quarta-feira, 21 de julho de 2010

LULA CRIA UNIVERSIDADE LUSO-AFRO-BRASILEIRA

Retirado do site Planeta Universitário.

Qua, 21 de Julho de 2010

Em solenidade com a presença de reitores de todo país, o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que cria a Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (Unilab) e a lei conhecida como Estatuto da Igualdade Racial. O reitor pró-tempore da Unilab, Paulo Speller, afirma que a universidade tem afinidade com a UnB, a primeira a instituir sistema de cotas, e estará entre as primeiras a formar parcerias.
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Paulo Speller, que foi aluno da Universidade de Brasília, diz que o projeto da Unilab se inspirou no projeto da UnB, elaborado por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. A ideia é integrar os povos luso-afro-brasileiros. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que cursarão parte do curso em campus brasileiro, localizado no Ceará, e parte no país de origem. “O projeto pedagógico garante que os alunos estrangeiros retornem à nação de origem e contribuam para o desenvolvimento de seu país”, explica o ministro da Educação, Fernando Haddad.

O reitor pró-tempore da Unilab afirma que a UnB estará entre as primeiras universidades a firmar parcerias com a instituição. Segundo ele, por ter sido a primeira universidade a resgatar o sistema de cotas, a Universidade de Brasília tem afinidades com a Luso-Afro-Brasileira. “Vamos trabalhar buscando integração por meio de parcerias, começando pela UnB”, garante Paulo Speller.

A Unilab oferecerá cursos que atendem demanda dos países africanos: Enfermagem, Formação de Professores, Gestão Pública, Agronomia e Engenharia de Energia. Ela ficará no município de Redenção, no Ceará, e a previsão é de que atenderá 5 mil alunos. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que farão provas de seleção nas embaixadas brasileiras. Os estudantes brasileiros serão selecionados pelo ENEM, sendo que os alunos da rede pública e de municípios cearenses com comunidades quilombolas terão um bônus na nota.

COTAS – O presidente Lula também sancionou a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto prevê ações afirmativas que garantam políticas públicas para promoção da igualdade racial, mas exclui pontos considerados importantes, como a adoção de cotas para universidades públicas.

O ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Araújo, acredita que a ausência das cotas no estatuto não compromete seu conteúdo. “As pessoas achavam que ações afirmativas eram só cotas, e não é. Ações afirmativas são ações diferenciadas de acesso a bens públicas e privados”, explica o ministro. Segundo ele o Estatuto é apenas um passo na pavimentação de uma democracia racial.

Apesar das cotas terem ficado de fora do estatuto, o reitor da UnB, professor José Geraldo de Sousa Junior, avalia que sua aprovação pode favorecer a universidade no processo que é movido contra ela pelo Partido Democratas no Supremo Tribunal Federal. O DEM questiona a constitucionalidade do sistema de cotas adotado pela UnB em 2004. “Apesar de não estarem expressas no estatuto as cotas são um tipo de ação afirmativa, que é do que ele trata”, justifica. Dessa forma, a aprovação do estatuto poderia favorecer um entendimento no STF a favor do sistema da UnB.

UnB Agência

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL É SANCIONADO

Retirado do blog do Noblat.
21.07.2010
Deu em O Globo
Estatuto da Igualdade Racial é sancionado
Lula faz críticas à oposição ao citar programas sociais

Durante a cerimônia de sanção do Estatuto da Igualdade Racial e do projeto de lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), ontem, o presidente Lula criticou a oposição, sem citar nomes, por ter entrado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as cotas para estudantes negros.

Lula enumerou as iniciativas de seu governo voltadas para os mais pobres, como o Bolsa Família, e disse que agora, às vésperas da eleição, ninguém mais fala mal do programa, numa indireta ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra:

— Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta as prioridades antes criticadas. Nem sempre foi assim. E a sociedade enxerga à distância o que se dizia antes e o que se declara agora — discursou o presidente.

Lula ainda fez uma referência ao DEM, partido que contestou na Justiça o sistema de cotas — que acabou eliminado do estatuto sancionado ontem:
— Nada disso teria acontecido se o Brasil dependesse daqueles que entraram até com recurso no STF contra as cotas afirmativas que criamos para a juventude pobre e negra.

O ministro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, afirmou que as cotas não são a finalidade do projeto sancionado ontem.

— Alguns imaginavam que ação afirmativa fosse sinônimo de cotas. Cotas são apenas um meio de ação afirmativa — disse o ministro.

PAÍS TEM 148 INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR COM SISTEMA DE COTAS

Retirado do site do jornal O Estado de S.Paulo.

17 de julho de 2010
Reporter: Mariana Mandelli

Estudo da Educafro mostra que a maioria das ações é socioeconômica, mas há também as raciais, especialmente para negros. Enquanto projeto sobre o tema tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios modelos

São 148 as instituições públicas de ensino superior do País que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. A maioria das políticas de reserva de vagas identificadas é socioeconômica, mas uma parte é de cotas raciais - especialmente para negros. O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, foi feito pela entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).

Enquanto o projeto que prevê 50% das vagas para alunos de escolas públicas e para negros tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações há reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar, professores da rede pública e residentes da cidade onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas provas de seleção para determinados grupos também é considerado em grande parte das universidades públicas.

O estudo mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Defensores das cotas comemoraram a adesão das universidades. "A mobilização dos negros para o debate das cotas está movimentando outros setores", diz frei David Raimundo dos Santos, da Educafro. Para ele, o principal desafio está nas grandes universidades, como a Universidade de São Paulo, que oferece, por meio do Programa de Inclusão Social da USP, o acréscimo na nota do vestibular para candidatos do ensino médio público.

Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de ações afirmativas, as cotas são necessárias para suprir as desigualdades socioeconômicas do País. "Temos de resgatar as consequências de fatos históricos como a escravidão e a abolição. As diferenças são extremas", diz.

Para Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos, a adesão das instituições se deve também ao respaldo popular que as ações afirmativas apresentam. "Os diferentes tipos de cotas refletem que as universidades estão discutindo seus próprios perfis."

Preconceito.
A advogada Allyne Andrade, de 24 anos, que ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema de cotas, diz que ainda existe preconceito no ambiente acadêmico. "Muitos professores achavam que a qualidade do ensino ia cair. A sociedade é racista."

Apesar de ser cotista, Maria de Lourdes Aguiar, de 24 anos, estudante de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, critica o sistema. "Eu apoio até um certo limite, porque isso pode acabar tampando o sol com a peneira", opina.

