quinta-feira, 10 de abril de 2008

EVENTO NO GRANES QUILOMBO NO RJ

Encontro Quilombola. Imperdível. !!!!!
Música, cerveja e a saborosa cozinha quilombola.

“No meu modo de pensar, as escolas de samba já acabaram.
Não existe mais escola de samba. Há só uma agora, a Quilombo.
As outras são show”
Cartola, 1978

O GRANES QUILOMBO retoma a sua roda de bamba, animada pelo grupo UTO TOMBO, que significa “feito com amor”, interpretando os melhores sambas de Antônio Candeia, Silas de Oliveira, Cartola, Monarco, Mano Décio, Helton Medeiros, Paulinho da Viola, e tantos outros de igual qualidade.

Próximo sábado: dia 12 de abril
GRANES QUILOMBO – Rua Ouseley, 810 – Acari-Fazenda Botafogo
Vá de Metrô e caia na quadra do GRANES QUILOMBO. Estação Acari-Fazenda Botafogo
Horário: das 12:00 às 17:00 hs

ENTRADA FRANCA
O Grêmio Recreativo de Arte Negra escola de samba Quilombo, foi fundado em 8 de dezembro de 1975 por Antônio Candeia juntamente com Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jorge Coutinho, Martinho da Vila, Monarco, Délcio Carvalho, dentre outros, inconformados com a descaracterizaçã o das escolas de samba, submetidas aos ditames dos patrocinadores.
O GRANES QUILOMBO, ao buscar sua identidade, tornou-se um reduto de resistência e valorização das tradições culturais e manifestações artísticas populares, sem distorção da original cultura do negro brasileiro.
Contamos com a sua presença e a dos seus amigos.
AXÉ,
Cély Leal - 9326.1776

VERBA PARA A SAÚDE DOS ÍNDIOS É CONSUMIDA EM FESTAS GRÃ-FINAS

Retirado do site do Correio Brasiliense

Renato Alves
Do Correio Braziliense
09/04/20080

8h39-

Urso branco, rena e alce de pelúcia. Batatinhas com caviar, bombons de salmão defumado com alcaparras, bacalhau gratinado. Os itens fazem parte das decorações e recepções pagas pela Editora Universidade de Brasília com dinheiro destinado à melhoria da saúde dos povos indígenas. O órgão gastou cerca de R$ 50 mil em enfeites, cafés da manhã, almoços e jantares, somente nos últimos três meses de 2007. Promotores de Justiça desconfiam de que verba pública foi usada até em eventos particulares como casamento e festa de criança. Tudo sem licitação.
Os gastos foram descobertos em auditoria feita pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), que após o escândalo envolvendo a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), começou a investigar a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde (Funsaúde), também ligada à UnB. As despesas com festas foram pagas por meio de conta bancária mantida com recursos públicos pela Editora UnB, subcontratada pela Funsaúde para executar projetos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
A Funasa assinou convênio com a UnB em 2006. A universidade transferiu o contrato para a Fundação Universitária de Brasília (Fubra). Desde 2007, o projeto era executado pela Funsaúde, sob a coordenação de Alexandre Lima, então diretor-executivo da Editora UnB. De acordo com o MPDF, houve aumento de 5% para 7,5% na taxa de administração do contrato assinado entre UnB e Funsaúde. Essa diferença de 2,5%, segundo o promotor Antônio Ricardo de Souza, era depositada em conta administrada por Alexandre Lima, que teria autorizado os gastos citados.
“Belíssima cascata”
Integrantes da Promotoria de Fundações e de Entidades de Interesse Social conseguiram reunir os originais de mais de três dezenas de pedidos, autorizações e notas fiscais dos gastos da Editora UnB com recepções e decorações. Os documentos estão anexados ao processo sobre a destinação de recursos da Funasa, por meio do convênio com a Funsaúde e a Editora UnB. “A apresentação do orçamento do aluguel de um espaço indica que a verba pública foi gasta em uma festa de casamento”, revela o promotor Ricardo Antônio de Souza, um dos três promotores do caso.
Ele se refere ao aluguel de R$ 8 mil da Maison Chantal, espaço para festas na Quadra 3 do Setor de Mansões Park Way, assim apresentado em sua página na internet: “Situado a pouco mais de 15km do centro de Brasília no Setor de Mansões Park Way, cercada por lindos jardins, belíssima cascata e conta ainda com uma infra-estrutura perfeita composta por suíte de apoio, banheiros requintados, ampla cozinha e cabine de som”. A Editora UnB, conforme investigação do MPDF, também era cliente assídua de outro estabelecimento requintado da capital do país, o Renata La Porta Buffet.
Famoso pela qualidade dos serviços — muito requisitados pelos noivos mais endinheirados, empresários e políticos de Brasília —, o La Porta cobrou pelo menos R$ 100 por convidado da Editora. Em ocasiões como um jantar para oito pessoas, o valor foi a R$ 177 por cabeça. Todos os pedidos, autorizações e notas fiscais apreendidos pelo MPDF são assinados por Alexandre Lima.
Na mira da CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs convocou Alexandre Lima para explicar a liberação de R$ 14 milhões, destinados a pagamento de serviços de terceiros, para a Funsaúde. Lima, no entanto, faltou à sessão, há três semanas. Ele alegou problemas de saúde, mas não informou a doença nem seu estado clínico. O Correio ligou diversas vezes para o telefone celular do ex-diretor-executivo da Editora UnB. Ele não atendeu nem retornou as ligações.
Lima entregou, há duas semanas, uma carta pedindo o afastamento do cargo e da coordenação do projeto até que as denúncias sejam apuradas. O reitor da UnB, Timothy Mulholland, aceitou o pedido.
A Secretaria de Comunicação (Secom) da universidade pediu um questionário ao Correio com as perguntas sobre os gastos da Editora em recepções e enfeites. As perguntas foram enviadas por e-mail, como queria a Secom. A secretaria informou que “uma sindicância vai ser aberta para apurar possíveis irregularidades”. Alegou que dará mais informações sobre os gastos hoje, e que “o trabalho de atendimento à imprensa está prejudicado pela invasão”. A sede da Secom está ocupada desde quinta-feira.

