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sábado, 31 de janeiro de 2009

LIVROS E CARTILHAS AFRO A VENDA

Não é comum anunciarmos venda no blog, mas o material é muito bom e tem a assinatura do Pestana, grande cartunista.
Para acessar o site da Editora EcramBooks clique aqui.

Negros: O Brasil Nos Deve Milhões
Autora: Claudete Alves
Páginas: 360
Preço: R$ 50,00


Violência Histórica Autor: Maurício Pestana
Totalmente ilustrado e colorido
Preço: R$ 30,00

Racista? Eu? De jeito nenhum!
Autor: Maurício Pestana
Totalmente ilustrado e colorido
Preço: R$ 30,00


Manual de Sobrevivência do Negro no Brasil
Autor: Maurício Pestana
Totalmente ilustrado e colorido
Preço: R$ 30,00

A Revolta do Búzios
Autor: Maurício Pestana
Totalmente ilustrado e colorido
Preço: R$ 30,00

Lendas dos Orixás para Crianças: EXU
Autor: Maurício Pestana
Totalmente ilustrado e colorido
Preço: R$ 20,00

A VOLTA DO SOUL

Retirado da revista IstoÉ.

Cultura
Barack Obama e jovens cantoras como Amy Winehouse colocam esse gênero da música negra em primeiro planopor Ivan Claudio
Na hoje combalida indústria fonográfica é possível que uma música gravada há 38 anos volte às paradas e seja ouvida ao mesmo tempo por mais de 40 milhões de pessoas? Sim, se esse cantor for o americano Stevie Wonder e se a música chamar-se Signed, sealed, delivered, I’m yours. A canção era o tema usado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, ao final de seus discursos e foi tocada no baile da posse, quando ele tirou a sua mulher, Michelle, para uma animada dança.
DISCOS DE OURO O dono da Motown não queria crianças como os integrantes do Jackson 5 (acima, com os pais) no elenco da gravadora. Imaginava que elas seriam rebeldes nas aulas de boas maneiras a exemplo do cantor Stevie Wonder (abaixo), autor da música usada na campanha de Obama – que o chama de “meu herói musical”


Clássico da soul music (gênero de música black dos EUA que atingiu o auge nos anos 1960 e inspirou a luta pelos direitos civis da população negra), essa composição de Stevie Wonder não é a única a fazer sucesso novamente. O cantor Seal, por exemplo, acaba de lançar um CD chamado justamente Soul, no qual ele regrava os maiores êxitos de gente como Al Green, Sam Cooke e Curtis Mayfield – ou seja, a nata desse estilo. E, mesmo antes de Obama se declarar fã do gênero, o ritmo já começava a voltar à moda.As baladas da atormentada cantora inglesa Amy Winehouse parecem coisa nova, mas são puro soul do passado. É a mesma receita seguida pelas também inglesas Estelle, Corinne Bailey Rae e Duffy, essa última dona do CD mais vendido do ano na Inglaterra.
Para coroar esse renascimento musical, 2009 é o ano da comemoração do cinquentenário da gravadora Motown, criada pelo espertíssimo Berry Gordy e responsável pelo lançamento de futuras estrelas como Michael Jackson, Diana Ross, Marvin Gaye, The Four Tops e, claro, Stevie Wonder – que Obama chama de “meu herói musical”. Na próxima semana chega às lojas do Brasil o CD triplo Motown 50, com grandes hits dessa turma afinada. O melhor, no entanto, ficou reservado para o mercado americano. Lá acaba de sair a caixa de dez CDs The complete nº 1, com as 191 faixas que chegaram ao primeiro lugar das paradas, um verdadeiro fenômeno.
Trata-se de uma joia para colecionadores que reproduz o sobradinho branco onde ficava a gravadora e hoje é o endereço do Motown Museum, em Detroit. Um sobradinho cheio de histórias, nada assombradas. A mais famosa delas: Gordy montou a empresa e seu histórico Studio A (apelidado por Abdul “Duke” Fakir, do The Four Tops, de “chão sagrado”) por meros US$ 800, emprestados por seu pai. Grande homenageado da próxima edição do Grammy, no dia 8, Gordy estudou piano aos 5 anos, mas teve de ajudar o pai a vender panelas para sobreviver.
Na juventude, abriu uma loja de discos de jazz (que faliu), compôs músicas (que no início ninguém quis gravar) e até cruzou em Detroit com Billie Holiday. Mas foi ao ver o entusiasmo de sua família assistindo a uma luta de boxe na tevê, vencida por um lutador negro, que teve a ideia de criar uma gravadora. “O que eu posso fazer na vida para proporcionar uma alegria parecida?”, perguntou a si mesmo. O próximo passo foi chegar às rádios. Mas quando entregava os discos de artistas negros aos DJs, a recusa era geral: eles achavam uma loucura oferecer aquele tipo de música para uma plateia branca.


FÁBRICA DE HITS O sobrado onde funcionava a Motown, em Detroit

E foi aí que o executivo iniciante deu seu golpe de gênio. Na sua opinião, o som da Motown não deveria ser rotulado de “black music”, mas pop (de popular), acessível a “ladrões e policiais, ricos e pobres, judeus e gentios”. Com essa visão revolucionária, formou uma banda de fabulosos músicos de estúdio para acompanhar seus artistas (os Funk Brothers) e contratou um time de compositores de primeira (Eddie e Brian Holland e Lamont Dozier). Também uma especialista em boas maneiras foi integrado ao grupo. Segundo ele, seus cantores deveriam antes de tudo saber como falar, como se vestir e até como jantar com um presidente.
O resto ficou por conta do cast da gravadora – e foi nesse ponto que as escolhas de Gordy foram certeiras. O primeiro grupo a estourar foi The Supremes, de Diana Ross, que viria a ter um caso com seu empregador. O trio gravou uma música pela qual ninguém dava nada (Where did our love go), mas ela foi direto para os primeiros lugares das paradas. Nascia o chamado “Motown sound”, marcado pelo uso de cordas e metais e pelas vocalizações no estilo “pergunta-resposta”.
O grupo The Four Tops, que no início tinha que cantar voltado ora para a plateia branca, ora para a negra
A contratação dos Jackson 5 é um bom exemplo do jeito de trabalhar de Gordy. Um funcionário de sua companhia havia visto os garotos se apresentarem em Nova York, mas ele se recusava a ouvi-los. Dizia que não queria lidar com crianças e que já tinha muito trabalho com as aulas de “etiqueta” de Stevie Wonder. Mas ao recebê-los, contratou-os no ato. Não pense, contudo, que o início foi o conto de fadas que geralmente se conta. Nessa época, o racismo imperava nos EUA, especialmente nos Estados do sul. Em recente entrevista à revista americana Vanity fair, a cantora Martha Reeves lembra que nas turnês da gravadora eles chegavam até a ser ameaçados por pessoas armadas. Diziam: não servimos crioulos, vocês não podem comer aqui e nem usar o banheiro.
A solução era tomar banho nas estações rodoviárias e assar salsichas no calor dos refletores. Mesmo com a conquista do público, nos shows, o artista tinha de se apresentar voltado ora para a plateia branca, ora para a negra. Meio século depois, isso parece ridículo. A cantora Amy Winehouse pode até estar drogada na maior parte do tempo, mas ela sabe o significado de se apresentar ao vivo com dois vocalistas negros usando terninhos. Com muito soul (alma) e no melhor estilo Motown.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

MORRE IDEALIZADOR DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Retirado do Informativo da Fundação Palmares.


Brasília - O primeiro dia de 2009 trouxe luto ao Movimento Negro, com a morte, aos 67 anos, do professor, poeta e pesquisador Oliveira Ferreira da Silveira. Um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra - 20 de novembro, ele morreu em Porto Alegre (RS), vítima de câncer. Gaúcho natural de Rosário do Sul, graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especializou-se em Língua Francesa. Docente aposentado da rede pública de ensino, seu corpo foi cremado e as cinzas, levadas à terra natal.

Oliveira Silveira foi um dos criadores do extinto Grupo Palmares, em 20 de julho de 1971. Evocando ícones negros como Luiz Gama e José do Patrocínio, a reverência a Zumbi dos Palmares foi o ato de maior relevância do Grupo naquele ano. Em 1978, o 20 de novembro foi elevado a Dia da Consciência Negra a partir da fundação do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUCDR). A data tornou-se referência para os afro-brasileiros em contraponto ao 13 de maio, e também fez o professor-poeta nacionalmente conhecido.

A constante atuação de Oliveira Silveira no Movimento Negro se deu na militância política e na produção literária, onde colheu honrarias e premiações. Fundou ainda o grupo Semba, a Associação Negra de Cultura e integrou o corpo editorial da revista Tição (publicação do final dos anos 1970). Sua presença foi marcante em rodas de intelectuais e formadores de opinião. Como escritor, publicou, até 2005, uma dezena de livros - entre eles Poema sobre Palmares, Banzo Saudade Negra, Pêlo Escuro e Roteiro dos Tantãs - e participou de antologias e coletâneas no Brasil e no exterior. Seus temas preferidos eram a vida dos negros no Rio Grande do Sul e a questão negra de forma geral. Sua produção correu mundo, publicada na Alemanha e nos Estados Unidos. Também exerceu atividades jornalísticas, com artigos, reportagens e alguns contos e crônicas veiculados na imprensa, e participou em obras coletivas - caso do ensaio "Vinte de novembro: história e conteúdo", no livro Educação e Ações Afirmativas (Brasília: Ministério da Educação/Inep, 2002).
Foi conselheiro de notório saber em relações étnico-raciais do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, no período 2004-2008. Ultimamente, colaborava com a Seppir como consultor acerca da preservação dos clubes negros como patrimônio material e imaterial afro-brasileiro. Dedicava-se, também, ao informativo eletrônico Negraldeia (www.negraldeia.blogspot.com). Frequentador assíduo dos clubes negros gaúchos, foi o idealizador e articulador do 1º Encontro Nacional de Clubes Negros, em 2006. Mapeou mais de 70 entidades desse segmento existentes no Brasil.
No primeiro dia deste ano, na apropriada e também poética definição de Horácio Lopes de Moraes, conterrâneo do mestre, nasceu (mais um) ancestral. Fontes: Centro de Cultura Negra do Rio Grande do Sul (www.ccnrs.com.br), Blog pessoal (www.oliveirasilveira.blogspot.com).

SOBE O NÚMERO DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS CERTIFICADAS

Retirado do Informativo da Fundação Cultural Palmares.

Sobe o número de comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares

Brasília - Mais 16 comunidades remanescentes de quilombos foram certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Oito delas estão localizadas no Maranhão, três na Bahia, duas em Minas Gerais, duas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. A certificação foi publicada no Diário Oficial da União, em 31 de dezembro de 2008. Com essa última ação, o número de comunidades certificadas subiu para 1.305.
A certificação ocorreu conforme as declarações de auto-reconhecimento de cada comunidade, respeitando o Decreto nº 4.887/2003 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os povos indígenas e tribais. A partir de agora, todas essas comunidades podem fazer parte de programas governamentais, como o Fome Zero e o Luz para Todos.
Na seqüência, o processo segue para o Incra, onde será elaborado o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) das comunidades. Depois do reconhecimento, segue a etapa de desintrusão, na qual são identificados os imóveis rurais dentro do perímetro da comunidade quilombola. Nesta fase, os imóveis particulares são desapropriados e as famílias não-quilombolas que se enquadrarem no Plano Nacional de Reforma Agrária serão reassentadas pelo Incra. A quarta e última fase é a titulação, na qual a comunidade quilombola recebe um único título correspondente à área total.
A Fundação Cultural Palmares é responsável por promover políticas públicas voltadas para a população negra, visando à preservação de seus valores culturais, sociais e econômicos e, ainda, pela promoção e apoio de pesquisas e estudos relativos à história e à cultura dos povos negros e pela inclusão dos afro-brasileiros no processo de desenvolvimento.

Procedimento
Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos os grupos étnicos raciais, segundo critérios de autodefinição de cada comunidade, desde que tenham trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com formas de resistência à opressão histórica sofrida.
Para a emissão da certidão de autodefinição como remanescente dos quilombos deverão ser adotados os procedimentos previstos no Decreto nº 4.887/2003 e na Portaria Interna da Fundação Cultural Palmares nº 98, de 2007. Os quilombolas devem fazer uma declaração de auto-reconhecimento e enviar para a FCP, que registra no Livro e emite a certidão.

Confira aqui as legislações
Confira aqui o mapa das Comunidades Certificadas

BRASIL E SENEGAL SE REÚNEM PARA PLANEJA III FESMAN


Informe Palmares - Número 41 - Ano 3 - 1 a 31 de Janeiro de 2009
III Festival Mundial de Artes Negras terá o Brasil como convidado de honra
Brasília - O III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman) foi pauta de reunião entre os ministérios da Cultura de Brasil e Senegal em Brasília, no último dia 22 de janeiro. Marcado para o dia 1º de dezembro, o III Fesman será realizado em Dacar, no Senegal, até o dia 21 do mesmo mês.
O Brasil será convidado de honra do evento, que contará com a participação de mais de 80 países.
Estavam presentes à reunião, o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o ministro da Cultura interino, Roberto Nascimento, além do ministro da Cultura senegalês, Mame Birame Diouf. O ministro Juca Ferreira e Zulu Araújo coordenam a comitiva brasileira do III Fesman.
Na reunião, as delegações definiram o dia 25 de maio como a data de lançamento oficial do evento no Brasil. O lançamento contará com as presenças dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Senegal, Abdulaye Wade. Além disso, foi definida a data da reunião do Comitê Internacional, nos dias 1º, 2 e 3 de março, com a presença do ministro Juca Ferreira e do presidente da FCP, Zulu Araújo.
O ministro senegalês ressaltou que a reunião foi muito importante por ter sido realizada em um país escolhido para ser homenageado e com um papel relevante no Festival. "O Brasil tem uma liderança muito grande na América Latina e na Comunidade Negra, por isso esse encontro de hoje é primordial. O povo senegalês espera ansiosamente pelos brasileiros", disse.

O presidente da Fundação Palmares declarou que o MinC está cumprindo rigorosamente o cronograma já acordado em outras reuniões. Segundo Zulu Araújo, já foram criados os Comitês MinC e Comitê Nacional para o Fesman, além da primeira disponibilidade financeira, da ordem de R$ 3 milhões. Zulu Araújo relatou ainda a previsão de dois grandes eventos pré-Fesman: o 1° Fórum Nacional de Performance Negra para a Dança e Teatro, a ser realizado em Salvador, com previsão para maio, e o 2° Encontro sobre Renascimento Africano, previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em junho.
O Festival Mundial das Artes Negras é a maior reunião das artes e da cultura negra do mundo. Foi idealizado pelo ex-presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor, na década de 1960, com o tema "Significação da Arte Negra pelo Povo e para o Povo". O segundo foi realizado na Nigéria, em 1977, com o tema "Civilização Negra e Educação". Este ano, vai homenagear o Brasil, com o tema o "Renascimento Africano". A homenagem se deve principalmente ao fato de o Brasil abrigar a segunda maior população negra mundial depois da Nigéria. Mais de 80 países vão participar do III Fesman. Quatro redes de satélites vão percorrer o mundo inteiro mostrando toda a programação, que será transmitida em cinco idiomas: inglês, francês, espanhol, português e árabe

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE PLANO DE CAPACITAÇÃO PARA AFRODESCENDENTES

Retirado do site do MTE (Ministério do Trabalho e Renda).


Notícia
Ministério do Trabalho e Secretaria da Igualdade Racial avaliam Planseq para 25 mil trabalhadores
Foto: LUDIMILA BASILIO

Brasilia, 29/01/2009 - Foi realizada na manhã desta quinta-feira (29), no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasilia, audiência pública para discutir uma proposta de qualificação social e profissional para o Plano Setorial de Qualificação (Planseq) direcionado a negros e afrodescendentes. O Planseq será implementado por meio da parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).
O Planseq vai oferecer 25 mil vagas em cursos profissionalizantes e será voltado, principalmente, para os setores de Serviços e Comércio, onde existe grande concentração de população negra. A expectativa é que sejam ministrados cursos de repositor, operador de caixa, recepcionista, mecânico de motos, operador de telemarketing, gerente de supermercado, consultor de vendas e cuidador de pessoas.
"Queremos acompanhar se os 25 mil trabalhadores estarão empregados. Quero ver a carteira de trabalho assinada. Estamos chamando vocês para a luta, para busca do direito e do respeito que não se pode negar pela cor", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante a audiência.
Dez estados e o Distrito Federal serão contemplados pelo programa, proporcionando melhores condições de acesso ao primeiro emprego, maior tempo de permanência nos postos de trabalho, melhor colocação profissional e igualdade de condições salarial.
O Secretário Adjunto da Seppir, Eloi Ferreira de Araujo, espera que o projeto possa atender, futuramente, um número maior de pessoas. "Precisamos alcançar e qualificar a juventude das periferias para garantir trabalho, esporte e educação".
Participaram do encontro representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de movimentos sociais.

Assessoria de Imprensa do MTE

(61) 3317 - 6537/6540 acs@mte.gov.br

NOVO SITE APONTA AVANÇO DESIGUAL NOS ODM

Retirado do site do PNUD.

Brasília, 27/01/2009
Brasil tem municípios com grande melhoria e outros com retrocesso nos Objetivos do Milênio; novo portal tenta levar metas às prefeituras-->

DAYANNE SOUSAda PrimaPagina
Reduzir pela metade a pobreza extrema é uma das metas da ONU em que o Brasil evoluiu, como um todo. Mas, em 433 municípios, o que aconteceu foi o oposto: o número de pobres cresceu de 1991 a 2000 (últimos dados disponíveis sobre o tema). Esse tipo de desigualdade motivou a criação do
Portal ODM, um site que vai acompanhar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nos 5.564 municípios brasileiros. Os ODM são uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015 e que agora estão sendo adaptadas para os municípios do Brasil.
“As médias são perversas”, diz o coordenador executivo do Núcleo de Apoio a Políticas Públicas e um dos responsáveis pelo Portal, Sergio Andrade. “O Brasil avança na média, mas os problemas locais continuam”, acrescenta.
Exemplo disso é o município de Manari (PE) que, em 1991, tinha 87,8% da população vivendo com menos de meio salário mínimo, a linha de pobreza considerada pelo Portal para os municípios. Esse percentual de pessoas vivendo com menos salário mínimo cresceu e chegou a 89,99% em 2000. Manari é o município de mais baixo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros. O pior desses casos é o da cidade de Palmares Paulista (SP), onde o número de pessoas vivendo abaixo do indicador de pobreza do Portal cresceu 153,6% no mesmo período. Ao todo 2769 cidades (das 5507 para as quais havia dados desse indicador até 2000) tiveram desempenho pior que o do Brasil como um todo.
Na outra ponta, mostra o portal, 11 municípios (todos do Rio Grande do Sul) conseguiram reduzir o número de pessoas na pobreza em 2000 para um quarto do que era em 1991. Paraí obteve o melhor desempenho com uma redução 81% dos habitantes que viviam com menos de meio salário mínimo.
Para reduzir essas discrepâncias, a equipe do site (que ainda funciona com limitações, mas deve entrar no ar nesta semana) espera inserir os ODM na agenda de governo dos prefeitos que assumem em 2009. Para Ana Rosa Soares, do PNUD, o portal marca uma nova fase de estímulo aos ODM no Brasil. “Hoje o governo federal já está bem envolvido, tem trabalhos importantes na área, mas queremos que os ODM sejam alcançados por todos, na esfera local”.
Adaptações
Alcançar as metas, porém, não é responsabilidade integral do município. A pobreza, como no caso de Manari, depende de outros fatores: “é uma questão estrutural do país que um município não resolve sozinho, mas ele também é um ator importante”, argumenta Sergio. “A ideia não é culpar um município por não alcançar uma meta da ONU, mas sim fazer com que ele progrida e que estabeleça sua própria meta”, afirma Ana Rosa.
Usar as mesmas metas para o governo de uma nação ou de uma pequena cidade pode parecer uma dificuldade, mas os idealizadores do Portal são unânimes em dizer que isto é possível. “A cidade é onde a vida acontece de verdade”, diz Luciana Brenner, coordenadora do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis). Para ela, a capacidade de mobilização, de apoio da população às ações de governo, torna-se maior quanto mais locais forem as ações.
Para reunir os dados, o Portal ODM fez uma seleção de índices que são compatíveis à realidade municipal e que têm relação com as metas. Cabe ao município compreender os desafios que lhes são mais pertinentes e até decidir se vai incluir outros dados, traçar outras metas próprias que vão de encontro aos ODM, explica Luciana. “O Portal traz o feijão com arroz para mostrar como os ODM estão e os municípios, para efeitos de planejamento, podem trazer mais indicadores”, acrescenta Sergio.

ORTOGRAFA - SITE QUE FACILITA CONFERIR AS NOVAS REGAS ORTOGRÁFICAS

Muito bom o site para todos nós que ficamos reféns das novas regras ortográficas. Vai ser colocado um banner no lado direito do blog para facilitar o acesso. (essas duas frase segundo o site estão em acordo com as novas regras... rs)
Para acessar o site clique na imagem abaixo.


