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terça-feira, 30 de setembro de 2008

ÓDIO RELIGIOSO QUASE TERMINA EM MORTE


Retirado do site do Correio Nagô.

29/09/2008
Seis pessoas feridas foram parar em hospital depois de sofrer agressão

Um dia depois do manifesto contra a intolerância e em favor da liberdade religiosa realizado na cidade de Salvador, no dia 19 de setembro, pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e diversas organizações e pessoas do Movimento Negro, candomblecistas foram agredidos, covardemente ,após terem participado de um culto realizado no Ilê Axé Torrundê Ajagun, do Baba Darí Giberewá, localizado em Paripe.
No caminho de acesso ao ponto de ônibus se depararam com mais ou menos 30 indivíduos que estavam alocados em um bar. Após perceberem a passagem dos religiosos iniciaram a agressão com frases contendo palavras de baixo calão do tipo “ai só têm corno e viado. Vai rebanho de macumbeiros, filhos do diabo”. Não satisfeitos com as agressões verbais partiram para as agressões físicas, “as pessoas saíram das casas para se juntar com os primeiros agressores e vinham bater na gente, relata indignado o jovem Jeanderson Dias, 22 anos, que fraturou o nariz levou pauladas nas costas e pedradas no abdomem.
Agredidos com pauladas, pedradas, socos e ponta-pés, o grupo religioso composto por jovens, crianças, idoso e gestante quase foi linchado. O ato só não foi concretizado por que houve uma reação mínima de defesa e no intuito de defender suas vidas o grupo se dispersou e partiu em fuga.
Em meio a chuva de pedras Nivia relata que no momento só pensou em proteger o seu filho Oliver, de um mês e quinze dias. “Uma pedra quase atingia a cabeça do meu filho. Levantei o braço e ela pegou no meu cotovelo”, disse Nivia.

Violência sem limites
Cenas covardes como homens agredindo mulheres e crianças, desumanas como as agressões sem justificativa moral. No entanto a utilização da violência, nesse contexto, transparecia como a forma mais avançada., diretamente, da sistemática “faxina étnica” enraizada no meio social e, consequentemente, praticada por indivíduos desse contexto.
O exemplo dessa violência no ato foi o desmaio do Babalorixá Reginaldo de Oxaguiã, ocasionado por um soco. No intuito de proteger o seu Pai de Santo, uma filha de santo que por sinal estava grávida atira-se sobre o corpo desfalecido de Reginaldo o que não fez cessar as agressões, dando continuidade chutaram, deram cacetadas e ainda depois de saber que a jovem estava grávida disseram “ela vai perder o filho agora”.

A influência
O quadro mostra que a realidade a qual se encontram os templos religiosos de matriz africana não é o esperado pelo que representa os ojás que simbolizaram a paz e a harmonia na ação contra a intolerância e a favor da liberdade religiosa, mas sim, o que aconteceu na noite do dia 20 de setembro em Paripe. E que os atos de genocídio do povo negro e as ações sistemáticas de ódio religioso protagonizadas pela mídia, e pelas igrejas neo-petencostais de intolerância religiosa, acabam influenciando nas ações de pessoas comuns.

Reação
A primeira atitude tomada foi o registro de uma queixa contra os agressores na 5º DP, em Periperi, onde o crime foi tipificado como lesão corporal causada por motivos de intolerância religiosa. Em seguida foram encaminhados para a realização de exame de corpo delito no IML. Além disso organizaram para o próximo Sábado (27/09/2008), as 13 hs, no local onde ocorreu as agressões, um ato contra a intolerância religiosa. Que Contará com a participação de diversas pessoas, organizações do movimento negro, terreiros de candomblé e grupos culturais.

Reflexão
Os CAMDOBLECISTA, atualmente não devem possuir características pacificas, pois a realidade não nos permite, mas sim ações de impacto político e econômico que tenham como intuito quebrar preconceitos e afirmar, em seu povo, essa aceitação que, majoritariamente é posta aos cantos ou na afirmação do “EU SOU CATÓLICO” ou “EU NÃO TENHO RELIGIÃO” dentre outras.
Infelizmente só realizamos ações como esta ou nas ruas quando acontece um ato trágico como este. Não devemos esperar da Fenacab ou da Federação baiana de culto afro brasileiro uma postura real de politização dos templos religiosos de matriz africana, e já não esperamos, pois na verdade só sabem criar normas e autorizar o funcionamento de outros terreiros. E em meio a isso tudo as igrejas neo pentencostais estruturam impérios e disseminam o ódio religioso em todo o mundo.
Portanto vamos REAGIR utilizando TODOS os meios necessários. Ou seja, se o embate for a única solução então iremos utilizá-lo. Tendo como exemplo Oxaguiã que sobressai na GUERRA para alcançar a PAZ.

Eduardo Machado
Filho de Dofono de Oxaguiã do Ilê Axé Torrundê AjagunI
ntegrante do Resistência Comunitária
Fórum Baiano de Juventude Negra
du_xresistencia@hotmail.com
Estudante de Jornalismo
Fonte: Você Repórter - Eduardo Machado

GOVERNO DESTACARÁ ESTUDOS DO BOLSA FAMÍLIA

Retirado do site do PNUD.


Brasília, 29/09/2008
Ministério do Desenvolvimento Social cria prêmio e mostra para pesquisas científicas sobre principal programa de renda brasileiro-->
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

O governo federal está incentivando a produção de estudos sobre o Bolsa Família, maior programa brasileiro de transferência condicionada de renda. Um prêmio e uma mostra preparados pelo Ministério do Desenvolvimento Social vão destacar trabalhos desse tipo, com o objetivo de organizar o conhecimento acadêmico sobre o programa e obter informações para aprimorá-lo.
Os interessados poderão inscrever suas pesquisas em duas modalidades:
1º Prêmio Nacional de Estudos sobre o Programa Bolsa Família e 1ª Mostra Nacional de Estudos. O primeiro vai selecionar trabalhos inéditos, com entre dez e 20 páginas; na mostra podem concorrer artigos já publicados, que tenham no mínimo dez páginas. Um mesmo trabalho não poderá se inscrever nas duas modalidades.
Os três mais bem colocados no prêmio vão integrar missões internacionais para conhecer o funcionamento de programas de transferência de renda no Chile, na Colômbia ou no México. Na mostra não há premiação, mas pelo menos um dos autores de cada artigo escolhido será convidado a apresentar seu estudo em evento público, em Brasília.
"Temos sido bastante procurados por pesquisadores internacionais e brasileiros em busca de informações sobre o Bolsa Família. O sentido do prêmio e da mostra é fazer o mapeamento dos estudos que estão sendo produzidos sobre o programa", afirma a diretora de Gestão de Programas de Transferência de Renda do ministério, Camile Mesquita. "Nosso objetivo é sistematizá-los, divulgá-los e, sobretudo, conhecer o que está sendo produzido. Eventualmente, eles podem dar alguma contribuição para a melhoria do Bolsa Família", acrescenta.
As inscrições devem ser feitas por e-mail e endereçadas a
estudospbf@mds.gov.br. O candidato deve anexar uma cópia do estudo e colocar, no corpo da mensagem, informações gerais sobre o trabalho.
Os estudos serão submetidos a um júri formado por especialistas em políticas sociais, professores de universidades, pesquisadores do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre outros profissionais que detenham algum conhecimento sobre o Bolsa Família ou que realizem estudos nesse campo. Os jurados atribuirão notas aos projetos, mas, no caso do prêmio, não terão acesso ao nome dos autores durante a avaliação.
Gestores locais
O evento de divulgação dos resultados está programado para ocorrer em 24 e 25 de novembro, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, também será entregue o
Prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa Família, voltado a gestores municipais e estaduais. Quase 700 práticas se inscreveram para este prêmio, que visa apresentar as principais soluções para execução do Bolsa Família nos Estados e nos municípios. "Esse encontro criará a oportunidade que a produção cientifica conheça o que os gestores estão fazendo na ponta", aponta Camile.

Conheça o projeto
Saiba mais sobre o
Projeto de Apoio ao Programa Bolsa Família, do PNUD.
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SALVADOR CRIA SELO RACIAL PARA EMPRESAS

Retirado do site do PNUD.

Salvador, 24/09/2008
Prefeitura lança certificado para organizações que se mostrem comprometidas com o combate ao racismo no ambiente de trabalho-->
OSMAR SOARES DE CAMPOS

da PrimaPagina

Em uma iniciativa inédita entre municípios brasileiros, a prefeitura de Salvador vai conceder um certificado às empresas e às organizações públicas ou de terceiro setor que adotam ou se comprometem a adotar ações para combater o racismo no ambiente de trabalho. Cerca de 40 instituições dos setores de hotelaria, comunicação, educação, farmácia e restaurantes devem receber o Selo de Valorização da Diversidade Étnico-Racial, em solenidade na capital baiana, marcada para as 19h desta sexta-feira.
Para obter o certificado, que tem validade de um ano, as instituições precisam apresentar um plano de trabalho em que informem o número de funcionários negros e estabeleçam metas para elevar esse número durante o período em que usarão o selo (
leia o edital). Esses projetos serão analisados e julgados pelo Comitê Gestor do Selo, composto por 21 organizações — incluindo governos, empresas e sociedade civil, como OAB-BA (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público Estadual da Bahia, Universidade Estadual da Bahia, Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Bahia, o Conselho das Comunidades Negras, a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial e o PNUD.
Na prática, as corporações que obtiverem o selo assumem o compromisso de desenvolver medidas de combate à discriminação racial, elaborar um censo étnico-racial em seu quadro de funcionários e criar propostas de alteração da sub-representação de negros em seus níveis hierárquicos, quando houver. "O que queremos é que essas empresas e organismos se comprometam com a promessa de promover a diversidade racial em seus quadros; e a cumpram", afirma a advogada Maria Alice Silva, subsecretária da SEMUR (Secretaria Municipal da Reparação), que lidera a iniciativa.
Esse compromisso será avaliado pelo comitê gestor, que vai acompanhar, ao longo de 2009, a implementação do plano de trabalho das empresas. As organizações que cumprirem suas metas poderão manter a certificação. "Além desse papel de monitorar e orientar as empresas, o comitê também participará de oficinas e seminários cujo objetivo é dar formação a essas empresas. Nós vamos oferecer capacitação para que elas apliquem essa política em suas organizações", diz Maria Alice. As empresas que aderirem ao projeto poderão usar o selo em peças publicitárias, embalagens de produtos e materiais promocionais.
O projeto tentar superar a discriminação racial num município que tem ampla maioria de negros — 75,2% de população era formada por pretos ou pardos, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2000. "Obter esse selo é um grande diferencial em uma cidade eminentemente negra. As empresas que mostrarem para essa população que estão promovendo políticas com esse cunho certamente terão benefícios, inclusive comerciais", avalia Maria Alice.
"Para a Bahia, cuja maioria da população é negra, é de extrema importância que existam políticas públicas inovadoras, como essa do selo. Trata-se de uma iniciativa única de caráter municipal, mas que pode ser replicada em outras cidades e em outros Estados do Brasil", afirma a gerente do escritório do PNUD na Bahia, Maria Teresa Fontes.
O Selo da Diversidade foi criado em novembro de 2007 pelo Decreto Municipal n° 17.918, que estabelece que o selo será conferido a empresas, associações civis e entidades públicas ou privadas que promovam a diversidade étnico-racial em suas políticas de recursos humanos e programas de responsabilidade social corporativa. A certificação é um projeto em parceria com o Instituto Brasileiro da Diversidade, a Associação Brasileira de Recursos Humanos e o Instituto de Responsabilidade e Investimento Social.


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PNUD PEDE AJUDA PARA ESCOLHER TEMA PARA NOVO RELATÓRIO

Retirado do site do PNUD.

Brasília, 26/09/2008
Ajude a ONU a escolher o tema do próximo relatório sobre desenvolvimento no Brasil
Processo de consulta sobre o assunto a ser abordado pelo PNUD envolve sondagens on-line, audiências e contato com especialistas-->
da PrimaPagina


Responda à enquete
Quais são os maiores desafios do Brasil?
Consulta aos pesquisadores
Professores e pesquisadores de pós-graduação podem participar por meio da
Consulta acadêmica


O PNUD vai fazer audiências públicas, parcerias com empresas e instituições sociais, consultas com professores de pós-graduação, jornalistas, órgãos públicos e internautas para definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil, a ser publicado no ano que vem.
O site do PNUD criou uma
página específica para a participação dos internautas. Basta responder a duas perguntas (“Na sua opinião, qual será o principal problema do Brasil daqui a dez anos”? e "Qual deve ser o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano? Por quê?") e clicar em "enviar respostas". O resultado da enquete será divulgado em 30 de novembro. Também na internet, uma consulta semelhante será feita no Portal do Voluntário, que reúne uma rede de 53 mil pessoas.
"Os
relatórios de desenvolvimento humano do PNUD sempre tiveram a preocupação de não se restringir à informação acadêmica, de atingir um público maior. Agora, estamos partindo do próprio público", resume o coordenador do relatório brasileiro, Flavio Comim.
O PNUD já fechou acordo com a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) para que as pastorais — que reúnem cerca de 300 mil pessoas — participem da escolha. A partir de uma parceria com a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o PNUD entrou em contato com 4 mil professores de pós-graduação, a fim de que também ajudem a definir o tema do relatório (veja quadro ao lado).
Já foram contatados jornalistas e outras agências da ONU, e serão consultados representantes de órgãos públicos. O PNUD também negocia com o setor privado a possibilidade de expandir a consulta por meio de outros canais.
As audiências públicas ocorrerão em um município de cada região brasileira. Já foi estabelecido que na região Sul o encontro será em Porto Alegre, na região Sudeste, em São Paulo, e na Centro-Oeste, em Brasília. Os locais do Nordeste e do Norte ainda não foram escolhidos.
Para que o processo não se restrinja a metrópoles, o PNUD fará audiências nos dez municípios brasileiros de menor
IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros): Manari, em Pernambuco; Jordão, no Acre; Guaribas e Caraúbas do Piauí, no Piauí; Traipu, em Alagoas; Ipixuna, no Amazonas; e Araioses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme, no Maranhão. “O relatório vai dar ênfase à construção de relações da ONU com a sociedade civil organizada e não-organizada”, diz Comim. O resultado deve ser divulgado no fim de novembro.
O diálogo com um público mais amplo vai ocorrer não só no processo de consulta, mas também no de divulgação, afirma o coordenador do relatório. “As parcerias também prevêem que o resultado do relatório chegue às pessoas.”
A publicação será composta de três cadernos, com entre 30 e 50 páginas — um de diagnóstico, a ser divulgado entre março e abril, um com soluções, a ser divulgado no final de agosto, e um com indicadores, a ser lançado no fim de 2009, junto com o relatório propriamente dito. Todos esses produtos devem ser adaptados para cartilhas, com linguagem mais acessível e texto mais enxuto. O PNUD estuda ainda divulgar o conteúdo por vias alternativas, como teatros e jogos. "Não queremos que seja um relatório que ficará guardado na estante. Não queremos escrever só para os policy makers, queremos chegar a uma parcela maior da população", afirma Comim.
Esse será o terceiro Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro. O primeiro, publicado em 1996, foi pioneiro ao calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para todas as unidades da Federação. O segundo, de 2005, destacou já no título os temas abordados:
Racismo, pobreza e violência.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE COTAS EM CONCURSO NO ES

Retirado do site do TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo).

26/09/2008 -
TJES VAI REALIZAR AUDIÊNCIA PÚBLICA INÉDITA NA HISTÓRIA DOS TRIBUNAIS ESTADUAIS BRASILEIROS

ANDRÉA RESENDE E ANA CAROLINA MONTEIRO - da redação do TJES

Em uma decisão inédita, o desembargador Samuel Meira Brasil, marcou para o dia 22 de outubro a realização de uma audiência pública, que vai possibilitar aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo obter informações sobre cotas para afro-descendentes em concurso público. O desembargador Samuel é o relator de uma ação direta de inconstitucionalida de da lei municipal de Vitória, que prevê a reserva de 30% de vagas para afro-descendentes. A lei de nº 6.225, de 24 de novembro de 2004, aprovada pela Câmara Municipal de Vitória, foi vetada pelo prefeito e, posteriormente, os vereadores derrubaram o veto. O Ministério Público Estadual, então, protocolou no Tribunal de Justiça uma ação questionando a constitucionalidade da lei.
Nesta audiência, o Tribunal não vai julgar a controvérsia, este não é o momento de decidir se a lei é ou não constitucional, vamos apenas ouvir os argumentos das entidades e dos cidadãos capixabas que queiram se manifestar, de forma favorável ou contrária às cotas para afro-descendentes em concurso público, explicou o desembargador- relator.
Todas as partes interessadas poderão participar da audiência, basta fazer a inscrição até o dia 15 de outubro, no link que estará disponível na página do Tribunal de Justiça
www.tjes.jus. br a partir do dia 26 de setembro. Quem deixar para última hora corre o risco de não poder se manifestar, pois o relator vai analisar o número de inscritos, de que modo cada um pretende contribuir para essa discussão e ordenar as falas.
Este ano, o Supremo Tribunal Federal - STF realizou duas audiências públicas: uma sobre a autorização de aborto, em caso de gestação de anencéfalos, e outra sobre a liberação de células-tronco no uso de pesquisas. Foram as primeiras audiências públicas realizadas pelo STF e agora o TJES é o primeiro Tribunal do país a lançar mão dessa discussão democrática, diante da polêmica que envolve o assunto.
Essa é uma forma de democratizar o Poder Judiciário e de assegurar a aproximação do Tribunal de Justiça com a população, que é verdadeiramente quem irá sentir os efeitos da decisão judicial. Estamos, assim, diante de um Poder Judiciário que se preocupa, não apenas em atuar para o povo, mas também com o povo, afirmou desembargador Samuel.
Assim como o STF, o desembargador Samuel Meira Brasil Júnior vai utilizar o Regimento da Câmara dos Deputados para presidir os trabalhos da audiência pública. É importante ressaltar que não será permitido, em hipótese alguma, qualquer tipo de confronto entre os participantes ou manifestações dentro do Tribunal. Cada um terá, no máximo, 20 minutos para colocar e defender suas idéias e, após as exposições, os desembargadores podem fazer perguntas, enriquecendo a audiência. Caso o expositor desvie do assunto ou perturbe a audiência, ele poderá ser advertido ou atém mesmo convidado a se retirar pelo relator.
O desembargador Samuel também decidiu realizar uma audiência pública virtual. Será criado um outro link no site do Tribunal, que vai receber mensagens sobre a questão de reserva de vagas para afro-descendentes em concursos públicos. Essa audiência virtual ficará disponível na página enquanto o processo estiver tramitando e não serão permitidas expressões ofensivas ou inflamadas.
A decisão do desembargador Samuel saiu publicada no Diário da Justiça de 22 e 23 de setembro. A audiência pública está marcada para às 14 horas do dia 22 de outubro, no Salão do Tribunal Pleno, no Tribunal de Justiça, localizado na Enseada do Suá, em Vitória

O IMPENSÁVEL ACONTECEU

Retirado do site da Agência Carta Maior.

DEBATE ABERTO
O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.

Boaventura de Sousa Santos


A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.
A medida não é inédita pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).
O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.
Foi com estas receitas que se “resolveram” as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.
À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.
Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.
Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão “soberana” de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.
Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).
Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.
Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.
Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

VISITE O SITE "CLIPPING DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO"

Site muito bom para quem quer clipping específico com informações sobre o governo federal. O cadastro tem arquivos dos últimos 12 meses com matérias de todas as revistas e jornais mais lidos nacionalmente. Vale a pena dar uma conferida.
O link do site está sendo anexado na nossa lista governamental. Para ir para o site clique na imagem abaixo.

POLÍTICA SOCIAL REDUZ A POBREZA, MAS NÃO O RACISMO

Retirado do site Clippig do Ministério do Planejamento.

Valor Econômico – Editorial
Sexta-Feira, 26 de setembro de 2008


A Síntese dos Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada anteontem, mostra que, apesar das políticas afirmativas isoladas de universidades, que passaram a destinar uma cota de vagas a estudantes pretos e pardos, o país não é menos racista. Embora tenha aumentado o acesso ao curso superior para o grupo de brancos e também para o de negros (que, na terminologia técnica, é composto por pretos e pardos), entre 1997 e 2007, o hiato entre ambos em 1997 era de 7,4 pontos percentuais; no ano passado, aumentou para 9,4. Segundo o IBGE, no Brasil 9% dos jovens têm terceiro grau completo; 13,4% dos brancos cursaram a universidade e apenas 4% do grupo de pretos e pardos têm um curso superior. No grupo de jovens brancos com 21 anos, 24,4% fazem uma faculdade; na mesma faixa de idade dos negros, são apenas 8,4%.
Quando uma pessoa branca com 12 anos ou mais de estudos está no mercado de trabalho, ela pode receber 40% mais do que um negro (preto ou pardo) com a mesma formação e exercendo a mesma função. Como era de se esperar nessas condições, somente 12% do grupo de pretos e pardos está entre o 1% mais rico da população. Eles são, todavia, 73,9% dos 10% mais pobres.
A desigualdade racial, mostra o IBGE, não respondeu às políticas de distribuição de renda. É uma discussão paralisante a de se os negros não ascendem socialmente porque são negros ou porque são pobres. O fato indiscutível é que existe um apartheid não declarado na sociedade brasileira: é mais difícil o acesso do negro à educação; há diferença de remuneração entre os grupos de pessoas brancas e pretas e pobres; os negros são os mais pobres. As políticas afirmativas, até agora restritas a decisões isoladas de universidades, não têm se mostrado suficientes para que o país transponha uma cultura escravista que mantém os negros à margem da sociedade.
Da mesma forma, se as políticas compensatórias de renda reduziram a pobreza extrema, também não deram conta da vulnerabilidade das crianças brasileiras. Elas ainda são, proporcionalmente, a parte da população que mais vive abaixo da linha da pobreza. O Bolsa Família repercutiu, de fato, no número de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza: representavam 31,8% dos domicílios em 2002 e no ano passado eram 23,5%. Ainda assim, pelos números do IBGE, as famílias pobres, em especial as que vivem no meio rural e no Nordeste, são mais dependentes da renda da aposentadoria e pensão. Em mais da metade dos domicílios onde vivem pessoas com mais de 60 anos, elas são responsáveis por até 90% da renda familiar. Em 13,5% dos domicílios brasileiros existe pelo menos um idoso. Segundo a síntese, 67,3% das famílias na zona rural dependem da renda dos idosos, e 63,5% dos domicílios do Nordeste estão na mesma situação. Por esses números, o Benefício de Prestação Continuada instituído pela Constituição de 1988 tem um peso como política compensatória de renda ainda não superado pelo Bolsa Família - e a criança se mantém como o elo mais frágil do tecido social, apesar de estar melhor amparada do que antes da universalizaçã o do programa.
A pesquisa do IBGE também expõe, em números, o que o Brasil intuitivamente já sabe: a educação pode ser um elemento de inclusão da população miserável, mas a qualidade da educação pública pode torná-la igualmente um instrumento de exclusão. O número de analfabetos na população de 8 a 14 anos é assustador: são 1,3 milhão de crianças e jovens, sendo que 84,5% deles estão matriculados em alguma série do ensino fundamental ou médio. Isto é: enquanto se dá como definitiva a universalizaçã o do ensino básico, tem-se como um dado dessa universalizaçã o analfabetos que freqüentam a escola e podem chegar até o ensino médio sem que saibam ler ou escrever. Também no campo essa realidade é mais dura: existem três vezes mais analfabetos na zona rural que nas cidades.
É um cenário pouco animador, sem dúvida, mas a universalizaçã o do ensino, com todas as deficiências que ainda existem, é um passo importante. O IBGE acusa um resultado importante de redução da taxa de analfabetismo de adultos (pessoas com mais de 15 anos), que era de 14,7% em 1997 e caiu para 10% em 2007. Não é nenhuma taxa de Primeiro Mundo, mas o Brasil tem andado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

EMPREENDEDORISMO AFRO-BRASILEIRO

Recebido por email.

