terça-feira, 24 de agosto de 2010

USP: PRESSÃO POR MAIS INCLUSÃO DEVE CRESCER SOBRE A UNIVERSIDADE

Retirado do site Gelédes.

Qua, 11 de Agosto de 2010
Educacao - Notícas de Educação
Por: ANTÔNIO GOIS

Quando bem torturados, números confessam qualquer coisa. O clichê pode ser dos mais batidos, mas se aplica perfeitamente à análise dos resultados do programa de inclusão da USP.

Quem quiser enxergar nos dados divulgados pela universidade um sucesso incontestável da política de bônus dirá que, de 2006 a 2010, o percentual de alunos da rede pública que passaram no vestibular da universidade mais que dobrou, saltando de 3,6% para 8,2%.

Ou seja, oito em cada cem estudantes dessas escolas que se inscreveram no concurso foram aprovados.

Os mesmos números, no entanto, contam outra história. Eles mostram que, com exceção do pico registrado em 2009, a proporção de oriundos da rede pública em relação ao total de aprovados -incluindo aqui também os alunos da rede privada- está praticamente congelada em torno de 25% desde 2001.

A política de inclusão da USP, por esse critério, foi incapaz de alterar o perfil do ingressante em seus cursos.

Para entender a discrepância entre as duas leituras, é preciso considerar que houve uma queda brutal (de 69 mil para 33 mil) no total de inscritos de escolas públicas entre 2006 e 2010.

Talvez esses estudantes estejam optando por vestibulares com acesso mais facilitado à rede pública, casos de Unifesp, UFSCar e UFABC, que trabalham com cotas, em vez de apenas dar bônus na pontuação.

Outros alunos podem estar migrando para instituições privadas com vagas gratuitas no ProUni (programa federal para facilitar o acesso ao ensino superior).

Diante desse quadro, tende a crescer a pressão para que a USP faça mais do que tem feito para tornar seu vestibular novamente atrativo aos alunos da rede pública.

A dúvida é até onde a universidade estaria disposta a ir sem recorrer a medidas pelas quais nunca demonstrou simpatia, como o estabelecimento de cotas.
Fonte: Folha.com

PROGRAMA DOS EUA OFERECE BOLSAS PARA JORNALISTAS PESQUISAREM DEMOCRACIA

Retirado do site Jornalismo nas Américas.

Blog de Notícias

Jornalistas de todo o mundo podem participar do programa de bolsas de estudo Reagan-Fascell, dos Estados Unidos, e passar cinco meses na cidade de Washington pesquisando temas relacionados à democracia, informou o IJNet.

O prazo para as inscrições é 1 de novembro. O estágio, organizado pelo Fundo Nacional para a Democracia (NED, na sigla em inglês), é voltado para pessoas de países de democracias "emergentes ou aspirantes".

Para mais informações, consulte o site do NED em inglês e espanhol (arquivo PDF).

CAI DISCRIMINAÇÃO A CRIANÇAS NEGRAS POR PAIS NA ADOÇÃO

Retirado do site Afropress.

Por: Redação - Fonte: Afropress - 13/8/2010

S. Paulo - Dados do Cadastro Nacional de Adoção revelam que a exigência por crianças brancas feita por pais interessados, caiu de 70%, em 2008, para 38% este ano. Segundo os dados entre os 28 mil pais que estão na fila, 38%, porém, ainda exige que a criança seja branca, para 29,6% a cor é indiferente e 1,93% aceitam apenas crianças negras. No Brasil, estudos do IBGE apontam que 51,3% da população é auto-declarada preta e parda.

O Cadastro foi criado em 29 de abril de 2.008 e possui 37 mil famílias habilitadas e cinco mil e apenas cinco mil crianças e adolescentes disponíveis para serem adotadas. Segundo Elizabeth Cézar Nunes, bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (Uniceub), “pesquisas continuam revelando que ainda a discriminação e o preconceito impedem que crianças e adolescentes negras tenham uma família no Brasil.

“As restrições de raça, idade e condições de saúde são as principais razões para que ainda seja longo o tempo de espera na fila de pais e mães que optam pela adoção”, afirma ela.

De acordo com os dados do Conselho Nacional de Justiça, responsável pelo Cadastro, 65% das crianças para adoção são negras, pardas, indígenas ou asiáticas.

Maior conscientização
O juiz Nicolau Neto, que é responsável pelo Cadastro, em entrevista a repórter Luíza Bandeira, da Folha de S. Paulo, que “houve uma maior conscientização do instituto da adoção”. “Se você vai adotar está exercendo um ato sublime de amor. Então porque adotar só uma criança branca?”, pergunta.

Segundo o juiz, com menos exigências, o tempo de espera por uma criança diminui. O juiz também afirma que houve uma mudança no perfil de quem adota: há mais pardos e negros.

Para a antropóloga Mirian Goldenberg, da UFRJ, a mudança num curto espaço de tempo é explicada pela imitação que as pessoas fazem, mesmo inconscientemente, do comportamento daquelas com prestígio na sociedade. "Quem os famosos estão adotando? Crianças brancas ou negras?", afirma, citando Angelina Jolie e Madonna.

Ela também cita a maior discussão sobre racismo e a mudança no conceito de adoção.

VÍTIMAS SÃO ESCRAVIZADAS EM ÁREAS EMBARGADA PELO IBAMA

Retirado do site Repórter Brasil. 


09/08/2010
Gupo de 13 pessoas era mantido em condições análogas à escravidão na Fazenda Agrinbó, em Vista Alegre do Abunã (RO). Embargada por infrações ambientais, área pertence a pecuarista que é dono do frigorífico Frigomard
Por Bianca Pyl

Um grupo de 13 pessoas era submetido a condições de trabalho análogas à escravidão na Fazenda Agrinbó, localizada em Vista Alegre do Abunã (RO). A fazenda fiscalizada está entre as áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desde 2007 e pertence ao pecuarista Osvaldo Alves Ribeiro.

Osvaldo aparece em 8º lugar, levando-se em conta apenas as pessoas físicas, na lista dos 100 maiores desmatadores do país divulgada pelo Ibama, que faz parte do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2008. Ao todo, o fazendeiro - que também é proprietário do frigorífico Frigomard, localizado em Senador Guiomard (AC) - pôs abaixo 5,1 mil hectares e recebeu multa do órgão ambiental federal de mais de R$ 7 milhões.