O Ortografa! nasceu de uma súbita ideia quando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa começou a ser adotado no início de 2009. A funcionalidade é simples: digite sua frase no campo acima que o sistema procurará trocar as palavras para a ortografia correta. Caso ele não consiga — certamente por haver alguma ressalva — ele mostrará uma dica para você se guiar nos seus textos.
Em caso de dúvidas, sugestões e/ou bugs, esteja livre para
entrar em contato comigo.

ATENÇÃO: O Ortografa! deve ser utilizado apenas para as novas regras ortográficas. De qualquer forma, estou trabalhando numa estrutura que o permita ajustar as principais dúvidas ortográficas da nossa língua (farei inclusões periódicas destes casos). É importante lembrar que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) só estará disponível entre fevereiro e março. Ele é o documento oficial (registro) da grafia das palavras no Brasil e somente a partir dele o Ortografa! poderá ter seu catálogo de correções completado.
Todas as dicas são baseadas no Guia Prático da Nova Ortografia da editora Melhoramentos e pesquisas diversas.

CLAM SELECIONA TUTORES PARA CURSOS ON-LINE

Retirado do site CLAM.



CLAM seleciona tutores
O Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos - CLAM, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, oferecerá um curso on-line de formação de professores nas áreas de gênero, sexualidade, gravidez na adolescência, relações étnico-raciais e participação juvenil, entre os meses de maio e setembro de 2009. Para realizar tal oferta, estamos selecionando candidatos/as para atuarem como tutores/as on-line

Faça o download do edital

INDÍGENAS FAZEM MATRÍCULA NA UFPR

Retirado do site Bem Paraná.

29/01/09
Da Redação

Os dez candidatos aprovados na 8ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná fizeram ontem o seu registro
acadêmico na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Eles chegaram juntos até o prédio histórico da UFPR, local onde, desde a segunda-feira, os masi de 5 mil aprovados no concurso de 2009 efetuam sua matrícula.
Dos dez alunos aprovados, sete são homens e três, mulheres. Hoje, 23 alunos indígenas estudam na Universidade Federal do Paraná. “O percentual de desistência desses alunos é baixíssimo”, observa explica o professor Eduardo Harder, membro da comissão de acompanhamento dos estudantes indígenas na universidade.
Após as provas, realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro em Londrina, 57 candidatos foram classificados para as dez vagas oferecidas pela UFPR. No total, 226 candidatos se inscreveram para participar do processo seletivo. Já as sete universidades públicas estaduais que também organizam o vestibular conjunto oferecem seis vagas cada.
As vagas nas universidades estaduais são reservadas para integrantes de comunidades indígenas paranaenses. Na UFPR, as vagas são abertas a índios de qualquer região do País. Os candidatos fizeram prova oral de língua portuguesa e provas objetivas de português, língua estrangeira ou indígena, biologia, física, geografia, história, matemática e química, além de redação. Para as provas, o manual do candidato foi publicado em português, kaingang e guarani.
Manifestação — Um grupo de cerca de 20 pessoas ligadas ao movimento dos direitos dos homossexuais fizeram uma manifestação nas esadarias da UFPR, na Praça Santos Andrade. Portanto faixas e cartazes, também pediam vagas reservadas para ao gênero. A UFPR tem cotas para negros, cotas sociais e a reserva para índios.

OBAMA ASSINA LEI DE IGUALDADE SALARIAL

Retirado do site do jornal O Dia.


30/01/2009
O Dia Online


Igualdade agora é lei Obama aprova legislação que garante salário igual a homens e mulheres que ocupam as mesmas funções nos Estados Unidos


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou ontem sua primeira lei desde que assumiu o cargo, a de Igualdade Salarial. O ato coroou a luta de Lilly Ledbetter, 70 anos, para ter condições salariais iguais às de homens da empresa em que trabalhou. Através de processo contra a companhia, ela provocou a mudança na legislação americana. O texto facilitará ainda os processos judiciais sobre salários discriminatórios relacionados a idade, raça, religião ou país de origem.

Obama assinou a lei, batizada com o nome da trabalhadora, acompanhado do vice-presidente, Joseph Biden, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e da própria Ledbetter, que se emocionou ao receber aplausos. Ela também ganhou abraços do presidente e da primeira-dama, Michelle Obama.

Ledbetter foi supervisora da empresa de pneus Goodyear Tire and Rubber Company em Gadsden, Alabama, por 19 anos. Pouco antes de se aposentar, soube que, durante 15 anos, a empresa pagou a ela 40% menos do que pagava aos homens que faziam trabalho semelhante.

A ex-supervisora entrou com um processo e ganhou, mas a Suprema Corte americana, na época da administração Bush, rejeitou a ação, alegando que a queixa demorou muito para ser apresentada. Segundo a corte, a mulher devia ter entrado com o processo em um prazo de 180 dias desde o primeiro cheque “discriminatório” que recebeu. Ao assinar a lei, Obama suprimiu a decisão.



Para democrata, lei garante justiça familiar

Durante a solenidade, Obama elogiou Ledbetter, uma mulher que “trabalhou duro e bem” e que, no entanto, ganhou menos cerca de 200 mil dólares em relação aos homens em 20 anos. Ele explicou que a reivindicação de Ledbetter não é um tema feminista, mas de justiça familiar. Ontem, Obama também se envolveu em polêmica: o jornal britânico ‘The Guardian’ afirmou que seu governo está preparando carta para o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que enviou ao americano bilhete depois das eleições. A Casa Branca negou.



No mesmo dia, americano de 20 anos que enviou e-mail ao FBI dizendo que mataria Obama foi indiciado, mas responderá em liberdade.

NOVOS PASSOS PARA DURBAN

Retirado do blog Revisao de Durban.

Sábado, 24 de Janeiro de 2009
1a. Compilação traduzida
Bom DiaSegue o documento da 1a. compilação das Propostas de Durban


Em inglês
Em Português

* Use este link para traduzir um conteúdo, uma página html ou até um site (experimente inserir o link de Durban aqui, e acessá-lo...)

Terça, 20 de Janeiro de 2009
Durban Review Conference Update - Novos passos para Durban

No site oficial da Conferência há um informe com o nome
Durban Review Conference Update que é um informe dos encaminhamentos sobre Durban, incluindo a reunião de um grupo de trabalho, iniciada dia 19 de janeiro de 2009.Artigo de Navanethem Pillay - Alto Comissário das Nações Unidas para Human Rights Direitos Humanos (em inglês) (em português)

Segue uma compilação do texto da reunião iniciada em 19 de janeiro de 2009

As negociações dos membros do grupo de trabalho criado para negociar e concluir um projeto de documento para a Revisão da Conferência terá início formal em 19 de Janeiro de 2009.
Uma compilação de propostas para o documento resultante foi aglomerada em Outubro do ano passado na Conferência Preparatória, mas a compilação é composta por seis propostas iniciais apresentadas pelas autoridades regionais e outros grupos.

Na sua primeira reunião formal em 27 de novembro de 2008, o grupo de trabalho, que é aberto à participação de todos os Estados-Membros, concordou que a sua fase preliminar do trabalho deve ser uma análise técnica das propostas e que deve eliminar duplicações, harmonizarão seções e reduzir drasticamente o texto. O grupo de trabalho se reunirá na próxima semana, no Palais des Nations, em Genebra (19 de janeiro de 2009)
Um mês mais tarde, na sequência do trabalho que foi conduzido por uma série de reuniões informais, o presidente do grupo de trabalho, o Diplomata russo Yuri Boychenko, apresentou aos Estados-Membros um racionalizado documento que foi reduzido de 130 páginas para 38, que pode ser encontrado aqui (site oficial).
Os Estados-Membros terão tempo de analisar o documento e o presidente do grupo de trabalho através de reuniões informais irá avaliar as reações iniciais antes da sessão solene começa na próxima semana. A primeira tarefa da sessão solene, que será realizada a partir de 19 a 23 de Janeiro de 2009, será entrar em acordo se o novo documento compilado será aceito como uma base para as negociações daqui por diante.
Se for, vai tornar-se formalmente o Projeto de Documento de Resultados de Durban - Conferência de Revisão, e as negociações sobre a substância da sua língua irá começar.em que linguas estará disponível irá começar.

DOMINGO, FESTA DO AXÉ

Retirado do blog do CEN.

1º DIA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Retirado do site do UOL Notícias.

Fórum Social Mundial foca 1º dia na Amazônia; quilombolas aparecem para a discussão

Rodrigo Bertolotto

Enviado especial do UOL Notícias
Em Belém (PA)

Para Daniel Souza, líder dos quilombolas do Pará, as grandes empresas poluidoras da Amazônia devem pagar o preço 'caro' do aquecimento global. Veja sonora gravada por Rodrigo Bertolotto durante discussões no Fórum Social Mundial, Belém (PA)

A questão amazônica domina o primeiro dia de atividades do FSM (Fórum Social Mundial), sediado em Belém (Pará), justamente pela proximidade com o tema. E o foco principal ficou por conta da denúncia de comunidades indígenas, tanto do Brasil quanto do Peru e do Equador, sobre a ação do agronegócio e das mineradoras na região.
Mas no meio dos representantes dos índios estava um líder de uma população da floresta muitas vezes ignorada: os quilombolas. Eles são remanescentes dos escravos que escaparam das fazendas e adentraram na mata para formar sociedades. "Nossos antepassados fugiram, mas nós temos que mostrar a cara e mostrar que somos um dos grandes especialistas em Amazônia", sentenciou Daniel Souza, líder dos quilombolas do Pará.
Segundo ele, há 302 comunidades de descendentes dos quilombos no Estado. "Quem destrói a região são as grandes empresas de agronegócio e as mineradoras. Eles têm que pagar pelo preço", aponta Souza.
Grandes impulsionadoras da Bolsa de Valores brasileira, a Vale e a Petrobras vão estar no olho do furacão. Além de mesas de discussão, já estão programadas manifestações contra essas empresas. Apesar de patrocinadora do Fórum, a Petrobrás já é alvejada por sindicalistas dos petroleiros, que montaram barracas vendendo camisetas pedindo o fim das parcerias da estatal com multinacionais estrangeiras.
"A Vale destrói muito mais a Amazônia que os povos que vivem por lá. Eles contribuem com algumas ações sociais, mas é pouco ainda", queixa-se Souza.
Além dos indígenas e quilombolas, os ribeirinhos (população cabocla que mora em comunidades à beira dos rios) também marcam presença no Fórum. A participação deles teve apoio estatal, bancando o deslocamento e a hospedagem na capital paraense. Várias atividades culturais mostraram o modo de vida dessas populações para os frequentadores do evento, idealizado em 2001 como contestação ao Fórum Econômico Mundial, que acontece anualmente em Davos (Suíça) e reúne empresários e governantes.
No começo de 2007, uma reunião dos organizadores em Berlim (Alemanha) escolheu a cidade de Belém como sede do Fórum de 2009. O tema do aquecimento global seria o foco com esse cenário. Entretanto, após a crise econômica dos EUA a partir de setembro, boa parte dessa agenda voltou-se para o capitalismo. Mesmo assim, o viés ecológico ficou forte no primeiro dia, com divulgações de pesquisas por parte de ONGs e institutos ligados ao tema ambiental.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

NO FSM - POLÍTICAS PÚBLICAS AFIRMATIVAS E PROTAGONISMO

Para ampliar clique na imagem.

OS 100 PRIMEIROS MINUTOS DE OBAMA NO PODER

Retirado do jornal O Globo.

Revista 'Mad' faz sátira sobre os 100 primeiros minutos de Obama no poder
Publicada em 27/01/2009

O Globo

RIO - A tradicional revista americana de humor "Mad" publicou na sua última edição uma sátira sobre os 100 primeiros minutos do presidente Barack Obama no poder.
Na capa está estampada a figura de um Obama desesperado, diante de um cenário de crise econômica, a maior desde a Grande Depressão de 1929, e dois conflitos no exterior que já custaram muito mais do que o previsto e mataram muitos americanos. Cigarros não são economizados (Obama já prometeu várias vezes parar de fumar), bem como remédios. Compõem ainda o cenário desolador um relatório confidencial sobre o Irã e um outro documento sobre segurança interna.
Sobre a mesa do chefe da Casa Branca também estão jornais com manchetes que aumentam ainda mais o pânico presidencial: "Empresas automobilísticas quebram!", "Ameaça talibã!" e "Dow Jones desaba!".
O desenhista da capa só poupou o presidente de uma coisa: as famosas orelhas de abano do personagem Alfred E. Newman.

BANCO MUNDIAL AVALIA IMPACTO DA CRISE FINANCEIRA EM ÁFRICA

Retirado do site África 21.

DF29/01/2009
Crise
"É cedo demais para explicar, com dados, a maneira como a crise financeira mundial vai afectar o continente negro."
Da Redação


Addis Abeba - Será preciso esperar muito para avaliar e quantificar o impacto nítido da crise financeira mundial actual sobre os investimentos em África, declarou quarta-feira (28), em Addis Abeba, um responsável do Banco Mundial (BM), Inger Anderson.
"É cedo demais para explicar, com dados, a maneira como a crise financeira mundial vai afectar o continente negro. Haverá provavelmente, como sinal precursor, uma diminuição de créditos que afectará as actividades económicas no continente", preveniu Anderson em conferência de imprensa sobre o desenvolvimento das infra-estruturas e a energia em África, dois principais temas da XII Cimeira da União Africana (UA) que se realizará na capital etíope de 1 a 3 de Fevereiro próximo.
Ela disse constatar uma diminuição em cinco domínios chaves, designadamente as exportações, as transferências de dinheiro dos africanos da diáspora, o turismo, as receitas e os investimentos no sector privado. A representante do BM indicou por outro lado que não se sabe quanto tempo vai durar a crise financeira mundial.
No entanto, Anderson instou os governos africanos a fazerem sacrifícios para manter a dinâmica do investimento nas infra-estruturas que, segundo ela, esteve no máximo nestes últimos cinco anos.
"Compromissos deverão ser assumidos entre África e seus credores para se manter esta dinâmica", declarou a funcionária do BM convidando os governos do continente a racionalizarem seus orçamentos nacionais a fim de apoiar bolsas de investimentos actuais no desenvolvimento das infra-estruturas.
Por sua vez, o presidente de African Business Round-table (Mesa Redonda de Negócios Africanos), Bamanga Tukur, declarou que os africanos devem aproveitar este momento para transformar a crise financeira mundial numa oportunidade a fim de tirar proveito dos projectos financiados por credores externos.
"Esta crise do crédito é um apelo à África para despertar. O desafio a enfrentar consiste em aproveitar as oportunidades para se explorarem estes projectos. Já não podemos ficar sem reagir e esperar avançar como era o caso no passado. Devemos explorar os projectos de desenvolvimento", declarou Tukur.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), uma das instituições financeiras que investe no desenvolvimento das infra-estruturas do continente, apelou para a mobilização de recursos suplementares a fim de soltar o comércio no continente.
O director do BAD, Gilbert Mbesherubusha, declarou que a boa governação e a vontade política são as condições prévias para atingir os objectivos fixados em matéria de desenvolvimento das infra- estruturas e da energia em África.
"A boa governação é uma condição prévia para o sucesso. Sem ela, não obteremos os resultados previstos", declarou.
Na sua opinião, as disparidades no desenvolvimento das infra- estruturas entre os Estados poderão ser ultrapassadas por intermédio das Comunidades Económicas Regionais, que qualificou de "essencais" para colmatar os desequilíbrios notados."A integração regional é concebida para suprimir estas disparidades", defendeu o responsável do BAD.


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

HOMOFOBIA É MAIS COMUM QUE O RACISMO, DIZ ESTUDO

Retirado do site Dykerama. Bom, isso é lá na Inglaterra.


Pesquisa revela que 41% dos ingleses assumem ter preconceito contra lésbicas
Por Redação
Publicado em 19/1/2009

Estudo: gays e lésbicas são principais vítimas do preconceito
A homofobia é mais comum que o racismo. É o que revela estudo sobre o preconceito apresentado na semana passada na Inglaterra.

O estudo, realizado pela Sociedade Britânica de Psicologia, mostrou que 35% dos entrevistados assumiram ter algum tipo de preconceito contra homens gays e 41% contra lésbicas.
28% dos entrevistados disseram que já discriminaram pessoas de origem asiática e 25% afirmaram ter preconceito contra negros. “Atitudes preconceituosas são difíceis de mensurar, porque se uma pessoa admitir que é racista ou sexista poderá enfrentar graves consequências. Assim, para descobrir as intenções reais de nossos participantes medimos suas atitudes ‘implícitas’ – associações mentais das quais não temos consciência – utilizando testes de computador”, explicou Pete Jones, um dos responsáveis pelo estudo.
Para o pesquisador, o estudo mostra que o preconceito ainda existe e deve ser combatido. “Os resultados mostraram que gays e lésbicas são hoje as principais vítimas do preconceito, como eram os negros há alguns anos”, disse Jones. “Uma vez que as pessoas percebam que têm preconceito, elas devem mudar suas atitudes – assumir o controle para que elas não tenham impacto em seu comportamento. Podemos agir dessa maneira examinando nossos pensamentos para ter certeza de que nossos preconceitos não estão nos influenciando”, concluiu o pesquisador.

PROCURADOR-GERAL CONSIDERA INCONSTITUCIONAL FERIADO DE ZUMBI

Retirado do jornal O Globo.

Procurador-geral considera inconstitucional feriado do Dia da Consciência Negra no Rio
Publicada em 26/01/2009

O Globo

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, considerou inconstitucional a lei estadual de 2002 que institui o Dia da Consciência Negra, no dia 20 de novembro, no Estado do Rio. A data celebra o aniversário da morte de Zumbi de Palmares. O parecer de Antonio Fernando se referiu ao pedido de ação direta de inconstitucionalida de proposta pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) contra a lei em questão.
A confederação sustenta que a legislação fluminense viola a Constituição por invadir a competência da União para editar normas sobre direito do trabalho. A CNC argumenta ainda que uma legislação federal define que somente a União pode legislar sobre a criação de feriados, pois o tema está inserido na esfera do direito do trabalho, cabendo aos estados apenas a declaração de datas comemorativas.
No parecer em que concorda com a entidade, o procurador-geral destaca que "ao dispor sobre a criação de um novo feriado, a lei estadual adentrou na seara do direito do trabalho, refletindo nas relações entre empregados e empregadores, sobretudo do comércio".
Ele explicou que a instituição de novo feriado implica o fechamento do comércio, com integral pagamento do dia aos funcionários, o que tornaria evidente o interesse da confederação, sobretudo porque a multiplicação desordenada dos dias de proibição de trabalhar resulta num agravamento dos custos suportados pelos comerciantes. O parecer será analisado pelo ministro Carlos Britto, relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ONU LANÇA SITE SOBRE REVISÃO DA CONFERÊNCIA DE DURBAN

Para acessar o site clicando na imagem abaixo.


ESPECIAL SOBRE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA ON LINE

Mais uma postagem sobre religião influenciada incialmente pelo excelente blog do CEN. O jornal Extra é um períodico popular do Rio de Janeiro, ou seja, alcança os setores pobres. Portanto, é importante que eles façam matérias defendendo a crença e manifestação religiosa afro. O especial on line feito por eles sobre intolerância religiosa também está muito interessante.


Para acessar o especial daonde foi tirado as imagens abaixo clique aqui.



CARTILHA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Retirado do excelente blog do CEN.




A liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal. É com base nesta lei, que o CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades - em parceria com o SESC SP e INTECAB - Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Coordenação São Paulo) - com o apoio de lideranças religiosas, lançou em 2004 a campanha Em defesa da liberdade de crença e contra a intolerância religiosa.
O Estado brasileiro é laico, não sendo autorizado a eleger qualquer manifestação religiosa como verdadeira ou falsa. A constituição vigente, de 1988, diz que todas as crenças e religiões são iguais perante a lei e devem ser tratadas com igual respeito e consideração.

Com base nestes direitos impressos na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos a Campanha tem como ação principal a divulgação e conscientização das pessoas, e da sociedade, acerca destes direitos. O lançamento de uma cartilha cujo conteúdo é baseado numa reconstrução da história das leis brasileiras sobre intolerância religiosa - além de um anexo com indicações das leis mencionadas -, é o primeiro passo deste projeto.

Embora a Constituição Brasileira assegure os direitos de expressão das diversas confissões religiosas, práticas intolerantes ainda estão presentes no cotidiano brasileiro, sobretudo, quanto às religiões afro-brasileiras. Nesse sentido, é importante esclarecer que a discriminação religiosa é crime e que o respeito para com a diversidade religiosa é também um exercício de respeito para com a diversidade étnico cultural, que caracteriza o povo brasileiro.

Clique aqui para fazer o download e imprimir a cartilha da campanha Em defesa da liberdade de crença e contra a intolerância religiosa.
Link alternativo.
Fonte:
Sesc/SP

OBAMA DESARMA RACISTAS BRASILEIROS

Retirado do site da Terra Magazine.


Quarta, 21 de janeiro de 2009
Hédio Jr.: Obama desarma racistas brasileiros
Umbanda Fest/Reprodução
Presença de Barack Obama na presidência dos EUA tem efeito pedagógico "extraordinário", afirma Hédio Silva Jr.
Diego Salmen



Militante notório do movimento negro, o advogado e professor Hédio Silva Jr. comenta, nesta conversa com Terra Magazine, a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Para ele, a presença de Obama no cargo tem um efeito pedagógico "extraordinário".
- Com Obama, nós podemos, neste plano tão importante que é o simbólico, educar a humanidade para que aprenda definitivamente que os negros, como qualquer outro agrupamento humano, são capazes e criativos.


Ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Silva Jr. aponta outro benefício ao se ter um negro no comando da maior potência econômica e militar do planeta: a desarticulação de argumentos racistas no Brasil. Explica:
- Os americanos são tão racistas, conseguem eleger um presidente negro; aqui, onde não há racismo, não se elege um prefeito - ironiza. - Desse ponto de vista, tem um impacto real na luta contra o racismo no Brasil.
Confira a seguir a entrevista com Hédio Silva Jr.:


Terra Magazine - Qual o impacto da eleição de Obama para o movimento negro como um todo?
Hédio Silva Jr. - É um impacto extraordinário, não só em termos da diáspora africana e da população negra, mas também dos diferentes grupos que são vítimas de discriminação. As democracias contemporâneas foram incapazes de preparar as pessoas para valorizar a diversidade. Veja que no dia 11 de fevereiro de 2001 encerrou-se a última conferência da ONU contra o racismo. E a conferência perdeu importância, obviamente, por conta dos atentados ao World Trade Center. Agora, passados oito anos, o mundo volta os olhos para o aparentemente interminável conflito árabe-israelense. Então um dos grandes problemas da humanidade neste século 21, que começou no 11/9, é a questão da diversidade. O Obama representa essas novas identidades políticas. É só ver as preocupações, na posse, com homossexuais, com grupos religiosos... É um alento o fato de que uma pessoa que encarna a diversidade seja a grande esperança do mundo no século 21.


Então nesse sentido a eleição de Obama transcende essa questão da raça...
Transcende no sentido de que, como negro, como vítima de discriminação, ele está perfeitamente preparado para captar o impacto que isso tem na vida das pessoas e dos outros. Está muito nítido agora na posse e estará presente na forma como ele vai tocar o governo.

A eleição dele é um sinal de fim do racismo nos Estados Unidos ou ainda estamos longe disso?
É um passo importante contra o racismo, é uma vitória significativa dessa luta, mas em absoluto significa o fim do racismo. São Paulo já teve um prefeito negro e isso não alterou em absolutamente nada as condições raciais e a intolerância. Eu não creio (que seja o fim do racismo), mas que é um passo significativo, sem dúvida.

Obama evitou fazer uma campanha calcada em questões raciais. Justamente por isso, o senhor acha que ele dará atenção especial a essa questão da negritude?
O problema do racismo é uma questão nacional nos Estados Unidos, e é um dos problemas - como outros graves que ele terá de enfrentar. Agora, a questão do racismo tem merecido por parte dos diferentes governos, desde Kennedy, medidas ousadas. E não é um problema que se resolve por decreto ou em uma gestão. Eu não tenho nenhuma dúvida de que ele vai dar prosseguimento a essas políticas, do ponto de vista da legislação, do governo norte-americano e por parte dos incentivos do setor privado, que existiam muito antes da posse dele, e vão continuar existindo depois que ele sair do governo.

O presidente Lula disse que gostaria de conversar com Obama antes "que o aparato do Estado" da Casa Branca o transformasse. O senhor acha que Obama irá se transformar?
Eu não temo isso, não, se você considerar os dados preparatórios da posse, o discurso que ele fez no memorial Lincoln, a presença de figuras negras de ponta como oradores nas cerimônias de posse e o fato dele indicar o Martin Luther King como um de seus dois grandes símbolos. Certamente que o presidente de uma nação como os Estados Unidos não tem como fazer que prevaleçam pontos de vista pessoais e paixões acima dos interesses da nação. Mas que ele irá passar por cima da história dele por conta do poder... Eu não tenho nenhuma dúvida de que ele não fará isso. Quem lê os livros dele com atenção, quem viu o discurso da vitória e quem está acompanhando a posse sabe muito bem que o homem negro que prega a crítica ao racismo, que prega a tolerância e a diversidade, é esse o homem que vai estar na Casa Branca.

E se Obama decepcionar durante sua presidência?
Eu creio que não. Do ponto de vista simbólico, qualquer que seja o desfecho.... Eu não tenho nenhuma dúvida que ele enfrentará com grandeza essa crise e mostrará a vocação que a África tem para produzir estadistas, como foi Nelson Mandela. Ele vai ser um estadista e vai retomar a trilha do desenvolvimento interno. Agora, mesmo que haja frustração, no plano simbólico a presença dele lá tem um significado muito forte; eu tenho certeza que as lideranças políticas do movimento contra o racismo compreenderão que não é porque se tem um negro no poder que será possível atender a todas as demandas (do movimento negro). Mas, obviamente, não é a panacéia, não é a solução.

De que maneira o movimento negro no Brasil encarou a eleição de Obama?
Foi uma surpresa positiva. Primeiro porque parte dos racistas brasileiros, que sempre utilizavam os EUA como muleta para dizer que lá, sim, era um exemplo de racismo e aqui não, perderam esse argumento. Os americanos são tão racistas, conseguem eleger um presidente negro; aqui, onde não há racismo, não se elege um prefeito. Desse ponto de vista, tem um impacto real na luta contra o racismo no Brasil. Depois, o fato de que a história contemporânea conhece poucos estadistas; um dos maiores do século 20 foi o presidente Mandela. E agora, com Obama, nós podemos, neste plano tão importante que é o simbólico, educar a humanidade para que aprenda definitivamente que os negros, como qualquer outro agrupamento humano, são capazes e criativos. Tem um efeito pedagógico extraordinário.

O Brasil está preparado para eleger um presidente negro?
Eu creio que sim. Nós já temos nosso Obama brasileiro, que certamente já nasceu e está cimentando um futuro para isso. Eu sou otimista em relação ao Brasil.

NOS EUA, OBAMA. EM MG, "CRIOULO MACACO"

Retirado do site Novo Jornal.

22/01/2009
Enquanto comemora-se a posse de um presidente negro nos EUA, elite governamental mineira pratica impunemente o racismo

Segurança Antonio Carlos de Lima
Na última sexta feira (16), enquanto o mundo inteiro preparava-se para a posse do primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, comemorando o avanço e amadurecimento de uma sociedade que já foi considerada uma das mais racistas do mundo, em Belo Horizonte, capital mineira, uma funcionária do primeiro escalão do governo praticava impunemente o racismo.
O segurança Antonio Carlos de Lima, funcionário de uma loja na região da Savassi, área nobre da capital, ao cumprir seu dever solicitando à secretária do vice-governador de Minas Marcela Amorim Brant, filha do ex-deputado federal Roberto Brant, para que não estacionasse seu veículo em local proibido, de uso exclusivo da loja, recebeu como resposta diversas ofensas, em clara prática de preconceito racial. "Seu crioulo, seu macaco, ja dei queixa de você lá dentro da loja".
Chamada, a Polícia Militar compareceu ao local colhendo depoimentos e o testemunho de quem presenciara o fato, encaminhando a secretária do vice-governador e o segurança para a delegacia.
O que ocorreria a seguir vem comprovar que em Minas Gerais, a lei não alcança aos que estão no governo.
O que até então era conduzido dentro da lei, tomou outro caminho. Os policiais que faziam a ocorrência passaram a ser pressionados por capitães e coronéis da Polícia Militar. Abertamente pretendiam interferir no trabalho dos policiais, na tentativa de impedir o andamento do boletim de ocorrência.
Antonio Carlos Lima, o vigia ofendido, fez questão de relatar à reportagem do Novojornal: "Agradeço aos tenentes e aos cabos da cia. 22 que, apesar da pressão sofrida, através de constantes telefonemas do alto escalão, fizeram seus trabalhos, garantindo a mim a integridade moral e emocional."
Embora o crime de racismo seja inafiançável, depois de quase 6 horas na delegacia, onde compareceu uma equipe de reportagem de TV, que gravou ao vivo, e outras equipes de reportagem já não mais tiveram acesso.
A tentativa de mudança de delegacia e o encaminhamento imediato da acusada para o fórum acabaram não dando em nada.
Até hoje, quase uma semana depois, nem mesmo uma nota sobre o assunto as entidades ligadas ao movimento negro e direitos humanos em Minas Gerais emitiu.
A situação dos direitos civis em Minas Gerais beira o absurdo, quando chegamos a ponto de membros do comando da Polícia Militar tentarem interferir para que seus subordinados não cumpram a lei, favorecendo a elite governamental e a demonstração cabal de que em Minas não existe lei para quem está no governo.

ESPECIALISTAS DIVERGEM SOBRE COTAS RACIAIS NA EDUCAÇÃO

Retirado do site DCI.

23/01/09
LEGISLATIVO
Especialistas divergem sobre cotas raciais na educação
Agência Câmara

BRASÍLIA - A aprovação de uma política de cotas na área de Educação pela Câmara dos Deputados, em novembro passado, não foi suficiente para acabar com a polêmica sobre o assunto. O Projeto de Lei 73/99 foi aprovado em votação simbólica, depois de um acordo entre os líderes, mas deputados, pesquisadores, professores e alunos discordam sobre as cotas de ingresso nas universidades e escolas técnicas federais.

A proposta voltou para o Senado por causa da inclusão, pelos deputados, de critérios econômicos para a seleção dos alunos, e ainda está em análise pelos senadores da Comissão de Constituição e Justiça. A Câmara aprovou o projeto em 20 de novembro passado, Dia da Consciência Negra.

Cotas sociais
O texto aprovado determina que 50% das vagas das instituições federais sejam destinadas a alunos provenientes da escola pública. Dessas vagas, 50% serão preenchidas por estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo (R$ 622,50) por pessoa. Além das cotas sociais, a proposta exige que as vagas sejam destinadas a negros, pardos e indígenas em proporção igual a dessas populações no total de habitantes de cada estado.
O texto estabelece ainda que a seleção dos alunos que terão direito ao ingresso na universidade por meio das cotas será feita a partir de um coeficiente de rendimento, obtido pelo cálculo da média aritmética das notas ou menções recebidas pelos alunos durante o Ensino Médio. As instituições privadas de ensino superior também poderão adotar as cotas para ingresso dos alunos.

Caráter paliativo
Para o sociólogo Demétrio Magnoli, que é contrário ao projeto, são aceitáveis apenas cotas provisórias para os alunos da escola pública. Segundo ele, isso deve ser feito em caráter emergencial, por causa da disparidade atual entre a qualidade do ensino público e privado. Entretanto, o sociólogo afirma que somente o investimento na melhoria da qualidade da escola pública e a ampliação no número de vagas das universidades públicas podem democratizar o acesso ao ensino superior.
Sobre as cotas raciais, ele considera que elas representam a "introdução do conceito de raça na lei, um conceito que não existe na biologia, mas que pode ser incluído na legislação por motivos políticos". Magnoli teme que a inclusão do conceito de raça na legislação possa estimular "processos de ódio racial de massa".

Desigualdade histórica
Já o antropólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho considera as cotas raciais necessárias para corrigir a desigualdade histórica entre brancos e negros no Brasil. "As cotas são necessárias porque os negros no Brasil são 48% da população. Enquanto isso, o número de professores negros na universidade pública não chega a 1%. Ou seja, nós vivemos uma realidade de exclusão que é, provavelmente, uma das mais severas do planeta."
Para Carvalho, as cotas sociais não alteram o perfil racial da desigualdade brasileira e, por isso, cada um dos aspectos precisa ser tratado separadamente. "Mesmo entre os pobres, leva vantagem quem é branco", afirma. O professor ressalta que, mesmo que sejam aprovadas, as cotas incidirão apenas sobre 3% das vagas do ensino superior.
Na opinião de Carvalho, o sistema atual não será corrigido se as condições não forem modificadas. "Pelas projeções, mesmo com as cotas, levaremos 60 anos para alcançar um patamar igualitário", afirma. Além disso, ele destaca que as cotas não deixam de lado a meritocracia do acesso ao ensino superior, porque há poucas vagas em disputa. "As vagas não podem é ser plutocráticas como agora, ou seja, não podem estar ao alcance somente de quem tem dinheiro e pode pagar um cursinho."

REVISTA SUPERINTERESSANTE - ESPECIAL TECNOLOGIA

Retirado do Blog Dê graça é mais gostoso.

Estilo: Revista
Gênero: Curiosidades
Edição: Especial Tecnologia
Tamanho: 29.5 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique easy-share ou rapidshare.

QUANDO OS NERDS SE UNEM AO CAPITALISMO

Retirado da revista IstoÉ.
Para saber mais visite o site clicando aqui.


E-commerce
Campus Party Brasil promove encontro inédito entre inventores do meio digital e investidores à caça de boas ideias
ROBERTA NAMOUR

NO PALCO, JOVENS INVENtores do universo online. Na plateia, um grupo de investidores em busca de boas ideias. Na última semana, essa cena foi repetida ao menos 50 vezes no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. O espaço foi palco da segunda edição brasileira do Campus Party, uma espécie de Woodstock dos geeks (pessoas obcecadas por tecnologia) e considerado o maior evento de inovação tecnológica e entretenimento digital do mundo. Entre computadores em forma de caveira e personalidades como Gilberto Gil, foi o CP Labs, área especialmente criada para promover o encontro de inventores e investidores, o que mais despertou a curiosidade dos visitantes. Pela primeira vez o evento no Brasil abriu um espaço para esse tipo de aproximação. "Os brasileiros são muito criativos, mas a cultura de empreendedorismo é muito tímida", afirma Manoel Lemos, responsável pelo CP Labs. "O grande objetivo é fomentar negócios no universo digital."


(PARA AMPLIAR CLIQUE NA IMAGEM)

A UNIÃO FAZ A FORÇA: o projeto do inventor Fernando Leão (esq.) chamou a atenção do investidor Michael Nicklas


Os temas mobilidade e redes sociais predominaram entre os projetos apresentados. Os inventores tinham seu momento de estrela. Subiam ao palco e tinham exatos 15 minutos (minuciosamente cronometrados por Lemos) para apresentar sua ideia para uma plateia repleta de curiosos e investidores atentos. Na sequência eram sabatinados durante mais 15 minutos pelos interessados. Segundo a empresa de consultoria comScore, o Brasil ultrapassou o Reino Unido no final do ano passado e se tornou o segundo país em número de acessos a redes sociais no mundo - atrás apenas do Canadá. O programador Luis Fernando de Oliveira Leão, 27 anos, pegou carona nessa onda e apresentou o SMS de Blog. O aplicativo permite ao usuário de comunidades virtuais atualizar sua página via celular, pagando uma tarifa nacional. "Até agora, usuários do Twitter só podiam postar mensagens na rede pelo celular por um número do Reino Unido", explica Leão. "O SMS nacional resulta numa economia de 60%", acrescenta. No ano passado, o programador tinha um contrato com a Brasil Telecom e lançou o serviço BrT Twitter. Agora, procura incentivo para fechar acordos com todas as operadoras de telefonia móvel. No Campus Party, ele conheceu o investidor americano Michael Nicklas. "O interessante dessa proposta é permitir o acesso ao serviço a um público muito maior", analisa Nicklas. O americano é o que o mercado chama de "angel capital". Veio de Nova York especialmente para o CP Labs e desembarcou por aqui com a meta de investir em pelo menos dois projetos. O potencial da internet no Brasil despertou o interesse de Nicklas há alguns anos. Ele é dono da Social Smart, holding que faz investimentos de US$ 25 mil a US$ 50 mil em projetos embrionários. No ano passado, fez um aporte de mais de US$ 150 mil em três projetos: o Amanaie, de aplicativos para redes sociais, o Startupi, site voltado para informações de negócios que estão começando em tecnologia, e o Compra3, dirigido às compras coletivas. "O mercado brasileiro tem sido negligenciado pelo capital externo", afirma Nicklas, que está atrás de um visto brasileiro permanente, para se dedicar mais ao País.
O CP Labs não se resumiu a projetos no campo das ideias. Karina Rehavia, 29 anos, por exemplo, veio com o objetivo de conquistar um investimento de R$ 600 mil para sua plataforma de e-commerce para pequenos negócios. O portal, chamado Ninui, oferece um canal para pessoas se lançarem na venda online. "O meu 'fôlego' está acabando. Preciso de um investidor", diz Karina, que já desembolsou R$ 80 mil para colocar a página no ar. A expectativa de Karina é compartilhada por mais 50 jovens. "Nenhum negócio está garantido, mas muitas conversas começarão aqui", afirma Lemos. "É o início de uma cultura empreendedora."

GOOGLE CONTRIBUI MUITO COM O EFEITO ESTUFA

Retirado do site da revista IstoÉ.

Meio ambiente
Harvard ataca Google
Estudo da universidade americana diz que o maior site de buscas da internet gera emissão de poluentes e é um dos vilões do aquecimento globalLuciana Sgarbi
A cada toque no teclado, os computadores aumentam a emissão de gases poluentes na atmosfera da Terra agravando o maior problema ambiental que enfrentamos: o aquecimento global. Mais precisos, rápidos, eficientes, menores e imprescindíveis nos dias de hoje, muitos deles consomem uma quantidade maior de energia à medida que são aprimorados e, consequência inevitável, superaquecem e precisam ser refrigerados. Dispositivos internos e automáticos de refrigeração cumprem essa função, mas, em contrapartida, gastam ainda mais energia, formando dessa maneira um círculo vicioso que sai caro à natureza. "Nosso cotidiano está pleno de armadilhas. Procurei desarmar pelo menos uma", diz o físico Alex Wissner-Gross, da Universidade de Harvard, nos EUA. Ele coordenou, entre outros estudos, uma série de pesquisas sobre o impacto ambiental provocado pela utilização do Google, a maior ferramenta de busca da internet. Os resultados aos quais chegou explodiram na semana passada nos principais jornais do mundo: "Duas buscas no Google geram tantos gases quanto ferver água numa chaleira elétrica. Parece pouco, mas multiplique isso por 200 milhões de buscas diárias feitas em todo o planeta. O desastre é enorme e está feito", diz Wissner-Gross.

Na Universidade de Harvard ele descobriu que uma busca típica no Google em um computador de mesa (consome menos energia que um notebook) gera cerca de sete gramas de dióxido de carbono. Valendo-se de equipamentos que medem o consumo médio de energia a cada comando dado em um computador, Wissner- Gross chegou a suas conclusões. "A chaleira emite cerca de 14 gramas de dióxido de carbono, o equivalente a dois cliques para realizar uma pesquisa." O Google é um dos sites mais rápidos do mundo e é justamente nessa excelência de serviço que mora o problema: a sua eficiência e a rapidez só são possíveis porque ele utiliza diversos bancos de dados ao mesmo tempo - como aciona mais fontes simultaneamente, produz mais dióxido de carbono em relação a outros sites que lhe fazem concorrência, mas não dispõem da mesma agilidade e quantidade de informações.
Nos dias de hoje usamse computadores para tudo. No campo ambiental, por exemplo, eles são vitais a um rigoroso monitoramento de devastação das florestas. Ironicamente, porém, ele próprio atua como um predador. A empresa de consultoria Gartner Group revela que o setor é responsável por 2% de todas as emissões de dióxido de carbono na atmosfera. O estudo ainda afirma que, caso nada seja feito, essas emissões tendem a crescer na casa dos 5% ao ano. Preocupado com essas questões, o Google lançou a versão "verde" do seu site de buscas. Chamado Blackle, ele possui fundo preto e isso economiza o equivalente a 14 watts por acesso. Não é suficiente para anular a alta emissão de poluentes, mas o próprio Google dá o caminho: "Se cada um fizer a sua parte, podemos salvar o planeta."

A INTERNET E A POLUIÇÃO

sábado, 24 de janeiro de 2009

PROGRAMA JOVENS NOS NEGÓCIOS

Recebido por email. Iniciativa interessante para jovens mulheres negras.

Está sendo desenvolvido pela ONG Levantamos em parceria com Criola, Herdeiras de Candaces, Instituto Baobab, Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM, Joint Consult e UNISUAM a proposta de fazer um intercâmbio de jovens mulheres negras, que desenvolvem algum negócio informal e que tem neste trabalho, uma ação empreendedora.

CARTA CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA JOVENS NOS NEGÓCIOS


Está sendo desenvolvido pela ONG Levantamos, o Programa Jovens nos Negócios, com a proposta de fazer um intercâmbio de jovens mulheres negras, que desenvolvem algum negócio informal e que tem neste trabalho, uma ação empreendedora.

Serão selecionadas 20 jovens negras ao todo, sendo 10 residentes da Bahia e 10 do Rio de Janeiro, com o perfil empreendedor, com idade entre 18 e 24 anos, sexo feminino, que não seja universitária, para participarem de uma oficina a ser ministrado nos municípios de Salvador e Rio de Janeiro, a partir da proposta do modelo norte americano de “acampamento de negócios” da Fundação Nacional para o Ensino de Empreendedorismo.

Nas duas primeiras semanas as atividades serão ministradas no Brasil e as duas seguintes nos EUA, sendo todos os custos para a documentação (passaporte) de toda a responsabilidade da ONG Levantamos. Entre os estados a serem visitados nos EUA figuram Nova York, Chicago e Washington, com a proposta de ampliar os conhecimentos obtidos nas oficinas de gestão.

Ao final, propõe-se que a partir dos conhecimentos obtidos as jovens sejam capazes de desenvolver um Plano de Negócios para o seu empreendimento, assessoradas por um profissional, cada qual em seu Estado.

Como premiação do melhor Plano de Negócio desenvolvido, que será analisado por uma Comissão de Avaliadores convidada pela Levantamos, a jovem receberá uma doação da ONG para executar e aperfeiçoar a existência de uma pequena empresa.

