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domingo, 22 de novembro de 2009

LEI DE COTAS DO RIO É DECLARADA CONSTITUCIONAL

Retirado do site do O Globo.

Acesso à universidade
Publicada em 18/11/2009

Dimmi Amora

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ) julgou ontem constitucional a lei estadual que determina cotas nas universidades estaduais para estudantes carentes. No julgamento de uma ação de inconstitucionalidade impetrada pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), 15 dos 22 desembargadores presentes entenderam que a lei - que reserva 45% das vagas para estudantes negros, índios, oriundos de escolas públicas, deficientes e filhos de agentes de segurança mortos em confronto - não fere nenhum princípio constitucional. O autor da ação prometeu recorrer.

" A lei estadual é a primeira do Brasil a reservar vagas para estudantes carentes (Lúcia Lea Guimarães) "

O julgamento durou pouco mais de três horas. O relator foi o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, ex-presidente do Tribunal. Num texto duro, ele rebateu a tese do autor da ação de que as cotas feriam o direito à igualdade previsto pela Constituição. Para ele, é preciso reconhecer que as condições dos estudantes carentes são desiguais e tratá-los desigualmente:
- Se não for assim, o princípio constitucional da igualdade será sempre uma mera fantasia.
Seis desembargadores foram contrários ao relator e o presidente do TJ, Luiz Zveiter, não votou. Os desembargadores que se opuseram ao relator alegaram que a legislação feria dois princípios da Constituição: o que garante a igualdade e aquele segundo o qual o acesso à universidade não é universal e deve ser feito por prova de mérito. Murta Ribeiro, também ex-presidente do Tribunal, afirmou que a lei cria um apartheid ao reverso:
- A Constituição diz que ninguém pode ser discriminado por sua cor ou raça. Não devemos criar um estímulo à divisão racial no Brasil. Sou a favor de políticas afirmativas, mas que não firam a Constituição.
O Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado também defenderam a constitucionalidade da legislação. Na defesa, ambos informaram sobre os benefícios que a lei está trazendo aos estudantes aprovados. A procuradora geral do Estado, Lúcia Lea Guimarães, afirmou que a decisão é importante para todo o país, já que a lei estadual é a primeira do Brasil a reservar vagas para estudantes carentes.


" Não devemos criar um estímulo à divisão racial no Brasil (Murta Ribeiro) "

Já Bolsonaro declarou que pretende contestar a decisão do TJ com uma ação no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a legislação aprovada pela Alerj em 2008, que reviu a lei de cotas instituída em 2001, está criando uma cisão entre estudantes cotistas e não cotistas dentro das universidades. A informação foi negada pelo reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Vieiralves, presente à sessão, que convidou Bolsonaro para visitar a universidade.
- Quem diz isso é porque nunca foi lá - afirmou a estudante de direito da UERJ, Amanda Radicchi, 22 anos, que é cotista por ter estudado em escola pública. - Nunca sofremos discriminação nenhuma

sábado, 21 de novembro de 2009

COMPRAR OU NÃO COMPRAR AQUELE ÚLTIMO LANÇAMENTO?

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso. Para ampliar clique na imagem.


18 nov 2009 por Duquian em tecnologia
Tem gente que tem vício por adquirir todo aparado tecnológico lançado no mercado, hoje conhecidos como
gadget. Não importa se o sujeito já tenha versão anterior do produto e se este é quase exatamente o mesmo da nova versão, o importante é ter a última versão disponível à venda. Você sofre deste mal? Responda o esquema organizado abaixo e descubra se você é alguém normal ou se já esta precisando de terapia.


MILITANTES DO MOVIMENTO NEGRO PEDEM DIREITO DE PARTICIPAR DE JULGAMENTO DE COTAS RACIAS NO STF

Retirado do site Notícias Terra.

20 de novembro de 2009

Estudantes e entidades sociais favoráveis às cotas raciais protocolaram hoje (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para participar como parte interessada no processo movido pelo partido Democratas (DEM) contra o sistema de cotas raciais adotados pela Universidade de Brasília desde 2004.
Protocolada pelo Movimento Negro Unificado (MNU), a iniciativa reúne entidades como o AfroAtitude, Enegrecer, Fórum de Mulheres Negras, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira) e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB).
Para a coordenadora estadual do MNU, Jacira da Silva, as cotas ampliaram as perspectivas dos estudantes negros, levando maior pluralidade à universidade sem prejudicar o nível de ensino. Ainda assim, ela afirma que há uma grande resistência ao sistema, inclusive dentro da própria universidade, e que os alunos cotistas se sentem intimidados.
"A sociedade tinha que ser solidária em vez de querer extinguir as cotas . Precisamos de políticas de ações afirmativas para garantir o acesso de uma população que representa mais da metade da sociedade brasileira e as cotas são um nada diante do que nós, descendentes de africanos, temos direito", disse Jacira à Agência Brasil.
O DEM pede na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que protocolou no STF, em julho deste ano, que a Corte declare a inconstitucionalidade dos atos que resultaram na instituição do sistema de cotas na UnB.
O partido sustenta que a reserva de 20% das vagas oferecidas pela instituição para estudantes negros e afrodescendentes viola princípios constitucionais como os que preveem a igualdade nas condições de acesso ao ensino e o que proíbe o preconceito de cor e a discriminação.
A
liminar solicitada pelo DEM foi negada pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, com base em pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU), que entenderam que a adoção de cotas é constitucional. No entanto, ao analisar o recurso de um estudante, o ministro Ricardo Lewandowski concluiu que o tema ultrapassa o interesse individual e decidiu convocar uma audiência pública para debater o assunto com especialistas e pessoas com experiência em matéria de políticas de ação afirmativa no ensino superior. A audiência está agendada para os dias 3 a 5 março do próximo ano.
O estudante autor do recurso reclama que, embora tenha atingido uma pontuação maior que a de outros candidatos admitidos por meio do sistema de cotas, não conseguiu ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição que destina vagas aos estudantes provenientes do ensino público.
A aluna cotista do curso de antropologia da UnB e membro do Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal, Natália Maria Alves Machado, defende as cotas.
"As cotas vão além do simples acesso à educação. Estamos falando em um fazer científico mais representativo, em maior representatividade nas instâncias de poder, em discutir como as instituições e as tradições são construídas. A maioria dos estudantes cotistas se tornam multiplicadores da causa negra formando uma ampla rede que tem reflexos psíquicos, filosóficos, políticos, culturais, sociais e econômicos."
Já a antropóloga, estudante de mestrado na UnB e integrante do Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas, Paula Balduíno de Melo, acredita que as cotas são uma ação pontual que não exclui a necessidade de outras iniciativas que melhorem o ensino
"Acho que a gente tem que também investir na educação de base, mas se fizermos apenas isso, levará muito tempo para que as pessoas negras cheguem à universidade e só daqui a muitos anos nós começaremos a mudar esse quadro de exclusão da população negra. Por isso as cotas são importantes como uma medida emergencial."

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

RELAÇÕES RACIAIS SERÁ PRÓXIMO TEMA DA RELATORIA NACIONAL PARA O DIREITO HUMANO Á EDUCAÇÃO

Retirado do site Observatorio da Educação.

Controle Social
Relações raciais e educação será o próximo tema da missão da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação
Qua, 18 de Novembro de 2009

Em fevereiro de 2010, terá início a próxima missão da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação. O tema será educação e igualdade racial, divido em três eixos centrais: questão quilombola; intolerância religiosa relacionada às religiões de matriz africana; e racismo no cotidiano escolar. Até fevereiro, pessoas e organizações da sociedade civil podem encaminhar casos à relatoria para auxiliar na estruturação da missão. O endereço eletrônico é educacao@dhescabrasil.org.br

Com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas e da Procuradoria Federal do Direito do Cidadão, a Relatoria Nacional do Direito Humano à Educação é uma iniciativa da Plataforma DHESCA (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), uma articulação de 34 organizações e redes nacionais de direitos humanos. A atual Relatora é Denise Carreira, feminista, coordenadora do programa pesquisa e monitoramento de políticas educacionais da Ação Educativa e ex-coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A última missão da Relatoria Nacional de Educação abordou a situação da educação nas prisões brasileiras (leia aqui sobre o tema).
Conheça o trabalho das Relatorias da Plataforma DhESCA/Brasil

CRIANÇAS NEGRAS ESTÃO ENTRE AS PRINCIPAIS VITÍMAS DE BULLING

Retirado do site do Observatorio da Educação.

Entrevistas
Qua, 18 de Novembro de 2009

O preconceito e a discriminação muitas vezes resultam em situações em que pessoas são humilhadas, agredidas e acusadas injustamente simplesmente pelo fato de fazerem parte de algum grupo social específico. A afirmação é de uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) que publicou em junho, em parceria com o Inep, um estudo sobre preconceito e discriminação no ambiente escolar (acesse aqui). De acordo com a pesquisa, as práticas discriminatórias têm como principais vítimas os alunos, especialmente negros, pobres e homossexuais, com médias de 19%, 18% e 17% respectivamente para o índice percentual de conhecimento de situações de bullying nas escolas. Sobre o tema, o Observatório da Educação entrevistou a professora Marilene Leal Paré, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela pesquisa, dentre outras temáticas, o racismo em sala de aula.
Observatório da Educação - Pesquisa da Fipe/Inep apontou a criança negra como principal vítima do bullying. O que aponta sua pesquisa? Como a violência contra a criança negra aparece no cotidiano escolar?
Marilene Leal Paré – Minha pesquisa de mestrado foi feita em três escolas públicas, uma federal e duas estaduais. Fiz entrevistas com alunos negros dessas escolas, com metodologia fenomenológica. Detectei algumas essências dessas entrevistas. A primeira, e que aparecia em 100% das entrevistas, era a questão da discriminação racial na escola. Ela acontece das mais diferentes formas, como a verbal, com apelidos como “macaco”, que vem de muito tempo, mas continua sendo utilizado, tanto por colegas quanto por professores. A pergunta era como a pessoa se sente como aluno negro na escola, ou seja, o sentimento ligado à relação humana na escola, com colegas e professores.

