Retirado do site Géledes.
África: "Não se trata somente de garantir a segurança alimentar, mas sim de exportar", diz Kofi Annan Qua, 08 de Setembro de 2010 11:48 Africanos - Noticias da África
O ganense Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, é presidente do conselho da Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA).
Le Monde: Quais são as perspectivas para a agricultura africana?
Kofi Annan: O crescimento demográfico exige que se produzam mais alimentos. Mas é preciso, antes de tudo, mudar a mentalidade: não se trata somente de garantir a segurança alimentar da África, mas também de poder exportar. O setor privado tem um papel importante: é preciso poder fornecer aos camponeses sementes melhoradas, transformar produtos para levá-los ao mercado, ser capaz de armazená-los por muito tempo. O importante é que os camponeses possam satisfazer suas próprias necessidades, e vender seus excedentes no mercado.
O “griot” em tradições orais de vários povos africanos é um dos símbolos representativos dos narradores, dos que contam contos, cantam décimas, sábios, avós, mães e todos personagens cênicos ou não, que, em muitas sociedades, são depositários de histórias, de testemunhos ou de tradições que ele conta.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
CAI MORTALIDADE MATERNA EM ANGOLA
Retirado do site África 21.
24/08/2010
Saúde
Até 2015, Angola pretende diminuir em dois terços a taxa de mortalidade infantil e materna, em consonância com os chamados Objectivos do Milénio.
Da Redação
Brasília - A mortalidade materna em Angola está a diminuir, resultado dos investimentos feitos no sector da saúde nos últimos anos. Contudo, o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, reconheceu que, apesar da “notável” redução da mortalidade materna nesse país africano, ainda “falta muito por fazer” para melhorar esse importante indicador sanitário.
Em 2009 o número de mortes de mães diminuiu para 600 por cada 100 mil nascituros, quando em 2001 era de 1.400 mortos por cada 100 nascituros, segundo dados revelados num fórum sobre o sistema de saúde efectuado no fim de semana no centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
Até 2015, Angola pretende diminuir em dois terços a taxa de mortalidade infantil e materna, em consonância com os chamados Objectivos do Milénio.
Para consegui-lo, um dos grandes desafios do país é revitalizar a atenção primária de saúde à população mediante serviços para o cuidado materno e infantil nas áreas rurais, as mais afectadas pela carência de profissionais do sector.
Segundo dados oficiais, actualmente Angola conta com 2.355 unidades sanitárias, das quais 1.841 são postos de saúde e 115 hospitais municipais.
As informações são do site "ASemana".
24/08/2010
Saúde
Até 2015, Angola pretende diminuir em dois terços a taxa de mortalidade infantil e materna, em consonância com os chamados Objectivos do Milénio.
Da Redação
Brasília - A mortalidade materna em Angola está a diminuir, resultado dos investimentos feitos no sector da saúde nos últimos anos. Contudo, o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, reconheceu que, apesar da “notável” redução da mortalidade materna nesse país africano, ainda “falta muito por fazer” para melhorar esse importante indicador sanitário.
Em 2009 o número de mortes de mães diminuiu para 600 por cada 100 mil nascituros, quando em 2001 era de 1.400 mortos por cada 100 nascituros, segundo dados revelados num fórum sobre o sistema de saúde efectuado no fim de semana no centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
Até 2015, Angola pretende diminuir em dois terços a taxa de mortalidade infantil e materna, em consonância com os chamados Objectivos do Milénio.
Para consegui-lo, um dos grandes desafios do país é revitalizar a atenção primária de saúde à população mediante serviços para o cuidado materno e infantil nas áreas rurais, as mais afectadas pela carência de profissionais do sector.
Segundo dados oficiais, actualmente Angola conta com 2.355 unidades sanitárias, das quais 1.841 são postos de saúde e 115 hospitais municipais.
As informações são do site "ASemana".
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
MIGRAÇÃO DE AFRICANOS REPRESENTAM 65% DOS REFUGIADOS NO BRASIL
Retirado do site África 21.
25/08/2010
Depois da África, o continente americano é o que mais tem refugiados no Brasil - 954 (22,16%) -, seguido pela Ásia, com 448 (10,41%), e a Europa, com 98 (2,27%0.
Da Redação, com Agência Brasil
Brasília – O Brasil abriga atualmente 4.305 refugiados. Desse total, 65%, ou 2.800 pessoas, são do continente africano. De acordo com dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, depois da África, o continente americano é o que mais tem refugiados no Brasil - 954 (22,16%) -, seguido pela Ásia, com 448 (10,41%), e a Europa, com 98 (2,27%).
O refúgio é concedido quando há perseguição no país de origem por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões; quando a pessoa não tem mais nacionalidade e está fora do país onde antes teve sua residência habitual; ou quando há grave violação de direitos humanos e o cidadão é obrigado a deixar o país de origem.
No Brasil, há refugiados de 78 nacionalidades. De acordo com o balanço do Conare, Angola é o país com o maior número de refugiados em território brasileiro - 1.688. A Colômbia vem em segundo lugar, com 589 refugiados, seguida pela República Democrática do Congo, com 431, a Libéria, com 259, e o Iraque, com 201.
O comitê também divulgou o balanço dos reassentamentos no país. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), os refugiados que estiverem em um segundo ou terceiro país estrangeiro com vistas à proteção internacional, não sendo seu país natal nem o primeiro país que lhes concedeu refúgio, são considerados reassentados.
Do total de refugiados em território brasileiro (4.305), 397 são reassentados. A América tem 281 refugiados reassentados, a Ásia tem 112, a África tem 1. Três são apátridas, ou seja, sem nacionalidade.
Em 1999, o Brasil firmou com o Acnur o Acordo Macro para o Reassentamento de Refugiados. Uma das medidas adotadas pelo Conare para acolhida é a entrevista feita por representantes do comitê com os candidatos ao reassentamento no Brasil ainda no primeiro país de refúgio.
De acordo com o Conare, a medida é eficaz, pois durante as entrevistas os funcionários brasileiros procuram apresentar a realidade econômica, social e cultural do país da maneira mais explícita possível, evitando qualquer frustração futura com relação à integração dos reassentados.
O Programa de Reassentamento Brasileiro também tem um procedimento especial para os casos urgentes, conhecidos como fast track. Nessa situação, os integrantes do comitê têm até 72 horas para analisar os casos. Havendo unanimidade entre os membros consultados, a decisão é ratificada pela plenária do Conare e os refugiados aceitos chegam ao país em até dez dias.
A divulgação desses dados faz parte do Encontro Regional sobre Reassentamento Solidário – Twinning Programme, que ocorre hoje (25) e amanhã em Porto Alegre. Organizado pelo Acnur Brasil e pelo governo da Noruega, o encontro tem o apoio da organização não governamental Associação Antônio Vieira (Asav) e do governo do Canadá. Estarão presentes representantes dos governos da Argentina, do Brasil, Chile, da Noruega, do Paraguai e Uruguai, funcionários do Acnur e organizações da sociedade civil dos países participantes.
25/08/2010
Depois da África, o continente americano é o que mais tem refugiados no Brasil - 954 (22,16%) -, seguido pela Ásia, com 448 (10,41%), e a Europa, com 98 (2,27%0.
Da Redação, com Agência Brasil
Brasília – O Brasil abriga atualmente 4.305 refugiados. Desse total, 65%, ou 2.800 pessoas, são do continente africano. De acordo com dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, depois da África, o continente americano é o que mais tem refugiados no Brasil - 954 (22,16%) -, seguido pela Ásia, com 448 (10,41%), e a Europa, com 98 (2,27%).
O refúgio é concedido quando há perseguição no país de origem por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões; quando a pessoa não tem mais nacionalidade e está fora do país onde antes teve sua residência habitual; ou quando há grave violação de direitos humanos e o cidadão é obrigado a deixar o país de origem.
No Brasil, há refugiados de 78 nacionalidades. De acordo com o balanço do Conare, Angola é o país com o maior número de refugiados em território brasileiro - 1.688. A Colômbia vem em segundo lugar, com 589 refugiados, seguida pela República Democrática do Congo, com 431, a Libéria, com 259, e o Iraque, com 201.
O comitê também divulgou o balanço dos reassentamentos no país. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), os refugiados que estiverem em um segundo ou terceiro país estrangeiro com vistas à proteção internacional, não sendo seu país natal nem o primeiro país que lhes concedeu refúgio, são considerados reassentados.
Do total de refugiados em território brasileiro (4.305), 397 são reassentados. A América tem 281 refugiados reassentados, a Ásia tem 112, a África tem 1. Três são apátridas, ou seja, sem nacionalidade.
Em 1999, o Brasil firmou com o Acnur o Acordo Macro para o Reassentamento de Refugiados. Uma das medidas adotadas pelo Conare para acolhida é a entrevista feita por representantes do comitê com os candidatos ao reassentamento no Brasil ainda no primeiro país de refúgio.
De acordo com o Conare, a medida é eficaz, pois durante as entrevistas os funcionários brasileiros procuram apresentar a realidade econômica, social e cultural do país da maneira mais explícita possível, evitando qualquer frustração futura com relação à integração dos reassentados.
O Programa de Reassentamento Brasileiro também tem um procedimento especial para os casos urgentes, conhecidos como fast track. Nessa situação, os integrantes do comitê têm até 72 horas para analisar os casos. Havendo unanimidade entre os membros consultados, a decisão é ratificada pela plenária do Conare e os refugiados aceitos chegam ao país em até dez dias.
A divulgação desses dados faz parte do Encontro Regional sobre Reassentamento Solidário – Twinning Programme, que ocorre hoje (25) e amanhã em Porto Alegre. Organizado pelo Acnur Brasil e pelo governo da Noruega, o encontro tem o apoio da organização não governamental Associação Antônio Vieira (Asav) e do governo do Canadá. Estarão presentes representantes dos governos da Argentina, do Brasil, Chile, da Noruega, do Paraguai e Uruguai, funcionários do Acnur e organizações da sociedade civil dos países participantes.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
LULA E PRESIDENTE DA GUINÉ BISSAU DISCUTEM COOPERAÇÃO
Retirado do site África 21.
