quarta-feira, 30 de junho de 2010

VÍDEO "FRAGMENTOS" DO UNAIDSBr

Montagem bem legal com vários depoimentos com os tipos mais comuns de preconceitos e discriminações na sociedade.

CENTRO KNIGHT OFERECE "WEBINAR" SOBRE COBERTURA ELEITORAL NO BRASIL

Retirado do site Jornalismo nas Americas.

Blog de Notícias

Com as eleições de outubro se aproximando no Brasil, o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas fará na terça-feira, 13 de julho, seu primeiro webinar (seminário ao vivo na internet): “Técnicas de cobertura eleitoral: como entender e analisar pesquisas eleitorais”.

O webinar, que será gratuito, terá duração de duas horas, das 10h às 12h (horário de Brasília), e será conduzido pelo jornalista José Roberto de Toledo, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e autor de um blog sobre cobertura eleitoral no site do jornal O Estado de S. Paulo.

Toledo irá ensinar os jornalistas a ler e interpretar as estatísticas eleitorais, identificando tendências de subida ou queda das candidaturas. Os tópicos de discussão incluem como são elaboradas as pesquisas, por que elas funcionam mesmo com amostras relativamente pequenas, quais os problemas mais comuns em sua interpretação, margens de erro e de segurança, como analisar tabelas e gráficos, entre outros temas. Também haverá discussões e atividades interativas com os participantes.

O webinar terá um número limitado de vagas, destinadas especificamente a jornalistas brasileiros que trabalhem em tempo integral para veículos impressos, eletrônicos ou online, e que tenham sido escalados para cobrir as eleições. Terão prioridade os candidatos que demonstrarem interesse em usar técnicas de jornalismo investigativo na cobertura eleitoral.

Faça aqui sua inscrição até o dia 4 de julho, às 19h (horário de Brasília).
Publicado por Knight Center at 06/28/2010

DEBATE - TORTURA ONTEM E HOJE: ATUALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA

Recebido por email.

BOLSAS PARA TCC

Retirado do site do Observatório da Imprensa.

ANDI & ALANA
em 25/5/2010

Um dos períodos de maior desafio para os estudantes de graduação é aquele em que devem construir seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). As monografias finais constituem-se em um importante elemento na formação profissional e intelectual.

Entendendo a relevância dessa etapa, a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), por meio do Programa InFormação, e o Instituto Alana, através do Projeto Criança e Consumo, oferecem bolsas a alunos que pretendam elaborar seus TCC focados na relação entre Criança, Consumo e Mídia. Realizado desde 2007, o programa de bolsas seleciona trabalhos relacionados à Comunicação e à agenda social brasileira.

As bolsas
Serão concedidas 07 (sete) bolsas de R$ 350,00/mensais (trezentos e cinquenta reais por mês), durante 6 (seis) meses, para os(as) estudantes universitários(as) que se comprometerem a realizar seus TCC com foco na:

i. Interface geral entre "Criança, Consumo e Mídia" (3 bolsas);
ii. Temática especial "A relação entre a publicidade e a expansão do consumo das classes C e D no Brasil" (2 bolsas);
iii. Temática especial "Desafios para a autorregulamentação da publicidade" (2 bolsas).

Quem pode participar
Podem concorrer às bolsas estudantes de graduação de quaisquer Instituições de Ensino Superior brasileiras [as inscrições são abertas para vários cursos além de Comunicação, como Direito, Pedagogia, Ciências Sociais e Psicologia].

Projetos
Para concorrer a uma das bolsas ofertadas, o candidato deve preparar, com o auxílio de um professor orientador, um projeto de TCC de acordo com os parâmetros definidos no Edital (acesse o Edital aqui). Serão escolhidos trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31/01/2011.

Inscrições
As inscrições para o Programa de Bolsas para TCC ocorrerão de 20/05 a 20/07 de 2010. É necessário realizar uma pré-inscrição online, no sítio do Programa InFormação (www.informacao.andi.org.br). Posteriormente, deve-se enviar à Coordenação de Relações Acadêmicas da Andi, até o dia 25/07 de 2010 (valendo a data de postagem), o projeto conforme as regras definidas no Edital do concurso.]

Resultados
Os contemplados serão conhecidos até o dia 16/08 de 2010, podendo ser antecipado o resultado;

Divulgação
Nesta edição do programa, os(as) bolsistas e orientadores(as) também irão produzir artigos acadêmicos que permitirão divulgação mais ampla dos conhecimentos produzidos. Os textos serão disponibilizados para download e poderão integrar coletâneas como "Infância e consumo: estudos no campo da comunicação" (baixe aqui).

Conheça o edital
Acesse o Edital de Premiação completo na página eletrônica do Programa InFormação, na seção "Bolsas para Trabalhos de Conclusão de Curso", ou clique aqui.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ELES AINDA SÃO MINORIA

Retirado do site Último Segundo.

Na escola, na universidade ou nos cargos disputados do mercado de trabalho, os negros aparecem pouco nas estatísticas

Priscilla Borges, iG Brasília | 23/05/2010

João Batista de Sousa, 57 anos, é quase uma exceção. Ao longo da vida, atingiu lugares inimagináveis pela sua família e pela sociedade ond vivia. Negro, pobre, filho de uma dona de casa e um agricultor, decidiu estudar e mudar a trajetória a que muitos à sua volta o condenavam: seguir os passos do pai.
O mineiro da cidade de Uberaba se tornou um cirurgião especialista em coloproctologia (câncer intestinal), e, hoje, acumula ainda as funções de professor e vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB). Sempre bem-humorado, João Batista diz que costuma “não dar ouvidos ao preconceito”, que, segundo ele, o "acompanhou sempre".
Os pais de João não estudaram. O pai frequentou uma escola durante 60 dias apenas. A mãe só foi alfabetizada depois dos 40 anos. Apesar isso, eles incentivaram os filhos a seguir caminhos diferentes. Eles entraram no colégio aos 7 anos. Quem fazia corpo mole
ganhava um castigo inusitado: um choque de realidade.
Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews
João Batista de Sousa resolveu ser médico depois de um acidente
Para assustar os que não queriam saber de livros, o pai de João os colocava para trabalhar pesado na fazenda, ao lado dos peões. Assim, achava que faria os filhos entenderem que era preciso buscar um futuro melhor. A tática não funcionou com todos. Mas com o vice-reitor da UnB deu certo.

Sempre com boas notas, João teve momentos de dúvida. Chegou a largar a escola por alguns anos. Um acidente de cavalo, no qual quebrou o tornozelo, fez com que mudasse de ideia e começasse a sonhar com o curso mais disputado e cobiçado da cidade. Os cuidados dos médicos o encantaram. Na vizinhança, riam da vontade do menino.
Era impensável que um jovem negro e de família de baixa renda pensasse em dividir um espaço tão privilegiado e tão elitizado quanto um curso de medicina. O ensino superior como um todo ainda é um desafio para a população negra.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008 mostram que, na faixa etária considerada ideal para cursar o ensino superior (entre 18 e 24 anos), 20,5% dos brancos concluíram a graduação, enquanto apenas 7,7% dos negros chegaram lá. Quando se analisa toda a população com mais de 25 anos que conseguiu um diploma de ensino superior, a situação se repete: 14,7% de brancos contra 4,7% de negros alcançaram o feito.
Quando entrou na faculdade, a Federal do Triângulo Mineiro, era possível contar nos dedos quantos negros haviam conseguido o mesmo feito. Eram cinco na época, diz João. Dentro da instituição, situações de preconceito aconteciam constantemente.

