terça-feira, 13 de maio de 2008

POLÍTICAS DE COTAS VOLTA A SER CRITICADA

O que falar sobre a atitude destes caras do "negro socialista"????



Jornal Nacional

Sábado, 10/05/2008

Em São Paulo, 104 pessoas de dez estados brasileiros discutiram o Estatuto da Igualdade Racial, que está em discussão no Congresso. Militantes do Movimento Negro se manifestaram contra as cotas.

sábado, 10 de maio de 2008

PALESTRA "AS QUESTÕES RACIAIS NO BRASIL" NA UFRJ

O Projeto Conexões de Saberes - Diálogos entre a Universidade e Espaços Pupulares Convida todos para Terça de Diálogos Espaço de formação de debate com temáticas atuais que propiciem um diálogo entre a universidade e a sociedade
Mesa Redonda
AS QUESTÕES RACIAIS NO BRASIL
Dra.Maria Aparecida Silva Bento - CEERT/SP
Prof.Dr.Renato Emerson - FFP/UERJ (São Gonsalo) - Diretor da Associação dos Geográfos Brasileiros( AGB) Seção Rio de Janeiro
Katiúscia Ribeiro - Estudante de Filosofia da UFRJ - Bolsista do Conexões de Saberes
13 de Maio de 2008 ás 14:00
Local: Auditório de CFCH
Manuel MauricioPraia Vermelha - UFRJ

ENTRE O ATIVISMO E A MACUMBA. ARTE E AFRO-DESCENDÊNCIA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

Prof. Dr. Roberto Conduru – UERJProfessor de História e Teoria da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. É autor de Willys de Castro (Cosac &Naify, 2000), co-autor de A missão francesa (Sextante, 2003), colaborador de Brazil's Modern Architecture/ Arquitetura Moderna Brasileira (Phaidon, 2004), co-organizador de Um modo de ser moderno Lucio Costa e a Crítica Contemporânea (Cosac & Naify, 2004) e Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Rede Sirius, 2003). É presidente do Comitê Brasileiro de História da Arte.
Esta palestra integra o segundo módulo do Seminário Avançado 2008 do PPG-Arte: PERSPECTIVAS PARA A INVESTIGAÇÃO EM ARTE, aberto para o público externo como evento de extensão gratuito. Os interessados em receber certificado de extensão deverão inscrever-se na secretaria do PPG-Arte, Prédio SG-1, Campus Universitário Darcy Ribeiro, de 12 a 26 de maio. A programação completa pode ser encontrada no endereço: http://www.vis. ida.unb.br/ posgraduacao ou http://www.ida. unb.br
Data: 12 de maio de 2008
Horário: 14 horas
Local: Auditório da Faculdade de Tecnologia da UnB
A palestra será aberta à comunidade em geral.Na ocasião será lançado o livro "Arte Afro-Brasileira" , Editora C/Arte. Este é um volume da Coleção Didática da Série Historiando a Arte Brasileira. Tratando-se de material importante para estudantes e professores do ensino fundamental, médio e universitário, a edição é acompanhada por texto voltado para as ações pedagógicas.
Agradecimentos: Editora C/Arte e Faculdade de Tecnologia da UnB

FORÚM CULUTURAL INTERNACIONAL BRASIL/MOÇAMBIQUE EM SP

O Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru marcará os 120 anos da Abolição não concluída, com a realização nos dias 13 e 14 de Maio do Fórum Cultural Internacional Brasil/Moçambique.O Fórum, que será promovido em conjunto com o grupo de alunos da disciplina "Programas de Cidadania", da Universidade do Sagrado Coração, será aberto oficialmente no dia 13, no pátio central da USC, com exposição de telas com a temática afro-brasileira, da artista plástica Irma Munhoz, apresentação de capoeiristas da Fundação Casa da Capoeira, seguida de workshoping sobre esta forma de luta/dança, que tem raízes na África.Durante o Fórum haverá Mesa-Redonda com os seguintes participantes:- Professor mestre Sebastião Clementino Macalé, graduado em Geopolítica, que vai debater o tema Geopolítica Africana; - Irmã Janetha Malachias Bombí, de Moçambique, África, que está no Brasil em missão pelo Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração, que falará sobre Raízes Moçambicanas na Cultura Afro-Brasileira.Segundo o jornalista Ademir Elias, presidente do Conselho, durante o Fórum também serão tratados temas relacionados a atuação do Conselho e à comunidade negra de Bauru. A entrada é de graça e haverá Certificados de participação.
Fórum Cultural Internacional Brasil/Moçambique em Bauru
Exposição de telas e exibição de capoeira
Local: Pátio Central da USC
Data: 13/05
Horário: 18h30
Mesa-redonda:
Local:Anfiteatro E-1, da Universidade do Sagrado Coração - BauruData:14/05Horário:19h30

Mais informações:
Ademir Elias - 2109-6226 / 3227-4458
Silvio Roberto Durante - 9799-3421

terça-feira, 6 de maio de 2008

LANÇAMENTO DE LIVRO E EXPOSIÇÃO DO JANUÁRIO GARCIA

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PRÉ-ESTRÉIA DO FILME ATABAQUE NZINGA NO RJ

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MEC PROMETE FINANCIAR PROJETOS UNIVERSITÁRIOS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA PARA REDE DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Retirado do site do MEC
ANTES DE CONTINUAR CLIQUE AQUI, OU NESTE LINK ALTERNATIVO, PARA BAIXAR A RESOLUÇÃO nº 14/2003.
AS PROPOSTAS SÓ PODERÃO SER ENCAMINHADAS ATÉ O DIA 28 DE MAIO.
Prestar atenção no itens:
§ 1o Somente as Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior dotados de Núcleo de Estudo Afro-Brasileiros (NEAB) ou grupos correlatos poderão solicitar recursos para a formação inicial e continuada de professores e para a elaboração de material didático.
§ 2o Define-se NEAB ou grupo correlato, como núcleo de natureza acadêmica que desenvolva atividades explicitamente vinculadas aos estudos afro-brasileiros e africanos e à educação para as relações étnico-raciais, reconhecido institucionalmente por meio de instrumento legal validado por dirigente máximo da instituição.

