quarta-feira, 31 de outubro de 2007

JÔ SOARES E SUAS BIZARRICES

Agradecimentos ao Blog Maria Frô pela postagem que alerta sobre o preconceito e racismo explicito no programa do Jô Soares.
Existe um link no youtube com a mesma reportagem apontada no site da Rede Globo, segue abaixo.



Terça-feira, Outubro 23, 2007

Jô Soares e suas bizarrices
Faz tempo, muito tempo que não vejo o Jô, pois tenho tanto que fazer da vida que não posso perder meu sono e paciência vendo um show de bobagens, que com raríssimas exceções, passam por aquele programa sem eira nem beira.
Mas eis que minha amiga Érica manda-me um link do programa do dia 18/06.
Juro a vocês, assim que ouvi a primeira frase proferida pelo entrevistado (português instrutor de vôo e taxista que lançava um livro bizarro)achei que estava enlouquecendo.
Incrédula ouvia barbáries saindo da boca do entrevistado do tipo 'negros são pedófilos'; 'mulheres africanas são lascivas' e vai por aí afora e, igualmente, incrédula ouvia as piadas sexistas medonhas do entrevistador, incensando o entrevistado.
Para quem não viu, veja para denunciar no Ministério Público e também na Comissão de ética na TV e igualmente no Conad.
Os nossos preconceitos tão arraigados só tendem a piorar se a tv for reduzida à mídia para espalhar tantas mentiras, preconceitos étnico-raciais e de gênero.
o vídeo bizarro
Para fazer a denúncia no Ministério Público
Para fazer a denúncia na comissão de Ética na TV
Escreva também para a Conad - Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios: Conad@oabsp.org.br
E para não acreditar nas sandices ditas pelo português e endossadas pelo irresponsável do Jô ouçamos os angolanos:

1º Seminário: A Geografia da Cultura Negra no Rio Grande do Sul (Século XIX ao Século XXI): Uma discussão didático pedagógica



De 20 a 22 de novembro de 2007
Clique aqui para maiores informações.

LANÇAMENTO DOCUMENTÁRIO "QUILOMBO RAÍZES BRASILEIRAS"

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CONSTRUINDO A EQÜIDADE. TEXTO DA ONG CRIOLA



Texto curto mais interessante da ONG Ciola. Para baiar clique na imagem ou neste link alternativo.

boletim SPN - saude da população negra


Para baixar clique na imagem.

DICIONÁRIO MICHAELIS DE GRAÇA

Retirado do Blog Komikerbr.

Dicionário Michaelis, com tradução para inglês e espanhol, além do dicionário de sinônimos e significados em Informática e Executivo.

Para baixar o programa clique na imagem ou neste link alternativo.

PARQUE MEMORIAL QUILOMBO DOS PALMARES

PATRIMÔNIO AFRO: Parque Memorial Quilombo dos Palmares será inaugurado em novembro Brasília - A inauguração do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas, está prevista para ocorrer no dia 15 de novembro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e da ministra de Turismo, Marta Suplicy.
A provável data de inauguração ficou acordada em reunião realizada no último dia 4 de julho entre o governador Teotonio Vilela Filho, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e o gestor de projetos sociais da Petrobras, Fernando Francisca. Na reunião, realizada em Maceió, ficou acordado que o Ministério da Cultura financiará a recuperação da estrada de acesso ao Parque Memorial, numa extensão de seis quilômetros, cujas obras deverão ser iniciadas nos próximos dias. As despesas da cerimônia serão custeadas pelo Governo do Estado de Alagoas. O governador Teotonio Vilela Filho afirmou que vai se reunir com o prefeito de União dos Palmares, José Pedrosa, no sentido de unir esforços para organizar o evento. "Sou entusiasta do potencial que a Serra da Barriga tem e convicção de que no futuro será a referência de turismo em Alagoas e no mundo", destacou Teotonio Vilela. O presidente da Fundação Cultural, vinculada ao Ministério da Cultura, Zulu Araújo, ressa
ltou que a obra total foi orçada em R$ 2 milhões. "O parque é o primeiro do país a homenagear o maior movimento de resistência contra a escravidão no Brasil e América Latina", reforçou. Segundo ele, a Fundação Cultural Palmares é responsável pela formulação e implementação de políticas públicas para promoção e difusão da preservação da cultura negra no país.
A construção do parque, de acordo com ele, contou com os investimentos dos ministérios da Cultura e do Turismo, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, que promove a capacitação e, conseqüente, geração de emprego e renda para gestão daquele patrimônio. "Nossa meta é gerar emprego e renda para o Estado, sobretudo para os protagonistas do parque, ou seja, os afro-descendentes" , salientou Zulu Araújo, acrescentando que esta parcela representa 61% da população alagoana. "A nossa intenção é inserir no mercado os jovens afro-descendentes e trabalhar neles a conscientizaçã o. Alagoas é o primeiro estado do país que deu, em 21 de março de 1997, o primeiro herói oficial negro do país", destacou.
Dentre os espaços contemplativos do parque estão o Acotirene: uma saudação aos orixás; Quilombo dos Palmares: a saga de Palmares; Ganga-Zumba: Palmares é uma nação; Caá-Puêra: dançando, comendo e bebendo; Aqualtune: reflexão, meditação e oferenda. Os turistas contarão ainda com estrutura de apoio como restaurante, casa de farinha, ocas, casa do campo santo, terreiro das ervas, lagoa encantada dos negros, dentre outros espaços que promovam a disseminação da cultura negra e o conforto para nativos e visitantes.

ONDA DE RACISMO ALARMA A COSMOPOLITA NOVA YORQUE

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DNA É O CACETE

Bom, sem comentários... clique na imagem para ampliar e ler. Para salvar no computador use o botão direito do mouse e clique em "Salvar imagem como..."

ZUENIR VENTURA CRITICA NOBEL RACISTA

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Cultura Quilombola em debate: Inscrições abertas para o Fórum Quilombola - Cultura e Empreendimento, da PUC Minas em Contagem

Cultura Quilombola é tema de fórum na UniversidadeA PUC Minas em Contagem realizará, nos dias 25 e 26 de outubro, o Fórum Quilombola: Cultura e Empreendimento. O evento, que será desenvolvido pela Coordenadoria de Extensão da Unidade, em parceria com PUC Trading Consultoria empresa Junior de Comércio Exterior, terá uma programação diversificada com palestras, feiras com exposição de produtos produzidos pelas comunidades, rodada de negócios, apresentações e debates.
Um destaque especial do fórum é a participação de grupos quilombolas que desenvolvem, em parceria com a Universidade, um trabalho de fixação do homem e sua região, através do desenvolvimento econômico e da valorização do empreendedorismo - diversificação das atividades e geração de renda.
O evento apresentará, também, a história dos quilombolas, que tem sua origem nos negros, cujos antepassados resistiram à escravidão e formaram agrupamentos de refugiados: os quilombos. Os moradores destas comunidades possuem na identidade étnica e na ligação com a terra, a base para a sua organização. São caracterizados por sua resistência, conquistas e valorização cultural.
Extensão Universitária
O Fórum Quilombola é um exemplo do papel que a extensão universitária desempenha na PUC Minas. É um dos espaços privilegiados para promoção de atividades de caráter interdisciplinar, com a parceria dos alunos dos diversos cursos, contribuindo para o aprimoramento da forma de produzir conhecimento.
Para fazer sua inscrição, preencha a ficha de inscrição e envie para o e-mail forumquilombola@pucminas.br

domingo, 21 de outubro de 2007

4º FÓRUM DE TEOLOGIA DAS DIVINDADES AFRICANAS

São Paulo - O CCA - Centro Cultural Africano irá realizar, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro, o 4º Fórum Teológico das Divindades Africanas, no prédio da PUC/SP, campus Monte Alegre, no bairro de Perdizes.
O evento, coordenado pelo príncipe nigeriano e presidente do CCA, Adekunle Aderonmu, também contará com a presença de especialistas internacionais como o Prof. Dr. em Antropologia, Baba Tunde Lawal, dos Estados Unidos; o Prof. de História da África, Olasode Baba Jide, da Nigéria. Entre os convidados brasileiros está a Prof. de História Marina de Souza, da USP.
Por sermos uma instituição sem fins lucrativos, a inscrição para o Congresso de Teologia, terá um custo, para suprirmos algumas despesas.
As inscrições para o Fórum poderão ser feitas até o dia 26 de novembro, pelo telefone: (11) 3392-7228/6123 ou pelo site pelo
Formulário de Inscrições

