quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PRIORIDADE NA DIVULGAÇÃO DO ABAIXO ASSINADO

Na seção abaixo-assinado do aldeiagriot link para abaixo-assinado contra racismo em programa da rede globo.

CONTRA O RACISMO NO PROGRAMA DO JÔ SOARES E EXIGINDO RETRATAÇÃO PÚBLICA DA EMISSORA E DO APRESENTADOR

ENTREVISTA COM O PROF. MARCELO PAIXÃO NO JÔ SOARES

Jô Soares no dia 26 de novembro entrevistou o prof. da UFRJ (no final se confundiu dizendo que ele era da UERJ) como se quisesse escutar argumentos favoráveis a entrevista com o taxista Rui Moarias e Castro, do dia 06 de agosto.

O bom tom diz que o entrevistador deve estabelecer algumas perguntas sobre a vida do entrevistado e depois deixar a conversar "fluir", contudo não é visto isso no vídeo do site oficial da rede Globo. A primeira pergunta do Jô Soares foi ríspida fazendo uma junção do multiculturalismo a cultura negra e fazendo uma condenação moral disso. Mas o prof. Marcelo Paixão foi exemplar em cortar as gracinhas e a tendência de monopolizar a fala do Jô Soares.

Realmente Jô Soares perdeu uma grande chance de aprender com o professor sobre o respeito aos negros e como está sendo desenvolvidos pesquisas sobre o racismo no Brasil. Na verdade esperamos que ele tenha aprendido algo realmente.

Para acessar e ver a entrevista clique na imagem acima.

Quanto ao pedido de "desculpa" do Jô quanto a entrevista do taxista parece que foi uma balela. No site do programa consta o resumo abaixo e nenhum pedido de desculpa formal. Além disso aparentemente ele não fez nenhuma retratação esta semana no programa.
Abaixo o resumo sobre a entrevista com o taxista, para ir para a pagína clique na imagem ao lado.

No site do programa tem um link para entrar em contato com a produção, clique aqui e deixe sua mensagem de indignação.


O TAXISTA RUY MORAIS E CASTRO NASCEU EM ANGOLA E HOJE PILOTA SEU TÁXI PELAS RUAS DE CAMPINAS. RUY VEIO AO PROGRAMA DIVULGAR O LANÇAMENTO DE SEU LIVRO “MEMÓRIAS DE UM TAXISTA”, EM QUE CONTA HISTÓRIAS DE SUA VIDA COM MUITO HUMOR. RUY COMEÇOU SUA CARREIRA PILOTANDO AVIÕES NO AEROCLUBE DE LOBITO, EM ANGOLA, ONDE EXERCIA A FUNÇÃO DE MONITOR DE VÔO, PILOTO DE TÁXI AÉREO E SECRETÁRIO GERAL DO AEROCLUBE. DOS TEMPOS DE AEROCLUBE, RUY CONTOU UMA HISTÓRIA QUE FALAVA DE UM POUSO PERIGOSO QUE FEZ PORQUE SUA ACOMPANHANTE DE VÔO VESTIA UMA MINISSAIA E ATRAPALHOU OS MOVIMENTOS DO MANCHE. DURANTE OS DOIS BLOCOS DE SUA ENTREVISTA, RUY FALOU DA SITUAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DE ANGOLA, RESPONSÁVEIS POR SUA VINDA AO BRASIL, CONTOU HISTÓRIAS DAS VIAGENS QUE FEZ POR ANGOLA, QUANDO TRABALHAVA COM COOPERATIVAS, E LEMBROU AS SITUAÇÕES ENGRAÇADAS E CURIOSAS QUE VIVEU DIRIGINDO SEU TÁXI PELAS RUAS CAMPINEIRAS. O TAXISTA TROUXE DIVERSAS FOTOS, EXIBIDAS NO TELÃO, DE MULHERES ANGOLANAS QUE USAM SEUS PENTEADOS PARA INDICAR SUA CONDIÇÃO SEXUAL. RUY TAMBÉM CONTOU QUE MUDOU DE PROFISSÃO, ENCERRANDO SUA CARREIRA DE PILOTO, PORQUE NÃO CONSEGUIU TIRAR UM BREVÊ COMERCIAL EM ANGOLA E ASSIM NÃO PODERIA TRABALHAR NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS.

SITE ÉTICA NA TV E O CASO JÔ SOARES


Site indicado pelo Coletivo de Mulheres Negras do Rio de Janeiro para acompanhar o caso Jô Soares. Já consta quatro artigos falando da Rede Globo, que está sob inverstigação devido a reportagem com o taxista Ruy e a novela da "Duas Caras".
Para ir para a pagína clique na imagem acima.

PAGODE DO TREM NO RIO DE JANEIRO

Boa pedida para terminar o mês de novembro e começar dezembro com a energia positiva do samba.
Para ir para pagína e ver a programação clique na imagem acima.

CARLOS MOORE LANÇA LIVRO " RACISMO E SOCIEDADE", DIA 30/11 EM SP

Para ter acesso ao livro de Carlos Moore intitulado "O Racismo através da História", também de autoria de Moore, clique aqui ou neste link alternativo.

Para acessar a programação onde será lançado o novo livro de Moore clique aqui.

No Blog da Cidinha saiu uma postagem detalhando quem é este grande intelectual que rediscute o racismo no mundo na perspectiva da diaspora negra, clique aqui para ir para a pagína.

Abaixo Postamos na integra uma entrevsita dele no Jornal Gazeta Mercantil porque eles bloqueiam totalmente o acesso para não assinantes. Retirado do Blog Forúm Paulista de Juventude Negra.

CONFIRA ENTREVISTA DO PROF.DOUTOR CARLOS MOORE CEDIDA A GAZETA MERCANTIL

16 de Novembro de 2007 - O principal objetivo de "Racismo e Sociedade", novo livro de Carlos Moore, doutor pela Universidade Paris VII, é desmontar a estrutura simbólica do racismo. "O racismo é algo que permeia toda a sociedade. As relações interpessoais são o reflexo do racismo, elas refletem o que é dominante na sociedade", defende o autor, na entrevista a seguir, concedida com exclusividade a este jornal:

Gazeta Mercantil - O senhor diz que "o racismo é prejuízo para o racista". O Brasil vive hoje uma realidade repleta de desigualdade. O senhor alia essas desigualdades ao racismo?
Moore - Sim. O racismo é algo que permeia toda a sociedade. As relações interpessoais são o reflexo do racismo, elas refletem o que é dominante na sociedade. São as relações interpessoais, elas por si, que são o refúgio exclusivo do racismo. É uma, metaconsciência que permeia toda a sociedade.

Gazeta Mercantil - A idéia de um mundo "democraticamente racial" é mito?
Moore - É claro que é mito. A mestiçagem é um fator dominante na sociedade. Quando se está cantando todos os hinos à mestiçagem, é um hino à violência, ao estupro massivo das índias e das africanas. Você está falando de mestiçagem, mas você esquece como o mestiço surge nas sociedades violentadas e complexadas. Ou seja, é a inseminação violenta das fêmeas do grupo dominado pelo macho do grupo dominante e a eliminação física dos machos do grupo dominado-conquistad o. O hino à mestiçagem está dizendo "nós não conseguimos conviver com o negro como negro, temos que diluí-lo para aceitá-lo, temos que mudar o seu fenótipo". A mestiçagem é isso e toda a ideologia da "democracia racial" é essa: "Vamos mudar o fenótipo do negro, não mudar o fenótipo do branco. Vamos aproximar o fenótipo do negro ao fenótipo ariano".