Art. 14 A presente Resolução prevê a aplicação de recursos financeiros, no valor total de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), pelas Instituições Federais e Estaduais de Ensino Superior conforme as diretrizes previstas nesta Resolução.
§ 2º O valor das propostas para a oferta de cursos e material didático será de no mínimo R$100.000,00 (cem mil reais) e no máximo R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais). § 3º O prazo máximo de execução dos projetos, após recebimento de recursos é de 18 meses.


Projetos de formação afro terão R$ 2 mi

02/05/2008 15:15:28
As universidades públicas federais e estaduais terão este ano R$ 2 milhões para elaborar projetos de formação inicial e continuada de professores e para criar materiais didáticos sobre a História da África e a cultura afro-brasileira. Essa é uma das ações do MEC para colocar em prática a Lei 10.639/2003, que trata do ensino obrigatório da História da África e da Cultura Afro-Brasileira nas redes de educação básica, públicas e privadas.
Para concorrer aos recursos do Ministério da Educação, as instituições podem apresentar três tipos de projetos: de formação de graduandos dos cursos de licenciatura e de pedagogia; de cursos de formação continuada de professores das redes de ensino da educação básica; e criação de material didático específico para ser usado nas salas de aula. Os materiais podem ser livros, vídeos, jogos ou brinquedos. A Resolução nº 14, de 28 de abril deste ano, dá prazo de 30 dias para apresentação de projetos ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo repasse dos recursos. O prazo para execução dos projetos é de 18 meses, após o repasse dos recursos.
Nos projetos de formação nas licenciaturas e pedagogia, a carga horária mínima para abordar a História da África e da Cultura Afro-Brasileira será de 30 horas. Já na formação continuada, as instituições podem propor cursos de extensão, com carga horária mínima de 60 horas; aperfeiçoamento, mínimo de 180 horas; e especialização, mínimo de 360 horas.
De acordo com o diretor de diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Armênio Schmidt, os materiais criados pelas universidades poderão ser utilizados de duas formas. Pelas próprias instituições nos cursos de graduação de professores e nos cursos de formação continuada nas redes estaduais e municipais. O mesmo vai acontecer com os livros, vídeos, jogos e brinquedos. Esses materiais didáticos, diz Armênio, farão parte dos cursos de formação inicial e continuada de professores e depois vão também para as salas de aulas das escolas públicas.
A resolução prevê que, para apresentar qualquer categoria de projeto – formação inicial, continuada ou de material didático –, e concorrer aos recursos do MEC, a instituição precisa ter um Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) ou grupo correlato. Segundo Armênio Schmidt, os Neabs são núcleos acadêmicos que desenvolvem atividades e pesquisas explicitamente vinculadas aos estudos afro-brasileiros e africanos e à educação para as relações étnico-raciais.
O diretor de diversidade diz que essas iniciativas do Ministério da Educação visam dotar, até 2010, todas as escolas públicas da educação básica de núcleos de professores com formação e de materiais mínimos para a implementação da Lei nº 10.639/2003. Prazos, recursos, formatos dos projetos estão na
Resolução nº 14/2003, que trata do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior (Uniafro).
Grupo de Trabalho – Ao mesmo tempo que financia projetos sobre conteúdos da formação de professores e da produção de materiais didáticos, o Ministério da Educação constituiu um grupo de trabalho para pensar um conjunto de políticas para a implementação da Lei nº 10.639/2003. Participam do grupo todas as secretarias do MEC, o Ministério da Cultura, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e representantes de movimentos negro, social e de universidades. O grupo programou cinco reuniões regionais e uma nacional. Em abril, explica Armênio, o grupo fez reuniões para ouvir a sociedade em Belém e em Cuiabá; em maio fará reuniões em Vitória, Curitiba e São Luís; em junho, em Aracaju; e em julho um encontro nacional, em Brasília.
Também em maio, informa o diretor de diversidade, o MEC vai celebrar convênios com a Petrobrás e a Fundação Roberto Marinho para mais uma etapa do projeto A Cor da Cultura. O ministério vai financiar projetos de produção de conteúdos audiovisuais e impressos sobre a temática étnico-racial. O projeto A Cor da Cultura existe desde 2005.
Ionice Lorenzoni

SARAU LITERATURA AFRO E LANÇANÇAMENTO LIVRO NO RS

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LANÇAMENTO EM SP DO LIVRO: "NEGROS. O BRASIL NOS DEVE MILHÕES"

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

PROFESSOR DA UFBA COM QI RACISTA RENUNCIA AO CARGO DE COORDENADOR DE CURSO

05.05.08 Hoje em Dia- professor UFBA com Qi racista renuncia



Retirado do Correio da Bahia.

05/05/2008
Professor renuncia
Coordenador do curso de medicina da Ufba deixa o cargo após declarações consideradas racistas