Será realizado, no âmbito da VIII Semana de Extensão da Universidade de Brasília (UnB), o ciclo de debates EMPREENDEDORISMO AFRO-BRASILEIRO, dia 02 de outubro, quinta-feira, das 14h às 18h, no Auditório da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR (Esplanada dos Ministérios, Bloco A).
O objetivo do ciclo de debates é apresentar as condições atuais para o empreendedorismo de negros no Brasil e as estratégias de enfrentamento aos obstáculos, divulgar experiências profissionais de sucesso ligadas à cultura afro-brasileira e estimular a formação de redes de apoio ao empreendedorismo afro-brasileiro.
A atividade é gratuita e serão aceitas inscrições no próprio local, com certificados de participação emitidos pelo Decanato de Extensão da UnB. Contatos pelos telefones 3307-2612, ramal 30 (Juliana) ou 8136-4210 (Jaques).
Abaixo segue a programação.
Atenciosamente, Jaques Jesus Coordenador do ciclo de debates

Programação
02 de Outubro
14h - Empreendedorismo Afro-Brasileiro: Qual é o diferencial?Debatedores: João Batista de Almeida Sérgio (CDDN-DF), João Bosco de Oliveira Borba (ANCEABRA), Edson Lopes Cardoso (Irohin) e Mário Nelson Carvalho (ANCEABRA).
15h30 - Cultura afro-brasileira e mercado de trabalhoDebatedores: Maria das Graças Santos (Afro Nzinga), João Bosco de Oliveira Monteiro (Espaço 35), Adriana Lopes dos Santos Prado (UnB) e Flávia Helena Portela de Carvalho (Cara e Cultura Negra).
17h - Midia negra: Midia de negros?Debatedores: Michael Laiso Felix (Tribuna Afro-Brasileira) , Roberto Rodrigues (COJIRA) e Sionei Ricardo Leão (COJIRA).

AGÊNCIA DA ONU PARA REFUGIADOS LANÇA WEBSITE EM PORTUGUÊS

Retirado do site da Acnur.
Foi lançado hoje o website em português do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil. O site www.acnur.org.br oferece um amplo panorama global sobre a situação do refúgio, com estatísticas atualizadas, base de dados legais e notícias sobre a proteção de refugiados no Brasil e no mundo.
O novo website promoverá o direito de refugiados e refugiadas - especialmente nas Américas e em países lusófonos - com informações sobre as operações do ACNUR no mundo, galeria de imagens e vídeo, estatísticas globais atualizadas e publicações da agência da ONU para refugiados. Também disponibiliza uma página para doações financeiras aos programas de assistência e proteção desenvolvidos pelo ACNUR.Quem procura informações mais detalhadas poderá achá-las em sessões temáticas como crianças e mulheres, povos indígenas, fluxos mistos de migrantes e refugiados, HIV/Aids e apátridas, entre outros. O website disponibiliza ainda links para os sites do ACNUR em espanhol e inglês, onde o visitante encontrará muitas outras informações.

LANÇAMENTO DA HQ AÚ, O CAPOEIRISTA

Retirado do site UniversoHQ.


Por
Marcus Ramone e Sidney Gusman (23/09/08)

O cartunista Flávio Luiz (das tiras Rota 66 e Jeb e de Jayne Mastodonte) criou mais um personagem.Ele é Aú, um capoeirista que viverá uma aventura repleta de ação, humor e romance na cidade de Salvador, em uma HQ que será lançada na capital baiana no próximo dia 7 de outubro, às 19h30min, na Aliança Francesa da Ladeira da Barra (Av. Sete de Setembro, 401).
Ainda em outubro haverá outros cinco lançamentos: em Recife, dia 14, às 19h, na Livraria Cultura (Rua madre de Deus sem nº - paço Alfândega); Belo Horizonte, dia 16, às 19h, no Café da Livraria Travessa (Av. Getúlio Vargas, 1405 - Savassi); Rio de Janeiro, dia 20, às 19h, na Livraria Letras & Expressões (Av. Ataulfo de Paiva, 1292 - Leblon); Curitiba, dia 21, às 19h, na Itiban Comic Shop (Av. Silva Jardim, 845); e São Paulo, dia 24, às 19h30min, na HQMix Livraria (Praça Franklin Roosevelt, 142 - Centro).
Visite o dinâmico site do personagem e saiba mais sobre ele e sua galeria de coadjuvantes.
Pelo que se pode notar no site, Aú, o Capoeirista (formato 21 x 29,5 cm, 48 páginas coloridas, capa dura, R$ 48,00) foi produzido com um "jeitão" de quadrinho europeu. E não à toa, pois Flávio Luiz pretende levar sua mais recente criação para o Velho Continente.

COTA NÃO LEVOU MAIS NEGROS À UNIVERSIDADE

Retirado do site da Folha de São Paulo.

Folha de São Paulo, 25/09/2008 - São Paulo SP
No ano passado, taxa de freqüência entre brancos de 18 a 25 anos foi de 19,4%, ante 6,8% entre pretos e pardos, segundo o IBGE. Dados mostram que estudantes pretos e pardos ainda não alcançaram a taxa de freqüência que brancos tinham em 1997
DA SUCURSAL DO RIO

A política de cotas, implementada em mais de 60 universidades públicas do país, ainda não resultou em redução da desigualdade na participação de brancos, pretos e pardos no ensino superior, revela a Síntese de Indicadores Sociais. No ano passado, a taxa de freqüência (proporção de pessoas que dizem estar indo à universidade) para alunos de 18 a 25 anos na população branca era de 19,4%. Entre a população preta e parda (nomenclatura usada pelo IBGE, que usa como critério a cor por autodeclaração), a taxa era de 6,8%. Os dados mostram que, na faixa de 18 a 25 anos, os estudantes pretos e pardos ainda não alcançaram a taxa de freqüência que brancos tinham em 1997. Na faixa de 21 anos, por exemplo, a freqüência de alunos pretos e pardos era de 2,6% em 1997. No ano passado, subiu para 8,4%. No mesmo período, a população branca ampliou seu índice de 12,2% para 24,2%. Na prática, cresceu a distância em pontos percentuais. Para José Luiz Petruccelli, do IBGE, os dados mostram que não houve impacto da criação de vagas para a população preta e parda. "Não existe uma política pública nacional de cotas. A lei que propõe isso está parada no Congresso. O pouco que está sendo feito não tem impacto."


O pesquisador afirma ainda que os números deveriam refletir a autodeclaração de cor. "O país tem metade da população que se identifica como branca e outra como não-branca. Se a cor não estivesse relacionada à apropriação de riqueza, deveríamos ter metade de brancos e metade de não-brancos nas universidades." Segundo Marcelo Paixão, economista da UFRJ e coordenador do Observatório Afrobrasileiro, o governo mostra apenas tolerância sobre políticas afirmativas, e as únicas ações oficiais até agora foram o Prouni (Programa Universidade para Todos, que dá bolsas, com cotas para pessoas autodeclaradas indígenas, pretas ou pardas) e o Fies (Programa de Financiamento Estudantil). Para ele, a participação dos pretos e pardos cresceu em ritmo acelerado, mas, em razão da base baixa, não foi possível reduzir a distância em relação à população branca. "As políticas de ações afirmativas e o esforço de cada estudante ainda não foram suficientes para mudar um quadro em que mais de 90% dos jovens negros estão fora da universidade. Mesmo 120 anos depois da abolição, o país não consegue colocar 10% da população negra na universidade", disse.

O coordenador da ONG Educafro no Rio, André Guimarães, afirma que um dos principais problemas é a falta de divulgação do Prouni. "Fui na semana passada a uma escola em Inhaúma (zona norte do Rio) e, quando falei do Prouni, os olhos dos estudantes brilharam. Eles nem sabiam que eles tinham esse direito", afirmou. Vanderson Luiz da Silva, 22, aluno de um pré-vestibular voltado para pretos e pardos, por exemplo, disse que desconhecia o programa no ano passado, quando completou o ensino médio e tentou pela primeira vez o vestibular para história. O hiato entre pessoas que já concluíram o ensino superior também aumentou. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos tinham nível superior completo. Em 2007, 13,4% e 4%, respectivamente. Não só no ensino superior há discrepância. Em 2007, dos cerca de 14 milhões de analfabetos no país, quase 9 milhões eram pretos ou pardos. Na população branca, era de 6,1% para aqueles com 15 anos ou mais e de 14% para pretos e pardos.


APENAS, 4% DOS NEGRO OU PARDOS TERMINAM O ENSINO SUPERIOR

Retirado do site do Estado de São Paulo.

Apesar da reserva de vagas, negros e pardos ainda são minorias no ensino superior, aponta estudo do IBGE
Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO - As desigualdades raciais no Brasil prosseguem muito elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada na manhã desta quarta-feira, 24, pelo IBGE. Apesar da exigência, por lei, de reserva de vagas no ensino superior para "grupos sociais desfavorecidos", as taxas de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 anos e 25 anos de idade mostram que em todas as idades a população branca apresenta níveis mais elevados que a de negros e pardos. Além disso, apenas 4% dos negros ou pardos concluem o ensino universitário.
Enquanto 20,6% dos brancos de 19 anos de idade freqüentavam o ensino superior em 2007, apenas 6% dos negros e pardos estavam na mesma situação no período. Enquanto 13,4% dos brancos tinham completado o ensino superior no ano passado, apenas 4% dos negros e pardos tinham feito a mesma conquista.
Além disso, em números absolutos, em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos brasileiros, quase 9 milhões são negros e pardos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca é de 6,1% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo que estas mesmas taxas para negros e pardos superam 14%, ou seja, mais que o dobro que a de brancos.
Outro indicador educacional que sublinha a desigualdade racial mostra que a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade continua a apresentar uma vantagem em torno de dois anos para brancos, com 8,1 anos de estudo, em relação a pretos e pardos, com 6,3 anos de estudo.
Segundo observam os técnicos do IBGE no texto da pesquisa, "as conseqüências destas desigualdades se refletem nas diferenças dos rendimentos médios percebidos por negros e pardos em relação aos dos brancos, se apresentando sempre menores (em torno de 50%)".


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domingo, 28 de setembro de 2008

NEGROS CONTINUAM SENDO MINORIA NO ENSINO SUPERIOR

Retirado do site do Estado de São Paulo.

Em dez anos, aumentou a desigualdade entre brancos e negros ao se comparar freqüência e conclusão
Felipe Werneck e Wilson Tosta, de O Estado de S.Paulo

RIO - Em dez anos, aumentou a desigualdade entre brancos e negros quando se compara taxas de freqüência e de conclusão do ensino superior dos dois grupos, revela o IBGE. Em 1997, 9,6% dos autodeclarados brancos e 2,2% dos pretos e pardos, de 25 anos ou mais de idade, tinham curso superior completo no País. No ano passado, as proporções eram de 13,4% e 4%, respectivamente. Ou seja: apesar de a participação dos pretos e pardos ter quase dobrado, o hiato em relação aos brancos aumentou de 7,4 para 9,4 pontos porcentuais, no período.
"Os dados refletem a insuficiência dos esforços recentes. Significa que 96% dos negros (com 25 anos ou mais) ignoram o que é universidade. Ainda há muito a ser feito", disse o professor Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2007, a taxa de freqüência para estudantes de 18 a 25 anos que se declararam brancos (19,4%) era quase o triplo da registrada entre pretos e pardos (6,8%). No ano passado, 57,9% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos estavam no nível superior - para pretos e pardos, o porcentual foi de 25,4%.
Paixão avalia que o resultado da Síntese de Indicadores Sociais "é um reforço para aqueles que falaram sim às cotas". Mas ressalva que a política pública no setor "foi mínima". "Ficou mais no plano das intenções." A divulgação ocorre no ano em que se completam 120 anos da Lei Áurea, e uma semana após o IBGE ter mostrado que a população de pretos e pardos (49,7% do total) superou a de brancos (49,4%) no País em 2007.
Para José Luís Petruccelli, pesquisador do IBGE, o debate sobre cotas nos País é "político-ideológico". "Desde a formação das universidades no País, nunca se fez nenhum tipo de política pública para atender aos grupos subalternizados", disse. "Até hoje se questiona o pouco que está se tentando fazer, e os resultados ainda não são nem visíveis." Segundo ele, as cotas criadas nos últimos anos, por iniciativa de cerca de 60 universidades públicas, afetam uma parcela muito baixa do total de estudantes. "Menos de 30% dos universitários estão em instituições públicas. Também há o ProUni, mas afeta cerca de 100 mil estudantes. Em 5,5 milhões, isso é muito pouco", disse Petruccelli.
O estudo mostra que os pretos e pardos de 18 a 25 anos não conseguiram alcançar, no ano passado, as taxas de freqüência que os brancos apresentavam em 1997. A diferença a favor dos brancos, que continuaram a apresentar níveis mais elevados em todas as idades, aumentou no período analisado: em 1997, era de 9,6 pontos porcentuais aos 21 anos, e chegou a 15,8 pontos em 2007. Ou seja: em 1997, a taxa de jovens de 21 anos freqüentando o ensino superior era de 2,6% para pretos e pardos, e de 12,2% para brancos. Dez anos depois, chegou a 8,4% para pretos e pardos, e a 24,2% para os brancos.
Aos 18 anos, a diferença aumentou de 4,9 pontos porcentuais em 1997 para 10,1 pontos no período. "Após uma década, a composição racial das pessoas que completaram o nível superior permanece inalterada, ou até mais inadequada, em termos de representação dos pretos e pardos, continuando a se constituir um obstáculo para a ascensão social destes", observa o IBGE.
Dos 14 milhões de analfabetos brasileiros, mais da metade (9 milhões) eram pretos ou pardos em 2007. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca foi de 6,1% para as pessoas com 15 anos ou mais de idade, ante 14% para pretos e pardos, mais que o dobro. A média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais apresentou vantagem de quase 2 anos a mais para brancos (8,1 anos de estudo) em relação a pretos e pardos, com 6,3 anos.
O IBGE comparou os rendimentos por cor dentro dos grupos com mesmo nível de escolaridade. O rendimento-hora dos brancos era até 40% mais elevado que o de pretos e pardos, no grupo com 12 ou mais anos de estudo. Também foi comparada a participação relativa dos dois grupos na apropriação do rendimento das famílias. A distribuição entre os 10% mais pobres e entre o 1% mais rico mostra que, em 2007, os brancos eram 25,5% do total entre os mais pobres, e 86,3% dos mais ricos. Já os pretos e pardos representavam 73,9% entre os mais pobres, e apenas 12% entre os mais ricos.
Para o IBGE, os valores mostram que as desigualdades na apropriação da renda do País "têm se mantido ou até piorado um pouco, se comparadas com anos anteriores". Fundador da rede de pré-vestibulares Educafro, o frei David Santos disse que o estudo do IBGE "prova" que só é possível construir um Brasil com menos desigualdade de oportunidades se houver mais políticas de ação afirmativa "em função da realidade de cada etnia".
"Estou escandalizado com o número de negros que entram na universidade e não podem se manter porque não têm dinheiro para a passagem de ônibus, não têm emprego garantido e por isso vivem em constante instabilidade", disse. Para David, o governo federal deveria ser "mais firme corajoso" na definição de políticas "diferenciadas de inclusão", como uma bolsa de ajuda financeira para os que entram em universidades públicas por meio de cotas e aqueles que ingressam em instituições privadas pelo ProUni.


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MG GOVERNO QUER COTAS TAMBÉM NOS CEFETS

Retirado do site Educacional.

Estado de Minas, 25/09/2008
Luiz Ribeiro

O governo federal estuda estender a política de reserva de cotas para estudantes negros às instituições públicas de ensino técnico-profissionalizante, como os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets).
A questão está sendo discutida pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, vinculada à Presidência da República. A informação foi dada, ontem, pelo subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas do órgão, Giovanni Harvey, ao participar de debate sobre a democratização do acesso ao ensino superior na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
Atualmente, a reserva de vagas é adotada somente no ensino superior. A primeira grande instituição a implantar as cotas foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 2002. Hoje, a reserva vigora em mais de 60 universidades públicas, que também contemplam egressos de escolas públicas, portadores de deficiência e indígenas.
O subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas ressalta que, com as novas tecnologias e o crescimento de alguns ramos industriais, vêm surgindo muitas vagas de perfil técnico, citando como exemplo a indústria petrolífera. Por outro lado, ele salienta que as oportunidades de emprego “são inacessíveis para as populações excluídas, porque essas pessoas não têm oportunidade de qualificação”.

UNCISAL TERÁ COTAS PARA BAIXA RENDA E NEGROS

Retirado do site Primeira edição.

25/09/2008

Uncisal passa a adotar sistema de cotasA Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) inicia em 2009 ações para destinar 50% das vagas universitárias da instituição ao público de baixa renda e auto-declarados negros. A ação faz parte do Programa de Ações Afirmativas da instituição, que pretende ser instrumento de promoção dos valores democráticos e da diversidade socioeconômica, e étnico-racial.

De acordo com o documento do Conselho Universitário (Consu) da Uncisal que regulamenta a iniciativa as regras poderão ser implantadas em etapas, para que sejam cumpridas com qualidade as exigências do programa. Segundo o programa de inserção de alunos de baixa renda e negros auto declarados, o percentual destinado ao segmento é de 10% das vagas oferecidas por processo seletivo, até o ano de 2013.
Ainda de acordo com o documento, poderão ser inseridos no programa exclusivamente os candidatos que completarem o ensino fundamental e o ensino médio integralmente em instituição pública de ensino. A universidade deverá implementar ações de preparação para o acesso aos cursos de graduação, bem como acompanhar a permanência dos estudantes universitários incluídos pela ação afirmativa da Uncisal.
por Divulgação

UERJ TEM SÉRIE DE ATIVIDADES SOBRE O MOVIMENTO NEGRO

Retirado do site Revista da História.

24/09/2008
Arte negra

De 6 a 9 de outubro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro sediará o seminário "Estética e Negritude no Brasil Contemporâneo: Reapropriação, legitimidade e espetacularização das expressões afrobrasileiras". A programação conta com oficinas, exposições, espetáculos teatrais, lançamentos de livros e palestras. Confira alguns destaques:
Dia 6: Exposição de fotografias “O corpo negro no audiovisual: Januário Garcia”, lançamento livro “Onde está o Negro na TV Pública” e espetáculo teatral com Elisa Lucinda, no Teatro Noel Rosa às 20h.

Dia 7: Conversa com Muniz Sodré sobre as concepções estéticas no Brasil contemporâneo às 09h30. Após, debate com Helena Teodoro e Jacques d`Adesky sobre "Negritude(s) em trânsito e reapropriação do belo" às 11h30. Na parte da tarde, oficina de roteiro com Antonio Molina na Sala da Mediateca das 14h às 18h. O espetáculo teatral da Cia. dos Comuns fecha as atividades do segundo dia no Teatro Noel Rosa às 20h.

Dia 8: Palestra sobre "Reapropriação e legitimidade das expressões afrobrasileiras" com Nei Lopes às 09h na Capela Ecumênica. Após, Emanuel Araújo discute a estética negra no Museu Afro-brasileiro. Produtores cariocas irão discutir a ausência de negros no mercado cultural às 14h30. Os Crespos apresentam espetáculo às 20h.

Dia 9: Luiz Paulo Lima (Rede Record de Televisão), Antônio Pilar (Black & Preto), Maria Ceiça (CIDAN) e Jorge Coutinho (Presidente do Satedrj) falam sobre "Agência Negra e Grande Mídia: inserção e ativismo político" na Capela Ecumênica das 09h às 11h30. Depois, no mesmo lugar, haverá uma mesa redonda sobre a música negra contemporânea. Das 14h às 18h, MV Bill e B Negão falam sobre poética e política no Hip Hop. Paralelamente, Carmem Luz, Valéria Monã e Cobrinha darão uma oficina de dança.
A cerimônia de encerramento será no Teatro Odylo Costa Filho às 19h, que receberá também uma homenagem aos cineastas Waldir Onofre, Zózimo Bulbul e Joel Zito, além do espetáculo de teatro com o Bando de Teatro Olodum às 20h. Mais informações e inscrições no site do evento.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

1º ENCONTRO POLÍCIA, DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE RELIGIOSA

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

LIBERDADE PARA ESCOLHER

Retirado do site Viva-favela.

Fabiana Oliveira 24/09/2008

Várias religiões uniram-se contra a intolerância

Cerca de 10 mil representantes de diversas religiões e povos historicamente discriminados se reuniram nas ruas de Copacabana, Zona Sul, para mostrar que quando há respeito é possível sim haver diálogo. O movimento que culminou na “Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa” teve início ainda em janeiro, após publicação no portal Viva Favela da reportagem “Liberdade Religiosa”, denunciando a discriminação sofrida por adeptos de religiões de matriz africana em comunidades do Rio.


