domingo, 8 de agosto de 2010

ARTIGO - AÇÕES AFIRMATIVAS: AMPARO CONSTITUCIONAL

Retirado do site Direitonet.

Versa sobre as ações afirmativas e sua legitimidade jurídica.
19/jul/2010
Veja o perfil deste autor no DireitoNet
mailto:DireitoNetumberto.noce@hotmail.com
Umberto Abreu Noce
Apesar de o termo Ação Afirmativa ter surgido nos Estados Unidos da América em 1960, quando o então presidente John F. Kennedy elaborou uma série de políticas de discriminação positiva, visando promover os negros a uma igualdade com os brancos em uma época onde havia um regime de segregação racial em seu país.Apesar de o termo Ação Afirmativa ter surgido nos Estados Unidos da América em 1960, quando o então presidente John F. Kennedy elaborou uma série de políticas de discriminação positiva, visando promover os negros a uma igualdade com os brancos em uma época onde havia um regime de segregação racial em seu país.

As primeiras demonstrações de políticas deste gênero surgiram na Índia na década de 1940, porém com o nome de Medidas Afirmativas, estas tinham como finalidade fazer com que o Parlamento Indiano fosse composto também por membros de castas inferiores. Contudo, a partir destas duas experiências, diversos países inclusive o Brasil vêm adotando medidas de descrímen positivo, visando reduzir desigualdades históricas e contemporâneas dentro de uma sociedade. O que se busca discutir neste texto é se o ordenamento jurídico Brasileiro agasalha a implantação de ações afirmativas no Brasil sem que haja desconformidade com os princípios constitucionais.

Para se discutir a validade destas ações sob a luz do Direito Brasileiro é necessário primeiro que se defina um conceito de igualdade, conceito este submetido a evoluções, distorções e adaptações no decorrer história da humanidade. Na Grécia e Roma antiga seria inaceitável defender uma igualdade como nos moldes atuais em um tempo onde a escravização e os privilégios a determinados grupos eram institucionalizados.
Com o advento da revolução Francesa e a consolidação dos ideais iluministas, criou-se o conceito de igualdade formal onde não haveria distinções perante as leis. Como um dos pilares da revolução Francesa, a igualdade civil ou formal apenas equiparou os cidadãos e o Estado perante a lei, que deveria ser obedecidas por todos impossibilitando-se assim o arbítrio por parte do chefe de governo, no entanto as desigualdades sociais e as exclusões de determinados grupos permaneceram inalteradas nas democracias liberais. Sobre este tema afirma o professor Mario Lucio Quintão:

Na democracia liberal, a igualdade política entre os indivíduos, meramente formal, engendrou uma sociedade desequilibrada. A livre concorrência favoreceu o acúmulo de bens pela burguesia em detrimento dos segmentos proletarizados(1)”. Configurando-se assim como uma mera formalidade que na verdade em muitos momentos aumentava a distância entre burguesia, que agora detinha poderes políticos e o proletariado que não tinha meios para exercer qualquer participação na vida política do Estado.
Nas democracias atuais este conceito da igualdade formal continua válido, no entanto com a evolução do Direito e da interpretação do princípio da isonomia contido nos textos constitucionais esta igualdade não deve limitar-se a eqüidistância entre todos os cidadãos na lei, deve-se procurar conjuntamente uma igualdade de oportunidades, condições e instrumentos para igualar os desiguais. Ao se oferecer condições para que segmentos historicamente excluídos ou em desvantagem na sociedade busquem ascensão social, visa-se efetivar uma igualdade material, ou seja, reais condições a todos de exercerem seus Direitos.