OAB, MEC E PF ENTRAM NAS NEGOCIAÇÕES PAR ADESOCUPAR REITORIA DA UNB

Retirado do site do CorreioWeb

08/04/2008
18h43-

As negociações para acabar com invasão dos alunos da Universidade de Brasília (UnB), que há seis dias ocupam a reitoria da instituição, já alcançaram âmbito nacional. Além da Polícia Federal, os estudantes agora conversam com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério da Educação (MEC), intermediados pela Associação dos Docentes da UnB (Adunb). Eles também se organizam em assembléia para definir os rumos do movimento. Mas, por enquanto, o impasse continua.
Durante toda a tarde desta terça-feira, o presidente da OAB, Cezar Britto, professores e funcionários da UnB, assessores do reitor Timothy Mulholland e representantes do movimento estudantil se reuniram a portas fechadas para negociar uma forma pacífica de encerrar a discussão. A pedido dos alunos, no início da tarde, a presidente da Adunb, Rachel Nunes, conversou com o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre a crise instaurada na universidade desde a última quinta-feira. “Estamos unindo todos os esforços no sentido de garantir a negociação efetiva entre as partes, queremos garantir que não haja força policial e que o abastecimento de água e luz seja retomado, pois como está ficando difícil até para conversar”, comenta a representante dos professores da UnB.
Segundo Rachel Nunes, Fernando Haddad mostrou-se solidário e preocupado com a integridade física dos alunos. No entanto, o ministro disse que respeita a autonomia da universidade pública e, portanto, não vai interferir diretamente no caso. “Nós nem queremos intervenção na universidade, mas o ministro serve como mais um canal para facilitar o restabelecimento das negociações”, ressalta a presidente da Adunb.
A Polícia Federal também participa das negociações e pediu aos manifestantes que desocupem parte do prédio. A expectativa é de que os alunos respondam à proposta até a manhã desta quarta-feira. Neste momento, os estudantes estão em assembléia para discutirem mais uma vez os rumos da manifestação.

Reitor da UnB é denunciado por improbidade administrativa
Alunos decidem esvaziar salas de aula para pressionar reitor

Servidores da UnB protestam contra ocupação da reitoria
Verba para saúde dos índios é consumida em festas grã-finas
OAB, MEC e PF entram nas negociações para desocupar reitoria da UnB Do CorreioWeb
08/04/200818h43-As negociações para acabar com invasão dos alunos da Universidade de Brasília (UnB), que há seis dias ocupam a reitoria da instituição, já alcançaram âmbito nacional. Além da Polícia Federal, os estudantes agora conversam com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério da Educação (MEC), intermediados pela Associação dos Docentes da UnB (Adunb). Eles também se organizam em assembléia para definir os rumos do movimento. Mas, por enquanto, o impasse continua.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

NOVAS DIRETRIZES NORTEARÃO EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL

Retirado do site do MEC

Portal MEC, 07/04/08

Boas experiências de implementação da Lei nº 10.639 – que trata da inclusão da história e cultura afro-brasileiras aos conteúdos escolares – servirão de base para a elaboração de um Plano Nacional com estratégias para nortear a implementação da legislação em todas as escolas do país. A Lei nº 10.639 alterou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e determinou que a temática afro-brasileira fosse obrigatoriamente incluída nos currículos das redes de ensino de escolas públicas e particulares de ensino médio e/ou fundamental.
Para discutir a elaboração do plano nacional, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) organizará seis encontros – chamados Diálogos Regionais - A implementação das alterações da LDB - nas cinco regiões do país. O primeiro ocorrerá nos dias 9 e 10 de abril, em Belém.
“Queremos fortalecer o papel indutor do MEC na implementação da Lei 10.639”, disse a coordenadora geral da Diversidade, Leonor Franco de Araújo. Para ela, é preocupante a “morosidade da implementação da lei”. Criada em 2003, a lei ainda não foi aplicada aos conteúdos de muitas escolas.
Além das alterações da LDB, os encontros também discutirão a formação inicial e continuada de professores – qualificados para o ensino da temática étnico-racial – e a produção de material didático que trate do assunto. “O MEC já formou cerca de 10,5 mil professores e produziu 18 livros voltados para a temática étnico-racial” , informou Leonor. Porém, segundo a coordenadora, há cerca de 2 milhões de professores na rede, muitos sem qualificação para incluir a temática afro-brasileira ao conteúdo das disciplinas.
A coordenadora explicou que estados e municípios que desejam receber apoio federal para formar professores e receber material didático referentes à temática étnico-racial podem incluir a demanda no Plano de Ações Articuladas (PAR). O PAR norteia as ações para melhorar a qualidade da educação básica dos entes que participam do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
Lei – A Lei nº 10.639 estabelece o ensino de cultura e história afro-brasileiras e especifica que deve-se privilegiar o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Determina ainda que tais conteúdos devem ser ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história brasileiras.
A temática indígena foi incluída pela Lei nº 11.565 ao disposto pela Lei nº 10.639/03. Agora, as escolas de ensino fundamental e médio devem incluir nos seus currículos tanto a temática afro-brasileira quanto o ensino da história e cultura dos povos indígenas. Porém, os diálogos regionais buscam criar diretrizes de implementação da temática afro-brasileira.

Encontros – Em Belém, reúnem-se representantes de Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Tocantins e Amazonas. O 2º Diálogo, da região Centro-Oeste, ocorrerá em Cuiabá, nos dias 23 e 24 de abril, onde haverá representantes de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O 3º Diálogo – da região Sudeste – será em Vitória, nos dias 7 e 8 de maio, com representantes de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No 4º Diálogo – da região Sul - representantes de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná debaterão em Curitiba, nos dias 14 e 15 de maio. Na região Nordeste haverá dois encontros. O 5º Diálogo, em São Luis, em 28 e 29 de maio, reunirá representantes do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. Já no 6º Diálogo, em Aracaju, nos dias 4 e 5 de junho, haverá representantes da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Maria Clara Machado - MEC / Portal