Segundo o coordenador nacional do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, a matéria serviu como um elo de ligação entre os diversos casos de intolerância religiosa ocorridos no Brasil, que vão desde ofensas de todos os tipos à depredação e derrubada de templos. Além disso, foi base para um dossiê encaminhado ao governo federal pelo CEN.

Marcos: ofensas não eram fatos isolados
“Essa matéria circulou entre os adeptos de religiões de matriz africana e fez com que as pessoas começassem a perceber que o que acontecia não eram atos isolados. Começamos a sentir a necessidade de juntar, de fazer uma mobilização que serviu para pautar a solicitação de uma CPI de combate à intolerância religiosa“, lembrou Marcos Rezende.
Membro da Congregação em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras do Rio Grande do Sul (Cedrab), Baba Dija de Iemanjá, veio de longe para denunciar as freqüentes perseguições sofridas pelos adeptos do batuque - o mesmo que candomblé aqui - no Sul. Segundo o sacerdote, criar leis que defendam os cultos religiosos pode ser uma saída para o fim das violações:

“Em Porto Alegre é comum jogarem sal na porta dos terreiros, sofrermos com abordagens agressivas. Temos que vencer esta situação por meio das leis”.

Além da discriminação, os adeptos das religiões de matriz africana enfrentam outras dificuldades. No ano em que se comemora 100 anos de Umbanda no Brasil, o morador da Comunidade Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio, Antônio Guedes, 45 anos, não tem muito a comemorar. Ele conta que dos cinco centros existentes no Santa Marta, atualmente não há mais nenhum.

Guedes: sem comemorações
“As pessoas responsáveis pelos centros da comunidade foram falecendo, as igrejas evangélicas, que normalmente associam nossa religião a coisas ruins foram crescendo e com isso, aos poucos, eles acabaram aqui. Normalmente esses centros enraízam mais nas Zonas Norte e Oeste e na Baixada Fluminense”, lamenta.

E parece que não só os centros têm mais espaço no interior do Rio. O povo cigano, cuja maior concentração está na Baixada Fluminense, juntamente com adeptos do Movimento Hare Krishnas também estiveram presentes na caminhada.
Mirian: primeira cigana a ter diploma universitário
“Os ciganos são uma nação dentro de outras nações por isso sempre fomos discriminados”, diz a advogada Mirian Stanescom, primeira cigana a ter diploma universitário no Brasil. E completa: “Atualmente estou no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. È a primeira vez que o governo está olhando para o nosso povo”.


Unindo religião e cultura
Reunindo diversos elementos da cultura afro-brasileira, mensalmente o pároco da cidade de Rio Novo, em Minas Gerais, Guanair da Silva Santos, 46 anos, celebra o que convencionou chamar de missa afro:
Guanair celebra missa afro em Minas Gerais

“Quando celebramos a missa, a partir da experiência cultural, usamos o atabaque, agogô, o colorido, muita folhas e a partilha da comida, todos elementos da cultura africana”.
O padre da Paróquia Nossa Senhora da Conceição é o único da cidade, que tem cerca de 8500 habitantes, e segundo ele, antes de começar a celebrar as missas afros, foi necessário toda uma preparação com os católicos do local. Para ele, estar presente na caminhada teve um motivo todo especial.
“Embora já tenha 120 anos do fim da escravidão no Brasil, ainda temos muito preconceito. O que me motivou estar aqui é o trabalho que há 20 anos realizamos por meio do instituto Mariama, sobre estudo das tradições afro-brasileiras no contexto da ação pastoral da igreja católica no Brasil”.
A caminhada também teve espaço para os grupos de dança. Maria Isabel, 21 anos, é católica e há cinco anos participa de um grupo de afoxé em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A jovem acredita que é possível aprender a respeitar e conviver harmoniosamente com diferentes religiões.
“Gosto muito do afoxé. No grupo cada um tem a sua religião. Mas já fui discriminada porque as pessoas acham que dança afro é macumba, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Inclusive tem uma moça evangélica que sempre participa das apresentações do grupo e adora”.

Confira mais fotos na galeria "Juntos contra a intolerância".

ÁFRICA PEDE QUE RICOS CUMPRAM PROMESSAS DE AJUDA

Retirado do site África 21.


DF23/09/2008
Líderes afirmam que os países ricos têm "obrigação moral" de ajudar os pobres, mesmo com o eventual agravamento da crise.
Da Redação com agências internacionais


Nações Unidas - Líderes africanos pediram ontem (22) que, apesar das atuais turbulências econômicas, os países ricos cumpram suas promessas de ajuda ao desenvolvimento e combate à pobreza no continente.
O presidente da Tanzânia e da União Africana, Jakaya Kikwete, disse numa reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que os países ricos têm "obrigação moral" de ajudar os pobres, mesmo com o eventual agravamento da crise.
Segundo ele, esse dinheiro é especialmente importante porque muitos países da África estão crescendo aceleradamente e precisam construir uma infra-estrutura de transportes e energia que permita levar seus produtos aos mercados internacionais.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lembrou que a África está ficando para trás no cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas em 2000 para serem alcançadas até 2015, especialmente na redução da pobreza.
Ele disse que é preciso um esforço concentrado para ajudar a África a superar novos desafios, como o aumento dos preços de alimentos e combustíveis e a mudança climática.Ban, que falou sobre a pobreza no seu discurso anual à Assembléia Geral da ONU, disse que a África deveria receber US$ 72 bilhões anuais em ajuda.
"Esse preço pode parecer assombroso, mas é factível e se enquadra sob compromissos de ajuda existentes", disse ele, lembrando que os países industrializados gastaram em 2007 US$ 267 bilhões só em subsídios agrícolas.
O plano do governo dos EUA para auxiliar instituições financeiras em dificuldades equivale a 10 vezes a quantia que Ban pediu para a África. A crise financeira elevou o preço global do petróleo em mais de 20 por cento, recorde de aumento em um só dia – o barril superou os US$ 120 ontem.
Kikwete disse que, embora a África possa ser rica em reservas petrolíferas, grande parte dessa riqueza ainda não é aproveitada. "Vamos planejar nosso próprio desenvolvimento, mas temos recursos inadequados para conseguir implementar esses planos, e queremos que nossos esforços sejam complementados pelos países desenvolvidos", disse ele.
O presidente do Banco de Desenvolvimento Africano, Donald Kaberuka, disse que a crise nos países desenvolvidos vai afetar a África, especialmente se houver um declínio acentuado na demanda por matérias-primas. "Esta crise é séria, mas francamente espero que não leve a esforços reduzidos para ajudar os países em desenvolvimento, porque isso seria uma frustração", declarou o dirigente.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que a África vive um momento decisivo, mas que os governos precisam evitar mais dívidas, que exigiriam um novo perdão dos países ricos no futuro. "Não montemos hoje o cenário para uma nova crise da dívida em 2030", disse ele, que questionou restrições dos doadores tradicionais a determinados projetos.

REVISTA ISTOÉ DINHEIRO - 24 SETEMBRO DE 2008

Revista IstoÉ Dinheiro.Estilo: Revista
Gênero: Economia
Edição: 24 / 09 / 08
Tamanho: 31 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

REVISTA NFO EXAME - SETEMBRO DE 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.Estilo: Revista
Gênero: Tecnologia
Edição: Setembro de 2008
Tamanho: 23 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

COTA PARA NEGROS É BEM ACEITA DENTRO DA UNIVERSIDADE

Retirado do site da Agência Brasil.

24 de Setembro de 2008
Cota para afrodescendente em universidade pública é bem aceita, indica pesquisa
Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Em vigor há cinco anos, as cotas para alunos afrodescendentes nas universidades públicas não acirraram nenhum tipo de relação social no ambiente acadêmico. Nas universidade onde existem ações afirmativas, 62% dos alunos aprovam a medida e acham que a universidade esta até mais "cordial" que a própria sociedade.
A avaliação foi apresentada hoje (24) no Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado pela Pontifica Universidade Católica (PUC) Rio. Cerca de 2,5 mil alunos de diversas raças foram ouvidos em dez universidades públicas do país que adotam algum tipo de ação afirmativa como as cotas.
Segundo o levantamento, a maior parte dos alunos entrevistados avaliou como boa a relação entre os colegas oriundos de ações afirmativas (57,5%), com os outros alunos, em geral, (60,4%), com professores (67%) e funcionários da escola (64,4%).
As opiniões ficaram um pouco divididas quando a pergunta era sobre o tratamento dado a negros e brancos na universidade. Cerca de 40% respondeu que às vezes existe tratamento diferenciado e outros 43,6% contaram que nunca ou quase nunca há desigualdade.
A divergência, no entanto, apareceu quando os alunos foram perguntados sobre as formas como negros e brancos são tratados na sociedade. A maior parte (46,7%) disse que sempre ou quase sempre há diferenciação e outros 47,6 % informaram que isso ocorre às vezes.
Para uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado, o monitoramento esclarece que os alunos percebem mais racismo fora do que dentro das faculdades.
"Eles tendem a ver mais [racismo] na sociedade que na faculdade. Em outras pesquisas também vimos que os casos mais comuns de racismo acontecem em comércio, shoppings ou mesmo na rua. Realmente, na universidade não aparecem tantas queixas de racismo" afirmou. --

ALUNOS DE ESCOLA PÚBLICA É O MAIS BENEFICIADO POR COTAS

Retirado do site Agência Brasil.

24 de Setembro de 2008
Aluno de escola pública é o mais beneficiado por cotas em universidades, constata pesquisa
Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os alunos de escolas públicas são os mais beneficiados com a política de cotas adotada pelas universidades públicas do país. Em seguida, estão os indígenas e depois os negros. É o que revela o Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado hoje (24), pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio.
De acordo com levantamento, cerca de 60% das universidades estaduais e federais do país adotam algum tipo de ação afirmativa. Dessas, quase a metade (42%) são cotas. Entre as universidades que fazem reserva de vagas, a maioria é para alunos de escolas públicas (82%), 59% indígenas e 58%, negros. As modalidades podem ser oferecidas simultaneamente.
Segundo uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado, apesar de as cotas raciais não serem tão predominantes quanto as outras duas, são alvo muito mais freqüente de críticas na sociedade. Para ela, uma explicação para o fenômeno está no racismo.
"Esse é um tema que ainda hoje é muito delicado porque muitos acham não existe. Então, quando se fala na necessidade de ter uma cota para negros, é como se fôssemos obrigados a reconhecer o racismo no Brasil e como isso impede a entrada de negros na universidade", avaliou.
O levantamento da PUC aponta sete tipos de ações afirmativas em dez instituições pesquisadas. Além da reserva de vagas para alunos de escolas públicas, indígenas e negros, há também programas para inserir deficientes físicos, assentados da reforma agrária, quilombolas e alunos provenientes de cidades do interior.
Além das cotas, também faz parte da política de ações afirmativas a criação de vagas extras nos cursos, principalmente para alunos indígenas e também a adição de pontos no vestibular.

MESMO COM COTAS, PRETOS E PARDOS INGRESSAM MENOS NA UNIVERSIDADE

Retirado do site 24Horasnews.

24/09/2008
Redação 24HorasNews

Em uma década na qual 60 universidades adotaram a política de cotas raciais, aumentou no Brasil a disparidade entre a população branca e a preta e parda com ensino superior. Enquanto a presença dos brancos com 21 anos de idade nas universidades cresceu 12,1 pontos percentuais entre 1997 e 2007, na população preta e parda, o crescimento foi de 6,2 pontos percentuais, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira.
Em 2007, havia 3,8 milhões de estudantes entre 18 e 24 anos de cor branca, número pouco maior dos 3,4 milhões do mesmo grupo de cor preta e parda. Mas, enquanto mais da metade dos brancos (57,9%) freqüentava o ensino superior, apenas um quarto dos estudantes pretos e pardos cursavam universidades.
Essa disparidade se acentuou ao longo de uma década. Em 1997, a taxa de freqüência no nível superior era de 12,2% para os jovens brancos de 21 anos e 2,6% para os de cor preta e parda. Ambos aumentaram os contingentes em 2007, mas o da população branca saltou para 24,2% do total, contra 12,2% dos pretos e pardos.
A diferença, para o IBGE, mostra que ainda há "um obstáculo para a ascensão social" da população de cor preta e parda no Brasil. A hipótese para explicar esse hiato crescente entre brancos e pretos e pardos, para os pesquisadores, está na falta de políticas públicas no Brasil, com exceção de "iniciativas isoladas" como o emprego de cotas para pretos e pardos adotadas por universidades públicas.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

BAIXE DE GRAÇA O FILME MALCOLM X

O que falar deste filme dirigido pelo Spyke Lee??? Fantástico!!! Empolgante!!! Esclarecedor!!! Resume o espírito de uma época nos EUA, onde a população negra queria respeito e avanços reais sobre os direitos sociais, políticos e civis, sem falar num processo verdadeiro de reparações. Malcolm X até hoje é um ícone e uma forma de manifestar a negritude com altivez e firmeza.
Apesar de ser acusado de usar a violência, na verdade podemos dizer que a retórica dele é que era agressiva. Na perspectiva dele o uso da força era permitido em caso de proteção da dignidade, ou seja, a legítima defesa autorizava a proteção da vida. Assim como palavras duras deveria ser respondida a altura.
Pode-se até dizer que Malcolm não tinha por objetivo primário polemizar e sim inverter a lógica opressora e racista. Portanto, a luta pela dignidade incomodava quem se beneficiava das leis "Jim Crow". A polêmica surgia não pelo indivíduo Malcolm ser polêmico, mas por que a luta polemizava todas as estruturas sociais norte-americana. Colocava em xeque o mito dos pioneiros que embarcaram no norte em busca de liberdade e respeito que não conseguiam na Europa.
Grande líder, eloquente na sua retórica, sincero e coerente nas suas posturas depois de ter abandonado as drogas, a cafetinagem e a promiscuidade. O filme visita os vários ângulos da vida de Malcolm mostrando uma pessoa cheia de dúvida, mas em busca de acertar pelos motivos certos.


Algumas frases do Malcolm
"Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade."
"O futuro pertence àqueles que se preparam hoje para ele."
"As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram os que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos."
'A liberdade jamais será dada pelo opressor, ela terá que ser conquistada pelo oprimido".
Retirado do IBGE Teen
Sobre seu nome:"Neste país o negro é tratado como animal e os animais não têm sobrenome".
Sobre os americanos:"Não é o fato de sentar à sua mesa e assistir você jantar que fará de mim uma pessoa que também esteja jantando. Nascer aqui na América não faz de você um americano".
Sobre a liberdade:"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade".



Para ler sobre a vida de Malcolm X clique aqui.

Comunidade do Malcolm X no Orkut clique aqui. Nesta comunidade tem muitas coisas interessantes, como a trilha sonora do filme e partes da auto-biografia traduzida para o português.

Introdução da Autobiografia de Malcolm X

Capítulo 1 da Autobiografia de Malcolm X
Capítulo 2 da Autobiografia de Malcolm X
Capítulo 3 da Autobiografia de Malcolm X
Trechos do Capítulo 19 Autobiografia de Malcolm X

Abaixo links para trilha sonora disponibilizada pelo THE PROFESSOR .
Malcolm X – Ost. Para baixar
clique aqui.
Grande trilha de um ótimo filme, com interpertações de Ray Charles, John Coltrane, Arrested Development, Billy Hollyday e vários outros.

1. Revolution
2. Roll Em Pete
3. Flying Home4. My Prayer
5. Big Stuff
6. Don't Cry Baby
7. Beans and Corn Bread
8. Azure
9. Alabama
10. That Lucky Old Sun (Just Rolls Around Heaven All Day)
11. Arabesque Cookie (Arabian Dance)
12. Shotgun
13. Someday We'll All Be Free


Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

MALCOLM X (1992) - (01 de 19) mediafire (75MB)
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MALCOLM X (1992) - (19 de 19) mediafire (75MB)

Filme Malcolm X
Trajetória do líder negro norte-americano Malcolm X, que promoveu paixões e ódios na política mundial dos anos 50 e 60. A criatividade do diretor não deixa o ritmo do filme cair, mesmo com mais de três horas de duração.O roteiro trabalho com flashbacks e reviravoltas, a reconstituição da época é perfeita e Washington é muito convicente no papel principal.

Sinopse
País: EUA
Ano de Produção: 1992
Diretor: Spike Lee
Elenco: Denzel Washington, Angela Bassett, Albert Hall, Al Freeman Jr., Delroy Lindo, Spike Lee.
Duração: 201 min.
Gênero: Drama histórico

Formato: WMV
Tamanho: 894 Mb


Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot.



Malcom X (1992) - 01 de 18


Malcom X (1992) - 02 de 18


Malcom X (1992) - 03 de 18


Para baixar pelo Torrent clique aqui.

Na comunidade Malcolm X do orkut também tem links para o filme, só que em rapidshare, postado pelo VGR.

CD1
http://rapidshare.com/files/30373654/cts-malcoma.part1.rar
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Legendas em Português:
http://rapidshare.de/files/20982206/elwoodca7a3a1e7c.zip.html

BRANCO DE 91 SUPERA NEGRO DE 2005 NO IDH

Retirado do site do PNUD.

São Paulo, 19/09/2008
Diferença racial no Índice de Desenvolvimento Humano cai 32,5% em 14 anos no Brasil, mas continua alta, afirma relatório da ONU-->
TIAGO MALI
da PrimaPagina


Os brancos brasileiros têm indicadores de desenvolvimento humano maiores em todas as regiões e todos os Estados do país. Mas não apenas isso: os negros ainda não chegaram ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que os brancos tinham em 1991, primeiro ano da série histórica calculada pela ONU e apresentada no relatório Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente, lançado pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pelo PNUD. Apesar de ter registrado uma evolução de 17,5% em 14 anos, o IDH dos pretos e pardos em 2005 (0,743) ainda é inferior ao registrado para os brancos em 1991 (0,763).
Os negros têm indicadores piores em todos os três itens que fazem parte do IDH (entenda a composição do IDH no texto ao lado), mas a diferença é puxada sobretudo pelo IDH-Renda (que leva em conta a renda familiar per capita). O índice de renda dos brancos em 2005 era 19,9% maior que o de negros. Nos outros componentes do IDH, a distância é menor: 9,1% no índice referente à educação e de 8,1% na longevidade.
“A distância ainda é muito grande, principalmente quando se trata de trabalho. Para se ter uma idéia, uma de cada cinco negras trabalhadoras é empregada doméstica [segundo a OIT], e apenas um de cada cinco empregadores é negro”, afirma Marcelo Paixão, professor de Economia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e especialista em desigualdade racial.
Os dados do relatório mostram um Brasil que tem, no topo, os brancos do Distrito Federal — IDH de 0,910, próximo ao da Coréia do Sul (0,921) e superior ao de Portugal (0,897). Na outra ponta, o pior índice é o dos negros de Alagoas, com IDH de 0,639, inferior ao de países africanos como Guiné Equatorial (0,642) e Namíbia (0,650).
Alagoas, além de ser o Estado onde os pretos e pardos têm pior índice, é também onde há mais desigualdade. O indicador de desenvolvimento humano dos brancos é 17,7% maior que o dos negros. Na outra ponta, da menor desigualdade, estão Rondônia e Amapá, onde a diferença é de 5,6%. A região com menor fosso racial é o Norte, onde o índice dos brancos supera em 7,2% o dos negros, e a com o maior fosso é o Sudeste (9,3%).
Desigualdade de cor em queda
O abismo racial em relação ao desenvolvimento humano, no entanto, diminuiu ao longo dos anos analisados pelo relatório (1991 a 2005). Em 1991, o IDH dos brancos brasileiros era 20,6% superior ao dos negros; em 2005, a proporção caiu para 11,8%. Em números absolutos, a distância recuou 32,5% no período.
A desigualdade caiu mais no IDH-Educação (que leva em conta freqüência à escola e alfabetização): em 2005 a distância entre brancos e negros era 49,3% menor que em 1991. No IDH-Longevidade (que considera a expectativa de vida ao nascer), a diferencia caiu 36,7% e no IDH-Renda, 12%. "Essa redução, principalmente na educação, se dá por conta de crescimento na taxa de escolaridade para os negros e na longevidade, porque houve queda da mortalidade infantil, que é altíssima entre negros", detalha Marcelo Paixão.
A discrepância entre o IDH dos dois grupos caiu mais no Sul (38,8%). Em 1991, os três Estados da região (Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná) estavam entre os cinco mais desiguais em desenvolvimento humano. Em 2005, nenhum deles continua na lista. O Centro-Oeste, onde a melhoria foi a menor (21,3%), conta com o Estado que menos evoluiu na questão – Mato Grosso reduziu em apenas 2,6% a desigualdade racial no IDH entre 1991 e 2005.
Apesar de a desigualdade ter diminuído em todas as regiões e todos os Estados, Paixão faz ressalvas. “Isso [a evolução mais forte dos negros desde 1991] também ocorre porque eles partem de uma base mais baixa. Por exemplo, se um lugar tem média de dois anos de estudo e, em uma década, pula para três anos de estudo, há uma evolução de 50%, considerada grande. Se outro lugar passa de seis anos para oito anos de estudo, só evoluiu um terço. Esse efeito ocorre também em relação a renda e longevidade”, argumenta.
A tendência, prevê o economista, é que o ritmo de queda da desigualdade perca força. “O ritmo da redução da diferença entre negros e brancos no IDH e em outros índices tende a diminuir conforme chegamos a questões mais profundas do racismo na sociedade.” O especialista avalia que a melhoria nos indicadores, até agora, é fundada em políticas como valorização do salário mínimo, programas de distribuição de renda e redução de mortalidade infantil. Segundo ele, essas políticas têm impacto nas desigualdades raciais, mas só até certo ponto. Desse ponto limítrofe em diante, afirma, só haverá redução significativa de desigualdade se houver políticas afirmativas, como cotas para negros, em vários setores.


Entenda o IDH
O IDH é um índice criado pelo PNUD e calculado para diversos países desde 1990. Originalmente proposto para medir a diferença entre países, foi adaptado para ser aplicado também a Estados e municípios. O índice vai de 0 a 1 — quanto mais perto do 1, maior o desenvolvimento humano.O cálculo é feito pela média simples de três componentes:IDH Longevidade: indicador de longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer;IDH Educação: indicador de nível educacional, medido pela combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais (com peso 2) e da taxa bruta de matrículas nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) em relação à população de 7 a 22 anos de idade (com peso 1). Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a taxa de freqüência;IDH Renda: indicador de renda, medido pelo PIB real per capita em dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra. Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a renda familiar per capita.