Data: 30 de novembro e 01 de dezembro de 2007
Horário: 30/11 das 18h30 às 22 h e 1/12 das 9 às 17 horas
Local: PUC/SP – campus Monte Alegre
Endereço: Rua Ministro Godói, 969 - Perdizes

Coordenação: Príncipe Adekunle Aderonmu, da Nigéria
Realização: Centro Cultural Africano - Ilê Ifá
Apoio: CECAD/PUC-SP - Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora
Central de Comunicação – Comunicação Estratégica para a Diversidade
Apoio e Parceria:-
Portal Orixás / Ifatola
CENTRO CULTURAL AFRICANO

sábado, 20 de outubro de 2007

Nobel da Medicina choca geneticistas ao afirmar que negros são menos inteligentes

Retirado do Jornal O Globo
Data : Quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Globo EFE LONDRES - O prêmio Nobel de Medicina James Watson, pioneiro no trabalho de deciframento do genoma humano, causou espanto ao reacender com força total uma polêmica que parecia definitivamente superada pelos próprios geneticistas. O pesquisador americano, de 79 anos, declarou ao jornal "The Sunday Times" ser pessimista sobre a África porque as políticas ocidentais para os países africanos eram, erroneamente, baseadas na presunção de que os negros seriam tão inteligentes quanto os brancos quando, na verdade "testes" sugerem o contrário.

Watson não apresentou argumentos científicos para embasar suas idéias nem especificou que "testes" seriam esses. Afirmou apenas que os genes responsáveis pelas diferenças na inteligência humana devem ser descobertos dentro de dez a 15 anos. As suas constam em um livro que será publicado na semana que vem, e no qual Watson escreve que não há motivo algum para crer que "as capacidades intelectuais de povos separados em sua evolução tiveram que evoluir de modo idêntico". " Porque todas as políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles é como a nossa, embora todos os testes digam que não é bem assim? "

"Não há nenhuma razão sólida para sustentar que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas durante sua evolução tenham se desenvolvido de forma idêntica. Nossa vontade de preservar os poderes igualitários da razão como uma espécie de herança universal da Humanidade não é o suficiente para fazer com que isso ocorra", escreve ele.

A polêmica em torno dessas declarações lembra a criada em 1990 pelo livro "The Bell Curve", do analista político americano Charles Murrey, que sugeria que diferenças de QI seriam genéticas e discutia as implicações de uma divisão racial da inteligência. O livro foi duramente criticado no mundo todo, particularmente por cientistas que o classificaram de racista.

Watson chegou à Grã-Bretanha nesta quarta-feira e participa de uma série de palestras sobre o seu novo livro. A primeira delas, marcada para quinta-feira, no Museu da Ciência, está completamente lotada. Um intenso debate é esperado uma vez que os críticos do geneticista afirmaram estar preparando uma resposta de peso a suas polêmicas opiniões.

- É triste que um cientista que alcançou tanto em seu campo se rebaixe a fazer esse tipo de comentário, sem nenhuma fundamentação científica - disse o deputado trabalhista Keith Vaz, presidente da comissão para assuntos internos da Câmara dos Comuns. - Tenho certeza de que a comunidade científica repudiará o que parece não ser mais que um preconceito pessoal.

Steven Rose, professor de ciências biológicas da Open University e membro da Sociedade para Responsabilidade Social em Ciência, disse que a declaração de Watson é "vergonhosa". " Watson está gagá ou quer aparecer "

Para o geneticista Sergio Pena, professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, "Watson está gagá e/ou quer aparecer". Segundo o pesquisador, a genética tem mostrado nos últimos 20 anos que raças humanas não existem do ponto de vista científico. A variabilidade está concentrada dentro das populações continentais e não entre continentes.

Pena explica que há uma relação genealógica entre todas as populações do mundo, incluindo a européia, e a África. A Humanidade moderna emergiu na África há menos de 200 mil anos e só nos últimos 60 mil anos saiu deste continente para habitar os outros:

- Do ponto de vista evolucionário, somos todos africanos, vivendo na África ou em exílio recente de lá. Não faz sentido haver diferenças biológicas entre africanos e povos de outros continentes.

Na opinião do geneticista, nos últimos 500 anos a África tem sido vítima de um imperialismo europeu impiedoso e selvagem, que criou dissensões entre grupos étnicos e manteve o continente economicamente de joelhos.

- Até hoje a retirada de ouro, diamantes e petróleo na África é feita como pura exploração por multinacionais. Watson está fazendo uma confusão ridícula e elementar entre biologia por um lado e política e história do outro. A situação africana é preocupante, não por falta de capacidade genética intelectual, mas pela manutenção da pobreza e ignorância, que torna os países vítimas fáceis do imperialismo. Watson falou besteira, em uma área totalmente fora da sua - diz. " Tenho certeza de que a comunidade científica repudiará o que parece não ser mais que um preconceito pessoal "

O cientista americano alcançou fama internacional quando, trabalhando na Universidade de Cambridge (Inglaterra), fez parte da equipe que descobriu a estrutura do DNA. Por seu trabalho, Watson foi premiado em 1962 com o Nobel de Medicina junto a seu colega britânico Francis Crick e ao neozelandês Maurice Wilkins.

Esta não é a primeira polêmica em que Watson se vê envolvido. Em 1997, o pesquisador declarou a um jornal britânico que uma mulher deveria ter o direito de abortar caso um teste pré-natal determinasse que o feto que levava em seu ventre seria homossexual, embora depois tenha dito que se tratava de uma escolha "hipotética".

Watson também sugeriu a existência de uma relação entre a cor da pele e o instinto sexual, superior nos negros. Segundo o jornal "The Independent", o pesquisador seria favorável à engenharia genética por considerar que um dia será possível "curar a estupidez".

Comentários

Max Atanázio 18/10/2007 - 13h 25m
O cara é um doente!!!

joana leal 18/10/2007 - 12h 54m

ao invés do prémio nobel este sr deveria ter recebido uma pena de morte por tais afirmações

ROLAND BITAR BENAMOR 18/10/2007 - 12h 27m

"DA DISCUSSÃO NASCE A LUZ". Temos receio de discutir o assunto? O pensamento é livre e, nos regimes democráticos, pode ser expresso, sem punição. O cientista foi punido, proibido de expor, numa palestra, seu ponto de vista. Temos o direito de discordar mas não de apagar a luz.

Virgilio Braga - e-mail 18/10/2007 - 12h 19m 1)

Já está "provado cientificamente" que não existem RAÇAS HUMANAS e sim UMA UNICA RAÇA HUMANA. 2) Também já está provado que VIEMOS TODOS DA "MÃE ÁFRICA" (Projeto Genoma). 3) Também já está comprovado que as diversas formas de inteligência ja identificadas nos seres humanas podem ser desenvolvidas inclusive na fase de vida adulta. O Watson já é conhecido há anos por declarações bombásticas como os artigos do Globo relatam. 4) Quem vai gostar de tudo isto são os Nazistas e os Racistas. Este comentário é ofensivo ou inapropriado? Denuncie aqui gsb1 18/10/2007 - 12h 08m Para terminar... Ele como ganhador do nobel, deveria saber q o conceito de "raça" já caiu por terra a muito tempo. Etnía seria o correto, e na Africa existem muitas etnias, o fato de todas etnias africanas serem negras nao qr dizer q os negros sejam intelectualmente inferiores. Hj 1 etnia pode (e tem) pessoas com todo tipo d tom d pele, no Brasil exitem etnias assim e ninguem aki pode-se dizer fazer parte d 1 só grupo, aki (graças a Deus) ha uma mistura harmoniosa entre todos os povos. Q bom.

