Reebido por email.
SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SÃO JOÃO DE MERITI
Prezadas/os,
Convidamos a todas e todos para participarem de uma atividade reflexiva e comemorativa pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha - 25 de Julho.
A atividade acontecerá no dia 05 de Agosto, às 15h, no Colégio Estadual Jardim Meriti e contará com a presença de Wânia Santanna da Petrobras e Maria Aparecida Patroclo da organização Criola, e com atividades culturais.
Contamos com a sua especial presença.
Um abraço.
SUPPIR MERITI
Contatos: 21 7655-7122/7632- 4117 - Maria da Fé (Fezinha)
2651-3060 - Superintendência da Mulher
O “griot” em tradições orais de vários povos africanos é um dos símbolos representativos dos narradores, dos que contam contos, cantam décimas, sábios, avós, mães e todos personagens cênicos ou não, que, em muitas sociedades, são depositários de histórias, de testemunhos ou de tradições que ele conta.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
UFPB APROVA COTAS PARA O PSS-2011
Retirado do site O Norte.
Primeiro Caderno
Dia-a-dia
Edição de quinta-feira, 29 de julho de 2010
Resolução prevê a reserva de vagas para negros, pardos e indígenas na universidade
Vanessa Furtado
Em reunião realizada na manhã de ontem, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba regulamentou o programa de cotas dos cursos da UFPB a ser aplicada no PSS 2011, e que havia sido aprovada em reunião anterior.
De acordo com explicações do pró-reitor de Graduação, professor Valdir Barbosa, na ocasião foram aprovados os números de vagas destinados ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e às cotas sociais, que beneficiarão estudantes negros, indígenas, pardos e portadores de necessidades especiais.
A resolução prevê a reserva de vagas destinadas a estudantes que cursaram o ensino médio e pelo menos três séries do fundamental em escolas públicas. O percentual dessas vagas é de 25% do total. Os candidatos que se incluem neste critério obedecerão a outra cota referente à cor e etnia, que será aplicada da seguinte forma: 56% para pretos e pardos; 0,29% para indígenas; e 5% para deficientes.
O candidato, no ato da inscrição, deve informar a opção pelo tipo de vagas que concorrerá dentro das seguintes opções: candidato egresso de escola pública, egresso do ensino público autodeclarado negro ou pardo; vindo do ensino público autodeclarado indígena, e decorrente do ensino público portador de deficiência.
A comprovação da deficiência deverá ser feita no momento do cadastramento, através de laudo médico atestado por comissão médica da UFPB. A comprovação do candidato deverá ser feita no momento do cadastramento, atravésde certificado de conclusão e de históricos dos ensinos fundamental e médio.
A implantação do sistema de cotas é visto como benéfico pela entidade negra Bamidelê - Organização das Mulheres Negras da Paraíba. A coordenadora executiva da entidade, Terlúcia Silva, considerou que o sistema é um reconhecimento da realidade. "É uma medida positiva. O ideal é que não houvesse necessidade de cotas, porém, as cotas são necessárias", frisou, acrescentando que a introdução do processo "na verdade, está atrasado.
Primeiro Caderno
Dia-a-dia
Edição de quinta-feira, 29 de julho de 2010
Resolução prevê a reserva de vagas para negros, pardos e indígenas na universidade
Vanessa Furtado
Em reunião realizada na manhã de ontem, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba regulamentou o programa de cotas dos cursos da UFPB a ser aplicada no PSS 2011, e que havia sido aprovada em reunião anterior.
De acordo com explicações do pró-reitor de Graduação, professor Valdir Barbosa, na ocasião foram aprovados os números de vagas destinados ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e às cotas sociais, que beneficiarão estudantes negros, indígenas, pardos e portadores de necessidades especiais.
A resolução prevê a reserva de vagas destinadas a estudantes que cursaram o ensino médio e pelo menos três séries do fundamental em escolas públicas. O percentual dessas vagas é de 25% do total. Os candidatos que se incluem neste critério obedecerão a outra cota referente à cor e etnia, que será aplicada da seguinte forma: 56% para pretos e pardos; 0,29% para indígenas; e 5% para deficientes.
O candidato, no ato da inscrição, deve informar a opção pelo tipo de vagas que concorrerá dentro das seguintes opções: candidato egresso de escola pública, egresso do ensino público autodeclarado negro ou pardo; vindo do ensino público autodeclarado indígena, e decorrente do ensino público portador de deficiência.
A comprovação da deficiência deverá ser feita no momento do cadastramento, através de laudo médico atestado por comissão médica da UFPB. A comprovação do candidato deverá ser feita no momento do cadastramento, atravésde certificado de conclusão e de históricos dos ensinos fundamental e médio.
A implantação do sistema de cotas é visto como benéfico pela entidade negra Bamidelê - Organização das Mulheres Negras da Paraíba. A coordenadora executiva da entidade, Terlúcia Silva, considerou que o sistema é um reconhecimento da realidade. "É uma medida positiva. O ideal é que não houvesse necessidade de cotas, porém, as cotas são necessárias", frisou, acrescentando que a introdução do processo "na verdade, está atrasado.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
COTAS RACIAIS PARA O MERCADO DE TRABALHO
Retirado do blog do Noblat.
Figueiredo Caldas - 22.07.2010
artigo
Cotas raciais para o mercado de trabalho
Foi promulgado esta semana, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Estatuto da Igualdade Racial. Muita expectativa foi criada em torno da proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), mais avançada que o resultado final, fruto de negociação parlamentar.
Menor o passo, ainda assim ele é gigantesco: o Estatuto deve ser saudado como marco histórico para a maior efetivação da igualdade e da dignidade para nossa grande população negra e pobre.
O projeto original perdeu partes explicitadoras, como a previsão de cotas para negros em universidade e no mercado de trabalho, submetidas que estão ao crivo do Supremo Tribunal Federal.
Entretanto, a omissão na lei não pode ser interpretada como proibição de que as cotas sejam instituídas pelas universidades ou pelos atores do mercado de trabalho, seja pelo poder público ou pela iniciativa privada. Isso decorre dos próprios princípios enunciados no Estatuto, em seus artigos 38 e 39, inspirados em tratados internacionais e na Constituição.
Há quem entenda também que o texto da nova lei teria perdido substância ao abandonar o conceito de “raça” por “etnia”. Mas isso não é totalmente correto, porque “raça” continua presente em oito ocasiões do texto e no espírito da norma, de modo a não haver perda de essência.
De toda sorte, qualquer espécie de discriminação racial poderá ser enfrentada pela adoção de medidas, programas e políticas de “ações afirmativas”, instrumentos fundamentais finalmente trazidos para a legislação nacional pelo Estatuto.
Caberá à interpretação da sociedade e do Judiciário, bem como às normas de regulamentação a serem elaboradas, públicas e privadas, a promoção do atingimento da máxima efetividade da proteção.
Um exemplo do que pode ser feito como medida compensatória é a adoção de acordos coletivos que prevejam cotas para contratações. Um segundo exemplo pode ser construído pelo governo federal, por meio de decreto regulamentador: adiantar-se na implementação de ações afirmativas nas contratações para os órgãos públicos.
Os números demonstram o tamanho da desigualdade vivida no Brasil.
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2004, (1) a maioria dos ocupados nas seis regiões metropolitanas – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – é branca (58%) e a maior parte dos desocupados é negra ou parda (50,4%); (2) há mais negros e pardos entre os trabalhadores domésticos, por conta própria e sem carteira assinada; (3) brancos, ocupados ou não, têm maior escolaridade que negros ou pardos; (4) os grupamentos da construção e dos serviços domésticos ocupam mais negros ou pardos (em média, o dobro da ocupação dos brancos), enquanto os brancos têm percentuais relativamente maiores na indústria e no grupamento da saúde, educação e administração pública; (5) há um número maior de negros ou pardos subocupados e sub-remunerados; (6) o rendimento dos negros ou pardos é menor (em média, duas vezes menor que o rendimento dos ocupados brancos) e (7) mulheres desse grupo ganham menos ainda.
O fundamental é adotar iniciativas em todos os âmbitos, inclusive na esfera privada, para reverter a discriminação sofrida por negras e negros, vítimas de uma estrutura que alimenta a exclusão e as desigualdades sociais ao longo de séculos.
A igualdade é um preceito fundamental da nossa democracia. Ela vem sendo tratada por todas as Constituições brasileiras como um valor digno de previsão e proteção. O princípio da igualdade é continuamente reafirmado e perseguido desde a proclamação do Brasil enquanto Nação independente. E a Constituição Federal de 1988 veio para marcar o avanço definitivo, ao estabelecer metas e ações em prol da concretização da igualdade material, e não apenas formal.
Portanto, é tarefa do Estado brasileiro e da sociedade promoverem ações que agilizem a efetivação da igualdade real em todos os campos sociais. Tudo deve ser feito inspirado no espírito cidadão da Constituição, de promover a igualdade, valorizar o trabalho e reconhecer a dignidade do ser humano como pilares do almejado desenvolvimento econômico e social. Bem-vindo o Estatuto da Igualdade Racial.
Roberto de Figueiredo Caldas, advogado, Secretário-Geral da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia da OAB Federal, Juiz ad hoc da Corte Interamericana de Direitos Humanos
Figueiredo Caldas - 22.07.2010
artigo
Cotas raciais para o mercado de trabalho
Foi promulgado esta semana, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Estatuto da Igualdade Racial. Muita expectativa foi criada em torno da proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), mais avançada que o resultado final, fruto de negociação parlamentar.
Menor o passo, ainda assim ele é gigantesco: o Estatuto deve ser saudado como marco histórico para a maior efetivação da igualdade e da dignidade para nossa grande população negra e pobre.
O projeto original perdeu partes explicitadoras, como a previsão de cotas para negros em universidade e no mercado de trabalho, submetidas que estão ao crivo do Supremo Tribunal Federal.
Entretanto, a omissão na lei não pode ser interpretada como proibição de que as cotas sejam instituídas pelas universidades ou pelos atores do mercado de trabalho, seja pelo poder público ou pela iniciativa privada. Isso decorre dos próprios princípios enunciados no Estatuto, em seus artigos 38 e 39, inspirados em tratados internacionais e na Constituição.
Há quem entenda também que o texto da nova lei teria perdido substância ao abandonar o conceito de “raça” por “etnia”. Mas isso não é totalmente correto, porque “raça” continua presente em oito ocasiões do texto e no espírito da norma, de modo a não haver perda de essência.
De toda sorte, qualquer espécie de discriminação racial poderá ser enfrentada pela adoção de medidas, programas e políticas de “ações afirmativas”, instrumentos fundamentais finalmente trazidos para a legislação nacional pelo Estatuto.
Caberá à interpretação da sociedade e do Judiciário, bem como às normas de regulamentação a serem elaboradas, públicas e privadas, a promoção do atingimento da máxima efetividade da proteção.
Um exemplo do que pode ser feito como medida compensatória é a adoção de acordos coletivos que prevejam cotas para contratações. Um segundo exemplo pode ser construído pelo governo federal, por meio de decreto regulamentador: adiantar-se na implementação de ações afirmativas nas contratações para os órgãos públicos.
Os números demonstram o tamanho da desigualdade vivida no Brasil.
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2004, (1) a maioria dos ocupados nas seis regiões metropolitanas – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – é branca (58%) e a maior parte dos desocupados é negra ou parda (50,4%); (2) há mais negros e pardos entre os trabalhadores domésticos, por conta própria e sem carteira assinada; (3) brancos, ocupados ou não, têm maior escolaridade que negros ou pardos; (4) os grupamentos da construção e dos serviços domésticos ocupam mais negros ou pardos (em média, o dobro da ocupação dos brancos), enquanto os brancos têm percentuais relativamente maiores na indústria e no grupamento da saúde, educação e administração pública; (5) há um número maior de negros ou pardos subocupados e sub-remunerados; (6) o rendimento dos negros ou pardos é menor (em média, duas vezes menor que o rendimento dos ocupados brancos) e (7) mulheres desse grupo ganham menos ainda.
O fundamental é adotar iniciativas em todos os âmbitos, inclusive na esfera privada, para reverter a discriminação sofrida por negras e negros, vítimas de uma estrutura que alimenta a exclusão e as desigualdades sociais ao longo de séculos.
