domingo, 31 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA O FILME "HOTEL RUANDA"

Não é possível ver este filme como mais um fenômeno de bilheteria, mas sim como o relato de acontecimentos cruéis frutos de equívocos históricos, onde o racismo do imperialismo europeu foi o maior causador. Falar equívoco é ser bondoso, pois o imperialismo foi um processo fundamentado na loucura da superioridade racial branca, que fazia com que diversos governos se vissem no direito de interferir no cotidiano de povos africanos e asiáticos criando fronteiras e etnias artificiais para facilitar a exploração das riquezas.
O filme aponta esse motivo como o causador do massacre de Ruanda. Não foram etnias com culturas e religiões antagônicas que causaram a guerra civil, mas o ressentimento dos
hutus contra os colaboracionistas tutsis. Durante a dominação Belga, do final da primeira guerra mundial até 1960, eram escolhidos tutsis com fenótipos mais embranquecidos, como nariz mais finos e pele menos escura.
Sábio é aquele ditado “o que começa mal, não pode acabar bem”. Hotel Ruanda é um filme que mostra isso. Durante o conflito as Nações Unidas e os ditos países de primeiro mundo, imperialistas de um passado recente, deram as costas a guerra civil que somente ajudou ao
genocídio, em 1994, com suas mais de 800 mil mortes, ou 11% da população total.


Clique aqui e acesse um artigo sobre o filme no wipédia.
Clique aqui para ler matéria da revista época sobre o filme.

Artigos analisando o filme

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

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Sinopse:
Diretor: Terry George
Filme: Hotel Ruanda
País: França
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 558,5 Mb
Duração: 121 min,
Ano: 2004.


Colocamos também este filme no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot



Hotel Ruanda - 01 de 10


Hotel Ruanda - 02 de 10


Hotel Ruanda - 03 de 10


BAIXE TAMBÉM:

TESE "O NEGRO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR-PERSPECTIVAS"

Uma análise sobre a opinião de estudantes da pós da faculdade de educação sobre as ações afirmativas.
Para baixar clique na imagem ao lado ou neste link alternativo.
UNICAMP - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
TESE DE DOUTORADO
O NEGRO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR-PERSPECTIVAS DAS AÇÕES AFIRMATIVAS
Edwiges Pereira Rosa Camargo
Ano: 2005
pp. 1/212

RESUMO
A presente pesquisa objetiva avaliar a presença do negro na universidade e as medidas governamentais propostas, tendo em vista ampliar o número de negros na educação superior. A pesquisa foi desenvolvida na PUC-Campinas,
valendo-se de questionários aplicados aos acadêmicos do Programa de Pós-Graduação e dos cursos de Especialização e Graduação da Faculdade de Educação. Foram sujeitos da pesquisa 331 alunos os quais opinaram sobre ação afirmativa, cota, democracia racial, fornecendo dados quanto ao trabalho, aos cursos freqüentados anteriormente, à renda familiar e auto declaração quanto à cor, a fim de mapear-se o número de alunos negros na
Faculdade de Educação. Como resultado, obtiveram-se estes dados: a faculdade de educação é freqüentada por uma maioria feminina e branca e o total de negros (a soma daqueles que se auto declararam de cor preta ou de
cor parda) é de 61 alunos. Brancos e negros declararam a inoperância dascotas e questionaram as ações afirmativas dirigidas ao negro por julgarem a medida discriminatória.

POR QUE O MESTIÇO OBAMA SE DEFINE COMO NEGRO

Apesar do titúlo este artigo não explica a opção do Barack Obama, mas faz uma análise histórica sobre como foi sendo construído as categorias raciais oficiais nos EUA. Esclarecedor e muio bem escrito, nos faz pensar e questionar como esse mesmo processo se deu nos Brasil. Sobre isso já haviamos postado alguns estudo no Aldeiagriot, para acessá-los clique em DISCUSSÃO SOBRE RAÇA NO PNAD DO IBGE e DISSERTAÇÃO SOBRE OS CENSOS POPULACIONAIS NO BRASIL.

O artigo do Le Monde foi retirado do UOL Notícias, mas como e necessário ser assinante da UOL para ter acesso você pode clicar aqui e ir para a mensagem 43873 da lista de discussão Disciminacão racial.

LE MONDE
26/08/2008
Sylvain Cypel
Em Nova York


Oriundo da união de uma mãe branca americana com um queniano negro, Barack Obama declara-se como sendo o primeiro "candidato negro" à eleição presidencial da história americana. A afirmação poderia parecer incongruente. Mas, nos Estados Unidos, este não é o caso. Neste país, ele é "negro" pela simples e excelente razão de que ele afirma sê-lo: nos Estados Unidos, a identificação racial - ou étnica, uma palavra mais empregada nos últimos tempos - não é apenas codificada no plano institucional, nos formulários de censo e pelas administrações. Ela é também uma questão de vontade individual.
Cada cidadão identifica sua própria "identidade racial" ou "étnica" numa lista que lhe é submetida, sabendo-se que o termo de "raça" não possui neste país a conotação fortemente pejorativa que ele adquiriu na Europa. Pelo fato de se referir aos Estados Unidos, este artigo emprega, portanto, esta palavra no sentido que lhe é atribuído neste país. De fato, o termo nunca chegou a ser definido pelo censo americano, mas, de maneira alguma ele vem questionar a afirmação da unicidade da raça humana.
Atualmente, o censo americano divide a população em cinco grandes categorias chamadas de "raciais", uma étnica (os hispânicos), uma categoria "Outros" e 63 subcategorias. Contudo, nem sempre as coisas foram apresentadas desta forma. Sobretudo, pelo fato de que essas novas identidades só começaram a ser reivindicadas pelos seus detentores há cerca de vinte anos. E, mais precisamente, desde o período em que a imigração, que havia deixado então de ser maciçamente européia e branca, tornou caducas as antigas categorias.
Durante muito tempo, os Estados Unidos reconheceram apenas duas categorias: os "brancos" e os "negros". Uma terceira - "Outros" - reagrupava no mesmo saco os mexicanos, os ameríndios, os chineses, os japoneses, etc. Em 1907, os brancos estavam divididos em três subcategorias: os "nórdicos" ou "teutônicos", os anglo-saxões, os germânicos e os escandinavos, ou seja, os verdadeiros "caucasianos", considerados como integrantes da "elite"; os "alpinos", também chamados de "eslavos" (da Europa central e oriental) e os "mediterrâneos". Os "judeus" formavam uma subcategoria particular. Até o ano de 1943, apenas os brancos e os negros podiam tornar-se cidadãos americanos.
O primeiro censo (1790) considerou que os negros, quer eles fossem escravos ou livres, seriam contabilizados como "três quintos de uma pessoa". Os ameríndios, por sua vez, tinham valor zero. O censo não levou em conta a sua existência. Foi preciso esperar por quase um século (1870) para que uma subcategoria de "ameríndios" visse a luz do dia.
Em 1912, o Congresso debateu a seguinte questão: os italianos, dos quais muitos, oriundos do Mezzogiorno, tinham a pele "bronzeada", eram mesmo brancos? Até 1967, os casamentos "entre pessoas de raças diferentes" permaneceram proibidos em certos Estados americanos. Além disso, até 1970, todo e qualquer cidadão que tivesse sangue negro poderia ser incluído pelo censo apenas na categoria "negro", o que era o caso dos mulatos, dos quadrarões (que tivessem um quarto de sangue negro) ou até mesmo dos oitavões (com um bisavô negro entre oito).
Multiplicação dos casamentos mistos
No espaço de duas gerações, tudo foi transformado por completo. A única coisa que foi mantida foi a utilização de critérios raciais nos formulários do censo. Três categorias com características próprias foram acrescentadas: os "hispânicos" em 1980, os "ameríndios" em 1985, e, por fim, os "asiáticos". Além disso, desde 2000, o recenseado tem o direito de assinalar duas casas. Por exemplo: "Hispânico" e "Negro". Ele pode também identificar-se apenas etnicamente, e não racialmente: foi esta a opção escolhida por 42% dos hispânicos, quer por uma questão de princípios, quer porque as suas origens são múltiplas, quer, para aqueles a quem isso diz respeito, porque eles não desejam se identificar como "negros". Barack Obama, por sua vez, colocou uma cruz numa única casa, a de "africano-americano ou negro". Ele não é o único a ter feito esta escolha.
Por ocasião do censo mais recente, o de 2000, em meio à população que se identificou como oriunda de duas raças, cerca de um milhão de pessoas se declararam como mestiços brancos/ameríndios, 835.000 como mestiços brancos/asiáticos, e apenas 727.000 como mestiços brancos/negros, ao passo que esses últimos são respectivamente 17 vezes e 3,5 vezes mais numerosos do que os ameríndios e os asiáticos.
No total, apenas 2,5% dos americanos se declaram mestiços (oriundos de duas raças ou mais), o que é uma proporção muito aquém da realidade. Além disso, um número sempre crescente de demógrafos vem se referindo à noção de "hibridismo" racial. Isso porque, com a multiplicação dos casamentos mistos e com o aumento das reivindicações de origens múltiplas, a proporção dos "híbridos" vem aumentando sem parar.