MAPA DA VIOLÊNCIA NO BASIL: MEIO MILHÃO DE HOMICÍDIOS EM UMA DÉCADA

Retirado do site Agência Senado.
ESPECIAL
29/07/2010
[Foto: Em 2000, 130 mil cruzes foram fincadas no gramado em frente ao Congresso Nacional em protesto contras as mortes registradas no ano anterior]
Realizado pelo Instituto Sangari, o Mapa da Violência 2010: Anatomia dos Homicídios no Brasil comprovou queda no índice de assassinatos entre 1997 e 2007. Ainda assim, mais de 500 mil pessoas foram vítimas desse tipo de crime no país na década analisada. O que mais preocupa, segunda alerta o estudo, é a crescente incidência de mortes violentas entre jovens de 15 a 24 anos. Em 2007, apenas 18,6% da população brasileira situava-se nessa faixa etária, que, em contrapartida, concentrou 36,6% dos homicídios registrados naquele ano. O Brasil é o sexto país no ranking mundial de assassinatos de jovens.
Se a taxa de homicídios entre os não-jovens apresentou uma tendência de declínio entre 1980 e 2007, passando de 21,1 para 19,8 em cada 100 mil habitantes, movimento contrário foi observado entre a juventude. O índice de assassinatos entre a população de 15 a 24 anos, que era de 30 em cada 100 mil jovens, em 1980, saltou para 50,1 em 2007 (veja no gráfico).
E o que estaria por trás do crescimento das mortes violentas entre os jovens? Segundo o Mapa da Violência 2010, quase metade dos homicídios está relacionada à concentração de renda. E são justamente os jovens os mais afetados pelos efeitos perversos desse indicador. Mais do que a pobreza absoluta ou generalizada, o estudo adverte que é a pobreza dentro da riqueza que mais influencia os níveis de homicídio de um país.
  
Negros e interiorização da violência
Não bastasse a fragilidade juvenil evidenciada por esses dados da violência letal no país, a edição 2010 do Mapa da Violência trouxe uma triste novidade: o avanço das mortes violentas sobre a população negra. Enquanto se constatou a redução de 18.852 para 14.308 (queda de 24,1%) dos homicídios entre os brancos no período de 2002 a 2007, o inverso ocorreu entre os brasileiros negros, faixa populacional onde o número de vítimas subiu de 26.915 para 30.193 (crescimento de 12,2%) nestes cinco anos.
"Em 2002, considerando as magnitudes populacionais, morriam proporcionalmente 45,8% mais negros que brancos. Em 2004 essa proporção eleva-se para 73,1%, para, em 2007, chegar à casa de 107,6%. Assim, proporcionalmente, em 2007 morre mais que o dobro de negros do que brancos, numa escalada que tem graves e preocupantes significações", detalha o estudo, comandado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.

A distribuição espacial desses homicídios também experimentou mudanças ao longo da década descrita. De acordo com essa última edição do estudo, as taxas de assassinatos nas capitais caíram de 45,7 por 100 mil habitantes, em 1997, para 36,6 em 2007. Em compensação, no mesmo período, as ocorrências em municípios do interior subiram de 13,5 para 18,5. Descrito como "interiorização da violência", o fenômeno não significa que os registros de homicídios no interior dos estados são maiores que os dos grandes centros urbanos. Demonstra, entretanto, um movimento de expansão naquelas localidades.
O estudo observa ainda que esses elevados níveis de violência homicida colocaram o Brasil bem à frente de países que enfrentaram conflitos armados na década 1997/2007. O Mapa da Violência 2010 rebate a tese da violência juvenil como fenômeno mundial, atestando que os índices de vitimização juvenil no Brasil são "anormalmente" elevados dentro do contexto internacional.
"Morrem, aqui, por homicídio, proporcionalmente, 2,6 jovens para cada não-jovem, índice pouco comum no mundo. Metade dos 79 países analisados não parece apresentar tais problemas de violência em sua juventude: ou porque morre, proporcionalmente, a mesma quantidade de jovens que não-jovens, ou porque morrem menos jovens que pessoas fora dessa faixa etária", relata o estudo.
Esse cenário levaria a crer que, longe de ser um fenômeno universal, a violência homicida juvenil tem, na verdade, um viés social e cultural.  
Simone Franco / Agência Senado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ECONOMISTAS DIZ QUE ACORDOS DE PARCERIA NÃO FAVORECEM PAÍSES AFRICANOS

Retirado do site África 21.



