quarta-feira, 31 de março de 2010

BAIXE DE GRAÇA O DESENHO SUPER GLOBETROTTERS

Retirado do excelente blog FilmesBlack.

Os Super Globetrotters


Sinopse: O time de basquete "Globetrotters" foi criado pelo empresário Abe Saperstein em 1926, no Estado de Illinois, Inicialmente recebendo o nome de "New York Globetrotters". Em 1930, o empresário mudou o nome da equipe para "Harlem Globetrotter", para enfatizar que todos os jogadores eram negros, já que o Harlem é o nome do bairro negro de Nova York. As palhaçadas em quadra que fariam a fama do time só começaram em 1939, com jogador Inman Jackson, apelidado de "Principe Palhaço" do time: ele girava a bola na ponta dos dedos, a escondia atrás das costas e a torcida ia à loucura quando fingia fazer um pasee e a bola continuava em sua mão. Em 1940 os Trotters se sagraram Campeões do Mundo. Imbatível, o time transformou-se anos mais tarde numa equipe apenas de exibiçoes.

Em 1970 a Hanna-Barbera resolveu transformar a equipe em protagonista de um desenho animado que levava seu nome. Os personagens também fizeram várias participações especiais em "The New Scooby-Doo Movies" até 1973.

Em 1979 com o desenho Os Super Globetrotters, nascia a segunda versão animada do famoso e carismático time de basquete americano. No desenho, eles são retratados com suas palhaçadas de costume, e ocultam suas identidades secretas de combatentes do crime, sob o disfarce de ídolos do Basquetebol. O grupo de super-heróis, chefiados pelo Globo da Lei, era enviado as mais diversas partes do mundo, para combater a vilania lutando pelo bem de toda a humanidade.


Os Globetrotters eram liderados por Curly Neal e seu alter ego Homem Esfera. Os outros membros do time eram os jogadores Geese Ausbie (Multi-Homem), Nate Branch (Homem-Fluido), Twiggy Sanders (Homem-Espaguete) e Sweet Lou Dunbar (Homem-Variedade). Os jogadores adquiriram seus super poderes, somados com a habilidade de voar, depois que Nate encontrou um amuleto secreto que foi capaz de conceder ao grupo tais particularidades.


Os Globetrotters mesmo depois de um árduo trabalho, conduzindo criminosos à justiça, sempre tinham energia suficiente para encarar mais uma partida de basquete ao fim de cada episódio.


Após dois meses de exibição, Os Globetrotters uniram suas forças com um certo lagarto gigante e formaram o "The Godzilla / Globetrotters Adventure Hour."


Curiosamente, Homem-Fluído e Multi-Homem, além de nomes homônimos, possuem habilidades id~enticas aos heróis roqueiros de Os Impossíveis. Nem mesmo o Homem-Espaguete escapa de uma comparação com Coyol, o Homem-Mola.


O desenho chegou ao Brasil no inicio da década de 1980 quando passou a ser exibido pela Rede Globo na faixa dominical Clube Hanna-Barbera.

Título: Os Super Globetrotters (The Super Globetrotters)
Formato: AVI
Qualidade: TV-Rip
Codec: XVID
Duração Média: 21 min
Tamanho Médio: 180 MB
Idioma Audio: Português
Episôdios: 6

BAIXE TAMBÉM:

NEGRO TEM RISCO DUAS VEZES MAIOR DE SER ASSASSINADO NO PAÍS DO QUE BRANCO

Retirado do site do Jornal Estado de São Paulo.

Entre os jovens, desigualdade chega a 130%; série histórica inédita só foi possível a partir de 2002, com maior detalhamento dos óbitos
31 de março de 2010
Lígia Formenti - O Estadao de S.Paulo
BRASÍLIA

O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes, conforme o Mapa da Violência 2010: Anatomia de Homicídios no Brasil. Mas o dado mais alarmante do relatório divulgado ontem é que pela primeira vez foi possível, numa série histórica de cinco anos, quantificar o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País. E esse risco é 130% maior do que o de um jovem branco.

Essa situação não é diferente quando se analisam todas as faixas etárias. O número de vítimas brancas passou de 18.852 para 14.308, o que significa uma redução de 24, 1%. Entre negros, o número de mortes saiu de 26.915 para 30.193, um crescimento de 12,2%. Para cada branco assassinado, morrem 2,2 negros no País. Isso significa que morrem no Brasil 107,6% mais negros do que brancos.

A desigualdade entre as duas populações, que já era expressiva, aumentou muito num período de apenas cinco anos. Em 2002, morria 1,7 negro entre 15 e 24 anos para cada jovem branco. Em 2007, essa proporção foi de 2,6 para 1.
O abismo entre taxas de homicídios é resultado de duas tendências opostas. Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou redução: 31,6%. Entre negros, houve aumento de 5,3% das mortes no período. "Brancos foram os principais beneficiados pelas ações de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada", diz o autor do estudo, Júlio Jacobo.

A nova série histórica só foi possível porque, a partir de 2002, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a registrar nas certidões de óbito a raça do morto em mais de 80% dos casos. Anteriormente, esse dado só aparecia em cerca de 30% dos registros.

CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO DA UFPB DECIDE ADOTAR SISTEMA DE COTAS A PARTIR DE 2011

Retirado do site ClckPB.