MITOS E PRECONCEITOS

Retirado do do site Ultimo Segundo.

Lia Maria dos Santos é economista e artista plástica. Atualmente, está desempregada mas diz que participa de várias entrevistas

Priscilla Borges, iG Brasília  23/05/2010

Mudar a trajetória dos negros no mercado de trabalho levará ainda muito tempo. Os 122 que separam o País do tempo em que eles eram escravos ainda não foram suficientes para colocá-los próximos da população branca no mercado de trabalho. Os dados mais recentes que traçam esse cenário são de 2008. 
Naquele ano, diferentes pesquisas mostraram que o negro ainda ocupa menos cargos de chefia e mais vagas para trabalhos menos qualificados. De acordo com o Instituto Ethos e o Ibope, apenas 3,5% dos trabalhadores afrodescendentes eram chefes nas maiores empresas brasileiras.

O Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas, feito há dois anos, revelou que os brancos ocupavam 94% dos postos executivos. A pesquisa trouxe uma série histórica, já que também havia sido aplicada em 2003 e 2005, cujo resultado demonstra pouca evolução na participação dos negros nas vagas de chefia: de 1,8% na primeira edição para 3,5% em 2007.

Nas conclusões do estudo, os pesquisadores evidenciam um “desequilíbrio” entre a representatividade dos afrodescendentes na população (49,5%) e nos quadros de funcionários dessas grandes empresas (25,1%). “Há uma inequívoca sub-representação dos negros nas grandes empresas brasileiras. Como no caso das mulheres, observa-se um afunilamento hierárquico: quanto mais alto o cargo, menor a participação de negros”, escrevem os autores na publicação.

Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews
Lia dos Santos, economista e artista plástica: "Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos."

Lia Maria dos Santos, 30 anos, enfrentou inúmeros preconceitos, mesmo sendo filha de funcionários públicos do Itamaraty. “Dá o estalo que o racismo existe quando se percebe a discriminação no jeito que te olham na loja ou no shopping sem motivo nenhum”, diz. Lia morou na África quando era criança. E em Cuba na adolescência.
Artista plástica formada pela UnB, Lia também estudou economia, está fazendo mestrado em políticas publicas na área de educação para mulheres negras, fala vários idiomas e já atuou como consultora. No momento, está desempregada. Já participou de diversas entrevistas de emprego desde que voltou de um programa da Organização das Nações Unidas em Genebra, Suíça.

“Cheguei ao Brasil e fui trabalhar em telemarketing ganhando R$ 1,5 mil. Fiquei uma semana e saí. Não dá”, lamenta. Lia dá palestras em escolas e organizações para tentar quebrar as barreiras do preconceito e mostrar que as diferenças existem. “Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos.”

A DINÂMICA DAS NOVAS MÍDIAS

Retirado do site Observatório da Imprensa.

REDES SOCIAIS
Por Luciano Martins Costa em 25/5/2010

Comentário para o programa radiofônico do OI, 25/5/2001
A Folha de S.Paulo reproduz resultado de estudo distribuído nesta semana pelo instituto Pew Research Center, dos Estados Unidos, no qual são analisados os conteúdos jornalísticos das chamadas redes sociais da internet. A constatação principal é de que ainda não há um padrão pelo qual se possa definir as escolhas de blogs e de mídias instantâneas como Twitter e Youtube.

Outra evidência revela que as notícias e sua hierarquia nas novas mídias mudam muito rapidamente, quase tão velozmente quanto a dinâmica de sua propagação, mas grande parte delas tem origem nas mídias tradicionais, como jornais e emissoras de televisão.


Essa dependência é maior nos blogs, que têm 99% de suas histórias copiadas de jornais ou da TV. No caso das mídias americanas, 80% vêm da BBC, CNN, The New York Times e The Washington Post. No Twitter, metade do conteúdo considerado jornalístico vem das mídias tradicionais.

Apesar dessa relação complementar, que revela a maior capacidade de coleta e processamento de informações do sistema estabelecido, também fica claro que as novas mídias dão uma sobrevida maior ao noticiário de jornais e emissoras de TV, na medida em que, ao reproduzir seu conteúdo, acrescentam dados e contribuições de milhões de protagonistas, diversificando as possibilidades de interpretação dos mesmos fatos.

"UFMA PRECISA SE ENVOLVER COM O SISTEMA DE COTAS"

Retirado do site TVCanal13.

O professor Carlos Benedito, do Departamento de Antropologia e Sociologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) reconheceu que houve falhas na avaliação das matrículas dos candidatos aprovados pelo sistema de cotas do Enem, que protestaram contra a decisão "Nós reconhecemos as falhas e a comissão de maneira consensual resolveu reavaliar alguns casos.", explicou.



Carlos Benedito disse que é difícil identificar quem são os cotistas na instituição. Para o educador, a ideia de mestiçagem no Brasil gerou um certo oportunismo.

- Mestiço todo mundo é. Não existe raça pura. No Brasil a ideia de mestiçagem é um complicador, pois constrói a identidade de uma ideologia. Ela acoberta a discriminação e dificulta a identificação das pessoas - argumentou.

Carlos Benedito afirmou que o Enem possibilita um pensamento contrário ao edital de política educacional afirmativa. "O concurso faz com que o candidato fique rastreando vagas pela pontuação. Ele faz opção para Medicina e Economia. Vai para o curso Direito. Depois muda para Enfermagem se aproveitando do Sistema de Cotas. Enfim, isto acaba afetando as políticas de cotas para negros, pois não está avaliando a ancestralidade, mas sim um candidato aprovado naquela circunstância", justificou.

O professor revela que dados da Pró-Reitoria da Universidade Federal do Maranhão indicam que 1.200 estudantes entraram na instituição pelo sistema de cotas sem critérios. O professor contesta esse número e a maneira como eles estão na instituição. Também questiona as coordenações de cursos no que diz respeito a políticas de cotas.

- É difícil identificar quem são os cotistas, pois eles não se apresentam. As coordenações de cursos não têm acompanhamento e preocupação com as políticas de cotas da universidade - acrescentou.

Carlos Benedito elogiou a política do sistema de cotas nas universidades públicas federais da UNB, UFRJ e Universidade Federal da Bahia ,que busca, em seu processo de avaliação, identificar quem são os cotistas, o seu rendimento dentro da instituição e qual a constituição étnico-racial da universidade.

O professor Carlos Benedito definiu o sistema de cotas como uma política de acesso para assegurar a oportunidade de quem não tem. Disse ainda que o estudante está fazendo uma opção política em que deve se solidarizar com um processo de luta e conquista da criação do sistema de cotas.

