sábado, 19 de junho de 2010

POLÍCIA FEDERAL DESPEJA QUILOMBOLAS DE TERRAS QUE TRADICIONALMENTE OCUPAM

Retirado do site Omi-dùdú.

Na manhã do dia 26 de maio, a comunidade quilombola de Barra do Parateca, no município de Carinhanha, localizado à 900 km de Salvador na região Sudoeste da Bahia, sofreu a intervenção da Polícia Federal, que destruiu casas, roças de abóbora, feijão, milho, mandioca, batata, melancia e expulsou animais em área ocupada pela comunidade, com 250 famílias, há mais de cem anos.

A operação ocorreu por ordem do Juiz da Vara Federal de Guanambi, que deferiu liminar de reintegração de posse em favor de João Batista Pereira Pinto, Juiz Estadual do mesmo município. Em nota pública, a Associação Agropastoril Quilombola de Barra do Parateca, a CPT Centro-Oeste da Bahia, a Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia, e o Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas - CETA denunciam esta decisão da Justiça Federal e a ação da Polícia Federal nas terras tradicionais do quilombo. Confira a seguir a nota na íntegra:

"Na manhã de ontem, a Comunidade Quilombola de Barra do Parateca, município de Carinhanha, Bahia, foi surpreendida por uma operação violenta da Polícia Federal. Dez 10 homens, fortemente armados, destruíram casas, roças de abóbora, feijão, milho, mandioca, batata, melancia e expulsaram animais em área ocupada pela comunidade, com 250 famílias, há mais de cem anos


A operação ocorreu por ordem do Juiz da Vara Federal de Guanambi, que deferiu liminar de reintegração de posse em favor de João Batista Pereira Pinto, Juiz Estadual do mesmo município. O beneficiário da decisão nunca comprovou a posse da área em litígio, mas vem cercando terras tradicionalmente utilizadas por quilombolas e extrativistas da região do Médio São Francisco.

Essas terras integram a Reserva Legal do Projeto de Colonização de Serra do Ramalho, de propriedade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, e também fazem parte da área a ser titulada em nome da comunidade através do procedimento em curso na referida autarquia, por serem terras ocupadas por remanescentes de quilombos (art. 68 do ADCT da Constituição Federal).

O cumprimento desta decisão judicial aconteceu em plena greve dos servidores federais do Poder Judiciário, onde nenhum ato com implicações processuais poderia estar sendo realizado, por configurar claro cerceamento de defesa, haja vista a impossibilidade de reversão do ato pelos quilombolas e o INCRA.

No direito brasileiro a concessão de liminares em ações de reintegração de posse deve ser uma medida excepcional, de urgência, a ser conferida somente em favor de quem comprova ser posseiro e cumpridor da função social da posse e da propriedade, conforme a Constituição. Isto tem que ser muito bem justificado e comprovado, o que não vem sendo exigido pelos juízes quando as partes são fazendeiros poderosos.
Na Bahia, é recorrente a emissão de decisões judiciais que ignoram tais exigências da Constituição, liminares são concedidas de modo arbitrário explicitando posições ideológicas da magistratura cujas raízes são bem conhecidas em nossa história. Resultado: ao invés de agir em prol da realização de direitos fundamentais, o Poder Judiciário, fiel a uma mentalidade patrimonialista, viola os direitos das populações camponesas que cumprem, efetivamente, a função social da terra.

Em pleno século XXI, quando a humanidade vê-se perplexa diante da fome, da ameaça de destruição do meio ambiente, da guerra, dos horrores do processo de colonização racista, o Poder Judiciário continua operando como uma máquina de construção da miséria. A opção pela destruição de alimentos e casas, realizando cotidianamente despejos forçados de multidões de posseiros, trabalhadores e comunidades negras rurais que resistem e lutam para tirar seus direitos do papel é irracional.

Salvador, 27 de maio de 2010
Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – AATR-BA
Associação Agropastoril Quilombola de Barra do Parateca
Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas - CETA
Comissão Pastoral da Terra – CPT/Centro Oeste da Bahia"

27 de Maio de 2010
Escrito por Assessoria de Comunicação CPT Bahia

ASSEMBLÉIA NO MARANHÃO APROVA PROJETO SOBRE COTAS A INDÍGENAS E QUILOMBOLAS

Retirado do site Jornal Pequeno.

3 de junho de 2010

A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade, o projeto de lei, de autoria do deputado Chico Gomes (DEM), que institui reserva de vagas na Universidade Estadual do Maranhão (Uema) para estudantes de comunidades indígenas e quilombolas. O projeto agora segue para a sanção da governadora Roseana Sarney (PMDB).

De acordo com o projeto de lei, a reserva é de 20% das vagas, que devem ser divididas entre estudantes das duas etnias que frequentaram escolas públicas. Gomes defendeu a proposta como medida necessária para corrigir a “injusta distorção na pirâmide social, delineada pelo preconceito e exclusão do usufruto da riqueza nacional por índios e negros”.
No último seletivo (2010), a Uema ofereceu 4.210 vagas distribuídas entre os 19 campi da instituição. Se a lei estivesse em vigor, 842 vagas (20%) seriam destinadas a estudantes de escolas públicas, remanescentes de quilombolas e indígenas. “Trata-se de uma política compensatória e justa”, avaliou Chico Gomes.

Em defesa do sistema de cotas nas universidades públicas, em caráter temporário, Chico Gomes citou que uma elite formada pelos brancos ocupa mais de 90% das vagas nas universidades brasileiras. “O mesmo segmento que tem acesso ao conhecimento domina o mercado de trabalho. Os afro-brasileiros descendentes e os índios, secularmente alijados do ensino superior, ficam marginalizados”.

PAÍS PODE PRODUZIR COQUETEL ANTI-AIDS

Retirado do site do PNUD.
Brasília, 01/06/2010
Fabricação nacional ajudaria plano que oferece desde 1996 a mistura à rede pública, e que gasta 72% do orçamento com importações

Conheça o projeto
Saiba mais sobre o Projeto de Apoio ao Conhecimento, do PNUD, que está ligado ao estudo sobre produção de medicamentos genéricos contra a Aids.

O estudo na íntegra
Avaliação da produção de ARVs no Brasil
Leia também
Países desiguais são mais afetados pelo HIV
Aids: Brasil tenta produzir mais remédio

MARCELO OSAKABE
da Primapagina

O Brasil conta com um programa que oferece, desde 1996, o coquetel anti-HIV para toda a rede pública de saúde. Dos 19 medicamentos que constituem a mistura hoje, o país produz oito, importando os 11 restantes. Porém, um estudo realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o PNUD conclui que a nação tem capacidade para produzir esses remédios e também seus insumos.