terça-feira, 8 de abril de 2008

UM GRANDE VOTO NO JULGAMENTO NO PROUNI

Retirado do site do Correido da Bahia

Segunda-feira, 07 de Abril de 2008 Artigo - Elio Gaspari

Bendita a hora em que o DEM (ex-PFL) e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino resolveram bater às portas do Supremo Tribunal Federal, sustentando a inconstitucionalidade dos atos que criaram o ProUni. Levaram para a Corte a discussão da legalidade de ações afirmativas baseadas em critérios de renda e de raça para o acesso ao ensino superior. Na semana passada, tomaram a primeira pancada, pelo voto do ministro-relator Carlos Ayres de Britto.
O ProUni troca por bolsas de estudo as imunidades tributárias dadas às universidades particulares. Coisa como 10% das vagas disponíveis. O programa já atendeu 310 mil jovens oriundos da rede pública e neste ano formará a sua primeira turma, com 60 mil bolsistas. Há cem mil estudantes pré-selecionados para a próxima rodada de matrículas. Para receber uma bolsa integral, a renda per capita familiar do candidato não pode ser superior a 1,5 salário mínimo. Por exemplo, um casal com dois filhos não pode ganhar mais de R$1.648. As vagas do ProUni também devem ser preenchidas favorecendo o acesso de afro-descendentes (quem não gosta da expressão pode chamá-los de “descendentes de escravos”). A concessão de bolsas deve acompanhar os percentuais de diversidade de cada estado, conforme o censo do IBGE. Há um regime de bolsas parciais que segue critérios semelhantes.
Segundo a Confenen e o DEM, esses critérios são inconstitucionais porque violam o princípio da igualdade entre os cidadãos. (Eles faziam outras restrições, também rejeitadas pelo relator.)
Britto julgou improcedente o pedido, argumentando em cima do nervo da questão: o que é a igualdade numa situação de desigualdade? Nas suas palavras: “Não há outro modo de concretizar o valor constitucional da igualdade senão pelo decidido combate aos fatores reais de desigualdade. (…) É como dizer: a lei existe para, diante dessa ou daquela desigualação que se revele densamente perturbadora da harmonia ou do equilíbrio social, impor outra desigualação compensatória”.
Em vez de tentar derrubar quem está em cima, empurra-se quem está em baixo. Tome-se o caso de dois jovens reprovados nos rigorosos vestibulares das universidades públicas, gratuitas. Um, de família mais abonada, vai para uma faculdade particular, paga. O outro iria à lona, mas, com o ProUni, vai à aula.
Britto buscou uma parte de sua argumentação na Oração aos Moços, de Rui Barbosa: “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. (…) Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real”.
O voto de Britto trata só do ProUni. Sua linha de raciocínio abre um guarda-chuva conceitual que antevê próximos julgamentos, quando o STF será chamado a decidir sobre a constitucionalidade do regime de cotas em inúmeras universidades públicas. Terminada a leitura, na quarta-feira, o processo do ProUni foi suspenso por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa e recomeçará em poucas semanas. Se o DEM e a Confenen não tivessem cutucado as togas com vara curta, essa bonita discussão não teria sido aberta.

Clique aqui para ler postagem anterior com vídeos do debate no STF

SITE G1 FAZ UMA LINHA DO TEMPO DO MOVIMENTO NEGROS NOS EUA

Retirado do site G1. Para ir para o site clique na imagem abaixo.


Conheça a história do movimento negro americano
Vida pública de Martin Luther King teve início em 1955.Líder negro foi assassinado em 1968.
Do G1, em São Paulo


Após lutar durante mais de um século contra a escravidão, os grupos racistas e a discriminação existente no sul do país, o movimento negro americano encontrou na década de 1950 o seu principal líder, Martin Luther King.
Nascido no dia 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, na Geórgia, King estudou teologia na faculdade e mais tarde obteve um doutorado em Filosofia. Ele trabalhou como partor batista e se casou em 1953 com Coretta Scott King, com quem teve quatro filhos.
Confira a seguir os passos iniciais da vida pública do líder e a trajetória do movimento pelos direitos negros nos EUA.

Saiba mais:
» 40 anos após King, negros têm ascensão política nos EUA, diz biógrafo

ALUNOS QUE OCUPARAM REITORIA DA UNB SAI NO TAPA COM SEGURANÇAS

É o negócio tá feio na UNB... mas será que vai interferir nas cotas da UNB? Afinal o reitor se diz a favor.

Ocupação da reitoria da UnB


08.04.08 Hoje em Dia - alunos e seguranças da UNB brigam



08.04.08 Balanco Geral - alunos e seguranças da UNB brigam


Alguns políticos já começam a se pronunciar.

Agência Senado
PLENÁRIO / Pronunciamentos
07/04/2008 - 18h39
Cristovam sugere que reitor da UnB se licencie do cargo

SEMINÁRIO: EXPERIÊNCIAS DA POPULAÇÃO NEGRA E OS 120 ANOS DA ABOLIÇÃO INACABADA

Retirado do site da Secretária de Cultura da Bahia.

Discussões sobre Habitação e Territórios, Educação e Trabalho, Saúde, Religião
Salvador, 07 a 09 de Maio de 2008


A reflexão dos 120 anos de Abolição da escravidão no Brasil é o propósito deste seminário, trazendo o debate através de entidades da sociedade civil, do meio acadêmico e poder público como militantes, representantes de ONG's, grupos de movimentos sociais, estudantes, pesquisadores, professores, profissionais, representantes de instituições e gestores públicos, a respeito da Abolição enquanto um processo inacabado diante das experiências da população negra brasileira.
O Seminário envolverá distintas áreas do conhecimento, com abordagem interdisciplinar, relacionadas transversalmente. A importância e novidade do evento se caracterizam pela forma como os temas - Territórios e Habitação, Educação e Trabalho, Saúde, Religião - serão articulados, discutidos e analisados de forma entrelaçada como forma de entendimento de que a melhoria da qualidade de vida da população negra depende desta interação. O Seminário tem por objetivo que os resultados das discussões possam ser desdobrados em proposições de políticas públicas específicas e inclusivas da população negra.
A estrutura do Seminário consistirá em sessões de palestras e mesas-redondas. As palestras serão proferidas por professores, pesquisadores e produtores de conhecimentos teóricos e empíricos no campo das relações étnicas brasileiras.
As mesas-redondas serão compostas de exposições de atividades desenvolvidas, tanto no âmbito prático quanto no âmbito investigativo, relacionadas aos temas Territórios e Habitação, Educação e Trabalho, Saúde, Religião, Juventude/3ªIdade, Comunicação e outros, seguidas de debate aberto com a participação da platéia.. A participação nas mesas-redondas será feita por inscrição prévia através de envio de resumos expandidos de 400 a 500 palavras.

Submissão dos Resumos - 15 a 20 de Abril
Divulgação dos Resumos Aprovados - 30 de Abril
Informações:
abolicaoinacabada@ gmail.com
Envio de resumos: abolicaoinacaba. resumos@gmail. com
Promoção: Secretaria Municipal de Reparação / Prefeitura Municipal de Salvador (Gestão: Antônia Garcia)
Coordenação: Maria Estela Rocha Ramos - Mestre em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU/UFBA)

Para baixar clique na imagem.

REVISTA GALILEU DE ABRIL DE GRAÇA

Para baixar clique na imagem.Retirado do Blog Escaneando Informações. Caramba eles por pouco não colocam o "lado negro"....

sábado, 5 de abril de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

ENTREVISTA DO PROFESSOR JOSÉ JORGE SOBRE 120 ANOS DE EXCLUSSÃO

Retirado do jornal on line AFROPRESS


120 anos de exclusão
Por: José Jorge, em entrevista ao correspondente de Afropress, em Florianópolis, jornalista Oscar Henrique Cardoso - 24/3/2008

Florianópolis/SC - Às vésperas dos 120 anos da Abolição, o Brasil ainda vive em um regime excludente e não tem políticas de inserção dos negros. A opinião é do professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), José Jorge Carvalho. Leia Mais.


