade: todos eles voltaram para a aldeia para pôr em prática o conhecimento adquirido na universidade.


Funciona
O vestibular indígena usa vagas extras nas universidades públicas do Paraná. São seis por universidade estadual, e sete na UFPR
- O processo seletivo é unificado, com um rodízio entre a UFPR e as estaduais para organizar a prova. Este ano o vestibular será realizado pela UEL.
- O candidato precisa apresentar declaração da Funai. Quem quer fazer universidade estadual também deve apresentar autorização assinada pelo cacique.
- Para concorrer à UFPR basta ser índio, de qualquer etnia; já para as universidades estaduais, é preciso pertencer às etnias do estado: guarani, caingangue e xetá.
- Só depois do vestibular, se for classificado, o candidato escolhe o curso que irá fazer.
- Os alunos matriculados ganham bolsas que variam de R$ 400 a R$ 800 mensais.

SEMINÁRIO AIDS E POPULAÇÃO NEGRA NA BAHIA

“Discutindo Ações para o Enfrentamento da Aids junto à População Negra de Salvador”

Data: 24 e 25 de julho de 2008
Local: Hotel Sol Barra, Salvador - BA

24/07/08 (Quinta - Feira)
14:00: Mesa de abertura:
Ø Ministério da Saúde
Ø Secretaria Estadual de Saúde
Ø Secretaria Municipal de Saúde
Ø Secretaria Municipal da Reparação
Ø Secretaria de Políticas para as Mulheres
Ø Superintendência de Políticas para as Mulheres
Ø Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids – RNP+/Ba

15:30 Mesa 1 – Contextualização

Saúde da população negra: Uma questão de equidade – UNIFEM ( a confirmar)
Aids e População Negra: Uma questão de Equidade - PNDST/Aids

Aids e População Negra – O perfil da epidemia - Damiana Miranda - Comitê Técnico de SPN
A feminização da epidemia da AIDS – Secretaria de Políticas para as Mulheres (a confirmar)
O Plano Estadual de DST/Aids – Coordenação Estadual de DST/Aids

16:30 Mesa 2 – A experiência de Salvador e Lauro de Freitas

A Saúde da População Negra de Salvador – Denize Ribeiro

A epidemia da AIDS em Salvador - Socorro Chaves
A experiência de Lauro de Freitas em Saúde da População Negra e DST/ Aids - Emanuele Góes
17:10 Debate
17:40 Lanche

25/07/08
08:30- Exposição
Biossegurança – Cristina Camargo - SESAB/CREAIDS
09:00 - Debate

09:30 Mesa 3 Experiências religiosas no enfrentamento da epidemia
Rede Nacional de Religiões de Matriz Africana – José Marmo da Silva
Koinonia
Pastoral da AIDS
CESE (a confirmar)
10:30 - Debate
11:00 - Intervalo

11:15 - Mesa 4 – A importância da comunicação na prevenção às DST/AIDS, junto à população
A experiência da Séc. de Saúde de Salvador – Tetê Marques
Estratégias de Comunicação – (a confirmar)
As experiências da sociedade civil - Instituto Mídia Étnica
12:15 Debate

12:45 Almoço

14:00 Trabalho com grupos (Traçando estratégias):
Grupo 1 – Grupos Religiosos
Grupo 2 – Organizações da sociedade civil (Sindicatos, associações de moradores)
Grupo 3 – Grupos culturais/ Entidades do movimento negro

16:00 – Plenária
17:15 - Encerramento

segunda-feira, 21 de julho de 2008

ÍCONE DA LUTA CONTRA O APARTHEID, MANDELA COMEMORA 90 ANOS

Retirado do site da Folha on line. Esta postagem já deveria ter sido feita a muito tempo. Antes tarde do que nunca.

18/07/2008
da Folha Online

Nelson Mandela, ícone do movimento contra o apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul (1994-1999), denunciou a pobreza no país ao celebrar nesta sexta-feira com a família seu aniversário de 90 anos. Ele também se disse comovido pelas mensagens de felicitações chegadas do mundo inteiro.
"Há muitas pessoas na África do Sul que são ricas e que podem compartilhar essas riquezas com aqueles que não são tão afortunados e que não conseguiram vencer a pobreza", disse aos jornalistas quando perguntaram se ele tinha uma mensagem para o mundo no dia do aniversário. "Nosso povo é vítima da pobreza. Se você é pobre, é possível que não viva muito tempo", acrescentou.
Em uma mensagem difundida pela rádio pública SAFM, Mandela afirmou: "Estamos 'inundados' pela vontade de vocês de desejar um feliz aniversário a um velho aposentado, que não tem nem poder nem influência".
"Estamos celebrando a data e agradeço a todos que se unam a mim nestas celebrações", acrescentou o ex-presidente, considerado herói da luta contra o apartheid após ter passado 27 anos de sua vida nas prisões do regime racista.
Mandela também celebra nesta sexta-feira o 10º aniversário de seu casamento com Graça Machel, viúva do ex-presidente de Moçambique, Samora Machel.
Lista
No início deste mês, Mandela teve o nome
retirado de uma lista negra dos Estados Unidos sobre o terrorismo. A nova lei foi aprovada pelo Congresso dos EUA e promulgada pelo presidente George W. Bush antes do aniversário de 90 anos de Mandela.

Themba Hadebe/Efe
Ícone da luta contra o apartheid na África do Sul, ex-presidente Nelson Mandela comemora 90 anos junto com a família em Qunu
O texto retirou na realidade todo o Congresso Nacional Africano (o partido de Nelson Mandela) de uma lista do Departamento de Estado de organizações consideradas terroristas.
No fim do mês passado, atores, cantores e atletas se reuniram com quase 50 mil fãs no Hyde Park de Londres para celebrar antecipadamente os 90 anos de Mandela. Três horas de músicas, discursos e homenagens compuseram o tributo ao ex-presidente da África do Sul.
O ator Will Smith foi o anfitrião do concerto, que também teve o objetivo de arrecadar fundos para campanha de Mandela contra a Aids, denominada "46.664" --o número do líder africano quando foi preso na ilha Robben (África do Sul) em razão de sua luta contra o apartheid.
O show marcou exatos 20 anos após o primeiro evento organizado em homenagem a Mandela, que pedia pela sua liberdade. Participaram da festa o corredor de Fórmula 1 Lewis Hamilton, os grupos musicais Queen e Simple Minds e as cantoras Amy Winehouse e Leona Lewis.
Libertação
Mandela saiu da prisão de Paarl, a 50 km de Cidade do Cabo, no dia 11 de fevereiro de 1990, aos 71 anos, depois de 27 anos, seis meses e seis dias de cárcere.
Debaixo de um sol forte e de mãos dadas com sua então mulher, Winnie, Mandela acenou para a multidão de partidários que agitava bandeiras de cores preta, verde e amarela.
Na Cidade do Cabo, outra multidão o esperava. Em Johannesburgo, no imenso setor negro de Soweto, 30 mil pessoas caminhavam dançando, tocando música e gritando de alegria até a casa da família Mandela.
A libertação havia sido anunciada na véspera pelo último presidente branco da África do Sul, Frederik de Klerk, outro grande artesão do processo do fim do apartheid, com quem Mandela viria a compartilhar o Prêmio Nobel da Paz em 1993.
O mundo guarda na memória a imagem do primeiro presidente negro da África do Sul multirracial dançando ao final da cerimônia de posse, em maio de 1994. Mandela sorria e marcava o ritmo da música com os pulsos cerrados.
Com France Presse

CAMINHADA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA




A INTERNET EDUCA?

Retirado do jornal Globo do dia 14/07/08. Para ampliar clique nas imagens. Para baixar clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como...".













FIQUE ONLINE MESMO SE A BANDA LARGA CAIR

Retirado do yahoonotícias.

Seg, 21 Jul - 00h30

Durante o colapso do Speedy (banda larga da Telefônica), que no início do mês deixou todos os assinantes no Estado de São Paulo sem internet, muita gente ficou de braços cruzados esperando a conexão voltar. E quem não pode esperar para enviar um e-mail urgente ou precisa de qualquer jeito acessar determinado site? Faz o quê?
Há várias maneiras de se conectar à internet quando a conexão de banda larga cai. Desde voltar à lenta internet discada (que é o único tipo de acesso em boa parte dos municípios brasileiros) até usar o celular para conectar o computador à rede. Para as pessoas e pequenas empresas que não podem correr o risco de ficar sem internet rápida, o jeito mesmo é assinar dois planos de banda larga de diferentes provedores.
As soluções salvam não só no caso de uma pane geral, mas também durante aquelas quedas de conexão que atingem determinados bairros da cidade quase todos os dias, seja do Speedy, do Vírtua ou de qualquer outro provedor de internet banda larga.
A internet discada é a solução mais prática e barata para quem não quer correr atrás de uma lan house, de um lugar com Wi-Fi (conexão sem fio presente em restaurantes, cafés, aeroportos, etc.) ou de bater na porta de vizinhos e amigos implorando para usar a internet.
Foi o que fez o professor de física Aparecido José do Rosário, de 43 anos, durante os dias que abalaram a conexão do Speedy. "Precisava pesquisar artigos na internet para preparar uma atividade de leitura na aula e ainda queria postar no meu blog. Tive de ir para a discada", diz Rosário que, mesmo sendo assinante de banda larga, mantém uma conta no IG, o conhecido provedor discado gratuito. "Fiquei até as duas da manhã para terminar tudo, mas funcionou", continua.
Com Diego Machuca, de 19 anos, que trabalha em um escritório de contabilidade em Jacareí (SP), a internet discada também foi a única maneira de não atrasar demais a entrega do FGTS dos clientes, que precisa ser feita nos primeiros dias do mês sem falta. "Conectamos um dos computadores pela discada só para isso. Todos os outros trabalhos do escritório ficaram em segundo plano e até a semana passada estávamos repondo o atraso. No dia, também tivemos de imprimir muitos documentos e mandar com o motoboy. Ele não parou o dia inteiro. Normalmente, com a internet funcionando, a gente envia tudo pela rede, sem imprimir nada", conta.
Como fazer
A internet discada é lenta, mas resolve para mandar um e-mail em uma emergência. Só que, para se conectar, você precisa estar preparado. Não adianta pensar em usar a web discada só quando a banda larga sair do ar.
Primeiro, certifique-se de que seu computador tem um modem compatível. Os modelos mais novos de PCs nem vêm mais com a placa. É fácil saber isso. Basta procurar atrás do computador pela entrada de telefone. Se você não tiver um modem, pode comprar uma placa, que não sai por mais de R$ 30, e pedir para um técnico instalá-la no PC. Outra forma é comprar um modem externo, o que é bem mais caro (cerca de R$130).
Você também vai precisar de um programa, conhecido como discador, de um dos provedores de internet discada. É a forma mais fácil de se conectar, e eles podem ser baixados nos sites dos provedores. O Estadão (www.estadao.com.br) tem um discador gratuito. Outras opções são o Orolix (www.orolix.com.br) e o IG (www.ig.com.br).
Com tudo pronto, ligue o cabo do telefone no computador, crie uma conta no provedor que você preferir e faça o teste. Você vai ouvir o clássico som do modem chiando. Se houver falhas, vá em Iniciar/Configurações/Painel de Controle e entre em Opções de Telefone e Modem. Confira se as regras de discagem estão corretas. Em caso de dúvida, telefone para a assistência técnica do provedor.
Agora o seu PC está preparado e você terá internet mesmo se a banda larga insistir em desconectá-lo. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

domingo, 20 de julho de 2008

MINISTRO DEFENDE TITULAÇÃO COLTIVA DE ÁREA OCUPADA POR QUILOMBOLAS NO RIO

Retirado da agência Brasil.

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Roosewelt Pinheiro/Abr

Brasília - Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, defende titulação coletiva de área ocupada por quilombolas na Ilha de Marambaia
Rio de Janeiro - O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, disse que a comunidade remanescente de quilombo da Ilha de Marambaia, no litoral sul fluminense, terá o seu território demarcado. O título, segundo ele, sairá em nome de toda a comunidade e não apenas das famílias.
"Vai sair [a titulação], vai sair”, disse o ministro Edson Santos à Agência Brasil esta semana, ao participar de evento sobre o Mercosul no Rio de Janeiro. "Acho que a titulação será coletiva, não há nada que indique o contrário".
A declaração de Santos contraria o temor da comunidade de que a demarcação, a cargo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), fosse feita em ilhas, abrangendo apenas o terreno da casa dos moradores, muitas de pau-a-pique e sem luz elétrica, deixando de fora áreas comuns.
No início de abril, logo após visita do ministro à ilha, a comunidade divulgou nota criticando a posição dele em relação ao assunto. Pelo documento, Santos teria dito “ser impossível” a posse coletiva da área, o equivalente a um quinto da ilha.
O ministro, no entanto, disse que foi mal-interpretado e defendeu uma demarcação que dê condições de as famílias crescerem e manterem atividades de geração de renda. Enquanto a titulação – parada por determinação da Justiça – não é finalizada, ele promete melhorias no local.
“A Seppir vai coordenar a implementação de serviços de saúde, educação, fornecimento de energia elétrica, ao passo em que vamos fazer entendimentos sobre a delimitação da área da comunidade quilombola.”
A demarcação de Marambaia está parada por conta de divergências judiciais. Na última decisão, a Justiça Federal suspendeu o processo no Incra acatando pedido da União. No caso, o desembargador Sergio Feltrin alegou que os quilombolas poderiam colocar em risco as atividades militares na ilha e o meio ambiente.
Os moradores de Marambaia disputam com a Marinha a demarcação de seu território, que já foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares. Os militares mantêm um centro de treinamento na ilha e defendem o local como estratégico para atividades navais.
Sem consenso, o impasse foi parar na Advocacia-Geral da União (AGU), que ainda não se pronunciou sobre o caso. O procurador responsável pelo processo, Daniel Levy, não foi encontrado para dar declarações.

EVENTO RITMO E SONS DA MÃE ÁFRICA - FESTIVAL INTRNACIONAL DE CAPOEIRA

Retirado do site do Diário do Nordeste


FESTIVAL (19/7/2008)

A partir de amanhã, Fortaleza sediará o I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afro-descendentes. (Foto: Divulgação)

A capoeira será a base do Festival. Oficinas e palestras abordam aspectos culturais da arte herdada dos africanos (Foto: Patrícia Oliveira)
O som do berimbau dará início à primeira edição do Festival Internacional de Capoeira e Tradições afro-descendentes, que acontece de domingo, dia 20, à sexta-feira, 25. O evento reúne dança, gastronomia, teatro, música, além de pessoas de vários países
Uma vasta programação cultural marca a primeira edição ´Tribos, Berimbaus e Tambores - I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afro-descendentes´, que acontece a partir de amanhã e se estende até a próxima sexta-feira, 25. Seminários, oficinas, feira gastronômica e apresentações culturais reunirão estudiosos, pesquisadores, artistas e capoeiristas da América Latina e Europa.
Segundo o organizador do Festival, Robério Batista (Mestre Ratto), o evento é inspirado no Festival Internacional de Tradições Afro-Americanas(Fita), que acontece na Venezuela. ´Há quatro anos vou ao Fita. Em 2007 fui eleito membro honorário e resolvi trazer um pouco do espírito desse evento pra cá. É incrível como o povo de lá se envolve. Minhas expectativas são as melhores, tanto que pensamos que ele aconteça em outros anos´, comenta.
Aqui, a capoeira ganha um destaque maior na programação com oficinas, palestras, rodas e apresentações. ´A gente quer trabalhar a capoeira como um todo. Nosso objetivo é resgatar nossa raiz cultural, ou seja, nossa identidade´, defende.
Além disso, haverá show de reggae, na quinta-feira, com Banda Leões de Pedra, Dub Foundation Soundsystem e Selecta. No último dia, uma maratona de apresentações que incluem os espetáculos de danças afrobrasileiras Vozes Nago ( Valéria Pinheiro) e Quilombos (Bia Duarte), Cortejo dos Batuqueiros da Caravana Cultural, o Hip Hop do grupo MH2O e o show Tambores Venezuelanos.
Discussão cultural
Com a expectativa de atrair cerca de 600 participantes, o evento deve integrar artistas brasileiros e pesquisadores provenientes de sete países: Venezuela, Espanha, Hungria, Israel, Portugal, França e Holanda. Uma das convidadas é a coordenadora do Fita, a venezuelana Victória Lopez.
Na quarta-feira, o Professor-Doutor Fred Abreu - historiador da Universidade Federal da Bahia e uma das maiores referências no assunto, chega a Fortaleza para participar de um debate sobre Culturas afro-descendentes e Cidadania ao lado do antropólogo cearense Osvald Barroso. ´O que a gente quer é que a maior contribuição do evento seja um estudo estendido à pratica sobre a herança africana na América´,completa Mestre Ratto.
Para atrair ainda mais pessoas para celebrar a cultura afro, há várias opções gratuitas. Confira a programação completa do evento no site
www.diariodonordeste.com.br

Mais informações:
Tribos, Berimbaus e Tambores - I Festival Internacional de Capoeira e Tradições afro-descendentes, de 20 a 27 de julho, no Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Av. Pessoa Anta, 218 - Praia de Iracema). (3254.7817 e 8866.5835).
Karine Zaranza
Repórter
Domingo
16h - Cortejo de Berimbaus no trajeto Praia de Iracema -Dragão do Mar. Concentração, às 15h, em frente ao Náutico Atlético Clube.
17h - Abertura dos Jogos Comunitários de Capoeira do CECAB, na Praça Verde do Centro Cultural Dragão do Mar.
18h - Abertura Oficial do I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes no Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB).