29/07/2010
APE/ Crítica

"Na sua formulação atual, estes acordos visam estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja, o contrário daquilo que a África espera da Europa", diz o economista.
Da Redação, com agência

Paris - Os Acordos de Parcerias Económicas (APE), na sua atual versão, não favorecerão o desenvolvimento econômico dos países africanos, alertou, em Paris, o economista camaronês Ferdinand Bakoup.

"Nota-se bem que, na sua formulação atual, estes acordos visam antecipadamente estimular cada vez mais a procura africana em direção à Europa, ou seja o contrário daquilo que a África espera da Europa", advertiu Bakoup, numa entrevista à Panapress.

O autor de "África pode ganhar o seu lugar na globalização para uma política econômica sistêmica" editado na editora Harmattan lamentou que os APE não tivessem em conta as verdadeiras implicações das relações econômicas entre as duas partes.

Na sua ótica, a Europa deve tomar medidas para estimular e diversificar a procura europeia de bens e serviços em direção à África.

"Ela deve igualmente orientar a sua ajuda no sentido de melhorar a competitividade das empresas africanas a fim de que elas possam responder eficazmente a esta procura crescente", defendeu Bakoup, dizendo ser de opinião que, em princípio, estes acordos deveriam visar estes principais objetivos.

O também especialista em chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) indicou que estas preocupações que fundamentam as relações econômicas equilibradas entre África e Europa foram infelizmente ocultadas pelos APE.

O economista camaronês criticou por outro lado a estratégia europeia visando levar países africanos a assinarem isoladamente os APE, ao passo que África privilegia acordos concluídos com as Comunidades Econômicas Regionais (CER), a fim de reforçar a integração regional.

Várias ONGs africanas e internacionais manifestaram-se em Bruxelas, na Belgica, contra este projeto da UE de levar os países africanos a assinarem os APE na sua atual versão.

FAMILIARES DE JOVEM NEGRO BALEADO EM NY VÃO RECEBER 3,25 BILHÕES

Retirado do site AFP.
Se fosse no Brasil essa indenização ia demorar uns 50 anos para ser decidida e mais uns 50 para liberarem a indenização.
Familiares de jovem negro baleado em NY vão receber US$ 3,25 milhões

(AFP) – há 6 dias

NOVA YORK — A família de Sean Bell, um negro morto em 2006 pela polícia com 50 tiros, recebeu 3,25 milhões de dólares em indenizações, anunciou o Departamento Jurídico da cidade de Nova York.

Conforme o acordo assinado por um juiz federal, outras duas pessoas que ficaram feridas no incidente, Joseph Guzmán e Trent Benefield, receberam respectivamente 3 milhões e 900 mil dólares.

"A cidade de Nova York lamenta a perda de vidas humanas neste trágico caso e oferece suas condolências à família Bell", disse nesta quarta-feira em um comunicado o dirigente do Departamento Jurídico, Michael Cardozo.

O acordo é o resultado de uma ação civil contra a cidade de Nova York aberta pela família de Bell e as duas vítimas que sobreviveram à chacina.

POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA DIZ QUE CUMPRIU A LEI AO IMPEDIR ENTRADA DE CAMARONÊS NO PAÍS

Retirado do site África 21.

29/07/2010
Brasil
Boniface Ofogo Nkama veio ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.
Hélia Ventura

Belo Horizonte - A assessora de Comunicação da Polícia Federal de Belo Horizonte, Luciana Saldanha, confirmou ao África21 Digital que a proibição de entrada no Brasil do camaronês Boniface Ofogo Nkama se deu exclusivamentre por falta de visto.

Ela rechaça as acusações de preconceito feitas pela idealizadora e produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, Benita Prieto, que alegou o fato de o estrangeiro ser negro, africano e artista como motivos para ele ser barrado.