Gazeta Mercantil - Entre preconceito e racismo o senhor faz uma diferenciação clara. Qual é?
Moore - Racismo é algo histórico, uma forma de consciência. Preconceito é qualquer coisa. Eu posso ter preconceitos contra as pessoas que eu considero como feias e essas pessoas não têm que ser brancas ou negras. Podem ser de qualquer cor porque se eu tenho um padrão fenotípico na cabeça, este é o padrão que eu considero bom. Por exemplo, Gisele Bündchen, eu posso considerar que seja o padrão e geralmente esse é o padrão para o mundo ocidental. Ele padronizou e estabeleceu a imagem normativa, que é ariana. Eu posso discriminar e ter preconceito com qualquer pessoa que se afaste dessa imagem normativa dominante. O racismo é uma questão de querer exterminar o outro. Aqui neste País, depois de 1888, a decisão foi mestiçar os negros. Inundaram o País de branco, de "sangue branco" como eles diziam e acabavam com eles assim. Não se podia matar 70% da população. Isso também foi feito em outros países da América Latina. Na Republica Dominicana, em 1935, milhares de negros foram exterminados, o que evidencia essa decisão de não compartilhar recursos. É muito importante saber que racismo se elabora em torno da partilha de recursos. Os negros sempre têm que ser os vetados. Veja, por exemplo, a discussão sobre a cota para negros nas universidades públicas. Porque se eles entram, a classe média negra vai surgir, vai se expandir. Se a classe média se expande vão surgir novas demandas pela repartição dos recursos neste País.

Gazeta Mercantil - E quando o senhor fala em "desracializaçã o", o que o senhor quer dizer com isso?
Moore - Desracializar quer dizer, em primeiro lugar, tirar o fenótipo do lugar onde ele está. O fenótipo está normatizando as relações. Entre os negros se pratica esta maneira de eugenismo, de se casar com as pessoas de pele mais clara, de escolher pessoas com o cabelo mais liso, de escolher um tipo de nariz que seja leptorino, com um septo alto. Os narizes que eles chama de "chato" não são privilegiados nesta sociedade. Os lábios carnosos não são privilegiados e os cabelos crespos não são privilegiados e a pele bem preta não é privilegiada. Há uma espécie de eugenismo individual em que as pessoas já foram programadas para escolherem parceiros cujo fenótipo se aproxima ao fenótipo do padrão estabelecido que é um padrão ariano, nórdico, de loiros, cabelos lisos, loiros e olhos verdes. Desracializar é destruir esta imagem normativa. O fenótipo dita quem vai ser o seu parceiro. Os próprios pais negros ensinam que seus filhos precisam "adiantar a raça". A sociedade é a grande professora.

Gazeta Mercantil - Como o senhor pensa que vai ser a recepção de seu novo livro no Brasil e no mundo?
Moore - Os racistas vão receber um golpe duro. Eles se aproveitam da ignorância para fazer avançar as redes deles. Quanto mais ignorância há na sociedade, mais os racistas ficam contentes. O Brasil é contrário as correntes progressistas que estão aí no mundo. Então, podem existir monstruosidades como essa idéia da "democracia racial". O branco brasileiro normal está convencido de que vive no melhor País do mundo e que os negros estão contentes. Tudo aqui está feito para que aconteça uma catástrofe. É por isso que felizmente uma parte dessa elite tem chegado a compreender que eles vão ter que mexer no sistema porque se eles não mexerem no sistema vão perder o País. E ninguém quer, ninguém que seja sensato quer que o Brasil se desintegre, que termine no caos como terminou a União Soviética.

Gazeta Mercantil - O senhor afirma que a história da humanidade é uma história de imperialismos, de massacres, de genocídio, de opressão e de ódio. Conseguiremos reverter tudo isso?
Moore - Constantemente, a sociedade está sendo atravessada por duas correntes diferentes e opostas. Uma corrente de barbárie, regressão e animalização e, outra corrente, que está constantemente chamando a atenção para outra maneira de viver, na busca de uma sociedade ideal. É uma luta. Mas, há outro caminho para o ser humano, não para negros ou para brancos. Não há caminhos separados. Esta bifurcação racial foi criada historicamente, mas se você olhar de maneira bem objetiva e concreta a História, a finalidade da espécie é única. Não há outro caminho.

EUGENIA, A BIOLOGIA COMO FARSA

Retirado do site da Revista História História Viva.
Leia o trecho abaixo, mas se quiser ir direto para a pagína e ler na integra clique na imagem acima.


Eugenia, a biologia como farsa
No século XIX o racismo ganhou status científico por meio de uma doutrina que inspirou governos e intelectuais de todo o mundo
por Pietra Diwan


Durante a década de 30, uma série de exames antropométricos foram realizados na Alemanha nazista para catalogar características físicas da população. O célebre eugenista Otmar von Verschuer em ação
Inglaterra, século XIX. As transformações desencadeadas pela segunda fase da Revolução Industrial alteram profundamente a vida social. O medo burguês da multidão nascente, aliado ao triunfo do discurso científico, encontra na biologia um meio de pôr ordem no aparente caos social: reurbanização, disciplina e políticas de higiene pública deveriam ser aplicadas com a finalidade de prevenir a degradação física dos trabalhadores para evitar prejuízos na economia.

Em meio ao clima de crença inabalável na ciência, o naturalista inglês Charles Darwin publica em 1859 o livro fundador do evolucionismo: A origem das espécies. As descobertas de Darwin mostravam que no mundo animal, na permanente luta pela vida, só os mais bem adaptados sobrevivem e os mais bem “equipados” biologicamente têm maiores chances de se perpetuar na natureza. As teses de Darwin logo são transportadas para outros campos do conhecimento em uma tentativa de explicar o comportamento humano em sociedade. Surge assim o darwinismo social, que apresenta os burgueses como os mais capazes, os mais fortes, os mais inteligentes e os mais ricos.

O cenário estava armado para que o primo de Darwin, o pesquisador britânico Francis Galton, se apropriasse das descobertas do naturalista para desenvolver uma nova ciência. Seu objetivo: o aperfeiçoamento da espécie humana por meio de casamentos entre os “bem dotados biologicamente” e o desenvolvimento de programas educacionais para a reprodução consciente de casais saudáveis. Seu nome: eugenia.

Os métodos propostos pelos entusiastas da nova ciência, porém, não se resumiam à criação de um “haras humano”, povoando o planeta de gente sã, como propunham os defensores da “eugenia positiva”. No outro extremo, a “eugenia negativa” postulou que a inferioridade é hereditária e a única maneira de “livrar” a espécie da degeneração seria utilizar métodos como a esterilização, a segregação, a concessão de licenças para a realização de casamentos e a adoção de leis de imigração restritiva.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

JÔ SOARES REJEITA ACUSAÇÕES DE PRECONCEITO MAS PEDE DESCULPAS SE OFENDEU

Saiu no blog Mariafrô de madrugada e vai ser reproduzido aqui com maior orgulho, pois esta postagem mostra a agilidade para não tolerar casos racistas. Não reproduzo totalmente a postagem feita no blog por está ser grande e espero que todos que visitam o Aldeiagriot entrem no Mariafrô e confiram pessoalmente.

Abaixo a postagem e um trecho publicado na Folha de São Paulo (on line)

É impressionante como a visão de uma África selvagem e libidinosa está impregnada na mente de alguns. Em matéria publicada agora a pouco, ainda lemos termos como "tribos" e afirmações improcedentes relacionadas à sexualidade e aos penteados de etnias africanas em Angola.
Para quem acredita nessas bobagens, por favor informem-se! O
post do dia 23/10/2007 tem até bibliografia sobre os penteados das muilas. Saibam de uma vez por todas que não fazem uso de esterco nos penteados, que eles não estão relacionados à sexualidade e, finalmente, nenhuma cultura do mundo admite como normalidade a pedofilia, muito menos as etnias mencionadas no programa do Jô.
Pedido de desculpas desse modo????MP neles!

TRECHO DA FOLHA ON LINE

"É uma polêmica obviamente de quem não me conhece", disse Jô."É um programa que está há 19 anos no ar e uma das maiores características dele é ser contra o preconceito", afirmou o apresentador.Segundo Jô Soares, ocorre uma "tempestade em um copo d'água", mas, de qualquer forma, ele pediu desculpas a quem se sentiu ofendido pelo programa."Evidentemente se alguém se sentiu ofendido ou se alguma entidade se sentiu ofendida, eu peço desculpas", disse o apresentador.Jô também disse que querer atribuir manifestações de preconceito ao programa é "procurar pêlo em ovo", segundo as palavras do apresentador.