Cilene Brito
Após causar polêmica com as declarações feitas sobre a baixa inteligência dos baianos, o coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antônio Natalino Manta Dantas, 69 anos, anunciou a sua renúncia ao cargo, no fim da tarde de ontem. O pedido foi feito ao diretor da Faculdade de Medicina, José Tavares Netos, na noite da última quarta-feira, mas por causa do feriado o documento só será protocolado hoje. Até mesmo o reitor da Ufba, Naomar Almeida, desconhecia o fato.
Através de uma nota de esclarecimento encaminhada à imprensa, Dantas diz que tomou essa decisão em razão da repercussão e do mal-estar causados pela interpretação dada às declarações. “Não sou racista ou preconceituoso e acredito em Deus. Peço desculpas. Não tive a intenção de ofender a quem quer que seja”, disse.
O professor afirmou que não tem restrições à inteligência da comunidade baiana ou qualquer outra. Ele justifica suas declarações desastrosas com o fato de ter sido pego de surpresa diante da cobrança dos jornalistas para se manifestar sobre o baixo desempenho dos estudantes de medicina no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) – que classificou a faculdade entre os 17 piores cursos de medicina do país.
“Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo”, desculpou-se o professor. Apesar de declarar claramente o seu posicionamento sobre o assunto, Dantas disse que suas declarações foram distorcidas pela imprensa e que não teve intenção de culpar o sistema de cotas pelo mau resultado.
Ele salientou que o resultado do Enade refere-se ao período anterior a sua gestão como coordenador do curso, cujo cargo foi ocupado há apenas um ano.
Olodum e berimbau – Sobre as declarações ofensivas à banda Olodum, quando disse que a mesma não faz música, Dantas assinalou que tem direito de expressar as suas preferências musicais. Já sobre o berimbau, ele reconheceu que teve uma visão distorcida do instrumento. “Sobre o berimbau, por exemplo, a minha falta de familiaridade com o mesmo me levou a uma noção distorcida. Diante das explicações dadas nos últimos dias pelos experts, contudo, passei a concebê-lo como um instrumento musical complexo e de difícil execução”, retifica o professor, no comunicado enviado aos jornalistas.
Segundo o advogado de Dantas, Antônio Vieira, o professor não deve falar sobre a renúncia por enquanto. “Ele ficou muito desgastado com a repercussão do caso. Ele tomou essa decisão para evitar mais comentários”, avaliou Vieira.
***
Medidas discutidas em assembléia O diretor da faculdade de medicina, José Tavares Neto, disse que não se posicionará sobre a renúncia do coordenador do curso até a assembléia que acontecerá hoje entre professores, estudantes e funcionários, no pavilhão de aulas do Canela, às 9h. No entanto, as medidas adotadas pela direção da faculdade contra o professor só serão definidas amanhã, durante a reunião da Congregação da Faculdade de Medicina.
Tavares Neto salientou ainda que, apesar da renúncia ao cargo de coordenador, Dantas ainda continuará com o cargo de professor da universidade, até o mês de setembro, quando completa 70 anos.
Já o reitor da Ufba, Naomar Almeida, disse que foi pego de surpresa. Para ele, a decisão do coordenador “pode contribuir para solucionar a crise negativa que foi instalada na instituição”.
Manifestações - O pedido de desculpas, no entanto, não foi aceito pelo presidente da banda Olodum, João Jorge Rodrigues. Ele afirma que manterá a queixa prestada ao Ministério Público Estadual e pretende entrar com nova queixa na Justiça, com pedido de reparação por danos morais. Hoje, ele e outros representantes do movimento negro na Bahia participarão de um ato contra as declarações de Dantas na sede da Reitoria, no Canela, às 8h.
“Eu acho a decisão dele importante, porque as suas palavras comprometeram bastante sua posição na universidade. Estamos felizes com a renúncia dele. Não somos contra o professor, mas contra os atos racistas dele. Ele deveria fazer uma retratação pública”, avaliou.

O AUTO DA ESCRAVA ANASTÁCIA

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REDE TV 03-05-08 - CAI PROCURA POR COTAS NA UERJ E UENF



A rede Globo também fez uma reportagem com esta questão. Clique aqui para ver esta postagem.

domingo, 4 de maio de 2008

PALESTRA SOBRE ZIMBÁBUE NO RIO DE JANEIRO

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ) convida para a Oficina de Planejamento Urbano e Regional do dia 5 de maio, segunda feira:


"Após o Zimbábue: Estado, Nação e Região na África" com Paris Yeros

Depto. de Relações Internacionais, PUC-Minas
Horário: 9:30 horas
Local: Auditório do IPPUR


Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Prédio da Reitoria, sala 543 Cidade Universitária - llha do Fundão
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
CEP 21941-590
Telefone: (0XX21) 2598-1676

EDITAL DE COOPERAÇÃO CULTURAL DA UNIÃO EUROPÉIA E SEMINÁRIO NA CHINA

Edital EACEA/05/08 - Programa de Cooperação Cultural da União Européia
• O prazo para submissão de propostas é 1º de junho de 2008.

A chamada pretende apoiar a cooperação e o intercâmbio cultural entre o Brasil e os países do Programa de Cooperação Cultural da União Européia. Os projetos devem ser desenvolvidos, no mínimo, entre três instituições culturais de três países diferentes, sendo uma delas do Brasil. O edital conta com recursos de € 1 milhão. A chamada completa pode ser visualizada nesse
link.

Jornalistas de rádio e TV podem concorrer a bolsas para viajar à China (IJNet)
Jornalistas de rádio e TV da América Latina, que falem inglês, podem se inscrever até o dia 1/08 para um seminário de jornalismo que ocorre entre 10 e 24 de setembro em Beijing, na China, informa o
IJNet. As bolsas, que cobrem as passagens aéreas mais US$ 200 para manutenção, são patrocinadas pela agência chilena de cooperação internacional (AGCI).

BOLSAS INTERNACIONAIS PARA REPORTAGENS SOBRE AMÉRICA LATINA

Retirado do site Jornalismo nas Américas.

Blog de Notícias
AMÉRICA LATINA

Jornalistas podem se candidatar a bolsas da Avina para reportagens sobre desenvolvimento sustentável (Fundação Avina)
Pelo segundo ano, a fundação
Avina abre inscrições de um concurso para jornalistas que desejem obter financiamento para reportagens sobre desenvolvimento sustentável na América Latina. Os prêmios serão dados para os repórteres que queiram escrever sobre qualquer um dos seis temas principais: igualdade social, transparência, mudanças climáticas, negócios inclusivos, integração e educação. As inscrições podem ser feitas pela internet até 1/7/2008.

sábado, 3 de maio de 2008

RECORTES "O GLOBO" (03-05-08) DIRETOR DO HOSPITAL DA UFBA DISCORDA PROF. COM QI RACISTA

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RECORTES "O GLOBO" (02-05-08) EDITORIAL E PROCESSO DO PROF. COM QI RACISTA

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RECORTES "O GLOBO" (01-05-08) SOBRE IDA AO STF E PROFESSOR DE QI RACISTA

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GRUPO ANTI-COTAS ENTREGA MANIFESTO PARA MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL

Grupo envia manifesto anti-cotas nas universidades ao STF

Quarta-feira, 30/04/2008

Grupo de artistas, representantes de movimentos negros e sociais, entre outros, entregou ao presidente do STF uma carta contra as cotas em universidades. O sistema já tem duas ações no Supremo.