A medida pode diminuir sensivelmente os custos do Programa Nacional de DST e Aids, já que até 72% do orçamento da iniciativa - responsável pela oferta e distribuição do coquetel anti-HIV no país -, estimado em R$ 1 bilhão para 2010, é destinado à compra de fármacos importados.

O novo estudo, denominado Avaliação da produção de ARVs no Brasil, foi feito em 2005, mas revisado e publicado apenas neste ano. O relatório afirma que o país possui competência técnica e também infraestrutura de laboratórios públicos e privados adequada para a produção dos medicamentos. No entanto, para viabilizar essa meta, o governo teria de repensar um conjunto de políticas, ainda de acordo com o texto.

"Diferentemente das nações mais avançadas e de países como a China, a política de Ciência e Tecnologia voltada à produção de fármacos e medicamentos tem sido totalmente dissociada da política de saúde e da política de compras públicas", afirmam os autores do relatório.

Para os especialistas, "não faz sentido observar as possibilidades de produção interna de antirretrovirais (ARVs) sem uma compreensão dos processos de organização das diversas atividades que fazem parte do sistema como um todo."

Os entraves encontram-se, basicamente, em três pontos: a política de compras públicas; de inovação (especialmente a lei de patentes); e a timidez na utilização das licenças compulsórias. Esses empecilhos não afetam apenas os antirretrovirais (ARV), mas toda a capacidade da indústria farmacêutica nacional de produzir e inovar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O NEGRO NO FUTEBOL

Retirado do site Afropress.



Por: Reportagem: Cláudia Alexandre, da Assessoria de Imprensa do Museu Afro-Brasil - 3/6/2010

S. Paulo - Em tempos de Copa do Mundo, o Museu Afro-Brasil celebra a presença negra no futebol brasileiro com a exposição "De Friendereich a Edson Arantes do Nascimento", que reune fotografias, esculturas, publicações e filmes. A exposição será aberta no dia 20 de junho. Leia mais

S. Paulo - Para destacar a presença dos jogadores negros na história do futebol brasileiro e homenagear aqueles que verdadeiramente fizeram deste esporte uma paixão nacional, o Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura - e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo inauguram no dia 20 de junho, domingo, às 12 horas, a exposição “De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento. O negro no futebol brasileiro”.

A exposição contará com reproduções fotográficas, esculturas, objetos, peças promocionais, caricaturas, textos, publicações e filmes biográficos que incluem personalidades desde Arthur Friedenreich, futebolista negro que brilhou nas décadas de 20 e 30, passando pelos craques Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Castilho, Didi, Djalma Santos, Jairzinho, Garrincha e o “rei” Pelé, entre outros .

A mostra é também uma homenagem ao futebol brasileiro, no ensejo da Copa do Mundo da África do Sul, historicamente a primeira realizada em território africano. A curadoria é de Emanoel Araujo, Diretor-Curador do Museu Afro Brasil.

Exposição
A exposição toma como base uma extensa documentação pesquisada em órgãos da imprensa brasileira a partir de 1920 até a Copa do Tri Campeonato Brasileiro em 1970, apresentando textos publicados sobre o assunto como “O negro no Futebol Brasileiro”, de Mário Filho; “Negro, Macumba e Futebol”, do antropólogo alemão Anatol Rosenfeld; as crônicas de futebol “Á Sombra das chuteiras imortais” e “A Pátria em Chuteiras”, de Nelson Rodrigues; “A história do Futebol em São Paulo”, de 1918; biografias dos atletas contemplados na exposição; caricaturas do artista Miécio Caffé, publicadas no jornal A Gazeta Esportiva; do caricaturista Lan; trechos de filmes de Carlos Niemeyer e do cinegrafista Primo Carbonari; filmes biográficos de Mané Garrincha e Pelé; além de poesias de vários poetas brasileiros e músicas relativas ao tema.

OFICINA GRÁTIS DA COMPANHIA DOS COMUNS

Para ampliar clique na imagem.

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS E LITERATURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRAS

Para acessar o site com a programação clique aqui.



Apresentação

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), através do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias do Campus XXIII, Seabra, promoverá o I Congresso Internacional de Línguas e Literaturas Africanas e Afro-brasilidades (CILLAA) de 21 a 24 de outubro de 2010. O evento reunirá personalidades de reconhecimento internacional, oriundas do Brasil; de países africanos e de outros países nas áreas de línguas e literaturas africanas; de identidades nacionais africanas e afro-brasilidades. Na oportunidade, poderemos ouvir e dialogar com várias vozes autorizadas, inclusive de África, estabelecendo contatos diretos.

O CILLAA tem por objetivo principal contribuir para a formação e aperfeiçoamento de profissionais nas temáticas sugeridas por ele, além de oportunizar o diálogo com estudiosos consagrados e entre estes estudiosos no centro geográfico da Bahia. Acreditamos que este será mais um importante passo dado pela UNEB no sentido da formação de professores e demais interessados em temáticas afro e afro-brasilidades.

Apesar de sermos em nossa maioria profissionais das Letras, as discussões interessam às demais humanidades. Há algum tempo que as Letras realizam interfaces com outras áreas, principalmente das Ciências Humanas, com o CILLAA não ocorrerá diferente. O CILLAA é evento calcado nas Letras, mas em constante e obrigatória comunicação com a cultura.


COMO CRIAR UMA INTERNET MENOS MAL EDUCADA?

Retirado do site Observatório da Imprensa.
NETIQUETE
Por Adam Hanft em 8/6/2010
Reproduzido do caderno "Link" do Estado de S.Paulo, 6/6/2010

Somos rudes, grosseiros e irracionais na internet pela mesma razão que é mais fácil jogar bombas sobre pessoas quando você está pilotando um caça a 6 mil quilômetros de distância.

Psicólogos chamam isso de "desengajamento moral". Quanto mais longe estamos das consequências das nossas ações, mais fácil é nos separar emocionalmente.
Em blogs, vemos comportamentos maldosos, onde comentários perversos são postados por covardes que se escondem atrás do anonimato. Também vemos o comportamento entre os jovens em redes sociais como o Facebook, onde práticas de cyberbullying – comentários agressivos e ofensivos – já causaram tragédias. E vemos também em e-mails.
A maneira que nos tratamos online se tornou um problema social? É preciso criar uma nova era da etiqueta na internet? Sim e sim.


Danos à reputação
O atual nível de irritação e hostilidade online é grande fenda em nossa sociedade. Claro, também é algo que se passa no mundo em geral, especialmente na política e na mídia. Os xingamentos, o comportamento exageradamente emocional, os insultos que fazem parte da nossa cultura de TV a cabo encontram suas versões análogas na forma que nos comunicamos online.