25/08/2010
Cooperação
A eventual participação do Brasil numa força de estabilização para a Guiné Bissau, sob a égide de organizações internacionais, como a Cedeao, a CPLP e as Nações Unidas, poderá ser um dos temas.
Da Redação
Brasília - O presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, inicia nesta quarta-feira (25) uma visita de dois dias ao Brasil, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na agenda das conversações, o reforço da cooperação entre os dois países e a assinatura de acordos nas áreas de agricultura, educação e saúde.
Os dois chefes de Estado reúnem-se hoje, em Brasília, no Palácio Itamaraty. Durante o encontro deverão passar em revista vários aspectos da cooperação bilateral, bem como a crise político-militar na Guiné Bissau.
A eventual participação do Brasil numa força de estabilização para a Guiné Bissau, sob a égide de organizações internacionais, como a Cedeao, a CPLP e as Nações Unidas, poderá ser um dos temas em análise.
Após a reunião, Malam Bacai Sanhá será homenageado com almoço. À tarde, será recebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal,Cezar Peluso.
Na quinta-feira (26), o presidente da Guiné-Bissau visita Fortaleza, capital do Ceará, no nordeste do país, onde será recebido pelo governador Cid Gomes, manterá reunião de trabalho na Federação das Indústrias do Estado do Ceará e visitará a sede da Embrapa Agroindústria Tropical.
O Brasil é um importante parceiro da Guiné-Bissau, país com o qual desenvolve atividades de cooperação em diversas áreas, como educação, saúde, agricultura, organização de eleições e fortalecimento institucional. O Brasil também preside, na Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas, a Configuração para a Guiné-Bissau.
25/08/2010
Cooperação
A eventual participação do Brasil numa força de estabilização para a Guiné Bissau, sob a égide de organizações internacionais, como a Cedeao, a CPLP e as Nações Unidas, poderá ser um dos temas.
Da Redação
Brasília - O presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, inicia nesta quarta-feira (25) uma visita de dois dias ao Brasil, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na agenda das conversações, o reforço da cooperação entre os dois países e a assinatura de acordos nas áreas de agricultura, educação e saúde.
Os dois chefes de Estado reúnem-se hoje, em Brasília, no Palácio Itamaraty. Durante o encontro deverão passar em revista vários aspectos da cooperação bilateral, bem como a crise político-militar na Guiné Bissau.
A eventual participação do Brasil numa força de estabilização para a Guiné Bissau, sob a égide de organizações internacionais, como a Cedeao, a CPLP e as Nações Unidas, poderá ser um dos temas em análise.
Após a reunião, Malam Bacai Sanhá será homenageado com almoço. À tarde, será recebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal,Cezar Peluso.
Na quinta-feira (26), o presidente da Guiné-Bissau visita Fortaleza, capital do Ceará, no nordeste do país, onde será recebido pelo governador Cid Gomes, manterá reunião de trabalho na Federação das Indústrias do Estado do Ceará e visitará a sede da Embrapa Agroindústria Tropical.
O Brasil é um importante parceiro da Guiné-Bissau, país com o qual desenvolve atividades de cooperação em diversas áreas, como educação, saúde, agricultura, organização de eleições e fortalecimento institucional. O Brasil também preside, na Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas, a Configuração para a Guiné-Bissau.
A MÍDIA E O "NOVO ANALFABETISMO"
Retirado do site Observatório da Imprensa.
Imprensa em Questão
INFORMAÇÃO & DESINFORMAÇÃO
Por Venício A. de Lima em 24/8/2010
Faz tempo que os estudiosos chamam a atenção para o problema do excesso de informação nas sociedades contemporâneas. Em precioso artigo intitulado "O novo analfabetismo", publicado no Jornal do Brasil, há exatos seis anos, Emir Sader lembrava que:
Já tive a oportunidade de argumentar neste OI que informação não é conhecimento e que o excesso de informação passou a ser sinônimo de desinformação [cf. "Internet, informação e conhecimento" in OI nº. 297 de 5/10/2004]. Além disso, o principal problema provocado pelo excesso de informação tem sido identificado como a incapacidade do cidadão comum de "compreensão da realidade como uma totalidade".
Há, todavia, outro aspecto pouco lembrado: a informação que está disponível "em excesso" nem sempre é aquela que permite a "compreensão da realidade como uma totalidade". Ou ainda: não é nem mesmo a informação correta sobre fatos e dados de grande interesse público.
Presidente muçulmano em país antimuçulmano?
Parte dos resultados de uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos pelo conceituado Pew Research Center, agora divulgados, dramatiza essa nova realidade.
Imprensa em Questão
INFORMAÇÃO & DESINFORMAÇÃO
Por Venício A. de Lima em 24/8/2010
Faz tempo que os estudiosos chamam a atenção para o problema do excesso de informação nas sociedades contemporâneas. Em precioso artigo intitulado "O novo analfabetismo", publicado no Jornal do Brasil, há exatos seis anos, Emir Sader lembrava que:
"Até um certo momento, a capacidade de compreensão do mundo, e de nós dentro do mundo, esbarrava na falta de informações. Mais recentemente, passamos a sofrer o fenômeno oposto: excesso de informações. Nos dois casos, o que sofre é a capacidade de compreensão, de apreensão dos fenômenos que nos rodeiam, que produzem e reproduzem o mundo tal qual é e nós dentro dele. (...) A informação contemporânea, massificada, fragmentada, atenta contra a capacidade de compreensão da realidade como uma totalidade. Os noticiários de televisão enunciam uma enorme quantidade de informação, sem capacitar para sua compreensão, com um ritmo e uma velocidade que impedem sua assimilação e o questionamento do sentido proposto" (íntegra aqui).
Já tive a oportunidade de argumentar neste OI que informação não é conhecimento e que o excesso de informação passou a ser sinônimo de desinformação [cf. "Internet, informação e conhecimento" in OI nº. 297 de 5/10/2004]. Além disso, o principal problema provocado pelo excesso de informação tem sido identificado como a incapacidade do cidadão comum de "compreensão da realidade como uma totalidade".
Há, todavia, outro aspecto pouco lembrado: a informação que está disponível "em excesso" nem sempre é aquela que permite a "compreensão da realidade como uma totalidade". Ou ainda: não é nem mesmo a informação correta sobre fatos e dados de grande interesse público.
Presidente muçulmano em país antimuçulmano?
Parte dos resultados de uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos pelo conceituado Pew Research Center, agora divulgados, dramatiza essa nova realidade.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
GRUPO EMPRESARIAL BRASILEIRO LANÇA PROJETO HABITACIONAL EM LUANDA
Retirado do site África 21.
11/08/2010
Angola
Destinado a pessoas de média e alta renda, o empreendimento gerará pelo menos dois mil postos de trabalho.
Da Redação, com agência
Luanda – Um projecto habitacional designado “Nosso Lar”, orçado em 50 milhões de dólares, será lançado ainda este mês, em Luanda, pelo grupo empresarial “Build Brasil”, anunciou hoje a assessora de imprensa da companhia.
Numa primeira fase serão construídas mil casas T3 e T4, com dimensões de 90 a 129 metros quadrados, a um preço mínimo de US$ 119 mil dólares.
Destinado a pessoas de média e alta renda, o empreendimento gerará pelo menos dois mil postos de trabalho.
11/08/2010
Angola
Destinado a pessoas de média e alta renda, o empreendimento gerará pelo menos dois mil postos de trabalho.
Da Redação, com agência
Luanda – Um projecto habitacional designado “Nosso Lar”, orçado em 50 milhões de dólares, será lançado ainda este mês, em Luanda, pelo grupo empresarial “Build Brasil”, anunciou hoje a assessora de imprensa da companhia.
Numa primeira fase serão construídas mil casas T3 e T4, com dimensões de 90 a 129 metros quadrados, a um preço mínimo de US$ 119 mil dólares.
Destinado a pessoas de média e alta renda, o empreendimento gerará pelo menos dois mil postos de trabalho.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
CONTINGENTE DE JOVENS DESEMPREGADOS NUNCA FOI TÃO GRANDE
Retirado do site Repórter Brasil.
11/08/2010
Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado por ocasião de ano comemorativo revela que cerca de um em cada oito jovens de todo o mundo não tinha emprego em 2009. E o pior: situação vai se agravar em 2010
Por Repórter Brasil
O desemprego entre jovens de todo o mundo atingiu, em 2009, o mais alto dos patamares já registrados. E pior: vai aumentar até o final de 2010. É este o cenário apresentado pelo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (11), por ocasião do Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) e do lançamento do Ano Internacional da Juventude das Organizações das Nações Unidas (ONU).
Dos 620 milhões de jovens economicamente ativos com idade entre 15 e 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no final de 2009. A OIT jamais registrara nível tão alto anteriormente: aproximadamente um em cada oito jovens sem trabalho. Foram contabilizados 7,8 milhões de pessoas em início de carreira estavam sem emprego a mais do que a quantidade registrada dois anos antes. Em 2007, a taxa de desemprego dos jovens era de 11,9%. Em 2009, a porcentagem saltou para 13%.
Projeções do estudo Tendências Globais de Emprego para a Juventude - 2010 mostram que a taxa de desemprego global de juventude deve continuar crescendo em 2010. No final deste ano, a parcela deve chegar a 13,1%. Para 2011, espera-se um declínio moderado para 12,7%.
Segundo o órgão das Nações Unidas, o desemprego entre jovens revelou-se mais sensível à crise financeira e econômica dos últimos anos do que as taxas de adultos de faixas etárias mais avançadas. O legado desta tendência, alerta a OIT, poderá resultar numa "geração perdida", que seria "composta de jovens que abandonaram o mercado de trabalho, tendo perdido toda a esperança de serem capazes de trabalhar para uma vida decente".
Cerca de 90% dos jovens nesta faixa de idade (dos 15 aos 24 anos) vivem nos países em desenvolvimento. O relatório assinala que os jovens dessas nações são mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza. Estima-se que, em 2008, 152 milhões de jovens (28% do contingente total em nível mundial) estavam empregados, mas sobreviviam em situação de extrema pobreza, em famílias com menos de US$ 1,25 por pessoa por dia.