Benedito exigiu o envolvimento da Universidade e quer que ela incorpore uma política de ação afirmativa para conscietizar os discentes da instuição.

28/06/2010

CONVOCATORIA - FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITORIOS QUILOMBOLAS

Recebido por email.

Date: Mon, 28 Junho
Companheiros, (as) do Movimento Negro e Social, bem como da Frente Nacional em Defesa  dos Territórios Quilombolas constituído no FSM em janeiro de 2010 em POA.

Presenciamos  o recrudescimento dos ataques aos avanços que temos conquistado na luta e na mobilização como a Política de Cotas em de mais de 50 Universidades Brasileiras bem como no mercado de trabalho, destacando que o DEM apresenta ADPF 186  no intuito de declarar inconstitucional o sistema de cotas raciais nas Universidades Publicas" as Políticas de Ações Afirmativas na área da Saúde aprovadas em diversos instâncias do MS, fruto de nossas discussões nos Conselhos  de Saúde , Conferências Nacionais  de Saúde e de Promoção da Igualdade Racial, os direitos Quilombolas retirados do Estatuto e na iminência do julgamento da ADI-3239 do DEM, contra o Decreto 4887/2003 no STF.

Ao mesmo tempo, as respostas  a esses ataques tem sido no mínimo tímidos, para não dizer inertes e ineficientes considerando os interesses em jogo, sobretudo do ponto de vista de setores do governo, haja vista a posição da SEPPIR sobre o Estatuto da Igualdade Racial.

O Brasil presenciou uma das manobras mais cruéis em nome do processo eleitoral, onde quem pagou uma conta surreal foi o Povo Negro. Pagará com suas lutas e conquistas derrubadas ao final do segundo mandato de LULA pela direita ruralista neste país.

Cabe ao Movimento Social Negro recrudescer também,  através da  mobilização social e  demonstrar ao governo que temos posição política e que este acordo não deve  ser  assinado pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Existe uma mobilização de quase duzentas organizações negras encabeçadas pelo MNU, CEN, Circulo Palmarino, Forum Nacional de Juventude Negra e CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Quilombolas  e populares como o MST, MNLM, UMP, Tribunal Popular, CONAM, e muitas organizações quilombolas, de matriz africana, juventude, de mulheres negras,  e sindicais  assinando este documento e pedindo o VETO do Presidente LULA, o recuo deste governo neste acordo deverá existir em nome da historia de luta e memória dos Ancestrais  e dos Direitos Étnicos constituídos nos Acordos Internacionais de Combate ao Racismo e todas Formas de Discriminação , Xenofobia e Intolerâncias Correlatas , assinados pelo Governo Lula.

Este acordo sancionado significa a repetição do Acordo oferecido pelo Estado Brasileiro a Ganga Zumba na História de Palmares, que propunha a Trégua e a PAZ em nome da destruição do Quilombo de Palmares. ZUMBI RESISTIU!

Avaliamos  que foram realizadas políticas importantes de emancipação e justiça social, como o Programa Luz para Todos e sua chegada nas Comunidades Quilombolas.

Programas Habitacionais que estão chegando no campo e na cidade  e sobretudo na cidade atendendo a População Negra , Programa de Bolsas nas Universidades , a lei 10639 ( mesmo com problemas para implementação  desta lei), enfim uma infinidade de políticas públicas que de uma forma ou de outra estão na vida .

Porém , o Estatuto da Igualdade Racial e o DECRETO 4887 que regulariza os Territórios Quilombolas , não vamos admitir que modifiquem  , que negociem , que retrocedam e sobretudo por uma imposição dos ESCRAVOCRATAS deste país.

Estamos perguntando ao Governo  LULA.. é possível comparar o Estatuto À LEI Áurea , como o Ministro da SEPPIR que fazer o povo acreditar??
Só se os interesses econômicos que a Inglaterra tinha na época de acumulação de riquezas às custas do trabalho escravo que já não servia mais  e por isso resolve impetrar um processo de Genocídio Negro ( nos jogando a nossa própria sorte) com o nome de Lei Áurea e assinado pela Princesa Isabel forem os mesmos defendidos pelo DEM e acordados pelo PT e o Governo Lula em nome do Que?? do Agronegócio?? ? Agora perguntamos quem será A NOVA PRINCESA ISABEL???

A CUT, a maior Central deste pais que questiona as ações do Governo com relação aos direitos quilombolas no Conselho Interamericano, defendendo a Convenção 169 na OIT , na gestão do Secretário de Relações Internacionais João Felício em 2008 , nesta nova direção muda de posição???

Que documento é esse da CUT Nacional que apoia o sancionamento desta PANACÉIA? Mesmo com posição de apoio ao Governo, a CUT sabe o que está fazendo?? Sabe se está apoiando de fato ou ajudando este Governo entrar para a Lei 10639, como o Governo que entrega os principais marcos da Luta Negra Contemporânea  no Brasil, ESTATUTO E DECRETO 4887  a UDR  - União DEMocrática Ruralista.

Conforme a fala de Spis representando a CUT, na Assembléia Nacional Popular  da CMS que reuniu no dia 31 de maio deste ano 20 estados e as Principais Organizações do Movimento Social com 2000 lideranças: “ queremos consolidar as mudanças dos últimos anos, ampliar as conquistas, avançar nas mudanças que ainda faltam e impedir qualquer retrocesso", perguntamos a CUT, esta fala referenda a luta negra também ?
CONVOCAMOS

A ASSEMBLÉIA NEGRA E POPULAR E DA FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS

Não existe espaço para acreditarmos que poderemos ter o Veto de LULA no Projeto  do Estatuto e  uma Vitória no STF CONTRA ADI 3239, simplesmente, com documentos  na medida em que se não houver mobilização estaremos caminhando para a derrota.
Assim convocamos a todos que assinaram a MOBILIZAÇÂO PELA RETIRADA DE PAUTA DO ESTATUTO NO SENADO FEDERAL A CONTINUARMOS A LUTA RUMO A BRASILIA NO DIA 30 DE JUNHO, PARA 

MOBILIZAÇÃO PELO VETO DE LULA AO ESTATUTO APROVADO NO SENADO
PELO   INDEFERIMENTO DA ADI 3239 DO DEM
CONTRA O DECRETO 4887 DO STF

LOCAL– AUDITÓRIO NEREU RAMOS /ANEXO II CAMARA DOS DEPUTADOS
14 HORAS –  CONCENTRAÇÃO  10 HORAS  EM FRENTE AO STF

Chamam esta Mobilização CONAQ, MNU, CEN (Coletivo Nacional de Entidades Negras) e FOJUNE (Fórum Nacional de Juventude Negra)  

ORGANIZAÇÕES CONVOCADAS PARA ASSEMBLÉIA E MULTIPLICADORAS DESTA MOBILIZAÇÃO (TODAS QUE ASSINARAM O DOCUMENTO PELA RETIRADA DE PAUTA DO ESTATUTO DO SENADO E  TODAS QUE TEM ACORDO COM A  MOBILIZAÇÃO CONTRA A ADI 3239 DO DEM E PELO VETO DO PRESIDENTE  LULA AO ESTATUTO APROVADO PELO SENADO) 

III SEMINÁRIO DE RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANA DE SÃO GONÇALO

Recebido por email.
Tema: “Onde está a liberdade que ninguém viu?”