50% DOS PRESOS ESPERAM DECISÃO DADA A DANTAS

Retirado do Terra Magazine
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas
clique aqui.

Quinta, 10 de julho de 2008
Raphael Prado

Metade da população carcerária brasileira, de acordo com números oficiais do ministério da Justiça, espera decisão semelhante àquela que o banqueiro Daniel Dantas recebeu do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Do total de 422.373 presos em todo o País, mais de 211 mil estão em situação provisória - ainda sem condenação - e poderiam aguardar o julgamento em liberdade, como ocorrerá com Dantas.

Mas ao contrário do banqueiro das transações bilionárias investigadas pela Polícia Federal, grande parte desses demais detentos não tem condições de pagar um advogado e depende da ajuda do Estado para se defender. Aí então começa o problema e a diferenciação entre abonados e miseráveis.
Daniel Dantas, preso sob acusação de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e uso de informações privilegiadas - entre outras -, deixou a carceragem da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 10. O mesmo ocorreu com a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, e outros 9 funcionários e executivos do grupo Opportunity. Eles permaneceram na cadeia por menos de 48 horas.
Há requisitos legais para que a prisão provisória - que pode ser temporária, quando decretada na fase de investigação - seja mantida. Para o delegado e professor de Direito Luiz Antonio Antunes, a falta de dinheiro para bons advogados é o principal fator que mantém os presos na cadeia.
- Em algumas situações, quando o preso é pobre, não tem dinheiro para o advogado, aquele designado pelo Estado faz uma defesa ruim e o juiz indefere o pedido de liberdade - afirma.
Ele explica que a prisão preventiva - ou temporária, no caso de Daniel Dantas - precisa ser muito bem fundamentada. Falhas nessa argumentação abrem brechas para que os advogados peçam a revisão e consigam libertar o detento. Aí então começa a solução. Para alguns.
- Quando a condição financeira é melhor e o acusado consegue contratar bons advogados, a argumentação é melhor e ele recorre a todas as instâncias possíveis para conseguir a libertação - conclui o professor, que defendeu tese de mestrado sobre a prisão provisória.
A Pastoral Carcerária, ligada à Igreja Católica, classifica o dado do ministério da Justiça como "alarmante". O déficit penitenciário no Brasil é de 180 mil, segundo a entidade, e se fosse concedida a liberdade aos presos que poderiam aguardar o julgamento fora da prisão - 211 mil, de acordo com o MJ -, além de solucionar o problema da superlotação, outras 31 mil vagas ficariam disponíveis.
Na decisão do ministro Gilmar Mendes a favor de Daniel Dantas, o presidente do STF alega que a coleta de provas já havia sido cumprida no período em que Dantas esteve preso ou sob investigação. Diz o ministro na decisão:
"Não se pode decretar prisão temporária com base na mera necessidade de oitiva dos investigados, para fins de instrução processual."
Traduzindo-se do juridiquês: ninguém pode ficar preso para ser questionado sobre os crimes que supostamente praticou. Ninguém. Continua o deferimento:
"O interrogatório constitui ato normal do inquérito policial, em regra levado a efeito com o investigado solto, ante a garantia fundamental de presunção de inocência".
Ou seja: todo cidadão é inocente até que se prove o contrário. Deve ser feito o interrogatório, portanto, segundo o presidente da Corte máxima brasileira, "com o investigado solto". Mais de 211 mil presos, em todo o País, devem concordar com o ministro.

Veja também:
» Opine aqui sobre a soltura de Daniel Dantas
» Solto, Dantas é intimado a depor
» PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
» Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas

sábado, 19 de julho de 2008

HADDAD ANUNCIA A CRIAÇÃO DE UNIVERSIDADE AFRO-BRASILEIRA PARA 2009

Retirado do Globo on line. Seria bom todos visitarem o site do globo e dar uma olhada nos comentários desta matéria, pois estão falando um monte de besteiras. Vamos opinar para nos contrapormos as opiniões racistas.

Publicada em 17/07/2008
O Globo Online

RIO - Depois da Universidade Latino-Americana (Unila), agora é vez de uma universidade da África. É o que anunciou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a cerimônia de sanção do projeto de lei que criou o piso nacional de R$ 950 para professores, nesta quarta-feira . Segundo Haddad, a idéia é que a instituição, que se chamará Universidade Federal de Integração Luso-Afrobrasileira (Unilab), forme estudantes para ajudar o desenvolvimento do continente. Para tanto, cerca de metade das vagas se destinaria a alunos brasileiros e a outra metada para africanos. A expectativa é que a Unilab comece a funcionar a partir do segundo semestre de 2009. Sua sede será em Redenção, no Ceará.
"Nós vamos encaminhar ao Congresso Nacional, nas próximas semanas, o projeto de lei para criar a universidade, voltada para os países da África, sobretudo os da língua portuguesa. Da mesma maneira que nós estamos preparando um projeto político-pedagógico ousado para a Unila, nós queremos a mesma coisa com a Universidade da África", disse o ministro ao site da Agência Brasil.
De acordo com Haddad, Redenção foi escolhida por ser o primeiro município que aboliu a escravidão. Além disso, existe a necessidade de uma instituição de ensino superior na região.
"Já estamos com um grupo de trabalho analisando a proposta em diálogo com os membros da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), com a Unesco e com a nossa academia para que o projeto pedagógico atenda às necessidades da África e seja digno da nossa amizade com os povos africanos", antecipou Haddad.
O coordenador da comissão responsável pelo implantação da nova universidade, Paulo Speller, justificou que a África é a região mais pobre e miserável, e o Brasil tem uma relação histórica com ela na sua formação. De acordo com Speller, os cursos serão oferecidos em quatro áreas, definidas inicialmente a partir das demandas africanas, tais como ciências agrárias, saúde, formação de professores e gestão. O coordenador disse que haverá pólos da universidade em todos os países-membros da CPLP: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Cabo Verde e Portugal.
"Ela será financiada pelo governo brasileiro, mas já há a manifestação de organismos internacionais que querem participar, inclusive financiando", afirmou.
Segundo Speller, o anúncio oficial da criação da Unilab será feito na VII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realizará no dia 25 de julho, em Lisboa.

Leia mais: Aulas sobre a história e cultura indígena e afro-brasileira são obrigatórias nas escolas.

PROGRAMA PARA BAIXAR VÍDEOS DO YOUTUBE

O programa VDowloader ainda é um dos melhores programas para se baixar vídeos do youtube e outros sites que armazenam vídeos. Ele foi desenvolvido na Universidade Européia de Madri,mas tem tradução para o portugês e diversas outros idiomas.

Para baixar o progama clique na imagem ao lado.

RAGE AGAINST MACHINE - RENEGADES OF FUNK COM TRADUÇÃO

Clip muito bom da banda Rage Against Machine. Retirada do canal misteriusway do youtube.
Para acessar o vídeo pelo youtube clique aqui.

um dos melhores clips do Rage Against Machine...uma homenagem ás diversas minorias que lutam por melhores condições de civilidade...legendado em português

AMPLA AJUDA A FAZER CIRURGIAS DE REPARAÇÃO DE LÁBIO-LEPORINO

A Ampla está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como :
lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação de boca dessas crianças.
Se você conhece alguém que tenha algum desses problemas, por favor passem o telefone da ampla (21) 2562-2822 ou o site
www.operacaosorriso .org.br.
Colaborem na divulgação dessa rara atitude de solidariedade das empresas....

AS COTAS E A AGENDA DO MOVIMENTO NEGRO NA BAHIA

Recebido por email e divulgando.
Artigo pequeno, mas com uma análise bem interessante e refinada sobre o contexto da sociedade baiana. Para baixar em formato PDF clique aqui.


Por Felipe da Silva Freitas
[1]

No último dia 15 de julho, a UESB – Universidade Estadual do Sudoeste Baiano – completou um importante ciclo de mudanças no ensino superior desse Estado. Com uma decisão de seu Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, a UESB uniu-se à UFBA, UFRB, UEFS, UESC e UNEB, completando o ciclo da adoção de reserva de vagas nas universidades públicas da Bahia e dando um importante passo na conquista da igualdade racial.
Enquanto estado de grande concentração negra do país, conhecido pela sua grande diversidade cultural e marcado, tristemente, pela desigualdade e pelo coronelismo, a Bahia é um dos redutos de uma forma de construção social amparada entre a arquitetura punitiva de práticas policialescas retrógradas e a desfaçatez de um discurso de pseudo-neutralidade , sob o mito da democracia racial, que, na Bahia, chama-se de Terra de Todos os Santos.
Trata-se de um projeto complexo e sofisticado de dominação que, na conformação da política baiana, encontrou amparo nos latifúndios do interior ou nos apartamentos de luxo da capital e que, prescindindo de formas legais expressamente racistas, soube claramente dizer quem é e quem não é negro por aqui, bem como dizer a cada grupo racial qual o seu lugar e com quem estavam falando. A polícia baiana, por exemplo, sempre se prestou a dizer bem claramente de quem são esses papéis.
O racismo fundou-se enquanto elemento estruturante da política e da forma de organização social em nosso Estado. Seja pela vigilância e pelo controle dos corpos negros, pela permanente subalternizaçã o de seus discursos e representações, pela inferiorização das pautas relacionadas à temática racial, ou seja, pela omissão do Estado no campo das políticas de promoção da igualdade temos que o racismo preside as nossas relações sociais e sacraliza um modelo perverso de assimetrias e iniqüidades.
No campo do ensino superior, essa realidade assume contornos estarrecedores. Segundo pesquisa realizada pela UFBA, em 2000, apenas 42,6% de seus estudantes eram auto-declarados pretos e pardos (negros) quando o percentual geral de negras e negros em todo o Estado é de 73,1%, ou seja, havia um déficit absoluto de 30,5% de negros.
Se observados em cursos de alto prestígio social como medicina, direito e odontologia, esse déficit poderia chegar a 100%, revelando um nível de desigualdade que não consegue ser explicado sem a consideração do racismo enquanto um elemento estruturador do acesso aos níveis superiores de ensino.
As políticas de cotas, que buscam reduzir os danos dessa situação, sem dúvida, acabam por incomodar àqueles que, no exercício histórico de seu poder de mando, confundiram privilégios com direitos, reagindo a tudo que reduza, ainda que de maneira parcial e precária, os insuportáveis índices de desigualdades a que está submetida a maioria da população.
O discurso da meritocracia e da igualdade formal, aliados à tese da democracia racial e de todo o aparato teórico dos seguidores de Gilberto Freire, vão, progressivamente, repetindo a mesma cantilena monocórdica de que todos somos mestiços e de que vivemos num amplo e variado “mosaico de cores a raças”.
Ora, se é verdade que o Brasil encontra altos níveis de miscigenação em sua composição racial e que sem dúvida o conceito de raça está superado do ponto de vista biológico, é verdade também que o racismo (amparado na raça) funciona como elemento estruturante das relações de poder e prestígio nesse país e que, ao fim, “o racismo é uma doutrina, uma ideologia ou um sistema sobre o qual se apóia um segmento populacional considerado superior, por causa de características fenotípicas ou culturais, a fim de conduzir e subjugar o outro, tido como inferior.”
[2]
Enfim, entre as várias possibilidades de inclusão e pertencimento sócio-racial existentes no Brasil, fico com as idéias do cineasta e militante negro Joel Zito:

Sou brasileiro, com ascendência afro-índígena- portuguesa. Mas neste momento histórico só me interessa afirmar o que fui pressionado a negar. O país ainda precisa de um choque de negritude e de indigeneidade. Para chegar a ser pós-racial precisa antes ser multirracial. Precisamos reconhecer que nossa nação é um mosaico, onde vivem filhos de africanos, de japoneses, de libaneses e de europeus, além dos indígenas. Somente assim poderemos, no futuro, realizar o mito que tanto prezamos, e vir a ser um exemplo de democracia racial. Neste momento sou orgulhosamente o meu avô e bisavô, eu sou neguinho.

Com as políticas de ações afirmativas, opera-se lentamente uma significativa inversão no campo das Universidades. Pela primeira vez em suas histórias, as Universidades baianas poderão discutir, de maneira séria e responsável, a questão da igualdade como fundamento real (e não meramente retórico) de todo o processo de construção de saberes e fazeres sociais.
Com a possibilidade de grupos oriundos de diferentes estratos sociais ocupando o espaço da Universidade (ainda que em número reduzido) abre-se a possibilidade para luta por conquistas maiores, oxigenando o “fazer universitário” , e promovendo inclusão no rumo da igualdade sócio-racial em toda sociedade.
Com as cotas, não está alimentada a ilusão de que o problema terminou, mas, apenas, sabe-se que estão asseguradas as condições mínimas para se continuar na disputa, garantindo progressivamente o lastro para a consolidação dos direitos da maioria da sociedade brasileira. Sem dúvida, novos desafios nascerão com a entrada desses estudantes e muitos serão aqueles que, atingidos em seus privilégios seculares, se colocarão às portas do Judiciário em busca da derrubada do sistema de cotas em todas as Universidades em que ele já foi conquistado.
Não cabe mais a interpretação limitada e restritiva do que seja a igualdade no ordenamento jurídico brasileiro e, muito menos, agarrar-se à norma como último bastão no combate a emancipação negra nesse país. A partir de vários acúmulos teóricos e políticos, o movimento conseguiu destruir o conceito freireano de democracia racial e de igualdade meramente formal. Ainda que apareçam pedaços desse cadáver insepulto no caminho da nossa história, não há como recuar no reconhecimento de direitos para a maioria excluída, nem fazer reviver o conceito estritamente ortodoxo de igualdade e isonomia.
Ainda assim, é óbvio que estamos diante de uma grande empreitada. A construção de políticas efetivas de permanência para esses estudantes está na ordem do dia de todo o movimento negro e, mais perto do que possa parecer, essa será a grande questão da política e da mídia em todo o Estado.
Sabemos que sem as políticas que garantam a permanência, as políticas de acesso não prosperam e nem tomam o sentido real para os quais ela foi pensada. Os Governos e as Administrações das Universidades precisam acordar para a urgência de articular tudo isso que tem sido feito no campo da reserva de vagas e, rapidamente, garantir que a Bahia promova ações visíveis com políticas exeqüíveis, com projeto, prazo e recursos.
Estamos falando de uma política interinstitucional, efetiva, séria e discutida amplamente com as lideranças do movimento negro, pois, mais do que nunca, estamos comprometidos com essa questão e necessitamos ampliar os fóruns de discussão e deliberação no Estado da Bahia.
Longos passos já foram dados e agora é preciso continuar a jogar com as cartas todas na mesa. A superação das desigualdades raciais passa pela superação da sub-representaçã o negra nos bancos universitários e isso está sendo progressivamente revertido a partir da pressão negra nos Conselhos das Universidades.
Agora, é necessário que o movimento saiba avançar na pauta e construir as novas lutas que se apresentam. No mais, torcemos para que o STF posicione-se logo com relação às cotas e que, no Governo da Bahia, sinais aconteçam apontando para uma ação mais efetiva por uma política de promoção da igualdade no ensino superior articulando todas as Universidades públicas do Estado, pois, estamos de olho e não vamos parar. É ancestralidade- identidade e resistência!


[1] Felipe da Silva Freitas é militante da Pastoral da Juventude e representante do Núcleo de Estudantes Negros e Negros da UEFS na Comissão Responsável por avaliar a política de permanência dos estudantes cotistas na Instituição – fsfreitas_13@yahoo.com.br.
[2] FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão: o sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. 1ª Ed., São Paulo: Contraponto, 2008, p. 16.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PROGRAMA DE RÁDIO TAMBORES DA LIBERDADE

Retirado do site Correio Nagô.

Data: 19/07/1995
Horário: 18:00
Local: Educadora FM 107,5
Endereço: TVE - Salvador - BA

O Programa Tambores da Liberdade é uma iniciativa do Bloco Afro Ilê Aiyê (1974), tem por objetivo divulgar a música e a cultura dos Blocos afro e a cultura afro brasileira. É um programa semanal, musical e informativo, e também um programa interativo com a participação do ouvinte.O Tambores da Liberdade, ao longo desses anos, vem ampliando o espaço de divulgação da música negra mundial: Músicas dos blocos Afro, Hip Hop, Funk, Música Tradicional e Sacra Africana, Samba, Jazz, Blues, Samba- Reggae, Reggae, enfim, a música que toca no fundo do coração do ouvinte. A música que além de fazer a mente, faz bem a auto-estima. A música que faz o ouvinte ver o mundo de forma positiva e construtiva.No Tambores da Liberdade há entrevistas com artistas e personalidades que falam sobre, temas da atualidade, sobre a história dos afro-descendentes no Brasil e no Mundo e também sobre a musicalidade baiana, no espaço “Noticias do Mundo Afro” o ouvinte fica informado com notícias sobre comunidade negra no Brasil e no mundo e também em todos os programas acontecem sorteios de brindes e promoções que faz o fim de semana do ouvinte muito mais vibrante.