O prazo de inscrição e 1ª etapa da entrevista no Rio de Janeiro iniciam no dia 22 de janeiro e finaliza em 06 de fevereiro nos locais abaixo descritos. A 2ª etapa que constará apenas de entrevista será realizada de 10 a 12 de fevereiro em local a ser ainda divulgado no site da Levantamos (
www.levantamos.org ), onde é possível obter informações mais detalhadas do Programa Jovens nos Negócios e no dia 13 de fevereiro será feita a divulgação das empreendedoras selecionadas no site e locais de inscrição.

Datas Importantes do Intercâmbio

6 de Fevereiro – Prazo final para inscrição e entrevista
10 a 12 de Fevereiro – Entrevistas dos candidatos
13 de Fevereiro – Publicação dos candidatos confirmados
Abril e Maio – Data a combinar com os candidatos para
27 de Maio – Participantes do Rio de Janeiro, viajam para os EUA
10 de Junho – Participantes do Rio de Janeiro retornam para o Rio de Janeiro

LOCAIS DE INSCRIÇÃO

Coordenadoria de Atendimento a Mulher de Belford Roxo
Endereço: Av. Joaquim da Costa Lima, 2490 – Santa Amélia – Belford Roxo
Responsável: Mara Ribeiro
Horários:
Mês Datas Horário
Janeiro 23 a 30 9h às 14h
Fevereiro 02 a 06 9h às 14h

Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM)
Endereço: Largo do IBAM, 1 – Humaitá
Responsável: Ângela Fontes
Horários:
Mês Datas Horário
Janeiro 26, 27 e 28 09 às 13h
Fevereiro 02, 03 e 06 09 às 13h

CRIOLA
Endereço: Av. Presidente Vargas, 482, sobreloja 203 – Entrada pela Rua Miguel Couto, 105 ao lado do Banco Real e da Lanchonete Estação dos Sucos
Responsável: Regina Castro
Horários:
Mês Datas Horário
Janeiro 22 a 30 14h às 17h
Fevereiro 02 a 06 14h às 17h

Agência Cidade de Deus de Desenvolvimento Local AGCDD-DL
Endereço: Rua Edgard Werneck, 1565 – Cidade de Deus RJ.
Responsável: Silvia Regina de Almeida
Horários:
Mês Datas Horário
Janeiro 26-28-30 14h às 17h
31 09h às 13h
Fevereiro 02-04 e 06 14h às 17h

UNISUAM
Endereço: Av. Paris, 72 - Bonsucesso
Responsável: Daise Rosas
Horários:

Mês Datas Horário

Janeiro 23, 27, 29/01 09h às 13h
26, 28 e 30/01 14h às 17h

Fevereiro02, 04 e 06 14h às 17h


Instituições Parceiras:

Criola
Herdeiras de Candaces
Instituto Baobab
Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM
Joint Consult
UNISUAM

MAIS CHARGES, RIA SE PUDER!!!

Já que fomos de comédia tecnólogia no post anterior, vamos de comédia política e uma sobre as mudanças ortográficas.
Todas retirados do charges.com









O AVANÇO DA TECNOLOGIA

Retirado do blog Darkshield.

Vamos rir um pouco, pois faz bem para a alma.





A QUESTÃO DA TORTURA E GAZA NOS PRIMEIROS DIAS DE OBAMA

Essas notícias também são do jornal O Globo, mas do dia 23/01/09.
Para ampliar clique na image. Para baixar clique com o botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..."


















sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A POSSE DE OBAMA NO JORNAL O GLOBO

Retirado do site do jornal O Globo. Está postagem deu muito trabalho para ser feita, mas valeu a pena. Pena que em outros jornais está sendo difícil conseguir extrair as imagens. Nesta postagens foram colocados as reporagens e atigos comentando a posse.
Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito do mouse e selecione "Salvar imagem como..."

































quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FÓRUM MUNDIAL DE MÍDIA LIVRE ABRE INSCRIÇÕES

Retirado do blog do FMML.

Previsto para os dias 26 e 27 de janeiro, o evento faz parte da programação do Fórum Social Mundial 2009, em Belém do Pará.
Por Leandro Uchoas, do FML Estão abertas as inscrições para o Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML), nos dias 26 e 27 de janeiro, evento que integra as atividades do Fórum Social Mundial 2009. As inscrições, gratuitas, são feitas pelo sítio (
http://forumdemidialivre.blogspot. com/).

A produção do FMML sugere também que os fazedores de mídia livre cadastrem as informações de seus veículos no link "Mapeamento da Mídia Livre", disponível no sitio, e dêem informações sobre suas mídias no ato de inscrição.

Com a participação de veículos independentes de produção midiática de diversos países, o encontro visa construir alternativas de produção de informação, estruturar politicamente a mídia livre internacional, discutir alternativas de financiamento e de compartilhamento de conteúdo, propagar novas possibilidades de atuação disponibilizadas pelas novas tecnologias e somar forças de atuação nas frentes diversas de democratização da comunicação.

A programação do FMML prevê a realização de duas mesas na manhã do dia 26, com os temas "Como ampliar o Midialivrismo" e "A Mídia e a Crise". No período da tarde, haverá ainda dois outros momentos, o "Seminário de Comunicação Compartilhada no FSM" e as "Atividades Auto-gestionadas" , nas quais o participante do fórum torna-se protagonista. No dia 27, será realizada a Plenária de Encerramento, com a reunião das propostas e a elaboração de um documento síntese.
O FMML é uma conseqüência do I Fórum de Mídia Livre, realizado no Rio de Janeiro em junho de 2008. Reunindo mais de 500 ativistas, jornalistas, professores, estudantes e empresários, o evento significou uma inédita união política entre os principais veículos independentes de mídia brasileiros, sistematizando formas conjuntas de atuação.Em 23 de outubro, o Grupo de Trabalho Executivo do FML lançou o Manifesto da Mídia Livre, com os dez compromissos do movimento e oito propostas principais, entre as quais a realização do FMML em Belém. O manifesto já obteve a adesão de 29 entidades e movimentos e de 25 veículos independentes nacionais. O movimento gerou a mobilização regional em vários estados do Brasil, com a realização de fóruns e seminários locais.

Mais informações:
Fórum Mundial de Mídia Livre – 26 e 27 de janeiro de 2009– Belém, PA
Local: NPI – Escola de Aplicação da UFPA - Av. Tancredo Neves,nº 1000 – Bairro Montese – Belém, PA. Mapa do local no site do NPI

Telefone: (91) 8130 2097 (produção)
Gustavo Barreto: (91) 9250 9594
Leandro Uchoas: (91) 8130 2097

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

GOVERNO BRASILEIRO LEVA MISSÃO EMPRESARIAL AO NORTE DA ÁFRICA

Retirado do site África 21.

África 21 - DF
21/01/2009
Comércio
Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos estão no roteiro da missão que pretende incrementar a corrente comercial e os investimentos na região.
Da Redação

Argel será uma das cidades visitadas
Brasília – Entre 24 e 30 de janeiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), realizará missão empresarial no norte da África.
Liderada pelo ministro Miguel Jorge do MDIC, a missão visitará a Líbia, Tunísia, Argélia e o Marrocos. O objetivo é promover o incremento da corrente comercial e de investimentos brasileiros naquela região, assim como explorar possibilidades de cooperação entre os setores produtivos brasileiros e norte-africanos.
As economias destes países têm apresentado taxas expressivas de crescimento (acima de 5%), superior à média da expansão da economia mundial, e potencial complementaridade com a economia brasileira, criando assim novas oportunidades de negócios.
Por outro lado, estes países também têm recebido fluxos crescentes de investimentos diretos estrangeiros desde a década 1990, o que revela a eficácia de algumas das reformas efetuadas nos últimos anos, como as privatizações e a abertura de determinados setores ao capital estrangeiro.
Os três motores da globalização – liberalização, privatização e desregulamentação – estão na ordem do dia dos países do norte da África. As privatizações seguem em marcha: construção, turismo, transportes, telecomunicações e energia, são alguns dos setores abrangidos.
O comércio bilateral do Brasil com a região passa por uma notável expansão, com a corrente comercial registrando US$ 6,1 bilhões no período janeiro-outubro de 2008, o que representa uma expansão de 56,4% em relação ao mesmo período de 2007 (US$ 3,9 bilhões), e confirma uma trajetória de crescimento registrada nos últimos cinco anos (crescimento de 178%).
A pauta de produtos apresenta um grande nível de concentração, o que gera excelentes possibilidades de negócios em áreas ainda não exploradas ou pouco desenvolvidas. Entre os setores que apresentam maior potencial encontram-se produtos agro-alimentares, automotivo, equipamentos de transportes, equipamentos elétricos, telecomunicações e tecnologia da informação, defesa, têxteis, calçados, aeronáutico e energia. Com informações do MDIC.

A INTELIGÊNCIA NO PODER E O PODER DA INTELIGÊNCIA

Retirado do site do Observatório da Imprensa.

OBAMA PRESIDENTEA
Por Alberto Dines em 20/1/2009

Início efetivo do século 21, inauguração de uma nova era ou somente o começo de um mandato presidencial, o 44º da República norte-americana. Qualquer que seja a importância que se atribua à eleição de Barack Hussein Obama, não pode ser esquecido um dado fundamental: a revolução está em curso desde a noite de 4 de novembro de 2008.
E esta revolução diferencia-se do simples messianismo porque inclui a impecável transição de 82 dias. A posse da terça-feira (20/1) é uma solenidade legal, a festa em Washington é o suspiro de alívio de uma nação constrangida pela crueza da realidade e que, afinal, reencontra a sua capacidade de sonhar.
Porém, parte dos milagres já aconteceu: a escolha tranqüila de um negro para ocupar a Casa Branca foi conseqüência direta de duas opções límpidas, indubitáveis: a postulação do candidato democrata foi apresentada como fator de união, claramente pós-racial e pós-ideológica.
A secessão que estava em curso – comandada pelo triunvirato Bush-Cheney-Rumsfeld – não era territorial, não dividia fisicamente a União, mas quebrava-a moral e espiritualmente. Obama e sua equipe rejuntaram-na. Aparentemente, sem traumas: não há adversários nem adversidades. Estão todos no mesmo barco.
Dificuldades orgânicas
Obama construiu uma maioria natural, a mídia percebeu e foi atrás. Obama foi smart – adjetivo abrangente que pode significar inteligente, esperto, sagaz, malicioso e até mesmo elegante (no sentido mais amplo). E a mídia também foi smart, impossível resistir aos apelos da razão, do bom senso, do bom gosto. Alinharam-se com o candidato republicano apenas os velhos cowboys da extrema-direita. Mesmo John McCain entregou-se prazerosamente no final à sofisticação do concorrente.
Inteligência vende mais do que a grosseria monossilábica. Uma retórica superior abre espaço para um jornalismo superior. Cria demandas qualificadas, estabelece padrões e exigências qualificadas.
Quando Hillary Clinton, na semana passada, repetiu quatro vezes no Senado o conceito de smart power, poder inteligente, sugeria uma estratégia para a política externa americana e, concomitantemente, oferecia um produto mais qualificado no mercado de idéias.
O que nos remete ao noticiário sobre a situação financeira do New York Times e a possibilidade de ter parte das suas ações compradas pelo bilionário mexicano Carlos Slim. A ponta visível da crise no jornalão americano é a queda no faturamento publicitário decorrente da queda da circulação. Segundo os analistas, a internet estaria absorvendo este faturamento atraindo segmentos cada vez maiores de leitores.
Indiscutível, os números estão aí. A questão crucial é saber qual a causa da maciça e de certo modo repentina migração da audiência dos jornais impressos para a internet. A rede teria conseguido vencer instantaneamente, num passe de mágica, suas dificuldades orgânicas, inerentes? Ou foram os meios impressos que capitularam e resolveram mimetizar os vencedores oferecendo um produto simplificado, nivelado por baixo, evidentemente menos sofisticado do que oferecia há cinco anos?
Cultura e subcultura
Pode-se avaliar a decrescente qualidade do NYTimes por meio da súmula que vende às segundas-feiras a uma cadeia de jornais do mundo inteiro (no Brasil, a Folha de S.Paulo). Aquilo (ou a quilo) é o melhor que o jornal produz ou é o rescaldo do material médio, de segunda linha? Será que o "jornalismo de resultados", o produto da indústria jornalística, é capaz de produzir smart news? Essa é a questão. E ela vale tanto para a Rua 43 em Manhattan como para a Alameda Barão de Limeira, em São Paulo.
Obama significa a inteligência no poder e o poder inteligente. Tudo indica que esta soma de inteligências não ficará confinada, a tendência é irradiar-se em todas as direções.
O que falta no panorama jornalístico mundial é um número suficiente de profissionais inteligentes capazes de perceber que os problemas de caixa são problemas de caixa, oriundos da má gestão financeira. Não é um problema sistêmico. A perda de circulação e publicidade está na esfera do conteúdo e tem muito a ver com uma desqualificação auto-imposta, uma imolação da cultura à subcultura. Aposta na burrice.

LANÇADO GUIA DE LUTA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E O RACISMO

Retirado do site do jornal O Globo.

Lei Caó
Maiá Menezes
Publicada em 21/01/2009

RIO - Reunidos nesta quarta-feira para o lançamento do Guia de Luta Contra a Intolerância Religiosa e o Racismo, representantes de várias religiões e denominações religiosas abriram o encontro, no Teatro Odeon, no Centro do Rio, com um minuto de silêncio pelos nove mortos no acidente na sede da Igreja Renascer, em São Paulo. O guia, que será distribuído por enquanto a policiais e casas religiosas no Rio, orienta a aplicação do artigo 20 da Lei Caó, que prevê penas de até cinco anos para crimes de racismo e intolerância religiosa. O guia fornece ainda endereços de auxílio para vítimas do crime. Há, no Rio, quinze casos de intolerância sendo assistidos pela ONG Projeto Legal - 70% deles referentes a crimes contra fiéis de religiões de origem africana. O encarceramento apenas não resolve. É preciso mudar os valores
O evento marcou ainda o 21 de janeiro como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O ministro interino da Igualdade Racial, Eloy Ferreira, defendeu a criação de delegacias especializadas para cuidar dos crimes de intolerância.
- O encarceramento apenas não resolve. É preciso mudar os valores - disse o ministro, em coro com representantes da Igreja Católica, do candomblé, dos presbiterianos e dos judeus.
- A cartilha é um dos passos fundamentais para que a sociedade perceba que é preciso lutar contra a intolerância. Quando você fica omisso, pode ser atingido. Quem se cala será atingido mais cedo ou mais tarde -disse Sérgio Niskier, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro.
O padre Fábio Luiz, da comissão de ecumenismo e liberdade religiosa da Arquidiocese do Rio de Janeiro, afirmou que o guia "será uma verdadeira arma para construir a paz e a união".
- A Igreja Católica deseja de fato que caia todo tipo de intolerância religiosa - disse. A cartilha é um dos passos fundamentais para que a sociedade perceba que é preciso lutar contra a intolerância
Autor da cartilha, o coronel Jorge da Silva, professor da Uerj e ex-secretário estadual de Direitos Humanos, afirmou que a cartilha ajuda os policiais e cidadãos comuns a se afastarem de um risco usual: o de minimizarem os casos concretos de discriminação. Já o policial civil Henrique Pessoa, representando a chefia da Polícia Civil, afirmou que o projeto do estado é resgatar um "déficit histórico" dos policiais com a religiões de matriz africana - principal alvo de intolerância.
Presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos afirmou que é hora de mudar a cultura em relação à tolerância religiosa "antes que as futuras gerações paguem o preço".

KEYNES E ROOSEVELT: ALGUMAS LIÇOES PARA O PRESIDENTE OBAMA

Retirado do site da Agência Carta Maior.
Aqui no aldeiagriot geralmente não são feitos post sobre política macroeconômicas, mas o texto abaixo é muito intressant e valea pena colocá-lo na íntegra.

Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2009
Internacional 19/01/2009
Keynes e Roosevelt: algumas lições para o presidente Obama

As políticas de gastos públicos que agora são propostas para o presidente Obama não são inspiradas no New Deal. Suas raízes estão no pensamento de Keynes e no grande laboratório de políticas macroeconômicas que foi a Segunda Guerra Mundial. Mas Roosevelt também tem lições importantes a dar a Obama, ainda que não na definição de políticas macroeconômicas. A análise é do economista Fernando J. Cardim de Carvalho.
Fernando J. Cardim de Carvalho
Poucos nomes tem sido lembrados com tanta freqüência nos últimos meses quanto os de Keynes e Franklin Delano Roosevelt. Na verdade, na maioria das vezes eles são lembrados juntos, como co-autores das políticas que marcaram o New Deal. Quase sempre, a referência a ambos se destina a dar suporte a algum plano ou estratégia de política econômica que se espera seja seguida pelo Presidente Obama, cuja posse ocorre neste 20 de janeiro.
A posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos seria um evento de importância histórica em qualquer circunstância. No limite, até mesmo a eleição de um Clarence Thomas poderia ser vista como a culminância do processo de conquista de direitos civis cujo grande salto foi dado nos anos 60 do século passado, sob a liderança do Dr. Martin Luther King. Mas a expectativa e as esperanças que cercam a posse do novo presidente americano dado o envolvimento do país em um guerra extrema (e justificadamente) impopular e a crise econômica - cuja profundidade se revela a cada dia para uma população cada vez mais atônita - tornam esse evento ainda mais significativo.
É exatamente a profundidade da crise que explica a ressurreição de Keynes e de Roosevelt depois de quase trinta anos de dominação do pensamento liberal em todo o mundo, inclusive no Brasil. Keynes e o New Deal simbolizam a rejeição ao neoliberalismo que levou ao desastre atual, cujos custos ainda devem crescer acentuadamente neste ano de 2009. No entanto, a relação que se faz, e as lições tiradas, são, muito frequentemente superficiais. Isso decorre de um certo desconhecimento tanto do que Keynes propôs quanto do que Roosevelt fez, especialmente nos primeiros oito anos de seu governo, até a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
Na verdade, Keynes e Roosevelt, figuras gigantescas do século XX, têm muito o que ensinar ao Presidente Obama, mas as lições de um, não são exatamente as lições de outro. Conhecer a ambos é fundamental até porque o neoliberalismo não foi um desastre apenas porque conduziu à crise que estamos atravessando, mas também porque promoveu reformas sociais de extrema perversidade, que devem ser detidas ou revertidas.
Keynes foi calorosamente simpático ao ativismo de Roosevelt, ainda que não exatamente às políticas específicas implementadas, especialmente no primeiro New Deal. Roosevelt, corretamente, propôs que governos não são, nem podem ser, expectadores passivos de processos econômicos. Ao contrário, governos têm a obrigação de intervir para mitigar as dificuldades e o sofrimento causados por crises da forma mais eficiente possível. O reconhecimento dessa obrigação opôs Roosevelt não apenas a Hoover, por ele derrotado em 1932, mas também às políticas liberais que seriam adotadas a partir de Reagan, inclusive no período Clinton – este, como lembrou Paul Krugman, em muitos sentidos esteve não apenas à direita de Jimmy Carter, mas até mesmo à direita de Richard Nixon! Não há formulas nem receitas prontas, o trabalho do governo é experimental, tateante, que se aprende fazendo, cometendo erros e corrigindo os erros quando eles são detectados e tentando novamente.
Essa é a primeira e maior lição de Roosevelt, aplaudida entusiasticamente por Keynes. A passividade covarde apenas dá apoio ao conservadorismo e reforça os interesses daqueles que ou ganham com o status quo ou têm reservas para garantir sua sobrevivência mais que confortável nos períodos de dificuldade. O reconhecimento de que a principal política social de uma economia de mercado é a garantia do pleno emprego, e de que persegui-lo é a principal obrigação do Estado unia Keynes a Roosevelt.
Mas o diagnóstico de Roosevelt sobre as causas da crise da década de 1930 era diverso do de Keynes. Enquanto Keynes apontava o colapso da demanda efetiva como causa da contração da economia (já que consumidores, temerosos do desemprego, não compram bens de consumo; investidores não investem porque, afinal, não há razão para aumentar a capacidade produtiva se não é possível ocupar sequer a existente; e exportadores não conseguem vender para o resto do mundo que também sofre a contração), Roosevelt julgou que a deflação de preços, especialmente os agrícolas – mas não apenas estes - era a causa imediata da contração. Preços muito baixos causavam prejuízos aos produtores e os impediam de pagar suas dívidas, levando-os à falência; e, com eles, o sistema bancário que lhes tinham estendido crédito. O primeiro New Deal não foi principalmente um programa de obras públicas, mas, principalmente um programa destinado a combater a deflação, ainda que ao risco de cartelização da produção.
Keynes, como é amplamente conhecido, favorecia programas de gasto público, ainda que pudessem gerar déficits fiscais. Roosevelt defendia o orçamento equilibrado e déficits públicos acabaram emergindo por causa da contração da economia, que reduzia as receitas de impostos, mais do que por políticas destinadas a gerar déficits fiscais.
As políticas de gastos públicos que agora são propostas para o presidente Obama não são inspiradas, portanto, no New Deal. Suas raízes estão no pensamento de Keynes e no grande laboratório de políticas macroeconômicas que foi a Segunda Guerra. A guerra serviu para mostrar aos governantes que era necessário buscar, em tempos de paz, o equivalente da encomenda de armas e sustentação de exércitos para manter elevada a demanda agregada. A legitimidade da noção de “grande governo”, de políticas monetárias e fiscais ativas, foi estabelecida como herança conjunta do pensamento keynesiano e da experiência da guerra.
Mas Roosevelt também tem lições importantes a dar a Obama, ainda que não na definição de políticas macroeconômicas. Há, pelo menos, três grandes lições a tirar de sua experiência. A primeira, é a importância da liderança para a condução do processo político, especialmente em momentos críticos. Os Estados Unidos vivem um duplo momento crítico, em uma crise econômica de grandes proporções e em meio à guerra do Iraque. Brecht escreveu que é infeliz o país que necessita de heróis, mas liderança política não é opcional. Muitos têm se lembrado do famoso e impactante discurso inaugural de Roosevelt em 1933, em que afirmou que nada havia a temer senão o próprio medo. Naturalmente, liderança política não se resume à brilhante retórica, mas na ação sem hesitações para atacar os problemas enfrentados pela sociedade.
A segunda, e de longe a mais importante, lição de FDR foi a clara percepção de que a mera restauração do status quo, não podia ser a meta única de seu governo. Na verdade, a herança mais durável e importante de Roosevelt foi a reforma social que promoveu, com a criação da seguridade social e o reconhecimento de que a sociedade é responsável pelo bem estar de seus membros, o que materializaria na implementação de estruturas tributárias amplamente progressivas, onde os ricos pagariam muito mais, desproporcionalmente mais, que os pobres, etc.
Depois de anos de neoliberalismo, de redução de impostos para os ricos, de regressividade tributária, de corte de serviços sociais, e de liberalização financeira - que levaram, nos Estados Unidos como em outros países assolados pela mesma onda liberal, a um dramático crescimento da concentração de renda e de riqueza - combater a crise não é uma alternativa, mas um complemento às reformas sociais progressistas que se fazem necessárias neste momento. É uma ilusão pensar que, primeiro, combate-se a crise, depois reforma-se a sociedade. Essa dicotomia ('o que é necessário a longo prazo deve ser perseguido depois de se conseguir resultados de curto prazo') não existe na realidade. O custo da crise será alto, e é crucial que ele seja pago principalmente pelos beneficiários da onda reacionária dos últimos trinta anos.
Finalmente, a terceira lição é essencial. Foi com o Presidente Roosevelt que se criou a noção dos primeiros cem dias de governo.
Roosevelt começou a mandar projetos de mudança ao Congresso logo em seguida à sua posse. Nunca um presidente terá tanto poder quanto nos seus primeiros dias. Mais que nunca é clara a distinção entre quem foi vitorioso e quem foi derrotado; quais idéias que prevaleceram e quais foram rejeitadas; quais os interesses a serem privilegiados e quais os que serão penalizados. Ninguém teve tanta clareza, nem demonstrou de forma tão cabal a verdade dessa tese.
Líderes políticos que partiram para o ataque desde o momento de sua posse conseguiram muito mais do que aqueles que perderam tempo buscando consensos impossíveis ou apoios ilusórios. Quando se tenta obter o apoio dos derrotados, perde-se tempo e capital político junto aos eleitores. Isto assanha os adversários e leva à erosão da liderança. O presidente Mitterrand, em seu primeiro mandato, aprendeu as lições de Roosevelt e promoveu várias reformas, algumas das quais sobreviveram aos períodos de coabitação ou aos governos de direita. Em outros países, a busca de apoio político tornou muitas lideranças reféns de grupos conservadores que muitas vezes acabou por paralisá-las.
Os cantos de sereia e as pressões pela diluição das propostas e das promessas de mudança da campanha eleitoral - justificadas como requisito para alargar seu apoio no Congresso e superar partidarismos - são talvez o maior risco a ser enfrentado imediatamente pelo Presidente Obama. Reporta a imprensa que nos últimos dias Obama tem se dedicado particularmente ao estudo da experiência do Presidente Roosevelt.
Torçamos para que o novo presidente se deixe guiar pela experiência do maior dos presidentes americanos do século passado.


