quarta-feira, 18 de agosto de 2010

UFRJ REJEITA AS INSENSATAS COTAS RACIAIS

Retirado do site do O Globo.
Maisuma vez editorial do jornal o globo faz um ataque as cotas raciais como algo horripilante e desastroso para a sociedade brasileira.  Realmente não querem reconhecer os problemas racias no Brasil.

EDITORIAL
Publicada em 17/08/2010

Comentários
A instituição do sistema de cotas raciais, em 2001, por meio de lei proposta pelo governador Anthony Garotinho, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ampliou o debate sobre o tema no meio acadêmico. Depois viriam outras, entre elas a Universidade de Brasília (UnB), onde foi criado um deplorável "tribunal racial" para julgar a veracidade da cor autodeclarada pelos alunos. Lá ocorreria a tragicômica reprovação de um jovem, sentenciado como branco, embora o irmão gêmeo tivesse sido "julgado" cotista.

Em duas grandes universidades, a de São Paulo (USP) e a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nunca a ideia de subordinar o mérito acadêmico à cor da pele transitou com facilidade. A USP mantém as cotas raciais ao largo, e, em troca, pratica uma ação afirmativa chamada de Programa de Inclusão Social na universidade (Inclusp), pelo qual alunos de escolas públicas recebem bonificação especial no vestibular e podem prestar exames anuais preparados pela própria USP, uma espécie de Enem, cujas notas entram no cálculo para a obtenção da vaga. É uma maneira de proteger de alguma forma o valor do esforço e do conhecimento próprios de cada estudante. Caso contrário, o país não formará os profissionais com qualificação exigida por uma sociedade e um mundo cada vez mais competitivos, e de carências complexas.

Na semana passada, a UFRJ aprovou um sistema de cotas sociais. Por decisão do conselho universitário, já no vestibular deste ano os alunos de escolas públicas terão reservada uma determinada proporção das vagas, a ser definida em reunião marcada para quinta-feira. A proposta original, do reitor Aloisio Teixeira, é reservar 20% das vagas que passarão a ser preenchidas pelos que se submetem ao Enem aos egressos de escolas públicas e que venham de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo.

O bom senso demonstrado pela USP está sendo, pelo menos até agora, seguido na UFRJ, pois, além de, no Rio, também ser rejeitada a discriminação contra os brancos pobres - decorrência da aplicação das cotas para "negros" -, o fato de os cotistas saírem do universo dos que prestam o Exame Nacional do Ensino Médio estabelece um vínculo entre a entrada no ensino superior e o mérito próprio do estudante. Um detalhe importante a decidir é se escolas públicas federais (como o Colégio de Aplicação da UFRJ), de reconhecida qualidade, estarão incluídas na cota ou não.

A adesão da universidade a um tipo de ação afirmativa mais inteligente, sem o radicalismo defendido pelos militantes do racialismo que atuam no governo federal e junto ao Congresso, chega em um momento importante. Que a sensatez da USP e da UFRJ, dois polos de excelência acadêmica no país, sirva de parâmetro no julgamento, ainda em curso no STF, da aplicação de cotas raciais em Brasília (UnB), e também influencie na tramitação no Senado de lei sobre o assunto. Mesmo nos EUA, onde proliferam as chamadas ações afirmativas, a cor da pele isoladamente, por decisão da Suprema Corte, já não serve de quesito para o preenchimento de número determinado de vagas em escolas.

Além de inconstitucional, ao criar no Brasil cidadãos de segunda classe perante a lei, a cota racial agride as raízes da formação miscigenada da sociedade brasileira e virou um anacronismo mesmo na realidade americana, fonte inspiradora do racialismo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

EM 5 ANOS, NOVA ORLEANS RENASCE BRANCA

Recebido por email

Folha de São Paulo - Mundo
São Paulo, domingo, 08 de agosto de 2010

Maioria negra, retirada à força em megaenchente causada pelo Katrina em 2005, vê influência política se esvair

Prefeito da cidade é o 1º branco a ocupar o cargo desde 78; praticamente todos os órgãos eletivos locais embranqueceram
Gary Coronado - 30.ago.2005/ Associated Press
Moradores encaram inundação no centro de Nova Orleans
ANDREA MURTA
ENVIADA ESPECIAL A NOVA ORLEANS

A tragédia do furacão Katrina em Nova Orleans completa cinco anos neste mês com um legado que vai muito além das casas ainda destruídas da cidade: o equilíbrio de poder foi totalmente realinhado, e a clivagem racial, aprofundada.

A maioria negra, que sofreu retirada forçada durante a enchente ocorrida após o furacão, viu sua dominância sobre a política das últimas décadas ir se esvaindo até que praticamente todos os órgãos eletivos locais "embranqueceram".

Foi eleito neste ano o primeiro prefeito branco (Mitch Landrieu) desde 1978. Na Assembleia Municipal, só há um negro. Até o conselho de educação tem maioria branca. E não há hoje um líder político negro que reagrupe a comunidade. Antes do Katrina, as instituições tinham maiorias negras.

Moradores e estudiosos afirmam que a virada é resultado de um esforço deliberado. O primeiro plano de reconstrução da cidade previa fazer parques nos bairros negros devastados. Para onde os antigos moradores voltariam? De preferência, para lugar nenhum.

O plano acabou vetado, mas a reconstrução se focou nas regiões de maior renda.

Bairros turísticos e de negócios estão recuperados. Já a área do Baixo Distrito 9 (Lower 9th Ward), bairro negro que sofreu um verdadeiro tsunami quando as barragens se romperam e a água dos rios inundou Nova Orleans, segue cheia de mato e casas destruídas.

Quando a Folha visitou o bairro, um dos poucos presentes, Craig Converse, 40, nascido e criado ali, contou que voltara havia só pouco mais de um mês. "Aquele vizinho morreu na enchente, aquele outro também", dizia, apontando lotes vazios. "O resto não sei onde está."

Lance Hill, diretor do Instituto Sulista de Educação e Pesquisa da Universidade Tulane, desconfia das estimativas de população da cidade. "As cifras são infladas. É só andar no centro para ver o abandono." Ele rejeita os dados de que a população já voltou a corresponder a 80% da era pré-Katrina (355 mil). "De 30% a 40% dos pobres nunca voltaram."

O voto negro caiu junto. De até 65% do total antes do Katrina, passou a até 53% na última eleição.
CLIVAGEM

Hill, que é branco, define o motivo da mudança: racismo. Diz que a aristocracia branca de Nova Orleans nunca se conformou em perder o poder político pela mudança demográfica.

"Brancos ricos abertamente aproveitaram a oportunidade" do Katrina, diz. "Houve um movimento real para impedir a volta dos negros."