Terça-Feira, 30 de Março de 2010

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB, decidiu, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 30, reservar 25% das vagas, já a partir do próximo Processo Seletivo Seriado para estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três series do ensino fundamental em escolas públicas.

A decisão foi aprovada em reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPB por 20 votos favoráves, dois votos contrários e três abstenções.

No Consepe, coube à professora Maria Creusa, do Centro de Educação, emitir parecer sobre a proposta encaminhada pela UFPB por meio da Pró-reitoria de Graduação.

O Conselho decidiu pela reserva de vagas para os estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três séries do ensino fundamental em escolas públicas, obedecendo a seguinte escala: 25% das vagas de todos os cursos para 2011; 30% das vagas de todos os cursos para 2012; 35% das vagas de todos os cursos para 2013; 40% das vagas de todos os cursos em 2014.

As cotas têm primeiro, recorte social e, segundo, recorte étnico-racial, de modo que cada segmento - populações negra e indígena - terá o percentual correspondente a sua representação no Estado da Paraíba, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%.

CENSO 2010: COMISSÕES CENSITÁRIAS ABREM ESPAÇO PARA A SOCIEDADE

Retirado do blog do CEN.

By Y.Valentim
Comunicação Social, 07 de maio de 2009

Representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos estados e municípios, além de instituições da sociedade civil, poderão acompanhar e auxiliar nas atividades do Censo 2010 através das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que serão instaladas até julho em todas as 27 unidades da federação e 5.565 cidades brasileiras. As comissões funcionam como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade, e participarão de todo o processo de realização do Censo 2010.

Nesta quinta-feira, dia 07 de maio, será criada a primeira Comissão Censitária Estadual do Censo 2010, em Mato Grosso do Sul. O evento contará com as presenças do presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, e do governador André Puccinelli, além de outras autoridades. O lançamento ocorrerá às 16 horas, na Sala de Reuniões do Gabinete do Governador, localizada na Av. do Poeta, - Bl 08 – Parque dos Poderes, Campo Grande.

Na preparação do trabalho de campo, as CMGEs colaboram na cessão de espaços e infra-estrutura para instalação dos quase 6,5 mil postos de coleta, na revisão de mapas e cadastros; no esclarecimento de dúvidas a respeito de divisas intermunicipais e do posicionamento correto de localidades, entre outras atividades.

As CMGEs serão um espaço onde representantes da sociedade poderão se reportar ao IBGE. Cerca de 1.250 coordenadores do IBGE, cada um responsável por em média cinco municípios, presidirão as reuniões nos municípios, acompanhando o trabalho de 230 mil agentes de pesquisa e garantindo a qualidade do trabalho do Censo.

Durante a coleta das informações, as CMGEs auxiliarão na solução de problemas e na identificação de eventuais omissões de domicílios. Podem ajudar, por exemplo, a divulgar aoperação,asensibilizar a população para responder corretamente as perguntas dos recenseadores e na oferta de meios de transporte para as equipes de campo.

Ao fim da pesquisa de campo, os resultados provisórios do Censo 2010 serão apresentados aos membros das comissões, que terão então a oportunidade de averiguar a qualidade da cobertura e, se for o caso, propor verificações.

Cronograma das CMGES

CURSO DE NEPEM/UFMG - GESTÃO EM POLITICAS PUBLICAS COM RAÇA E GENERO

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.


O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher torna público a realização do Curso de Formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça. Trata-se de um curso oferecido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Aberta em uma parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM).

O curso é GRATUITO e as inscrições estarão abertas de 08 de Março à 11 de Abril de 2010 e poderão ser realizadas através do site www.fafich.ufmg.br/nepem/gppger. Mais informações podem ser obtidas através do email gppger@fafich.ufmg.br

Desde já agradecemos a participação de todos!

Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher
Universidade Federal de Minas Gerais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Av. Antonio Carlos, 6627 – FAFICH – Sala 3045 - Cidade Universitária - Pampulha
CEP 31270-901 - Belo Horizonte – MG / e-mail: nepem@fafich.ufmg.br
Home Page: www.fafcih.ufmg.br/nepem - Tel. 34095351
O objetivo do curso Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça – GPP-GeR é formar profissionais aptos a atuar no processo de elaboração, aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas. A meta é que a Administração Pública desenvolva instrumentos para transformar a preocupação com a equidade de gênero e raça em ações permanentes e sistêmicas incorporadas à agenda pública. O curso de aperfeiçoamento em gestão pública é dirigido a servidores federais, estaduais e municipais da Administração Pública, a integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação e aos dirigentes de organismos não-governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade étnico-racial. Também serão beneficiados pelo programa gestores das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento.

SURGE EM RECIFE A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TEÓLOGOS DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA

Retirado do blog do CEN.

Posted In: Religiões de Matriz Africana . By Marcio Alexandre M. Gualberto
Olá awon Ore mi

Segue comunicado da organização mais nova do Movimento Negro e sobretudo das Religiões Afro. É a INTERMAB - Associação Nacional dos/as Teológos/as da Religião de Matriz Africana e Afro-Brasielira.