(*) Fernando Cardim é economista, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

COTAS RACIAIS NA GRANDE TELA

Retirado do site do jornal O Globo.

Publicada em 19/01/2009
Josy Fischberg

RIO - Adiscussão sobre cotas raciais já figura, há tempos, nas salas de aula, nas universidades,
nas mesas de bar... E, se depender do cineasta Fellipe Gamarano Barbosa, ela também vai parar nos cinemas. Até o fim do ano, ele pretende filmar "Casa grande" (nome provisório), seu primeiro longa-metragem, sobre um menino pardo em seu ano de vestibular. É com esse projeto, inclusive, que Fellipe, de 28 anos, concorre a um prêmio de US$ 10 mil no Festival de Cinema de Sundance, cujo resultado sai nesta quinta.

Se você tivesse direito, concorreria a uma vaga pelo sistema de cotas?

A idéia surgiu, segundo ele, de uma discussão na "cozinha da casa da Karen". Karen Sztajnberg é co-autora do roteiro, escrito em 2007, sobre Jean, um adolescente, morador da Barra da Tijuca, aluno de colégio particular. Seus pais vão à falência em seu último ano de escola e tentam esconder isso dele.
- A primeira decisão da família é mandar o motorista embora. Jean, que até então não andava de ônibus, tem que se adaptar à nova realidade. E assim começa a ter contato com o que não existia em sua vida. Ao mesmo tempo, ele vive aquele dilema de que tem que passar para uma universidade pública, garantir o seu futuro. E vai se deparar com a necessidade de definição da cor de sua pele, na inscrição para o vestibular - explica Fellipe.

BAIXE A REVISTA VEJA - 21 DE JANEIRO DE 2009

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Estilo: Revista
Gênero: Atualidades
Edição: 21 / 01 / 09
Tamanho: 30 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

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TRF-4 MANTÉM VAGA DE ESTUDANTE APROVADA POR COTAS RACIAIS

Retiradodo do site Última Instância.


A 3ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) rejeitou recurso da UFPR (Universidade Federal do Paraná) contra decisão que a obriga a manter a vaga de vestibulanda que concorreu a uma vaga para cursar Medicina pelo sistema de cotas raciais. A Universidade havia lhe excluído do processo seletivo por não considerá-la afrodescendente.
O relator do caso, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, acolheu o parecer do MPF que afirma que o edital do concurso não apresenta justificativa razoável, nem qualquer critério objetivo e racional. O desembargador ainda cita que realizar a avaliação do direito dos candidatos a concorrer pelo sistema de cotas raciais após as provas do vestibular e utilizar critérios subjetivos caracteriza uma “verdadeira loteria para os candidatos, podendo culminar com a sua eliminação irrestrita do vestibular”.
A candidata entrou com uma ação contra a UFPR após ter perdido a vaga no curso de Medicina para a qual prestou o vestibular de 2007, sendo a primeira colocada entre os cotistas e com uma nota que lhe garantiria a vaga mesmo sem o sistema de cotas. A instituição, no entanto, submeteu a estudante a uma comissão que determinou que que ela não apresentava as características físicas que comprovassem sua afrodescendência e, portanto, deveria perder a vaga.
Segundo o TRF-4, a vestibulanda alegava que a análise acerca da sua descendência teria sido precária e que a sua nota seria suficiente para aprovação no sistema de concorrência geral. A Universidade, por sua vez, argumenta que a candidata estaria buscando a vaga em uma categoria de concorrência à qual não teria direito.
A Vara Federal Ambiental de Curitiba (PR) concedeu à estudante uma liminar, que depois foi confirmada no mérito, para que ela tivesse o direito de matrícula. O entendimento foi de que o povo brasileiro é fruto de miscigenação e, dessa maneira, a mistura das raças dificulta a definição de uma pessoa como sendo branca ou negra.

Segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ESTÁ PROXÍMO O FORÚM SOCIAL MUNDIAL BELÉM

Falta pouco para este grande evento. O boletim foi recebido por email e está sendo postado para que todos fiquem antenados.

27/01 a 01/02/2009.

Boletim FSM
17 de Janeiro de 2009


Índice
1)
Credenciamento de participantes (delegados/as), organizações e Acampamento da Juventude
2) Inscrições no local, pagamento e imprensa
3) Contribua para o fundo de solidariedade
4) Participação indígena será a maior da história do FSM
5) Programação de Belém Expandida
6) Mais um espaço para o Acampamento Intercontinental da Juventude

*** TUDO SOBRE O FSM 2009: www.fsm2009amazonia.org.br

REVISTA CADERNOS DE HISTÓRIA PRORROGA PRAZO

Reebido por email.

Prezados (as),

Comunicamos que o prazo final da chamada de trabalhos do número temático Escravidão, Trabalho e Tráfico Atlântico, Edição Ano 4 n° 1 da Revista Eletrônica Cadernos de História, foi prorrogado para o dia 13 de fevereiro de 2009.

Aproveitamos ainda para informar que até o final do mês de janeiro estará no ar a Edição Ano 3 n° 2 Imprensa, Espaço Público e Cultura Política. Segue abaixo o texto de apresentação dachamada de trabalho e, em anexo, o cartaz de divulgação.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2007 evidencia uma verdade com a qual asociedade brasileira há séculos se depara: diferença de renda de um branco em relação a um afro-descendente, 2,06 vezesmais. Tal fato tem origem no processo histórico de formação da sociedade ocidental moderna, que se construiu a partir de um paradoxo. A mesma sociedade que inventou a liberdade foi a que também construiu os piores sistemas de exploração escravista. No Brasil, nosso passado colonial e imperial se formou dentro dessa dimensãoconflitiva e ambígua. Como resultado, nossa identidade se configurou a partirdo contato de milhões de africanos – aqui desembarcados – com indígenas ecolonos portugueses. E, atualmente, milhares de brasileiros são como quase-cidadão, pois não tem a cidadania plena na forma que a concebeu T. H. Marshal.

Por isso, estudar Escravidão,Trabalho e Tráfico Atlântico é ir às origens de nossa formação social. É buscar respostas para como noções de poder e liberdade, cidadania e direitos políticos se conformaram ao longo de nossa história. Essa importância relaciona-se, de igual maneira, ao aumento qualitativo e quantitativo dostrabalhos desenvolvidos em nossos programas de pós-graduação e de revistasacadêmicas.

Em tempos que são discutidas em nossa sociedade ações afirmativas, como cotas raciais e o estatuto de igualdade racial, temos a certeza de que com a edição Ano 4, n°1 Escravidão, Trabalho e Tráfico Atlântico, estaremos ajudando a pensar essa temática ao mesmo tempo complexa, constitutiva e fulcral de nossa sociedade. Os Editores.

Conselho Editorial Revista Eletrônica Cadernos de História: publicação do corpo discente do departamento de história da UFOP www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria

Rua do Seminário, s/n - Centro Mariana - MG 35420-000

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

QUILOMBOLAS VENCEM RIXA COM AGÊNCIA ESPACIAL

Retirado do site do PNUD.

Reportagens
Alcântara, 12/01/2009

Área disputada há 26 anos com base de lançamento de foguetes em Alcântara ficará com os povos tradicionais por determinação do INCRA-->
MARIANA DESIDÉRIO

Uma disputa entre tradição secular e alta tecnologia terminou com vitória da primeira. As comunidades tradicionais quilombolas do município de Alcântara, no Maranhão, venceram uma querela judicial por terras travada com a AEB (Agência Espacial Brasileira) que, em 1983, instalou uma base de lançamento de foguetes na área. Os povos descendentes de quilombolas foram formados por escravos fugidos na época da escravidão e, de acordo com os moradores do local, instalados na região há mais de três séculos.
O INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) publicou, em 4 de novembro de 2008, um documento que reconhece as comunidades e determina que 78,1 mil hectares da região pertencem aos descendentes de quilombolas por direito. Pela decisão, o
Centro de Lançamento de Alcântara da AEB fica com 9,3 mil hectares, dos 14 mil pretendidos pela agência. A resolução tem um prazo de 90 dias, a partir da data de publicação, para ser contestada.
Na década de 1980, cerca de 300 famílias descendentes de quilombolas foram retiradas do local onde viviam e instaladas em agrovilas próximas dali, para que o centro de lançamento pudesse ser instalado em 1983. Em 1991, a área destinada à base de lançamento chegou a ser de 62 mil hectares. Os 9 mil hectares que agora a AEB tem direito correspondem a um espaço já utilizado pela base de lançamento.
Hoje, vivem na região cerca de 15 mil descendentes de quilombolas em 106 comunidades, o que significa mais de 70% da população total de Alcântara. Já os 78 mil hectares demarcados correspondem a 52% do território da cidade, que é de 148.300 hectares, apenas 4 mil hectares menor do que o município de São Paulo. As principais atividades das comunidades são a agricultura familiar — principalmente o cultivo de feijão, mandioca e milho —, a pesca e o artesanato.
O presidente da AEB, Carlos Ganem, questiona a decisão do INCRA, afirmando que a área pretendida é apenas 5 mil hectares a mais que o determinado e que, em razão dessa diferença, talvez seja preciso instalar bases de lançamento em outros locais do país. “É o melhor lugar do planeta para lançar foguetes. Pela posição estratégica, exige menos combustível, e é próximo ao mar, evitando acidentes. Não utilizar isso é desprezar a oportunidade que temos em mãos. Um programa espacial é um programa de inclusão econômica e ambiental. É importante para a observação, a coleta de dados, a meteorologia, a prevenção de catástrofes como a de Santa Catarina , o controle do tráfego aéreo e a navegação”, defende Ganem.
Para o INCRA, a decisão garante que a agência não ampliará a área ocupada pelo centro de lançamento. “A vitória é que eles [a AEB] tinham um projeto bem maior do que isso, que causaria a necessidade de deslocamento de famílias. Com essa decisão, essa possibilidade não existe mais”, afirma a coordenadora geral de registro de territórios quilombolas do instituto, Givânia Maria da Silva.
Além da garantia do território, o subsecretário de políticas para comunidades tradicionais da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Alexandro Reis, acrescenta que a demarcação “trará maior dignidade às comunidades e direito a crédito no sistema público ou privado”. “Eles não viverão mais sob a ameaça de que aquelas terras em viram seus filhos nascerem, nas quais viveram seus pais, nas quais eles plantaram, não são suas, vamos saldar uma dívida histórica do país com estas comunidades.”
As comunidades, segundo Reis, já têm acesso a serviços do governo nas áreas de educação (para reforma e construção de escolas), saúde (direcionados ao acesso a saneamento e água, além de atendimento médico básico) e desenvolvimento econômico. “Agora, a previsão é de instalar um centro de referência quilombola, que funcionaria como um polo que articula as políticas públicas dos quilombolas, junto com inclusão digital”, afirma.

EMBAIXADOR ANALISA DISCURSO DE OBAMA

Retirado do site do G1.

Embaixador Jório Dauster fala sobre a posse de Barack Obama


Em Cima da Hora
Terça-feira, 20/01/2009
O embaixador Jório Dauster afirmou que o discurso de Barack Obama teve muitas críticas ao governo de George W. Bush. Para ele, a visão de que o presidente vai mudar os EUA é ingênua.

DISCURSO DE OBAMA EM PORTUGUÊS

Retirado do site da revista Época.

20/01/2009 - 10:43 - Atualizado em 20/01/2009

Posse de Barack Obama: leia a íntegra do discurso
ÉPOCA traduz a primeira declaração do 44º presidente dos Estados Unidos. "Não podemos mais aceitar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras: o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele"
TRadução: André Fontenelle
Se preferir, leia no G1 a íntegra em inglês.

"Obrigado (Obama, Obama) Meus compatriotas, Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição. Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à visão daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores. Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos. É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.
Eles [os desafios] não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados.
Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.
Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos) Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia. Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.


Ainda nesta matéria
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: Posse de Barack Obama: leia a íntegra do discurso
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BARACK OBAMA TOMA POSSE COM PRESIDENTE DOS EUA

Retirado do site d G1.

Em Cima da Hora
Terça-feira, 20/01/2009
o juramento e o aguardado discurso do 44º presidente norte-americano marcaram o ponto final de uma jornada que começou há dois anos, na disputa das primárias do Partido Democrata.

Obama faz seu primeiro discurso como presidente


Jornal Nacional
Terça-feira, 20/01/2009
O 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, presta o juramento solene de exercer fielmente o cargo e fazer o possível para defender e proteger a Constituição do país, com a ajuda de Deus.


Obama faz seu primeiro discurso como presidente



Jornal Nacional
Terça-feira, 20/01/2009
Barack Obama destacou que os desafios de seu governo são reais, sérios e muitos, mas serão solucionados. Ele reafirmou a grandeza dos Estados Unidos e que começa hoje o trabalho de refazer a América.

Clipe dos melhores momentos da posse de Obama





Em Cima da Hora
Terça-feira, 20/01/2009
Veja um clipe com fotos antigas do presidente e alguns momentos da posse do novo presidente dos Estados Unidos.

SIGILO COM HD DESTRUINDO

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CHEGOU A VEZ DE OBAMA

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DIA DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

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APROXIMA-SE A POSSE DE OBAMA

Retirado do jornal O Globo de 12/01/09.
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DIREITOS AUTORAIS: A INDÚSTRIA CONTRA-ATACA

Retirado do jornal O globo - Caderno digital do dia 12/01/09.
É o pessoal dos direitos autorais estão pegando pesado contra o pessoal que cópia e divulga as coisas de graça.

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BAIXE A REVISTA ISTOÉ - 14 DE JANEIRO DE 2009

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Estilo: Revista
Gênero: Atualidades
Edição: 14 / 01 / 09
Tamanho: 30 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

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domingo, 18 de janeiro de 2009

TÚNEL DO TEMPO CINQUENTA ANOS DA MOTOWN RECORDS

Retirado do blog Sydney Rezende.


Luiz Felipe Carneiro T. do Tempo 16/01/2009

Uma das mais importantes gravadoras de todos os tempos, a Motown Records soprou 50 velinhas no último dia 12. A Motown, fundada por Berry Gordy em Detroit, abrigou grandes artistas como Marvin Gaye, Stevie Wonder, The Supremes e Jackson 5, entre vários outros. Gordy fundou o selo, que originalmente se chamava Tamla, com apenas 800 dólares emprestados de sua família.
Em 1972, a Motown se mudou de Detroit para Los Angeles. Até 1988, a companhia manteve-se independente até ser vendida para a MCA, e depois, em 1994, para a Polygram, atual Universal.
O primeiro artista a assinar contrato com a gravadora foi o conjunto The Matadors (que depois mudou o nome para The Miracles), que era liderado por Smokey Robinson, que acabou se tornando vice-presidente da gravadora. Após esse lançamento, a Motown, que se especializou no rhythm and blues e no soul, foi a responsável pela gravação de inúmero hits como "Superstition" (Steve Wonder), "Please Mr. Postman" (The Marvelettes), "ABC" (Jackson 5) e "I Heard It Through The Grapevine" (Marvin Gaye). Até 1971, a Motown emplacou nada menos do que 110 canções no top ten da Billboard.
Tão ou mais importante que as músicas foi a integração racial que a gravadora proporcionou na fechada indústria fonográfica da época. Ela foi a primeira gravadora a investir de verdade em artistas afro-americanos. E o resultado veio rapidamente em forma de grandes canções e altíssimas vendagens de discos.
A gravadora chegou até mesmo a criar uma espécie de gênero musical conhecido por "Motown Sound", que se caracterizava por misturar a soul music com uma pitada de pop. O estilo acabou influenciando outros artistas que não faziam parte do elenco da gravadora, como Dusty Springfield.
A Motown também lançou um emblemático álbum com os discursos de Martin Luther King.Abaixo seguem alguns sucessos que nasceram na Motown Records:

"ABC" (Jackson 5):


"Stop! In The Name Of Love" (The Supremes):


"I Heard It Through The Grapevine" (Marvin Gaye):


"Superstition" (Stevie Wonder):

O NEGRO NA LITERATURA x LITERATURA AFRO-BRASILEIRA

Retirado do site da revista Navegações da Puc-RS.

Artigo interessante, abaixo um trecho extraído do ínicio.Para baixar clique aqui ou neste alternativo.

O negro na literatura brasileira versus uma literatura afro-brasileira: mito e literatura

JEAN-YVES MÉRIAN. Université de Rennes II – Haute Bretagne

Navegaçõesv. 1, n. 1, p. 50-60, março 2008.

É de assinalar que um livro marcou o ano 1978 porseu caráter iconoclasta e provocador: O genocídio do negro brasileiro, processo de um racismo mascarado,escrito por Abdias do Nascimento, um intelectual negro,figura da luta pelos direitos humanos, ainda entãoexilado nos Estados Unidos. Lá convivera com os maisrepresentativos membros dos seguidores de MartinLuther King, dos Black Panthers. Abdias do Nascimentopossuía igualmente um grande conhecimento das tesesda negritude de L. Sedar Senghor, Aimé Césaire e co-nhecia as teses de Frantz Fanon em Peau noire et masqueblanc e de Jean Paul Sartre, contra o colonialismo eu-ropeu.

O livro denunciava e explicitava as diferentesformas de genocídio de que foram vítimas os negrosafricanos deportados como escravos para o Brasil, ointelectual negro brasileiro nele se empenhava emdesmitificar a democracia racial brasileira.