José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, concorda. "Isso mostra a incompetência do Estado, que não oferece educação básica de qualidade", diz. "Cotas só são boas para quem usufrui delas. Elas não acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social. Motivo para comemorar é quando um estudante pobre entra na universidade pública sem cota."

Ações afirmativas
Cotas raciais
Consistem em reservar parte das vagas da instituição de ensino superior para candidatos que sejam afrodescendentes ou indígenas, por exemplo.

Cotas sociais
São a reserva de vagas do vestibular para alunos formados em escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência, estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede pública, entre outros.

Bônus
É o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de determinadas condições sociais.

PALESTRA A VISIBILIDADE DA MULHER NEGRA E AS RELAÇÕES DE TRABALHO

Recebido por email.
O SISEJUFE comemora o DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA

com a palestra "A VISIBILIDADE DA MULHER NEGRA E AS REALÇÕES DE TRABALHO"

Palestrante: Juíza Luislinda Valois - Juíza da Justiça federal da Bahia
Quinta, 29 de julho de 2010
às 18h30
no auditório do SISEJUFE Av. Presidente Vargas, 509 - 11º andar - Rio de Janeiro.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MUSEU AFRO BRASIL DE SÃO PAULO ABRE ESPAÇO PARA MOSTRAS DE FILMES

Retirado do site Portugal Digital.

Portugal Digital - Brasil/Portugal
04/07/2010

Museu Afro Brasil em sua primeira mostra de filmes destaca a luta do negro norte-americano pela igualdade.

Da Redação
São Paulo - A luta do negro norte-americano pelos direitos civis é o pano de fundo das produções que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, apresenta, a partir do dia 17 de julho, às 14 horas, na inédita mostra de filmes "A Saga Negra do Norte", em parceria com a Heco Produções.

Com curadoria do cineasta Eugenio Puppo, foram selecionadas 11 obras, entre documentários e ficções que retratam diferentes perspectivas de um período crucial para a questão das relações raciais nos Estados Unidos. Entre os filmes estão "O Assassinato de Martin Luther King" (1993), de Denis Muller; "Os Panteras Negras", dirigido por Agnès Varda e "Malcom X", de Spike Lee.

A mostra termina no dia 15 de agosto e terá sessões sempre às 14h e 17h, aos sábados e domingos, no Auditório Ruth de Souza, do Museu Afro Brasil. A mostra conta com o apoio de Drew Associates, California Filmes, MPLC BR, Mpi Home Video, Cinemateca da Embaixada Francesa, Warner Bros, Columbia, Magnus Opus, Daylight e Sony.

FÓRUM COBRA POLÍTICAS PARA AFRODESCENDENTES

Retirado do site  Diário do Pará.

Quarta-feira, 07/07/2010
Artistas participam do I Fórum de Performance Negra, no IAP

Apesar da forte influência da cultura negra no Pará, presente em manifestações como boi-bumbá e carimbó, somente agora Belém é cenário do I Fórum de Performance Negra, realizado no Instituto de Artes do Pará (IAP), até sexta- feira, dia 9.

“O racismo, o preconceito e a discriminação dirigidos à comunidade afrodescendente foram, durante séculos, institucionalizados pelo Estado brasileiro. Somente agora o papel do negro no Brasil torna-se objeto de discussão de forma mais efetiva. No Pará, então, a discussão ainda está engatinhando”, afirma Amilton Sá Barreto,membro da Associação dos Filhos e Amigos Ilê Iyá Omi Axé Ofa Kare (Afaia) e um dos organizadores do evento.

Com a proposta de atrair a atenção da sociedade para a importância histórica da matriz negra no teatro, na dança e na música paraense, o I Fórum de Belém de Performance Negra surgiu da união da Afaia e da Companhia de Dança e Teatro Will Júnior.

“A motivação do encontro paraense parte dos fóruns nacionais de performance negra, realizados há cerca de dois anos em Salvador (BA). É uma grande mobilização, que envolve grupos culturais de todo o país, para discutir políticas e definir diretrizes sobre a questão afro. Mas a faísca que deu início ao Fórum de Belém aconteceu mesmo por acaso”, conta Will Júnior, produtor e coreógrafo da companhia.

Mesmo compartilhando o teatro, a dança e a influência negra em seus trabalhos,os dois grupos só iniciaram a parceria após um encontro em Brasília, em abril deste ano, quando foi entregue o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras.

Os projetos paraenses “Emi – A Concepção Yorubana do Universo”, apresentado pela Afaia, e “Elegbará – O Guardião da Vida”, da Companhia Will Junior, foram os únicos da Região Norte beneficiados, entre 412 inscritos. Cada um recebeu R$ 80 mil do Governo Federal.

QUESTIONAMENTOS
“Se você levar em conta as estatísticas, a população negra no Pará chega a 72,4% do total, mas temos pouquíssimas políticas culturais voltadas exclusivamente para a questão negra. Cotas e editais específicos são necessários nesse processo de afirmação Só reconhecendo a identidade negra no universo das identidades étnicas iremos compor uma identidade nacional plural”, defende Amilton.

ESPETÁCULO OLONADÉ DA Cia DOS COMUNS

Retirado do blog IPCN.

OLONADÈ - A cena negra brasileira

A Cia dos Comuns realiza
OLONADÉ
A cena negra brasileira
Seminário oficinas mostra de cinema, espetáculos de dança e teatro negro de diferentes regiões do Brasil
(CLIQUE NAS IMAGENS ABAIXO PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO)


Todas as atividades serão GRATUITAS Distribuição de SENHAS para filmes e espetáculos 1 hora antes de cada sessão



Informações:
Cia dos Comuns - (21) 2242-0606
comuns@comuns.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PRESIDENTE NEGA QUE AÇÕES AFIRMATIVAS REALCEM DIFERENÇAS RACIAIS NO PAÍS

Retirdo do site Correio Braziliense.


Agência Brasil
Publicação: 01/07/2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu as iniciativas de seu governo para os afrodescendentes, negando que as políticas de ações afirmativas, como a instituição de cotas para negros em universidades e a demarcação de terras quilombolas, realcem as diferenças raciais no país, ameaçando a harmonia racial antes existente.

“Não é verdade, não é verdade. O preconceito está aí, está em cada esquina, está em cada rua, está em cada casa. Não adianta tratar essas coisas com mentiras”, afirmou o presidente em entrevista à TV Brasil Internacional, um dia antes de embarcar para uma viagem a seis países da África.