A cidade ainda é hostil aos desalojados. Faltam empregos, e o único hospital público continua fechado.

Para a advogada de direitos civis Mary Howell, "a polarização e a divisão racial estão mais profundas hoje do que há muito, muito tempo". Figura icônica na cidade, Howell lembra que "muita gente disse em 2005 que estávamos melhores sem [os negros]". "Esse é um legado muito doloroso do Katrina."

DESEMPREGO ENTRE JOVENS PODERÁ CRIAR "GERAÇÃO PERDIDA", DIZ OIT

Retirado do site do yahoonotícias.



Qua, 11 Ago

GENEBRA (AFP) - O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, poderá criar uma "geração perdida", advertiu nesta quinta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Foto: AFP: O desemprego entre os jovens, que alcançou no ano passado um nível recorde de 81...

"O desemprego entre os jovens no mundo alcançou o nível mais alto já registrado e deverá continuar aumentando em 2010", informou a OIT em um relatório.

O índice de desemprego entre as pessoas de 15 a 24 anos passou de 11,9% em 2007 para 13% no ano passado. Em 2010, chegará a 13,1%, antes de cair para 12,7% no ano seguinte, segundo as projeções da organização.

"Os jovens são o motor do desenvolvimento econômico", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, completando que "renunciar a esse potencial é um desperdício econômico que pode sabotar a estabilidade da sociedade".

O desemprego nessa faixa da idade, que aumentou em 7,8 milhões de pessoas desde 2007, poderá produzir uma "geração perdida" de jovens que saíram do mercado de trabalho e perderam toda a esperança de conseguir um emprego que lhes garanta uma vida decente", advertiu a OIT.

Esses jovens "fazem tudo o que podem, mas as portas continuam fechadas", completou Sarah Elder, coautora do estudo e economista da OIT.

Nos países emergentes, que somam 90% da população entre 15 e 24 aos, os jovens são particularmente afetados por essa situação que dá lugar a uma redução da jornada de trabalho e dos salários para aqueles que ainda têm emprego.

Em 2008, em torno de 152 milhões de jovens, ou seja, 28% da população economicamente ativa dessa faixa etária, não conseguiram sair da pobreza apesar de seu trabalho, e ganhavam menos de 1,25 dólar diário, destacou a organização.

Em torno de 45% dessa alta do desemprego afeta a população de países industrializados, principalmente na Europa central, do leste e do sul (Espanha, Estônia, Letônia e Lituânia, entre outros).

Nos Estados Unidos, o desemprego dos jovens aumentou oito pontos percentuais, a 18%.

Para combater essa situação, a OIT pediu que os governos mantenham seus programas de apoio ao emprego destinado aos jovens, apesar dos cortes orçamentários anunciados nos últimos meses.

A QUEM INTERESSA TIRAR O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA DO STF?

Retirado do site do blog Raízes da África do site Cada Minuto.
10/08/2010
A quem interessa tirar o Ministro Joaquim Barbosa do STF?
por Arísia Barros


As relações de poder que imperam no segundo país mais negro do mundo, AINDA não permitem que negros alcem vôos maiores do que determinam as regras sociais da segregação racista. O Ministro Joaquim Barbosa é um representante legítimo do “sim, nós podemos”. E como isso incomoda!!

A quem interessa tirar o Ministro Joaquim Barbosa do STF?

Segue abaixo a nota do Ministro, com quem estivemos em audiência em 26 de junho de 2009.

Nota publicada pelo Ministro Joaquim Barbosa no site do STF a propósito dos ataques sofridos por ele nos últimos dias.


Em razão de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de imprensa, tenho a esclarecer:
1) Sofro de dores crônicas nas regiões lombar e quadril há três anos e meio;
2) Por essa razão, desde fevereiro de 2008, vi-me forçado a licenciar-me, de início por períodos de uma a três semanas, para tratamentos que se revelaram insuficientes;
3) O mesmo problema de saúde levou-me, em novembro de 2009, a renunciar ao prestigioso posto de ministro do Tribunal Superior Eleitoral, do qual eu me tornaria naturalmente presidente este ano;
4) Em abril último, resolvi licenciar-me por período mais longo no intuito de resolver definitivamente o problema, permanecendo licenciado de 26/04/10 a 30/06/10, com duas interrupções em 13/05/10 e 16/06/10. No período de férias legais, no mês de julho, permaneci em tratamento na cidade de São Paulo e, no último dia 02 de agosto, seguindo orientação médica, requeri nova licença por 60 dias, que agora interrompi por uma semana para participar de julgamentos pautados no Supremo Tribunal Federal;
5) Os dados médicos e os procedimentos a que me submeti ao longo dos últimos três anos estão fartamente documentados no serviço médico do STF;
6) Estes são os fatos e, diante das notícias de caráter sensacionalista e fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a paparazzi e fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até aconselhados pelos médicos que me assistem.

7) Por fim, em meio ao esforço redobrado para alcançar uma plena recuperação, reitero meu compromisso de cumprir com as atribuições constitucionais que me impõe o honroso exercício do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.


Brasília, 09 de agosto de 2010
Ministro Joaquim Barbosa

CONTRUÇÃO DO MEMORIAL SOBRE POLÍTICA NACIONAL DA DOENÇA FALCIFORME

Recebido por email.
Vamos dar uma força pessoal.

SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÕES PARA CONSTRUÇÃO DO MEMORIAL SOBRE AS AÇÕES DA POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL AS PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME.


Prezados Colaboradores,
Como parte das propostas previstas para a Campanha ``Doença Falciforme - 100 anos de Diagnóstico`` esta previsto a elaboração de um MEMORIAL sobre a Doença Falciforme, solicitamos que os Programas e Serviços de Atenção as Pessoas com Doença Falciforme nos envie em meio magnético ( CD ou DVD) arquivos sobre as atividades desenvolvidadas em pareceria com o Ministério da Saúde ao longo desses anos. Sugerimos que estes arquivos (Fotos, Material Didático, Cartazes, folders, vídeos entre outros) sejam separadas por pasta e que essa Pasta seja nominada por ano.


Junto com o CD ou DVD deve ser enviada também uma lista impressa com as legendas dos arquivos.

Solicitamos que nos envie esses arquivos até 20 de Agosto para:
Ministério da Saúde
Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados/DAE/SAS
Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme
SAF/SUL,Trecho 02,Edifício Premium,Torre 02 ala B, 2º andar, sala 202.
Brasilia -Distrito Federal
CEP 70070-600
A/C Carmen Solange Franco

Carmen S. Franco
Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme
Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados/DAE/SAS
Novo Endereço: SAF/SUL , Trecho 02, Edifício Premium, Torre 02, ala B, 2º andar, sala 202 , Brasília – DF - Cep 70.070-600.
Fone: 61.3315 6152 - 61.81358612
carmen.franco@saude.gov.br
www.saude.gov.br

RODA DE CONVERSA PARA BLOGUEIROS NO I CICLO DE CONVERSAS NEGRAS

Retirado do site Cada Minuto.
Ótima iniciativa. Poderia ser reproduzido em outros Estados.