A igualdade é um preceito fundamental da nossa democracia. Ela vem sendo tratada por todas as Constituições brasileiras como um valor digno de previsão e proteção. O princípio da igualdade é continuamente reafirmado e perseguido desde a proclamação do Brasil enquanto Nação independente. E a Constituição Federal de 1988 veio para marcar o avanço definitivo, ao estabelecer metas e ações em prol da concretização da igualdade material, e não apenas formal.
Portanto, é tarefa do Estado brasileiro e da sociedade promoverem ações que agilizem a efetivação da igualdade real em todos os campos sociais. Tudo deve ser feito inspirado no espírito cidadão da Constituição, de promover a igualdade, valorizar o trabalho e reconhecer a dignidade do ser humano como pilares do almejado desenvolvimento econômico e social. Bem-vindo o Estatuto da Igualdade Racial.
Roberto de Figueiredo Caldas, advogado, Secretário-Geral da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia da OAB Federal, Juiz ad hoc da Corte Interamericana de Direitos Humanos
VIDEOCONFERÊNCIA "QUEM É DE AXÉ DIZ QUE É"
Retirado do blog Caminhada Azoany.
Infelizmente só vi esse evento agora. Esta sendo realizado agora. Vale pelo registro e essa iniciativa poderia ser repetido pelo restante do Brasil.
terça-feira, 20 de julho de 2010
A videoconferência “Quem é de Axé diz que é: sou da Mina com Orgulho”, promovida pela Secretaria de Igualdade Racial, será realizada na quinta-feira (22), das 9h às 12h. Acontece por meio das plataformas tecnológicas da Universidade Virtual do Maranhão (Univima), em 11 sala nos municípios de Açailândia, Barra do Corda, Brejo, Caxias, Codó, Imperatriz, Pedreiras, Pinheiro, Porto Franco, Santa Inês e São Luís.
A Videoconferência é uma das estratégias para sensibilizar as comunidades tradicionais de terreiros do Maranhão a declararem sua religiosidade, com vistas a participação no Lançamento da Campanha “Quem é de axé diz que é: Sou da Mina com Orgulho”.
Poderão participar lideranças religiosas, pesquisadores, estudiosos do tema, estudantes e a comunidade em geral. Para tratar sobre a temática foram convidados o coordenador de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras, Neto de Azile; José Reinaldo Ribeiro Júnior, representante do IBGE/MA; e Benedito Gomes Filho, representante da comissão de religião no Conselho Estadual da Política de Igualdade Étnico-Racial.
Endereços das salas Univima nos municípios
1.Açailândia - Avenida Senador Vitorino Freire, s/n - Jardim Glória;
2.Barra do Corda - Avenida Lulu Rodrigo, s/n – Altamira;
3.Brejo - MA 037, km 57;
4.Caxias Praça Pantheon, s/n – Centro;
5.Codó - Rua Léa Archer, s/n - São Sebastião;
6.Imperatriz - Rua Dom Evaristo Arns, 1000 - Bom Sucesso;
7.Pedreiras - Rua Crescêncio Raposo, 241;
8.Pinheiro - Estrada de Pacas, km10;
9.Porto Franco - Unidade Integrada Clarindo Santiago, Rua Custódio Barbosa, 09, Centro;
10.Santa Inês - Rua Olho d´Água, s/n – Coheb;
11.São Luís - Rua Portugal, 199 - Centro.
Fonte: http://www.ma.gov.br/agencia/noticia.php?Id=10727
Infelizmente só vi esse evento agora. Esta sendo realizado agora. Vale pelo registro e essa iniciativa poderia ser repetido pelo restante do Brasil.
terça-feira, 20 de julho de 2010
A videoconferência “Quem é de Axé diz que é: sou da Mina com Orgulho”, promovida pela Secretaria de Igualdade Racial, será realizada na quinta-feira (22), das 9h às 12h. Acontece por meio das plataformas tecnológicas da Universidade Virtual do Maranhão (Univima), em 11 sala nos municípios de Açailândia, Barra do Corda, Brejo, Caxias, Codó, Imperatriz, Pedreiras, Pinheiro, Porto Franco, Santa Inês e São Luís.
A Videoconferência é uma das estratégias para sensibilizar as comunidades tradicionais de terreiros do Maranhão a declararem sua religiosidade, com vistas a participação no Lançamento da Campanha “Quem é de axé diz que é: Sou da Mina com Orgulho”.
Poderão participar lideranças religiosas, pesquisadores, estudiosos do tema, estudantes e a comunidade em geral. Para tratar sobre a temática foram convidados o coordenador de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras, Neto de Azile; José Reinaldo Ribeiro Júnior, representante do IBGE/MA; e Benedito Gomes Filho, representante da comissão de religião no Conselho Estadual da Política de Igualdade Étnico-Racial.
Endereços das salas Univima nos municípios
1.Açailândia - Avenida Senador Vitorino Freire, s/n - Jardim Glória;
2.Barra do Corda - Avenida Lulu Rodrigo, s/n – Altamira;
3.Brejo - MA 037, km 57;
4.Caxias Praça Pantheon, s/n – Centro;
5.Codó - Rua Léa Archer, s/n - São Sebastião;
6.Imperatriz - Rua Dom Evaristo Arns, 1000 - Bom Sucesso;
7.Pedreiras - Rua Crescêncio Raposo, 241;
8.Pinheiro - Estrada de Pacas, km10;
9.Porto Franco - Unidade Integrada Clarindo Santiago, Rua Custódio Barbosa, 09, Centro;
10.Santa Inês - Rua Olho d´Água, s/n – Coheb;
11.São Luís - Rua Portugal, 199 - Centro.
Fonte: http://www.ma.gov.br/agencia/noticia.php?Id=10727
OMS PROMOVE CIRCUNCISÃO PARA REDUZIR RISCO DE INFECÇÃO PELO HIV
Retirado do site Uol Notícias.
Alguém tem mais notícas sobre esse assunto. Será verdade o efeito da circuncisão???
20/07/2010
Viena, 20 jul (EFE).- A circuncisão reduz em 60% o risco de infecção pelo vírus HIV, razão para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) promova a cirurgia em vários países africanos, embora reconheça que não é uma solução definitiva contra a doença.
A proposta foi feita pelo diretor regional da OMS em Brazzaville (Congo), o ugandense David Okello, nesta terça-feira, em Viena, que disse haver "evidências científicas suficientes para promovê-la como um dos métodos para se prevenir a Aids".
Pesquisas posteriores feitas com uma amostra de seis mil homens revelaram que a intervenção reduziu o risco de infecção pelo vírus HIV. No entanto, as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se tiverem relações sexuais sem proteção com homens circuncidados.
O magnata Bill Gates, fundador da Microsoft, também financia uma campanha de circuncisão na África.
Em seu discurso ontem na Conferência Internacional Aids 2010, em Viena, o fundador da Microsoft falou que "o custo de não se fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão".
Para Krishna Yaffo, diretora do PSI para o HIV, se 80% da população masculina da África Oriental e do Sul fizesse a circuncisão, "seria possível evitar, nos próximos cinco anos, cerca de quatro milhões de infecções" até 2025.
Alcançar estes resultados representaria, segundo Yaffo, "uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões nesse mesmo período".
A iniciativa não está isenta de polêmica e a organização americana Intact America (IA) faz coro aos críticos do método.
"A promoção da circuncisão masculina promove uma mensagem errônea, cria um sentido equivocado de proteção e expõe as mulheres à mais riscos de se infectar com o HIV", declarou Georganne Chapin, diretora da IA, em comunicado divulgado hoje.
"Os homens já fazem fila (na África) para ser circuncidados acreditando que não precisariam mais utilizar o preservativo" , disse Chapin.
Alguém tem mais notícas sobre esse assunto. Será verdade o efeito da circuncisão???
20/07/2010
Viena, 20 jul (EFE).- A circuncisão reduz em 60% o risco de infecção pelo vírus HIV, razão para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) promova a cirurgia em vários países africanos, embora reconheça que não é uma solução definitiva contra a doença.
A proposta foi feita pelo diretor regional da OMS em Brazzaville (Congo), o ugandense David Okello, nesta terça-feira, em Viena, que disse haver "evidências científicas suficientes para promovê-la como um dos métodos para se prevenir a Aids".
Pesquisas posteriores feitas com uma amostra de seis mil homens revelaram que a intervenção reduziu o risco de infecção pelo vírus HIV. No entanto, as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se tiverem relações sexuais sem proteção com homens circuncidados.
O magnata Bill Gates, fundador da Microsoft, também financia uma campanha de circuncisão na África.
Em seu discurso ontem na Conferência Internacional Aids 2010, em Viena, o fundador da Microsoft falou que "o custo de não se fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão".
Para Krishna Yaffo, diretora do PSI para o HIV, se 80% da população masculina da África Oriental e do Sul fizesse a circuncisão, "seria possível evitar, nos próximos cinco anos, cerca de quatro milhões de infecções" até 2025.
Alcançar estes resultados representaria, segundo Yaffo, "uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões nesse mesmo período".
A iniciativa não está isenta de polêmica e a organização americana Intact America (IA) faz coro aos críticos do método.
"A promoção da circuncisão masculina promove uma mensagem errônea, cria um sentido equivocado de proteção e expõe as mulheres à mais riscos de se infectar com o HIV", declarou Georganne Chapin, diretora da IA, em comunicado divulgado hoje.
"Os homens já fazem fila (na África) para ser circuncidados acreditando que não precisariam mais utilizar o preservativo" , disse Chapin.
CONCURSO NACIONAL DE PESQUISA SOBRE CULTURA AFRO
Retirado do site do Ministério da Cultura.
07 de julho de 2010
Concurso Nacional de Pesquisa sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais e Cultura Afro-Latina
Inscrições até 16 de agosto
Constitui objeto do presente Concurso a premiação de monografias de conclusão de graduação e dissertações de mestrado que versem sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais ou Cultura Afro-Latina.
Confira o edital e os anexos:
Edital
Anexo I - Formulário de Inscrição
Anexo II - Termo de Licenciamento de Direitos Autorais
As dúvidas referentes ao presente Concurso poderão ser esclarecidas através do endereço eletrônico premiopalmares2010@palmares.gov.br
07 de julho de 2010
Concurso Nacional de Pesquisa sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais e Cultura Afro-Latina
Inscrições até 16 de agosto
Constitui objeto do presente Concurso a premiação de monografias de conclusão de graduação e dissertações de mestrado que versem sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais ou Cultura Afro-Latina.
Confira o edital e os anexos:
Edital
Anexo I - Formulário de Inscrição
Anexo II - Termo de Licenciamento de Direitos Autorais
As dúvidas referentes ao presente Concurso poderão ser esclarecidas através do endereço eletrônico premiopalmares2010@palmares.gov.br
quarta-feira, 21 de julho de 2010
ARTIGO - CENSO 2010: SOU NEGRO E SOU DE AXÉ
Recebido por email.
Censo 2010: Sou negro e sou de Axé!
No próximo mês de agosto, a população brasileira dos 5.565 municípios estará recebendo recenseadores e recenseadoras para o levantamento demográfico que desde o primeiro censo, em 1872, com 643(1) municípios, se mostrou como importante fonte de dados.
Sabemos do valor das informações coletadas para acompanhar o crescimento, a distribuição geográfica e a evolução das características da população e como elementos importantes para definição de políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal, bem como para a tomada de decisões na iniciativa privada, incluindo, atualmente (para algumas), as ações de responsabilidade social.
Foi no censo de 1872 que, pela primeira vez, o conjunto da população era compreendido oficialmente em termos raciais, base para o estabelecimento de novas diferenças entre os grupos sociais. Diferenças ainda longe das concepções hierarquizantes e poligenistas que se acercariam da noção de raça, anos mais tarde.
Naquele momento, tratava-se de conhecer uma população de ex-escravizados que começava a exceder cada vez mais o número dos ainda escravizados. E esta diferença era possível na medida em que a instituição escravista tinha perdido a legitimidade devido à ação de grupos abolicionistas ou mesmo por meio das consequências da abolição do tráfico (1850) ou das leis posteriores que prometiam, apesar de gradual, a abolição da escravidão: a lei do ventre livre (1871), depois a lei dos sexagenários (1885), seguida da proibição dos açoites (1886) (2).