PROGRAMA VIAVOICE DE GRAÇA

Retirado do blog baixaroudownload. Não foi testado pro nós, mas parece um programa legal.


Não use mais o teclado!,fale com seu PC.É isso mesmo!,com este programa você comandará seu micro através de comandos de voz.Permite comandar o windows por meio do microfone como usar o Outlook,Excel, Word e também abrir,fechar,executar programas,controla o mouse via voz,navegar na internet,etc...Possui um vocabulário com mais de 60.000 palavras,e conforme você dita uma nova palavra ele o guarda em seu banco de dados.
Requer uma placa de som ,CDrom e microfone para PC.

REVISTA ISTO É DE JUNHO DE 2008 - O CASO DANIEL DANTAS

Retirado do blog Dê graça é mais gosotoso.
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui. Estilo: Revista

Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 23 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em eayse-share ou rapidshare

REVISTA ISTO É DINHEIRO DE JUNHO DE 2008 - O CASO DANIEL DANTAS

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Para baixar o
relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui.

Estilo: Revista
Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 21 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare

REVISTA ÉPOCA DE JUNHO DE 2008 DO CASO DANIEL DANTAS

Retirada do Blog Dê graça é mais gosotoso.
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui.

Estilo: Revista
Edição: 14 / 07 / 08
Tamanho: 25 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CAPOEIRA VIRA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do site G1

15/07/2008
Registro assegura criação de projetos que preservem a manifestação popular.Com inclusão, já existem 14 bens culturais registrados no país.
Do G1, em São Paulo

Luciano da Mata/Ag. A Tarde/AE


Capoeira se tornou, nesta terça-feira (15), o mais novo patrimônio cultural brasileiro (Foto: Luciano da Mata/Ag. A Tarde/AE )

A capoeira se tornou, nesta terça-feira (15), o mais novo patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação cultural foi votado em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional.

De acordo com o Iphan, o instrumento legal que assegura a preservação do patrimônio cultural imaterial do Brasil é o registro. Uma vez registrado o bem, é possível elaborar projetos que envolvam ações necessárias à preservação e continuidade da manifestação.



Segundo o secretário-executivo da Cultura, Juca Ferreira, a votação foi um momento de reparação em relação a esta prática afro-descendente. “Nós estávamos devendo isso aos mestres de capoeira, responsáveis por uma das manifestações mais plurais e brilhantes de nossa cultura”, afirma. A manifestação já foi considerada prática criminosa no século passado (chegou a ser incluída no código penal da República Velha).

Registro
O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura, e é o resultado de uma pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de documentação sobre esse bem imaterial. Todo o levantamento foi sintetizado em um dossiê final que compõe o processo de registro.

A preservação do patrimônio é uma conseqüência do registro e prevê um plano de previdência especial para os velhos mestres da capoeira; o estabelecimento de um programa de incentivo dessa manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba - madeira utilizada na fabricação do instrumento.

Com a inclusão da capoeira, já existem 14 bens culturais registrados no Brasil. Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como cerimônias (festejos e rituais religiosos), danças, músicas, lendas e contos, brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato etc).


CAPOEIRA VIRA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

TIAGO DÉCIMO - Agencia Estado

SALVADOR - Em um Palácio Rio Branco cercado por cerca de 20 grupos de capoeira da Bahia, do Rio e de Pernambuco, no centro de Salvador, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acolheu por unanimidade, na tarde de hoje, em Salvador (BA), o pedido de registro da capoeira como Patrimônio Cultural brasileiro, feito pelo Ministério da Cultura. É o ponto alto de uma história repleta de altos e baixos. "Não se pode esquecer que a prática foi, por muitos anos, considerada crime pelo código penal", lembra a historiadora - e capoeirista - Adriana Albert Dias. "Hoje, é um símbolo nacional espalhado pelo mundo."

Os registros mais antigos da capoeira vêm do século 18. Era praticada por escravos, sobretudo os vindos de Angola. O esporte-dança foi considerado crime até o fim da década de 1930. Só a partir de lá começou a alçar a fama - hoje estendida a cerca de 150 países. Hoje, passa a ser um dos 14 patrimônios culturais do País, junto com o frevo, o samba carioca e o ofício das baianas de acarajé, entre outros.

"Se hoje a manifestação é legitimada como um dos principais símbolos da cultura brasileira, foi por muito sacrifício, em especial dos mais antigos", conta o historiador e pesquisador do tema Frede Abreu. "Hoje, a maioria deles está em má situação financeira." Na prática, a elevação da capoeira a patrimônio cultural prevê, além da inscrição, como Bens Culturais de Natureza Imaterial, do Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro de Saberes e da Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão, a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres". Gente como Francisco de Assis, o mestre Gigante, de 84 anos. "Preciso muito dessa ajuda", diz Assis, que já participou de rodas de capoeira com os lendários mestres Bimba e Pastinha, ícones da expansão da atividade.

Para o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o reconhecimento é um passo para que se estabeleçam "políticas públicas concretas" para a atividade. As próximas medidas para a preservação da capoeira, além do plano especial de previdência, de acordo com ele, são o estabelecimento de um programa de incentivo da atividade no mundo e a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira, com sede em Salvador. "Vamos transformar a cidade em uma espécie de Meca da capoeira", afirma.

MILTON GONÇALVEZ AFIRMU "TENHO DIREITO DE FAZER UM SAFADO"

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

Além de heróis e ricos em novelas, negros devem ser aceitos como vilões, defende Milton Gonçalves
Patrícia Villalba

Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Milton Gonçalves diz ao Estado que seu grande sonho, 50 anos de carreira depois, é que parem de chamá-lo de ''grande ator negro''. E fazia tempo que a rubrica ''negro'' não surtia tanto efeito num trabalho seu como agora, quando ele vive o político corrupto Romildo Rosa, na novela das 9 da Globo, A Favorita. Sujeito odioso e grande conhecedor dos corredores da República, o deputado é mestre em manejar recursos públicos em proveito próprio.
Se Lázaro Ramos comemorou a excelente aceitação do ''herói negro e gato'' Evilásio na novela anterior, Duas Caras, Gonçalves tem levado estocadas pesadas. Alguns questionam - e ao questionar já acusam o ator - se não seria desserviço à causa dos afrodescendentes, para usar um termo politicamente correto, apresentar na TV um negro corrupto. Cidadão militante, e não só da causa da igualdade racial, o ator se diz surpreendido pelo viés pelo qual o personagem vem sendo interpretado. E rebate: ''O estranhamento não vem do fato de Romildo ser negro e corrupto, mas do fato de ser negro e poderoso.''

Logo de cara, Romildo Rosa foi definido como ''um político negro e corrupto''. Até que ponto você acha que esse ''negro'' é importante?
Deixa eu contar uma coisa. A história que me foi plantada na cabeça quando eu era menino é que nós viemos de um continente selvagem. Mas, de repente, comecei a descobrir que nós, negros, participamos da formação deste mundo. Ao descobrir essas coisas e ao ter a felicidade de viajar um pouco mais do que imaginei que viajaria nesta vida, fui à África. E algumas coisas mudaram na minha cabeça. Descobri que não sou um negro brasileiro, mas um brasileiro negro. Descobri que não sou africano, sou brasileiro. Então, não posso me segregar num país do qual o meu tataravô participou da construção. Não quero brigar para me segregar. Quero lutar pelo refazer a história do meu país. E refazer a história do meu país através das artes é procurar fazer todos os papéis. Romildo Rosa incomoda a sociedade branca, negra e política, não porque seja corrupto, mas porque ele é poderoso. O que incomoda é uma personagem negra ser tão poderosa na República. E o que incomoda o cidadão Milton Gonçalves é a não-aceitação desse corrupto negro, que é igual ou pior do que qualquer corrupto branco, amarelo ou vermelho. Na minha cabeça não entra que um insano venha me dizer que um personagem como esse possa, de repente, prejudicar a candidatura do Barack Obama. Isso é uma loucura. Outro insano vem dizer que é um desserviço que eu, Milton, estou prestando ao País. Outro, diz que eu poderia prejudicar candidatos negros nas próximas eleições. Se esse candidato for correto e digno, como é que uma personagem de televisão poderá prejudicá-lo? Quero ter o direito de fazer um personagem negro, corrupto, mau-caráter, safado. Não sei se ele vai se redimir, e nem me interessa. O que eu quero mostrar através do meu personagem é a infinita capacidade corrosiva do mau-caratismo e da corrupção, que pode estar em qualquer setor da sociedade.

O incômodo que Romildo causa é um preconceito ao contrário ou um politicamente correto ao extremo?
Com relação aos negros, é um preconceito introjetado. Nós, negros, muitas vezes não percebemos que praticamos o preconceito que tanto criticamos. Por outro lado, acho também que o que incomoda é que ele é um negro poderoso economicamente. Ele é um homem que sabe os segredos da Nação, negocia a podridão. Quantos deputados, prefeitos e governadores estão envolvidos em maracutaias por este país afora? É isso que incomoda: essa novela mete o dedo na ferida e quanto mais profundo for o meter o dedo na ferida, mais a novela será criticada. Um senhor deputado de São Paulo (José Cândido, do PT) disse que estou prestando um desserviço. E, ao mesmo tempo, declara que é o único deputado negro da Assembléia de São Paulo. É uma lástima. Seiscentos e tantos municípios no Estado e só um deputado negro. O personagem está ali para ser analisado, mas não pode ser desse jeito. É uma questão de analisar melhor em vez de ficar tendo faniquito.

O inacreditável é que a coisa ainda seja dividida assim, ''candidato negro'', ''grande ator negro''.
É uma restrição odiosa e desrespeitosa. A coisa que eu mais sonho na vida: quando da descrição de algum personagem, seja eliminada a rubrica ''ator negro'' ou ''atriz negra''. Quando eliminarem isso, teremos dado um salto qualitativo. Deixa eu te contar uma coisa: fiz Arena Conta Zumbi em Londres, quando meu filho Maurício morou lá. Num dia de folga, fomos ao Royal Shakespeare Theatre e, andando pelos corredores, vi uma foto de uma jovem atriz negra. Ela teria sido Ofélia, independentemente de ser negra ou branca. Vi outra foto, de um ator negro, jovem, que tinha sido Hamlet. O que eu quero dizer é que no país deles, dos ''conquistadores'', no que eles têm de mais refinado, que é o Shakespeare, uma atriz negra é honrada pelo seu trabalho sem que se chame a atenção para o fato de ela ser negra. Já vi, em Nova York, Don Quijote de la Mancha feito por negro e por japonês. Por que no Brasil sou chamado de ator negro? Um dos meus projetos, aliás, é fazer um Shakespeare no ano que vem. Se Deus quiser.

Até que ponto você acha que o biotipo deve ser limitador para um ator?
Depende do país. Na sua origem, a Ofélia era branca, porque ali não havia ainda mulheres negras. Mas no crescer da árvore, as coisas mudam. Há muitos anos, eu estava no portão do Palácio de Buckingham e vi um soldado negro na guarda da rainha. E ele não era ''pouca tinta'' como eu, era muita tinta mesmo. Deve ter tido problemas na vida, sofreu preconceito. Mas está inserido na sociedade. Obviamente, você procura atores para determinados personagens a partir do physique du rôle. Mas isso não pode ser limitador, ainda mais no Brasil, onde temos tantas misturas. Está lembrada quando dois gêmeos em Brasília entraram na universidade e um foi admitido pelo sistema de cotas como negro e o outro não? Você pode admitir isso? Que aberração é escolher alguém pela sua etnia? Quantos almirantes negros temos? Quantos brigadeiros? Quantos comandantes da Polícia Militar? A minha disponibilidade e defesa de personagens como Romildo Rosa é para que haja essa integração. Vamos brigar até o fim. Você alguma vez viu alguma festa com o significado, com a beleza e com a grandeza - evidentemente respeitosa -, com que se celebrou os 100 anos da primeira leva de japoneses que chegou ao Brasil? Você viu isso com algum negro? Ou foi só aquela coisa de baticum pra cá e pra lá? Não estou pedindo esmolas. O meu tataravô ajudou a construir este País e ele merece respeito.

Você está na Globo desde a fundação da emissora, há 43 anos, e sempre lutou por papéis que fossem além do estereótipo do negro. Nessa trajetória, você consegue ver o Romildo como um divisor de águas no que se refere à representação do negro na TV?
Não acho. Ele é mais um personagem. O que espanta é que ele tem poder. O Romildo despregou daquele patamar onde ele estava contido, ele foi além do que era permitido. E é isso que incomoda. Muitos daqueles que reclamam devem ter, de vez em quando, alguma similitude com o Romildo. Eu cheguei à Globo como ator, não aprendi a interpretar lá. Não é o primeiro vilão que faço. Teve um momento em que só eu fazia bandidos no cinema, e ninguém nunca reclamou. Já fiz novelas em que fui casado com brancas e com negras. Sempre procurei a diversidade de papéis - alguns não dá mais para eu fazer, porque já estou velhote. Agora, se for chamado, vou fazer todo e qualquer personagem bom - e não quero saber se é mau-caráter - porque eu sou ator em primeiro lugar.

O curioso é que na novela não se fala, em nenhum momento, sobre a etnia do Romildo e seus filhos, não se faz o tradicional discurso em torno da desigualdade racial.
Sim. E uma coisa que achei que fossem reclamar, e não reclamam, é da paixão do Romildo pela Arlete; a Alicia é apaixonada pelo Zé Bob e o meu filho, Diduzinho, é apaixonado pela Rita. Algum negro nos cerca? Não, são todos brancos. Achei que iam falar disso. E quero dizer que tenho falado para os meus diretores que faltam negros na platéia desse núcleo. Aí, eu até me permitiria dizer que você casa, se mescla, se mistura, na classe que você freqüenta. O Romildo Rosa, com toda a sua canalhice, circula numa classe onde é avis rara.

É verdade que você foi sondado pelo PMDB para assumir a Secretaria de Igualdade Racial?
É. Aventou-se essa hipótese, mas de saída eu não quis. O Edson Santos está lá agora. Mas por que ele não pode ser (ministro) da Fazenda? Da Saúde? Por que tem de ir para o departamento que vai cuidar de negros? Acho esse departamento muito estranho.

Tops da Carreira
ELES NÃO USAM BLACK-TIE (1957): Do teatro amador, ingressou no Arena, sua primeira e grande escola
A RAINHA DIABA (1974): Papel no longa de Antônio Carlos Fontoura é memorável
CARANDIRU (2003): Em 50 anos de carreira, foram mais de cem papéis no cinema
AMAZÔNIA (2007): Na minissérie da Globo, emissora que viu nascer, ele viveu Mestre Irineu


11ª CONFERÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS GANHA SITE

Recebido por email e divulgando.

Já está no ar a home page da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (11ª CNDH), que será realizada em Brasília entre os dias 15 e 18 de dezembro e integra o calendário das comemorações pelos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao acessar o domínio www.11conferenciadh.com.br o leitor encontrará informações sobre a etapa estadual e distrital da 11ª CNDH, poderá consultar e baixar documentos como o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH I e II), e convenções internacionais ratificadas pelo Brasil tanto no âmbito do sistema global ONU, quanto no âmbito do sistema regional OEA.
No âmbito do sistema ONU, o visitante terá acesso aos relatórios enviados pelo Brasil aos comitês de monitoramento da implementação das convenções (mecanismos convencionais de monitoramento). Também estão disponibilizados no site os quadros comparativos entre as recomendações destes comitês e os relatórios brasileiros. Será possível também o acesso aos relatórios temáticos elaborados por relatores especiais (mecanismos extraconvencionais de monitoramento), entre outros assuntos relacionados à 11ª CNDH e aos direitos humanos.
Além de tornar públicas as informações sobre a Conferência, o portal é um dos recursos para ampliar a comunicação entre a coordenação executiva da 11ª CNDH, composta pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e pelo Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, com os diversos atores envolvidos no processo.
É importante ressaltar que o site será alimentado constantemente ao longo do ano. Para que contemple as informações dos estados e do Distrito Federal, as atualizações e novas informações podem ser enviadas para o endereço eletrônico
confdh.comunicacao@sedh.gov.br, ou pelos telefones 61.3429.3051/3076.

Participe da construção do site!

OPERAÇÃO SATHIAGRAHA: RELATÓRIO REMETIDO PELOS DELEGADOS AO JUIZ FEDERAL DE SANCTIS EM 23 DE JUNHO DE 2008

Para quem se aprofundar no caso Daniel Dantas é só clicar nos links abaxo para baixar os arquivos do relatório da polícia federal. Estes embasaram a decisão do juiz federal para mandar prende Dantas

São 210 páginas com as transcrições de interceptações telefônicas, de e-mails entre Opportunity, políticos e jornalistas e anotações do juiz de próprio punho.