Esta postagem foi recebida por email e reproduzo um dos textos da Lusa (Agência de Notícias de Portugal)
27-11-2007 16:05:19

27-11-2007 16:16:21

Brasília, 27 Nov (Lusa) - O entrevistador brasileiro Jô Soares disse hoje à Lusa ter sido mal-interpretado na entrevista sobre penteados e sexualidade das mulheres de uma tribo angolana e que não houve racismo por parte de seu programa.
"Não houve manifestação de preconceito numa entrevista que diz respeito aos hábitos locais de uma tribo. Mas, se ao ser mal interpretado, eu ofendi determinados grupos, peço desculpas. Não houve intenção de menosprezar nenhuma mulher do mundo", afirmou Jô Soares.
Segundo o entrevistador, que também é actor e escritor, o seu programa está há 19 anos no ar e é dedicado a combater todas as formas de preconceito.
"Não entendo como o meu programa pode ser considerado preconceituoso ou racista a partir de uma entrevista a um homem simples, quase simplório, comentando os costumes anacrónicos de uma tribo africana", disse à Lusa o entrevistador.
No "Programa do Jô", que foi exibido no dia 18 de Junho, o angolano Ruy Morais e Castro, hoje taxista na cidade paulista de Campinas, comenta costumes de uma tribo de seu país a partir de fotografias, relacionando os penteados das mulheres com a sexualidade.
Num dos exemplos, Castro diz que o penteado de uma mulher de cerca de 20 anos indicaria que ela havia feito uma incisão no clitóris para que se tornasse tão "apertada" quanto uma menina de seis ou sete anos, idade em que as mulheres dessa tribo iniciam a vida sexual.
Acusações e queixas de grupos de defesa das mulheres motivaram uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeuiro, cujas conclusões deverão ser conhecidas dentro de dias.
Na avaliação de Jô Soares, tratou-se de um assunto específico mostrando "hábitos e costumes pitorescos" de uma tribo, que não podem ser interpretados como sendo de todas as mulheres de Angola.
"Mas não posso concordar, em nome do multiculturalismo, com hábitos de um homem ter relações sexuais com meninas de sete ou oito anos e também não posso ser a favor de que mulheres decepem seu clitóris (para dar maior prazer aos homens)", ressaltou o apresentador.
Jô Soares disse ainda que não se deve fazer desta entrevista um "cavalo de batalha".
"O meu programa é um dos que mais defende a mulher contra a violência. A gente se faz presente pelo histórico de 19 anos. Classificá-lo como preconceito é que é tirar do contexto", rebateu Jô Soares às críticas de movimentos feministas negros.
"Não entendo como acontece uma tempestade num copo d`água. Estão a usar um episódio não importante para dizer que é uma forma de racismo. Asseguro que não houve manifestação de preconceito" , acrescentou.
CMC.
Lusa/Fim
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-11-27 17:55:01


As denúncias surgiram há dez dias e ainda não há uma conclusão da procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Márcia Morgado, responsável pelo caso, disse hoje à Lusa o Ministério Público (MP).
No «Programa do Jô», que foi exibido no último dia 18 de Junho, o angolano Ruy Morais e Castro, hoje taxista na cidade paulista de Campinas, comenta costumes de uma tribo de seu país a partir de fotografias, relacionando os penteados das mulheres com a sexualidade.
Num dos exemplos, o entrevistado diz que o penteado de uma mulher na faixa dos 20 anos indicaria que ela havia feito uma incisão no clitóris para que se tornasse tão «apertada» quanto uma menina de seis ou sete anos, idade em que as mulheres dessa tribo iniciam a vida sexual.
«Foi uma atitude bizarra do 'Programa do Jô', que deveria nos dar um direito de resposta. A entrevista com o taxista foi uma aberração do 'Programa do Jô', porque expôs, execrou a mulher e não levou em conta os valores de uma cultura e de sua ancestralidade», disse à Lusa a coordenadora do Colectivo de Mulheres Negras do Rio de Janeiro.
Essa entidade, que impulsionou outras organizações sociais a entrarem com a queixa no Ministério Público contra o «Programa do Jô» e a TV Globo, considera que a entrevista foi «ofensiva a todas as mulheres, em particular às mulheres negras, pelo tom de deboche e desrespeito às mulheres muila».
Segundo outra reprentante do movimento negro brasileiro, Alvira Rufino, houve uma «violência psíquica contra a mulher negra« nesse quadro do «Programa do Jô».
«Não se pode analisar a cultura de um povo e fazer críticas a costumes pré-estabelecidos partindo de uma visão eurocêntrica. O programa foi preconceituoso, racista e teve a intenção de desvalorizar os costumes de um povo», disse à Lusa a presidente da Casa de Cultura da Mulher Negra.
A embaixada de Angola no Brasil, em nota divulgada à Agência Lusa, declarou que «mais uma vez, o apelo ao exotismo, real ou imaginário, foi usado como meio de 'marketing' para vender jornais, programas de rádio ou de televisão de má qualidade».
«Com a manifesta conivência do entrevistador, aparentemente apostado em estimular índices de audiência, recorrendo ao primarismo do culto ao bizarro, o entrevistado deturpou e manipulou tradições culturais e costumes locais, dando-lhes colorido anormal», diz o comunicado da embaixada.
As investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro deverão ser concluídas em cerca de um mês.
De acordo com a assessoria de comunicação do MP, se for comprovada a existência de irregularidades no programa, a procuradora Márcia Morgano poderá entrar com uma acção na justiça ou actuar de maneira extrajudicial, fazendo apenas uma recomendação ao «Programa do Jô» e à TV Globo, a maior rede de televisão do Brasil.

Postado no www.blogmariafro.blogspot.com/ Coletivo de Mulheres Negras do Rio de Janeiro http://www.coletivodemulheresnegras.blogspot.com/ Saudações Negras Feministas! Vilma Piedade

LANÇAMENTO DO LIVRO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA


Clique na imagem para ir para a pagína da editora.

Acontece na próxima segunda-feira, dia 03 de dezembro, a partir das 18h30, o lançamento do livro História e cultura afro-brasileira na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo). O evento terá a presença da autora Regiane Augusto de Mattos, que estará à disposição da imprensa para mais informações e entrevistas. A entrada é franca.

Regiane Augusto de Mattos é bacharel e licenciada em História pela Universidade de São Paulo (USP), onde obteve o título de mestre em História Social. É autora de artigos sobre os africanos no Brasil. Atualmente desenvolve tese de doutorado na USP sobre Moçambique e trabalha como educadora no Museu Afro-Brasil.

Livro: História e cultura afro-brasileira
Autora: Regiane Augusto de Mattos
Formato: 16 x 23 cm ; 224 páginas
Preço: R$ 29,00

LIVRO MACHADO DE ASSIS AFRO-DESCENDENTE

Eduardo de Assis Duarte (org.)
1a edição - 14x21cmISBN
978853470408-32
84 páginas - cód. 2301

Mulato, neto de escravos alforriados, nascido livre no morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839; órfão, na adolescencia trabalha como balconista e operário gráfico; autodidata, passa da oficina à redação e, daí, ao emprego público e à literatura. Considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa, Machado de Assis é acusado de aburguesamento. Esta reunião de textos convida o leitor a reavaliar o posicionamento machadiano em relação à escravidão e às relações interraciais existentes no Brasil do século XIX.
R$38.00

Clique na imagem para ir para o site da editora

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SP DISPONIBILIZA FOTOS SOBRE QUESTÃO RACIAL

Dando uma olhada pela net a pagína do Arquivo Público do governo do Estado de São Paulo apareceu. No mês de novembro homenageia a Consciência Negra com fotos antigas. Contudo, infelizmente são poucas fotos e dividem-se em Brasil, EUA e Afríca do Sul.

Para ir para a pagína clique na imagem abaixo.
Comemorado há mais de três décadas por movimentos negros, o dia 20 de novembro foi elevado em 2003 a data nacional, constante no calendário escolar brasileiro. Rememorando a morte de Zumbi, último líder do quilombo dos Palmares, em 1695, a data, transformada em feriado por diversos municípios, pretende homenagear as lutas históricas e propor que se pense e se atente ao papel dos negros na sociedade contemporânea. Por contraditório que pareça, nossa galeria não é um tributo à “raça” negra.
O conceito de raça certamente é um dos mais problemáticos que herdamos do século XIX. A idéia que os seres humanos teriam uma hierarquia de virtudes e defeitos em decorrência de suas diferenças fenotípicas — sendo então possível afirmar a superioridade de umas frente às outras — serviu desde então para “normalizar” e justificar as mais diversas atrocidades (passadas e futuras). Hoje, no século XXI, esta idéia parece ainda não estar superada.
Essa coletânea de imagens não pretende, pois homenagear uma raça, ou idealizar a figura de líderes libertadores, mas sim mostrar apenas alguns flagrantes (no Brasil e no mundo) das intensas lutas de que esses sujeitos sociais foram (e são) atores, e pelas quais buscam se libertar da massacrante carga histórica de preconceitos e discriminação, essas formas tão cruéis de violência, de que são alvos em seu cotidiano.