Como salientou, na introdução ao livro de Abdiasdo Nascimento, Florestan Fernandes, autor do famosolivro A integração do negro numa sociedade de classes:

Em suma, pela primeira vez surge a idéia do que deveser uma sociedade pluri-racial como democracia: ouela é democrática para todas as raças e lhes confereigualdade econômica, social e cultural, ou não existeuma sociedade pluri-racial democrática. À hegemoniada ‘raça’ branca se contrapõe uma associação livre eigualitária de todos os estoques raciais.1

A O genocídio do negro brasileiro, verdadeiro ma-nifesto, seguiu-se em 1980, a publicação de O Quilom-bismo, que explicita as teses da resistência. Esta últimaobra foi inspirada na história do Quilombo dos Palmarese na necessidade dos oprimidos conquistarem, através dauta, o reconhecimento da igualdade e da dignidade numasociedade, desde sempre, dominada pelos brancos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Como todos já devem estar sabendo, entrou em vigor em 2009 a reforma ortográfica da nossa língua escrita, que somente será obrigatória em 2012. No entanto, é importante que nos acostumemos com as novas regras desde já, para estarmos totalmente preparados quando as mudanças entrarem em vigor.
Escrito por Douglas Tufano e publicado pela Editora Melhoramentos, o Guia Prático da Nova Ortografia é uma das melhores referências oficialmente lançadas que abordam o tema relativo às recentes mudanças ortográficas da língua portuguesa.
Autor: Douglas Tufano
Editora: Melhoramentos
Lancamento: 2009
Tamanho: 900 Kb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

O GENOCÍDIO NEGRO COMO POLÍTICA DE ESTADO

Retirao do sitdo IROHIN.
http://www.irohin.org.br/onl/new.php?sec=news&id=4050

NOTÍCIA
15/01/2009

Por Lio Nzumbi*

Anda circulando pelos meios da rapinagem midiática notas e reportagens que fazem alusão a um suposto acréscimo da violência em Salvador e região. Este enfoque tem como base informações estatísticas que contam através de órgãos oficiais (Central de Telecomunicações da Policia civil - Centel, o Centro de Documentação e Estatística policial – CEDEP dentre outros) o número de homicídios em nossa carnavalesca cidade. Ainda que a frieza dos números nos traga informações que a lógica matemática consagra como incontestes, a nossa atuação direta no enfrentamento à violência racial em Salvador e região metropolitana nos faz analisar com ressalvas estas notícias.

Os dados disponibilizados pela Centel revelam que, até o final da primeira segunda-feira deste ano (05/01/09), já foram assassinadas 50 pessoas, o que resulta numa média de dez mortes violentas por dia, o dobro do registrado no mesmo período de 2008. Embora esta contagem revele, desde 2005, o maior número de homicídios contados em um intervalo de cinco dias, não podemos deixar de entender que a primeira semana deste ano confirma uma tendência que vem se acentuando nos últimos anos (ver tabela).

NÚMEROS DE ASSASSINATOS EM SALVADOR
ANO
HOMICÍDIOS
2003
900
2004
840
2005
923
2006
1223
2007
1665
2008
2189
Fonte: SSP-Ba
As orientações ideológicas acumuladas pela Campanha Reaja ou Será Mort@! no enfrentamento à violência racial em Salvador e região nos permite entender este período que antecede o carnaval como um momento crítico. A brutalidade investida por parte do Estado contra comunidades da periferia soteropolitana se intensifica como modo de responder um ensejo racista não anunciado: a segurança d@s branc@s. O governo do Estado tem que mostrar serviço a quem atende; ainda mais neste período que antecede o carnaval. É necessário mais uma vez, através da desculpa de combate ao crime organizado, levar a cabo a “assepsia” racial que se admite empreender através de operações policiais apelidadas com nomes como “Saneamento1”, “Saneamento 2”... Embora essas incursões nos bairros negros da periferia soteropolitana lembrem muito um daqueles filmes de terror divididos em varias partes, não podemos deixar de entender que a política de segurança escolhida tem se aplicado de modo ininterrupto e que esta consiste em primeiro e ultimo plano, na geração de uma pilha gigantesca de cadáveres negros.
Por outro lado é também importante dizer que a contagem macabra de corpos negros pode até render milhões ($$$) em pesquisas cientificas, elaboração de “políticas públicas” e audiência para estes programas sensacionalistas de meio-dia, mas não dá conta de decodificar a dor que estamos sentindo em nossas comunidades. Igualmente importante, é dizer que esta dor não corresponde apenas ao acréscimo do numero de homicídios.

Aquilo que se consagra como expressões mais diretas do que entendemos como violência racial pode ser também flagrado no modo em que se orienta o padrão racista de suspeição policial, no cumprimento da ação de busca nos bairros de periferia, nos espancamentos e na pena de morte executada e/ou permitida por agentes do Estado, na parceria da policia com os grupos paramilitares no tratamento diferenciado para a execução de sentenças e cumprimento de pena nos estabelecimentos prisionais baianos, na criminalização midiática da comunidade negra e na industrialização do crime através da privatização das prisões e da venda de drogas e armas.

São muitas as evidências do genocídio deliberadamente articulado por aqueles que zelam pela manutenção da ordem sócio-racial vigente. O fato de a comunidade negra constituir maioria populacional na Bahia não justifica o modo como estamos sendo tratados nas ruas, favelas e instituições carcerárias do estado; muito menos essa idéia de que os números não estão sendo manipulados como na “Era ACM” pode servir para assegurar aos setores governistas um sono tranqüilo.

A irrefreável matança da “Bahia de Todos Nós” - uma análise de conjuntura necessária
De fato, ninguém pode negar que a segurança pública tem imposto desde o inicio da atual gestão do governo do estado uma dinâmica que nenhum discursozinho governista é capaz de escamotear. Justamente neste período que antecede o carnaval no primeiro ano do governo de Wagner denunciamos a tendência genocida que estava se mantendo tanto no âmbito da Secretaria de Segurança Publica (SSP) como no que diz respeito à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). A manutenção dos quadros de comando e cargos de confiança nas polícias do estado e a permanência da violência cotidiana expressa através das ações de milícias e esquadrões policiais em nossas comunidades naquele período que marcou a transição de governo já davam sinais da carnificina que estaria por vir. Muitos setores diziam que a nossa fala partia de uma concepção esquizofrênica e que era cedo pra falar da gestão de governo do “companheiro” já que este estava operando os ajustes de transição necessários para uma tal “Bahia de Todos Nós”.
No entanto, as nossas considerações confirmaram-se no decorrer do primeiro semestre de 2007. No dia 28 de fevereiro, policiais assassinaram o jovem aspirante da Marinha do Brasil, Edvandro Pereira de 19 anos, morador do Cabula. A campanha REAJA! continuou pautando através da sua rede de articulação comunitária a necessidade de construção de uma política de segurança diferente da que vinha sendo mantida. Ficamos conhecidos como “os do contra” e muitos daqueles que se posicionaram no governo passado como nossos aliados se transformaram com grande facilidade em nossos adversários políticos.
Intensificou-se um processo de criminalização da Campanha REAJA! que pôde ser comprovada no assassinato de MC Blul sob a justificativa de que este estaria envolvido em atividades ilícitas do trafico de drogas. Mesmo diante de diversas retaliações políticas, a campanha se manifestou das mais variadas formas. Em audiência com o secretário de Promoção da Igualdade Racial e o secretário de segurança publica protocolamos um contraponto à política que estava sendo adotada. Em âmbito local apresentamos um balanço da situação para o Ministério Publico, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores da Cidade de Salvador, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. A Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foram alertados através de um documento assinado pelo conjunto de organizações que integravam acampanha REAJA.
Foi também entregue um levantamento da situação ao relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston. Provocamos estas instituições para se manifestarem frente aos acontecimentos e a conjuntura atual da segurança pública em Salvador e região que tem colocado a população negra como refém de grupos policiais e paramilitares em nossas comunidades. Chacinas como as que aconteceram no Calabetão, Bairro da Paz e Auto de Coutos evidenciam a postura do Estado frente ao nosso genocídio. A ocupação militar de bairros como o Nordeste e a agressão sofrida pelo Mestre Guiguio, cantor e compositor do Ilê Aiyê apesar de não se constituírem como fatos isolados serviram para que tomássemos mais uma vez as ruas.
No dia 3 de outubro, em resposta ao nosso posicionamento o governador nos disse em audiência que seria importante a nossa contribuição na formulação de um projeto integrado de política publica e que este poderia se dar através de um seminário . O humor macabro do governador então se materializou no seminário Segurança Pública e Promoção da Igualdade: Direito e responsabilidade de todos (as) nós, acontecido em agosto do ano passado.
No inicio de 2008, a intensificação da violência racial expressa nas mortes de alguns jovens negros serviram para que até mesmo setores contrários à nossa perspectiva admitissem o caráter racial da violência em Salvador e região. Mortes como a de Lucas dos Santos (16 anos), Djair Santana de Jesus (15 anos), Samanta Alves Pereira (4 anos), Robson de Souza Pinho (19 anos) e Ricardo Matos dos Santos (21 anos) fez com que varias comunidades de Salvador se mobilizassem e transformassem enterros de jovens negr@s mort@s pela polícia em marchas fúnebres movidas a protestos e indignação. Inúmeros atos foram realizados e a política racista de segurança empreendida pelo governo Wagner estava mais exposta do que nunca. Diante do acréscimo desenfreado das execuções sumárias e da continuidade de uma política carcerária racista, no dia 27 de maio de 2008 o Fórum Baiano de Juventude Negra, seguindo orientação do ENJUNE (Encontro Nacional de Juventude Negra) e balizado pelos pressupostos ideológicos da Campanha REAJA! impôs frente à Assembléia Legislativa do estado da Bahia uma audiência pública Em Defesa da Vida e da Liberdade da Juventude Negra. No entanto, rebeliões e protestos no interior do sistema carcerário baiano se intensificaram. Motins como o acontecido na Casa de detenção de Juazeiro se alastraram por todo o Estado. Além dos levantes decorrentes da superlotação e maus tratos em presídios e delegacias aconteceram também inúmeros protestos em instituições penitenciárias a exemplo das greves de fome da Colônia penal de Simões Filho.

Diante dos escândalos da Operação Navalha desencadeada pelo STF, as supostas desavenças com o delegado-chefe da Policia Civil – João Laranjeira, a crise da segurança pública agravada pelo assassínio de alguns jovens negros no primeiro semestre e protestos que expressaram a revolta de algumas comunidades de favela, o governo se viu na obrigação de ajustar a sua política de segurança. O então secretário de segurança pública, Sr Bezerra, foi exonerado e cedeu lugar para o ex-superintendente regional da Policia Federal no Estado – o delegado César Nunes. Nunes, por sua vez, assumiu a pasta com ares de que deveria solucionar a crise em que se encontrava a segurança estadual, sobretudo no que diz respeito aos elevados índices de assassinatos - principalmente na capital e região metropolitana - à acentuada precariedade estrutural das polícias Civil e Militar, à superlotação e às condições insustentáveis das delegacias.

A partir deste revezamento de cargos foi iniciada uma nova fase da conjuntura criminal na Bahia. O déficit de efetivos, os baixos salários e a falta de motivação de policiais civis e militares foram colocados como principais causas da tal “crise”, ao passo em que foi lançada uma campanha de combate intensivo aos traficantes através da “integração” das policias, da ocupação ostensiva das comunidades da periferia soteropolitana e do enrijecimento da repressão no sistema prisional baiano. O cumprimento de um mandato de busca por uma operação chamada “Big Bang”, a partir de uma ação conjunta do Ministério Público, Secretaria Segurança Pública e da grande mídia desencadeou inúmeras incursões de combate ao “crime organizado” nas penitenciárias e bairros da periferia soteropolitana. Foram cumpridos em apenas um dia 13 mandatos de prisão e 39 de busca e apreensão na PLB, Presídio de Lauro de Freitas, Vale das Pedrinhas, São Cristóvão, São Caetano e Liberdade. Além de drogas, dinheiro e armas apreendidas, a operação deixou um saldo de inúmeras agressões às comunidades negras de Salvador e acentuou a tensão nos bairros de periferia da cidade. No que diz respeito às apreensões no Corpo IV da Lemos Brito, nenhuma autoridade foi investigada além do diretor da penitenciária, Dr Luciano Patrício. Outras operações com este caráter foram empreendidas a exemplo das operações “Sol quadrado”, “Saneamento 1” e “Saneamento 2”. Os requintes neolombrosianos destas ações policiais demonstraram explicitamente a lógica racista da política de segurança que está em curso.

Como um dos principais motivos da crise da segurança pública estariam relacionados à precariedade das policias, foi entregue ao delegado-chefe da Policial Civil, Sr Joselito Bispo, e ao comandante da Policia Militar, Antônio Jorge Ribeiro, 201 novas viaturas. O padrão unificado das policias civil e militar reflete a lógica de integração entre as polícias defendida pelo César Nunes. Na mesma ocasião, o governador do Estado anunciou a incorporação de mais 3.200 policiais militares e de 161 agentes civis. Num pronunciamento diante do fórum permanente de entidades do Bairro da Paz, o secretário César Nunes sinalizou de maneira incisiva: “Vamos caçar os bandidos e eliminar, se for necessário. Acreditem na polícia!”.
Através de uma incansável campanha midiática e policial foram incrementados diversos ajustes na política criminal do Estado baiano. A possibilidade de assassinatos, agressões e de encarceramento massivo de jovens negros serem causados por ações arbitrárias da polícia e dos grupos de extermínio passou a ser sumariamente descartada pelas linhas de investigação dos órgãos institucionais (SSP, SJDH e etc) e da grande mídia. As chacinas, por exemplo, passaram a ser entendidas como ações decorrentes única e exclusivamente do tráfico de drogas. Como conseqüência da intensa repressão, prisões arbitrárias e autos de resistência forjados, elevaram-se de modo proporcional o número de policiais assassinados. Dados da SSP indicam que, de janeiro à agosto, para cada policial morto, pelos menos três autos de resistência foram registrados na Polícia Civil. Em 2008, ocorreram em média, a cada mês, 7,5 autos de resistência, números maiores que em 2007 (6,3) e 2006 (5,5). Este fato tem sido usado como justificativa para ações de extermínio por parte da polícia. Merece destaque entre as ações mais truculentas, as incursões da chamada Polícia do Sertão (Caatinga), que tem levado o terror à juventude negra soteropolitana no embalo do mote “Pai faz, mãe cria e a Caatinga mata!” facilmente legível nos veículos e artigos deste grupo policial. Em 2007, as polícias Civil e Militar mataram em Salvador pelo menos 76 pessoas sob a alegação de confrontos - 12,5% a mais que em 2006.

No final de novembro deflagrou-se uma rebelião no conjunto penal do município de Serrinha, localizado a cerca de 173 km da capital baiana. Os presos fizeram seis reféns, 2 agentes presidiários e 4 cozinheiras para exigir a efetivação de alguns dos seus direitos que lhes são negados. No dia 8 de dezembro, uma rebelião na Penitenciaria Lemos de Brito, decorrente de uma serie de transferências arbitrárias, mostrou mais uma vez a face racista do sistema carcerário. Além da criminalização da população carcerária intensificou-se também um processo de criminalização dos seus familiares retroalimentada todos os dias por programas sensacionalistas. Um deles fez inclusive vinhetas que dizem que “Na Bahia tem até Associação em defesa dos ladrões”, ao se referir certamente à ASFAP – Associação de Familiares e Amig@s de Pres@s. Uma vistoria realizada no Complexo Penitenciário da Mata Escura pôde constatar que 270 presos não tinham registro na Vara de Execuções, muitos cumprem pena de modo degradante em contêineres e um número indefinido está com pena vencida.

Mas do que um simples exercício de memória, pensar neste balanço nos cobra a necessidade de não nos furtamos diante da irrefreável matança em curso em nossas comunidades. Em dezembro do ano passado, a Campanha Reaja! se permitiu participar de uma articulação chamada Tribunal Popular – O Estado brasileiro no banco dos réus. Para além de um simples expediente dramático, o Tribunal Popular nos ofereceu a oportunidade histórica de subverter simbolicamente a lógica da ordem sócio-racial que nos faz maioria em ruas, favelas e instituições carcerárias deste país e colocar o Estado brasileiro no banco dos réus. Os dados acumulados em nossa militância permitiram que colocássemos sob os holofotes o que acontece aqui na Bahia e, ao mesmo tempo, participássemos de uma articulação nacional de vitimas do Estado brasileiro. No entanto todo nosso esforço parece ser ínfimo, diante do gigante que estamos enfrentando.
Recentemente, um comentário do secretário de segurança pública, após a realização de uma mega-operação que etiquetou como traficantes quatorze rapazes negros, em um bairro da periferia soteropolitana, causou um grande burburinho em alguns meios. O secretário falou com a firmeza que lhe é própria: “Se tem que tombar, que tombe do lado de lá”. Setores desavisados sobre a política de segurança em curso e algumas organizações que zelam à distância pelos “Direitos Humanos” interpretaram a fala do secretário como uma gafe, ou como um comentário infeliz que destoa em relação ao conjunto de políticas adotadas pelo “companheiro” Wagner. Outros se espantaram diante do pronunciamento. Para nós, que somos os principais alvos desta política, essa afirmação não deveria causar tanta estranheza; ela só ratifica e confessa o caráter genocida de uma elite que vê em cada jovem negro de periferia um inimigo em potencial; demonstra uma firmeza de quem sabe de que lado está.
O que está posto é uma conjuntura macabra, na qual, de um lado, o governo corre para jogar os cadáveres negros debaixo do tapete, antes que os gringos cheguem para curtir suas orgias e inúmeros segmentos sociais e organizações de direitos humanos silenciam, seja por puro comodismo, ou pela possibilidade de morder uma ou outra migalha. Encurralad@s por esta realidade, estamos nós, resistindo como podemos à ação avassaladora do rodo que ceifa cotidianamente a vida d@s noss@s. Se faz imperativo que neste momento nós nos articulemos em torno a uma movimentação de enfrentamento a esta guerra declarada contra a nossa gente. “Se alguém tiver que tombar, que seja do lado de lá!”. É isto, reagir pra não morrer!

*Lio Nzumbi é membro da Associação de Familiares e Amig@s de Pres@s da Bahia (ASFAP) e articulador da Campanha Reaja ou será mort@!

CADÊ OS CORREPONDENTES NEGROS NA CASA BRANCA?

Retirado do site Observatório da Imprensa.

Sábado, 17 de janeiro de 2009
Ano 13 - nº 520 - 13/1/2009

DIVERSIDADE

em 13/1/2009

Falta diversidade racial entre os correspondentes da Casa Branca, acredita o presidente George W. Bush. "O número de pessoas de minorias caiu não por falta de correspondentes destas minorias, mas por causa dos donos dos jornais e emissoras", diz a correspondente April Ryan, que reporta para a American Urban Radio Networks. "Imagine você como presidente, no pódio, olhando todos aqueles rostos – isso representa a América?".
A questão de raça e diversidade é sempre relevante, mas parece ter adquirido uma urgência maior com a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. E uma semana antes de Barack Obama assumir a Casa Branca, os jornalistas negros são exceção entre os correspondentes desta que é a editoria mais exposta de Washington.
Entre os canais a cabo, ainda há negros, como Wendell Goler, da Fox News, Suzanne Malveaux, da CNN, e, até recentemente, Kevin Corke, da MSNBC. Mas quando se trata de emissoras da TV aberta, a coisa muda de figura. "A Casa Branca é usada pelas emissoras para testar profissionais quem elas acreditam ter um futuro de alta visibilidade", diz Goler. "É mais difícil colocar afro-americanos nesta posição com este pensamento de competição".
Entre os jornais, a situação não é melhor. Em determinado momento do ano passado, o repórter William Douglas, da McClatchy, viu-se como o único negro a cobrir regularmente a Casa Branca. "Antes mesmo da crise na economia, havia apenas poucos repórteres negros cobrindo o Capitólio e os congressistas", diz.
Pontos de vista
Douglas acredita que jornalistas de diferentes raças trazem perspectivas diferentes à cobertura. Ele exemplifica: houve um debate, durante a campanha, sobre se Obama – filho de pai negro e mãe branca – era "negro o bastante" para a comunidade afro-americana, e este "era um tema novo para muitas pessoas brancas". Em outra ocasião, Michelle Obama compareceu a um jantar com um grupo de senhoras negras, e houve muitos cochichos sobre o impacto que ela terá sobre o problema da obesidade na comunidade negra, sendo tão magra. "Não estou certo de que um repórter não-negro seguiria por este caminho", diz.
A chamada mídia negra já se prepara para concentrar mais atenção na Casa Branca. A revista Ebony, que nomeou Obama sua primeira Personalidade do Ano, tem planos de destacar um correspondente em tempo integral para a sede do governo. Segundo Bryan Monroe, diretor editorial da revista, Washington sempre esteve presente na cobertura, mas hoje há um interesse enorme dos leitores em Obama. "É algo grandioso. Sem dúvida, é a maior pauta na América negra nos últimos anos", ressalta.
Wendell Goler, com 22 anos de experiência em Casa Branca, diz que os esforços da mídia especializada não são o bastante. "O que eu quero ver são mais jornalistas negros sem uma motivação específica; mais jornalistas negros fazendo simplesmente jornalismo", defende.


Informações de Howard Kurtz [Washington Post, 12/1/09].