08/08/2010
Roda de Conversa para blogueiros, blogueiras, twitteiros, twitteiras é um dos temas em debate no I Ciclo Nacional de Conversas Negras
por Arísia Barros

No dia 26 de agosto, quinta-feira, no “I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” especialistas nas temáticas, intelectuais e militantes negros debatem sobre o panorama dos usos das mídias sociais e suas possíveis influências no processo de construção de subsídios simbólicos que estabelecem parâmetros dos perfis e pensamentos da sociedade contemporâneas,como também na decisão do voto nas eleições 2010.

É uma apresentação de idéias visando o lançamento de novos olhares sobre conceitos antigos e estigmatizados.

Palestras que compõem a Roda de Conversas: “Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- 05 anos de atuação na luta pela diversidade étnico-racial na mídia e a inclusão negra no campo das novas tecnologias”,”Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook “, “Cultura e Mídia Não Discriminatórias e/ou Mais Mulheres Negras no Poder”, e “A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”.

A realização do “I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta’ traz como proposição o estabelecimento de um movimento concentrado de esforços individuais e coletivo visando difundir e debater o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais.

A realização do I Ciclo é do Projeto Raízes de Áfricas conta com o apoio do Ministério da Igualdade Racial, Ministério da Educação, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Centro de Estudos Universitários-CESMAC,Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, BRASKEM Secretaria de Estado da Mulher Cidadania e Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Educação, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado da Defesa Social, Polícia Civil do Estado de Alagoas, Faculdade Maurício de Nassau, Livrarias Paulinas, Faculdade Integrada Tiradentes, Instituto Federal de Alagoas, Prefeitura de Viçosa/AL e Polícia Militar.

O I Ciclo acontecerá entre os dias 24 e 26 de agosto na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA. Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, auditórios do térreo e 4º andar 57055-902 - Farol – Maceió - AL e contará com a participação de diversos intelectuais negros e negras e especialistas na questão.

Para solicitar sua inscrição gratuitamente, envie um e-mail, com os seguintes dados: nome, instituição, endereço, e-mail e telefone para: raizesdeafricas@gmail.com, promomaceio@paulinas.com.br ou podem ser feitas nas Livrarias Paulinas em Maceió- Rua Joaquim Távora, 71. Tel.: (82) 3201-6400 (82) 3201-6400  Mais informações: 8815-5794/8898-0689/8882-2033

O credenciamento ocorrerá no dia 24, das 07 às 8h30 da manhã, no local do encontro.

São 150 vagas disponíveis. Certificação de 30 horas.As oficinas temáticas terão custo de R$10,00 (dez reais)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ESTUDANTES DE CABO VERDE PARTICIPAM DE PROGRAMAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL

Retirado do site África 21.



04/08/2010
Intercâmbio

Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos.
Da Redação

Brasília - Um grupo de 31 estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-Cv) está Brasil para participar de projectos de investigação científica em oito universidadesbrasileiras. Esta é a segunda edição deste programa de mobilidade estudantil, denominado Programa de Iniciação Científica, que resultou do protocolo assinado em janeiro de 2009 entre a Uni-CV e a CAPES, instituição brasileira que coordena os projectos de iniciação científica, mestrados e doutorados.

Segundo a assessoria da Uni-CV, trata-se de um programa de mobilidade que tem como objectivo despertar vocações científicas em jovens graduandos. “Muito se fala na necessidade de fomento de investigação em Cabo Verde, como uma dimensão da qualidade, e nesta medida entende a Uni-CV que é preciso semear. Lançar programas de preparação de futuros cientistas. Além disso, é hoje tendência das universidades proporcionar aos seus estudantes uma vivência cosmopolita e multicultural”, lê-se na nota da universidade, segundo o site ASemana.

O programa envolve este ano as universidades federais de Goiás, Grandes Dourados (Mato Grosso do Sul), Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Uberlândia e a Universidade de Brasília. Para a sua efectivação contribuíram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a Embaixada do Brasil em Cabo Verde.

Seleção
Os estudantes foram seleccionados nos pólos da Uni-CV na Praia e no Mindelo com base no desempenho ao longo do percurso académico e pela importante e consistência dos projectos de investigação propostos. São 19 alunos e 12 alunas das áreas Ciências Biológicas, Engenharia Informática e de Computadores, Engenharia Química e Biológica, Física, Geografia e Ordenamento do Território, Matemática, Química, Ciências da Educação, Ciências Sociais, Filosofia, História e Línguas, Literaturas e Culturas.

Estes estudantes regressam ao país em finais de Setembro. Nessa altura realiza-se o II Congresso de Iniciação Científica da Uni-CV em que, à semelhança do ano passado, eles irão apresentar à comunidade académica os resultados dos seus projectos de investigação. Os trabalhos e as comunicações serão avaliados por uma comissão, formada por coordenadores de cursos da Uni-CV, e os melhores serão premiados.

domingo, 8 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO ALIMENTAR

Bem legal... retirado do youtube.

COM DESIGUALDADE, IDH-D DO BRASIL CAI 19%, APONTA NOA METODOLOGIA DO PNUD

Retirado do PNUD.


Brasília, 23/07/2010
Cálculo aplicado à América Latina reduz o Índice de Desenvolvimento Humano conforme as diferenças de rendimento, educação e saúde
Leia a íntegra
Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para América Latina e Caribe 2010 — Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade


IDH x IDH-D
O IDH-D não é comparável ao IDH tradicionalmente divulgado pelo PNUD no Relatório de Desenvolvimento Humano internacional (o de 2010 sai em outubro). Como usa dados de pesquisas domiciliares, foram feitas diversas adaptações.

Para o relatório da América Latina e do Caribe, foi desenvolvido um índice que leva em conta as mesmas três dimensões do IDH original: rendimento, educação e saúde.
Para o primeiro, usou-se a renda per capita domiciliar (no IDH tradicional, usa-se o PIB per capita). Em educação, entraram a taxa de alfabetização, como no original, e anos de estudo das pessoas de 7 anos ou mais (no relatório internacional, recorre-se à taxa bruta de matrícula). Em saúde, a expectativa de vida foi substituída por acesso a água potável e disponibilidade de banheiro no domicílio.

Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país. Os do Brasil referem-se a 2008.

da PrimaPagina

As condições de vida desiguais no Brasil corroem quase 1/5 do padrão de desenvolvimento do país, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo PNUD. O estudo traz o cálculo do IDH-D (Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade) que “penaliza” as diferenças de rendimentos, de escolaridade e de saúde. Para o Brasil, esse indicador que considera as disparidades é 19% inferior ao que leva em conta as médias nacionais. Ajustado de acordo com o mesmo método, o índice da América Latina e do Caribe tem queda semelhante (-19,1).

Os dados estão no Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe 2010, intitulado “Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade”. A publicação constata que a desigualdade na região é alta, persistente e ocorre em um contexto de baixa mobilidade social.

O texto aborda o fosso entre vários grupos (homens e mulheres, zona rural e urbana, brancos e negros/índios) e sob vários aspectos, mas a medida mais sintética apresentada é a nova versão do IDH. A metodologia que “pune” os locais mais desiguais já havia surgido em pesquisas do PNUD no México e na Argentina, mas é a primeira vez que é aplicada para uma região do globo.

O novo índice não pode ser comparado ao divulgado nos relatórios internacionais, pois usa indicadores diferentes (veja quadro ao lado). No estudo para a América Latina, o PNUD desenvolveu um IDH parecido com o original, levando em conta as médias de cada país, e depois o ajustou de acordo com a desigualdade, dando maior peso aos domicílios que estão na parte mais baixa da escala social. Os aspectos considerados foram os mesmos do IDH tradicional: renda, educação e saúde.

Num cenário em que se dá grande ênfase à disparidade, os países mais penalizados foram Nicarágua (em que o IDH ajustado é 47,3% menor que o que leva em conta as médias nacionais), Bolívia (-41,9%), Honduras (-38,4%) e Colômbia (-26,9%). Isso significa que, nessas nações, o “custo da desigualdade” é maior. Na outra ponta estão Uruguai (-3,9%), Argentina (-5,9%) e Chile (-6,5%). Os dados são de 2005 a 2008, de acordo com o país.

No Brasil, de acordo com cálculos baseados em números de 2008, o IDH-D sem ajusta de desigualdade é de 0,777, e o com ajuste, 0,629. No ranking dos dois índices o Brasil fica em oitavo na América Latina, embora a distância para o nono (República Dominicana) recue de 0,044 para 0,031 ponto.

SANTA CATARINA TEM BOM ÍNDICE DE CANDIDATAS MULHERES, MAS SISTEMA DE COTA NÃO CUMPRE MISSÃO

Retirado do site Clicrbs.

Eleições

05/08/2010
Algumas concorrentes são registradas por obrigaçao
SIMONE KAFRUNI
KAFRUNIsimone.kafruni@diario.com.br


O sistema de cotas na composição das nominatas de partidos e coligações, que determina a participação de 30% de mulheres na disputa das eleições 2010, não emplacou nem mesmo com a mudança na redação da lei.

Em Santa Catarina, o índice de candidatas é um dos maiores do país e passa de 28%, enquanto a média nacional é de 21,9%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas esses números não representam a realidade, já que algumas mulheres são registradas só para cumprir a cota.

A maior participação feminina na política foi tema, na quarta-feira, do Encontro Estadual de Mulheres Candidatas, promovido pelo Fórum Estadual de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos na Capital.

Segundo a advogada e diretora da União Brasileira de Mulheres, Alcenira Vanderlinde, a lei poderia ter surtido melhor efeito se o TSE não tivesse deixado a interpretação a cargo dos tribunais regionais.

— A lei antes dizia que "deverá ser reservado" um mínimo de 30% para mulheres. Com a reforma de setembro de 2009, a redação passou para "preencherá com 30% de mulheres e 70% de homens". Para nós, isso passa um sentido de obrigatoriedade, numa proporção que deveria ser respeitada. No caso de não completar o número de mulheres, retirar as candidaturas de homens até atingir a proporcionalidade 70/30 — afirmou.

Entretanto, a interpretação do TRE de SC permitiu que, caso os 30% de mulheres não fossem completados, os 70% de homens seriam mantidos. Mas a maioria dos partidos registrou suas nominatas antes do acórdão do TRE/SC, que permitiu essa leitura, o que distorce a realidade. A inexistência de qualquer punição para os partidos que não cumprem a determinação também inibe sua efetividade.

Confira os melhores e piores índices no país

As mudanças na lei eleitoral também determinam que 5% do fundo partidário seja destinado à preparação das mulheres. O partido que descumprir a lei terá que aumentar em 2,5% o percentual para a formação de mulheres no ano seguinte. A reforma na lei eleitoral estipulou que 10% do tempo da propaganda eleitoral gratuita na televisão seja dedicado às campanhas de candidatas mulheres.

ARTIGO - AÇÕES AFIRMATIVAS: AMPARO CONSTITUCIONAL

Retirado do site Direitonet.

Versa sobre as ações afirmativas e sua legitimidade jurídica.
19/jul/2010
Veja o perfil deste autor no DireitoNet
mailto:DireitoNetumberto.noce@hotmail.com
Umberto Abreu Noce
Apesar de o termo Ação Afirmativa ter surgido nos Estados Unidos da América em 1960, quando o então presidente John F. Kennedy elaborou uma série de políticas de discriminação positiva, visando promover os negros a uma igualdade com os brancos em uma época onde havia um regime de segregação racial em seu país.Apesar de o termo Ação Afirmativa ter surgido nos Estados Unidos da América em 1960, quando o então presidente John F. Kennedy elaborou uma série de políticas de discriminação positiva, visando promover os negros a uma igualdade com os brancos em uma época onde havia um regime de segregação racial em seu país.

As primeiras demonstrações de políticas deste gênero surgiram na Índia na década de 1940, porém com o nome de Medidas Afirmativas, estas tinham como finalidade fazer com que o Parlamento Indiano fosse composto também por membros de castas inferiores. Contudo, a partir destas duas experiências, diversos países inclusive o Brasil vêm adotando medidas de descrímen positivo, visando reduzir desigualdades históricas e contemporâneas dentro de uma sociedade. O que se busca discutir neste texto é se o ordenamento jurídico Brasileiro agasalha a implantação de ações afirmativas no Brasil sem que haja desconformidade com os princípios constitucionais.