OE – A aplicação da Lei 10.639 teve algum impacto? Está acompanhando a aplicação da lei no RS?
Marilene – No semestre passado, a Faculdade de Educação da UFRGS me pediu para criar a disciplina questões etnicorraciais na educação – sociologia e história, para a pedagogia à distância, vinculada a quatro regiões da grande Porto Alegre, para professores de séries iniciais que não têm a graduação. A disciplina teve enfoque no afrodescendente e no indígena. Trazíamos a abordagem da lei, de como ela estava sendo trabalhada por esses professores. O número era muito pequeno de professores que trabalhavam algo relacionado a essa questão. Algumas poucas escolas tinham algo no currículo, mas a maioria não tinha nada, nem sabia de nada. Isso porque não há formação. As universidades não dão essa formação para os professores. É preciso ter muitos cursos de extensão, de formação, porque os professores devem voltar para a universidade para estudar esse conteúdo ligado à lei, ou seja, a história da África, do afro-brasileiro, da arte, da literatura, contos negros, fábulas africanas, que professores desconhecem. Agora já existe uma bibliografia grande, mas as escolas em geral não trabalham isso.
Tivemos alguns impasses na disciplina. Vários professores se recusaram a fazer a entrevista com seu aluno negro, pois achavam que isso era racismo ao contrário. Tivemos impasse grande com grupos de professores que se negavam a fazer trabalhos, em função justamente desse preconceito incrustado que existe e que se utiliza de uma série de mecanismos para não fazer. Na minha região, de origem alemã e italiana, não tem negro. Mas por não ter a pessoa não vai estudar? Mais de 50% da população brasileira é afrodescendente, e não vai estudar isso?

OE – Em relação à formação inicial nas faculdades houve alguma modificação?
Marilene – Não tem nada. São raras as que têm. Temos uma universidade privada, a Faculdade Porto-Alegrense, que tem um curso de história de extrema qualidade com relação à questão africana e à da afrodescendência. O grupo das ciências sociais, no geral, são os que pesquisam mais, e em algumas disciplinas até trabalham com os alunos. Mas não é instituído, não está no currículo. Depende do professor.

OE – Quanto ao plano de implementação da lei 10.639. Há algum trabalho relacionado ao plano no RS?
Marilene – Tem havido encontros, fóruns, ligados ao plano. Há projeto de implementação, mas há essas barreiras que te disse. Na hora de pôr em ação, o pessoal que está lá e discute nos fóruns é quem está, há muitos anos, trabalhando com a questão. Mas quando chega na escola há alguns impedimentos das pessoas que fazem a educação. Tem muito trabalho pela frente, embora estejamos trabalhando no movimento negro há muitos anos. Ainda há muito a ser feito, principalmente a relação humana, o aceitar o diferente, o outro. Isso não é tão fácil de ser modificado. Com a lei, pelo menos ficou formalizado, pelo menos temos uma lei para nos apoiar. Mas que seja efetivada, é uma política pública que nos favorece bastante.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MANIFESTO PORTA NA CARA CONTRA O RACISMO INSTITUCIONAL NOS BANCOS

Retirado do blog do Hélio Ventura.



http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY
To: Usuários do serviço bancário do Brasil

Se VOCÊ se sentiu alguma vez agredido ou desrespeitado ao tentar entrar na SUA agência bancária para movimentar a SUA conta, ou seja, SEU dinheiro, assine o MANIFESTO PORTA NA CARA pedindo a mudança da porta de segurança das agências para um sistema de RAIO X ou um equipamento de segurança que realmente mostre os pertences que estão sendo conduzidos pelo cliente. As atuais portas são travadas até por uma moeda e você depende da boa vontade do vigilante para destravar a porta e permitir sua entrada no banco. Vamos mudar essa situação e pedir aos bancos que renovem seus equipamentos. Eles podem investir num equipamento de segurança melhor, que implique em menos constrangimento aos seus próprios clientes e usuários.O Circo Voador acredita que as pessoas devam ser tratadas com dignidade. Agora queremos saber a SUA opinião.
http://www.petitiononline.com/porta/petition.html

LEIA ARTIGO MEU ESCRITO EM 2007

Artigo publicado parcialmente no Jornal Griot em março de 2007.
Portas giratórias: detectores de metais ou de melanina?
Empresário negro é morto em agência do Banco Itaú no Rio de Janeiro
Por Helio Ventura

SALVADOR: SEMINÁRIO RESPEITO AOS MAIS VELHOS

Retirado mais uma vez (rsrs) do excelente Blog do CEN. Para ampliar clique na imagem.


4ª MARCHA DE CAJAZEIRAS CONTRA O EXTERMÍNIO DO POVO NEGRO

Retirado do excelente Blog do CEN. Para ampliar clique na imagem.


NOVEMBRO NEGRO EM LAURO DE FREITAS

Retirado do excelente Blog do CEN. Para ampliar clique na imagem.

PGR PEDE CONTITUCIONALIDADE DE SISTEMA DE COTAS EM UNIVERSIDADES DO RJ

Retirado do site Última notícia da UOL.

DEBORA DUPRAT
Da Redação - 18/11/2009

Subprocuradora-geral da República Debora Duprat é idealizadora do pedidoO procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ajuizou arguição de descumprimento de preceito fundamental no STF (Supremo Tribunal Federal), para declarar a constitucionalidade da Lei 5.346/08, do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre o novo sistema de cotas para ingresso nas universidades estaduais. A Subprocuradora-geral da República Debora Duprat é a idealizadora da ADPF.


Leia mais:
Governo recorre contra fim de cotas nas universidades do Rio
DEM ajuíza ação contra cotas raciais em universidades públicas
PGR defende política de cotas raciais nas universidades públicas

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), Roberto Gurgel pede que seja invalidada decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) que suspendeu a eficácia da lei fluminense, proferida na Representação por Inconstitucionalidade 09/2009.

A Lei 5.346/08 institui o sistema de cotas para estudantes negros e indígenas (20%), alunos da rede pública de ensino (20%), pessoas portadoras de deficiência e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço (5%). A lei admite a adoção do sistema de auto-declaração para negros e pessoas integrantes de minorias étnicas, cabendo à universidade criar mecanismos de combate à fraude. Também está previsto o pagamento de bolsa-auxílio durante o período do curso universitário dos estudantes carentes destinatários da ação afirmativa.
De acordo com a ADPF elaborada pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, o Rio de Janeiro foi pioneiro no país na questão de políticas de ação afirmativa no ensino público superior, com resultados extremamente positivos, ampliando o acesso à universidade pública de estudantes de camadas excluídas da população e pluralizando, com isso, o corpo discente dessas instituições, sem qualquer prejuízo para a qualidade do ensino ou para o rendimento dos alunos.

Segundo o MPF, nesse período, não se percebeu no Estado qualquer agravamento de tensão ou animosidade social ou racial que possa ser correlacionado, direta ou indiretamente, com as medidas de democratização do ensino público superior.
Segundo explica, a lei substituiu o anterior sistema de cotas das universidades estaduais (Lei 4.151/03) e foi impugnada no TJ-RJ, através da Representação de Inconstitucionalidade 09/2009, que postulou a declaração de inconstitucionalidade, em face da Constituição do Rio de Janeiro, de toda a Lei Estadual 5.346/08.
Mas, de acordo com Deborah Duprat, foram questionadas apenas as cotas étnicas, que criaram reserva de vagas em favor de negros e indígenas. Para ela, o autor da representação argumenta sobre normas e valores hospedados na Constituição Federal, notadamente o princípio da isonomia, a vedação de discriminações raciais, o acesso igualitário ao ensino e a proteção à segurança jurídica.

Ao apreciar questão de ordem suscitada pelo Estado do Rio de Janeiro, o TJ-RJ atribuiu eficácia ex nunc à medida cautelar concedida em maio de 2009, para excluir da sua incidência o vestibular em curso das universidades mantidas pelo Estado. Com a decisão, diversas entidades da sociedade civil e do movimento negro encaminharam à Procuradoria Geral da República representação pedindo a propositura de ADPF no STF, “a fim de garantir a manutenção e permanência das políticas de ações afirmativas já adotadas e bem sucedidas pela UERJ e demais instituições de Ensino Público do Brasil”.

Para a vice-procuradora-geral, a decisão do TJ-RJ, apesar de ser inaplicável ao vestibular que ainda está em curso, é um verdadeiro convite à judicialização para os candidatos que se sentirem prejudicados com a política de ação afirmativa em discussão, pois sinaliza que, no âmbito daquela Corte, será praticamente certo o êxito, em eventuais impugnações aos resultados do certame. “Por outro lado, gera grave insegurança para todo o universo de beneficiários das cotas instituídas pelo legislador fluminense”, afirma. Ela pede a concessão de medida cautelar para, até o julgamento definitivo da ação, sustar os efeitos da decisão do TJ-RJ.

Deborah Duprat informa que o STF discute no momento a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa no campo da educação superior em várias ações e que houve convocação de Audiência Pública para discussão do tema, a ser realizada nos dias 3 a 5 de março de 2010. Nesse quadro, para ela, nada justifica que o TJ/RJ se antecipe à iminente decisão do STF sobre o tema, sobretudo quando se percebe a inclinação da Corte Estadual no sentido de invalidar a decisão do legislador fluminense, que vem se esforçando por concretizar, no campo da educação superior, os mandamentos constitucionais de promoção da igualdade material e do pluralismo.
Na ADPF, os argumentos no sentido da constitucionalidade da Lei 5.346/08 são os seguintes:

Igualdade
Para a autora da ADPF, o princípio da igualdade, tal como concebido no sistema constitucional brasileiro, não só é compatível, como, em determinadas situações, até reclama a promoção de políticas de ação afirmativa, para superação de desigualdades profundamente entrincheiradas nas nossas práticas sociais e instituições. De acordo com ela, o art. 3º, inciso IV, da Constituição, ao vedar os preconceitos de “raça, sexo, cor, idade, e outras formas de discriminação”, não pode ser visto como um empecilho para a instituição de medidas que favoreçam os grupos e segmentos que são costumeiramente discriminados, ainda que tais medidas adotam como fator de desigualação qualquer destes critérios.

