terça-feira, 15 de janeiro de 2008

BAIXE TRÊS JORNAIS DE GRAÇA EM FORMATO PDF

Que tal baixar três jornais todos os dias em formato PDF de graça? Legal, né?

É o que o Blog downloadscopyleft está fazendo. Como está iniciativa vai de encontro a filosofia do blog aldeiagriot estaremos fazendo uma parceria e disponibilizando também estes jornais.

A princípio são os jornais Estado de SP, Jornal da Tarde e Gazeta Mercantil. Esperamos que eles ampliem para outros jornais do Brasil.

Para clicar os jornais de hoje clique nas imagens abaixo, posteriormente iremos colocar os links no lado direito do blog. Jornais de meses anteriores estão arquivados mais abaixo.







O banner do blog segue abaixo:

Downloads Copyleft




MÊS DE JANEIRO E FEVEREIRO DE 2007




  1. Estado de São Paulo 15.01.08
  2. Estado de São Paulo 16.01.08
  3. Estado de São Paulo 17.01.08
  4. Estado de São Paulo 18.01.08
  5. Estado de São Paulo 19.01.08
  6. Estado de São Paulo 20.01.08
  7. Estado de São Paulo 21.01.08
  8. Estado de São Paulo 22.01.08
  9. Estado de São Paulo 23.01.08
  10. Estado de São Paulo 24.01.08
  11. Estado de São Paulo 25.01.08
  12. Estado de São Paulo 26.01.08
  13. Estado de São Paulo 27.01.08
  14. Estado de São Paulo 28.01.08
  15. Estado de São Paulo 29.01.08
  16. Estado de São Paulo 30.01.08
  17. Estado de São Paulo 31.01.08
  18. Estado de São Paulo 01.02.08
  19. Estado de São Paulo 02.02.08
  20. Estado de São Paulo 03.02.08
  21. Estado de São Paulo 04.02.08
  22. Estado de São Paulo 05.02.08
  23. Estado de São Paulo 06.02.08
  24. Estado de São Paulo 07.02.08
  25. Estado de São Paulo 08.02.08
  26. Estado de São Paulo 09.02.08
  27. Estado de São Paulo 10.02.08
  28. Estado de São Paulo 11.02.08
  29. Estado de São Paulo 12.02.08
  30. Estado de São Paulo 13.02.08
  31. Estado de São Paulo 14.02.08
  32. Estado de São Paulo 15.02.08
  33. Estado de São Paulo 16.02.08
  34. Estado de São Paulo 17.02.08
  35. Estado de São Paulo 18.02.08
  36. Estado de São Paulo 19.02.08
  37. Estado de São Paulo 20.02.08
  38. Estado de São Paulo 21.02.08
  39. Estado de São Paulo 22.02.08
  40. Estado de São Paulo 23.02.08
  41. Estado de São Paulo 24.02.08
  42. Estado de São Paulo 25.02.08
  43. Estado de São Paulo 26.02.08
  44. Estado de São Paulo 27.02.08
  45. Estado de São Paulo 28.02.08
  46. Estado de São Paulo 29.02.08
  47. Estado de São Paulo 29.02.08
  48. Estado de São Paulo 01.03.08
  49. Estado de São Paulo 02.03.08
  50. Estado de São Paulo 03.03.08
  51. Estado de São Paulo 04.03.08
  52. Estado de São Paulo 05.03.08
  53. Estado de São Paulo 06.03.08
  54. Estado de São Paulo 07.03.08
  55. Estado de São Paulo 08.03.08
  56. Estado de São Paulo 09.03.08
  57. Estado de São Paulo 10.03.08
  58. Estado de São Paulo 11.03.08
  59. Estado de São Paulo 12.03.08
  60. Estado de São Paulo 16.03.08
  61. Estado de São Paulo 17.03.08
  62. Estado de São Paulo 18.03.08
  63. Estado de São Paulo 19.03.08
  64. Estado de São Paulo 20.03.08
  65. Estado de São Paulo 21.03.08
  66. Estado de São Paulo 22.03.08
  67. Estado de São Paulo 23.03.08
  68. Estado de São Paulo 24.03.08
  69. Estado de São Paulo 25.03.08
  70. Estado de São Paulo 26.03.08
  71. Estado de São Paulo 27.03.08
  72. Estado de São Paulo 28.03.08
  73. Estado de São Paulo 29.03.08
  74. Estado de São Paulo 30.03.08
  75. Estado de São Paulo 31.03.08
  76. Estado de São Paulo 01.04.08
  77. Estado de São Paulo 02.04.08
  78. Estado de São Paulo 11.04.08
  79. Estado de São Paulo 12.04.08
  80. Estado de São Paulo 13.04.08
  81. Estado de São Paulo 14.04.08
  82. Estado de São Paulo 15.04.08
  83. Estado de São Paulo 16.04.08
  84. Estado de São Paulo 17.04.08
  85. Estado de São Paulo 18.04.08
  86. Estado de São Paulo 19.04.08
  87. Estado de São Paulo 20.04.08
  88. Estado de São Paulo 21.04.08
  89. Estado de São Paulo 22.04.08
  90. Estado de São Paulo 23.04.08
  91. Estado de São Paulo 24.04.08
  92. Estado de São Paulo 25.04.08
  93. Estado de São Paulo 27.04.08
  94. Estado de São Paulo 28.04.08
  95. Estado de São Paulo 29.04.08
  96. Estado de São Paulo 04.05.08
  97. Estado de São Paulo 05.05.08
  98. Estado de São Paulo 06.05.08
  99. Estado de São Paulo 07.05.08
  100. Estado de São Paulo 08.05.08
  101. Estado de São Paulo 09.05.08
  102. Estado de São Paulo 10.05.08
  103. Estado de São Paulo 11.05.08
  104. Estado de São Paulo 12.05.08
  105. Estado de São Paulo 13.05.08
  106. Estado de São Paulo 14.05.08
  107. Estado de São Paulo 23.05.08
  108. Estado de São Paulo 23.05.08
  109. Estado de São Paulo 24.05.08
  110. Estado de São Paulo 24.05.08
  111. Estado de São Paulo 25.05.08
  112. Estado de São Paulo 26.05.08
  113. Estado de São Paulo 28.05.08
  114. Gazeta Mercantil 15.01.08
  115. Gazeta Mercantil 16.01.08
  116. Gazeta Mercantil 17.01.08
  117. Gazeta Mercantil 18/19/20.01.08
  118. Gazeta Mercantil 21.01.08
  119. Gazeta Mercantil 22.01.08
  120. Gazeta Mercantil 23.01.08
  121. Gazeta Mercantil 24.01.08
  122. Gazeta Mercantil 25/26/27.01.08
  123. Gazeta Mercantil 28.01.08
  124. Gazeta Mercantil 29.01.08
  125. Gazeta Mercantil 30.01.08
  126. Gazeta Mercantil 31.01.08
  127. Gazeta Mercantil 01 a 06.02.08
  128. Gazeta Mercantil 06.02.08
  129. Gazeta Mercantil 07.02.08
  130. Gazeta Mercantil 08 a 10.02.08
  131. Gazeta Mercantil 11.02.08
  132. Gazeta Mercantil 13.02.08
  133. Gazeta Mercantil 14.02.08
  134. Gazeta Mercantil 15 a 17.02.08
  135. Gazeta Mercantil 18.02.08
  136. Gazeta Mercantil 19.02.08
  137. Gazeta Mercantil 20.02.08
  138. Gazeta Mercantil 21.02.08
  139. Gazeta Mercantil 22 a 24.02.08
  140. Gazeta Mercantil 25.02.08
  141. Gazeta Mercantil 26.02.08
  142. Gazeta Mercantil 26.02.08
  143. Gazeta Mercantil 27.02.08
  144. Gazeta Mercantil 28.02.08
  145. Gazeta Mercantil 29, 1 e 2.03.08
  146. Gazeta Mercantil .29, 01 e 02.03.08
  147. Gazeta Mercantil 04.03.08
  148. Gazeta Mercantil 05.03.08
  149. Gazeta Mercantil 06.03.08
  150. Gazeta Mercantil 07, 08 e 09.03.08
  151. Gazeta Mercantil 10.03.08
  152. Gazeta Mercantil 11.03.08
  153. Gazeta Mercantil 12.03.08
  154. Gazeta Mercantil 14, 15 e 16.03.08
  155. Gazeta Mercantil 17.03.08
  156. Gazeta Mercantil 18.03.08
  157. Gazeta Mercantil 19.03.08
  158. Gazeta Mercantil 20 a 23.03.08
  159. Gazeta Mercantil 24.03.08
  160. Gazeta Mercantil 25.03.08
  161. Gazeta Mercantil 27.03.08
  162. Gazeta Mercantil 28, 29 e 30.03.08
  163. Gazeta Mercantil 31.03.08
  164. Gazeta Mercantil 01.04.08
  165. Gazeta Mercantil 02.04.08
  166. Gazeta Mercantil 22.04.08
  167. Gazeta Mercantil 24.04.08
  168. Gazeta Mercantil 25.04.08
  169. Gazeta Mercantil 28.04.08
  170. Gazeta Mercantil 29.04.08
  171. Gazeta Mercantil 05.05.08
  172. Gazeta Mercantil 06.05.08
  173. Gazeta Mercantil 07.05.08
  174. Gazeta Mercantil 08.05.08
  175. Gazeta Mercantil 09 a 11.05.08
  176. Gazeta Mercantil 12.05.08
  177. Gazeta Mercantil 13.05.08
  178. Gazeta Mercantil 14.05.08
  179. Gazeta Mercantil 18 a 21.04.08
  180. Gazeta Mercantil 23 a 25.05.08
  181. Gazeta Mercantil 23 a 25.05.08
  182. Gazeta Mercantil 27.05.08
  183. Gazeta Mercantil 28.05.08