Para se discutir a validade destas ações sob a luz do Direito Brasileiro é necessário primeiro que se defina um conceito de igualdade, conceito este submetido a evoluções, distorções e adaptações no decorrer história da humanidade. Na Grécia e Roma antiga seria inaceitável defender uma igualdade como nos moldes atuais em um tempo onde a escravização e os privilégios a determinados grupos eram institucionalizados.
Com o advento da revolução Francesa e a consolidação dos ideais iluministas, criou-se o conceito de igualdade formal onde não haveria distinções perante as leis. Como um dos pilares da revolução Francesa, a igualdade civil ou formal apenas equiparou os cidadãos e o Estado perante a lei, que deveria ser obedecidas por todos impossibilitando-se assim o arbítrio por parte do chefe de governo, no entanto as desigualdades sociais e as exclusões de determinados grupos permaneceram inalteradas nas democracias liberais. Sobre este tema afirma o professor Mario Lucio Quintão:

Na democracia liberal, a igualdade política entre os indivíduos, meramente formal, engendrou uma sociedade desequilibrada. A livre concorrência favoreceu o acúmulo de bens pela burguesia em detrimento dos segmentos proletarizados(1)”. Configurando-se assim como uma mera formalidade que na verdade em muitos momentos aumentava a distância entre burguesia, que agora detinha poderes políticos e o proletariado que não tinha meios para exercer qualquer participação na vida política do Estado.
Nas democracias atuais este conceito da igualdade formal continua válido, no entanto com a evolução do Direito e da interpretação do princípio da isonomia contido nos textos constitucionais esta igualdade não deve limitar-se a eqüidistância entre todos os cidadãos na lei, deve-se procurar conjuntamente uma igualdade de oportunidades, condições e instrumentos para igualar os desiguais. Ao se oferecer condições para que segmentos historicamente excluídos ou em desvantagem na sociedade busquem ascensão social, visa-se efetivar uma igualdade material, ou seja, reais condições a todos de exercerem seus Direitos.

MAPA DA VIOLÊNCIA NO BASIL: MEIO MILHÃO DE HOMICÍDIOS EM UMA DÉCADA

Retirado do site Agência Senado.
ESPECIAL
29/07/2010
[Foto: Em 2000, 130 mil cruzes foram fincadas no gramado em frente ao Congresso Nacional em protesto contras as mortes registradas no ano anterior]
Realizado pelo Instituto Sangari, o Mapa da Violência 2010: Anatomia dos Homicídios no Brasil comprovou queda no índice de assassinatos entre 1997 e 2007. Ainda assim, mais de 500 mil pessoas foram vítimas desse tipo de crime no país na década analisada. O que mais preocupa, segunda alerta o estudo, é a crescente incidência de mortes violentas entre jovens de 15 a 24 anos. Em 2007, apenas 18,6% da população brasileira situava-se nessa faixa etária, que, em contrapartida, concentrou 36,6% dos homicídios registrados naquele ano. O Brasil é o sexto país no ranking mundial de assassinatos de jovens.
Se a taxa de homicídios entre os não-jovens apresentou uma tendência de declínio entre 1980 e 2007, passando de 21,1 para 19,8 em cada 100 mil habitantes, movimento contrário foi observado entre a juventude. O índice de assassinatos entre a população de 15 a 24 anos, que era de 30 em cada 100 mil jovens, em 1980, saltou para 50,1 em 2007 (veja no gráfico).
E o que estaria por trás do crescimento das mortes violentas entre os jovens? Segundo o Mapa da Violência 2010, quase metade dos homicídios está relacionada à concentração de renda. E são justamente os jovens os mais afetados pelos efeitos perversos desse indicador. Mais do que a pobreza absoluta ou generalizada, o estudo adverte que é a pobreza dentro da riqueza que mais influencia os níveis de homicídio de um país.
  
Negros e interiorização da violência
Não bastasse a fragilidade juvenil evidenciada por esses dados da violência letal no país, a edição 2010 do Mapa da Violência trouxe uma triste novidade: o avanço das mortes violentas sobre a população negra. Enquanto se constatou a redução de 18.852 para 14.308 (queda de 24,1%) dos homicídios entre os brancos no período de 2002 a 2007, o inverso ocorreu entre os brasileiros negros, faixa populacional onde o número de vítimas subiu de 26.915 para 30.193 (crescimento de 12,2%) nestes cinco anos.
"Em 2002, considerando as magnitudes populacionais, morriam proporcionalmente 45,8% mais negros que brancos. Em 2004 essa proporção eleva-se para 73,1%, para, em 2007, chegar à casa de 107,6%. Assim, proporcionalmente, em 2007 morre mais que o dobro de negros do que brancos, numa escalada que tem graves e preocupantes significações", detalha o estudo, comandado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.

A distribuição espacial desses homicídios também experimentou mudanças ao longo da década descrita. De acordo com essa última edição do estudo, as taxas de assassinatos nas capitais caíram de 45,7 por 100 mil habitantes, em 1997, para 36,6 em 2007. Em compensação, no mesmo período, as ocorrências em municípios do interior subiram de 13,5 para 18,5. Descrito como "interiorização da violência", o fenômeno não significa que os registros de homicídios no interior dos estados são maiores que os dos grandes centros urbanos. Demonstra, entretanto, um movimento de expansão naquelas localidades.
O estudo observa ainda que esses elevados níveis de violência homicida colocaram o Brasil bem à frente de países que enfrentaram conflitos armados na década 1997/2007. O Mapa da Violência 2010 rebate a tese da violência juvenil como fenômeno mundial, atestando que os índices de vitimização juvenil no Brasil são "anormalmente" elevados dentro do contexto internacional.
"Morrem, aqui, por homicídio, proporcionalmente, 2,6 jovens para cada não-jovem, índice pouco comum no mundo. Metade dos 79 países analisados não parece apresentar tais problemas de violência em sua juventude: ou porque morre, proporcionalmente, a mesma quantidade de jovens que não-jovens, ou porque morrem menos jovens que pessoas fora dessa faixa etária", relata o estudo.
Esse cenário levaria a crer que, longe de ser um fenômeno universal, a violência homicida juvenil tem, na verdade, um viés social e cultural.  
Simone Franco / Agência Senado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ECONOMISTAS DIZ QUE ACORDOS DE PARCERIA NÃO FAVORECEM PAÍSES AFRICANOS

Retirado do site África 21.



29/07/2010
APE/ Crítica

"Na sua formulação atual, estes acordos visam estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja, o contrário daquilo que a África espera da Europa", diz o economista.
Da Redação, com agência

Paris - Os Acordos de Parcerias Económicas (APE), na sua atual versão, não favorecerão o desenvolvimento econômico dos países africanos, alertou, em Paris, o economista camaronês Ferdinand Bakoup.

"Nota-se bem que, na sua formulação atual, estes acordos visam antecipadamente estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja o contrário daquilo que a África espera da Europa", advertiu Bakoup, numa entrevista à Panapress.

O autor de "África pode ganhar o seu lugar na globalização para uma política econômica sistêmica" editado na editora Harmattan lamentou que os APE não tivessem em conta as verdadeiras implicações das relações econômicas entre as duas partes.

Na sua ótica, a Europa deve tomar medidas para estimular e diversificar a procura europeia de bens e serviços em direção à África.