ATO EM SOLENIDADE ÀS MULHERES CONDENADAS POR ABORTO

Retirado do site Mulheres de Olho.


Mulheres de Olho
Posted: 22 Sep 2008 12:37 PM CDT

Invasão de privacidade, atentado à autonomia e dignidade das mulheres, exposição a execração pública, são alguns dos termos com os quais os movimentos de mulheres qualificam o processo judicial sobre aborto provocado, em andamento na cidade de Campo Grande. Na semana do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, mulheres de todo o Brasil se encontram na capital paulista para debater sobre o tema e participar de um ato público, que acontece na próxima sexta-feira, dia 26.
Na capital do Mato Grosso do Sul cerca de duas mil mulheres foram indiciadas por prática de aborto. Algumas aceitaram prestar o serviço comunitário de cuidar de crianças em creches, para se verem livres do processo. Vivemos no Brasil uma onda de estouro de clínicas clandestinas que praticam aborto, e muitas mulheres vivem sob o risco de se verem também perseguidas, em outros estados. De modo geral, as mulheres submetidas a esse tipo de constrangimento são pobres e carentes de assistência jurídica e psicológica.
“Nenhuma mulher deve ser perseguida, humilhada, condenada ou presa pela prática do aborto”
Em torno dessa idéia, delegações de redes e organizações de mulheres se reúnem esta semana na capital paulista, para participar de um ato público no qual será lançada a Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto. A convocação abrange entidades e movimentos democráticos e populares favoráveis a esta causa.
O Ato será no dia 26, sexta-feira, com concentração na Praça Ramos a partir das às 13:30, de onde manifestantes seguirão em caminhada até o Tribunal de Justiça.
Seminário internacional precede o Ato – Nos dias 24 e 25 (quarta e quinta-feira) acontece uma reunião internacional em que serão discutidas “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres”. Esta atividade será no Auditório da Ação Educativa, na Vila Buarque. O evento está sendo organizado por seis organizações da sociedade civil (SOS Corpo, Ipas Brasil, CFEMEA, Instituto Patrícia Galvão, Católicas pelo Direito de Decidir, Comissão de Cidadania e Reprodução), e cinco redes de mulheres (Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Marcha Mundial de Mulheres, CLADEM/ Brasil e Rede Feminista de Saúde).
Feministas do Peru, Uruguai e Nicarágua foram convidadas para relatar suas lutas. Para falar da realidade nacional, além das organizações já citadas, está convidada uma representante da União Nacional dos Estudantes.
Na noite do dia 24 haverá uma exibição especial do filme “O aborto dos outros”, de Carla Gallo, na Sala Aleijadinho do HSBC Belas Artes.
Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto – No
blog da Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto encontra-se o texto do Manifesto, com link para assinaturas de adesão. Para ler e aderir clique aqui.
Informações para a imprensa:IPAS Brasil - 21-2532-1930 / 11-8468-0910 (Evanize Sydow)
Angela Freitas/ Instituto Patrícia Galvão

LANÇAMENTO DO LIVRO "PENSAMENTO AFRICANO SUL-SAARIANO'

Lançamento do livro na cidade do Rio de janeiro.
Para ampliar clique na imagem.

BRASIL PRECISA DE 18 ANOS PARA ACABAR COM DESIGUALDADE

Retirado do site do G1.
Reportagem sobre estudo recente do IPEA sobre dados do PNAD. Infelizmente está pesquisa não fala da divisão da desigualdade racial, ou seja, caso tivesse este componente o Coeficiente de Gini apresentado seria muito diferente. Pesquisas, a partir de 2001, do mesmo IPEA afirmavam que para os negros e brancos brasileiros chegarem a média de oitos anos de escolaridade seria nescessário 32 anos, contudo se os segundos parassem de avançar nos estudos.

Para acessar a postagem (DOCUMENTOS DO IPEA SOBRE RACISMO NO BRASIL ) e baixar as pesquisas antigas clique aqui. Para baixar a análise da desigualdade de renda clique aqui.

Ipea: Brasil precisa de 18 anos para acabar com desigualdade

Pesquisa mostra redução da pobreza no Brasil


Jornal Nacional
Segunda-feira, 22/09/2008
Segundo estudo do Ipea, entre 2001 e 2007, rendimento dos mais pobres subiu 7% ao ano, quase o triplo da média nacional. Queda da concentração de renda é acelerada, mas desigualdade ainda é grande.

14 MILHÕES DE BRASILEIROS ASECENDERAM SOCIALMENE, DIZ IPEA

Retirado do site G1.

Pesquisa diz que 10,2 milhões subiram da classe baixa para média.Ipea divulgou levantamento nesta segunda-feira.
Da Reuters 22/09/08


Quase 14 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no país entre 2001 e 2007, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta segunda-feira (22).
De acordo com a pesquisa "Pobreza e mudança social", 10,2 milhões de brasieliros passaram da classe de renda mais baixa (até R$ 545,66) para a faixa de renda média (de R$ 545,66 a R$ 1.350,82), e 3,6 milhões saltaram da renda média para a classe mais alta (acima de R$ 1.350,82).
A pesquisa foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 23,8% e a renda familiar per capita 15,6%.

Evolução social
"As pessoas caminharam socialemente superando a inflação e o crescimento médio do país entre 2001 e 2007", disse a jornalistas o economista do Ipea, Ricardo Amorim.
"Foi uma mobilidade social importante no país que não se via há muito tempo, desde os anos oitenta", acrescentou ele, creditando essa ascensão aos programas de transferência de renda (Bolsa Família), à política de aumento real do salário mínimo e ao crescimento mais forte da economia.
O Ipea traçou também um perfil do brasileiro que avançou socialmente. "Para os estratos mais baixos há influência mais forte do salário mínimo e transferêncais de renda e para a renda maior há um claro impacto do mercado de trabalho melhor", disse Amorim.

Saiba mais

Pobreza cairá quase um terço entre 2003 e 2008, diz estudo do Ipea
Divulgação de previsões trimestrais do Ipea é vetada
Alta dos juros não deve prejudicar investimentos, prevê Ipea

13,8 MILHÕES SALTAM DE FAIXA SOCIAL NO BRASIL

Retirado do site do IPEA.

Estudo importante para entender o que aacontece com a questão da desigualdade de renda no Brasil na última década. Infelizmente não colocam a questão racial neste análise dos dados da PNAD (clique aqui para mais postagens sobre PNAD). Contudo, se prestar atenção dia 14 de outubro sairá um comunicado com a questão racial, vamos esperar então.
PNAD significa Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar e consiste em apontar amostra de dados socioeconomicos diversos. Para maiores detalhes clique IBGE ou na definição no Wikipédia.

Para baixar clique no link Comunicado da Presidência nº 9 ou neste link alternativo.

Abaixo tem um gráfico do Ceficiente de Gini sobre a evolução da renda familiar per capita no Brasil. Para entende o que é o Coeficiente clique aqui.

22/09/2008

As primeiras análises da Pnad-2007 divulgadas hoje pelo Ipea mostram que 13,8 milhões de brasileiros mudaram de estrato social entre 2001 e 2007.

Dividindo-se a população brasileira em três faixas de rendimentos, mais de 10 milhões deixaram o faixa do um terço mais pobre (que recebe até R$ 545,66 de renda familiar) e passaram a integrar a faixa intermediária (que recebe até R$ 1.350,82 de renda familiar). E 3,6 milhões saltaram dessa faixa intermediária para o terço superior de renda, que recebe acima de R$ 1.350, 82.

Ainda segundo o estudo divulgado hoje no escritório do Ipea no Rio de Janeiro, o grau de desigualdade de renda no país caiu de maneira acelerada e contínua neste século e declinou 7%, passando de 0,593 em 2001 para 0,552 em 2007. Isso corresponde a uma taxa de redução média anual de 1,2%.

Contudo, esses movimentos não foram homogêneos por todo o país, revelando que, apesar dos avanços, a desigualdades regionais continuam muito significativas. O Nordeste, por exemplo, concentra ainda hoje 49% de sua população vivendo com uma renda familiar menor que R$ 545,66, isso equivale a 25,3 milhões de brasileiros.

Os dados fazem parte do Comunicado da Presidência nº 9, "Pnad-2007: Primeiras Análises" volume 1. O documento foi apresentado pelos pesquisadores Ricardo Paes de Barros e Ricardo Amorim. Mais três volumes sobre a Pnad serão apresentados nas próximas três semanas, versando sobre:


Dia 30/09: Tendências do mercado de trabalho; Trabalho infantil; Previdência.
Dia 07/10: População, família e envelhecimento; Gênero; Saneamento Básico e Habitação.
Dia 14/10: Juventude; Raça e Educação.

REVISTA EXAME - 24 DE SETEMBRO DE 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Estilo: Revista
Gênero: Economia
Edição: 24 / 09 / 08
Tamanho: 35.5 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

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REVISTA CD-ROM CONCURSOS PÚBLICOS 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.Concursos públicos 2008
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Estilo: Vestibular & Concursos
Fabricante: Central de Concursos
Tamanho: 370 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português


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REVISTA ISTOÉ - 24 DE SETEMBRO DE 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Estilo: Revista
Gênero: Atualidades
Edição: 24 / 09 / 08
Tamanho: 16.5 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

domingo, 21 de setembro de 2008

MINISTRO DEFENDE PUNIÇÃO MAIS RIGOROSA PARA RELIGIOSOS QUE PREGUEM A INTOLERÂNCIA

Retirado do blog CEN, mas publicado originalmente no O Globo.

21/09/08
By Yoná Valentim

RIO - "As religiões de matriz africana são as mais vulneráveis ao preconceito, principalamente por parte de outras religiões". A afirmação foi feita neste domingo pelo ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, para quem é necessário combater essa prática que, muitas vezes, se faz por meio da violência. Ele defendeu a criação de um dispositivo "claro", que criminalize o preconceito por parte de outras religiões.
- Talvez seja necessário um dispositivo legal, que criminalize de forma muito clara essas manifestações religiosas, punindo seus responsáveis - disse. - Na maioria das situações, os lideres não aparecem, mas seus seguidores são instrumentalizados e orientados a ofender e agredir as religiões, em especial, as de matriz africana - completou o ministro.
Em entrevista à imprensa, antes de participar da Caminha pela Liberdade Religiosa, em Copacabana, no Rio, o ministro Edson Santos disse que a legislação atual não é aplicada com rigor. Mas, ponderou que a intolerância é praticada por uma pequena parte da população.
- Tenho certeza de que a sociedade de vários matizes se coloca de forma contrária e dura contra a discriminação - disse.
Atualmente, a maioria dos crimes de preconceito religioso no país são enquadrados no Artigo 208 do Código Penal, que estabelece detenção de um mês a um ano, ou multa - que pode ser aumentada em até um terço, no caso do emprego da violência -, para os casos de intolerância, como o dos jovens que destruíram um centro espírita no Rio, em junho passado.
No entanto, muitas lideranças de religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, pedem para que os casos de preconceito contra fiéis ou desrespeito a templos e imagens sejam julgados sob Lei Caó, que pune com reclusão de um a três anos, além de multa, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, etnia ou religião.

COM 49,7%, PETOS E PARDOS SUPERAM BRANCOS

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

Políticas como a de cotas em universidades podem explicar mudança no índice, diz especialista
Felipe Werneck
RIO - A parcela da população que se declarou preta ou parda superou o total de autodeclarados brancos no País em 2007, revela o IBGE. Doutor em História e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Manolo Florentino avalia que o resultado está relacionado a recentes políticas públicas, como a criação de cotas para negros em universidades.
Fecundidade da brasileira atinge nível mais baixo
1,2 milhão de menores de 14 anos trabalham no País
‘Estudo era meio de mudar de vida’
‘É preciso ação de Estado, mais do que de governos’
Número de filiados a sindicatos cai pela 1ª vez no governo Lula
Emprego cresce 4,6% na indústria
O desencanto do ex-sindicalizado
O que é o índice de Gini
Desigualdade supera a do Zimbábue
Brasil cresce em ritmo exasperantemente lento, diz Giannetti
Pela primeira vez, ligação à rede de esgoto passa de 50%
‘Não gosto de celular, mas já troquei duas vezes’
Aumenta o acesso a bens de consumo
Registro alivia a Previdência
Renda salarial não recupera perdas entre 1996 e 2003
Rodrigo compra moto e planeja ‘puxadinho’
Emprego formal cresce para 35,7%
O melhor perfil do brasileiro
Desigualdade cai, mas avanço social do País ainda é tímido
Leonardo, 12 anos, trabalha e sonha com o futuro

"Pode ter outros fatores, mas é óbvio que essas políticas têm levado a um aumento das declarações de negros, sejam elas fictícias ou não." Ele também cita o acesso à terra por declarados remanescentes de quilombos. Para Manolo, a cor, no Brasil, continua sendo questão de posição social. "Não sei se isso é bom ou ruim, pois as identidades têm grande parcela de ficção, estão voltadas para uma demanda de inclusão social", diz. "Antes, sempre ocorreu tendência de embranquecimento. Muitas pessoas estão buscando um meio de ascender socialmente." Mas o professor também aponta como fator o movimento de afirmação da negritude iniciado na década de 70 no Ocidente, e avalia como muito importante o aumento da auto-estima gerado pela valorização da cultura negra.
A população de autodeclarados pretos e pardos chegou a 49,7% em 2007, ante 49,4% de brancos. Em relação a 2006, houve redução de 0,3 ponto porcentual entre os que se declararam brancos. Já os pretos aumentaram sua participação em 0,5 ponto porcentual (de 6,9% para 7,4%), e a dos pardos passou de 42,6% para 42,3%. Somando-se pretos e pardos, houve aumento de 0,2 ponto porcentual.
Fundador da rede de pré-vestibulares Educafro, o frei David Santos comemorou o resultado. Para ele, a discussão sobre cotas mudou a percepção que muitas pessoas negras tinham sobre sua cor. "Antes, ser negro era algo depreciativo, as pessoas tinham vergonha, e grande parte ainda tem", disse. Hoje com 56 anos, ele conta que, no seu caso, a "ficha só caiu" depois de ter sido vítima de racismo. "Só me assumi como negro com 22 anos. Antes, tinha plena consciência de que era branco queimado de praia." Para David, com a criação de cotas, "pela primeira vez os negros passaram a ter benefícios". "Não tenho dúvida de que o Brasil sempre teve população majoritariamente preta e parda, que não se assumia." Ele afirma que o resultado servirá para "exigir mais políticas públicas com cortes étnicos".
A mudança ocorre no momento em que o IBGE estuda a possibilidade de mudar o atual sistema de classificação de cor. Manolo lembra que outras tentativas, na década de 90, não deram certo.

IGREJA UNIVERSAL TERÁ QUE INDENIZAR FAMÍLIA DE MÃE-DE-SANTO

Retirado do site do jornal O Globo.

Decisão do STJ
Publicada em 19/09/2008

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça condenou a Igreja Universal a indenizar em R$ 145 mil o viúvo e os seis filhos da mãe-de-santo baiana Gildásia dos Santos e Santos. O tribunal entendeu que ela foi ofendida ao ter uma foto sua publicada na "Folha Universal", jornal impresso pela igreja e distribuído gratuitamente aos fiéis na porta de templos. Em 1999, o veículo usou a imagem da ialorixá para ilustrar reportagem com o título "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes".
A decisão foi tomada por unanimidade pela Quarta Turma do STJ. Foi rejeitado recurso da igreja para anular a condenação, mas reduzido o valor da pena fixada pela 17ª Vara Cível da Bahia, de R$ 1,4 milhão. Com o novo valor decidido pelo STJ, cada herdeiro de Gildásia, morta em 2000, receberá R$ 20.750 de indenização. A "Folha Universal" terá ainda que publicar texto de retratação. A decisão foi baseada no inciso X do artigo 5º da Constituição, que garante a proteção à honra, à vida privada e à imagem das pessoas.
A Universal alegou que os herdeiros, autores da ação, não tinham legitimidade para pedir a reparação. O juiz Carlos Fernando Mathias considerou que a ofensa foi clara causa de dor e embaraço aos herdeiros e que a indenização era direito pessoal de cada um.

RACISMO PODE DERROTAR OBAMA

Reflexões interessantes. Vale a pena visitar este blog e dar uma lida nos comentários, pois o debate está bem quente.
Retirado do blog Leia Junto.

Posted in Uncategorized by cesarbarroso on September 21st, 2008

Barack Obama e sua mãe, S.Ann Soetero, falecida em 1995.

Um terço dos democratas brancos sentem-se apreensivos com relação aos negros - muitos os chamam de “preguiçosos”, “violentos” ou responsáveis pelos seus problemas, segundo uma pesquisa da AP/Yahoo News com a Universidade de Stanford.
Se a eleição for apertada, isso poderá custar a Baracak Obama a Casa Branca. É o que conta um
artigo da Associated Press divulgado pelo MSNBC.com.
Quarenta por cento dos brancos americanos têm pelo menos uma visão negativa dos negros, e isso inclue votantes democratas e independentes. Eles têm a tendência a não votarem em Obama, em comparação aos que não mantêm nenhum tipo de preconceito contra os negros.
“Há muito menos fanáticos do que há 50 anos, mas isso não quer dizer que são poucos”, declarou Paul Sniderman, cientista político da Universidade de Stanford.
O objetivo da pesquisa foi saber porque num cenário tão confortável para os democratas, Barack Obama continua numa luta ferrenha com John McCain, candidato do partido de um presidente impopular, da guerra do Iraque e da economia problemática.
Apenas sete de cada dez democratas apoiam Obama, enquanto McCain tem o voto assegurado de 85% dos republicanos. Mas há também muitos brancos com visão negativa dos negros que votarão em Obama com entusiasmo.
A pesquisa indica também que alguns democratas não votarão em Obama por outro motivo: acham que ele não é competente. Três de cada 10 democratas que não votarão em Obama por não o acharem competente, votarão em McCain.
Mas a pesquisa divulga que, se não houvesse o problema racial, Obama estaria nesse momento mais seis pontos percentuais na frente de McCain.
Os entrevistados são escolhidos pelo telefone, mas respondem à pesquisa online. Essa modalidade, descoberta pela Knowledge Networks, facilita às pessoas serem mais honestas em responderem a perguntas embaraçosas e impopulares.
“Nós ainda não gostamos dos negros,” declarou John Clouse, de 57 anos, refletindo os sentimentos de seus companheiros de mesa num café em Somerset, Ohio.
Muitos acham que “se os negros fossem mais esforçados, eles poderiam estar no mesmo nível dos brancos”.
Dos partidários brancos de Hillary Clinton, 59% declararam que votarão em Obama, enquanto quase 17% votarão por McCain.
A pesquisa foi feita com 2.227 adultos, entre os dias 27 de agosto e 5 de setembro.

Barack Obama, Sr.

FÓRUM NACIONAL DAS MULHERES INDÍGENAS

Retirado do site do INESC.


por lucosta última modificação 15/08/2008

Foi constituída neste mês de agosto, em reunião realizada em Brasília, a Comissão Executiva que vai organizar o Forum Nacional das Mulheres Indígenas 2009, previsto para meados do próximo ano. A Comissão tem representação da Coiab, Inbrapi, Grumin, Conami, Apoinme, Instituto Kaigang e Warã. A reunião preparatória para o Fórum foi realizada na sede da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi organizada pela Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas.

Ana Inês - Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Passado, Presente e Futuro: Mulheres Fortes e UnidasPreparatória para o Fórum Nacional das Mulheres Indígenas - 2009
À primeira impressão, um tímido encontro. Aos poucos foramchegando e já não havia lugar naquela mesa reservada a dez ou dozepessoas na sala de reunião do UNIFEM– Fundo de Desenvolvimentodas Nações Unidas para a Mulher. Com papel, caneta, notebooks e osadereços que simbolizam a força de cada etnia, as representantes dasdiversas organizações indígenas no Brasil chegaram à sede da agênciada ONU, em Brasília, para a preparatória do Fórum Nacional deMulheres Indígenas programado para meados de 2009.
Organizadas pela Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, nesseprimeiro momento para um debate sobre a realização do FórumNacional, as vozes femininas começaram a ecoar. Elas discutiram sobrea inserção da mulher indígena no mercado de trabalho, sobre saúde eeducação; sobre a violência e o preconceito sofrido ainda hoje;trouxeram suas próprias experiências e seus exemplos de conquista (aexemplo do movimento pela consciência negra) e compartilharaminformações sobre a luta no dia-a-dia das "parentes", dentro dascomunidades e na batalha urbana.
Como resultado dessa Preparatória, do Fórum Internacional da MulherIndígena, abril de 2008/Lima-Peru, da Mesa de Trabalho de Itaipu-RJ/maio de 2008, formou-se a Comissão Executiva para a realizaçãodo Fórum, em 05 de agosto de 2008 com representação da Coiab,Inbrapi, Grumin, Conami, Apoinme, Instituto Kaigang, Warã e seconsolidou o intercâmbio entre as organizações de mulheres indígenascom a criação do Blog temático e a abertura de um grupo de discussõesno sistema yahoo: http://br.groups.yahoo.com/group/forumnacionaldamulherindigena/
Outro aspecto a ser estudado foram os aportes financeiros para a infraestruturade qualquer ação em prol das mulheres, sejam elas indígenasou não. "A questão de gênero não está sendo considerada na prática",observa Eliane Potiguara, organizadora da Preparatória pelo GRUMIN,ao alertar para a necessidade de articulação entre as organizaçõesindígenas no momento de captar recursos junto aos órgãoscompetentes. Uma das questões mais importantes para o sucesso doFórum em 2009, segundo Eliane, é o envolvimento integrado dasorganizações: "como unir esforços, iniciativas, pessoas e como captarrecursos em cada região?". Por enquanto, algumas foram apoiadas peloUnifem, outras vieram por si próprias (sua organização ou seusrecursos) e algumas chegaram a Brasília depois de muita estrada, semnenhum suporte financeiro, como foi o caso da representante do povoKaingáng, Ângela Kaingáng, que enfrentou mais de 30 horas numaviagem de ônibus, para participar do encontro. "Se não fosse adificuldade financeira estaríamos muito mais organizadas", afirmaÂngela ao fazer um alerta: "Nossa responsabilidade está crescendo acada dia!".
Segundo Maria Inês Barbosa, do Programa Gênero, Raça, Etnia ePobreza da UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidaspara a Mulher), que abriu o encontro "Cunhã-Uasu Muacasáua -MULHERES FORTES E UNIDAS", é preciso ter consciência de que oBrasil é um dos países mais desiguais do mundo, fato que se tornaainda mais evidente se for analisado sob a ótica racial e étnica.Especialmente sobre a violência contra a mulher, Maria Inês lembraque na trajetória da herança cultural feminina existem "marcas quedevem servir de força e reflexão".
Único homem a participar entre as mulheres, o escritor Cristino doNEARI (Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas) trouxe a boa novadas negociações com a UERJ para a implementação da 1ª UniversidadeIndígena do país, entre outras ações. Ele reafirma a necessidade deregistro e formação de conhecimento para a valorização da lutafeminina indígena, o que é confirmado por Silvia Wajãpi, ao evidenciarespecialmente a problemática da inserção das crianças indígenas nasescolas urbanas e sua luta por oportunidades equiparadas. MariaMiquelina Tukano e Mirian Terena lembram que a luta não trazbenefícios apenas para uma comunidade ou uma representação dospovos indígenas. Aparecida Bezerra e Ceiça Pitaguary trouxeram desuas comunidades exemplos do engajamento político e social de suascomunidades.
A representante do povo Funiô, Maria Aureni, fez um desabafo em seudepoimento: "Minha mãe me criou com a intenção de lutar, com a vozque ela não teve, mas nossa trajetória tem rendido muito choro emuitos calos", conta Aureni. Trazendo a mesma herança de luta,Fernanda Jófei Kaingáng, do Instituto Indígena Brasileiro para aPropriedade Intelectual reverencia, na figura de Ângela Kaigang, oconhecimento de seu povo e, também lamenta o descaso diante dariqueza cultual dos povos indígenas: "eu cresci vendo esse processo einfelizmente não estamos conseguindo enfrentar a situação. Estou aolado de uma das maiores especialistas em nutrição Kaingáng ,enquanto muitas crianças estão morrendo de fome", lamenta Fernandaao relembrar a necessidade de união das mulheres em prol das futurasgerações. Por isso, no próximo mês de setembro, essas "MulheresFortes e Unidas" se encontram, novamente em Brasília, para formalizare fazer um levantamento do que já tem sido trabalhado para o fórum de2009. Enquanto isso, a discussão continua online e por telefone.