Lula citou a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial como conquistas importantes para a consolidação das políticas afirmativas. O presidente lembrou também a aprovação da obrigatoriedade do ensino das culturas afro-brasileira e africana nas escolas. “Tudo isso é extremamente importante para o futuro do país, para a construção da nova consciência cidadã que precisamos ter.”


Na entrevista, Lula destacou ainda o fato de ter sido aprovada pela Câmara da Universidade Luso-Afro-Brasileira a implantação dessa instituição de ensino em Redenção, no Ceará. A intenção é formar recursos humanos para desenvolver a integração entre o Brasil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos

“Nós queremos uma universidade com 10 mil alunos, 5 mil brasileiros e 5 mil africanos, com parte do currículo africana, parte do currículo brasileira, ou seja, tudo afro-brasileiro, com professores dos dois continentes”, detalhou Lula.

A entrevista do presidente à TV Brasil Internacional será exibida a partir de sábado (2) nos 49 países africanos para os quais o canal é transmitido, coincidindo com o início de sua viagem ao continente. O primeiro país visitado será Cabo Verde. Em seguida, o presidente irá à Guiné Equatorial, ao Quênia, à Tanzânia, a Zâmbia e à África do Sul.

TRABALHADORES ERAM ESCRAVOS EM OBRA DO MINHA CASA, MINHA VIDA

Retirado do site Reporter Brasil.

24/06/2010
Vítimas, que tinham sua carteira de trabalho retida, denunciaram a situação após quatro meses sem receber salários em obra do programa habitacional
Por Bianca Pyl*

Financiada pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), a obra do programa federal "Minha casa, minha vida" em Catalão (GO) poderia ser assunto apenas para boas notícias. Seria assim se 74 trabalhadores que prestavam serviços na construção das casas populares não tivessem sidos submetidos a condições análogas às de escravos.


As vítimas fizeram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Goiás e foram atendidas em caráter de emergência, de acordo com Antonio Carlos Cavalcante, procurador do Trabalho responsável pela ação.


A obra do programa "Minha casa, minha vida" custou mais de R$ 15 milhões (Foto: MTP/GO)


Os empregados trabalhavam no canteiro de obras da empresa Copermil Construção Ltda, no loteamento Evelina Nour. De acordo com Antonio Carlos, a Prefeitura do Município de Catalão cedeu a área para a construção de casas populares do programa "Minha casa, minha vida" e foi responsável pela licitação que escolheu a construtora, com sede em Belo Horizonte (MG).

A empresa mineira, por sua vez, contratou a TJ Prestadora de Serviços de Jardinagem Ltda. "Trata-se de uma empresa de José da Silva Cunha, um ´gato´ conhecido na região por arregimentar empregados para o corte de cana-de-açúcar. Ele montou a empresa para poder prestar serviço na construção civil", explica o procurador do Trabalho.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

IBGE DIVULGARÁ PRIMEIROS DADOS DO NOVO CENSO DEMOGRÁFICO JÁ EM NOVEMBRO

Retirado do site da Agência Senado.
COMISSÕES / Assuntos Econômicos
22/06/2010
O conjunto de informações do Censo Demográfico de 2010 só estará concluído e divulgado em 2012, mas o tamanho da população e sua distribuição nos municípios já poderão ser conhecidos em novembro próximo. A informação é do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Gomes, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (22).

Por determinação da legislação, conforme Eduardo Gomes, esses dados precisam ser repassados até o final de novembro para o Tribunal de Contas da União (TCU). O número de habitantes é uma das informações utilizadas por esse órgão para calcular o repasse anual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a cada município. Nos anos posteriores, o órgão faz projeções a partir dos números apurados no censo geral a cada decênio.

Ano eleitoral
O presidente do IBGE não acredita na hipótese de uso eleitoral do censo, nessa que é a segunda vez em que o país coleta dados em período de eleição geral. Do ponto de vista técnico e político, as questões a serem feitas são "absolutamente neutras", assegurou. Assim, não haveria pretexto para que algum recenseador tente indicar voto "neste ou naquele candidato". Se isso ocorrer, observou, não terá nada a ver com o trabalho em si, cabendo ao órgão adotar as medidas cabíveis.

- O morador terá todo o direito de alertar o IBGE, para que tomemos as devidas providências - disse.

Para esse ou qualquer outro problema, a população poderá ligar gratuitamente para o IBGE (0800-7218181). Esse número será gravado no próprio uniforme do recenseador, devendo ser acessado ainda quando o morador tiver dúvida sobre se a pessoa que está batendo à sua porta é mesmo alguém a serviço do órgão. Como reforço à segurança das famílias, o uniforme inclui ainda crachá com fotografia e nome do profissional.

- Se tiver com algum receio, a pessoa poderá telefonar, pois tiraremos qualquer dúvida - garantiu.

Os riscos de interferência política nos trabalhos e as questões de segurança foram pontos abordados pelos senadores durante a audiência, com trabalhos coordenados pelo presidente da CAE, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). O propositor do requerimento foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O presidente do IBGE informou que a população logo será amplamente informada sobre o censo, por meio de campanha publicitária em jornais, rádios e televisão, devendo ser também realizado trabalho específico junto a estudantes de todo o país.

Abertura em agosto
O Censo 2010 será o décimo segundo censo demográfico no Brasil, devendo oferecer um retrato amplo da população e de suas características socioeconômicas. Os trabalhos de coleta vão começar em 1º de agosto, envolvendo cerca de 58 milhões de domicílios, em 5.565 municípios.

Em 52 milhões de domicílios, será aplicado um questionário básico, abordando questões como idade, sexo, cor e raça, além de dados sobre educação e moradia. Nos demais, serão coletados ainda detalhes sobre nível de renda e emprego, acesso a programas de transferência de renda e sobre a ocorrência de alguma deficiência física na família.

Os gastos com o novo censo são estimados em R$ 1,5 bilhão, contra R$ 700 milhões investidos no anterior. No auge, os trabalhos vão envolver 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores para a coleta de campo, prevista para durar três meses. Uma das novidades da vez são os questionários eletrônicos, opção que poderá ser oferecida pelo recenseador aos entrevistados, mediante fornecimento de senha de acesso ao portal do IBGE na internet. A expectativa é de que até 5% dos questionários sejam preenchidos por esse meio.

Gorette Brandão / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

PARCERIA ENTRE MEC E FEBRABAN CRIA 'COTA DE ESTÁGIO'

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.



Previsão é que acordo resulte em cerca de 600 jovens estagiando no primeiro ano


27 de julho de 2010
O Estado de S. Paulo


O Ministério da Educação e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem assinar hoje um acordo que deve fazer com que os bancos reservem até 10% de vagas de estágio a alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni).