Sabemos do valor das informações coletadas para acompanhar o crescimento, a distribuição geográfica e a evolução das características da população e como elementos importantes para definição de políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal, bem como para a tomada de decisões na iniciativa privada, incluindo, atualmente (para algumas), as ações de responsabilidade social.
Foi no censo de 1872 que, pela primeira vez, o conjunto da população era compreendido oficialmente em termos raciais, base para o estabelecimento de novas diferenças entre os grupos sociais. Diferenças ainda longe das concepções hierarquizantes e poligenistas que se acercariam da noção de raça, anos mais tarde.
Naquele momento, tratava-se de conhecer uma população de ex-escravizados que começava a exceder cada vez mais o número dos ainda escravizados. E esta diferença era possível na medida em que a instituição escravista tinha perdido a legitimidade devido à ação de grupos abolicionistas ou mesmo por meio das consequências da abolição do tráfico (1850) ou das leis posteriores que prometiam, apesar de gradual, a abolição da escravidão: a lei do ventre livre (1871), depois a lei dos sexagenários (1885), seguida da proibição dos açoites (1886) (2).
MUSEU AFRO BRASIL DE SÃO PAULO ABRE ESPAÇIO PARA MOSTRA DE FILMES
Retirado do site Portugal Digital.
Portugal Digital - Brasil/Portugal 04/07/2010
Museu Afro Brasil em sua primeira mostra de filmes destaca a luta do negro norte-americano pela igualdade.
Da Redação
São Paulo - A luta do negro norte-americano pelos direitos civis é o pano de fundo das produções que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, apresenta, a partir do dia 17 de julho, às 14 horas, na inédita mostra de filmes "A Saga Negra do Norte", em parceria com a Heco Produções.
Com curadoria do cineasta Eugenio Puppo, foram selecionadas 11 obras, entre documentários e ficções que retratam diferentes perspectivas de um período crucial para a questão das relações raciais nos Estados Unidos. Entre os filmes estão "O Assassinato de Martin Luther King" (1993), de Denis Muller; "Os Panteras Negras", dirigido por Agnès Varda e "Malcom X", de Spike Lee.
A mostra termina no dia 15 de agosto e terá sessões sempre às 14h e 17h, aos sábados e domingos, no Auditório Ruth de Souza, do Museu Afro Brasil. A mostra conta com o apoio de Drew Associates, California Filmes, MPLC BR, Mpi Home Video, Cinemateca da Embaixada Francesa, Warner Bros, Columbia, Magnus Opus, Daylight e Sony.
Portugal Digital - Brasil/Portugal 04/07/2010
Museu Afro Brasil em sua primeira mostra de filmes destaca a luta do negro norte-americano pela igualdade.
Da Redação
São Paulo - A luta do negro norte-americano pelos direitos civis é o pano de fundo das produções que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, apresenta, a partir do dia 17 de julho, às 14 horas, na inédita mostra de filmes "A Saga Negra do Norte", em parceria com a Heco Produções.
Com curadoria do cineasta Eugenio Puppo, foram selecionadas 11 obras, entre documentários e ficções que retratam diferentes perspectivas de um período crucial para a questão das relações raciais nos Estados Unidos. Entre os filmes estão "O Assassinato de Martin Luther King" (1993), de Denis Muller; "Os Panteras Negras", dirigido por Agnès Varda e "Malcom X", de Spike Lee.
A mostra termina no dia 15 de agosto e terá sessões sempre às 14h e 17h, aos sábados e domingos, no Auditório Ruth de Souza, do Museu Afro Brasil. A mostra conta com o apoio de Drew Associates, California Filmes, MPLC BR, Mpi Home Video, Cinemateca da Embaixada Francesa, Warner Bros, Columbia, Magnus Opus, Daylight e Sony.
UFMT REALIZA COLÓQUIO SOBRE GÊNERO, RAÇA, CLASSE E GERAÇÃO
Retirado do site Circuito MT.
Secom/UFMT
30/06/2010
Estão abertas, até o dia nove de julho, as inscrições para o Colóquio Gênero, Raça, Classe e Geração na pesquisa em educação – alguns desafios, que será realizado no período de nove a 11 de agosto, no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FAeCC), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre) da UFMT, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o objetivo é apresentar resultados de pesquisas sobre os temas e discutir as possibilidades e os desafios que trazem para a pesquisa em educação.
O evento contará com a participação de pesquisadores renomados. No dia nove de agosto serão discutidas as Relações de Gênero e Raça em Pesquisa com as professoras Fúlvia Rosemberg, da Fundação Carlos Chagas (FCC/ SP) e Marília de Carvalho, da Universidade de São (USP). No dia 10 de agosto, o tema da mesa-redonda será Relações de Gênero, Classe em Pesquisa; e no dia 11 de agosto as discussões serão sobre Relações de Gênero e Geração em Pesquisa. As apresentações de trabalhos acontecerão no período vespertino.
Confira a programação:
Dia 9 de agosto
9h às 12h - Relações de Gênero, raça e idade na educação infantil brasileira, com Fúlvia Rosemberg (FCC – SP);
Relações de Gênero no Cotidiano Escolar, com Marília de Carvalho (USP)
14h às 17h - apresentação de trabalhos
Dia 10 de agosto
9h às 12h - Origem Social, Socialização e Escolarização, com Léa Pinheiro Paixão (UFF);
Trajetórias de Professoras e Relação Intragênero, com Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT);
14h às 17h - apresentação de trabalhos
Dia 11 de agosto
9h às 12h - Jovens de Espaços Populares: modos de vida e transições para a vida adulta, com Paulo Cesar Carrano (UFF); e
14h às 17h - Trajetórias de vidas de professoras – representações de envelhecimento, aposentadoria e morte, com Ana Rafaela Pecora (UFMT).
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8447 (65) 3615 8447.
Secom/UFMT
30/06/2010
Estão abertas, até o dia nove de julho, as inscrições para o Colóquio Gênero, Raça, Classe e Geração na pesquisa em educação – alguns desafios, que será realizado no período de nove a 11 de agosto, no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FAeCC), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre) da UFMT, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o objetivo é apresentar resultados de pesquisas sobre os temas e discutir as possibilidades e os desafios que trazem para a pesquisa em educação.
O evento contará com a participação de pesquisadores renomados. No dia nove de agosto serão discutidas as Relações de Gênero e Raça em Pesquisa com as professoras Fúlvia Rosemberg, da Fundação Carlos Chagas (FCC/ SP) e Marília de Carvalho, da Universidade de São (USP). No dia 10 de agosto, o tema da mesa-redonda será Relações de Gênero, Classe em Pesquisa; e no dia 11 de agosto as discussões serão sobre Relações de Gênero e Geração em Pesquisa. As apresentações de trabalhos acontecerão no período vespertino.
Confira a programação:
Dia 9 de agosto
9h às 12h - Relações de Gênero, raça e idade na educação infantil brasileira, com Fúlvia Rosemberg (FCC – SP);
Relações de Gênero no Cotidiano Escolar, com Marília de Carvalho (USP)
14h às 17h - apresentação de trabalhos
Dia 10 de agosto
9h às 12h - Origem Social, Socialização e Escolarização, com Léa Pinheiro Paixão (UFF);
Trajetórias de Professoras e Relação Intragênero, com Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT);
14h às 17h - apresentação de trabalhos
Dia 11 de agosto
9h às 12h - Jovens de Espaços Populares: modos de vida e transições para a vida adulta, com Paulo Cesar Carrano (UFF); e
14h às 17h - Trajetórias de vidas de professoras – representações de envelhecimento, aposentadoria e morte, com Ana Rafaela Pecora (UFMT).
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8447 (65) 3615 8447.
INSTITUTO CULTURAL STEVE BIKO REALIZARÁ VII FESTIVAL
Retirado do site do Nucleo Omi-dùdú.
VII Festival da Biko em Salvador
Nos próximos dias 30 e 31 de Julho de 2010, o Instituto Cultural Steve Biko realizará o VII Festival de Arte, Cultura e Ciência
Nos próximos dias 30 e 31 de Julho de 2010, o Instituto Cultural Steve Biko realizará o VII Festival de Arte, Cultura e Ciência, com o propósito de discutir o ambiente cultural, artístico e cientifico.Em sua 7ª Edição, o festival traz como tema: 18 anos de Cidadania e Consciência Negra, focando a importância da construção de um espaço educacional em que seja possível o resgate da ancestralidade, a discussão da participação do negro na construção da sociedade e a importância do resgate da auto-estima negra.
Atrações:Talentos Bikudos, Os Negões, DJ Sankofa, Rbf, Afro Show, Didá, Aloísio Menezes, Juliana Ribeiro, Aro 7 e Lazzo
Maiores Informações :
(71) 3241-8708
(71) 3241-8708
http://www.stevebiko.org.br/
VII Festival da Biko em Salvador
Nos próximos dias 30 e 31 de Julho de 2010, o Instituto Cultural Steve Biko realizará o VII Festival de Arte, Cultura e Ciência
Nos próximos dias 30 e 31 de Julho de 2010, o Instituto Cultural Steve Biko realizará o VII Festival de Arte, Cultura e Ciência, com o propósito de discutir o ambiente cultural, artístico e cientifico.Em sua 7ª Edição, o festival traz como tema: 18 anos de Cidadania e Consciência Negra, focando a importância da construção de um espaço educacional em que seja possível o resgate da ancestralidade, a discussão da participação do negro na construção da sociedade e a importância do resgate da auto-estima negra.
Atrações:Talentos Bikudos, Os Negões, DJ Sankofa, Rbf, Afro Show, Didá, Aloísio Menezes, Juliana Ribeiro, Aro 7 e Lazzo
Maiores Informações :
(71) 3241-8708
(71) 3241-8708
http://www.stevebiko.org.br/
SETE ESTADOS ATINGEM ODM CONTRA A POBREZA
Retirado do site do PNUD.
Reportagens
São Paulo, 12/07/2010
Ciclo de seminários regionais de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio debate dados regionais de metas da ONU
Leia mais
Desigualdade entre negros e brancos cai na educação, mas com pouco impacto na renda
ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
A 5 anos dos ODM, Brasil atinge duas metas
DANIELLE BRANT
da PrimaPagina
Das 27 unidades federativas brasileiras, sete conseguiram reduzir pelo menos à metade, entre 1991 e 2008, a proporção da população com renda familiar inferior a R$ 255 (meio salário mínimo), meta estabelecida pelo primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujos cumprimentos são previstos até 2015, revela o coordenador do Orbis (Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade), Alby Rocha, que participou do 3º ciclo de Seminários Estaduais de Acompanhamento dos ODM, entre 23 de abril e 10 de junho.
Dos sete estados, seis ficam no eixo Sul-Sudeste: Santa Catarina lidera os avanços, com 67%, seguido de Paraná (60%), Rio Grande do Sul (54%), Minas Gerais (53%), Espírito Santo (51%) e Rio de Janeiro (50%). Goiás é o único de outra região a alcançar o objetivo 1, com progresso de 53%.
"Já São Paulo não avançou tão rapidamente", explica Rocha. A maior metrópole do país teve resultados bem inferiores: reduziu a pobreza em 30%. O estado possui 5,7 milhões de pobres, sendo que 1,63 milhão de pessoas possuem renda familiar mensal menor que R$ 127,5.
Se Santa Catarina foi o estado que apresentou melhor resultado, Roraima seguiu a direção inversa, com queda de apenas 4% no indicador de pobreza no período analisado. Em compensação, é o que apresenta o menor número de pobres no Brasil: 160 mil. Na região Norte, o Tocantins ficou perto de alcançar a meta, com avanço de 46% no objetivo 1.
Com exceção do Distrito Federal (25%), as outras três unidades federativas do Centro-Oeste fizeram progresso considerável. Goiás ultrapassou a meta, enquanto Mato Grosso (49%) e Mato Grosso do Sul (48%) quase chegaram lá. Por outro lado, o DF é quem possui menos pessoas sob a linha de pobreza na região, com 465 mil.
Já o Nordeste continua apresentando os menores avanços do país. O estado que mais se aproximou da meta 1 foi o Rio Grande do Norte (39%), enquanto o que ficou menos perto foi Alagoas. Em todas as unidades federativas nordestinas, cerca de metade da população se encontra abaixo da linha de pobreza, indicam os dados das sínteses estaduais da região, quando confrontados com estimativas populacionais do IBGE de 2007.