Acompanhe e participe!Foto e Texto: Ana Inês - Repórter Freereporterfree@gmail.comanaines.free@gmail.com61-8476 3254
Membros da Comissão ExecutivaCoiab, Inbrapi, Grumin, Conami, Apoinme, Warã eInstituto kaigangEnquanto não temos o telefone do secretariado, estamos disponibilizando,gentilmente, esse telefone temporário para maiores contatos: (021) 2577-5816 e(021)9335-5551.

MAIS DE DEZ MIL NA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA NO RJ

Retirado da mensagem 44430 da lista de discussão discriminacaoracial do yahoo.

Mais de dez mil pessoas caminham pela liberdade religiosa em Copacabana
Nem chuva, nem frio, só Axé e Fé.
De Miro Nunes
Jornalista -Membro da Cojira-Rio


Rio de Janeiro (10h45) – Nem o frio trazido pela chuva fina que caia nesta manhã de domingo afugentou as quase dez mil pessoas que participaram hoje (21) da caminhada em defesa ao direito à liberdade de culto na orla de Copacabana. Sob o som das palavras de ordem “Eu tenho Axé. Eu tenho Fé!”, representantes de várias religiões, intelectuais, artistas e políticos partiram da Praça do Lido, ponto de concentração, e estão seguindo até o posto seis.
No primeiro dos dois carros de som, o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em discurso, pontuou a importância do diálogo entre as religiões e disse que irá entregar ao Presidente da República as principais reivindicações contra a intolerância religiosa em prol de ações de governo mais contundentes. O advogado e, Luiz Fernando Martins da Silva, enfatizou que as pessoas que se sentissem ameaçadas ou agredidas pelo fanatismo devem procurar as autoridades, pois eles estão aptos a dar apoio às denúncias: “a liberdade religiosa e o direito de seguir qualquer credo estão assegurados pela Constituição Federal, que o maior documento jurídico do país. Então devemos acionar o Ministério Público, o Judiciário, as autoridades governamentais para assegurar os nossos direitos constitucionais” .
Entre as inúmeras autoridades presentes à manifestação alguns destaques são fundamentais, como a presença do ex-senador Abdias Nascimento (que mesmo com a saúde fragilizada mostrou o vigor de sua energia); o ex-deputado e autor da lei que leva seu nome, o jornalista Carlos Alberto Caó. Vários candidatos em plena campanha eleitoral participaram do evento, mas foram convidados pela organização a se posicionarem ao final da marcha, o que foi aceito sem maiores problemas.
O protesto pacífico, que acontece em várias capitais brasileiras, integra as comemorações ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data oficializada pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e está sendo comemorada pela primeira vez. O Código Penal prevê prisão de um mês a um ano ou multa para quem comete esse crime. A pena pode ser acrescida de até um terço no caso de haver violência.
A “Caminhada em defesa da liberdade religiosa” é uma ação que integra a campanha “Liberdade religiosa, Eu tenho Fé!”, capitaneado pela Comissão de Combate a Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro que envolve distintas organizações: mulheres; indígenas, ciganos; cristãos; muçulmanos; judeus; bahais; orientais; filosóficos; grupos culturais; setores do Movimento Negro; organizações de direitos humanos; artistas, imprensa; políticos.

FOTOS MANIFESTAÇÃO CONTRA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA BAHIA

Retirado do Blog CEN.
Muito importante est´manifestação e que seja reproduzida em vários Estados brasileiros. Só para lembra hoje (sabádo, 21.09) está ocorrendo no Rio de Janeiro também. Clique aqui para ir para o blog do CEN e ver mais fotos.
Para ampliar clique nas imagens.









Neste mesmo blog tem outra postagem com cenas de manifestações do povo de santo nos últimos dois anos. Para acessar clique aqui.

ENCONTRO INTERNACIONAL DISCUTE JORNALISMO INVESTIGATIVO

Retirado do site Jornalismo nas Américas.

Sexto Austin Fórum reúne grupos de jornalistas que irão discutir sobre o jornalismo investigativo
Representantes de 35 organizações jornalísticas de 15 países estão se reunindo em Austin nos dias 19 e 20 de setembro para o Sexto Austin Fórum sobre Jornalismo nas Américas, cujo tema é o jornalismo investigativo na América Latina e no Caribe.


O encontro, dedicado ao aprimoramento da qualidade do jornalismo na América Latina e Caribe, está sendo organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas, com o apoio do
Programa de Mídia do Open Society Institute.
O Austin Fórum é composto por uma rede de organizações que se reúnem anualmente e se dedicam ao desenvolvimento e treinamento de meios de comunicação na América Latina e no Caribe.
Os painéis incluem uma visão geral do jornalismo de investigação na região e abordam a qualidade do jornalismo investigativo, bem como iniciativas globais, regionais e transnacionais. O evento também inclui discussões sobre modelos alternativos para financiar o jornalismo de investigação e sua prática em zonas de perigo.
A cobertura do evento estará disponível na próxima semana. Para mais informações sobre o Austin Fórum, clique
aqui.
Por Paul Alonso em 09/19/2008

sábado, 20 de setembro de 2008

BAIXE ARQUIVOS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA DO PROJETO ABÁ - UEG

O material do curso é muito bom mesmo tendo sido realizado em 2007 vale a pena visitar o site e baixar os arquivos.
Para mostrarmos a riqueza do material postamos abaixo três imagens da apostila. Ao todo o curso contém: 29 mapas temáticos, apostila do curso, além de três modúlos (Educação, Religiões e Cartografia) das aulas.
Para ir para o site e conhecer o projeto clique aqui. Para baixar os arquivos sem ir para o site clique aqui. São 5 arquivos num total de 80Mb.
Para ampliar clique nas imagens.



PROJETO ABÁ
OBJETIVOS:- Qualificar e capacitar professores da Rede Pública em 38 municípios do Estado de Goiás, multiplicar o conhecimento da História da África, do negro no Brasil e nas Américas, da literatura e cultura afro- brasileira e africana, da geografia e sua formação territorial, em conformidade com a lei nº 10.639/03.

PÚBLICO ALVO: Professores e Coordenadores pedagógicos do ensino médio.
MATERIAIS AUDIOVISUAIS: * Vídeo documentário 1h e making Of- **Cd rom interativo
MATERIAIS IMPRESSOS: 2 Livros - Apostila com Cd Rom


CONTEÚDO:
Audiovisual:
- * Relato sobre a presença negra no Estado de Goiás abordando os seguintes tópicos:
1- História da população negra em Goiás
2- Dados da população negra em Goiás
3- personalidades negras em Goiás
4- movimentos negros e sus lideranças em Goiás
5- manifestações culturais de matrizes africanas em Goiás
6- manifestações religiosas de matrizes africanas em Goiás

-** CD interativo: definição de programação visual, captação de imagem e som, menu interativo para navegabilidade, pré produção, direção,edição, edição de imagem e diagramação, sobre pesquisa iconográfica.
Impresso:


- Livro
1 – História da África- Livro
2 – Cartografia africana em Goiás
- Apostila com CD R – curso de capacitação com os seguinte temas:
1 -Educação para as relações étnico- raciais;
2 -Cartografia das áfricas e afro- Américas;
3 -Fundamentos de religiosidade de matriz africana;

Inscrições:
Local: Nas Subsecretarias Regionais de Educação.
Data: de 25/01/2007 a 06/02/2007

EXPOSIÇÃO ESTÉTICA NEGA NO RJ

Para ampliar clique na imagem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

SÓ ASSIM A DISCRIMINAÇÃO VIRA NOTÍCIA

Retirado do site do Observatorio da Imprensa.

Sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Caderno da Cidadania
Por Ligia Martins de Almeida em 16/9/2008

Foi preciso que entidades internacionais apresentassem um estudo para que a imprensa brasileira admitisse que as mulheres e os negros são discriminados no Brasil. Foi o que aconteceu semana passada, com a divulgação do relatório
Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente [arquivo PDF zipado, 1,3 MB].
O relatório foi tema dos dois grandes jornais paulistas, cada um tratando do assunto à sua maneira. A Folha preocupou-se em divulgar os resultados, abrindo um grande espaço para o tema na sua edição online:
"Apesar de representarem mais de 70% do mercado de trabalho, mulheres e negros ainda são discriminados na área profissional. É o que aponta o relatório `Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A Experiência Brasileira Recente´, divulgado hoje (8/9) pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), demonstra que, em 2006, o rendimento médio real das mulheres não-negras era de R$ 524,6, enquanto o das negras era de R$ 367,2. Já os homens negros receberam um rendimento médio de R$ 451,1, contra a remuneração de R$ 724,4 obtida pelos não-negros" (Folha de S.Paulo, 9/9/2008).

"Abismo social"
O Estadão, apesar do título enfocar o mercado consumidor, acabou mostrando um pouco mais de indignação no olho da matéria:
"O formato da família brasileira está se diversificando, com mais espaço para casais com filhos chefiados por mulher e núcleos familiares formados só por pais e filhos. Já fora de casa, principalmente nas relações de trabalho, há uma repetição de padrões de iniqüidade, seja de gênero ou raça. Além de receberem menos, as mulheres ainda são campeãs em média de horas semanais dedicadas a afazeres domésticos. Em 2006, mulheres disseram ter reservado 24,8 horas da semana para essas atividades. No mesmo ano, homens dedicaram 10 horas. Houve, no entanto, uma redução de jornada feminina em afazeres domésticos, já que em 2001 elas dedicavam 29 horas semanais." (Estado de S.Paulo, 9/9/2008)


O Estadão destaca que persiste o "abismo social" entre brancos e negros:
"A pobreza e a indigência é três vezes maior entre a população negra. Domicílios chefiados por negros têm menos acesso a rede de esgoto, abastecimento de água e coleta de lixo. A desigualdade também está presente no serviço de saúde, que por definição é universal (43% das mulheres maiores de 25 anos nunca fizeram exame clínico de mama)."
A Folha complementa:
"São as mulheres pobres que encontram maiores dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, como conseqüência, entre outros fatores, dos obstáculos que enfrentam para compartilhar as responsabilidades domésticas, em particular o cuidado com os filhos."


É uma pena que a falta de criatividade – ou de espaço, ou de interesse – deixe um assunto tão rico morrer por aí. As mulheres – brancas e pobres, negras e mais pobres ainda – merecem mais atenção da mídia. A mídia não pode resolver problemas sociais, mas pode – e deve – divulgar esses problemas e cobrar a quem de direito as soluções. A sensibilidade de um bom repórter transformaria um árido relatório em várias matérias capazes de comover até o mais frio dos leitores. E ajudar a melhorar a situação.

BUSCAM DO GOOGLE TAMBÉM GERAM DESASTRES

Retirado do site do Observatorio da Imprensa.
Realmente para os adoreadores da net e suas ferramentas de busca o caso abaixo mostra como podem ser desastrosas informações sem verificação. Ou seja, precisamos confiar desconfiando sempre.

Sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Código Aberto
Lições de uma “barriga” digital
Postado por Carlos Castilho em 14/9/2008


A empresa aérea norte-americano United Airlines ainda tenta se recuperar de um terremoto financeiro na Bolsa de Valores de Nova York provocado por uma “barriga” jornalística gerada por um robô eletrônico.
As ações da United quase viraram pó no dia 9 de setembro, depois que o serviço financeiro Bloomberg distribuiu a seus assinantes uma notícia anunciando a concordata da segunda maior empresa aérea dos Estados Unidos.
A informação provocou ondas de choque entre os investidores norte-americanos, para desespero da United, cujo desmentido sobre o pedido de concordata deixou o mercado anda mais confuso.
A situação só clareou depois que os vários protagonistas do incrível erro jornalístico começaram a se explicar. Uma editora do serviço de notícias econômicas Income Securities Advisors, especializado em informações sobre empresas em dificuldades, fez uma busca no Google usando as palavras-chaves Bankruptcy 2008 (Concordatas 2008) e obteve como um dos primeiros resultados
uma matéria do jornal South Florida Sun Sentinel, anunciando que a United havia pedido concordata.
A informação foi passada ao boletim econômico online Bloomberg que imediatamente a colocou na rede, onde foi detectada pelos operadores da Bolsa de Valores de Nova York que, ato continuo, começaram a vender freneticamente as ações da United, a qualquer preço.
Só que a informação captada pela funcionária da Income Security Advisors era velha e se referia a uma matéria publicada em dezembro de 2002, pelo Sun Sentinel, quando a United realmente pediu uma concordata que foi posteriormente suspensa. Como a data da publicação não aparecia no alto da notícia, o robô eletrônico do mecanismo de buscas Google a recolheu e indexou como se fosse atual, o que logo chamou a atenção de outros internautas que a acessaram, levando-a ao topo da lista de resultados.
A partir daí formou-se uma cadeia de eventos causadora de um desastre informativo, que seguiu uma velha máxima aeronáutica: uma tragédia aérea nunca tem uma única causa. Toda a seqüência de fatos está detalhada numa
investigação promovida pela Google e publicada no blog da empresa
Neste episódio, a United não chegou a perder nenhum avião e nem amargou vítimas humanas, mas quase sofreu uma tragédia financeira, porque o ambiente que rodeia a empresa, neste inicio de setembro, está marcado por ameaças de greve e dificuldades para enfrentar o aumento do preço dos combustíveis.
A análise dos fatos mostra que o erro inicial pode ser considerado trivial, o tornou a situação ainda mais preocupante. Se houve algum responsável, este foi o jornal Sun Sentinel que colocou, equivocadamente, no pé da página da seção econômica uma noticia que deveria estar no arquivo. A partir daí, a cadeia informativa do jornalismo eletrônico funcionou automaticamente.
Quando o erro foi identificado, choveram críticas e alertas sobre a confiabilidade do jornalismo online e em especial sobre os sistemas de busca. A Google corrigiu rapidamente o problema provocado pela bobeada do seu robô, mas o episódio mostrou que situações similares podem estar ocorrendo, sem que os leitores e até mesmo os envolvidos no processamento eletrônico de notícias se dêem conta.
A forma como a cadeia informativa está se organizando no mundo inteiro cria um ambiente favorável a que erros triviais provoquem grandes “barrigas” , porque a pressa em publicar para ganhar da concorrência acaba eliminando o tempo para uma avaliação e contextualização mínimas.
O caso da notícia da GloboNews sobre queda de um avião da Pantanal em São Paulo, em maio passado, é uma prova disso. A fumaça provocada pelo suposto desastre na verdade era um incêndio numa fábrica de colchões.
Com isto o leitor acaba sendo obrigado a fazer ele próprio esta leitura crítica da mídia, fato que está se tornando mais uma rotina obrigatória na era da avalancha informativa.

NEGROS TRABALHAM MAIS, MAS GANHAM MENOS

Retirado do site do PNUD.

Brasília, 11/09/2008
Jornada superior a 44 horas semanais é mais freqüente entre pretos e partos do que entre brancos; mas estes têm rendimento maior-->
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Embora trabalhem mais, os negros têm rendimento quase 50% menor que o dos trabalhadores brancos. Um relatório organizado pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pelo PNUD aponta que, em 2006, 35% dos pretos e pardos tinham jornada superior às 44 horas semanais estabelecidas na Constituição, mas recebiam, em média, 46,8% menos que os brancos — grupo em que 34,4% tinham jornadas excessivas.
A desigualdade persistiu em todo o período analisado — 1992 a 2006. A diferença de rendimentos reais diminuiu, mas "continua extremamente elevada: se, em 1992, os negros recebiam em média exatamente a metade do que recebiam os brancos, 14 anos depois eles passaram a receber 53,2%", afirma o estudo, lançado na segunda-feira e intitulado
Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente. No mesmo intervalo, a jornada excessiva de trabalho caiu para ambos os grupo (estava em torno de 40% em 1992, contra 35% em 2006), mas sempre foi mais elevada para os trabalhadores negros — embora a diferença tenha caído 0,8 ponto percentual no período. Tanto os números de rendimento real quanto o da jornada abrangem apenas trabalhadores de 16 anos ou mais de idade.
O fosso entre brancos e negros diminuiu menos entre a população mais escolarizada. Em 1992, os homens pretos ou pardos com 15 anos ou mais de estudos recebiam 70,4% do rendimento dos homens brancos na mesma faixa de estudos; em 2006, a diferença havia caído apenas 2,1 pontos percentuais, para 72,9%. Na outra ponta da pirâmide, entre os que têm instrução, a desigualdade recuou mais: 12,6 pontos percentuais, de 61,3%, em 1992, para 73,9%, no ano retrasado.
Tendência semelhante foi registrada entre as mulheres negras. Na parcela sem instrução, o rendimento delas em comparação ao dos homens brancos subiu de 40,5% para 54,9%. Entre os que têm 15 anos ou mais de estudos, o movimento foi mais lento — elas ganhavam 41,4% do que ganhavam os homens brancos com mesma educação, apenas 3,5 pontos percentuais a mais que 14 anos antes.
"Esses dados demonstram que as desigualdades de rendimentos entre homens e mulheres e negros e brancos não podem de forma alguma ser explicadas apenas pela diferença de escolaridade. Ao contrário, e tal como já mostrado em muitos outros estudos, quanto maior os níveis de escolaridade, maior a desigualdade", aponta o estudo.
A taxa de desemprego também é desfavorável para negros e mulheres. Apesar de um pequeno recuo em 2006, ela vinha crescendo em todas as faixas. De 1992 a 2006, o indicador aumentou 19,3% para homens brancos, 20,6% para homens negros, 34,8% para mulheres brancas e 45,7% entre mulheres negras. “Analisando a população economicamente ativa sob um prisma racial, observa-se que não só o desemprego foi maior entre os negros durante todo o período, como a diferença em relação aos brancos se ampliou justamente após 1999, quando o mercado de trabalho como um todo se tornou mais favorável”, observa o relatório.
Informalidade
Além de amargarem maior taxa de desemprego, negros e mulheres são mais afetados pela informalidade. A desigualdade, porém, também recuou entre 1992 e 2006 — a taxa diminuiu entre negros e aumentou um pouco entre brancos. "Ao contrário do que ocorre em relação às taxas de participação e desemprego, na informalidade as desigualdades raciais têm influência mais acentuada que as de gênero. Em todos os casos, as negras, justamente por expressarem a condensação das desigualdades de gênero e cor/raça, encontram-se na pior situação", diz o texto.
"Em 1992, a taxa média de informalidade para trabalhadores de 16 anos ou mais era de 53,4%. O indicador era significativamente inferior entre homens brancos (41,7%) e expressivamente superior entre negros (59,8%) e, sobretudo, negras (68,7 %). Entre os dois extremos (homens brancos e mulheres negras), havia uma diferença de 27 pontos percentuais." Em 2006, as taxas de informalidade para negros e mulheres haviam caído, aumentando apenas para os homens brancos. "Apesar disso, as diferenças nas taxas de informalidade ainda são muito acentuadas: 42,8% para os homens brancos, 47,4% para as mulheres brancas, 57,1% para os homens negros e 62,7% para as mulheres negras. A diferença entre homens brancos e mulheres negras caiu, mas ainda é extremamente elevada: cerca de 20 pontos percentuais", destaca o estudo.
Os efeitos de mais negros estarem trabalhando sem as garantias legais se reflete nas taxas de ocupados que contribuem para a Previdência Social. "Em 2006, a cobertura previdenciária beneficiava 58,6% dos homens brancos, mas apenas 40,6% das mulheres negras. Essa diferença era ainda maior em 1992: a taxa de cobertura dos homens brancos era praticamente a mesma (57,9%), mas a das mulheres negras era de 31,6%. A taxa de cobertura das mulheres brancas cresceu 7,2 pontos percentuais no período e se aproximou da dos homens brancos em 2006 (56,2%). Já a taxa dos negros era, em 2006, de 44,1% (14,5 pontos percentuais inferior à dos homens brancos, portanto), enquanto em 1992 era de apenas 39,3%", diz o relatório.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

PRIMEIRA TURMA DE COTISTAS SE FORMA NA UNB

Retirado do site do Globo.com.

