quarta-feira, 19 de maio de 2010

PROGRAMA DE TV ON LINE "A COR DO PODER"

Recebido por email.

Prezados/as parceiros/as

A TV INESC produz programas quinzenais sobre agendas e temas de interesse da sociedade civil no Parlamento, juntamente com um pequeno texto para reflexão.

Nesta semana estamos com o programa "A Cor do Poder" no qual retrata que negros/as são maioria no país, mas tem presença insignificante no Congresso Nacional.

"No Brasil, é evidente o perfil padrão dos tomadores de decisão: homem, branco, com curso superior completo. Como mostra o relatório da desigualdade racial no Brasil 2007-2008, embora a representação negra tenha tido algum avanço ela é irrisória. No mandato para o período 2007-2010, na Câmara dos Deputados, a baixa presença de pretos e pardos e também das mulheres neste importante espaço de decisão relega a segundo plano temas importantes como o combate ao racismo, o enfrentamento das desigualdades e discriminações tanto de raça quanto de gênero, que irão compor uma agenda marginal. O INESC entrevistou três parlamentares negros/as no Congresso Nacional e procuramos saber em que medida a baixa representatividade de negros/as no Parlamento dificulta a aprovação de Leis de promoção da igualdade racial e de uma legislação de combate ao racismo e a discriminação."

Clique aqui para assistir.
A Cor do Poder: Negros/as são maioria no país, mas tem presença insignificante no Congresso Nacional
Veja também a matéria: De Olho nas Eleições 2010 - Racismo, desafio para o próximo governo

Abraço,
INESC
www.inesc.org.br

EUA QUEREM AMPLIAR PARCERIA COM BRASIL PARA PROMOVER A IGUALDADE RACIAL

Retirado do site Conversa Afiada.

EUA e Brasil se unem para combater o racismo. Ué, mas nós somos racistas ?
Publicado em 18/05/2010
O Conversa Afiada reproduz texto da Radioagência Nacional, em homenagem a Eduardo e Alexandre, motoboys assassinados por policiais de São Paulo, acusados de racismo.

Clique aqui para ver que o Ministério Público e a Justiça consideram que no Brasil há racismo (que surpresa !)

Trata-se também de uma singela homenagem a quem acha que nós não somos racistas.
18/05/2010
Juliana Cézar Nunes*
Repórter da Radioagência Nacional

Washington – Representantes de governos e da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos participam esta semana da Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta para Eliminação da Discriminação Etnorracial e Promoção da Igualdade, em Atlanta, nos Estados Unidos (EUA). O plano bilateral foi lançado há dois anos e passa agora por uma fase de avaliação.

Os encontros preparatórios já começaram em Washington e revelam a intenção do governo norte-americano de ampliar a parceria com o Brasil. Os EUA também pretendem estabelecer planos de ação com a Colômbia e a Venezuela, países que, como o Brasil, têm uma população afrodescendente significativa.

“Temos muito a aprender uns com os outros. Assim como o Brasil, não chegamos aonde queremos na promoção da igualdade racial. Precisamos aumentar a interlocução da sociedade civil dos nossos países. É ouvindo a população que poderemos definir as ações prioritárias”, avalia o chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA, Milton Drucker.

Para ele, o tema do encontro desta semana deveria ser um “convite para agir”, disposição que reflete a insatisfação já manifestada por representantes da sociedade civil brasileira quanto ao ritmo de implementação das ações conjuntas.

O plano bilateral prioriza áreas como a educação, saúde e justiça ecológica. O Departamento de Estado, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, calcula em “milhões de dólares” o investimento norte-americano previsto para o intercâmbio de experiências e programas de parceria entre governos, sociedade civil e empresas privadas.

“Os pesquisadores brasileiros, por exemplo, têm avançado muito no estudo da anemia falciforme, que acomete principalmente a população afrodescendente. Já nos Estados Unidos temos trabalhado muito na sensibilização da polícia contra o preconceito e contra a ação baseada na aparência. São experiências que podem ser aproveitadas mutuamente”, acredita Milton Drucker.

“Nos Estados Unidos, temos hoje uma economia estagnada. Vocês, por outro lado, estão criando novos empregos. Precisamos sensibilizar as empresas a adotar, no Brasil, os programas de diversidade que desenvolvem aqui. E não porque são boazinhas, mas porque aumentar a diversidade resulta em empresas mais dinâmicas, criativas e que crescem mais.”

O chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA não acredita na imposição de modelos de políticas públicas, mas ressalta a importância das ações afirmativas para a promoção da igualdade racial.

Drucker evita fazer comentários sobre as cotas nas universidades, pois considera o tema “delicado politicamente”. No entanto, o diplomata norte-americano – que já trabalhou duas vezes no Brasil – ressalta que o sistema foi necessário nos EUA, mesmo após o fim da segregação racial legalmente constituída.

Segundo ele, nos últimos anos, o número de instituições de ensino norte-americanas que adotam esse sistema diminuiu porque a entrada de estudantes negros nas universidades atingiu patamares considerados satisfatórios. “O problema de acesso ao ensino superior no Brasil deve ser resolvido como os brasileiros acharem melhor. Seja com cotas, ações afirmativas ou universidades para negros, modelos que foram adotados aqui em variados momentos.”

*A repórter viajou a convite da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para cobrir a reunião em Washington

Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 18 de maio de 2010

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA CURSO EM GESTÃO DE POLÍTICAS EM GÊNERO E RAÇA

Retirado do blog Carlos Scomazzon.

Formar 6.700 gestores e gestoras para a condução das políticas públicas de gênero e raça. Esse é um dos objetivos do curso gratuito de formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça que será desenvolvido por 18 universidades federais das cinco regiões do País, para pessoas de nível médio e superior. A iniciativa é resultado da parceria entre Ministério da Educação, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – Unifem Brasil e Cone Sul, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea e Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Clam/Uerj.

O público-alvo é formado por servidoras e servidores dos três níveis da administração pública, integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação, gestores e gestoras das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento e dirigentes de organismos não governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade etnicorracial. O curso utiliza a plataforma da Universidade Aberta do Brasil, composto por um sistema integrado de universidades públicas através da metodologia da educação a distância com uso de ferramentas de aprendizagem e conteúdo ministrados pela internet. Estão programados de dois a três encontros presenciais.