Normativa internacional
Segundo a vice-procuradora-geral, o Brasil é signatário de diversos tratados internacionais, devidamente incorporados ao nosso ordenamento, que são expressos no reconhecimento da validade da promoção de políticas de ação afirmativa com o objetivo de promoção da igualdade. É o caso da Convenção sobre Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial.

Igualdade substantiva
Outro argumento que levanta em favor da constitucionalidade das políticas de ação afirmativa no acesso ao ensino superior é o de que se trata de promoção da igualdade substantiva, objetivo fundamental no contexto de um Estado Social, e de uma sociedade que se pretende justa e solidária. “As provas de vestibular favorecem aqueles que estudaram nas melhores escolas – no Brasil, quase que invariavelmente privadas – que são caras, e portanto, inacessíveis aos membros dos grupos desprivilegiados, compostos majoritariamente pelos afrodescendentes”, informa.
Outros – Deborah Duprat cita ainda como justificativas relevantes: a promoção do pluralismo, considerando que, em um país que tem como uma das suas maiores riquezas a diversidade étnica e cultural, é preciso que haja um contato real e paritário entre pessoas de diferentes etnias e egressas de variadas realidades sociais; a justiça compensatória, sobretudo em relação aos candidatos negros e com deficiência; e a razoabilidade na alocação dos recursos públicos, que não pode prescindir de considerações sobre os destinatários finais dos gastos estatais, o que justifica a busca de critérios que visem a favorecer os grupos tradicionalmente excluídos do acesso às universidades públicas.
A APPF refuta ainda argumentos frequentemente invocados contra as políticas de ação afirmativa nas universidades públicas:

Meritocracia
Esclarece que o sistema meritocrático prevê que “o acesso aos níveis mais elevados de ensino” devem se dar de acordo com a “capacidade de cada um”. Para ela, o raciocínio só seria válido se elementos como a pobreza, a péssima qualidade do ensino público fundamental e médio, o preconceito e desigualdade racial e as barreiras existentes para as pessoas com deficiência não contaminassem profundamente os procedimentos ditos meritocráticos, como os concursos de vestibular, desigualando as oportunidades dos concorrentes.

Melhoria no ensino fundamental
Para Deborah Duprat, o argumento de que não caberia a doação de políticas de ação afirmativa no acesso ao ensino superior, uma vez que a solução para a inclusão no ensino estaria na melhoria dos seus níveis inferiores, padece de vício lógico, já que as propostas não são incompatíveis, mas antes se reforçam mutuamente. Segundo explica, melhorar a qualidade do ensino básico não exclui a necessidade de também atuar no âmbito do ensino superior.

Auto-declaração
A autora da ADPF defende ainda a auto-declaração como critério de seleção dos beneficiários das cotas étnicas como fórmula razoável, diante das alternativas existentes. “Parece inequívoco que as classificações raciais devem incorporar a ideia de auto-declaração, seja porque ignorar a percepção que cada um tem da própria identidade seria uma violência, atentatória à própria dignidade da pessoa humana, seja porque o critério encontra-se previsto no art. 1º, item 1, alínea 'a' da Convenção 169 da OIT, em vigor no ordenamento brasileiro”, defende.

Proporcionalidade
Para ela, as cotas instituídas na Lei 5.346/08 não ofendem a nenhum dos subprincípios em que se desdobra o princípio da proporcionalidade. Em sentido estrito, de acordo com Deborah Duprat, cumpre atentar para o valor que tem o ingresso no ensino superior na emancipação real dos excluídos no Brasil. “A admissão em boas universidades talvez seja a mais importante porta de acesso a funções socialmente relevantes, que propiciam o empoderamento das minorias estigmatizadas e a promoção da justiça material”.
Ela considera que as restrições a outros bens jurídicos acarretadas pela medida não são tão intensas, já que mais da metade (55%) das vagas das universidades públicais estaduais fluminenses permanece aberta à disputa em igualdade formal de condições. “E os percentuais das cotas não são tão elevados, considerando-se o quadro empírico subjacente”, conclui.

IFTO (TOCANTINS) DESTINA COTAS PARA INDÍGENAS E QUILOMBOLAS

Retirado do jornal O Girassol.

Últimas Notícias
Publicada em 18/11/2009

Avanço

Mais uma porta se abre aos povos Indígenas e afrodescendentes no Estado do Tocantins. Pensando em contribuir na área educacional, o IFTO - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia realiza o primeiro vestibular no sistema de cotas para atender os estudantes nos cursos superiores nos campus de Palmas e Paraíso do Tocantins.
De acordo com a diretora de Igualdade Racial e Defesa das Minorias da Secretaria da Cidadania e Justiça, Mariá Soares, a Seciju enviou ofícios a todas as comunidades quilombolas no Estado do Tocantins sobre o primeiro vestibular no sistema de cotas que atenderá estudantes tanto indígenas como quilombolas. Após tomar conhecimento sobre o vestibular algumas pessoas da comunidade da Mumbuca, em Mateiros, ligaram agradecendo a ação da Seciju.
As inscrições para o processo seletivo Vestibular 2010/1 (vagas reservadas ao sistema de cotas em cursos superiores): graduação tecnológica e licenciatura 2010/1, estarão abertas no período de 13 de outubro a 6 de dezembro por meio do endereço eletrônica do instituto
http://palmas.ifto.edu.br/seletivo.php?id_seletivo=609.
O estudante indígena do 8º período do curso de direito da UFT – Universidade Federal do Tocantins, Domilto Inaruri Karajá, conhecido como Bill Karajá, falou sobre a importância do sistema de cotas, que beneficiará o seu povo. “São oportunidades válidas que vão surgindo e são mais portas que se abrem para os povos indígenas com acesso aos bancos acadêmicos. Tal oportunidade vai fortalecer os movimentos”.
O assessor de Projetos Especiais da Pró-Reitoria de Extensão do IFTO, professor Rodrigo Antônio Magalhães Teixeira, explicou que os candidatos afrodescendentes residentes em comunidades remanescentes dos quilombos e indígenas deverão participar do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, edição 2009 e, no ato da inscrição e da matricula apresentar os documentos previstos em edital para classificação, conforme recorte etnicorracial. (Informações da Ascom/Seciju)

EVENTO PENSANDO NA CONSTRUÇÃO DO BRASIL EM PRETO E BRANCO

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

PROGRAMAÇÃO:
6ª. Feira – dia 20/11 – 20:00hs
Coquetel de abertura das comemorações da Semana da Consciência Negra com o lançamento da Revista “Raça n/da Igreja” n°. 05 e colóquio com o Pr João Carlos Araujo, Filósofo pela UERJ, Acadêmico em Pedagogia e funcionário da Fundação Cultural Palmares/MINC
Sábado – dia 21/11 – 09:00hs
Feira cultural com as seguintes atividades:
a) Início às 09:00hs com a recepção dos participantes e entrega de crachás.
Oficinas manhã - de 10:00hs ás 11:30hs:
01 – Lei 10.639 - Maria de Jesus Carvalho dos Santos Silva, graduanda de psicologia-UERJ, graduanda de pedagogia UFF e pastora auxiliar da Igreja Batista do Calvário em Maria Paula – Niterói;
02 – Educação em preto e branco: as ações afirmativas como um caminho para a universalização de direitos - Jocelene Ignacio, assistente social da PCRJ/SMH, doutoranda em serviço social pela PUC-Rio e membro da Coord. do Movimento dos Pré-Vestib. para Negros e Carentes - PVNC.
03 - Quilombo do Palmares – uma realidade? - Sr Adriano Lima, membro da Acquibrj – Comunidade Quilombola da Marambaia à confirmar).
04 – Gênero e Raça no Mundo do Trabalho – Drª Vanessa Santos do Canto – socióloga/UERJ
b) Intervalo de 11:30hs às 12:00hs - apresentação de capoeira e maculelê dos grupos: - Netos de Acamboatá do Profº Carlos Ferrari com as crianças da APAS (Assoc. Presb. de Assistência Social)
- Quilombo Arerê do Profº Alexandre Xangô.
c) Almoço às 12:00hs até 13:30hs,
d) Intervalo de 13:30hs ás 14:00hs com apresentação de dança de rua com a participação das crianças da APAS, sob a direção do Profº Lúcio Correia dos Santos.
Oficinas à tarde - de 14:00hs ás 15:30hs:
05 - Filosofia Africana - com a Professora e Socióloga Ruth Marcicano;
06 - Anemia Falsiforme e Talacênicos – Nathai Rodrigues, técnica de enfermagem, graduanda de Enfermagem pela faculdade Bezerra de Araújo,
07 – Roda de Conversa - “Pensando na Construção do Brasil em Preto e Branco – uma busca por alteridade” com o Sr Mário Paulo da Rosa da COMDEDINE – Prefeitura do Rio de Janeiro;
08 – Violência doméstica – Sônia Pereira professora e pedagoga, coordenadora pedagógica da APAS/ IPJ;
g) Exposição e venda de artesanatos afros;
h) Exposição e venda de quitutes afros.
i) Exposição de documentários:
- “A construção através da luta” - fatos históricos de Dr Martin Luther King e outros líderes – Silas Amaral (grad.em direito/Mackienze), da IPJ;
- “A construção através das artes” – Marcelo Bardo (pós-grad. em educação matemática/UFF) e Sinai Elizabeth (grad. em matemática/UERJ), da IPJ;
- “A desconstrução através do abuso” –
(documentário e DVD) – Rafael (grad.Ed. Físca/UNIVERSIDADE) e Beatriz
Andrade (administradora e mestranda em Administração/PUC), da IPJ;
- “A construção através da música” –
documentário através de DVD – Isabel Christina e Raphael (Publicitário), da IPJ,
- “A construção através do serviço” - exposição das atividades da APAS.
j) Intervalo de 15:30hs às 16:00hs;
h) Apresentação da peça de balé de 16:00hs ás 16:30hs, apresentada pelas crianças do projeto Ação Querer Bem, sob a direção da Profª Amanda Figueiredo;
i) Encerramento das atividades ás 17:00hs;
Domingo – dia 22/11:
9:00hs - Mesa redonda - ® para discussão do tema: “Pensando na Construção do Brasil em Preto e Branco – uma busca por alteridade”, com os participantes:
- Profª Maria da Fé - membra da Ig. Metodista de São João do Meriti e Coord. da SUPPIR – Sup.de políticas e Igualdades Racial da Prefeitura de São João do Meriti;
- Dr Henrique Pessoa - Delegado da Polícia Civil;
- Frei Athaylton Jorge Monteiro Belo da paróquia S.João Batista, S.João de Meriti;
- Dr Jorge da Silva, Coordenador da COMEPOP – Coord. Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas em Ordem Pública, Política e Direitos Humanos da UERJ;
10:00hs - Culto matutino ® Pregador Pr Marcos Fonseca da Ig.Batista do Pau Ferro, Profº da UNIGRANRIO e consultor do SEBRAE.
12:00hs - Feijoada
19:00hs - Culto vespertino ® encerra- mento das atividades com o culto litúrgico, pregador Rev. Marcos Amaral e apresentação do coral da IPJ, sob a direção de Jonatas Amaral da IPJ.