Na América Latina, o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7% e o número de trabalhadores familiares subiu 3,8% entre 2008 e 2009. A região também experimentou um aumento na proporção de adolescentes envolvidos em emprego no setor informal durante a crise.
"As consequências da crise econômica e financeira ameaçam agravar os pré-existentes déficits de trabalho decente entre os jovens. O resultado é que o número de jovens em trabalhos precários cresce e este ciclo pode persistir por pelo menos mais uma geração", comentou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. O custo da ociosidade entre os jovens é amplo: desde investimentos em educação que são perdidos até a redução das contribuições para os sistemas públicos de segurança e assistência social e o consequente aumento de gastos com serviços de reparação.
Mulheres jovens, completa o estudo, têm mais dificuldade do que homens jovens para encontrar trabalho. A taxa de desemprego das mulheres jovens em 2009 foi de 13,2% em comparação com a taxa masculina de 12,9%.
Clique aqui para ver a íntegra do relatório.
11/08/2010
Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado por ocasião de ano comemorativo revela que cerca de um em cada oito jovens de todo o mundo não tinha emprego em 2009. E o pior: situação vai se agravar em 2010
Por Repórter Brasil
O desemprego entre jovens de todo o mundo atingiu, em 2009, o mais alto dos patamares já registrados. E pior: vai aumentar até o final de 2010. É este o cenário apresentado pelo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (11), por ocasião do Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) e do lançamento do Ano Internacional da Juventude das Organizações das Nações Unidas (ONU).
Dos 620 milhões de jovens economicamente ativos com idade entre 15 e 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no final de 2009. A OIT jamais registrara nível tão alto anteriormente: aproximadamente um em cada oito jovens sem trabalho. Foram contabilizados 7,8 milhões de pessoas em início de carreira estavam sem emprego a mais do que a quantidade registrada dois anos antes. Em 2007, a taxa de desemprego dos jovens era de 11,9%. Em 2009, a porcentagem saltou para 13%.
Projeções do estudo Tendências Globais de Emprego para a Juventude - 2010 mostram que a taxa de desemprego global de juventude deve continuar crescendo em 2010. No final deste ano, a parcela deve chegar a 13,1%. Para 2011, espera-se um declínio moderado para 12,7%.
Segundo o órgão das Nações Unidas, o desemprego entre jovens revelou-se mais sensível à crise financeira e econômica dos últimos anos do que as taxas de adultos de faixas etárias mais avançadas. O legado desta tendência, alerta a OIT, poderá resultar numa "geração perdida", que seria "composta de jovens que abandonaram o mercado de trabalho, tendo perdido toda a esperança de serem capazes de trabalhar para uma vida decente".
Cerca de 90% dos jovens nesta faixa de idade (dos 15 aos 24 anos) vivem nos países em desenvolvimento. O relatório assinala que os jovens dessas nações são mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza. Estima-se que, em 2008, 152 milhões de jovens (28% do contingente total em nível mundial) estavam empregados, mas sobreviviam em situação de extrema pobreza, em famílias com menos de US$ 1,25 por pessoa por dia.
Na América Latina, o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7% e o número de trabalhadores familiares subiu 3,8% entre 2008 e 2009. A região também experimentou um aumento na proporção de adolescentes envolvidos em emprego no setor informal durante a crise.
"As consequências da crise econômica e financeira ameaçam agravar os pré-existentes déficits de trabalho decente entre os jovens. O resultado é que o número de jovens em trabalhos precários cresce e este ciclo pode persistir por pelo menos mais uma geração", comentou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. O custo da ociosidade entre os jovens é amplo: desde investimentos em educação que são perdidos até a redução das contribuições para os sistemas públicos de segurança e assistência social e o consequente aumento de gastos com serviços de reparação.
Mulheres jovens, completa o estudo, têm mais dificuldade do que homens jovens para encontrar trabalho. A taxa de desemprego das mulheres jovens em 2009 foi de 13,2% em comparação com a taxa masculina de 12,9%.
Clique aqui para ver a íntegra do relatório.
PNUD REAFIRMA PROPÓSITO DE CONTINUAR A AJUDAR O GOVERNO DE ANGOLAS NAS OPERAÇÕES DE DESMINAGEM
Retirado do site África 21.
11/08/2010
Angola
De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.
Da Redação, com Angop
Luanda - O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD) vai continuar a dar o seu apoio ao Executivo angolano, para o alcance dos seus objectivos nacionais de acção contra as minas.
A informação foi dada pela representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD), Gita Honwana Welch, quando falava no último dia da 1ª Cimeira Nacional de Acção contra Minas, no Centro de Conferências de Belas.
O apoio visa o cumprimento do Tratado de Proibição de Minas Anti-pessoal, ou seja, a erradicação da ameaça de minas terrestres e explosivos renascentes da guerra para uma maior segurança humana e por um desenvolvimento sócio-económico mais célere.
De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.
Em particular, disse, deve-se apostar na grande importância da desminagem, quer em relação às áreas reservadas aos projectos infra-estruturais, quer onde as comunidades e as famílias devem reassentar-se e desenvolver-se.
Por outro lado, fez saber, que apesar dos avanços colocam-se ainda desafios a serem enfrentados pelo Programa de Acção contra Minas em Angola, relativas a gestão eficiente da informação, na contínua aposta na formação e capacitação dos quadros nacionais, na desminagem humanitária, entre outros.
Em Angola a intervenção das Nações Unidas iniciou-se nos finais de 1994, após a assinatura do Protocolo de Lusaka, onde foi lançado um programa multifacetado para minimizar o problema das minas no país. Só em 2003 é que o PNUD iniciou o seu apoio às actuais instituições de acção de minas.
11/08/2010
Angola
De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.
Da Redação, com Angop
Luanda - O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD) vai continuar a dar o seu apoio ao Executivo angolano, para o alcance dos seus objectivos nacionais de acção contra as minas.
A informação foi dada pela representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD), Gita Honwana Welch, quando falava no último dia da 1ª Cimeira Nacional de Acção contra Minas, no Centro de Conferências de Belas.
O apoio visa o cumprimento do Tratado de Proibição de Minas Anti-pessoal, ou seja, a erradicação da ameaça de minas terrestres e explosivos renascentes da guerra para uma maior segurança humana e por um desenvolvimento sócio-económico mais célere.
De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.
Em particular, disse, deve-se apostar na grande importância da desminagem, quer em relação às áreas reservadas aos projectos infra-estruturais, quer onde as comunidades e as famílias devem reassentar-se e desenvolver-se.
Por outro lado, fez saber, que apesar dos avanços colocam-se ainda desafios a serem enfrentados pelo Programa de Acção contra Minas em Angola, relativas a gestão eficiente da informação, na contínua aposta na formação e capacitação dos quadros nacionais, na desminagem humanitária, entre outros.
Em Angola a intervenção das Nações Unidas iniciou-se nos finais de 1994, após a assinatura do Protocolo de Lusaka, onde foi lançado um programa multifacetado para minimizar o problema das minas no país. Só em 2003 é que o PNUD iniciou o seu apoio às actuais instituições de acção de minas.
domingo, 22 de agosto de 2010
ÍNDIA PRETENDE REINCLUIR IDENTIFICAÇÃO DE CASTAS NO CENSO
Retirado do site Vermelho.
Mundo
20 de Agosto de 2010
Vozes estridentes opõem-se a que o governo indiano identifique os cidadãos por sua casta de origem no censo nacional que realiza. A Índia não inclui a casta como categoria em um censo desde 1931.
Por Ranjit Devraj, na Agência IPS
Esta forma de hierarquia social, baseada na ascendência e ocupação tradicional, continua marcando a vida social e política do país. As castas têm origem no hinduísmo, mas nem cristãos e nem muçulmanos são imunes a elas.
A vasta maioria dos casamentos continua sendo endogâmicos, ocorrendo entre pessoas da mesma casta. Inclusive os jornais subdividem as colunas matrimoniais segundo a casta. Quando casais jovens violam este código, considera-se que convidam ao ostracismo social ou, pior, às matanças por honra. As castas também formam eleitorados já definidos, que são particularmente cuidados pelos políticos. Vários partidos regionais identificam-se estreitamente com uma casta em particular, como ocorre com o Partido Samajwadi (SP) no Estado de Uttar Pradesh, e com o Rashtriya Janata Dal (RJD), no Estado de Bihar.
O líder do SP, Mulayam Singh Yadav, e o do RJD, Lalu Prasad Yadav, promovem abertamente a casta yadav, integrada por camponeses que ascenderam socialmente. Ambos foram ministros-chefes e ministros do governo central. Os dois partidos, principais defensores no parlamento da medida de incluir a casta no censo, apoiam a governante Aliança Unida Progressista, liderada pelo Partido do Congresso.
Diante das acusações de que o governo está dando largas à aprovação da medida, o ministro da Defesa, Pranab Mukherjee, anunciou que o que está em estudo é “como e quando” isso deverá ser feito. O hierarca lidera um grupo de ministros encarregado de formular uma política sobre o tema. Os partidários da medida afirmam que sem estatísticas precisas sobre a quantidade de integrantes das castas fica difícil implementar de maneira justa os programas de desenvolvimento.
Particularmente no debate está o tamanho exato de um grupo oficialmente classificado como “outra classe relegada”, que se estima representa entre 40% e 60% da população da Índia é que está integrada por grandes castas como a dos yadavs. “Precisamos de uma recontagem científica das outras classes relegadas” para que possam se beneficiar de um sistema de cotas, disse Sitaram Yechuri, parlamentar pelo opositor Partido Comunista da Índia.
Mundo
20 de Agosto de 2010
Vozes estridentes opõem-se a que o governo indiano identifique os cidadãos por sua casta de origem no censo nacional que realiza. A Índia não inclui a casta como categoria em um censo desde 1931.
Por Ranjit Devraj, na Agência IPS
Esta forma de hierarquia social, baseada na ascendência e ocupação tradicional, continua marcando a vida social e política do país. As castas têm origem no hinduísmo, mas nem cristãos e nem muçulmanos são imunes a elas.