A situação foi classificada pela auditora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Diana Rocha, como "um quadro clássico que caracteriza a escravidão contemporânea, com todas as irregularidades". Os 13 empregados não tinham carteira assinada ou qualquer registro trabalhista, nem direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Barracos ficavam no meio da floresta e foram construídos pelas próprias vítimas (Foto: PRT-14)

A ação do grupo móvel interinstitucional de fiscalização - composto por integrantes do MTE, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) - ocorreu entre 13 e 23 de julho. Um adolescente de 15 anos, duas mulheres e um boliviano, que não tinha documentação, estavam entre os libertados.

A área averiguada destina-se à pecuária extensiva, tem 17 mil hectares declarados e abriga mais de 18 mil cabeças de gado. Osvaldo tem outras fazendas em Rondônia e no Acre. De acordo com a fiscalização, há indícios de ligação comercial (ainda não comprovados), entre o Frigomard, do mesmo dono, e grandes redes de supermercados.

O esquema de aliciamento para o trabalho escravo começava numa pensão próxima à Fazenda Agrinbó. O proprietário do estabelecimento "concedia" hospedagem aos trabalhadores rurais em situação de vulnerabilidade e embusca de empreitadas para que, logo na sequência, o aliciador pudesse cobrir as contas pendentes junto à pensão dos futuros empregados.

PNUD REAFIRMA PROPÓSITO DE CONTINUAR A AJUDAR O GOVERNO DE ANGOLAS NAS OPERAÇÕES DE DESMINAGEM

Retirado do site África 21.

11/08/2010
Angola
De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.
Da Redação, com Angop

Luanda - O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD) vai continuar a dar o seu apoio ao Executivo angolano, para o alcance dos seus objectivos nacionais de acção contra as minas.

A informação foi dada pela representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Angola (PNUD), Gita Honwana Welch, quando falava no último dia da 1ª Cimeira Nacional de Acção contra Minas, no Centro de Conferências de Belas.

O apoio visa o cumprimento do Tratado de Proibição de Minas Anti-pessoal, ou seja, a erradicação da ameaça de minas terrestres e explosivos renascentes da guerra para uma maior segurança humana e por um desenvolvimento sócio-económico mais célere.

De acordo com a representante do PNUD, os investimentos na desminagem e a sua priorização, sob direcção do governo, deve continuar.

Em particular, disse, deve-se apostar na grande importância da desminagem, quer em relação às áreas reservadas aos projectos infra-estruturais, quer onde as comunidades e as famílias devem reassentar-se e desenvolver-se.

Por outro lado, fez saber, que apesar dos avanços colocam-se ainda desafios a serem enfrentados pelo Programa de Acção contra Minas em Angola, relativas a gestão eficiente da informação, na contínua aposta na formação e capacitação dos quadros nacionais, na desminagem humanitária, entre outros.

Em Angola a intervenção das Nações Unidas iniciou-se nos finais de 1994, após a assinatura do Protocolo de Lusaka, onde foi lançado um programa multifacetado para minimizar o problema das minas no país. Só em 2003 é que o PNUD iniciou o seu apoio às actuais instituições de acção de minas.

1 CICLO NACIONAL DE CONVERSAS NEGRAS EM MACEIÓ-AL

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

UM MUNDO SEM NEGROS

Recebido por email da grande militante Fabi.
Valeu pela reflexão.

Um grupo brancos que decidiram mudar se para um mundo sem negro.

Entraram por um túnel escuro para sair num novo lugar nas Américas, onde qualquer traço do passado tinha desaparecido.

Respiraram profundamente de alivio e exclamaram: EM FIM, nenhum negro!

Mas logo, perceberam que esta nova América era somente uma terra arida e fértil.

A boa agricultura sumiu, pois ate então, o continente comia frutas, grãos e legumes, frutos do trabalho dos escravos negros nos campos.

Não tinha cidades com arranha-céus, pois Alexandre Mills, um negro, inventou o elemento que garante a segurança dos elevadores. Sem tal invenção, não poderia-se subir de um andar para um outro.

Quase não tinha carros, pois Richard Spikes, um negro, inventou a transmissão automática. Joseph Gammel, um outro negro, inventou o sistema de alimentação para motores combustíveis internos, e um outro negro Garret A. Morgan inventou o semáforo que regula o trânsito.

Não se encontrava os trens expressos urbanos, tramway, pois seu inventor foi o negro Elbert R. Robinson.

As ruas estavam sujas de lixo acumulado, pois Charles Brooks, um negro, inventou o varredor elétrico.
Tinha poucas revistas e livros, pois o negro John Love inventou o apontador de lápis, o negro William Purvis inventou canetas esferográficas recarregáveis; e o negro Lee Burridge inventou a máquina de escrever, sem contar com o negro W. A. Lovette. E e sua nova impressora.

William Barry inventou o carimbo manual e Phillip Downing, o caixa de cooreios.

O grama era pálido e seco, pois Joseph Smith inventou o regador mecânico, e John Burr, o cortador de grama.

Quando entraram em suas casas, as acharam escuras, sem surpresa para nos, pois o negro Lewis Latimer inventou a lâmpada elétrica, o negro Michael Harvey, a lanterna, o negro Grantville T. Woods, o interruptor regulador automático. As casas estavam sujas, pois o negro Thomas W Seteward inventou o varredor, o negro Lloyds P. Ray, a lixeira.

As suas crianças estavam descalços, com roupas amassados e cabelos bagunçados, era de se esperar, pois o negro Jan E. Matzelinger inventou a máquina que da forma a sapatos, o negro Walter Sammons, o penteado, a negra Sarah Boone inventou a tabua de repassar e o negro Georges T Samon o secador de roupas.

Ficaram com fome e queriam comer, sem chance pois a comidou esctragou por faltar uma geladeira da invenção do negro John Standard.

Não estranho, um mundo moderno sem as contribuições dos negros?

Como dizia o Martin Luther King. Jr., “”saibam que ao se prepara para sair ate chegar ao trabalho, mais da metade das coisas que encontram e de aparelhos que usam, foram inventados por negros.

Caros, tudo isso para somente ilustrar que a historia dos negros não se resume ao escravidão.

domingo, 22 de agosto de 2010

AMAZON TIRA GAME DE 'CAÇA PALAVRAS' DO KINDLE POR USO DE TERMO RACISTA

Retirado do site G1.


12/08/2010
Uma das fases de 'Every word' usava a expressão 'niggas'.
Empresa disse que criará nova versão do título.
Do G1, em São Paulo


Game do Kindle 'Every word' foi retirado do ar por conta de palavras impróprias. (Foto: Divulgação)Uma palavra de cunho racista que pode ser utilizada em uma das fases do game de “caça-palavras” “Every word”, do leitor digital Kindle, fez com que a Amazon tirasse o produto do ar.