SEMINÁRIO IPCN 35 ANOS! UMA ESCOLA DE FORMAÇÃO POLÍTICA

Retirado do blog IPCN.


PROGRAMAÇÃO
MESTRE DE CERIMÔNIA:

Adagoberto Arruda – Professor, Ator e Diretor Administrativo e de Patrimônio do IPCN

DIA: 23 DE NOVEMBRO DE 2009
● O IPCN HOMENAGEIA
PAI AMARO DE XANGÔ, MÃE BELINHA DE OXÓSSE E PAI ZÉZINHO DA BOA VIAGEM, como Mantenedores da Tradição das Matrizes Africanas.

● 18:00h 1ª Mesa – Abertura do Seminário com saudações das autoridades.- Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial- Hildézia de Medeiros - Superintendente Executiva dos Conselhos Vinculados da Secretaria de Estado de Ação Social e Direitos Humanos- Paulão Santos - Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro- Cecília Teixeira Soares - Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
Mediadora: Aduni Benton – Diretora do Documentário IPCN 35 Anos! Uma Escola de Formação Política, Diretora Artística da Cia. É Tudo Cena!, membro da UNEGRO

· 18:45h - MOMENTO PARA O CAFÉ
● 19:00h 2ª Mesa – A INFLUÊNCIA DO IPCN NO COMBATE AO RACISMO NACIONAL
- João Jorge – Mestre em Direito Publico pela UnB, advogado e Presidente do Olodum
- Gevanilda Silva – Mestre em Sociologia Politica PUC SP
- Milton Barbosa – Membro fundador do MNU / Bacharelando em Economia na USP
- Teresa Santos - Atriz, Diretora de Teatro, Filósofa e militante do movimento negro
- Juarez Xavier – Jornalista - Mestre e Doutor em Comunicação e Cultura, Membro fundador da UNEGRO
- Amauri Mendes – Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Educaçao pela UERJ, Professor de Sociologia da UEZO – Ex-Presidente do IPCN
Mediador: Luiz Eduardo Negrogun – Produtor Cultural, Presidente do COBRA e Presidente Regional do Movimento Negro do PDT

DIA: 24 DE NOVEMBRO DE 2009
● 18:00h 1ª Mesa – A CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO NO RJ – DÉCADAS DE 70/80- Yedo Ferreira – Bacharelando de Matemática pela UFRJ / Membro Fundador do IPCN / Membro Fundador do MNU- Suzete Paiva - Professora e Membro da UNEGRO- Ana Felipe - Pós-graduada em Filosofia // Coordenadora do Memorial Lélia Gonzalez // Fundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN // Presidente da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos - SEAF- Wilson Prudente – Procurador do Ministério Público do Trabalho- Edialeda Salgado – Médica e Presidente Nacional do Movimento Negro do PDT- Jorge Coutinho – Presidente do Sindicato dos Artistas e Presidente do PMDB Afro.
Mediadora: Angélica Basthi - Jornalista

● 19:45h – MOMENTO PARA O CAFÉ
● 20:00h 2ª Mesa - EXPERIÊNCIAS DE GESTÃO, CONQUISTAS, DIFICULDADES E LEGADOS- Benedito Sergio –

Representante da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro- Orlando Fernandes - Capitão, Mecanico de Manutençao de Aeronaves e Mecanico Ferramenteiro, Publicitario e Produtor Gráfico, antigo militante do partidão e fundador do PDT, fundador do IPCN e GRANES Quilombo- Paulo Roberto dos Santos – Professor e Assessor Especial da Superintendência de Igualdade Racial- Abgail Páschoa – Militante Histórica do Movimento de Mulheres e Homens Negros- Sebastião Soares - Pós Graduado em Historia da África- Amauri Silva – Diretor do Centro Cultural José Bonifácio- Maria Alice – Produtora Cultural e Presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN
Mediador: Júlio Tavares – Antropólogo

EVENTO NA FAVELA DA MARÉ NO RJ - KIZOMBA - A FESTA DA RAÇA

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

A Redes de Desenvolvimento da Maré convida para:
KIZOMBA - A FESTA DA RAÇA
A semana do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é um belo momentopara fazer uma Kizomba. Um momento onde poderemos discutir, resgatar einternalizar nossas referências negras. Mais que isso, vivenciá-las, poisnão nos apropriamos de seus significados, nem de seus significantes. É anossa história. É a nossa vida. Há muito do que se apropriar. Não só daspalavras, mas do sentido, do sentir... Registrar na alma... Por isso, venhame façam acontecer nossa Kizomba!


Programação:
*13 de novembro**
Cine sem tela:KIRIKU **
18h - Graffitti ao vivo - Felipe Reis**
19h - Cine Clube Sem Tela:KIRIKU e CANDEIA**
20:30h - Roda de Samba: Com sambistas da Maré e convidados.**
Local: Redes de Desenvolvimento da Maré - Rua Sargento Silva Nunes, 1012 -Nova Holanda - Maré*

*16 de novembro**
14h - Oficina de Instrumentos percurssivos**
Local: Centro de Artes, Rua Bittencourt Sampaio, 181 - Nova Holanda - Maré**
18h Roda de Breaking**
Local: Redes de Desenvolvimento da Maré, Rua Sargento Silva Nunes, 1012 -Nova Holanda - Maré*

*17 de novembro**
Maratona de Contação de Histórias**
9h, 15h e 18h**
Local: Biblioteca Lima Barreto, Rua Sargento Silva Nunes,1012 - NovaHolanda - Maré *

*18 de novembro**
14h - Roda de Conversa entre ELAS**
Local: Redes de Desenvolvimentos da Maré, Rua Sargento Silva Nunes, 1012 -Nova Holanda - Maré**
18h - Apresentação do Grupo Marécatu**
Local: Centro de Artes, Rua Bittencourt Sampaio, 181 - Nova Holanda - Maré*

*19 de novembro**
18h - Roda de Conversas**
Negro na Mídia - Ações afirmativas - Cotas - Resistência Quilombo -Quilombolas**
20h - FESTA KIZOMBA**
Abertura com o Grupo RECICLASOM**
Local: Centro de Artes, Rua Bittencourt Sampaio, 181 - Nova Holanda - Maré*
VAMOS FAZER UMA KIZOMBA!

Comunicação da REDES

www.redesdamare.org.br
3104-3276

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ESTUDANTE BRASILEIRO CRIA SUBSTITUTO GRATUITO PARA SOFTWARE PAGO USADO EM ESTATÍSTICA

Retirado do site África21.

África 21 - DF12/11/2009
Invento
Desde a sua criação, cerca de 9.600 usuários já acessaram o blog para baixar o software, incluindo interessados da Europa, Américas, Mongólia, Zimbábue , África do Sul e China.
Da Redação

Belo Horizonte - Pesquisadores de todo o mundo ganharam uma ferramenta importante para o desenvolvimento de estudos que exigem análises estatísticas: o PSPP, software livre desenvolvido para auxiliar a elaboração de análises estatísticas de matrizes de dados. O programa é um substituto gratuito para o SPSS (software pago) capaz de realizar análises rápidas, independente do número de dados utilizados pelo pesquisador.
O SPSS é muito utilizado por iniciantes nos estudos em Estatística e alunos de Ciências Sociais, mas tem recebido diversas críticas em relação ao alto custo da licença – cerca de R$ 7 mil.
Ao observar a importância do programa e o elevado preço, o estudante do curso de Ciência da Computação da UFMG, Michel Almada de Castro Boaventura, desenvolveu o software livre compatível com o Windows.
Ele explica que o PSPP foi desenvolvido por um americano inicialmente para o Linux, que também é um software livre. No entanto, como no Brasil a grande maioria dos usuários de computador prefere o Windows, Michel decidiu adaptar o software para esse sistema operacional.
A vantagem de um software livre para análises estatísticas é a possibilidade de conferir como o cálculo foi feito. Programas que possuem o código-fonte fechado, como o SPSS, não permitem a visualização do desenvolvimento do cálculo. Eles apenas fornecem o resultado final. Além disso, o software é gratuito e não requer nenhum pacote de expansão: todas as atualizações podem ser baixadas na versão nacional do blog do PSPP (
http://www.cecaps.ufmg.br/pspp/), também desenvolvido por Michel.
Desde a sua criação, dia 24 de março de 2009, cerca de 9.600 usuários já acessaram o blog para baixar o software gratuito. Em primeiro lugar no ranking de downloads está o Brasil, seguido por Alemanha e Estados Unidos. Segundo Boaventura, todos os países da Europa e Américas já acessaram o blog, além de interessados da Mongólia, Zimbábue, África do Sul e China.
Por meio do blog também é possível fazer o download do PSPP em seis idiomas diferentes. É o único no mundo a fornecer versões Windows do software e divulgar informações sobre o programa. De acordo com o estudante, o PSPP “é um programa extremamente confiável não só pela qualidade dos resultados que produz, mas também por sua estabilidade em qualquer ambiente”.