Nossa, que matéria horrível. Primeiro fala que o acrescímo de pontos, 10% para estudantes de escola pública do interior, são cotas de 10% para escola pública (erro grave). Depois fala que a UNB reserva 10% das vagas para negros (na verdade reserva 20%). Segue dizendo que de 61 cursos analisados os cotistas tiveram menor desempenho, comparado com os não-cotistas, em 9 cursos, contudo a repórter faz questão de ressaltar o peso do "fracasso" neste 9 cursos. Coisas esquisita..... vocês não acham? Em 85% dos cursos analisados os dois grupos tiveram rendimento iguais e equilibrados, mas o que vale mais ser destacado é os 15% restantes. Será alguma técnica jornalística de prender a atenção do telespectador?

Mais erros grosseiros... a reporter entrevista três pessoas e não indica seus nomes ou cargos. Além disso, a matéria em todo o momento dá a entender que melhorar o ensino público resolveria o "problema" da incompetência dos candidatos pobres (nesse momento não falam mais dos negros). O "cientista social"(?) diz que com o tempo as cotas podem perder legitimidade política. Caramba daonde ele tirou isso???

Para finalizar com chave de ouro o âncora termina com um juízo de valor dizendo que "as cotas não podem esconder o maior problema do Brasil que é a qualidade do ensino".

Mais manipulação do que isso fica difícil...



Terça-feira, 16/09/2008
A primeira turma do Sistema de Cotas Raciais da UnB acaba de se formar. A universidade reserva 10% das vagas para negros. E divulga o resultado de rendimento desses alunos.

CAROS AMIGOS FAZ ESPECIAL SOBRE MOVIMENTO NEGRO

Retirado do site da Revista Caros Amigos. O interessante é que há sete anos atrás, mesmo essa revista tendo um teor político à esquerda, fez um debate sobre as cotas nas suas pagínas e se mostrou contrária a esse tipo de política. Será que mudaram de opinião?

Caros Amigos passou a ditadura a limpo, agora vai atrás da Verdadeira história do negro no Brasil

Entre setembro de 2007 e março deste ano, a Caros Amigos Editora colocou nas bancas brasileiras 12 fascículos sobre A Ditadura Militar no Brasil – A História em Cima dos Fatos.
Agora já começamos a preparar os 16 fascículos intitulados História do Negro no Brasil.
O primeiro deve ir às bancas em outubro. Com edição de Mylton Severiano e coordenação de Joel Rufino.
Colabore com o resgate dos fatos, com a nova história contada dos negros. Envie sugestões, textos, documentos, fotos, histórias... Nós queremos saber tudo o que está guardado nos velhos baús.
Envie um
e-mail com seu nome completo, formas de contato e anexe tudo o que achar importante para recontarmos a história dos negros no Brasil. Os editores selecionarão o que for possível de integrar a nova coleção e entrarão em contato.
Redação Caros Amigos

REVISTAS NEGRAS NO BRASIL DOS ANOS 90

Mais um artigo retirado do ótimo site Questões negras.

Os doces frutos da panela de pressão: a mídia negra no Rio de Janeiro nos anos 1990.
por Carlos Nobre

A partir de meados dos anos 1990, uma nova mídia negra resgata novas discussões sobre o renascer das culturas afrodescendentes no Brasil através do lançamento das revistas de circulação nacional "Raça Brasil", em 1996, e da revista "Black People", em 1995. Destas publicações, somente a " Raça Brasil" continua circulando, e a outra desapareceu após quatro anos de circulação.
A explosão da mídia negra dos 1990 não ficou restrita a estas duas revistas de variedades. Ela continuou com publicações, de menor alcance, mas com o mesmo fôlego como as revistas "Suingando", "Swing Brasil", "Agito Geral", "Brio", "Raça Musical", "Negro 100 Cento", "Raízes" e outras publicações produzidas originalmente em São Paulo, o maior mercado publicitário do país.
Existem informações segundo as quais, hoje, muitas destas publicações que listamos mais atrás desapareceram também em função de diversos fatores conjunturais, políticos e étnicos.
Mas isso não impede que desenvolvamos nossa análise sobre a mídia negra, de acordo nossos pressupostos metodológicos. De certo modo, vamos fazer uma espécie de história esquemática - muita pobre, é claro - mas que aqui assume outras conotações neste ensaio com intuito de ser essencialmente " pedagógico".

No Rio de Janeiro, por exemplo, aproveitando o boom midiático negro foram lançadas, em 1996 e 1997, mais duas outras revistas que tiveram uma única edição, "Azzeviche" e "A Cor de Ébano", mantendo, por conseguinte, uma certa característica da mídia negra, isto é, o lançamento de diversas publicações com apenas um número distribuído na comunidade.
Na verdade, o boom dos 1990 tenha começado em 1989 quando militantes negros do Rio de Janeiro, articulados com um empresário italiano, imprimiram apenas três números da revista " Nós", que, lançada na Escola Nacional de Belas Artes, se constituiu em novidade alvissareira no campo midiático afro naquele momento. Em 1995, foi a vez da revista " Zumbi 300 anos", apenas um número, e relançada novamente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, em 1996.

Os editores destas publicações, por conseguinte, não tiveram fôlego financeiro para dar continuidade às publicações em virtude dos altos custos gráficos para imprimir revistas em couchê.
Na verdade, a gráfica é ainda um instrumento para a propaganda política inacessível para as comunidades negras devido ao alto custo de impressão, aliados ao preço dos profissionais de produção ( repórteres, diagramadores, fotógrafos etc).
Após a experiência destas publicações, foi a vez de surgirem no campo do movimento negro carioca, agora em anos recentes a revista " Étnica", em 2002, e o jornal " Questões Negras", em 1998, preocupados em aprofundar o pensamento racial.
Também apareceram neste período, os jornais "Jornal do Mandela" (2000), do Instituto de Cultura e Consciência Negra Nelson Mandela, " Black News" (1998), "Redenção" ( 1998), publicado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, e "Reação" (2000), um tablóide oito páginas dedicado a divulgar fatos e eventos da comunidade negra. Também neste ano nasceu o standard "Mundo Black", com colunistas negros fixos, que só durou cinco números.
Após dez anos, sem grandes novidades no front da mídia negra carioca (noventa por cento dos jornais e revistas dos anos 1990 desapareceram), em julho passado, surgiu nas bancas mais uma revista negra carioca , a "Afro", na mesma linha editorial de "Raça Brasil", que continua ser a única mídia negra com circulação ininterrupta há 11 anos.
Para ler o restante da matéria direto no site clique aqui, para baixar em formato PDF clique aqui.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

LISTA DE LIVROS RELACIONADOS A ZUMBI

Retirado do ótimo site Questões Negras. Muito bom está lista de livros, quem sabe algum dia a gente tem todos eles escaneados e em links para serem baixados de graça...

36 livros sobre Zumbi e Palmares
Poema épico, cordel, romance, programa educacional, estudos históricos, estudos antropológicos, sociologia, política. Sim, a trajetória de Zumbi dos Palmares vem merecendo diversos estudos, análises, comentários ou obras de ficção. Perto de completar 313 anos de sua morte, na serra da Barriga, em Alagoas, este líder negro da época colonial brasileira é o personagem mais intrigante, bajulado e amado pelos negros brasileiros e estudiosos em todos os tempos. Atendendo a alguns professores e militantes, nosso jornal fez uma pesquisa sobre obras relacionadas a Zumbi. Abaixo, segue uma lista com 36 obras onde ele é personagem ou sua história serve como mote para discussão de diversas questões raciais:


Busto de Zumbi dos Palmares em frente ao Setor de Diversões Sul, em Brasília. - divulgação

1. Fonseca, Eduardo Junior. Zumbi dos Palmares: a história que não foi contada. Yorubana do Brasil, Rio de Janeiro: 2000.
2. Agualusa, José Eduardo. O ano em que Zumbi tomou o Rio. Gryphus, Rio de Janeiro: 2001.
3. Barbosa, José Carlos. Zumbi dos Palmares: o rei negro do Brasil. Imprensa, Ribeirão Preto: 2003.
4. Lima, Ray. Programa Zumbi Aracati-Ceará: uma ruptura no sistema educacional. Brasil Tropical, Fortaleza: 2004.
5. Santos, Joel Rufino dos. Zumbi. Global, São Paulo: 2006.
6. Maxado, Franklin. Rei Zumbi: o herói do Quilombo de Palmares. Edição F. Maxado, São Paulo: 1981.
7. Borges, J. História de Zumbi e os Quilombos de Palmares. Folheteria Borges, Bezerros(PE): 1985.
8. Silva, Severino da. Zumbi dos Palmares. Edições Paulinas, São Paulo: 1990.
9. Carlos, A. Zumbi: a resistência de um jovem brasileiro. Folheteria Maciel, Belo Horizonte: 1992.
10. Braz, Júlio Emílio. Zumbi: o despertar da liberdade. Memórias Futuras, Rio de Janeiro: 1995.
11. Cardoso, Marcos Antonio. Zumbi dos Palmares. Mazza, Belo Horizonte: 1995.
12. Muniz, Ubirajara. A agonia de uma raça: Zumbi, o Rei. Aquarela, Rio de Janeiro: 1991.
13. Ricon, Luiz Eduardo. Minigurps: o quilombo de Palmares. Devin, São Paulo: 1999.
14. Lúcio, Antonio Bezerra. Zumabunu: em terra arrasada ao longo do reino da liberdade. Brasília, SN: 1999.
15. Peret, Benjamin. O quilombo de Palmares. Editora da UFRGS, Porto Alegre: 2002.
16. Police, Gerard. Quilombo dos Palmares: lectures sur um marronnage braselien. Íbis Rouge Editions, 2003: Guadeloupe Guyane.
17. Funari, Pedro Paulo Abreu. Palmares, ontem e hoje. Zahar, Rio de Janeiro: 2005.
18. Gomes, Flávio dos Santos. Palmares; escravidão e liberdade no Atlântico Sul. Contexto, São Paulo: 2005.
19_____________________A hidra e os pântanos: mocambos, quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil nos séculos XVII-XIX. Unesp, São Paulo: 2005.
20. Leal, Isa Silveira. O menino de Palmares. Brasiliense, São Paulo: 1982.
21. Freitas, Décio de. Palmares: a guerra dos escravos. Graal, Rio de Janeiro: 1981.
22. Borges, J. História de Zumbi e os quilombos de Palmares. Folheteria Borges, Recife(PE): 1985.
23. Palmares de liberdade e engenhos de escravidão (desenhos de Domingos Sávio Menezes Carneiro). Editora Paulinas, São Paulo: 1985.
24. Gomes, Antonio Carlos. Palmares em quadrinhos. R. Kempf, São Paulo: 1984.
25. Moura, Clovis. Quilombos: resistência ao escravismo. Ática, São Paulo: 1987.
26. Berto, Luiz. Nunca houve guerrilha em Palmares. Mercado Aberto, Porto Alegre: 1987.
27. Penha, Evaristo. Cazumba de Palmares(poema épico). PCS Artes Gráficas, Campos(RJ): 1988.
28. Filho, Ivan Alves. Memorial de Palmares. Xenon, Rio de Janeiro: 1988.
29. Barbosa, Osmar. Palmares: o livro que Castro Alves não publicou. The Saurus, Brasília: 1988.
30. Correya, Juarez (Organizador). Poetas dos Palmares. Fundação Casa de Cultura Hermilo Borba Filho, Palmares (Pe): 1987.
31. Dagostin, Martins. Quilombo de Palmares. Fênix, São Paulo: 1995.
32. Koury, Jussara Roche. Liberdade: o sonho de Palmares. Bagaço, Recife (PE): 1995. 33. Landmann, Jorge. Tróia negra: a saga de Palmares. Mandarim, São Paulo: 1998.
34. A vida de Zumbi dos Palmares. Fundação de Assistência ao Estudante, Brasília: 1995.
35. Bourbolkan, George Latif. A incrível e fascinante história do capitão Mouro. Casa Amarela, São Paulo: 2000.
36. Silva, Eduardo. As camélias do Leblon e a abolição da escravatura: uma investigação de história cultural. Companhia das Letras, São Paulo: 2003.

PRECONCEITO RACIAL EXISTE DENTRO DE MUNDOS VIRTUAIS

Retirado do site GEEK.

15/09/2008

Especialistas em comportamento da Northwestern University, nos Estados Unidos, realizaram uma pesquisa que mostra que as pessoas mantêm seu padrão de comportamento e predisposições ao preconceito mesmo em mundos virtuais.
O estudo foi realizado dentro dos servidores do mundo virtual There.com, com um avatar criado pelos pesquisadores que escolhiam outros avatares aleatoriamente, sem que estes soubessem estar sendo objetos de pesquisa.

Dois métodos de aproximação foram usados: no primeiro, um pedido fácil de ser atendido era feito, seguido por um pedido moderado. Nesse caso, noticiou o site The Inquirer, o pedido era "posso tirar uma foto sua?", seguido pelo pedido de "você se teleportaria para a praia comigo e permitiria tirar uma foto sua?"
Já o segundo método sugeria uma resposta negativa, iniciado por um pedido difícil (tirar fotos em cinqüenta lugares diferentes), uma tarefa que levaria cerca de duas horas, seguido do pedido moderado de teleporte para a praia.
De acordo com o site IT News, como os pesquisadores esperavam, no segundo método o pedido moderado era mais fácil de ser atendido se precedido pelo difícil. Houve um aumento de 20% na aceitação pelos outros avatares quando usado o segundo método, em relação ao primeiro.
Mas, quando o avatar possuía pele escura, os resultados mudavam muito. Embora no primeiro método não tenha sido notado racismo, no segundo, quando um avatar com pele escura era utilizado, o aumento foi de apenas 8%, contra o aumento de 20% detectado quando o avatar possuía pele clara. Os pesquisadores explicaram que a segunda técnica reflete a tendência psicológica para responder a um pedido, afetada pela consideração de se o requerente merece ou não ser impressionado pela concessão.
O estudo concluiu que, como na vida real e seguindo modelos de estudos reais semelhantes a estes, o padrão é o mesmo e é levado em conta raça, sexo e beleza física. "O estudo sugere que interações entre estranhos em mundos virtuais são muito similares a interações entre estranhos no mundo real. Você poderia pensar que enquanto está nessa terra de fantasia deve agir diferente, mas as pessoas exibiram o mesmo tipo de comportamento", explicou Paul W. Eastwick, responsável pela pesquisa.

PROJETO DE LEI DE COTAS RACIAIS EM ESCOLAS TÉCNICAS

Retirado do Poltal UAI.
Polêmica das cotas raciais chega às escolas técnicas
Glória Tupinambás - Estado de Minas
Jorge Gontijo/EM/D.A Press

Para Leandro de Paula, o sistema proposto aumenta o preconceito. Tereza Filipi diz que saber não é medido pela cor de pele da pessoa

Depois de dividir as universidades, a polêmica das cotas raciais chega agora às escolas técnicas. Projeto de lei aprovado pelo Senado prevê a destinação de pelo menos metade das vagas de instituições federais de educação profissional, tecnológica e superior a estudantes negros e índios. Para serem beneficiados, é preciso que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. A proposta tramita em regime de prioridade e será encaminhada diretamente para votação em plenário na Câmara dos Deputados. O novo sistema de cotas terá impacto direto em 160 unidades de ensino em todo o país, sendo 22 delas em Minas Gerais.

Em Belo Horizonte, a legislação vai mudar o processo seletivo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Colégio Técnico (Coltec), vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o Projeto de Lei 3913/08, a implantação do sistema de cotas deve ser feita de maneira gradual e as instituições de ensino terão prazo máximo de quatro anos, a partir da publicação do texto, para cumprimento integral das normas. O acompanhamento e a avaliação da aplicação da medida serão feitos pelo governo federal.
No principal câmpus do Cefet-MG, no Bairro Nova Suíça, na Região Oeste da capital, a novidade não foi bem recebida pelos estudantes. Aluno do 2º ano do curso técnico em eletrotécnica de nível médio, Leandro Emílio de Paula, de 18 anos, se orgulha por ser negro, mas não aprova a medida. “Sou preto, sempre estudei em escola pública e nunca precisei de benefícios para entrar na escola. As cotas aumentam o preconceito, porque supõem que somos incapazes de conseguir a aprovação no vestibular. O critério mais justo é o que leva em conta a baixa renda”, diz.
Essa opinião é compartilhada pela estudante Tereza Cristina Filipi, de 16, do 1º ano do curso técnico em turismo. “O fato de um aluno ser negro ou índio não significa nada do ponto de vista do conhecimento. O mais importante é dar oportunidade para alunos de escola pública, pois eles não têm acesso ao ensino de qualidade, nem condições de pagar pelos cursinhos preparatórios para a prova”, afirma Tereza, que antes estudava em colégios particulares. Segundo a direção do Cefet-MG, mais de 70% dos alunos da instituição são egressos da rede pública. “Aparentemente, nosso processo seletivo, tal como é hoje, já possibilita a inclusão social. Por isso, a discussão do sistema de cotas perde um pouco a razão. Estamos estudando, há três meses, novas formas de acesso e vamos avaliar o projeto de lei com cuidado para ver o que ele determina. Aguardaremos o desfecho da tramitação para estudar os impactos dessa medida na instituição”, informa o chefe-de-gabinete do Cefet-MG, Henrique Borges. A unidade tem 9 mil alunos de nível médio e outros 5 mil de graduação e pós-graduação.
No Coltec, da UFMG, a aprovação do projeto de lei vai ser tema de uma reunião do colegiado até o fim da semana. “Recebemos a notícia hoje (terça) e ainda não temos uma posição oficial. Mas nosso processo seletivo já dá espaço a alunos de escola pública”, afirma a vice-diretora do colégio, Rosilene Bicalho. As 108 vagas abertas a cada ano no Coltec são divididas em três categorias: um terço para alunos que cursaram pelo menos seis anos, com conclusão, em escola pública; um terço para aqueles que fizeram no mínimo três anos na rede gratuita; e o restante para os que cursaram o nível fundamental em escolas particulares. A instituição tem 600 estudantes de ensino médio.
Segundo informações do Ministério da Educação, a nova legislação vai alterar a rotina das seguintes instituições do interior de Minas: escolas agrotécnicas federais de Barbacena, Inconfidentes, Machado, Muzambinho, Salinas, São João Evangelista e Uberlândia; Cefets de Bambuí, Januária, Ouro Preto, Rio Pomba, Uberaba, Araxá, Divinópolis e Leopoldina; e escolas técnicas vinculadas às universidades de Florestal, Uberaba, Uberlândia, Juiz de Fora e Montes Claros.

Crietérios
As vagas devem ser preenchidas, por curso e turno, por candidatos que se autodeclararem negros e indígenas e que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas . A distribuição será feita em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas entre os habitantes do estado onde está instalada a escola, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Caso a metade das vagas não seja ocupada pelo critério, as remanescentes devem ser destinadas aos demais alunos que fizeram todo o ensino médio na rede pública. A nova legislação também assegura vagas para pessoas com deficiências, independentemente de onde tenham cursado a educação básica e média.

NOVA LISTA DE LINKS "MILITÂNCIA INTERNACIONAL"

Nova lista de links na coluna esquerda começa hoje e apelidada de militância internacional. Devido a grande quantidade de site e blog militantes não podemos ignorá-los portanto vão ser postado nesta lista com o respectivo idioma entre parentêses.
O primeiro link é o site "Resistência digital. Um bunker rebelde en la batalla de ideas"

VISITE O "FÓRUM DE MULHERES DOS PARTIDOS POLÍTICOS"

Site muito importante de ser visitado neste momento de eleições, pois tem dados estatístico e pesquisas sobre a presença das mulheres em partidos e cargos eletivos. Para ir para o site clique na imagem abaixo. Adiante também segue a explicação detalhada sobre o fórum.

16/09/2008 – Na América Latina, o Brasil é o 4º país a criar um Fórum de Mulheres dos Partidos Políticos
O Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, criado em 2007, é integrado por instâncias de mulheres de partidos políticos brasileiros. Tem como objetivo ser permanente e articular ações voltadas para o empoderamento das mulheres nos partidos políticos brasileiros e com foco especial para a ação unitária pela participação das mulheres na reforma política.
O Fórum pretende ter a representação dos 27 partidos políticos brasileiros, apesar de vários partidos ainda não terem instâncias de mulheres. Compõem hoje o Fórum as seguintes instituições: PTB – Mulher Nacional; Secretaria Nacional de Mulheres do PSB; Secretaria Nacional – Mulher do PSDB; Secretaria Nacional de Mulheres do PC do B; Secretaria da Mulher Progressista; Secretaria Executiva da Ação da Mulher Trabalhista – PDT; Comitê Multipartidária de Mulheres; Secretaria Nacional de Mulheres do PT; PMDB – Mulher; Secretaria Geral Nacional – PTN; Coordenação de Mulheres do PPS; PRB – Mulher; Mulher – Democratas; PMN – Mulher; PSC – Mulher; Coletivo de Mulheres Ana Montenegro – PCB; e Secretaria de Mulher – PV.
O surgimento do Fórum coloca o Brasil ao lado do Panamá, República Dominicana e Honduras, países da América Latina que já contam com Fóruns similares, apesar do brasileiro se diferenciar por ser um Fórum de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos e não um Fórum de Mulheres dos Partidos Políticos. Todos têm como objetivo analisar a participação política das mulheres nos espaços de poder, trabalhando para mudar o quadro de sub-representação.
Maria Elvira Salles Ferreira, presidente do PMDB Mulher Nacional, conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e integrante da executiva do Fórum de Mulheres do Mercosul, afirma que o Fórum é uma iniciativa excelente e traz uma aproximação e um convívio entre as mulheres dos partidos, comparando experiências. “É um espaço democrático e de encorajamento da prática política”.
Liége Rocha, secretária nacional da Mulher – PC do B, e integrante do comitê central do PC do B e da executiva nacional do partido, também ressalta o Fórum como um espaço democrático de discussão, de debate e troca de experiência entre os partidos, mesmo cada um tendo a sua posição política. Segundo Rocha, “é um espaço de respeito às diferenças para a discussão de políticas públicas para as mulheres”.
A secretária nacional de Mulheres do PT, Laisy Moriére, afirma que “o Fórum é um trabalho de conscientização e de aglutinação de forças”, ressaltando que, por ser uma instância suprapartidária, são as mulheres que ganham.
Tereza Vitale, da Coordenação Nacional de Mulheres do PPS, também destaca a importância do Fórum ser uma instância suprapartidária. Isto, porque, segundo ela, “é difícil os partidos discutirem entre si e conversarem sobre mulheres. Vitale afirma que “para colocar mais mulheres no poder tem que haver esse trabalho de forma conjunta para mudar o quadro de desigualdade nos parlamentos”. “O Fórum nos possibilita um diálogo entre os partidos, e fazer demandas juntos é importante”.
Fóruns da América Latina
O Fórum Nacional de Mulheres de Partidos do Panamá, criado em 1995, trabalha pelo cumprimento da Lei de Cotas no país (30% para candidaturas femininas) no processo eleitoral e nos processos internos do partido. Também tem entre suas prioridades cobrar dos partidos a destinação de parte dos recursos concedidos pelo Estado para atividades de capacitação de mulheres, com o objetivo de reduzir as desigualdades na participação política feminina no país.
http://www.fonamupp.org/hacemos
República Dominicana
Na República Dominicana, o Fórum de Mulheres Políticas da República Dominicana, mesmo não contando com financiamento permanente para a realização de suas atividade, trabalha pela maior participação das mulheres nas estruturas internas dos partidos, pelo cumprimento da Lei de Cotas femininas (33%) nas listas de candidaturas; e pela incorporação na Constituição do país de uma linguagem inclusiva de gênero, sendo base para a verdadeira participação política da mulher.
Honduras
Em Honduras, O Fórum de Mulheres de Honduras existiu entre 1991 e 1997 e possibilitou um diálogo entre autoridades eleitas, mulheres de partidos e de movimentos sociais. Trabalhou em prol de reformas de diversas leis que discriminavam as mulheres. O Fórum discutiu a necessidade de uma reforma da Lei Eleitoral e de Organizações Políticas para garantir uma representação de mulheres nos espaços de tomada de decisão correspondentes com o percentual que representam na população, 51,3%. Hoje, as hondurenhas ocupam 23,4% das cadeiras no Congresso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PROJETO DE LEI RESERVA VAGAS EM ESCOLAS FEDERAIS

Retirado do site do jornal O Globo.