"Ela deve igualmente orientar a sua ajuda no sentido de melhorar a competitividade das empresas africanas a fim de que elas possam responder eficazmente a esta procura crescente", defendeu Bakoup, dizendo ser de opinião que, em princípio, estes acordos deveriam visar estes principais objetivos.

O também especialista em chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) indicou que estas preocupações que fundamentam as relações econômicas equilibradas entre África e Europa foram infelizmente ocultadas pelos APE.

O economista camaronês criticou por outro lado a estratégia europeia visando levar países africanos a assinarem isoladamente os APE, ao passo que África privilegia acordos concluídos com as Comunidades Econômicas Regionais (CER), a fim de reforçar a integração regional.

Várias ONGs africanas e internacionais manifestaram-se em Bruxelas, na Belgica, contra este projeto da UE de levar os países africanos a assinarem os APE na sua atual versão.

FAMILIARES DE JOVEM NEGRO BALEADO EM NY VÃO RECEBER 3,25 BILHÕES

Retirado do site AFP.
Se fosse no Brasil essa indenização ia demorar uns 50 anos para ser decidida e mais uns 50 para liberarem a indenização.
Familiares de jovem negro baleado em NY vão receber US$ 3,25 milhões

(AFP) – há 6 dias

NOVA YORK — A família de Sean Bell, um negro morto em 2006 pela polícia com 50 tiros, recebeu 3,25 milhões de dólares em indenizações, anunciou o Departamento Jurídico da cidade de Nova York.

Conforme o acordo assinado por um juiz federal, outras duas pessoas que ficaram feridas no incidente, Joseph Guzmán e Trent Benefield, receberam respectivamente 3 milhões e 900 mil dólares.

"A cidade de Nova York lamenta a perda de vidas humanas neste trágico caso e oferece suas condolências à família Bell", disse nesta quarta-feira em um comunicado o dirigente do Departamento Jurídico, Michael Cardozo.

O acordo é o resultado de uma ação civil contra a cidade de Nova York aberta pela família de Bell e as duas vítimas que sobreviveram à chacina.

POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA DIZ QUE CUMPRIU A LEI AO IMPEDIR ENTRADA DE CAMARONÊS NO PAÍS

Retirado do site África 21.

29/07/2010
Brasil
Boniface Ofogo Nkama veio ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.
Hélia Ventura

Belo Horizonte - A assessora de Comunicação da Polícia Federal de Belo Horizonte, Luciana Saldanha, confirmou ao África21 Digital que a proibição de entrada no Brasil do camaronês Boniface Ofogo Nkama se deu exclusivamentre por falta de visto.

Ela rechaça as acusações de preconceito feitas pela idealizadora e produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, Benita Prieto, que alegou o fato de o estrangeiro ser negro, africano e artista como motivos para ele ser barrado.

Segundo a assessora, a acusação de preconceito é descabida, pois diariamente chegam ao Brasil pessoas negras de diversas nacionalidades, incluindo, naturalmente, africanas. Mas para a entrada no Brasil elas têm que ter o visto, caso esta exigência conste das condiçõies exigidas pelo país, o que ocorre em relação a Camarões.

O caso
Boniface Ofogo Nkama, nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, foi convidado para vir ao Brasil para participoar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, que acontece no Rio de Janeiro e em Ouro Preto.

Ele foi impedido de entrar no Brasil, ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, no dia 23 deste mês, vindo de Madri em voo da TAP, pela Polícia Federal, que alegou falta de visto. Com isto, ele teve que retornar no mesmo dia para a Espanha.

Segundo informação da organizadora do evento, o camaronês teria sido informado em Espanha por diplomata brasileira que não teria necessidade de visto, pois os cidadãos de Camarões estariam isentos.

3ª CAMINHA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

EU TENHO FÉ! - EU TENHO FÉ!  www.eutenhofe.org.br

O Eu Tenho Fé! é um movimento sem fins lucrativos, coordenado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) formado por diversas organizações religiosas, instituições estatais e vítimas de intolerância religiosa. Fundada em março de 2008.

PARA PESQUISADOR, COTAS FAVORECEM MUDANÇA GRADUAL NO JOGO POLÍTICO

Retirado do site Correio do Estado.

ELEIÇÕES 2010
Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O professor José Eustáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGEÓrgão da administração pública federal subordinado ao Ministério do Planejamento. Principal provedor de dados e informações oficiais do país. Suas principais funções são: - produção e análise de informações estatísticas, - coordenação e consolidação das informações estatísticas, - produção e análise de informações geográficas, - coordenação e consolidação das informações geográficas, - estruturação e implantação de um sistema da informações ambientais, - documentação e disseminação de informações e - coordenação dos sistemas estatístico e cartográfico nacionais. ), afirma que as cotas para candidatas não só garantem mais espaço para as mulheres na política como favorecem uma mudança gradual no comportamento feminino na área. "Com a obrigatoriedade de um número mínimo de candidatas, os partidos se veem obrigados a preparar as mulheres para a vida pública, seja oferecendo cargos em secretarias de estado ou empresas públicas, por exemplo, ou até na própria executiva do partido. A ideia aqui é que os partidos invistam na qualificação das mulheres e, dessa forma, elas participem cada vez mais do jogo político", explica.

Além disso, segundo o pesquisador, a candidatura de mulheres tem o potencial de divulgação dos nomes e rostos femininos: "Mesmo que uma candidata não ganhe a eleição deste ano, ela ganhará experiência e reconhecimento. Assim, fica mais fácil vencer numa próxima eleição".

Para a cientista política e consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Fernanda Feitosa, as cotas devem compensar a pouca "tradição histórica" de participação feminina na política. "O processo é educativo — não há como aprender participação política a não ser pela prática", defende.


Parlamentares mulheres
A deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da bancada feminina da Câmara, acredita que a mudança é positiva e que o aumento do número de mulheres pode até alterar a agenda política do Parlamento. "As parlamentares mulheres dão prioridades a políticas públicas igualitárias e que beneficiem o bem-estar das famílias, das crianças e dos adolescentes", argumenta.

Já para Fernanda Feitosa, a perspectiva de aumento da participação feminina na política é uma questão de "representatividade democrática": "Nós somos mais da metade do eleitorado e menos de 10% do Parlamento — alguma coisa aí não está correta."
(Agência Câmara de Notícias)

NA ERA DAS NOTÍCIAS ONLINE, JORNALISTAS ESTÃO SOFRENDO EXAUSTÃO

Retirado do site Jornalismo nas Americas.

Blog de Notícias
O New York Times observa esta semana que os jornalistas estão sofrendo cada vez mais cedo de fadiga e exaustão. Enquanto nos jornais impressos a adrenalina se concentrava na hora do fechamento, os jovens repórteres das redações online produzem o dia inteiro numa velocidade frenética.