  184. Jornal da Tarde 15.01.08
  185. Jornal da Tarde 16.01.08
  186. Jornal da Tarde 18.01.08
  187. Jornal da Tarde 21.01.08
  188. Jornal da Tarde 22.01.08
  189. Jornal da Tarde 23.01.08
  190. Jornal da Tarde 24.01.08
  191. Jornal da Tarde 25.01.08
  192. Info Etc (O Globo 21.01.08)
  193. Info Etc (O Globo 28.01.08)
  194. Info Etc (O Globo 04.02.08)
  195. Info Etc (O Globo 07.01.08)
  196. Info Etc (O Globo 11.02.08)
  197. Info Etc (O Globo 13.01.08)
  198. Info Etc (O Globo 18.02.08)
  199. Info Etc (O Globo 21.01.08)
  200. Info Etc (O Globo 28.01.08)

MOVIMENTO NEGRO BUSCA REPAROS FINANCEIROS POR ESCRAVIDÃO

Publicado no Uol notícias (clique aqui). Na lista discriminaçãoracial@yahoogrupos.com.br o professor Flávio Gomes, da UFRJ, fez alguns comentários que valem a pena ler após a matéria do UOL.

13/05/2005 -
Por Marcos de Moura e Souza

SÃO PAULO (Reuters) - Há um mês, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, em visita ao Senegal, pediu desculpas aos africanos pelo regime de escravidão ao qual foram submetidos por 300 anos no Brasil. Agora, defensores dos direitos dos negros brasileiros querem que Lula pague a conta.
A idéia --que ganha corpo entre setores do movimento negro-- é que o Estado brasileiro pague indenizações em dinheiro para descendentes de escravos como forma de reparar danos morais e materiais históricos. Ainda hoje, a população negra do Brasil é mais pobre, tem menos anos de estudo e menor expectativa de vida que a população branca.
O Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão há exatos 117 anos, em 13 de maio de 1888, e concentra a maior população negra do mundo, à exceção da Nigéria. Quase 50 por cento dos brasileiros são negros --segundo definição do IBGE para o grupo que reúne "pretos" e "pardos"--, o equivalente a cerca de 80 milhões de pessoas.
"A onda de reparações vem beneficiando judeus que sofreram com o Holocausto e os japoneses presos durante o macartismo. No Brasil, fortunas são pagas pelos que foram presos políticos durante o regime militar. Ninguém reclama de nada disso", disse à Reuters o advogado Humberto Adami, presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara).
"Então por que o negro não pode também receber uma reparação? Não se pode comparar o Holocausto à diáspora africana? Será que o sofrimento do negro é mais barato?", questiona Adami.
A proposta da qual Adami é um dos porta-vozes tem um paralelo com o movimento Reparation Now, dos Estados Unidos, que defende que governo e empresas que lucraram com a escravidão indenizem seus afrodescendentes.
Mas no Brasil, a idéia poderia enfrentar obstáculos adicionais. A miscigenação entre negros e brancos aqui é muito mais acentuada que nos EUA e, portanto, definir quem tem sangue de escravo africano nas veias -- tornando-se assim merecedor da reparação-- pode ser algo bem mais difícil.
REGISTROS DESTRUÍDOS
Outro eventual problema é que no fim do século 19, o governo brasileiro, por meio de Ruy Barbosa, destruiu quase todos os registros e documentos relativos à escravidão, o que torna hoje uma missão quase impossível para qualquer brasileiro provar legalmente que seu avô ou bisavô tenha sido escravo.
Para a diretora da ONG Geledés, Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro, nada disso pode desqualificar a luta pelas reparações.
"Não se pode usar esses argumentos para inviabilizar um princípio ético e de justiça que impõe a necessidade de se reconhecer o agravo histórico cuja repercussão permanece até hoje", diz Sueli. "Casos de má-fé deverão ser tratados pela polícia e pela Justiça."
Nesta sexta-feira, outra defensora das indenizações, a vereadora de São Paulo Claudete Alves (PT) protocolou uma representação no Ministério Público Federal, pedindo que este analise e que ingresse com uma ação coletiva contra a União por danos materiais e morais causados pela escravidão. Advogados que assessoram a vereadora estimam que o valor das reparações deva ser de 2 milhões de reais por pessoa.
Mas no governo, assim como outros representantes do movimento negro, avalia-se que políticas de ações afirmativas sejam mais produtivas.
"Após o fim da escravidão, o Estado brasileiro não teve nenhuma ação efetiva para incluir a população negra e para que esta pudesse viver a sua liberdade", disse, por telefone, à Reuters, a ministra da Secretaria de Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Para ela, políticas públicas --como as cotas para negros em universidades e a inclusão da matéria História da África nas escolas, ambas adotadas sob o governo Lula-- são mais eficientes.

Reparações em dinheiro estão fora do horizonte do governo.

COMENTÁRIO DO PROF. FLÁVIO GOMES ("Flávio Gomes" libertoflavio@yahoo.com.br)

Nunca houve queima de documentos sobre a escravidão. Na verdade foi uma decisão do então Ministro da Fazenda (Rui Barbosa) como resposta aos fazendeiros que ainda tinham expectativas -- no regime republicano -- na indenização pela libertação dos escravos no regime monárquico. A documentação queimada (mais simbolicamente em praças públicas por ocasião de comícios de exaltação a República e quase atos cívicos) era de natureza fiscal. Nada mais que isso.

Sempre existiu e existe documentação em abundância como registros eclesiásticos, processos crimes e civéis, inventários, além da documentação administrativa dos vários ministérios do Império, isso sem falar da documentação de natureza colonial.

A coisa foi pior pois tentou-se com esta idéia de "destruir documentos" apagar a memória social. E o culpado não foi Rui Barbosa. Mas parte substantiva da elite intelectual e literatos. Nos anos imediatamente pós-abolição e já no início do século XX a idéia de escravidão era associada a um passado muito distante. Estava em jogo desmanchar cenários de lutas (também sofrimentos) da população negra pela abolição e principalmente silenciar as expectativas de cidadania emergentes.