A vasta maioria dos casamentos continua sendo endogâmicos, ocorrendo entre pessoas da mesma casta. Inclusive os jornais subdividem as colunas matrimoniais segundo a casta. Quando casais jovens violam este código, considera-se que convidam ao ostracismo social ou, pior, às matanças por honra. As castas também formam eleitorados já definidos, que são particularmente cuidados pelos políticos. Vários partidos regionais identificam-se estreitamente com uma casta em particular, como ocorre com o Partido Samajwadi (SP) no Estado de Uttar Pradesh, e com o Rashtriya Janata Dal (RJD), no Estado de Bihar.
O líder do SP, Mulayam Singh Yadav, e o do RJD, Lalu Prasad Yadav, promovem abertamente a casta yadav, integrada por camponeses que ascenderam socialmente. Ambos foram ministros-chefes e ministros do governo central. Os dois partidos, principais defensores no parlamento da medida de incluir a casta no censo, apoiam a governante Aliança Unida Progressista, liderada pelo Partido do Congresso.
Diante das acusações de que o governo está dando largas à aprovação da medida, o ministro da Defesa, Pranab Mukherjee, anunciou que o que está em estudo é “como e quando” isso deverá ser feito. O hierarca lidera um grupo de ministros encarregado de formular uma política sobre o tema. Os partidários da medida afirmam que sem estatísticas precisas sobre a quantidade de integrantes das castas fica difícil implementar de maneira justa os programas de desenvolvimento.
Particularmente no debate está o tamanho exato de um grupo oficialmente classificado como “outra classe relegada”, que se estima representa entre 40% e 60% da população da Índia é que está integrada por grandes castas como a dos yadavs. “Precisamos de uma recontagem científica das outras classes relegadas” para que possam se beneficiar de um sistema de cotas, disse Sitaram Yechuri, parlamentar pelo opositor Partido Comunista da Índia.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
GALERIA SOSO EM SÃO PAULO APRESENTA ARTE CONTEMPORÂNEA DA BAHIA E DE ANGOLA
Retirado do site África 21.
19/08/2010
Artes
Duas exposições, duas mostras de arte, de Angola e de artistas da Bahia, estão patentes ao público de São Paulo na Galeria SOSO. A inauguração é nesta quinta-feira.
Da Redação
São Paulo - A identidade e diversidade na arte contemporânea da Bahia e Angola é o tema que une duas exposições patentes ao público, a partir desta quinta-feira (19), na Galeria SOSO, em São Paulo. Uma mostra individual e uma exposição coletiva. Angola e Bahia de braços dados na capital paulista.
A mostra individual do angolano Kiluanji Kia Henda, selecionado para a 29ª Bienal de SP, é aberta junto com coletiva de importantes artistas contemporâneos da Bahia, como Marepe e Caetano Dias, Adriana Araújo, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros.
A força e a criatividade da arte contemporânea produzida em Angola e na Bahia são pela segunda vez apresentadas juntas em São Paulo. A iniciativa busca atualizar o imaginário nacional sobre estas duas produções, rompendo com estereótipos e apresentando a diversidade presente nos trabalhos de seus artistas, lê-se na apresentação.
O angolano Kiluanji Kia Henda abre sua primeira exposição individual, Trans It, na galeria SOSO, especializada em arte contemporânea africana, criada pelo empreendedor angolano Mário António de Almeida.
"Considerado um dos fotógrafos africanos mais importantes de sua geração, Kiluanji é um dos três artistas representantes de Angola na 29ª Bienal de São Paulo. Ele expõe na galeria, ao mesmo tempo em que, no espaço SOSO, artistas da Bahia participam da coletiva Segunda Ponte.
Trabalhos de Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros reforçam e valorizam uma identidade que é genuinamente baiana, justamente porque mestiça, miscigenada, resultante da mistura entre as culturas indígenas e européia, mas sobretudo africana.
A exposição inédita Trans It, de Kiluanji é a segunda de uma série de individuais que a SOSO vai montar com os três artistas angolanos que participam da Bienal de São Paulo.
Antes, em julho, foi a vez de Yonamine e, em setembro, será o momento da participação de Nástio Mosquito.
Segunda Ponte
Já a Segunda Ponte dá continuidade ao projeto 3Pontes_SP, que através da parceria entre a SOSO arte contemporânea africana e a Fundação Sindika Dokolo, de Angola, vai apresentar na capital paulista uma mostra dos trabalhos dos artistas baianos que participarão da II Trienal de Luanda, realizada pela Fundação Sindika entre setembro e dezembro deste ano.
A inauguração das mostras Trans It e Segunda Ponte é aberta ao público e a visitação das duas exposições acontece até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h na galeria SOSO e no espaço SOSO+, respectivamente.
SERVIÇO
O quê: exposições Trans It [Kiluanji Kia Henda] e Segunda Ponte [com Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah, Virgínia de Medeiros]
Quando: abertura dia 19 de agosto 2010 [quinta], das 18 às 22h. Visitação até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h.
Onde: galeria SOSO arte contemporânea africana (Av. São João, 313, 2º andar, Centro, SP - Brasil) e espaço SOSO+ (Av. São João, 284, Centro, SP - Brasil).
19/08/2010
Artes
Duas exposições, duas mostras de arte, de Angola e de artistas da Bahia, estão patentes ao público de São Paulo na Galeria SOSO. A inauguração é nesta quinta-feira.
Da Redação
Fotografia de Kiluanji
São Paulo - A identidade e diversidade na arte contemporânea da Bahia e Angola é o tema que une duas exposições patentes ao público, a partir desta quinta-feira (19), na Galeria SOSO, em São Paulo. Uma mostra individual e uma exposição coletiva. Angola e Bahia de braços dados na capital paulista.
A mostra individual do angolano Kiluanji Kia Henda, selecionado para a 29ª Bienal de SP, é aberta junto com coletiva de importantes artistas contemporâneos da Bahia, como Marepe e Caetano Dias, Adriana Araújo, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros.
A força e a criatividade da arte contemporânea produzida em Angola e na Bahia são pela segunda vez apresentadas juntas em São Paulo. A iniciativa busca atualizar o imaginário nacional sobre estas duas produções, rompendo com estereótipos e apresentando a diversidade presente nos trabalhos de seus artistas, lê-se na apresentação.
O angolano Kiluanji Kia Henda abre sua primeira exposição individual, Trans It, na galeria SOSO, especializada em arte contemporânea africana, criada pelo empreendedor angolano Mário António de Almeida.
"Considerado um dos fotógrafos africanos mais importantes de sua geração, Kiluanji é um dos três artistas representantes de Angola na 29ª Bienal de São Paulo. Ele expõe na galeria, ao mesmo tempo em que, no espaço SOSO, artistas da Bahia participam da coletiva Segunda Ponte.
Trabalhos de Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros reforçam e valorizam uma identidade que é genuinamente baiana, justamente porque mestiça, miscigenada, resultante da mistura entre as culturas indígenas e européia, mas sobretudo africana.
A exposição inédita Trans It, de Kiluanji é a segunda de uma série de individuais que a SOSO vai montar com os três artistas angolanos que participam da Bienal de São Paulo.
Antes, em julho, foi a vez de Yonamine e, em setembro, será o momento da participação de Nástio Mosquito.
Segunda Ponte
Já a Segunda Ponte dá continuidade ao projeto 3Pontes_SP, que através da parceria entre a SOSO arte contemporânea africana e a Fundação Sindika Dokolo, de Angola, vai apresentar na capital paulista uma mostra dos trabalhos dos artistas baianos que participarão da II Trienal de Luanda, realizada pela Fundação Sindika entre setembro e dezembro deste ano.
A inauguração das mostras Trans It e Segunda Ponte é aberta ao público e a visitação das duas exposições acontece até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h na galeria SOSO e no espaço SOSO+, respectivamente.
SERVIÇO
O quê: exposições Trans It [Kiluanji Kia Henda] e Segunda Ponte [com Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah, Virgínia de Medeiros]
Quando: abertura dia 19 de agosto 2010 [quinta], das 18 às 22h. Visitação até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h.
Onde: galeria SOSO arte contemporânea africana (Av. São João, 313, 2º andar, Centro, SP - Brasil) e espaço SOSO+ (Av. São João, 284, Centro, SP - Brasil).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
EM 5 ANOS, NOVA ORLEANS RENASCE BRANCA
Recebido por email
Folha de São Paulo - Mundo
São Paulo, domingo, 08 de agosto de 2010
Maioria negra, retirada à força em megaenchente causada pelo Katrina em 2005, vê influência política se esvair
Prefeito da cidade é o 1º branco a ocupar o cargo desde 78; praticamente todos os órgãos eletivos locais embranqueceramGary Coronado - 30.ago.2005/ Associated Press
Moradores encaram inundação no centro de Nova Orleans
ANDREA MURTA
ENVIADA ESPECIAL A NOVA ORLEANS
A tragédia do furacão Katrina em Nova Orleans completa cinco anos neste mês com um legado que vai muito além das casas ainda destruídas da cidade: o equilíbrio de poder foi totalmente realinhado, e a clivagem racial, aprofundada.
A maioria negra, que sofreu retirada forçada durante a enchente ocorrida após o furacão, viu sua dominância sobre a política das últimas décadas ir se esvaindo até que praticamente todos os órgãos eletivos locais "embranqueceram".
Foi eleito neste ano o primeiro prefeito branco (Mitch Landrieu) desde 1978. Na Assembleia Municipal, só há um negro. Até o conselho de educação tem maioria branca. E não há hoje um líder político negro que reagrupe a comunidade. Antes do Katrina, as instituições tinham maiorias negras.
Moradores e estudiosos afirmam que a virada é resultado de um esforço deliberado. O primeiro plano de reconstrução da cidade previa fazer parques nos bairros negros devastados. Para onde os antigos moradores voltariam? De preferência, para lugar nenhum.
O plano acabou vetado, mas a reconstrução se focou nas regiões de maior renda.