Isso pode mudar? Enquanto não parece haver razão para otimismo, não há dúvida que amplas mudanças comportamentais e sociais são possíveis. Já aconteceu antes.
Mas são mudanças graduais, movidas por pressões sociais e pelo desejo de identificação com uma classe social superior. Esta é uma forma para a etiqueta na internet se tornar uma norma social. Nesse sentido, o Facebook, o Twitter e outras plataformas públicas ou quase públicas podem servir como um amplificador social que expõe pessoas maldosas para o grupo que mais importa para a sua reputação.
Existe ainda um papel da tecnologia para promover um melhor comportamento. Por que não usar a tecnologia para incentivar a mudança do comportamento? Por exemplo, imagine que um e-mail tivesse uma opção para guardar as mensagens por um tempo antes que fossem liberadas. Seria um tempo para você se esfriar, refletir e reconsiderar.
A tecnologia é capaz de tirar o melhor de nós. E quanto mais ela amadurece, mais teremos consciência da habilidade de causar danos à reputação. E como a pressão social aumenta, podemos evitar o pior.

EDUCAÇÃO PRIMÁRIA É UM DESAFIO PARA ÁFRICA

Retirado do site Africa21.

09/06/2010
Ensino


Seminário de três dias visa elaborar uma agenda coletiva de novos modelos para o desenvolvimento da educação.
Da Redação, com Panapress

Dar-es-Salaam - O continente africano tem dificuldade para garantir a promoção da inscrição no ensino primário, a conclusão dos estudos neste ciclo e a melhoria da qualidade da educação, declarou o embaixador norte-americano na Tanzânia e junto da Comunidade da África Oriental, Alfonso E. Lenhardt.

Ele notou que, apesar dos esforços de África para garantir o acesso universal à educação primária durante a década passada, o continente está confrontado com estes três desafios aos seus sistemas de educação.

"Em toda África, o número de professores está exatamente abaixo da procura", declarou Lenhardt durante o ateliê regional anual sobre a educação organizado em Dar es-Salaam pela Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Este seminário de três dias visa elaborar uma agenda coletiva de novos modelos para o desenvolvimento da educação que permitirá estabelecer parcerias duradouras e reforçar a apropriação nacional das atividades de desenvolvimento em 21 países africanos.
Ele deverá servir para melhor utilizar os sistemas nacionais para a concessão de ajuda à educação e envolver mais eficazmente a sociedade civil e as instituições do ensino superior na busca de soluções africanas para os problemas da educação do continente.
Os participantes comparam as suas notas sobre os seus êxitos e fracassos no quadro da aplicação das estratégias da educação que mantêm e melhoram o acesso, em particular para as populações desfavorecidas, melhorando ao mesmo tempo a qualidade da educação para todos.

"O investimento nas crianças dá resultados, e cada xelim, dólar, naira ou rand consagrado à melhoria da educação dum petiz é um investimento no futuro duma família, duma comunidade e duma nação", declarou Lenhardt.

Segundo o diplomata norte-americano, os fundamentos duma sociedade bem instruída são professores qualificados e motivados que aproveitam continuamente as oportunidades para desenvolver e reforçar as suas competências profissionais.

Lenhardt indicou que a educação nos países em desenvolvimento continua a ser uma prioridade para o Governo norte-americano e um pilar importante do trabalho da USAID em África.

Com o apoio do Congresso americano (Parlamento), 925 milhões de dólares americanos foram reservados durante o exercício fiscal de 2010 aos programas de educação e de assistência no mundo, em particular para África.
Desde o último ateliê sobre a educação, organizado em 2008 na Etiópia, Lenhardt declarou que "progressos importantes foram registados no prosseguimento dos objetivos e trabalhámos incansavelmente em nome de milhões de crianças africanas e das suas famílias".

"Oportunidades maiores e melhores para as raparigas irem à escola e poderem fazer estudos superiores são essenciais para o desenvolvimento de África", afirmou o embaixador norte-americano na Tanzânia. Comentar Enviar por e-mailImprimir Download PDF

quarta-feira, 16 de junho de 2010

CRESCIMENTO NÃO PODE "CUSTAR" DIREITOS, DIZ RELATORA DA ONU

Retirado do site Repórter Brasil.

09/06/2010

"O Brasil tem potencial de se tornar a 5a maior economia do mundo, mas isso não deve ocorrer às custas dos direitos das pessoas", frisou Gulnara Shahinian, relatora especial sobre formas contemporâneas de escravidão
Por Maurício Hashizume*

Brasília (DF) - Esforços no combate ao trabalho escravo e pioneirismo no cenário internacional reconhecidos. Não faltaram referências favoráveis ao Brasil no pronunciamento da advogada armênia Gulnara Shahinian, atual Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, após a sua passagem de 12 dias.
"Aprovação da PEC 438 é mensagem mais clara contra escravidão" (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)
"O trabalho que vem sendo feito [no Brasil] merece todo o respeito", declarou a relatora, em entrevista coletiva realizada em 28 de maio, depois de ter passado um período de 12 dias ouvindo membros de governos, representantes de órgãos públicos, organizações da sociedade civil, empresas privadas e ex-vítimas da escravidão na cidades de São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Imperatriz (MA). Açailândia (MA) e Brasília (DF).

Entre os "evidentes esforços", Gulnara destacou a posição decidida do governo brasileiro, ainda em meados dos anos 1990, de assumir a existência do crime e medidas subsequentes como: a criação dos grupo móvel de fiscalização (1995) - ainda no bojo do Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado (Gertraf) -, a formulação do I (2003) e do II (2008) Plano Nacional e a instituição da Comissão Nacional (Conatrae, a partir de julho de 2003) e da Comissões Estaduais (Coetraes), a criação da "lista suja" do trabalho escravo - Portaria 540/2004, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) -, o estabelecimento do Pacto Nacional (2005), ajustes pontuais na legislação e experiências de capacitação e reinserção de egressos.

A despeito dos "exemplos positivos" e das "conversas interessantes" durante a visita, a relatora da ONU foi firme nas cobranças. "O Brasil tem potencial de se tornar a quinta maior economia do mundo, mas isso não deve ocorrer às custas dos direitos das pessoas", frisou, em nota à imprensa.
"Ações exemplares correm o risco de serem ofuscadas pela impunidade de que gozam alguns proprietários de terra e empresas", comentou a armênia. "A mensagem mais clara que o governo brasileiro pode dar à população para mostrar que o crime de escravidão será punido é aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que permitiria a expropriação das terras onde houvesse trabalho escravo".

REVISTA EXAME INFORMÁTICA + SOLUÇÕES - JUNO DE 2010

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Revista Exame Informática + Soluções   Junho de 2010
Estilo: Revista
Gênero: Informática
Edição: Junho de 2010
Tamanho: 41.1 Mb
Formato: Rar | Pdf
Idioma: Português
Revista Exame Informática + Soluções   Junho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Junho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Junho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Junho de 2010

BAIXE TRANSCRIÇÃO DA AUDIÊNCIA SOBRE COTAS NO STF

Já tem um tempo que a taquigrafia da Audiência Pública do STF sobre cotas nas universidades está no site do Supremo Tribunal. Estavamos marcando bobeira.
Indico dois links para que esse grande arquivo de 453 pagínas possa ser baixado.