Podemos mesmo falar da memória. E fazendo um cálculo simples. Uma escrava nascida em maio de 1871 (antes da lei do Ventre Livre de setembro). Só foi libertada em 1888, portanto com 17 anos. Uma parte da infância (desde os sete anos pelo menos) e início da juventude na escravidão. Teve a primeira filha (num total de 15 filhos entre vivos e mortos) aos 14 anos (1885, portanto nascida livre) e a última aos 48 anos (era já o ano de 1919).

Esta ex-escrava -- nascida em maio de 1871 repito -- morreu aos 95 anos, portanto em 1966. Na ocasião a sua primeira filha já tinha 81 anos e a caçula 47 anos. Assim filhos, irmãos, netos e bisnetos conviveram com pais, tios, avós e bisavós ex-escravos. Isso por muito tempo. Como apagar a memória ?
Poderiámos hoje ter como ministro, prefeito de grande capital ou presidente da República, um verdadeiro neto de ex-excravo. Alguém nascido em 1948 -- portanto hoje com 60 anos -- seria tanto neto de uma ex-escrava como convivido com a sua avó até os 18 anos.

Saudações,

F.Gomes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

DOCUMENTÁRIO AFROMEMÓRIA PARA BAIXAR DE GRAÇA

Documentário de 2001 que buscou contar parte do movimento negro do Rio de Janeiro, apartir do começo dos anos de 1970. Ele é bem didático e com depoimentos e análises de dois militantes históricos, Abdias Nascimento e Yedo Ferreira. Cada um faz um painel dos últimos 25 anos a partir da memória.
Além do mais o vídeo tenta mostrar como os militantes sempre colocavam suas articulações na perspectivas de influenciar a política nacional.
Um dos grandes ganhos deste documentário também são as cenas, entre elas uma entrevista com a militante e intelectual Leila Gonzales. Outra cena antólogica é o protesto da "farsa dos cem anos de abolição", em 1988, no Rio de Janeiro e que foi barrado pelo exército.
Bom filme!

Para baixar clique nos links abaixo e salve todos na mesma pasta do computador, depois use o programa Hj-split (para obter o programa clique aqui) para juntar todas as partes num mesmo arquivo de vídeo. Para saber como se usa o Hj-split clique aqui.

Afromemória - 01
Afromemória - 02


Você também pode ver o vídeo antes de baixa-ló nos links postados no canal do aldeiagriot do youtube.

PARTE 01


PARTE 02

COMO BAIXAR VÍDEOS DO GLOBO.COM

Esta dica é boa, pois ela funciona com perfeição e não é tão complicado de executar.
Primeiro clique aqui (ou neste link alternativo)para baixar os dois programas e o manual (em PDF).
O manual vai explicar que o primeiro programa acha o endereço exato (que a globo esconde) que executa o buffer do vídeo. Depois disso cole esse endereço no segundo programa que vai baixar o vídeo em wmv.

Abaixo tem quatro vídeos tirados do globovideo esta tarde.

Jornal Nacional 19-01-08 museu a céu aberto Zumbi Palmares




Fantástico 23-12-07 missa afro com frei Davi Santa Catarina



RJ TV 14-01-08 Portela O samba eterno de Candeia



Jõ Soares 26-11-07 - Marcelo Paixão entrevistado no program do Jõ

51% DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS ADOTAM AÇÕES AFIRMATIVAS

> Folha de São Paulo, 08/01/2008 - São Paulo SP
Projeto prevê 50% das vagas á rede pública


A Assembléia Legislativa de São Paulo analisa um projeto de lei que pretende reservar metade das vagas nas universidades estaduais paulistas a estudantes oriundos de escola pública de ensino. No último
vestibular da USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, 26,7% dos candidatos aprovados tinham estudado na rede pública. A proposta foi aprovada na Comissão de Educação da Casa, mas ainda precisa
passar por outras comissões. Autor do projeto, o deputado Celso Giglio (PSDB) afirma na justificativa do texto do projeto que as cotas ajudariam os que tiveram um ensino básico deficitário.


clique aqui
para ver a lista completa publicada pelo jornal.

08/01/2008 - 02h30

51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas
ANTÔNIO GOISda Folha de S.Paulo, no Rio
Mais da metade das universidades estaduais e 42% das federais adotam algum tipo de açãoafirmativa no Brasil.


Um levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade doEstado do Rio de Janeiro) mostra que 51 instituições públicas oferecem, por meio de cotas oude bonificação no vestibular, vantagens a alunos negros, pobres, de escola pública, deficientes ou indígenas.
Das 51 instituições, 18 são universidades estaduais. Elas representam 51% do total de 35 mantidas por Estados no Brasil. Das 53 universidades federais, 22 têm ações afirmativas.
Além de universidades (instituições com mais autonomia e exigência de investimento em pesquisa), há também na lista faculdades, centros universitários e Cefets.
O Mapa das Ações Afirmativas mostra ainda que as cotas --onde determinado percentual de vagas é reservado a um grupo-- são a ação mais comum. Só sete instituições públicas adotam a bonificação-- em que um candidato recebe pontos adicionais em relação aos demais, sem percentual de vagas preestabelecidas.
No caso dos negros (somatório dos autodeclarados pretos e pardos), 33 instituições têmpolíticas voltadas para eles; 18, não. O critério mais utilizado é o da autodeclaração, ou seja, a cor da pele ou etnia é definida pelo próprio estudante.
Para o autor do levantamento, Renato Ferreira, é preocupante o fato de muitas instituições não adotarem o critério racial. Militante do movimento negro, ele diz que apenas o critério social --beneficiando só alunos carentes ou de escolas públicas sem fazer distinção de raça ou cor-- pode não ser suficiente para os negros.
"O sistema de cotas no Brasil foi criado principalmente para a inclusão do negro nas universidades e acabou beneficiando também outras minorias. O número de instituições que não utilizam corte racial, no entanto, cresceu. É um retrocesso. Estão flexibilizando o sistema e excluindo os negros."
A antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, contrária a políticas como as de cotas, discorda. "Para tornar o sistema mais justo, é imprescindível que se melhore a educação oferecidaaos mais pobres, sendo eles negros, brancos, indígenas ou orientais. O sistema de cotas ésó um atalho que não nos levará a romper com nossa estrutura altamente iníqua."
Para ela, não é correto falar em grupos excluídos das universidades. "É uma falsa questão. O Brasil é um país injusto para todos os pobres e não construiu políticas voltadas para excluir grupos específicos. Os orientais, por exemplo, têm melhor desempenho e não podemos dizer que haja aí discriminação contra brancos."
Em 2006, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, 30,4% dos estudantes do ensino superior se declararam pretos ou pardos. É um percentual menor do que os 49,5% no total da população, mas que vem crescendo ininterruptamente desde 1998, quando representavam somente 17,6% dos alunos no ensino superior.

VÍDEO SOBRE OS PANTERAS NEGRAS

Um grande desejo é disponibilizar o filme Panteras negras pelo aldeiagriot. Tem um camarada que tem o filme em DVD, ou seja, não é tão impossível assim.
Enquanto articulamos a postagem podemos ir vendo as cenas abaixo (não são do filme) achadas no youtube.






Tribute To Civil Rights & The Black Panther Party




FUNDAÇÃO ESTUDAR CONCEDE BOLSAS PARA GRADUAÇÃO E PÓS

CUSTA NADA TENTAR! VAI RESUMO ABAIXO.

As inscrições podem ser realizadas até meados de março. Participe!
INFORMAÇÕES NO SITE :
http://www.estudar. org.br/ASP/ default.asp

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo 2008 da Fundação Estudar. Há oportunidades de bolsas para estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação que desejam realizar seus estudos no próprio país ou no exterior. Para os programas de graduação, o prazo final da candidatura é 7 de março. O limite aos cursos de pós é 23 de março. Interessados devem se inscrever pelo site oficial da Fundação.
Podem participar do processo seletivo, no Brasil, os alunos de graduação já aprovados no vestibular para 2008 ou matriculados nos cursos de Administração, Economia, Engenharia e Relações Internacionais. Os candidatos dessa modalidade devem estar vinculados a universidades que tenham notas "A" no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Para saber se a sua instituição se enquadra neste perfil, consulte o
site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) .