Bairros turísticos e de negócios estão recuperados. Já a área do Baixo Distrito 9 (Lower 9th Ward), bairro negro que sofreu um verdadeiro tsunami quando as barragens se romperam e a água dos rios inundou Nova Orleans, segue cheia de mato e casas destruídas.
Quando a Folha visitou o bairro, um dos poucos presentes, Craig Converse, 40, nascido e criado ali, contou que voltara havia só pouco mais de um mês. "Aquele vizinho morreu na enchente, aquele outro também", dizia, apontando lotes vazios. "O resto não sei onde está."
Lance Hill, diretor do Instituto Sulista de Educação e Pesquisa da Universidade Tulane, desconfia das estimativas de população da cidade. "As cifras são infladas. É só andar no centro para ver o abandono." Ele rejeita os dados de que a população já voltou a corresponder a 80% da era pré-Katrina (355 mil). "De 30% a 40% dos pobres nunca voltaram."
O voto negro caiu junto. De até 65% do total antes do Katrina, passou a até 53% na última eleição.
CLIVAGEM
Hill, que é branco, define o motivo da mudança: racismo. Diz que a aristocracia branca de Nova Orleans nunca se conformou em perder o poder político pela mudança demográfica.
"Brancos ricos abertamente aproveitaram a oportunidade" do Katrina, diz. "Houve um movimento real para impedir a volta dos negros."
A cidade ainda é hostil aos desalojados. Faltam empregos, e o único hospital público continua fechado.
Para a advogada de direitos civis Mary Howell, "a polarização e a divisão racial estão mais profundas hoje do que há muito, muito tempo". Figura icônica na cidade, Howell lembra que "muita gente disse em 2005 que estávamos melhores sem [os negros]". "Esse é um legado muito doloroso do Katrina."
Folha de São Paulo - Mundo
São Paulo, domingo, 08 de agosto de 2010
Maioria negra, retirada à força em megaenchente causada pelo Katrina em 2005, vê influência política se esvair
Prefeito da cidade é o 1º branco a ocupar o cargo desde 78; praticamente todos os órgãos eletivos locais embranqueceramMoradores encaram inundação no centro de Nova Orleans
ANDREA MURTA
ENVIADA ESPECIAL A NOVA ORLEANS
A tragédia do furacão Katrina em Nova Orleans completa cinco anos neste mês com um legado que vai muito além das casas ainda destruídas da cidade: o equilíbrio de poder foi totalmente realinhado, e a clivagem racial, aprofundada.
A maioria negra, que sofreu retirada forçada durante a enchente ocorrida após o furacão, viu sua dominância sobre a política das últimas décadas ir se esvaindo até que praticamente todos os órgãos eletivos locais "embranqueceram".
Foi eleito neste ano o primeiro prefeito branco (Mitch Landrieu) desde 1978. Na Assembleia Municipal, só há um negro. Até o conselho de educação tem maioria branca. E não há hoje um líder político negro que reagrupe a comunidade. Antes do Katrina, as instituições tinham maiorias negras.
Moradores e estudiosos afirmam que a virada é resultado de um esforço deliberado. O primeiro plano de reconstrução da cidade previa fazer parques nos bairros negros devastados. Para onde os antigos moradores voltariam? De preferência, para lugar nenhum.
O plano acabou vetado, mas a reconstrução se focou nas regiões de maior renda.
Bairros turísticos e de negócios estão recuperados. Já a área do Baixo Distrito 9 (Lower 9th Ward), bairro negro que sofreu um verdadeiro tsunami quando as barragens se romperam e a água dos rios inundou Nova Orleans, segue cheia de mato e casas destruídas.
Quando a Folha visitou o bairro, um dos poucos presentes, Craig Converse, 40, nascido e criado ali, contou que voltara havia só pouco mais de um mês. "Aquele vizinho morreu na enchente, aquele outro também", dizia, apontando lotes vazios. "O resto não sei onde está."
Lance Hill, diretor do Instituto Sulista de Educação e Pesquisa da Universidade Tulane, desconfia das estimativas de população da cidade. "As cifras são infladas. É só andar no centro para ver o abandono." Ele rejeita os dados de que a população já voltou a corresponder a 80% da era pré-Katrina (355 mil). "De 30% a 40% dos pobres nunca voltaram."
O voto negro caiu junto. De até 65% do total antes do Katrina, passou a até 53% na última eleição.
CLIVAGEM
Hill, que é branco, define o motivo da mudança: racismo. Diz que a aristocracia branca de Nova Orleans nunca se conformou em perder o poder político pela mudança demográfica.
"Brancos ricos abertamente aproveitaram a oportunidade" do Katrina, diz. "Houve um movimento real para impedir a volta dos negros."
A cidade ainda é hostil aos desalojados. Faltam empregos, e o único hospital público continua fechado.
Para a advogada de direitos civis Mary Howell, "a polarização e a divisão racial estão mais profundas hoje do que há muito, muito tempo". Figura icônica na cidade, Howell lembra que "muita gente disse em 2005 que estávamos melhores sem [os negros]". "Esse é um legado muito doloroso do Katrina."
DESEMPREGO ENTRE JOVENS PODERÁ CRIAR "GERAÇÃO PERDIDA", DIZ OIT
Retirado do site do yahoonotícias.
Qua, 11 Ago
GENEBRA (AFP) - O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, poderá criar uma "geração perdida", advertiu nesta quinta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Foto: AFP: O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81...
"O desemprego entre os jovens no mundo alcançou o nível mais alto já registrado e deverá continuar aumentando em 2010", informou a OIT em um relatório.
O índice de desemprego entre as pessoas de 15 a 24 anos passou de 11,9% em 2007 para 13% no ano passado. Em 2010, chegará a 13,1%, antes de cair para 12,7% no ano seguinte, segundo as projeções da organização.
"Os jovens são o motor do desenvolvimento econômico", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, completando que "renunciar a esse potencial é um desperdício econômico que pode sabotar a estabilidade da sociedade".
O desemprego nessa faixa da idade, que aumentou em 7,8 milhões de pessoas desde 2007, poderá produzir uma "geração perdida" de jovens que saíram do mercado de trabalho e perderam toda a esperança de conseguir um emprego que lhes garanta uma vida decente", advertiu a OIT.
Esses jovens "fazem tudo o que podem, mas as portas continuam fechadas", completou Sarah Elder, coautora do estudo e economista da OIT.
Nos países emergentes, que somam 90% da população entre 15 e 24 aos, os jovens são particularmente afetados por essa situação que dá lugar a uma redução da jornada de trabalho e dos salários para aqueles que ainda têm emprego.
Em 2008, em torno de 152 milhões de jovens, ou seja, 28% da população economicamente ativa dessa faixa etária, não conseguiram sair da pobreza apesar de seu trabalho, e ganhavam menos de 1,25 dólar diário, destacou a organização.
Em torno de 45% dessa alta do desemprego afeta a população de países industrializados, principalmente na Europa central, do leste e do sul (Espanha, Estônia, Letônia e Lituânia, entre outros).
Nos Estados Unidos, o desemprego dos jovens aumentou oito pontos percentuais, a 18%.
Para combater essa situação, a OIT pediu que os governos mantenham seus programas de apoio ao emprego destinado aos jovens, apesar dos cortes orçamentários anunciados nos últimos meses.
Qua, 11 Ago
GENEBRA (AFP) - O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, poderá criar uma "geração perdida", advertiu nesta quinta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Foto: AFP: O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81...
"O desemprego entre os jovens no mundo alcançou o nível mais alto já registrado e deverá continuar aumentando em 2010", informou a OIT em um relatório.
O índice de desemprego entre as pessoas de 15 a 24 anos passou de 11,9% em 2007 para 13% no ano passado. Em 2010, chegará a 13,1%, antes de cair para 12,7% no ano seguinte, segundo as projeções da organização.
"Os jovens são o motor do desenvolvimento econômico", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, completando que "renunciar a esse potencial é um desperdício econômico que pode sabotar a estabilidade da sociedade".
O desemprego nessa faixa da idade, que aumentou em 7,8 milhões de pessoas desde 2007, poderá produzir uma "geração perdida" de jovens que saíram do mercado de trabalho e perderam toda a esperança de conseguir um emprego que lhes garanta uma vida decente", advertiu a OIT.
Esses jovens "fazem tudo o que podem, mas as portas continuam fechadas", completou Sarah Elder, coautora do estudo e economista da OIT.
Nos países emergentes, que somam 90% da população entre 15 e 24 aos, os jovens são particularmente afetados por essa situação que dá lugar a uma redução da jornada de trabalho e dos salários para aqueles que ainda têm emprego.
Em 2008, em torno de 152 milhões de jovens, ou seja, 28% da população economicamente ativa dessa faixa etária, não conseguiram sair da pobreza apesar de seu trabalho, e ganhavam menos de 1,25 dólar diário, destacou a organização.
Em torno de 45% dessa alta do desemprego afeta a população de países industrializados, principalmente na Europa central, do leste e do sul (Espanha, Estônia, Letônia e Lituânia, entre outros).
Nos Estados Unidos, o desemprego dos jovens aumentou oito pontos percentuais, a 18%.
Para combater essa situação, a OIT pediu que os governos mantenham seus programas de apoio ao emprego destinado aos jovens, apesar dos cortes orçamentários anunciados nos últimos meses.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
ESTUDANTES DE CABO VERDE PARTICIPAM DE PROGRAMAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL
Retirado do site África 21.
04/08/2010
Intercâmbio
Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos.
Da Redação
Brasília - Um grupo de 31 estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-Cv) está Brasil para participar de projectos de investigação científica em oito universidadesbrasileiras. Esta é a segunda edição deste programa de mobilidade estudantil, denominado Programa de Iniciação Científica, que resultou do protocolo assinado em janeiro de 2009 entre a Uni-CV e a CAPES, instituição brasileira que coordena os projectos de iniciação científica, mestrados e doutorados.
Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos. “Muito se fala na necessidade de fomento de investigação em Cabo Verde, como uma dimensão da qualidade, e nesta medida entende a Uni-CV que é preciso semear. Lançar programas de preparação de futuros cientistas. Além disso, é hoje tendência das universidades proporcionar aos seus estudantes uma vivência cosmopolita e multicultural”, lê-se na nota da universidade, segundo o site ASemana.