Data: 16 de julho de 2010 – 14:00 hs

Convidamos a todos (as) a participarem, no Auditório da Regional do Sindsprev em São Gonçalo , Rua Feliciano Sodré nº 154 fundos, do III Seminário de Religiões de Matrizes Africana de São Gonçalo, com o tema “Onde está a liberdade que ninguém viu?”, nos aspectos de religiosidade, gênero, raça e política, para o fortalecimento da identidade e preservação das religiões de matriz africana.

14 h – Mesa de Abertura – Ilê Ase Nila Ode (Alto de Oxossi) - CEN - Sindsprev/RJ
14:20 hs – Sacerdotes Presentes dos diversos segmentos - Louvação a Orixás, Voduns e Inkinces.
14:30/15:10 hs – I Mesa – Fim da escravidão: 122 anos depois, o que mudou?

Palestrante: Prof. Genilda Maria da Penha – Assistente Social e Pós-graduação na ESG – Defesa do Hemisfério Sul

15:10/15:20 hs – Perguntas da plenária
15:20/15:40 hs – Atividade Cultural – Capoeira – Mestre Machado(Liga Gonçalense de Capoeira)

15:40/16:10 hs – – LANÇAMENTO OFICIAL DA CAMPANHA: QUEM É DE AXÉ, DIZ QUE É!

16:10 /16:20hs Atividade cultural(Jongo/ CEABIR)
16:20/16:50 hs - II Mesa – As religiões de matriz africana e a tolerância religiosa
Palestrante: Jean Wyllys – Jornalista e Escritor

16:50/17:00 – Perguntas da plenária
17:00/17:30 – Ill Mesa – As mulheres no mercado de trabalho
Palestrante: Janira Rocha – Sindicalista

17:30/17:40hs-– Perguntas da plenária
17:40/18:10 IV Mesa – Legalização de Terreiros
Palestrante: Adriana Martins – Yawo do Ase Bangbose

18:10/18:20hs–– Perguntas da Plenária
19hs hs – Encerramento – CONFRATERNIZAÇAO – COOFFE BREAK

Organização:
Secretaria de Gênero, Raça e Etnia da Regional do Sindsprev em São Gonçalo / Jornal Vozes do Axé/Ilê Asé Nila Ode (Alto de Oxossi) / Cen

Inscrições: Sindsprev RJ – Regional São Gonçalo – Av. Feliciano Sodré, 154 – Fundos – Centro – São Gonçalo/RJ – Tel.: (021) 2604-3434 (021) 2604-3434 (Antigo Ministério do Trabalho – A/L: Banco Itaú)
Email: vozesdoaxe@gmail.com

FESTA DA BOA MORTE É OFICIALIZADA COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DA BAHIA

Retirado do blog Omi-Dùdú.

A Festa acontece desde o século XIX e é considerada uma das maiores manifestações culturais da Bahia

A Festa da Boa Morte foi oficializada como Patrimônio Imaterial da Bahia na tarde desta sexta-feira, 25. O decreto foi assinado pelo governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), durante uma sessão especial na Câmara de Vereadores da cidade de Cachoeira. A cerimônia fez parte das comemorações pela transferência do Governo do Estado para a cidade de Cachoeira, que acontece há três anos, sendo esta a primeira vez em ano eleitoral.
A festa da Boa Morte, que acontece desde 1820 no mês de agosto, mistura elementos do catolicismo e do candomblé e é considerada uma das mais importantes manifestações culturais da Bahia. A história da festa nasceu quando mulheres negras e ex-escravas se uniam para ajudar escravos a conseguir a liberdade, se reunindo em torno da fé em Nossa Senhora e criando uma confraria católica chamada Irmandade da Boa Morte.

A Festa foi incluída no Livro de Registro Especial de Eventos e Celebrações. O reconhecimento é uma salvaguarda à manifestação cultural afrocatólica, que passa a ter a proteção e o incentivo do Estado e da sociedade civil organizada.

"VENCEMOS A BATALHA, NÃO A GUERRA", DIZ ADOVOGADO SOBRE ESTATUTO RACIAL

Retirado do site da Bandeirantes.
Sábado, 26 de junho de 2010

Marcha da Consciência Negra, em novembro de 2009, no Largo do Paissandu, em São Paulo Foto: Anderson Barbosa/AE Marcha da Consciência Negra, em novembro de 2009, no Largo do Paissandu, em São Paulo

Vanessa Teodoro  brasil@eband.com.br

O Estatuto de Igualdade Racial, aprovado no Senado no último dia 16, foi um grande passo na luta contra o preconceito, mas as mudanças no texto geraram polêmica e ofuscaram a importância da proposta.

O texto final excluiu a regulamentação de cotas raciais nas universidades, em partidos políticos, na TV e no cinema. Também foi eliminada a questão sobre  incentivo fiscal para empresas que contratassem negros.

“Vencemos uma batalha, mas não a guerra. O estatuto não contém as questões de cunho para afastamento de forma concreta do preconceito racial no âmbito das políticas públicas, segundo o advogado Marco Antônio Zito Alvarenga, ex-presidente da Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios da OAB-SP (Ordem dos Advogados dos Brasil de São Paulo).

Alguns movimentos negros queriam o estatuto mais direto, voltado para questões pontuais, como cotas, de acordo com o advogado.

Importância

Apesar da retirada de pontos polêmicos, a matéria é relevante por dar visibilidade à existência do preconceito racial que o país tem vergonha em reconhecer, pondera Alvarenga.

O projeto também aborda fatores importantes, como o ensino da história da África e da população negra do Brasil, a regulamentação da capoeira como esporte a ser ensinado em escolas públicas e o reconhecimento ao livre exercício de cultos religiosos.

A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tramitou por sete anos no Congresso. A matéria segue agora para sanção presidencial e entrará em vigor 90 dias após ser publicado no “Diário Oficial da União”.

ÍNDIO TERENA É APROVADO POR BANCA EXAMINADORA DA PUC/SP

Retirado do site do MSNoticias.

Algumas políticas de Ação Afirmativa no Brasil têm proporcionado oportunidade as pessoas em seguimentos sociais menos favorecida que sofrem discriminações históricas, econômicas, em especial para ingressar e permanecer no sistema educacional brasileiro como, na pós-graduação.

Em 2001 aconteceu uma das primeiras políticas de Ação Afirmativa no Brasil por meio da Fundação Ford, com o Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação, destinado às populações negras e indígenas, nascidas nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, provenientes de famílias que tiveram poucas oportunidades econômicas e educacionais em suas histórias de vida.