Ciclo de seminários estaduais
O 3º ciclo de seminários estaduais terminou no dia 10 de junho com quatro reuniões estaduais – em Curitiba, Natal, Vitória e Rio Branco. Cada unidade federativa abrigou uma edição do evento, durante as quais foram apresentados os dados contidos na respectiva síntese estadual.
Ao todo, sete mil pessoas participaram dos seminários. Para Maria Aparecida Zago Udenal, que faz a articulação do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade na Paraíba, o ciclo foi muito positivo. "Foi interessante para as pessoas poderem conhecer como estão os seus estados. O círculo de diálogos ajuda a engajar a sociedade no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio", afirma.
Os seminários também discutiram como trabalhar os ODM na gestão municipal e como a indústria e o setor privado podem atuar mediante seus projetos de responsabilidade social. Ao fim do terceiro ciclo, ficou definido que Curitiba abrigará um projeto-piloto de workshop, em 17 de agosto, que terá apoio do PNUD e buscará mostrar às indústrias paranaenses como elas podem ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Já a coordenadora da unidade de planejamento do PNUD, Maria Celina Arraes, afirma que os seminários ajudam a enfrentar o desafio da municipalização dos ODMs, levando em consideração as diferenças locais para o cumprimento das metas.
Por sua vez, o assessor da Secretaria Geral da Presidência Davi Schmidt acredita que os núcleos estaduais de auxílio aos ODM, representados por movimentos como o Nós Podemos, saem fortalecidos com a iniciativa. Ele também elogiou a quantidade de informação disponível para planejar ações que ajudem a atingir os objetivos fixados pela ONU até 2015.
Reportagens
São Paulo, 12/07/2010
Ciclo de seminários regionais de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio debate dados regionais de metas da ONU
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Desigualdade entre negros e brancos cai na educação, mas com pouco impacto na renda
ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
A 5 anos dos ODM, Brasil atinge duas metas
DANIELLE BRANT
da PrimaPagina
Das 27 unidades federativas brasileiras, sete conseguiram reduzir pelo menos à metade, entre 1991 e 2008, a proporção da população com renda familiar inferior a R$ 255 (meio salário mínimo), meta estabelecida pelo primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujos cumprimentos são previstos até 2015, revela o coordenador do Orbis (Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade), Alby Rocha, que participou do 3º ciclo de Seminários Estaduais de Acompanhamento dos ODM, entre 23 de abril e 10 de junho.
Dos sete estados, seis ficam no eixo Sul-Sudeste: Santa Catarina lidera os avanços, com 67%, seguido de Paraná (60%), Rio Grande do Sul (54%), Minas Gerais (53%), Espírito Santo (51%) e Rio de Janeiro (50%). Goiás é o único de outra região a alcançar o objetivo 1, com progresso de 53%.
"Já São Paulo não avançou tão rapidamente", explica Rocha. A maior metrópole do país teve resultados bem inferiores: reduziu a pobreza em 30%. O estado possui 5,7 milhões de pobres, sendo que 1,63 milhão de pessoas possuem renda familiar mensal menor que R$ 127,5.
Se Santa Catarina foi o estado que apresentou melhor resultado, Roraima seguiu a direção inversa, com queda de apenas 4% no indicador de pobreza no período analisado. Em compensação, é o que apresenta o menor número de pobres no Brasil: 160 mil. Na região Norte, o Tocantins ficou perto de alcançar a meta, com avanço de 46% no objetivo 1.
Com exceção do Distrito Federal (25%), as outras três unidades federativas do Centro-Oeste fizeram progresso considerável. Goiás ultrapassou a meta, enquanto Mato Grosso (49%) e Mato Grosso do Sul (48%) quase chegaram lá. Por outro lado, o DF é quem possui menos pessoas sob a linha de pobreza na região, com 465 mil.
Já o Nordeste continua apresentando os menores avanços do país. O estado que mais se aproximou da meta 1 foi o Rio Grande do Norte (39%), enquanto o que ficou menos perto foi Alagoas. Em todas as unidades federativas nordestinas, cerca de metade da população se encontra abaixo da linha de pobreza, indicam os dados das sínteses estaduais da região, quando confrontados com estimativas populacionais do IBGE de 2007.
Ciclo de seminários estaduais
O 3º ciclo de seminários estaduais terminou no dia 10 de junho com quatro reuniões estaduais – em Curitiba, Natal, Vitória e Rio Branco. Cada unidade federativa abrigou uma edição do evento, durante as quais foram apresentados os dados contidos na respectiva síntese estadual.
Ao todo, sete mil pessoas participaram dos seminários. Para Maria Aparecida Zago Udenal, que faz a articulação do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade na Paraíba, o ciclo foi muito positivo. "Foi interessante para as pessoas poderem conhecer como estão os seus estados. O círculo de diálogos ajuda a engajar a sociedade no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio", afirma.
Os seminários também discutiram como trabalhar os ODM na gestão municipal e como a indústria e o setor privado podem atuar mediante seus projetos de responsabilidade social. Ao fim do terceiro ciclo, ficou definido que Curitiba abrigará um projeto-piloto de workshop, em 17 de agosto, que terá apoio do PNUD e buscará mostrar às indústrias paranaenses como elas podem ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Já a coordenadora da unidade de planejamento do PNUD, Maria Celina Arraes, afirma que os seminários ajudam a enfrentar o desafio da municipalização dos ODMs, levando em consideração as diferenças locais para o cumprimento das metas.
Por sua vez, o assessor da Secretaria Geral da Presidência Davi Schmidt acredita que os núcleos estaduais de auxílio aos ODM, representados por movimentos como o Nós Podemos, saem fortalecidos com a iniciativa. Ele também elogiou a quantidade de informação disponível para planejar ações que ajudem a atingir os objetivos fixados pela ONU até 2015.
GRUPOS RACISTAS DA KU KLUX KLAN CRESCEM PROTEGIDOS PELA CONSTITUIÇÃO DOS EUA
Retirado do site R7.
Grupos racistas da Ku Klux Klan crescem protegidos pela Constituição nos EUA
Extremistas pregam superioridade da 'raça branca' e segregação de negros e imigrantes
Lucas Bessel, do R7Texto:
Foto Reprodução/IKA
Membros de grupo da KKK fazem a queima da cruz, ritual centenário adotado pelos racistas ainda hoje; organização prega superioridade dos brancos
"Se você não é da raça branca, este site não é para pessoas como você. A IKA odeia negros, hispânicos, asiáticos e judeus".
Essa é a mensagem que os internautas que acessam o site do "Klans Imperiais da América" (IKA, na sigla em inglês) encontram na página inicial.
O grupo é apenas um dos muitos "descendentes" modernos de uma organização racista cristã que, desde 1860, atua nos Estados Unidos: a Ku Klux Klan (KKK). Normalmente associados à perseguição de negros e imigrantes na década de 1920, muitos membros da KKK do século 21 ainda queimam cruzes e vestem capuzes brancos, da mesma forma que 90 anos atrás.
Sob a proteção da Constituição dos Estados Unidos - que garante a irrestrita liberdade de expressão - a KKK ampliou o leque do seu ódio e prega a superioridade da "raça branca cristã" sobre negros, judeus, homossexuais e imigrantes em geral.
É também sob a proteção do texto constitucional que os grupos inspirados na KKK crescem nos Estados Unidos. De acordo com levantamento do Southern Poverty Law Center (SPLC) - organização americana que monitora os chamados "grupos de ódio" - o número de organizações do tipo passou de 110 no ano 2000 para 187 em 2009, um crescimento de 70%.
Mark Potok, diretor do SPLC, diz que há três razões principais para o aumento de grupos do tipo.
- A mudança do perfil demográfico do país, com aumento da população negra e hispânica, os problemas econômicos que os EUA enfrentam nos últimos anos e a propagação de teorias da conspiração racistas pela direita americana dão combustível a esse tipo organização.
Grupo prega a segregação
Em entrevista exclusiva ao R7, Lawrence Grant, um dos líderes da Igreja Nacional dos Cavaleiros da Ku Klux Klan (NCKKK, um dos maiores grupos dos EUA), disse que a organização não prega a violência, mas sim a segregação.
- Acreditamos na superioridade da raça branca, de origem europeia e caucasiana. Não somos a favor da violência, queremos apenas que negros, hispânicos e homossexuais vivam entre eles e não se misturem com a gente.
Com voz pausada e fala articulada, o "reverendo" Grant, como é chamado dentro do grupo, diz acreditar que a imigração é totalmente desnecessária para os Estados Unidos, embora não condene os imigrantes legais.
- Somos, sim, totalmente contra a onda de imigrantes ilegais que cruzam a fronteira do México, vêm para os Estados Unidos e fazem filhos aqui apenas para poderem pedir residência permanente.
Sobre os homossexuais, Grant é categórico, mas faz questão de ressaltar que não incita a violência.
- O homossexualismo é uma abominação, uma violação do texto da Bíblia. Mas se esse tipo de gente escolhe viver dessa maneira, que vivam entre eles e não se metam com a tradicional família americana. Não prego a violência contra gays.
Episódios de violência ainda existem
Apesar do crescimento no número de grupos, a quantidade de membros da KKK é pequena. O SPLC estima que os Estados Unidos abriguem hoje entre 5.000 e 10 mil "klansman", embora a cifra exata seja quase impossível de calcular, já que muitas das organizações são secretas.
Rick Eaton, pesquisador do Centro Wiesenthal, organização que monitora grupos extremistas nos EUA, acredita que, apesar do reduzido número de participantes, grupos da KKK ainda são perigosos.
- Pela maneira como se promovem e recrutam adeptos, essas pessoas certamente são perigosas em pequenos grupos.
Eaton cita o caso do espancamento de um adolescente de origem panamenha, em 2006, por membros da IKA. O jovem de 16 anos foi atacado durante um evento do grupo em Brandenburg, no Estado de Kentucky, e teve duas costelas fraturadas, um braço quebrado e vários ferimentos na mandíbula.
Na ocasião, o SPLC saiu em defesa do jovem e processou o líder da IKA, Ron Edwards, que foi condenado a pagar uma indenização milionária ao jovem espancado. O mentor do episódio recorreu da sentença, e o caso ainda aguarda novo julgamento.
Confira também
Extremistas ameaçam governadores dos EUA
Para Potok, no entanto, o maior perigo desses grupos não são os episódios de violência, mas sim a propaganda, que pode influenciar gente de fora dos "klans".
- Como proporção, os grupos são pequenos, e a chance de alguém ser atacado é bem reduzida. Mas a propaganda acaba influenciando o debate político, as teorias da conspiração propagadas por eles ameaçam a discussão democrática, e muita gente acaba entrando nessa onda.
Nome do grupo tem origem grega
Embora a origem do nome Ku Klux Klan seja controversa, a explicação é de que os termos nasceram da junção da palavra grega "kuklos" (círculo) com a palavra clã ("clan" em inglês, mas escrita com "k").
Um dos rituais mais conhecidos da KKK, a queima da cruz, tem origem em clãs escoceses da Idade Média que, antes de batalhas, inflamavam os símbolos cristãos para intimidar seus inimigos. Os racistas dos "klans" adotaram a prática no início do século 20 e, ainda hoje, muitos grupos realizam o ritual.
Grupos racistas da Ku Klux Klan crescem protegidos pela Constituição nos EUA
Extremistas pregam superioridade da 'raça branca' e segregação de negros e imigrantes
Lucas Bessel, do R7Texto:
Membros de grupo da KKK fazem a queima da cruz, ritual centenário adotado pelos racistas ainda hoje; organização prega superioridade dos brancos
"Se você não é da raça branca, este site não é para pessoas como você. A IKA odeia negros, hispânicos, asiáticos e judeus".
Essa é a mensagem que os internautas que acessam o site do "Klans Imperiais da América" (IKA, na sigla em inglês) encontram na página inicial.
O grupo é apenas um dos muitos "descendentes" modernos de uma organização racista cristã que, desde 1860, atua nos Estados Unidos: a Ku Klux Klan (KKK). Normalmente associados à perseguição de negros e imigrantes na década de 1920, muitos membros da KKK do século 21 ainda queimam cruzes e vestem capuzes brancos, da mesma forma que 90 anos atrás.