PELO FIM DA INTOLERÂNA RELIGIOSA

Retirado do jornal A Tarde, mas lido antes no blog do CEN.

14/01/2009
Margarida Neide AG. A TARDE

No próximo dia 21, o Largo da Sereia em Itapuã será o ponto de partida da Caminhada contra a Intolerância Religiosa e pela Paz. A iniciativa é da comunidade do terreiro Axé Abassá de Ogum e tem o objetivo de reunir gente de todas as religiões.
O ato, que começará às 9 horas, tem uma grande importância simbólica: é que nesta data é comemorado, desde o ano passado, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
A data resultou de um projeto de Lei do deputado baiano Daniel Almeida, inspirado em uma ação semelhante da vereadora por Salvador, Olívia Santana, sua colega de partido, o PCdoB.
O Axé Abassá de Ogum puxa o cortejo pois foi nele onde se deu origem as razões da data: em 21 de janeiro de 2000, a então mais alta sacerdotisa da Casa, Mãe Gilda, morreu de infarto após ter sido vítima de agressões por conta da sua opção pelo candomblé.Além de ter a casa invadida por evangélicos que queriam lhe submeter a uma "sessão de exorcismo" por duas vezes, Mãe Gilda foi parar nas páginas do jornal Folha Universal, mantido pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Uma foto sua ilustrava a matéria intitulada "Macumbeiros charlatães lesam a vida e o bolso dos clientes".A partir de então sua alegria desapareceu e sua saúde piorou até que ela morreu no dia 21. Sua filha e sucessora no comando do terreiro, Jaciara Santos, começou então uma luta em busca de reparação e justiça.
Foi uma batalha longa e em setembro do ano passado Mãe Jaciara e demais herdeiros de Mãe Gilda ganharam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o direito a uma indenização por danos morais causados à sua mãe.
Foi a primeira vez no Brasil que uma instituição, no caso a IURD, foi condenada por intolerância religiosa. Até então havia casos envolvendo pessoas físicas.Voltando à caminhada: ela vai ser encerrada na mágica Lagoa do Abaeté. Neste dia também será lançada a Cartilha de Preservação Ambiental, um projeto da Fundação Pedro Calmon e as atividades serão encerradas em grande estilo com a Feijoada de Ogum.
Na última terça-feira, Mãe Jaciara esteve com o deputado Daniel e apresentou o projeto do evento. O parlamentar prometeu buscar recursos para reforçar a edição 2010 da caminhada.

27 UNVIERSIDADES BRASILEIRAS ORGANIZAM CURSOS COM TEMA ÉTNICO-RACIAL

Retirado o site África 21.

DF12/01/2009
Universidades

Vinte e sete universidades brasileiras vão organizar cursos sobre o tema étnico-racial
Representante do Movimento Negro Unificado (MNU), Jacira Silva acredita que já está mais do que na hora de estudar a África com a mesma importância que outros povos.
Da Redação

Universidade de Brasília

Brasília - Vinte e sete universidades públicas brasileiras selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) vão organizar cursos e produzir material didático-pedagógico este ano sobre a temática étnico-racial. A formação de professores na área é prevista na Lei 10.639/03, que obriga o ensino da cultura e história afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de nível fundamental e médio.
A técnica em Assuntos Educacionais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Bárbara Rosa disse que o novo edital trouxe uma novidade. “Agora cada universidade vai formatar o curso de acordo com a realidade na qual está inserida. Por exemplo, em Minas Gerais quatro universidades irão promover cursos. Minas é um estado muito grande e abrange regiões diferentes, contextos diferentes e essas características serão consideradas.”
Segundo Bárbara, o MEC vai lançar até março um plano com algumas diretrizes para acelerar a implementação da Lei 10.639. Ela destaca a importância da formação do professor para que o ensino da cultura e história afro-brasileira seja realidade.
“O ministério produz o material didático, mas não pode impor o uso de determinado livro, isso é uma decisão do professor e da sua coordenação. Por isso é que o MEC, além de produzir material didático-pedagógico, vem há algum tempo investindo também no material humano, na formação dos professores. Mas tem que haver ações paralelas que envolvam todo colegiado”, acrescentou Bárbara.
Representante do Movimento Negro Unificado (MNU), Jacira Silva acredita que só a educação pode transformar a sociedade e reduzir a discriminação contra a população negra. “Acho muito importante que as universidades estejam envolvidas nesse processo, já está mais do que na hora de estudar a África com a mesma importância que outros povos. É preciso ensinar a participação positiva do negro na construção do nosso país. A educação inclusiva é uma questão de direitos humanos, o negro precisa ser tratado de forma igualitária”. As informações são da Agência Brasil.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A ÁGUA (QUE NINGUÉM VÊ) NA GUERRA

Colocamos na coluna da direita um banner com um link para quem quer ficar atualizado sobre o massacre que o Estado de Israel está implementando em Gaza. O link encaminha para a agência Carta Maior que tem feito uma cobertura muito boa com vários artigos.
Segue abaixo um artigo que fala sobre a questão da água e o conflito.
Retirado do site da Carta Maior.


Internacional 11/01/2009
Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio? Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina. Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.
Ana Echevenguá (*)
"Para além das manchetes do conflito do Oriente Médio, há uma batalha pelo controle dos limitados recursos hídricos na região. Embora a disputa entre Israel e seus vizinhos se concentre no modelo terra por paz, 'há uma realidade histórica de guerras pela água' - tensões sobre as fontes do Rio Jordão, localizadas nas Colinas de Golã, precederam a Guerra dos Seis Dias". Raymond Dwek - The Guardian, [24/NOV/2002] *
A nossa sobrevivência na Terra está ameaçada. Sem alimento, o ser humano resiste até 40 dias; sem água, morre em 3 dias. Somos água! Mas, enquanto a população se multiplica e a poluição recrudesce, as fontes de água desaparecem.
Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio?
Oriente Médio... uma região aonde água vale mais do que petróleo... E sempre nos passam a idéia de que lá as guerras ocorrem pela conquista das reservas de petróleo.
E a conquista das reservas de água? Em 1997, o então vice-diretor geral da UNESCO, Adnan Badran, no seminário "Águas transfronteiriças: fonte de paz e guerra" (que centrou os debates nas águas do Mar Aral, do rio Jordão, do Nilo...) disse que "a água substituirá o petróleo como principal fonte de conflitos no mundo".
Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina.
Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural. Ali, ele é o "dono" das:
- águas superficiais: bacia do rio Jordão (incluindo o alto Jordão e seus tributários), o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão;
- águas subterrâneas: 2 grandes sistemas de aqüíferos: o aqüífero da Montanha (totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel), aqüífero de Basin e o aqüífero Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelense até Gaza.
Tais águas são 'transfronteiriças', recursos naturais compartilhados. Segundo recente inventário da UNESCO, 96% das reservas de água doce mundiais estão em aqüíferos subterrâneos, compartilhados por pelo menos dois países.
Há regras internacionais para o uso dessas águas. Algumas destas obrigam Israel a fornecer água potável aos palestinos.
Mas Israel não compartilha a água; afinal, tais regras internacionais não prevêem mecanismos de coação ou coerção; é letra morta. O Tribunal Internacional de Justiça, até hoje, condenou apenas um caso relacionado com águas internacionais.
A estratégia de Israel é outra. Em 1990, o jornal Jerusalém Post publicou que "é difícil conceber qualquer solução política consistente com a sobrevivência de Israel que não envolva o completo e contínuo controle israelense da água e do sistema de esgotos, e da infra-estrutura associada, incluindo a distribuição, a rede de estradas, essencial para sua operação, manutenção e acessibilidade" (1). Palavras do ministro da agricultura israelense sobre a necessidade de Israel controlar o uso dos recursos hídricos da Cisjordânia através da ocupação daquele território.
O Acordo de Paz de Oslo de 1993, por exemplo, estipulou que os palestinos deveriam ter mais controle e acesso à água da região.
Nessa época, segundo o professor da Hebrew University, Haim Gvirtzman, dos 600 milhões de metros cúbicos de água retirados anualmente de fontes na Judéia e Samaria, os israelenses usavam quase 500 milhões, satisfazendo cerca de um terço de suas necessidades hídricas. Para ele, isso gerou um 'direito adquirido sobre a água'. Questionado sobre o acesso palestino à água, o professor respondeu:
"Israel deve somente se preocupar com um padrão mínimo de vida palestino, nada mais, o que significa suprimento de água para eles só para as necessidades urbanas. Isso chega a cerca de cinqüenta/cem milhões de metros cúbicos por ano. Israel é capaz de suportar essa perda. Portanto, não deveríamos permitir que os palestinos desenvolvessem qualquer atividade agrícola, porque tal desenvolvimento virá em prejuízo de Israel. Certamente, nunca permitiremos aos palestinos suprir as necessidades hídricas da Faixa de Gaza por meio do aqüífero montanhoso. Se purificar a água do mar é uma solução realista, então deixemos que o façam para as necessidades dos residentes da Faixa de Gaza".
E na Guerra pela Água vale tudo: os israelenses bombardeiam tanques d'água, grandes ou pequenos (muitas vezes construídos nos telhados das casas), confiscam as bombas d'água, destroem poços, proíbem que explorem novos poços e novas fontes d'água (a Cisjordânia, em 2003, contava com cerca de 250 fontes ilegais e a Faixa de Gaza, com mais de 2 mil). Israel irriga 50% das terras cultivadas, mas a agricultura na Palestina exige prévia autorização.
Então, furto de água das adutoras de Israel é comum naquela região. A regra do jogo é esta: enquanto o palestino não tem acesso à água para beber, o israelense acostumou-se ao seu uso irrestrito.
Sendo assim, dá pra imaginar uma outra forma de divisão ou de uso compartilhado desses recursos hídricos para os próximos anos? Dá pra imaginar a sobrevivência de qualquer estado e, nesse caso, da Palestina sem o controle efetivo do acesso e da distribuição dos recursos hídricos que necessita?
Botar a mão na água é coisa antiga. Britânicos e franceses no Oriente Médio definiram as fronteiras (em especial da Palestina) de olho nas águas da bacia do rio Jordão.
Desde 1948, Israel prioriza projetos, inclusive bélicos, para garantir o controle de água na região. Dentre estes:
- a construção do Aqueduto Nacional (National Water Carrier);
- em 1967, anexou os territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia e tomou da Síria as Colinas do Golã, ricos em fontes de água, para controlar os afluentes do Rio Jordão. Sobre esta guerra, Ariel Sharon falou que a idéia surgiu em 1964, quando Israel decidiu controlar o suprimento d'água;
- em 2002, a construção o 'muro de segurança' viabilizou o controle israelense da quase totalidade do aqüífero de Basin, um dos três maiores da Cisjordânia, que fornece 362 milhões de metros cúbicos de água por ano. Segundo Noam Chomsky, "o Muro já abarcou algumas das terras mais férteis do lado oriental. E, o que é crucial, estende o controle de Israel sobre recursos hídrico críticos, dos quais Israel e seus assentados podem apropriar-se como bem entenderem..." (2). Antes do muro, ele já fornecia metade da água para os assentamentos israelenses. Com a destruição de 996 quilômetros de tubulação de água, agora falta água para beber à população palestina do entorno do muro;
- antes de devolver (simbolicamente) a Faixa de Gaza, Israel destruiu os recursos hídricos da região. E, até hoje, não há infra-estrutura hídrica nas regiões palestinas.
Quantos falam a respeito disso?
Em 2003, na 3ª Conferência Mundial sobre Água, em Kyoto, Mikhail Gorbachev bateu na tecla dos conflitos mundiais pela água: contabilizou, na época, 21 conflitos armados que objetivavam apropriação de mais fontes de água; destes, 18 ocorreram em Israel.
Gestão conjunta, consumo igualitário de água, ética e consenso na água - palavras bonitas no papel, nas mesas de negociação, na mídia. Na prática, é utopia.
O que a ONU e os donos do planeta estão esperando para exigir que Israel cumpra as regras internacionais sobre águas mesmo que estas contidas em convenções, acordos, declarações (e outras abobrinhas)?
Quem vai ter coragem de criar regras claras e objetivas para punir a violação dos direitos dos povos e nações à sua soberania sobre seus recursos e riquezas naturais?


* Ver

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2002/11/23/jorint20021123004.html


(1) Do livro de Noam Chomsky: Novas e Velhas Ordens Mundiais, São Paulo, Ed. Scritta, 1996.
(2) Ver
http://www.galizacig.com/actualidade/200403/portoalegre2003_muro_humilhacao_e_roubo.htm
(*) Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail:
ana@ecoeacao.com.br , website: www.ecoeacao.com.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ARTIGO SOBRE MOVIMENTO DE MULHERES NEGRAS

Retirado da revista eletrônica África e africanidades.

Mulheres negras brasileiras construindo identidades negras positivas: um caminho para a consolidação da cidadania?
Texto analisa o movimento de organização autônoma de mulheres negras enquanto sujeitos político.


Para acessar o texto clique aqui ou neste link alternativo.

RENDA E EDUCAÇÃO DOS PAIS PESAM MAIS DO QUE COR

Temas extremamente relevante, mas é uma pena que o texto está em inglês.
Retirado do site da Ouvidoria Geral da Petrobrás, mas lido antes no blog do Adami.

Renda e educação dos pais pesam mais do que cor em desigualdade racial na escola

A desigualdade de acesso à educação entre negros e brancos no Brasil se deve mais à origem social do que à discriminação de cor. Entretanto, o preconceito também influencia a diferença. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo
Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).

O texto, intitulado
Toda a Desigualdade Socioeconômica entre os Grupos Raciais no Brasil é causada por Discriminação Racial?, do economista Rafael Guerreiro Osório, faz uma análise detalhada da evolução educacional dos brasileiros nascidos de 1973 a 1977, tendo como base diferentes edições da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE).

O economista acompanhou, por meio das amostras de 1982, 1987, 1992, 1996 e 2005, o acesso da população à educação. Ele dividiu os grupos de acordo com a instrução do chefe da família, a renda familiar e a cor da pele e verificou, por exemplo, a porcentagem de crianças nascidas entre 1973 e 1977 que chegaram aos estavam alfabetizadas em 1982, estavam no ensino médio em 1992 e na universidade em 1996. Para evitar distorções, o estudo controlou fatores que poderiam influenciar o resultado, como região, sexo e idade. A partir dos dados, foi criado um modelo estatístico pelo qual é possível estimar a influência de cada uma das variáveis (educação, renda e cor da pele) no resultado.

Nesse modelo, os fatores que influenciaram o sucesso educacional (chegar ao nível de escolarização indicado para a idade) são os socioeconômicos, mais do que a cor da pele. Por exemplo, a probabilidade de uma criança de 7 anos estar alfabetizada em 1982 cresce quando a educação do chefe de família e a renda da casa são maiores, independentemente de o aluno ser branco, preto ou pardo. A região também influencia, e a probabilidade cresce na seguinte ordem: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Desse modo, a criança nascida na região Norte teria menos chances de estar alfabetizada, e a nascida no Sul, mais chances. Esse padrão de influência da educação dos pais e da renda se repete em todos os níveis analisados — ensino fundamental, ensino médio e superior.

O fato de a região e de a origem social serem mais relevantes que a discriminação por cor traz uma conclusão ruim, na opinião do autor do estudo. "Isso só mostra que o Brasil é um país com baixa mobilidade social e que o peso da origem social é grande. É muito difícil para alguém com renda baixa e cujos pais não tiveram acesso à educação conseguir atingir um nível educacional alto", afirma Osório. Para o especialista, isso pode explicar a manutenção dos negros entre os segmentos de renda mais baixos da sociedade e a perpetuação de uma desigualdade racial que vem dos tempos da escravidão.

Influência importante
Uma parte central do estudo analisa como se comporta a influência da discriminação por cor. A constatação de que o fato de ser negro faz, sim, diferença é sustentada pela observação de que pretos e pardos levam desvantagem em todos os indicadores de acesso à educação, mesmo quando a renda e a escolarização dos pais são iguais às dos brancos. Por exemplo, entre um negro e um branco nascidos entre 1973 e 1977 na região Norte, provenientes de famílias com o mesmo nível de renda e com os pais com o mesmo grau de instrução, eram maiores estatisticamente as chances de o branco estar na universidade em 1996.

Essa diferença em relação à cor é encontrada em maior ou menor escala em praticamente todos os cenários analisados. "A grande novidade que trazemos é conseguir medir onde a discriminação exerce maior influência para atingir a educação. E, nesse sentido, são justamente os negros de classe média que sofreram mais os efeitos negativos da discriminação na geração analisada", afirma Osório.

Para esse segmento da sociedade, ser negro estava relacionado a menor probabilidade de ter entrado na universidade em 1996. O estudo identificou um padrão: quanto maior a disputa por acesso ao ensino (poucas vagas e muitos em condição de concorrer a elas), mais a cor da pele influencia o sucesso educacional — sempre com desvantagem para pretos e pardos.

Nos domicílios de menor renda e menor instrução, a cor da pele faz pouca diferença na probabilidade de uma criança nascida entre 1973 e 1977 ter chegado à faculdade em 1996 — nessas condições, a chance é pequena tanto para pretos ou pardos quanto para brancos. Na outra ponta, quando negros e brancos estão entre o 1% mais rico da população, a influência da cor no acesso à universidade também é pequena: a probabilidade é alta para os dois grupos.

É, portanto, na camada intermediária que a cor pesa mais. Para uma pessoa que estivesse entre os 20% mais ricos do Brasil, nascida no Nordeste em uma família cujo chefe estudou até a quarta série do ensino fundamental, a influência da cor da pele no acesso à universidade é o dobro de uma pessoa com as mesmas características, mas que estivesse entre os mais pobres.

Do mesmo modo, quando havia mais disputa pelas classes de alfabetização, em 1982, ser branco ou negro fazia diferença — era menor a chance de um preto ou pardo estar alfabetizado. Já em 2005, a influência da cor da pele era pequena. O que aconteceu entre os dois períodos? O acesso à alfabetização foi universalizado: quase todos têm oportunidade de atingir esse nível educacional na idade certa. Isso significa, portanto, que, quanto maior o acesso à educação, menor os efeitos da discriminação por cor.

Cotas
Rafael Osório aproveita a conclusão para recuperar um assunto polêmico, não abordado no estudo: "Isso significa que universalizar a educação é melhor do que a política de cotas? Depende da urgência com que o Brasil quer tratar a questão. Dar oportunidade a todos para chegar à universidade realmente acabaria com a desigualdade racial nesse caso. Mas precisamos ver até onde isso é possível de ser feito e a urgência das pessoas que estão na idade de estudar. As cotas podem ser um bom instrumento para corrigir com rapidez essa desigualdade racial, motivada, entre outros motivos, também pela discriminação", afirma.

BAIXE LIVRO "RAÇA E GENÊRO NO SISTEMA DE ENSINO"

Retirado do blog Africa e africanidade.

Raça e gênero no sistema de ensino: os limites das políticas universalistas na educação
Autor(es): Henriques, RicardoEditor(es): UNESCO, UNDPAno: 2003ISBN: 85-87853-60-0

Inserido no campo de reflexões sobre o papel das oportunidades educacionais na construção de uma sociedade justa e sem discriminação racial, este estudo consiste em subsídios importantes para o desenho e a implementação de políticas públicas na área da educação que tenham a eqüidade de gênero e raça como um de seus fundamentos.
102 p.
Download do livro completo

Link alternativo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA CRIA GT DE RELAÇÕES RACIAIS

Retirado do site CRP-RJ.

CRP-RJ cria GT de Relações Raciais

Em consonância com sua política voltada para a defesa dos Direitos Humanos, o CRP-RJ aprovou, na Sessão Plenária do mês de outubro de 2008, a criação do Grupo de Trabalho “Psicologia e Relações Raciais”.
O GT terá como objetivo promover ações que possibilitem aos psicólogos, estudantes e profissionais de saúde um efetivo comprometimento com o combate ao racismo e à discriminação racial.
A coordenação do GT ficou a cargo da conselheira Maria da Conceição Nascimento (CRP 05/26929), e terá participação dos psicólogos Andréa Moreira Chagas (CRP 05/2691), Andrés Cardoso Tibúrcio (CRP 05/17427), Celso Moraes Vergne (CRP 05/27753) e Mariana Tavares Ferreira (CRP 05/27191).
08 de janeiro de 2009

ONU PREMIARÁ TEXTO JORNALÍSTICO SOBRE ODM

Retirado do site do PNUD.