Tadeu William de Oliveira Nogueira 18/10/2007 - 12h 07m

Inteligência é raciocínio! Conhecimento é memória!
Para se ter conhecimento de algo precisamos de memória e de poder ter acesso a ele.
Para se ter inteligência precisamos ter a capacidade de questionar, debater, discutir, analisar, duvidar, concordar, discordar, raciocinar.
Pois bem, o conhecimento auxilia na inteligência, mas, não é ela de fato!
Hj se faz mta confusão acerca deste assunto. Países de maior desenvolvimento tiveram acesso a conhecimento mas ñ são + inteligentes.

Ricardo Wagner 18/10/2007 - 11h 57m
Agora, uma coisa me assusta: e se ele provar se forma incontestável, o que vai acontecer?

2007 - 11h 52m

Inteligência é diferente de Esperteza.
E isso varia não só de raça, mas de indivíduo pra indivíduo. Este comentário é ofensivo ou inapropriado? Denuncie aqui

Ted21 18/10/2007 - 11h 35m As "raças" têm diferenças. Pode ser q a inteligência seja diferente entre estas "raças", porém, qual das duas é mais inteligente??? Pq a raça branca e não a negra??? Onde estão as provas??? Hj o q se vê é apenas diferenças históricas, geográficas (inclui-se aqui o clima: o quente desfavorece o trabalho intelectual), econômicas (vindas das diferenças históricas)...
Por último, msm q haja a diferença (mínima q seja), qual culpa ou talento a pessoa tem se isto é genético???
Igualdade já!!!

18/10/2007 - 11h 23m

Caros, Lembro que o espaço é destinado ao debate de idéias e opiniões. Comentários com palavrões, declarações preconceituosas, incitação ao crime, ofensas a outros leitores, repetidos ou sem relação com a notícia serão apagados e seus autores poderão ter bloqueada a possibilidade de postar novas mensagens. Também lembro que os leitores podem denunciar comentários que considerem inapropriados. Obrigado pela participação de todos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

VAGAS NA ADMINISTRAÇAO DA ONG CRIOLA

A ONG Criola, no Rio de Janeiro, está contratando umaadministradora e um/a auxiliar administrativo. A vaga paraadministradora requer uma pessoa para responder pelas atividadesgerenciais e administrativas da instituição; desenvolver normas eregulamentos administrativos e de recursos humanos da instituição;dar suporte à diretoria e às superintendências técnica e executivaemquestões administrativas e financeiras; desenvolver o planejamentoestratégico da instituição e monitorar/avaliar sua implementação;elaborar e controlar o orçamento da instituição; organizar egerenciar financeiramente os desembolsos e saldos dos projetos e adocumentação necessária à prestação de contas dos mesmos; produzirrelatórios financeiros e administrativos da instituição entre outrasatividades. São requisitos: formação superior em Administração,Economia ou áreas afins; experiência mínima de dois anos,preferencialmente, na administração de instituições do terceirosetor; domínio de softwares de gerenciamento financeiro, documentaçãoe de gestão de projetos; disponibilidade para viajar; habilidades pararelações com o público; organização; habilidade para desenvolvertarefas em equipe; e bom relacionamento interpessoal.

Interessados/ as na vaga de assistente de administração devem ternível médio completo (2º grau); experiência mínima comprovada dedoisanos em todas as rotinas de departamento pessoal; conhecimento sobre aConsolidação das Leis Trabalhistas (CLT); desejável conhecimento deprocessadores de texto, planilhas eletrônicas e Internet. Além disso,é preciso ser uma pessoa dinâmica, organizada e pró-ativa.

Currículos devem ser enviados até o dia 22 de outubro
paracriola@criola. org.br.

Panorama cultural da África

Extraído do site Viva-favela
Rodrigo Nogueira 15/10/2007
A exposição “ÁFRICA - A arte do tempo” mostra um panorama da cultura mostrando a arte popular africana, com destaque para o povo Iorubá e sua participação na formação cultural da nação brasileira. Esculturas, tapeçarias, peças de cerâmica e madeira são alguns objetos que fazem parte da coleção. Também acontecerão seminários abordando a cultura, literatura e religiosidade do continente. A exposição é gratuita e fica até o mês de novembro no espaço Arte Sesc, que fica Rua Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo.

Um panorama da cultura africana a partir de vivências do escritor, crítico literário e editor Antonio Olinto e de sua esposa Zora Seljan, também escritora e jornalista. Grátis.

. Exposição - 16/10 a 25/11 - Arte africana, com destaque para a criação do povo Iorubá e sua participação na formação cultural da nação brasileira. Esculturas, tapeçarias, peças de cerâmica e madeira, e outros objetos, coletados por Olinto e Zora em suas viagens por países africanos, revelam a criatividade daqueles povos, seu mundo mágico, seus ritos e rituais, seus costumes e expressões, verdadeiros testemunhos antropológicos de sua arte, linguagem e formas de comunicação. 3a a sábado, 12h às 20h e domingos, 11h às 17h.

Seminário: África - Arte do Tempo.
- 21/11, 18h - Conferência: Alma da África, com Antonio Olinto; 19h - Conferência Um rio chamado Atlântico, com Alberto da Costa e Silva.

- 22/11, 18h - Conferência: Do dito ao escrito: a arte e o saber das ialorixás, com Yeda Pessoa de Castro; 19h - Mesa-redonda com o tema Xangô: rei, mito e herói iorubá, com o mediador Raul Lody, participação de Antonio Olinto, Bira de Xangô e Roberto Conduru.

- 23/11, 18h - Leitura dramática: Exu, o Cavaleiro da Encruzilhada, peça de Zora Seljan; 19h - Lançamento da trilogia Rei de Kêtu, Trono de Vidro e Casa da Água, de Antonio Olinto. Grátis. Arte Sesc

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

BANNER DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS

A SEDH (Secretária Especial de Direitos Humanos) está com um serviço on lline muito interessante e importante, um baner que dá informações detalhadas sobre crianças brasileiras desapacidas. Esse projeto faz parte da "Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos".


Para ir para o site clique na imagem abaixo.

Além do Banner vc pode clicar num dos Estados do mapa e ter acesso a uma lista de crianças. Abaixo o mapa ampliado e a proposta do projeto e a seguir o banner em funcionamento que vai ser incorporado no blog como uma das ferramentas permanentes.

Embora não se possua dados consolidados que traduzam a exata dimensão do fenômeno, estima-se que aproximadamente 40.000 ocorrências de desaparecimento de crianças e adolescentes sejam registradas anualmente nas delegacias de polícia de todo o País.Ainda que a grande maioria desses casos seja solucionada rapidamente, existe um percentual significativo, entre 10 e 15%, em que crianças e adolescentes permanecem desaparecidos por longos períodos de tempo e, às vezes, jamais são reencontrados.


Contando com o suporte tecnológico do Ministério da Justiça, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente – SPDCA, está implantando a Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, visando constituir um cadastro nacional de casos, criar e articular serviços especializados de atendimento ao público e coordenar um esforço coletivo e de âmbito nacional para busca e localização dos desaparecidos.

PERCEPÇÃO E REAÇÕES DA SOCIEDADE SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Esta pesquisa é interessante, mas falta um componente crucial: a questão racial. Não tem uma frase ou estatística falando da mulher negra.
Para baiar a pesquisa clique na imagem. Abaixo a apresentação da mesma.
Pesquisa nacional realizada no primeiro semestre de 2006 -antes, portanto, da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 07/08/06). Com apoio da Fundação Ford e UNIFEM - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.