PROGRAMA INSTITUTO RIO BRANCO OFERECE BOLSA PARA AFRODESCENDENTES

Retirado do site JCConcursos.

Quinta-feira, 12 de novembro de 2009 IRBr

Anexos
12/11/2009 - Programa de Ação Afirmativa – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia
12/11/2009/InstruçõesPrograma de Ação Afirmativa – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia

O Instituto Rio Branco (IRBr), juntamente com o Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estão anunciando o processo seletivo para o Programa de Ação Afirmativa – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia.O programa tem como objetivo ampliar as oportunidades de acesso e incentivar o ingresso de afrodescendentes (negros) na carreira de diplomata, mediante a concessão de bolsas-prêmio destinadas ao custeio de estudos preparatórios ao concurso que está oferecendo 108 vagas para o cargo.

O valor total da bolsa-prêmio é de R$ 25 mil e será desembolsado entre março e dezembro de 2010, para pagamento de cursos preparatórios ou de professores especializados nas disciplinas exigidas pelo concurso.

As inscrições poderão ser realizadas de 13 a 29 de novembro, no site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br), organizador do concurso.

A seleção será composta por prova objetiva de língua portuguesa, história do Brasil e política internacional, prova de redação e análise de documentação.As provas serão realizadas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS),
Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES). A análise de documentação acontecerá somente em Brasília (DF).

Confira mais informações no anexo ao lado.Concurso
O Instituto Rio Branco oferece 108 oportunidades de diplomata, sendo seis delas reservadas para
candidatos portadores de deficiência.

Os interessados devem ter nível superior, para fazerem jus à remuneração de R$ 12.413,03.

As inscrições permanecerão abertas até o dia 13 de dezembro.

Clique aqui para saber mais sobre a seleção.

COMO JORNALISTAS PODEM TIRAR PROVEITO DAS LISTAS DO TWITER

Retirado do blog Jornalismo nas Americas.

Blog de Notícias

Na ânsia de organizar melhor a informação e os contatos no Twitter, o site de microblogs oferece, há algumas semanas, um serviço de listas, que podem ser organizadas por temas, usuários, eventos e frequencias. Em seu blog (em espanhol), Rubén Calvo destaca oito usos que podem se dar a essas listas. Alguns deles são:
* Seguir informações ou grupos de usuários de interesse em comum;* Agrupar especialistas em determinados temas (por exemplo: web 2.0);* Seguir determinados eventos e seus participantes.
As listas também ajudam a organizar a valiosa rede de usuários do Twitter e identificar possíveis fontes. Nesse sentido,
Christian Espinosa, do Cobertura Digital, acrescenta outra vantagem: as coberturas ao vivo e a possibilidade de integrar fontes em tempo real.
Espinosa também recomendar combinar as listas com
alertas para certas palavras-chaves, que permitem receber informações, por e-mail, sobre determinados temas.
Publicado por
Ingrid Bachmann/SG at 11/11/2009 - 02:42

DEBATE SOBRE COTAS PARA AFRODESCENTES NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Recebido por email.

Desta forma, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizará no dia 18/11/2009 às 14 horas, no seguinte endereço, Audiência Pública para debater o sistema de Cotas para negros nas Universidades Públicas.

DATA: 18/11/09
LOCAL: Plenário 09, anexo II da Câmara dos Deputados
HORÁRIO: 14 horas
AUDIÊNCIA PÚBLICA

TEMA: Debater o sistema de cotas para afrodescendentes nas universidades públicas.

EXPOSITORES:
Sr. Fábio Konder Comparato – Conselho Federal da OAB; (confirmado) .
Sra. Jacira da Silva – Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado – MNU; (confirmada) .
Sra. Déborah Silva Santos – Coordenadora do Centro de Convivência Negra e Especial da UNB; (confirmada)
Sr. Mário Theodoro – Diretor do IPEA; (confirmado) .
Sr. Humberto Adami – Ouvidor da SEPPIR; (confirmado) .
Sr. Nelson Inocêncio Olokofá – Conselheiro do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro – CDDN - DF da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania – SEJUS - GDF; (confirmado).

Professor José Jorge Carvalho – Antropólogo da UnB e Presidente do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia e Inclusão Social na Educação Superior.
JÚLIO ROMÁRIO DA SILVA
Presidente do CDDN-DF

JUSTIÇA SUSPENDE COTA PARA ESCOLA PÚBLICA

Retirado do site UAI.

Terça-feira 17 de novembro de 2009
Glória Tupinambás - Estado de Minas

O sistema de cotas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro, acaba de sofrer uma significativa derrota. Por determinação da Justiça Federal, a instituição suspendeu as inscrições no Programa de Ação Afirmativa de Ingresso no Ensino Superior (Paaes). Lançado no ano passado, o projeto reservava 25% das vagas da universidade para estudantes da rede pública. Apesar de cumprir a decisão judicial, concedida em regime de liminar, a UFU já recorreu ao Tribunal Federal da 1ª Região, em Brasília, para mudar a situação.
A sentença da Justiça foi uma resposta à avalanche de mandados de segurança de pais e alunos contra o programa. Desde que foi criado, em 2008, já foram movidas cerca de 400 ações por estudantes de escolas particulares que contestam as regras do benefício. Além disso, o Ministério Público Federal moveu uma ação pedindo a suspensão imediata das inscrições, que seriam realizadas entre 5 e 15 de novembro. Pelo Paaes, alunos que cursaram os quatro últimos anos do ensino fundamental (5ª à 8ª série) e estão matriculados no ensino médio da rede pública têm direito de concorrer, isoladamente, a 25% do total de vagas oferecidas pela UFU, o que corresponde a 1.052 lugares. O edital do programa prevê três etapas de provas, a serem feitas de forma seriada, ao fim do 1º, 2º e 3ª anos do ensino médio.
Na decisão judicial concedida no fim da última semana, o juiz da 2ª Vara Federal, Alexandre Jorge Fontes Laranjeira, considera que a reserva de vagas fere os princípios de legalidade e igualdade previstos na Constituição Federal. Segundo ele, com o programa, os estudantes de escolas públicas acumulam benefícios, pois podem concorrer às vagas asseguradas pelo Paaes e também ao restante das vagas, por meio do vestibular tradicional. Na ação, o Ministério Público Federal ainda pediu ao juiz Alexandre que declare a inconstitucionalidade da resolução que criou o Paaes e, por consequência, a extinção imediata do programa.
Em resposta à determinação da Justiça, o Conselho Universitário da UFU decidiu suspender as inscrições à primeira e à segunda etapas do Paaes. Segundo a instituição, um novo edital será publicado entre 12 e 15 de janeiro do ano que vem e as provas devem ser remarcadas para fevereiro. O novo documento vai autorizar a participação no programa de todos os alunos, sejam eles de escolas públicas ou particulares.
“Estamos cumprindo a decisão judicial, mas o Conselho Universitário lamenta muito a situação. O programa não tem intenção de prejudicar alunos de colégios particulares. Ele é apenas uma maneira de cumprir o papel social da universidade, que adota políticas socioeconômicas na tentativa de relativizar as diferenças entre alunos das redes públicas e privadas. Na nossa concepção, isso é tratar os diferentes de maneira diferente”, diz o pró-reitor de graduação da UFU, Waldenor Barros de Moraes Filho.

EVENTO RESGATA PASSADO NEGRO NA PEDRA DO SAL NO RIO DE JANEIRO

Retirado do blog Reconquistando a Negritude.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CONVITE Pedra do Sal de 25/11 a 02/12‏

A Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal – ARQPEDRA entidade representativa da comunidade remanescente de quilombo e que tem como um de seus principais objetivos a luta pela titulação do seu território e a preservação da identidade cultural da comunidade tem a honra de convidar V. Sª para mais uma edição do projeto SAL do SAMBA com “Pedra do Sal – 25 anos de tombamento como patrimônio afrobrasileiro” de 25 de novembro a 02 de dezembro de 2009 das 16 as 22 horas, na comunidade quilombola urbana Pedra do Sal.