Documentos que estão sendo recebidos pela imprensa de forma fatiada. São cinco arquivos. Clique e espere o contador de 60 segundos. Depois faça o download.
http://www.hdd.pt/download/1059941241/PF_1_Santiagraha_p_001_a_042.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1291468134/PF_2_Santiagraha_p_043_a_084.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1385546086/PF_3_Santiagraha_p_ 085_a_126.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1037551575/PF_4_Santiagraha_p_127_a_172.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1247392179/PF_5_Santiagraha_p_ 173_a_210.pdf.html

BANDA LARGA IRRITA USUÁRIOS

Retirado do site do Yahoonotícias


Qua, 16 Jul, 12h30
O Speedy liderou as queixas dos clientes da empresa que recorrem ao Advogado de Defesa no período entre 21 de maio e 20 de junho, fazendo com que a Telefônica permaneça em primeiro lugar no ranking de reclamações da coluna. Embora o número de cartas sobre a companhia de telefonia tenha caído um pouco - de 51 no levantamento anterior para 40 no atual - o serviço de internet rápida é o serviço que recebeu mais queixas.

Uma delas é a da consumidora Adesoélia Moura que ficou cerca de duas semanas sem acesso ao serviço. "Não estava conseguindo resolver o problema e resolvi escrever ao JT", diz ela. Em resposta à carta da leitora, a empresa informou que "a situação foi regularizada e o Speedy da cliente está funcionando normalmente".
De acordo com Adesoélia está tudo bem com o serviço agora. "Os técnicos da empresa vieram à minha casa e fizeram o conserto, mas não tive nenhum desconto pelo período que fiquei sem o serviço."
Como determina o Código de Defesa do Consumidor, quando há falha na prestação do serviço, o fornecedor deve abater na fatura o valor correspondente ao período em que o consumidor ficou impossibilitado de utilizá-lo.
A TIM subiu uma posição em relação ao ranking anterior, quando teve 15 reclamações, e agora vem em segundo lugar no ranking com 16 cartas. Os principais motivos são falta de sinal do celular, valor errado na conta e problemas com promoções e planos.
A TVA, que foi segunda colocada na pesquisa anterior (21 de abril a 20 de maio), com 20 cartas, agora vem em terceiro com 14 queixas de leitores sobre falta ou falha no sinal de TV por assinatura, defeito em equipamento e dificuldade para cancelar serviço. As três primeiras colocadas no ranking responderam a 100% dos leitores.
Há porém, aqueles leitores que reclamam, mas não recebem retorno das empresas. André Brandão enviou carta sobre um problema com seu notebook HP. A queixa dele é uma das 4 que chegaram sobre a companhia no período de 21 de maio a 20 de junho e que ficaram sem resposta. O leitor comenta, porém, que o caso foi resolvido. "Depois de muita luta e reclamações, o equipamento foi consertado."
A Samsung foi outra empresa com baixo índice de queixas (6 cartas) que deixou consumidores sem solução: a empresa não respondeu a 67% das cartas. As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso

COTAS FEDERAIS AGORA DEPENDEM SÓ DOS DEPUTADOS

Retirado do site aprendebrasil.

14/07/2008

Com a aprovação do Senado, o projeto de lei 546/07, que implanta o sistema de cotas em universidades e escolas técnicas do governo federal, segue para votação na Câmara dos Deputados. A expectativa de aprovação do projeto gera opiniões divergentes no meio educacional. Muitos são os argumentos favoráveis à implantação do projeto, contudo, alguns educadores alertam para possíveis falhas na íntegra da lei. Na opinião de Cícero Rodrigues, representante do Ministério da Educação (MEC) na cidade, o projeto de lei foi feito de uma forma interessante: "Se observarmos a Constituição Federal, existem artigos que tratam da igualdade no acesso à escola e, que todas as pessoas devem ter educação de qualidade. É preciso que as pessoas cheguem na universidade com igualdade e capacidade de competir. Para isso, a educação de base é fundamental".
Para a professora de Serviço Social da Uerj, Magali da Silva Almeida, o governo poderia ter atuado de outro modo. "Fazemos políticas de cotas e reservas, para promover o estudo dos desiguais. Mais uma vez o governo federal não enfrenta o que se comprometeu, que era combater o racismo". A crítica de Magali, que também coordena o Programa de estudos e debates dos povos africanos e afro-americanos, tem origem no fato de que nem sempre os alunos de escolas públicas são oriundos de uma classe social carente.
"Entendendo a rede pública como um todo, os alunos dos Colégios de Aplicação, do Pedro II, por exemplo, que podem concorrer às vagas das cotas, não são necessariamente a população pobre. Quando falamos de ações afirmativas, falamos de grupos historicamente excluídos. Ainda há no Brasil uma pressão muito forte das elites para que isso não mude". Educação de base com qualidade como a melhor maneira de nivelar as desigualdades é no que também acredita Magali. "Algumas vagas das cotas ficaram ociosas por conta de não termos ainda qualidade no ensino médio. Há um funil no ensino médio que exclui muito mais a população negra", explica. Para a professora, o centro da questão não é a pobreza, mas sim o racismo.
Segundo Cícero, o projeto vem acompanhado e precedido de três medidas importantes: o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Reuni, que pretende aumentar as matrículas nas federais e ainda a Universidade Aberta (UAB), que vai gerar 350 mil vagas. "As pessoas acham que serão prejudicadas, mas digo que não serão, pois estamos implantando novas vagas nas universidade. Em dois ou três anos a realidade já será diferente. Uma educação livre, justa e solidária, é o que queremos. Então, a sociedade deve ser mais solidária. Esse grupo é composto por pessoas tradicionalmente excluídas do ensino superior", argumenta Cícero.
Com relação aos problemas do ensino básico, o representante do MEC contou que a deficiência que existe na base de formação dos estudantes vem sendo trabalhada pelo governo com o PDE e que até 2021 serão desenvolvidas ações para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que na última verificação ficou em 3,8%. "A solução é melhorar a educação básica para que todos tenham igualdade desde o início e depois consigam entrar na universidade de maneira igualitária. Com a ajuda da sociedade conseguiremos mudar esse quadro. Todos os brasileiros devem ter acesso ao ensino e, não apenas os mais abastados", finaliza.
Fonte: Folha Dirigida

COTAS VIRAM PROJETO DE LEI

Retirado do jornal A Tarde.

15/07/2008
Ronney Argolo

Em julho, soma-se à mesa de projetos para a aprovação da Câmara dos Deputados federais mais um texto de cotas. A proposta chega em caráter terminativo e, caso seja aprovada na assembléia, segue para o executivo. No dia 1º deste mês, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto da senadora Ideli Salvatti [PT-SC]. Escrito em 2007, o projeto determinava que deveria tornar-se lei nacional a reserva de 50% das vagas de escolas federais para estudantes vindos de escola pública.
Dentro desses 50%, deverá haver também reserva para negros e índios, observando a proporção de cada etnia no estado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE].
Passou quase na íntegra. Teve o alcance estendido por mais duas emendas. A primeira, do senador Marconi Perillo [PSDB-GO], aplica a medida para todas as universidades federais. A outra, do relator do projeto, Paulo Paim [PT-RS], estabeleceu que o cálculo de proporção válido para negros e índios também fosse feito para deficientes físicos.
Até aí, nada muito novo. Oito projetos de cotas já foram pensados e tramitam há anos na Câmara. O da senadora Ideli vai entrar como última, mas pode furar a fila. Ideli pretende acoplá-lo a outro texto, do deputado Carlos Abicalil [PT-MT], que está indo para votação.
O senador Marconi acredita que até o próximo semestre a lei entrará em vigor. “A proposta partiu de uma senadora do PT e o partido governista manda na Câmara. Se quiser, o governo aprova em um mês“.

Protestos – Com a possibilidade de uma lei que se aplique a todas as instituições federais, as discussões sobre as cotas não estão mais centralizadas na hipotética interferência na qualidade do ensino ou no detrimento da meritocracia. As questões não sumiram, mas agora estão diluídas na autonomia universitária.
No mês passado, um documento de oposição ao projeto assinado por coordenadores de vestibular de 28 instituições públicas do Brasil foi enviado para os deputados federais. O movimento é encabeçado pelo professor Leandro Tessler, coordenador do processo seletivo da Universidade de Campinas [Unicamp]. ”Com a solução dada por lei, morre o debate de ações afirmativas e as cotas não são o único modo de inclusão social. Devemos ter autonomia de escolher nossos estudantes. Entendo a reivindicação dos movimentos, mas os objetivos das universidades nem sempre são os mesmos dos movimentos“.
A queixa já ecoa na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior [Andifes]. Amaro Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] e presidente da associação acredita que a medida viola o direito de autogestão das universidades. “Com as cotas, estaremos restringindo o acesso a pessoas que teriam todas as condições e direito de estar na universidade, principalmente quando se fala de cota racial. O pobre, branco ou preto, tem a mesma dificuldade de entrar no ensino superior“, avalia.

Favoráveis – Para o reitor da Federal da Bahia, Naomar Almeida, há uma confusão na idéia de autonomia universitária, já que, como mantenedor das federais, é direito do Estado brasileiro tomar decisões administrativas. Ele defende que a luta seja pela autonomia acadêmica e não administrativa. “Temos autonomia, não soberania. Acho que a melhor representação dos desejos de uma sociedade democrática ocorre no congresso nacional, legitimado pelo povo. Lá se representam interesses mais amplos que a universidade“, acredita Paulo Soledade, reitor da Federal do Recôncavo da Bahia [Ufrb].

Reitores discordam sobre como lei será aplicada
Amaro Lins não separa autonomia administrativa da acadêmica. “Não existe metade de autonomia. Não podemos abrir brechas, ou sempre vai se arranjar um motivo para ferir a liberdade das universidades“.
Na UFPE e na Unicamp, a ação afimativa é feita por bônus. Os alunos de escola pública, negros ou índios, têm a pontuação no vestibular aumentada. Não há acréscimo para deficientes e em Pernambuco, o bônus não se estende às etnias.
Com a lei, o modelo será abandonado e as cotas passarão a valer. A única opção que as universidades poderão ter é escolher se reservarão os 50% ou mais do que isso, já que o texto estabelece a metade como o “mínimo“ de reserva.
Leandro Tessler conta que em três anos mais de três mil alunos ingressaram na universidade devido ao bônus. No último vestibular, 32% dos estudantes aprovados no vestibular da Unicamp eram de escola pública. O número de negros, pardos e índios na universidade é de 15%. Segundo a universidade, essas etnias representam 27% da população de São Paulo.
“Não tenho nada contra as cotas em si, mas os projetos de inclusão deram certo quando foram discutidos pelo conselho universitário das próprias instituições. Não quando vieram de fora, de uma legislação“.

Cefet – No Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia [Cefet-Ba] há cotas para negros, índios e estudantes de escola pública nos ensinos médio, técnico, proeja e superior. Desde 2006, 50% das vagas de Salvador são reservadas para escola pública. Deste percentual, 40% são para afrodescendentes e 10% para índios.
Os número não são fixos. Na sede de Eunápolis, onde há mais índios do que negros, a porcentagem é invertida. Com a lei, isso não será mais possível. Aurina Santana, diretora da instituição, espera que a Câmara torne a lei flexível, para ser aplicada corretamente às realidades municipais. No mais, é favorável ao projeto.
“A lei não fere a autonomia universitária. A gente convive com leis que nos prejudicam muito mais. Basta analisar muitas que regem a burocracia do serviço publico, por exemplo“.
O consenso entre todos, contrários ou não, é que já está na hora de ações afirmativas serem aplicadas em todas as universidades. ”Inclusão social é necessária, mas queremos discutir a forma“, diz Leandro.

Medida não funciona sozinha
Os estudantes de medicina e administração, Lucas Sena, 16 e Marcelo Pires, 27, vieram de escola pública. Lucas, do Colégio da Polícia Militar e Marcelo, da rede estadual de ensino.
Ambos entraram na Ufba por cotas. O benefício fez com que Lucas entrasse já no primeiro semestre e deu um empurrãozinho para Marcelo passar na primeira fase do vestibular.
O aluno de administração é favorável às cotas, mas contra a reserva por etnia, por achar segregativa. Já para o estudante de medicina, qualquer reserva é uma forma de tapar o sol com a peneira, pois “não se melhora a educação pública”.
A senadora Ideli Salvatti garante que o projeto de cotas não será a única medida de inclusão social. Segundo ela, o governo pretende aprovar outros projetos que melhorem o ensino básico. “A reserva de vagas, inclusive, está aí para valorizar e escola pública e fazer com que a classe média volte para lá, ajudando a monitorar e exigindo melhora da qualidade”.
No Cefet, a principal diferença dos cotistas para os outros alunos é a sócio-econômica. Pesquisas da instituição mostram que o aproveitamento acadêmico é igual.
Aurina e o reitor da UFRB, Paulo Soledade, não acham que o debate deve parar nas cotas. “Deveria vir junto com a lei uma garantia de permanência. Uma política só é afirmativa se contemplar recursos para assistência estudantil”, diz Paulo.

O CASO DANIEL DANTAS NA REVISTA VEJA JUNHO DE 2008

Retirado do Blog Dê graça é mais gosotoso.
Apesar de ter aparecido índicios que alguns colunistas da revsita Veja tem ligações com o Dantas vale a pena dar uma lida no que eles estão falando sobre o caso mais doido de corrupção financeira deste ano. Além do mais é de graça :) em formato PDF.
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare Estilo: Revista
Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 14 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

VITÓRIA POPULAR COTAS NA UESB

Recebido por email e divulgando. Para baixar a resolução do CONSEPE da UESB clique aqui .

"ZUMBI! COMANDANTE GUERREIRO, OGUNHÊV FERREIRO-MOR, DA CAPITANIA DA MINHA CABEÇA MANDAI ALFORRIA PRO MEU CORAÇÃO!!!"
(Gilberto Gil e Wally Salomão)

MALUNGOS E MALUNGAS
Muito axé nessa travessia!

Com muita presença popular de representantes de movimentos sociais, quilombolas, estudantes, pré-vestibulares comunitários e de religiões de matrizes africanas, conquistaram ontem, 14 de Julho de 2008, que o CONSEPE - Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, votasse e definisse a configuração do PROGRAMA DE AÇÕES AFIRMATIVAS NA UESB, na parte dos princípios, objetivos e na reserva de vagas (acesso):


- Reserva de Vagas de 50% das vagas na uesb para alunos oriundos de escolas públicas;
- Reserva de 75% dessas vagas para candidatos auto-declarados negros;
- Auto-declaraçã o poor meio de um termo de compromisso no ato da inscrição do
vestibular e na matrícula, atestando possuir características fenotípicas de pertencimento
ao segmento social negro;
- Duração de 15 anos do Programa de Ações Afirmativas da UESB, com avaliação anual
e quinquenal, com vistas= ao aperfeiçoamento do programa;
- Definição de 07 últimos anos do Ensino Básico feitos na escola pública;
- Cotas Adicionais para Quilombolas, Indígenas e Pessoas com Necessidades Educativas Especiais;
- Prioridade de Isenção de 100% da Taxa de Vestibular para quilombolas, indígenas,
pessoas com necessidades especiais, alunos de pré-vestibulares comunitários da região sudoeste;
- Início do Programa já no Vestibular de 2009.1;
- Garantia de 01 representante dos movimentos sociais no Comitê Gestor do Programa de Ações Afirmativas na UESB.

Havia uma forte tendência da uesb não aprovar reserva para negros e cotas adicionais para quilombolas, adotando mera cota social e querer reduzir a duração do programa. Mas...

Com esta vitória, a UESB, última universidade estadual da Bahia a adotar políticas de ação afirmativa, seguirá o perfil adotado nas demais estaduais baianas (uneb, uefs e uesc), além da UFBA, UFRB.

1. Amanha, 16, será a votação no CONSEPE, do Programa de Assistência Estudantil, que integra o programa de Ações Afirmativas na UESB.
2. É importante ficarmos atentos que neste ano o edital da UESB sairá mais cedo e o pedido de isenção já está próximo, o que pode pegar muita gente desprevinida.
3. A UFBA já está com período de pedido de isenção aberto....
www.vestibular. ufba.br
4. Nosso I Seminário sobre Ações Afirmativas na UESB será dia 23 de Julho, próxima semana, momento forte para formação, divulgação e mobilização social.

VAMOS DIVULGAR AO MÁXIMO ESTAS NOTÍCIAS!!!

Um grande abraço, com sabor de axé, conquistas e muita paz!

Flávio José dos Passos
Promoção da Igualdade Racial
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terça-feira, 15 de julho de 2008

AS DUAS CORES DE MACHADO DE ASSIS

Artigo muito interessante sobre a negritude escondida do escritor Machado deAssis. Retirado do jornal on line Questões Negras.