Segundo a assessora, a acusação de preconceito é descabida, pois diariamente chegam ao Brasil pessoas negras de diversas nacionalidades, incluindo, naturalmente, africanas. Mas para a entrada no Brasil elas têm que ter o visto, caso esta exigência conste das condiçõies exigidas pelo país, o que ocorre em relação a Camarões.

O caso
Boniface Ofogo Nkama, nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, foi convidado para vir ao Brasil para participoar do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, que acontece no Rio de Janeiro e em Ouro Preto.

Ele foi impedido de entrar no Brasil, ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, no dia 23 deste mês, vindo de Madri em voo da TAP, pela Polícia Federal, que alegou falta de visto. Com isto, ele teve que retornar no mesmo dia para a Espanha.

Segundo informação da organizadora do evento, o camaronês teria sido informado em Espanha por diplomata brasileira que não teria necessidade de visto, pois os cidadãos de Camarões estariam isentos.

3ª CAMINHA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

EU TENHO FÉ! - EU TENHO FÉ!  www.eutenhofe.org.br

O Eu Tenho Fé! é um movimento sem fins lucrativos, coordenado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) formado por diversas organizações religiosas, instituições estatais e vítimas de intolerância religiosa. Fundada em março de 2008.

PARA PESQUISADOR, COTAS FAVORECEM MUDANÇA GRADUAL NO JOGO POLÍTICO

Retirado do site Correio do Estado.

ELEIÇÕES 2010
Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O professor José Eustáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGEÓrgão da administração pública federal subordinado ao Ministério do Planejamento. Principal provedor de dados e informações oficiais do país. Suas principais funções são: - produção e análise de informações estatísticas, - coordenação e consolidação das informações estatísticas, - produção e análise de informações geográficas, - coordenação e consolidação das informações geográficas, - estruturação e implantação de um sistema da informações ambientais, - documentação e disseminação de informações e - coordenação dos sistemas estatístico e cartográfico nacionais. ), afirma que as cotas para candidatas não só garantem mais espaço para as mulheres na política como favorecem uma mudança gradual no comportamento feminino na área. "Com a obrigatoriedade de um número mínimo de candidatas, os partidos se veem obrigados a preparar as mulheres para a vida pública, seja oferecendo cargos em secretarias de estado ou empresas públicas, por exemplo, ou até na própria executiva do partido. A ideia aqui é que os partidos invistam na qualificação das mulheres e, dessa forma, elas participem cada vez mais do jogo político", explica.

Além disso, segundo o pesquisador, a candidatura de mulheres tem o potencial de divulgação dos nomes e rostos femininos: "Mesmo que uma candidata não ganhe a eleição deste ano, ela ganhará experiência e reconhecimento. Assim, fica mais fácil vencer numa próxima eleição".

Para a cientista política e consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Fernanda Feitosa, as cotas devem compensar a pouca "tradição histórica" de participação feminina na política. "O processo é educativo — não há como aprender participação política a não ser pela prática", defende.


Parlamentares mulheres
A deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da bancada feminina da Câmara, acredita que a mudança é positiva e que o aumento do número de mulheres pode até alterar a agenda política do Parlamento. "As parlamentares mulheres dão prioridades a políticas públicas igualitárias e que beneficiem o bem-estar das famílias, das crianças e dos adolescentes", argumenta.

Já para Fernanda Feitosa, a perspectiva de aumento da participação feminina na política é uma questão de "representatividade democrática": "Nós somos mais da metade do eleitorado e menos de 10% do Parlamento — alguma coisa aí não está correta."
(Agência Câmara de Notícias)

NA ERA DAS NOTÍCIAS ONLINE, JORNALISTAS ESTÃO SOFRENDO EXAUSTÃO

Retirado do site Jornalismo nas Americas.