obs: A atividade do dia 02 de dezembro (Dia Nacional do Samba) se iniciara a partir das 06:30 da manhã.
O Quilombo da Pedra do Sal está localizado na Zona Portuária na área de Planejamento 1 do Município do Rio de Janeiro, no bairro da Saúde. A Pedra do Sal, tombada provisoriamente em 23 de novembro de 1984 e definitivamente em 27 de abril de 1987 através da Resolução nº23, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro em 11 de maio do mesmo ano. Testemunho cultural mais que secular da africanidade brasileira e espaço ritual consagrado e o mais antigo monumento da história do samba carioca. Outrora teve nomes como Quebra-bunda, Pedra da Prainha e, como nas redondezas se carregava o sal, popularizou-se como Pedra do Sal. Ali se instalaram os primeiros negros da Saúde, se encontraram as ‘Tias Baianas’, soaram os ecos das lutas populares, das festas de candomblé e das rodas de choro. Nas ruas tortuosas e becos que a envolvem, nasceram os ranchos e o carnaval carioca.
A antiga Prainha e o antigo cais do Valongo era parte do mercado de escravos recém chegados da África e foi ampliada por sucessivos aterros. A Pedra do Sal, então entre duas pequenas praias que compunham o mercado, era local de oferendas para os cultos afro-brasileiros que lá se faziam presentes. Um mercado para escravos recém-chegados era mais que uma “casa de engorda”, como aparece nas narrativas da memória coletiva. Era lugar de morte e de enterramentos e por isso campo sagrado. Era também lugar de cultura, de comunicação e de troca, pois era preciso saber a língua dos recém chegados para transformá-los em escravos.. Era, antes de tudo, lugar de sofrimento e, por isso, as formas de religiosidade afro-brasileiras tiveram ali seu primeiro lócus no Rio de Janeiro.
Para além do espaço material da Pedra do Sal, esse local de celebração representa simbolicamente a presença cultural dos afrodescendentes na cidade do Rio de Janeiro. Todo dia 2 de dezembro, o grupo do quilombo da Pedra do Sal celebra, no Largo João da Baiana, essa história e memória através da lavagem da pedra (rito simbólico de purificação), do samba e de depoimentos de antigos portuários. Celebram sua continuidade histórica na região e sua relevância para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira.
A atividade tem o objetivo de celebrar, como também provocar reflexões em torno do objeto de identidade tombado pelo INEPAC (Pedra do Sal). São propostas de trabalho: oficinas, seminários, atividades produtivas e de entretenimento (de matriz afrobrasileira). Destacamos nossa luta pela titulação dos territórios quilombolas e políticas públicas de ações afirmativas.
Damião Braga Soares dos Santos
Presidente da ARQPEDRA - Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal
Vice-presidente da ACQUILERJ - Associação de Comunidades Remanescente de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro
(21) 9701-8905
(61) 9631-8201

ATENÇÃO RONDÔNIA: V MARCHA ZUMBI

Retirado do excelente blog do CEN.


DEFENSORIA DE SP LANÇA CARTILHA PARA INFORMAR SOBRE DISCIRMINAÇÃO, RACISMO E PRECONCEITO

Retirado do excelente blog do CEN. Abaixo tem link para baixar a cartilha em PDF ou em imagem do tipo JPEG.


Posted In: .
By Y.Valentim

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo começou a distribuir uma cartilha para informar a população sobre seus direitos e providências a serem tomadas em casos de discriminação, racismo ou preconceito.
Elaborada pelo Núcleo de Especializado de Combate a Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria, a cartilha explica o que é o direito à igualdade, previsto pela Constituição Federal, bem como o direito à diferença, que é a possibilidade de todos viverem segundo sua própria cultura e suas características pessoais, sem discriminação.

De forma didática, a cartilha também informa quais os dispositivos legais que podem ser aplicados nos casos em que ocorre a discriminação racial. Ensina, ainda, todos os passos a serem percorridos por uma vítima de preconceito ou racismo: colher a maior quantidade possível de informações e detalhes sobre o fato (por exemplo nome, telefone e endereço do ofensor e de pessoas que testemunharam a ocorrido), comparecer a uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência, e procurar um advogado ou, se não tiver condições de arcar com os custos, a Defensoria Pública para propositura das medidas jurídicas.
Por fim, a cartilha traz, ainda, diversas instituições onde as vítimas podem buscar informações e atendimento no Estado de São Paulo.

Até esta sexta-feira, a cartilha estará disponível em todas as unidades da Defensoria Pública, na Capital e no Interior. A cartilha também pode ser acessada na internet, no Portal da Defensoria. (clique aqui)
Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa
imprensa@dpesp.sp.gov.br
Fonte: www.irohin.com.br

Para ampliar clique nas imagens. Para baixar em formato JPEG clique nas imagens abaixo com o botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..." ou neste Link alternativo.

TERCEIRA EDIÇÃO DE JONGÁ NA CAIXA CULTURAL TEM PIVETIM, TIZUMBA, TARITUBA E TEOBALDO

Recebido por email. Para ampliar clique nas imagens.


O projeto Jongá - Cantos de Fé, de Trabalho e de Orgia, volta a ocupar, pelo terceiro ano consecutivo, de 17 a 20 de novembro, três ambientes da Caixa Cultural: a Sala Margot (às 14h30), com oficinas de fabricação de instrumentos de percussão; o Cinema 2 (17h30) com, sessões comentadas e o Teatro de Arena (19h), onde se apresentam Maurício Tizumba; os cirandeiros de Tarituba e o caxambuzeiro Délcio Teobaldo. Na abertura do projeto, no dia 17 (Teatro de Arena, 17h30), numa referência ao 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos da Criança, haverá coquetel e debate para lançamento de Pivetim, romance de Délcio Teobaldo, quarto autor brasileiro a ganhar o Prêmio Barco a Vapor, da editora espanhola SM.

Mantendo a característica de ser um espaço de exposição e de diálogo, onde o público interage com a criação do espetáculo, este ano Jongá recorre à literatura, ao cinema e à música, para refletir sobre a infância desassistida, tema do romance Pivetim. “Ano passado o projeto contemplou os saberes matriciais, reverenciando os mestres. Este ano, num contraponto urgente e necessário, vamos privilegiar a criança. Da oficina de fabricação de instrumentos, aos filmes e espetáculos, o público vai compreender como são estabelecidos os laços de afetividade que unem uma geração à outra”, adianta o idealizador, curador e diretor geral do projeto, o escritor, etnomusicólogo e percussionista Délcio Teobaldo.

SERVIÇO
JONGÁ – CANTOS DE FÉ, DE TRABALHO E DE ORGIA
Pivetim (Debate e lançamento do romance vencedor do 4º Prêmio Barco a Vapor, dia 17, às 17:30hs)
Marcos China (Oficina. Fabricação de instrumentos – dias 18, 19, e 20, de 14:30hs às 15:30hs)
Clementino Jr. (Sessões de cinema – dias 18, 19 e 20, de 17:30hs às 18:30hs)
Maurício Tizumba (Teatro de Arena dia 18, 19:00hs)
Ciranda de Tarituba (Paraty, RJ) (Teatro de Arena, dia 19, 19:00hs)
Jongá, délcio teobaldo (tambor e canto); Lucá Rodrigues (percussão com talas de bananeira e coro); Ana Paula Dias (dança) (Teatro de Arena dia 20, 19:00hs)

CAIXA CULTURAL RJ
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro – RJ
Tel: (21) 2544 4080
www.caixa.gov. br/caixacultural

ONU LANÇA NO BRASIL CAMPANHA "IGUAL A VOCÊ"

Retirado do site do Ancelmo Goís.

Pelo fim do preconceito
Igual a você

As agências da ONU lançam amanhã a campanha "Igual a você" contra o estigma e o preconceito no Brasil. A ideia é usar os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha, que será exibida em todo o país, para conscientizar a população e combater a discriminação contra gays, lésbicas, pessoas vivendo com Aids, a população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais, travestis e usuários de drogas, entre outros.
A campanha deve mostrar, por exemplo, como todos os dias algumas populações são vítimas de preconceito. Dados do IBGE revelam uma das facetas do racismo na remuneração média mensal de negros e brancos: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).

HOMENAGEM A CANDEIA DIA 18/11 - LUZ QUE CLAREIA NO SAMBA

Retirado do blog Ecos do Telecoteco. Para ampliar clique na imagem.

ESCOLAS PATINAM PARA INSERIR CULTURA NEGRA NA SALA DE AULA

Retirado do blog Educacionista.

15-Nov-2009
Lei federal criada há 6 anos estipula o ensino da história afro-brasileira em sala. Ausência do tema atinge rede pública e privada, dizem especialistas; falta material adequado e formação do professor
LIGIA SOTRATTI - FOLHA DE S. PAULO

O mês de novembro, com eventos relativos ao Dia da Consciência Negra -comemorado na próxima sexta-, contrasta com o vazio de debates sobre o tema ao longo do ano nas escolas. Seis anos após a lei federal de implementação da cultura afro-brasileira no currículo, redes públicas e particulares ainda patinam para levar o conteúdo às salas de aula.
A crítica é feita por pesquisadores ligados à educação, para quem faltam material pedagógico próprio e formação do docente. "O trabalho é incipiente e precário, falta comprometimento. É preciso instituir que os temas tenham mais visibilidade na escolas, que faça parte do conteúdo pedagógico", disse o coordenador do Cladim (Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra), da Unesp de Araraquara, professor Dagoberto José Silva.
Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Mauro Inácio, as escolas desenvolveram poucas ações e, em parte, ainda esbarram na falta de orçamento. "Há carência de material didático e de cursos para os professores. Os municípios até criam projetos, mas eles são temporários. As iniciativas são válidas, mas estão longe do ideal", disse.
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, a rede de ensino desenvolveu cursos de capacitação dos professores e também investiu em um acervo que contempla a área - um programa instituiu 14 títulos sobre história e cultura africana e afro-brasileira neste ano. A pasta não informou quantas escolas receberam o material.
As mesmas medidas afirmam ter tomado os cinco maiores municípios da região. As secretarias de educação de Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara e Barretos disseram que, gradativamente, têm feito cursos para professores e levado o debate aos alunos. A grande dificuldade, segundo as cidades, é encontrar material didático para os alunos.
Para Silva, nem mesmo a escola particular que, em tese, poder investir mais, tem feito seu papel. "Na rede privada, esse assunto praticamente não entra, porque depende do aval do proprietário, apesar de ser uma lei que se aplica a todos."
O presidente regional do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), João Alberto de Andrade Velloso, afirmou que as escolas particulares têm se empenhado.
"Os professores não tiveram disciplinas sobre a cultura afro-brasileira ou não tinham isso com destaque na sua graduação. Por isso, têm de procurar esse conhecimento, complementar o currículo, para então repassar ao aluno", disse Velloso. "Mas sabemos que isso não é de uma hora para outra, é um processo gradativo."