O game permite que o jogador forme uma série de palavras baseado em seis letras aleatórias que aparecem na tela. Quanto mais palavras forem criadas no menor tempo, mais pontos o usuário consegue alcançar.

Em uma das fases de “Every word”, o termo "niggas", forma em inglês considerada ofensiva para se referir a negros, pode ser utilizada e o game reconhece como termo válido.

De acordo com o site Crunchgear, a palavra foi descoberta pelo usuário do Kindle Erik Deckers. Ele estava jogando o game e não conseguiu descobrir as últimas palavras para passar de fase. Consultando um gerador de anagramas, ele descobriu as tais três palavras, mas uma delas não era aceita pelo jogo. Ao selecionar a opção do game que resolve o problema automaticamente, Deckers encontrou o termo racista.

A Amazon informou que tirou o game do ar porque seu dicionário não bloqueia algumas palavras impróprias. A empresa disse em comunicado que criará uma nova versão do jogo e que lançará uma atualização para que os usuários que já possuem o título não tenham acesso ao conteúdo ofensivo.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE

Retirado do Blog do jornal Estado de São Paulo.
A caça continua ao compartilhamento de arquivos.

1 de agosto de 2010
direitosautoraishome2
Por Rafael Cabral
Quando surgiu, em 1998, a lei de direitos autorais norte-americana Digital Millenium Copyright Act (DMCA) era uma tentativa legal de tentar barrar o compartilhamento ilegal de arquivos que crescia com a internet. Com o tempo, a legislação foi se tornando cada vez mais dura. Permitia, por exemplo, que a indústria tentasse reaver o controle de filmes, músicas e softwares com travas digitais, criminalizando todo aquele que tentasse se livrar delas. A Eletronic Frontier Foundation, uma das principais organizações de defesa dos internautas, chegou a afirmar que as regras impediam a livre expressão e a inovação no meio digital.

Quando foi instituída, porém, a lei previa revisões a cada três anos, e a que foi feita na semana passada surpreendeu a todos por torná-la bem mais flexível. Será que até as regras norte-americanas se tornariam mais permissivas com a web? Com a mudança, não é mais ilegal fazer o desbloqueio do seu iPhone para fugir do ambiente controlado pela Apple, nem quebrar a proteção contra cópias de DVDs ou games, em alguns casos. Da mesma forma, não é mais proibido instalar programas que permitam que você use seu celular com uma operadora diferente ou usar pedaços de outras obras para fazer remixes. Notórios desequilíbrios foram corrigidos. Não era permitido, até então, que cegos usassem a leitura em voz alta de e-books em aparelhos como o Kindle.

Foi considerado um grande avanço por muitos. Mas, para Samuel Barichello, coordenador-geral de regulação em direitos autorais do Ministério da Cultura (MinC), essas mudanças todas não passam de um mero retorno ao conceito de ‘uso justo’ que se tinha antes da internet e das tentativas de repressão a ela. “Se faz um ato que não significa trazer algum prejuízo para o autor, o cidadão pode usar a obra como quiser. Isso é um uso justo”, explica. Pouco a pouco, o que já valia para o offline também passa a valer para o online.
Segundo ele, a revisão da Lei de Direitos Autorais (LDA) brasileira (lei 9.610, de 1998), proposta pelo MinC, já nasceria mais moderna, montando regras que poderiam valer para os dois ambientes. “A nossa ideia é que a lei possa valer na internet e fora dela. Nos Estados Unidos, eles tentaram criar normas específicas para a web. Podemos ver, com todas essas revisões, que eles não cumpriram o que desejavam”, diz.

REVISTA MONTAGEM, MANUTENÇÃO E INSTALAÇÃO DE COMPUTADORES

Montagem, Manutenção e Instalação de Computadores
Você não precisa mais ser técnico para montar seu próprio computador. Acompanhando o crescimento do mercado de informática, a Editora Escala lança este guia que, com uma linguagem simples, ensina passo-a-passo como é feita a montagem de um PC.
Além da estrutura física, abordamos também as etapas de configuração e orientações para torná-lo mais seguro. Confira ainda uma seleção de produtos disponíveis no mercado, desde as máquinas completas até o mais simples periférico.
Autor: Cinthia Ceribelli
Lancamento: 2008
Tamanho: 42.5 Mb
Formato: Zip / Pdf
Idioma: Português
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MORANA, NÃO. EU SOU NEGRA!

Recebido por email.

Hoje já fazem 16 dias do início do Censo no Brasil. Você já recebeu algum recenseador em sua casa?

Participe da enquete sobre o censo 2010, no blog da campanha “No censo 2010, afirme sua negritude. Moren@ não, Eu sou Negr@!” e saiba qual a importância do censo para a população brasileira.

DIVULGUE ESTA CAMPANHA!!!
REPASSE ESTE EMAIL.
Bamidelê - Organização de Mulheres Negras na Paraíba

INDICADA AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ LANÇA, EM MACÉIO/AL "MULHERES NEGRA DO BRASIL"

Retirado do blog Raízes da África do site Cada Minuto.
15/08/2010
por Arísia Barros

Acontece no próximo dia 24 de agosto, às 20 horas, o lançamento do livro Mulheres Negras do Brasil de Schuma Schumer e Érico Vital Brazil.

O lançamento faz parte da programação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece de 24 a26 de agosto, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, bairro do Farol/AL

Fruto de uma intensa pesquisa de três anos através de entrevistas, depoimentos colhidos, diferentes acervos e documentos históricos, o livro Mulheres Negras do Brasil traz a luz histórias identitárias de mulheres que contribuíram para a formação da etnicidade negra no Brasil que é na geografia étnico-contemporânea o segundo país mais negro do planeta.

Para dar vida ao livro Schuma Schumer, coordenadora da REDEH, Rede de Desenvolvimento Humano e Érico Vital Brazil contaram com o apoio da Petrobras e do Banco do Brasil.

A obra apresenta referências, estudos e raridades iconográficas desde antes da chegada dos europeus às terras brasileiras até a atualidade. Os autores relatam o pioneirismo e a garra de diversas mulheres negras, seja nas artes, na política, nos esportes ou nas diferentes atividades profissionais. O leitor poderá, ainda, se inteirar sobre as mais de cem sacerdotisas afro-brasileiras retratadas no livro, assim como outras curiosidades sobre as atividades das negras brasileiras em áreas como comércio ambulante e educação ou no engajamento em movimentos sociais e em práticas ancestrais das benzedeiras e parteiras. O título conta também com cerca de 950 imagens que ilustram o dia-a-dia dessas mulheres.