Divulguem
Prof. Mestre em Teologia da Religião Afro Jayro Pereira
Omo Orisa Ogiyán Kalafor
_______________________________

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS/DAS TEÓLOGOS/AS DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA E AFRO-BRASIELIRA

Com o objetivo de congregar estudiosos da teologia da religião afro dos Cultos aos Inquices, Orixás e Voduns, bem como da tradição Ameríndia, da Jurema Sagrada e Umbanda, foi criada a ANTERMAB (Associação Nacional dos/s Teólogos/as da Religião de Matriz Africana e Afro-Brasileira).

RIO LANÇA PRIMEIRO PLANO ESTADUAL PARA IGUALDADE RACIAL

Retirado do blog do CEN.

Notícias . By Y.Valentim

O estado do Rio de Janeiro assinou nesta segunda-feira (22) os termos de lançamento do primeiro Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil.

O secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira, ressaltou a importância de se lutar pelos direitos elementares das pessoas e pela igualdade. A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial no Senado e a inclusão dos negros no sistema educacional são, segundo ele, os principais desafios no que diz respeito à questão racial no Brasil.

"Os direitos humanos são imprescindíveis para a construção de uma sociedade mais justa e são absolutamente ligados à inserção dos negros nos bens sociais, econômicos e culturais da sociedade. No Rio temos muitos problemas a serem superados, notadamente na área de políticas para a juventude tendo em vista a formação profissional que impede [a juventude] de dispor de inclusão de igualdade de oportunidades", destacou Eloi.

Na mesma ocasião, também foi instituído o Comitê de Políticas de Atenção aos Refugiados do Estado do Rio de Janeiro.

O representante no Brasil do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramirez, destacou que a iniciativa é histórica. "Essas pessoas não vêm por turismo ou razões econômicas, os refugiados têm que fugir de lugares, perdem suas famílias, documentos, pertences, e essa é sua última alternativa", complementou Ramirez.

O estado do Rio abriga cerca de 2,2 mil refugiados, concentrados, em geral, nas áreas urbanas do território. De acordo com o presidente da Cáritas Arquidiocesana, Cândido Feliciano, a maioria deles é oriunda da República Democrática do Congo e mora nas regiões pobres da cidade sem possibilidade de integração local.
Fonte: Seppir

EVENTO "ASPECTOS DA DIÁSPORA AFRICANA ATRAVÉS DO CINEMA"

Retirado do blog Cineclube  Atlântico negro.
Para ampliar clique na imagem.

terça-feira, 30 de março de 2010

53,5% DOS NEGROS BRASILEIROS JÁ ESTÃO NA CLASSE MÉDIA

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.


Pesquisa do economista da FGV Marcelo Neri também mostra que 47,3% dos mestiços pertenciam às classes A, B e C em 2008
28 de março de 2010
Fernando Dantas - O Estado de S.Paulo

Mais da metade dos negros brasileiros, e pouco menos da metade dos mestiços (pardos), pertencem hoje à classe média, incluindo a classe C, a nova classe média popular.

Segundo recente levantamento do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços no Brasil pertenciam às classes A, B e C em 2008. Entre negros e mestiços juntos, 48% são de classe média, e 52% estão nas classes D e E, mais características da pobreza. Os porcentuais incluem também os muito ricos, mas que são estatisticamente pouco significantes.

Esses números, tirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram uma grande evolução nos últimos 15 anos. Em 1993, menos de um quarto dos negros (23,8%) e pouco mais de um quinto dos mestiços (21,7%) pertenciam às classes A, B e C. Tomados em conjunto, apenas 22% dos negros e mestiços estavam na classe média, com quase 80% nas classes D e E.

Os números de Neri revelam que, desde 1993, a proporção de negros e mestiços nas classes A, B e C cresceu cerca de 110%, enquanto a dos brancos expandiu-se em 42%. "Há uma melhora diferenciada dos negros e pardos na classe ABC, já que a proporção deles aumentou mais do que a dos brancos", observa Neri.

PRÊMIO EDUCAR PELA IGUALDADE RACIAL ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 7 DE MAIO

Retirado do site Jornal da Mídia.



Cotidiano
Quarta-feira, 24/03/2010

Salvador - O Grupo Santander Brasil, em parceria com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), apresenta a 5ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial. As inscrições estão abertas desde o último dia 2 e os interessados poderão se inscrever até o dia 7 de maio.

O concurso, que tem abrangência nacional, destina-se à participação de escolas e professores que desenvolvem práticas de valorização étnico-racial nas categorias infantil e ensinos fundamental (anos iniciais e anos finais) e médio de todo país.

Segundo os organizadores, ao longo dos últimos nove anos e de quatro edições, o Prêmio Educar para a Igualdade Racial constituiu um acervo de mais de mil práticas escolares voltadas à educação das relações raciais.

Instrumento educacional - O prêmio Educar para Igualdade Racial é reconhecido pelo MEC como uma das principais ações realizadas pela sociedade civil para promoção da igualdade étnico-racial na educação. Também é considerado como importante instrumento que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro brasileira nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio brasileiros.

A premiação será dividida em duas categorias: professor e escola. E em cada modalidade serão premiados oito professores, com R$ 5 mil cada, e oito escolas, com R$ 10 mil cada. E, além do prêmio em dinheiro, o pacote da premiação incluirá curso de formação e ainda um acompanhamento para o aprimoramento da institucionalização de até 12 meses junto a duas escolas premiadas. Informações sobre o procedimento de inscrição e os critérios de seleção podem ser consultadas no site da Ceert.