Em 2008, o Brasil os 100 anos da morte de Machado de Assis, mulato que se tornou o maior escritor brasileiro de todos os tempos. No entanto, Machado nunca quis ser afrodescendente. Sempre teve duas "cores".
"Mulato, ele foi de fato, um grego da melhor época. Eu não teria chamado Machado de Assis de mulato e penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. (...) O Machado para mim era um branco e creio que por tal se tornava; quando houvesse sangue estranho isso nada alterava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só via nele o grego" (Joaquim Nabuco, em carta a José Veríssimo, após a morte de Machado de Assis).
por Carlos Nobre

Em 30 de setembro de 1933, o escritor Humberto de Campos, ao escrever um artigo para o " Diário de Notícias", traçou o seguinte perfil do colega Machado de Assis, a maior glória da literatura nacional de todos os tempos:
"Era miúdo de figura, mulato de sangue, escuro de pele, e usava uma barba curta e de tonalidade confusa, que dava ares de antigo escravo brasileiro, filho do senhor e criado na casa de boa família. Era gago de boca, límpido de espírito e manso de coração. E tornara-se pelo estudo e pelo trabalho o mais belo nome, e a glória pura e mais legítima, das letras nacionais".
No entanto, 25 anos antes desta classificação racial empreendida por Campos, Machado de Assis era considerado um integrante da elite carioca, e portanto, um homem branco. Isto foi o quê anotou no atestado de óbito de Machado de Assis, o escrivão Olimpio da Silva Pereira. Esta anotação fora feita, após a morte do autor de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em sua casa, no Cosme Velho, em 29 de setembro de 1908.
O fato é muito significativo, pois, a obrigatoriedade do registro cor nos documentos fúnebres só fora estabelecida 75 anos mais tarde, em 1973, em função provavelmente da luta dos movimentos negros. Por que, então, o escrivão se apressou em acrescentar o item cor no atestado de óbito de Machado de Assis, se tal prática inexistia na época? Seria uma tentativa para impedir no futuro qualquer polêmica em relação a cor de nosso maior escritor? Qual das duas cores - a citada por Campos e a anotada pelo escrivão - valeria hoje, depois de 100 anos da morte de Machado?
Quem responde a este dilema racial é a cientista social Simone da Conceição Silva, em sua monografia final de curso ( 2001), intitulada O preto-e-branco do escritor brasileiro. Machado de Assis, no plural ou no singular?, apresentada, no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Origem afro
Simone mostra que, paralelo à consagração do escritor dos "Contos Fluminenses", "Dom Casmurro" e "Iaia Garcia", e outras obras de vulto, ocorreu um processo de embranquecimento da figura de Machado. O atestado de óbito, segundo ela, é um dos exemplos flagrantes deste processo. Segundo Simone, as elites intelectuais da época em que viveu Machado - entre meados do século XIX e início do século XX - não admitiam que o maior nome das letras nacionais fosse de origem africana já que as ideologias racistas em plena voga na época mostravam o negro adaptado para o trabalho manual e incapaz para o trabalho intelectual.
Filho do pintor de paredes mulato Francisco José de Assis e da lavadeira portuguesa Maria Leopoldina Machado, o escritor nasceu em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento, na Saúde , isto é, na " Pequena África", local de forte presença de africanos, cujo denominação fora dada pelo sambista Heitor dos Prazeres, filho de uma das famosas tias baianas que habitavam o local.
Epiléptico e gago, Machado de Assis foi vendedor de balas e sacristão da Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, uma irmandade negra, na Avenida Passos, no Centro. Ele nunca freqüentou escola ou faculdade, mas foi considerado um dos mais brilhantes autodidatas do seu tempo. A imagem de um escritor elegante, fino, bem vestido, cabelos ondulados, brilhantes, pela embranquecida - que aparece numa fotografia de Machado, quando ele, está, por volta dos 60 anos - e que é a mesma anexada em milhares de escolas, bibliotecas e livros didáticos - não corresponde com a história de um mulato pobre, órfão na adolescência, bisneto de escravos e que ascendeu nas letras e no serviço público a custa somente de seu talento. Segundo Simone, havia uma intenção de esconder o passado de Machado. Ele reforça seus argumentos citando um articulista da "Gazeta de Notícias", que, após a morte do escritor, escreveu a frase que procura legitimar a supressão do passado pobre e negro de Machado: "Do morto de ontem não se precisa fazer biografia".
Imagem refinada
No entanto, a dúvida persiste: como um homem de origem negra se transforma visualmente num branco como naquela foto de Machado aos 60 anos (possivelmente) quer nos assegurar? Como é possível mudar de cor numa fotografia e esconder os traços mais originais de uma pessoa? Para a pesquisadora, a foto "oficial" do escritor - aquela em que aparece em todos os livros e na mídia, com Machado, por volta dos 60 - sofreu um processo de depuração.
Citando Gilberto Freyre, em Sobrados e Mocambos, Simone diz que era comum, no Brasil imperial, o fotógrafo alterar a cor dos olhos e a cor da pele ao gosto do freguês ao receberem encomendas para renovação química no laboratório de fotografias antigas, já amareladas. Isto pode ter acontecido com a foto " oficial" do escritor que aparece com a pele mais clara e barba e cabelos brilhosos.
A morte de Machado de Assis serviu para fundamentar o processo de consagração e embranquecimento do escritor, cuja infância e adolescência pobre, no morro do Livramento, na Saúde, são suprimidas das louvações que são feitas na mídia à figura do então fundador da Academia Brasileira de Letras, morador do Cosme Velho, um bairro de elite.
Noutra foto de Machado, com 30 ou 40 anos, mostrando o escritor com cabelos crespos, em estilo asa-delta, bigode, feições africanas, Machado parece ser como ele era naturalmente. No entanto, poucas vezes, os editores de cadernos culturais lançam mão dessa foto para ilustrar matérias com Machado de Assis. Trata-se da foto mais "afro" do escritor, uma espécie de denúncia das origens machadianas.
A partir de 1939, ano da comemoração do centenário de nascimento do escritor, as elites intelectuais se mostram mais inquietas e céticas em relação à história de um mulato que se tornou em todos os tempos a maior glória da literatura brasileira. Nas retrospectivas machadianas organizadas por entidades literárias da época e pelo governo Getúlio Vargas, o passado oculto de Machado saiu da obscuridade e ganha o proscênio. Em exposições, são apresentadas fotografias do escritor do período onde morava no morro do Livramento, quer dizer, surgem, finalmente, as tais origens afro de Machado. Uma exposição, por exemplo, apresenta Machado, desde sua saída do Livramento até seus momentos finais, no Cosme Velho, como um alto funcionário da burocracia estatal.
"O ponto principal da questão não era apresentar Machado como o maior escritor e fixá-lo numa posição de consagração, até porque isso já fora feito em 1908. O holofote estava sob a ascensão do mulato e do mestiço dentro daquela sociedade. A memória de Machado como escritor tinha se consolidado, isso não implica dizer que as memórias são inalteráveis, mas naquele momento as imagens estavam relacionadas ao interesse em apontar o processo de ascensão social do escritor", explica Simone.
Ambiguidades
Machado de Assis, mulato que nasceu livre, e se educou pelos próprios esforços, numa sociedade abalada repetidamente por crises sociais - da metade do século XIX em diante. Era época em que um dos maiores movimentos sociais - envolvendo mulatos livres e intelectuais liberais - era a libertação dos escravos. Como ele se livrou desse debate?
Sua vida política é tida como passiva. Ele fora repetidamente acusado de omisso e um dos seus críticos mais freqüentes era o jornalista mulato José do Patrocínio, um dos militantes mais duros da causa abolicionista. Patrocínio achava que o escritor deu as costas para as lutas sociais e fez vistas grossas ao movimento abolicionista.
Seus biógrafos mais famosos - Eloi Pontes, Peregrino Jr e Lúcia Miguel Pereira - concordam que Machado procurou outro caminho, mantendo relações com gente poderosa.
Sua rede de amizades era composta por livreiros, políticos, escritores e servidores públicos importantes da época. Sua timidez e introspectividade foram apontados, segundo Simone, de serem resultantes da dor oculta por ser mulato, estigmatizado pela gagueira e epilepsia, numa sociedade que fez de tudo para não aderir ao trabalho livre.
Os biógrafos o acusam ainda de ter abandonado a madrasta negra Maria Inês, que se encontrava viúva, depois que se tornou escritor conhecido. Machado tinha trauma do passado pobre, e por isto, tendia a se afastar de tudo que remetia a ele. Ou como escreveu o crítico Álvaro Moreyra, em "A Notícia", 29/8/1939: " O descendente de africanos não quis receber o legado de sua miséria. Disparou da origem. Substituiu a condição humana pela condição literária. Foi um grande escritor. Não foi um grande homem. O povo nunca o compreenderá".
Segundo ainda a "A Gazeta de Notícias", 29/9/1908, citada por Simone, Machado sempre se pautou por um relação com os outros de "não contrariar ninguém". Nunca dava opiniões polêmicas sobre política e literatura e nunca destratava os escritores jovens quando abordado pelos fãs na livraria Garnier.
Seus personagens de impacto poucas vezes foram pobres ou os miseráveis que ele viu no morro do Livramento. Ao contrário. Eles eram burgueses com altas crises existenciais, como Bentinho, de " Dom Casmurro".
As mulheres machadianas não eram as resistentes quilombolas dos morros da Saúde, mas mulheres elegantes, dominadoras, sensuais, mais encontráveis na badalada Rua do Ouvidor. Mesmo assim, Machado produziu uma literatura de alto nível, universalista, que até hoje encanta o mundo, e é o autor brasileiro mais estudado no Brasil e no exterior.
Omissões machadianas
O escritor e ensaísta goiano Martiniano José Silva, na obra "Racismo à Brasileira: Raízes Históricas", (Editora Popular, Goiânia, 1985), dedica um dos capítulos do livro a estudar a literatura de Machado de Assis em contraposição a sua situação racial. Martiniano, mais contundente que Simone, faz uma análise impiedosa do escritor, mostrando diversas facetas de sua negação a sua cor. Selecionamos alguns trechos da obra de Silva para quer possam ser comparados e refletidos num tópico tal como " Literatura e relações raciais no Brasil". Vejamos alguns trechos de sua análise sobre Machado:
"Enbranquecimento
(...) se omitiu no que escreveu sobre o tema relacionado ao drama de sua ascendência étnica. (...) Sem amigos negros e mantendo-se com o cabelo pixaim amaciado, branquificou a própria alma e toda a sua louvada e cultuada literatura, modelando a sua arte pela européia.
"A escrita machadiana
(..) Por isso, é que preferiu escrever sobre os brancos e seus dramas existenciais só vez por outra colocando um negro em suas histórias, para desempenhar, porém, o papel que se espera dos negros - boçais, sofridos, resignados. É por isso também que mesmo sendo a escravidão um tema central de seu tempo, nunca colocou o dedo nesta do mesmo modo que esteve sempre alheio aos negros escravos na eclosão do movimento abolicionista, que convenhamos, consolidou uma abolição da lisonja.
"Mulher portuguesa
Sentiu na pele a estupidez do racismo, ao presenciar a tenaz resistência da família da esposa - Carolina Xavier de Novais - ao seu casamento pelo fato de ser mulato. E não raro, não se rebelou.
"Brancos ou mulatos?
Instalou-se no elenco dos mulatos que mais recentemente seriam tecnicamente chamados de brancos.
"Os outros Machados
Ousamos indagar: porque a obra panfletária de Luiz Gama e Lima Barreto, com toda a força político-literária também existente no século XIX, não alcançou de imediato e mesmo destino e conceito da obra de Machado de Assis ? Ou por outra: por que a posição política e literária desses autores não obteve reconhecimento e prestígio desde logo ? Não é só porque mantinham uma coloração mais negra. Nem somente porque eram pobres, como quer Gilberto Freyre em análise sobre Lima Barreto. Não. Acontece que as ações e as atitudes político-sociais desses escritores negros, defendendo o componente africano de nossa civilização foi mais firme, incomodando muito aos pais da pátria.

ÁFRICA QUER INVESTIMENTO EM PROL DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO

Retirado do site do PNUD.

Sharm El-Sheikh, 08/07/2008
Relatório de líderes africanos cobra que G8 cumpra promessa de aumentar recursos para continente avançar nos Objetivos do Milênio
da PrimaPagina
Uma comissão formada por líderes africanos produziu um relatório para pôr em prática ações que ajudem o continente a avançar nos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015). A idéia do documento é atrair investimentos para agricultura e infra-estrutura e melhorar sistemas de educação e saúde.
O relatório — feito com apoio de instituições como Banco de Desenvolvimento Africano, Comissão Européia, Fundo Monetário Internacional, Banco de Desenvolvimento Islâmico, Banco Mundial e OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) — pede que os países do G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do planeta, além da Rússia) cumpram a promessa de, até 2010, elevar em US$ 62 bilhões ao ano (em valores de 2007) a ajuda ao desenvolvimento na África. Os dados mais recentes indicam que o incremento até agora foi de apenas US$ 15,5 bilhões.
A reunião para divulgação do estudo — que contou com a participação da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro, e do presidente da Tanzânia Jakaya Kikwete —aconteceu na cidade de Sharm El-Sheikh, no Egito, antes da reunião do G8.
“Até agora, não tínhamos um claro entendimento sobre as políticas, programas e projetos que precisam ser implantados para colocar África no caminho certo para alcançar os Objetivos do Milênio”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. “As recomendações do grupo fornecem um roteiro para obter os progressos necessários na região”.
Entre as recomendações para reduzir a pobreza, a comissão pede investimentos em agricultura, melhorias nos sistemas de saúde e educação do continente, obras de infra-estrutura e criação de um sistema de monitoramento para avaliar os progressos nos indicadores dos Objetivos do Milênio e mostrar quais as ações mais eficazes.

SENAI MONTA ESCOLA TÉCNICA EM CABO VERDE

Retirado do site do PNUD.


Praia, 14/07/2008
Instituição brasileira ajuda a montar cursos profissionalizantes no país africano; previsão é atender 1.200 alunos a partir de agosto
SARAH FERNANDESda PrimaPagina
O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) vai começar a operar sua primeira unidade em Cabo Verde, país africano de língua portuguesa que é o 102º no
ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A expectativa é que o centro de formação profissionalizante, instalado na capital Praia, comece a funcionar em agosto e forme 1.200 alunos por ano nas áreas de informática, alimentos, construção civil, serralheria, eletricidade e hidráulica.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o governo brasileiro e o caboverdiano e foi implantada pelo SENAI Ceará, com recursos do PNUD. A instituição de ensino brasileira ficou responsável por reformar o prédio da escola, montar os laboratórios, capacitar professores e treinar técnicos para administrar a instituição e para elaborar o currículo pedagógico dos cursos. A unidade foi inaugurada em 27 de junho.
As áreas dos cursos foram escolhidas depois de uma análise do mercado local. “Existe muita demanda por esse tipo de profissional, principalmente em construção civil e alimentos”, afirma o diretor regional do SENAI Ceará, Francisco Magalhães.
“Criou-se um modelo autônomo para que os gestores do país africano assumam a escola sem precisar da assessoria do SENAI”, diz Magalhães. “Porém, como o Ceará fica a cerca de três horas e meia de Cabo Verde, a intenção é continuar a cooperação entre as instituições, com atividades como intercâmbio de alunos”.

CARICATURA DE OBAMA NO EUA FOI PRECONCEITUOSA

Retirado do site do yahoonotícias

Capa da New Yorker com caricatura de Obama como muçulmano gera polêmica
Seg, 14 Jul,

NOVA YORK (AFP) - Uma capa da revista New Yorker que apresenta o desenho de Barack Obama usando turbante como um islamita radical foi classificada como de "mau gosto e ofensiva" pelo porta-voz do candidato democrata à Casa Branca.