Sob a proteção da Constituição dos Estados Unidos - que garante a irrestrita liberdade de expressão - a KKK ampliou o leque do seu ódio e prega a superioridade da "raça branca cristã" sobre negros, judeus, homossexuais e imigrantes em geral.
É também sob a proteção do texto constitucional que os grupos inspirados na KKK crescem nos Estados Unidos. De acordo com levantamento do Southern Poverty Law Center (SPLC) - organização americana que monitora os chamados "grupos de ódio" - o número de organizações do tipo passou de 110 no ano 2000 para 187 em 2009, um crescimento de 70%.
Mark Potok, diretor do SPLC, diz que há três razões principais para o aumento de grupos do tipo.
- A mudança do perfil demográfico do país, com aumento da população negra e hispânica, os problemas econômicos que os EUA enfrentam nos últimos anos e a propagação de teorias da conspiração racistas pela direita americana dão combustível a esse tipo organização.
Grupo prega a segregação
Em entrevista exclusiva ao R7, Lawrence Grant, um dos líderes da Igreja Nacional dos Cavaleiros da Ku Klux Klan (NCKKK, um dos maiores grupos dos EUA), disse que a organização não prega a violência, mas sim a segregação.
- Acreditamos na superioridade da raça branca, de origem europeia e caucasiana. Não somos a favor da violência, queremos apenas que negros, hispânicos e homossexuais vivam entre eles e não se misturem com a gente.
Com voz pausada e fala articulada, o "reverendo" Grant, como é chamado dentro do grupo, diz acreditar que a imigração é totalmente desnecessária para os Estados Unidos, embora não condene os imigrantes legais.
- Somos, sim, totalmente contra a onda de imigrantes ilegais que cruzam a fronteira do México, vêm para os Estados Unidos e fazem filhos aqui apenas para poderem pedir residência permanente.
Sobre os homossexuais, Grant é categórico, mas faz questão de ressaltar que não incita a violência.
- O homossexualismo é uma abominação, uma violação do texto da Bíblia. Mas se esse tipo de gente escolhe viver dessa maneira, que vivam entre eles e não se metam com a tradicional família americana. Não prego a violência contra gays.
Episódios de violência ainda existem
Apesar do crescimento no número de grupos, a quantidade de membros da KKK é pequena. O SPLC estima que os Estados Unidos abriguem hoje entre 5.000 e 10 mil "klansman", embora a cifra exata seja quase impossível de calcular, já que muitas das organizações são secretas.
Rick Eaton, pesquisador do Centro Wiesenthal, organização que monitora grupos extremistas nos EUA, acredita que, apesar do reduzido número de participantes, grupos da KKK ainda são perigosos.
- Pela maneira como se promovem e recrutam adeptos, essas pessoas certamente são perigosas em pequenos grupos.
Eaton cita o caso do espancamento de um adolescente de origem panamenha, em 2006, por membros da IKA. O jovem de 16 anos foi atacado durante um evento do grupo em Brandenburg, no Estado de Kentucky, e teve duas costelas fraturadas, um braço quebrado e vários ferimentos na mandíbula.
Na ocasião, o SPLC saiu em defesa do jovem e processou o líder da IKA, Ron Edwards, que foi condenado a pagar uma indenização milionária ao jovem espancado. O mentor do episódio recorreu da sentença, e o caso ainda aguarda novo julgamento.
Confira também
Extremistas ameaçam governadores dos EUA
Para Potok, no entanto, o maior perigo desses grupos não são os episódios de violência, mas sim a propaganda, que pode influenciar gente de fora dos "klans".
- Como proporção, os grupos são pequenos, e a chance de alguém ser atacado é bem reduzida. Mas a propaganda acaba influenciando o debate político, as teorias da conspiração propagadas por eles ameaçam a discussão democrática, e muita gente acaba entrando nessa onda.
Nome do grupo tem origem grega
Embora a origem do nome Ku Klux Klan seja controversa, a explicação é de que os termos nasceram da junção da palavra grega "kuklos" (círculo) com a palavra clã ("clan" em inglês, mas escrita com "k").
Um dos rituais mais conhecidos da KKK, a queima da cruz, tem origem em clãs escoceses da Idade Média que, antes de batalhas, inflamavam os símbolos cristãos para intimidar seus inimigos. Os racistas dos "klans" adotaram a prática no início do século 20 e, ainda hoje, muitos grupos realizam o ritual.
NOVA EDIÇÃO DA REVISTA DA ANDES DEBATE COTAS EM 12 ARTIGOS
Retirado do site da ANDES.Para baixar ou neste link alternativo.
Descrição
Título: Nova edição da Universidade e Sociedade debate cotas em 12 artigos
Data: 15/7/2010
Fonte: ANDES-SN
A polêmica sobre as cotas como instrumento para acesso, permanência e democratização da universidade brasileira é o tema da 46ª edição da revista Universidade e Sociedade, lançada durante o 55º CONAD do ANDES-SN, realizado em Fortaleza (CE), de 24 a 27/6.
Veja aqui a revista
“Esta é uma edição diferenciada porque o assunto em foco foi pautado pela instância deliberativa máxima do sindicato, o seu 29º Congresso, realizado em janeiro deste ano, em Belém. Isso demonstra a importância que a discussão sobre as cotas no acesso ao Ensino Superior assumiu, nos últimos anos, no âmbito do movimento docente”, afirma Lighia Horodynski Matsuhigue, da editoria executiva da publicação.
São doze textos que trazem abordagens complementares, embora todos eles advoguem a favor da necessidade de introdução de uma política afirmativa para seguimentos que ainda sofre muita exclusão. “Não conseguimos nenhum texto contrário às cotas”, justificou Lighia.
Dois textos discutem a questão das políticas afirmativas de viés racial dentro da perspectiva marxista. As cotas são dissecadas a partir de dados e números que permeiam os artigos apresentados na sequência, revelando elementos imprescindíveis ao debate sério sobre o tema.
Outros três artigos analisam e apontam os resultados de experiências práticas de adoção de cotas: dois deles falam sobre a experiência da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, e o outro sobre a da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. Completa o conjunto um artigo do professor Kabengele Munanga sobre a relação entre as cotas e o multiculturalismo na escola.
Debates contemporâneos
A revista Universidade e Sociedade, lançada semestralmente pelo ANDES-SN com o objetivo de constituir um fórum de debates sobre temas como a educação superior brasileira e a organização sindical no Brasil e no mundo, é organizada em torno de um tema específico, mas também possui a seção “Debates Contemporâneos”, que procura dar conta de apresentar outros assuntos.
Nesta edição, os textos abordam a nova etapa da hegemonia neoliberal do governo Lula, o papel da polícia na manutenção da nova ordem social e a luta pela homologação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Na sequência, a resenha “Colômbia: Um Estado Terrorista?”, do professor Waldir José Rampinelli, atualiza o debate sobre o país, advogando a visão de que lá se vive uma ditadura perfeita, a despeito da organização de eleições periódicas.
Para finalizar o eixo temático da edição, a revista reproduz, a partir de versões originais cedidas pela Biblioteca Brasiliana da Universidade de São Paulo – USP, duas poesias de Castro Alves, datadas do final do século XIX, que permitem uma emersão no clima reinante na época da abolição da escravatura no Brasil.
Para adquirir a revista Universidade e Sociedade, encaminhar solicitação para andesregsp@uol.com.br
Descrição
Título: Nova edição da Universidade e Sociedade debate cotas em 12 artigos
Data: 15/7/2010
Fonte: ANDES-SN
A polêmica sobre as cotas como instrumento para acesso, permanência e democratização da universidade brasileira é o tema da 46ª edição da revista Universidade e Sociedade, lançada durante o 55º CONAD do ANDES-SN, realizado em Fortaleza (CE), de 24 a 27/6.
Veja aqui a revista
“Esta é uma edição diferenciada porque o assunto em foco foi pautado pela instância deliberativa máxima do sindicato, o seu 29º Congresso, realizado em janeiro deste ano, em Belém. Isso demonstra a importância que a discussão sobre as cotas no acesso ao Ensino Superior assumiu, nos últimos anos, no âmbito do movimento docente”, afirma Lighia Horodynski Matsuhigue, da editoria executiva da publicação.
São doze textos que trazem abordagens complementares, embora todos eles advoguem a favor da necessidade de introdução de uma política afirmativa para seguimentos que ainda sofre muita exclusão. “Não conseguimos nenhum texto contrário às cotas”, justificou Lighia.
Dois textos discutem a questão das políticas afirmativas de viés racial dentro da perspectiva marxista. As cotas são dissecadas a partir de dados e números que permeiam os artigos apresentados na sequência, revelando elementos imprescindíveis ao debate sério sobre o tema.
Outros três artigos analisam e apontam os resultados de experiências práticas de adoção de cotas: dois deles falam sobre a experiência da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, e o outro sobre a da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. Completa o conjunto um artigo do professor Kabengele Munanga sobre a relação entre as cotas e o multiculturalismo na escola.
Debates contemporâneos
A revista Universidade e Sociedade, lançada semestralmente pelo ANDES-SN com o objetivo de constituir um fórum de debates sobre temas como a educação superior brasileira e a organização sindical no Brasil e no mundo, é organizada em torno de um tema específico, mas também possui a seção “Debates Contemporâneos”, que procura dar conta de apresentar outros assuntos.
Nesta edição, os textos abordam a nova etapa da hegemonia neoliberal do governo Lula, o papel da polícia na manutenção da nova ordem social e a luta pela homologação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Na sequência, a resenha “Colômbia: Um Estado Terrorista?”, do professor Waldir José Rampinelli, atualiza o debate sobre o país, advogando a visão de que lá se vive uma ditadura perfeita, a despeito da organização de eleições periódicas.
Para finalizar o eixo temático da edição, a revista reproduz, a partir de versões originais cedidas pela Biblioteca Brasiliana da Universidade de São Paulo – USP, duas poesias de Castro Alves, datadas do final do século XIX, que permitem uma emersão no clima reinante na época da abolição da escravatura no Brasil.
Para adquirir a revista Universidade e Sociedade, encaminhar solicitação para andesregsp@uol.com.br
LULA CRIA UNIVERSIDADE LUSO-AFRO-BRASILEIRA
Retirado do site Planeta Universitário.
Qua, 21 de Julho de 2010
Em solenidade com a presença de reitores de todo país, o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que cria a Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (Unilab) e a lei conhecida como Estatuto da Igualdade Racial. O reitor pró-tempore da Unilab, Paulo Speller, afirma que a universidade tem afinidade com a UnB, a primeira a instituir sistema de cotas, e estará entre as primeiras a formar parcerias.
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Paulo Speller, que foi aluno da Universidade de Brasília, diz que o projeto da Unilab se inspirou no projeto da UnB, elaborado por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. A ideia é integrar os povos luso-afro-brasileiros. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que cursarão parte do curso em campus brasileiro, localizado no Ceará, e parte no país de origem. “O projeto pedagógico garante que os alunos estrangeiros retornem à nação de origem e contribuam para o desenvolvimento de seu país”, explica o ministro da Educação, Fernando Haddad.
O reitor pró-tempore da Unilab afirma que a UnB estará entre as primeiras universidades a firmar parcerias com a instituição. Segundo ele, por ter sido a primeira universidade a resgatar o sistema de cotas, a Universidade de Brasília tem afinidades com a Luso-Afro-Brasileira. “Vamos trabalhar buscando integração por meio de parcerias, começando pela UnB”, garante Paulo Speller.
A Unilab oferecerá cursos que atendem demanda dos países africanos: Enfermagem, Formação de Professores, Gestão Pública, Agronomia e Engenharia de Energia. Ela ficará no município de Redenção, no Ceará, e a previsão é de que atenderá 5 mil alunos. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que farão provas de seleção nas embaixadas brasileiras. Os estudantes brasileiros serão selecionados pelo ENEM, sendo que os alunos da rede pública e de municípios cearenses com comunidades quilombolas terão um bônus na nota.
COTAS – O presidente Lula também sancionou a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto prevê ações afirmativas que garantam políticas públicas para promoção da igualdade racial, mas exclui pontos considerados importantes, como a adoção de cotas para universidades públicas.
O ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Araújo, acredita que a ausência das cotas no estatuto não compromete seu conteúdo. “As pessoas achavam que ações afirmativas eram só cotas, e não é. Ações afirmativas são ações diferenciadas de acesso a bens públicas e privados”, explica o ministro. Segundo ele o Estatuto é apenas um passo na pavimentação de uma democracia racial.