Não se esqueça também de baixar a audiência em formato de video clicando aqui.

RACISMO CORDIAL EM AÇÃO

Retirado do site Gazeta do Povo.

Quarta-feira, 16/06/2010
Dora Lucia de Lima Bertulio

O Estatuto da Igualdade Racial foi, ao longo dos anos, sendo modificado para que fossem suavizadas as significantes indicações do comportamento racista nacional e, muito especialmente, os nefastos efeitos do racismo institucional que a sua aprovação documentaria.

Tensões, esforços e energia dos militantes do movimento negro nacional, dos companheiros antirracistas e do senador Paulo Paim estão se escoando nessa nova tentativa de sua aprovação, com base em um parecer da Comissão de Consti­­tuição, Justiça e Cidadania mais que enfraquecido pelas modificações realizadas nas duas casas legislativas. Ele retira o fundamento maior do documento que é a exigência da exclusão da palavra “raça” com argumentos pseudocientíficos de genes e genoma, quando o conceito já está consolidado no ideário científico e comum, não somente do Brasil, mas da comunidade internacional. É necessário trazer à memória o esforço da Organização das Nações Unidas (ONU), que reiteradamente tem editado e realizado convenções, conferências e reuniões para indicar aos países membros o fim do racismo e da discriminação racial, exigindo a implementação de políticas públicas para tal objetivo. Veja-se, por exemplo, a Con­venção Inter­­nacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discri­­minação Racial, e a recente III Conferência Mundial para a Eliminação de todas as Formas de Racismo, Discrimi­nação Racial, Xeno­­fo­­bia e formas conexas de Dis­­cri­minação. Seus relatórios e de­­clarações, todos aprovados pe­­lo Estado brasileiro, são ex­­plí­­citos na utilização dos termos “raça” e “racismo” para de­­signar o fenômeno social de uti­­lização da discriminação e ex­­clusão social com base no pertencimento racial dos indivíduos.

Saiba mais
Lei antirracismo chega “desfigurada” ao Senado

Assim, a mudança do termo “raça” para “etnia”, assim como a retirada da referência à escravidão, a retirada da sub-seção “Do sistema de cotas na educação” e a retirada das proposições de medidas práticas para a promoção da igualdade racial no país nos setores de saúde, mídia e demais áreas de referência de qualidade de vida, são especiais eufemismos, com resultados contundentes para a manutenção das desigualdades sociais. Mais ainda: especialmente as modificações do parecer na comissão do Senado que encaminha o projeto para a votação e aprovação interferem negativamente para a educação da sociedade brasileira, que deveria, sim, ser dirigida para a promoção de uma sociedade justa e de respeito ao papel da população negra como efetiva realizadora e contribuidora do desenvolvimento nacional, desde o período da escravidão até nossos dias.

Em vez disso, o que vemos no projeto modificado é mais um “presentinho do racismo cordial brasileiro”, que a um tempo indica um “compromisso” do Estado brasileiro para a promoção da igualdade (racial), mas por outro retira significativamente a efetividade da lei na promoção e implemen­­tação de políticas públicas de real promoção da igualdade racial.
Dora Lucia de Lima Bertulio é Procuradora Federal na Fundação Cultural Palmares

LEI ANTIRACISMO CHEGA "DESFIGURADA" AO SENADO

Retirado do site do Gazeta do Povo.



Ritual na Associação São Jerônimo e São Jorge: principal legado da lei será proteção à cultura e à religião

Estatuto da Igualdade Racial perdeu vários itens ao longo da tramitação, como a exigência de cotas para negros em publicidade e em empresas

Publicado em 16/06/2010
Paola Carriel

Após sete anos de discussão e muita polêmica, o Senado deve votar hoje um Estatuto da Igualdade Racial esvaziado da proposta original. O projeto, que visa combater a discriminação, será apreciado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e deve ser encaminhado ao plenário com um pedido de urgência para votação no mesmo dia. O texto já havia sido alterado na Câmara dos Deputados e passou por mais uma mudança com o relator Demóstenes Torres (DEM-GO), que rejeitou a expressão “raça” e vetou a exigência de reserva de 10% das vagas em partidos políticos a negros. As modificações desagradaram aos integrantes do movimento negro e ao próprio criador do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS).

As controvérsias ocorrem porque há quem defenda que a legislação devesse ser mais pontual, incluindo a questão das cotas no ensino superior público, por exemplo. Do outro lado, há os que dizem que esses itens criam uma clivagem entre raças, que não existia no país. Essa foi a tese vencedora entre os parlamentares.

A Câmara já havia vetado itens considerados controversos, como a exigência de um porcentual mínimo de afrodescendentes nos meios de comunicação. Na última semana, o senador Demóstenes Torres realizou mais modificações em seu parecer, deixando de fora a criação de políticas nacionais de saúde específicas para negros e incentivos para empresas que tivessem mais de 20% de trabalhadores negros. No parecer, Torres argumenta que “geneticamente, raças não existem. Na medida em que o Estado brasileiro institui o Estatuto da Igualdade Racial, parte-se do mito da raça. Deste modo, em vez de incentivar na sociedade brasileira a desconstrução da falsa ideia (...), por meio do Estatuto referido, o Estado passa a fomentá-la”.

Com base nesta justificativa, o senador orientou a supressão de expressões como “raça”, “identidade negra” e “derivadas da escravidão”. No início do ano, ele criou polêmica em uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) ao dizer que a miscigenação no Brasil teria ocorrido de forma consensual e não por violência. A reportagem tentou entrar em contato com Tor­res, mas a assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele estava em viagem ao interior do estado de Goiás.

O senador Paulo Paim afirma que preferia a aprovação do texto como ele estava antes de ir para a Câmara. “Entendo os críticos, mas estou ao lado daqueles que gostariam que fosse diferente. Ainda assim, entretanto, o conjunto da lei representa a luta contra o preconceito”, afirma. Ele diz que apoia a votação a pedido de integrantes do movimento negro e do governo federal. “Se o racismo não existisse no Brasil, não teríamos precisado da Lei Áurea (que aboliu os escravos)”, completa.

Legado positivo
Para o presidente da Associação Beneficente Afro-Brasileira São Jerônimo e São Jorge, Pai Jorge Kibanazambi, o ponto notório do Estatuto é que ele garante o respeito às religiões de matriz afro, além de elementos como a capoeira. A associação coordenada por ele trabalha desde 1998 para preservar a cultura afro e oferta cursos de culinária, dança e língua iorubá. “Sou filho de duas gerações de mulheres do candomblé e convivi com o preconceito. O racismo existe de forma codificada. Dizem que não, mas todos sabem que existe”.