Blog de Notícias
O New York Times observa esta semana que os jornalistas estão sofrendo cada vez mais cedo de fadiga e exaustão. Enquanto nos jornais impressos a adrenalina se concentrava na hora do fechamento, os jovens repórteres das redações online produzem o dia inteiro numa velocidade frenética.

A matéria cita o exemplo do site Politico, muito influente na política de Washington: repórteres extenuados costumam encontrar e-mails enviados de madrugada pelos seus chefes, reclamando de matérias que saíram só na concorrência. Novos tipos de cobrança aumentam a tensão.

Na redação da Gawker em Manhattan, uma televisão mostra as matérias mais lidas em tempo real, com o nome do autor e o número de vezes que a página foi acessada. O resultado desse ambiente é um alto índice de rotatividade em algumas redações.

Duy Linh Tu, coordenadora do programa de mídia digital da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, afirmou ao NYT que está preocupada com o “burnout”: “Quando meus alunos aparecem para uma visita, eles carregam a exaustão de uma pessoa que vem trabalhando há uma década, não um par de anos.”

Talvez outro motivo da fadiga seja o tipo de notícias que muitos repórteres são obrigados a buscar para preencher as necessidades do ambiente digital. Ao invés de bater perna em busca de uma boa história, aponta o NYT, eles ficam na frente do computador procurando qualquer coisa que possa impressionar os algoritmos do Google e chamar a atenção do leitor.

Volta e meia, esse clima de descontentamento se reflete em sátiras na internet. A revista de humor americana The Onion publicou um texto ironizando, do ponto de vista de um repórter, a cobertura das novas ferramentas digitais. O título diz: “Novo site de rede social muda a forma em que Oh, Jesus, esquece – deixe alguém mais escrever sobre essa droga”. No blogSalvar um Jornalista”, um ex-repórter espanhol criou depoimentos fictícios sobre os problemas nas redações e uma página de denúncias.

O site Editorsweblog argumenta que, se os jornais querem sobreviver, eles devem sim acompanhar o ritmo das notícias, mas também cuidar bem de seus funcionários. E cita uma pesquisa do Pew Research Center: 20% dos editores nos EUA acham que as redações estão pequenas demais para produzir além do mínimo necessário.

Outras notícias relacionadas:
» Jornalistas estão ficando exaustos com as exigências das novas tecnologias (Centro Knight)
» Analisando o site de notícias "Politico" no mundo do "jornalismo pós-impresso" (Centro Knight)
Publicado por Maira Magro at 07/22/2010

DOSSIÊ MULHER 2010

Retirado do site Observatório Brasil da Igualdade de gênero.
Essa postagem segue a anterior sobre violência maior na mulheres negras do Rio de Janeiro. Clique aqui.
Para ter acesso ao Dossiê clique aqui ou neste link alternativo.

Dossiê Mulher 2010
21.05.2010 - Em sua quinta edição, o Dossiê Mulher apresenta dados sobre a violência contra as mulheres no estado do Rio de Janeiro com base nas ocorrências registradas nas delegacias policiais fluminenses durante o ano de 2009

O Dossiê tem como objetivo traçar um diagnóstico dos principais crimes relacionados à violência contra as mulheres. Foram selecionados e analisados os crimes de estupro, lesão corporal dolosa, ameaça, homicídio doloso e tentativa de homicídio. O estudo apresenta dados do ano de 2009, além de informações relativas ao ano anterior para abordagens comparativas. Trata-se de uma iniciativa do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que teve início há cinco anos, com dados dos anos de 2004 e 2005. Desde então, são feitas atualizações anualmente.

O Dossiê traz, primeiramente, o histórico de cada delito, mostrando a sua evolução anual, além de uma análise por sexo das vítimas, que apresenta o percentual total de homens e mulheres vítimas dos crimes. A análise leva em conta a importância dos dados relacionais, dando enfoque a aspectos como idade, cor, estado civil e provável relação entre autor/acusado e vítima, sendo possível traçar um perfil das mulheres.