Seminário Nacional de Estudos de História e Cultura Afro-Brasileiras



19 a 23/11.07
Campinas Grande - PB
Campos da UEPB - CEDUC

INSCRIÇÃO
PRAZOS
ATENÇÃO:O prazo final para envio de resumos e trabalhos completos foi prorrogado para o dia 26 de outubro.
Inscrição: c/ apresentação de trabalho: 15 de setembro a 26 de outubro/2007
Divulgação da Lista dos trabalhos aprovados: até 20 de outubro 2007;
Os trabalhos completos selecionados serão publicados em CD-ROM com ISBN.
Inscrição: sem apresentação de trabalho: Até o dia 19 de novembro/2007.
CONTATOS
Josemir Camilo de Melo (Coodernador dos Espaços de Diálogo)
jcdemelo@uol.com.br
Patricia C. A. Araújo (Coordernadora das Mesas Redondas)
diversidade.culturalmidia@yahoo.com.br
Margareth Maria de Melo (Coordenadora dos Mini-Cursos)
neabiminicurso@yahoo.com.br

Outras informações e esclarescimentos gerais:
(83) 3315 3419
neab-i@uepb.edu.br

Palestra vai abordar a “Discriminação da Mulher no Direito do Trabalho"

Retirado do site 24HorasNews

Redação 24HorasNews
03/10/2007 - 16h27

A Escola Superior de Advocacia (ESA-MT) realiza no próximo dia 19 de outubro, o curso “Discriminação da Mulher no Direito do Trabalho – Da Proteção à Promoção da Igualdade”. A advogada trabalhista, mestre e doutoranda em Direito do Trabalho da USP, Denise Pasello Valente Novais, será a palestrante da noite.
O evento será realizado no Auditório da OAB/MT, a partir das 19h, com carga horária de 2h/aula. As inscrições podem ser efetuadas na sede da Ordem e na ESA-MT, mediante entrega de uma lata de leite em pó. O evento conta com apoio da Comissão de Direito da Mulher da OAB/MT. Mais informações: (65) 3613-0952.

Download da Wikipedia

Retirado do Blog OSSEMBANDALARGA



A Wikimedia Foundation começou a disponibilizar o conteúdo da enciclopedia online Wikipédia para download, mensalmente, onde você poderá pegar todos os artigos e montar a sua própria enciclopédia offline.
A versão sem imagens, pode ser baixada aqui, e possuí apenas 433MB. Já a versão completa, com todas as imagens, pode ser baixada aqui. O arquivo está compactado em “.tar” e possuí 3,9GB.

Cuidado com os falsos torrents

Retirado do blog OSEMBANDALARGA


O pessoal que costuma baixar arquivos torrents deve ficar atenta aos FAKES TORRENTS. Para quem não sabe são sites de falsos torrents para apanhar downloads de utilizadores, é tipo um sistema anti-pirataria a partir do momento em que se baixa o download ele vai até você através do IP.
Estas armadilhas vêm do
MPAA e RIAA tambem pode realizar download desse torrents em sites famosos.
Desconfie de sites novos ou que você nunca ouviu falar, para não ficar paranóico existe um site com uma listagem desses fakes torrents confira em:
http://fenopy.com/fakefinder/

Liberando 20% de sua banda de rede/internet

Retirado do Blog OSSEMBANDALARGA

O Windows XP possui um recurso (Agendador de pacotes QoS) que “reserva” 20% da banda disponível de rede e Internet para uso próprio. Para desabilitá-lo, siga os seguintes passos:
(Observação: é preciso estar logado como Administrador para executar os procedimentos abaixo)

a) Iniciar>Executar, digite gpedit.msc e pressione OK
b) Configuração do computador>Modelos Administrativos>Rede
c) Selecione, na janela esquerda, “Agendador de pacotes QoS”. Na janela da direita, dê duplo-clique na em “Limite de reserva de banda”
d) Na aba Configuração, selecione Ativado. Na linha “Limitar % da banda”, digite 0 (zero). Clique em Aplicar, OK e saia
e) Vá nas configurações da rede (Painel de Controle > Conexões de Rede), clique na conexão existente com o botão direito e escolha Propriedades; na guia geral habilite o agendador de pacotes QoS; se já estiver assim, deixe. O próximo passo é reiniciar o computador. Se houver outros computadores na rede, siga os mesmos procedimentos neles;

Recuperando CD Riscado

Será verdade?
Retirado do Blog ossembandalarga


Vale a pena ver esse vídeo nele você terá idéia de até onde vai a criatividade das pessoas.



How To Remove CD Scratches With A Banana - video powered by Metacafe

domingo, 14 de outubro de 2007

AINDA SOBRE O FILME TROPA DE ELITE

O texto abaixo foi retirado do blog eclipso e se quiser ir para o original clique no título.

Para quem quiser ver o filme e participar de um debate com os principais responsáveis por esta obra é só ir no dia 16.10 (terça) no Fórum de ciências e cultura da UFRJ, no Salão Pedro Calmon do Campus da Praia vermelha (Av. Pasteur 250, 2° andar) Urca.

Depois do filme vão estar debatendo: Jósé Padilha (diretor), Luiz Eduardo Soares e Rodrigo Pimentel (autores do livro Elite da tropa), além de André Batista (ator)

por Gustavo de Almeida as 15:01:48

Confesso que ando meio de saco cheio de falar do Tropa de Elite. Não de falar do filme em si, porque é um filmaço, responsável inclusive por metade das frases atuais de mensagem do Microsoft Messenger (MSN) no Brasil. É um tal de “Essa pica agora é do Aspira”, “Zero Meia, me dá a 12 aí” e “Bota na conta do Papa”, que se torna impossível não pensar no filme pelo menos quatro vezes por dia. Mas, enfim, no domingo passado, depois do desagradabilíssimo Fla-Flu, fui ver com minha senhora o Tropa no cinema – do filme na telona, já falei neste post. Mas não falei da experiência antropológica interessante que é ir a um Cinemark da vida, com ar-condicionado e pipoca cara, assistir a favelados tomando porrada de policiais pessimamente pagos e que arriscam suas vidas todos os dias. Com a diferença que dificilmente vemos policiais mal-pagos recebendo apoio de ONGs em suas vidas pessoais.

É a platéia dos bem-resolvidos vendo de longe, com cadeirinha e ar-condicionado, a batalha dos excluídos – o único ponto em que policial e favelado se encontram hoje em dia é no fato de serem pobres (me refiro aos policiais honestos).

E vamos lá: uma fila gigantesca, muito perfume se misturando no ar, uma juventude dourada indo lá admirar os homens de preto. O grito “Caveira” passou a ser um grito quase tão sagrado quanto “Mengo” (nada é tão sagrado quanto o grito “Mengo”). Formam-se na verdade três filas, eu, minha senhora e dois amigos estamos na segunda delas. Conseguimos excelentes lugares. Pipoca de oito reais à mão, água mineral com gás (não bebo mais refrigerantes sob nenhuma hipótese, só se for no Saara e como única alternativa), bolotinhas de Chicabon de R$ 4,50, e lá vamos nós para o Coliseu. Entram os créditos iniciais, parece que vão soltar os leões.

Começa a seqüência de patrocinadores. Petrobrás, BNDES, Claro Celular, Banco do Brasil, etc, etc, etc. No quarto patrocinador, ouve-se um “pô”. No quinto, uma risada. No sexto, algumas risadas. No sétimo patrocinador a aparecer, o cinema todo diz “caraça” ou “quêisso”. No oitavo, risada por tudo quando é canto. Assim é o cinema brasileiro – precisa disso, não tem jeito. Um filme de 10 milhões de dólares precisa de apoio para bancar a produção, e esse apoio não quer mais aparecer lá no fim, quando todo mundo está levantando (menos eu, que aprendi a esperar para ver se alguém faz alguma babaquice depois dos créditos finais).

Ouço um grito de U-hu quando o aspira Neto atira e entra a voz do capitão Nascimento dizendo que o policial no Rio se corrompe, ou se omite, ou vai para a guerra. Um grupo de cinco menininhas de classe média alta dá risadinhas. Uma delas deixou o celular, com uma campainha musical (não sei que música era, algo tipo High School Musical), ligado. “Oi, mãe. Ah, deve acabar umas 11 e meia”. “Shhhh”, fazem todos. O funk pesadão domina a sala. Espectadores continuam entrando com seus kits de pipoca e refrigerante. Meu cachorro-quente de quatro reais está frio.

Na tela, um traficante está dentro de um saco plástico. Não ele todo, só a cabeça. Tiram a cabeça dele, e o capitão Nascimento pergunta: “Cadê o fogueteiro, cara?”. O trafica diz “não sei não senhor”, e o capitão manda:
- Então vai voltar para o saco!