CCJ DO SENADO APROVA ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL SEM COTAS PARA EDUCAÇÃO

Retirado do site do O Globo.

Plantão
Publicada em 16/06/2010
Agência Brasil

RIO - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) o Estatuto da Igualdade Racial, que tramita no Congresso desde 2003. O parecer do relator Demóstenes Torres (DEM-GO), acordado com todas as líderes, retira do texto a instituição de cotas para negros no ensino público. A matéria foi aprovada por consenso na CCJ. O texto agora vai a plenário, onde poderá ser votado.

Demóstenes justificou que a Constituição garante "o princípio do mérito" como critério ao acesso à universidade e a cursos de pós-graduação no ensino público.

- O estatuto não cria nenhuma discriminação. Nunca tivemos isso, por que teríamos agora? - questionou o senador. Também foi retirado do texto artigo que estabelecia políticas nacionais de saúde específicas para os negros

O deputado e ex-ministro da Igualdade Racial, Edson Santos (PT-RJ), que negociou a aprovação do texto na Câmara, disse que um acordo de líderes viabilizará a aprovação da matéria ainda hoje, pelo plenário do Senado. Com isso, o Estatuto da Igualdade Racial seria remetido ainda nesta semana à Presidência da República para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro ponto retirado do estatuto diz respeito a criação de incentivos fiscais como forma de estimular a contratação de negros tanto no setor público quanto no privado. O relator argumentou que essa medida criaria uma preferência para a contratação de trabalhadores negros.

- Assim, o estatuto prega a discriminação reversa em relação aos brancos pobres e cria clara situação de acirramento dos conflitos relacionados à cor da pele - afirmou Demóstenes Torres.

O Estatuto da Igualdade Racial prevê garantias e o estabelecimento de políticas públicas de valorização aos negros brasileiros. Na área educacional, por exemplo, incorpora no currículo de formação de professores temas que incluam valores de respeito à pluralidade etnorracial e cultural da sociedade.

O deputado Edson Santos, que acompanhou a votação da matéria junto com o atual ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira de Araújo, disse que a garantia do acesso à educação e a instituição de uma política de ação afirmativa, propostas pelo Estatuto, atendem a anos de luta da comunidade negra.

O texto determina a obrigatoriedade, nas escolas de ensino fundamental e médio, do estudo de história geral da África e da população negra no Brasil. Neste último caso, os conteúdos serão ministrados como parte do currículo escolar com o objetivo de resgatar a contribuição negra para o "desenvolvimento social, econômico, político e cultural do país".

sábado, 12 de junho de 2010

DEMÓSTENES REJEITA SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NA EDUCAÇÃO

Retirado do site da Agência Senado.
COMISSÕES / Constituição e Justiça
11/06/2010

O sistema de cotas para negros na educação também foi rejeitado pelo senador Demóstenes Torres (DEM), relator do substitutivo da Câmara ao projeto (PLS 213/03) de Estatuto da Igualdade Racial na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Além de recusar a obrigatoriedade de o governo federal incentivar instituições de ensino superior públicas e privadas a incluir alunos negros em seus programas de pós-graduação, o relator decidiu derrubar a prioridade no acesso da população negra às instituições federais de ensino técnico de nível médio e superior.

Ao justificar essa rejeição, Demóstenes argumentou, no parecer, que "o acesso à universidade e ao programa de pós-graduação, por expressa determinação constitucional, deve-se fazer de acordo com o princípio do mérito e do acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".

De qualquer modo, o relator do PLS 213/03 na CCJ manteve na seção do Estatuto da Igualdade Racial sobre educação a previsão de que o poder público adotará programas de ação afirmativa. Também preservou a determinação ao governo federal, por meio dos órgãos responsáveis pelas políticas de promoção da igualdade e de educação, de acompanhar e avaliar os programas educacionais.

"Raças não existem"
Muitas das 11 emendas de redação elaboradas por Demóstenes retiraram do texto do substitutivo as expressões "raça", "racial" e "étnico-raciais". O relator justificou sua iniciativa afirmando que "geneticamente, raças não existem". Na sua avaliação, ao se ater ao "mito da raça", o Estado brasileiro, por meio do estatuto, estaria ajudando a fomentar no seio da sociedade - e não a desconstruir - "a falsa ideia de que raças existem".

"O genoma humano é composto de 20 mil genes. As diferenças mais aparentes (cor da pele, textura dos cabelos, formato do nariz) são determinadas por um conjunto de genes insignificantemente pequeno se comparado a todos os genes humanos. Para sermos exatos, as diferenças entre um branco nórdico e um negro africano compreendem apenas uma fração de 0,005 do genoma humano. Em outras palavras, toda a discussão racial gravita em torno de apenas 0,035% do genoma, de maneira que não faz qualquer sentido atualmente a crença em raças", sustentou.

O relator recomendou ainda a supressão das expressões "derivadas da escravidão" e "fortalecer a identidade negra" de artigos do substitutivo preservados. No primeiro caso, observou que, "sem esquecer os erros cometidos, devemos voltar nosso esforço para o futuro e buscar a justiça social para todos os injustiçados, sem qualquer forma de limitação". No segundo, considerou não existir no Brasil uma "identidade negra" paralela a uma "identidade branca".

"No Brasil, a existência de valores nacionais, comuns a todas as cores quebra o estigma da classificação identitária maniqueísta. Encontram-se elementos da cultura africana em praticamente todos os ícones do orgulho nacional, seja na identidade que o brasileiro tenta construir, seja na imagem do país difundida no exterior", analisou ainda no parecer.

Simone Franco / Agência Senado
Texto final do Estatuto da Igualdade Racial deve ser votado pelo Senado na próxima semana

sábado, 5 de junho de 2010

DICIONÁRIO LONGMAN ESCOLA - PORTUGUÊS E INGLÊS - MULTIMÍDIA

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Dicionário Longman Escolar   Português e Inglês   Multimídia
Com 127 mil verbetes atualizados, é dicionário bilíngüe mais completo e atual da categoria. Inclui novas palavras, como blogosphere, flash drive, satnav, size zero, smartphone etc.
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Estilo: Dicionário
Fabricante: Longman
Tamanho: 309 Mb
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quinta-feira, 3 de junho de 2010

II SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS: RAÇA E GÊNERO NA UNB

Retirado do site da UNB.
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SIMPÓSIO LIMIARESB DA UNIVERSIDADE

Retirado do site Limiares da universidade.
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CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

De 15 a 16 de Junho de 2010 acontecerá o evento Limiares da Universidade que se propõe a discutir as ações afirmativas na educação e diversidade. A conferência de abertura será no dia 15 de junho, terça feira, das 9h às 10h na Reitoria da UFBA. Na programação constam cinco mesas redondas, com os seguintes temas:  Ações Afirmativas e Diversidade Étnico-Racial na Educação Superior; Diversidade Religiosa e os Desafios da Convivência Universitária; Periferias Urbanas e Educação Superior: implicações da segregação urbana para o acesso e permanência nas universidades públicas; Gênero e Diversidade Sexual: um enfoque sobre convivência e relações de poder na universidade; Panorama das Ações Afirmativas no Brasil: aspectos históricos e legalidade no cenário atual; Inclusão de Pessoas com Deficiência e Educação: Abordagem sobre acess o e permanência na universidade. Maiores informações: www.limiaresdauniversidade.blogspot.com.