O programa envolve este ano as universidades federais de Goiás, Grandes Dourados (Mato Grosso do Sul), Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Uberlândia e a Universidade de Brasília. Para a sua efectivação contribuíram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a Embaixada do Brasil em Cabo Verde.
Seleção
Os estudantes foram seleccionados nos pólos da Uni-CV na Praia e no Mindelo com base no desempenho ao longo do percurso académico e pela importante e consistência dos projectos de investigação propostos. São 19 alunos e 12 alunas das áreas Ciências Biológicas, Engenharia Informática e de Computadores, Engenharia Química e Biológica, Física, Geografia e Ordenamento do Território, Matemática, Química, Ciências da Educação, Ciências Sociais, Filosofia, História e Línguas, Literaturas e Culturas.
Estes estudantes regressam ao país em finais de Setembro. Nessa altura realiza-se o II Congresso de Iniciação Científica da Uni-CV em que, à semelhança do ano passado, eles irão apresentar à comunidade académica os resultados dos seus projectos de investigação. Os trabalhos e as comunicações serão avaliados por uma comissão, formada por coordenadores de cursos da Uni-CV, e os melhores serão premiados.
04/08/2010
Intercâmbio
Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos.
Da Redação
Brasília - Um grupo de 31 estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-Cv) está Brasil para participar de projectos de investigação científica em oito universidadesbrasileiras. Esta é a segunda edição deste programa de mobilidade estudantil, denominado Programa de Iniciação Científica, que resultou do protocolo assinado em janeiro de 2009 entre a Uni-CV e a CAPES, instituição brasileira que coordena os projectos de iniciação científica, mestrados e doutorados.
Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos. “Muito se fala na necessidade de fomento de investigação em Cabo Verde, como uma dimensão da qualidade, e nesta medida entende a Uni-CV que é preciso semear. Lançar programas de preparação de futuros cientistas. Além disso, é hoje tendência das universidades proporcionar aos seus estudantes uma vivência cosmopolita e multicultural”, lê-se na nota da universidade, segundo o site ASemana.
O programa envolve este ano as universidades federais de Goiás, Grandes Dourados (Mato Grosso do Sul), Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Uberlândia e a Universidade de Brasília. Para a sua efectivação contribuíram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a Embaixada do Brasil em Cabo Verde.
Seleção
Os estudantes foram seleccionados nos pólos da Uni-CV na Praia e no Mindelo com base no desempenho ao longo do percurso académico e pela importante e consistência dos projectos de investigação propostos. São 19 alunos e 12 alunas das áreas Ciências Biológicas, Engenharia Informática e de Computadores, Engenharia Química e Biológica, Física, Geografia e Ordenamento do Território, Matemática, Química, Ciências da Educação, Ciências Sociais, Filosofia, História e Línguas, Literaturas e Culturas.
Estes estudantes regressam ao país em finais de Setembro. Nessa altura realiza-se o II Congresso de Iniciação Científica da Uni-CV em que, à semelhança do ano passado, eles irão apresentar à comunidade académica os resultados dos seus projectos de investigação. Os trabalhos e as comunicações serão avaliados por uma comissão, formada por coordenadores de cursos da Uni-CV, e os melhores serão premiados.
domingo, 8 de agosto de 2010
COM DESIGUALDADE, IDH-D DO BRASIL CAI 19%, APONTA NOA METODOLOGIA DO PNUD
Retirado do PNUD.
Brasília, 23/07/2010
Cálculo aplicado à América Latina reduz o Índice de Desenvolvimento Humano conforme as diferenças de rendimento, educação e saúde
Leia a íntegra
Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para América Latina e Caribe 2010 — Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade

IDH x IDH-D
O IDH-D não é comparável ao IDH tradicionalmente divulgado pelo PNUD no Relatório de Desenvolvimento Humano internacional (o de 2010 sai em outubro). Como usa dados de pesquisas domiciliares, foram feitas diversas adaptações.
Para o relatório da América Latina e do Caribe, foi desenvolvido um índice que leva em conta as mesmas três dimensões do IDH original: rendimento, educação e saúde.
Para o primeiro, usou-se a renda per capita domiciliar (no IDH tradicional, usa-se o PIB per capita). Em educação, entraram a taxa de alfabetização, como no original, e anos de estudo das pessoas de 7 anos ou mais (no relatório internacional, recorre-se à taxa bruta de matrícula). Em saúde, a expectativa de vida foi substituída por acesso a água potável e disponibilidade de banheiro no domicílio.
Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país. Os do Brasil referem-se a 2008.
da PrimaPagina
As condições de vida desiguais no Brasil corroem quase 1/5 do padrão de desenvolvimento do país, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo PNUD. O estudo traz o cálculo do IDH-D (Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade) que “penaliza” as diferenças de rendimentos, de escolaridade e de saúde. Para o Brasil, esse indicador que considera as disparidades é 19% inferior ao que leva em conta as médias nacionais. Ajustado de acordo com o mesmo método, o índice da América Latina e do Caribe tem queda semelhante (-19,1).
Os dados estão no Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe 2010, intitulado “Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade”. A publicação constata que a desigualdade na região é alta, persistente e ocorre em um contexto de baixa mobilidade social.
O texto aborda o fosso entre vários grupos (homens e mulheres, zona rural e urbana, brancos e negros/índios) e sob vários aspectos, mas a medida mais sintética apresentada é a nova versão do IDH. A metodologia que “pune” os locais mais desiguais já havia surgido em pesquisas do PNUD no México e na Argentina, mas é a primeira vez que é aplicada para uma região do globo.
O novo índice não pode ser comparado ao divulgado nos relatórios internacionais, pois usa indicadores diferentes (veja quadro ao lado). No estudo para a América Latina, o PNUD desenvolveu um IDH parecido com o original, levando em conta as médias de cada país, e depois o ajustou de acordo com a desigualdade, dando maior peso aos domicílios que estão na parte mais baixa da escala social. Os aspectos considerados foram os mesmos do IDH tradicional: renda, educação e saúde.
Num cenário em que se dá grande ênfase à disparidade, os países mais penalizados foram Nicarágua (em que o IDH ajustado é 47,3% menor que o que leva em conta as médias nacionais), Bolívia (-41,9%), Honduras (-38,4%) e Colômbia (-26,9%). Isso significa que, nessas nações, o “custo da desigualdade” é maior. Na outra ponta estão Uruguai (-3,9%), Argentina (-5,9%) e Chile (-6,5%). Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país.
No Brasil, de acordo com cálculos baseados em números de 2008, o IDH-D sem ajusta de desigualdade é de 0,777, e o com ajuste, 0,629. No ranking dos dois índices o Brasil fica em oitavo na América Latina, embora a distância para o nono (República Dominicana) recue de 0,044 para 0,031 ponto.
Brasília, 23/07/2010
Cálculo aplicado à América Latina reduz o Índice de Desenvolvimento Humano conforme as diferenças de rendimento, educação e saúde
Leia a íntegra
Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para América Latina e Caribe 2010 — Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade
IDH x IDH-D
O IDH-D não é comparável ao IDH tradicionalmente divulgado pelo PNUD no Relatório de Desenvolvimento Humano internacional (o de 2010 sai em outubro). Como usa dados de pesquisas domiciliares, foram feitas diversas adaptações.
Para o relatório da América Latina e do Caribe, foi desenvolvido um índice que leva em conta as mesmas três dimensões do IDH original: rendimento, educação e saúde.
Para o primeiro, usou-se a renda per capita domiciliar (no IDH tradicional, usa-se o PIB per capita). Em educação, entraram a taxa de alfabetização, como no original, e anos de estudo das pessoas de 7 anos ou mais (no relatório internacional, recorre-se à taxa bruta de matrícula). Em saúde, a expectativa de vida foi substituída por acesso a água potável e disponibilidade de banheiro no domicílio.
Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país. Os do Brasil referem-se a 2008.
da PrimaPagina
As condições de vida desiguais no Brasil corroem quase 1/5 do padrão de desenvolvimento do país, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo PNUD. O estudo traz o cálculo do IDH-D (Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade) que “penaliza” as diferenças de rendimentos, de escolaridade e de saúde. Para o Brasil, esse indicador que considera as disparidades é 19% inferior ao que leva em conta as médias nacionais. Ajustado de acordo com o mesmo método, o índice da América Latina e do Caribe tem queda semelhante (-19,1).
Os dados estão no Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe 2010, intitulado “Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade”. A publicação constata que a desigualdade na região é alta, persistente e ocorre em um contexto de baixa mobilidade social.
O texto aborda o fosso entre vários grupos (homens e mulheres, zona rural e urbana, brancos e negros/índios) e sob vários aspectos, mas a medida mais sintética apresentada é a nova versão do IDH. A metodologia que “pune” os locais mais desiguais já havia surgido em pesquisas do PNUD no México e na Argentina, mas é a primeira vez que é aplicada para uma região do globo.
O novo índice não pode ser comparado ao divulgado nos relatórios internacionais, pois usa indicadores diferentes (veja quadro ao lado). No estudo para a América Latina, o PNUD desenvolveu um IDH parecido com o original, levando em conta as médias de cada país, e depois o ajustou de acordo com a desigualdade, dando maior peso aos domicílios que estão na parte mais baixa da escala social. Os aspectos considerados foram os mesmos do IDH tradicional: renda, educação e saúde.
Num cenário em que se dá grande ênfase à disparidade, os países mais penalizados foram Nicarágua (em que o IDH ajustado é 47,3% menor que o que leva em conta as médias nacionais), Bolívia (-41,9%), Honduras (-38,4%) e Colômbia (-26,9%). Isso significa que, nessas nações, o “custo da desigualdade” é maior. Na outra ponta estão Uruguai (-3,9%), Argentina (-5,9%) e Chile (-6,5%). Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país.