Neste Programa de Ação Afirmativa muitos Terena do município de Aquidauana se inscreveram e encaminharam os seus Projetos de Pesquisa a Fundação Carlos Chagas, representante da Fundação Ford no Brasil, para serem analisados, com intuito de serem selecionados para obtenção de bolsas no curso de pós-graduação, mas poucos alcançaram êxito em virtude da alta concorrência entre negros e índios de diversas regiões do país.

Em 2006, a Universidade Católica Dom Bosco, abriu um curso preparatório para ingresso dos indígenas no curso de mestrado e doutorado, com objetivo de concorrer bolsas de estudo enviando Projetos de Pesquisa a Fundação para serem selecionadas.

Um dos 75 semifinalistas, em 2006, foi o professor Terena Paulo Baltazar, natural de Miranda, mas “aquidauanense de coração”, como ele mesmo afirma. Baltazar concorreu com mais de 1500 pessoas entre índios e negros, sendo convidado à capital paulista para ser submetido em outras avaliações, como, prova de proficiência em inglês e espanhol, redação, avaliação de projetos, entrevistas entre outras.

O projeto apresentado pelo professor foi selecionado pela Fundação Ford e versava sobre “O Processo Decisório dos Terena”. Assim, em novembro de 2007, concorreu e foi aprovado na seleção de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com bolsa da Ação Afirmativa da Fundação Ford, tornando-se mestrando bolsista internacional da Fundação Ford.

Após dois anos e meio de estudos e dedicação exclusiva, em maio deste ano defendeu com louvor sua Dissertação. No 31 de maio de 2010 transformou-se em data marcante para o povo Terena, em particular para o professor Paulo Baltazar, quando foi submetido à Banca Examinadora para a Defesa Pública de Mestrado, na PUC de São Paulo.

Ao concluir a defesa, o professor Paulo Baltazar recebeu a nota máxima da Banca Avaliadora, tornando-se o primeiro Terena mestre em Ciências Sociais na área de Antropologia.

O professor pertence ao quadro efetivo da rede municipal de educação do município de Aquidauana, lotado na Escola Municipal Indígena General Rondon na Aldeia Bananal e professor na Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel na Aldeia Lagoinha, ambas no Distrito de Taunay, município de Aquidauana.

15/06/2010

AÇÕES AFIRMATIVAS NOS EUA PODEM DURAR POR MAIS DE 25 ANOS, DIZ PROFESSORA AMERICANA

Retirado do site do Senado Federal.
COMISSÕES / Educação
22/06/2010
 
[Foto:]Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (22), a professora Patricia Somers, da Universidade de Austin, no Texas, afirmou que as políticas de ação afirmativa podem ser mantidas por mais 25 anos - atingindo um total de 65 anos - a fim de que seja garantida uma condição de eqüidade racial no acesso ao ensino superior dos EUA.
Durante a reunião, em que foi debatida a experiência norte-americana na implementação políticas afirmativas, Patrcia Somers informou que alguns estados americanos, como o Texas, têm adotado recentemente novas formas de seleção às universidades, denominadas "planos percentuais": dez por cento dos alunos das escolas públicas e privadas de nível médio, com preferência para os melhores, são automaticamente admitidos nas universidades.

Segundo a professora americana, foram três as principais razões que levaram à aplicação de políticas afirmativas em seu país: as de natureza compensatória, voltadas para corrigir problemas sociais originados no passado; as corretivas, diretamente ligadas a situações de discriminação; e as voltadas para a garantia da diversidade social na universidade.
Participou também da audiência pública a professora Miriam Aparecida Graciano de Souza Pan, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Na avaliação de Miriam Pan, as políticas de cotas brasileiras têm produzido um efeito benéfico para as universidades brasileiras, permitindo que tenham ganhos qualitativos no que se refere à qualidade do ensino oferecido.

Adiantando resultados de pesquisa científica que desenvolve nos EUA, para avaliar os impactos de decisão judicial EUA contra a política de cotas, Miriam Pan ressaltou a existência no país de outros tipos de ações afirmativas diferentes desses mecanismos de acesso.

- Então nós estamos aqui, no Brasil, muito ligados a idéia de cotas, mas ação afirmativa não é sinônimo de cotas. Nos EUA, se observa que as cotas sofreram uma transformação em função dos problemas legais que trouxeram. Dos casos que são publicados em toda a literatura, realmente se concluiu que, além de gerarem muita tensão, as cotas estavam beneficiando uns em detrimento de outros. Então mudaram as estratégias e passaram a trabalhar com planos percentuais - disse.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

DELTA DO NÍGER: OS VAZAMENTOS DE PETRÓLEO QUE NÃO APARECEM NA TELEVISÃO

Retirado do site Casa das Áfricas.

22.06.2010 Público
Manuel Ansde  www.rebelion.org/noticia.php?id=108331

O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou a clamar que daria un pontapé na bunda dos diretores da BP, a companhia petrolífera responsável pela plataforma que estourou dia 20 de abril causando um vazamento de mais de 400 milhões de litros de petróleo bruto até à data. Seus ataques contra a multinacional de origem britânica fizeram a empresa se desequilibrar e perder metade de seu valor de mercado. Durante dois meses, só houve um derrame. Nem uma palavra sobre o que está acontecendo a milhares de quilômetros, no Delta do Níger. Obama pode ser justificado pelo fato de ter de se preocupar com o que acontece no seu país, mas 40% das importações de petróleo dos EUA são provenientes do delta do Níger. E a maré negra do Golfo do México encobriu a negligência das petroleiras nesse canto esquecido do mundo.

Na terça-feira, o ministro do Meio Ambiente da Nigéria, John Odey, expressou "preocupação" com o número excessivo de vazamentos da empresa norte-americana Exxon Mobil no Delta do Níger. Nos últimos quatro anos, 2.400 derramamentos têm tingido de preto a região, a maioria causada por sabotagens, de acordo com a Agência Nacional para a Detecção e Resposta a Derramamentos de Petróleo. Uma maré negra como a que inunda hoje os telejornais de todo o mundo não seria notícia na Nigéria. Em suas costas, de acordo com algumas estimativas, foram despejadas cerca de 40.000 toneladas de óleo a cada ano no último meio século. É como se um petroleiro como o Exxon Valdez naufragasse a cada ano no Delta do Níger.

domingo, 27 de junho de 2010

EUA CRITICAM BRASIL EM RELATÓRIO SOBRE TRÁFICO DE PESSOAS

Retirado do site Repórter Brasil.

21/06/2010
O governo norte-americano recomendou ao Brasil aumentar os esforços para identificar e punir casos de tráfico de pessoas, incluindo funcionários públicos cúmplices nos crimes. Esta é a primeira vez que os EUA se avaliam nesse relatório anual

Por Bianca Pyl*

Pela primeira vez em dez anos, os Estados Unidos avaliaram suas próprias ações para contribuir com o combate ao sobre tráfico de pessoas em seu território no relatório anual Trafficking in Persons (TIP) Report. No documento, o Brasil foi mantido pelo Departamento de Estado norte-americano em uma categoria intermediária (Tier 2), formada pelo grupo de países que "não cumprem totalmente os requisitos mínimos para a eliminação do tráfico, mas estão empreendendo esforços significativos para tanto".