A formação em gestão de políticas de gênero e raça é uma oportunidade para instrumentalizar gestores, interessados a ingressar na carreira de administração pública ou lideranças de ONGs para intervenção no processo de concepção, elaboração, implementação, monitoramento e avaliação dos programas e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas. São duas as modalidades de participação: Aperfeiçoamento, com carga horária total de 300 horas, para profissionais de nível médio; e de Especialização, com carga total de 380 horas, para profissionais de nível superior. Para a modalidade Especialização, ao final do curso, deverá ser apresentado um trabalho de conclusão de curso (TCC).

Os conteúdos estão divididos em seis módulos: Políticas Públicas e Promoção da Igualdade, Políticas Públicas e Gênero, Políticas Públicas e Raça, Estado e Sociedade e Gestão Pública. A coordenação e a definição de conteúdos são compartilhadas por pesquisadores e pesquisadoras de gênero e raça, entre os quais estão ativistas de mulheres, feministas e movimentos negro e de mulheres negras. Clique aqui para ver o programa completo do curso. As universidades federais de Minas Gerais e do Pará são as duas primeiras instituições a abrirem as inscrições. Na UFMG, foram disponibilizadas 500 vagas e o período de inscrições já se encerrou. A Universidade Federal do Pará recebe, até o dia 31 de maio, inscrições para as 300 vagas disponibilizadas para o curso. Conforme a coordenadora do curso na UFPA, Mônica Conrado, já foram preenchidas 200 vagas. Informações sobre dados e formulários de inscrição devem ser solicitados para a professora Mônica Conrado pelo e-mail.

Segundo as instituições organizadoras do curso, a expectativa é que durante o mês de junho as demais 16 universidades anunciem a abertura das inscrições. As universidades ofertam de 120 a 700 vagas, a depender do tamanho da turma definida pela coordenação do curso.

Confira:
Lista das universidades proponentes do Curso de Formação em Gestão de Políticas em Gênero e Raça
Programa e conteúdo do Curso de Formação em Gestão de Políticas em Gênero e Raça
Clique aqui para acessar a lista completa das universidades credenciadas.

BIBLIOTECA TRANSMITE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE MÍDIA E RACISMO

Retirado do site Geledés.

No próximo dia 21 de maio de 2010 acontecerá em Atlanta, Estados Unidos, mais uma reunião do Plano de Ação Conjunta Brasil/Estados Unidos para Eliminar a Discriminação Étnica e Racial (JAPER). Os soteropolitanos que tiverem interesse em acompanhar os debates que acontecerão na cidade americana terão a oportunidade de assistir a transmissão ao vivo das 10h às 12h, na Biblioteca Pública do Estado (Barris).

A Fundação Pedro Calmon/Secult, o Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro e a Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (ACBEU) serão os responsáveis pela transmissão da conferência A Influência da Mídia sobre a Percepção de Raça, que será em tempo real e haverá tradução simultânea.

Os palestrantes americanos são o ativista Martin Luther King III, filho do líder do movimento pelos Direitos Civis, Martin Luther King Jr., que tem levado adiante o legado do pai, o ator Hill Harper, que atuou em séries como CSI e em filmes de Spike Lee. Já para representar o Brasil, foram convidados: o ator Lázaro Ramos, que é embaixador da UNICEF desde 2009, e o publicitário Paulo Rogério Nunes, diretor executivo do Instituto Mídia Étnica.

Logo após a conferência, haverá a abertura da exposição fotográfica Obama: O Cara que Poucos Conhecem, com imagens que revelam o cotidiano do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, no foyer da Biblioteca. A exposição ficará em cartaz do dia 21 de maio a 21 de junho, no horário de funcionamento da Biblioteca, de segunda a sexta, das 8h30 às 21h.

Fonte: Correio 24Horas

'BOLSA FAMÍLIA NÃO CAUSA DEPENDÊNCIA

Retirado do site do PNUD.

Reportagens
Brasília, 14/05/2010'Bolsa Família não causa dependência'
Estudo diz que entrada no mercado e número de horas Trabalhadas não varia muito entre beneficiados e não beneficiados pelo programa
Ministério do Desenvolvimento Social/Divulgação
Leia o estudo
Leia a íntegra do estudo ou uma versão resumida, em português
Leia também
Bolsa Família não freia busca de emprego
da PrimaPagina

O Bolsa Família, programa de transferência de renda que atende a 12,5 milhões de domicílios brasileiros, tem efeito insignificante na procura por emprego e pouca influência no número de horas trabalhadas, aponta um estudo publicado pelo CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo federal.


A pesquisa, pioneira ao analisar diferentes perfis de beneficiários — homens e mulheres, trabalhadores formais e informais, ocupações agrícolas e não agrícolas —, detectou que, em alguns casos, o impacto do programa é “estatisticamente relevante”, mas não a ponto de se dizer que ele causa “dependência”.


“Não se pode dizer que o Programa Bolsa Família é responsável por gerar dependência em virtude da transferência de renda”, afirma o texto, intitulado Uma análise da heterogeneidade do efeito do Programa Bolsa Família na oferta de trabalho de homens e mulheres e feito pela pesquisadora Clarissa Gondim Teixeira, ligada ao CIP-CI.


O levantamento se baseia em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE) de 2006, quando os critérios de inclusão do Bolsa Família e os valores pagos eram um pouco diferentes dos atuais. O programa atendia lares com renda per capita de até R$ 100 por mês (hoje, o limite é R$ 140) e pagava até R$ 95 (o teto atual é de R$ 200). Para avaliar o impacto do projeto, Clarissa comparou os indicadores dos beneficiários com o da população economicamente ativa de 16 a 64 anos que ganhava, na ocasião, até R$ 200 mensais.