Em sua edição desta segunda-feira, a revista publica uma caricatura de Obama vestido como um muçulmano e de sua esposa Michelle de guerrilheira com um penteado "afro" e um fuzil, festejando a vitória no Salão Oval da Casa Branca.
Obama e sua mulher tocam os dedos da mão com o punho fechado num gesto tradicional de vitória, cumplicidade e revanchismo. Na parede do gabinete presidencial há um retrato do líder fundamentalista islâmico Osama bin Laden e na lareira uma bandeira dos Estados Unidos é queimada.
"A maioria dos leitores vai considerar que (a capa) é de mau gosto e ofensiva, e nós estamos de acordo", disse o porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton.
Obama e sua esposa foram criticados por adversários que os acusam de não serem patriotas e uma série de falsos rumores difundidos pela internet apresentam o candidato como um islamita secreto - apesar de ser protestante-, e sua esposa como uma militante negra radical e revanchista.
O editor da New Yorker, David Remnick, divulgou um comunicado para explicar o sentido editorial da ilustração de Barry Blitt, que como todas as capas da revista fundada em 1925 é um desenho sem texto.
"Nossa capa sobre a 'campanha de medo' reúne uma série de imagens fantasiosas sobre dos Obama e as mostra como óbvias distorsões", alegou Remnick.
Segundo o editor, "tanto a bandeira queimada, como o traje de nacionalista islâmico radical, o toque das mãos ou o retrato na parede, se referem a um ou outro desses ataques".
"A sátira é parte de nossa atividade, e é destinada a deixar as coisas abertas, ao apresentar um espelho frente ao preconceito, ao ódio e ao absurdo. Esse é o espírito da capa", insistiu.
O porta-voz da campanha do republicano John McCain, Tucker Bounds, se somou à polêmica e criticou a revista nos mesmos termos que a equipe de seu adversário democrata.
"Estamos completamente de acordo com a equipe de campanha de Obama de que é de mau gosto e ofensiva", disse Bounds.
O autor da charge defendeu seu desenho insistindo que a intenção era denunciar o "ridículos" que são os ataques contra o candidato democrata.
No entanto, nem todos concordam que a ironia da mensagem da revista favorita da intelectualidade de esquerda nova-iorquina seja recebida da mesma maneira pelos norte-americanos.
Segundo Jake Tapper, editorialista político da rede ABC, a caricatura é "incendiária". "Me pergunto quais teriam sido as reações se as tivessem publicado no Weekly Standard ou na National Review", duas revistas conservadoras.
A edição desta segunda-feira da New Yorker inclui um artigo sobre "como Obama se tornou político", que relata o início de sua carreira em Chicago, e outro sobre as mudanças de postura do candidato a respeito de diferentes temas.
Retirado da Folha on line
14/07/2008
Capa de revista dos EUA mostra caricatura de Obama como muçulmano
da Folha Online

A influente revista americana "New Yorker" está causando polêmica mesmo antes de chegar às bancas. A edição que será distribuída no dia 21 traz na capa uma caricatura do provável candidato democrata Barack Obama com um turbante cumprimentando sua mulher, Michelle, vestida com uma roupa militar e carregando uma arma.
Conhecida por seus artigos críticos e sátiras, a revista desenhou Obama e Michelle à frente de uma lareira onde queima uma bandeira americana, fazendo o mesmo gesto que fizeram quando o democrata garantiu a nomeação partidária.
Obama, questionado neste domingo sobre a publicação, foi cauteloso ao dizer apenas "não tenho resposta para isso".
Reprodução
Revista americana traz na capa caricatura de Barack Obama
Um porta-voz de sua campanha criticou o desenho. "A "New Yorker" pode pensar, como um de seus funcionários explicou para nós, que sua capa é uma sátira da imagem que os críticos de direita do senador Obama tentaram criar", disse Bill Burton. "Mas a maioria dos leitores verão como ofensiva e sem graça e nós concordamos", completou, citado pelo jornal "The New York Times".
Embora já tenha dito inúmeras vezes que é cristão convertido, o boato de que Obama seria muçulmano --alimentado pelo fato de seu pai ter sido muçulmano-- ainda é forte na internet. Uma pesquisa recente pediu os eleitores que dissessem a primeira palavra que viesse a mente ao pensar em Barack Obama e 3% disseram muçulmano.
A equipe de Obama preocupa-se que a caricatura de Obama alimente ainda mais este boato e, como a religião é fortemente associada pelos americanos com a al Qaeda e os ataques de 11 de setembro, afete seu apelo entre eleitores mais conservadores.
A reportagem da "New Yorker" é intitulada "The Politics of Fear" ("A Política do Medo") e, segundo um comunicado enviado para promover a revista, usa a caricatura de Obama e Michelle para "satirizar o uso das táticas do medo e da informação errada na campanha presidencial para afetar a campanha de Barack Obama".
David Remnick, editor da revista, deu uma entrevista ao "The Huffington Post" na qual defendeu sua escolha para a capa. "Obviamente eu não escolheria uma capa somente para chamar a atenção, eu escolhi porque tem algo a dizer. O que eu acho que ela faz é um espelho do preconceito e imagens negativas sobre o passado e a política de Barack Obama --de ambos os Obama", disse.
Remnick disse ainda que não pode falar pela "má interpretação dos outros" e que a caricatura combinou várias imagens que foram propagandeadas contra Obama "não por todos da direita, mas por alguns". Assim, a bandeira queimando é uma referência às críticas de falta de patriotismo de Obama, o turbante uma referência a sua suposta religião muçulmana e a idéia de que Michelle veio de grupos violentos como as Panteras Negras.
O editor diz que a reportagem quer combater a noção "idiota de que, de alguma forma, tudo isso está indo para a Sala Oval [da Casa Branca]".

DIÁSPORA NO ENECS

Retirado do Blog Diáspora Negros e negras em movimento

O Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais - ENECS - é um evento anual de caráter acadêmico, político, cultural e lúdico, que possibilita a interação entre os estudantes do curso de Ciências Sociais de todas as instituições do país. Este ano, o encontro será sediado em Salvador – Bahia, cidade de população majoritariamente negra .
O tema do ENECS em 2008 é As Ciências Sociais pensando o mundo: os conflitos da diversidade e as incertezas contemporâneas e será realizado entre 20 e 26 de julho de 2008 na UFBa – Universidade Federal da Bahia , no campus de Ondina – PAF I.

Segue a programação :

- A laicidade do Estado - os limites do sagrado e do laico na relação Estado e Religião ( 22/07/08 -10h)

- Descolonização do Conhecimento : Outras epistemologias dentro da Universidade ( 22/07/08 -10h)
- Juventude e ação política : dilemas, limites e possibilidades ( 21/07/08 -10h)
- Violência policial e crime no meio urbano ( 21/07/08 -10h)
- Implementação das ações afirmativas nas Universidades públicas
- o motivo das tímidas movimentações de implementação e os movimentos contrários à democratização do acesso ( 21/07/08 -10h)
- Nova esquerda ou populismo disfarçado ? A nova política na América Latina em questão.
- Novos atores políticos e alternativas de preenchimento do vácuo Cidadão X Estado ( 22/07/08 - 10h)
- Juventude e Candomblé - Renovação e Tradição no Axé ( 24/07/08 - 10h)

O que : ENECS
Onde : PAF I , UFBA - Ondina , Salvador -BA
Quando: 20 à 26 de julho de 2008.Hora : 10 h

Jantar Dançante “Movimento Negro de Santa Bárbara d’Oeste”

Sensacional Jantar Dançante “Movimento Negro de Santa Bárbara d’Oeste”

Local: Esporte Clube União Agrícola Barbarense

SALÃO DA 13 DE MAIO, AO LADO DA ESCOLA EMILIO ROMI.

Dia: 26 de julho às 19hs

Valor: R$ 15,00 por pessoa

Informações: Fone (19) 3463-2762 Cel. (19) 9774-0689

SHOWS: QUINTO SEGREDO

COMUNIDADE QUILOMBOLA JOEL

“EQUIPE BANDA LÔ

Contamos com você!!!

"NESTA FESTA SÓ NÃO VAI QUEM JA MORREU"

Informação recebida por orkut. Para visualizar o perfil de quem enviou, clique aqui

"Balé de Pé no Chão"

Projeto Cinemativa Apresenta:

"Balé de Pé no Chão"
Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
Dia 16 de JULHO, ÀS 19H

A Dança Afro de Mercedes Baptista resgata a surpreendente trajetória de Mercedes Baptista, artista responsável pela elaboração de uma linguagem afro-brasileira de dança, a partir da década de 50. Revela o papel central da cultura afro-descendente na dança moderna brasileira, e o pioneirismo de Mercedes Baptista na luta pela afirmação do negro na dança cênica nacional.

Logo após a exibição do filme, apresentação de dança afro com a Cia. Corpafro - a Arte de Dançar Afro e um bate-papo com a coordenadora e coreógrafa do grupo - Eliete Miranda.

Imperdível!!!
Apresentação: Lisa Castro
Uma homenagem ao dia 25 de julho - Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe.

O SESC Madureira fica na Rua Ewbanck da Câmara, 90, Madureira.

Classificação etária: Livre
Entrada gratuita
Informações e agendamento de grupos: Tel: (21) 3350-2676

Apoio:
Terra Firme Digital Coisa Nossa Produção e Comunicação Caras do Brasil Produções
Agradecimentos:Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro, pela autorização do filme.
Realização: Estimativa em parceria com SESC Madureira

Toda terceira 4ª-feira do Mês,
um filme para você!

REVISTA INFO SOBRE OFFICE 2007

Retirado do blog Dê graça é mais gosotosQuando foi lançado, o Office 2007 atraía a atenção por alguns recursos bacanas que ficavam logo à vista. Quase um ano e meio depois, o novo pacote de aplicativos de escritório começa a mostrar também um potencial de desenvolvimento maior que o das versões anteriores. A Coleção INFO Office 2007, que chega hoje às bancas, ensina como usar esses recursos para, por exemplo, criar uma nova faixa de opções que acomode botões personalizados, aumentar a legibilidade de textos no Word e criar um novo padrão para a exibição de referências bibliográficas.
Além dos tutoriais gerais sobre o Office, a edição traz instruções específicas para a realização de tarefas nos programas Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Access. Quem quer incrementar o pacote encontrará sugestões de complementos e, para aqueles que desejam experimentar alternativas para a produção de textos, planilhas e apresentações, a Coleção apresenta alguns dos principais concorrentes online e offline da solução da Microsoft.

Estilo: Revista
Tamanho: 43 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

CONVOCATÓRIA: FORÚM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA EM SP

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

SEM CONSENSO NAS COTAS, 'NAUFRAGA' VOTAÇÃO DO PLE 29

Retirado do site Convergência Digital.

Luiz Henrique Ferreira :: Convergência Digital ::
09/07/2008

Por conta das divergências com relação à adoção do sistema de cotas, o novo substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que estava pautado para ser votado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, mais uma vez "naufragou" e foi retirado de pauta nesta quarta-feira, 09/07.
Ao tomar conhecimento que o Projeto de Lei não tinha sido votado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa - que participou de uma Audiência Pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara nesta quarta-feira - reiterou a sua posição com relação ao projeto: A questão das cotas precisa ser objeto de maior discussão entre os parlamentares.
Costa descartou a hipótese de "má vontade de parlamentares com o projeto", mas admitiu que a questão de definição de cotas divide e precisa ser melhor debatida para se ter um ponto de consenso para que se possa "andar" com o Marco Regulatório da TV paga.
O ministro das Comunicações repetiu que é necessário trabalhar que se possa aprovar o PL 29 o mais rápido possível. Segundo o ministro, o PL possibilitará a abertura de novas licitações no segmento de TV por Assinatura, assim como, fomentará uma concorrência sadia e a redução do custo do serviço.
“Hoje esse serviço só chega para as classes A e B", assumiu Costa. "Nós queremos que as classes D e E também possam ter acesso a ele”, completou o ministro. O substitutivo de Bittar é crucial para o atual momento do setor de telecom.
Isso porque ele permite que as teles entrem no segmento de TV por Assinatura, ao mesmo tempo, que estabelece um novo marco a produção e inserção de conteúdo audivisual brasileiro nesse mercado, a partir da definição de cotas para a programação nacional.
O ministro das Comunicações lembrou que a base de assinantes do serviço de TV por Assinatura, apesar de ter crescido de 3,4 milhões de consumidores em 2000 para 5,7 milhões este ano, ainda é pequena em um país como o Brasil. Costa admite que a adesão é pequena porque o preço é "caro".

CONFEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO IO VAI AO STF CASSAR FERIADOS DE 23 DE ABRIL E 20 DE NOVEMBRO

Artigo interessant. Retirado da APN

O Brasil é um país negro. Mas, para alguns, essa ainda é uma verdade inconveniente.
Por Fátima Lacerda, da Agência Petroleira de de Notícias (www.apn.org.br)

Um dos mais populares santos do Brasil é também um dos mais polêmicos: São Jorge, também cultuado, na Umbanda e no Candomblé, no Rio de Janeiro, como Ogum. Pois o feriado dedicado ao santo guerreiro - dos católicos, dos umbandistas e dos seguidores do candomblé - agora está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mas a Confederação não parou em São Jorge. Também está questionando o feriado estadual de 20 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, na data de morte do herói do Quilombo dos Palmares, Zumbi.
Apesar de sermos um país laico, parece existir uma tênue e delicada fronteira, quando se trata de tirar da marginalidade para o centro da história oficial a nossa porção afro-descendente, sejam heróis ou santos. O sincretismo entre as figuras guerreiras de São Jorge e Ogum é tão vivo e tão forte no imaginário da população brasileira que fica difícil evocar um sem pensar noutro. O que dizer, então, de Zumbi, tão grandioso quanto Tiradentes – ambos mortos em nome da liberdade? De Tiradentes ficou uma imagem, construída pela história oficial, à semelhança de Cristo: barbas, cabelos e o rosto alongado e triste. Mas Zumbi é negro. O feriado de Zumbi propõe a reconstrução da sociedade brasileira. Daí a sua importância. Daí ser tão combatido por aqueles que se escondem por trás das justificativas de ocasião.
A Confederação Nacional do Comércio argumenta que os feriados estaduais trazem prejuízos ao comércio local, "ao desenvolvimento, ao crescimento econômico, à geração de emprego e renda". Nesse sentido, ajuizou duas Ações Diretas de Inconstitucionalida de (ADIN), de número 4091 e 4092. A primeira terá como relator o ministro Carlos Ayres Britto e a segunda, o ministro Celso de Mello. Os argumentos seguem pelo caminho do senso comum, sempre repleto de equívocos, como afirmar que "já existem feriados demais", o que a primeira vista soa como verdade, mas não resiste ao comparativo das estatísticas. Senão, vejamos:
No Japão, tudo é motivo de festa. São 25 feriados durante o ano. Na Bélgica são 20. Na Espanha, 16. Em Portugal, 14. Nos Estados Unidos e na França são 11. No Brasil são 9 feriados nacionais. Perdemos para a Inglaterra, onde a tradição religiosa não é forte. Lá, são apenas oito. Desde que seis deles, chamados simplesmente de "dias de folga" caiam sempre em dias de semana, de preferência na segunda ou na sexta, pois o objetivo é curtir uma folga mesmo.
Outro questionamento, dentre os comerciantes, é que os feriados que pretendem revogar tenham caráter estadual e não nacional. Aliás, o Dia Nacional da Consciência Negra já é feriado não apenas no Rio de Janeiro mas também em várias outras unidades federativas, sejam estados ou municípios. A tradição, na maioria dos países, é que os feriados tenham relação com questões culturais, religiosas ou referências históricas. Nesse caso, que tal deixar de lado os argumentos frágeis e falaciosos e ingressarmos todos numa luta conjunta, orgulhosos da nossa tradição afro-brasileira, para transformar o Dia 20 de Novembro, finalmente, em feriado nacional?

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE SOLANO TRINDADE

A cidade de Embu das Artes, região metropolitana da cidade de São Paulo, deu início as comemorações do centenário de nascimento de Solano Trindade. Ator, poeta, escritor, pintor, folclorista, o pernambucano Solano chegou em Embu nos anos 60 e foi o precursor do movimento que tornaria a cidade um forte pólo cultural. Sua obra foi reconhecida por artistas do porte de Carlos Drummond de Andrade e Roger Bastide. Para celebrar a herança deixada por este grande artista, a Prefeitura de Embua das Artes, em parceria com o Teatro Popular Solano Trindade, organiza uma séries de eventos multiculturais durante todo o mês de julho. Dança, poesia e apresentações de música e teatro estão programadas.
Data: de 4 a 27 de julho
Local: Teatro Popular Solano Trindade - Av. São Paulo, 100 - Centro
Veja a programação completa: www.embu.sp.gov.br

quarta-feira, 9 de julho de 2008

CAPOEIRA PODE SE TORNAR PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do blog do CEN. Vale a pena visitar o blog, pois lá também tem um resumo bastante interessante sobre a origem da capoeira no Brasil


Posted In: . By Yoná Valentim
Uma das maiores expressões culturais afro-brasileiras pode ser reconhecida, já na próxima semana, como patrimônio histórico e artístico imaterial brasileiro.
Na terça-feira, dia 15 de julho, será apreciada a proposta de registro da capoeira como patrimônio cultural do Brasil durante a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Palácio Rio Branco, em Salvador. Estarão presentes no evento o ministro Interino da Cultura, Juca Ferreira, o governador da Bahia, Jacques Wagner, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, além de autoridades locais e diversos grupos de capoeiristas, que pretendem acompanhar a votação e realizar uma grande roda em frente ao palácio do governo.
O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura. É resultado de uma ampla pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de conhecimento e documentação sobre o bem imaterial, sintetizada num dossiê final.
Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan, Fundação Cultural Palmares e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.
Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem cultural. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, desse outro saber característico da cultura afro-brasileira.
Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Iphan
Data: 15/07/2008
Horário: a partir das 14h30
Local: Salão dos Espelhos do Palácio Rio Branco - Praça Tomé de Sousa, s/n, Centro - Salvador / BA
Shows: Marienne de Castro, Roberto Mendes, Naná Vasconcelos, Wilson Café, Ramiro Musotto, Lorimbau e Orquestra de Berimbau.
Horário: 19h
Local: Teatro Castro Alves - Praça 2 de julho, s/n, Campo Grande - Salvador/BAServiço:
Reunião do Conselho Consultivo do Iphan

UM DÉBITO COLOSSAL

Retirado do site da Folha de SP

Folha de SP, 08 de julho de 2008
FÁBIO KONDER COMPARATO
A escravidão de africanos e afrodescendentes no Brasil foi o crime coletivo de mais longa duração praticado nas Américas