Na mesma categoria ficou a maioria dos países sul-americanos e muitos dos europeus: Portugal e Suíça (destinos para escravos sexuais provenientes de vários países, inclusive do Brasil) e boa parte do Leste Europeu (região onde o tráfico sexual recruta um grande número de vítimas).

Os Estados Unidos se colocaram na companhia da maioria da Europa Ocidental no grupo das nações que reconhecem o problema e têm tomado medidas que cumprem com os padrões internacionais considerados necessários para erradicar o tráfico de pessoas. No ano passado, 23 países melhoraram sua classificação em relação à classificação do ano anterior, enquanto 19 países pioraram.

Na parte que trata do Brasil, o TIP avaliou que o país ainda não põe em prática as medidas necessárias para a erradicação do tráfico de pessoas, sendo a impunidade um dos principais problemas. De acordo com o documento, o Brasil é fonte de homens, mulheres, meninos e meninas vítimas de tráfico de seres humanos para exploração sexual forçada, dentro e fora do país, e fonte de homens para trabalho forçado em território nacional.

Segundo o texto, o Estado de Goiás é origem de muitas vítimas traficadas para o exterior, sobretudo para União Européia e Estados Unidos. Oficinas de costura na capital paulista são citadas, também, por receberem imigrantes ilegais da Bolívia, Paraguai e China - parte deles vítima de trabalho escravo.

Mesmo reconhecendo que o Brasil tem avançado, principalmente na legislação contra o tráfico de pessoas, o estudo destaca que as condenações contra acusados de tráfico sexual no Brasil caíram de 22 no ano retrasado (2008) para apenas cinco no ano passado.

A iniciativa brasileira de divulgar os nomes dos empregadores e empresas flagrados utilizando mão-de-obra escravo, a chamada "lista suja", foi elogiada pelo governo americano. O Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que recebe denúncias de exploração sexual e maus-tratos contra crianças e adolescentes, também foi lembrada. De acordo com o relatório, o serviço recebeu mais de 12 mil denúncias de exploração infantil, entre elas 200 delas de tráfico de menores.

"Mais de 25 mil brasileiros adultos estão sujeitos ao trabalho escravo dentro do país, principalmente em fazendas de gado, madeira e mineração, cana-de-açúcar e grandes propriedades produtores de milho, algodão, soja e carvão vegetal", afirmou o documento. Um trecho do estudo destacou que "crianças foram identificadas como trabalhadores escravos na pecuária, mineração e na produção de carvão”. O governo brasileiro e a sociedade civil não trabalham mais com uma estimativa de pessoas em situação de trabalho escravo devido à dificuldade de mensurar o crime. O número mais utilizado é o de libertados dessa condição: mais de 37 mil pessoas desde 1995, quando foi criado o sistema público de combate à escravidão contemporânea para fins de exploração econômica no país.

Os Estados Unidos recomendaram ao Brasil aumentar os esforços para identificar e punir casos de tráfico de pessoas, incluindo funcionários públicos cúmplices nos crimes, ampliar a colaboração entre órgãos governamentais, empresas e entidades não-governamentais, e direcionar recursos para financiar a assistência e a proteção às vítimas.

Prêmio
O coordenador da Campanha de Combate ao Trabalho Escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), frei Xavier Plassat, foi um dos nove selecionados pelo governo dos Estados Unidos para ser homenageado pela sua atuação no combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. A premiação ocorreu aconteceu dia 14 de junho durante o lançamento do relatório, em Washington, com a participação da secretária de Estado, Hillary Clinton. A homenagem acontece anualmente e é organizada pelo Departamento de Estado, que escolhe indivíduos ao redor do mundo que se dedicam à luta contra o tráfico de seres humanos.

Além de Xavier Plassat, foram escolhidos, também, Aminetou Mint Moctar, da Mauritânia, Natalia Abdullayeva, do Uzbequistão, Linda Al-Kalash, da Jordânia, Ganbayasgakh Geleg, da Mongólia, Christine Sabiyumva, de Burundi, Sattaru Umapathi, da Índia, Irén Adamné Dunai, da Hungria, e Laura Germino, dos Estados Unidos. Os escolhidos geralmente são militantes de ONGs e movimentos sociais, legisladores, policiais e cidadãos empenhados em acabar com a escravidão contemporânea.

*Colaborou Jonathan Perry

HOMENS E BRANCOS CONSOMEM MAIS QUE MULHERES E NEGROS

Retirado do site do Economia UOL.
23/06/2010
Da Redação, em São Paulo

Os homens têm mais poder de gasto do que as mulheres, e os brancos consomem mais que os negros. A diferença de gênero e raça, já determinada por estudos e pela prática, também foi quantificada pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A despesa de famílias com brancos fica 28% acima da média nacional, e 89% acima das despesas das famílias com negros, e 79% acima das famílias com pardos.

Em relação à POF anterior, de 2002/03, as diferenças percentuais entre famílias com brancos branca e negros cresceram (de 82% para 89%). Já a diferença entre famílias com pessoa de referência branca e parda teve redução (de 84% para 79%).

As famílias brasileiras com homens como responsáveis pelos principais gastos têm despesa média mensal (R$ 2.800,16) em torno de 7% acima da média nacional (R$ 2.626,31).
As famílias que têm mulheres nesse papel possuem despesas médias (R$ 2.237,14) 15% menores.

LEIA MAIS SOBRE A PESQUISA E O CONSUMO DO BRASILEIRO

sábado, 26 de junho de 2010

O MUNDO É DOS BRANCOS, NOS SOMOS OS PENETRAS

Retirado do site Observatório da Imprensa.


AÇÕES AFIRMATIVAS
Por Antonio Pompêo em 22/6/2010

Na peça teatral Esse Perverso Sonho da Igualdade, de Joel Rufino dos Santos – que fala da revolta dos alfaiates ocorrida na Bahia do século 17 –, um dos revoltosos entra em desespero e grita: "O mundo é dos brancos, nós somos os penetras." É assim que, às vezes, os não brancos da nossa sociedade se sentem: excluídos na invisibilidade. Ao andarmos, por exemplo, pelo Congresso Nacional, símbolo da nossa democracia, constatamos nossa invisibilidade. E aí, perguntamos: por que isso acontece?

Existe uma sutileza nesse olhar que só sente quem está do lado de cá. Da mesma maneira, sentimos a intenção de apagar o passado escravocrata deste país. Não dá. São apenas 122 anos. As marcas estão aí para quem quiser ver. Milhares de negros não conseguiram atravessar o Atlântico, ficaram no meio do mar, almas perdidas e esquecidas e que clamam por um reconhecimento histórico. Impossível dizer que a escravidão não aconteceu no nosso país, que foi o sustentáculo da fortuna de várias famílias.