Flagrante interessante para quem diz que não havia impedimento ou racismo explicíto no Brasil.
Para abaixar todas as imagens sem ir na pagína clique aqui.

DOCUMENTÁRIO NA TVE: ILYALODE - DAMAS DA SOCIEDADE

Programação sexta-feira, 30 de novembro.
Iyalode - Damas da Sociedade

O documentário que o Sexta Independente exibe na sexta-feira, 30 denovembro, às 21h, faz um mergulho na vida de quatro mulheres que, nofinal dos anos 50, trouxeram o candomblé para a cidade de São Paulo. Na época, incompreendidas pela maioria dos paulistanos, elasinstalaram seus terreiros em casas, casebres e casarões da maiormetrópole brasileira.

Afastados da região central da cidade, os terreiros, além de lugarsagrado para seus adeptos, hoje são pontos de referência e de culto auma das religiões mais tradicionais da cultura brasileira. Algumasdessas mães-de-santo pioneiras abriram as portas de suas casas para agravação de Iyalode, documentário que foge completamente dosestereotipados batuques das baianas, lugar-comum no imagináriopopular. O filme mostra um candomblé vivido na pele e traça um perfilda tradição afro-brasileira que, ainda hoje, consegue calar o barulhoda metrópole com suas festas e rituais.

Mãe Pulquéria, Mãe Juju, Mãe Ada e Mãe Sessu contam como se iniciaramna religião e conseguiram fincar raízes na cidade. Mães, esposas edonas de casas, e ao mesmo tempo senhoras de um conhecimento enorme,elas abrem sua intimidade e contam como a escolha pelo candomblédeterminou e transformou suas relações familiares e também com umasociedade que não está acostumada a ver a mulher à frente de algo tãodelicado como a religião. Sacerdotisas de seu tempo, elas comandam umverdadeiro legado de responsabilidade com seus terreiros efilhos-de-santo, deixam de lado a soberania e contam como vivemocupando o posto de mãe.

Iyalode – Damas da sociedade ganhou o primeiro Prêmio Palmares deComunicação, promovido pela Fundação Palmares/MinC.
Roteiro e direção Maria Emilia Coelho e José Pedro da Silva Neto.Realização Polo de Imagem/Pacto Audiovisual.2005. 52 minutos.

FORÚM PAULISTA DE JUVENTUDE NEGRA


FÓRUM PAULISTA DE JUVENTUDE NEGRA SÃO CARLOS (Campus da UFSCar)
30 DE NOVEMBRO 01 E 02 DE DEZEMBRO DE 2007


•SEXTA FEIRA - 30/11•19h00 – Inscrições;
•20h00 – Lançamento do livro"Racismo e Sociedade" do Doutor pela universidade Paris VII Carlos Moore seguida de palestra. Comentários de Latoya Guimarães e José Raimundo.

21h00 COQUETEL

•SABADO - 01/12

08H00 - CAFÉ MANHÃ
•09H10 - MESA DE ABERTURA OFICIAL: PREFEITO, CONSELHOS ESTADUAL E MUNICIPAL, COORD EST. JUVENTUDE, FÓRUM NACIONAL, NEAB, UFSCar
•10H00 - 12:H00 Que fórum queremos

•12H00 - 14:H00 Almoço

•14H20 - Que fórum queremos
•15H40 - Diretrizes e ações políticas
•17H20 - Estrutura de organização e agenda

•19H00 JANTAR21H00 ATIVIDADE CULTURAL

• Domingo
• 09H00 - Resoluções
• 12H00 - Almoço
• 14 H00 - Lançamento do fórum estadual.

LATOYA GUIMARAES -
CEN/SP
FALA PRETA
NEGRAS JOVENS FEMINISTAS
55.11 7351-4494 / 3060-8513

LATOYA GUIMARAES -
CEN/SP
FALA PRETA
NEGRAS JOVENS FEMINISTAS
55.11 7351-4494 / 3060-8513

terça-feira, 27 de novembro de 2007

ABAIXO ASSINADO CONTRA O RACISMO NO PROGRAMA DO JÔ SOARES

Recebido, repassando e participando da luta. A partir de hoje o blog vai estar com um link para divulgar este abaixo-assinado. Contudo, verificamos que o link indicado no texto do abaixo-assinado expirou. Achamos outros clicando em http://www.youtube.com/watch?v=EQ6KCKBmRPQ e http://br.youtube.com/watch?v=qgIiQMJWSB4


Foi publicado no aldeiagriot duas postagens sobre está questão. para vê-las clique abaixo.

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007 - RACISMO ENRUSTIDO

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007 - JÔ SOARES E SUAS BIZARRICES

Segue a convocatória abaixo.

Nós da Apeb-Coimbra e do Fórum de Estudantes e Investigadores da CPLP solicitamos a ajuda de vocês na divulgação ampla e URGENTE de um abaixo-assinado de repúdio ao conteúdo racista e sexista exibido na programação da Rede Globo de Televisão, no dia 18 de Outubro de 2007, durante o “Programa do Jô”!

Não podemos deixar, principalmente nas vésperas do dia da Consciência Negra no Brasil, que programas como esses, continuem sendo divulgados internacionalmente pela Rede Globo de Televisão.

Não basta apenas nos indignarmos contra certas posturas, temos que tomar atitudes concretas.
O abaixo-assinado, está disponível para assinatura em:
http://www.petitiononline.com/racismo/petition.html

Divulgue para suas listas de contatos, para as listas e fóruns dos quais faz parte. Todas e todos agradecem!

Até o final da semana, a petição também estará online em inglês e francês (falta um voluntário para a tradução em espanhol) .

Assim, divulguem a todos que conheçam e lutam pela dignidade humana e pela diversidade cultural! E um mundo sem racismo e sexismo.

Em Coimbra - Portugal pretendemos organizar um debate aberto.
Quem tiver sugestões e quiser colaborar diretamente na mobilização, pode entrar em contato diretamente com os organizadores:
Élida Lauris:
elida.santos@uol.com.br
Lourenço Cardoso:
lourencocardoso@uol.com.br
Rose Barboza:
rose.bs@uol.com.br


Contamos com seu apoio!
Saudações,


Abaixo, segue na íntegra o texto do abaixo-assinado:

Ilmo Sr, Ministro da Justiça, Tarso Genro
Ilma Sra, Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro
Ilma Sra, Secretária Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire
Ilmo Sr, Procurador-Geral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro

Nós, os abaixo-assinados, repudiamos o conteúdo exibido na programação da Rede Globo de Televisão, no dia 18 de Outubro de 2007, durante o “Programa do Jô”, pedimos uma retratação deste veículo de comunicação pela violência simbólica perpetrada nas afirmações do programa e requeremos do Estado brasileiro a apuração da responsabilidade pelas ofensas reproduzidas.

Nesse dia, no programa desse conhecido artista brasileiro foi entrevistado o senhor Ruy Morais e Castro. A entrevista realizada com humor expressou frases racistas metamorforseadas em piadas inocentes que eram abonadas pelos sorrisos e aplausos da platéia, como pode ser conferido no endereço eletrônico:
http://www.youtube.com/watch?v=ySWZXekdBkw

Durante a reprodução do referido programa, o entrevistado, incitado pelo apresentador, deteve-se em apresentar detalhes do que denominaram “vida sexual angolana”. No relato que faz, vê-se a consagração da idéia de que África e os africanos representam uma civilização homogênea caracterizada pela inferioridade cultural e biológica, legitimando a mentalidade racista sustentada no argumento de que o continente africano, os países africanos, os povos africanos, em particular, a mulher africana são inferiores e que esta inferioridade pode ser comprovada por sua sexualidade animalesca.