Quem é Schuma Schumaher?
Em 2005 foi uma das 52 brasileiras indicadas ao Prêmio Nobel da Paz. É pedagoga, especialista em Orientação Educacional e Administração Escolar. Atualmente é Coordenadora Executiva da Organização Não-Governamental Feminista Redeh – Rede de Desenvolvimento Humano; na qual é co-responsável pelos Projetos “Por uma educação não discriminatória” e “Mulher, 500 anos atrás dos panos”. É co-autora do Dicionário mulheres do Brasil, Abrealas, Um rio de mulheres e Gogó de emas. Representa no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), a Articulação de Mulheres Brasileiras da qual faz parte desde a fundação. Foi integrante da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, do governo federal, em 2004; ano em que recebeu o prêmio de Mulher do Ano.

Quem é Érico Vital Brazil.
Após uma formação multidisciplinar com estudos específicos nas áreas de simbolismo e religiões comparadas, se dedica às iniciativas socioculturais. Ocupa a direção de projetos da Casa de Vital Brazil e esteve durante 12 anos à frente da instituição de ensino Astroscientia. Desde 1997, é um dos coordenadores do projeto “Mulher 500 anos atrás dos panos”, que tem como objetivo resgatar e dar visibilidade à participação das mulheres na formação e no desenvolvimento do Brasil. Foi co-organizador do Dicionário mulheres do Brasil (Editora Jorge Zahar, 2000), e co-autor de Um rio de mulheres (Redeh, 2003).

SERVIÇO
Lançamento do livro Mulheres Negras do Brasil
Autores: Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil
local: Secretaria de Estado da Defesa Social – SEDS
Rua Zadir Índio, 213 - Centro - Maceió - Cep: 57.020.480
Telefones: (82) 8815-5794 (82) 8815-5794 , 3315-2396 ,(82)3315-2396 (82)3315-2396
Horário: 20h
Valor : R$100,00

CONCURSO BRASIL AFRO 2010

Retirado do blog Brasilafro2010.
Para ampliar clique na imagem.

PHA É CONDENADO A INDENIZAR ALI KAMEL, DA GLOBO

Retirado do site Conjur.
sexta, dia 13 agosto de 2010
Por Mayara Barreto

O jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador da TV Record, foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil para o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Ahamad Kamel. A decisão é da juíza Ledir Dias de Araújo, titular da 13ª Vara Cível de São Paulo, e dela cabe recurso.

Ali Kamel afirma que nos dias 5 e 17 de setembro de 2009 Amorim publicou duas reportagens em seu site Conversa Fiada o acusando de racismo no livro Não Somos Racistas – Uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor. Paulo Henrique Amorim escreveu: "Racista é o Ali Kamel" e "Ali Kamel, aquele que escreveu um livro racista para dizer que não há racismo no Brasil".

Na ação, Kamel afirma que defende a igualdade entre as pessoas, independentemente da cor da pele, e as virtudes da miscigenação que caracteriza o povo brasileiro. Para o jornalista da Globo, PHA agiu com o "firme e descarado propósito de denegrir a sua honra e imagem", ao lançar na internet as acusações de racismo. Ressalta que tais ofensas jogadas na internet se multiplicaram em comentários anônimos e em inumeráveis sites, manchando sua honra e reputação e que o réu abusou do direito de manifestação. Diante disso, pediu que indenização por dano moral.

Amorim se defendeu dizendo que não houve ofensa, mas sim uma crítica jornalística acerca da obra literária. Ele disse ainda que, como jornalista, a Constituição lhe assegura liberdade de comunicação (informação, expressão e consciência), permintindo exercê-la com independência profissional para acirrar discussões acerca dos acontecimentos de ordem pública e social.

Para ele, a liberdade de expressão se sobrepõe aos interesses individuais, que é um jornalista sério e altamente conceituado no seio da comunicação, sendo livre para manifestar seu entendimento e posicionar-se contra ou a favor dos acontecimentos de relevância nacional. Disse também que as notícias veiculadas não tiveram o condão de denegrir a imagem de quem quer que seja, pois apenas tecem críticas de cunho jornalístico.

Segundo Amorim, o livro de autoria de Kamel é objeto de diversos comentários em toda imprensa nacional. Acrescentou que é uma pessoa comprometida com a moral e a eticidade, reconhecendo que não cabe a ele julgar o contestado ser ou não uma pessoa racista.

Paulo Henrique Amorim está sendo processado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes; pelo ex-ministro Sepúlveda Pertence; pelo jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo; Fausto Macedo, do Estadão; por Diogo Mainardi, da Veja; entre outras pessoas a quem ele acusa indiscriminadamente de trabalhar para Daniel Dantas.

ÍNDIA PRETENDE REINCLUIR IDENTIFICAÇÃO DE CASTAS NO CENSO

Retirado do site Vermelho.

Mundo
20 de Agosto de 2010

Vozes estridentes opõem-se a que o governo indiano identifique os cidadãos por sua casta de origem no censo nacional que realiza. A Índia não inclui a casta como categoria em um censo desde 1931.
Por Ranjit Devraj, na Agência IPS

Esta forma de hierarquia social, baseada na ascendência e ocupação tradicional, continua marcando a vida social e política do país. As castas têm origem no hinduísmo, mas nem cristãos e nem muçulmanos são imunes a elas.

A vasta maioria dos casamentos continua sendo endogâmicos, ocorrendo entre pessoas da mesma casta. Inclusive os jornais subdividem as colunas matrimoniais segundo a casta. Quando casais jovens violam este código, considera-se que convidam ao ostracismo social ou, pior, às matanças por honra. As castas também formam eleitorados já definidos, que são particularmente cuidados pelos políticos. Vários partidos regionais identificam-se estreitamente com uma casta em particular, como ocorre com o Partido Samajwadi (SP) no Estado de Uttar Pradesh, e com o Rashtriya Janata Dal (RJD), no Estado de Bihar.

O líder do SP, Mulayam Singh Yadav, e o do RJD, Lalu Prasad Yadav, promovem abertamente a casta yadav, integrada por camponeses que ascenderam socialmente. Ambos foram ministros-chefes e ministros do governo central. Os dois partidos, principais defensores no parlamento da medida de incluir a casta no censo, apoiam a governante Aliança Unida Progressista, liderada pelo Partido do Congresso.

Diante das acusações de que o governo está dando largas à aprovação da medida, o ministro da Defesa, Pranab Mukherjee, anunciou que o que está em estudo é “como e quando” isso deverá ser feito. O hierarca lidera um grupo de ministros encarregado de formular uma política sobre o tema. Os partidários da medida afirmam que sem estatísticas precisas sobre a quantidade de integrantes das castas fica difícil implementar de maneira justa os programas de desenvolvimento.