Durante duas horas, na semana passada (19/03), José Jorge falou para dezenas de estudantes do Centro de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e também professores da instituição, e fez um histórico da implantação do sistema de cotas no mundo e também como estão sendo desenvolvidas as ações afirmativas na América Latina. Em abril ele vai à Venezuela, onde pretende conhecer o sistema de universidades implantadas em áreas carentes, política de inclusão desenvolvida pelo presidente Hugo Chávez. Em entrevista à Afropress, Jorge Jorge fala sobre o papel das universidades no sistema de cotas e chama a atenção para a falta de mobilidade do governo brasileiro em aprovar mecanismos que tornem as cotas uma ação legal. Acusou o Governo Lula de timidez no trato do tema e também fez críticas aos meios de comunicação que, segundo ele, desempenham papel negativo e colaboram para o fortalecimento de uma cultura racista na sociedade.Veja, na íntegra, a entrevista concedida ao correspondente de Afropress, em Florianópolis, Oscar Henrique Cardoso.

Afropress - Como o senhor está acompanhando os debates em torno da implantação do sistema de cotas na América Latina?
José Jorge de Carvalho - Acho que é um momento de efervescência. O que está acontecendo hoje no Brasil também está ocorrendo em outras nações da América Latina. Na Colômbia, onde tenho ido por várias vezes e estou colaborando no que posso. A Colômbia é o segundo país com a maior população negra da América Latina – tem um programa parecido, com cotas para a população indígena, algo mais avançado que no Brasil. Mas ainda não tem para a população negra. Entre os países andinos, a Bolívia é o mais avançado de todos, pois propõe a interculturalidade, onde as universidades devem ser trilíngües. Abrir o saber acadêmico é abrir a universidade para os povos que não são europeus. A discussão das cotas está atravessando o continente todo, já que está aliada a democratização do nosso país e também de toda a América Latina.

Afropress - Como o senhor analisa a posição do governo brasileiro frente aos debates que surgem nas universidades?
José Jorge - O Governo está tímido demais. As universidades começaram, se adiantaram. Desde 2004 estamos em discussão com o Governo Lula, que preparou um decreto e depois retirou. Passam vários ministros da Educação e nenhum se posiciona com veemência, nenhum dá as caras para defender o sistema de cotas. Acho que a pressão também tem que ser em torno do Executivo. Já estava na hora de essa questão ser resolvida federalmente.

Afropress - Isso se dá também pelo fato de o sistema não ter virado Lei?
José Jorge - A timidez do Governo está em não colocar a Lei. Por outro lado, o próprio ministro da Educação também não incentiva as universidades. Até agora, os reitores das universidades que são contra as cotas não sofreram nenhum ônus. Eles decidem assim, tipo UFRJ e UFMG. Eles não sofrem nenhuma conseqüência em deixar os negros do lado de fora. O Ministério da Educação (MEC) poderia fazer o seguinte: as universidades que têm cotas terão apoios. E as universidades que se recusam a se abrir para estudantesnegros não terão apoios. Isso pode ser uma sinalização de fora.* *Afropress - Se fala em ingresso de estudantes negros nas universidades.. mas o que se fala quando se trata de mantê-los nas vagas que conseguiram ocupar?José Jorge - Bom aí entra o MEC. O MEC tem que ter uma linha específica de apoio aos cotistas. Isso tem que ser compreendido como um esforço nacional, uma mudança radical do sistema educacional brasileiro. Tem que ser organizado de cima para baixo. Tem que se pensar em apoiar a comunidade negra que ficou do lado de fora.

Afropress - De que forma se pode avaliar o papel da mídia diante ao processo de implantação do sistema de cotas?
José Jorge - A mídia é controlada por um grupo de pessoas que são contrárias as cotas. De 10 matérias que saem, três são a favor. É muito centralizada nas opiniões contrárias as cotas, que vem da UFRJ, da USP, Folha de São Paulo, TV Globo. As opiniões sempre ficam conectadas e concentradas na mão daqueles que são contrários ao sistema.
Os artigos postados são uma colaboração voluntária e as opiniões neles expressas são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.

TRABALHO DE CONSULTORIA EM DIVERSAS ÁREAS

O jornalista Márcio Alexandre enviou este link para a lista discriminacaoracial - mensagem nº40121 com chamada para diveros trabalhos de consultoria. Alguns estão em cima, pois expiram no dia 04/04. Aproveitem.

Título: Editor em inglês Local: Brasil Enviar curriculo até: 07/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor em projetos sociais Local: São Paulo

Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor em assistência social Local: São Paulo
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor em avaliação de projetos Local: SP e Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor em Estatística Aplicada Local: Araçoiaba - PE
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de direitos humanos Local: Brasilia
Enviar curriculo até: 07/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de monitoramento UNDAF Local: Brasília
Enviar curriculo até: 07/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de revisão UNDAF Local: Brasília
Enviar curriculo até: 07/04/2008 Saiba mais
Título: Especialista em políticas sociais Local: Brasilia
Enviar curriculo até: 16/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de ações afirmativas I Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de políticas municipais Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de políticas estaduais Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de políticas federais Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de direitos humanos Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de políticas culturais II Local: Brasília
Enviar curriculo até: 10/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR - gestão e base de dados I Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de igualdade racial - Sul e Sudeste Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR - gestão e base de dados II Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de igualdade racial - NE Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de políticas culturais Local: Brasília
Enviar curriculo até: 10/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de igualdade racial - Norte e Centro-Oeste Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor SEPPIR de ações afirmativas II Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de ações afirmativas III Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais
Título: Consultor de igualdade racial e cooperação internacional Local: Brasília
Enviar curriculo até: 04/04/2008 Saiba mais

LANÇAMENTO DO LIVRO "PELE NEGRA. MASCÁRAS BRANCAS"

Para amplair clique na imagem.

REUNIÃO CONTRA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E REGULARIZAÇÃO DE TERREIROS

Clique na imagem para ampliar

quarta-feira, 2 de abril de 2008

BAIXE ARQUIVOS DA DISCUSSÃO DO STF SOBRE O PROUNI

Parece que o negócio "pegou fogo"... bom na verdade não pegou, mas a discussão foi boa já que foi a primeira no Supremo Tribunal Federal sobre a questão de acesso diferenciado dos negros em Instituições de Ensino superior.