O constrangimento latente em cada uma das declarações exige uma ação estatal imediata. Não se pode esquecer que o Estado brasileiro assume publicamente o compromisso de promover e defender os direitos humanos do que é prova todas as convenções internacionais de que faz parte. Desde 1994, o Estado brasileiro como signatário da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como "Convenção de Belém do Pará" sabe que é função do Estado “incentivar os meios de comunicação a que formulem diretrizes adequadas de divulgação, que contribuam para a erradicação da violência contra a mulher em todas as suas formas e enalteçam o respeito pela dignidade da mulher”. Sabe também, enquanto signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1968) , que “a doutrina da superioridade baseada em diferenças raciais é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa, e que não existe justificação para a discriminação racial, em teoria ou na prática, em lugar algum”. E ratifica, de acordo com o caput da Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher , que é considerada violência psicológica e moral toda forma de constrangimento e ridicularizaçã o dirigido a alguém devido ao seu credo religioso, raça, gênero ou origem nacional.

A entrevista exibida caminha na direção contrária da luta que, em diversos contextos e em distintas partes do mundo, povos de diferentes nacionalidades empreendem contra todos os tipos de opressão. Umas das questões a ser refletida na nossa sociedade global seria a seguinte: como os estereótipos racistas são reinventados em pleno século XXI ? (Memmi, 1989/[1957]: 21, Babha, 2005: 105 - 128, Pinto, 1998: 168 - 210)

O senhor Jô Soares e o Senhor Ruy Morais e Castro nos fornecem uma resposta como hipótese: os estereótipos racistas seriam reinventados pela mídia ao veicular atrações racistas como esta, do Programa do Jô. É óbvio que existem outras maneiras de se reinventar o racismo e/ou construir o racismo na sociedade contemporânea, contudo, o desserviço que o poder da mídia pode prestar é um fator considerável dado o seu papel de formadora de opinião. No caso em questão, o fato de a entrevista ter sido televisionada e o seu meio de difusão ter sido a Rede Globo, que detém há anos a maior audiência televisiva do Brasil e ampla exibição internacional, aumenta drasticamente as consequências lesivas das afirmações feitas e a necessidade de ação contra elas.

O programa acima mencionado viola os direitos fundamentais expressos na Constituição Federal de 1988, as Convenções Internacionais de que o país é atualmente signatário e constrange toda a sociedade, como se não bastasse legitimar o ideário racista também acaba por propalar uma potente forma de apologia ao sexismo, à xenofobia e à pedofilia.

Ridicularizando a diversidade cultural, uma das formas mais vis de que a cultura ocidental pode lançar mão para demonstrar sua suposta superioridade, as declarações feitas na entrevista erigem o androcentrismo como único ponto de vista, apresentando a raça negra como expressão do primitivo, do irracional e as mulheres negras como objetos meramente sexuais, onde o único comportamento “esperado”, independentemente de sua idade, é a promiscuidade e a subordinação de sua sexualidade ao desejo do homem.

Assim, e por considerarmos temerária esta forma ideológica de propagação do racismo, do sexismo, da xenofobia e da pedofilia é que propomos esse abaixo-assinado, exigindo a apuração de responsabilidades e a pronta retratação da Rede Globo de Televisão em um pedido de desculpas público, com ampla divulgação, pelos constrangimentos a que submeteu às comunidades africanas e angolanas, às mulheres de forma geral, às mulheres negras de forma específica e à sociedade brasileira

AINDA CONTINUAMOS POR NOSSA CONTA!

Publicado no site AFROPRESS. Para ler direto do site clique aqui.




Neide Aparecida Fonseca
Diretora da Contraf-CUT e Presidenta da Uni Américas Mulheres



Por: Neide Aparecida Fonseca - 20/11/2007

Existiu uma história de resistência, organização e negociação de trabalhadores (as) nas malhas do sistema muito antes de existir organização sindical no Brasil.

Ao contrário do que contam muitos historiadores a serviço do sistema, os (as) trabalhadores (as) negros (as) tiveram formas de organização e resistência no sistema de produção escravagista. As formas de Organização e Resistência eram de duas modalidades: Conturbada e/ou Silenciosa.
A forma Conturbada previa: Rebeliões coletivas organizando-se em Quilombos; Fugas individuais; Matança dos escravizadores; Destruição dos instrumentos de trabalho; Suicídio individual ou coletivo; Abortos; Insurreições; Fugas com objetivo de assustar e marcar espaço de negociação no conflito.
A forma Silenciosa consistia em: manipular o medo senhorial para obter algumas concessões; Brecha Camponesa.
Brecha Camponesa se dava quando os escravizados através de negociação conseguiam o usufruto de um pedaço de terra para sua subsistência com folga semanal para cultivá-la e às vezes o direito de vender algum excedente da produção. Isso representava, para os escravizados (as), certa autonomia; representava mais do que sobreviver por terem uma margem de economia própria dentro do sistema escravagista.
Obviamente o sistema também tinha suas vantagens tais como: redução dos custos na manutenção da escravaria; mecanismo de controle social, pois mantinha a ordem.
Contudo havia um limite na negociação da “brecha camponesa”. Era a greve. Em relação a isso podemos citar dois exemplos:
Ano de 1789 – Fazenda Santana – Ilhéus trabalhadores escravizados fazem uma greve que dura 02 anos, cuja pauta de reivindicação era:



1. Redução da Jornada e Melhores Condições de Trabalho;
2. Controle das Ferramentas do Engenho;
3. Terreno para plantar suas hortas;
4. Um barco para facilitar a venda em Salvador do excedente de suas plantações;
5. A indicação de nome para Feitor teria de ser aprovado por eles;
6. Sexta-feira e Sábado livres, tirando um desses dias por causa do dia Santo.