Apesar das cotas terem ficado de fora do estatuto, o reitor da UnB, professor José Geraldo de Sousa Junior, avalia que sua aprovação pode favorecer a universidade no processo que é movido contra ela pelo Partido Democratas no Supremo Tribunal Federal. O DEM questiona a constitucionalidade do sistema de cotas adotado pela UnB em 2004. “Apesar de não estarem expressas no estatuto as cotas são um tipo de ação afirmativa, que é do que ele trata”, justifica. Dessa forma, a aprovação do estatuto poderia favorecer um entendimento no STF a favor do sistema da UnB.
UnB Agência
Qua, 21 de Julho de 2010
Em solenidade com a presença de reitores de todo país, o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que cria a Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (Unilab) e a lei conhecida como Estatuto da Igualdade Racial. O reitor pró-tempore da Unilab, Paulo Speller, afirma que a universidade tem afinidade com a UnB, a primeira a instituir sistema de cotas, e estará entre as primeiras a formar parcerias.
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Paulo Speller, que foi aluno da Universidade de Brasília, diz que o projeto da Unilab se inspirou no projeto da UnB, elaborado por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. A ideia é integrar os povos luso-afro-brasileiros. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que cursarão parte do curso em campus brasileiro, localizado no Ceará, e parte no país de origem. “O projeto pedagógico garante que os alunos estrangeiros retornem à nação de origem e contribuam para o desenvolvimento de seu país”, explica o ministro da Educação, Fernando Haddad.
O reitor pró-tempore da Unilab afirma que a UnB estará entre as primeiras universidades a firmar parcerias com a instituição. Segundo ele, por ter sido a primeira universidade a resgatar o sistema de cotas, a Universidade de Brasília tem afinidades com a Luso-Afro-Brasileira. “Vamos trabalhar buscando integração por meio de parcerias, começando pela UnB”, garante Paulo Speller.
A Unilab oferecerá cursos que atendem demanda dos países africanos: Enfermagem, Formação de Professores, Gestão Pública, Agronomia e Engenharia de Energia. Ela ficará no município de Redenção, no Ceará, e a previsão é de que atenderá 5 mil alunos. Metade das vagas será destinada a alunos estrangeiros, que farão provas de seleção nas embaixadas brasileiras. Os estudantes brasileiros serão selecionados pelo ENEM, sendo que os alunos da rede pública e de municípios cearenses com comunidades quilombolas terão um bônus na nota.
COTAS – O presidente Lula também sancionou a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto prevê ações afirmativas que garantam políticas públicas para promoção da igualdade racial, mas exclui pontos considerados importantes, como a adoção de cotas para universidades públicas.
O ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Araújo, acredita que a ausência das cotas no estatuto não compromete seu conteúdo. “As pessoas achavam que ações afirmativas eram só cotas, e não é. Ações afirmativas são ações diferenciadas de acesso a bens públicas e privados”, explica o ministro. Segundo ele o Estatuto é apenas um passo na pavimentação de uma democracia racial.
Apesar das cotas terem ficado de fora do estatuto, o reitor da UnB, professor José Geraldo de Sousa Junior, avalia que sua aprovação pode favorecer a universidade no processo que é movido contra ela pelo Partido Democratas no Supremo Tribunal Federal. O DEM questiona a constitucionalidade do sistema de cotas adotado pela UnB em 2004. “Apesar de não estarem expressas no estatuto as cotas são um tipo de ação afirmativa, que é do que ele trata”, justifica. Dessa forma, a aprovação do estatuto poderia favorecer um entendimento no STF a favor do sistema da UnB.
UnB Agência
ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL É SANCIONADO
Retirado do blog do Noblat.
21.07.2010
Deu em O Globo
Estatuto da Igualdade Racial é sancionado
Lula faz críticas à oposição ao citar programas sociais
Durante a cerimônia de sanção do Estatuto da Igualdade Racial e do projeto de lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), ontem, o presidente Lula criticou a oposição, sem citar nomes, por ter entrado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as cotas para estudantes negros.
Lula enumerou as iniciativas de seu governo voltadas para os mais pobres, como o Bolsa Família, e disse que agora, às vésperas da eleição, ninguém mais fala mal do programa, numa indireta ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra:
— Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta as prioridades antes criticadas. Nem sempre foi assim. E a sociedade enxerga à distância o que se dizia antes e o que se declara agora — discursou o presidente.
Lula ainda fez uma referência ao DEM, partido que contestou na Justiça o sistema de cotas — que acabou eliminado do estatuto sancionado ontem:
— Nada disso teria acontecido se o Brasil dependesse daqueles que entraram até com recurso no STF contra as cotas afirmativas que criamos para a juventude pobre e negra.
O ministro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, afirmou que as cotas não são a finalidade do projeto sancionado ontem.
— Alguns imaginavam que ação afirmativa fosse sinônimo de cotas. Cotas são apenas um meio de ação afirmativa — disse o ministro.
21.07.2010
Deu em O Globo
Estatuto da Igualdade Racial é sancionado
Lula faz críticas à oposição ao citar programas sociais
Durante a cerimônia de sanção do Estatuto da Igualdade Racial e do projeto de lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), ontem, o presidente Lula criticou a oposição, sem citar nomes, por ter entrado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as cotas para estudantes negros.
Lula enumerou as iniciativas de seu governo voltadas para os mais pobres, como o Bolsa Família, e disse que agora, às vésperas da eleição, ninguém mais fala mal do programa, numa indireta ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra:
— Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta as prioridades antes criticadas. Nem sempre foi assim. E a sociedade enxerga à distância o que se dizia antes e o que se declara agora — discursou o presidente.
Lula ainda fez uma referência ao DEM, partido que contestou na Justiça o sistema de cotas — que acabou eliminado do estatuto sancionado ontem:
— Nada disso teria acontecido se o Brasil dependesse daqueles que entraram até com recurso no STF contra as cotas afirmativas que criamos para a juventude pobre e negra.
O ministro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, afirmou que as cotas não são a finalidade do projeto sancionado ontem.
— Alguns imaginavam que ação afirmativa fosse sinônimo de cotas. Cotas são apenas um meio de ação afirmativa — disse o ministro.
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PAÍS TEM 148 INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR COM SISTEMA DE COTAS
Retirado do site do jornal O Estado de S.Paulo.
17 de julho de 2010
Reporter: Mariana Mandelli
Estudo da Educafro mostra que a maioria das ações é socioeconômica, mas há também as raciais, especialmente para negros. Enquanto projeto sobre o tema tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios modelos
São 148 as instituições públicas de ensino superior do País que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. A maioria das políticas de reserva de vagas identificadas é socioeconômica, mas uma parte é de cotas raciais - especialmente para negros. O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, foi feito pela entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).
Enquanto o projeto que prevê 50% das vagas para alunos de escolas públicas e para negros tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações há reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar, professores da rede pública e residentes da cidade onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas provas de seleção para determinados grupos também é considerado em grande parte das universidades públicas.
O estudo mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Defensores das cotas comemoraram a adesão das universidades. "A mobilização dos negros para o debate das cotas está movimentando outros setores", diz frei David Raimundo dos Santos, da Educafro. Para ele, o principal desafio está nas grandes universidades, como a Universidade de São Paulo, que oferece, por meio do Programa de Inclusão Social da USP, o acréscimo na nota do vestibular para candidatos do ensino médio público.
Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de ações afirmativas, as cotas são necessárias para suprir as desigualdades socioeconômicas do País. "Temos de resgatar as consequências de fatos históricos como a escravidão e a abolição. As diferenças são extremas", diz.
Para Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos, a adesão das instituições se deve também ao respaldo popular que as ações afirmativas apresentam. "Os diferentes tipos de cotas refletem que as universidades estão discutindo seus próprios perfis."
Preconceito.
A advogada Allyne Andrade, de 24 anos, que ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema de cotas, diz que ainda existe preconceito no ambiente acadêmico. "Muitos professores achavam que a qualidade do ensino ia cair. A sociedade é racista."
Apesar de ser cotista, Maria de Lourdes Aguiar, de 24 anos, estudante de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, critica o sistema. "Eu apoio até um certo limite, porque isso pode acabar tampando o sol com a peneira", opina.
José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, concorda. "Isso mostra a incompetência do Estado, que não oferece educação básica de qualidade", diz. "Cotas só são boas para quem usufrui delas. Elas não acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social. Motivo para comemorar é quando um estudante pobre entra na universidade pública sem cota."
Ações afirmativas
Cotas raciais
Consistem em reservar parte das vagas da instituição de ensino superior para candidatos que sejam afrodescendentes ou indígenas, por exemplo.
Cotas sociais
São a reserva de vagas do vestibular para alunos formados em escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência, estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede pública, entre outros.
Bônus
É o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de determinadas condições sociais.
17 de julho de 2010
Reporter: Mariana Mandelli
Estudo da Educafro mostra que a maioria das ações é socioeconômica, mas há também as raciais, especialmente para negros. Enquanto projeto sobre o tema tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios modelos
São 148 as instituições públicas de ensino superior do País que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. A maioria das políticas de reserva de vagas identificadas é socioeconômica, mas uma parte é de cotas raciais - especialmente para negros. O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, foi feito pela entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).
Enquanto o projeto que prevê 50% das vagas para alunos de escolas públicas e para negros tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações há reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar, professores da rede pública e residentes da cidade onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas provas de seleção para determinados grupos também é considerado em grande parte das universidades públicas.
O estudo mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Defensores das cotas comemoraram a adesão das universidades. "A mobilização dos negros para o debate das cotas está movimentando outros setores", diz frei David Raimundo dos Santos, da Educafro. Para ele, o principal desafio está nas grandes universidades, como a Universidade de São Paulo, que oferece, por meio do Programa de Inclusão Social da USP, o acréscimo na nota do vestibular para candidatos do ensino médio público.
Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de ações afirmativas, as cotas são necessárias para suprir as desigualdades socioeconômicas do País. "Temos de resgatar as consequências de fatos históricos como a escravidão e a abolição. As diferenças são extremas", diz.
Para Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos, a adesão das instituições se deve também ao respaldo popular que as ações afirmativas apresentam. "Os diferentes tipos de cotas refletem que as universidades estão discutindo seus próprios perfis."
Preconceito.
A advogada Allyne Andrade, de 24 anos, que ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema de cotas, diz que ainda existe preconceito no ambiente acadêmico. "Muitos professores achavam que a qualidade do ensino ia cair. A sociedade é racista."
Apesar de ser cotista, Maria de Lourdes Aguiar, de 24 anos, estudante de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, critica o sistema. "Eu apoio até um certo limite, porque isso pode acabar tampando o sol com a peneira", opina.
José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, concorda. "Isso mostra a incompetência do Estado, que não oferece educação básica de qualidade", diz. "Cotas só são boas para quem usufrui delas. Elas não acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social. Motivo para comemorar é quando um estudante pobre entra na universidade pública sem cota."
Ações afirmativas
Cotas raciais
Consistem em reservar parte das vagas da instituição de ensino superior para candidatos que sejam afrodescendentes ou indígenas, por exemplo.
Cotas sociais
São a reserva de vagas do vestibular para alunos formados em escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência, estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede pública, entre outros.
Bônus
É o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de determinadas condições sociais.
PALESTRA A VISIBILIDADE DA MULHER NEGRA E AS RELAÇÕES DE TRABALHO
Recebido por email.
O SISEJUFE comemora o DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA
com a palestra "A VISIBILIDADE DA MULHER NEGRA E AS REALÇÕES DE TRABALHO"
Palestrante: Juíza Luislinda Valois - Juíza da Justiça federal da Bahia
Quinta, 29 de julho de 2010
às 18h30
no auditório do SISEJUFE Av. Presidente Vargas, 509 - 11º andar - Rio de Janeiro.
O SISEJUFE comemora o DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA
com a palestra "A VISIBILIDADE DA MULHER NEGRA E AS REALÇÕES DE TRABALHO"
Palestrante: Juíza Luislinda Valois - Juíza da Justiça federal da Bahia
Quinta, 29 de julho de 2010
às 18h30
no auditório do SISEJUFE Av. Presidente Vargas, 509 - 11º andar - Rio de Janeiro.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
MUSEU AFRO BRASIL DE SÃO PAULO ABRE ESPAÇO PARA MOSTRAS DE FILMES
Retirado do site Portugal Digital.