Para entender melhor o que estava acontecendo segue abaixo o relato do advogado Renato Ferreira que estava às 19:30 em cima do lance, em Brasília, acompanhando tudinho naquela salão com poltronas super macias e ar super-refrigerado. Foi retirado da lista de discussão discriminacaoracial mensagem nº40112 no email original vem dois anexos. Geramos dois links para serem baixados, os advogados militantes irão adorar estes documentos. Tomara que todo o advoguês nos textos sejam úteis para nossa causa.

Após a explicação do Renato tem vídeos, postados no canal do youtube do aldeiagriot, com a longa discussão jurídica deste dia do STF. As imagens foram tiradas do site da TV JUSTIÇA, mas também podem ser baixadas nos links abaixos.

No easy-share - Parte 01 - 74m / Parte 02 - 64m

No mediafire - Parte 01 - 74m / Parte 02 - 64m

UFA... ESTA POSTAGEM DEU UM TRABALHÃO....

De: "Renato Ferreira"
Data: Wed, 2 Apr 2008 19:39:09 -0300 (ART)
Assunto: [discriminacaoracial] STF começa a julgar ações afirmativas do PROUNI


Na ADIN 3330 a Confenen tenta impugnar o PRouni. O fundamento principal da confenen (reforçado pelo Partido dos democratas) sustenta que o referido programa teria criado isenção tributária desconsiderando o fato de que as instituições filantrópicas já gozam de imunidades previstas na Constituição.
Outro argumento é o de que a lei que criou o PROUNI feriu a autonomia das universidades.
As ações afirmativas também são atacadas com o argumento de que as mesmas ferem o princípio da igualdade estabelecido no artigo 5 da CR.O relator Min Carlos Brito rechaçou todos os argumentos contidos na inicial da autora.
Em seu voto, o min. sustentou que o PROUNI não criou isenção, mas ampliou o critério para as universidades que quiserem aderir.
Também não viu afronta ao principio da autonomia universitária pq as universidades podem ou não aderir ao programa.
Sobre as ações afirmativas, lembrando o texto de Rui Barbosa, o min. sustentou que os critérios de renda, escola pública e racial, utilizados para concessão de bolsas do PROUNI, estão em consonância com o princípio da igualdade. Após o término do voto do relator, o ministro joaquim Barbosa pediu vista.
No anexo seguem as ações.
abçs

ADI3330 STF contra PROUNI.pdf
ADI3379 contra PROUNI audit fiscais.pdf





MINISTRO DO STF DÁ 1º VOTO A FAVOR DO SISTEMA DO COTAS

Retirado do site do jornal A Tarde

02/04/2008 (18:57) COMENTÁRIOS (0)
Agencia Estado

O sistema de cotas raciais e socioeconômicas recebeu hoje o primeiro voto favorável em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Carlos Ayres Britto, relator de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) que contestam o Programa Universidade para Todos (ProUni), afirmou ser legal a reserva de bolsas de estudo integrais e parciais. A lei, de 2005, obriga universidades e faculdades que aderirem ao ProUni, programa que concede benefícios fiscais, a reservarem parte das vagas para alunos que se declararem "indígenas, pardos ou pretos", portadores de necessidades especiais, estudantes de escolas públicas ou que tenham concluído o ensino médio em colégios privados com abatimento nas mensalidades.

No voto, Britto afirmou que a lei serve para combater a desigualdade de condições provocada pela "trajetória cultural" do Brasil, que teria posto esses alunos em situações inferiores de disputa. "O típico da lei é fazer distinções, diferenciações, desigualações para combater renitentes desigualações. A lei só existe para, diante de uma desigualação, impor uma desigualação compensatória", afirmou. "É pelo combate a situações de desigualdade que se concretiza o valor da igualdade", disse.

Esse tratamento diferenciado foi dado pela legislação brasileira, de acordo com ele, quando se definiu um prazo de licença-maternidade maior do que o previsto para a licença-paternidade. Outro exemplo seria as idades distintas para aposentadoria de homens e mulheres. O ministro lembrou que a Constituição define, logo de início, que os objetivos fundamentais do Brasil devem ser a erradicação da pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. As cotas, portanto, estariam em consonância com esses objetivos.

Além disso, afirmou que a forma de mudar a situação desses grupos, que classificou como "injusta e humilhante exclusão da vida humana em comum", é melhorar a condição de competitividade e colocá-los lado a lado com os demais setores da sociedade. "Não se pode rebaixar os favorecidos. O que se pode é elevar os desfavorecidos", defendeu. "O que se proíbe não é a distinção, é a discriminação. A diferenciação não, ela é inerente às normas legais", continuou.

Argumentação

Com essa argumentação, Britto considerou constitucional a medida provisória (MP) que criou o ProUni, aprovada pelo Congresso em 2005, e rejeitou as ações da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e do DEM. Em seguida, porém, o ministro Joaquim Barbosa pediu vista, o que adia por tempo indeterminado a conclusão do julgamento. Somente quando ele concluir o voto, que deverá ser favorável às cotas, o assunto voltará à pauta do plenário. Além desses dois processos, há outra Adin que contesta uma lei do Rio que estabeleceu o sistema de cotas no Estado. Não há data para que essa ação seja julgada pelo STF.

SEMINÁRIO: DESAFIOS DA EDUCAÇÃO ANTI-RACISTA NA UFRGS

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CONCURSO DE LOGOMARCA DA FUNDAÇÃO PALMARES

Retirado do site da Fundação Palmares

Concurso Logomarca Fundação Cultural Palmares 20 anos (31/03/2008 - 10:25)
O autor do projeto vencedor receberá o prêmio R$ 10 mil

Para marcar o seu aniversário de 20 anos, a Fundação Cultural Palmares (FCP) lançou, nesta segunda-feira (31), um concurso para escolha da logomarca desta festa. Com o nome Logomarca Fundação Cultural Palmares 20 anos, o concurso vai selecionar o melhor projeto de criação da logo.
A logomarca vencedora vai ser utilizada em todos os eventos comemorativos e nos materiais de divulgação do aniversário da FCP. O autor do projeto vencedor será premiado com R$ 10 mil.

A Comissão Julgadora vai analisar os projetos sob os critérios de criatividade, originalidade, comunicação, aplicabilidade e representatividade. O projeto deve estar de acordo com as especificações do edital. O resultado do concurso será publicado a partir do dia 10 de junho.

As inscrições vão até o dia 16 de maio. Cada participante poderá inscrever apenas um projeto. Para concorrer, é preciso preencher o formulário de inscrição e enviá-lo pelo correio para a sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília. Com o formulário, o participante deve enviar uma cópia autenticada da carteira de identidade e do CPF, além do projeto de criação da logomarca. As inscrições postadas após o dia 16 ou que chegarem depois do dia 23 de maio não serão aceitas.