A matéria cita o exemplo do site Politico, muito influente na política de Washington: repórteres extenuados costumam encontrar e-mails enviados de madrugada pelos seus chefes, reclamando de matérias que saíram só na concorrência. Novos tipos de cobrança aumentam a tensão.

Na redação da Gawker em Manhattan, uma televisão mostra as matérias mais lidas em tempo real, com o nome do autor e o número de vezes que a página foi acessada. O resultado desse ambiente é um alto índice de rotatividade em algumas redações.

Duy Linh Tu, coordenadora do programa de mídia digital da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, afirmou ao NYT que está preocupada com o “burnout”: “Quando meus alunos aparecem para uma visita, eles carregam a exaustão de uma pessoa que vem trabalhando há uma década, não um par de anos.”

Talvez outro motivo da fadiga seja o tipo de notícias que muitos repórteres são obrigados a buscar para preencher as necessidades do ambiente digital. Ao invés de bater perna em busca de uma boa história, aponta o NYT, eles ficam na frente do computador procurando qualquer coisa que possa impressionar os algoritmos do Google e chamar a atenção do leitor.

Volta e meia, esse clima de descontentamento se reflete em sátiras na internet. A revista de humor americana The Onion publicou um texto ironizando, do ponto de vista de um repórter, a cobertura das novas ferramentas digitais. O título diz: “Novo site de rede social muda a forma em que Oh, Jesus, esquece – deixe alguém mais escrever sobre essa droga”. No blogSalvar um Jornalista”, um ex-repórter espanhol criou depoimentos fictícios sobre os problemas nas redações e uma página de denúncias.

O site Editorsweblog argumenta que, se os jornais querem sobreviver, eles devem sim acompanhar o ritmo das notícias, mas também cuidar bem de seus funcionários. E cita uma pesquisa do Pew Research Center: 20% dos editores nos EUA acham que as redações estão pequenas demais para produzir além do mínimo necessário.

Outras notícias relacionadas:
» Jornalistas estão ficando exaustos com as exigências das novas tecnologias (Centro Knight)
» Analisando o site de notícias "Politico" no mundo do "jornalismo pós-impresso" (Centro Knight)
Publicado por Maira Magro at 07/22/2010

DOSSIÊ MULHER 2010

Retirado do site Observatório Brasil da Igualdade de gênero.
Essa postagem segue a anterior sobre violência maior na mulheres negras do Rio de Janeiro. Clique aqui.
Para ter acesso ao Dossiê clique aqui ou neste link alternativo.

Dossiê Mulher 2010
21.05.2010 - Em sua quinta edição, o Dossiê Mulher apresenta dados sobre a violência contra as mulheres no estado do Rio de Janeiro com base nas ocorrências registradas nas delegacias policiais fluminenses durante o ano de 2009

O Dossiê tem como objetivo traçar um diagnóstico dos principais crimes relacionados à violência contra as mulheres. Foram selecionados e analisados os crimes de estupro, lesão corporal dolosa, ameaça, homicídio doloso e tentativa de homicídio. O estudo apresenta dados do ano de 2009, além de informações relativas ao ano anterior para abordagens comparativas. Trata-se de uma iniciativa do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que teve início há cinco anos, com dados dos anos de 2004 e 2005. Desde então, são feitas atualizações anualmente.

O Dossiê traz, primeiramente, o histórico de cada delito, mostrando a sua evolução anual, além de uma análise por sexo das vítimas, que apresenta o percentual total de homens e mulheres vítimas dos crimes. A análise leva em conta a importância dos dados relacionais, dando enfoque a aspectos como idade, cor, estado civil e provável relação entre autor/acusado e vítima, sendo possível traçar um perfil das mulheres.

De acordo com a publicação, as mulheres são as maiores vítimas de lesão corporal dolosa (88% do total de vítimas), estupro (73% do total de vítimas - em virtude da mudança proporcionada pela Lei 12.015/09, o estupro, no estudo, corresponde ao somatório dos crimes de atentado violento ao pudor e estupro) e ameaça (66% do total de vítimas).

O relatório traz ainda números alarmantes sobre a relação vítima/acusado. Em mais da metade das ameaças e dos casos de lesão corporal contra as mulheres, os acusados são companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em casos de estupro, 29% eram pais, padrastos ou parentes das vítimas e, se forem somados os companheiros, ex-companheiros e pessoas conhecidas, é possível concluir que, em 49,3% dos estupros registrados, a vítima conhecia o agressor. Em 30,3% dos registros de tentativa de homicídio e 11,3% de homicídios dolosos, os acusados também eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres.

Quanto ao perfil das mulheres, o relatório aponta que, em 56,8% do total de registros de ameaça e em 52,9% dos registros de lesão corporal dolosa, as mulheres tinham entre 25 e 44 anos de idade. Já com relação aos estupros, 58,4% das vítimas tinham entre 0 e 17 anos. O Instituto de Segurança Pública pretende, com a apresentação dos dados, contribuir para a conscientização da sociedade brasileira sobre a necessidade de combater a violência praticada contra as mulheres, aumentando a visibilidade do problema.

Acesse aqui o Dossiê Mulher 2010.

NEGRAS SÃO AS PRINCIPAIS VITÍMAS DA VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

Retirado do blog Caminhada Azoany.
Jul/19/2010

Rio de Janeiro - A mulheres negras têm mais chance de serem alvo de violência no Rio de Janeiro, segundo constata pesquisa divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), na semana passada, baseada em dados coletados em 2009.
O Dossiê Mulher 2010 mostra que as mulheres pretas e pardas (negras, na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso - aquele em que há intenção de matar - (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%). As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).

De acordo com a coordenadora da organização não-governamental Crioula, Lúcia Xavier, embora o racismo não esteja evidente nos casos de violência contra a mulher negra, está por trás de processos de vulnerabilização dessas mulheres, que as deixam mais expostas a situações de violência. Para ela, a sociedade desqualifica as mulheres negras.

"O racismo permite que a sociedade entenda que essas mulheres [negras] podem ser violentadas", afirmou Lúcia. "Está aí a representação delas como lascivas, quentes, sem moral do ponto de vista da sua experiência sexual. Logo, acabam mais vulneráveis para essa violência".

Em todos os crimes listados no dossiê, também chama a atenção o percentual de vítimas que conheciam os agressores. Nos casos de lesão corporal, 74% das mulheres tiveram contato com os acusados, entre os quais 51,9% eram companheiros ou ex-companheiros. Pai ou padrasto, parentes e conhecidos somaram 22,1% dos agressores.