ENCONTRO TEMÁTICO DA POPULAÇÃO NEGRA PARA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO - PME 2011-2020

Retirado do site do Geledés.
"O espírito da revolta não é possível senão nos grupos em que uma igualdade teórica encobre grandes desigualdades de fato" (Abdias do Nascimento)

O Movimento Negro de São Paulo convida para o encontro Educação Etnicorracial no Plano de Educação da Cidade de São Paulo. O Plano Municipal de Educação definirá a educação do município para os próximos 10 anos e precisamos contribuir com as questões etnicorraciais. Buscando garantir o caráter participativo da construção desse plano, o Movimento Negro de São Paulo convida estudantes, educadoras e educadores, mães e pais, gestoras e gestores, trabalhadores e trabalhadoras da educação, pesquisadores e pesquisadoras, universidades e demais movimentos sociais e pessoas envolvidas com a Educação das Relações Raciais a participarem do Encontro Temático da População Negra.
Contamos com sua participação e contribuição com ideias e propostas para uma educação pública de qualidade!

Tema: Educação Etnicorracial no Plano de Educação da Cidade de São Paulo
Data: 22 de maio de 2010
Horário: das 10h às 14 hs
Local: Sindicato dos Jornalistas
Endereço: Rua Rego Freitas, 530 (próximo Igreja da Consolação)


Pauta:
-Informes e andamento das plenárias das subprefeituras para o Plano Municipal de Educação;
- Plano Municipal de Educação e a educação etnicorracial na cidade de São Paulo: avanços e desafios;
- propostas de educação etnicorracial e de relações de gênero para o Plano Municipal de Educação;
- gestão democrática e financiamento;
- eleição de delegados/as e eleição de temas prioritários.

CAMAREIRA OU JUÍZA? O RACISMO NA MÍDIA

Retirado do blog do Humeberto Adami.

Imprensa Marrom, versão nacional
Qua, 12 de Maio de 2010


Foi dito há pouco tempo pela diretora executiva do Política Hoje da importância em se fazer jornalismo nos conteúdos on-line, principalmente os que se difundem na Bahia. Mas, ao que parece, a falta de controle e a prática de pseudos jornalistas se aplica ao cotidiano de sites e blogs, no Brasil. Um site informativo, com bom número de acessos, e ligado a uma rede nacional de televisão cometeu erro crasso. A premissa do jornalismo é a apuração. A foto postada acima e que ainda está no ar, no portal nacional, nos remete a alguns questionamentos.

Por que a pessoa que inclui a legenda atribuiu à mulher o ofício de camareira? Por ela ser negra e estar abraçada a uma atriz branca?

Não desmerecendo nem a atriz, muito menos as importantes camareiras que se desdobram tão quanto em seus afazeres, mas, a negra em questão, é a primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Valois que esteve na emissora para gravar emocionado depoimento de sua trajetória, cheio de batalhas e de conquistas. A ela, todo o nosso reconhecimento.

Marcos Russo
http://estrelando.r7.com/celebridades/galeria/confira_os_bastidores_do_ultimo_capitulo_de_viver_a_vida-79837/imagem/despedida-8.html

sexta-feira, 14 de maio de 2010

UFRJ ADIA VOTAÇÃO SOBRE ADOÇÃO DE COTAS PARA 27 DE MAIO

Retirado do site do jornal O Globo.

Ações afirmativas
Publicada em 13/05/2010
Leonardo Cazes

RIO - O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não votou nesta quinta-feira (13) a proposta sobre a adoção de cotas. A questão era o sexto ponto na pauta de votação da qual só foram votados três, nesta quinta-feira.
O reitor da universidade, professor Aloísio Teixeira, afirmou, após a sessão, que a resolução sobre ações afirmativas será o único tema da reunião do dia 27 deste mês, para que haja tempo suficiente de debate e votação. Na próxima semana, ele vai convocar uma reunião extraordinária para votar todos os pontos pendentes da pauta.
Teixeira admitiu que a proposta deve ser aprovada pelo conselho, já que não define o modelo de políticas afirmativas, apenas indica que a UFRJ irá adotá-las já no próximo vestibular. Ele reafirmou a sua posição contra as cotas, mas considera que será a oportunidade de fazer um debate amplo sobre o acesso à universidade.
Antes do início da plenária, o autor da resolução, professor do Instituto de Economia Marcelo Paixão, já considerava difícil a votação nesta quinta, devido a quantidade de assuntos a serem debatidos. Para ele, a proposta chega como consenso ao Consuni, já que foi aprovada por unanimidade nas comissões de ensino e titulação, desenvolvimento e legislação e normas.
Vários membros do movimento negro acompanharam a reunião. Frei David, fundador da ONG Educafro, foi repreendido pelos conselheiros ao se manifestar quando o reitor sugeriu que a proposta fosse retirada da pauta, pois acreditava que não haveria tempo hábil. Ele fez um apelo para que Teixeira se sensibilizasse com a questão e confirmou presença no dia 27.

O ponto da pauta que gerou polêmica, e impediu a votação sobre as cotas, tratava da divisão das vagas para professores entre as unidades. A disputa, que sempre gera protestos, foi apimentada pela presença de cerca de 60 estudantes da Faculdade Nacional de Direito (FND). Eles protestavam contra o pequeno número de concursos previstos, nove, quando a demanda era 25. No fim, nem mesmo o relatório sobre o assunto foi votado porque um conselheiro pediu vista.

ABRIL DEMITE EDITOR QUE DENUNCIOU RACISMO NA VEJA NO TWITTER

Retirado do Portal Vermelho.

12 de Maio de 2010

Uma crítica à revista Veja, feita no Twitter, provocou a demissão, nesta terça-feira (11), do repórter fotográfico Felipe Milanez, editor-assistente da revista National Geographic Brasil. As duas publicações são da editadas pela Abril.

“A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo ainda porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso”, declarou Milanez ao Blog do Altino Machado.

O editor-assistente fez acusações contundentes à Veja devido à preconceituosa matéria "A farsa da nação indígena", que deturpava o sentido da delimitação de reservas indígenas e quilombos no país. “Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto?", registrou Milanez no Twitter.

Em mensagem no mesmo dia, Milanez afirmou que o "racismo" da publicação fez com que se manifestasse. "Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas".

Também no microblog, o jornalista informou sua demissão: "To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual."