Informações: E-mail: concurso20anos@palmares.gov.br

Anexos:
Edital Logomarca Palmares 20 anos final
Anexo I - Projeto Básico
Anexo II - Formulário de Inscrição

CERCA DE 1,4 MILHÕES DE CRIANÇAS ENTRE 5 E 13 ANOS TRABALHAM

28.03.08 - BRASIL
Adital –

O estudo 'Aspectos Complementares de Educação, Afazeres Domésticos e Trabalho Infantil' apresentado hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 5,1 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalhavam em 2006 no país. Uma diminuição pouco significativa, de 0,3%, em relação a 2004.
Entre as crianças de 5 a 13 anos, no entanto, não houve nenhuma alteração: 1,4 milhões delas continuam trabalhando. No Brasil, o trabalho só é permitido a partir dos 14 anos e na condição de aprendiz. Esse trabalho ilegal, de crianças entre 5 e 13 anos, é praticado majoritariamente, 95,1%, em atividades agrícolas e não-remuneradas. Essa proporção diminui de acordo com o aumento da faixa etária.

Na faixa etária de 5 a 9 anos de idade, 237 mil crianças trabalham, e na de 10 a 13 anos de idade são 1,2 milhão de pessoas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2006, o trabalho infantil 'está associado a indicadores de escolarização menos favoráveis e ao baixo rendimento dos domicílios em que vivem'.

Na faixa etária total, de 5 a 17 anos, o trabalho doméstico é a ocupação de 49,4% dos pesquisados e as meninas são as que mais o exercem. Segundo o estudo, 24,8% dos adolescentes entre 15 a 17 anos deixavam de freqüentar a escola para ajudar nos afazeres domésticos, trabalhar ou procurar trabalho.

'Apesar desse quadro de trabalho infantil e de dedicação aos afazeres domésticos, 75,8% das crianças e adolescentes de 0 a 17 anos freqüentavam a creche ou escola em 2006, onde 92,4% delas tinham acesso à merenda ou a alguma refeição gratuita na rede pública', acrescentou o IBGE.
A partir dos 14, a legislação brasileira permite que a criança trabalhe em atividades relacionadas à qualificação profissional. Em 2006, eram 1,3 milhão de pessoas, nessa faixa etária, ocupadas. Entre os adolescentes com mais de 16 anos - que podem trabalhar desde que não seja em atividades noturnas, perigosas e insalubres -, o número de trabalhadores é de 2,4 milhões.
Segundo o estudo do IBGE, 'a não-existência do trabalho infantil a partir de 14 anos de idade estava diretamente correlacionada com as maiores taxas de freqüência à escola'. Cerca de 28% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade que trabalham ou não têm instrução ou têm menos de um ano de estudo. Na mesma faixa etária, o número de pessoas sem instrução ou com um ano de estudo é de 15,7%.

Os adolescentes que trabalham também são minoria na porcentagem de pessoas com de 8 a 10 anos de estudo, 10,0%; enquanto que entre os não-ocupados essa porcentagem é de 14,2%.

Quase metade, 47,3%, das crianças e adolescentes não recebem pelo trabalho que fazem. Das que recebem, mais de 14% ganham menos de ¼ do salário mínimo. De acordo com o IBGE, a renda média das crianças e dos adolescentes em 2006 foi de R$ 210. No Sul a média foi de R$ 268 e no Nordeste de R$ 126. Em todas as regiões, o rendimento das mulheres era inferior ao dos homens.

FALTA DE CELULAR PODE GERAR NOMOFOBIA

1/4/2008 08:33:00

Pesquisadores britânicos batizaram de nomofobia - o "nomo" é a abreviação do inglês "no mobile" (sem telefone) - a síndrome que atinge as pessoas que não podem ficar sem celular. Pesquisa realizada pelo instituto YouGov para o Departamento de Telefonia dos Correios britânicos concluiu que cerca de 53% dos usuários de celular do Reino Unido sofrem de nomofobia.
"Todos estamos acostumados com o estresse da vida cotidiana, provocado por eventos como trânsito, separações, a organização do jantar de Natal da família. No entanto, a perda de contato com o celular parece ser a contribuição do século XXI para as nossas vidas já frenéticas", disse Stewart Fox-Mills, chefe do departamento de telefonia dos Correios britânicos.
"Ficar sem telefone e ser tomado pelo pânico parece ser um sintoma da nossa cultura, na qual devemos estar acessíveis 24 horas por dia, sete dias por semana", continuou Fox-Mills.
Segundo a pesquisa, a síndrome atinge mais os homens (58%) que as mulheres (48%). Das 2.163 pessoas entrevistadas, 20% disseram não desligar o telefone nunca, e cerca de 10% disseram que o próprio trabalho as obriga a estarem sempre acessíveis.
Fonte: Gazeta Mercantil

INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PARA O V COPENE SE ENCERRAM DIA 14.04

Inscrição para coordenação do V Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as está recebendo inscrições de trabalhos, por meio de resumos, nas categorias Comunicação Oral e Pôster, no período de 17 de março e 14 de abril.
Para ter acesso ao edital clique na imagem abaixo.

AUDIÊNCIA PÚBLICA CONTRA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Recebido por email e divulgando.

A COMISSÃO CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA CONVIDA:

a todos da Umbanda e do Candomblé a participarem da Audiência Pública com o Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Rebello Horta, o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o Presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Deputado Estadual Jorge Picciani.

Dia: 14 de AbrilHorário: 17h
Local: Plenária da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) Praça XV - Centro - RJ

FORÇA, GARRA E FÉ EM UM ÚNICO MOMENTO

Momento de extrema importância na história da cultura afro-brasileira e das matrizes africanas. Sua presença é fundamental para o fortalecimento de nossa luta.Precisamos dar um basta na Intolerância Religiosa. Faça a sua parte, convocando amigos, familiares e o seu povo de axé.
Traje preferencial: branco
Tragam faixas, cartazes e banners.

terça-feira, 1 de abril de 2008

SEMINÁRIO: SAMBA PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

Para ampliar clique na imagem.
03 e 04 de abril.
Local: Sesc Madureira, rua Ewbanck da Câmara, 90 - Madureira - RJ
Tel: 3350-7744
Inscrições
email: cartola.adm@gmail.com
Tel: 3234-5777

SEMINÁRIO NO STF RIO

Recebido por email e divulgando.