Portugal Digital - Brasil/Portugal
04/07/2010
Museu Afro Brasil em sua primeira mostra de filmes destaca a luta do negro norte-americano pela igualdade.
Da Redação
São Paulo - A luta do negro norte-americano pelos direitos civis é o pano de fundo das produções que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, apresenta, a partir do dia 17 de julho, às 14 horas, na inédita mostra de filmes "A Saga Negra do Norte", em parceria com a Heco Produções.
Com curadoria do cineasta Eugenio Puppo, foram selecionadas 11 obras, entre documentários e ficções que retratam diferentes perspectivas de um período crucial para a questão das relações raciais nos Estados Unidos. Entre os filmes estão "O Assassinato de Martin Luther King" (1993), de Denis Muller; "Os Panteras Negras", dirigido por Agnès Varda e "Malcom X", de Spike Lee.
A mostra termina no dia 15 de agosto e terá sessões sempre às 14h e 17h, aos sábados e domingos, no Auditório Ruth de Souza, do Museu Afro Brasil. A mostra conta com o apoio de Drew Associates, California Filmes, MPLC BR, Mpi Home Video, Cinemateca da Embaixada Francesa, Warner Bros, Columbia, Magnus Opus, Daylight e Sony.
Portugal Digital - Brasil/Portugal
04/07/2010
Museu Afro Brasil em sua primeira mostra de filmes destaca a luta do negro norte-americano pela igualdade.
Da Redação
São Paulo - A luta do negro norte-americano pelos direitos civis é o pano de fundo das produções que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, apresenta, a partir do dia 17 de julho, às 14 horas, na inédita mostra de filmes "A Saga Negra do Norte", em parceria com a Heco Produções.
Com curadoria do cineasta Eugenio Puppo, foram selecionadas 11 obras, entre documentários e ficções que retratam diferentes perspectivas de um período crucial para a questão das relações raciais nos Estados Unidos. Entre os filmes estão "O Assassinato de Martin Luther King" (1993), de Denis Muller; "Os Panteras Negras", dirigido por Agnès Varda e "Malcom X", de Spike Lee.
A mostra termina no dia 15 de agosto e terá sessões sempre às 14h e 17h, aos sábados e domingos, no Auditório Ruth de Souza, do Museu Afro Brasil. A mostra conta com o apoio de Drew Associates, California Filmes, MPLC BR, Mpi Home Video, Cinemateca da Embaixada Francesa, Warner Bros, Columbia, Magnus Opus, Daylight e Sony.
FÓRUM COBRA POLÍTICAS PARA AFRODESCENDENTES
Retirado do site Diário do Pará.
Apesar da forte influência da cultura negra no Pará, presente em manifestações como boi-bumbá e carimbó, somente agora Belém é cenário do I Fórum de Performance Negra, realizado no Instituto de Artes do Pará (IAP), até sexta- feira, dia 9.
“O racismo, o preconceito e a discriminação dirigidos à comunidade afrodescendente foram, durante séculos, institucionalizados pelo Estado brasileiro. Somente agora o papel do negro no Brasil torna-se objeto de discussão de forma mais efetiva. No Pará, então, a discussão ainda está engatinhando”, afirma Amilton Sá Barreto,membro da Associação dos Filhos e Amigos Ilê Iyá Omi Axé Ofa Kare (Afaia) e um dos organizadores do evento.
Com a proposta de atrair a atenção da sociedade para a importância histórica da matriz negra no teatro, na dança e na música paraense, o I Fórum de Belém de Performance Negra surgiu da união da Afaia e da Companhia de Dança e Teatro Will Júnior.
“A motivação do encontro paraense parte dos fóruns nacionais de performance negra, realizados há cerca de dois anos em Salvador (BA). É uma grande mobilização, que envolve grupos culturais de todo o país, para discutir políticas e definir diretrizes sobre a questão afro. Mas a faísca que deu início ao Fórum de Belém aconteceu mesmo por acaso”, conta Will Júnior, produtor e coreógrafo da companhia.
Mesmo compartilhando o teatro, a dança e a influência negra em seus trabalhos,os dois grupos só iniciaram a parceria após um encontro em Brasília, em abril deste ano, quando foi entregue o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras.
Os projetos paraenses “Emi – A Concepção Yorubana do Universo”, apresentado pela Afaia, e “Elegbará – O Guardião da Vida”, da Companhia Will Junior, foram os únicos da Região Norte beneficiados, entre 412 inscritos. Cada um recebeu R$ 80 mil do Governo Federal.
QUESTIONAMENTOS
“Se você levar em conta as estatísticas, a população negra no Pará chega a 72,4% do total, mas temos pouquíssimas políticas culturais voltadas exclusivamente para a questão negra. Cotas e editais específicos são necessários nesse processo de afirmação Só reconhecendo a identidade negra no universo das identidades étnicas iremos compor uma identidade nacional plural”, defende Amilton.
ESPETÁCULO OLONADÉ DA Cia DOS COMUNS
Retirado do blog IPCN.
OLONADÈ - A cena negra brasileira
A Cia dos Comuns realiza
OLONADÉ
A cena negra brasileira
Seminário oficinas mostra de cinema, espetáculos de dança e teatro negro de diferentes regiões do Brasil
(CLIQUE NAS IMAGENS ABAIXO PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO)
Todas as atividades serão GRATUITAS Distribuição de SENHAS para filmes e espetáculos 1 hora antes de cada sessão
Informações:
Cia dos Comuns - (21) 2242-0606
comuns@comuns.com.br
OLONADÈ - A cena negra brasileira
A Cia dos Comuns realiza
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A cena negra brasileira
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Todas as atividades serão GRATUITAS Distribuição de SENHAS para filmes e espetáculos 1 hora antes de cada sessão
Informações:
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comuns@comuns.com.br
sexta-feira, 2 de julho de 2010
PRESIDENTE NEGA QUE AÇÕES AFIRMATIVAS REALCEM DIFERENÇAS RACIAIS NO PAÍS
Retirdo do site Correio Braziliense.
Agência Brasil
Publicação: 01/07/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu as iniciativas de seu governo para os afrodescendentes, negando que as políticas de ações afirmativas, como a instituição de cotas para negros em universidades e a demarcação de terras quilombolas, realcem as diferenças raciais no país, ameaçando a harmonia racial antes existente.
“Não é verdade, não é verdade. O preconceito está aí, está em cada esquina, está em cada rua, está em cada casa. Não adianta tratar essas coisas com mentiras”, afirmou o presidente em entrevista à TV Brasil Internacional, um dia antes de embarcar para uma viagem a seis países da África.
Lula citou a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial como conquistas importantes para a consolidação das políticas afirmativas. O presidente lembrou também a aprovação da obrigatoriedade do ensino das culturas afro-brasileira e africana nas escolas. “Tudo isso é extremamente importante para o futuro do país, para a construção da nova consciência cidadã que precisamos ter.”
Na entrevista, Lula destacou ainda o fato de ter sido aprovada pela Câmara da Universidade Luso-Afro-Brasileira a implantação dessa instituição de ensino em Redenção, no Ceará. A intenção é formar recursos humanos para desenvolver a integração entre o Brasil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos
“Nós queremos uma universidade com 10 mil alunos, 5 mil brasileiros e 5 mil africanos, com parte do currículo africana, parte do currículo brasileira, ou seja, tudo afro-brasileiro, com professores dos dois continentes”, detalhou Lula.
A entrevista do presidente à TV Brasil Internacional será exibida a partir de sábado (2) nos 49 países africanos para os quais o canal é transmitido, coincidindo com o início de sua viagem ao continente. O primeiro país visitado será Cabo Verde. Em seguida, o presidente irá à Guiné Equatorial, ao Quênia, à Tanzânia, a Zâmbia e à África do Sul.
Agência Brasil
Publicação: 01/07/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu as iniciativas de seu governo para os afrodescendentes, negando que as políticas de ações afirmativas, como a instituição de cotas para negros em universidades e a demarcação de terras quilombolas, realcem as diferenças raciais no país, ameaçando a harmonia racial antes existente.
“Não é verdade, não é verdade. O preconceito está aí, está em cada esquina, está em cada rua, está em cada casa. Não adianta tratar essas coisas com mentiras”, afirmou o presidente em entrevista à TV Brasil Internacional, um dia antes de embarcar para uma viagem a seis países da África.
Lula citou a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial como conquistas importantes para a consolidação das políticas afirmativas. O presidente lembrou também a aprovação da obrigatoriedade do ensino das culturas afro-brasileira e africana nas escolas. “Tudo isso é extremamente importante para o futuro do país, para a construção da nova consciência cidadã que precisamos ter.”
Na entrevista, Lula destacou ainda o fato de ter sido aprovada pela Câmara da Universidade Luso-Afro-Brasileira a implantação dessa instituição de ensino em Redenção, no Ceará. A intenção é formar recursos humanos para desenvolver a integração entre o Brasil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos
“Nós queremos uma universidade com 10 mil alunos, 5 mil brasileiros e 5 mil africanos, com parte do currículo africana, parte do currículo brasileira, ou seja, tudo afro-brasileiro, com professores dos dois continentes”, detalhou Lula.
A entrevista do presidente à TV Brasil Internacional será exibida a partir de sábado (2) nos 49 países africanos para os quais o canal é transmitido, coincidindo com o início de sua viagem ao continente. O primeiro país visitado será Cabo Verde. Em seguida, o presidente irá à Guiné Equatorial, ao Quênia, à Tanzânia, a Zâmbia e à África do Sul.
TRABALHADORES ERAM ESCRAVOS EM OBRA DO MINHA CASA, MINHA VIDA
Retirado do site Reporter Brasil.
24/06/2010
Vítimas, que tinham sua carteira de trabalho retida, denunciaram a situação após quatro meses sem receber salários em obra do programa habitacional
Por Bianca Pyl*
Financiada pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), a obra do programa federal "Minha casa, minha vida" em Catalão (GO) poderia ser assunto apenas para boas notícias. Seria assim se 74 trabalhadores que prestavam serviços na construção das casas populares não tivessem sidos submetidos a condições análogas às de escravos.
As vítimas fizeram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Goiás e foram atendidas em caráter de emergência, de acordo com Antonio Carlos Cavalcante, procurador do Trabalho responsável pela ação.
A obra do programa "Minha casa, minha vida" custou mais de R$ 15 milhões (Foto: MTP/GO)
Os empregados trabalhavam no canteiro de obras da empresa Copermil Construção Ltda, no loteamento Evelina Nour. De acordo com Antonio Carlos, a Prefeitura do Município de Catalão cedeu a área para a construção de casas populares do programa "Minha casa, minha vida" e foi responsável pela licitação que escolheu a construtora, com sede em Belo Horizonte (MG).
A empresa mineira, por sua vez, contratou a TJ Prestadora de Serviços de Jardinagem Ltda. "Trata-se de uma empresa de José da Silva Cunha, um ´gato´ conhecido na região por arregimentar empregados para o corte de cana-de-açúcar. Ele montou a empresa para poder prestar serviço na construção civil", explica o procurador do Trabalho.
24/06/2010
Vítimas, que tinham sua carteira de trabalho retida, denunciaram a situação após quatro meses sem receber salários em obra do programa habitacional
Por Bianca Pyl*
Financiada pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), a obra do programa federal "Minha casa, minha vida" em Catalão (GO) poderia ser assunto apenas para boas notícias. Seria assim se 74 trabalhadores que prestavam serviços na construção das casas populares não tivessem sidos submetidos a condições análogas às de escravos.
As vítimas fizeram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Goiás e foram atendidas em caráter de emergência, de acordo com Antonio Carlos Cavalcante, procurador do Trabalho responsável pela ação.
A obra do programa "Minha casa, minha vida" custou mais de R$ 15 milhões (Foto: MTP/GO)
Os empregados trabalhavam no canteiro de obras da empresa Copermil Construção Ltda, no loteamento Evelina Nour. De acordo com Antonio Carlos, a Prefeitura do Município de Catalão cedeu a área para a construção de casas populares do programa "Minha casa, minha vida" e foi responsável pela licitação que escolheu a construtora, com sede em Belo Horizonte (MG).