Branco, eu? Não, obrigado. . .

Os cruzamentos entre as 63 subdivisões que existem nos formulários do censo permitem atualmente chegar à conclusão de que existem 126 identidades étnicas e/ou raciais diferentes nos Estados Unidos. Mas, por exemplo, a categoria étnica "árabe-americano" não existe. Por enquanto, os cidadãos originários dos países da África do Norte e do Oriente Médio (do Líbano até o Kuait) se declaram como "brancos".
Nos dias que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, alguns grupos ultraconservadores manifestaram o desejo de ver esta distinção ser criada. O objetivo era transparente, e alguns deles nem sequer esconderam sua intenção: a sua proposta se inscrevia como mais uma peça no arsenal das medidas aptas a favorecer a "guerra ao terrorismo". Desde então, eles passaram a contar com o apoio do American Arab Institute (Instituto Árabe-Americano), o lobby árabe em Washington, que também solicita a criação dos subgrupos dos "americanos médio-orientais e dos norte-africanos", mas eles não obtiveram sucesso até o presente momento.
O crescimento exponencial do etnicismo nas identidades, e os benefícios que proporciona o fato de pertencer a uma etnia minoritária (cotas de contratações em empresas, cotas de ingressos nas universidades, etc.) fazem com que um número crescente de lobbies particularistas, tais como o Arab American Institute, vem solicitando a criação de novas categorias. "Muitos membros de grupos identitários que antes faziam lobby para serem declarados como brancos enxergam atualmente uma vantagem em serem identificados como não-brancos", escreveu um editorialista no "Wall Street Journal" de 12 de junho.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

ARTIGO "PERCEPÇÕES DE JUSTIÇA SOCIAL E ATITUDE DE ESTUDANTES PRÉ-VESTIBULARES SOBRE COTAS PARA NEGROS"

Artigo que tenta perceber como estudantes de pré-vestibulares vêem as políticas de ação afirmativas. O curioso é que no Estado dos autores, Segipe, não tem nenhuma universidade pública adotando ação afirmativa para negros, mas o análise vale para conferirmos a metodologia, pois entrevistaram alunos de um pré privado e comunitário.
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Revista Brasileira de Educação v. 12 n. 34 jan./abr. 2007. pp. 17/38
Percepções de justiça social e atitudes de estudantes pré-vestibulandos e universitários sobre as cotas para negros e pardos nas universidades públicas.
Paulo S. C. Neves
UFS, Pós-Graduação em Educação e em Ciências Sociais
Marcus Eugênio O. Lima
Universidade Federal de Sergipe, Curso de Psicologia e Mestrado em Sociologia
Resumo:
Um dado novo nas relações racializadas no Brasil nos últimos anos tem sido o das políticas de ação afirmativa para minorias étnicas. A política de cotas de acesso para negros e pardos nas universidades públicas tem gerado um intenso debate sobre questões de discriminação e de identidade racial que antes não pareciam pertinentes no país que possui a maior população negra vivendo fora da África. A fim de analisarmos a relação entre as percepções de justiça social e os posicionamentos de estudantes sobre as cotas, realizamos dois estudos em Aracaju envolvendo estudantes de dois cursinhos pré-vestibulares (um público e um privado) e estudantes de todos os cursos da Universidade Federal de Sergipe. Os resultados indicam forte rejeição às cotas, sobretudo na universidade. Pensamos que essa resistência pode indicar tanto uma recusa a uma transformação do modelo de justiça liberal, pautado no mérito individual, quanto uma resistência ao tipo de ação apenas midiática em que as cotas se estão transformando na sociedade brasileira.

COTA PARA NEGRO CAUSA POLÊMICA EM ALAGOAS

Retirado do site do Radio GrandeFM.

Mato Grosso do Sul - 21/8/2008
Cota para negro no serviço público causa polêmica em sessão da AL

Projeto do deputado estadual Amarildo Cruz (PT) instituindo cota para afro-brasileiros em concursos públicos em Mato Grosso do Sul causou polêmica ontem na Assembléia Legislativa. A proposta prevê cota de 20% das vagas para os negros. Cruz disse que a reserva de vagas promove “igualdade de oportunidades no mercado de trabalho”.
A proposta ainda prevê a adoção de programas de formação profissional, de emprego e de geração de renda voltados para os afro-brasileiros como forma de garantir oportunidade igual para preenchimento das vagas de trabalho oferecidas no setor privado. Amarildo Cruz disse que se sente “muito honrado” em apresentar o projeto de lei no ano em que a libertação dos escravos completa 120 anos. Segundo ele, o preenchimento das vagas no serviço público pelos negros é desproporcional aos brancos, que têm dominado o mercado de trabalho. O deputado citou ainda levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), que mostra que a população de pardos e negros será maioria no Brasil neste ano.
“Os negros ganham menos, trabalham mais sem carteira assinada e são a maioria em serviços domésticos, agricultura e construção civil”, citou o parlamentar. Conforme o deputado petista, o projeto pode ajudar a reverter essa situação. “Esse programa de cotas para os negros em cargos públicos é similar à lei de cotas para deficientes físicos nos concursos públicos e à lei de cotas para mulher em cargos eletivos”, justificou Cruz.
A FAVOR
Com a Constituição do Brasil nas mãos, a militante do movimento negro em Mato Grosso do Sul, Raimunda Luzia de Brito, ocupou a tribuna para defender a política de cotas. “Muitos recorrem ao artigo 5º da Constituição para falar sobre direitos iguais, mas esquecem que o artigo continua, estabelecendo que não devem haver distinções de qualquer natureza”, afirmou. Segundo ela, o mecanismo de cotas é fundamental para a luta pela garantia de direitos aos negros. “Não é uma ação discriminatória [em relação às demais raças], é uma busca pela reparação por todo mal causado aos negros deste país”, disse.
CONTRA
O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) disse que é contra a política de cotas. Ele chamou a medida de discriminatória e defendeu a adoção de políticas públicas para permitir a igualdade de acessos para negros, índios e brancos, independente de classe social. Apesar de ser contra, o deputado republicano anunciou que irá votar a favor da proposta. Citou que mesmo sendo mais da metade da população brasileira, as mulheres têm cota de 30% na disputa dos cargos eletivos. Sobre os negros, destacou que ao determinar o máximo de 20%, a cota exclui os outros negros de ingressar no serviço público. “Devemos formatar políticas públicas para beneficiar a população como um todo”, afirmou. Amarildo Cruz informou disse que encaminhará um memorando a todos os deputados em defesa do projeto. Ele incluirá dados sobre a situação dos negros no país e os resultados de políticas semelhantes adotadas em outros países.
Fonte: DIARIO MS