Só que, terrivelmente, tem claque: vários garotões saudáveis e perfumados, de roupas de grife, dizem ao mesmo tempo, “vai voltar pro saco, ehehehehe”. Tropa de Elite virou mesmo o coliseu da platéia. Claro, os traficantes não são lá muito cristãos. Mas o público delira com a fúria de leão (o animal, não o técnico freguês do Flamengo) do Bope. Jabor estava certo: o Bope virou nossa vingança. A da classe média acovardada, oprimida pelo crime, auto-culpada por ter alguma coisa ganha honestamente no meio de um bando de miseráveis – armados até os dentes.
Em seguida, Nascimento solta o “Bota na conta do Papa”, e a platéia acompanha as ordens do policial que executa o bandido: “Vira, vagabundo, vira”. A cena me constrange. E olha que sou franco admirador do Bope, não os culpo por mortes de traficantes durante combate, mas ver execução me constrange. Mas, enfim, a platéia não se constrange mais. Ao que parece, todos ficaram de saco cheio dos crimes bárbaros perpretados no Rio nos últimos anos – repertório que inclui arrastar menino de cinco anos pelo asfalto e serrar mulher ao meio, entre outras barbaridades. O Rio é uma Roma antiga mal-disfarçada. Só falta um cavalo no Senado. Falta?A sessão termina, e os celulares vão sendo religados. “Cara, muito bom o filme, tem que vir ver”, “Oi, mãe, tou saindo”, “Aí, vamos na Nuth” são algumas frases que eu pesco no ambiente. Acabou a sessão – amanhã é segunda-feira e ninguém vai mais pensar na guerra que desce o asfalto a cada dia. Possivelmente, daquela platéia, há quem tenha ido fumar maconha ou cheirar pó.
Este é um texto anti-Tropa de Elite, sim. Mas no sentido de que as platéias que param de ver o filme ao sair do cinema, estas não tomaram consciência da guerra. Quem realmente entender Tropa de Elite terá que tomar conta do próprio território, ajudar o poder instituído que tivermos, defender a lei, brigar pelos direitos. Alguém na platéia quer saber disso? Não?
Vida que segue. Amanhã é segunda-feira, o Baiano está morto, o capitão Nascimento vai continuar ganhando mal, se ferrando com a família e arriscando a vida, o tráfico vai continuar vendendo muito e se armando idem, a guerra vai continuar. Quem sabe não sai em DVD? Todos poderão assistir à guerra com um fondue de chocolate.

sábado, 13 de outubro de 2007

Artigo: A inserção da mulher na literatura pós-colonial.

Na postagem anterior citamos os estudos da mulher no período pós-colonilista então vale a pena ler algo mais específico nesta temática.
Artigo:
A inserção da mulher na literatura pós-colonial.
Autor:
Márcio André Senem
Publicação:
Revista Estudos feministas e pós-coloniais
Para baixar clique na imagem ou neste link alternativo.

ARTIGO DE BELL HOOCK

Autora: Bell Hoock
Retirado do grupo de discussão de um movimento de universitários negros da UNB chamado enegreser. Inicialmente publicado em espanhol na Revista Gazeta de Cuba – Unión de escritores y Artista de Cuba, em janeiro-fevereiro de 2005 e posteriormente foi traduzido por um dos membros do enegreser. O artigo pode também ser achada no site da ONG Falapreta.

Abaixo um pequeno histórico da autora retirado do site Wikipédia e traduzido as pressas com ajuda do yahoobabelfish.

Gloria Watkins nasceu em 1952 no Estado de Kentucky, nos EUA, e ao se tornar ativista e intelectual assinava como Gloria Watkins. Cresceu numa família de cinco irmãs, um irmão e o pai e a mãe sempre preocupadas com a educação de todos. Quando criança frequentou escolas segregada só para negros, mas depois de escreveu suas lembranças quando teve que fazer a frequentar escolas racialmente integradas com alunos negros e brancos. Durante todo sua infância foi uma leitora ávida.

Fez a universidade de Stanford, em 1973. Em 1983, após diversos anos ensinando e escrevendo terminou seu doutorado no departamento da literatura da universidade de Califórnia.
Os escritos de Hoock se mostram uma referência importante para a disucssão sobre o feminismo e a como a negritude feminina deve se encaixar nesta perspectiva, pois apesar do primeiro buscar a libertação do preconceito contra a mulher ela não ataca os efeitos negativos que o racismo perpetua. Ou seja, o feminismo é um movimento precioso para a sociedade, mas a mulher negra precisa sempre lembrar que ele tem limites quando se pensa nas necessidades da mulher negra.
Aparentemente não existe muitas publicações de Hook traduzidas para o português, somente alguns textos soltos ou citações em artigos e dissertações. Um deles é o artigo: Pós-colonialismo, feminismo e a escritura de mulheres de cor nos Estados Unidos. Darlene J. Sadlier. Abaixo trechos do artigo e para baixá-lo clique aqui ou neste link alternativo.

"Hooks deriva uma parte considerável de seu enfoque do livro de Paulo Freire, Pedagogia do oprimido, sobre a importância do diálogo e sua relação com a luta dos oprimidos para tornar-se sujeitos. Porém a força de seu argumento deriva de sua experiência pessoal: ela nasceu e cresceu numa comunidade negra do sul e freqüentou uma escol a com alunos negros e professores negros; tornou-se uma aluna das universidades de Stanford, Wisconsin, e da Califórnia no Sul, e em Santa Cruz; e chegou a fazer uma carreira sólida como professora de literatura americana--primeiro na Universidade de Yale e depois no City College em Nova York. Hooks afirma por todo seu livro sua solidariedade com a causa da liberação feminista, mas desconfia daquelas professoras que presumem falar pelo "outro" ou que questionam a validez do que é pessoal: "É nossa responsabilidade coletivamente e individualmente distinguir entre o mero falar que é autopromoção e exploração do exótico "outro," e aquele chegar à voz que é um gesto de resistência, uma afirmação da luta" (18). Hooks entende a teoria e prática feminista como um instrumento pedagógico e transformador, capaz de alcançar um público vasto dentro e fora da universidade, e sua crítica das tendências atuais no mundo editorial feminista é severa:

A teoria feminista esta transformando-se rapidamente noutra esfera de elitismo acadêmico, em que o trabalho que é lingüisticamente enrolado, que se deriva de outras tais obras, é considerado mais sofisticado intelectualmente, de fato é considerado mais teórico (já que o estereótipo da teoria é que ela é sinônima daquilo que é difícil de entender, que é lingüisticamente enrolado) que o trabalho que é mais acessível. Cada vez que isso acontece, a potencialidade radical, subversiva da erudição feminista e da teoria feminista é solapada (36).

É interessante que hooks tenha sido criticada por alguém que se poderia esperar ser sua partidária - a bem conhecida crítica pós-colonialista, Sara Suleri, que vem duma próspera família paquistanesa e que também ensina em Yale. Segundo Suleri, hooks está demasiado preocupada consigo mesma para fazer uma significante contribuição às idéias sobre raça e gênero"

REVISTA USP 28 E ARTIGOS SOBRE GÊNERO E QUESTÃO RACIAL DE GRAÇA

Estamos preparando uma sequência de postagens sobre questão racial e genêro, com ênfase em ressaltar a atuação da mulher negra brasileira.
Segue abaixo três artigos publicados na Revista da USP n° 28. Para baixar os textos clique nas imagens.

A referência bibliográfica é:
Revista USP N°28, São Paulo, Dezembro/Fevereiro 95/96


Título:
Ginga a rainha quilombola de matamba e angola

Autor:
CARLOS M. H. SERRANO é professor do Departamento de Antropologia da USP e vice-diretor do Centro de Estudos Africanos da USP.