SISTEMA DE COTAS: ESTUDANTE INGRESSA NA UFAL

Retirado do site Alagoas24horas.

Educação
29 de março de 2010
Google

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) terá que garantir o ingresso da estudante Nathália Vasco de Carvalho, aprovada no vestibular da instituição, mas impedida de ingressar no curso de arquitetura em função do sistema de cotas raciais. Pelo edital da Ufal, 20% das vagas são destinadas aos candidatos negros ou pardos que cursaram ensino médio em escolas públicas A decisão partiu da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em sessão de julgamento realizada ontem (25), e foi unânime entre os desembargadores.

O advogado de defesa da estudante, Luis Gustavo Firmino, em pronunciamento, afirmou que o sistema de cotas raciais é inconstitucional, pois afronta os princípios da igualdade e dignidade da pessoa humana. Para ele, as políticas afirmativas têm a função de reduzir as desigualdades sociais, de raça, etnia etc, o que não aconteceu com a política adotada pela Ufal, que reforça essas diferenças.

Durante a defesa, foi questionado se um negro pobre teria mais direitos do que um branco pobre. “O Brasil é um país miscigenado, o critério utilizado para o ingresso na universidade é discriminatório e fere a isonomia”, disse o advogado, que recebeu o apoio do procurador regional da República da 5ª Região Fernando Araújo, representante do Ministério Público Federal.

Segundo o desembargador federal Vladimir Carvalho (relator e presidente da sessão), apesar de as ações afirmativas objetivarem justiça social, igualdade e distribuição de renda, capazes de transformar o Brasil em uma nação mais digna e justa, elas não carregam força jurídica, não encontram respaldo na Constituição. Por esse motivo, a reserva de vaga dentro do vestibular deveria ser regulada por lei, e não por resolução administrativa. Para o magistrado, a solução para uma educação mais consistente não é aumentar as cotas, mas reformar a escola pública.

O desembargador federal Maximiliano Cavalcanti (convocado) questionou a possibilidade do último estudante aprovado a partir do sistema de cotas para afrodescendentes ter que deixar a instituição de ensino caso Nathália de Carvalho ingressasse. O relator do processo, Vladimir Carvalho, explicou que, neste caso, a Ufal precisaria disponibilizar mais uma vaga para a estudante prejudicada no processo seletivo. Após essa explicação, o desembargador convocado acompanhou o voto do relator, assim como o desembargador federal Raimundo Campos e decidiram pelo ingresso da estudante no ensino superior.

Fonte: Assessoria/JFAL


segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

SAIU O EDITAL DA COR DA CULTURA PARA INSCRIÇÃO DE PROJETOS

Reirado do site A Cor da Cultura.

A Cor da Cultura valoriza a contribuição da população negra para a sociedade brasileira. O projeto coloca na roda grupos sociais, universidades e organizações não-governamentais para traduzir tudo isso em conhecimento a ser difundido nas escolas do país. Devido ao sucesso da primeira etapa (2004 a 2006), vem aí a fase 2 do projeto. Até 12 instituições serão selecionadas para uma parceria que oferece a utilização dos nossos materiais e metodologias. A seleção acontecerá através de um edital público de convocação de instituições do terceiro setor.


Quer saber um pouco mais sobre o projeto? Nos próximos cliques, você pode conhecer um pouco mais do passado e do futuro da cultura africana no país. Entre livros, lendas, heróis e novas experiências, conheça o Brasil, em todas as suas cores.

BAIXE ARQUIVO DE BIBLIOGRAFIA E LEGISLAÇÃO DOS STF PARA O SISTEMA DE COTAS

Retirado do site do STF.
A seção blibioteca do site do STF tem diversos arquivos em PDF sobre temas diversos importantes discutidos no Supremo. Vale a pena dar uma conferida nos outros arquivos clicando aqui.
Para baixar o arquivo clique aqui ou neste link alternativo.

PALESTRA "GRIOTS: ANCESTRALIDADE E MEMÓRIA"

Evento muito importante do excelente Africa e africanidades. Para ampliar clique na imagem.
GRIOTS: ANCESTRALIDADE E MEMÓRIA
Data: 12/04/10
Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º Andar - Centro - RJ
Inscrições em www.africaeafricanidades.com


PALESTRA "A CULTURA HIP-HOP NA FORMAÇÃO DO OLHA CRITÍCO SOBRE O MUNDO"

Evento muito importante do excelente Africa e africanidades. Para ampliar clique na imagem.
A CULTURA HIP-HOP NA FORMAÇÃO DO OLHA CRITÍCO SOBRE O MUNDO
Data: 12/04/10
Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º Andar - Centro - RJ
Inscrições em www.africaeafricanidades.com


PALESTRA "DIREITOS HUMANOS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO AO RACISMO"

Evento muito importante do excelente Africa e africanidades. Para ampliar clique na imagem.
DIREITOS HUMANOS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO AO RACISMO
Data: 12/04/10
Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º Andar - Centro - RJ
Inscrições em www.africaeafricanidades.com

PALESTA "GRIOTS: ANCESTRALIDADE E MEMÓRIA"

Evento muito importante do excelente Africa e africanidades. Para ampliar clique na imagem.