A entidade com o governo federal prevê, para o primeiro ano da parceria, uma média de 600 jovens estagiando por meio do acordo. “Não estamos reinventando nenhum tipo de processo. Estamos integrando forças com outros órgãos para promover a diversidade e ações afirmativas”, afirma Mário Sérgio Vasconcelos, diretor de relações institucionais da Febraban. “Assim, vamos oferecer vagas e oportunidades de capacitação, treinamento e de carreira.”

Segundo ele, o acordo envolve, além do MEC, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). A ideia é incentivar a inclusão de mulheres e negros, valorizar a diversidade no setor bancário, fortalecer os processos de administração e gestão de carreiras da mulher e proporcionar oportunidades de inserção no mercado de trabalho de homens e jovens negros que participaram do ProUni e jovens de maior vulnerabilidade social.

Devem participar da cerimônia de assinatura do acordo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa; a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello; o ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araújo, e a ministra da SPM, Nilcéa Freire.

WORKSHOP FERAMENTAS DIGITAIS DO IBGE

Recebido por email.
Workshop 2010 IBGE



APRESENTAÇÃO
O Workshop de Ferramentas Digitais é uma excelente oportunidade para a atualização de quem desenvolve atividades de planejamento e pesquisa nas organizações.

A estrutura do workshop tem como objetivo treinar, em 12 horas (1 dia e 1/2), os participantes de modo que utilizem as ferramentas digitais que permitem o acesso às informações disponibilizadas pelo IBGE, tais como:

* ESTATCART - Sistema de Informações Georreferenciadas EstatCart - possibilita associar uma visão espacial aos dados e permite o acesso a diversas informações em CD-ROM: Base de Informações Municipais e bases do Censo 2000: Universo, Amostra e Setor Censitário;


* BME – Banco Multidimensional de Estatísticas – torna possível o acesso, recuperação e manuseio dos dados coletados nos questionários de pesquisas do IBGE, reunindo mais de 1 bilhão de registros de informação propiciando a geração de tabulações especiais, existe custo para utilização deste serviço.;


* SIDRA – Sistema IBGE de Recuperação Automática – visa facilitar a sociedade em geral e os administradores públicos, através da Internet, a obtenção gratuita de mais de 600.000.000 de informações agregadas possibilitando a geração de tabelas, gráficos e cartogramas.

INFORMAÇÕES: Através do e-mail - ferramentasdigitais@ibge.gov.br ou do telefone 0800-218181

quarta-feira, 30 de junho de 2010

VÍDEO "FRAGMENTOS" DO UNAIDSBr

Montagem bem legal com vários depoimentos com os tipos mais comuns de preconceitos e discriminações na sociedade.

CENTRO KNIGHT OFERECE "WEBINAR" SOBRE COBERTURA ELEITORAL NO BRASIL

Retirado do site Jornalismo nas Americas.

Blog de Notícias

Com as eleições de outubro se aproximando no Brasil, o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas fará na terça-feira, 13 de julho, seu primeiro webinar (seminário ao vivo na internet): “Técnicas de cobertura eleitoral: como entender e analisar pesquisas eleitorais”.

O webinar, que será gratuito, terá duração de duas horas, das 10h às 12h (horário de Brasília), e será conduzido pelo jornalista José Roberto de Toledo, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e autor de um blog sobre cobertura eleitoral no site do jornal O Estado de S. Paulo.

Toledo irá ensinar os jornalistas a ler e interpretar as estatísticas eleitorais, identificando tendências de subida ou queda das candidaturas. Os tópicos de discussão incluem como são elaboradas as pesquisas, por que elas funcionam mesmo com amostras relativamente pequenas, quais os problemas mais comuns em sua interpretação, margens de erro e de segurança, como analisar tabelas e gráficos, entre outros temas. Também haverá discussões e atividades interativas com os participantes.

O webinar terá um número limitado de vagas, destinadas especificamente a jornalistas brasileiros que trabalhem em tempo integral para veículos impressos, eletrônicos ou online, e que tenham sido escalados para cobrir as eleições. Terão prioridade os candidatos que demonstrarem interesse em usar técnicas de jornalismo investigativo na cobertura eleitoral.

Faça aqui sua inscrição até o dia 4 de julho, às 19h (horário de Brasília).
Publicado por Knight Center at 06/28/2010

DEBATE - TORTURA ONTEM E HOJE: ATUALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA

Recebido por email.

BOLSAS PARA TCC

Retirado do site do Observatório da Imprensa.

ANDI & ALANA
em 25/5/2010

Um dos períodos de maior desafio para os estudantes de graduação é aquele em que devem construir seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). As monografias finais constituem-se em um importante elemento na formação profissional e intelectual.

Entendendo a relevância dessa etapa, a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), por meio do Programa InFormação, e o Instituto Alana, através do Projeto Criança e Consumo, oferecem bolsas a alunos que pretendam elaborar seus TCC focados na relação entre Criança, Consumo e Mídia. Realizado desde 2007, o programa de bolsas seleciona trabalhos relacionados à Comunicação e à agenda social brasileira.

As bolsas
Serão concedidas 07 (sete) bolsas de R$ 350,00/mensais (trezentos e cinquenta reais por mês), durante 6 (seis) meses, para os(as) estudantes universitários(as) que se comprometerem a realizar seus TCC com foco na:

i. Interface geral entre "Criança, Consumo e Mídia" (3 bolsas);
ii. Temática especial "A relação entre a publicidade e a expansão do consumo das classes C e D no Brasil" (2 bolsas);
iii. Temática especial "Desafios para a autorregulamentação da publicidade" (2 bolsas).

Quem pode participar
Podem concorrer às bolsas estudantes de graduação de quaisquer Instituições de Ensino Superior brasileiras [as inscrições são abertas para vários cursos além de Comunicação, como Direito, Pedagogia, Ciências Sociais e Psicologia].

Projetos
Para concorrer a uma das bolsas ofertadas, o candidato deve preparar, com o auxílio de um professor orientador, um projeto de TCC de acordo com os parâmetros definidos no Edital (acesse o Edital aqui). Serão escolhidos trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31/01/2011.

Inscrições
As inscrições para o Programa de Bolsas para TCC ocorrerão de 20/05 a 20/07 de 2010. É necessário realizar uma pré-inscrição online, no sítio do Programa InFormação (www.informacao.andi.org.br). Posteriormente, deve-se enviar à Coordenação de Relações Acadêmicas da Andi, até o dia 25/07 de 2010 (valendo a data de postagem), o projeto conforme as regras definidas no Edital do concurso.]