De acordo com a publicação, as mulheres são as maiores vítimas de lesão corporal dolosa (88% do total de vítimas), estupro (73% do total de vítimas - em virtude da mudança proporcionada pela Lei 12.015/09, o estupro, no estudo, corresponde ao somatório dos crimes de atentado violento ao pudor e estupro) e ameaça (66% do total de vítimas).

O relatório traz ainda números alarmantes sobre a relação vítima/acusado. Em mais da metade das ameaças e dos casos de lesão corporal contra as mulheres, os acusados são companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em casos de estupro, 29% eram pais, padrastos ou parentes das vítimas e, se forem somados os companheiros, ex-companheiros e pessoas conhecidas, é possível concluir que, em 49,3% dos estupros registrados, a vítima conhecia o agressor. Em 30,3% dos registros de tentativa de homicídio e 11,3% de homicídios dolosos, os acusados também eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres.

Quanto ao perfil das mulheres, o relatório aponta que, em 56,8% do total de registros de ameaça e em 52,9% dos registros de lesão corporal dolosa, as mulheres tinham entre 25 e 44 anos de idade. Já com relação aos estupros, 58,4% das vítimas tinham entre 0 e 17 anos. O Instituto de Segurança Pública pretende, com a apresentação dos dados, contribuir para a conscientização da sociedade brasileira sobre a necessidade de combater a violência praticada contra as mulheres, aumentando a visibilidade do problema.

Acesse aqui o Dossiê Mulher 2010.

NEGRAS SÃO AS PRINCIPAIS VITÍMAS DA VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

Retirado do blog Caminhada Azoany.
Jul/19/2010

Rio de Janeiro - A mulheres negras têm mais chance de serem alvo de violência no Rio de Janeiro, segundo constata pesquisa divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), na semana passada, baseada em dados coletados em 2009.
O Dossiê Mulher 2010 mostra que as mulheres pretas e pardas (negras, na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso - aquele em que há intenção de matar - (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%). As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).

De acordo com a coordenadora da organização não-governamental Crioula, Lúcia Xavier, embora o racismo não esteja evidente nos casos de violência contra a mulher negra, está por trás de processos de vulnerabilização dessas mulheres, que as deixam mais expostas a situações de violência. Para ela, a sociedade desqualifica as mulheres negras.

"O racismo permite que a sociedade entenda que essas mulheres [negras] podem ser violentadas", afirmou Lúcia. "Está aí a representação delas como lascivas, quentes, sem moral do ponto de vista da sua experiência sexual. Logo, acabam mais vulneráveis para essa violência".

Em todos os crimes listados no dossiê, também chama a atenção o percentual de vítimas que conheciam os agressores. Nos casos de lesão corporal, 74% das mulheres tiveram contato com os acusados, entre os quais 51,9% eram companheiros ou ex-companheiros. Pai ou padrasto, parentes e conhecidos somaram 22,1% dos agressores.

Nas ocorrência de tentativa de homicídio, a pesquisa constatou que em 45,8% dos casos as vítimas também conheciam os agressores, assim como em 38,8% dos casos de estupro e atentado violentado ao pudor, dos quais 58,4% do total de vítimas tinha até e 17 anos.

"As pessoas que se relacionam intimamente também reproduzem essa violência simbólica do racismo", destacou a coordenadora da Crioula.

Um das pesquisadoras responsáveis pelo estudo do ISP, a capitã da Polícia Militar Cláudia Moares, não faz a mesma avaliação de Lúcia Xavier. Para a militar, a pesquisa não traz elementos suficientes para relacionar a violência contra as mulheres negras ao racismo.

Cláudia destaca também que as mulheres brancas, em termos percentuais, sofrem quase a mesma violência que as mulheres pardas.

"Essa violência, do tipo doméstica, é democrática, afeta todo os níveis e classes sociais", afirmou. A pesquisadora também questionou o critério de auto-declaração racial, definido pela própria vítima.