GRIOTS: ANCESTRALIDADE E MEMÓRIA
Data: 12/04/10
Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º Andar - Centro - RJ
Inscrições em www.africaeafricanidades.com

MESA REDONDA "RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS & EDUCAÇÃO", NA UERJ

Recebido por email.

Conforme solicitado, segue convite do evento Circulando saberes: diálogos entre a graduação & a pós-graduação. O evento pretende por meio do tripé - ensino, pesquisa e extensão - contribuir para a formação dos alunos dos cursos de graduação em Pedagogia e Licenciaturas, num trabalho de cooperação e colaboração com os alunos/as e professores/as dos cursos de graduação e pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da UERJ.

Por meio de palestras, mesas-redondas e debates, professores e pesquisadores, apresentarão as contribuições de seus estudos e pesquisas para o campo da educação. A aproximação dos alunos/as da graduação com os espaços-tempos da pós-graduação e dos alunos/as da pós-graduação com as demandas dos graduandos possibilita a valorização dos saberes desses sujeitos, fortalecendo suas escolhas profissionais, a carreira do magistério, a divulgação científica e a formação de professores.

Nessa perspectiva, realizaremos uma mesa-redonda no dia 07 de abril, às 19 horas na Rav 124 (12º andar – Faculdade de Educação) abordando a seguinte temática: Relações étnico-raciais & educação: nas fronteiras das diferenças. A proposta desta mesa-redonda é promover o debate sobre as relações étnico-raciais na educação brasileira, analisando questões pautadas nas políticas de ação afirmativa e nos impactos que essas ações têm provocado nas práticas educacionais e nas relações cotidianas. Contamos com a sua participação e das professoras Cláudia Miranda (Professora da Faculdade de Educação/UFF), Cassandra Pontes (Mestrado em Educação, PROPED/ UERJ) e Profº Elielma Machado (NEAB/ UERJ) para discussão da temática a partir das pesquisas que desenvolvem.

Att.,
Sandra Maciel de Almeida (Doutoranda em Educação e Membro da Comissão do Evento)

sexta-feira, 26 de março de 2010

SIMPÓSIO DISCUTE INSERÇÃO DE NEGROS NA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Retirado do site Inovação  Tecnologica.

Plantão
Agência USP - 22/03/2010

No Brasil, o número de pesquisadores negros que atuam em Ciência e Tecnologia é bastante restrito e está distante da representatividade dessa população na sociedade. [Imagem: Ag.USP]


Cientistas negros
No Brasil, o número de pesquisadores negros que atuam em Ciência e Tecnologia é bastante restrito e está distante da representatividade dessa população na sociedade.

Para debater este tema e buscar caminhos que possam levar a uma mudança dessa realidade, cientistas brasileiros e estrangeiros irão se reunir entre os dias 6 e 8 de abril no campus de Pirassununga da USP para o primeiro Simpósio A População Negra na Ciência e Tecnologia.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (26). Pesquisadores das áreas de humanas, biológicas, ciências exatas e da terra e ciências agrárias podem inscrever trabalhos de graduação, mestrado e doutorado por meio do site do Simpósio.

Negros na ciência

"A política científica e tecnológica brasileira engloba a formação de recursos humanos para engendrar o desenvolvimento científico. Mas quando observamos quem faz parte do potencial humano ligado ao setor, percebemos que existe uma ausência de parte da população brasileira: os negros", destaca o professor Ernane José Xavier da Costa, do Laboratório de Física Aplicada e Computacional (Lafac) da USP, e um dos coordenadores do simpósio.

O evento também é coordenado por Martvs das Chagas, subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas (SubAA), da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) da Presidência da República.

terça-feira, 23 de março de 2010

10º SIMPÓSIO NACIONAL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA E HIV/AIDS

Recebido por email. Para ampliar o cartaz clique na imagem.


Prezados Senhores,

A Disciplina de Moléstias Infecciosas - DMI da Faculdade de Ciências Médicas - FCM, em parceria com o Núcleo de Estudos de População - NEPO, com o Serviço Social DST/AIDS do Hospital das Clínicas e o Fórum DST e AIDS da UNICAMP, promoverão nos dias 20 e 21 de Maio de 2010, o 1º Simpósio Nacional de Saúde da População Negra e HIV/AIDS no Centro de Convenções da UNICAMP, Campinas,SP.

Trata-se de evento para divulgar e debater os resultados das pesquisas dos Projetos aprovados pelo Edital do Programa Nacional DST/AIDS do Ministério da Saúde e UNESCO com o tema População Negra e HIV/AIDS.

O Seminário tem como objetivo: Divulgar e debater os resultados das pesquisas sobre população negra e HIV/AIDS dos 17 projetos aprovados pelo Edital do Programa Nacional, debater as iniquidades em saúde da população negra em relação à prevenção e tratamento de HIV/AIDS, ampliar debate sobre o assunto junto aos serviços públicos de saúde e movimentos sociais.

O público ao qual será destinado: em âmbito nacional serão: Secretarias de Saúde, Serviços Públicos de Saúde, CTA's, COAS, Programas Estaduais DST/AIDS, Programas Municipais DST/AIDS, Movimentos Sociais, Universidades, Sindicatos, entre outros.