Ensino afro vale até para a faculdade
Em 2003, o governo federal decretou a lei 10.639 que determina a inclusão da disciplina de história e cultura afro-brasileira e africana no currículo dos ensinos fundamental, médio e superior do ensino público e privado. Não há menção à obrigatoriedade do assunto ser abordado na educação infantil.
No mesmo ano, o governo criou a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), para promover iniciativas contra as desigualdades raciais e para efetivar a nova lei.
O dia 20 de novembro foi escolhido em homenagem a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares -comunidade de escravos fugidos. Símbolo da resistência, Zumbi lutou pela libertação dos negros e acabou assassinado por um dos seus aliados no dia 20 de novembro de 1695.
Por esse motivo, o MNU (Movimento Negro Unificado) transformou a data em Dia Nacional da Consciência Negra, em 1978.
O dia comemorativo não é considerado feriado no calendário nacional e, por isso, é preciso reconhecimento de cada cidade -por meio de projeto.

Aplicação parte de professores engajados
Apesar da morosidade das escolas em levar o cultura afro-brasileira aos alunos, os grandes motivadores dessa mudança no ensino são os movimentos sociais e as iniciativas particulares de alguns professores.
Em Araraquara, a pedagoga Maria Fernanda Luiz é um desses exemplos. A discriminação que sofreu na infância por ser negra e a militância do avô fizeram a professora lutar pela discussão do tema antes mesmo que a lei fosse decretada. "Faço roda de histórias, levo a história da África e de contos que contemplam diferentes povos. Houve resistência [dos pais], mas as crianças são abertas."
Segundo ela, no início, os estudantes tinham dificuldade em se retratar. "Eu via que, na hora de fazer sua representação, havia relutância nas crianças em escolher o lápis de cor. Já fiz uma oficina com os pais e filhos e todos participaram, utilizando panos de diversas cores", disse ela, que dá aulas a crianças de oito e nove anos.
Em Ribeirão, uma das escolas com trabalho diferenciado é a CEI (Centro Educacional Infantil) Anna Augusta França, da prefeitura. Com crianças até três anos, a diversidade é mostrada no dia a dia. "Na festa junina, fizemos bonecos de várias raças, trabalhamos a identidade, a origem da família. Não é mais algo pontual. Colocamos nas nossas atividades para que isso se torne natural", disse a diretora Marli da Rocha.
"A força do movimento civil é decisivo para implementar o tema nas escolas, despertar o município para a importância do tema", afirmou Dagoberto José Silva, pesquisador da Unesp de Araraquara.
A professora Silvany Euclênio, membro do Centro Cultural Orunmilá, de Ribeirão, destaca que o comprometimento dos gestores da educação é fundamental. "Há casos de escolas em que o trabalho é efetivo e contínuo, porque houve reconhecimento da importância por parte de diretores e professores. O resultado é ótimo e tem reflexo direto nos alunos, como melhora da autoestima dos alunos e a redução de conflitos por estereótipos."

CAMARÂ (LONDRINA) APROVA FERIADO DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Retirado do site Portal RPC.

Londrina
Câmara aprova feriado do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro
Data só deve ser comemorada a partir do ano que vem, por causa dos trâmites legais. Projeto recebeu 14 votos favoráveis, além de três abstenções
12/11/2009

Fábio Luporini

Londrina vai ganhar mais um feriado a partir do ano que vem: 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O projeto, de autoria do vereador Tito Valle (PMDB), foi aprovado na sessão desta quinta-feira (12) da Câmara de Vereadores. A matéria, em segunda votação, recebeu 14 votos a favor e três abstenções. Dois vereadores não compareceram à sessão e, por isso, não votaram.
“A Câmara mostrou sensibilidade para o tema, já que 25% da população londrinense é descendente afro”, comemorou o vereador. O projeto segue para redação final e, posteriormente, para sanção do prefeito Barbosa Neto (PDT). “Para esse ano não dá tempo por causa dos trâmites legais”, avaliou o vereador. Questionado sobre a perda de um dia útil para a economia, o vereador destacou atividades que serão feitas para valorizar a consciência negra.
“Esse feriado não vai ser apenas para deixar de trabalhar, mas para uma reflexão profunda. A gente vai fazer atividades culturais”, declarou o vereador, que também é militante das causas afro. Entretanto, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, disse não acreditar que o feriado possa valorizar o Dia da Consciência Negra. “Entendemos que o feriado não resgatará a dignidade do negro. Temos que encontrar outros meios de fazer isso”, argumentou.
Quando o projeto foi aprovado em primeira discussão no dia 9 de julho, a Acil pediu a retirada de pauta a fim de debater o assunto. Uma audiência pública foi realizada no dia 24 de outubro, com a participação de diversas entidades. “O processo é democrático e participamos dele todo. Ele foi tirado de pauta e rediscutido em audiência pública. Tudo isso foi importante para o amadurecimento da lei. O importante é que houve discussão e agora vamos esperar a decisão do prefeito”, disse Cassa. Zumbi dos Palmares
Os autores do projeto argumentam que o feriado é necessário para resgatar a importância dos negros na sociedade. A data escolhida lembra a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares. O local abrigava uma população de aproximadamente trinta mil pessoas, formada por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. A partir de 1995, a data foi adotada como o Dia da Consciência Negra. Dezenas de cidades brasileiras, incluindo capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e Maceió, entre outras, já aprovaram o feriado.

SEU MSN MESSENGER NÃO CONECTA?

Retirado do site Baixaki.

Atualize para a nova versão
Por Danilo Amoroso
Quinta-Feira, 17 de Setembro de 2009

A Microsoft anuncia o fim do MSN Messenger 8 e torna obrigatório o upgrade para a versão 2009

Foram ótimas conversas, arquivos compartilhados, contatos com gerenciamento facilitado e muitos emoticons simpáticos, mas a Microsoft anuncia o fim oficial do Windows Live Messenger 8, extremamente bem quisto pelos usuários. Prova do enorme sucesso desta versão é o número de downloads no Baixaki: o programa sempre esteve entre os mais baixados.
Porém, as versões 8.1, 8.5 e 14.0 do Windows Live Messenger não poderão ser mais utilizadas. Usuários destas versões não poderão fazer o login no sistema da Microsoft.


O anúncio postado no blog oficial do Windows Live esclarece o fim dessas versões do Messenger como uma questão de segurança: “Estamos comprometidos a oferecer uma experiência segura e positiva para nossos mais de 300 milhões de consumidores no mundo todo que usam o Windows Live Messenger todos os meses. Para garantir este comprometimento, a partir do dia 25 de agosto, vamos começar a pedir aos nossos consumidores que utilizam as versões 8.1, 8.5 e 14.0 para que atualizem para a mais recente versão do Messenger.”
Quem usa as versões 8.1 e 8.5 recebeu os avisos de que “Uma nova versão do Messenger está disponível. Obtenha agora” desde o fim de agosto e já não podem fazer o login nessas versões. Já quem usa a versão 14.0 vai começar a receber estes avisos a partir de outubro. No fim daquele mês, os usuários da versão 14.0 também não poderão mais se conectar.


Você precisa se atualizar? Descubra qual é a sua versão
Se você não tem certeza sobre qual é a versão do Messenger que você usa, é fácil descobrir. É só ir no menu Ajuda-Sobre o Messenger que uma pequena janela vai informar a sua versão. Se ela for inferior a 14.0.8089, você precisa fazer o upgrade.

O que você ganha com o upgrade
Para quem já usa a versão 14.0, os impactos do upgrade serão mínimos. Ele vai apenas corrigir pequenas falhas no código sem modificações visíveis. Já quem utiliza as versões 8.1 e 8.5 sentirá muitas diferenças. Para saber quais são os recursos e as modificações do Windows Live Messenger 2009, dê uma lida neste artigo com o
histórico do Windows Live Messenger. Ele conta todas as novidades e modificações que cada versão do Messenger apresentou.
Claro, o upgrade, como a Microsoft esclarece, traz mais segurança para você, uma vez que ele visa acabar de vez com brechas e falhas de segurança.

O downgrade não vale a pena
O downgrade - ou seja, o uso de uma versão que não é a mais recente - não é recomendado. Alguns instaladores alterados já estão disponíveis e você pode ter certeza que vários patches para usar as versões antigas do Messenger vão aparecer pela internet, mas o Baixaki faz um alerta: não use nenhum recurso deste tipo para usar seu Messenger antigo. Qualquer modificação não oficial a um aplicativo oferece riscos, uma vez que nunca é possível atestar a origem dessa alteração.
Além disso, basta usar a lógica: uma vez que o aplicativo será suspenso por falhas de segurança, por que arriscar? Esta não é uma prática incomum da Microsoft. Todas as versões antigas do Messenger foram suspensas após algum tempo com novas atualizações disponíveis. É a maneira encontrada para deixar todos os usuários no mesmo ambiente e compartilhando os mesmos recursos.
ATUALIZADO: muitos internautas estão tendo problemas para se conectar no novo MSN Messenger. Enquanto a Microsoft não oficializa nenhuma correção, recomendamos o uso do
aMSN como alternativa.
Dica dos usuários: se o MSN não estiver abrindo, clique com botão DIREITO sobre ele e clique em PROPRIEDADES. Clique na aba COMPATIBILIDADE e selecione o modo de compatibilidade marcado como WINDOWS 2000! Então clique em APLICAR e tente novamente abrir o Messenger.

sábado, 14 de novembro de 2009

EVENTO NA UFMT DEBATE DESIGUALDADE RACIAIS NA EDUCAÇÃO

Retirado do site Circuito Mato Grosso.