Metade das vagas em escolas federais pode ir para cotas
Globo On Line
15/09/2008

RIO - Um projeto de lei (PL 3913/08) do Senado prevê metade das vagas nas escolas federais de educação profissional, tecnológica e superior, de acordo com o site da Agência Câmara. Segundo a proposta, no mínimo 50% das vagas dessas instituições serão preenchidas por estudantes negros e índios que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.
Já aprovado pelo Senado, o projeto tramita em regime de prioridade e será encaminhado diretamente para votação em Plenário.
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da proposta, lembra que um projeto do Executivo (PL 3627/04) já institui cotas para alunos egressos de escolas públicas nas universidades federais, mas deixa de fora as escolas técnicas. "Meu projeto vem para se somar aos esforços do atual governo na luta pela inclusão social de parte da população brasileira, historicamente excluída da experiência republicana", argumenta a parlamentar.
As vagas deverão ser preenchidas, por curso e turno, por candidatos que se declarem negros e indígenas em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas entre os habitantes do estado onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na impossibilidade de preencher metade das vagas por esse critério, as remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
O projeto também assegura vagas para pessoas com deficiências, independentemente de onde tenham cursado a educação básica e a média. O Poder Executivo deverá regulamentar o preenchimento dessas cotas.
A proposta prevê a implantação gradual do sistema de cotas. As instituições de ensino terão o prazo máximo de quatro anos, a partir da data da publicação da Lei, para o cumprimento integral dessa política. Caberá ao Poder Executivo regulamentar o processo de acompanhamento e avaliação do sistema implantado.

MOVIMENTO NEGRO DO MATO GROSSO DO SUL DISCUTE COTAS COM DEPUTADOS

Retirado do site AGORAMS.

Mato Grosso do Sul, Terça-Feira, 16 de Setembro de 2008
Movimento negro e CCJR remarcam reunião sobre projeto de cotas

A reunião sobre o projeto de cotas que reserva 20% das vagas para negros no serviço público estadual, do deputado Amarildo Cruz (PT), que seria discutido hoje (16) entre as lideranças do movimento negro de Mato Grosso do Sul e os membros da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), foi remarcada para o dia 23 de setembro (terça-feira), às 14h30, no plenarinho da Assembléia Legislativa.

A agenda teve de ser alterada devido a ausência de três deputados dos cinco que compõem a CCJR, presidida pelo deputado Marquinhos Trad (PMDB). Destes, apenas o presidente e o deputado estadual Pedro Kemp (PT) estiveram na reunião, marcada desde a semana passada.
Em apoio ao projeto do deputado Amarildo Cruz (PT), compareceram no plenarinho os representantes do Conselho Estadual dos Direitos e Defesa do Negro de MS, da Coordenadoria Política para a Promoção da Igualdade Racial e do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro do Estado de Mato Grosso do Sul.
Todos confirmaram presença na próxima reunião (23/09), em que pretendem apresentar aos deputados os argumentos jurídicos sobre a constitucionalidade do projeto de cotas em busca do apoio dos parlamentares.
Política de cotas – O projeto, n° 148/2008, reserva aos negros 20% das vagas oferecidas em concursos públicos estaduais. A política de cotas alcança ainda os cargos comissionados (sem concurso) em todo o poder público de Mato Grosso do Sul. A proposta foi apresentada em 20 de agosto e está em tramitação na Assembléia Legislativa.

CHAMADA PARA A CAMINHADA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Retirado do blog CEN.




domingo, 14 de setembro de 2008

GOOGLE QUER OFERECER WEB VIA SATÉLITE

Retirado do site África21.

Google quer oferecer web via satélite em países emergentes.
O projeto envolve a aquisição de 16 satélites de baixa órbita, da francesa Thales Alenia Space, e um volume inicial de recursos de US$ 750 milhões.
Da Redação com agências internacionais

Brasília - O Google anunciou investimentos em um projeto chamado de O3B (sigla que denomina os outros 3 bilhões) para levar acesso a internet, por meio de satélite, a 3 bilhões de pessoas em países emergentes da África e América Latina. Para implementar o projeto foi formado um consórcio que reúne, além do Google, o HSBC e o bilionário americano John Malone, do grupo Liberty Media (que tem participação na operadora de TV via satélite Sky).O projeto envolve a aquisição de 16 satélites de baixa órbita, da francesa Thales Alenia Space e um volume inicial de recursos de US$ 750 milhões.

A meta é interligar antenas de telefonia celular a redes de internet de alta velocidade em uma série de países próximos da linha do Equador e colocar o projeto em funcionamento no fim de 2010.

LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO TEM 43 NOVOS NOMES

Retirado do site do Congresso em Foco.

A atualização semestral da "lista suja" de empregadores que exploraram trabalho escravo, divulgada ontem (15) pelo Ministério do Trabalho apresenta 43 novos nomes.
A maioria dos nomes é formada por pessoas físicas e, ao contrário do que já mostrou o Congresso em Foco, não há nenhuma doação de campanha nas eleições de 2006 feita pelos autuados pelo crime.
Levantamento exclusivo feito por este site em outubro de 2007 revela que empresas autuadas por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo doaram R$ 897 mil para a campanha eleitoral de 25 candidatos em 2006.
Conforme ressalta a ONG "Repórter Brasil", agora são 212 nomes na "lista suja” (
leia mais). Os empregadores que exploraram trabalho escravo são incluídos em três grupos principais: pecuaristas, empresas sucroalcooleiras e carvoeiros. Dentre os novos nomes, 20 propriedades foram flagrados explorando mão-de-obra escrava na atividade de pecuária bovina.
“Um total de 15 - dessas 20 propriedades de criação de gado - se localiza em municípios da fronteira agrícola da Amazônia, nos estados do Pará (11), Maranhão (3) e Mato Grosso (1). Ou seja, 37,2% das ocorrências incluídas na relação de escravocratas se deram na faixa de derrubada da maior floresta do mundo”, afirma a ONG.
Conforme afirma o Repórter Brasil, a inserção dos nomes no cadastro implica não só em restrições de incentivos fiscais e de operações de crédito junto a instituições públicas federais, como sanções de mais de 180 empresas e associações setoriais signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Trabalho escravo no Piauí
As Comissões de Direitos Humanos do Congresso e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vão investigar a situação das vítimas do acidente que matou 14 trabalhadores rurais, caso revelado na série de reportagens do Congresso em Foco, que mostra uma face oculta do trabalho escravo no país. (leia mais) (Rodolfo Torres e Lúcio Lambranho)ATUALIZADA EM:16/07/2008

EMPRESAS NA LISTA SUJA DA ESCRAVIDÃO CONTEPORÂNEA

Retirado do site do Linear Clipping.

Há 212 empregadores na lista suja da escravidão feita pelo Ministério do Trabalho
Punição para empresas
Data: 07/09/2008

O GLOBO. Editoria: ECONOMIA Jornalista(s): Cássia Almeida

Há 212 empregadores na lista suja da escravidão feita pelo Ministério do Trabalho
Cássia Almeida
Pela primeira vez desde que foi criado em 2005, o Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que tem como missão ajudar a sociedade e os empresários a não usarem produtos de fornecedores que usaram trabalho escravo, expulsou da instituição duas companhias reincidentes. São elas as empresas do usineiro José Pessoa Queiroz Bisneto, que faturam R$ 400 milhões por ano, e a Usina Siderúrgica de Marabá (Usimar). O Pacto tem 160 signatários, que correspondem a 20% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) brasileiro.
Tudo começou em julho com as usinas do grupo de J. Pessoa, a Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool, que tem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Segundo o Comitê de Monitoramento do Pacto, formado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), Instituto Ethos e a ONG Repórter Brasil, a razão para exclusão de J. Pessoa está em dois flagrantes de trabalho degradante em unidades de Mato Grosso do Sul e de São Paulo.
- Não tínhamos como manter no Pacto uma empresa que foi flagrada numa questão que combatemos. O grupo foi suspenso no ano passado quando houve o flagrante de 831 índios trabalhando em condições degradantes no fim da safra. A expulsão definitiva houve quando mais 55 trabalhadores foram encontrados nos limites entre Minas Gerais e São Paulo, antes mesmo de a empresa entrar na lista suja do Ministério do Trabalho - explicou Andréa Bolzon, coordenadora do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT.
Usineiro diz que houve exageros
E foi exatamente na acusação de manter mais de mil trabalhadores, inclusive os 831 índios, em situação degradante de trabalho em novembro de 2007, que levou uma das empresas do grupo a entrar na lista suja do trabalho escravo, montada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que tem 212 empregadores inscritos.
J. Pessoa diz que as acusações são infundadas. No caso dos alojamentos dos índios, o empresário afirma que eles foram fiscalizados meses antes e liberados: - Houve muito exagero. Eles vieram no fim da safra e não houve tempo para fazer a manutenção. Para cada safra, pintamos, reformamos os banheiros e encanamentos. Vamos fazer uma manutenção mais intensiva e construir alojamentos mais longe das vilas, para deixá-los longe das bebidas alcoólicas e da prostituição.
Ele afirma que não pretende voltar a assinar o Pacto, "por ter sido muito injustiçado". Sobre o novo flagrante na sua unidade de São Paulo, o empresário diz que a servidão por dívida de que é acusado foi feita numa mercearia que não tem vínculo com a usina: - Disseram que trouxemos as pessoas de fora. Mas elas chegaram em abril e só começamos a colheita em junho. Foi um absurdo.
Apesar de ter afirmado que não entraria na Justiça para retirar seu nome da lista suja, uma decisão judicial obrigou o Ministério do Trabalho a excluí-lo do cadastro. A inclusão nessa lista impede que instituições como Banco do Brasil emprestem dinheiro a essas empresas.
- O processo estava finalizado na superintendência, a ponto de a dívida já ter sido enviada para Fazenda Nacional.
Ele pediu para discutir a questão novamente na esfera administrativa.
Como só entram na lista os processos já fechados, tivemos que retirá-lo - disse Marcelo Campos, coordenador do Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho.
J. Pessoa nega. Diz que entrou na Justiça apenas para depositar em juízo o valor da multa e, mesmo assim, poder recorrer: - Houve engano do ministério, que não considerou nosso recurso.
A outra expulsa foi a Usimar. Segundo Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil, o fato de o Instituto Carvão Cidadão (ICC) ter afastado a siderúrgica levou à exclusão também do Pacto. Ornedson Carneiro, diretor-presidente do instituto, conta que o ICC nasceu para monitorar as relações de trabalho.
- A empresa foi expulsa por não ter pago as mensalidades. Avisamos várias vezes, mas parece que eles não queriam mais participar.
Segundo Caio Magri, assessor de Políticas Públicas do Instituto Ethos, não possível manter a Usimar no Pacto, sem o apoio do ICC. Em outubro do ano passado, a siderúrgica deixou de receber minério da Vale, por problemas ambientais, mas a situação já foi regularizada, segundo a companhia: - O ICC é nosso balizador em relação ao cumprimento do Pacto no Pólo Siderúrgico de Carajás.
Procurada pelo GLOBO, a Usimar afirmou que a pessoa responsável só estará disponível para explicar a situação a partir de amanhã.

Luta para sair da lista da escravidão
Apesar de ter expulso as empresas do grupo do J. Pessoa do Pacto, o mesmo não aconteceu no Instituto Ethos. Ele foi afastado do conselho, mas permanece como associado. Segundo o Ethos, na última reunião do Conselho Deliberativo ficou decidido que serão colhidas mais informações sobre o processo, para garantir o rito de defesa da empresa. Perguntado se a situação não deveria ser resolvida rapidamente para não arranhar a imagem do instituto que prega a responsabilidade social, Magri afirmou que a situação é difícil de sustentar: - Não dá para sustentar uma empresa inscrita no cadastro que manteve trabalhadores em situação análoga à de escravos.
Enquanto nove empresas estão fora da lista por força de decisão judicial, a siderúrgica Viena, uma das maiores produtoras de ferro gusa do Brasil, decidiu enfrentar os dois anos em que ficou exposta no cadastro, saindo em novembro de 2007. Incluída por ter comprado carvão de fornecedor que usou trabalho escravo, perdeu financiamento do Banco do Brasil e teve que se explicar com compradores externos e fornecedores como a Vale.
- Hoje estamos praticamente autosuficientes na produção de carvão e implantamos o Vienaeducar, que formou 322 alunos em junho último - disse Simone Valladares, diretora de Relações Institucionais da Viena.

SEMINÁRIO NA PUC-RIO SOBRE AÇÃO AFIRMATIVAS NO BRASIL

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CRIADO NO RJ DIA DAS NAÇÕES DO CANDOMBLÉ

Retirado do site do Jornal do Brasil.

Sancionada lei que cria o Dia das Nações do Candomblé
05/09/08. JB Online


RIO - O governador em exercício Luiz Fernando Pezão sancionou a Lei 5.297, publicada na edição desta sexta-feira no Diário Oficial, que institui o “Dia das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé”, a ser comemorado anualmente no dia 30 de setembro. O Executivo fluminense, com a colaboração dos centros religiosos de candomblé, promoverá, conjuntamente, atividades alusivas à data.
Apesar de ser uma tradição antiga na África, o candomblé só se organizou como culto religioso recentemente, devido à discriminação e perseguição que sofreu no país.
O candomblé é uma religião oficialmente reconhecida, que presta culto aos deuses que nos legaram os africanos que vieram para o Brasil no século 16. O significado da palavra candomblé para os adeptos desta forma de culto aos orixás vem a ser festa. Candomblé também é o termo genérico que define o coletivo de nações (tribos) africanas no Brasil.
A maioria dos negros trazidos para o Brasil pertencia aos grandes grupos étnicos bantos, capturados no Congo, Angola e Moçambique; sudaneses, originários da Nigéria, Daomé e Costa do Marfim; e sudaneses convertidos ao islamismo.
No Brasil, essas nações foram denominadas Jeje, Keto, Angola, Nagô, Xambá e Ijexá. Os sudaneses dirigiram-se predominantemente para a Bahia e os bantos, para Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

EVENTO "ÁFRICA EM MOVIMENTO. INERCONEXÕES E DESCONEXÕES DE SABERS AO SUL"

Recebido por email.
Local: PUC-SP.
Informações: evassim@gmail.com
Tel (11) 3366-1440
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LANÇAMENTO DA COLEÇÃO SANKOFA EM SÃO PAULO

Retirado do blog CEN. Para ampliar clique na imagem.

PALESTRA E CURSO SOBRE CARNAVAL E LEI 10639

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

sábado, 13 de setembro de 2008

FILME "POVO SANTO" NO RJ

Retirado do site do grupo ESTIMATIVA.

Projeto Cinemativa Apresenta: POVO SANTO'
Direção: Manoel Passos Pereira e Wilson Militão

- Dia 17 de Setembro, ÀS 19H -

Logo após a exibição do filme, um bate-papo com o renomado militante, intelectual e religioso, Ivanir dos Santos, Presidente-Executiv o do Centro de Articulações de Populações Marginalizadas (CEAP). Imperdível!!! Apresentação: Lisa Castro e Neide Diniz

Nosso encontro está marcado!

Quando? Dia 17 de setembro de 2008
Que horas? Às 19h
Onde? SESC Madureira - Rua Ewbanck da Câmara, 90 - Madureira

Informações e agendamento de grupos: Tel 3350-2676
Entrada FRANCA!

Apoio: Ministério da CulturaFundação Cultural Palmares

Coisa Nossa Comunicação e Produções
Caras do Brasil Produções

Preta Produções
Agradecimento:
Wilson Militão, pela autorização do filme.

Realização: Estimativa em parceria com SESC Madureira
Toda terceira 4ª-feira do Mês, um filme para você.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

MESA REDONDA - NEGRO. IMAGEM NA INDUSTRIA AUDIOVISUAL

Retirado do blog da Fabiana Oliveira.
Mesa redonda muito interessante que vai ocorrer em São Paulo. para ir parao site do Boletim Eparrei On Line clique na imagem abaixo.


NEGRO – IMAGEM NA INDUSTRIA AUDIOVISUAL
17/09/2008-Local Sede da CCMN (Casa da Mulher Negra)
Entrada Franca


O conceito da liberdade sempre esteve atrelado à produção cinematográfica voltada para a crítica social e quebra de tabus. O 6° Festival Santista de Curtas Metragens – Curta Santos celebra a diversidade do cinema sob o tema LIBERDADE, trazendo mostras especiais, debates e mesas redondas.
A mesa redonda O Negro e a Audiovisualidade que acontecerá no dia 17 de setembro, às 11 horas, na Casa da Mulher Negra (Rua Professor Primo Ferreira, 22 – Boqueirão, Santos), reunirá poderosas vozes do movimento negro, como Joel Zito Araújo, Zózimo Bulbul, Léa Garcia, Jeferson De, Alzira Rufino, Lucimara Martins, para apresentarem suas idéias e trocarem conhecimentos e experiências.
O objetivo da mesa redonda é traçar uma estrutura de discussão histórica e social sobre os negros representados na indústria audiovisual, nas áreas do cinema, televisão, propaganda, Internet, entre outros meios. Será debatida também a posição euro-etnocêntrica da mídia, que, muitas vezes, veicula valores sem visão crítica e impede a discussão pelos direitos dos negros.
MILITÂNCIA
Os movimentos de defesa aos direitos dos negros, oriundos dos anos 70, se formaram para buscar mudanças jurídicas e constitucionais de direitos civis e humanos e pelo direito a dignidade da imagem, valorizando, estudando, respeitando, e discutindo a forma como o negro ,a mulher negra e a sua cultura são retratadas nos meios de comunicação.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

REDE GLOBO COMENTANDO ESTUDO DO IPEA

Reparem em que o estudo do IPEA era sobre "RETRATOS DAS DESIGUALDADES EM GENÊRO E RAÇA", mas a rede globo vai falar a palavra "negro" no final da matéria de forma bem rapída e timída... mesmo com uma repórter negra fazendo a externa.
Para baixar o estudo do IPEA clique aqui.
Retirado do G1.

Estudo mostra que houve aumento de famílias chefiadas por mulheres
Terça-feira, 09/09/2008
O IPEA descobriu que, em 13 anos, o número de mulheres chefes de família cresceu mais do que o dobro. Além disso, aumentou em quase 10 vezes os casais com filhos chefiados por mulheres.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

POPULAÇÃO DE NEGROS E BRANCOS QUASE SE IGUAL, MAS DESIGUALDADES CONTINUAM

Retirado do site Agência Brasil.

09 de Setembro de 2008
População de negros e brancos quase se iguala, mas desigualdades continuam, diz Ipea
Ivan Richard e Mariana Jungmann Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A diferença entre o número de brancos e negros na população brasileira diminuiu entre os anos de 1996 e 2006, segundo o estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado hoje (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Se em 1996 o total de brancos correspondia a 55,2% (85.261.961) da população e o de negros a 44,7% (68.929.113), em 2006, o total passou a ser de 49,7% (93.096.286) de brancos, frente a 49,5% (92.689.972) de negros.
A representante do Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem) Maria Inês Barbosa acredita que o crescimento da população negra não tem a ver apenas com o crescimento demográfico do país e, sim, com a melhoria na auto-estima dessa parcela da população.
“Desde a década de 80, houve uma reafirmação da identidade negra. Isso provocou uma mudança entre as pessoas que antes se consideravam pardas e, agora, se assumem negras”, afirmou. A esse fenômeno, ela deu o nome de “queda do embranquecimento [da população]".
Maria Inês acrescenta que “é importante, em sociedades marcadas por desigualdades de raça, gênero e classe, ter dados que possam impulsionar políticas públicas para superar as desigualdades”.
Se no total da população há equilíbrio entre negros e brancos, as desigualdades em relação à educação ainda permanecem.
Brancos e negros estão próximos quando analisada a inclusão no ensino fundamental. Há dois anos, 95,7% das crianças brancas cursavam os primeiros anos da escola. Já entre as negras, esse índice era de 94,2%. Entrentato, na análise sobre a inclusão no ensino médio, as diferenças se ampliam. São 58,4% de brancos e 37,4% de negros. O pesquisador do Ipea, Jorge Abrahão, afirma que o crescimento econômico não provoca diminuição da desigualdade entre negros e brancos.
“As desigualdades não diminuem tão rapidamente quanto o crescimento do país porque as políticas públicas fazem recorte por renda e não por gênero ou raça”, disse.
“Fora isso, a renda pode aumentar, mas se está relacionada a fatores como escolaridade, e esse conjunto da população não alcança esse fatores, ele não atinge a renda”, completou Abrahão.
O levantamento divulgado pelo Ipea teve como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 1993 a 2007. O trabalho traça um perfil sobre diferentes temáticas relacionadas às desigualdades de sexo e de raça. São abordados temas como população, chefia de família, educação, saúde, previdência e assistência social, mercado de trabalho, trabalho doméstico remunerado, habitação e saneamento, acesso a bens duráveis e exclusão digital, pobreza, distribuição e desigualdade de renda e uso do tempo.