Informações e inscrições acesse: http://www.fcm.unicamp.br/simposio/sspn

Comissão Organizadora

GRUPO TEATRAL OS CRESPOS APRESENTAM: ENSAIOS SOBRE CAROLINA

Recebido por email.

Chega ao Rio de Janeiro a peça “Ensaio sobre Carolina”, da Cia. Teatral Os Crespos. O texto aborda questões como fome, miséria, preconceito e relações raciais, criado a partir do “Quarto de Despejo”, da escritora negra Carolina Maria de Jesus.

A Cia. Teatral Os Crespos surgiu, em 2.005, nas dependências da mais tradicional escola de interpretação, a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), em atividade desde 1948. Era um grupo de alunos-atores negros dentro de uma instituição com modelo elitista e desconectada da realidade étnico-racial do país.

A montagem, sob a direção de José Fernando de Azevedo – especialmente convidado pelo grupo -, utiliza a dança, o canto e o corpo como linguagem. A Cia surgiu na EAD (Escola de Arte Dramática da USP), numa turma de alunos onde cinco integrantes eram negros. Houve uma organização desses alunos, que tinham em comum a vontade de discutir a sua formação e como foco estudar a história do negro nas artes cênicas no Brasil, numa instituição em que essa discussão não existia.O elenco é todo formando por negr@s desde o diretor até o iluminador

O Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, pareceu um bom ponto de partida para trazer à cena questões que, na história, são apresentadas através da fala de uma negra favelada: o olhar e o discurso da catadora de papel sobre sua realidade e o convívio na sociedade brasileira. Para o grupo, Ensaio Sobre Carolina “é o discurso de atores negros sobre os vestígios dos dias na vida das Carolinas na cidade”.

Serviço :
Temporada: 6 de março à 25 de abril
Local Espaço 1 Teatro do Anônimo- Fundição Progresso
Rua dos Arcos, 24 -Lapa
Informações 2524-0930 /2240-2478
Sábados às 20h Domingo às 19h
Valor : R$ 10,00
Elenco – Cia. Teatral Os Crespos (Gal Quaresma, Lucélia Sérgio, Mawusi Tulani, Sidney Santiago e Tairone Porto)

Trailer no Youtube:

O GLOBO NEGA-SE A PUBLICAR ANÚNCIO DE CAMPANHA PRÓ COTAS

Retirado do site da Géledes.

Mar182010
Em Debate
Por: Mariana Martins

A negativa do jornal O Globo, no início do mês, em publicar uma peça publicitária da Campanha Afirme-se em defesa das ações afirmativas relacionadas à questão racial recoloca de forma explícita um importante debate acerca do direito à comunicação. O episódio estabelece uma situação de fato em que liberdade de expressão é confundida com liberdade comercial das empresas privadas de comunicação. A publicação, mais antigo veículo do maior grupo de comunicação do país, alega possuir uma política comercial específica para o que chama "peças de opinião" e, por esta razão, teria mais que decuplicado o valor a ser cobrado pela veiculação do anúncio ao tomar conhecimento de que se tratava de uma campanha pró cotas.

O pesquisador sênior da Universidade de Brasília Venício A. de Lima diz que este é um caso que merece ser observado a partir das diferenças entre liberdade de imprensa e liberdade de expressão. A primeira, na opinião do professor, está relacionada à proteção dos interesses daqueles responsáveis pelos veículos de comunicação e não deve ser confundida com a segunda, que é um direito humano e, no Brasil, constitucionalmente positivado. Lima pondera que a liberdade de expressão, no atual contexto das práticas de comunicação, depende da inserção de opiniões diversas nos grandes veículos de massa. Estes, portanto, precisariam refletir não só a opinião dos seus donos.

No caso da não publicação do anúncio da Afirme-se, o que está colocado é, justamente, a utilização de uma política comercial, justificada supostamente pelo princípio da liberdade de imprensa, para restringir o direito da campanha publicizar sua opinião a favor das ações afirmativas e o direito dos cidadãos de receberem informação sobre o tema desde uma perspectiva diversa da dos veículos das Organizações Globo. Segundo Lima, na página de O Globo na internet, o jornal apresenta a tabela de preços comerciais e nela está escrito que a empresa cobra de 30% a 70% a mais em anúncios de conteúdo opinativo. Contudo, no caso em questão, o valor variou em aproximadamente 1300%.

BAIXE DE GRAÇA O DOCUMENTÁRIO RAÇA HUMANA

Retirado do site da TV Câmara.
Para baixar o vídeo de graça acesse o link oficial logo abaixo ou pelos links alternativos megaupload4shared ou mediafire.

TV Câmara - Raça Humana
Este documentário da TV Câmara mostra a discussão em torno das cotas raciais nas universidades. Aos poucos, questões mal-resolvidas da história do Brasil vão ressurgindo.
Direção: Dulce Queiroz
Tempo: 42’
Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara



TV Camarâ - Documentário Raça humana - 01 de 04



TV Camarâ - Documentário Raça humana - 02 de 04



TV Camarâ - Documentário Raça humana - 03 de 04


TV Camarâ - Documentário Raça humana - 04 de 04



Documentário revela bastidores das cotas raciais na UNBO país do orgulho da miscigenação, apregoado por Gilberto Freire e Darcy Ribeiro, se deparou há alguns anos com uma questão espinhosa: a adoção de cotas raciais nas universidades. Se falar de racismo no Brasil já era tabu, falar de cotas, então, se transformou num daqueles temas sobre os quais é melhor nem iniciar conversa. A menos que estejamos em um grupo onde todos são favoráveis ou todos contrários. Aí, sim, dá para desabafar os inconformismos, de um lado e de outro.