Reportagens
Cidade do México, 07/01/2009

Premiação, em parceria com agência de notícias IPS, vai selecionar reportagens e artigos sobre Objetivos do Milênio na América Latina-->

Como se inscrever
Para participar da premiação, acesse o site da
IPS e siga as instruções.
Leia também
ONU premia reportagens de brasileiros
da PrimaPagina



O PNUD e a agência de notícias
IPS (Inter Press Service) abriram inscrições para um concurso que escolherá os cinco melhores textos jornalísticos da América Latina sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio(uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015). Em sua segunda edição, o prêmio América Latina e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio receberá inscrições de trabalhos da imprensa até julho, e concederá US$ 5 mil ao primeiro colocado, US$ 2.500 ao segundo e US$ 1 mil ao terceiro. Os cinco melhores textos serão publicados em um livro editado pela IPS.
Podem ser inscritos trabalhos de toda a América Latina e Caribe que tenham sido veiculados entre outubro de 2008 e junho de 2009. São aceitas notícias, crônicas, reportagens e outros gêneros, desde que em formato de texto, vindos de meios impressos ou on-line. Textos feitos em equipe também podem participar e, neste caso, nem todos os membros do grupo precisam ser jornalistas. O site do IPS traz o
regulamento e os requisitos para inscrição.
Combate à pobreza e à fome, saúde da mulher, da criança e preservação do meio ambiente são alguns dos temas que estão nos oito Objetivos do Milênio e sobre os quais podem se debruçar os textos para o concurso. Os trabalhos serão analisados por um júri de cinco membros, que ainda está para ser escolhido. A organização prevê que os vencedores sejam anunciados até o início de outubro.
A primeira edição, de 2007, recebeu 466 reportagens de 19 países. Dois textos do Brasil — um de Pernambuco e outro de São Paulo — obtiveram os segundo e terceiro lugares. Os trabalhos contemplados tratavam, respectivamente, de temas da saúde materna e da preservação da Mata Atlântica. O prêmio máximo ficou com uma equipe mexicana que publicou uma série de reportagens sobre trabalho infantil.

BOSLAS 2009 - CENTRO CELSO FURTADO

Recebido por email.

O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento torna pública a abertura da seleção para a concessão de sete bolsas de auxílio à pesquisa, sendo cinco destinadas ao mestrado e duas ao doutorado.

· Inscrições - envio dos projetos: de 10 de janeiro a 14 de fevereiro 2009.
· Prazo para análise: de 14 de fevereiro a 28 de fevereiro de 2009.
· Início da concessão da bolsa: 1º de março de 2009.

Esse ano, contando com o apoio do Banco do Nordeste, os temas dos projetos de pesquisa foram ampliados:

Emprego formal e desenvolvimento econômico;
Desenvolvimento e política industrial;
Restrição externa e crescimento;
Financiamento do desenvolvimento;
Desenvolvimento, mudança estrutural e inflação;
Integração regional e desenvolvimento econômico;
Desenvolvimento local e regional no Nordeste;
O pensamento de Celso Furtado.
No nosso site você encontra todos os detalhes, valores, procedimentos para a submissão de projeto e os formulários.


Veja o regulamento geral na página das Bolsas 2009 em Atividades > Bolsas de Estudo > Bolsas 2009, ou clicando aqui.
Dúvidas e Informações: bolsas@centrocelsofurtado.org. br


NA UEPI, SOBRAM 158 VAGAS PARA NEGROS NO VESTIBULAR

Retirado do site Cidade Verde.

SURPRESA:Uma luta histórica do movimento negro caiu por terra com resultado do vestibular deste ano.
O Vestibular 2009 da Uespi revelou um dado surpreendente. Dos 3.979 candidatos que concorreram a uma vaga da instituição, somente 61 foram aprovados através da cota para negros e 278 para escolas públicas. Sobraram 158 vagas do sistema de cotas que foram remanejadas para ampla concorrência.

1ª colocada no vestibular da Uespi é casada com futuro médico
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) ofereceu 438 vagas para o sistema de cotas. Destas, metade eram destinadas a alunos que se declararam negros e a outra para estudantes de escolas públicas.
Como os alunos que se declararam negros, em muitos campi não conseguiram atingir a pontuação e outros fizeram tantos pontos que não precisaram fazer parte do sistema de cotas, sobraram mais de 100 vagas para alunos negros.
Veja a relação dos aprovados no Vestibular da Uespi

O edital do concurso previa que caso essas vagas não fossem preenchidas elas deveriam ser distribuídas para a concorrência geral.

“Nós iremos analisar o que pode ter acontecido para que essas vagas sejam redistribuídas no próximo vestibular. Podemos observar que muitos lugares não precisavam de cotas e iremos fazer um estudo para que se transferir essas cotas para cursos e campi que realmente necessitem das cotas”, destacou a Reitora da Uespi, Valéria Madeiro.
Segundo a Reitora, as cotas do interior do Estado podem ser transferidas para Teresina e Parnaíba e para os cursos de Bacharelado, que são os mais concorridos e possuem mais alunos de escolas particulares.

Redação redacao@cidadeverde.com
Matéria Publicada em 13/01/09

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

INTERNET AJUDA A FURAR BLOQUEIO IMPOSTO POR ISRAEL

Retirado da Agência Carta Maior.

Internacional

06/01/2009

Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza. Isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo. A eficácia do bloqueio midiático diminuiu significativamente graças à internet. Os vídeos e fotos da rede Al Jazeera são reproduzidos por toda parte. Quem quiser, pode também ter informações direto de Gaza, pelo blog "Moments of Gaza", mantido por Natalie Abou Shakra (foto).
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior
É bem conhecida a frase que afirma que a primeira vítima em tempos de guerra é a verdade. Bloqueios midiáticos fazem parte do esforço propagandístico dos militares. A história se repete agora com a nova onda de ataques perpetrada por Israel contra os palestinos da Faixa de Gaza. O governo israelense proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros na área. Isso não vem impedindo, porém, que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundial. A eficácia do bloqueio midiático diminuiu significativamente graças à internet.

A rede Al Jazeera está na faixa de Gaza, produzindo diariamente reportagens sobre o ataque de Israel. Suas matérias (ver exemplo abaixo, publicado por Luiz Carlos Azenha no Vi o Mundo) são vistas diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo árabe. Elas expõem o caráter, ao mesmo tempo, homicida e suicida, da política de Israel para "garantir a segurança do povo judeu". A única coisa que a ação do exército israelense parece estar garantindo é espalhar mais ódio pela região, por várias gerações.



A blogosfera se encarrega de espalhar essas imagens mundo afora. Além disso, há também blogs funcionando desde Gaza, relatando diariamente o que está acontecendo. Um deles é o Moments of Gaza. Idelber Avelar, do blog Biscoito Fino e a Massa, traduziu um texto desse blog mantido por Natalie Abou Shakra, ativista do Movimento Free Gaza.“Um relato ao vivo dos horrores perpetrados pelo exército israelense na maior prisão ao ar livre do mundo”, resume Idelber:
"Vittorio me disse ontem ... quando lhe perguntei como ele responde à morte ... ele me disse que já não tem lágrimas para chorar ... que suas lágrimas secaram ... olho para ele sentado diante de mim ... um homem bonito de um metro e oitenta ... trinta e três anos ... sua maior preocupação no mundo: salvá-lo e “permanecer humano”, que é como ele termina [Bomba!] cada artigo que escreve ..."
O Biscoito Fino traduziu também um relato de outro blog que opera diretamente de Gaza, o In Gaza. "Mais um relato em primeira mão que confirma o que já sabemos: no massacre israelense em Gaza, a prática é matar mesmo os civis feridos que estão sendo carregados", escreve Idelber Avelar. O relato:
Trabalhadores médicos de emergência, Arafa Hani Abd al Dayem, 35 anos, e Alaa Ossama Sarhan, 21 anos, tinham atendido o chamado para ir buscar Thaer Abed Hammad, 19, e seu amigo morto Ali, 19, que haviam estado fugindo do bombardeio, quando foram eles mesmos atingidos por disparo de um tanque israelense.
Era pouco depois das 8:30 da manhã de 04 de Janeiro, e eles estavam na região de Attattra, Beit Lahia, noroeste de Gaza, na área da escola americana bombardeada no dia anterior, em que mataram um guarda-noturno civil de 24 anos, destroçando-o, queimando o que restara.
Gemendo de dor, com o pé direito amputado e lacerações de bomba de fragmentação ao longo das costas, de todo o corpo, Thaer Hammad conta como seu amigo Ali foi morto. “Estávamos atravessando a rua, saindo de nossas casas, e aí o tanque disparou. Havia muita gente saindo, não éramos os únicos”. Hammad interrompe seu testemunho, de novo gemendo de dor. Ao longo dos dois últimos dias, desde que a invasão terrestre de Israel e a campanha intensificada de bombardeios começaram, os residentes de toda Gaza têm estado fugindo de suas casas. Muitos não tiveram a chance de escapar, tendo sido pegos dentro de casa, enterrados vivos, esmagados. O médico continua a narrativa: “Depois que foram bombardeados, Thaer não conseguia caminhar. Ele chamou Ali para que o carregasse”. O resto da história é que Ali havia carregado Thaer por alguma distância quando atiraram na cabeça de Ali, bala disparada por um soldado não visto, bem na direção na qual eles fugiam. Ali morto, Thaer ferido, e as pessoas fugindo, a ambulância foi chamada".

A uniformidade pausterizada da mídia comercial
Essa diversidade de informações que circula pela internet está ausente da cobertura da imensa maioria da mídia comercial brasileira, que repete praticamente as mesmas manchetes todos os dias, formando um coro uniforme. Um exemplo disso:
10 horas e 52 minutos da manhã de 5 de janeiro de 2009. Manchete do UOL/Folha de São Paulo: “Israel divide Gaza em três e busca milicianos”. Da mesma forma, no site de Zero Hora, de Porto Alegre: “Israel divide Gaza em três e começa nova fase de ataques”. A mesma manchete é destaque no site do Globo: “Israel inicia nova fase da ofensiva e divide a Faixa de Gaza em três”.
Detalhe: Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza. Qual é, então, a fonte dessas notícias uniformemente distribuídas pelo mundo afora?
Resposta: o próprio governo de Israel. A cobertura da maioria esmagadora da mídia não passa de divulgação das informações oficiais do governo israelense. Quem quiser uma alternativa a essa cobertura pasteurizada tem que, obrigatoriamente, recorrer à internet. A guerra que aparece aí é bem diferente da apresentada pelos veículos tradicionais.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

NOVO ACORDO ORTOGRÁICO E NAVEGADORES

Retirado do site Olhar Digital.
Muito boa essa reportagem para quem quer ficar antenado nesta revisão, pois vai afetar batante nossas vidas durante alguns anos.


Exibido em: 11/01/09
Novo acordo ortográfico
Veja como escrever e-mails e textos corretamente


O modo de escrever mudou um pouco desde o primeiro dia do ano de 2009, quando passou a valer um novo acordo ortográfico, que altera a forma de acentuar e escrever algumas palavras: 'idéia' virou 'ideia', 'vôo' virou 'voo' e microondas virou micro-ondas, por exemplo. Mas, as alterações ainda não chegaram para o editor de textos mais popular do planeta: o Word. E a Microsoft ainda não tem data certa para a atualização. O paradoxal é que a versão gratuita Open Office já incorporou as mudanças.


Conheça o
Open Office e o Google Docs

Clique AQUI para baixar o verificador ortográfico para o BR-office.

POLÊMICA: PROJETO DE LEI SOBRE CRIME NA REDE

Polêmica no projeto de lei do senador Azeredo. Matéria interessante e vale a pena prestar atenção nesta polêmica.
Para ampliar clique nas imagens. Para salvar con computador clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."












WEB, UM MERCADO INFORMAL DE LIVROS

Retirado do site do jornal O Globo digital. Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."












domingo, 11 de janeiro de 2009

BOLSA PARA ALUNOS NEGROS DO ENSINO MÉDIO

Retirado da mensagem 5489 da lista do yahoogrupos do PVNC.

Caros todos,
reporto-me a vocês, solicitando que indiquem jovens negros, inscritos no 2°ano do Ensino Médio para participarem desta oportunidade de bolsa de estudos, que terá a duração de dois anos, visando contribuir para a inserção do jovem no ensino superior em particular nas universidades públicas, pois acreditamos que este espaço deve ser democrático e não apenas para alguns. Trata-se de uma política de ação afirmativa, ainda que para poucos alunos, mas temos a perspectiva de ampliarmos o número nas próximas edições.
Desde já agradeço a todos, seguindo abaixo as informações necessárias para a inscrição que se inicia HOJE, para um futuro processo seletivo.


PROGRAMA COLLEGE HORIZONS
Os alunos do Ensino Médio, matriculados no 2º ano, terão a oportunidade de participarem do Programa College Horizons, promovido pelo Consulado dos Estados Unidos, sediado no Rio de Janeiro e da Organização Não Governamental Levantamos, com sede em Salvador.

Este programa que encontra-se em sua segunda edição, tem por objetivo contribuir para o crescimento educacional e profissional dos jovens participantes, sendo esta uma política de ação afirmativa, direcionada aos jovens, que se auto-declararem de origem étnica negra (pardo ou preto).

Aos participantes serão oferecidas gratuitamente, participações no curso de inglês no IBEU e pré-vestibular. Portanto, os jovens deverão ser oriundos de instituição de ensino público.

Neste sentido, solicitamos indicação de jovens com este perfil, neste mês de janeiro até o dia 20, considerando que no mês de fevereiro já estará em curso as aulas de inglês.

O número de participantes no Programa College Horizons é restrito, contabilizando um total de 6 jovens. O Programa está direcionado a jovens de ambos os sexos. Os contatos deverão ser feitos através do e-mail abaixo ou através do site institucional (
www.levantamos.org), a partir de 10 de janeiro, onde haverá o formulário de preenchimento, que deverá ser encaminhado para daiserosas@yahoo.com.br ou daiserosas@levantam os.org com indicação de Inscrição Programa College Horizons. As inscrições iniciam no dia 10 de janeiro e finalizam em 20 de janeiro às 11:59h.

Sem mais para o momento, agradecemos a atenção e colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Daise Rosas da Natividade
Coordenadora Regional do Programa College Horizons
daiserosas@yahoo. com.br
daiserosas@levantam os.org

BAIXE O ALMANAQUE "ESCRAVO, NEM PENSAR!"

Dando uma olhada no site Repórter Brasil encontramos o manual abaixo sobre trabalho escravo muito interessante para educadores.
Essa produção faz parte do projeto "Escravo, nem pensar!".
Para acessar o manual clique aqui ou neste link alternativo.

TRABALHO ESCRAVO NO REPÓRTER BRASIL

O site repórter Brasil é muito interessante, pois tem diversas matérias sobre escravidão contemporânea. Além de matérias sobre legislação e trabalho escrao, documentos para pesquisa, comparação com a antiga escravidão e a atual, entre outras matérias. Vale muito a pena dar uma visitada longa no site.
Para acessar clique na imagem abaixo.


SELEÇÃO PARA TRABALHO NO PROJETO "ESCRAVO, NEM PENSAR"

Recebido por email pela mensagem 571 da lista do yahoogrupos Afroempregos.

A ONG Repórter Brasil, fará seleção para a etapa de 2009 do projeto "Escravo, nem pensar"!Segue descrição do projeto, orientações e critérios para as vagas.
Envio de curriculo até dia 15/01/2009
Reporter Brasil: 011 2506-6570
Saudações!
Reila Márcia
Jornal Brasil de Fato

"O sonho pelo qual brigo exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar" - Paulo Freire

Os requisitos para a vaga são os seguintes:
• Ser profissional formado em pedagogia, jornalismo, ciências sociais, história ou geografia ou estudante que esteja cursando os últimos dois anos desses cursos;
• Ter disponibilidade para viagens longas pelo interior de Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
• Apresentar um bom domínio da língua portuguesa, ter um bom texto, ser bem articulado;
• Residir na região metropolitana de São Paulo;
• Experiência com projetos de educação popular e/ou com projetos de comunicação comunitária;
• Interesse em dar aulas e trabalhar com movimentos sociais;
• Disponibilidade para início imediato na vaga.
É desejável, porém não fundamental, que o candidato tenha:
• Conhecimento sobre os seguintes temas: trabalho escravo e degradante, questão ambiental, questão agrária, economia solidária, leis trabalhistas, exploração sexual de crianças e adolescentes;
Remuneração: R$ 1.500,00 (bruto), com dedicação média de seis horas por dia, de segunda a sexta-feira.
Por favor, enviar currículo, com telefone para possível entrevista, para o endereço: escravonempensar@ reporterbrasil. org.br, aos cuidados de Fernanda Sucupira, até dia 15 de janeiro de 2009.
Programa “Escravo, nem pensar!”
O programa “Escravo, nem pensar!”, coordenado pela ONG Repórter Brasil, tem como objetivo diminuir, por meio da educação e da criação de redes de prevenção, o número de trabalhadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aliciados para o trabalho escravo na fronteira agrícola, e conscientizar a população de locais onde há incidência desse crime. Nos municípios com alto índice de aliciamento ou de ocorrência de trabalho escravo, são realizadas formações de lideranças populares, professores e educadores sobre trabalho escravo contemporâneo e temas relacionados, para que possam multiplicar, na sala de aula e nas comunidades, as informações sobre esse tipo de violação dos direitos humanos..
A idéia é que estudantes e comunidades atingidas possam se munir de informações para não caírem na rede do trabalho escravo. Desse modo, mesmo que migrem para a região da fronteira agrícola em função da pobreza e da falta de acesso à terra e a emprego nos seus municípios de origem, eles terão consciência das armadilhas do aliciamento e do endividamento fraudulento. Com isso, será mais difícil a ação de gatos, fazendeiros e donos de pensões que contam com a falta de conhecimento do trabalhador.
Desde 2004, quando o programa foi criado, já participaram das formações mais de duas mil pessoas, em 33 municípios, no Maranhão (Açailândia, Bom Jesus da Selvas, Balsas, Riachão, Santa Luzia, Paraibano e Dom Pedro), no Piauí (Barras, União, São Raimundo Nonato, Uruçuí, Corrente, Nossa Senhora dos Remédios e São Lourenço), no Pará (Breu Branco, Xinguara e Marabá), no Tocantins (Axixá, Araguaína, Ananás, Xambioá, Wanderlândia e Campos Lindos), na Bahia (Rui Barbosa, Itaberaba, Andaraí, Casa Nova, Pindobaçu, Ibotirama e Barreiras) e no Mato Grosso (Cuiabá, Colíder e Alta Floresta).
Em cada um dos municípios abrangidos, a meta é formar 50 professores e educadores. Gestores das secretarias de educação também participam das formações para que possam articular as escolas envolvidas em atividades conjuntas e para que seja possível inserir o tema de forma estrutural nos conteúdos programáticos dos municípios.
O programa não se restringe à formação dos participantes. Ela é apenas o ponto de partida para todo um trabalho que é desenvolvido no município. A equipe da Repórter Brasil faz pesquisa e levantamento de dados do Estado sobre os temas abordados na formação, permanece em intenso contato com as pessoas que fazem parte do programa, produz novos materiais didáticos, financia projetos elaborados pelos participantes, planeja e organiza encontros e outras atividades que potencializem a atuação deles, entre outras atividades.
Oferecemos aos beneficiários apóio técnico por tempo indeterminado, mas são eles que espalham esse conhecimento, apropriando- se dele e adaptando-o de acordo com as necessidades da comunidade.
Após a formação, a Repórter Brasil faz visitas de acompanhamento a cada município, reunindo os educadores de seis em seis meses, durante um ano e meio. Acreditamos que o acompanhamento é fundamental para a implantação e capilarização do projeto. Nesses encontros, os participantes têm contato com novos materiais e notícias sobre o assunto, discutem o que tem sido feito para prevenir o trabalho escravo, conversam sobre como superar as dificuldades e planejam ações futuras.

Ainda que as atividades desenvolvidas pelos professores e líderes populares a partir do “Escravo, nem pensar!” seja de baixíssimo custo, restringindo- se muitas vezes a material de consumo e podendo ser financiado facilmente por uma escola ou um sindicato, a Repórter Brasil também articula apoio financeiro àqueles que queiram desenvolver seus projetos.
Apesar de ser coordenado pela Repórter Brasil, o “Escravo, nem pensar!” conta com a participação de organizações e movimentos locais, também responsáveis por sua implantação, monitoramento e avaliação. Entidades como o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia, no Maranhão, a Comissão Pastoral da Terra, em todos os estados onde o projeto foi implantado, secretarias municipais de educação, sindicatos de trabalhadores rurais, paróquias e associações de assentamentos rurais participam das discussões de concepção dessas ações e já inseriram o “Escravo, nem pensar!” como uma de suas prioridades.
Esses parceiros locais têm papel fundamental para que o programa seja implantado nos municípios. São eles que organizam a divulgação do curso e a inscrição dos participantes, assim como a estrutura necessária para a sua realização, como local do encontro, equipamentos de áudio e vídeo, alimentação dos participantes, hospedagem e alimentação dos educadores da Repórter Brasil.
Além dos parceiros locais, o programa também conta com a parceria de instituições dos três setores e também de organismos internacionais, articulados sob a coordenação da Repórter Brasil. São nossos parceiros: a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Secretaria do Trabalho, Renda e Esporte do Governo da Bahia, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH), o Projeto “Trilhas de Liberdade”/CRS, a Fundação Doen, a Ação Educativa, o Instituto Carvão Cidadão (ICC), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a TAM Linhas Aéreas, a Universidade de São Paulo (USP), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Comissão Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Escravo do Piauí (Cepete), os Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) e Sindicatos Municipais de Professores.

ASSISTA AO VÍDEO:


Escravo, nem Pensar!Gênero: vídeo institucionalProdução: Caio Cavechini e Ivan Paganotti

Formato: digital
Duração: 6´45
País: Brasil 2006

Sinopse
A experiência do projeto "Escravo, nem Pensar!", que tem como objetivo transformar professores e lideranças populares em atores do combate ao trabalho escravo na Amazônia e no Nordeste.
Prêmio
Melhor Vídeo Institucional do 3º Festival Guaçuano de Vídeo
Para saber mais sobre o projeto Escravo, nem Pensar!, clique aqui.

sábado, 10 de janeiro de 2009