A ESCRAVIDÃO de africanos e afrodescendentes no Brasil foi o crime coletivo de mais longa duração praticado nas Américas e um dos mais hediondos que a história registra.
Milhões de jovens foram capturados durante séculos na África e conduzidos com a corda no pescoço até os portos de embarque, onde eram batizados e recebiam, com ferro em brasa, a marca de seus respectivos proprietários. Essa carga humana era acumulada no porão de tumbeiros, com menos de um metro de altura.
Aqui desembarcados, os infelizes eram conduzidos a um mercado público, para serem arrematados em leilão. O preço individual de cada "peça" dependia da largura dos punhos e dos tornozelos.
Nos domínios rurais, os negros, malnutridos, trabalhavam até 16 horas por dia, sob o chicote dos feitores. O tempo de vida do escravo brasileiro no eito nunca ultrapassou 12 anos, e a mortalidade sempre superou a natalidade; de onde o incentivo constante ao tráfico negreiro. Segundo as avaliações mais conservadoras, 3,5 milhões de africanos foram trazidos como cativos ao Brasil.
O seu enquadramento no trabalho rural fazia-se pela violência contínua. Daí a busca desesperada de libertação, pela fuga ou o suicídio. As punições faziam-se em público, geralmente pelo açoite. Era freqüente aplicar a um escravo até 300 chibatadas, quando o Código Criminal do império as limitava ao máximo de 50 por dia. Mas em caso de falta grave, os patrões não hesitavam em infligir mutilações: dedos decepados, dentes quebrados, seios furados.
Tudo isso sem contar o trauma irreversível da desculturação, pois todos os cativos eram brutalmente afastados de sua língua, de seus costumes e suas tradições. Desde o embarque na África, procurava-se agrupar indivíduos de etnias diferentes, falando línguas incompreensíveis uns para os outros. Para que pudessem se comunicar entre si, tinham que aprender a língua dos patrões, gritada pelos feitores. Foi esse, aliás, o principal fator de disseminação da "última flor do Lácio" em todo o território nacional.
Outro efeito desse crime coletivo foi a geral desestruturaçã o dos laços familiares. As jovens escravas "de dentro" serviam habitualmente para saciar o impulso sexual dos machos da casa grande, enquanto na senzala homens e mulheres viviam em alojamentos separados. O acasalamento entre escravos era tolerado para a reprodução, jamais para a constituição de uma família regular.
O resultado inevitável foi a superposição do direito de propriedade aos deveres de parentesco, mesmo sangüíneo. Há alguns anos, um pesquisador ianque encontrou, no 1º Cartório de Notas de Campinas (SP), uma escritura pública de 1869, pela qual um varão, ao se tornar maior de idade, decidiu alforriar a própria mãe, que recebera por herança de seu progenitor.
O fato é que, em 13 de maio de 1888, abolimos a escravidão tal como encerramos, quase um século depois, os horrores do regime militar: viramos simplesmente a página. Os senhores de escravos e seus descendentes não se sentiram minimamente responsáveis pelas conseqüências do crime nefando praticado durante quase quatro séculos.
Ora, essas conseqüências permanecem bem marcadas até hoje em nossos costumes, nossa mentalidade social e nas relações econômicas. Atualmente, negros e pardos representam mais de 70% dos 10% mais pobres de nossa população. No mercado de trabalho, com a mesma qualificação e escolaridade, eles recebem em média quase a metade do salário pago aos brancos, e as mulheres negras, até metade da remuneração dos trabalhadores negros. Em nossas cidades, mais de dois terços dos jovens assassinados entre 15 e 18 anos são negros.
Na USP, a maior universidade da América Latina, os alunos negros não ultrapassam 2%, e, dos 5.400 professores, menos de dez são negros. É vergonhoso que tenhamos esperado 120 anos para ensaiar a primeira medida de apoio oficial à população negra: a reserva de vagas para matrícula em estabelecimentos de ensino superior.
No entanto, tal medida representa hoje o cumprimento de um expresso dever constitucional. O artigo 3º da Constituição de 1988 declara, como objetivos fundamentais da República, "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais", bem como "promover o bem de todos", sem preconceitos de qualquer espécie.
Mas o preconceito que tisna os brasileiros de origem africana não é neles marcado apenas fisicamente, como se fazia outrora com ferro em brasa. Ele aparece registrado como uma degradação social permanente em todos os levantamentos estatísticos.
Que as nossas classes dominantes tenham, enfim, a mínima hombridade de reconhecer que esse colossal passivo de nossa herança histórica ainda nem começou a ser pago!


FÁBIO KONDER COMPARATO , 71, é professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP e autor, entre outras obras, de "Ética - Direito, Moral e Religião no Mundo Moderno" (Companhia das Letras).

CIDADE DEBATE RACISMO COM CANÇÃO POPULAR

Retirado do site do PNUD


Diadema, 03/07/2008
para levar discussão sobre gênero e raça à comunidade, projeto em Diadema usa músicas de Zeca Pagodinho e Sandra de Sá e vídeos-->

Casa Beth Lobo
A
Casa Beth Lobo existe desde 1991 e hoje integra uma série de projetos, que incluem uma oficina de teatro, um curso de artesanato, um grupo de discussão para maridos agressores e um outro que oferece aulas de ioga. Além das atividades recreativas, a casa oferece apoio jurídico, psicológico e social para mulheres vítimas de violência doméstica. Em média, a casa recebe 40 novos casos todos os meses.
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Filmes engajados, exposições, livros e textos com mensagens criativas e canções infantis ou de artistas consagrados, como Sandra de Sá e Zeca Pagodinho, têm sido usados em Diadema (Grande São Paulo) nas discussões sobre racismo e discriminação contra mulheres. A iniciativa é de um projeto da prefeitura que tenta fazer com que os participantes, grande parte vítima de violência física ou psicológica ligada a esses temas, reflitam sobre situações corriqueiras em que o preconceito estaria envolvido.
Chamado Ciclo de Formação para Diversidade, Gênero e Raça e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e de Cidadania, o programa leva às igrejas, pastorais, Unidade Básica de Saúde, repartições públicas e fábricas de Diadema uma equipe formada por assistentes sociais, psicólogos e sociólogos que apresenta uma mensagem que mais tarde é debatida com os participantes. Essa mensagem — que pode ser transmitida por vídeos, esquetes de teatro, textos e músicas — tenta mostrar situações de discriminação ou apresentar uma contrapartida, através de uma imagem positiva da negritude ou da diversidade de gênero.
A ação faz parte da Casa Beth Lobo — Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Doméstica, projeto da prefeitura de Diadema que foi um dos 20 vencedores do
Prêmio ODM Brasil 2007, uma iniciativa do governo federal e do PNUD que destacou práticas de prefeituras e organizações sociais que ajudam o país a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
O trabalho tem um forte enfoque na valorização da cultura negra. Entre o material usado para elevar a auto-estima desse grupo estão filmes como o curta "Vista Minha Pele" (que apresenta uma sociedade em que os papéis estão invertidos — o branco é minoria e alvo de discriminação), o livro infantil "Menina Bonita do Laço de Fita", de Ana Maria Machado (que conta a história de um coelho branco que queria ser preto como a menina do título), além de músicas infantis como "Plantei uma Cenoura no Meu Quintal" (com claro cunho racista), e a afirmativa "Olhos Coloridos", mais conhecida na voz de Sandra de Sá.
"Essas mulheres negras foram criadas como se todas as características delas fossem feias. O cabelo crespo é o cabelo ruim, algumas expressões ligam sua raça a algo negativo, como nuvem negra, lista negra, sempre associada a uma conotação depreciativa", afirma a socióloga Maria de Lourdes Ventura de Oliveira, diretora do Departamento de Defesa dos Diretos da Cidadania na secretaria. "Nós tentamos resgatar a estima dessas mulheres, apresentando pontos de vista positivos e discutindo conceitos negativos", diz, acrescentado que o projeto tenta abordar "a maneira como essa mulher é vista na sociedade e como ela se vê".
Sobre questões de gênero, são apresentados filmes (um deles mostra todo o trabalho da mulher em casa), o texto da Lei Maria da Penha, que aumenta o rigor das punições por agressões contra a mulher, ou a letra "Faixa Amarela", de Zeca Pagodinho, que constrói uma visão romântica da mulher, mas que, em dado momento, avisa: "Mas se ela vacilar, vou dar um castigo nela/ Vou lhe dar uma banda de frente/ Quebrar cinco dentes e quatro costelas". "É uma coisa muito violenta. As pessoas dançam, cantam e não refletem sobre a gravidade disso. São atitudes do cotidiano que reforçam o preconceito, a violência, mas que passam despercebidas", diz Maria de Lourdes.

O OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE MÍDIA CONTRATA ESTAGIÁRIOS

Recebido por email e divulgando.

Estágio em jornalismo
Prezados,
Seguinte, algum de vocês tem interesse ou conhecem pessoas que possam ter interesse na vaga abaixo?
Respondam a Alexandre Nascimento: alexandre@observatoriodemidia.org.br

Abraços, ************ ********* ********* ********* *****

Estágio Observatório Brasileiro de Mídia
Não temos afrodescendentes na equipe e certamente contrataremos ao menos dois agora.

Obrigado
Alexandre
O OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE MÍDIA CONTRATA ESTAGIÁRIOS

O Observatório Brasileiro de Mídia selecionará estudantes de JORNALISMO do 1º e 2º do curso para atuar nas pesquisas desenvolvidas de acompanhamento da produção da grande mídia escrita nacional.

OS CURRÍCULOS DEVERÃO SER ENVIADOS PARA O E-MAIL: contato@observatoriodemidia.org.br

ASSUNTO: ESTÁGIO
Perfil: Estudante de Jornalismo;
Pessoa Dinâmica, Comunicativa e que aprecie trabalho em equipe;
Qualquer idade; Preferência para estudantes do 1º e 2º anos;
Local de Trabalho: Rua São Bento, 365, 19º andar. Próximo ao metrô São Bento
Horário: Manhã ou Tarde
Carga Horária Semanal: 30hs
Benefício: Bolsa R$ 500,00

SENADOR PAIM ELOGIA APROVAÇÃO DE COTAS PELO SENADO

Retirado do site da Agência Senado

PLENÁRIO / Pronunciamentos08/07/2008 - 16h04
Paim elogia aprovação de projeto que estabelece cotas para estudantes de escolas públicas



Em pronunciamento nesta terça-feira (8), o senador Paulo Paim (PT-RS) registrou a aprovação, na semana passada, pela
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), de projeto (PLS 546/07) de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) que reserva 50% das vagas em instituições públicas federais de ensino superior, profissional e tecnológico para estudantes oriundos de escolas públicas. Paim, que relatou a matéria, disse que a medida objetiva "romper por meio da educação o ciclo de pobreza e exclusão que atinge milhares de brasileiros, em especial os jovens".
- Fomos favoráveis à idéia por ela vir ao encontro daquilo que defendemos nessas mais de duas décadas aqui no Congresso Nacional - disse Paim, salientando que a proposição inclui projeto já arquivado de sua autoria, que garantia 50% das cotas no ensino superior para alunos de escolas públicas.
Paim lembrou, ainda, que também inseriu em seu relatório ao projeto de Ideli cotas para pessoas com deficiência.
- Assim, esses brasileiros, ao lado dos mais pobres, dos negros e dos índios, que já estavam contemplados no projeto original, terão maior acesso à educação - enfatizou, acrescentando que a matéria, por ter sido aprovada em
decisão terminativa, vai ao exame da Câmara dos Deputados sem necessidade de votação no Plenário do Senado.
Ainda em seu pronunciamento, o senador defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (
PEC 24/05) que institui o Fundo Nacional de Ensino Profissionalizante (Fundep). A medida, conforme justificação do autor, tem o objetivo de democratizar o acesso a cursos profissionais.
Domingos Mourão Neto / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

terça-feira, 8 de julho de 2008

EVENTO DO DIA DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA

PROGRAMAÇÃO
DIA 08
16h - Inauguração da Feira - Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa) , Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

18h - Noite de Autógrafos do Livro: Caroço de Dendê: a Sabedoria dos Terreiros Autora: Mãe Beata de Yemonjá
18h30 - Inauguração das Exposições: Visitação até dia 31 de julho
FILHAS DA ÁFRICA (Projeto Mulheres Negras em Ação/ CONDEDINE)
Exposição fotográfica de Zezinho Andrade, textos de Joselina e poesias de Conceição Evaristo, Lia Vieira, Ana Cruz, Lucia Mattos e Néia Daniel
Coordenadora: Creuzely Ferreira
Curadora: Neia Daniel
DANDARAS
Exposição de pinturas em óleo, em acrílico, desenhos em pastel, esculturas em madeira e papel machê, tapetes em barbantes e livros de artistas e escritoras negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Incubadora Afro-Brasileira, Rede Iyá Àgbá - Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / CRIOLA, Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

19h30 - NO KORIN ÒLÓORUN - Coral de Cânticos Sacros em Iorubá
Maestro: Claudecir Francisco

DIA 24 - 16h - Feira
Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Rede Iyá Àgbá Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / Criola, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa) , Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

16h - Mesa de Abertura –
Cecília Teixeira Soares - Superintendente de Direitos da Mulher e
Presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
Iyá Marilene d’Oxossi

16h – Palestras:
Mesa 01
Rede Iyá Àgbá - Rede de Mulheres Negras no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
Como o terreiro trabalha a violência desde os ancestrais até os dias de hoje - Iyá Torody d’Ogum
Intolerância religiosa sofridas pelos ancestrais e hoje - Iyá Regina Lúcia d’Yemanjá)
Por que as Iyalorixas entraram para a rede – e a realidade de cada comunidade - Iyá Vânia d’Iansã
Como esta sendo feito o trabalho nas casas nestes 3 anos de trabalho e os resultados alcançados - Iyá Nilce d’Iansã
A diferença de trabalhar nas comunidades e casas de terreiro Mametu Jorgina d’Oxum
A Saúde nos terreiros – O trabalho da Rede iyá Àgbá em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro Brasileira e Saúde - Iyá Lú d’Ogum
Quais os órgãos públicos fizeram parcerias nas nossas comunidades e como eram feitas antes da rede e agora - iyá Tânia d’Yemanjá
Valorização da mulher negra de terreiro na política (passado e presente)
Iyá Amélia d’Oxum

Mesa 2
O Tráfico de Pessoas: A Escravidão Moderna - realidades e tentativas de enfrentamento

Palestrantes:
Tráfico de pessoas: Ebe Campinha – Assistente Social, mestre e doutoranda em Serviço Social e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Unigranrio
A realidade da mulher negra: Lucia Xavier - Assistente Social e Coordenadora de CRIOLA
Possibilidades de enfrentamento - Projeto Trama: Luciana Campello - Psicóloga e articuladora do Projeto Trama
Mediadora: Alessandra Page - Advogada
Fechamento das mesas Iyá Lúcia d’Oxum ( palavra final e cântico)

Oficinas aberta ao publico
· Oficina de material reciclado e customização
· Oficina de artesanato ( pintura em cerâmica, craquele,arte em jornal, pintura em tecido, decoupage e topiaria)
· Oficina de artesanato ( molde vazado temas natureza)
· Oficina de artesanato (trabalho manual com toalhas e bonecas)
· Exposição de pinturas em tecido e mdf e oficina de confeitagem para principiantes
· Oficina de saúde
· Oficina de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher

DIA 25
10h - Oficina de tranças:
Margarida das Tranças
16h - Feira - Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negra, Rede Iyá Àgbá Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / Criola, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa), Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

18h – Abertura:
FNMN/CEDIM/SUDIM/ FEJN/LÉSBICAS/ QUILOMBOLAS/ FMMNN/CONEBE/ CEDOICOM/ COLERJ
18h30 - Inauguração da Placa Malu/Obassi

19h - Performance: Solista Jupi.S'
19h30 às 20h30 - Conversa Nagô
Mulher negra: Um olhar da comunidade e a questão da violência e habitação
Palestrante: Elizete Napoleão - Coordenadora do Movimento Nacional pela Moradia

Mulher Negra e Trabalho
Rosangela BastosCentro Comunitário de Formação Profissional da Pedreira Padre Juan

Mulher Negra e seus Direitos Sexuais e Reprodutivos
Aglaete Nunes Martins Advogada/Pós- Graduada em Direito do Meio Ambiete e Fundadora da OAB Mulher
Marta Oliveira Rede Feminista de Saúde/AMBRio
Coordenação: Adriana Martins - Conselheira dos Direitos da Mulher/CEDIMRJ

DJ CRISSOUL
Grupo Cultural Imalê Ifé

21h30 - Lavagem da escadaria e roda: Grêmio Cultural e Recreativo Afoxé Filhos de Gandhi

RUA CAMERINO, 51 - CENTRO - RJ
TEL: 2299-2005
cedimrj@yahoo. com.br

domingo, 6 de julho de 2008

O CORPO NEGRO NA MODA. RACISMO NA VOGUE?

Retirado do blog Belezanegras

Cultura Esportes Celebridades Afro-brasileiras Afro-descendentes

O Corpo Negro na Moda
A Vogue americana de abril publicou esta capa com o jogador de basquete LeBron e a modelo brasileira Giselle envolvida em seus braços.A foto provocou uma polêmica entre os que atribuíam a uma exploração estereotipada da imagem do jogador com uma expressão associada, menos a um grito de "guerra" de um jogo e mais a imagem famosa do cartaz do filme com o gorila King Kong.
Outros comentaristas de moda defenderam a idéia da capa pela "tendência ao choque" da opinião pública e também justificado como liberdade de expressão.Uma terceira posição foi a da jornalista da ESPN Jamele Hill que levantou a bola da questão e acha que o LeBron deveria cuidadar melhor da imagem.