Resultados
Os contemplados serão conhecidos até o dia 16/08 de 2010, podendo ser antecipado o resultado;

Divulgação
Nesta edição do programa, os(as) bolsistas e orientadores(as) também irão produzir artigos acadêmicos que permitirão divulgação mais ampla dos conhecimentos produzidos. Os textos serão disponibilizados para download e poderão integrar coletâneas como "Infância e consumo: estudos no campo da comunicação" (baixe aqui).

Conheça o edital
Acesse o Edital de Premiação completo na página eletrônica do Programa InFormação, na seção "Bolsas para Trabalhos de Conclusão de Curso", ou clique aqui.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ELES AINDA SÃO MINORIA

Retirado do site Último Segundo.

Na escola, na universidade ou nos cargos disputados do mercado de trabalho, os negros aparecem pouco nas estatísticas

Priscilla Borges, iG Brasília | 23/05/2010

João Batista de Sousa, 57 anos, é quase uma exceção. Ao longo da vida, atingiu lugares inimagináveis pela sua família e pela sociedade ond vivia. Negro, pobre, filho de uma dona de casa e um agricultor, decidiu estudar e mudar a trajetória a que muitos à sua volta o condenavam: seguir os passos do pai.
O mineiro da cidade de Uberaba se tornou um cirurgião especialista em coloproctologia (câncer intestinal), e, hoje, acumula ainda as funções de professor e vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB). Sempre bem-humorado, João Batista diz que costuma “não dar ouvidos ao preconceito”, que, segundo ele, o "acompanhou sempre".
Os pais de João não estudaram. O pai frequentou uma escola durante 60 dias apenas. A mãe só foi alfabetizada depois dos 40 anos. Apesar isso, eles incentivaram os filhos a seguir caminhos diferentes. Eles entraram no colégio aos 7 anos. Quem fazia corpo mole
ganhava um castigo inusitado: um choque de realidade.
Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews
João Batista de Sousa resolveu ser médico depois de um acidente
Para assustar os que não queriam saber de livros, o pai de João os colocava para trabalhar pesado na fazenda, ao lado dos peões. Assim, achava que faria os filhos entenderem que era preciso buscar um futuro melhor. A tática não funcionou com todos. Mas com o vice-reitor da UnB deu certo.

Sempre com boas notas, João teve momentos de dúvida. Chegou a largar a escola por alguns anos. Um acidente de cavalo, no qual quebrou o tornozelo, fez com que mudasse de ideia e começasse a sonhar com o curso mais disputado e cobiçado da cidade. Os cuidados dos médicos o encantaram. Na vizinhança, riam da vontade do menino.
Era impensável que um jovem negro e de família de baixa renda pensasse em dividir um espaço tão privilegiado e tão elitizado quanto um curso de medicina. O ensino superior como um todo ainda é um desafio para a população negra.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008 mostram que, na faixa etária considerada ideal para cursar o ensino superior (entre 18 e 24 anos), 20,5% dos brancos concluíram a graduação, enquanto apenas 7,7% dos negros chegaram lá. Quando se analisa toda a população com mais de 25 anos que conseguiu um diploma de ensino superior, a situação se repete: 14,7% de brancos contra 4,7% de negros alcançaram o feito.
Quando entrou na faculdade, a Federal do Triângulo Mineiro, era possível contar nos dedos quantos negros haviam conseguido o mesmo feito. Eram cinco na época, diz João. Dentro da instituição, situações de preconceito aconteciam constantemente.

MITOS E PRECONCEITOS

Retirado do do site Ultimo Segundo.

Lia Maria dos Santos é economista e artista plástica. Atualmente, está desempregada mas diz que participa de várias entrevistas

Priscilla Borges, iG Brasília  23/05/2010

Mudar a trajetória dos negros no mercado de trabalho levará ainda muito tempo. Os 122 que separam o País do tempo em que eles eram escravos ainda não foram suficientes para colocá-los próximos da população branca no mercado de trabalho. Os dados mais recentes que traçam esse cenário são de 2008. 
Naquele ano, diferentes pesquisas mostraram que o negro ainda ocupa menos cargos de chefia e mais vagas para trabalhos menos qualificados. De acordo com o Instituto Ethos e o Ibope, apenas 3,5% dos trabalhadores afrodescendentes eram chefes nas maiores empresas brasileiras.

O Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas, feito há dois anos, revelou que os brancos ocupavam 94% dos postos executivos. A pesquisa trouxe uma série histórica, já que também havia sido aplicada em 2003 e 2005, cujo resultado demonstra pouca evolução na participação dos negros nas vagas de chefia: de 1,8% na primeira edição para 3,5% em 2007.

Nas conclusões do estudo, os pesquisadores evidenciam um “desequilíbrio” entre a representatividade dos afrodescendentes na população (49,5%) e nos quadros de funcionários dessas grandes empresas (25,1%). “Há uma inequívoca sub-representação dos negros nas grandes empresas brasileiras. Como no caso das mulheres, observa-se um afunilamento hierárquico: quanto mais alto o cargo, menor a participação de negros”, escrevem os autores na publicação.

Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews
Lia dos Santos, economista e artista plástica: "Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos."

Lia Maria dos Santos, 30 anos, enfrentou inúmeros preconceitos, mesmo sendo filha de funcionários públicos do Itamaraty. “Dá o estalo que o racismo existe quando se percebe a discriminação no jeito que te olham na loja ou no shopping sem motivo nenhum”, diz. Lia morou na África quando era criança. E em Cuba na adolescência.
Artista plástica formada pela UnB, Lia também estudou economia, está fazendo mestrado em políticas publicas na área de educação para mulheres negras, fala vários idiomas e já atuou como consultora. No momento, está desempregada. Já participou de diversas entrevistas de emprego desde que voltou de um programa da Organização das Nações Unidas em Genebra, Suíça.

“Cheguei ao Brasil e fui trabalhar em telemarketing ganhando R$ 1,5 mil. Fiquei uma semana e saí. Não dá”, lamenta. Lia dá palestras em escolas e organizações para tentar quebrar as barreiras do preconceito e mostrar que as diferenças existem. “Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos.”

A DINÂMICA DAS NOVAS MÍDIAS

Retirado do site Observatório da Imprensa.

REDES SOCIAIS
Por Luciano Martins Costa em 25/5/2010

Comentário para o programa radiofônico do OI, 25/5/2001
A Folha de S.Paulo reproduz resultado de estudo distribuído nesta semana pelo instituto Pew Research Center, dos Estados Unidos, no qual são analisados os conteúdos jornalísticos das chamadas redes sociais da internet. A constatação principal é de que ainda não há um padrão pelo qual se possa definir as escolhas de blogs e de mídias instantâneas como Twitter e Youtube.