OBAMA LIDERA CORO PELO FIM DA ERA BUSH

Segue matérias do jornal O Globo sobre a oficialização de Barack Obama como candidato a presidência pelo partido democrata norte-americano.
Na pagina do dia 24.08 tem uma análise do "sonho de Obama" e as possibilidades da sua candidatura, além de uma inusitada "obamania" sendo adotada por candidatos brasileiros.
Nas três paginas do dia 29.08 tem matérias cobrindo o dia 28, quando Obama foi oficializado candidato do partido, além de comentários sobre o partido republicano.
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QUILOMBOS DO ES VIVEM INSEGURANÇA ALIMENTAR

Retirado do site da FASE.

Fausto Oliveira

A realidade de restrições a direitos fundamentais vivida por 39 comunidades quilombolas do norte do Espírito Santo é alarmante. Assessorados pela Fase Espírito Santo, estes habitantes tradicionais daquela região sobrevivem em condições tão adversas que sua miserabilidade chega ao ponto da insegurança alimentar e nutricional extrema. Na raiz do problema, é claro, está a monocultura de eucalipto que tomou conta do norte do estado por causa da empresa Aracruz Celulose. Sem reservas de água, com pouca terra, sem biodiversidade no entorno e isolados, os quilombolas vivem sob ameaça permanente de fome. Entre as muitas iniciativas para apoiá-los, uma visita de um dos principais conselhos do governo federal, em setembro, poderá começar a mudar esta situação.
Nos dias 23 e 24 de setembro, uma comissão do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) vai visitar as comunidades quilombolas do Sapê do Norte, como é conhecida a região que abrange os municípios capixabas de São Matheus e Conceição da Barra. Lá, os conselheiros vão ver de perto o que vivem os quilombolas e assim tomar alguma iniciativa de melhora que venha da esfera federal, e que por isso tenha maior poder de influenciar pela garantia de seus direitos, destacadamente o direito humano à alimentação.
Marcelo Calazans, coordenador da Fase Espírito Santo, explica que hoje sete das 39 comunidades recebem cestas básicas para sobreviver. As restantes se viram como podem, isoladas no eucaliptal e com pouco acesso a formas de gerar renda para suas famílias. “Muitos processos podem se desdobrar daí. Não apenas a ação emergencial de universalizar a distribuição de cestas básicas, mas pode-se aprofundar a qualidade dessas cestas, que podem comprar alimentos das comunidades e assim alavancar a agroecologia nestas comunidades. O fundamental é pensar uma estratégia de segurança alimentar que alavanque a capacidade produtiva das próprias comunidades. Programas como aquisição antecipada de alimentos, a compra de cesta básica e a merenda escolar podem adquirir o mais possível itens da própria comunidade, pois isso reforça a agroecologia, reforça culinária tradicional, gera renda, fortalece o ator social. A cesta básica é válida num cenário de fome, mas se pudermos fazer mais do que isso, e alavancarmos a economia local, isso é o passo decisivo”, diz ele.
A comissão do Consea que visitará os quilombolas do Sapê do Norte é a mesma que conheceu de perto a situação de desnutrição aguda vivida por indígenas no Mato Grosso do Sul em 2007. Naquela ocasião, crianças indígenas estavam morrendo por falta de comida. Após a visita, foram articuladas medidas de proteção e garantia do direito à alimentação, e de lá para cá já houve melhora (muito embora a soberania dos povos tradicionais no quesito alimentação dependa sempre de acesso legítimo e estável a terra). Para Marcelo, a situação dos quilombolas capixabas não é muito diferente. “Um quilombola nascido em comunidade quilombola tem chances de desnutrição muito maiores do que muitos outros grupos sociais específicos em outras regiões do país”, diz. A ver se a boa experiência de fiscalização e direitos no Mato Grosso do Sul se repete no Espírito Santo

TERREIROS DO RIO DE JANEIRO SERÃO MAPEADOS

Retirado do site da SEPPIR.

Terreiros do Rio de Janeiro serão mapeados através de convênio PUC-RJ/ SEPPIR
28/08/2008 - 14:11
O ministro Edson Santos e o reitor da PUC-RJ, padre Jesús Hortal Sánchez, assinaram na última segunda-feira (25/08) o convênio para a realização da pesquisa Mapeamento das Casas de Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro. A inovação do projeto é a construção de um banco de dados que permitirá que cada terreiro seja mapeado com a tecnologia Global Positioning System (GPS). A metodologia vai viabilizar o cruzamento de dados sobre relevo, clima e demografia, entre outras. Estes dados qualitativos e georreferenciados estarão disponíveis na internet. Desta forma, de qualquer parte do mundo será possível obter informações sobre os 7 mil terreiros existentes no Estado do Rio de Janeiro.
Na foto o terreiro Bate-Folha, uma das seis casas tombadas pelo IPHAN
A pesquisa já está em andamento há seis meses, e foi tomada como projeto-piloto do Programa Terreiros do Brasil, do Governo Federal, que prevê ações de salvaguarda em casas tombadas como patrimônio histórico cultural e em outros terreiros com importância histórica.
Terreiros do Brasil – Atualmente, apenas seis terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todos foram visitados este ano por técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR. A maioria está localizada em Salvador (BA) estão a Casa Branca, Axé Opô Afonjá, Gantóis, Bate Folha e Alaketo – Ilê Maroiá Láji. A exceção é a Casa das Minas, em São Luís (MA). Em todos os seis terreiros foi constatada a desatenção do Poder Público. Além de conviverem com a intolerância religiosa, os terreiros são alvo da perda de território e ação do tráfico de drogas, que limita a atuação das práticas religiosas e circulação dos freqüentadores dos cultos de matriz africana.
O mapeamento georreferenciado, que será levado aos demais estados brasileiros após a conclusão do projeto-piloto no Rio de Janeiro, vai permitir a integração de todas as ações técnicas e comunitárias relativas às questões dos terreiros, assim como ações específicas em cada uma destas comunidades tradicionais.
Assessoria de Comunicação Social da SEPPIR/ PR

sábado, 30 de agosto de 2008

ARTIGO "AÇÃO AFIRMATIVA NO BRASIL E NA ÁFRICA DO SUL"

Artigo curto que vale a pena ser lido, pois compara as ações afirmativas do Brasil e da África do Sul. Poposta rara nos estudos sobre as ações afirmativas, pois geralmente quando se analisa de forma comparativa pega-se o caso norte-americano, que guarda muito pouca semelhança com o que acontece em terras brasileiras.