E o que você acha?


Postado por José Ricardo
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

MINISTRO DA EDUCAÇÃO DEFENDE AS COTAS

Retirado do Correio da Bahia.

04/07/2008
Ministro defende cotas em universidades


BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que o governo vai encampar o projeto aprovado pelo Senado que destina 50% das vagas das instituições federais (profissionais e tecnológicas) e das universidades federais para estudantes das rede pública. Para ele, trata-se de “justiça social”. O projeto, que ainda precisa ser votado na Câmara, é rechaçado por setores da oposição por embutir cotas raciais.

“A questão é social e, dentro das vagas reservadas, a distribuição para negros e índios é proporcional à população dos estados. Ninguém pode se queixar”, afirmou Haddad. Dentro destes 50% das vagas para alunos oriundos de escolas públicas, o projeto prevê cotas específicas para estudantes que se declarem negros ou índios em proporção semelhante à população do estado. “Não estamos querendo tirar de um para dar para o outro. Não é dividir o mesmo: é dividir mais e com mais gente”, disse, ressaltando que a aprovação da proposta no Senado, na quarta-feira, ocorreu no melhor momento.

Isso porque, segundo ele, no mesmo dia em que foi aprovado o projeto, de autoria da líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), também foi aprovada a expansão das universidades e escolas técnicas. “São 150 novas escolas técnicas federais. Vamos duplicar as vagas para o ensino superior, chegando a 229 mil novas vagas e 1,08 milhão de matrículas em quatro anos. Não há motivo para temor”, disse. Na Câmara, projeto semelhante ao aprovado no Senado tramita há quatro anos. Ele está pronto para votação, mas não há consenso. A estratégia do governo foi, então, tentar uma tramitação mais rápida no Senado, o que acabou ocorrendo.

Especialistas em educação, como o deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), ex-ministro da Educação no governo de Fernando Henrique Cardoso, defendem outro modelo. Ele é favorável à reserva de cotas sociais, mas não concorda com a reserva de parte dos 50% para negros e índios. “A cota racial dá um privilégio extra para aqueles que, dentro do segmento racial, têm maior renda”, disse. (AE)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

REPORTAGENS SOBRE DECISÃO DO SENADO FAVORÁVEL A COTAS



01/07/2008 | site: GloboVideos
Universidades federais darão vagas a estudantes de escolas públicas
Comissão de Educação no Senado aprovou um projeto que vai abrir vagas em universidades federais para alunos de escolas públicas. Negros, pardos e índios terão vagas específicas dentro das cotas.




Quarta-feira, 02/07/2008
A senadora Ideli Salvati (PT-SC) afirma que a proposta foi criada por ela para garantir a ascensão de alunos de instituições públicas. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) observa um viéis discriminatório.




Quarta-feira, 02/07/2008
A política de cotas, adotada por algumas instituições de ensino, pode virar lei. Proposta aprovada no Senado garante 50% das vagas das universidades federais para estudantes da rede pública.

COMISSÃO DO SENADO APROVA COTAS

Retirado do site da Agência Senado.

01/07/2008
Proposta aprovada pela CE destina metade de vagas no ensino superior e na educação profissional para alunos de escolas públicas


Os estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas terão direito a pelo menos metade das vagas a serem oferecidas por instituições federais de ensino superior e de educação profissional e tecnológica. A medida consta do Projeto de Lei 546/07, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), aprovado nesta terça-feira (1) em
decisão terminativa pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
De acordo com o projeto, essas vagas deverão ser preenchidas, em cada curso e em cada turno, por estudantes que se declarem negros e índios, pelo menos em igual proporção à participação de negros e índios na população da unidade da federação onde for instalada a instituição de ensino. Por emenda apresentada pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS), pessoas com deficiência terão acesso às vagas reservadas independentemente do fato de terem cursado a educação básica em escolas públicas.
O texto que foi submetido à votação da CE previa inicialmente a reserva de vagas apenas para as instituições federais de educação profissional e tecnológica. A inclusão de instituições de ensino superior foi sugerida, durante o debate, pelo senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e prontamente aceita pela autora e pelo relator do projeto.
- Este é um dia muito feliz para a bancada da educação - celebrou Ideli.
A comissão aprovou também, em decisão terminativa, o
Projeto de Lei do Senado 44/08, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que define 2009 como o Ano da Educação Profissional e Tecnológica e o dia 23 de setembro como o Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico. O relator foi Paulo Paim.
Entre outros projetos aprovados em decisão terminativa, está o
PLS 733/07, do senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que institui a comemoração anual, em 26 de julho, do Dia Nacional do Arqueólogo, cujo relator foi o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Igualmente em decisão terminativa, foi aprovado o Projeto de Lei do Senado 455/07, de Marconi Perillo, que autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal de Iporá (GO). O relator ad hoc foi o senador Augusto Botelho (PT-RR). Outro projeto de Perillo aprovado em decisão terminativa (PLS 484/07) autoriza a criação da Universidade Federal do Norte de Goiás, em Porangatu (GO). O relator ad hoc foi o senador Papaléo Paes (PSDB-AP).
Ainda relativos à autorização de criação de estabelecimentos pelo governo federal, foram aprovados quatro outros projetos. O primeiro (
PLS 25/08), do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), permite a criação da Escola Técnica Federal de Construção Naval em Itajaí (SC). O relator foi o senador Marco Maciel (DEM-PE). O segundo (PLS 92/08), de Paulo Paim, autoriza a criação do Centro de Especialização em Tecnologia da Carne em São Gabriel (RS). O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi o relator.
O terceiro projeto (
PLS 459/07), de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), autoriza a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Distrito Federal. O relator ad hoc foi Papaléo Paes. O quarto projeto (PLS 405/07), do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), permite a criação da Escola Técnica Federal de Buritis (RO). O projeto teve como relator o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).
Igualmente em decisão terminativa, foram aprovados pela CE dois projetos da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). O primeiro deles (
294/07) inscreve o nome de Ana Néri - considerada a "patrona da enfermagem do Brasil", como recordou a relatora, Fátima Cleide (PT-RO) - no Livro dos Heróis da Pátria. O segundo projeto (PLS 296/07), que teve Marconi Perillo como relator ad hoc, altera o nome do próprio livro, que passa a ser chamado - segundo a proposta - de Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria.
Marcos Magalhães / Agência Senado

quarta-feira, 2 de julho de 2008

PALESTRA "A CANDIDATURA OBAMA NAS ELEIÇÕES DOS EUA"


O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) convida para a palestra:

Palestrante:
Prof. Ollie Johnson
Wayne State University – EUA
Comentador:
Fabiano Santos
IUPERJ
A palestra terá como foco os pontos fortes e fracos da candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos da América. Obama ganhou a disputa interna do Partido Democrata articulando de modo eficaz discurso, organização de campanha e arrecadação de fundos. Ele até agora tem conseguido neutralizar aqueles que o acusam de ser antiamericano, antipatriota e muçulmano. Johnson pretende mostrar que tal capacidade, que o coloca hoje perante o público norte-americano como o "candidato da mudança", deve ser entendida em termos de seu background político e pessoal.
Local: IUPERJ
Rua da Matriz, 82 – Botafogo - (021) 2266-8300
Data: 8 de julho de 2008, terça-feira
Horário: 14h

terça-feira, 1 de julho de 2008

CARTA DAS REDES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA NO CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO AS DST E AIDS

Recebido por email


Florianópolis, 28 de junho de 2008.
Nós, negras e negros, presentes no VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, realizado em Florianópolis de 25 a 28 de junho de 2008, reiteramos a importância do enfrentamento do racismo, do sexismo, da lesbofobia, da homofobia, da transfobia, da intolerância religiosa, da discriminação em função da condição de saúde, da vida com HIV, da deficiência ou de qualquer outra situação, para a garantia de efetivação do direito humano à saúde e, em especial, para a redução das vulnerabilidades às DST e ao HIV/Aids.Embora o movimento negro seja um sujeito político que atua na defesa do direito à saúde e na luta contra a Aids desde a década de 80, ainda temos o desafio de mobilizar a sociedade para reconhecer o crescimento e o encrudescimento da epidemia de Aids na população negra.Nós, ativistas do movimento negro e representantes das Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-brasileiras e Saúde, Rede Lai Lai Apejo – População Negra e Aids, Afro-Atitudes e da Rede de Mulheres Negras do Paraná, em busca da equidade e da justiça social, reivindicamos:
1. que no âmbito das políticas, ações, planos ou programas da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Programa Nacional de DST/Aids, em especial, sejam definidas ações estratégicas emetas específicas para o enfrentamento do racismo e das iniqüidades raciais, considerando que estes são fatores incrementadores das vulnerabilidades à infecção pelo HIV e outras DST e ao adoecimento por Aids, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006
2. que o Ministério da Saúde dê continuidade no fomento a pesquisas na área de racismo e Aids, população negra e Aids, por meio de editais de pesquisa específicos e que, junto a isso, garanta uma ampla divulgação dos resultados das pesquisas de 2006/2007
3. que o Ministério da Saúde e Organismos do Sistema ONU, ao implementar programas e ações de promoção aos direitos sexuais e reprodutivos, prevenção às DST-HIV/Aids e drogas paraa juventude, considerem o impacto das desigualdades sócioraciais, da violência, do racismo e da discriminação institucional na determinação dos contextos de vulnerabilidade às DST, HIV/Aids
4 . que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios ampliem e aprimorem suas ações de comunicação no campo da prevenção das DST/Aids com vistas a garantirigualdade de oportunidades no acesso a informações e maior adequação às realidades e expectativas dos vários segmentos populacionais, residentes nas áreas urbanas e rurais, nos campos e nas florestas
5. que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios, apóiem iniciativas do movimento negro para a consolidação e o fortalecimento dos trabalhos em rede embusca de saúde integral e de acesso universal à prevenção, tratamento e assistência no campo das DST/Aids

Assinam
Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra
Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Rede Lai Lai Apejo – População Negra e Aids
Rede Nacional Afro-Atitudes
Rede de Mulheres Negras do Paraná
pesquisas na área de racismo e Aids, população negra e Aids

UFMG ADOTA BONIICAÇÃO DE PONTOS PARA CANDIDATOS DE ESCOLA PÚBICA E NEGROS

Essa quase passou despercebido... A UFMG vai adotar no vestibular de 2009 bonificação para acesso de candidatos de escolas públicas e negros. Já haviamos feito uma postagem, em janeiro, sobre essa discussão nesta universidade, clique aqui.

Segue as notícias abaixo retiradas do site do jornal O Tempo e do site da CEDECOM da UFMG.
Bônus na UFMG gera controvérsias
DOUGLAS RESENDE
O vestibular 2009 da UFMG, que acontece no final do ano, vai ficar marcado na história da principal instituição de ensino do Estado. Depois de muita resistência em apresentar propostas efetivas de ação afirmativa, no último dia 16 a reitoria da UFMG anunciou a adoção de bonificação de 10% nos exames do vestibular para estudantes que freqüentaram todo o ensino médio e fundamental em escolas públicas, e mais 5% para aqueles que se autodeclaram negros.
Segundo Alexandre Braga, militante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), a ação da UFMG é uma "vitória histórica" da luta pela igualdade racial e terá um "impacto político e social muito grande", porque "abre precedente para outras universidades, dada a importância da instituição no país". Ele questiona, no entanto, a falta de avaliação da classificação racial, que fica por conta da autodeclaração do aluno. "Isso abre brechas para estudantes com objetivos escusos."
A professora Antônia Vitória Braga, coordenadora do grupo Ações Afirmativas UFMG e diretora da Faculdade de Educação (FAE), diz que, no entanto, "as experiências de classificação têm se mostrado mais difíceis". Primeiro porque "num país racista como o nosso, não é fácil se declarar negro"; segundo, pelo grau de miscigenação do Brasil. "Além disso, é o outro que vai dizer o que eu sou ou sou eu? Partimos do pressuposto de que as pessoas são honestas", diz a professora.
A proposta inicial apresentada pela reitoria ao Conselho Universitário continha apenas a ação sócio-econômica que atende os estudantes provenientes de escolas públicas. Foi o grupo de Vitória que reivindicou na reunião do conselho o bônus de 5% para estudantes negros provenientes de escolas públicas. "Partimos do pressuposto da igualdade, que inclui o problema social, ligado à renda, e o racial, já que os negros são os mais pobres", justifica Vitória.
Para ela, as duas questões - social e racial - estão intimamente ligadas. "Uma estimula a outra. Então, se a UFMG quer diminuir a desigualdade, tem que observar as duas vertentes, de modo a superar as assimetrias sociais. E a UFMG está dizendo agora, muito humildemente, o seguinte: ‘Nós queremos dar a nossa contribuição para diminiur a desigualdade social’."
Publicado em: 28/05/2008
Bônus pode igualar acesso de alunos de escolas públicas e privadas à UFMG
sexta-feira, 16 de maio de 2008

De acordo com estudo feito pela Pró-reitoria de Graduação da UFMG, o bônus do vestibular aprovado pelo Conselho Universitário da Universidade vai ampliar o acesso a estudantes de escolas públicas em cerca de 15%. Isso significa que, de 35%, os ingressantes provenientes de instituições públicas de ensino vão corresponder a 50% dos aprovados, igualando-se aos de escolas privadas. O estudo foi feito com base nos números do Vestibular 2006 e não inclui a simulação da entrada de negros de escolas públicas na UFMG.
O bônus foi aprovado na reunião do Conselho Universitário da última quinta-feira, 15 de maio. O mecanismo concede um adicional de 10% na pontuação obtida no vestibular a candidados que freqüentaram escola pública da 5ª série do ensino fundamental ao último ano do ensino médio. Também foi aprovado o acréscimo de 5% ao bônus se o candidato se auto-declarar negro. Isso significa que os afro-descendentes estudantes de instituições públicas nos últimos sete anos da educação básica vão ter sua pontuação aumentada em 15%. O benefício entra em vigor no próximo vestibular. Os acréscimos de 10% e 15% vão ser concedidos nas duas estapas do concurso.
De acordo com o reitor da UFMG, professor Ronaldo Pena, a medida difere da política de cotas porque não é a simples reserva de vagas. “O bônus depende da nota que o aluno da escola pública tira, o que valoriza o mérito do estudante que se aproxima da aprovação”. O reitor ressalta que o bônus vai equilibrar as condições de competição entre alunos de escolas públicas e privadas, sem prejudicar os estudantes de instituições privadas. “Pensando em termos de políticas públicas, teremos um país mais justo, com mais oportunidades e menos violência”, comenta. Universidades como a Unicamp, a USP, a Federal Fluminense (UFF) e a Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) já adotam sistemas semelhantes.
A comprovação dos estudos em escola pública será feita por meio do histórico escolar do candidato. Mas, a Comissão Permanente de Vestibular da UFMG (Copeve) ainda não definiu como e quando a entrega vai ser feita. No formulário de inscrição, o candidato já declara sua trajetória escolar e a raça à qual pertence. Segundo o pró-reitor de Graduação, professor Mauro Braga, é provável que o questionário seja reformulado e que algumas perguntas sejam incluídas.
Para que mais candidatos de escolas públicas tenham chances de se inscrever no Vestibular 2009, o prazo para o pedido de isenção da taxa de inscrição será reaberto na próxima segunda-feira. O pedido de isenção poderá ser feito até 16 de junho. As inscrições para o Vestibular acontecem entre 10 de agosto e 12 de setembro.
Ronaldo Pena destacou que a proposta de inclusão social da Universidade também inclui a criação de cerca de 1.200 novas vagas no Vestibular 2009, das quais mais de 700 são para cursos noturnos. Uma expansão de mil vagas está prevista para o Vestibular 2010.

ASSEMBLÉIA DO FÓRUM ESTADUAL DE JUVENTUDE NEGRA DO RJ

Retirado do site do IBASE.

No próximo dia 12 de julho de 2008, será realizada na cidade de Volta Redonda – Rio de Janeiro, a Assembléia do Fórum Estadual de Juventude Negra do Rio de Janeiro, onde estarão reunidos 150 participantes, entre delegados(as), observadores(as) e convidados(as).
A Assembléia do Fórum é destinada para jovens negros(as), residentes no estado do Rio de Janeiro, com idade entre 15 e 29 anos, que poderão participar da atividade na condição de delegados(as), com inscrição prévia em um dos locais descritos abaixo. Os(as) jovens e adultos(as), que não se encaixam no perfil de delegados(as),o Forjune convida para que se inscrevam para a atividade na condição de observadores(as).
Para viabilizar a alimentação dos(as) participantes será cobrada uma taxa no valor de R$ 3,00, que deverá ser paga no ato da inscrição. Confira abaixo os pontos de inscrição.
As inscrições serão realizadas até o dia 4 de julho de 2008. A confirmação da inscrição e as informações referentes à Assembléia, será feita por e-mail até o dia 6 de julho de 2008..

Locais de inscrição:
Rio de Janeiro

Segunda a Sexta-Feira
Das 14h às 18h
Local: Largo São Francisco de Paula, n° 34 / 7° andar. Centro.
Responsável: Cynthia Rachel.
Demais regiões, entrar em contato através do e-mail:
fojunerj@yahoo.com.br