Outra evidência revela que as notícias e sua hierarquia nas novas mídias mudam muito rapidamente, quase tão velozmente quanto a dinâmica de sua propagação, mas grande parte delas tem origem nas mídias tradicionais, como jornais e emissoras de televisão.


Essa dependência é maior nos blogs, que têm 99% de suas histórias copiadas de jornais ou da TV. No caso das mídias americanas, 80% vêm da BBC, CNN, The New York Times e The Washington Post. No Twitter, metade do conteúdo considerado jornalístico vem das mídias tradicionais.

Apesar dessa relação complementar, que revela a maior capacidade de coleta e processamento de informações do sistema estabelecido, também fica claro que as novas mídias dão uma sobrevida maior ao noticiário de jornais e emissoras de TV, na medida em que, ao reproduzir seu conteúdo, acrescentam dados e contribuições de milhões de protagonistas, diversificando as possibilidades de interpretação dos mesmos fatos.

"UFMA PRECISA SE ENVOLVER COM O SISTEMA DE COTAS"

Retirado do site TVCanal13.

O professor Carlos Benedito, do Departamento de Antropologia e Sociologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) reconheceu que houve falhas na avaliação das matrículas dos candidatos aprovados pelo sistema de cotas do Enem, que protestaram contra a decisão "Nós reconhecemos as falhas e a comissão de maneira consensual resolveu reavaliar alguns casos.", explicou.



Carlos Benedito disse que é difícil identificar quem são os cotistas na instituição. Para o educador, a ideia de mestiçagem no Brasil gerou um certo oportunismo.

- Mestiço todo mundo é. Não existe raça pura. No Brasil a ideia de mestiçagem é um complicador, pois constrói a identidade de uma ideologia. Ela acoberta a discriminação e dificulta a identificação das pessoas - argumentou.

Carlos Benedito afirmou que o Enem possibilita um pensamento contrário ao edital de política educacional afirmativa. "O concurso faz com que o candidato fique rastreando vagas pela pontuação. Ele faz opção para Medicina e Economia. Vai para o curso Direito. Depois muda para Enfermagem se aproveitando do Sistema de Cotas. Enfim, isto acaba afetando as políticas de cotas para negros, pois não está avaliando a ancestralidade, mas sim um candidato aprovado naquela circunstância", justificou.

O professor revela que dados da Pró-Reitoria da Universidade Federal do Maranhão indicam que 1.200 estudantes entraram na instituição pelo sistema de cotas sem critérios. O professor contesta esse número e a maneira como eles estão na instituição. Também questiona as coordenações de cursos no que diz respeito a políticas de cotas.

- É difícil identificar quem são os cotistas, pois eles não se apresentam. As coordenações de cursos não têm acompanhamento e preocupação com as políticas de cotas da universidade - acrescentou.

Carlos Benedito elogiou a política do sistema de cotas nas universidades públicas federais da UNB, UFRJ e Universidade Federal da Bahia ,que busca, em seu processo de avaliação, identificar quem são os cotistas, o seu rendimento dentro da instituição e qual a constituição étnico-racial da universidade.

O professor Carlos Benedito definiu o sistema de cotas como uma política de acesso para assegurar a oportunidade de quem não tem. Disse ainda que o estudante está fazendo uma opção política em que deve se solidarizar com um processo de luta e conquista da criação do sistema de cotas.

Benedito exigiu o envolvimento da Universidade e quer que ela incorpore uma política de ação afirmativa para conscietizar os discentes da instuição.

28/06/2010

CONVOCATORIA - FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITORIOS QUILOMBOLAS

Recebido por email.

Date: Mon, 28 Junho
Companheiros, (as) do Movimento Negro e Social, bem como da Frente Nacional em Defesa  dos Territórios Quilombolas constituído no FSM em janeiro de 2010 em POA.

Presenciamos  o recrudescimento dos ataques aos avanços que temos conquistado na luta e na mobilização como a Política de Cotas em de mais de 50 Universidades Brasileiras bem como no mercado de trabalho, destacando que o DEM apresenta ADPF 186  no intuito de declarar inconstitucional o sistema de cotas raciais nas Universidades Publicas" as Políticas de Ações Afirmativas na área da Saúde aprovadas em diversos instâncias do MS, fruto de nossas discussões nos Conselhos  de Saúde , Conferências Nacionais  de Saúde e de Promoção da Igualdade Racial, os direitos Quilombolas retirados do Estatuto e na iminência do julgamento da ADI-3239 do DEM, contra o Decreto 4887/2003 no STF.

Ao mesmo tempo, as respostas  a esses ataques tem sido no mínimo tímidos, para não dizer inertes e ineficientes considerando os interesses em jogo, sobretudo do ponto de vista de setores do governo, haja vista a posição da SEPPIR sobre o Estatuto da Igualdade Racial.

O Brasil presenciou uma das manobras mais cruéis em nome do processo eleitoral, onde quem pagou uma conta surreal foi o Povo Negro. Pagará com suas lutas e conquistas derrubadas ao final do segundo mandato de LULA pela direita ruralista neste país.

Cabe ao Movimento Social Negro recrudescer também,  através da  mobilização social e  demonstrar ao governo que temos posição política e que este acordo não deve  ser  assinado pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Existe uma mobilização de quase duzentas organizações negras encabeçadas pelo MNU, CEN, Circulo Palmarino, Forum Nacional de Juventude Negra e CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Quilombolas  e populares como o MST, MNLM, UMP, Tribunal Popular, CONAM, e muitas organizações quilombolas, de matriz africana, juventude, de mulheres negras,  e sindicais  assinando este documento e pedindo o VETO do Presidente LULA, o recuo deste governo neste acordo deverá existir em nome da historia de luta e memória dos Ancestrais  e dos Direitos Étnicos constituídos nos Acordos Internacionais de Combate ao Racismo e todas Formas de Discriminação , Xenofobia e Intolerâncias Correlatas , assinados pelo Governo Lula.

Este acordo sancionado significa a repetição do Acordo oferecido pelo Estado Brasileiro a Ganga Zumba na História de Palmares, que propunha a Trégua e a PAZ em nome da destruição do Quilombo de Palmares. ZUMBI RESISTIU!

Avaliamos  que foram realizadas políticas importantes de emancipação e justiça social, como o Programa Luz para Todos e sua chegada nas Comunidades Quilombolas.