CURSO INTEATIVO DE EXCEL AVANÇADO

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Curso Interativo de Excel Avançado
Introdução
- Sobre o curso
- Como utilizar o curso
- O Excel 2007
Fórmulas, funções e macros no Excel
- Usando fórmulas no Excel
- Usando o assistente de funções no Excel
- Fazendo o Excel tomar decições
- Formatação condicional
- As macros do Excel
- Gravando macros no Excel
- Executando macros
- Adicionando botões para execultar macros
O Excel e o Visual Basic for Applications
- O Excel e o Visual Basic for Applications
- Criando a planilha para o projeto Agenda – Parte I
- Criando a planilha para o projeto Agenda – Parte II
- Criando formulários no Visual Basic
- Inserindo rótulos no formulário – Parte I
- Inserindo rótulos no formulário – Parte II
- Inserindo campos de texto no formulário
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Estilo: Curso Interativo
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

"INTERNET TORNOU-SE UM MEIO SUBVERSIVO"

Retirado do Observatorio da Imprensa.
ENTREVISTA / MOGENS SCHMIDT
Por José Meirelles Passos em 1/6/2010
Reproduzido de O Globo, 29/5/2010

O acesso mais amplo das pessoas aos meios de comunicação, em especial a utilização da internet – como contraponto à mídia tradicional – é um dos aspectos abordados no III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, com especial atenção à chamada "alfabetização midiática" proposta pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

"A internet tornou-se, em certo sentido, um meio muito subversivo, porque é muito difícil de controlar. E é preciso ensinar as pessoas a utilizá-lo de forma responsável", disse, em entrevista ao Globo, o dinamarquês Mogens Schmidt, vice-diretor-geral-adjunto para Comunicação da Unesco, ao revelar detalhes daquele programa.

O que vem a ser essa iniciativa da Unesco denominada como "alfabetização midiática"?Mogens Schmidt – É uma maneira de dar às pessoas o poder de, elas mesmas, utilizarem a mídia, para se expressar e, assim, participar mais da sociedade. Mas, também, fazer isso de uma forma que possam refletir, criticamente, sobre o que a mídia tradicional traz para elas e, também, decodificar o que acontece nos meios de comunicação.

E como, na prática, essa iniciativa é aplicada? Quem é o alvo central dela?
M.S. – Há três níveis de alcance. Um deles engloba crianças de 9 a 15 anos. Desenvolvemos um currículo e uma "caixa de ferramentas" para ajudar professores a treinar as crianças. Outro diz respeito aos próprios profissionais de imprensa, fazendo-os pensar mais seriamente sobre a sua responsabilidade. E o terceiro é formado por proprietários de meios de comunicação e de publishers, buscando fazer com que também repensem a sua atividade.

Isso, obviamente, tem a ver com o papel cada dia mais influente da internet, não?
M.S. – Claro. Esse novo meio, a internet, tornou-se em certo sentido um meio muito subversivo, porque é muito difícil de controlar. E é preciso ensinar as pessoas a utilizá-lo de forma responsável. Elas, afinal, agora podem agir facilmente através da nova mídia social que está ao seu dispor em muitos países. E fazer isso juntas, virtualmente, além de fisicamente. Podem se unir através das fronteiras de uma forma bem mais fácil, do que há 40 anos, quando eu era jovem. Trata-se de um potencial completamente diferente para unir as pessoas, de forma que as suas vozes sejam ouvidas.

O objetivo da Unesco é o de incentivar a criação de novos meios, populares, que sirvam de contraponto à mídia tradicional?
M.S. – O esquema funciona assim: você ensina as pessoas a desenvolverem meios de comunicação: criar um jornal, um website e, a partir disso, discutir tal iniciativa. Ou seja: colocando a mão na massa, elas passarão naturalmente a perguntar "por que fiz tal coisa?, por que disse ou escrevi tal coisa?, por que usei tal informação?, qual a lógica por trás de uma determinada escolha? Fiz a coisa certa ou não? Cedi a algum tipo de influência, de pressão? Por quê?". Dessa forma, as pessoas passarão a saber julgar melhor a mídia. É, portanto, uma alfabetização midiática.

E quanto aos profissionais do ramo? Qual o objetivo dessa iniciativa da Unesco?
M.S. – Estamos trabalhando com várias organizações de jornalistas profissionais, em todo o mundo, com relação a padrões profissionais, desenvolvendo manuais de redação, sistemas de transparência e responsabilidade. Tudo isso baseado em autorregulação. O objetivo é dialogar sobre o que, afinal, é bom jornalismo, quais são os bons padrões éticos profissionais. Precisamos refletir mais sobre o que estamos fazendo, como jornalistas.

O senhor crê que a categoria deixou de levar em conta tais cuidados?
M.S. – Muitas vezes, sim. Tanto que a própria Federação Internacional de Jornalistas criou a Iniciativa do Jornalista Ético, como uma ferramenta que pode ajudar os profissionais a se defenderem das críticas que têm sido feitas à mídia ultimamente, como a acusação de que ela agora só se preocupa com entretenimento, que o jornalismo crítico desapareceu, que o jornalismo investigativo já não está fazendo mais o que devia.

O senhor mencionou, no início, que publishers e proprietários de meios também devem receber uma educação midiática, ou seria uma reeducação?
M.S. – O que estamos fazer é com que repórteres, editores e donos de jornais se sentem para refletir e tentar redefinir algumas virtudes do jornalismo clássico e ver como elas poderão ser devolvidas à mídia, inseridas na agenda da mídia. Os proprietários também têm que levar em conta essas questões, sob o risco de que seus meios percam a credibilidade.

Por falar nisso, como lidar justamente com a questão da confiança, da credibilidade, numa época em que qualquer pessoa tem acesso à internet e, através dela, pode propagar informações falsas ou tendenciosas?
SCHMIDT: Ah, esse é o problema. E é isso que reforça a iniciativa da Unesco. Ao "alfabetizar" pessoas em relação à mídia, damos a elas a capacidade de distinguir entre o que é uma história tendenciosa, parcial, e uma confiável. Elas aprendem a decodificar a mídia. Por outro lado, ao trabalharmos também com os próprios jornalistas, o foco mais forte está na ética, de forma a que eles façam o seu trabalho de uma forma decente.