Em 1861, na Região do ABC, na Fazenda São Caetano, houve uma greve de escravizados, dos beneditinos, que se recusaram a continuar trabalhando na fábrica de louça e cerâmica que ali existia desde 1730. Queriam terra para trabalhar na lavoura em vez do trabalho industrial. Em conseqüência desse movimento, a Ordem de São Bento reviu radicalmente sua relação com o escravismo criando um modelo de abolição gradativa que culminaria com a libertação de seus mais de quatro mil escravos em todo o Brasil, em 1871.
Podemos ainda citar a Conjuração Bahiana ou Revolta dos Alfaiates, ocorrida em 12/08/1798, quando negros e mestiços libertos se rebelaram. Ou ainda quando em janeiro de 1835, africanos de diversas nações, principalmente os Háussas, promoveram uma insurreição, em que planejavam expulsar ou matar todos os brancos da cidade de Salvador.
Se durante o período escravagista a luta foi árdua, não menos se dá no período pós-escravagista, estávamos por nossa conta, embora em 1905 já havia sido criado a primeira Central Operária do país – Federação Operária de São Paulo.
Nossos ancestrais percebem que só através da educação poderíamos sair do processo de marginalidade que a sociedade industrial nascente nos jogou. Deste modo, demonstrando capacidade, perenidade, longevidade organizativa, estrategicamente através da Irmandade Nossa Sra do Rosário dos Homens Pretos inauguraram uma Escola para crianças negras com objetivo de através da educação, garantir espaço para as futuras gerações na sociedade que os rejeitava.
Alijados do novo modelo de país os ex-escravizados que construíram o Brasil, se viram substituídos no mercado de trabalho por mais de 3.400 milhões de imigrantes que vieram para o Brasil, e trouxeram para cá suas formas de organização e luta por melhores condições de vida. A maioria era anarquista.
Surgem os embriões de sindicatos: Organização de Ligas Operárias que lutavam por melhores salários e redução da jornada de trabalho; Organização de Liga Operária de Socorros Mútuos com fim assistencial; Ligas de Resistência com várias filiais, como por exemplo, a Liga de Resistência das Costureiras; União dos Trabalhadores em Fábricas de Tecido; União dos Empregados do Comércio.
Contudo, essas organizações e nem posteriormente com a criação de sindicatos, em 1903, que desde seu início sustentavam princípios humanitários e de solidariedade, não incorporaram a luta contra a discriminação dos trabalhadores (as) negros (as). Negros e negras continuavam por sua conta.
Em 1906, 18 anos após o fim legal da escravidão, aconteceu o I Congresso Operário Brasileiro que fundou a COB – Confederação Operária Brasileira. Na pauta nem uma linha sobre a questão negra.
Um dos poucos espaços de trabalho formal para os negros era a Marinha, que mantinha uma relação de escravização com os trabalhadores. Em 1910, 22 anos depois de abolida a escravidão, aconteceu a Revolta da Chibata. Na pauta de Reivindicação: 1. Fim dos castigos corporais; 2. Aumento do Soldo; 3. Troca de Oficiais; 4. Educação dos Marinheiros; 5. Transparência na Tabela de Serviços diários.
Se na Idade Moderna o capitalismo estabeleceu o tráfico negreiro e a conseqüente escravização, como meio de aumentar a produção e os lucros, ligando o tráfico ao capital comercial, em meados do século XIX com o início da implementação do programa liberal e consolidação do capitalismo, o conceito de mercado muda, adquirindo prestígio e valor. Neste sentido, o trabalho escravo torna-se um obstáculo aos interesses da Europa que decretou, então, o fim do tráfico transatlântico de escravos, pois para o consumo de mercadorias era necessário o trabalho assalariado.
O Brasil conviveu com dois tipos de trabalhadores: os livres e os escravizados. Esse fato dificultou a valorização do trabalho, sua diversificação e expansão, o que preocupou as elites brasileiras, porque o país precisava se modernizar entrar na era da industrialização. As preocupações das nossas elites eram então de duas ordens: 1ª.) Quem formaria a mão-de-obra pós-escravidão; 2ª.) Como modificar a composição racial, uma vez que os negros passavam de um pouco mais da metade da população, em algumas províncias, como São Paulo, por exemplo. Raça tornou-se um ponto central das discussões em relação ao futuro do país. Era preciso resolver as duas questões unificadamente. Discursos inflamados eram feitos nas casas legislativas em prol da europeização do Brasil. Neste sentido, a estratégia pensada e executada meticulosamente foi o Projeto de Branqueamento, executado com base em três pilares: Miscigenação; Política migratória; Apartação da população negra do processo de modernização da Nação.
Inteligência, força física, disciplina, higiene, organização, eram alguns dos atributos utilizados para selecionar as raças formadoras do mercado de trabalho. Esses atributos racializados contribuíram para definir o lugar e o papel de cada um no mundo civilizado. Destes atributos os negros possuíam apenas a força física, segundo o pensamento dominante.
Ao mesmo tempo, o sistema instituiu a ideologia da vadiagem como mecanismo de repressão policial em relação aos negros, transformando a falta de ocupação em opção para vadiar, não trabalhar. Dois estereótipos ficaram marcados na população negra, e que se perpetua no tempo, sendo utilizados formal ou informalmente na estrutura das empresas para selecionar, promover, desempregar: a) negros são incapazes, inábeis para o trabalho superior; b) negros são moralmente inaptos, uma vez que gostam de vadiar.
As desigualdades raciais perduram até hoje, os dados de institutos respeitáveis confirmam isso ano após ano. Atualmente, essas desigualdades contemporâneas são explicadas pela somatória do processo escravagista com os novos mecanismos que são criados e recriados cotidianamente.
No Brasil, as pessoas negam o racismo, embora a suas conseqüências sejam visíveis na estrutura social. A cada ano, em datas específicas, admiradas comentam os dados das desigualdades raciais, como se falassem de um país que não fosse o seu. Ninguém tem nada haver com isso.
Empresários utilizam da Responsabilidade Social e fazem programas de Diversidade, que não chegam a lugar algum, pois se formos fazer uma Auditoria da Diversidade veremos que as coisas permanecem no mesmo lugar.
O movimento sindical de qualquer corrente ou Central, embora tenham colocado na sua pauta essa questão, ela não é prioridade. Ainda não há uma compreensão de que enquanto as desigualdades de raça e gênero perdurarem não poderá haver uma sociedade melhor, mais solidária, mais equilibrada.
Deste modo, nos negros e negras, em pleno século XXI, embora a solidariedade de muitos, em verdade ainda continuamos por nossa conta, porque só quem sente sabe. Porém, como nossos ancestrais, não desistimos nunca. Elevar Zumbi a categoria de herói nacional e conquistar feriados em vários locais, entre outras conquistas, é uma amostra da nossa resistência.
Nossa herança quilombola nos fortaleça e nos impulsiona. Em contraposição ao 13 de maio, colocamos no calendário nacional o 20 de novembro como o “Dia da Consciência Negra”, representando não só a luta de nossos ancestrais como também a nossa, por uma vida digna, por reparações, por políticas públicas para quem durante anos, com seu trabalho gratuito construiu essa Nação. Viva Zumbi! Viva Dandara!

POSTAGEM NO BLOG MARIAFRO E MATÉRIA NA FOLHA DE SÃO PAULO SOBRE O RACISMO NO PROGRAMA DO JÔ SOARES

Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Chega a imprensa a nossa denúncia
E ainda tem gente que diz que não adianta mobilizar-se contra o preconceito, a discriminação e sua veiculação.Ministério Público neles!
Hoje escrevo com alegria, uma alegria de que a coletividade que valoriza a igualdade de direitos e o respeito à diversidade é capaz de construir uma nova sociedade civil neste país.Vitória da mobilização da sociedade civil.
Muitos se mobilizaram,
via rede, após assistirem ao programa. Muitos entraram em contato coma Procuradoria da República/ Ministério Público (no blog postei alguns dos mails de resposta do MP);
Muitos professores e estudantes que viram o vídeo nas oficinas de formação de professores que ministrei nos últimos meses também se indignaram e se manifestaram.
Os angolanos se manifestaram aqui no blog, por mail e nos ensinaram um pouco sobre a cultura de algumas das mais de 90 etnias que compõem Angola.Enfim, cidadania, respeito às diferenças se constroem quando todos temos como valores caros e preciosos que deves ser preservados.

grande abraço!


26/11/2007 - 17h58
Ministério Público Federal investiga programa de Jô Soares
DAYANNE MIKEVISda Folha Online

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que investiga o "Programa do Jô", exibido depois do "Jornal da Globo" pela TV Globo, por suposta manifestação de preconceito.
Ministério Público Federal investiga programa por possível manifestação de preconceito.
Para ler na integra clique MARIAFRÔ

CONVITE TITULAÇÃO MATRIZES DO SAMBA

Para ampliar clique na imagem.

EVENTO RACISMO É CRIME

Recebido por email e repassando.

O Projeto Rio Zumbi 2007, construído por diversas mãos, irá até o dia 6 dedezembro. Portanto, gostaria de convidá-los para II Fórum Criminal Racismo é Crime, que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de novembro, das 9h às 12h30min, naACADEPOL – Academia de Polícia Sílvio Terra – Rua Frei Caneca, 162 – Centro, Riode Janeiro.

PROGRAMAÇÃO:

Abertura: 26 de novembro (segunda-feira)
Coffe Break - de 08h10min às 08h40min

Solenidade de Abertura - de 09h às 10h30 min.
Convidados: Autoridades e Personalidade

Mesa 1 – 26 de novembro (segunda-feira) – de 10h45 min. às 12h30 min.
Tema: Crimes de Racismo: Aspectos Jurídicos, Constitucionais, Políticos eSociais.
Dr. Paulo Rangel, Promotor Púbico do II Tribunal do Júri, Mestre em CiênciasPenais e Doutor em Direito.
Dra. Aglaete Nunes Martins, Advogada, Consultora Jurídica do ConselhoMunicipal de Defesa do Negro – COMDEDINE;
Dr. Oswaldo Barbosa da Silva, Advogado, Presidente do Parlamento de JuristasAfro-descendente e Africanos.

Mesa 2 - 27 de novembro de 2007(terça-feira) - de 09h às 10h30 min
Tema: Crimes de Racismo: Aspectos da questão Penal e da ResponsabilidadeCivil
Dr. Humberto Adami, advogado, mestre em Direito, presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental - IARA, Diretor da Universidade da Cidadania Zumbidos Palmares – UNIPALMARES
Dr. Wilson Roberto Prudente, Procurador do Ministério Público Federal/Ministério do Trabalho,Mestre em Direito e Professor Universitário;
Dr. Antonio Fernandes de Oliveira Netto, advogado, Pós-graduado em ProcessoCivil, Professor da Universidade Estácio de Sá; Diretor Jurídico do CEPERJ.