Política de cotas raciais divide o país

Quinta-feira, 01/05/2008

O Supremo Tribunal recebeu um manifesto contra a política de cotas raciais. Um documento com 113 assinaturas afirma que o sistema privilegia estudantes de classe média considerados negros.

O GLOBO 01.05.08 - PESQUISA A UNESCO SOBRE EDUCAÇÃO NO MUNDO

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RACISMO 'CIENTÍFICO'

Retirado do jornal Correio da Bahia

Pesquisador condena passado da Faculdade de Medicina, onde discursos eugenistas são historicamente recorrentes
Flávio Novaes


As polêmicas declarações do coordenador do curso de medicina da Ufba, Natalino Dantas, não são novidade para o professor Jefferson Bacelar, do Departamento de Antropologia da instituição. “São práticas eugenistas, sim. Ele (Dantas) retrata o pensamento de um segmento expressivo e conservador da Faculdade de Medicina e de boa parte da sociedade baiana, que aponta a presença do negro como fator que impede o crescimento do estado”, contra-ataca. Na avaliação de Bacelar, a grande questão é que esta corrente de pensamento nunca “engoliu” o sistema de cotas. “Teve um professor, que não vou dizer o nome, que afirmou não saber como o filho dele, que tinha um carro de R$60 mil, ia se sentar ao lado de um negro do subúrbio ferroviário”, relata.
Há pelo menos 120 anos o tema volta ao debate acalorado do dia-a-dia, exalta os ânimos e provoca indignação. Polêmicas como as geradas por Dantas são recorrentes no âmbito da academia, principalmente na primeira e bicentenária faculdade do Brasil, e trazem de volta a discussão sobre eugenia. É o que afirmam pesquisadores, que conhecem a história do prédio que já graduou grandes nomes da medicina nacional.
Não é de hoje que Bacelar, também pesquisador do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), vinculado à universidade, tem problemas com professores de medicina. No início dos anos 80, de acordo com o pesquisador, uma batalha _ que envolveu até o Ministério Público _ foi travada para que fossem retiradas peças de candomblés do museu Estácio de Lima. O espaço guardava um acervo médico-legal, com crânios deformados, entre outras peças. “Eles faziam uma analogia entre a religião e aqueles elementos do museu dos horrores, mas conseguimos retirar o material e levamos para o museu Afro”, lembra ele, que, à época, era diretor do Ceao.
Foi justamente o museu Afro-Brasileiro, situado em um dos grandes salões do prédio da Faculdade de Medicina, o motivo de outra grande briga. Segundo Bacelar, durante a sua gestão à frente do Ceao, entre 1997 e 1998, os médicos queriam retirar o espaço do local a qualquer custo, mas não tiveram sucesso. “Na época briguei sozinho, só Vovô do Ilê ficou ao meu lado”, diz. “O fato é que eles sempre tiveram esse pensamento racista, apenas estavam retraídos”, afirma.
Em defesa do seu posicionamento, o professor Natalino Dantas garante que não está sozinho na questão, reforçando o discurso de Bacelar. “Tem muita gente na faculdade contra o que eu disse, mas também tem muita gente a favor”, põe mais lenha na fogueira, sem citar nomes.
Nina Rodrigues - As querelas, porém, são bem mais antigas: remontam ao final do século XIX, quando a faculdade – sempre instalada no Terreiro de Jesus _ convivia com as idéias, hoje polêmicas, do médico legista, professor e etnólogo Raymundo Nina Rodrigues. Precursor da medicina legal no país, Nina Rodrigues, no livro As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil, defendeu a adoção de um sistema penal diferenciado para brancos e mulatos, por acreditar que os descendentes de africanos que viviam na Bahia, recém-libertos da escravidão, formavam uma raça inferior, com pouco contato com a civilização e, por isso, mais afeitos à violência. “Na Faculdade de Medicina de hoje eles ainda têm o mesmo discurso do final do século XIX, o mesmo racismo científico da época”, diz Bacelar. “Só que, naquela época, Nina (Rodrigues) pelo menos foi mais avançado e tinha a preocupação de entender o negro baiano”, completa.
Entrou para a história também a seleção para a cadeira de neuropsiquiatria, em 1896. “Conheço suas tias. São queimadinhas”, ironizou um dos membros da banca examinadora, antes da apresentação dos trabalhos do negro Juliano Moreira. “Há quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho dessa faculdade. Subir sem outro bordão que não seja a abnegação e o trabalho, eis o que há de mais escabroso. Só o vício, a subserviência e a ignorância tisnam a pasta humana quando a ela se misturam”, discursou Juliano, após receber 15 notas máximas. Depois, publicou mais de cem trabalhos científicos em quatro idiomas (português, alemão, francês e inglês), que serviram de base para diversas áreas médicas, o que lhe rendeu uma vaga na Academia Brasileira de Ciências, em 1917, no lugar de Oswaldo Cruz.
***
Movimento negro pede providências à Ufba
Carmen Azevêdo