Título:
O que a cinderela negra tem a dizer sobre a politica racial no Basil

Autor:
PETER FRY é professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. (polêmico professor da UFRJ, pois atualmente é um dos mais ardorosos intelectuais contrários as cotas raciais nas universidades públicas. Este artigo é importante dentro da discussão das bases do racismo nacional e durante muito tempo foi fundamental como referência bibliográfica )

Título:
Historia educação - analfabetismo genero e raça no Brasil

Autoras:
Fúlvia Rosemberg
Edith Pizza

Paulinho da Viola, após mais de uma década, lança CD com sambas inéditos e DVD acústico


Publicada em 11/10/2007 às 08h38m
João Pimentel - O Globo RIO -
Paulinho da Viola olha pela janela do 40 andar da torre de um shopping carioca, QG da gravadora Sony&BMG, e avista o prédio da UFRJ, na esquina das avenidas Pasteur e Venceslau Braz, onde funcionou o Hospício Pedro II. Lembra que sua mãe, ainda com 15 anos, olhou para a construção e cismou que trabalharia ali. Entrou na sala do diretor com seus documentos e começou uma carreira de 40 anos trabalhando com saúde mental, inclusive na Colônia Juliano Moreira, com a doutora Nise da Silveira. "Fui saber disso outro dia. Fiquei pensando como conhecemos pouco sobre nossos pais...". Uma conversa com Paulinho é sempre assim, leve e profunda, divertida e introspectiva, seja em uma entrevista ou em gravações como a do DVD (e CD) acústico que está lançando pela MTV/Sony & BMG ( assista a música inédita 'Ainda mais' ), e cujo ótimo making of começa com o sambista dizendo que não fala nada com uma câmera na frente dele.
- Depois que soube dessa história e que ela me contou que trabalhava durante sete dias, inclusive dormindo no emprego, e ia para casa passar apenas um dia de folga, é que passei a entender por que essa geração amava o Getúlio Vargas. Ela sentia-se em dívida com ele, que criou leis trabalhistas que acabaram com essa escravidão.
Talvez por isso, inconscientemente, Paulinho tenha adquirido o hábito de trabalhar e produzir no seu tempo, não aceitando pressão e nem o estresse do mercado.
- Podem achar que é acomodação, mas não é, sigo minha intuição. Faço as coisas quando acho que é a hora.
Paulinho rejeitou convites anteriores.
E foi a intuição que fez o músico recusar três convites para voltar a gravar um disco de inéditas após mais de dez anos. O último foi "Bebadosamba", de 1996. No ano seguinte gravou "Bebadachama", ao vivo; em 1999, "Sinal aberto", com Toquinho; e, em 2003 "Meu tempo é hoje", com a trilha do filme homônimo. Até que surgiu a idéia do projeto acústico.
- Eu quase fechei com uma gravadora há uns anos. Já tinha um repertório pronto. Mas fui adiando. Só ouvia companheiros reclamar da indústria, da pirataria. Resolvi esperar a poeira baixar. Então pintou o disco da trilha do filme. Não queria fazer, mas a turma me sensibilizou. Há alguns meses fiz um show no teatro Fecap, em São Paulo, e, no fim, o (produtor) Homero Ferreira me deu todo o material gravado. Pensei em usar as gravações, que são ótimas... Até que apareceu a MTV...

Para ler o restante da matéria clique na imagem para ampliar.

link para baixar o CD Meu tempo é hoje

Link para Baixar de graça a revista Info de Outubro


Dica retirada do site escaneando informação. A revista deste mês está cheia de dicas para comprar Notebooks.
Clique na imagem e baixe de graça a revista.

CONVERTENDO PARA PDF

Qual pesquisador nunca ficou nas madrugadas em desespero total tentando encontrar um jeito de mandar aquelas várias paginas de textos para uma comissão avaliadora? Contudo, em PDF...

Há três semanas atrás tinha acabado de diagramar um informativo e fiquei mais de duas horas tentando encontrar um programa que me ajudasse a coverter aquelas duas páginas em PDF. Instalei pelo menos dois programas e nada, ou melhor, um deles comeu meu arquivo e fez o favor de jogá-lo nas entranhas de algum precípicio magnético do meu computador... :( \ö/ a sorte é que tinha o original não diagramado no email. Mais meia hora perdida.

Realmente umas das maiores dificuladades hoje em dia e converter arquivos para PDF, sejam eles documentos de Word, Excel, Slide ou Imagem como JPEG, BMP ou GIF.

Ainda bem que a net tem vários sites de busca e blogs... achei a melhor dica no "Blog do julio".

Fácil, fácil, pois é só mandar o seu arquivo anexado para este email: pdf@coolwide.com. Ele retorna seu email depois de alguns minutos com um anexo do arquivo em formato PDF.

Artigo "Mulher negra: inserção nos movimentos sociais feminista e negro"

Publicado pelas as autoras Valdenice José Raimundo, Vitória Gehlen e Daniely Almeida, publicado no site do observatório do nordeste esse artigo apesar de curto é preciso ao discutir certas questões que afligem as mulheres negras, apesar dos avanços tanto do feminismo quanto do movimento negro. A mulher negra que atua dentro destes dois campos tem que estar cada vez mais alerta contra os mitos das feministas brancas e dos machismos dos militantes que só querem ressaltar os apsectos masculinos da negritude.
Abaixo trecho do artigo que aponta estas problemáticas.
Para ir ao site e ler o artigo
clique aqui ou neste link alternativo.

"O feminismo, em suas formulações iniciais pelo menos, tem sido caracterizado pela ênfase na opressão comum da mulher, a experiência compartilhada da irmandade. No entanto, a tendência de focalizar a questão exclusivamente sobre as experiências comuns das mulheres leva a uma desconsideração das diferenças significantes entre elas, particularmente em termos de raça (King, 1993 apud Gehlen 2003).
Muitas ativistas feministas brancas, segundo a autora, vêm freqüentemente supondo que a postura anti-sexista delas aboliu todo preconceito racial ou comportamento discriminatório. Mas tal presunção é ingênua e reflete uma ignorância séria de como o racismo está impregnado na sociedade. Portanto, um feminismo que ignore as divisões raciais está gravemente aberto às críticas (ibid).
Esta postura ocasionou lutas internas no movimento feminista, pois, segundo comentários de Lélia Gonzalez em entrevista, as feministas brancas com orientação progressista e, aparentemente, de esquerda negaram o significado da raça e seu impacto nas vidas de mulheres negras, além de que as brancas eram hesitantes em relação à discussão sobre raça por causa da sua própria cumplicidade com a dominação racial. Enquanto na superfície parecia que as mulheres brancas e negras poderiam se unir e lutar contra sua opressão comum enquanto mulheres, diferenças entre elas, em termos de experiências e lugares, tornaram-se fontes de conflito e divisão dentro do movimento (Caldwell, 2000).
O movimento feminista não acolhe as questões postas pelas mulheres negras, motivando-as para uma ação política organizativa específica em decorrência da insuficiência com que são tratadas as suas especificidades dentro do movimento feminista.
As mulheres têm esta mesma postura com o movimento negro, posto que em um estão os desdobramentos de gênero e no outro não são enfatizadas as questões raciais.
Isto vai culminar no que Carneiro (2001) evidencia como dupla militância, que se impõe às mulheres negras como forma de assegurar que as conquistas no campo racial não sejam inviabilizadas pelas persistências das desigualdades de gênero, e para que as conquistas dos movimentos feministas não privilegiem apenas as mulheres brancas.
Desta forma, o combate ao racismo empreendido pelas mulheres negras abrange também a busca por uma real inserção social nos movimentos existentes, passa a questionar as desigualdades existentes entre brancas e negras, se posiciona contrário ao discurso machista, bem como, ao discurso de caráter universalista de cidadania6, que deveria contemplá-las, mas que não passava de um mito. "


Mesmo tendo passado a data de lançamento vale pela notícia. Para maiores informações vale uma busca no site do Maúricio Pestana ou ligue ntre em contato com os telefones e email do cartaz.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A DENÚNCIA CONTRA O CRIME DE RACISMO



Para ampliar clique na imagem.

domingo, 7 de outubro de 2007

KIRIKOU NOS CINEMAS DO RIO DE JANEIRO E BAHIA

Com pelo menos duas semanas de atraso Aldeia Grito esta lembrando a todos que estreou o segundo filme de Kirikou em algumas salas de cinema do Rio de Janeiro e na Bahia. Abaixo alguns artigos sobre o filme e dois vídeos, sendo o primeiro o trailer e o segundo um making off da produção do desenho.