Particularmente no debate está o tamanho exato de um grupo oficialmente classificado como “outra classe relegada”, que se estima representa entre 40% e 60% da população da Índia é que está integrada por grandes castas como a dos yadavs. “Precisamos de uma recontagem científica das outras classes relegadas” para que possam se beneficiar de um sistema de cotas, disse Sitaram Yechuri, parlamentar pelo opositor Partido Comunista da Índia.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CARTA ABERTA SOBRE AS COTAS NA UFRJ

Recebido por email.

Carta aberta sobre as cotas na UFRJ

Ao contrário do que pretendem afirmar alguns setores da imprensa, o debate em torno de políticas afirmativas e de sua implementação no ensino universitário brasileiro não pertence à UFRJ, à USP ou a qualquer setor, "racialista" ou não, da sociedade. Soma-se quase uma década de reflexões, envolvendo intelectuais, dirigentes de instituições de ensino, movimentos sociais e movimento estudantil, parlamentares e juristas.

Atualmente, cerca de 130 universidades públicas brasileiras já adotaram políticas afirmativas - entre as quais, a das cotas raciais - como critério de acesso à formação universitária. Entre estas instituições figuram a UFMG, a UFRGS, a Unicamp, a UnB e a USP, que estão entre as mais importantes universidades brasileiras.

Em editorial da última terça-feira, 17 de agosto, intitulado "UFRJ rejeita insensatas cotas raciais", o jornal O Globo assume, de forma facciosa, uma posição contrária a essas políticas afirmativas. O texto desmerece as ações encaminhadas por mais de cem universidades públicas e tenta sugestionar o debate em curso na UFRJ. Distorcendo os fatos, o editorial fala em "inconstitucionalidade" da aplicação do sistema de cotas, quando, na verdade, o que está em pauta no Supremo Tribunal Federal não é a constitucionalidade das cotas, mas os critérios utilizados na UnB para a aplicação de suas políticas afirmativas.

Na última década, enquanto a discussão crescia em todo o país, a UFRJ deu poucos passos, ou quase nenhum, para fazer avançar o debate sobre as políticas públicas. O acesso dos estudantes à UFRJ continua limitado ao vestibular, com uma mera pré-seleção por meio do ENEM, o que significa um processo ainda excludente de seleção para a entrada na universidade pública. Apesar disso, do mês de março para cá, o debate sobre as cotas foi relançado na UFRJ e, hoje, várias decisões podem ser tomadas com melhor conhecimento do problema e das posições dos diferentes setores da sociedade em relação ao assunto.

Se pretendemos avançar rumo a uma democracia real, capaz de assegurar espaços de oportunidades iguais para todos, o acesso à universidade pública deve ser repensado. Isto significa que é preciso levar em conta os diferentes perfis dos estudantes brasileiros, em vez de seguir camuflando a realidade com discursos sobre "mérito" (como se a própria noção não fosse problemática e como se fosse possível comparar méritos de pessoas de condição social e trajetórias totalmente díspares) ou sobre "miscigenação" (como se não houvesse uma história de exclusão dos "menos mestiços" bem atrás de todos nós).

Cotas sociais - e, fundamentalmente, aquelas que reconhecem a dívida histórica do Brasil em relação aos negros - abrem caminhos para que pobres dêem prosseguimento aos seus estudos, prejudicado por um ensino básico predominantemente deficiente. Só assim os dirigentes e professores das universidades brasileiras poderão continuar fazendo seu trabalho de cabeça erguida. Só assim a comunidade universitária poderá avançar, junto com o país e na contra-mão da imprensa retrógrada, representada por O Globo, em direção a um reconhecimento necessário dos crimes da escravidão, crimes que, justamente, por ainda não terem sido reconhecidos como crimes que são, se perpetuam no apartheid social em que vivemos.

Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2010

Assinam os professores da UFRJ:

Alexandre Brasil - NUTES
Amaury Fernandes – Escola de Comunicação
André Martins Vilar de Carvalho - Filosofia/IFCS e Faculdade de Medicina
Anita Leandro – Escola de Comunicação
Antonio Carlos de Souza Lima – Museu Nacional
Beatriz Heredia - IFCS
Clovis Montenegro de Lima - FACC/UFRJ-IBICT
Eduardo Viveiros de Castro – Museu Nacional
Denilson Lopes – Escola de Comunicação
Elina Pessanha - IFCS
Fernando Alvares Salis – Escola de Comunicação
Fernando Rabossi - IFCS
Fernando Santoro - IFCS
Flávio Gomes - IFCS
Giuseppe Mario Cocco - Professor Titular, Escola de Serviço Social
Heloisa Buarque de Hollanda – Professora Titular, Escola de Comunicação/FCC
Henrique Antoun - Escola de Comunicação
Ivana Bentes – Diretora, Escola de Comunicação
Katia Augusta Maciel - Escola de Comunicação
Leilah Landim – Professora – Escola de Serviço Social
Leonarda Musumeci – Instituto de Economia
Lilia Irmeli Arany Prado – Observatório de Valongo
Liv Sovik – Escola de Comunicação
Liz-Rejane Issberner - FACC/UFRJ-IBICT
Marcelo Paixão – Instituto de Economia
Marcio Goldman – Museu Nacional
Marildo Menegat – Escola de Serviço Social
Marlise Vinagre - Escola de Serviço Social
Nelson Maculan - Professor titular da COPPE e ex-reitor da UFRJ
Olívia Cunha – Museu Nacional
Otávio Velho – Professor Emérito, Museu Nacional
Paula Cerqueira – Professora Instituto de Psiquiatria
Paulo G. Domenech Oneto – Escola de Comunicação
Renzo Taddei – Escola de Comunicação
Roberto Cabral de Melo Machado - IFCS
Samuel Araujo – Escola de Música
Sarita Albagli – Professora PPG-FACC-UFRJ/IBICT
Silvia Lorenz Martins - Observatorio do Valongo
Suzy dos Santos – Escola de Comunicação
Tatiana Roque – Instituto de Matemática
Virgínia Kastrup – Instituto de Psicologia
Silviano Santiago, Professor emérito, UFF

OFICINAS EM PARCERIA COM A ONU DEBATEM JORNALISMO E PROMÕÇÃO DA IGUALDADE DE GÊNERO, RAÇA E ETNIA

Recebido por email.
Intercâmbio 19/08/2010
Um dos destaques da programação do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que acontece até o dia 21 de agosto no Hotel São Rafael, em Porto Alegre é o debate da promoção da igualdade nas Oficinas e Espaços de Articulação de Gênero, Raça e Etnia, promovidos pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – parte da ONU Mulheres), FENAJ e Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.