Mesa 3 – 27 de novembro de 2007 (terça-feira) - de 10h40 min às 12h30 min
Tema: Procedimentos de Polícia Judiciária no cumprimento da Lei dos Crimes deRacismo
Dr. Lourenzo Martins Pompílio da Hora, Delegado Titular da DelegaciaFazendária, da Superintendência Regional da Polícia Federal do Estado do Rio deJaneiro.
Dra. Sueli Peçanha Murat, Delegada de Polícia, Assistente da CorregedoriaInterna da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Dr. Ubiratan Guedes, Advogado Criminalista.

Mesa 5 – 28 de novembro de 2007 (quarta-feira) – de 09h as 10h30 min
Tema: Aspectos legais das decisões e entendimentos dos Tribunais de Justiça,Ministério Público e Polícia Judiciária, quanto à Aplicabilidade Penal da Leidos Crimes de Racismo.
Dr. Leonardo de Souza Chaves, Procurador de Justiça - MP/RJ, SubprocuradorGeral de Justiça de Direitos Humanos;
Dr. Mário Leopoldo, Presidente da Comissão de Educação da OAB/RJ, ConsultorJurídico do Conselho Municipal de Defesa do Negro – COMDEDINE, Advogado eProfessor da UFRJ;
Dr. Nilo César Martins Pompílio da Hora, Doutor e Mestre em Direito,Professor UFRJ e Advogado.

Mesa 6 - 28 de novembro de 2007 (quarta-feira) - de 10h40min às 12h30min
Tema: Crimes de Racismo: A questão Histórica, a Sociologia Jurídica e osMovimentos Sociais.
Prof. Ailton Benedito, Cientista Político, Professor Universitário,graduado em Letras, graduado em Engenharia Civil;
Prof. CarlosAlberto Medeiros, Doutorando e Mestre em Sociologia Jurídica, ProfessorUniversitário.
Dra. Edialeda Salgado do Nascimento, Médica ePresidente Nacional do Movimento Negro do PDT.

DIVERSAS FOTOS DA IV MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Para acessar o blog da marcha e ver as fotos clique na imagem acima.

Selo Diversidade, também na Bahia

Publicado no site AFROPRESS, para ir para o site clique aqui.


Por: - 22/11/2007

Salvador – Idéia lançada em São Paulo, com o Selo Diversidade no Trabalho Cidade de São Paulo, implantado pela Secretaria do Trabalho e institucionalizado por decreto da Prefeitura, agora também é realidade em Salvador.

A proposta de criação do Selo Diversidade no Trabalho – Cidade de São Paulo, lançada em São Paulo, em novembro de 2.006, pelo editor de Afropress, Jornalista Dojival Vieira, presidente da Comissão Intersecretarial de Monitoramento e Gestão da Diversidade, e institucionalizada pelo decreto 4.911/2006 da Prefeitura, virou realidade também em Salvador.
O prefeito João Henrique e a secretária Municipal de Reparação Ana Garcia assinaram na semana passada o decreto criando o Selo Diversidade de Salvador, que agora começa a ser construído numa parceria da Secretaria Municipal de Reparação, com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República.
A proposta da Prefeitura, com o Selo, é certificar as empresas, organizações não-governamentais (ONGs) e instituições públicas que assumirem o compromisso social de promoção da diversidade racial em suas estruturas de trabalho. A iniciativa integra a programação em homenagem ao Mês da Consciência Negra.
Para o Subsecretário da Semur, Antônio Cosme, a criação do Selo na Bahia é uma grande conquista para a população baiana, em sua maioria formada por negros.
"É fato que os negros têm dificuldades de encontrar empregos, e, quando conseguem, recebem salários inferiores aos dos brancos, ocupando os piores postos de trabalho. Assim como ilustra a pesquisa, poucos são os negros que chegam aos cargos estratégicos das organizações", assinalou Cosme. Ele aposta que, com a implantação do programa, a prática discriminatória mudará. A expectativa do subsecretário é que o selo crie um novo comportamento no mercado.
"Poderíamos simplesmente determinar que as empresas implantassem cotas de emprego para afro-descendentes. Mas vamos induzir as corporações a realizarem pesquisas para comprovar, de fato, que existe a exclusão e, a partir daí, vamos cobrar delas políticas que diminuam esses índices", explicou.
Em Salvador, o Selo visa estimular o combate à discriminação racial, não abrangendo a questão de gênero, como no caso de São Paulo, onde o governador José Serra, replicando o exemplo do Município, criou o Selo Diversidade no Estado, ainda em fase de implementação.
Com o programa o Poder público passará a reconhecer publicamente as empresas que adotarem políticas de promoção de igualdade racial, conferindo um Selo, que poderá ser utilizado em peças publicitárias das instituições que aderirem ao projeto.

Realidade
Nas 500 maiores empresas do Brasil, apenas 3% dos cargos executivos são ocupados por afro-descendentes. Fruto de uma pesquisa feita pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social, o dado revela a exclusão e a falta de oportunidade para essa etnia, que representa 84% da população de capital baiana e quase 50% do povo brasileiro, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Parcerias
Bastante otimista, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, que também assinou o decreto como testemunha, demonstrou sua alegria e enfatizou a importância da implantação do Selo para o Estado e a sociedade. "A Bahia dá um passo à frente nas políticas afirmativas, para que todos os segmentos se engajem na luta do povo negro, que é uma batalha de todos nós", disse Castro. Ele considera que as iniciativas de reparação não podem se limitar às cotas nas universidades.

DocumentárioMoradores(as) de Comunidade Quilombola com produção audiovisual

Publicado no site do IBASE. Apesar da primeira apresentação já ter sido feita no dia 24 de novembro vale a postagem, pois no dia 08 de dezembro vai haver nova apresentação. Para ler a nota no site do IBASE clique aqui.
23.11.2007
Será lançado no dia 24 de novembro o vídeo “Araçatiba: Terra de descendentes de Escravos e patrimônio da Santa” sobre identidade e memória de Araçatiba, comunidade quilombola do Espírito Santo. A produção envolveu estudantes universitários(as) e a ProEx (Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo) e contou com o apoio do Ibase, do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep) e de Furnas Centrais Elétricas.
Com o objetivo de favorecer o protagonismo dos(as) moradores(as) da comunidade, estes(as) também participaram da edição do documentário, adquirindo experiência técnica com a produção do audiovisual e valorizando a identidade cultural, social e étnica da comunidade composta por 200 famílias carentes de oportunidades sociais.
O evento será realizado com entrada gratuita a partir das 16h na Quadra Poliesportiva da Escola Municipal de Ensino Fundamental da cidade e vai contar com apresentações Afro, grupo de dança Afro Ganguê, Missa Afro, pratos locais e claro, a exibição do filme. Em Retiro (ES), em 8 de dezembro, também haverá o lançamento da produção desta comunidade.

LANÇAMENTO DO LIVRO: HISTÓRIAS DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL

A Pallas Editora, o centro de pesquisa e documentação de História Contemporânea do Brasil(CPdoC) da Fundação Getúlio Vargas e a livraria unibanco arteplex
Histórias do movimento negro no Brasil
Depoimentos ao CPDOC

Organizadores:
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Convidam para o lançamento do livro
Quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 às 19h
Livraria Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316 – Botafogo – Rio de Janeiro

LANÇAMENTO DA 4ª EDIÇÃO DO PRÊMIO IGUALDADE RACIAL


Para ampliar clique na imagem.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

DANDARA, MINHA PRETA, VOCÊ NÃO MORREU

Declaração linda para as Dandaras. Realmente fala-se muito em Zumbi e na maioria das vezes não damos o devido valor a todas as mulhres negras guerreiras, militantes, articuladoras, mães, profissionais,chefes de família, esposas, intelectuais, mães de santos, e todas as diversas identidades que esta mulher exerce ou se propõe a exercer.

20 de novembro de 2007.
Querida Dandara,


Esta carta aberta vem com atraso sabemos disso, mas é necessário ratificar que nunca estivemos mortas e apesar de estarmos nas lutas feministas e do movimento negro e sermos invisibilizadas, nunca fomos agentes passivas.