Em entrevista ao Portal Imprensa, Milanez declarou que fez observações contundentes sobre a publicação, mas foi surpreendido pela demissão. "Fui bem duro, fiz comentários duros, mas como pessoa; não como jornalista. Fiquei pessoalmente ofendido. Mas estou chateado por ter saído assim. Algumas frases no Twitter acabaram com uma porrada de projetos", lamentou o ex-editor.

O redator-chefe da National, Matthew Shirts, confirmou ao Portal Imprensa que os comentários no Twitter resultaram na demissão de Milanez. "Foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão", disse. Ao ser questionado se concordava com a demissão do jornalista, Shirts declarou que "fez o que tinha que fazer exercendo a função".

Bastante conhecedor da Amazônia, especialmente das tribos indígenas, Milanez estava com viagem marcada para o Amazonas na quinta-feira (13). Ele iria percorrer durante 15 dias a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Vellho (RO), acompanhando uma equipe da Embratel que dá suporte às torres de telefonia.

Milanez também havia se manifestado no Twitter a respeito da nota do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, citado por Veja na reportagem, mas que nega ter dado entrevista para a revista. “Eduardo Viveiros de Castro achou um bom adjetivo pra definir a matéria da Veja: ‘repugnante’”, escreveu Milanez. “Veja é abusada. Assim E. Viveiros de Castro corre o risco de nunca mais ser citado na revista(!), como JonLee Anderson.”

Além de ter reproduzido tweets em que o antropólogo acusa Veja de “fabricar” declaração, Milanez também chegou a citar os microblogs dos repórteres Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros, autores da reportagem, como exemplos de “anti-indígenas” para quem quisesse segui-los. “Não sei ainda o que vou fazer da vida. Não estou arrependido porque nunca imaginei que minha opinião pudesse causar uma reação tão drástica. Talvez eu tenha sido ingênuo, mas quem defende índio tem que estar com a cabeça preparada para levar paulada”, concluiu Milanez.

Da Redação, com agências

JORNALISTA É DEMITIDO POR CRITICAR VEJA NO TWITTER

Retirado do site AdNews.

São Paulo, 14/5/2010




Uma crítica à revista Veja, feita no Twitter, gerou a demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, também da editora Abril.

O comentário "Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto?" feito por Milanez a respeito da reportagem "A farsa da nação indígena" na tarde de terça-feira (11) causou a demissão do editor pouco depois de sua publicação.

Em mensagem no mesmo dia, Milanez complementou dizendo que ignorava a Veja, mas o "racismo" da publicação fez com que se manifestasse. "Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas".

Também no microblog, o jornalista informou sua demissão: "To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual."

Milanez declarou, em entrevista ao Portal Imprensa, que fez observações contundentes sobre a publicação, mas que foi surpreendido pela demissão. "Fui bem duro, fiz comentários duros, mas como pessoa; não como jornalista. Fiquei pessoalmente ofendido [com a reportagem]. Mas estou chateado por ter saído assim. Algumas frases no Twitter acabaram com uma porrada de projetos", lamentou o ex-editor.
O redator-chefe da National, Matthew Shirts, confirmou ao Portal Imprensa que os comentários no Twitter resultaram na demissão de Milanez. "Foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão", disse.
Ao ser questionado se concordava com a demissão do jornalista, Shirts declarou que "fez o que tinha que fazer exercendo a função".

Redação Adnews

quinta-feira, 13 de maio de 2010

UFRJ TERÁ DECISÃO DEMOCRÁTICA E REPRESENTATIVA SOBRE COTAS

Retirado do site da UFRJ.
Está notícia é direta do site da UFRJ, portanto podemos dizer que dificilmente essa universidade adotará cotas, pois o reitor é contrário.

O reitor diz que a Casa do Sambista, antigo sonho dos sambistas cariocas, poderia ficar no lugar do Canecão

Em entrevista a repórteres dos jornais O Globo e Estado de São Paulo, o professor Aloisio Teixeira informou que o Conselho Universitário discutirá a democratização do sistema de acesso à universidade, na sessão do dia 27 de maio, visando a estabelecer calendário de discussões acerca do estabelecimento de cotas, raciais ou sociais, no concurso de seleção. O objetivo é que o confronto de ideias permita que a decisão tomada pela universidade seja democrática e representativa.
O reitor confessou preferir políticas afirmativas que beneficiem estudantes egressos da rede pública de ensino e destacou que as universidades não devem se digladiar umas contra as outras pelos melhores estudantes, mas aceitar os jovens tais como eles são e lhes oferecer ensino de excelência.

Teixeira, no entanto, mostrou-se cético quanto ao caráter socialmente transformador que a adoção de cotas pela UFRJ poderia ter. “Acho que, no caso brasileiro, as cotas não democratizarão, significativamente, o acesso. Apenas 2% dos nossos jovens, entre 18 e 24 anos, têm acesso à universidade pública. Isso (política de cotas) não mudará a realidade”, pondera o reitor.

Em relação ao terreno da Praia Vermelha, no qual funcionava a casa de shows Canecão e cuja posse foi reintegrada à UFRJ em decisão judicial, o professor Aloisio Teixeira informou que a Reitoria planeja transferir para esse local a Editora UFRJ, atualmente instalada de modo inadequado no campus da Praia Vermelha. Além disso, aproveitando a vocação cultural das edificações culturais lá existentes e a amplidão do terreno, as ideias inicialmente discutidas incluem abrigar atividades de artes cênicas e do curso de Direção Teatral, bem como a criação de um Núcleo de Ciências do Carnaval. O reitor pontuou que a Casa do Sambista, um antigo sonho dos sambistas cariocas, poderia ser acolhida no local.

Publicado em: 13/05/2010

UFRJ RETOMA DEBATE SOBRE COTAS PARA NEGROS E ALUNOS DE BAIXA RENDA

Retirado do site  G1.

13/05/2010
Universidade precisa aprovar a discussão para só depois votar implantação.
Assunto estava na pauta desta quinta (13), mas foi adiado para o dia 27.