As atividades objetivam gerar reflexões sobre o papel social do jornalismo e os desafios para o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero. Criam oportunidades para ampliar o debate sobre os novos caminhos para a atuação das jornalistas e dos jornalistas a serviço da sociedade brasileira.

Durante os três dias, as Oficinas e Espaços de Articulação de Gênero, Raça e Etnia vão abordar as relações de gênero, raça e etnia na comunicação, limites e possibilidades do valor-notícia para a equidade, a presença do gênero no noticiário, o combate ao racismo a partir da prática jornalística da grande imprensa e da imprensa negra, os caminhos para a pluralidade no noticiário e o compromisso ético e social das jornalistas e dos jornalistas.

ONU e comunicação de gênero, raça e etnia
Em paralelo ao evento, nesta sexta-feira(20/8) haverá uma reunião entre as agências da ONU, FENAJ e Sindicatos dos Jornalistas para apresentação do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, o qual tem a comunicação entre suas linhas estratégicas prevendo ações de formação de jornalistas nos temas gênero, raça e etnia, incentivo a maior cobertura da temática na grande mídia e fortalecimento das estratégias de mídia e advocacy desenvolvidas pela sociedade civil. O Programa é coordenado por seis agências da ONU – UNIFEM, UNICEF, UNFPA, PNUD, OIT e ONU-HABITAT -, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, com financiamento do Governo Espanhol através do Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

ACESSO 2011 DA UFRJ: UM QUINTO DAS VAGAS PARA REDE PÚBLICA

Retirado do site da UFRJ. É as forças anti-cotas raciais venceram essa batalha, pois as cotas são de origem escolar.
Aproveitando para testar o sistema de inserir vídeo do blogspot.

Consuni
BRUNO FRANCO - JORNAL DA UFRJ
dmvi@reitoria.ufrj.br


Assista ao vídeo na WebTV


Após ter aprovado na semana passada a política de acesso diferenciado aos cursos de graduação, já para 2011, o Conselho Universitário (Consuni) aprovou nesta quinta-feira, 19 de agosto, a proposta da Reitoria de destinar uma em cada cinco vagas do próximo concurso de acesso para estudantes de colégios vinculados à secretaria estadual e às secretarias municipais de educação, além da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), vinculada à secretaria estadual de ciência e tecnologia.

As vagas para cotistas (20%) serão preenchidas de acordo com as notas aferidas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Além dessas, 40% das vagas também serão alocadas de acordo com o Enem, porém sem cota de qualquer espécie. Os 40% restantes serão destinados a um concurso de acesso próprio da UFRJ, discursivo como de costume.

O percentual de vagas destinadas às cotas foi objeto de intenso debate. Diversas propostas foram feitas, além da original preparada pela Reitoria. O professor Marcelo Paixão (representante dos professores adjuntos do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas), apoiado pelos conselheiros discentes, defendeu que o montante de cotas chegasse a 50% do total de vagas da universidade, e Agnaldo Fernandes, representante dos servidores técnico-administrativos, propôs 30%.

Ambos abriram mão das formulações, na hora da votação, em favor do professor Gabriel Pereira da Silva (representante dos Professores Adjuntos do Centro de Ciências da Matemática e da Natureza) que propôs 35%. Mas, por 20 votos contra 18, foi aprovada a proposta da Reitoria, destinando aos cotistas um quinto do total das vagas, com a proporcional e consequente assistência estudantil, que possibilite a permanência dos estudantes na universidade. As cotas não se estendem a escolas que tradicionalmente apresentam ótimo desempenho nos concursos de acesso e, portanto, não necessitariam do benefício, como o Colégio de Aplicação (tanto da UFRJ como da Uerj), o Colégio Militar e o Colégio Pedro II.

A política aprovada é provisória, válida apenas para o concurso de 2011, e o debate acerca da melhor política de acesso e do uso de ações afirmativas não se esgotou e prosseguirá sendo realizado na universidade. O reitor Aloisio Teixeira destacou que a UFRJ não pretende fazer uma revolução. “Não depende de nossas decisões acabar com o racismo ou com a desigualdade. Temos de ser responsáveis. Temos de saber como a universidade reagirá à medida.”

Publicado em: 19/08/2010

TSE CONFIRMA DANO MORAL DE R$ 5 MI EM CASO DE ESCRAVIDÃO

Retirado do site Repórter Brasil.

18/08/2010
Decisão mantém julgamento do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) que condenou a Lima Araújo por reduzir 180 pessoas à condição análoga à escravidão, entre os quais nove adolescentes e uma criança
Por Rodrigo Rocha*

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou, por unanimidade, recurso apresentado pela Construtora Lima Araújo que pedia a revisão do julgamento no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) que condenara a empresa a pagar R$ 5 milhões pela exploração reiterada de trabalho escravo.

Integrantes do grupo móvel de fiscalização flagraram, ao todo, 180 pessoas (entre os quais nove adolescentes e uma criança) em condições análogas à escravidão nas quatro vezes - a primeira ainda em 1998 - em que estiveram nas Fazendas Estrela das Alagoas e Estrela de Maceió, em Piçarras (PA). As áreas, com extensão estimada de 90 mil hectares, pertencem à Lima Araújo Agropecuária, parte do conglomerado empresarial de Fernando Lyra de Carvalho e Jefferson de Lima Araújo Filho, com sede em Alagoas - formado também pela Construtora Lima Araújo e pela PH Engenharia.

A rejeição do pedido, nesta quarta-feira (18), referendou a maior indenização confirmada pelo TST para casos de submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão. Os ministros ratificaram, portanto, sentença expedida pelo TRT-8 em fevereiro de 2006 que elevara o montante da indenização a ser cobrada da empresa por danos morais coletivos de R$ 3 milhões (estabelecidos inicialmente pelo juiz Jorge Vieira, ainda em primeira instância, na 2ª Vara do Trabalho de Marabá) para R$ 5 milhões.

VIDEO DEBATE DA VIA CAMPESINA SOBRE RACISMO

Retirado do site Vodpod.


Maria Inês Barbosa, do UNIFEM, foi aplaudida de pé por cerca de três mil lideranças de diversos movimentos rurais e urbanos que participaram do Assentamento Nacional pela Reforma Agrária da Via Campesina, realizado nos dias 10 a 20 de agosto de 2009, em Brasília. Maria Inês, coordenadora do programa raça, gênero, etnia e combate a pobreza, participou Mesa sobre racismo (15/08/2009), como convidada do GCAP - Chamado Global à Ação contra a Pobreza..