Programas Habitacionais que estão chegando no campo e na cidade  e sobretudo na cidade atendendo a População Negra , Programa de Bolsas nas Universidades , a lei 10639 ( mesmo com problemas para implementação  desta lei), enfim uma infinidade de políticas públicas que de uma forma ou de outra estão na vida .

Porém , o Estatuto da Igualdade Racial e o DECRETO 4887 que regulariza os Territórios Quilombolas , não vamos admitir que modifiquem  , que negociem , que retrocedam e sobretudo por uma imposição dos ESCRAVOCRATAS deste país.

Estamos perguntando ao Governo  LULA.. é possível comparar o Estatuto À LEI Áurea , como o Ministro da SEPPIR que fazer o povo acreditar??
Só se os interesses econômicos que a Inglaterra tinha na época de acumulação de riquezas às custas do trabalho escravo que já não servia mais  e por isso resolve impetrar um processo de Genocídio Negro ( nos jogando a nossa própria sorte) com o nome de Lei Áurea e assinado pela Princesa Isabel forem os mesmos defendidos pelo DEM e acordados pelo PT e o Governo Lula em nome do Que?? do Agronegócio?? ? Agora perguntamos quem será A NOVA PRINCESA ISABEL???

A CUT, a maior Central deste pais que questiona as ações do Governo com relação aos direitos quilombolas no Conselho Interamericano, defendendo a Convenção 169 na OIT , na gestão do Secretário de Relações Internacionais João Felício em 2008 , nesta nova direção muda de posição???

Que documento é esse da CUT Nacional que apoia o sancionamento desta PANACÉIA? Mesmo com posição de apoio ao Governo, a CUT sabe o que está fazendo?? Sabe se está apoiando de fato ou ajudando este Governo entrar para a Lei 10639, como o Governo que entrega os principais marcos da Luta Negra Contemporânea  no Brasil, ESTATUTO E DECRETO 4887  a UDR  - União DEMocrática Ruralista.

Conforme a fala de Spis representando a CUT, na Assembléia Nacional Popular  da CMS que reuniu no dia 31 de maio deste ano 20 estados e as Principais Organizações do Movimento Social com 2000 lideranças: “ queremos consolidar as mudanças dos últimos anos, ampliar as conquistas, avançar nas mudanças que ainda faltam e impedir qualquer retrocesso", perguntamos a CUT, esta fala referenda a luta negra também ?
CONVOCAMOS

A ASSEMBLÉIA NEGRA E POPULAR E DA FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS

Não existe espaço para acreditarmos que poderemos ter o Veto de LULA no Projeto  do Estatuto e  uma Vitória no STF CONTRA ADI 3239, simplesmente, com documentos  na medida em que se não houver mobilização estaremos caminhando para a derrota.
Assim convocamos a todos que assinaram a MOBILIZAÇÂO PELA RETIRADA DE PAUTA DO ESTATUTO NO SENADO FEDERAL A CONTINUARMOS A LUTA RUMO A BRASILIA NO DIA 30 DE JUNHO, PARA 

MOBILIZAÇÃO PELO VETO DE LULA AO ESTATUTO APROVADO NO SENADO
PELO   INDEFERIMENTO DA ADI 3239 DO DEM
CONTRA O DECRETO 4887 DO STF

LOCAL– AUDITÓRIO NEREU RAMOS /ANEXO II CAMARA DOS DEPUTADOS
14 HORAS –  CONCENTRAÇÃO  10 HORAS  EM FRENTE AO STF

Chamam esta Mobilização CONAQ, MNU, CEN (Coletivo Nacional de Entidades Negras) e FOJUNE (Fórum Nacional de Juventude Negra)  

ORGANIZAÇÕES CONVOCADAS PARA ASSEMBLÉIA E MULTIPLICADORAS DESTA MOBILIZAÇÃO (TODAS QUE ASSINARAM O DOCUMENTO PELA RETIRADA DE PAUTA DO ESTATUTO DO SENADO E  TODAS QUE TEM ACORDO COM A  MOBILIZAÇÃO CONTRA A ADI 3239 DO DEM E PELO VETO DO PRESIDENTE  LULA AO ESTATUTO APROVADO PELO SENADO) 

III SEMINÁRIO DE RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANA DE SÃO GONÇALO

Recebido por email.
Tema: “Onde está a liberdade que ninguém viu?”

Data: 16 de julho de 2010 – 14:00 hs

Convidamos a todos (as) a participarem, no Auditório da Regional do Sindsprev em São Gonçalo , Rua Feliciano Sodré nº 154 fundos, do III Seminário de Religiões de Matrizes Africana de São Gonçalo, com o tema “Onde está a liberdade que ninguém viu?”, nos aspectos de religiosidade, gênero, raça e política, para o fortalecimento da identidade e preservação das religiões de matriz africana.

14 h – Mesa de Abertura – Ilê Ase Nila Ode (Alto de Oxossi) - CEN - Sindsprev/RJ
14:20 hs – Sacerdotes Presentes dos diversos segmentos - Louvação a Orixás, Voduns e Inkinces.
14:30/15:10 hs – I Mesa – Fim da escravidão: 122 anos depois, o que mudou?

Palestrante: Prof. Genilda Maria da Penha – Assistente Social e Pós-graduação na ESG – Defesa do Hemisfério Sul

15:10/15:20 hs – Perguntas da plenária
15:20/15:40 hs – Atividade Cultural – Capoeira – Mestre Machado(Liga Gonçalense de Capoeira)

15:40/16:10 hs – – LANÇAMENTO OFICIAL DA CAMPANHA: QUEM É DE AXÉ, DIZ QUE É!

16:10 /16:20hs Atividade cultural(Jongo/ CEABIR)
16:20/16:50 hs - II Mesa – As religiões de matriz africana e a tolerância religiosa
Palestrante: Jean Wyllys – Jornalista e Escritor

16:50/17:00 – Perguntas da plenária
17:00/17:30 – Ill Mesa – As mulheres no mercado de trabalho
Palestrante: Janira Rocha – Sindicalista

17:30/17:40hs-– Perguntas da plenária
17:40/18:10 IV Mesa – Legalização de Terreiros
Palestrante: Adriana Martins – Yawo do Ase Bangbose

18:10/18:20hs–– Perguntas da Plenária
19hs hs – Encerramento – CONFRATERNIZAÇAO – COOFFE BREAK

Organização:
Secretaria de Gênero, Raça e Etnia da Regional do Sindsprev em São Gonçalo / Jornal Vozes do Axé/Ilê Asé Nila Ode (Alto de Oxossi) / Cen

Inscrições: Sindsprev RJ – Regional São Gonçalo – Av. Feliciano Sodré, 154 – Fundos – Centro – São Gonçalo/RJ – Tel.: (021) 2604-3434 (021) 2604-3434 (Antigo Ministério do Trabalho – A/L: Banco Itaú)
Email: vozesdoaxe@gmail.com

FESTA DA BOA MORTE É OFICIALIZADA COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DA BAHIA

Retirado do blog Omi-Dùdú.