INDICADORES SOCIAIS DOS NEGROS AINDA SÃO MENORES

Retirado do site UOL Notícias.


09/09/08
Indicadores sociais da população negra têm melhoras, mas condições de vida seguem inferiores às dos brancos
Silvana Salles
Do UOL Notícias Em São Paulo

Os índices de escolaridade, renda e pobreza da população negra registraram melhoras entre 1996 e 2006, mas as condições de vida continuam inferiores às dos brancos no Brasil. A avaliação é de estudo sobre desigualdade racial e de gêneros divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo do Ipea tomou como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) lançadas pelo IBGE entre os anos de 1993 e 2006. A designação "branco" ou "negro" foi estabelecida segundo autodeclaração dos pesquisados.
Segundo dados do estudo, em 1996, 82,3% dos negros estavam matriculados em etapas do ensino fundamental adequadas à sua idade e apenas 13,4% no ensino médio. Em 2006, essa porcentagem subiu para 94,2% no ensino fundamental e 37,4% no médio. A proporção de negros e negras que estudavam no ensino médio, entretanto, ainda é muito menor que a de brancos - que chegou a 58,4% em 2006.
A renda média do trabalhador negro também cresceu, embora o aumento não seja muito expressivo: o rendimento médio de 2006 foi R$ 19 mais alto que em 1996, ou 3,93%. A queda da diferença entre os dois grupos se deu devido a diminuição dos rendimentos dos homens brancos, que passaram de R$ 1.044,20 a R$ 986,50. Os demais grupos estudados (mulheres brancas e negras e homens negros) tiveram aumentos.
Mesmo com essa alta, a discrepância é grande. Os brancos ainda vivem com quase o dobro da renda mensal per capita dos negros - pouco mais de um salário mínimo a mais.
Outras constatações do estudo mostram que a população negra é menos protegida pela Previdência Social do que os brancos - especialmente no caso da mulher negra - e começa a trabalhar mais cedo para se aposentar mais tarde.
"A renda dos negros é extremamente baixa comparada à dos brancos, e está muito próxima ao valor do salário mínimo", diz o professor Claudio Dedecca, do departamento de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em São Paulo.
Dedecca explica que a oscilação da renda de negros e brancos teve sinais diferentes entre 1996 e 2006 porque os acréscimos ou decréscimos nos pagamentos têm diferentes origens. "O comportamento da renda dos brancos é definido por negociação coletiva ou fluxos do mercado de trabalho. Então, nesses últimos 13, 14 anos, acompanhou a queda na renda média da população. Já a dos negros está associada à evolução da política do salário mínimo.
"Além do crescimento dependente das políticas públicas, a evolução da renda entre negros e queda entre os brancos não se refletiu na erradicação da pobreza. Se em 1996 46,7% dos negros eram pobres, o percentual desceu em 2006 para 33,2. Na prática, cerca de 2 milhões de pessoas deixaram a pobreza num período em que a população ganhou mais de 32 milhões de brasileiros. Entre os brancos, o número absoluto de pessoas que deixaram a pobreza foi de cerca de 5 milhões, mesmo a queda em pontos percentuais tendo sido menor - de 21,5% para 14,5%.
Especialistas dedicados à questão da desigualdade racial concordam entre si com a raiz histórica deste vácuo econômico entre brancos e negros. Educação básica deficiente e pouco universalizada, a herança histórica deixada por séculos de escravismo e uma tradição de ocupar empregos de pouco prestígio social estão entre as causas da diferença.
Para o sociólogo Rogério Baptistini Mendes, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP), o fim da escravidão sem a criação de um mercado de trabalho que absorvesse a mão-de-obra negra e herança de concentração fundiária na mão de ricos produtores agrícolas privaram a população negra de acesso a "mecanismos democráticos de ascensão social, econômica e cultural".
"A sociedade brasileira foi constituída em três séculos de colonização e quatro de escravidão. Isso gerou uma estrutura de segregação absoluta que foi sendo superada ao longo do século 20, mas não na velocidade necessária para democratizá-la", explica Baptistini. "Não temos mecanismos para distribuir a renda. É como se no século 21, ainda vivêssemos em uma sociedade escravocrata.
"O economista Vinícius Garcia, mestre em Economia Social e do Trabalho pela Unicamp, aponta a geografia como outro importante fator para explicar a concentração da pobreza entre os negros. "No nosso estudo, vimos que a população negra está super-representada nas áreas menos desenvolvidas do país, como no Norte e no Nordeste. E é menos concentrada em regiões como o Sudeste, que tem uma estrutura econômica mais dinâmica", pondera ele.
Diretora de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Palmares, Bernardete Lopes defende que o estudo do Ipea é importante para provar à sociedade que os preconceitos raciais não foram superados no Brasil. "Acho que essa pesquisa vai fazer algumas pessoas entenderem quando dizemos que o país precisa de ação afirmativa e precisa de cotas, porque mostra que não vivemos numa democracia racial, e que a discriminação não era pela pobreza, mas sim pela raça e pela cor", afirma.
"É muito doído perceber que, embora o movimento negro tenha conseguido grandes vitórias e o Estado brasileiro hoje esteja preocupado em diminuir as diferenças, elas continuam sendo sempre o dobro", completa Bernardete, referindo-se a distância de quase 50% entre os salários de pessoas que nasceram com cores de pele diferentes.

De república, a gente só tem o nome
"As melhorias no acesso à educação formal também não foram capazes de acabar com a desvantagem dos negros em relação aos brancos na escolaridade. Enquanto 58,4% dos brancos estavam em 2006 matriculados no ensino médio com idade adequada para o curso, apenas 37,4% dos negros estavam no mesmo patamar, revelam os dados do Ipea.
Rogério Baptistini também vê nestes números um fundo histórico. "A República nunca criou um sistema universal de igualdade pela educação; nossa educação nunca foi republicana. A abertura da universidade para a qualificação dos mais pobres, na sua maioria negros e miscigenados, é muito recente", diz o sociólogo.
"Políticas adotadas gradativamente, como as cotas para alunos de escolas públicas e negros, estão tentando corrigir esse desvio histórico na sociedade brasileira, mas ainda não passam da superfície", explica Baptistini. "De república, a gente só tem o nome.
"Bernardete Lopes acredita que a melhoria deste quadro deve passar necessariamente pela educação básica. "Acho que é preciso melhorar a qualidade do ensino público nas primeiras séries, e continuar com incentivos para que as crianças fiquem na escola e não precisem parar de estudar para ajudar a família a se manter", diz. Para a dirigente da Fundação Palmares, isto é parte do caminho para a emancipação econômica da população negra.
Mas, para garantir a eficiência do modelo, as crianças devem gostar de ir à escola. "Uma vez li um estudo de uma socióloga da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que dizia que um dos motivos por que as crianças negras não gostavam da escola por receberem os apelidos mais cruéis entre os colegas", conta Bernardete.

Mais sobre o estudo
Mulheres têm menor penetração no mercado
Mapa da pobreza mudou pouco em dez anos
Você observa uma melhor qualidade de vida para negros no Brasil?

GOOGLE E A CONSTRUÇÃO DO MONOPÓLIO NA WEB

Retirado do site do Observatório da Imprensa.
Realmente é preocupante, pois com o google dominando a web e as formas como a gente a usa seremos usuários ou usados???... hi \ö/ dilema...
Para acessar postagens critícas sobre está questão clique aqui. Vale a pena ler também o conto Scroogled - E se o Google agora resolvesse controlar a sua vida?

ENTREVISTA / ANDRÉ FLEURY
Por IHU On-Line em 9/9/2008
Reproduzido da
IHU On-Line, revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, 6/9/2008; título original "Google: nossas vidas como base para construção de um monopólio na web"

Há quem diga que a web 2.0 está criando novos tipos de paradigmas na sociedade, uma vez que disponibiliza um tipo de autonomia e interação que antes era quase impensável. Um deles é a economia da gratuidade. Serviços que antigamente eram caros e tecnicamente difíceis de serem utilizados hoje estão disponíveis na internet sem custo para usuário, e fazendo com que ele perca menos tempo e tenha mais qualidade em seu trabalho.
Quem está sabendo tirar partido desse novo cenário é a empresa Google. Para os mais entusiastas, os serviços parecem perfeitos, mas, quanto mais cresce o Google, maior fica também o monopólio que a empresa está construindo em torno dessas ofertas que disponibiliza. O que esperar?
Segundo o professor da USP, André Fleury, "o mercado financeiro reconhece que o monopólio que o Google está estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poderá ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes não sejam concorrentes diretos". Ele concedeu entrevista à IHU On-Line por telefone e falou sobre essa realidade que está surgindo e sobre o desenvolvimento da web 2.0 e o nascimento da web 3.0.
André Leme Fleury é graduado em Engenharia Mecânica de Produção, pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou mestrado e doutorado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina e na USP, respectivamente. Na USP é professor e coordenador do projeto Cidade do Conhecimento. É autor de Dinâmicas organizacionais em mercados eletrônicos (São Paulo: Editora Atlas, 2001).
***
Já podemos falar em economia do gratuito em relação à internet? Como essa economia está se constituindo e que perspectivas podemos ter em relação ao seu desenvolvimento?
André Fleury – Sim, podemos falar sobre economia do gratuito, que está ainda nos seus passos embrionários. O que se quer dizer com "passos embrionários ou iniciais"? Se pegarmos o Google [Google Inc. é o nome da empresa que criou e mantém o maior site de busca da internet, o Google Search. O serviço foi criado a partir de um projeto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996] como exemplo, veremos que ele vale 200 bilhões de dólares, mas fatura 7 bilhões exatamente por causa dessa economia da gratuidade que está surgindo agora. Em outras palavras, o Google tem uma quantidade de informações hoje em dia extremamente elevada em seu poder. Essas informações estão concentradas no YouTube, no Google Maps, no Google Earth, no Orkut (onde ele conhece muito das pessoas), entre outros serviços. Ele disponibiliza esses recursos onde obtém uma série de informações que são extremamente valiosas. No entanto, ainda não está claro como ele vai gerar modelos comerciais em relação a esse patrimônio que dispõem. Então, a economia do gratuito está ligada, num primeiro momento, à questão dos novos modelos de negócio que surgirão ao longo do tempo.
A segunda questão está relacionada ao compartilhamento do conhecimento para um bem comum e que, ao mesmo tempo que beneficia um usuário, dá retornos para a empresa também. São duas dinâmicas diferentes: a primeira se refere ao futuro das apostas na bolsa de valores que viabiliza recursos para que as empresas possam desenvolver ainda mais seus serviços, como é o caso do Google, e a segunda está relacionada aos softwares com códigos abertos. Aqui na USP, já estamos trabalhando essa questão e nos perguntamos: como compartilhar conhecimento de tal maneira que os professores possam utilizar o material um do outro e assim prestar melhores serviços, gerar conhecimento e oferecer aos repositórios o resultado disso?


A Web 2.0 é uma receita de inovação e integração para produção social realizada pelas empresas e instituições?
A.F. – A web 2.0, tecnologicamente, não representa inovação alguma, ou seja, as ferramentas que caracterizam a web 2.0, seja blog, wiki [o termo wiki é utilizado para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo; significa, em havaiano, "super rápido"], fóruns, são tecnologias que estão disponíveis há bastante tempo para a maioria das pessoas. O que realmente apresenta uma inovação é a forma de relacionamento. As empresas estão começando a despertar para essa coisa das interações e das redes sociais, mas existe ainda muito chão para elas construírem. Aqui na universidade, estamos trabalhando os conceitos de construção colaborativa de conhecimento, ou seja, como os alunos podem adquirir conhecimento necessário para desenvolver os seus trabalhos, analisar e resolver os problemas. A mudança de paradigma aí é bastante extensa porque muda o relacionamento professor-aluno. Antes, apenas o professor detinha o saber; hoje, os alunos buscam o conhecimento, disponibilizam e aplicam esse conhecimento, e o professor passa a ter uma postura de mediador de uma rede. Essa mudança é radical e requer muita maturidade.


O Google está criando cada vez mais plataformas para que possamos "empurrar nossa vida para dentro da web". Estamos criando uma cultura da inteligência coletiva com isso?
A.F. – Depende de como esse conhecimento será compartilhado. No momento em que transfiro uma planilha minha para o Google Docs, eu estou simplesmente mudando o meu canal de acesso. Não existe uma mudança significativa em relação ao compartilhamento de conhecimento. A inteligência coletiva só surge quando existe esse compartilhamento. Então seriam necessárias novas dinâmicas para trabalhar esses documentos de tal maneira que eles não sejam mais meus. Nesse sentido, eles passariam a incorporar e desenvolver novas possibilidades de captura, além de gerar uma nova forma de divulgação desse conhecimento.


Mas o que o Google ganha com essa totalidade de serviços gratuitos?
A.F. – Nada. O retorno só vem da bolsa de valores que investe no potencial dos serviços oferecidos. Por exemplo, a coisa mais cara é armazenar mídias, documentos etc. O Google oferece esse espaço que não temos e de forma gratuita. Existem links patrocinados, mas que não revertem o valor investido. No entanto, o mercado financeiro reconhece que o monopólio que o Google está estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poderá ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes não sejam concorrentes diretos.

A web 2.0 parece incluir cada vez mais as pessoas, isso porque seus dispositivos geralmente são fáceis de usar e permitem que se façam coisas na internet que antes só eram possíveis através de softwares caros e que exigem conhecimento técnico. Como está se constituindo o conceito de web 2.0 a partir dessa noção de excluídos e incluídos digitalmente?
A.F. – Eu separaria essa questão em duas. A primeira diz respeito aos softwares livres, que são tão bons ou melhores do que os softwares proprietários. Um exemplo é o moodle, que temos usado extensivamente em diversas iniciativas. [Moodle = Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment – Moodle é um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual. A expressão designa ainda o Learning Management System (sistema de gestão da aprendizagem) em trabalho colaborativo baseado nesse programa. Em linguagem coloquial, o verbo to moodle descreve o processo de navegar despretensiosamente por algo, enquanto fazem-se outras coisas ao mesmo tempo. O conceito foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas. Voltado para programadores e acadêmicos da educação, constitui-se em um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. Permite, de maneira simplificada, a um estudante ou a um professor integrar-se, estudando ou lecionando, num curso on-line à sua escolha.] É extremamente fácil baixá-lo, instalá-lo e configurá-lo. Esse software representa muito essa idéia da economia do gratuito, em outras palavras. Eu uso e me beneficio dele. A cada vez que ele é aprimorado, esse aperfeiçoamento é incorporado pela comunidade, caso ela ache isso apropriado. Essa cultura tende a se valorizar cada vez mais.
Em relação à exclusão e inclusão digital, a coisa é bem mais complexa. Eu não vejo uma relação direta entre a web 2.0 e a inclusão digital. Temos trabalhado muito o conceito de emancipação digital, que não é apenas a pessoa saber mexer nos recursos, mas ser capaz de gerar renda com esses recursos. Ainda há poucas iniciativas nesse sentido, pois requer uma série de outras iniciativas de educação para que essas pessoas possam usar essas ferramentas das melhores formas possíveis.


Como se configura hoje e como pode ainda ser melhor explorada a arquitetura da participação a partir do conceito de web 2.0?
A.F. – Esse é o principal desafio para quem está trabalhando com esse tipo de plataforma atualmente. O caso mais clássico que temos são os trabalhos de conclusão de curso que orientamos aqui na USP. Os alunos são conduzidos para trabalhar numa plataforma que tem wiki, tem fórum e assim por diante. E isso tem funcionado muito bem, pois as empresas estão interessadas nesse tipo de desenvolvimento e as universidades estão municiando esse aluno com todo conhecimento necessário para resolver esse problema. A participação está funcionando porque todos os lados estão trabalhando. O problema se apresenta quando só um lado está inserido nesse contexto. Essa evolução está muito relacionada ao jogo do estímulo e resposta.


A web 2.0 põe fim ao ciclo de lançamentos de softwares?
A.F. – Não. Os softwares estão relacionados à capacidade de inovação. Se se é capaz de inovar, o posicionamento no mercado estará muito bem. Os softwares que estão fadados a desaparecer são aqueles que pararam de inovar, o que dá tempo para a comunidade criar um software livre. Com o Office aconteceu isto quando o Open Office foi criado.

Como a nova geração da internet afeta a mídia?
A.F. – Estamos assistindo à convergência. Temos aí uma mudança de geração, ou seja, as pessoas precisam estar evoluindo no sentido de as novas mídias substituírem as mídias antigas, mas até agora nada muito efetivo aconteceu ainda. As grandes empresas estão sendo impactadas, mas ainda não de uma forma expressiva pela web. Mas haverá uma consolidação das novas mídias, certamente.


E o que viria ser a web 3.0?
A.F. – A web 3.0 tem dois significados. O primeiro é a web semântica, ou seja, os mecanismos de busca vão se transformar em agentes mais inteligentes capazes de trazer melhores respostas às perguntas formuladas. A segunda tendência diz respeito a capacidade de remunerar quem está gerando conteúdo e conhecimento. Quando o Google descobrir como ganhar dinheiro com o YouTube, nada mais justo do que ele passe uma parte do dinheiro que ganhou para quem postou o conteúdo. Mas é preciso ainda fazer uma grande reflexão acerca da web semântica e dos modelos de negócio.


Esse é o momento de as novas redes sociais ditarem as regras do mercado, da sociedade, das políticas etc.?
A.F. – Sem dúvida alguma. Tanto isso incomoda que a campanha política foi proibida para além dos sites oficiais dos candidatos. Isso porque as pessoas ainda não compreendem como a web 2.0 pode ser utilizada para a questão da política e, por isso, se proíbe. Tal movimento prova exatamente a capacidade dessa nova forma de comunicação entre novos mecanismos de percepção e avaliação dos usuários. No caso da política, essa questão assusta e daí ser mais fácil proibir do que tentar gerenciar o novo movimento.

E como o senhor vê a questão da discussão acerca do controle em relação à internet?
A.F. – Eu acho que ela é incontrolável. Ela nasceu na sua essência livre justamente para garantir a multiplicidade de fontes de informação. Proibições e ações judiciais atestam o quanto elas podem incomodar e o quanto ela é incontrolável. As corporações têm de se adaptar a elas e passar a jogar a partir dessa sociedade gerada a partir do novo conceito de web.

ANALFABTISMO SE CONCENTRA ENTRE POBRES NEGROS E NORDESTINOS

Retirado do site do Correio Brasilense.

Analfabetismo se concentra entre pobres, negros e nordestinos, aponta Unesco
Agência Brasil
Publicação: 08/09/2008

O analfabeto brasileiro continua sendo em sua maioria nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos. A análise é do especialista em educação de jovens e adultos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Timothy Ireland. Na data desta segunda-feira, 8 de setembro, a organização comemora o Dia Internacional da Alfabetização.
“A questão do analfabetismo sempre foi minimizada como um direito, mas ela é fundamental para que o cidadão participe de forma democrática. Hoje vivemos na sociedade da informação e do conhecimento, a pessoa que não tem acesso à escrita e à leitura acaba excluída de informações que são necessárias para garantir todos os outros direitos, a saúde, a participação política na sociedade”, avalia Ireland.
Dados de 2006 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 10,38% da população se declara analfabeta absoluta, ou seja, não sabe ler ou escrever um bilhete simples. O percentual representa 14,3 milhões de brasileiros. O relatório de monitoramento do programa Educação Para Todos, da Unesco, mostra ainda que o índice mais do que dobra na área rural (25%). Entre os negros e pardos, o analfabetismo é duas vezes maior do que entre os brancos.
Para a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em jovens e adultos Cláudia Vóvio, o perfil do analfabeto brasileiro reflete as desigualdades sociais do país. “Os dados estratificados mostram as mesmas desigualdades sociais. Onde estão os grupos com maior vulnerabilidade social é onde se encontram as maiores taxas de analfabetismo”, analisa.
Na avaliação de Ireland, é preciso reconhecer que o analfabetismo vem diminuido no país, mas ainda de forma lenta. Em 2000, o Brasil assinou o compromisso Educação para Todos, estabelecido durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar. Entre as metas, está a redução das taxas de analfabetismo para 6,7% até 2015. Segundo a Unesco, se os índices continuarem caindo nesse ritmo, o Brasil não cumprirá o acordo.
“O Brasil tem avançado bastante a partir do momento que estabeleceu uma política nacional de educação para jovens e adultos, mas o esforço ainda não está refletido nos números. Acreditamos que ainda precisamos de mais recursos para atuar nessa área”, defende o especialista.

SEMINÁRIO SOBRE ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA TERREIROS

É uma pena que estejamos divulgando "em cima", pois o seminário é hoje. Vale pelo registro e pela idéia que pode ser rerpoduzida em todos os Estados brasileiros.
Retirado do site do jornal A Tarde - seção Mundo Afro ,porém a notícia foi vista primeiro no blog parceiro do CEN.

09/09/2008
Cleidiana Ramos


Os terreiros são templos religiosos e como as igrejas católicas e cristãs também têm o direito à isenção de impostos como IPTU. O problema é que as informações para alcançar este benefício ainda não chegaram a muitos dos religiosos de candomblé e umbanda. Daí que amanhã (quarta-feira, 10/07), no Centro de Convenções, das 8 às 17h30, vai acontecer o seminário "O Espaço Urbano e os Templos Religiosos de Matriz Africana ".
No encontro serão mostrados os caminhos para se conseguir a dispensa do pagamento de impostos. Quem quiser participar deve entrar em contato com a Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro (Fenacab) por meio dos telefones (71) 3321-1548/4009-2616 para fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas.
O seminário é apoiado pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e pela Associação de Promoção e Defesa da Qualidade de Vida dos Afrodescendentes das Cidades (ASAFROS).