Como o senhor vê a liberdade expressão e, especificamente, de imprensa hoje?
M.S. – Ela cresceu muito, globalmente, embora ainda haja problemas. O Brasil está em situação muito boa, nesse sentido. E por isso, acho que tem o papel de influir para que toda a América do Sul o imite nessa área.

UERJ DIVULGA ESTUDO COM RESULTADO POSITIO SOBRE O SISTEMA DE COTAS

Retirado do site do Jornal Nacional.
Edição do dia 01/06/2010
Mas há discordâncias. O reitor da Uerj admite que o sistema acaba deixando de fora estudantes bem preparados.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro divulgou nesta terça um estudo sobre o seu sistema de cotas. Para a Uerj, que foi a primeira universidade do país a aderir à reserva de vagas, o resultado foi positivo, mas há discordâncias.

Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 45% das vagas são destinadas para cotistas: 20% para negros, 20% para estudantes de escolas públicas e 5% para deficientes físicos, minorias étnicas e filhos de policiais, bombeiros e agentes penitenciários mortos em serviço. Para todos os candidatos cotistas da Uerj, a renda mensal de cada pessoa da família não pode ultrapassar de R$ 960.

O estudo divulgado hoje pela universidade foi elaborado com base em dados do vestibular de 2009 e mostra que, do total de 2.396 mil vagas para cotistas, eles só preencheram 1.384, pouco mais de 40% do total oferecido. As 1.012 vagas que restaram foram disponibilizadas para os demais candidatos.

Segundo a Uerj, as vagas para os cotistas não são preenchidas porque muitos candidatos não conseguem atingir a nota mínima no vestibular, que é 2. O estudo também mostra como fica a disputa no vestibular.

Para quem concorre pelas cotas, a relação é de praticamente um candidato para cada vaga. Para os não cotistas, a relação passa dos 11 candidatos por vaga. Para o sociólogo Demétrio Magnoli, esta é uma relação desigual.

"Os cotistas têm uma relação candidato por vaga muito mais favorável, três, quatro, dez vezes mais favorável, dependendo da carreira do que os não cotistas. Então, o sistema do mérito só existe entre os não cotistas. Entre os cotistas, praticamente foi eliminado o critério do mérito para entrar na universidade”.

O estudo aponta ainda que, em vários cursos, a nota máxima atingida por um candidato cotista é sempre inferior à nota mais alta do não cotista, como nos casos de medicina (cotistas 81 e não cotista 84,5), engenharia química (49,3 x 74,8), informática (50,5 x 78) e enfermagem. (53,3 x 60,5).

O reitor da Uerj admite que o sistema acaba deixando de fora estudantes bem preparados. “É desigual, é verdade. Mas ele visa reduzir a desigualdade. Eu espero que, em menos tempo que outros países, nós consigamos resolver e equacionar essa questão da desigualdade social tão gritante que tem nesse país e acabar com o sistema de cotas”, disse o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves de Castro.

O estudo também avaliou o desempenho depois da aprovação no vestibular. Segundo a Uerj, o índice de abandono entre os cotistas é menor que entre os não cotistas. O índice de reprovação entre os dois grupos é maior entre os não cotistas em todo o período.

A universidade também avaliou o desempenho dos cotistas por disciplina. A maior dificuldade desses estudantes é em matérias que têm como base a matemática e principalmente o português.

“É uma língua muito difícil, em geral. E os brasileiros ainda a maltratam demasiadamente. Mas esse ainda é um problema porque os setores populares falam um português no cotidiano muito errado. E a matemática é um problema grave na escola pública”, acrescentou o reitor.

Para o sociólogo, o estudo não muda a sua opinião sobre o sistema de cotas. “Nós não estamos falando aí de inclusão social. Nós não estamos falando de incluir pessoas pobres na universidade. Isso não acontece com o sistema de cotas raciais. Isso aconteceria se nós tivéssemos uma revolução no ensino fundamental e médio que permitisse a estudantes mais pobres de escolas públicas de periferias a disputar lugares em igualdade de condições”.

terça-feira, 1 de junho de 2010

EM PAIS MISCIGENADO, TODOS SÃO DIFERENTES IGUAIS

Retirado do site Conjur.

sexta, dia 28maio de 2010
Política de cotas
Por Eduardo Antunes Faria

Política de ação afirmativa ou medida governamental adotada com o fim de se reservar número mínimo e específico de vagas a determinados grupos sociais. Tema polêmico em razão da ambiguidade de seu teor. Embora seja sabido que, por certo, há necessidade de ato estatal capaz de integrar a sociedade para diminuir desigualdades, a corrente contrária à adoção dessa política considera como cerne de sua inviabilidade a hipótese de que, não obstante, a tentativa seja louvável, esta não resolve o problema, já que a base continua enfraquecida.

Leia-se base, neste caso, como estrutura, sustentáculo social, ou seja, algo que, desde a raiz da sociedade, e, mais especificamente, em sua estrutura familiar, no exercício de seus direitos fundamentais e sociais, capacite o indivíduo até que possa impor igualdade perante outros integrantes da sociedade no decorrer de sua evolução. Daí a ilação de que estaríamos diante de tema extremamente polêmico.

A corrente contrária à política de cotas diverge embasada no Princípio da Isonomia e no da Proporcionalidade. Quanto a esses aspectos, defendem, em síntese, que o ferimento aos Princípios Constitucionais fundamentais e aos direitos sociais não ocorre apenas em relação aos negros, ou deficientes, ou seja, não é algo intrínseco a determinada classe ou raça, mas, sim, aos estratos mais pobres da sociedade. Sendo assim, deixa-se de atender melhor ao restante dos economicamente desfavorecidos, que não estão inclusos nas cotas, e, assim, são favorecidos aqueles que, em tese, estariam nelas inclusos, mas possuem proventos suficientes para arcar com despesas educacionais, como, por exemplo, pessoas de classe média.

No entender do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, a polêmica atinente ao tema ganha tanta abrangência pelo fato de tocar “as mais profundas concepções individuais e coletivas a respeito dos valores fundamentais da liberdade e da igualdade”. Ainda quanto ao seu entendimento, temos a seguinte menção: “Fazemos parte de sociedades multiculturais e complexas e tentamos ainda compreender a real dimensão das manifestações racistas, segregacionistas e nacionalistas, que representam graves ameaças à liberdade e à igualdade”.

AÇÕES AFIRMATIVAS PROMOVEM IGUALDADE DE DISPUTA

Retirado do site ùltimo segundo.