O programa
A Fundação Estudar, ONG (organização não-governamental) criada em 1991, é reconhecida como uma das poucas instituições de capital privado que concedem ajuda financeira a estudantes ou profissionais com perfil de liderança para formação de alto nível dentro e fora do país.
Segundo a Fundação, tradicionalmente, cerca de 20 bolsas de estudos, de todas as modalidades, são conferidas anualmente. A validade de cada uma equivale ao tempo de duração do curso, desde que o bolsista siga e respeite os propósitos da entidade. Entre 1991 e 2007 foram concedidas cerca de 350 bolsas.


Os auxílios concedidos são divididos nas seguintes categorias:
-
Graduação - Cursos em Administração e Economia em instituições brasileiras e no exterior, nos melhores programas de graduação.

- Pós-Graduação - MBA (Master in Business Administration) nas melhores universidades dos Estados Unidos e Europa, LLM (Mestrado em Direito Comercial /Societário) nas melhores universidades dos Estados Unidos e MPP/MPA (Mestrado em Política Pública ou Administração Pública).

- Intercâmbio - Para programas vinculados aos cursos brasileiros para os quais a Fundação oferece bolsas.

IMAGEM DA RADIOBRÁS SOBRE COTAS NOS ENSINO SUPERIOR

BAIXE O VÍDEO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"

Quando o Crioulo Dança
Direção: Dilma Loes

Realização: Loes Produções Artísticas e Culturais.
Ano: 1989
Duração: 23'
Vídeo: AVI
Som: MP3
Versão: Português
Sinopse: Entrevistas e Ficção Mostram Situações Vividas no Cotidiano pelo Negro. Contraponto entre as Duas Formas em que o Crioulo Dança.

Vídeo maravilhoso e que marcou época, pois pode ser aproximado com uma militância do movimento negro, da década de 80, que estava retomando uma negritude brasileira sufocada pela ditadura militar (1964-1984). Mesmo com o retorno da democracia, em 1988, a opressão ainda assombrava essa geração de militantes que ainda tiveram que lutar muito para escalar alguns espaços do poder político e montar ONGs.
O vídeo, entre outras cenas, mostra a massa no Rio de Janeiro marchando pela Av. Presidente Vargas, Centro do Rio. A idéia é passar em frente à estátua de Duque de Caxias, venerado como patrono do exército. Algum comandante resolve mandar aquela negrada dar meia–volta. O
movimento não se recolhe, pois se mantém como num cabo de guerra que não é possível ter vencedor. O corpo, a mente, a vontade estão ali para dizer que o racismo é isso: é a busca de impedir a todo momento que certas pessoas possam ter total autonomia e liberdade dos seus atos.
Por quê? Quem vai saber o que se passa na cabeça de um racista? Egocentrismo? Talvez uma doença mental? A certeza da impunidade social?
A diretora do documentário, Dilma Loes, numa entrevista a um site disse que sentia estas dúvidas e por isso aproveitou um concurso da Fundação Ford para propor um roteiro com estas angústias. Nas cenas é visível no rosto de pessoas brancas nas ruas a incerteza do que dirão
quando perguntadas sobre o racismo brasileiro.
Dilma também disse que não entendia como um filme que causava tanto debate e emoção em certos espaços,
principalmente no de militância negra, não conseguia nem passar nas pré-seleções dos festivais. A resposta veio de um homem pequeno na estatura, mas gigante na sua vida, o Grande Otelo:

”Não perde seu tempo tentando entrar nos festivais daqui. Ninguém vai aceitar o seu documentário, porque todo mundo nega que existe racismo no Brasil. Manda o seu trabalho lá pra fora, que ele vai ser muito bem recebido. Ele é forte e sincero. Depois, se ganhar alguma coisa lá, todas as portas vão se abrir aqui.”

Depois de ser aceito em vários festivais internacionais e ganhar em terceiro lugar numa disputa de mais de 3.000 vídeos em Nova York os festivais brasileiros começaram a aceitar e ver o
”crioulo dançar”. Dez anos depois o MEC comprou 3.000 cópias para ser distribuído nas escolas e o colocou no cadastro de vídeos recomendados para treinamento dos professores brasileiros.
Agradecimentos ao nosso colega Faraó por conseguir a cópia digitalizada, pois acho que ela nunca foi lançada em DVD.


Bom filme!

Para baixar clique nos links abaixo e salve todos na mesma pasta do computador, depois use o programa Hj-split (para obter o programa clique aqui) para juntar todas as partes num mesmo arquivo de vídeo. Para saber como se usa o Hj-split veja a próxima postagem.

Quando o crioulo dança (1988)_xvid.avi.001
Quando o crioulo dança (1988)_xvid.avi.002
Quando o crioulo dança (1988)_xvid.avi.003
Quando o crioulo dança (1988)_xvid.avi.004
Quando o crioulo dança (1988)_xvid.avi.005


Você também pode ver o vídeo antes de baixa-ló nos links postados no canal do aldeiagriot do youtube.

PARTE 01


PARTE 02


PARTE 03

COMO USAR O PROGRAM HJ-SPLIT

Manual para juntar arquivos que foram divididos pelo Hj-split

1 - clique em Join para abrir janela de seleção;
2 - clique em input file para selecionar o arquivo;

3 - procure a pasta onde está os arquivos para serem montados;
4 - clique em abrir;
5 - o arquivo montado vai aparecer com o nomesem numeração;
6 - clique em OK.

ENTREVISTA E RESENHA DE DOIS LIVROS NO JORNAL O GLOBO SOBRE O MOVIMENTO NEGRO

A página abaixo foi publicada no jornal O Globo, do dia 12/01/08 (sábado), no caderno Prosa & Verso. Nela vem duas notícias, a primeira é uma entrevista com os autores do livro: "Histórias do movimento negro no Brasil.", já a segunda é uma resenha do prof da UERJ Demétrio Magnoli sobre o livro "A utopia brasileira e os movimento negros".
O interessante é que o jornal juntou duas interpretações totalmente contrárias nos seus focos e metodologia. Enquanto o primeiro tem por base a história oral, a partir de entrevistas com diversos militantes do movimento negro pelo Brasil afora. Ao falar do Brasil os entrevistados dizem que os entrevistados tem clareza em sentenciar que no nosso país "as constituições sempre garantiram a igualdade jurídica. Mas aqui há uma defasagem entre o instrumento legal e o que se passa nas relações cotidianas, incluída aí a repressão policial."
O segundo livro pela escrita do Demétrio nos induz a pensar que o autor produz uma história das idéias, onde chega a afirmar que: "Risério coloca cada coisa no se contexto histórico, desarmando os rasos discursos ideológicos dos intelectuais 'neonegros'." Outra afirmação interessante de Demétrio é que a "divisão entre negros e branco contraria a história"

Para ampliar a imagem clique nela. Para salva-lá (JPEG) é só clicar com o botão direito e em "salvar imagem..."

Para ter acesso a um artigo dos autores do livro "Histórias do movimento negros" clique aqui.
Para ir para o site da editora Pallas e fazer um pedido clique aqui.
Para ver o preço do livro da Editora 34 clique aqui.

sábado, 12 de janeiro de 2008

REINICIANDO OS TRABALHOS

Primeiramente muito Axé e energia positiva a todos neste começo de 2008.

Depois de prometer mudanças no final do ano passado enfim elas começaram. A nossa Webmaster perola negra arrumou um tempo na sua agenda e criou uma terceira coluna e sugeriu outras mudanças no design.

Agora temos mais espaços para colocar informes, links, anúncios, etc., além de deixá-lo visualmente mais bonito.