EDUCAÇÃO

Evento debate desigualdades raciais na Educação
Assessoria/Seduc-MT12/11/2009

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) irá participar da III Jornada “Desigualdades Raciais na Educação Pública Brasileira”, O evento será realizado do dia 23 a 25 de novembro, no Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A jornada faz parte da programação da 17º Edição do Seminário de Educação (Semiedu) do instituto.
As inscrições para a jornada começam na próxima segunda-feira (16.11), no Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre), da UFMT. A Seduc é uma das apoiadoras do evento. A gerente de Diversidade da secretaria, Ângela Maria dos Santos, será uma das palestrantes da jornada.
A programação da III jornada prevê o debate dos seguintes temas: “Pré-Abolição: resistências e lutas pela liberdade” (debatedores: Carlos Eduardo Moreira de Araújo e Álvaro Nascimento / “O movimento abolicionista e o pós-abolição” (debatedores: Eduardo Silva e Roberto Santos Moura) e “Relações étnico-raciais e educação na perspectiva da Lei 10.639/03” (debatedoras: Nilma Lino Gomes, Ângela Maria dos Santos e Carmem Cinira Siqueira).
Estes temas serão debatidos pela manhã, na sala 67 do Instituto de Educação. À tarde, trabalhos sobre o tema serão apresentados no GT 15 do Seminário de Educação (Relações Raciais e Educação).
Para maiores informações sobre a III Jornada, o telefone do Nepre da UFMT é 3615-8447. A programação do Semiedu pode ser consultada no site
www.ie.ufmt.br.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL ´SP EM COMEMORAÇÃO AO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Retirado do site Rede Notícias.

A Secretaria da Cultura (SEC) promove este mês uma extensa programação cultural na Capital e Interior como parte das comemorações do Mês da Consciência Negra. Haverá encontros de congadas e grupos de cultura afro, exposições em diversas instituições da Secretaria, um grande show na Praça da Sé, no dia 20, com a presença de Luiz Melodia e Elza Soares e a terceira edição do Encontro Paulista de Hip Hop, no Memorial da América Latina, dia 28.

Além da programação na Capital, 15 cidades da Grande São Paulo e interior estão envolvidas nas ações do Mês da Consciência Negra da SEC. São elas: Araraquara, Barretos, Campinas, Caraguatatuba, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Itapeva, Itu, Ilha Bela, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos e Sorocaba.

Confira a programação nas instituições culturais

Diversas instituições culturais da Secretaria de Cultura participam das comemorações do Dia da Consciência Negra. A Pinacoteca do Estado apresenta a exposição A Fotografia Como Eu Sou, de Lita Ferreira, até 7 de fevereiro de 2010. A mostra é composta por 55 imagens em preto e branco e circula em torno do universo afro-brasileiro unindo arte, religiosidade e cenas da vida cotidiana do Brasil.

Com a curadoria de Marco Meirelles e Max Fagotti, o Museu da Imagem e do Som promoverá a mostra O Negro como Autor e Personagem da Ação Cinematográfica, de 19 a 22 de novembro. Composta por oito programas, a mostra trará duas sessões diárias – às 16 e 19 horas – de filmes de cineastas negros ou daqueles que apresentam o negro como personagem, desde a década de 1950. Após a última sessão, cineastas e educadores conversarão com o público, promovendo a reflexão sobre a atividade audiovisual realizada por negros de diferentes gerações em diversos contextos de produção.

No dia 20, o Museu Afro abrirá a exposição Eu Tenho um Sonho: De King a Obama – a Saga Negra do Norte, às 18 horas. A mostra será composta por fotos, textos, caricaturas, objetos de campanha e cartazes que retratam a luta pelos direitos civis do negro norte-americano, a partir da trajetória de Martin Luther King até a eleição de Barack Obama. Dez artistas plásticos foram convidados pelo diretor-curador do museu Emanoel Araujo para produzirem especialmente para a mostra. São eles: Antonio Helio Cabral, Antonio Peticov, Granato, Claudio Tozzi, Florian Raiss, Helena Sardenberg, Melim, Newton Mesquita, Onesto e George Preston.

De 22 a 24, o Museu promoverá o seminário Inclusão e Exclusão dos Negros nos EUA e no Brasil com a presença de especialistas, pesquisadores e personalidades do Brasil e dos Estados Unidos. Serão discutidos os processos de inclusão e exclusão da população negra numa perspectiva comparativa entre os EUA e o Brasil no âmbito da Justiça, Políticas Públicas, Educação e Arte e Cultura.

No Museu da Casa Brasileira, dentro do programa Música no Museu, acontecerá o concerto Navio Negreiro, com o Coral da USP, sob a regência de Tiago Pinheiro, no dia 20, às 11 horas. No mesmo dia, às 16h30, um show com as Tias Baianas Paulistas e a Ala dos Compositores Kolombolo fecharão as comemorações.

Já o Museu da Língua Portuguesa levará ao público a alegria do circo em uma apresentação gratuita do espetáculo Circo de Ébanos, dirigido por Bel Coelho, das 14h às 15h30. A Casa das Rosas também terá uma agenda especial com destaque para o musical Rimas de Zumbi, uma releitura de canções da tradição afro-brasileiras e um sarau com música e poesia.

No Museu do Futebol, duas atividades educativas acontecerão no dia 20: Mapa Mundi e Contação de Histórias. O primeiro é um jogo de perguntas e respostas sobre a centralização de jogadores de futebol no mercado europeu. Enfatizando as transferências de jogadores negros, sobretudo africanos, e o caráter altamente comercial atingido pelo futebol no século XXI. Já a Contação de História levará dois piratas para a primeira sala do museu, para bater uma bola e contar a história do goleiro Barbosa, da seleção brasileira da Copa de 1950. Duas intervenções, às 11 e às 14 horas.

Para quem estiver no litoral, poderá conferir a programação do Museu do Café em Santos. Durante todo o dia 20, o museu promoverá visitação gratuita a todos os interessados em conhecer o acervo da instituição. Além disso, em sessões às 14 e 16 horas, a professora e contadora de histórias Fabiana Prando, utilizando-se da tradição oral do oeste da África, apresentará memórias e lendas africanas.

Shows na Praça da Sé e Hip-hop no Memorial da América Latina

No dia 20 de novembro, a Praça da Sé se transformará em palco para as comemorações do Dia da Consciência Negra. As festividades começarão no interior da Catedral da Sé, com uma apresentação da Família Alcântara, às 10 horas, seguida de Missa Afro com a participação do Coral da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e também de Congadas e Moçambiques do Estado de São Paulo.

Após a missa, as festividades tomarão conta do palco montado na Praça, com os mestres de cerimônia – MC Max BO e os atores Eduardo Silva e Mafalda Pequenino – chamando o bloco afro Ilê Aiyê e o desfile das rainhas da Noite da Beleza Negra, onde 10 moças representam a beleza africana.

Às 14 horas, será a vez do rapper paulista Kamau convidar o rapper Gog e o DJ King para assumir as pick ups. O samba tomará conta do palco com show do Quinteto em Branco e Preto que convida Dona Inah, Germano Mathias e Murilão, às 16 horas. A proposta é prestar uma homenagem à velha guarda do samba paulista.

Na sequência, às 18 horas, Luiz Melodia e banda subirão ao palco. E para fechar a noite, às 20 horas, Elza Soares e o saxofonista Thiago França farão o show de encerramento.

As comemorações continuarão no dia 28 de novembro com o III Encontro Paulista de Hip-Hop, no Memorial da América Latina. Será um dia todo dedicado à cultura hip-hop, com atrações das 10 às 21 horas. Serão realizadas oficinas, atividades relacionadas ao universo da cultura hip-hop: relações raciais e de gênero, violências, sobrevivências, sexualidade, mídia.

Serviço
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2
(11) 3324-1000
Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h
R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia)
Grátis aos sábados
Site: www.pinacoteca.org.br
Abertura 7 de novembro
Em cartaz até 7 de fevereiro de 2010

Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/número – Parque Ibirapuera
Funcionamento – de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18 horas)
Tel. (11) 5579-0593
Estacionamento: Portão 3 (Zona Azul)
Entrada: Grátis
Site: www.museuafrobrasil.com.br

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Tel. (11) 2117 4777
www.mis-sp.org.br
Mostra de cinema O negro como ator e personagem da ação cinematográfica
22 de novembro, às 16h e às 19h
Auditório MIS (177 lugares)
Ingresso gratuito (retirar a partir de 1h antes da exibição)
Classificação etária: 14 anos
Estacionamento cobrado: R$ 7

Museu da Casa Brasileira – Terraço
Av. Brig. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano
Tel. 3032-3727
Site: www.mcb.org.br
Estacionamento: R$ 10

Museu da Língua Portuguesa
Local: Espaço Café
Praça da Luz, s/n
Dia: 20/11
Horário: das 14h00 às 15h30
Site: www.museulinguaportuguesa.org.br / www.poiesis.org.br/mlp
Entrada Gratuita

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37
Tel.: (11) 3285.6986
Site: www.poiesis.org.br/casadasrosas

Museu do Futebol
Praça Charles Miller, S/N – Estádio do Pacaembu
Telefone: 11 3663-3848
Site: www.museudofutebol.org.br
Entrada das 10h às 17h e permanência no museu até as 18h
Ingresso: R$ 6
Estudantes com carteirinha, aposentados e maiores de 60 anos: R$ 3,00
mediante comprovação
Público não pagante: crianças até 7 anos, professores da rede pública

Museu do Café
Endereço: Rua XV de novembro, 95 – Centro Histórico – Santos
Site: www.museudocafe.com.br
Dia da Consciência Negra
Data: 20/11 (sexta-feira)
Programação:

* Visitação gratuita (9h às 17h)
* Contador de Histórias (14h às 15h e 16h às 17h)

Publicado em: 11 novembro, 2009 por Reportagem