A Festa acontece desde o século XIX e é considerada uma das maiores manifestações culturais da Bahia

A Festa da Boa Morte foi oficializada como Patrimônio Imaterial da Bahia na tarde desta sexta-feira, 25. O decreto foi assinado pelo governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), durante uma sessão especial na Câmara de Vereadores da cidade de Cachoeira. A cerimônia fez parte das comemorações pela transferência do Governo do Estado para a cidade de Cachoeira, que acontece há três anos, sendo esta a primeira vez em ano eleitoral.
A festa da Boa Morte, que acontece desde 1820 no mês de agosto, mistura elementos do catolicismo e do candomblé e é considerada uma das mais importantes manifestações culturais da Bahia. A história da festa nasceu quando mulheres negras e ex-escravas se uniam para ajudar escravos a conseguir a liberdade, se reunindo em torno da fé em Nossa Senhora e criando uma confraria católica chamada Irmandade da Boa Morte.

A Festa foi incluída no Livro de Registro Especial de Eventos e Celebrações. O reconhecimento é uma salvaguarda à manifestação cultural afrocatólica, que passa a ter a proteção e o incentivo do Estado e da sociedade civil organizada.

"VENCEMOS A BATALHA, NÃO A GUERRA", DIZ ADOVOGADO SOBRE ESTATUTO RACIAL

Retirado do site da Bandeirantes.
Sábado, 26 de junho de 2010

Marcha da Consciência Negra, em novembro de 2009, no Largo do Paissandu, em São Paulo Foto: Anderson Barbosa/AE Marcha da Consciência Negra, em novembro de 2009, no Largo do Paissandu, em São Paulo

Vanessa Teodoro  brasil@eband.com.br

O Estatuto de Igualdade Racial, aprovado no Senado no último dia 16, foi um grande passo na luta contra o preconceito, mas as mudanças no texto geraram polêmica e ofuscaram a importância da proposta.

O texto final excluiu a regulamentação de cotas raciais nas universidades, em partidos políticos, na TV e no cinema. Também foi eliminada a questão sobre  incentivo fiscal para empresas que contratassem negros.

“Vencemos uma batalha, mas não a guerra. O estatuto não contém as questões de cunho para afastamento de forma concreta do preconceito racial no âmbito das políticas públicas, segundo o advogado Marco Antônio Zito Alvarenga, ex-presidente da Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios da OAB-SP (Ordem dos Advogados dos Brasil de São Paulo).

Alguns movimentos negros queriam o estatuto mais direto, voltado para questões pontuais, como cotas, de acordo com o advogado.

Importância

Apesar da retirada de pontos polêmicos, a matéria é relevante por dar visibilidade à existência do preconceito racial que o país tem vergonha em reconhecer, pondera Alvarenga.

O projeto também aborda fatores importantes, como o ensino da história da África e da população negra do Brasil, a regulamentação da capoeira como esporte a ser ensinado em escolas públicas e o reconhecimento ao livre exercício de cultos religiosos.

A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tramitou por sete anos no Congresso. A matéria segue agora para sanção presidencial e entrará em vigor 90 dias após ser publicado no “Diário Oficial da União”.

ÍNDIO TERENA É APROVADO POR BANCA EXAMINADORA DA PUC/SP

Retirado do site do MSNoticias.

Algumas políticas de Ação Afirmativa no Brasil têm proporcionado oportunidade as pessoas em seguimentos sociais menos favorecida que sofrem discriminações históricas, econômicas, em especial para ingressar e permanecer no sistema educacional brasileiro como, na pós-graduação.

Em 2001 aconteceu uma das primeiras políticas de Ação Afirmativa no Brasil por meio da Fundação Ford, com o Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação, destinado às populações negras e indígenas, nascidas nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, provenientes de famílias que tiveram poucas oportunidades econômicas e educacionais em suas histórias de vida.

Neste Programa de Ação Afirmativa muitos Terena do município de Aquidauana se inscreveram e encaminharam os seus Projetos de Pesquisa a Fundação Carlos Chagas, representante da Fundação Ford no Brasil, para serem analisados, com intuito de serem selecionados para obtenção de bolsas no curso de pós-graduação, mas poucos alcançaram êxito em virtude da alta concorrência entre negros e índios de diversas regiões do país.

Em 2006, a Universidade Católica Dom Bosco, abriu um curso preparatório para ingresso dos indígenas no curso de mestrado e doutorado, com objetivo de concorrer bolsas de estudo enviando Projetos de Pesquisa a Fundação para serem selecionadas.

Um dos 75 semifinalistas, em 2006, foi o professor Terena Paulo Baltazar, natural de Miranda, mas “aquidauanense de coração”, como ele mesmo afirma. Baltazar concorreu com mais de 1500 pessoas entre índios e negros, sendo convidado à capital paulista para ser submetido em outras avaliações, como, prova de proficiência em inglês e espanhol, redação, avaliação de projetos, entrevistas entre outras.

O projeto apresentado pelo professor foi selecionado pela Fundação Ford e versava sobre “O Processo Decisório dos Terena”. Assim, em novembro de 2007, concorreu e foi aprovado na seleção de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com bolsa da Ação Afirmativa da Fundação Ford, tornando-se mestrando bolsista internacional da Fundação Ford.

Após dois anos e meio de estudos e dedicação exclusiva, em maio deste ano defendeu com louvor sua Dissertação. No 31 de maio de 2010 transformou-se em data marcante para o povo Terena, em particular para o professor Paulo Baltazar, quando foi submetido à Banca Examinadora para a Defesa Pública de Mestrado, na PUC de São Paulo.

Ao concluir a defesa, o professor Paulo Baltazar recebeu a nota máxima da Banca Avaliadora, tornando-se o primeiro Terena mestre em Ciências Sociais na área de Antropologia.

O professor pertence ao quadro efetivo da rede municipal de educação do município de Aquidauana, lotado na Escola Municipal Indígena General Rondon na Aldeia Bananal e professor na Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel na Aldeia Lagoinha, ambas no Distrito de Taunay, município de Aquidauana.

15/06/2010