O movimento negro baiano reivindica que a Ufba adote a postura adequada e dê um basta a atitudes racistas e discriminatórias dentro da instituição. Desde que as declarações depreciativas do professor Natalino Dantas ganharam repercussão nacional, integrantes e lideranças do movimento vêm debatendo o assunto. Eles dizem que alunos afrodescendente, inclusive os que ingressaram na Ufba pelo sistema de cotas, já manifestaram apoio ao movimento negro e prometem pressionar a instituição.
O coordenador nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), Marcus Alessandro Mawusí, define como “lamentável” o “conjunto de besteiras” declaradas pelo professor. “E o pior é que ele estava muito à vontade ao dizer tudo aquilo”, dispara. A grande preocupação de Mawusí é saber que as afirmações racistas partiram de um acadêmico que atua em uma universidade pública e gratuita. “Isso revela uma parcela da opinião pública que pensa de forma intolerante e criminosa. Esperamos que a Ufba e o Ministério Público tomem providências”. Mawusí lembra ainda que as declarações relembram as idéias do século XIX, como a teoria eugenista da superioridade ariana (supremacia da raça branca sobre as demais). “O mais perigoso é a retomada destas idéias dentro de uma Faculdade de Medicina”, destaca.
Para o professor Ubiratan Castro, historiador à frente da Fundação Cultural Palmares, as declarações não devem ser vistas como “individuais” nem “surpreendentes”. Castro se diz antigo conhecedor das posturas de Dantas dentro da universidade. “Sempre com estas idéias, apoiadas por pessoas que o elegem dentro da instituição, ele já acusou preconceituosamente os alunos da Faculdade de Filosofia de ‘drogados’ e ‘maconheiros’”. Além disso, diz o historiador, Dantas já exerceu pressão contra o Museu Afro-Brasileiro, instalado no prédio da primeira Escola de Medicina do Brasil, no Terreiro de Jesus, alegando que arte afro não é arte. Para o especialista, o docente sempre foi protegido pelos conservadores da universidade. “A solução é punir exemplarmente, espero que a instituição mostre que não apóia esse tipo de atitude”.

ATIVISTAS DO MOVIMENTO NEGRO CRITICAM POLÍTICA DE COTAS

Retirado do site Consultor Jurídico

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu, nesta quarta-feira (30/4), sindicalistas, empresários e ativistas dos movimentos negros para discutir a política de cotas raciais nas universidades. O grupo entregou um documento sobre duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 3.197 e 3.330) que questionam a implantação de cotas raciais em universidades públicas.
“Esse sistema de cotas raciais na Amazônia está obrigando os caboclos a se identificarem como negros, ou seja, é uma forma de etnocídio. Estão matando a identidade do caboclo da Amazônia”, afirmou o presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, Leão Alves.
Ele informou que, atualmente, a Amazônia apresenta conflitos entre caboclos, mulatos e negros. “Na Amazônia, a maioria dos pardos não são afro-descendentes, são caboclos”, disse, ressaltando que “o sistema de cotas impõe interesses de um grupo à destruição de outro”. Recordando a mistura de raças do país, ele concluiu que “o sistema de cotas não é o consenso e vai contra a nossa formação cultural”.
Para o representante do Fórum Afro da Amazônia, Francisco Johny, o governo federal deveria investir mais em ensino básico. “Nós sabemos que nem toda a população negra termina o ensino médio, nem chega ao nível superior porque não tem uma educação básica de qualidade e curso de capacitação”, afirmou.
“Os negros podem chegar às universidades federais e concorrer às vagas sem a ajuda de cotas raciais”, disse, argumentando que o sistema contestado pelo grupo aumenta a discriminação no Brasil. Por fim, revelou que alguns movimentos negros estão “acorrentados a partidos políticos. Esse caso é político”.

Revista Consultor Jurídico, 1 de maio de 2008

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Total: 10 Comentários
Plinio Gustavo Prado Garcia (Empresarial - - ) 03/05/2008 - 22:07
O sistema de cotas é a evidência de uma política racista por parte daqueles que se dizem favoráveis ao combate ao racismo.Na afirmação das cotas está a afirmação do racismo. Jamais o contrário.É a afirmação da discriminação racial em detrimento de quem não se enquadre no tipo favorecido pelas cotas.É o racismo dentro do racismo.Por isso mesmo, institui desigualdade perante a lei onde essa desigualdade não deveria existir. Daí sua manifesta inconstitucionalidade.As vagas raciais preenchidas na UFBA indicam o número de candidatos que, por não se enquadrarem no esdrúxulo conceito racial, foram privados de admissão, ainda que, pelo mérito, houvessem obtido classificação.A discrinação racial atinge, assim, os brancos, os asiáticos e outros, que não têm culpa de não serem negros.A Constituição Federal não admite essa desigualação, que induz discriminação.Plínio Gustavo Prado GarciaAdvogado em São Paulo - SPwww.pradogarcia.com.br -->

Baraviera (Procurador da Fazenda Nacional - - ) 03/05/2008 - 16:10
Exmo. Dr. Luiz Guilherme,Digamos que V.Exa. estivesse à beira da morte se não fosse medicado
urgentemente.Podendo escolher, o Sr. optaria pelo médido cujo acesso à universidade se deu pelo sistema de cotas ou pelo outro, que entrou na universidade de forma "convencional"? -->

Bira (Industrial - - ) 03/05/2008 - 14:57
Tentar dividir o pais em raças é algo de alguém que não quer o bem das pessoas e deve estar atendendo ao lobby das armas e da destruição.

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UM QI RACISTA

Retirado do blog YOWLI Brasil. Reflexão interessante que vale ser postada na íntegra.
Por Fabiana Oliveira e Fernando Pinheiro
Na terça-feira, 29 de abril, o coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia, Antônio Natalino Dantas, 69 anos, deu uma entrevista à Rádio Band News, sobre o baixo desempenho dos alunos do curso no ENADE (Exame Nacional de Desenvolvimento dos Estudantes) que dividiu opiniões no país.

Em sua fala, o médico-professor, alegou que os baianos têm baixo QI (Quoeficiente de Inteligência), justificando assim a nota na avaliação. O indicador da tese do renomado professor, também baiano, é o berimbau, que segundo o mesmo "é o tipo de instrumento do indivíduo que tem poucos neurônios. Um demonstrativo de pouca inteligência". Contudo ele não forneceu mais informações para embasar esta tese boçal e preconceituosa.