Reconhecemos no 20 de novembro - e durante todos os dias de nossas vidas - a sua luta em Palmares. E é essa luta que nos serve de seiva para enfrentarmos os racismos e o machismo cotidiano. Dandara e dandaras... Lindas pérolas negras que existem e se afirmam mesmo diante da imposição de uma invisibilidade social e histórica.

Sem negar a importância de Zumbi, estamos aqui, minha preta, para afirmar que a consciência negra se constrói a partir da valorização das nossas irmãs de África. Mais do que companheira de Zumbi na luta pela nossa liberdade ainda não alcançada você, Dandara, representa a libertação das mulheres pretas dos estigmas e das negações que são impostas a cada momento em que seu nome é evocado.

Teu nome está presente em nossas mentes como força para resistirmos e reagirmos à discriminação no mercado de trabalho, à negação imposta pelos homens negros, brancos e pelas mulheres brancas, às retaliações que sofremos quando nos afirmamos ­esteticamente e intelectualmente no modelo racista e sexista de educação.
Ah, Dandara... O nosso quilombo de mulheres pretas que lutam - e lutarão - ao lado de alguns dos seus irmãos pretos resiste. Ainda falando de negações e invisibilidade, não podemos nos esquecer de "nossa presença" na mídia. Aliás, Dandara, não estamos na mídia. Não estamos porque os pequenos papéis que são reservados aos homens e mulheres pretas não demonstram a força que nós temos. O que a mídia tenta fazer de nós faz parte de um plano que tentar destruir nossas identidades em prol de estereótipos e estigmas de putas, burras, problemáticas...

E o pior Dandara, é que muitos daqueles que se dizem nossos irmãos no vêem e nos entendem nesse espelho distorcido.. . Desse modo, vários deles nos negam e (se) afirmam nos padrões estéticos das mulheres brancas. Além disso, tudo, nossas irmãs pretas lésbicas são excluídas e invisibilizadas do movimento negro, pois muitos de nossos irmãos não compreendem o triplo preconceito que a mulher negra sofre.
Dandara terminamos esta carta com um abraço carinhoso, e um recado: Continuamos de punho fechado, resistindo sempre.

Saudações,

Pérolas Negras.- Núcleo de estudantes negras da UFBA.

A LUTA ANTI-RACISTA NA UERJ: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

O coletivo de Estudantes Negros e Negras tem o prazer de convidar Todas e Todos para a : Celebração do Dia Nacional da Consciência Negra
21 a 23 de Novembro de 2007

Dia 21 QUARTA
13:30- “Quanto vale ou é por quilo”
Oscar Dias
Discussão: Ademir da Silva (Denegrir)
18h- Abertura: “O Direito é racista?”
Mesa: Hugo Yohaness (Denegrir), Mayana Macedo (Calc), Sempre Negro.
Local: aud. 71
Renato Nogueira
Coquetel

Dia 22 QUINTA
10:30- “Legislação Anti-Racista”
Mesa: Humberto Adani, Paulo Rangel
Local: aud. 71
14 h- Inauguração da sala profº Milton Santos- NEAB/ UERJ Sempre Negro.
Exibição do documentário “Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”. Direção: Silvio Tendler
Local: aud. 71
19h- “Um jeito negro de olhar “
Primeiro ciclo de leitura dramatizada de autores e
atores negros.
Participação : Flávio Bauraque, Daniela Tibau, Sidcley Batista,Tatiana Henrique,
Percussão: Gustavo Pereira
Direção: Maurício Gonçalves
Debatedores: Leda Martins, Ruth de Souza, Carlos Menezes (Denegrir )
Mediador: Fábio Rodrigo (Denegrir)

Dia 23 SEXTA
10:30- “Resignificando o currículo acadêmico a partir de uma perspectiva multicultural racial”.
Mesa: Profa. Ms. Maria José Lopes,
Prof. Ms. Rogério José
16h- “A África na Diáspora: a produção de conhecimento pelos africanos no Brasil”.
Local: aud. 91
18h- Homenagem Quilolo
Local: aud. 91
19h- Feminismo Negro Revisitado
Local: aud.91-Email denegrir@yahoo.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2007

REPORTAGENS NA RADIOBRÁS SOBRE O MOVIMENTO QUILOMBOLA

Baixado do site da RadioBrás e postado no canal do youtube aldeiagriot

Reportagem Consciência Negra na TVE 20.11.07


Quilombos e reforma agrária RADIOBRAS


Encontro adolescentes Quilombola em julho 2007

DOCUMENTÁRIO NAÇÃO PALMARES SOBRE LUTA DOS QUILOMBOLAS BRASILEIROS









Vídeo muito interessante, pois faz um apanhado da luta quilombola pelo Brasil com várias entrevistas e imagens. Além disso tem um sistema interativo onde aparecem diversos pequenos texto e vídeo quando precisa exclarecer algum questão, como por exemplo trechos da constituição federal sobre a questão dos quilombos. Uma ferramenta muito inovadora.
Para ver o filme clique aqui.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NO SESCTV

Clique aqui para ver programação no site

Dia da Consciência Negra no SESCTVPara celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, 20/11, o SESCTV exibe uma série de atrações que fazem parte de um pacote de 13 documentários especiais sobre a cultura afro, que permeiam a programação no período de 17 a 26 de novembro.
O documentário “Família Alcântara” revela, por meio de depoimentos, detalhes da tradição dessa família, cujos primeiros integrantes a chegar ao Brasil foram escravos da etnia bantu, oriundos da região da Bacia do Congo, na África. Formados por aproximadamente 80 pessoas, os Alcântaras passam seus conhecimentos e costumes, de geração para geração, há mais de dois séculos.
O filme destaca as atividades artísticas e religiosas de seus integrantes, como o coral, união de quatro gerações da família; o teatro, retratando as raízes desse povo; e as congadas, que leva às ruas a representação de uma corte, onde rei e rainha, acompanhados por músicos e dançarinos, seguem em direção a uma Igreja.
Gravado em João Monlevade, município a 100 km de Belo Horizonte, MG, “Família Alcântara” foi dirigido por Daniel Solá Santiago e Lílian Solá Santiago.
Em "A Negritude", o programa Diálogos Impertinentes discute temas como o racismo; as desigualdades; as oportunidades; o estereótipo; as cotas nas universidades públicas e a cultura negra. Mediado por Fernando Altmeyer, da PUC-SP, e Kelly Adriano de Oliveira, do SESC, o assunto é debatido pela Antropóloga e Coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP, Teresinha Bernardo, da PUC-SP, e pelo sociólogo Carlos Antônio Costa Ribeiro, do IUPERJ – Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro. Confira a programação completa:

Documentário
Família Alcântara
20/11, às 22 horas. Classificação Indicativa: Livre
Diálogos ImpertinentesNegritude
25/11, às 20 horas. Classificação Indicativa: Livre
Especial Santíssima Trindade do Samba
20/11, às 15h21/11, às 22h Classificação Indicativa: Livre
Museus BrasileirosMuseu Afro-brasileiro (Bahia)
Dia 21/11, às 21h30 Classificação Indicativa: Livre
O Mundo da Arte
Museu Afro Brasil - Ritos da Ancestralidade
19/11, às 20h30 Classificação Indicativa: Livre
Museu Afro Brasil- A Herança Africana
Dia 20/11, às 20h30 Classificação Indicativa: Livre
O Teatro Olodum
Dia 21/11, às 20h30 Classificação Indicativa: Livre
Mestre Didi: arte ritual
Dia 22/11, às 20h30 Classificação Indicativa: Livre
Ritmos do Recôncavo
Dia 23/11, às 20h30 Classificação Indicativa: Livre
Documentário
Reis Negros
Dia 17/11, às 21h Classificação Indicativa: Livre
Balé de Pé do Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista
Dia 19/11, às 22h Classificação Indicativa: Livre
Iyalode: damas da sociedade
Dia 21/11, às 22h Classificação Indicativa: Livre
Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia
Dia 22/11, às 22h Classificação Indicativa: Livre
Uma Princesa Negra na Terra do Marabaixo
Dia 23/11, às 22h Classificação Indicativa: Livre
Sotigui Koyaté: um griot no Brasil
Dia 24/11, às 21h
Dia 26/11, às 13h Classificação Indicativa: Livre