Participo a vc que iremos realizar no dia 07 de abril, o dia todo, um seminário no Supremo Tribunal Federal.
O seminário se chama 'Cidadania, Igualdade e Inclusão: Promover adiversidade é fazer justiça'.
Ele marcará o lançamento da campanha que tem o mesmo nome e possui porobjetivo, dispertar a consciênia do Poder Judiciário e da sociedade sobre anecessidade da promoção da diversidade aliada a um ideal de justiça. Alguns ministros do STF irão fazer paletras sobre o tema.
(o evento reunirá dos os grupos tradiconalmente excluídos: negros,indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, etc)
Solicito que vc me envie os contatos de movimentos sociais, ONGs etc, que militam ou fazem pesquisas em prol dos indígenas, inclusive a sua instituição.Preciso do nome da instituição, nome do diretor, e-amail e endereço para que o cerimonial do STF faça o convite formal.
Laboratório de Políticas Públicas - UERJ
Programa Políticas da Cor
Renato Ferreira - Coordenador
21 8182-2216(21)2234-1896 2234-0942 r. 44 ou 39

RESUMO DO II DEBATE ESTADUAL SOBRE PARQUE MEMORIAL QUILOMBO DE PALMARES

Recebido por email e divulgando. Para baixar o resumo citado no primeiro paragráfo clique aqui.
Para saber mais sobre o Parque Memorial Quilombo de Palmares clique aqui.

Olá malung@s (companheiros e companheiras de luta)
Segue em anexo a matéria referente ao II Debate Estadual sobre a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, que foi realizado no último sábado (29 de março).
Em breve, será encaminhado o DOCUMENTO FINAL com os questionamentos à Fundação Cultural Palmares (FCP) e solicitação de audiência, além das propostas citadas nas intervenções.
A Comissão Organizadora agradece pela força e a contribuição de todos os segmentos afros. No encontro in loco estiveram presentes 32 instituições, foram elas:

· 2º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, representando o Comando Geral
· Agentes florestais da Serra da Barriga
· Associação de Grupos e Entidades Negras de União dos Palmares (AGRUCENUP)
· Banda de reggae Civilização Roots
· Câmara dos Vereadores de União dos Palmares, representado pela Vereadora Genizete
· Cátedra-Fenaj / Intermídia
· Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê
· Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô
· Centro de Estudos e Pesquisas Afro-alagoano Quilombo
· Comissão de Defesa das Minorias / Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL).
· Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA-AL) / Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (SINDJORNAL)
· Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas
· Conselho Municipal de Cultura / Prefeitura de União dos Palmares
· Escola Estadual Ladislau Neto – Maceió
· Escola Municipal Zumbi dos Palmares – Maceió
· Federação Alagoana de Capoeira (FALC)
· Fórum de Entidades Negras de Alagoas (FENAL)
· Grupo Cultural Axé Zumbi
· Grupo de Capoeira e Banda de reggae Raízes de Zumbi
· Grupo de Capoeira Muzenza
· Grupo de Capoeira Negaça
· Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB)
· Instituto Magna Mater
· Moradores da Serra da Barriga
· Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
· Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás / Núcleo de Cultura Afro Iyá Ogunté
· Secretaria Estadual de Cultura de Alagoas / Biblioteca Pública Estadual
· Secretaria Estadual de Turismo de Alagoas
· Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-AL)
· Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL)
· Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas (SINTEP)
· União de Negros pela Igualdade (UNEGRO-AL)


"Olorum Kolofé Axé!": Deus nos abençoe e nos dê força.
Helciane Angélica
(82) 8831-3231
Presidente do Anajô e integrante da Cojira-AL

SOBRA DE VAGAS DO PROUNI PODEM SER PEDIDAS ATÉ 04 DE ABRIL

Retirado do site do Universia

ProUni tem 36.312 vagas remanescentes
Interessados devem procurar suas IES para concorrer ao benefício
Publicado em 28/03/2008 - 11:30

Estudantes que não se inscreveram para o ProUni (Programa Universidade Para Todos), mas têm interesse em concorrer a uma das bolsas podem procurar a IES (Instituição de Ensino Superior) onde estão regularmente matriculados num curso de graduação para disputar a uma das vagas remanescentes do programa.
Segundo informações da SESu/MEC (Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação) não foram preenchidas 11.739 bolsas integrais e 24.573 bolsas parciais totalizando 36.312 bolsas ociosas, o que corresponde a 34,2% do total de 106.134 benefícios ofertados em IES privadas do País.
A Instituição de Ensino Superior que optar por conceder as bolsas remanescentes deverá emitir os Termos de Concessão de Bolsa dos estudantes beneficiados, em módulo próprio do SISPROUNI (Sistema do ProUni), até o dia 4 de abril de 2008. (
O MEC divulgou uma portaria no Diário Oficial da União para explicar como funcionará o preenchecimento das vagas remanescentes do ProUni. Clique e confira o arquivo em pdf).

O Programa
O ProUni foi lançado em 2004 pelo governo federal com o intuito de dar acesso a ex-alunos carentes da rede pública do Ensino Médio ou de bolsistas integrais das escolas particulares ao Ensino Superior a partir de bolsas nas instituições particulares. São concedidas bolsas integrais, que cobrem todos os custos das mensalidades escolares, e parciais, com o pagamento de 50% das mensalidades.
Para participar, o candidato tem que cumprir uma série de requisitos, entre eles, ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2007 e ter obtido média superior a 45 pontos; ter feito todo o Ensino Médio em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral; comprovar renda familiar per capita até um salário mínimo e meio (R$ 570,00 em valores de hoje) para concorrer à bolsa integral e até três salários mínimos (R$ 1.140,00) para a bolsa de 50% do valor da mensalidade.
O ProUni também tem uma política de cotas destinada aos alunos que se autodeclararem afrodescendentes ou indígenas. Para esse grupo, as vagas são distribuídas de acordo com a proporção dessas populações nos estados, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por dentro dos números
Na primeira edição do programa, em 2004, o MEC ofereceu 112.416 bolsas, das quais 72.016 integrais e 40.400 parciais de 50% do valor da mensalidade. As vagas foram abertas em 1.131 instituições de ensino superior não-públicas.
Para 2006, foram estimadas 130 mil bolsas, cerca de 18 mil a mais do que as vagas oferecidas em 2005. No primeiro semestre, foram destinadas 90.241 bolsas sendo 62.305 bolsas integrais e 27.936 parciais, no valor de 50%, distribuídas em 1.388 instituições de ensino. Já no segundo semestre, o programa recebeu 200.969 inscrições para 47.059 bolsas, oferecidas por 791 instituições. Foram 35.162 bolsas integrais e 11.897 parciais (50% da mensalidade), sendo 22.010 destinadas a estudantes negros e outras 43 a candidatos autodeclarados indígenas.
Totalizando as bolsas concedidas em 2005 e 2006, já são 204.249 alunos contemplados pelo ProUni. Destes, 167.437 estão estudando regularmente e 1.126 já se formaram. O restante é composto por alunos que não utilizam mais a bolsa por terem alcançado melhores condições econômicas, conseguido outro tipo de bolsa, abandonado o curso, falecido, perdido o benefício por processos judiciais ou outros motivos.
No primeiro processo seletivo deste ano, realizado em novembro de 2006, o programa preencheu mais de 75% das vagas oferecidas nos cursos mais concorridos. As áreas de Medicina, Engenharia, Computação e Veterinária tiveram o maior número de bolsas concedidas. Até 2010, o programa tem o propósito de oferecer 400 mil bolsas.
Regras
As instituições filantrópicas devem aplicar anualmente, em gratuidade, conforme já estabelece a Constituição, pelo menos 20% da receita bruta exclusivamente em bolsas de estudo. As instituições privadas que aderirem ao programa deverão oferecer 8,5% das receitas em bolsas de estudos a alunos carentes.
Em contrapartida, as instituições de ensino superior com fins lucrativos ficarão isentas do pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, da Contribuição Social sobre Lucro Líquido, do PIS e do Cofins.
Para obter mais informações sobre o ProUni, os interessado podem consultar o site do programa (
www.mec.gov.br/prouni/) ou ligar para 0800 616161.