Um dia após, ao tentar esclarecer sua fala, o coordenador foi mais enfático: "talvez o ambiente cultural da Bahia não seja muito propício à medicina porque as coisas aqui são mais voltadas para a musicalidade. Se bem que eu nem considero esses ritmos de percussão música propiamente dita".

O posicionamento do professor, rendeu respostas indignadas de alunos da UFBA, que escreveram uma carta de repúdio, além do reitor pedir seu afastamento da direção do curso e até o , governador da Bahia, Jaques Wagner, se pronunciou, dizendo que Dantas teve um “surto de imbecilidade, se é que ele não é assim".

Tudo estaria resolvido se o pensamento de Antônio Dantas fosse único. Infelizmente este país está cheio de Antônios, que embora não se pronunciem, têm o mesmo pensamento sobre os baianos e a população negra de uma forma geral.

O que chocou foi o fato de um acadêmico, pessoa tida como esclarecida, pronunciar-se dessa forma; afinal, é politicamente incorreto. Mas como ele, temos muitos outros professores, doutores, empresários, políticos, donas-de-casa, etc, reproduzindo, ainda que não na mídia, o mesmo discurso no dia-a-dia.

O resultado desse racismo, as estatísticas, e essas visíveis, apontam: os negros no Brasil têm os piores salários e as diferenças de escolaridade são gritantes em relação aos não-negros.

Embora o professor não tenha em sua fala se dirigido aos negros, na Bahia, mais de 70% da população é declaradamente negra. Além disso, o berimbau, é um instrumento ligado a história e cultura afro-brasileira. Não nos parece fácil tocar um instrumento de uma única corda. È um instrumento brilhante, mas por não ser cultura européia, sua importãncia, assim como boa parte do que lembre os negros no Brasil, é minimizado.

Até quando teremos que conviver com toda essa discriminação existente em nosso país? Esperamos que este episódio, suscite muitos debates dentro e fora da academia. Pois conseguir enxergar além dos preconceitos e diferenças, reconhcendo a importância da contribuição de cada povo para a formação do Brasil, isso sim e demonstração de inteligência.
Veja as reportagens

Hoje em Dia - QI dos baianos e berimbau p/ professor da UFBA


Professor universitário diz que baiano é burro


Baianos reagem a afirmação de que são burros



MOÇÃO DE REPÚDIO A POLÍTICA QUILOMBOLA

Retirado da mensagem 40706 da lista discriminacaoracial.
Clique aqui para baixar a moção em PDF protocolada.


Nós quilombolas brasileiros, reunidos por ocasião da Consulta Pública, às Comunidades Quilombolas realizada de 15 a 17 de abril de 2008, no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Industria – CNTI na BR 040, km 9,5, Posto Ypê, Setor de Chácaras Marajoara, s/nº, Fazenda Taveira, Município de Luziania (GO), referente a proposta de modificação da Instrução Normativa n° 20 do INCRA, manifestamos nosso repudio em relação a postura do Estado brasileiro na figura do Senhor Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da Republica / SEPPIR-PR, Edson Santos, por conta de suas manifestações extemporâneas em reunião com a Comunidade Quilombola da Ilha da Marambaia/RJ.
Em audiência com representantes da Coordenação Nacional Quilombola (CONAQ) e Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Estado do Rio de Janeiro (ACQUILERJ), no dia 04 de março de 2008, o Senhor Ministro se comprometeu a visitar as comunidades quilombolas, em especial Alcântara/MA e Marambaia/RJ, acompanhado por representantes do movimento nacional ou estadual.
Os quilombolas da Marambaia têm vivido graves conflitos com a Marinha de Guerra do Brasil nas últimas décadas, fato que tem sido destaque nos meios de comunicação. Embora a gravidade do conflito seja reconhecido pelo Estado, através de seus órgãos competentes, como o Ministério Público Federal, por conta dos cerceamentos dos direitos civis dos quilombolas da Marambaia, o Ministro, desde as primeiras medidas adotadas para sua visita, não se ateve a gravidade dos fatos, sendo a liderança quilombola informada por um oficial, menos de 24 horas antes da visita do Ministro à Ilha, provocando um esvaziamento da reunião.
Ainda, no lugar de visitar as moradias, praias com o intuito de escutar as demandas dos quilombolas, o Senhor Ministro, antes da reunião com a comunidade, percorreu o território acompanhado apenas por militares.
Na reunião, com a presença dos militares, o Senhor Ministro, ao ser indagando pela presidente da Associação Quilombola da Ilha da Marambaia/RJ sobre o processo de regularização fundiária da comunidade, respondeu que seria impossível titular o território reivindicado em função de sua extensão. Numa atitude de desconsideraçã o com a comunidade local, o Ministro questionou a inclusão da área de floresta, pedras (local onde ficam as fontes de água que abastecem a comunidade) e outras áreas, não agriculturáveis, tradicionalmente usadas no território reivindicado pela comunidade, contrariando, inclusive, os principios da Política Nacional de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais, instituída pelo Decreto 6.040 de 7 de fevereiro de 2007, assinado pelo Presidente Lula, que prevê, em seu art 3º, que os territórios tradicionais são espaços necessários a reprodução cultural, social e econômica dos povos e comunidades tradicionais, sejam eles utilizados de forma permanente ou temporária, observado, no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas, respectivamente, o que dispõem os arts. 231 da Constituição e 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e demais regulamentações.
Mais uma vez, numa atitude de desconsideraçã o à população local, o Ministro declarou que a comunidade "não deveria se prender às tradições" que compõem a história de sua comunidade e sua própria identidade, contrariando mais uma vez os preceitos legais que norteiam as políticas nacionais e internacionais de proteção dos direitos das populações indígenas, quilombolas e tradicionais, como a Convenção 169 da OIT, aprovada pelo Congresso Nacional através do Decreto Legislativo nº 143/2002 e promulgada pelo Presidente da República pelo Decreto 5051/2004 e que foi incorporada a legislação brasileira pela Emenda Constitucional nº 45/2004, bem como legislação nacional, como o Decreto 4.887 de 2003, assinado pelo Presidnete Lula.
De modo extemporâneo, o Ministro propunha que a comunidade fosse contemplada meramente com seu espaço de moradia. Ao ser inquirido por um membro da comunidade sobre como uma família que vive na ilha com 10 filhos, no caso, poderá permanecer e viver na mesma sem ter garantido um espaço suficiente para construir suas próprias casas, respondeu que a comunidade não deveria se ater ao futuro e, sim, tratar de resolver o presente ignorando suas relações com o meio ambiente. Proposição que, além de insultuosa a luta e história de um povo que há séculos assitem a negação e usurpação de seus direitos, contradiz mesmo os fatos históricos, pois como demonstram alguns estudiosos a Ilha da Marambaia foi doada pelo Comendador Joaquim de Souza Breves aos ex-escravos que permeneceram no local com o fim da escravidão. Trata-se de direitos negados pelo Estado que são há décadas renvindicados pelos quilombolas da Marambaia que desejam apenas a digna oportunidade de continuarem em suas terras tradicionais.
Tais declarações foram proferidas no momento que antecedia em poucos dias à consulta aos quilombolas de todo o Brasil, o que sinaliza uma postura ambígua por parte do governo federal que afirma defender os direitos das minorias e comunidades quilombolas.
Demandamos do Estado brasileiro, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Presidente da Republica Luís Inácio Lula da Silva, um posicionamento oficial em relação às declarações de seu Ministro de Estado, que ferem diversos dispositivos legais nacionais e internacionais, bem como atingem a instituição republicana, ao negar as formas de expressão particulares da comunidade quilombola da Marambaia, que além de quilombos, são eles cidadãos que detêm a legitimidade, dentro da legalidade, de demandar o que lhes é de direito.