Liana Leite
Do G1 RJ

Reitor promete a Frei Davi que sistema de cotas será discutido dia 27 (Foto: Liana Leite/G1)
O sistema de reserva de vagas para negros e estudantes de baixa renda, já implantado em mais de cem universidades públicas brasileiras, ainda é um assunto polêmico na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O tema seria debatido pelo Conselho Universitário neste 13 de maio, dia em que se comemora os 122 anos da abolição da escravatura, mas foi adiado para o dia 27. Na data, os estudante e entidades favoráveis farão uma manifestação. Desde 2004, professores e estudantes tentam implantar o sistema na UFRJ.
De acordo com o professor Marcelo Paixão, autor do projeto de cotas para a universidade, o conselho ainda precisa aprovar que o assunto seja discutido pela comunidade universitária. “Vamos primeiro aprovar a discussão. Então teremos de três a quatro meses para debater qual será o público beneficiado e quais critérios serão adotados. Somente após este período, vamos votar a implantação do sistema de reserva de vagas”, explicou.
O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, afirmou que a discussão será retomada no dia 27 e acrescentou que não é contra o sistema de cotas, mas a favor de uma conversa mais ampla sobre o acesso dos jovens à universidade. “Sabemos que 60% dos jovens que se formam são de escolas públicas e que 70% dos alunos que se inscrevem na UFRJ são de cursos privados. A universidade é elitista e precisamos mudar essa realidade, mas a forma precisa ser pensada com calma”, afirmou o reitor.

Corrente contrária
Segundo a estudante Malu Ribeiro, presidente da Assembléia Nacional de Estudantes Livres (Anel), há uma corrente de professores dentro da universidade que ainda é contrária à implantação do sistema. A professora da faculdade de medicina da UFRJ, Diana Maul, não é contra cotas , mas acha que elas não solucionam o problema de aceso ao ensino superior.
A presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), Flávia Cale, não vê de forma negativa que a discussão tenha sido adiada. “Nesta quinta existiam temas muito polêmicos na pauta. No dia 27 a discussão sobre as cotas deve ser o primeiro assunto e poderá ser discutida com mais calma”, acredita.
Frei Davi Santos, coordenador executivo da ONG Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro), não vê com bons olhos o adiamento. “Estou cansado de ver gerações de negros envelhecendo fora da universidade. A discussão de cotas precisa ser aberta logo. Nas universidades onde o sistema já foi implantado, os cotistas surpreenderam os reitores com notas iguais ou superiores aos não-cotistas”, revelou.

TV BRASIL INTERNACIONAL COMEÇA A CHEGAR A ÁFRICA NO DIA 24

Retirado do site África 21

13/05/2010
Televisão

"Queremos ter uma TV que expresse no exterior a diversidade e a cultura do Brasil", diz a jornalista Teresa Cruvinel, presidente da EBC.
Da Redação

Brasília - A TV Brasil Internacional, canal da estatal brasileira Empresa Brasil de Comunicação (EBC), começa as transmissões para países africanos no próximo dia 24, informou a EBC.

O novo canal brasileiro deverá chegar a quase todo o continente, à excepção de cinco países do norte de África, nomeadamente o Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos.

A TV Brasil Intenacional poderá ser vista em todos os países africanos de língua oficial portuguesa, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe, e também na Guiné Equatorial, estado de língua espanhola candidato a integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Queremos ter uma TV que expresse no exterior a diversidade e a cultura do Brasil", de acordo com declarações da jornalista Teresa Cruvinel, presidente da EBC, ao jornal Estado.
A retransmissão local por cabo será feita por contrato com a distribuidora Multichoice. Os programas serão transmitidos em português, sem legendas, o que deverá limitar as audiências, sobretudo nos países africanos anglófonos e francófonos.

O lançamento da TV Brasil Internacional será assinalado com a transmissão ao vivo de uma conversa entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo.

NEGROS AINDA SÃO VÍTIMAS DE ESCRAVIDÃO

Recebido por email.
Alô, alô Ali Kamel !
Publicado em 13/05/2010
Na foto, uma singela explicação para o IDH do Brasil

De cada 4 trabalhadores libertados no país, 3 são pretos ou pardos, diz estudo de economista da UFRJ
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

Passados 122 anos desde a Lei Áurea, 3 em cada 4 trabalhadores libertados de situações análogas à escravidão hoje são pretos ou pardos.
É o que mostra um estudo do economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, feito a partir do cadastro de beneficiados pelo Bolsa Família incluídos no programa após ações de fiscalização que flagraram trabalhadores em situações que, para a ONU, são consideradas formas contemporâneas de escravidão.

São pessoas trabalhando em situações degradantes, com jornada exaustiva, dívidas com o empregador -que o impedem de largar o posto- e correndo riscos de serem mortas.
Paixão, que publica anualmente um Relatório de Desigualdades Raciais (ed. Garamond), diz que foi a primeira vez em que conseguiu investigar a cor ou raça desses trabalhadores, graças à inclusão do grupo no

Bolsa Família.
Os autodeclarados pretos e pardos -que Paixão soma em seu estudo, classificando como negros- representavam 73% desse grupo, apesar de serem 51% da população total do Brasil. Tal como nas pesquisas do IBGE, é o próprio entrevistado que, a partir de cinco opções (branco, preto, pardo, amarelo ou indígena) define sua cor.
Para o economista, “a cor do escravo de ontem se reproduz nos dias de hoje. Os negros e índios, escravos do passado, continuam sendo alvo de situações em que são obrigados a trabalhar sem direito ao próprio salário. É como se a escravidão se mantivesse como memória”.

Pretos e pardos são maioria entre a população mais pobre. Segundo o IBGE, entre os brasileiros que se encontravam entre os 10% mais pobres, 74% se diziam pretos ou pardos.

Para Paixão, ainda que hoje a cor não seja o único fator a determinar que um trabalhador esteja numa condição análoga à escravidão, o dado sugere que ser preto ou pardo eleva consideravalmente a probabilidade.

Cique aqui para ler.

Em tempo: em entrevista à Record News, nesta última terça-feira, a professora Flávia Piovesan, especialista em direitos humanos, contou que estudo do professor Paixão mostra que no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU), o Brasil está em 70º. lugar. Se o Brasil fosse só de brancos, o IDH pularia para o 30º. lugar. Se fosse só de negros, cairia para 104º. lugar. Não, nós não somos racistas.
A propósito, também como singela homenagem a Kamel, clique aqui para ler o post sobre o artigo de Maria Rita Kehl, no Estadão, em que ela associa a decisão do Supremo sobre a Anistia ao assassinato sob tortura de um motoboy, num quartel da PM de Serra, em SP.
Este post é uma singela homenagem a Ali Kamel, o editor máximo do jornalismo da Globo, autor do livro “Nós não somos racistas” (Uaaaaau!, diria o Paulo Francis).