Ações afirmativas no Brasil e na África do Sul
Graziella Moraes Dias da Silva
Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 18, n. 2. pp. 131/165

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TESE "POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E O EMBATE ENTRE REPRESENTAÇÕES RACIAIS NO BRASIL"

Mais um trabalho de conclusão de mestrado com a temáticas das ações afirmativas no Brasil.
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Dissertação:
Politicas de ação afirmativa embate entre representaçoes raciais no Brasil
Carolina Cantarino Rodrigues
UNICAMP - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Ano: 2004

Resumo
Esta dissertação tem por objetivo mapear as representações sobre as relações raciais no Brasil acionadas no embate político em torno da implementação de políticas de ação afirmativa focalizadas na população negra. A configuração deste embate se faz a partir de um ãmbito institucional, no qual o Estado, o movimento negro e os intelectuais são os sujeitos políticos presentes.
O que se pretende, a partir da análise de três eventos significativos, é mapear os argumentos mobilizados por (e entre) estes sujeitos políticos em seus posicionamentos sobre a seguinte questão: faz sentido, no Brasil, a instauração de políticas públicas voltadas exclusivamente para a população negra do país?

REVISTA ADUSP Nº 43, JULHO DE 2008 - COTAS NO BRASIL

Especial da Revista ADUSP (Associação de Docentes da USP) publicada mês passado (julho). O que podemos falar sobre ela??? Bom, somente uma coisa, vamos ler estes artios com desconfiança, já que a USP é uma das universidades que mais tem batalhado contra as cotas.

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Abaixo segue o índice.

Políticas afirmativas
6 - Cotas avançam nas universidades públicas de norte a sul do país

Ana Cláudia Mielki, Antonio Biondi, Daniel Hammes e Amanda Rossi
16 - USP, Unicamp, UFPE e UFRPE adotam ações afirmativas com bônus

Amanda Rossi e Antonio Biondi
21 - Ações recentes movimentam STF e Congresso Nacional

Antonio Biondi
24 - Por enquanto, “antes de mais nada”, nada!

Ana Cláudia Mielki, Antonio Biondi e Daniel Hammes

Polêmica: Inclusp
28 - Impacto do Inclusp no ingresso de alunos da escola pública (análises iniciais)

Selma Garrido Pimenta, Maria Amélia Campos Oliveira, Maria Isabel de Almeida e Maurício dos Santos Matos
34 - Vamos dar mais cor e diversidade à USP?

José Marcelino de Rezende Pinto e Rubens Barbosa de Camargo
40 - Medida inócua, ante a imensa desigualdade no sistema escolar

Eunice Durham

Pós-graduação
44 - Doutores, mas para que?
José Chrispiniano
51 - No Sul, mais vagas nas federais (e cortes no setor privado)
Daniel Cassol
54 - Pós-graduação: estamos no caminho certo?
Fabio Bessa Lima e José Cipolla Neto
56 - Produção de doutores na área de humanidades: excesso ou má distribuição?
Ana Paula Hey e Afrânio Mendes Catani

REFORÇO NA COOPERAÇÃO COM PAÍSES AFRICANOS

Retirado do site Africa21.

26/08/2008
Seminário em Brasília quer reforçar cooperação na área social com países africanos
O Brasil dobrou o número de embaixadas na África nos últimos cinco anos, passando de 17 para 34. E deve criar mais seis até 2010, chegando a 40.
Da Redação


Brasília - O Brasil dobrou o número de embaixadas na África nos últimos cinco anos, passando de 17 para 34. E deve criar mais seis até 2010, chegando a 40. Isso mostra a importância dada pelo governo brasileiro àquele continente, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, organizador do Seminário de Proteção e Promoção Social em Países Africanos, aberto segunda-feira (25) pelo ministro Patrus Ananias, no auditório do Palácio Itamaraty, em Brasília .
Dirigentes e técnicos de Angola, Gana, Moçambique, Namíbia, Quênia e Tanzânia conhecerão de perto a execução dos programas executados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
“O Brasil compartilha raízes culturais e espirituais com a África. Temos uma base comum para aspirarmos juntos a um futuro melhor para nossos filhos e gerações futuras”, afirmou o ministro Patrus Ananias na cerimônia de abertura do evento.
Ao citar o historiador brasileiro Luiz Felipe Alencastro, o ministro afirmou que fora do Brasil sempre se pensou o país de maneira incompleta, “como se fôssemos um prolongamento da Europa". "Em realidade, o Brasil também se construiu a partir de estreito vínculo com a África”, disse. Patrus Ananias destacou que, pela primeira vez na história do Brasil, o país experimenta um ciclo de crescimento econômico com inclusão e justiça social. “Cerca de 14 milhões de brasileiros superaram a miséria entre 2003 e 2006”.
Programas como o Bolsa Família – que atende 11,1 milhões de famílias, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que beneficia 2,7 milhões de idosos e pessoas com deficiência, foram citados pelo ministro Patrus, que reafirmou o compromisso de esforço solidário, lembrando ainda que a erradicação da fome e da miséria é um desafio para toda a humanidade. “Temos muito a aprender, mas temos também experiências dignas de serem compartilhadas”.
O seminário faz parte da parceria entre o governo brasileiro, o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e o Centro Internacional de Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC/Pnud).
Numa primeira fase foi realizado o intercâmbio Brasil/África sobre Programas de Transferência de Renda, com participação de representantes de Gana, Moçambique, Nigéria, Guiné Bissau, África do Sul e Zâmbia. J
Já em 2007, o Brasil contribuiu para a implantação do programa de transferência de renda de Gana, o Livelihood Empowerment against Poverty (LEAP), que foi lançado em 2008. No primeiro semestre deste ano, o Brasil apresentou sua experiência em duas conferências regionais (em Uganda e no Senegal) promovidas pela União Africana, com o apoio do DFID.
Ainda durante a solenidade de abertura, o ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Ruy Nogueira, disse que, até 2003, o Brasil possuía apenas 17 embaixada na África e que esse número dobrou em cinco anos.
“Além da cooperação, o comércio justifica uma presença maior do Brasil na África porque ela absorve um contingente importante de nossas exportações”.
A diretora do escritório brasileiro do DFID, Bridget Dillon, falou sobre desafios de enfrentar a crise mundial de alimentos e as mudanças climáticas e disse que programas de transferência são uma realidade recente. Ela explicou que o Departamento apoia mais de 20 países na área de proteção social, dentre eles o Quênia, com o qual foi firmada parceria para proteger órfãos, crianças e pessoas em situação crônica de pobreza.
A diretora de Assuntos Sociais da União Africana, Grace Kalimungogo, comentou que o Brasil e a África estão distantes geográfica e fisicamente, mas têm muito em comum. “Queremos nos beneficiar das ricas experiências do Brasil, especialmente as políticas de proteção social”.
Pelo MDS, estiveram presentes no primeiro dia do seminário - que prossegue no auditório do Palácio do Itamaraty até a próxima quarta-feira (27) – as secretárias Rosilene Rocha (executiva-adjunta), Rosani Cunha (Renda de Cidadania), Ana Lígia Gomes (Assistência Social) e Laura da Veiga (Avaliação e Gestão da Informação). Também compareceram o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos; a ministra de Gênero, Criança e Desenvolvimento Social do Quênia, Esther Murugi Mathenge; a coordenadora da Organização das Nações Unidas no Brasil, Kim Bolduc; o diretor do IPC/Pnud, Degol Hailu; e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de embaixadas.
Entre quinta e sexta-feira (28 e 29) a missão africana, acompanhada de técnicos do MDS, estará em Recife (PE) para visita de campo e conhecimento de programas como o de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), Restaurantes Populares, Cisternas, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Bolsa Família - políticas sociais integradas em um sistema de proteção e promoção social que hoje beneficia cerca de 58 milhões de pessoas em situação de pobreza. As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social do Brasil.