C/c: Ministério Público Federal.
Casa Civil da Presidência da República.

Damião Braga Soares dos Santos
Presidente da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal - ARQPEDRA
Vice Presidente da Associação das Comunidades Remanescente de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro - ACQUILERJ
damiaobraga@ gmail.com
(21) 9701-8905
(61) 9631-8201

XII MARCHA NOTURNA - 13 DE MAIO DE 2008

Recebido por email e ajudando na divulgação.Clique aqui para ir para o blog da marcha e conhecer mais.
Clique aqui para acessar a programação completa.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

ZIMBÁUBE DIZ QUE DEBATE DE CRISE ELEITORA NA ONU É RACISTA

Retirado do site do jornal O Globo

Publicada em 30/04/2008
Por Cris Chinaka HARARE (Reuters) - O governo do Zimbábue acusou as Nações Unidas na quarta-feira de participar de uma tática "sinistra, racista e colonial" ao debater a crise eleitoral da nação africana, mas minimizou a questão ao dizer que isso não prejudicará o país.
Na terça-feira, numa sessão do Conselho de Segurança, potências ocidentais pressionaram a ONU a enviar uma missão ao Zimbábue, onde ainda não há resultados oficiais da eleição presidencial ocorrida há quatro semanas.
O Movimento pela Mudança Democrática (MDC, oposição) diz que seu candidato, Morgan Tsvangiari, venceu o pleito sem necessidade de segundo turno. O partido acusa o presidente Robert Mugabe de segurar os resultados para impedir a vitória da oposição, e alerta que o prolongamento da crise pode gerar um banho de sangue.
"Para nós, [a sessão da ONU] é um sinal de desespero dos britânicos e de seus fantoches do MDC. É sinistro, racista e colonial que a Grã-Bretanha tente amarrar todos no apoio à sua agente neocolonial aqui [...], mas isso vai fracassar", disse à Reuters o vice-ministro da Informação, Bright Matonga.
Diplomatas disseram que os participantes europeus e latino-americanos, além dos EUA, apoiaram o envio de uma missão da ONU ao Zimbábue, enquanto a África do Sul, que preside o Conselho neste mês e já tentou sem sucesso mediar a crise política, afirmou que isso não é assunto para o Conselho de Segurança.
Mugabe governa o Zimbábue desde 1980, quando o país ficou independente.

SENADORES REBATEM OFENSAS DE COORDENADOR DO CURSO DE MEDICINA DA UFBA

Retirado do site do jornal O Globo

Senadores rebatem ofensas de coordenador do curso de medicina da UFBAPlantão Publicada em 30/04/2008 às 16h24mAgência SenadoBRASÍLIA - Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos e a bancada dos senadores da Bahia repudiaram nesta quarta-feira a declaração do coordenador da Escola de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Antônio Dantas, que atribuiu a baixa nota obtida pelo curso no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) ao "baixo QI dos baianos". Dantas afirmou, entre outras coisas, que o berimbau, instrumento utilizado na capoeira, consegue ser tocado pelos baianos "porque tem uma corda só".

O debate foi suscitado pelo senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), que considerou o fato "puro preconceito e pura discriminação racial", e a afirmação do coordenador de Medicina da UFBA, "ofensiva, preconceituosa, e desrespeitosa com o povo brasileiro". Ele e o senador Paulo Paim (PT-RS), que preside a Comissão de Direitos Humanos, apresentaram voto de repúdio em nome da comissão. Paim também manifestou solidariedade ao povo baiano.

- Racismo é crime, não prescreve e ele precisa ser processado - disse Paim.

Em nome da bancada baiana, o senador César Borges (PR-BA) apresentou requerimento de voto de censura às declarações do coordenador.

- A declaração ofende aos baianos, aos brasileiros e a todos nós que queremos um país igualitário em todos os sentidos - avaliou César Borges.

Já Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) considerou a afirmação revoltante e exigiu do reitor da UFBA, Naomar Almeida, a demissão imediata do coordenador.