No Brasil, de acordo com cálculos baseados em números de 2008, o IDH-D sem ajusta de desigualdade é de 0,777, e o com ajuste, 0,629. No ranking dos dois índices o Brasil fica em oitavo na América Latina, embora a distância para o nono (República Dominicana) recue de 0,044 para 0,031 ponto.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
ECONOMISTAS DIZ QUE ACORDOS DE PARCERIA NÃO FAVORECEM PAÍSES AFRICANOS
Retirado do site África 21.
29/07/2010
APE/ Crítica
"Na sua formulação atual, estes acordos visam estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja, o contrário daquilo que a África espera da Europa", diz o economista.
Da Redação, com agência
Paris - Os Acordos de Parcerias Económicas (APE), na sua atual versão, não favorecerão o desenvolvimento econômico dos países africanos, alertou, em Paris, o economista camaronês Ferdinand Bakoup.
"Nota-se bem que, na sua formulação atual, estes acordos visam antecipadamente estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja o contrário daquilo que a África espera da Europa", advertiu Bakoup, numa entrevista à Panapress.
O autor de "África pode ganhar o seu lugar na globalização para uma política econômica sistêmica" editado na editora Harmattan lamentou que os APE não tivessem em conta as verdadeiras implicações das relações econômicas entre as duas partes.
Na sua ótica, a Europa deve tomar medidas para estimular e diversificar a procura europeia de bens e serviços em direção à África.
"Ela deve igualmente orientar a sua ajuda no sentido de melhorar a competitividade das empresas africanas a fim de que elas possam responder eficazmente a esta procura crescente", defendeu Bakoup, dizendo ser de opinião que, em princípio, estes acordos deveriam visar estes principais objetivos.
O também especialista em chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) indicou que estas preocupações que fundamentam as relações econômicas equilibradas entre África e Europa foram infelizmente ocultadas pelos APE.
O economista camaronês criticou por outro lado a estratégia europeia visando levar países africanos a assinarem isoladamente os APE, ao passo que África privilegia acordos concluídos com as Comunidades Econômicas Regionais (CER), a fim de reforçar a integração regional.
Várias ONGs africanas e internacionais manifestaram-se em Bruxelas, na Belgica, contra este projeto da UE de levar os países africanos a assinarem os APE na sua atual versão.
29/07/2010
APE/ Crítica
"Na sua formulação atual, estes acordos visam estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja, o contrário daquilo que a África espera da Europa", diz o economista.
Da Redação, com agência
Paris - Os Acordos de Parcerias Económicas (APE), na sua atual versão, não favorecerão o desenvolvimento econômico dos países africanos, alertou, em Paris, o economista camaronês Ferdinand Bakoup.
"Nota-se bem que, na sua formulação atual, estes acordos visam antecipadamente estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja o contrário daquilo que a África espera da Europa", advertiu Bakoup, numa entrevista à Panapress.
O autor de "África pode ganhar o seu lugar na globalização para uma política econômica sistêmica" editado na editora Harmattan lamentou que os APE não tivessem em conta as verdadeiras implicações das relações econômicas entre as duas partes.
Na sua ótica, a Europa deve tomar medidas para estimular e diversificar a procura europeia de bens e serviços em direção à África.
"Ela deve igualmente orientar a sua ajuda no sentido de melhorar a competitividade das empresas africanas a fim de que elas possam responder eficazmente a esta procura crescente", defendeu Bakoup, dizendo ser de opinião que, em princípio, estes acordos deveriam visar estes principais objetivos.
O também especialista em chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) indicou que estas preocupações que fundamentam as relações econômicas equilibradas entre África e Europa foram infelizmente ocultadas pelos APE.
O economista camaronês criticou por outro lado a estratégia europeia visando levar países africanos a assinarem isoladamente os APE, ao passo que África privilegia acordos concluídos com as Comunidades Econômicas Regionais (CER), a fim de reforçar a integração regional.
Várias ONGs africanas e internacionais manifestaram-se em Bruxelas, na Belgica, contra este projeto da UE de levar os países africanos a assinarem os APE na sua atual versão.
FAMILIARES DE JOVEM NEGRO BALEADO EM NY VÃO RECEBER 3,25 BILHÕES
Retirado do site AFP.
Se fosse no Brasil essa indenização ia demorar uns 50 anos para ser decidida e mais uns 50 para liberarem a indenização.
Familiares de jovem negro baleado em NY vão receber US$ 3,25 milhões
(AFP) – há 6 dias
NOVA YORK — A família de Sean Bell, um negro morto em 2006 pela polícia com 50 tiros, recebeu 3,25 milhões de dólares em indenizações, anunciou o Departamento Jurídico da cidade de Nova York.
Conforme o acordo assinado por um juiz federal, outras duas pessoas que ficaram feridas no incidente, Joseph Guzmán e Trent Benefield, receberam respectivamente 3 milhões e 900 mil dólares.
"A cidade de Nova York lamenta a perda de vidas humanas neste trágico caso e oferece suas condolências à família Bell", disse nesta quarta-feira em um comunicado o dirigente do Departamento Jurídico, Michael Cardozo.
O acordo é o resultado de uma ação civil contra a cidade de Nova York aberta pela família de Bell e as duas vítimas que sobreviveram à chacina.
Se fosse no Brasil essa indenização ia demorar uns 50 anos para ser decidida e mais uns 50 para liberarem a indenização.
Familiares de jovem negro baleado em NY vão receber US$ 3,25 milhões
(AFP) – há 6 dias
NOVA YORK — A família de Sean Bell, um negro morto em 2006 pela polícia com 50 tiros, recebeu 3,25 milhões de dólares em indenizações, anunciou o Departamento Jurídico da cidade de Nova York.
Conforme o acordo assinado por um juiz federal, outras duas pessoas que ficaram feridas no incidente, Joseph Guzmán e Trent Benefield, receberam respectivamente 3 milhões e 900 mil dólares.
"A cidade de Nova York lamenta a perda de vidas humanas neste trágico caso e oferece suas condolências à família Bell", disse nesta quarta-feira em um comunicado o dirigente do Departamento Jurídico, Michael Cardozo.
O acordo é o resultado de uma ação civil contra a cidade de Nova York aberta pela família de Bell e as duas vítimas que sobreviveram à chacina.
POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA DIZ QUE CUMPRIU A LEI AO IMPEDIR ENTRADA DE CAMARONÊS NO PAÍS
Retirado do site África 21.
29/07/2010
Brasil
Boniface Ofogo Nkama veio ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.
Hélia Ventura
Belo Horizonte - A assessora de Comunicação da Polícia Federal de Belo Horizonte, Luciana Saldanha, confirmou ao África21 Digital que a proibição de entrada no Brasil do camaronês Boniface Ofogo Nkama se deu exclusivamentre por falta de visto.
Ela rechaça as acusações de preconceito feitas pela idealizadora e produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, Benita Prieto, que alegou o fato de o estrangeiro ser negro, africano e artista como motivos para ele ser barrado.
Segundo a assessora, a acusação de preconceito é descabida, pois diariamente chegam ao Brasil pessoas negras de diversas nacionalidades, incluindo, naturalmente, africanas. Mas para a entrada no Brasil elas têm que ter o visto, caso esta exigência conste das condiçõies exigidas pelo país, o que ocorre em relação a Camarões.
O caso
Boniface Ofogo Nkama, nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, foi convidado para vir ao Brasil para participoar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, que acontece no Rio de Janeiro e em Ouro Preto.
Ele foi impedido de entrar no Brasil, ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, no dia 23 deste mês, vindo de Madri em voo da TAP, pela Polícia Federal, que alegou falta de visto. Com isto, ele teve que retornar no mesmo dia para a Espanha.
Segundo informação da organizadora do evento, o camaronês teria sido informado em Espanha por diplomata brasileira que não teria necessidade de visto, pois os cidadãos de Camarões estariam isentos.
29/07/2010
Brasil
Boniface Ofogo Nkama veio ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.
Hélia Ventura
Belo Horizonte - A assessora de Comunicação da Polícia Federal de Belo Horizonte, Luciana Saldanha, confirmou ao África21 Digital que a proibição de entrada no Brasil do camaronês Boniface Ofogo Nkama se deu exclusivamentre por falta de visto.
Ela rechaça as acusações de preconceito feitas pela idealizadora e produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, Benita Prieto, que alegou o fato de o estrangeiro ser negro, africano e artista como motivos para ele ser barrado.
Segundo a assessora, a acusação de preconceito é descabida, pois diariamente chegam ao Brasil pessoas negras de diversas nacionalidades, incluindo, naturalmente, africanas. Mas para a entrada no Brasil elas têm que ter o visto, caso esta exigência conste das condiçõies exigidas pelo país, o que ocorre em relação a Camarões.
O caso
Boniface Ofogo Nkama, nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, foi convidado para vir ao Brasil para participoar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, que acontece no Rio de Janeiro e em Ouro Preto.
Ele foi impedido de entrar no Brasil, ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, no dia 23 deste mês, vindo de Madri em voo da TAP, pela Polícia Federal, que alegou falta de visto. Com isto, ele teve que retornar no mesmo dia para a Espanha.
Segundo informação da organizadora do evento, o camaronês teria sido informado em Espanha por diplomata brasileira que não teria necessidade de visto, pois os cidadãos de Camarões estariam isentos.
sábado, 31 de julho de 2010
ONGs QUEREM MEDIDAS URGENTES PARA SALVAR MILHÕES DE MULHERES EM ÁFRICA
Retirado do site África 21.
28/07/2010
União Africana
Nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.
Da Redação, com agência
Kampala - Os activistas da sociedade civil que participaram na Cimeira da União Africana (UA) em Kampala, no Uganda, pediram um investimento de 32 biliões de dólares americanos para ajudar no melhoramento da situação da mulher africana.
Os militantes, que falavam à margem da Cimeira da União Africana (UA), disseram que, nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.
O grupo, que integra a Parceria para a Saúde da mãe, do recém-nascido e da criança, que faz campanha para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), busca novos investimentos para acabar com os falecimentos das mulheres e crianças, um dos principais assuntos sobre os quais os dirigentes africanos discutiram.
O relatório intitulado "Relatório da década: Contagem decrescente até 2015", a rede da campanha integrada por agências das Nações Unidas e instituições de pesquisa independentes envolvidas na luta contra as mortes maternas, apresenta várias estratégias para pôr termo a estes dramas.