Novidades
  • Adotamos agora o “destaque da semana”, podendo ser imagens, vídeos, música, aviso de oportunidades, etc.;
  • Faremos enquetes regulares para saber a opinião de nossos visitantes.
  • Agora no final da coluna da esquerda temos um formulário onde vc pode expor sua opinião ou sugestão para o blog, ao clicar enviar vai direto para nosso email (aldeiagriot@yahoo.com.br);
  • Estamos participando da campanha USURA NÃO, para saber mais clique no banner da coluna da direita;
  • Vamos fazer parte também do Blog Comunitário “Blogs de Qaulidade” e ocasionalmente também postaremos algumas matérias lá, para saber mais clique no banner da coluna da direita.

Por fim, como o prometido vamos postar diversos vídeos sobre negritude para você baixar de graça neste mês de Janeiro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

‘Raças não existem, somos todos iguais’/Especial Consciência negra

Retirado do jornal Coreio da Bahia. Apesar da entrevista abaixo já ter acontecido há algum tempo, foi publicada em 20/11/07, serve para registrar no blog o que pensa um dos maiores adversários/inimigo das cotas e ações afirmativas diversas no Brasil.


Em 2001, o diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, despertou a fúria de parte da intelectualidade brasileira e de representantes de movimentos que se arvoram de defensores dos negros. Naquele ano, Kamel, um dos mais influentes jornalistas do país, lançou o livro Não somos racistas (Nova Fronteira), no qual critica abertamente a política de reparação tocada desde o governo FHC, por entender que a discriminação no Brasil não se dá pela cor da pele ou traços fisionômicos, e sim pela divisão entre ricos e pobres. Foi além: disse que as chamadas ações afirmativas – entre elas, a adoção de cotas nas universidades – despertariam o ódio racial no
futuro. Aos 44 anos, este descendente de imigrantes sírios continua sendo uma das poucas vozes a se posicionar contra medidas adotadas a partir da lente da raça. Vira e mexe, ainda é açoitado em blogs, sites e artigos publicados na grande mídia, sem contudo perder a fleuma e a verve. Pelo contrário. Contactado pelo Correio da Bahia para uma entrevista sobre o tema, Kamel não tergiversou. Abriu um espaço em sua agenda nada folgada para dizer que a única via possível de inclusão dos negros é através de políticas públicas de impacto transformador voltadas às camadas mais baixas da sociedade.
***
Jairo Costa Júnior


Correio da Bahia - Desde 2003, a questão do negro se tornou bastante corriqueira em seus artigos publicados em O Globo. A partir de quando e por que você passou a se interessar pelo assunto?

Ali Kamel - Quando, em 2001, a Assembléia do estado do Rio de Janeiro aprovou a primeira lei de cotas para a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), o assunto chamou a minha atenção. Aos poucos, fui me interessando mais e mais e solidificando a certeza de que combater o racismo reforçando a noção de raça não era uma coisa boa para o país. Não pode dar certo. Sou um anti-racista visceral, creio que o racismo deve ser combatido com tenacidade e os racistas postos na cadeia. Mas não considero o nosso país estruturalmente racista. Pelo censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 42% dos brasileiros se declaram pardos, miscigenados. Ou seja: em algum ponto de sua história foram o resultado do encontro de negros e brancos. Outro dado: 87% dos brasileiros têm uma ancestralidade genômica africana superior a 10%. Nos Estados Unidos, este número cai para 10%. Ou seja, apenas 10% dos americanos têm uma ancestralidade genômica africana maior do que 10%, contra quase 90% no caso brasileiro. Como falar que somos tão racistas quantos os americanos diante de dados como este? Nós somos um país miscigenado. Não há família brasileira que não tenha sangue negro. Como falar então que somos estruturalmente racistas? Isso não impede que haja racistas no Brasil. Há, e muitos e devem ser combatidos. Mas o Brasil, como nação, não é racista. A partir dessas constatações, decidi entrar no debate. Uma coisa que me espanta é a questão do pardo.

CB - Por que o espanto?
AK - Dizem que o Brasil é a segunda maior nação negra do mundo depois da Nigéria, mas só atingimos essa marca se os pardos são incluídos, ou seja, se o conceito de negro inclui os pardos. Os negros são 6% da população, os pardos 42%, o que dá 48% de negros (negros mais pardos). Os defensores de políticas de preferência racial juntam as duas categorias, porque dizem que ambas têm os mesmos índices socioeconômicos. Mas isso faz da gente a maior nação miscigenada no mundo, e não a segunda maior negra. Isso é motivo de orgulho, porque denota que somos tolerantes. Isso é um grande feito. Devíamos gritar isso para o mundo: somos a maior nação miscigenada do planeta. Mas a inclusão dos pardos só acontece quando querem inflar as estatísticas dos negros. Porque, na hora de colher os benefícios, os pardos são deixados de fora. CB - É o mesmo que dizer que tais definições de raça acabam gerando distorções...

AK - Veja o caso da UnB (Universidade de Brasília). Para entrar lá, por cota, você tem de ser pardo ou negro, mas sua feição até bem pouco tempo tinha de ser analisada por uma fotografia. Se você não tivesse o nariz achatado, o cabelo pixaim e a pele escura – estes termos são deles, não meus –, não entrava. Então, um pardo com cabelo liso, nariz afilado e mais claro de pele engorda as estatísticas de negros, mas não tem os benefícios que os negros têm. Isso é absurdo. Agora, depois que os gêmeos desmoralizaram a fotografia (um entrou e o outro, não, apesar dos mesmos critérios), adotaram uma entrevista ao vivo, uma espécie de tribunal racial. Uma coisa feia. No livro (Não somos racistas) relato o caso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, em que 76 pardos ficaram de fora, porque não eram tão negros quanto deveriam (episódio ocorrido em 2003). Isso é nonsense.

CB - Muitos dos entusiastas das chamadas políticas públicas de reparação dizem crer que a sociedade só conseguirá atingir um patamar aceitável no processo de inclusão social dos negros, tratando “os desiguais de forma desigual”. Esta é a única via possível?
AK - Não, não é. É a via mais complicada e explicarei em instantes por que. De qualquer forma, não acredito que as políticas afirmativas sejam “políticas públicas de reparação”. Como reparar o horror da escravidão? Isso é irreparável. Os escravos, que sofreram um holocausto, estão mortos e não há como reparar isso. A tese de que é possível reparar a escravidão com políticas afirmativas permitiria também dizer que os brancos contemporâneos são os culpados pela escravidão, e isso é um absurdo. O historiador José Roberto Pinto de Góes, da Uerj, costuma dizer que o escravo que morreu no pelourinho está morto e nada que façamos hoje irá reparar o mal, o horror que foi feito a ele. No Brasil, uma nação miscigenada, a tese da reparação é ainda mais complicada. Tenho uma amiga cujo pai é negro, assim como toda a ascendência dele, e cuja mãe é branca, assim como toda a ascendência dela, de origem portuguesa. Ela herdou o fenótipo do pai. Mas, se a política de cotas for considerada uma política de reparação pelos danos causados aos ancestrais, como fica o caso dela? No benefício concedido a ela, estaremos reparando os horrores por que passaram os ancestrais do pai e premiando os horrores infligidos aos escravos pelos ancestrais da mãe? Essa discussão é bizarra. Na verdade, as políticas afirmativas não podem ser vistas como políticas de reparação.


CB - E devem ser vistas como, então?
AK - As políticas afirmativas devem ser vistas como políticas que visam à promoção socioeconômica dos negros do presente, tão somente, o que é um objetivo bastante nobre. O meu ponto é que o efeito colateral dessas políticas pode ser danoso. Se é verdade que os negros – incluindo os pardos – são a maior parte da pobreza, por que não fazer então políticas com corte de renda e não de raça? Sessenta e seis por cento dos pobres no Brasil são negros - novamente incluindo os pardos. Qualquer política que tenha como corte a renda e não a raça privilegiará os negros forçosamente, sem nenhum efeito colateral. Que efeito colateral é este? A eclosão do ódio racial, do rancor. Porque existem em nosso país 19 milhões de brancos pobres que serão marginalizados por essas políticas de preferência racial. Imagine uma favela onde um branco pobre conviveu sempre lado a lado com o negro pobre, dividindo as mesmas agruras, as mesmas dificuldades. O que esse branco sentirá quando vir que o filho do seu vizinho negro terá um acesso facilitado à universidade apenas porque é negro? Isso pode dar certo? Faz algum sentido? Não faz. Isso é potencialmente explosivo. O certo é fazer políticas que atendam a todos os pobres, de todas as cores. Sem reforçar a noção de raça.