ALUNOS DE GRADUAÇÃO PODERÃO ACOMPANHAR ELEIÇÕES NOS EUA

A embaixada dos EUA seleciona 20 alunos de graduação das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo para observar as eleições americanas de 2008 nos Estados Unidos. O programa de 2 semanas oferecerá aos participantes a oportunidade de conhecer e discutir o processo eleitoral dos Estados Unidos. O programa é custeado pelo Departamento de Estado e pela Embaixada dos EUA no Brasil. Os alunos viajarão no dia 25 de outubro e retornarão no dia 8 de novembro de 2008.

Na primeira semana os alunos frequentarão a Universidade do Estado da Carolina do Norte, onde assistirão palestras com formadores de opinião e com o corpo docente da universidade sobre o sistema eleitoral americano. Na segunda semana, o foco da visita será mudado de aprendizado para participação, com visitas várias seções eleitorais. Após as eleições, o grupo visitará a capital Washington D.C. para visitas culturais.
Os formulários para a inscrição estarão disponíveis até dia 14 de setembro de 2008 de no seguinte site:
www.usembassyprograms.org.br
Quem pode participar:

· Alunos de graduação a partir do 2º. ano das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo;
· Alunos com fluência comprovada em inglês somente por TELP / TOEFL

INSCRIÇÃO DE PRÊMIO INTERNACIONAL PARA JORNLISTAS

Retirado do site do Jornalismo nas Americas.

Jornalistas podem se inscrever para prêmio internacional em direitos humanos

A Internews e a campanha “Every Human Has Rights” (Todo ser humano tem direitos) abriram as inscrições para premiação de reportagens que tenham contribuído de maneira significativa para a garantia dos direitos humanos.
De acordo com o
site do prêmio (disponível em inglês, espanhol e francês), serão aceitos trabalhos em fotojornalismo, jornalismo impresso e online (incluindo blogs), rádio e TV, desde que tenham sido veiculados após 15 de setembro de 2007 e que neles seja ilustrado ao menos um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Um júri internacional selecionará os 30 trabalhos mais originais de jornalistas de todo o mundo, que ganharão uma viagem a Paris em dezembro de 2008 para se reunir com líderes na defesa dos direitos humanos e receber um troféu demonstrando sua contribuição, além de quantia em dinheiro. As inscrições se encerram no dia 15 de setembro.

ESTÚDIOS PRESSIONAM PROVEDOES CONTRA P2P

Retirado do blog Vintage69. Para quem não sabe o que é P2P clique aqui.

Post muito bom do site Melhores do Mundo...
Segundo o site da Info, A MPAA, associação que reúne estúdios americanos, está pressionando os provedores de internet do país a fechar o cerco contra usuários que trocam músicas e filmes por Torrent. A associação diz que realiza muitos esforços contra a pirataria na internet, mas não pode avançar mais sem o auxílio dos provedores.
A MPAA defende que os provedores de banda larga analisem o material trocado por usuários assíduos de redes P2P, a fim de não permitir que quem baixa filmes ou seriados o faça impunemente.
Bom, vamos lá...
Esta medida da MPAA pode ser tudo o que os provedores queriam. Ora, as trocas de arquivos via P2P congestiona suas redes e o que eles mais querem é acabar com isso. Se não me engano, aqui no Brasil, cerca de 2% dos usuários de banda larga são responsáveis por 50% do tráfego.
Algumas empresas utilizam o safado traffic shapping - não é, dona Net Virtua? Shavurska! - que limita a banda para quem use programas P2P. Porém, isso é ilegal lá nos EUA e alguns fornecedores de banda larga do país, como a Comcast, já tomaram uma advertência da Justiça.
E tem outra coisa que a MPAA está esquecendo - talvez a principal: a violação da privacidade dos usuários!
É isso aí... continuem assim.
A indústria musical praticamente está quebrada. Se antes qualquer banda jovem chegava às 800.000 cópias tranqüilamente, hoje os emos do NX Zero, principal banda da garotada atualmente, sua para vender 100.000. E a indústria televisiva e cinematográfica também caminha para os mesmos passos: bilheterias diminuindo - tirando, é claro, hits como Batman Cavaleiro das Trevas - e a audiência, alcance e share dos canais a cabo despencam dia após dia.
Enquanto a indústria gastar seu tempo lutando contra isso ao invés de criar soluções inéditas e revolucionárias para esse consumo, elas estão fadadas ao fracasso.

CURSO "ÁFRICA: ONTEM E HOJE"

Recebido por email e ajudndo a divulgar.

Centro cultural José Bonifácio: ENDEREÇO: Rua Pedro Ernesto 80 Gamboa. tel 22337754

Curso gratuito.
*ÁFRICA : ONTEM E HOJE*
Panorama geral da história do continente africano e da realidadecontemporânea.
CARGA HORÁRIA
*O curso tem uma carga horária de 24 horas distribuídas em aulas de duas horas semanais. O curso começa dia 04/09/2008 as 19h-21h e sempre acontecerá nestes horários.**

*AULA 1. *Geografia e história da África*.
As grandes migrações no interior do continente e as alterações no quadrogeográfico. As sociedades africanas no mapa colonial e a descolonização. Aaula tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre a África.
Professoras ministrantes: Marina Berthet e Mônica Lima.*

*AULA 2 e 3. *Escravidão na África pré-colonial*
A aula está prevista para se apresentada em duas partes. Na primeira parteserá feito um balanço historiográfico sobre a escravidão na Áfricaanalisando textos clássicos sobre o tema (Meillassoux, Miers&Kopitoff, Lovejoy). Nasegunda parte serão apresentados alguns casos concretos, dando comoexemplo a escravidão nos grandes reinos africanos, nas áreas de expansãoislâmica e em sociedades descentralizadas.
Professora ministrante: Profa. Dra Mariza Soares Carvalho

AULA 4. *O islã na África ocidental.*
Como o Islã foi um fator importante no desenvolvimento do comérciotransaariano e mais tarde será usado como elemento integrador para osmovimentos de resistência contra a colonização européia.
Professor ministrante: Prof. Dr Alain Kaly ( ).