Bahia - Salvador
Sala de Arte no festival de Salvador - Exibe 7 e 14 de outubro

Rio de Janeiro

Cine Santa Tereza
Unibanco Arteplex
CI New York

São Paulo
Santos
Unibanco Miramar
Gemini - Exibe 6 e 7 de outubro
Unibanco Arteplex

Trailer de KIRIKOU - OS ANIMAIS SELVAGENS - estréia 08/2007




Kirikou & Karaba - La casting




Retirado do site Omelete
Kirikou 2 - Os animais selvagens
Pequeno africano de Michel Ocelot ganha nova aventura nos cinemas
13/09/2007Fábio Yabu


Você certamente não verá uma miniatura de Kirikou no McLanche Feliz. Um menino africano totalmente nu, rodeado pela sua tribo igualmente pelada não é algo que ajude a vender sanduíches. Mas isso não quer dizer que o personagem principal de Kirikou 2 - Os animais selvagens (Kirikou et les bêtes sauvages, 2005) não seja interessante.

A trajetória de Kirikou, de Michel Ocelot, começou em 1998, em Kirikou e a Feiticeira. Vencedor de múltiplos prêmios ao redor do mundo, o filme rendeu uma sequência em 2005, que as salas brasileiras só estão recebendo agora. A nova aventura, dividida em quatro curtas, se passa antes do final do primeiro filme, quando Kirikou já é adulto.
clique aqui para ler o restante da critica.

Retirado do YahooCinema
Kirikou - Os Animais SelvagensCelso Sabadin
Em 1998, o roteirista, cineasta e animador francês Michel Ocelot encantou o mundo (bom, pelo menos o mundo ligado no circuito alternativo de cinema) com seu longa de estréia, Kiriku e a Feiticeira. De traços simples, idéias ágeis e recheado de cultura africana, o desenho animado ganhou mais de uma dezena de indicações e prêmios em vários festivais mundiais, principalmente os de animação e os ligados à temática infantil.
Dois anos mais tarde, Ocelot lançou o também encantador Príncipes e Princesas, contando histórias mágicas por meio de desenhos silhuetados não menos mágicos, mas sem o reconhecimento popular do seu trabalho anterior. Em 2005, foi a vez de Kirikou - Os Animais Selvagens, antes de, em 2006, o cineasta se superar com o hipnotizante As Aventuras de Azur e Asmar, uma fábula mergulhada na cultura muçulmana.
Clique aqui para ler o restante da critica.

Retirado do site Estadao.com.br
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
'Kirikou-Os Animais Selvagens' é alternativa de animação
Paisagens africanas retratadas no filme são especialmente originais, bem como os traços dos personagens

Filme é inspirado em lendas do oeste africano SÃO PAULO - Sequência de Kirikou e a Feiticeira (1998), o desenho animado francês Kirikou - Os Animais Selvagens retoma a história do minúsculo menino africano Kirikou, mais uma vez enfrentando a terrível feiticeira Karabá, que ameaça a sobrevivência de sua aldeia. O filme estréia nesta sexta-feira em dez cópias, todas dubladas, em São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo.
Michel Ocelot, diretor do filme original, está novamente à frente da produção, mas desta vez contando com uma diretora assistente, Bénédicte Galup. A produção consumiu um ano e meio, dos storyboards aos desenhos propriamente ditos, que foram realizados em três países: França, Vietnã e Letônia.
A participação de cerca de duzentos técnicos de diferentes nacionalidades contribui para que se mantenha o visual do desenho independente da escola norte-americana de animação, representada por estúdios como Disney/Pixar, DreamWorks e outros.
Clique aqui para ler o restante da critica.

Zumbi vai bem, obrigado, na Unipalmares

- ELIO GASPARI - O GLOBO
01.10.07

Falta pouco para a formatura da primeira turma de administração da Unipalmares,criada em 2003. São 160 alunos, dos quais 140 negros.
Em março realizarão seu baile de formatura, com traje a rigor, no Jockey Club deSão Paulo. É uma história de sucesso na qual não entrou dinheiro da Viúva, daIgreja ou dos sindicatos.
Desde sua fundação, pela ONG Afrobrás, ela se dispõe a ter 50% de alunos negros.(Contra 1,3% em São Paulo e 2,3% no Brasil.) Todos os seus vestibulares têmcerca de 80% de candidatos negros, com três inscritos para cada vaga. Hoje aUnipalmares tem dois mil alunos, mais uma faculdade de Direito. (São Paulo tem 368 desembargadores, nenhum negro.) A mensalidade custa R$ 260 e a instituiçãomantém um inédito programa de emprego. Oito em cada dez alunos estão no mercadode trabalho, a maioria deles nos grandes bancos, que adotam salas de aula, oferecem bolsas, estágios e posições.
Fora do mercado financeiro, só a Camisaria Colombo, onde funciona um sistema quedá 20% dos postos de trabalho a afrodescendentes. As aulas de inglês dauniversidade são dadas pelo curso Alumni.Para que não se pense que essa experiência é uma iniciativa destinada a passar pó-de-arroz em jovens negros, ocompleto da escola é Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares.

A lição da Imprensa Negra nos EUA

Retirado do Blog AtabaqueBlog.

Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Imprensa Negra Americana: Um Combate sem Tréguas - “The Black Press: Soldiers Without Swords” de Stanley Nelson foi meu filme escolhido para assistir no Festival do Rio 2007 exibidos na mostra em sua homenagem. Após a sessão, ocorreu um debate com a jornalista Angélica Basthi (Cojira-rj), o professor Júlio Tavares (UFF) e a produtora Vick (organizadora do extinto festival Olhos Negros) e do próprio diretor do filme Stanley Nelson.
O filme apresenta uma trajetória da imprensa negra nos EUA desde seu aparecimento até sua quase extinção nos anos 60.
Mas, como foi possível em plena escravidão e num ambiente segregado, o surgimento da imprensa negra nos EUA, sua longa duração e sua quase extinção nos dias de hoje?
O filme aponta que foi a constatação da omissão sobre a vida do negro no noticiário da imprensa branca ou quando esta o retratava, apenas noticiando crimes ou ações repressivas o que impeliu a que alguns pioneiros afros americanos a criassem seus próprios jornais.
Clique aqui para ler o restante do artigo.

JENA 6 + LITTLE ROCK

JENA 6


O recente caso de "Jena six" salta aos olhos se compararmos com outro que aconteceu há exatamente 50 anos nos EUA: o esforço para acabar com as escolas "separados, mas iguais" que existiam em alguns Estados sulistas norte-americanos. Estas foram criadas pelas "leis Jim Crown" que tinham o objetivo de tentar colocar os negros "no seu lugar", depois da guerra civil que libertou todos os escravos.
Os últimos vinte anos do século XIX dos EUA fez surgir políticos que discursavam que todos os negros deveriam ter escolas, hopitais, etc. , mas na opinião deles os brancos não deviam ser obrigados a morar ao lado destes ou frequentar os mesmos espaços. Se a diferença entre brancos e negros era inevitável era só garantir escolas e outros equipamentos públicos aos fois grupos e todo mundo ficaria feliz. Essa politica perdurou mais de cinco décadas em vários Estados sulitas até ser enfrentada. Terem enfrentado os nazistas contra o preconceito racial ajudou muito a repensar certas práticas internas nos EUA.

No começo dos anos 50 vários setores federais queriam a integração real, enquanto convivência e não como farsa teatral, entre negros e brancos, por isso o Supremo Tribunal dos EUA declarou inconstitucional diversas "leis Jim Crow" que estabeleciam locais e situações diferenciados para negros e brancos em espaços públicos. As escolas forma o principal foco destas deliberações.
A cidade de Little Rock foi a primeira a sofrer intervenção, contudo o governador do Alabama a associação de pais de alunos e grande parte da população branca foi radicalmente contra, impedindo a passagem das crianças negras para salas de aula exclusivas para brancos. O presidente Eishenwoer (ex-general na 2ª guerra mundial) resolveu impor a integração convocando o exército e a polícia federal para garantir as aulas das crianças de Little "pequena pedra" Rock. Esta pedra começava a ser quebrada, logo várias outras também seriam quebradas.