Pesquisadora defende políticas públicas que coloquem brancos e negros nas mesmas condições de oportunidades


Priscilla Borges, iG Brasília
23/05/2010
Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews
Amintas da Silva é diplomata

Desbravar espaços restritos exige oportunidades. A chance de mudança na vida de Amintas da Silva, 32 anos, veio de um programa de ação afirmativa. Parecia distante o sonho de se tornar um diplomata quando começou a se preparar para o concurso, um dos mais difíceis do Executivo. Ficou próximo com capacitação adequada e recursos financeiros para bancá-la.

Amintas é um dos 168 afrodescendentes que já participaram do Programa de Ação Afirmativa do Ministério das Relações Exteriores. Criado em 2002, concede bolsas de estudos a jovens que queiram se preparar para o concurso da carreira diplomática. Com o dinheiro recebido do Itamaraty, eles bancam cursinhos, materiais didáticos e podem utilizar parte para se manter.

“Fiz o concurso quatro vezes para conseguir passar. Achei que passaria de primeira, mas trabalhava para pagar o cursinho, estudava dentro do ônibus. Não dava para competir com os meus colegas. O programa foi uma oportunidade de concorrer em pé de igualdade e foi crucial na minha vitória. Estudei durante um ano e meio com a bolsa e passei”, conta o psicólogo, que cursou a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Não há cotas no concurso de diplomacia para negros. O que programa faz é ajudar os candidatos a se preparar. Por isso, na opinião de Amintas, o projeto é louvável. “É uma percepção de que é preciso mudar as coisas e isso é feito da melhor maneira possível”, diz. Apesar da ajuda do Itamaraty, a aprovação dos bolsistas no concurso ainda é baixa. De 2002 até hoje, 15 jovens foram aprovados, o que representa 8% .

Os bolsistas são poucos diante do extenso quadro de 1,4 mil profissionais que atuam como diplomatas. O Itamaraty não sabe informar se há outros negros no corpo diplomático. Assim como em outros órgãos, faltam estatísticas nesse sentido. Amintas admite que já está acostumado a ser minoria e a enfrentar preconceitos.

Amintas conta que, mesmo em Salvador, onde a maior parte da população é negra, ele era um dos poucos negros da turma. “Apesar da mistura étnica da minha cidade, causava estranhamento ver que, em uma sala de aula de 30 ou 40 alunos, apenas dois ou três eram negros. Tenho servido de exemplo para vários colegas brancos e negros pobres. Sinto-me feliz por servir de inspiração e mostrar que lutando se consegue”, afirma.

Renda díspar

O salário inicial de um diplomata é de R$ 12 mil. A renda mensal coloca Amintas em uma posição bastante diferente da maioria da população negra do País. Os negros ganham metade dos brancos, de acordo com a Pesquisa Mensal de Empregos feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nas seis regiões metropolitanas do País: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Os dados são analisados todos os meses pelo Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em abril, o rendimento médio dos trabalhadores brancos foi de R$ 1.793,62 e o de pretos e pardos, R$ 929,95. A diferença entre homens brancos e mulheres negras é ainda mais gritante: R$ 2.075,20 contra 770,88. A taxa de desemprego também é maior entre a população negra: 6,4% entre os brancos e 8,5% entre os negros.

Estudo realizado pelo Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas (IPEA) em 2008 mostra que, caso o ritmo baixo de queda entre as diferenças salariais das duas populações forem mantidos, haverá igualdade racial na renda domiciliar per capita apenas em 2029.

Tatiana Silva, pesquisadora da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, afirma que, embora as diferenças de oportunidades educacionais e profissionais tenham reduzido entre a população negra e a branca, ela ainda existe. “A mulher negra e o homem branco estão em extremos opostos. A desigualdade racial persiste.”

Para Tatiana, o caminho para que haja igualdade racial ainda é longo. E exigirá esforços de políticas públicas. A pesquisadora garante que a diferença de valorização profissional permanece mesmo quando brancos e negros são colocados em situações semelhantes de escolaridade, localidade e postos de trabalho. “Um negro com mais de 11 anos de estudo ganha R$ 1.640, enquanto um branco ganha R$ 2.448”, ressalta.

II CURSO DE CAPACITAÇÃO NO ATENDIMENTO ÀS COMUNIDADES QUILOMBOLAS


Retirado do site da Fundação Palmares.


(01/06/2010)

A Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, promovem, a partir do dia 7 de junho, o II Curso de Capacitação no atendimento às comunidades quilombolas. Foram oferecidas 225 vagas para Defensores Públicos Federais e Estaduais e convidados do Superior Tribunal de Justiça, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público e Conselho Federal da OAB, Advocacia-Geral da União, Lideranças Quilombolas e Servidores da União, que se inscreveram no curso.

O objetivo do curso é oferecer conhecimento para o trabalho dos Defensores Públicos e da comunidade jurídica no atendimento aos quilombolas. O programa vai abordar temas como "Racismo no Brasil", "Comunidades quilombolas e políticas públicas", "Marco legal, regularização fundiária e certificação", "Conflitos em territórios quilombolas" e "Experiências institucionais e de entidades da sociedade civil".

Serviço:
Data: 7 a 9 de junho
Horário: Abertura dia 7/6 às 17h
Local: Auditório do Superior Tribunal de Justiça (STJ), SAFS - Quadra 06 - Lote 01 - trecho III - Brasília/DF
Para ampliar clique na imagem

ABERTA ATÉ 15 DE JUNHO INSCRIÇÕES PARA SELEÇÃO DE ESTIAGIÁRIOS NA ONU

Retirado do site da Seppir.
Data: 28/05/2010

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), abrem de 1º a 15 de junho de 2010, o 2º processo de seleção para 3 estudantes negros (pretos e pardos) cursando mestrado ou doutorado na área de Cuências Humanas ou Sociais, interessados em estagiar na Delegação Permanente do Brasil em Genebra, Suíça e acompanhar as atividades do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).


O estágio terá duração de três meses (ano de 2011), não será remunerado e está inserido no Programa de Formação Complementar e Pesquisa na Área de Direitos Humanos da Agência Brasileira de Cooperação, que oferecerá os recursos para passagem, hospedagem, alimentação e transporte dos candidatos selecionados. A análise dos currículos será realizada por Comissão Científica composta por representantes dos Ministérios proponentes e da Sociedade Civil.


Os pré-requisitos para as vagas são:
* Ter idade máxima de 35 anos;
* Ter concluído ou estar em vias de concluir pós-graduação ("stricto sensu") em área conexa aos temas abrangidos pelo programa de formação complementar e pesquisas humanas e sociais;
* Ter domínio comprovado da língua inglesa;
* Ter disponibilidade de dedicar-se em tempo integral.

Para candidatar-se ao programa, o estudante deverá enviar até dia 15 de junho o currículo pelo e-mail seppir.onuestagio@planalto.gov.br
Comunicação Social/ SEPPIR