É neste clima de “assunto proibido”, discutido só entre os pares, que os entrevistados do documentário Raça Humana, produzido pela TV Câmara, começam a desfiar o intrincado novelo das cotas. Durante três meses, a equipe que trabalhou no documentário acompanhou a rotina de uma das maiores universidades do país: a Universidade de Brasília-UnB, que de forma tão ousada quanto isolada adotou o sistema de reserva de vagas com recorte puramente racial. No documentário, alunos cotistas e não-cotistas, professores, movimentos organizados, partidos políticos e representantes da instituição falam abertamente sobre o “tabu” das cotas raciais, seja defendendo ou condenando o sistema. Ao mesmo tempo, o documentário mostra ações externas à universidade que permeiam ou influenciam a discussão, como a votação do Estatuto da Igualdade Racial, em tramitação no Congresso - também cercada de muita polêmica, protestos e impasses.


No documentário, questões seculares e mal-resolvidas da história do Brasil vão ressurgindo, tendo como pano de fundo a discussão das cotas raciais. Ao refletir sobre a reserva de vagas para negros no ensino superior, os entrevistados revelam que a discussão vai muito além: envolve o papel das universidades brasileiras; as falhas do sistema educacional; a questão da meritocracia nos vestibulares; o racismo e, principalmente, o papel do negro na estrutura sócio-educativa do país.


É nesse caldeirão de questões que o documentário Raça Humana mergulha e mostra que, para além das reações muitas vezes apaixonadas, raivosas ou até intolerantes, está em pauta no Brasil uma discussão histórica, que não pode ser desprezada. A situação vivida hoje pela UnB é, ao mesmo tempo, peculiar e universal – uma amostra do Brasil contemporâneo, ainda cheio de preconceitos, mas também capaz de refletir sobre a sua história e reconstruí-la a partir de novos parâmetros.


Atualmente, o sistema de cotas da UnB está sendo contestado no Supremo Tribunal Federal pelo partido Democratas e deve ter seu futuro definido ainda em 2010. Embora a ação de Descumprimento de Preceito Fundamental seja direcionada apenas à UnB, a decisão a ser tomada pela Corte vai valer para todas as universidades que adotem algum tipo de cota racial em seus vestibulares.

 

BAIXE TAMBÉM:

SIMPÓSIO DISCUTE INSERÇÃO DE NEGROS NA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Retirado do site Inovação  Tecnologica.

Plantão
Agência USP - 22/03/2010

No Brasil, o número de pesquisadores negros que atuam em Ciência e Tecnologia é bastante restrito e está distante da representatividade dessa população na sociedade. [Imagem: Ag.USP]


Cientistas negros
No Brasil, o número de pesquisadores negros que atuam em Ciência e Tecnologia é bastante restrito e está distante da representatividade dessa população na sociedade.

Para debater este tema e buscar caminhos que possam levar a uma mudança dessa realidade, cientistas brasileiros e estrangeiros irão se reunir entre os dias 6 e 8 de abril no campus de Pirassununga da USP para o primeiro Simpósio A População Negra na Ciência e Tecnologia.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (26). Pesquisadores das áreas de humanas, biológicas, ciências exatas e da terra e ciências agrárias podem inscrever trabalhos de graduação, mestrado e doutorado por meio do site do Simpósio.

CONE E SENAC OFERECEM BOLSAS DE ESTUDO PARA AFRO-DESCENDENTES

Retirado do site Viva o Centro.

19/03/10

A Secretaria Municipal de Participação e Parceria - SMPP, por meio da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra - Cone, informa que estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Bolsa Senac/Cone. Os interessados podem se inscrever até o dia 5/4 para cursos técnicos em todas as áreas.

O programa é uma iniciativa da Secretaria, que resultou no Acordo de Cooperação Educacional com o Senac, para a concessão de descontos à população negra do município de São Paulo, em 2007. As bolsas variam de 40% a 80% e a cada ano são beneficiados em média 60 jovens.

A seleção dos candidatos é realizada através de preenchimento de formulários, entrevistas sócio-econômicas, seguidas de apresentação de documentos que comprovem a origem afro-descendente. O candidato deve enviar um e-mail com nome completo e telefone para o endereço eletrônico cone.senac2010@gmail.com e ligar solicitando a confirmação nos telefones 3113-9745 ou 3113-9772.

Segundo a coordenadora da Cone, Maria Aparecida Laia, essa parceria com o Senac é importante para mudança de vida do jovem negro: "A maioria dos jovens que fazem curso no Senac consegue ingressar no mercado de trabalho após a conclusão das aulas. Para nós vem sendo gratificante, pois também é uma forma de fazermos ações afirmativas, oferecendo oportunidades para jovens que não têm condições de pagar um curso integral", diz a coordenadora.