CB - É claro que expressões como essa servem para que entusiastas da reparação justifiquem políticas como o sistema de cotas adotado em algumas universidades brasileiras. Tal sistema representa um avanço ou um retrocesso?
AK - Não creio que seja um retrocesso, mas não é aconselhável. Numa nação que não é estruturalmente racista, o melhor são políticas com corte de renda e jamais corte de raça, um conceito que a ciência já provou estar errado quando se fala de seres humanos. A beleza da humanidade é esta: raças não existem, somos todos iguais. O que difere, em termos de genoma, é apenas uma fração de 0,005 dos 25 mil genes que todos nós carregamos: os genes que determinam a cor da pele, a textura do cabelo, o formato do nariz. Ora, isso é um nada. Temos de insistir: somos todos iguais.


CB - É óbvio que tais políticas de reparação não conseguiriam emplacar sem o respaldo governamental. Quando esse processo começa no Brasil?
AK - Este processo começa com Fernando Henrique Cardoso, como mostro no meu livro. Ao contrário do que dizem que ele disse – “esqueçam o que eu escrevi” –, neste caso ele jamais esqueceu o que produziu quando era um jovem sociólogo. É no governo FH que tudo começa. E, claro, o governo Lula aprofundou isso. Mas é um ponto positivo que, até aqui, o Congresso não tenha tornado a coisa oficial. O que existem são ações isoladas de universidades federais e estaduais. Mas as leis que instituem oficialmente essa política ainda estão tramitando e não foram aprovadas ainda.


CB - Você disse há pouco que as cotas em universidades despertariam uma espécie de ódio racial, à semelhança do que aconteceu, e ainda acontece, em países como os Estados Unidos. Isso é mesmo possível de acontecer no Brasil?
AK - Eu não tenho dúvidas disso, infelizmente. Porque o ódio racial foi o que aconteceu em todos os países em que políticas de preferência racial foram adotadas. Malásia, Sri lanka, Índia, Nigéria, Ruanda, todos esses países sentiram isso na carne. Por que no Brasil seria diferente? Eu fico estarrecido quando leio notícias de que alunos brancos entraram na Justiça contra alunos negros. Fico estarrecido de saber que os banheiros da Uerj estão sendo pichados com frases racistas, coisa que nunca houve antes. Por que fazer políticas baseadas na raça, se podemos obter os mesmos resultados fazendo políticas que atendam os pobres em geral?


CB - O que você acha do binômio “brancos opressores-negros oprimidos”, largamente utilizado por algumas correntes ideológicas para afirmar que o racismo é institucionalizado no país?
AK - Isso é ridículo. Ofensivo. Um truque de retórica. Quem é branco e quem é negro nesse país? Repito, 87% dos brasileiros têm uma ancestralidade genômica africana maior do que 10%. Assim, como dizer quem oprime e quem é oprimido? O que existe no Brasil é a pobreza. O que existe no Brasil é o que eu chamo de classismo, o preconceito contra o pobre. Você pode ser branco, negro, amarelo, o que for; se for pobre, no Brasil, você está mal, será maltratado. Esta é a grande chaga brasileira. O classismo é maior do que o racismo. Um branco pobre, que se vista como pobre, que fale como pobre, que se comporte como pobre, será maltratado onde estiver ou onde tentar estar: num restaurante, numa repartição pública, no ônibus. É preciso ter isso em mente.


CB - Num Brasil claramente miscigenado, onde nos últimos tempos tenta-se dividir a sociedade entre brancos e negros, há uma tendência de polarizar para duas etnias a mistura racial que nos caracteriza enquanto nação. Qual a lógica por trás desse pensamento?
AK - É uma lógica cruel e que não vê as conseqüências futuras disso. É uma importação acrítica do que acontece nos Estados Unidos, onde vale até hoje, socialmente, a “one drop rule” (basta uma gota de sangue negro para alguém ser considerado negro: você pode ser branco de olhos azuis, se tiver parentesco com um negro, é negro). E então a sociedade se polariza entre negros e brancos. Aqui, ninguém liga para isso. Temos toneladas de sangue negro em cada uma de nossas veias. Pela regra social americana, seríamos todos negros. Aqui somos misturados e até pouco tempo atrás tínhamos orgulho disso. Era o nosso maior orgulho. Ninguém deve ter orgulho de ser 100% branco ou 100% negro. Temos de ter orgulho de sermos 100% humanos. Isso já é muito.

CB - O Estatuto da Igualdade Racial vem sendo tratado como o único instrumento capaz de corrigir distorções em relação a raças. Ele é realmente necessário?
AK - Ao contrário, ele é um mal para o país. A mim me parece um estatuto em muitos pontos parecido com o Apartheid sul-africano, embora, claro, seus autores tenham intenções diametralmente opostas. Mas ele tem um rigor obsessivo de classificar todos os indivíduos segundo a cor. Se você fizer um exame de sangue, terá de se declarar negro, pardo, branco. Isso é uma insanidade.

CB - Uma das questões que mais unem os movimentos em defesa dos negros diz respeito às estatísticas sobre violência. Na Bahia, e é bem capaz que tal modelo se repita em todas as grandes capitais do país, os negros, sobretudo jovens e de baixa renda, representam grande parte das mortes violentas. O que tais números escondem?
AK - Escondem os brancos pobres. Os negros são a maior parte da pobreza, porque nosso modelo econômico foi, e ainda é, concentrador de renda. Quem foi pobre tem uma grande chance de continuar sendo. São os pobres as maiores vítimas da violência. Se você fizer uma estatística, de fato encontrará que os negros são a maioria, porque eles são a maior parte da pobreza. Mas se você fizer um corte de renda, e não de cor, verá que a maior vítima da violência é o pobre em geral. O branco pobre é tão vítima da violência quanto o negro pobre. Não entendo essa mania de racializar tudo, de ver tudo sob o prisma da raça.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ativista premiado diz que o Brasil é pior que Haiti para negros

Andréa Wellbaumm

O ativista negro Abdias do Nascimento, de 90 anos, que será premiado pela sua luta contra o racismo, disse que os negros no Haiti estão numa situação
melhor do que no Brasil.
"No sentido material, o negro haitiano está pior, mas, no sentido de sua soberania, de sua liberdade total, ele está melhor do que nós", disse o fundador do Teatro Experimental do Negro.
"Lá eles têm um país deles. E nós vivemos um país para os outros. Até hoje estamos sendo colonizados, dirigidos. Nós não temos autodeterminaçã o, não temos nada."
O ativista recebe nesta sexta-feira a homenagem internacional Toussaint Louverture Prize, que celebra as contribuições realizadas na luta contra a dominação, o racismo e a intolerância.
O prêmio, concedido pela Unesco, faz parte dos eventos realizados até o dia 5 de dezembro para comemorar o Dia Internacional da Abolição da Escravatura (2 de dezembro), além de marcar o encerramento do ano internacional de comemoração da luta contra a escravidão e de sua abolição.
O ano de 2004 também marca o bicentenário da independência do Haiti, que virou um símbolo do levante e da resistência contra a escravidão.
"No Brasil, lutamos por um povo que há mais de 500 anos vem sendo colonizado e, por outro lado, estamos celebrando a descolonização do povo haitiano, que conseguiu sua independência há 200 anos."