AULA 5. *'África Atlântica'.*
A aula pretende apresentar uma visão panorâmica da História da África apartir do século no início do século XX, sobre as regiões cujas populações,durante séculos de contato e transferência forçada pelo tráficotransoceânico de escravos, se constituíram como elementos formadores dasociedade brasileira. Pretende-se ainda focalizar as mudanças que sedesenvolvem a partir das novas formas de inserção do continente africano nocenário mundial.
Professora ministrante : Profa. Dra Mônica Lima (CAp/UFRJ).

AULA 6. *Relíquias da África Central no congado de Minas Gerais*
A aula visa a aprofundar a discussão historiográfica sobre a construção damemória afro-brasileira a partir de objetos da África Central do fim doséculo XIX e início do XX com funções ritualísticas no congado de MinasGerais. Essa discussão permite pensar as fontes orais e iconográficas comoas grandes aliadas para o estudo da História da África e Brasil.
Professor ministrante: Prof. Msa Larissa Gabarra Oliveira (Doutoranda –PUC-RJ).

AULA 7. *Os retornados do Benim, Togo, Nigéria e Gana: Agudás e Tabons*
Trata do chamado "retorno" de escravos libertos à África e da formação dascomunidades *Agudás* (nos atuais Benim, Togo e Nigéria) e *Tabom* (em Gana),ao longo dos séculos XIX e XX. Esses movimentos migratórios de ida e vindaatravés do Atlântico durante e posteriormente o fim do tráfico de escravosconstituíram um complexo processo de construção de novas identidades sociaisnesses países africanos, de modo a permitir que os retornados superassem oestigma da escravidão e se integrassem - como cidadãos de pleno direito -nas sociedades que os haviam excluído anteriormente. Nesta aula são tratadosdois aspectos da questão: o surgimento dessas identidades no passado; e omodo como hoje seus integrantes atuam de modo organizado e diferenciado emdiversos campos da vida social.
Professor ministrante: Prof. Dr Milton Guran (LABHOI – UFF).

AULA 8. *O colonialismo e as independências na África. *
Os diferentes tipos de colonização e tipos de lutapró-independência/ libertação serão analisados, utilizando conceitos comodescolonização/ libertação, novo princípio da ocupação. Trataremos ainda doracismo como ideologia orgânica do colonialismo e dos partidos políticos emovimentos de libertação no pós-guerra.
Professor ministrante: Prof. Dr Marcelo Bittencourt (UFF).

AULA 9. "*A construção da idéia de África: representações do continente"negro".*
Crise e renovação da historiografia africana". História imperial: mitos deum continente sem História. Independências africanas e construção de umanova historiografia.
Professor ministrante: Prof. MS Edson Borges (UCAM).

AULA 10. *África no cenário político e econômico internacional. Estadismo,privatização e crise geral do estado*.
Um panorama geral dos espaços econômicos africanos seráapresentado eanalisado. Analisaremos a noção de desenvolvimento do subdesenvolvimento e asituação de crise do estado na África.
Professor ministrante: Prof. Dr Marcelo Bittencourt (UFF).

AULA 11. *Somália, Ruanda e Libéria - "Nações sem Estado, Estados semnações".*
A análise entre as semelhanças e as diferenças entre as históriaspós-independência desses três países nos guiam para uma série de reflexõessobre a "construção" dos Estados e a possível relação entre "Estadosfracos", ou "quase-Estados", guerras civis, insegurança, desequilíbrioregional e a necessidade - ou não - de intervenções externas.O objetivo é apresentar essas histórias e identificar elementos sociais,políticos e econômicos que levaram as instituições desses países à ruína ecomo se deram as respostas internas e externas, bem como suas conseqüências.
Professor ministrante: Prof. MS Alexandre dos Santos (PUC-RJ).

AULA 12. *Dinâmicas africanas em contexto de desenvolvimento. Dois exemplos:Benin e São Tomé e Príncipe.*
Nesta aula, serão apresentados e analisados projetos de desenvolvimento e aatuação dos técnicos de ONGs na região de Abomé (Benim) e nos antigoslatifúndios de São Tomé e Príncipe. Analisaremos esses estudos de caso à ludas problemáticas atuais do continente.
Professor ministrante: Prof. Dra Marina Berthet (CEAUP- Universidade doPorto).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

DISSERTAÇÃO "ANÔNIMOS E INVISÍVEIS: OS ALUNOS NEGROS NA UNICAMP

Fabiana Mendes é autora desta importante disertação, pois analisa o cotidiano de estudantes universitários negros numa universidade que se recusa a implementar cotas, mas optou por acrescentar nota para candidatos negros e de escola pública.`
Para acessar a dissertação clique na imagem ao lado, ou neste link alternativo.

Abaixo a indicação bibliográfica e o resumo.

UNICAMP - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Dissertação de mestrado, sob orientação do Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz.
Ano: 2006
Resumo
O presente trabalho é uma tentativa de recuperar as trajetórias escolares de estudantes negros na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. O objetivo central é compreender como a cor da pele interferiu e interfere nas vivências dos entrevistados, sobretudo, nos ambientes escolares, pelos quais estes têm passado. O pressuposto deste trabalho é que essas trajetórias seriam excepcionais, na medida em que estes estudantes negros teriam superado os limites de práticas pedagógicas estigmatizadoras ao ingressarem no sistema superior de ensino, que é reconhecido socialmente como espaço de difícil acesso, pelo seu processo de seleção baseado no conteúdo escolar. Chegando a campo me surpreendi, pois encontrei uma realidade distinta. Havia um grupo de estudantes negros cujas trajetórias de vida não compunham o descrito pela bibliografia. Encontrei jovens estudantes negros cujas histórias de vida não se diferenciavam em quase nada dos outros alunos universitários. Digo quase nada, pois a cor da pele parecia ser sua única diferença. Assim, ao terminar minhas entrevistas tinha um quadro interessante: um grupo de estudantes negros cujas trajetórias sociais eram similares a de outros estudantes já relatado em outros estudos, ou seja, encontrei trajetórias sociais de estudantes negros com menores condições socioeconômicas – o que já era esperado – encontrei, também, no entanto, trajetórias sociais de estudantes negros, cujas condições sociais os aproximavam do estudante universitário padrão: jovens, com pais com alto nível de escolaridade e com renda familiar elevada. Concluo que o estigma da cor da pele nas trajetórias escolares e acadêmicas dos entrevistados se expressa através dos mecanismos de auto-refinamento e silenciamento, provocando invisibilização do preconceito e discriminação racial na escola e na universidade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

REGULAMANTAÇÃO DE ENSINO DE CULTURA AFRO EM ARACAJÚ

Retirado do site do Faxavu.