Via Campesina debate Racismo
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IPEA LANÇA SOFTWARE GRATUITO DE ANÁLISES ESTATÍSTICAS

Retirado do site do IPEA.

11/08/2010
Ferramenta IpeaGEO permite visualizar dados em seu contexto geográfico e está disponível para download

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quarta-feira, 18 de agosto, o software IpeaGEO, ferramenta de análises estatísticas com foco na análise espacial. O programa permite ao usuário ordenar e visualizar dados em seu contexto geográfico, seja por região, estado, município, ou área do mapa. O lançamento ocorreu às 14h e teve transmissão ao vivo pelo sítío do Ipea.

O programa, gratuito, foi criado pela Assessoria de Métodos Quantitativos da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). A ideia é fornecer uma alternativa a softwares já existentes no mercado. Além de ser livre (o programa está disponível para download no sítio do Ipea, pelo www.ipea.gov.br/ipeageo ), o IpeaGEO apresenta como diferenciais a inclusão de técnicas espaciais inéditas e o foco no território nacional.

Assim como ocorre em outros programas que possuem a mesma finalidade, no IpeaGEO o usuário seleciona uma malha e a combina com os dados de seu interesse. Uma das malhas disponíveis é a de municípios do Brasil, que pode ser combinada com uma base de dados que incorpora mais de mil variáveis.

Entre as variáveis trazidas pelo IpeaGEO estão estimativa populacional, área da unidade territorial, população e domicílios, censo agropecuário, Produto Interno Bruto, informações de saúde e educação, estatísticas do registro civil, representação política, estatísticas do cadastro central de empresas, instituições financeiras, finanças públicas, frota, pobreza e desigualdade.

O lançamento ocorreu no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES/Ipea, subsolo). A apresentação foi feita pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann; pela diretora da Dirur, Liana Carleial; pelo coordenador da Assessoria de Métodos Quantitativos, Waldery Rodrigues Junior; e pelo bolsista Pedro Albuquerque. O mediador foi o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Alexandre Ywata.


Veja os gráficos apresentados por Pedro Albuquerque
Veja os gráficos apresentados por Waldery Rodrigues Júnior
Veja os gráficos apresentados por Alexandre Ywata

GALERIA SOSO EM SÃO PAULO APRESENTA ARTE CONTEMPORÂNEA DA BAHIA E DE ANGOLA

Retirado do site África 21.

19/08/2010
Artes
Duas exposições, duas mostras de arte, de Angola e de artistas da Bahia, estão patentes ao público de São Paulo na Galeria SOSO. A inauguração é nesta quinta-feira.
Da Redação

Fotografia de Kiluanji

São Paulo - A identidade e diversidade na arte contemporânea da Bahia e Angola é o tema que une duas exposições patentes ao público, a partir desta quinta-feira (19), na Galeria SOSO, em São Paulo. Uma mostra individual e uma exposição coletiva. Angola e Bahia de braços dados na capital paulista.

A mostra individual do angolano Kiluanji Kia Henda, selecionado para a 29ª Bienal de SP, é aberta junto com coletiva de importantes artistas contemporâneos da Bahia, como Marepe e Caetano Dias, Adriana Araújo, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros.

A força e a criatividade da arte contemporânea produzida em Angola e na Bahia são pela segunda vez apresentadas juntas em São Paulo. A iniciativa busca atualizar o imaginário nacional sobre estas duas produções, rompendo com estereótipos e apresentando a diversidade presente nos trabalhos de seus artistas, lê-se na apresentação.

O angolano Kiluanji Kia Henda abre sua primeira exposição individual, Trans It, na galeria SOSO, especializada em arte contemporânea africana, criada pelo empreendedor angolano Mário António de Almeida.

"Considerado um dos fotógrafos africanos mais importantes de sua geração, Kiluanji é um dos três artistas representantes de Angola na 29ª Bienal de São Paulo. Ele expõe na galeria, ao mesmo tempo em que, no espaço SOSO, artistas da Bahia participam da coletiva Segunda Ponte.

Trabalhos de Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah e Virgínia de Medeiros reforçam e valorizam uma identidade que é genuinamente baiana, justamente porque mestiça, miscigenada, resultante da mistura entre as culturas indígenas e européia, mas sobretudo africana.

A exposição inédita Trans It, de Kiluanji é a segunda de uma série de individuais que a SOSO vai montar com os três artistas angolanos que participam da Bienal de São Paulo.

Antes, em julho, foi a vez de Yonamine e, em setembro, será o momento da participação de Nástio Mosquito.

Segunda Ponte
Já a Segunda Ponte dá continuidade ao projeto 3Pontes_SP, que através da parceria entre a SOSO arte contemporânea africana e a Fundação Sindika Dokolo, de Angola, vai apresentar na capital paulista uma mostra dos trabalhos dos artistas baianos que participarão da II Trienal de Luanda, realizada pela Fundação Sindika entre setembro e dezembro deste ano.

A inauguração das mostras Trans It e Segunda Ponte é aberta ao público e a visitação das duas exposições acontece até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h na galeria SOSO e no espaço SOSO+, respectivamente.

SERVIÇO
O quê: exposições Trans It [Kiluanji Kia Henda] e Segunda Ponte [com Adriana Araújo, Caetano Dias, Glauber Rocha, Ieda Oliveira, Maxim Malhado, Marepe, Sarah Hallelujah, Virgínia de Medeiros]

Quando: abertura dia 19 de agosto 2010 [quinta], das 18 às 22h. Visitação até o dia 18 de setembro, de segunda a sexta, das 11 às 19h, e aos sábados das 11 às 17h.

Onde: galeria SOSO arte contemporânea africana (Av. São João, 313, 2º andar, Centro, SP - Brasil) e espaço SOSO+ (Av. São João, 284, Centro, SP - Brasil).

APRESENTAÇÃO: EMBAIXADA AFRICANA

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

UFRJ AMPLIA COTAS PARA INGRESSO DE ESTUDANTES POBRES

Retirado do site Diário deo Grande ABC.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Da Agência Brasil

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu ampliar o percentual de vagas destinadas ao ingresso de alunos pobres. A medida foi decidida pelo Consuni (Conselho Universitário), em reunião ocorrida na última quinta-feira, em reunião do Consuni (Conselho Universitário), e vale para o próximo ano, de acordo com informações foram divulgadas pela assessoria da UFRJ, no site da universidade.