“Eu tinha 15 anos em setembro de 1957. Naquele tempo eu pensava que a guarda nacional estava lá para proteger todos os estudantes. Eu pensei que eles estivessem lá para fazer com que a lei fosse cumprida. Eu não imaginava que eles estavam lá para me manter fora da escola. Meus professores pensavam que seríamos ofendidos, mas eu acreditava que eventualmente acabaríamos sendo aceitos”.(Depoimento dado por Elizabeth Eckfort ao repórter Peter Lennon, do jornal The Guardian, em 30 de dezembro de 1998)

No site Planeta Educação foi publicado um artigo muito interessante analisando o período.


O caso Jena 6 também tem como palco escolas dos EUA, mas não tem como pauta o ensaio de um projeto de integração. Atualmente o que aparentemente se coloca é a igualdade de tratamento e, por que não, a possibilidade de negros e brancos, ou outros grupos, serem igualmente punidos. Mas afinal no final das contas não é sempre isso que está em pauta quando falamos de igualdade? Sermos tratados sem prilégios ou preconceito.

Jena também aponta questões para o Brasil pensar. O nível educacional mais impactado pela atuação dos movimentos negros brasileiro são as universidades, mas como será que os alunos tem sido tratados durante o dia-a-dia das salas e coredores universitários? Algumas pesquisas já tem tentado monitorar estas questões como a Dissertação "Anônimos e invisíveis: os alunos negros na UNICAMP", da Fabiana Mendes; o livro "Negros na Universidade", da Moema Poli; a entrevista sobre a UERJ publicada na Revista Advir e o artigo "As ações afirmativas como resposta ao racismo acadêmico e seu impacto nas ciências sociais brasileiras", de Jose Jorge. Entretanto faltam mais estudos de profundidade.

Bom é melhor ficar por aqui e quanto ao caso de Jena você pode ter mais informações clicando nos links ou nas imagens abaixo e ler os artigos, ou mesmo clicar no interessante Blog Cesto da Gávea que tem atualizado as informações sobre o caso. Outra fonte é o youtube com suas janelinhas , contudo em inglês.







sábado, 6 de outubro de 2007

UNB desiste de usar fotos no sistema de cotas para negros

No final de agosto a UNB estabelece uma mudança na sua política de ação afirmativa, contudo ela pode não ser tão significativa quanto alguns meios de comunicação publicizaram. Agora o candidato após se auto-classificar racialmente vai ser entrevistado por uma comissão caso passe no vestibular. Como vai ser formada esta comissão? Além do mais a hetero-classificação destes membros terá mais valor do que a do individuo?

No processo anterior o individuo se auto-classificava racialmente, mas tirava uma foto para uma comissão que iria avaliar se este tinha direito a cotas, mas era possível o mesmo recorrer formalmente caso discordasse da hetero-classificação.

Podemos então dizer que não houve mudanças significativas dentro do processo estabelecido, mas sim uma adaptação para agradar a imprensa que pegou firme na critica ao caso dos gêmeos que forma hetero-classificados de forma diferente apesar de serem gêmeos univitelinos, ou seja, idênticos.

É bom lembrar algumas questões.
  1. No projeto inicial não constava o uso de foto como um meio de aferição de quem era ou não negro.
  2. As cotas demoraram demoram quatro anos para ser votadas pelo conselho universitario, pois tiveram que percorer diversos tramites internos da universidade até serem aceitas no vestibular de 2004.
  3. A idéia teve apoio de dois professores de antropologia depois que um orientando de doutorado sofreu racismo de um professor, somente depois disso os dois professores conseguiram perceber que o curso de antropologia nunca tinha tido um professor negro.

Para ter acesso ao projeto de cotas da UNB clique aqui.

Abaixo alguns noticias televisivas postadas no youtube


Jornal da Justiça (22.03.04) – cotas UNB



Jornal Nacional (18.03.04) - cotas na UNB




Para gravar os vídeos acima e outros clique aqui.


Priscilla Borges
Do Correio Braziliense
01/10/20070

Em vez de fotografias, entrevistas. A partir de agora, os estudantes que se candidatarem ao sistema de cotas da Universidade de Brasília (UnB) deixarão de ser julgados negros ou não a partir de uma foto. Depois da última polêmica provocada pela homologação, em um primeiro momento, de apenas um dos irmãos gêmeos Alan e Alex Teixeira da Cunha, 18, a instituição anuncia novas regras para aperfeiçoar essa alternativa de acesso aos cursos de graduação. Agora, os candidatos passarão por entrevistas e, frente a frente com os examinadores, assinarão um documento em que se declaram negros ou pardos.
A universidade também decidiu deixar para depois do vestibular a homologação das inscrições para o sistema de cotas. A entrevista com a banca examinadora será marcada em data posterior à aplicação das provas. A quantidade de estudantes convocados será duas vezes superior ao número de vagas para cada curso. De acordo com o reitor da UnB, Timothy Mulholland, a entrevista era a opção preferida pela instituição desde a criação da reserva de vagas. “Mas havia limitações logísticas. É impossível entrevistar 4 mil candidatos”, conta. Com a execução do processo após as provas, é possível convocar apenas os candidatos que têm chances de ser aprovados. “Agora, o mecanismo é viável”, diz o reitor.
As novidades não param por aí. Hoje, os inscritos no sistema de cotas concorrem também às vagas do sistema universal. Como a homologação é feita antes do vestibular, o estudante já faz os testes sabendo quais vagas está disputando. Para que isso continue acontecendo mesmo com a fase de confirmação nas cotas marcada para depois das provas, a instituição decidiu que os candidatos terão de optar por um dos sistemas no ato de inscrição. Os estudantes que quiserem tentar como cotistas só disputarão as vagas reservadas a eles. Não terão mais o direito de concorrer àquelas do sistema universal.
Das vagas oferecidas no vestibular, 20% são destinadas aos candidatos negros ou pardos. Em janeiro, como metade das 2.106 vagas disponíveis por semestre são divididas com o Programa de Avaliação Seriada (PAS), as vagas para as cotas totalizam 204 em todos os cursos. Por isso, os candidatos deverão avaliar em qual sistema têm mais chances de ingressar na instituição antes de marcar o X no formulário. Um jovem pardo ou negro que queira uma vaga no curso de direito, por exemplo, terá de escolher entre disputar as cinco vagas disponíveis aos cotistas ou as 20 do sistema universal.
Loteria
“O aluno terá de decidir sua preferência. Criamos um sistema para jovens negros que, às vezes, é visto por alguns alunos como brincadeira. Não podemos aceitar que seja tratado como loteria. Os estudantes têm que tomar decisões com conseqüência”, destaca Timothy. Para a professora Dione Moura, relatora da Comissão de Implementação do Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial na UnB, a medida servirá para encorajar aqueles que ainda enxergam a UnB como um sonho distante. “Queremos evitar a brincadeira e mostrar aos jovens que se reconhecem como negros e ainda não tentam entrar na UnB que o sistema é para eles”, pondera.
A UnB fez a primeira reserva de vagas para estudantes negros ou pardos em 2003. A proposta era colocar na universidade jovens que representassem essa população, especialmente nos cursos em que não havia alunos afrodescendentes, como medicina e odontologia. De lá para cá, cerca de 2 mil estudantes considerados negros ou pardos ingressaram na instituição. Eles representam cerca de 10% do universo de 20.939 universitários matriculados nos 63 cursos de graduação da UnB. Vale destacar que o critério de avaliação dos cotistas — traços fenotípicos da raça negra — continua o mesmo. O sistema foi criado para funcionar durante 10 anos. Em 2014, ele será revisado.


Jornal Hoje (01.10.07) - mudanças nas cotas da UNB