28/8/2008
TAC celebrado com SEED regulamenta ensino de cultura Afro-Brasileira

Através da Procuradora Geral do MPE, Dra. Maria Cristina da Gama e Silva Foz Mendonça, do Coordenador Geral, Dr. Rodomarques Nascimento, e dos Promotores de Justiça Curadores dos Direitos à Educação, Drs. Alexandro Sampaio, Etélio Prado Júnior e Luis Fausto Valois, o Ministério Público do Estado de Sergipe celebrou, em 27 de agosto, Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria de Estado da Educação (SEED), na pessoa do Secretário José Fernandes de Lima.
O TAC prevê a implantação do ensino obrigatório sobre História e Cultura Afro-Brasileiras nos estabelecimentos estaduais públicos de Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de atender o que preconizam a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação. Deverão ser concretizadas as normas dispostas na Lei 10.639/03 e aplicados os conteúdos a que se refere a Lei 11.645/08, que trata da inserção do assunto como conteúdo programático obrigatório, a fim de que a abordagem do tema promova o valor da diversidade em nosso país.
Dentre os assuntos que serão ofertados, estão História da África e dos Africanos; a Luta dos Negros no Brasil; a Cultura Negra Brasileira; e o Negro na Formação da Sociedade Nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
A SEED comprometeu-se a inserir o assunto no currículo escolar a partir do ano de 2009, especialmente nas áreas de Arte-Educação, Literatura e História Brasileira, indicando, inclusive, a bibliografia a ser adotada. O Estado deverá, também, garantir aos professores da rede pública, no exercício da docência, o acesso à informação continuada, através de seminários, oficinas pedagógicas, simpósios, palestras e cursos sobre a temática.
Ainda segundo o ajustado, O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, será incluso no calendário escolar e os êxitos e dificuldades do ensino e aprendizagem de História e Cultura Afro-brasileira e Africana e da Educação das Relações Étnico-Raciais serão avaliados e divulgados pela Secretaria durante os próximos três anos.

CDH, DO SENADO, APROVA COTA PARA NEGROS EM EMPRESAS

Retirado do site do G1.

27/08/08
Da Agência Estado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) aprovou hoje o projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que estabelece cotas para negros nas empresas públicas e privadas. O texto reserva 20% dos cargos em comissão do grupo de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) da administração pública, "que será ampliada gradativamente até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira". Quanto às empresas privadas, as que tiverem mais de 200 empregados, deverão reservar 46% delas para negros.
O projeto estabelece ainda que os empregadores não poderão pedir fotografia ou declaração de raça ou cor dos candidatos a emprego. A tramitação do projeto está apenas começando. Terá ainda de ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados.
No seu parecer, Paim afirma que a discriminação por motivo de raça, cor, ascendência ou origem racial ou étnica ainda persiste no mercado de trabalho brasileiro. Ele diz que a sua intenção é a de promover a inclusão nos setores público e privado. Para o senador, seria ingênuo, em boa fé, ou cínicos, em má-fé, se não reconhecesse o preconceito na sociedade brasileira. Daí porque entende que contra "essas regras não escritas, a Constituição de 1988 oferece remédios das ações afirmativas".

COMISSÃO DO SENADO APROVA COTAS PARA NEGROS EM EMPRESAS

Retirado do UOL Notícias.

28/08/2008
Da Redação*

Em São Paulo

A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado aprovou na quarta (27) projeto de lei que reserva para afro-brasileiros 46% das vagas em empresas com mais de 200 empregados e 20% dos cargos em comissão do grupo de DAS (Direção e Assessoramento Superiores) da administração pública.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PLS (Projeto de Lei do Senado) 235/08 muda a Lei 9.029/95, que proíbe práticas discriminatórias na admissão ou permanência de funcionários nas empresas, inclusive por motivos de raça.
Pelo projeto, afro-brasileiros são as pessoas que assim se classificam ou as que se denominam negros, pretos, pardos ou de "categorias análogas".
A proposta inicial previa que o percentual de reserva nas empresas com mais de 200 empregados fosse de 70% da proporção de afro-brasileiros na população economicamente ativa do Estado em que a empresa esteja instalada. Mas uma emenda apresentada pelo relator, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), mudou o número para 46%.
Para justificar a mudança, o senador Paes usou um dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que diz que 46% da população brasileira é composta por negros. O texto determina o prazo de cinco anos após a promulgação da lei para que as empresas cumpram a cota.
Mas o projeto abre uma brecha para o não-cumprimento da reserva, ao fazer ressalva aos "requisitos educacionais e de qualificação profissional indispensáveis ao desempenho dos cargos ou atividades exercidos na empresa". O projeto diz que, se questionada, a empresa deverá provar que esses requisitos "são estritamente relacionados ao desempenho dos cargos ou atividades em questão, sob pena de serem considerados discriminatórios".
Quanto à reserva nos cargos de DAS, o percentual de 20% é apenas uma meta inicial. Segundo o texto, o índice será aumentado gradativamente, "até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira".
A proposta ainda será examinada pela Comissão de Assuntos Sociais, na qual receberá decisão terminativa, ou seja, pode ir diretamente à Câmara, sem passar pelo Plenário do Senado.
*Com informações da Agência Senado

Leia mais
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

COJIRAS PREPARAM SEMINÁRIO EM SETEMBRO

Retirado do site do Sindicato dos Jornalistas.

Fenaj intensifica luta pela igualdade racial
22 de agosto de 2008

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) vai realizar no segundo semestre de 2009 um seminário que reunirá jornalistas afro-brasileiros sob a organização das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) do município do Rio de Janeiro, dos estados de São Paulo, Bahia e Alagoas, do Distrito Federal em conjunto com o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul.
A coordenação do evento será da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial, órgão consultivo de assessoramento da Fenaj, criado como uma das decisões do II Encontro Nacional das Cojiras e do Núcleo (RS) incluído na programação oficial do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realiza na cidade de São Paulo.
Os representantes das Cojiras e do Núcleo indicaram a jornalista Valdice Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, para estar à frente da coordenação da Comissão Nacional.
O presidente da Fenaj, Sergio Murillo, aprovou a criação da Comissão Nacional e afirmou que a Federação tem como um de seus objetivos estratégicos a realização do Seminário . Ele participou ativamente do II Encontro, dialogando com os representantes das Cojiras e do Núcleo e, mais uma vez, se comprometeu a continuar incentivando o surgimento de outros grupos em todos os sindicatos filiados à Fenaj.
Participaram do II Encontro como representantes das Cojiras e do Núcleo gaúcho os jornalistas Flavio Carrança, Paulo Vieira Lima, Osvaldo Faustino e Rosane Borges (São Paulo); Valdice Gomes (Alagoas); Ana Alakija (Bahia); Sionei Leão (Distrito Federal); Miro Nunes (município do Rio de Janeiro); Vera Daisy Barcellos (Rio Grande do Sul) e Dalmo Oliveira, que está incentivando o processo de organização semelhante na discussão étnico-racial no Sindicato da Paraíba.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