COTAS RACIAIS EM DEBATE NA OAB/RJ

Retirado do site OAB/RJ.

Da redação da Tribuna do Advogado

12/05/2010 - O racismo na sociedade brasileira e as políticas de ações afirmativas como políticas de integração racial foram os temas das palestras realizadas nesta terça-feira, 11, na Seccional, por iniciativa da Comissão da Igualdade Racial (CIR). O cerne das exposições foi o sistema de cotas raciais, sobre o qual o Supremo Tribunal Federal deverá posicionar-se, ainda este ano, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalida de proposta pelo Partido Democratas contra a UnB, que o adotou.
O presidente da Comissão, Marcelo Dias, lembrou que o Conselho Federal da OAB também deverá posicionar-se sobre o sistema de cotas na reunião marcada para os próximos dias 17 e 18, e pediu o apoio dos conselheiros federais do Rio.

Representando o presidente da Seccional, Wadih Damous, no evento, o diretor-tesoureiro, Marcello Oliveira, afirmou que "já era hora de integrar o tema à pauta cotidiana da Ordem, propondo-o também para discussão da sociedade". A presidente da Comissão de Direitos Humanos, Margarida Pressburger, elogiou o trabalho da CIR, que tomou posse ecentemente, e disse que as demais seccionais da OAB deveriam integrar-se à luta pela igualdade entre todos os cidadãos.

O sistema de cotas foi defendido pelos dois palestrantes convidados. O professor, cientista social e coronel da Polícia Militar Jorge da Silva lembrou o histórico de racismo no país como fator de produção de desigualdade e as políticas de "branqueamento" adotadas em diversos momentos e sistematizada no ensino oficial.

Como exemplo, citou a Lei do Ventre Livre, de 1871, cuja lembrança ficou restrita ao seu artigo 1º, que libertava da escravidão as crianças nascidas a partir de então: "Poucos observaram que o parágrafo 1º desse artigo previa que, sendo responsáveis pelos menores até seus 8 anos, os senhores de escravos tinham a opção de mantê-los a seu serviço até os 21 anos, a título de ressarcimento dos gastos".
Jorge da Silva lembrou também a Lei de Imigração do governo Getúlio Vargas, em 1945, que dizia, textualmente, em seu artigo 2º: "Atender-se-á , na admissão dos imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia (...)".

O cientista político Carlos Alberto Medeiros, coordenador da Coordenadoria especial de Promoção da Política de Igualdade Racial da prefeitura do Rio, disse que adotar o sistema de cotas é promover a igualdade de oportunidades. Citou os direitos legalmente conquistados pelas mulheres, índios e deficientes como exemplos da necessidade de se garantir o fim das desigualdades.

"Parece que o problema não é a cota, mas a cor da cota, porque essa discussão expõe antigas feridas sociais. Eu, como negro, poderia citar vários exemplos de racismo que nos acontecem todos os dias, na porta giratória dos bancos, nas revistas policiais etc". Mas o que interessa, disse ele, é que dados oficiais já mostraram "a imensa desigualdade brasileira" em qualquer nível, ao aferir que a renda média dos negros é menor do que a renda média dos brancos nos empregos de todas as categorias de escolaridade, "do trabalhador braçal analfabeto ao profissional com PhD".

Também participou do evento o conselheiro federal suplente Ronald Alexandrino, que adotou a defesa da ação afirmativa no ensino básico, e não no superior. "Não podemos formar alunos que têm deficiências sérias desde o início escolar", disse. A vice-presidente da CIR, Rosilene Ribeiro, mediou as palestras.

BRASIL É O PRIMEIRO PAÍS A LIBERAR DINHEIRO PARA RECONSTRUÇÃO DO HAITI

Retirado do site do jornal Zero Hora.

Mundo

12/05/2010

Recursos serão usados em projetos de reconstrução e desenvolvimento

Exatamente uma semana depois de comprometer-se durante reunião de cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) a liberar recursos para auxiliar na reconstrução do Haiti, o Brasil tornou-se na terça-feira, dia 11, o primeiro país a contribuir efetivamente para o fundo internacional criado em Nova York no último mês de março.

Na reunião da Unasul, ocorrida em Buenos Aires no último dia 4, o Brasil, Uruguai, Paraguai, Equador, Peru, Chile, Suriname, a Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana e Venezuela concordaram em doar U$ 100 milhões ao Haiti. Ontem, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota, liberou, em Washington, US$ 55 milhões para o fundo de socorro ao país caribenho devastado pelo terremoto de janeiro. Desse total, U$ 40 milhões correspondem à parcela brasileira dentro do programa Brasil-Unasul e já incluem US$ 15 milhões transferidos a título de ajuda direta ao orçamento do governo haitiano.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, também presentes na cerimônia de de ontem em Washington, esperam que outros países façam doações nas próximas semanas. Segundo informações da BBC Brasil, Zoellick afirmou que é preciso 'agir rápido' antes que a temporada de furacões que se aproxima cause ainda mais estragos no Haiti.

O objetivo do fundo internacional é reunir contribuições de diferentes doadores e fornecer recursos ao Plano de Ação para a Recuperação e o Desenvolvimento do Haiti, apresentado pelo governo haitiano após o terremoto que deixou mais de 200 mil mortos e destruiu a já precária infraestrutura do país. Os recursos serão usados em projetos de reconstrução e desenvolvimento.

O fundo é presidido pelo governo do Haiti e administrado por um comitê gestor, formado por países doadores, como o Brasil, e entidades parceiras. O Banco Mundial vai atuar como agente fiscal do fundo, com a função de transferir os recursos a pedido do comitê gestor para a execução dos projetos no Haiti.
O Brasil participou ativamente dos esforços de ajuda ao Haiti, após o terremoto e chefia a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), criada em 2004 e integrada por 8,5 mil militares de 19 países. Depois do terremoto, o governo brasileiro enviou 900 militares ao Haiti para auxiliar nos esforços de reconstrução, elevando o contingente brasileiro no país para 2,2 mil homens.