'Milagre dos orixás'
Criado em 1944 no Rio de Janeiro, o Teatro Experimental do Negro organiza atividades culturais, educacionais e políticas para, segundo Nascimento, "resgatar a dignidade do negro e sua identidade total".
"Queremos o reconhecimento de que ele tem valores africanos, que ele tem o direito de viver a sua vida de acordo com a sua ótica. Não como a sociedade branca quer."
Segundo Abdias, é um "milagre dos orixás" o movimento ter sobrevivido esses 60 anos, já que não houve nenhuma ajuda por parte de fundações ou do governo durante todo esse tempo.
É por isso que ele se disse surpreso com a notícia de que ganharia um prêmio por seus esforços à frente do Teatro Experimental do Negro. "Foi uma grande surpresa para mim, porque nós sempre fomos abandonados, sobretudo no plano internacional. Os órgãos internacionais nunca olharam a nossa questão."

'Falta tudo'

Na opinião de Abdias, o prêmio reconhece que algo precisa ser feito no Brasil, já que, segundo ele, pouco mudou nesses 500 anos para o negro. A igualdade ainda estaria longe de ser conquistada.

"Falta tudo para o negro conseguir a igualdade prevista pela democracia. Onde está o povo negro? Só nos morros, só nessas embrulhadas policiais, porque ele não tem nada. Não tem emprego, não tem moradia, não tem apoio efetivo na sua saúde, não tem uma educação igual à dos brancos."
Segundo Abdias do Nascimento, há alguns anos, a Unesco demonstrou vontade de ajudar o movimento coordenado por ele, mas faltou vontade política do governo brasileiro. "A Unesco exigia que o governo fosse o canal de intermediação para se conseguir o auxílio, mas o governo se negou a ser esse canal."
"O governo brasileiro nunca quis reconhecer que no Brasil existe um problema do branco a respeito do negro."
Porém, na opinião do ativista, essa situação está mudando, o que pode ser percebido com a criação da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tem status de ministério.
"A ministra (Matilde Ribeiro) é uma negra, que está se esforçando muito, mas ainda não sobrou nada para o movimento. Porque, para um assunto dessa envergadura, dessa delicadeza, em que se precisa mudar muita coisa psicologicamente, isso demora."

Publicado em 03 de dezembro de 2004 no BBC Brasil.com

GOVERNO FEDERAL MUDA LEGISLAÇÃO QUE DEFINE ÁREA QUILOMBOLA

Folha de São Paulo, segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Após críticas, governo muda legislação que define quilombolas
Objetivo das alterações é tornar processo de titulação de terras mais transparente e reduzir contestações judiciais

"É retrocesso", diz Jô Brandão, de entidade de quilombolas; para deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), área não pode ser estendida por "indicação"
EDUARDO SCOLESEDA SUCURSAL DE BRASÍLIA


O governo federal definiu mudanças na legislação que trata do reconhecimento e da titulação das comunidades de quilombos, como uma forma de ao menos amenizar as críticas e as movimentações no Congresso para a anulação do decreto presidencial que trata do tema.
Oposição e bancada ruralista contestam o item que abre às comunidades a opção da "autodefinição" -quando, com base no decreto, declaram-se remanescentes de quilombos e reivindicam titulação de terras ocupadas por produtores rurais. No governo, sob a coordenação da AGU (Advocacia Geral da União), decidiu revogar portaria da Fundação Cultural Palmares e mudar uma instrução normativa do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
As mudanças tornam o processo mais transparente, apesar de burocratizá-lo, e visam diminuir contestações judiciais no momento da titulação.
Por exemplo: a partir de agora, no momento de solicitar à Fundação Cultural Palmares a emissão do certificado de remanescente de quilombo (que será o primeiro passo obrigatório da titulação), a comunidade deve apresentar uma ata de reunião na qual a "maioria absoluta" dos presentes tenha aprovado a iniciativa.
Segundo o governo, há 590 processos de titulação em andamento.Segundo a portaria antiga, revogada na semana passada, a apresentação da proposta poderia ser feita simplesmente pelo presidente da associação.
"O nosso parâmetro foi aumentar a representatividade e a segurança jurídica", afirma Alcides Moreira da Gama, procurador-federal da Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.
A modificada instrução normativa do Incra, entre outros pontos, determinará que o processo de titulação somente será iniciado com o certificado da fundação Palmares.
O novo texto da instrução já está pronto, mas somente será publicado após duas rodadas de conversas com entidades e movimentos ligados aos quilombolas -como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.
"Vai ficar mais complicado. Fica mais parecendo uma comprovação, e não uma autodefinição. É um retrocesso", afirma Jô Brandão, assessora política da Conaq (Coordenação Nacional de Quilombos).
No STF (Supremo Tribunal Federal) uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalida de) do DEM pede a anulação do decreto. Já na Câmara, um projeto de decreto legislativo do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) que pede a sustação do decreto presidencial deve entrar nesta semana na pauta da Comissão de Agricultura, onde os ruralistas são maioria. "O governo tem que fazer a demarcação e a titulação do local onde já estão os quilombolas. O que não pode é estender a área por conta de uma indicação", diz Colatto.


Antônio Pellizzetti

BLOGS FAZEM CAMPANHA CONTRA MOVIMENTO QUILOMBOLA

É cada vez mais aparecem pessoas se articulando para que não aconteça mudanças sociais para a igualdade racial, além da tomada da negritude como caratéristica brasileira. Os dois blogs abaixo se dedicam a atacar o movimento pela Reforma Agrária no geral e o quilombola em particular. Teve até lançamento de um livro com o apoio do "princípe" brasileiro Bertrand Orleans de Bragança, vale um trecho só pra ter a idéia da sandice:

"Desde fins de setembro, a campanha Paz no Campo, com sede em São Paulo, e que tem como coordenador o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, está difundindo o livro-denúncia'A Revolução Quilombola', do jornalista Nelson Ramos Barretto. A obra, um grande sucesso editorial, está sendo largamente difundida na internet e foi apresentada ao público em São Paulo, Brasília, Uberaba, Londrina e Bagé."

Para acessar o blog e entender as propostas preconceituosas deste grupo"Paz no campo' clique na imagem abaixo.
No blog abaixo eles estão cadastrando para receber de graça o livro. Realmente estão decididos a barrar a criação do que eles chamam de "MST DOS NEGROS" e lançam a seguinte análise de conjuntura:

"Depois do 'cotismo', o 'quilombismo!' O 'cotismo' estabeleceu vagas universitárias obrigatórias para negros. Agora, o governo Lula lança um novo elemento de confusão no Brasil: o 'quilombismo', que pretende tirar terras dos legítimos proprietários, e criar nelas fazendas coletivas de quilombolas, controladas pelo Incra. E isso atinge o campo e a cidade.
Outra denúncia do livro: os quilombolas estão sendo ludibriados. O Estado não lhes concede título de propriedade. Como em Cuba e na China, terão apenas o uso da terra. O trabalho será comunitário, sob a batuta do Estado-patrão!"

Para dar uma olhada no blog [E PEDIR O LIVRO Brincadeiriinnhhaa ] clique na imagem abaixo.
Pensando bem vamos dar uma olhada nas opiniões racistas, preconceituosas e anti-demoráticas do "princípe" Bertrand.