Nas ocorrência de tentativa de homicídio, a pesquisa constatou que em 45,8% dos casos as vítimas também conheciam os agressores, assim como em 38,8% dos casos de estupro e atentado violentado ao pudor, dos quais 58,4% do total de vítimas tinha até e 17 anos.

"As pessoas que se relacionam intimamente também reproduzem essa violência simbólica do racismo", destacou a coordenadora da Crioula.

Um das pesquisadoras responsáveis pelo estudo do ISP, a capitã da Polícia Militar Cláudia Moares, não faz a mesma avaliação de Lúcia Xavier. Para a militar, a pesquisa não traz elementos suficientes para relacionar a violência contra as mulheres negras ao racismo.

Cláudia destaca também que as mulheres brancas, em termos percentuais, sofrem quase a mesma violência que as mulheres pardas.

"Essa violência, do tipo doméstica, é democrática, afeta todo os níveis e classes sociais", afirmou. A pesquisadora também questionou o critério de auto-declaração racial, definido pela própria vítima.

"A pesquisa não traz elementos para afirmar que a questão de raça é um fator motivador da violência. Encontramos maior distribuição [entre pretas e pardas], até porque essa cor é auto-declarada, não é estabelecida pela pessoa que fez o registro", explicou Claudia.

Edição: Tereza Barbosa
Fonte: Caminhadaamazoany

ESTUDO APONTA QUE AFRO-DESCENDENTES E HISPÂNICOS TEM MAIOR CHANCE DE TER CÂNCER DE PELE

Retirado do site Gelédes.

Noticias de Saúde
Se você sempre ouviu dizer que quem tem a pele branquinha corre mais riscos ao se expor ao sol do que quem tem a pele morena, saiba que um novo estudo divulgado por um hospital da Flórida acaba de desmentir isso.

O estudo, realizado com cerca de 40 mil pacientes com melanomas, apontou que os casos avançados da doença são mais comuns em afro-descendentes (26%), seguidos por hispânicos (18%) e caucasianos (12%). "Há um equívoco muito comum ao dizer que afro-descentes e hispânicos não desenvolvem câncer de pele. Isso não poderia estar mais longe da verdade", afirmou a Dra. Marcy Street, responsável por coordenar a pesquisa. "Pessoas com a pele mais clara são alertadas constantemente a respeito dos perigos do câncer de pele. Já os negros e latinos não costumam apresentar sinais de queimadura de sol - por exemplo, vermelhidão e pele queimada -, acabam não se preocupando muito", explicou.

A médica também aconselha a procurar por mudanças na pele das mãos, pés e lugares escondidos. "Todas essas áreas do corpo devem ser checadas com regularidade", alertou.

Fonte: Virgula

domingo, 1 de agosto de 2010

MATO GROSSO DO SUL CONCENTRA ASSASSINATOS DE INDÍGENAS

Retirado do site Repórter Brasil.

22/07/2010
Relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) alerta para a situação dos Guarani Kaiowá, vítimas de mais da metade dos assassinatos em 2009, além de tentativas e ameaças. Violência guarda relação com conflitos fundiários

Por Bianca Pyl

Pelo quinto ano consecutivo, o estado do Mato Grosso do Sul concentrou a maioria dos assassinatos de indígenas no país. Dos 60 assassinatos registrados em 2009, 33 ocorreram no Mato Grosso do Sul.

Todas as vítimas são Guarani Kaiowá, como no ano passado. Além disso, todos os 19 casos de suicídio se deram no mesmo estado. Os dados fazem parte do Relatório de Violências Contra Povos Indígenas 2009, lançado este mês pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O estudo destaca o alto índice de suicídio entre os Guarani Kaiowá. "O índice nacional de suicídio é 4.5, ou seja, para cada 100 mil pessoas há 4,5 casos de suicídio. Com 18 suicídios para uma população estimada em 40 mil Guarani Kaiowá, o índice é de 44, quase 10 vezes a média nacional e mais alto do que os mais altos índices nacionais no mundo".
Conflitos fundiários se destacam como causa central para o quadro de violência no Mato Grosso do Sul, avalia a antropóloga Lúcia Helena Rangel, que coordenou a elaboração do relatório. "Às vezes, não há relação direta entre o conflito e o episódio de violência. Mas analisando todas as situações que levantamos em todos os relatórios, vemos que o conflito é a base".

Segundo ela, as mortes de índios Guarani Kaiowá são um problema histórico. "O problema se inicia com a demarcação de oito áreas, lá no tempo do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), da década de 1950 pra cá, em que se pretendeu colocar toda a população dentro dessas áreas para abrir espaço para o desenvolvimento econômico", explica.

A antropóloga, que foi entrevistada para o programa de rádio Vozes da Liberdade, informa que a população Guarani é muito grande, por volta de 45 mil pessoas, e as áreas demarcadas são muito pequenas. "Algumas áreas indígenas estão dentro de fazendas e os índios não conseguem viver do seu modo. Isso gera muitas tensões e conflitos até entre os próprios índios".

EVENTO 1º SEMINÁRIO AÇÕES AFIRMATIVAS NA UFRGS

Recebido por email.
Para ampliar clique na imagem.

INFORGRAFIA "CANDOMBLÉ" GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL

Retirado do site do jornal Extra.
Clarissa Monteagudo - 21.07.2010
Infografia começa com a chegada dos escravos ao Brasil, trazendo as influências religiosas que geraram o candomblé e mostra dados históricos e culturais da religião
O infografista Ary Moraes e a repórter Clarissa Monteagudo receberam o prêmio de Excelência Jornalística 2010 da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), pela infografia "Candomblé". O trabalho foi publicado no EXTRA do dia 25 a 31 de janeiro de 2009, durante a série de reportagens "Inimigos de fé". O júri destacou o formato das páginas que permite fazer uma coleção com informações históricas e culturais sobre o candomblé, elogiou o uso das cores e a integração entre a infografia e o tema das reportagens, que abordaram o preconceito contra religiões de matriz africana no Brasil.  O prêmio SIP foi criado para estimular a liberdade de expressão e premiar a excelência jornalística em todo o continente americano. A entrega do prêmio a Ary Moraes e Clarissa Monteagudo será durante a 6ª Assembleia Geral da SIP no México.
O grande prêmio SIP foi concedido ao jornalista venezuelano Guillermo Zuloaga, por ser um símbolo na luta da liberdade de expressão no seu país.

Veja a infografia premiada da série Inimigos de fé:
Início da série: A intolerância nas escolas
Segundo capítulo: As dificuldade para denunciar
Terceiro capítulo: O sofrimento nas famílias
Quarto capítulo: Invisíveis no mercado de trabalho
Quinto capítulo: Preconceito e violência
Sexto capítulo: O preconceito nas ruas
Sétimo capítulo: A paz é possível