AGÊNCIA BRASIL

III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL

Retirado do blog Omi-Dùdú.
De 13 a 23 de maio de 2010, na cidade de Cachoeira – Bahia



O III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL será realizado de 13 a 23 de maio de 2010, na cidade de Cachoeira – Bahia, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento da formação, produção e difusão do audiovisual brasileiro, otimizando a vocação de Cachoeira, São Félix e demais municípios do Território de Identidade do Recôncavo como potencial pólo cinematográfico e do turismo étnico.

Dia 14, 20h – Abertura Oficial do III Bahia Afro Filme Festival

Com homenagem póstuma ao maestro abolicionista Tranquilino Bastos. Homenagens ao artista Mateus Aleluia, ao cineasta Arnold Conceição, ao Ministro da Cultura – Juca Ferreira.

Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Mesa com representações institucionais:
• Ministro da Cultura – Juca Ferreira. • Coordenador Nacional do Programa Monumenta – Luiz Fernando. • Reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB – Paulo Gabriel Nacif. • Assessor da Presidência da Petrobrás – Rosemberg Pinto. • Coordenador de Comunicação da Petrobrás Nordeste – Darcle Andrade. • Secretário Estadual de Cultura – Márcio Meireles. • Secretário Estadual de Turismo – Antônio Carlos Tramm. • Superintendente do SEBRAE – Edval Passos. • Secretária de Promoção da Igualdade – Luiza Bairros. • Diretor do CAHL da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. – Xavier Vantin. • Secretário de Cidadania Cultural/MINC – TT Catalão. • Secretário de Audiovisual/MINC – Newton Cannito. • Diretor do Instituto de Radiodifusão da Bahia/TVE – Póla Ribeiro. • Diretoria de Multimídia da SECULT – Sofía Federico. • Superintendente Regional IPHAN/Bahia – Carlos Amorim. • Diretor do IPAC – Frederico Mendonça. • Presidente da Fundação Cultural Palmares – Edvaldo Mendes Araújo (Zulu Araújo). • Coordenação do Curso de Cinema da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. – Danillo Barata. • Presidente da Oscip Casa do Cinema da Bahia – Lázaro Faria. • Coordenador do Ponto de Cultura Cineclube Rede Terreiro Cultural/CEPAS – Luiz Cachoeira. • Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape – Jucilene Jovelino. • Presidente da Associação Brasileira de Documentarista – Solange Lima. • Presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo – Mateus Damasceno.
20:30h – Exibição do filme institucional do Bahia Afro Film Festival/BAFF, e do curta metragem “Massapê” de autoria do cineasta homenageado Arnol Conceição.
21:00h – Show Musical “5 Sentidos” de Mateus Aleluia, com Orquestra Afro Sinfônica e convidados especiais. Com lançamento do CD.

Veja a programação de todos os dias do evento em: http://news.bahiaafrofilmfestival.com.br/?cat=70

MINISTRO ANUNCIA CRIAÇÃO DE BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO PARA NEGROS

Retirado do site Agência Brasil.



13/05/2010
Da Agência Brasil

Brasília – No dia em que se comemora os 122 anos da Lei Áurea, o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira, anunciou hoje (13) a criação de 250 bolsas de pós-graduação para alunos negros ou pardos e um aumento de 200 bolsas do Programa de Iniciação Científica (Pibic), que passarão de 600 para 800 em 2010.
O ministro destacou que, apesar de o sistema de cotas não ser obrigatório no Brasil, 91 universidades públicas do país adotam a reserva de vagas no vestibular para alunos negros.
Ele também anunciou o lançamento de um selo para identificar as instituições de ensino que promovem a Lei nº 10.639, de 2003. O texto tornou obrigatória a inclusão da história do povo negro e suas contribuições culturais, econômicas e sociais para o país no currículo de ensino infantil, fundamental e médio. A entrega dos selos ocorrerá em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Para Eloi Ferreira, as ações divulgadas hoje ajudam a corrigir injustiças e distorções históricas. “A promulgação da Lei Áurea não foi acompanhada de uma inclusão educacional, habitacional e isso faz com que até hoje o negro continue na base da pirâmide social”, afirmou.
O ministro defendeu também a criação do Estatuto de Igualdade Racial, que já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. “Essa lei será como um segundo artigo da Lei Áurea. Ela garante o respeito às religiões de matriz africana e garante a possibilidade de acesso à terra aos remanescentes quilombolas”, destacou.
Edição: Juliana Andrade

TREZE DE MAIO: QUEM FESTEJA A PANTOMIMA?

Retirar do site Correio de Brasília.

11/5/2010
Por Gilson Caroni Filho - do Rio de Janeiro

No ano de 1983, uma foto estampada na primeira página do Jornal do Brasil renderia ao seu autor, o repórter-fotográfico Luiz Morier, o Prêmio Esso de fotojornalismo. Nela, um grupo de negros atados pelo pescoço por uma corda é levado pela polícia, após uma das frequentes batidas em favelas do Rio de Janeiro. Assemelhando-se àquelas pinturas do século XIX, em que aparecia o capataz com seu chicote ao lado de escravos amarrados, a fotografia de Luiz Morier era encimada por um sugestivo título: "Todos negros" A pergunta remete a duas questões que permanecem dolorosamente atuais: por que a data referência da libertação dos negros continua sendo o 13 de maio e qual é seu exato significado?

Talvez o questionamento mereça mais desdobramentos. Por que a crença de que vivemos numa democracia racial permanece tão enraizada no pensamento da maioria da população brasileira quando, ao nos determos no cotidiano social deste país, percebemos as profundas desigualdades que ainda envolve distintas etnias? A constatação de que os negros e não-brancos em geral são aqueles que possuem empregos menos significativos socialmente não seria evidência suficiente para demolir de vez um imaginário construído ao longo de dois séculos?