Dom Bertrand responde sobre quilombola



Dom Bertrand responde sobre a raça negra e escravatura


CCBB Rio EXIBE MOSTRA DE FILMES RAROS DO CINEMA AFRICANO

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro exibe obras raras do cinema africano, premiadas pelo Fespaco (Festival Pan Africano de Cinema e televisão de Uagadugu) com o troféu Semental de Yennenga.
O Festival foi criado em 1969, em Uagadugu, capital do país de Burkina Faso, por iniciativa de um grupo de cinéfilos. O sucesso e a esperança gerados junto ao público e aos cineastas da África levaram as autoridades burquinenses a institucionalizá-lo em janeiro de 1972.
O Mito do Semental de Yennenga
O troféu do Semental de Yennenga inspira-se no mito fundador do império dos Mossés, etnia majoritária no Burquina Faso. Segundo a lenda, o Rei de Gambaga tinha muitas filhas, mas nenhum herdeiro. Obedecendo a um costume antigo, ele proíbe sua filha mais velha, Yennenga, de se casar.
Em vez de ser esposa, esta jovem será princesa de guerra e levará um exército para guerrear em terras longínquas.
Durante um combate, ela perde o controle do cavalo, que a leva para longe dos seus, tão longe, que ela se perde e encontrará Rialé, um caçador solitário que a socorre. Yennenga apaixona-se e acaba por permanecer com ele. Nasce o grande herói Ouédraogo, como o fruto da união do casal, seu nome significa 'cavalo macho'.O guerreiro é o fundador do império dos Mosses.Além de troféu, o Semental de Yennenga representa a identidade cultural africana e os cineastas são divulgadores e mantenedores desta cultura. A coleção é uma iniciativa do Ministério Francês das Relações Exteriores que propõe uma descoberta ou redescoberta das obras primas do cinema africano.

Confira a programação

Serviço:
Local: Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
End: Rua Primeiro de Março, 66, centro
Data: 02 a 20 de janeiro de 2008
Horários: de quarta a domingo, às 17h e 19h;
Ingressos: Entrada gratuitaClassificação Indicativa: 16 anos
Informações: (21) 3808 2020

Outra notícia
Decisão no concurso Dramaturgia Brasileira do CCBB
O vencedor do Seleção Brasil em Cena 2007 foi É samba na veia, É candeia, de Eduardo Rieche.
O texto é um passeio pela vida e pelo riquíssimo universo lírico e melódico do policial civil e compositor da Portela, Antônio Candeia Filho.
A direção da leitura dramática foi de Stella Miranda que tem a preferência para dirigir o espetáculo no CCBB neste ano. Além da montagem do espetáculo o autor recebe 5 mil reais de prêmio.

Enquanto o show no CCBB não estréia o vídeo abaixo mata um pouco da saudade do sambista Candeia

ARTIGO HISTÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL

História do movimento negro no Brasil:constituição de acervo de entrevistas de história oral
Autores: Verena Alberti (CPDOC / FGV) Amilcar Araujo Pereira (CPDOC / FGV e UERJ)

Trabalho apresentado ao grupo temático "Identidade negra e reconhecimento" no III Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros"Pesquisa Social e políticas de Ações Afirmativas", realizado na Universidade Federal do Maranhão. São Luis (MA), 6 a 10 de set. 2004


Para baixar do site do CPDOC clique aqui ou neste link alternativo.

LANÇADO LIVRO "O ILÊ AIYÊ"

O lançamento já aconteceu, mas vale pela divulgação da obra.

Abaixo links para saber mais sobre o bloco de Salvador.
Clique aqui para ir para o site do Ilê Aiyê

Clique nos titúlos para baixar os artigos acadêmicos.

A AÇÃO EDUCATIVA DO ILÊ AIYÊ: REAFIRMAÇÃO DE COMPROMISSOS, RESTABELECIMENTO DE PRINCÍPIOS

Autor: Elias Lins Guimarães

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FUNKEIROS, TIMBALEIROS E PAGODEIROS: NOTAS SOBRE JUVENTUDE E MÚSICA NEGRA NA CIDADE DE SALVADOR

Autor : Ari Lima
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ETNOGRAFIAS DO BRAU: CORPO, MASCULINIDADE E RAÇA NA REAFRICANIZAÇÃO EM SALVADOR
Autor: Osmundo de Araujó Pinho
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ESTÁ ABERTO CONCURSO DO 4º PRÊMIO EDUCAR PARA A IGUALDADE RACIAL".

Para ir para o site do CEERT e se inscrever clique na imagem acima.

EDITAL VALORIZAÇÃO INICIATIVAS CULTURAIS EM SP

VAI lança novo edital para o ano de 2008

Está disponível para consulta o edital para a próxima edição do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, para desenvolvimento de projetos durante o ano de 2008.
O VAI foi criado pela lei 13.540 e regulamentado pelo decreto 43.823/2003. A iniciativa tem o objetivo de apoiar financeiramente atividades artístico-culturais de jovens de baixa renda de regiões da Cidade desprovidas de recursos ou equipamentos culturais.
O Programa teve sua origem a partir das discussões da Comissão da Juventude da Câmara Municipal, em que se destacou a importância da cultura na formação da identidade do jovem, constatando- se que estes desenvolviam muitas ações culturais, sem qualquer apoio financeiro. (A Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de São Paulo trabalha com a faixa etária de 16 a 29 anos. Para efeitos contratuais, o VAI prioriza a faixa de 18 a 29 anos). Outro aspecto importante para a criação do VAI foi a constatação de uma lacuna nos mecanismos de financiamento à cultura, em que o segmento da juventude não era contemplado.
A primeira edição, realizada em 2004, contabilizou 645 projetos inscritos, sendo 65 contemplados. Em 2005 foram selecionadas 71 propostas, de 450 inscritas. Em 2006 foram 758 inscrições e 62 grupos. 2007 foi um ano de crescimento, com 777 inscritos e 102 selecionados.
O valor destinado a cada projeto selecionado em 2008 será de até R$ 18.600,00, que deverão ser distribuídos de modo a contemplar todas as despesas dos projetos.
Os projetos são selecionados pela Comissão de Avaliação e Propostas, composta por representantes do governo e da sociedade civil, indicados pelo Conselho Municipal de Cultura (hoje indicados pelo Secretário, dentre as entidades cadastradas pelo Conselho). A Comissão analisa os projetos, atentando à atividade proposta, idade e perfil dos proponentes e o local de realização, priorizando as ações coletivas e de grupos não profissionais.
Para se inscrever é necessário ler o edital e preparar um projeto que detalhe as ações a serem realizadas, diga quem vai participar da execução (currículos individuais e histórico do grupo), quem será beneficiado, como as atividades serão organizadas no tempo e de que modo serão aplicados os recursos.
O período de inscrições vai de 09 de janeiro a 08 de fevereiro. Os projetos poderão ser entregues na sede da Secretaria de Cultura e em mais 09 pontos na cidade. Veja os locais, dias e horários no edital.
Contatos:
Secretaria Municipal de Cultura - Programa VAI
Fone 3334 0001 - ramal 1956/1943
Email:
mrramalho@prefeitura.sp.gov
.br
rfalzoni@prefeitura.sp.gov.br
gmarcal@prefeitura.sp.gov.br
jabreu@prefeitura.sp.gov.br
Baixe o edital clicando aqui

CONVITE PARA REUNIÃO e CONFRATERNIZAÇÃO

Recebido por email e repassando o convite:


As Organizações que compõem a Coordenação Política Estadual do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil – CONNEB, no Estado do Rio Grande do Sul, convidam a Todas e Todos para uma Reunião que acontecerá no dia 12 de janeiro de 2008 – sábado, das 09h30min às 12h00min, na Av. Ipiranga, n° 311 – Menino Deus, Porto Alegre/RS, na Sede da AECPARS, para darmos continuidade nos assuntos referentes a Assembléia Nacional Congressual que acontecera em nosso Estado no ano de 2008.
Após a Reunião estaremos realizando um Galeto de Confraternização com o objetivo de arrecadar recursos para a "Ala Negritude", uma parceria dos militantes e organizações do CONNEB/RS, que desfilarão na Academia de Samba Puro, que homenageia os "100 Anos de Nascimento de Cartola".
A presença de Todas e Todos os lutadores da construção coletiva de um Projeto Negro para o Brasil e de suma importância.


Informações do CONNEB:
José Antonio dos Santos da Silva – UNEGRO – 51.91792404
Luiz Osmar Mendes – Cândido Velho – 51.92053287
Informações da Ala Negritude:

Emir Silva – MNU – 51.84137820
Antonio Matos – MNU – 51.84280766
Eldorado do Sul/RS, 7 de janeiro de 2008 .