Todos os povos escravizados, ou que sofreram um grande atentado em sua escola evolutiva, fazem questão de manter o fato aceso para que ninguém esqueça. Os judeus, com o seu Holocausto, são exemplo vivo disso, com seu museu para relembrar o passado de dor. Todos os anos esse fato é rememorado, vários documentários e filmes são feitos. É a história. E eles contam a sua história, fato que, no nosso caso, não temos a oportunidade de fazer: sermos sujeitos da nossa própria história. Infelizmente, nós, negros, não contamos a nossa história. Ela é contada pelos não negros, que escrevem teses, publicam livros, se tornam doutores na questão racial. Mas é a outra versão da história, e não a nossa.

Durante muitos anos vivemos sobre o véu da democracia racial. Foram anos de luta até admitirmos a desigualdade e o racismo. Graças à atuação de uma geração do movimento negro brasileiro, conseguimos colocar a questão racial em pauta. No entanto, a resistência em discutirmos o assunto ocasionou um hiato muito grande no atendimento de nossas reivindicações.

O racismo é uma serpente de muitas cabeças. Damos um golpe no seu corpo e ela se multiplica. É preciso estar atento e forte como diz a canção. O racismo é uma pena de ave para os brancos e uma pata de elefante para os negros. Não existe nada, como alguns querem nos fazer acreditar. Levou muitos anos para que o Brasil admitisse ser um país onde existe o racismo. Agora querem negar que existe raça. Somos todos morenos, mestiços, miscigenados. Ouvimos a todos os momentos as pessoas dizerem: sou descendente de italiano, espanhol, alemão, japonês etc., etc. Bem, então somos mestiços só na primeira página dá estórias. Na página seguinte, tudo muda. Claro que temos que admitir a miscigenação no Brasil e consequentemente uma mistura de raças. O branco, o negro e os indígenas. Bem, uma mistura de raças.

Então se admitimos que há uma mistura de raças e que existe racismo, como não existe raça?

PARCERIA PREVÊ ESTUDOS ENTRE BRASIL E ANGOLA

Retirado do site do IPEA.

(24/06/2010)

Ipea e governo de Angola farão estudos sobre impactos da reconstrução angolana e modelo macroeconômico
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério da Coordenação Econômica de Angola firmaram, nesta quarta-feira, 23, uma parceria que vai permitir o intercâmbio técnico entre os dois países.

O Protocolo de Cooperação Técnica foi assinado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e pelo diretor do Gabinete de Acompanhamento da Gestão Macroeconômica de Angola, Carlos Panzo.

O protocolo prevê a realização de estudos e pesquisas, o intercâmbio de especialistas entre os dois países, a realização de eventos técnicos, a publicação de documentos e a troca de informações entre as duas instituições. O prazo do acordo é de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Entre os estudos previstos estão uma avaliação dos impactos do programa de reconstrução do país após a guerra civil. O conjunto de investimentos do programa é de US$ 40 bilhões. Também está prevista a elaboração de um modelo macroeconômico da contabilidade nacional do país, com o objetivo de discutir as políticas econômicas.

Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o Instituto tem acordos internacionais com outros países, mas nenhum desta magnitude. "O Brasil tem uma dívida com a África. Nossa instituição, assim como outras, pode contribuir, mas nós sabemos que podemos, também, aproveitar muito o saber de vocês", afirmou.

De acordo com Carlos Panzo, a parceria é muito importante para Angola. "Vocês fazem exatamente isso de que nós hoje precisamos. Somos um país jovem, independente há 35 anos, mas contamos como oito, porque no restante do tempo estivemos em guerra. Fizemos muito, mas ainda há muito a fazer. Essa parceria vai ser fundamental para nós, como já tem sido o Brasil".

LANÇAMENTO DOS NOVOS LIVROS DA COLEÇÃO RETRATOS DO BRASIL NEGRO

Recebido por email.
A Selo Negro Edições e a Livraria Martins Fontes (Av. Paulista-SP) promovem no dia 5 de julho (segunda-feira) , das 19h às 21h30, a noite de autógrafos das biografias de Lélia Gonzalez e Luiz Gama, ambas da coleção Retratos do Brasil Negro. Coordenada por Vera Lúcia Benedito, pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. A livraria fica na Av. Paulista, 509 – São Paulo, próximo à estação Brigadeiro do metrô.

Um dos maiores nomes do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do Movimento Negro Unificado, falecida em 1994, tornou-se referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. A biografia, escrita pelos pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios, revela a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra.

Considerado um dos maiores abolicionistas do Brasil, Luiz Gonzaga Pinto da Gama tornou-se o arauto da libertação dos negros e da luta contra a opressão. Advogado, jornalista, poeta, membro da maçonaria e fundador do Partido Republicano Paulista, Gama morreu em 1882 tendo libertado, nos tribunais, mais de 500 negros. Em sua biografia, o professor Luiz Carlos Santos mostra a trajetória de uma das personalidades mais importantes do século XIX no Brasil imperial e escravista, destacando sua atuação pioneira como abolicionista e intelectual.

Para saber mais sobre os livros, acesse: http://www.gruposummus.com.br/search.php?ditora=all&termo=Retratos+do+Brasil+negro&tipo=all&Submit22=ok

SELO NEGRO EDIÇÕES Atendimento ao consumidor: loja@gruposummus.com.br
Atendimento ao professor: professor@gruposummus.com.br
Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/gruposummus

GAME SOBRE REVOLTA DOS ALFAIATES ESTÁ DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD

Retirado do site da UNEB. Iniciativa muito interessante, vamos todos baixar e nos divertir?
16 jun 2010
Revolta dos Alfaiates
Carol Soledade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

Jogo é financiado pela Fapesb, pelo programa Pró-Forte UNEB e tem apoio do CNPq. Imagens: Divulgação

Simular o cenário da sociedade baiana no fim do século XVIII, durante a Revolta dos Alfaiates (ou Revolta dos Búzios), resgatando a história e criando um espaço virtual no qual estudantes e professores podem discutir conceitos e significados sobre esse importante momento histórico.

Esses são os objetivos do novo game pedagógico Búzios: Ecos da Liberdade, que já está disponível para download no site www.comunidadesvirtuais.pro.br/buzios. A iniciativa foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa Comunidades Virtuais de Aprendizagem, do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) da UNEB.

A professora da universidade Lynn Alves, coordenadora do grupo de pesquisa, explica que o jogo é em versão 2D, no estilo adventure, desenvolvido em um software específico para animação, chamado Flash.

Classes sociais menos favorecidas estão destacadas

 “O personagem principal, Francisco Vilar, que é ficcional, é um mulato brasileiro que vai estudar Direito em Portugal. Ao concluir seus estudos, retorna para sua cidade natal, Salvador. O enredo, aliado ao conteúdo histórico da Revolta dos Alfaiates, busca imergir o game na atmosfera soteropolitana dos anos de 1798 e 1799, abordando o contexto econômico, político e social da época e temas como a escravidão”, conta Lynn.

Além de acesso ao jogo, Lynn explica que os usuários também podem ter contato com todo o material produzido para o game, a exemplo de orientações pedagógicas, memorial técnico e artigos produzidos pelo grupo.