Como não houve consenso entre os integrantes do Consuni sobre o percentual de vagas e a política de assistência aos estudantes de baixa renda, o detalhamento da medida será definido em reunião extraordinária do conselho, na próxima quinta-feira.

De acordo com a universidade, o último concurso de acesso teve 72 mil inscritos, sendo que 54% eram procedentes de escolas particulares, embora os estudantes que terminam o ensino médio em escolas públicas no estado do Rio representem 80% do total. Outro fato destacado foi a concentração de 52% dos candidatos em apenas sete, das 116 opções de cursos de graduação.

O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, afirmou que a proposta de ampliação de vagas para alunos pobres terá caráter experimental. Ele ressaltou que embora o percentual de estudantes com esse perfil seja superior a 10% na universidade um todo, isso não ocorre em cursos como medicina e direito, e que a adoção de ações afirmativas nesses casos seriam uma medida democratizante.

OS NOVE PENTES D’ÁFRICA

Retirado do blog Cineclube Atlântico Negro.



De quinta 19 a sábado 21
(ESPETÁCULO EM PROCESSO)

Baseado no livro Os Nove Pentes D’África, de Cidinha da Silva, o espetáculo de mesmo nome, traz para a cena, a história da família de Francisco Ayrá: marceneiro, escultor, negro, que antes de morrer deixa de presente para seus netos e netas, pentes africanos. Cada pente é signo de vários sentidos, aponta caminhos e faz perguntas.

A encenação é costurada por canções brasileiras e outras compostas especialmente para o espetáculo. Atabaques, tambores, pandeiros, cuícas, calimbas e marimbas conferem à trilha uma sonoridade que transita entre as músicas brasileira e africana.

O cenário do espetáculo é composto por pentes africanos gigantes que se transformam em bancos e cadeiras de madeira e ferro. O figurino urbano, investiga e absorve tecidos e adornos das culturas de África.


Quatro atores e três músicos, compõem o elenco deste espetáculo contemporâneo, que revela e celebra as reminiscências e ambiências das culturas de matriz africana reinventadas no Brasil.

Elenco:
Iléa
Luciana Lopes
Alexandre
Flávia
Lincoln Oliveira

Figurino
Thaís Delgado

Músicos
Juninho Duvale ( arranjos)
Joás dos Santos

Texto
Cidinha da Silva

DOCUMENTÁRIO REVELA DE MÃES DE VÍTIMAS DE CHACINAS DO RIO

Retirado do site da ABONG.

Notícias
Com uma câmera na mão, mulheres revelam que por trás das belezas naturais do Rio de Janeiro se esconde a dor de quem perdeu seus filhos para aqueles que, por ironia, deveriam proteger a segurança da população. Dar visibilidade para essas mães é a proposta do documentário "Luto como mãe", do cineasta Luis Carlos Nascimento, que estreia no próximo dia 20 de agosto no Rio de Janeiro.

O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as "Mães de Acari", "Chacina da Candelária", "Chacina da Baixada" e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto junto com uma equipe de cinema o drama dessas mães, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça. Com uma "hand cam" nas mãos, as mães documentaram suas passeatas, mobilizações, comemorações familiares e ainda realizaram entrevistas com maridos e familiares contribuindo para a inovação no processo de construção da narrativa do documentário. "Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher por trás", lembra Luis Nascimento no filme.

A visibilidade dessas mortes é passageira, dura enquanto a notícia durar. Seus rostos aparecem nas capas dos jornais, noticiários de TV sempre com uma lágrima demonstrando toda a sua dor. Mas tudo isso é momentâneo, no dia seguinte ninguém lembra mais do fato ocorrido e não sabemos o que essas mães fazem no dia a dia de suas lutas após o momento do luto. É sobre esse rito de passagem do Luto à luta que em 70 min o documentário "Luto como Mãe" vai mostrar com cenas emocionantes e envolventes essas mulheres de força, persistência, vontade de justiça e de mudança.

PRÊMIO ESCOLA, DA UNESCO, PREMIARÁ TRABALHOS DE ESTUDANTES

Retirado do site da ABONG.

Estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil podem usar a criatividade para produzir histórias em quadrinhos sobre aids, gravidez na adolescência e uso de drogas. Os alunos que apresentarem as três melhores propostas ganharão viagem turística e pen drive. A iniciativa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), faz parte da 5ª edição do Prêmio Escola. As inscrições terminam no dia 31 de agosto e podem ser feitas pelo site.

Além dos prêmios destinados aos autores das histórias em quadrinhos, a escola vencedora receberá materiais educativos e o professor coordenador ganhará um netbook. A avaliação dos trabalhos será feita por um comitê composto por representantes das agências das Nações Unidas, dos ministérios da Saúde e da Educação. O resultado será divulgado na segunda quinzena de outubro.

Mais informações, com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pelo e-mail unesco@unesco.org.br.

NOVO INDICADOR DO RDH RETRATA VIVÊNCIAS NO TRABALHO, NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE

Retirado do site da PNUD.
Brasília, 10/08/2010
IVH (Índice de Valores Humanos), calculado para o Brasil e as cinco regiões do país, é inédito no mundo e tem escala igual à do IDH

Leia o estudo
Versão inicial do RDH Brasil 2009/2010

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da PrimaPagina

Foi divulgado nesta terça-feira um indicador inédito no mundo, o IVH (Índice de Valores Humanos), que retrata as vivências dos brasileiros nas áreas de saúde, educação e trabalho. Ele faz parte da versão inicial do terceiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009/2010.

O IVH indica o grau de respeito a valores nas áreas de saúde, conhecimento e padrão de vida — as mesmas categorias levadas em conta no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), criado em 1990 e calculado para mais de 180 países. Assim como o indicador divulgado anualmente pelo PNUD, ele varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior).

“O novo índice busca dar materialidade à discussão sobre a importância dos valores para o desenvolvimento humano”, afirma o coordenador do RDH Brasil 2009/2010, Flávio Comim. “O IDH concentra-se nos resultados. O IVH desloca a atenção para os processos que levam a um pior ou melhor desenvolvimento humano. Os dois índices são complementares”, acrescenta.

Os dados foram coletados em pesquisa feita no início deste ano com parceria do Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, com 2.002 entrevistados em 148 municípios de 24 unidades da Federação. Os valores abordados estão entre os destacados na pesquisa Perfil dos Valores dos Brasileiros, que fez parte do segundo caderno do relatório: respeito, liberdade, reciprocidade e convivência.

A elaboração do IVH partiu do conceito de que os valores são formados a partir das experiências das pessoas — por isso, o índice capta a percepção dos indivíduos sobre situações vivenciadas no dia a dia.