MOBILIZAÇÃO DO BLOG DA REDE DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE

O blog da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde é muito interessante e tem cerca de três meses. Abaixo segue duas postagens. Um de mobilização e outro de denúncia.

7 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DA SAÚDE

A REDE DE RELIGIÕES AFRO- BRASILEIRAS E SAÚDE convoca todos os Núcleos para realizar ações em parceria com o SUS.
Para o dia 07 de abril, Dia Mundial da Saúde, a Secretaria Executiva/RJ convoca os núcleos da Rede a pensar em algumas atividades e dá algumas sugestões:
Um debate sobre a saúde nos terreirosApresentação de vídeos seguida de debatePanfletagem nas ruasApresentação de uma experiência de saúde nos terreiros
Um encontro para a juventude falar sobre suas questões.Cada núcleo poderá sugerir o que vai fazer . Mas é importante que os gestores e profisisonais de saúde do SUS estejam juntos.
Vamos coloborar pois a Rede é nossa e portanto todas as opiniões e sugestões são bem vindas. Que tal fazermos uma lista de temas de saúde importantes para o povo de terreiro?
José Marmo - Coord. Executivo da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

Dia Internacional contra a Discriminação Racial: Programas de promoção à igualdade racial sofrem com baixa execução.
No Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial (21/03), um dado nada animador chama atenção:em 2007, apenas 53% dos R$ 36,6 milhões autorizados a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foram utilizados em programas e ações da pasta. O total gasto, em valores atualizados, equivale a R$ 19,6 milhões da verba autorizada .A Seppir foi criada com o objetivo de reafirmar o compromisso com a construção de uma política governamental voltada aos interesses da população negra e de outros segmentos étnicos discriminados.Em 2006, a pasta utilizou um valor superior ao registrado em 2007, foram gastos 57% dos R$ 36,6 milhões autorizados, o que equivale a R$ 20,9 milhões. Dando seqüência a série histórica, em 2005 foi autorizado para a secretaria o total de R$ 22,9 milhões para arcar com dispêndios da pasta, mas foram efetivamente gastos apenas R$ 16,1 milhões. Apesar dos recursos previstos em orçamento terem sido mais baixos em 2004, este foi o ano em que a secretaria melhor utilizou o orçamento, chegando a aplicar 73% dos R$ 20,9 milhões autorizados, ou seja, R$ 15,4 milhões.Do valor autorizado para as despesas da secretaria em 2008, até o momento, no patamar de R$ 6,4 milhões, somente R$ 1,3 milhão foi gasto, incluindo os restos a pagar, que são dívidas contraídas em exercícios anteriores pagas este ano.Entretanto, vale lembrar que esse não é o orçamento oficial da pasta, tendo em vista que a lei orçamentária para 2008, apesar de já ter sido aprovada, mesmo que tardiamente, no Congresso Nacional, ainda depende de sanção presidencial para vigorar. Para 2008, a Seppir sofreu um decréscimo orçamentário em torno de R$ 1 milhão se comparado ao orçamento de 2007. Sendo assim, R$ 35,5 milhões estão previstos no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para as despesas da secretaria neste ano. Esse valor foi aprovado pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos e Fiscalização do Congresso Nacional.Condição racial atualEm 2006, dos cerca de 15 milhões de analfabetos brasileiros, mais de 10 milhões eram pretos e pardos.O percentual de brancos estudantes de nível superior com idade entre 18 a 24 anos é 34% superior ao número de jovens pretos ou pardos que freqüentam a faculdade.A taxa de brancos estudantes é de 56%, enquanto negros e pardos representam 22% desses.Os dados fazem parte da “Síntese de Indicadores Sociais 2007” realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ONGS COMEMORAM CONDENAÇÃO DE 'TAPINHA NÃO DOÍ'.

Retirado do site Terra on line.

Sábado, 29 de março de 2008, 04h01

A condenação de um dos maiores sucessos do funk, 'Um tapinha não dói', de autoria de MC Naldinho, foi recebida com gosto de vitória pelas organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos da mulher. "Considero a decisão legítima. Temos que reagir a qualquer tipo de agressão contra as mulheres. Ela abre jurisprudência para outras ações semelhantes nos tribunais, que vão inibir músicas depreciativas como essa", diz Nilza Iracy, coordenadora do Instituto da Mulher Negra. A indenização de R$ 500 mil será revertida para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos. A Furacão 2000 vai recorrer.

» Leia mais notícias do jornal O Dia

Para a ONG Crioula, a sentença judicial joga por terra o argumento de que as mulheres têm prazer em apanhar. "É cultural achar que toda mulher gosta de ser ofendida na cama. Nós, que lutamos contra isso, somos as mal-amadas. No fundo, retrata relação de violência, de falta de afeto e de respeito", diz a coordenadora Lúcia Xavier. A ONG e mais 12 entidades ganharam na Justiça ação de racismo contra a gravadora Sony Music, pela execução da canção "Veja os cabelos dela", cantada por Tiririca. A empresa pagou R$ 300 mil para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos. O advogado que ganhou a causa, Humberto Adami, diz que não é censura. "A liberdade de expressão deve vir junto com a responsabilidade de arcar com os danos a terceiros", diz.
A ex-parceira de MC Naldinho, MC Bella, critica a punição. "É uma brincadeira entre marido e mulher. Quando lançamos o 'tapinha', uma MC lançou uma resposta. A letra dizia 'Tapinha nada. No meu homem eu dou porrada'. É tudo brincadeira", arremata.