PAÍSES AFRICANOS ESTUDAM PROGRAMAS DE RENDA DO BRASIL

Retirado do site do PNUD

Brasília, 22/08/2008
África estuda programa de renda do Brasil
Representantes de seis nações africanas vêm ao país participar de seminário e reuniões para conhecer projetos de combate à fome
SARAH FERNANDES

da PrimaPagina

Programas brasileiros voltados à redução da pobreza e da fome, como o Bolsa Família, podem inspirar iniciativas de proteção social em seis países africanos. Uma missão com 28 representantes de Angola, Gana, Moçambique, Namíbia, Quênia e Tanzânia vêm ao Brasil na segunda-feira para conhecer projetos e participar de seminário sobre pobreza. A expectativa é que o encontro resulte em um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e as nações africanas.
A missão — composta por dirigentes e técnicos de ministérios de proteção social — estará no Brasil entre 25 e 29 de agosto para uma visita de estudos. No primeiro dia, os africanos participarão de um seminário para apresentar os programas de combate à pobreza implantados em seus países. O evento acontece no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e será aberto pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias. Estarão presentes um representante do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a representante do PNUD Brasil, Kim Bolduc.
Na terça e na quarta-feira eles participarão de reuniões no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), e na quinta e na sexta farão visitas de campo para conhecer iniciativas de proteção social, como Bolsa Família, Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, Centro de Referência de Assistência Social, Restaurantes Populares e Programa de Cisternas.
“O objetivo da missão é permitir a troca de informações entre governos, aprimorar políticas de proteção social e estreitar os laços com a África”, afirma o chefe da assessoria internacional do MDS, Valdomiro Luis de Sousa. O resultado esperado é que o encontro gere assessoria técnica do Brasil para os países africanos, para que eles implantem programas de combate à pobreza.
A visita é uma das ações do Programa Brasil-África de Cooperação em Desenvolvimento, iniciado em 2005. O projeto é implantado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, pelo Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional e pelo
Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
“O Brasil tem uma estrutura de proteção social bem elaborada, mas a idéia é desenvolver uma troca de experiências”, afirma a consultora do programa, Melissa Andrade. “Queremos mostrar experiências em integração de políticas e legislação. O que resolve a pobreza não é uma única ação, mas várias”.

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Ação do Brasil para minorias inspira Vietnã Bangladesh vê orçamento pioneiro do Brasil

AS REDES SOCIAIS TORNAM-SE UM FENÔMENO PLANETÁRIO

Retirado do site do Observatório da Imprensa.

Código Aberto
Postado por Carlos Castilho em 19/8/2008

Uma pesquisa feita pela empresa sueca
Pingdom e analisada pelo especialista francês Francis Pisani no seu blog Transnets constata que o fenômeno da expansão das redes sociais online já alcança os países como Angola e Etiópia (na África), e Mianmar, no sudeste da Ásia.

A acelerada globalização das redes sociais — e principalmente a sua extrema diversificação — desafiam a capacidade analítica dos especialistas em Web, que até agora viam o fenômeno como uma típica manifestação de jovens afluentes da classe média de países europeus e dos Estados Unidos.

A pesquisa sueca, baseada em dados de acesso fornecidos pelo mecanismo de buscas Google, indicam, por exemplo, que o site
Orkut, no qual os brasileiros são a esmagadora maioria, também é altamente popular no Paraguai, Paquistão, Portugal e Índia.

Já o
MySpace, o maior de todos, tem a base de seu público nos Estados Unidos, mas é o mais acessado também em países como Porto Rico e Malásia. Outro caso curioso, o site Hi5 registra a sua maior concentração de usuários no Peru, El Salvador e Costa Rica, enquanto o site Last.fm, comunidade especializada em música, é o preferido por finlandeses, croatas, tchecos e noruegueses.

A comunidade dos usuários do
Twitter (blog instantâneo) é esmagadoramente asiática, com forte predominância de japoneses e chineses, que superam por larga margem os norte-americanos neste tipo de site voltado para a troca de mensagens de até 150 caracteres.

Chama a atenção o fato de que nenhum dos 12 sites sociais monitorados pela empresa Pingdom tem uma distribuição global uniforme. Há uma tendência à localização e agrupação segundo preferências que provavelmente têm a ver com valores e culturas semelhantes.

Outro fato notável é que o acesso às comunidades online não é uma exclusividade dos países mais ricos, já que há numerosos exemplos de nações onde a exclusão digital é alta e que, apesar disso, registram elevados índices de interatividade online. O Quênia, Etiópia e Angola, por exemplo, têm um alto índice de usuários do Hi5.

sábado, 23 de agosto de 2008

INAUGURAÇÃO DA SALA ABDIAS NASCIMENTO DO DENEGRIR NA UERJ

Para ampliar clique nas imagens.


REVISTA CONTEXTO QUILOMBOLA

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PROJETO QUE RESERVA COTA PARA NEGROS GERA POLÊMICA NO MS

Retirado do site Midiamax.

20/08/2008 12:00
João Prestes e Valdelice Bonifácio
AL/Giuliano Lopes
Luzia de Brito discursou em plenário
Se for aprovado, projeto de lei apresentado na sessão de hoje da Assembléia Legislativa obriga todos os órgãos públicos do Estado (inclusive o Legislativo) a reservar 20% das vagas em concursos públicos para pessoas que se declaram negras. O sistema de cota inclui também os cargos em comissão, o que obrigaria o Pleno do Tribunal de Justiça a ter pelo menos cinco desembargadores negros, e o governador André Puccinelli a nomear dois secretários negros, só para citar os cargos mais elevados do serviço público estadual.
O autor do projeto, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), concorda que a matéria é polêmica e pode esbarrar na legislação. Mas ele lembra que nas universidades o sistema de cotas já está estabelecido. O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar em abril ação que questiona o sistema de cotas estabelecido pelo Prouni, programa do governo federal que beneficia egressos do ensino público. O
julgamento foi suspenso quando o relator havia apresentado parecer favorável às cotas devido ao pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa.
Se vai ou não ser aprovado, se vai ou não ser sancionado e se vai ou não vingar o projeto, não se sabe. Mas a proposição já bastou para levantar polêmica na Assembléia, em sessão de pauta esvaziada e poucos assuntos importantes em discussão. O deputado Paulo Corrêa (PR) fez o discurso mais veemente contra a matéria. Ele acha que a criação de mecanismos para proteger as minorias só faz aflorar a discriminação. “A gente tem que se ver como iguais. Quando se criam cotas, estabelecem-se as diferenças.”
O deputado Zé Teixeira (DEM) não vota no projeto de Amarildo, mas não quer ser visto como contrário às cotas. Nesse caso, o que tem que se fazer é um trabalho de base, defende o parlamentar. Investir na educação para que todos tenham as mesmas oportunidades. “Isso evita que no futuro se crie cotas para favorecer aqueles que lá atrás foram tratados de forma desigual.”
O líder do governo, Youssiff Domingos (PMDB), levantou uma questão
jurídica. Como advogado, ele invocou o artigo V da Constituição que diz: “Todos são iguais perante a lei”. Essa sentença, segundo ele, poderia derrubar todas as cotas. Amarildo Cruz replica, dizendo que a mesma Constituição determina tratamento igual a todos, e isso não acontece.
Nesse aspecto, o deputado Paulo Duarte (PT) sai em defesa das cotas, argumentando que dessa forma se corrige a distorção social do atual sistema, que privilegia os brancos e ricos em detrimentos de pobres, negros, índios.
Luzia de Brito, coordenadora da CPPIR (Coordenadoria de Políticas para Promoção de Igualdade Racial), usou a tribuna da Assembléia para defender a proposta e rebater o argumento de Youssiff, ao ler o artigo V completo, que diz que todos têm direito à vida, à saúde, à educação, enfim. "Na prática, a população negra não tem acesso igual ao branco. Em respeito ao artigo V devem ser instituídas as cotas. Vamos ter mais caras pretas trabalhando no serviço público."
Mato Grosso do Sul já tem leis instituindo cotas de 20% para negros e 10% para índios nos vestibulares da Universidade Estadual. Não há nenhuma legislação sobre o assunto (cotas em serviço público), inclusive em nível nacional a medida é inédita, garantiu o autor do projeto.