Pode se candidatar quem se declara afro-descendente, sendo que o Senac vai comprovar pela foto do candidato. Além disso, tem de comprovar renda pessoal e familiar que dividida pelo numero de pessoas da casa chegue até um salário mínimo, residir no município de São Paulo e se dispor a participar de eventos voltados à população negra.

O candidato deve apresentar na entrevista, cópia dos seguintes documentos:
- Título de Eleitor;
- RG E CPF;
- Certidão de Casamento e Nascimento de filhos, quando for o caso;
- Documento Militar (Reservista), obrigatório para pessoas do sexo masculino maiores de 18 anos;
- 2 (duas) fotos tamanho 3X4;
- Comprovante de endereço;
- Comprovante de renda pessoal e familiar;

ESTUDANTES DE MEDICINA NÃO RESPONDERAM POR CRIME DE RACISMO

Retirado do site da Géledes.

Os três estudantes de Medicina, acusados de agredir o jardineiro Geraldo Garcia, não responderão processo por crime de racismo
SOS Racismo - Notícias

Ministério Público Estadual denunciou por agressão e injúria os três estudantes de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, acusados de agredir, em dezembro do ano passado, o auxiliar de serviços gerais Geraldo Garcia, de 55 anos.
O promotor Manoel José Berça considerou que houve foi uma agressão direcionada à vítima, o que não caracteriza crime de racismo. Manoel José Berça explicou que não houve ofensa generalizada à raça negra. A denúncia foi encaminhada à 5ª Vara Criminal. O advogado dos estudantes, Marcos Mancini, afirmou que a decisão do Ministério Público confirmou a versão da defesa, de que não houve crime de racismo no caso dos estudantes.

Presos em Flagrante
Os estudantes Abrahão Affiune Júnior, 19 anos, Emílio Pechulo Ederson, 20 anos e Felipe Grion Trevisane, 19 anos, foram presos em flagrante, no dia 13 de dezembro. Eles teriam batido no auxiliar de serviços Geraldo Garcia, com um tapete de carro. Os estudantes fugiram mas foram detidos por populares.
No dia, o delegado Mauro Coraucci considerou que houve crime de racismo, que é inafiançável. No mesmo dia, porém, o juiz Ricardo Braga Monte Serrat, concedeu a liberdade provisória aos estudantes, mediante pagamento de fiança, por considerar que não houve crime de racismo.
Fonte: A Cidade

CRITÍCA AO FILME UM SONHO POSSÍVEL

Retirado do site da Geledés.

Sonho Possível: Condescendente e paternalista, filme posa de sensível
Notícias
Por: ANDRÉ BARCINSKI

Com estreia hoje, longa canoniza personagem de Sandra Bullock, perua milionária que resolve ajudar negro pobre.
É curioso como tantos precisam de adulação pública para fazer o bem. Outro dia, um canal a cabo exibiu um programa chamado "Celebridades do Bem", em que astros multimilionários relatavam, embevecidos por sua própria magnanimidade, seus esforços para ajudar diversa causas humanitárias. Só não ficava claro o que é que lhes dava mais prazer: se ajudar ao próximo ou anunciar isso ao mundo.

"Um Sonho Possível", filme que deu o Oscar de melhor atriz para Sandra Bullock, periga ser "O Mágico de Oz" dessa turma que gosta de trombetear seu assistencialismo. E a personagem de Bullock, uma perua milionária que subitamente descobre que não vive num mundo de faz de conta, onde todos são brancos, ricos e cafonas, é a nova heroína da patota.
Bullock interpreta Leigh Anne Tuohy, casada com um ex-atleta milionário. Os Tuohy moram em Memphis, no Tennessee. Os filhos estudam numa escola católica de classe alta, onde não há um pobre à vista. Até que surge Michael Oher (Quinton Aaron), rapaz imenso e calado, que consegue bolsa na escola graças às suas habilidades no futebol americano. Michael vem de um bairro barra pesada e foi abandonado pela mãe, uma viciada em crack. Os Tuohy, com pena do rapaz, o acolhem em sua mansão.

"Um Sonho Possível" posa de sensível, mas é um filme condescendente e paternalista. Na "brancolândia", Michael veste roupas novas, janta em bons restaurantes e até ganha um carro da nova família. "Nunca tive uma cama", diz o rapaz, enquanto Sandra Bullock chora de emoção. Quando ele precisa voltar ao seu antigo bairro, encontra um cenário típico dos filmes de Charles Bronson, com bandidos mal-encarados fumando maconha e brandindo armas em plena luz do dia.

O filme canoniza a personagem de Sandra Bullock: em certo momento, ela pergunta ao marido: "Será que eu sou uma boa pessoa?", ao que o maridão responde: "você é a melhor pessoa que eu conheço!" Palmas para ela. Enquanto isso, o pobre Michael vira uma marionete, um ser humano incapaz de tomar uma decisão e totalmente dependente da boa vontade alheia. Como se o ciclo de pobreza e violência que o vitimou só pudesse ser rompido pela caridade dos outros.

"Um Sonho Possível", baseado na história real de Oher, hoje um jogador profissional de futebol americano, é uma overdose de sentimentalismo barato. Se quisesse realmente fazer uma boa ação, Sandra Bullock bem que poderia doar seu Oscar para uma atriz de algum filme melhor que esse.