- Ele foi racista e preconceituoso, se eximindo das responsabilidades do curso que ele coordena, do mau desempenho aferido durante o Enade - declarou.

Os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Mão Santa (PMDB-PI) e Serys Slhessarenko (PT-MT) também se associaram às manifestações.

DISCUSSÃO SOBRE CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA RACISMO, DISCRIMINAÇÃO E INTOLERÂNCIA

Clique na imagem para ampliar.
Discussão vai ser no dia 06.05.08 na Puc-rio



COORDENADOR DA MEDICINA DA UFBA CONTINUA COM SUAS FRASES RACISTAS

30/04/2008 - 11h34 - Atualizado em 01/05/2008 - 09h53
'QI dos alunos de medicina é baixo', diz coordenador do curso da UFBA

Curso de medicina tirou nota 2 no Enade e no IDD e será supervisionado pelo MEC.

Para ele, 'alunos se submeteram à vergonha nacional'.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo



O coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA ) atribuiu aos alunos a responsabilidade pela nota baixa que o curso atingiu no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2007. O curso integra a lista de 17 instituições do país que serão supervisionadas pelo Ministério da Educação (MEC). Na opinião do coordenador, o professor Antonio Natalino Manta Dantas, o resultado ruim é por causa do "baixo QI [quociente de inteligência] dos alunos".



Fachada da Faculdade de Medicina da UFBA (Foto: Divulgação)


Em entrevista ao jornal 'Folha de S.Paulo' desta quarta-feira (30), Dantas, que é baiano, disse também que "O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais [cordas], não conseguiria".
Procurado pelo G1, o coordenador reafirmou as declarações sobre o desempenho dos estudantes. "O QI dos alunos de medicina é baixo sim. Como vou dizer que eles têm QI alto se eles foram mal em uma prova que o resto do Brasil foi bem? Que eu saiba, não houve boicote à prova do Enade. Então eles [os alunos] mesmos se submeteram à vergonha nacional", diz o professor Dantas.
"A nota foi péssima e já é a segunda vez que isso acontece. Na primeira edição do Enade os estudantes também tiveram nota muito ruim", afirma Dantas.
Segundo ele, a faculdade não é a responsável pelos resultados ruins. "Temos um corpo docente muito qualificado com 90% dos professores com mestrado ou doutorado. Além disso, temos boa infra-estrutura", diz.

Veja aqui as notas dos 103 cursos de medicina avaliados pelo MEC

Para Dantas, os resultados do Enade mostram a inferioridade dos alunos de medicina da UFBA com relação aos estudantes de outras faculdades de medicina do país. "Eles são piores. As pessoas não gostam de admitir que são inferiores. Mas eu acho que admitir que somos piores é uma questão de humildade e só assim poderemos melhorar", avalia o coordenador do curso.
Questionado sobre quais medidas pretende tomar a partir de agora, o coordenador do curso foi enfático: "O que a gente pode fazer para melhorar a capacidade cognitiva das pessoas? Não tenho como mudar a genética. A prova do Enade não foi ruim. Ruins são os nossos alunos", dz o coordenador, que acrescenta que os estudantes do curso de direito da UFBA tiraram nota 5 (nota máxima) no Enade de 2006. "Realmente eu não entendo porque os alunos de medicina não conseguem esse desempenho", diz.

Reitor repudia declarações
O reitor da UFBA, Naomar de Almeida, discorda do coordenador do curso de medicina. "Eu repudio totalmente as declarações, achei chocante o que ele [Dantas] disse. Estou solicitando que o colegiado de professores de posicione com relação às declarações porque um professor com o cargo dele, que é um gestor acadêmico do curso, não pode se posicionar desta maneira", diz.
O estudante Alencastro Vinícius de Oliveira Vilas Boas, 24, aluno do segundo ano do curso de medicina e membro do Diretório Acadêmico de Estudantes (DCE) disse que os alunos vão se reunir às 13h desta quarta-feira (30) para discutir as afirmações do coordenador do curso.
"A posição dele é totalmente preconceituosa, reacionária. No curso de medicina da UFBA não há ninguém despreparado, muito pelo contrário, os alunos estudam muito. Claro que a faculdade tem vários problemas, como todas têm, mas a posição do coordenador é absurda", disse Vilas Boas.
Segundo Vilas Boas, parte dos alunos de medicina boicotou a prova do Enade por não concordar com a metodologia.
Nota 2
O curso de medicina da UFBA obteve nota 2 no conceito Enade e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), em uma escala de 1 a 5. Segundo o MEC, as 17 instituições que serão supervisionadas serão notificada a partir da semana que vem e terão de apresentar um relatório justificando os problemas e propondo mundanças.
"Tudo o que eu sei é pela imprensa. Não sei que medidas vamos tomar para melhorar essa situação porque não sei quais são os nossos problemas", afirma Dantas.
O curso de medicina da UFBA é o mais antigo do país, segundo o MEC, e
comemorou 200 anos recentemente.
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Paulista, Inteligente e trabalhador02/05/200814h01
Antes baiano era somente preguiçoso, agora também é burro. Vamos separar a Bahia do Brasil!
Ge02/05/200811h59
O sr. Dantas não foi feliz na colocação que fez, deveria pensar antes , agora aguenta.............
Elaine02/05/200811h43
Talvéz seja a hora de ver de fato como esses alunos adentrram a faculdade ...vestibular ...serah de fato? com notas tão ruins em duas ocasiões fica a pergunta para o diretor geral da UFBA responder......
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LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE MOVIMENTO NEGRO E EXPOSIÇÃO

A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR e o Museu da República convidam para o lançamento do livro

"1980/2005 – 25 ANOS DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL" e abertura da Exposição "CONSCIÊNCIA VIVA" do fotógrafo Januário Garcia.

Lançamento: 8 de maio, às 18h
Local: Museu da República
Rua do Catete, 153 – Catete – Rio de Janeiro – RJ

Exposição aberta ao público de 8 de maio a 8 de junho de 2008.