Apesar do contrapondo estabelecido pela criação do dia da Consciência Negra, permanece o costume frequente de nos curvamos diante do ritual do 13 de maio. A mesma elite que não aceita políticas de cotas, que protela a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, enaltece a libertação dos escravos como inicio de uma nova era de liberdade. Sequer se dá conta de que notórios abolicionistas como Nabuco, Patrocínio, Rebouças e Antônio Bento, entre outros, afirmaram que a abolição só se cumpriria de fato com a reforma agrária e a entrada dos trabalhadores num sistema de oportunidade plena e concorrência.

Mesmo os setores mais progressistas, ao denunciar as condições sócio-econômicas dos negros depois de 122 anos de abolição, justificam a situação atual como resquício do passado escravo. Isso explicaria a permanência de mecanismos não institucionais de imobilização que atingem o segmento negro da população, produzindo distâncias sociais enormes, jamais compensadas? Ou é cortina de fumaça para preservar a aura de “bondade" da princesa branca? Estudos feitos sobre a época da chamada Abolição, mostram que 70% da população dos escravos já estavam livres antes de 1888, ou por crise econômica de algumas frações da classe dominante ou por pressões dos próprios negros, através de lutas, fugas e rebeliões.

BAIXE O DOCUMENTÁRIO O PODER DO SOUL

Retirado do blog Tio dos Filmes.
Dando uma passeada pela net cai na frente desse impressionante documentário. Vale a pena baixar juntar uma galera para assistir e se divertir.

Download – O Poder do Soul
Postado por: Tio Dayam
O Poder do Soul
Tamanho: 799 MB
Audio: Português – Inglês
Legenda: S / L
Formato: AVI DVDRip
Qualidade de Video: 10
Qualidade de Audio: 10
Duração: 1hs 32min
Genero: Documentário
Ano de Lançamento: 2008
Servidor: Megaupload
Filme Online: Indisponivel


Sinopse: Em suas mãos está um passe exclusivo para os bastidores do concerto mais extraordinário já filmado, que apresenta lendas do mundo da música como James Brown, B.B. King, Bill Withers, Celia Cruz e entre outros. O PODER DO SOUL documenta um festival de três noites realizado na República Democrática do Congo (antigo Zaire) em 1974, planejado para coincidir com agora lendária e épica luta entre Muhammad Ali e George Foreman, conhecida como “Rumble in the Jungle”. Mais do que um filme sobre um concerto, O PODER DO SOUL é um olhar dinâmico e direto que nos permite visualizar os turbulentos preparativos, e conta com comentários imediatos dos próprios músicos, de Hugh Masekela e de Stewart Levine, de Muhammad Ali e do extraordinário empresário do boxe Don King. Tenha certeza que O PODER DO SOUL vai deixar você sem palavras.






BAIXE TAMBÉM:

ABPN CONQUISTA SEDE EM BRASÍLIA

Recebido por email.

Prezadas(os) associadas(os) ,


Ao completar 10 anos de existência, a ABPN conquista uma sede na Universidade de Brasília. A parceria com a UnB sempre representou fato importante para a atual gestão, o que se concretizou na cessão de uma sala, pelo Reitor José Geraldo de Souza Jr., para sediar nossa Associação. Assim, em nossos 10 anos, iniciamos uma nova e importante fase.
Essa conquista, além de evidenciar amadurecimento institucional, simboliza os esforços empreendidos para o fortalecimento da ABPN. Demonstra também a importância das parcerias estabelecidas pela ABPN, visto que o Centro de Convivência Negra da UnB, na pessoa da Profª. Deborah Silva Santos, foi o principal aliado para que a cessão da sala se efetivasse.
Ao longo dos 10 anos de existência, a ABPN tem constituído sua sede nas cidades e instituições onde residem e/ou trabalham seus presidentes e/ou secretários (as). A conquista da nova sede não significa impossibilidade de elegermos para o corpo dirigente pessoas que não residam em Brasília, pois parte significativa das atividades realizadas pela ABPN podem ser empreendidas por meio da internet.
Acreditamos que é importante para o crescimento da ABPN termos uma sucursal permanente em Brasília e sedes estaduais que acompanham a Diretoria, além de bases locais, como, por exemplo, os NEABs para a implantação de projetos. Nessa medida, a sede em Brasília representa a possibilidade de criarmos lastro institucional, além de facilitar o processo administrativo/ fiscal por meio da permanência da sede em uma única comarca, fato que dispensa a mudança da documentação institucional junto aos cartórios e outras instituições fiscais. Assim, a sede da ABPN na UnB garante agilidade no processo de mudança de representação da Diretoria, e com isso nos permite vislumbrar novos horizontes de desenvolvimento e fortalecimento para que novas conquistas possam se tornar realidade no futuro.
Na oportunidade em que festejamos essa vitória, anuncio também o I Seminário Virtual da ABPN, intitulado: ABPN 10 anos - Seminário Estratégico de Fortalecimento Institucional. Esse seminário converge para o cumprimento dos objetivos institucionais da ABPN, bem como para participação democrática e ativa de nossas (os) associadas (os). Objetiva proporcionar um debate amplo, no qual possamos refletir sobre novos paradigmas, marcos de análises, e distintas visões sobre o contexto atual da ABPN, bem como sobre suas perspectivas de futuro. Esperamos que esse seminário se constitua como o início de um processo que nos permita desenhar a próxima Assembleia Geral da ABPN, a ocorrer no VI Copene, julho de 2010 e que esse também proporcione mais conhecimento sobre a ABPN a todas(os) associadas(os) sobretudo àqueles que pretendem se candidatar à Diretoria da ABPN, nas próximas eleições que acontecerão também no VI Copene.
Como forma de subsidio para sua participação nesse seminário, disponibilizamos no site da ABPN o Relatório de Pesquisa sobre o Perfil das(os) Pesquisadoras( es) Negras(os) Associadas(os) à ABPN. Nele você encontrará informações que podem servir de base para análises, críticas e sugestões.


Leia também o depoimento do professor Moisés Santanna (UFRPE) sobre a trajetória da ABPN ao longo desses 10 anos, desde o I Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, em Pernambuco no ano de 2000.


Leia. Envie seu depoimento. Contribua. Comemore e participe!
Axé,
Eliane Cavalleiro