Preconizam igualmente intervenções na área da saúde pré-natal, dos cuidados de emergência no momento do parto, dos cuidados pós-natais, do tratamento das doenças infantis e da vacinação, entre outros.
Estes investimentos, explicaram, vão custar 32 biliões de dólares americanos suplementares, ou seja cerca de 8 dólares por pessoa e por ano, nos próximos cinco anos, o que, a seu ver, vai permitir uma cobertura de 95 porcento da população.
28/07/2010
União Africana
Nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.
Da Redação, com agência
Kampala - Os activistas da sociedade civil que participaram na Cimeira da União Africana (UA) em Kampala, no Uganda, pediram um investimento de 32 biliões de dólares americanos para ajudar no melhoramento da situação da mulher africana.
Os militantes, que falavam à margem da Cimeira da União Africana (UA), disseram que, nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.
O grupo, que integra a Parceria para a Saúde da mãe, do recém-nascido e da criança, que faz campanha para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), busca novos investimentos para acabar com os falecimentos das mulheres e crianças, um dos principais assuntos sobre os quais os dirigentes africanos discutiram.
O relatório intitulado "Relatório da década: Contagem decrescente até 2015", a rede da campanha integrada por agências das Nações Unidas e instituições de pesquisa independentes envolvidas na luta contra as mortes maternas, apresenta várias estratégias para pôr termo a estes dramas.
Preconizam igualmente intervenções na área da saúde pré-natal, dos cuidados de emergência no momento do parto, dos cuidados pós-natais, do tratamento das doenças infantis e da vacinação, entre outros.
Estes investimentos, explicaram, vão custar 32 biliões de dólares americanos suplementares, ou seja cerca de 8 dólares por pessoa e por ano, nos próximos cinco anos, o que, a seu ver, vai permitir uma cobertura de 95 porcento da população.
A ERA OBAMA E A QUESTÃO DO RACISMO
Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.
Apesar de os americanos terem eleito um presidente negro, ainda é muito cedo para poder se falar sobre raça livremente e sem temor nos EUA
30 de julho de 2010
O Estado de S.Paulo
THE NEW YORK TIMES
Se Tom Wolfe tivesse decidido escrever A Fogueira das Vaidades tendo como cenário a Washington moderna, uma farsa sobre vidas e raças em colisão, ele não poderia ter feito algo melhor senão inventar a insólita história de Shirley Sherrod.
Shirley, uma funcionária pública negra que trabalhava numa agência do Departamento de Agricultura na Geórgia, ficou instantaneamente célebre na semana passada por causa de um discurso que proferiu numa convenção da National Association for the Advanced of Colored People (NAACP), em que abordou a evolução da sua posição na questão da raça. Um blogueiro conservador fez circular um vídeo editado em que Shirley supostamente sugeria que se recusara a ajudar um agricultor branco (algo que o agricultor desmentiu). A partir daí, Shirley foi repudiada pela NAAC e seu nome foi explorado pelos comentaristas de direita. Ela foi demitida e depois readmitida, até, finalmente, receber um telefonema presidente Barack Obama.
Sob muitos aspectos, a traumática experiência de Sherrod seguiu um padrão familiar na vida americana, em que qualquer pessoa que se manifeste sobre o tema raça corre o risco de atrair a indignação pública e humilhação.
Talvez esperássemos que a eleição de um presidente negro de algum modo tornaria essa questão menos sensível e volátil, da mesma maneira que a eleição de John F. Kennedy parece ter apaziguado tensões entre os católicos americanos e o establishment protestante do país.
Diálogo. Mas como os eventos da semana passada deixaram claro, apenas a presença de Obama não nos livrará de um diálogo racial. Se a campanha de Obama tinha como lema "a esperança", então de algum modo, era a esperança de um diálogo mais nuançado. Um momento revelador ocorreu em 2007, quando o então senador Joe Biden, resumindo a atração de Obama como negro, condescendentemente descreveu-o como "íntegro" e "articulado". Um tipo de comentário que, em outra ocasião e se fosse um outro líder negro, teria levado Biden à ruína.
Apesar de os americanos terem eleito um presidente negro, ainda é muito cedo para poder se falar sobre raça livremente e sem temor nos EUA
30 de julho de 2010
O Estado de S.Paulo
THE NEW YORK TIMES
Se Tom Wolfe tivesse decidido escrever A Fogueira das Vaidades tendo como cenário a Washington moderna, uma farsa sobre vidas e raças em colisão, ele não poderia ter feito algo melhor senão inventar a insólita história de Shirley Sherrod.
Shirley, uma funcionária pública negra que trabalhava numa agência do Departamento de Agricultura na Geórgia, ficou instantaneamente célebre na semana passada por causa de um discurso que proferiu numa convenção da National Association for the Advanced of Colored People (NAACP), em que abordou a evolução da sua posição na questão da raça. Um blogueiro conservador fez circular um vídeo editado em que Shirley supostamente sugeria que se recusara a ajudar um agricultor branco (algo que o agricultor desmentiu). A partir daí, Shirley foi repudiada pela NAAC e seu nome foi explorado pelos comentaristas de direita. Ela foi demitida e depois readmitida, até, finalmente, receber um telefonema presidente Barack Obama.
Sob muitos aspectos, a traumática experiência de Sherrod seguiu um padrão familiar na vida americana, em que qualquer pessoa que se manifeste sobre o tema raça corre o risco de atrair a indignação pública e humilhação.
Talvez esperássemos que a eleição de um presidente negro de algum modo tornaria essa questão menos sensível e volátil, da mesma maneira que a eleição de John F. Kennedy parece ter apaziguado tensões entre os católicos americanos e o establishment protestante do país.
Diálogo. Mas como os eventos da semana passada deixaram claro, apenas a presença de Obama não nos livrará de um diálogo racial. Se a campanha de Obama tinha como lema "a esperança", então de algum modo, era a esperança de um diálogo mais nuançado. Um momento revelador ocorreu em 2007, quando o então senador Joe Biden, resumindo a atração de Obama como negro, condescendentemente descreveu-o como "íntegro" e "articulado". Um tipo de comentário que, em outra ocasião e se fosse um outro líder negro, teria levado Biden à ruína.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
OMS PROMOVE CIRCUNCISÃO PARA REDUZIR RISCO DE INFECÇÃO PELO HIV
Retirado do site Uol Notícias.
Alguém tem mais notícas sobre esse assunto. Será verdade o efeito da circuncisão???
20/07/2010
Viena, 20 jul (EFE).- A circuncisão reduz em 60% o risco de infecção pelo vírus HIV, razão para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) promova a cirurgia em vários países africanos, embora reconheça que não é uma solução definitiva contra a doença.
A proposta foi feita pelo diretor regional da OMS em Brazzaville (Congo), o ugandense David Okello, nesta terça-feira, em Viena, que disse haver "evidências científicas suficientes para promovê-la como um dos métodos para se prevenir a Aids".
Pesquisas posteriores feitas com uma amostra de seis mil homens revelaram que a intervenção reduziu o risco de infecção pelo vírus HIV. No entanto, as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se tiverem relações sexuais sem proteção com homens circuncidados.
O magnata Bill Gates, fundador da Microsoft, também financia uma campanha de circuncisão na África.
Em seu discurso ontem na Conferência Internacional Aids 2010, em Viena, o fundador da Microsoft falou que "o custo de não se fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão".
Para Krishna Yaffo, diretora do PSI para o HIV, se 80% da população masculina da África Oriental e do Sul fizesse a circuncisão, "seria possível evitar, nos próximos cinco anos, cerca de quatro milhões de infecções" até 2025.
Alcançar estes resultados representaria, segundo Yaffo, "uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões nesse mesmo período".
A iniciativa não está isenta de polêmica e a organização americana Intact America (IA) faz coro aos críticos do método.
"A promoção da circuncisão masculina promove uma mensagem errônea, cria um sentido equivocado de proteção e expõe as mulheres à mais riscos de se infectar com o HIV", declarou Georganne Chapin, diretora da IA, em comunicado divulgado hoje.
"Os homens já fazem fila (na África) para ser circuncidados acreditando que não precisariam mais utilizar o preservativo" , disse Chapin.
Alguém tem mais notícas sobre esse assunto. Será verdade o efeito da circuncisão???
20/07/2010
Viena, 20 jul (EFE).- A circuncisão reduz em 60% o risco de infecção pelo vírus HIV, razão para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) promova a cirurgia em vários países africanos, embora reconheça que não é uma solução definitiva contra a doença.
A proposta foi feita pelo diretor regional da OMS em Brazzaville (Congo), o ugandense David Okello, nesta terça-feira, em Viena, que disse haver "evidências científicas suficientes para promovê-la como um dos métodos para se prevenir a Aids".
Pesquisas posteriores feitas com uma amostra de seis mil homens revelaram que a intervenção reduziu o risco de infecção pelo vírus HIV. No entanto, as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se tiverem relações sexuais sem proteção com homens circuncidados.
O magnata Bill Gates, fundador da Microsoft, também financia uma campanha de circuncisão na África.
Em seu discurso ontem na Conferência Internacional Aids 2010, em Viena, o fundador da Microsoft falou que "o custo de não se fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão".
Para Krishna Yaffo, diretora do PSI para o HIV, se 80% da população masculina da África Oriental e do Sul fizesse a circuncisão, "seria possível evitar, nos próximos cinco anos, cerca de quatro milhões de infecções" até 2025.
Alcançar estes resultados representaria, segundo Yaffo, "uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões nesse mesmo período".
A iniciativa não está isenta de polêmica e a organização americana Intact America (IA) faz coro aos críticos do método.
"A promoção da circuncisão masculina promove uma mensagem errônea, cria um sentido equivocado de proteção e expõe as mulheres à mais riscos de se infectar com o HIV", declarou Georganne Chapin, diretora da IA, em comunicado divulgado hoje.
"Os homens já fazem fila (na África) para ser circuncidados acreditando que não precisariam mais utilizar o preservativo" , disse Chapin.
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