A empresa mineira, por sua vez, contratou a TJ Prestadora de Serviços de Jardinagem Ltda. "Trata-se de uma empresa de José da Silva Cunha, um ´gato´ conhecido na região por arregimentar empregados para o corte de cana-de-açúcar. Ele montou a empresa para poder prestar serviço na construção civil", explica o procurador do Trabalho.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
IBGE DIVULGARÁ PRIMEIROS DADOS DO NOVO CENSO DEMOGRÁFICO JÁ EM NOVEMBRO
Retirado do site da Agência Senado.
COMISSÕES / Assuntos Econômicos
22/06/2010
O conjunto de informações do Censo Demográfico de 2010 só estará concluído e divulgado em 2012, mas o tamanho da população e sua distribuição nos municípios já poderão ser conhecidos em novembro próximo. A informação é do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Gomes, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (22).
Por determinação da legislação, conforme Eduardo Gomes, esses dados precisam ser repassados até o final de novembro para o Tribunal de Contas da União (TCU). O número de habitantes é uma das informações utilizadas por esse órgão para calcular o repasse anual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a cada município. Nos anos posteriores, o órgão faz projeções a partir dos números apurados no censo geral a cada decênio.
Ano eleitoral
O presidente do IBGE não acredita na hipótese de uso eleitoral do censo, nessa que é a segunda vez em que o país coleta dados em período de eleição geral. Do ponto de vista técnico e político, as questões a serem feitas são "absolutamente neutras", assegurou. Assim, não haveria pretexto para que algum recenseador tente indicar voto "neste ou naquele candidato". Se isso ocorrer, observou, não terá nada a ver com o trabalho em si, cabendo ao órgão adotar as medidas cabíveis.
- O morador terá todo o direito de alertar o IBGE, para que tomemos as devidas providências - disse.
Para esse ou qualquer outro problema, a população poderá ligar gratuitamente para o IBGE (0800-7218181). Esse número será gravado no próprio uniforme do recenseador, devendo ser acessado ainda quando o morador tiver dúvida sobre se a pessoa que está batendo à sua porta é mesmo alguém a serviço do órgão. Como reforço à segurança das famílias, o uniforme inclui ainda crachá com fotografia e nome do profissional.
- Se tiver com algum receio, a pessoa poderá telefonar, pois tiraremos qualquer dúvida - garantiu.
Os riscos de interferência política nos trabalhos e as questões de segurança foram pontos abordados pelos senadores durante a audiência, com trabalhos coordenados pelo presidente da CAE, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). O propositor do requerimento foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O presidente do IBGE informou que a população logo será amplamente informada sobre o censo, por meio de campanha publicitária em jornais, rádios e televisão, devendo ser também realizado trabalho específico junto a estudantes de todo o país.
Abertura em agosto
O Censo 2010 será o décimo segundo censo demográfico no Brasil, devendo oferecer um retrato amplo da população e de suas características socioeconômicas. Os trabalhos de coleta vão começar em 1º de agosto, envolvendo cerca de 58 milhões de domicílios, em 5.565 municípios.
Em 52 milhões de domicílios, será aplicado um questionário básico, abordando questões como idade, sexo, cor e raça, além de dados sobre educação e moradia. Nos demais, serão coletados ainda detalhes sobre nível de renda e emprego, acesso a programas de transferência de renda e sobre a ocorrência de alguma deficiência física na família.
Os gastos com o novo censo são estimados em R$ 1,5 bilhão, contra R$ 700 milhões investidos no anterior. No auge, os trabalhos vão envolver 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores para a coleta de campo, prevista para durar três meses. Uma das novidades da vez são os questionários eletrônicos, opção que poderá ser oferecida pelo recenseador aos entrevistados, mediante fornecimento de senha de acesso ao portal do IBGE na internet. A expectativa é de que até 5% dos questionários sejam preenchidos por esse meio.
Gorette Brandão / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
COMISSÕES / Assuntos Econômicos
22/06/2010
O conjunto de informações do Censo Demográfico de 2010 só estará concluído e divulgado em 2012, mas o tamanho da população e sua distribuição nos municípios já poderão ser conhecidos em novembro próximo. A informação é do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Gomes, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (22).
Por determinação da legislação, conforme Eduardo Gomes, esses dados precisam ser repassados até o final de novembro para o Tribunal de Contas da União (TCU). O número de habitantes é uma das informações utilizadas por esse órgão para calcular o repasse anual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a cada município. Nos anos posteriores, o órgão faz projeções a partir dos números apurados no censo geral a cada decênio.
Ano eleitoral
O presidente do IBGE não acredita na hipótese de uso eleitoral do censo, nessa que é a segunda vez em que o país coleta dados em período de eleição geral. Do ponto de vista técnico e político, as questões a serem feitas são "absolutamente neutras", assegurou. Assim, não haveria pretexto para que algum recenseador tente indicar voto "neste ou naquele candidato". Se isso ocorrer, observou, não terá nada a ver com o trabalho em si, cabendo ao órgão adotar as medidas cabíveis.
- O morador terá todo o direito de alertar o IBGE, para que tomemos as devidas providências - disse.
Para esse ou qualquer outro problema, a população poderá ligar gratuitamente para o IBGE (0800-7218181). Esse número será gravado no próprio uniforme do recenseador, devendo ser acessado ainda quando o morador tiver dúvida sobre se a pessoa que está batendo à sua porta é mesmo alguém a serviço do órgão. Como reforço à segurança das famílias, o uniforme inclui ainda crachá com fotografia e nome do profissional.
- Se tiver com algum receio, a pessoa poderá telefonar, pois tiraremos qualquer dúvida - garantiu.
Os riscos de interferência política nos trabalhos e as questões de segurança foram pontos abordados pelos senadores durante a audiência, com trabalhos coordenados pelo presidente da CAE, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). O propositor do requerimento foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O presidente do IBGE informou que a população logo será amplamente informada sobre o censo, por meio de campanha publicitária em jornais, rádios e televisão, devendo ser também realizado trabalho específico junto a estudantes de todo o país.
Abertura em agosto
O Censo 2010 será o décimo segundo censo demográfico no Brasil, devendo oferecer um retrato amplo da população e de suas características socioeconômicas. Os trabalhos de coleta vão começar em 1º de agosto, envolvendo cerca de 58 milhões de domicílios, em 5.565 municípios.
Em 52 milhões de domicílios, será aplicado um questionário básico, abordando questões como idade, sexo, cor e raça, além de dados sobre educação e moradia. Nos demais, serão coletados ainda detalhes sobre nível de renda e emprego, acesso a programas de transferência de renda e sobre a ocorrência de alguma deficiência física na família.
Os gastos com o novo censo são estimados em R$ 1,5 bilhão, contra R$ 700 milhões investidos no anterior. No auge, os trabalhos vão envolver 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores para a coleta de campo, prevista para durar três meses. Uma das novidades da vez são os questionários eletrônicos, opção que poderá ser oferecida pelo recenseador aos entrevistados, mediante fornecimento de senha de acesso ao portal do IBGE na internet. A expectativa é de que até 5% dos questionários sejam preenchidos por esse meio.
Gorette Brandão / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
PARCERIA ENTRE MEC E FEBRABAN CRIA 'COTA DE ESTÁGIO'
Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.
Previsão é que acordo resulte em cerca de 600 jovens estagiando no primeiro ano
27 de julho de 2010
O Estado de S. Paulo
O Ministério da Educação e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem assinar hoje um acordo que deve fazer com que os bancos reservem até 10% de vagas de estágio a alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A entidade com o governo federal prevê, para o primeiro ano da parceria, uma média de 600 jovens estagiando por meio do acordo. “Não estamos reinventando nenhum tipo de processo. Estamos integrando forças com outros órgãos para promover a diversidade e ações afirmativas”, afirma Mário Sérgio Vasconcelos, diretor de relações institucionais da Febraban. “Assim, vamos oferecer vagas e oportunidades de capacitação, treinamento e de carreira.”
Segundo ele, o acordo envolve, além do MEC, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). A ideia é incentivar a inclusão de mulheres e negros, valorizar a diversidade no setor bancário, fortalecer os processos de administração e gestão de carreiras da mulher e proporcionar oportunidades de inserção no mercado de trabalho de homens e jovens negros que participaram do ProUni e jovens de maior vulnerabilidade social.
Devem participar da cerimônia de assinatura do acordo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa; a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello; o ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araújo, e a ministra da SPM, Nilcéa Freire.
Previsão é que acordo resulte em cerca de 600 jovens estagiando no primeiro ano
27 de julho de 2010
O Estado de S. Paulo
O Ministério da Educação e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem assinar hoje um acordo que deve fazer com que os bancos reservem até 10% de vagas de estágio a alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A entidade com o governo federal prevê, para o primeiro ano da parceria, uma média de 600 jovens estagiando por meio do acordo. “Não estamos reinventando nenhum tipo de processo. Estamos integrando forças com outros órgãos para promover a diversidade e ações afirmativas”, afirma Mário Sérgio Vasconcelos, diretor de relações institucionais da Febraban. “Assim, vamos oferecer vagas e oportunidades de capacitação, treinamento e de carreira.”
Segundo ele, o acordo envolve, além do MEC, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). A ideia é incentivar a inclusão de mulheres e negros, valorizar a diversidade no setor bancário, fortalecer os processos de administração e gestão de carreiras da mulher e proporcionar oportunidades de inserção no mercado de trabalho de homens e jovens negros que participaram do ProUni e jovens de maior vulnerabilidade social.
Devem participar da cerimônia de assinatura do acordo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa; a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello; o ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araújo, e a ministra da SPM, Nilcéa Freire.
WORKSHOP FERAMENTAS DIGITAIS DO IBGE
Recebido por email.Workshop 2010 IBGE
APRESENTAÇÃO
O Workshop de Ferramentas Digitais é uma excelente oportunidade para a atualização de quem desenvolve atividades de planejamento e pesquisa nas organizações.
A estrutura do workshop tem como objetivo treinar, em 12 horas (1 dia e 1/2), os participantes de modo que utilizem as ferramentas digitais que permitem o acesso às informações disponibilizadas pelo IBGE, tais como:
* ESTATCART - Sistema de Informações Georreferenciadas EstatCart - possibilita associar uma visão espacial aos dados e permite o acesso a diversas informações em CD-ROM: Base de Informações Municipais e bases do Censo 2000: Universo, Amostra e Setor Censitário;
* BME – Banco Multidimensional de Estatísticas – torna possível o acesso, recuperação e manuseio dos dados coletados nos questionários de pesquisas do IBGE, reunindo mais de 1 bilhão de registros de informação propiciando a geração de tabulações especiais, existe custo para utilização deste serviço.;
* SIDRA – Sistema IBGE de Recuperação Automática – visa facilitar a sociedade em geral e os administradores públicos, através da Internet, a obtenção gratuita de mais de 600.000.000 de informações agregadas possibilitando a geração de tabelas, gráficos e cartogramas.
INFORMAÇÕES: Através do e-mail - ferramentasdigitais@ibge.gov.br ou do telefone 0800-218181
APRESENTAÇÃO
O Workshop de Ferramentas Digitais é uma excelente oportunidade para a atualização de quem desenvolve atividades de planejamento e pesquisa nas organizações.
A estrutura do workshop tem como objetivo treinar, em 12 horas (1 dia e 1/2), os participantes de modo que utilizem as ferramentas digitais que permitem o acesso às informações disponibilizadas pelo IBGE, tais como:
* ESTATCART - Sistema de Informações Georreferenciadas EstatCart - possibilita associar uma visão espacial aos dados e permite o acesso a diversas informações em CD-ROM: Base de Informações Municipais e bases do Censo 2000: Universo, Amostra e Setor Censitário;
* BME – Banco Multidimensional de Estatísticas – torna possível o acesso, recuperação e manuseio dos dados coletados nos questionários de pesquisas do IBGE, reunindo mais de 1 bilhão de registros de informação propiciando a geração de tabulações especiais, existe custo para utilização deste serviço.;
* SIDRA – Sistema IBGE de Recuperação Automática – visa facilitar a sociedade em geral e os administradores públicos, através da Internet, a obtenção gratuita de mais de 600.000.000 de informações agregadas possibilitando a geração de tabelas, gráficos e cartogramas.
INFORMAÇÕES: Através do e-mail - ferramentasdigitais@ibge.gov.br ou do telefone 0800-218181
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