"A pesquisa não traz elementos para afirmar que a questão de raça é um fator motivador da violência. Encontramos maior distribuição [entre pretas e pardas], até porque essa cor é auto-declarada, não é estabelecida pela pessoa que fez o registro", explicou Claudia.

Edição: Tereza Barbosa
Fonte: Caminhadaamazoany

ESTUDO APONTA QUE AFRO-DESCENDENTES E HISPÂNICOS TEM MAIOR CHANCE DE TER CÂNCER DE PELE

Retirado do site Gelédes.

Noticias de Saúde
Se você sempre ouviu dizer que quem tem a pele branquinha corre mais riscos ao se expor ao sol do que quem tem a pele morena, saiba que um novo estudo divulgado por um hospital da Flórida acaba de desmentir isso.

O estudo, realizado com cerca de 40 mil pacientes com melanomas, apontou que os casos avançados da doença são mais comuns em afro-descendentes (26%), seguidos por hispânicos (18%) e caucasianos (12%). "Há um equívoco muito comum ao dizer que afro-descentes e hispânicos não desenvolvem câncer de pele. Isso não poderia estar mais longe da verdade", afirmou a Dra. Marcy Street, responsável por coordenar a pesquisa. "Pessoas com a pele mais clara são alertadas constantemente a respeito dos perigos do câncer de pele. Já os negros e latinos não costumam apresentar sinais de queimadura de sol - por exemplo, vermelhidão e pele queimada -, acabam não se preocupando muito", explicou.

A médica também aconselha a procurar por mudanças na pele das mãos, pés e lugares escondidos. "Todas essas áreas do corpo devem ser checadas com regularidade", alertou.

Fonte: Virgula

domingo, 1 de agosto de 2010

MATO GROSSO DO SUL CONCENTRA ASSASSINATOS DE INDÍGENAS

Retirado do site Repórter Brasil.

22/07/2010
Relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) alerta para a situação dos Guarani Kaiowá, vítimas de mais da metade dos assassinatos em 2009, além de tentativas e ameaças. Violência guarda relação com conflitos fundiários

Por Bianca Pyl

Pelo quinto ano consecutivo, o estado do Mato Grosso do Sul concentrou a maioria dos assassinatos de indígenas no país. Dos 60 assassinatos registrados em 2009, 33 ocorreram no Mato Grosso do Sul.

Todas as vítimas são Guarani Kaiowá, como no ano passado. Além disso, todos os 19 casos de suicídio se deram no mesmo estado. Os dados fazem parte do Relatório de Violências Contra Povos Indígenas 2009, lançado este mês pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O estudo destaca o alto índice de suicídio entre os Guarani Kaiowá. "O índice nacional de suicídio é 4.5, ou seja, para cada 100 mil pessoas há 4,5 casos de suicídio. Com 18 suicídios para uma população estimada em 40 mil Guarani Kaiowá, o índice é de 44, quase 10 vezes a média nacional e mais alto do que os mais altos índices nacionais no mundo".
Conflitos fundiários se destacam como causa central para o quadro de violência no Mato Grosso do Sul, avalia a antropóloga Lúcia Helena Rangel, que coordenou a elaboração do relatório. "Às vezes, não há relação direta entre o conflito e o episódio de violência. Mas analisando todas as situações que levantamos em todos os relatórios, vemos que o conflito é a base".

Segundo ela, as mortes de índios Guarani Kaiowá são um problema histórico. "O problema se inicia com a demarcação de oito áreas, lá no tempo do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), da década de 1950 pra cá, em que se pretendeu colocar toda a população dentro dessas áreas para abrir espaço para o desenvolvimento econômico", explica.

A antropóloga, que foi entrevistada para o programa de rádio Vozes da Liberdade, informa que a população Guarani é muito grande, por volta de 45 mil pessoas, e as áreas demarcadas são muito pequenas. "Algumas áreas indígenas estão dentro de fazendas e os índios não conseguem viver do seu modo. Isso gera muitas tensões e conflitos até entre os próprios índios".