“A Revolta dos Alfaiates é considerada o levante do fim do período colonial mais incisivo na defesa dos ideais de liberdade e igualdade dos cidadãos, propagados pela Revolução Francesa. O mais importante é que diferentes camadas da sociedade participaram do movimento, principalmente representantes de classes mais pobres e afrodescendentes”, reforça Lynn.

A coordenadora explica ainda que o jogo cria situações que favorecem a reflexão, a problematização e o confronto com a realidade atual.


Game retrata personagens marcantes da época


“É importante ressaltar que Salvador foi a primeira capital do Brasil a adotar oficialmente o ensino da cultura negra. Todavia, continua ostentando uma realidade em que faltam respeito e valorização à etnia de sua população pobre”, observa a coordenadora.

O projeto do game - que retrata alguns personagens marcantes do acontecimento histórico, como Cipriano Barata, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luiz Gonzaga - é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e pelo programa Pró-Forte UNEB, além de contar com bolsas de iniciação científica oferecidas pelo CNPq.

Além de Búzios: Ecos da Liberdade, o grupo de pesquisa Comunidades Virtuais de Aprendizagem já desenvolveu outros games, a exemplo do Tríade, que trata sobre a Revolução Francesa, e Aventura no Polo, no qual os usuários aprendem sobre as matérias-primas produzidas por 15 empresas do Polo Industrial de Camaçari.

Informações: Comunidades Virtuais de Aprendizagem/Campus I – Tel.: (71) 3117-2458 (71) 3117-2458

sexta-feira, 25 de junho de 2010

DESENHO AIMADO DO PANTERA NEGRA ESTÁ NO ITUNES

Retirado do blog Fantastic Four Br.

O site Bleeding Cool divulgou o preview do desenho animado do Pantera Negra, que está disponível na loja online do iTunes, mas apenas para o Canadá e os Estados Unidos.
Pantera Negra (Black Panther) será exibido nos Estados Unidos no canal de TV BET.

As imagens capturadas do preview mostram cenas com o Pantera Negra, Fanático, Capitão América, Cavaleiro Negro, Ciclope e Tempestade. Tudo com um visual que lembra o traço de John Romita Jr. Também participarão os vilões Garra Sônica e Batroc.

O título do preview no iTunes é Black Panther: Who Is The Black Panther? e a música é o tema do Pantera Negra.

A voz do herói de Wakanda é de Djimon Hounsou.

Originalmente produzido para o canal de TV BET, o desenho animado do Pantera Negra fará sua estreia em 23 de junho em diversas plataformas digitais, entre elas iTunes, Xbox LIVE, Microsoft Zune e PlayStationNetwork.

O seriado terá 12 episódios e será lançado com o título Black Panther: Who Is The Black Panther?. Um preview do desenho foi divulgado no iTunes recentemente.

A Austrália foi o primeiro país a ver o material. O seriado estreou no canal ABC3, em 16 de janeiro de 2010.

Pantera Negra foi produzido por Reginald Hudlin, autor que também assina os roteiros das histórias do personagem na revista da Marvel Comics. O visual da série é fortemente inspirado no traço de John Romita Jr, desenhista responsável pela arte das primeiras edições.

O elenco vocal inclui Djimon Hounsou (Pantera Negra), Jill Scott (Tempestade), Kerry Washington (Princesa Shuri), Alfre Woodard (em dois papéis: Dondi Reese e rainha Mãe), Carl Lumbly (Tio S'Yan) e Stan Lee como um general.

A Shout! Factory lançará o desenho em DVD, em 2010.
Por: Sérgio Codespoti do Site Universo HQ.

COTISTAS TÊM DESEMPENHO EXCEPCIONAL, DIZ REITOR NA ENTREGA DE PRÊMIO

Retirado do site da ALERJ.

Uma nova revolução, parecida com a Revolta da Chibata, que está completando 100 anos, vem ocorrendo nas universidades desde a implantação do sistema de cotas. Quem garante é o reitor da Universidade do Estado do Rio (Uerj), Ricardo Vieiralves, que informou, nesta quinta-feira (24/06), durante a primeira entrega do Prêmio João Cândido, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Rio, que os índices de reprovação e de abandono dos alunos cotistas têm sido iguais ou menores que os não-cotistas. “Desde 2003, quando implantamos esse sistema, não tínhamos feito uma avaliação tão completa sobre a performance dos cotistas. E a nossa comprovação foi excepcional, pois eles estão assimilando o processo acadêmico-administrativo cada vez melhor”, reforçou Vieiralves, que garantiu que a Uerj realizará, ainda este ano, um seminário para lembrar a Revolta da Chibata.

A informação foi comemorada, durante sessão solene conduzida pelo deputado Gilberto Palmares (PT) e pelo deputado federal e ex-ministro Edson Santos (PT-RJ), pelos 15 homenageados, que, junto ao reitor, receberam a estátua confeccionada pelo artista plástico Walter Brito, que reproduz a imagem do “almirante negro” João Cândido, líder da Revolta da Chibata. “A ideia desse ato surgiu para que marcássemos mais uma página gloriosa de resistência no combate à opressão, da mesma forma como fez Cândido na revolta ocorrida há um século”, discursou Palmares. Para o ex-ministro, a luta do “almirante” começa a obter resultados apenas agora. “No Brasil, as coisas se dão com muita lentidão, porque a resistência às mudanças no País é muito forte. Mesmo assim, para sermos uma democracia racial, muito ainda precisa ser feito”, apontou.

Autor de uma das mais importantes leis de combate ao racismo e à intolerância religiosa no País, a Lei 7.716/89 – Lei Caó –, o ex-deputado federal e jornalista Carlos Alberto Caó, que ganhou um dos prêmios, disse estar satisfeito em ter seu nome ligado a “uma homenagem que também está sendo feita a João Cândido, o grande herói nacional”. Já a atriz Ruth de Souza, a primeira negra a pisar nos palcos do Theatro Municipal do Rio, recebeu a honraria com alegria. “Em toda a minha carreira, o que sempre quis foi mostrar uma imagem positiva da mulher negra brasileira. É muito bom ter o trabalho reconhecido e poder contribuir para preservar a memória do cinema, do teatro e da televisão”, agradeceu. Para a ex-governadora, ex-ministra e ex-secretária de Ação Social do estado Benedita da Silva, lembrar João Cândido é “lembrar a história do povo afro-brasileiro”.

Presente à sessão, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, afirmou que o País precisa continuar avançando na luta contra a desigualdade social. “Esse momento, no Palácio Tiradentes, faz-nos lembrar do que aconteceu aqui ao lado, na Baía de Guanabara, e que permitiu que acabássemos com a chibata no Brasil”, assinalou. Também receberam o Prêmio João Cândido o hematologista Paulo Ivo, especialista em doença falciforme; Frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o Frei Tatá; o militante Carlos Vicente; Cristina Dorigo, da Secretaria de Mulheres do PT-RJ; o grupo afro Agbara Dudu; o presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quêdo; o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Energia (Sintergia); a assistente social Nelma Azeredo; o presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o professor e ex-senador Abdias Nascimento e o historiador e músico Nei Lopes.