EVENTO 1º SEMINÁRIO AÇÕES AFIRMATIVAS NA UFRGS

Recebido por email.
Para ampliar clique na imagem.

INFORGRAFIA "CANDOMBLÉ" GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL

Retirado do site do jornal Extra.
Clarissa Monteagudo - 21.07.2010
Infografia começa com a chegada dos escravos ao Brasil, trazendo as influências religiosas que geraram o candomblé e mostra dados históricos e culturais da religião
O infografista Ary Moraes e a repórter Clarissa Monteagudo receberam o prêmio de Excelência Jornalística 2010 da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), pela infografia "Candomblé". O trabalho foi publicado no EXTRA do dia 25 a 31 de janeiro de 2009, durante a série de reportagens "Inimigos de fé". O júri destacou o formato das páginas que permite fazer uma coleção com informações históricas e culturais sobre o candomblé, elogiou o uso das cores e a integração entre a infografia e o tema das reportagens, que abordaram o preconceito contra religiões de matriz africana no Brasil.  O prêmio SIP foi criado para estimular a liberdade de expressão e premiar a excelência jornalística em todo o continente americano. A entrega do prêmio a Ary Moraes e Clarissa Monteagudo será durante a 6ª Assembleia Geral da SIP no México.
O grande prêmio SIP foi concedido ao jornalista venezuelano Guillermo Zuloaga, por ser um símbolo na luta da liberdade de expressão no seu país.

Veja a infografia premiada da série Inimigos de fé:
Início da série: A intolerância nas escolas
Segundo capítulo: As dificuldade para denunciar
Terceiro capítulo: O sofrimento nas famílias
Quarto capítulo: Invisíveis no mercado de trabalho
Quinto capítulo: Preconceito e violência
Sexto capítulo: O preconceito nas ruas
Sétimo capítulo: A paz é possível

sábado, 31 de julho de 2010

SIMPÓSIO BAIANO DE PESQUISADORAS SOBRE MULHERES E RELAÇÕES DE GÊNERO

Retirado do site da UFBA.
XVI Simpósio Baiano de Pesquisadoras(es) sobre Mulheres e Relações de Gênero
 I Seminário internacional: Políticas de enfrentamento à Violência Contra as Mulheres

Local do Evento:
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFBA
Período:
8 a 11 de novembro de 2010

Público Alvo:
I. Estudiosas(os) e pesquisadoras(es) baianas(os) envolvidas(os) com o tema.

II. Estudantes de graduação e de pós-graduação, que utilizam as contribuições teóricas do feminismo e as categorias de gênero, raça/etnia.

III. Profissionais, integrantes de Secretarias de Governo, Núcleos de Gênero de Empresas públicas, Sindicatos, Partidos políticos; Assessoras(es) de movimentos sociais e entidades feministas

Contatos:
NEIM – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher.
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA.
Estrada de São Lázaro, 197 – Federação
Salvador – Bahia - Telefax: (71) 3237-8239
E-mai l: simposioneim@ufba.br
Web Design do GERE: NEHP-CPD/UFBA
Núcleo de Editoração de Home Pages da Universidade Federal da Bahia

ONGs QUEREM MEDIDAS URGENTES PARA SALVAR MILHÕES DE MULHERES EM ÁFRICA

Retirado do site África 21.

28/07/2010
União Africana
Nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.
Da Redação, com agência

Kampala - Os activistas da sociedade civil que participaram na Cimeira da União Africana (UA) em Kampala, no Uganda, pediram um investimento de 32 biliões de dólares americanos para ajudar no melhoramento da situação da mulher africana.

Os militantes, que falavam à margem da Cimeira da União Africana (UA), disseram que, nos próximos cinco anos, 11 milhões de mulheres e crianças em África poderão ser salvas se todas as intervenções visando salvar vidas forem efetivas.

O grupo, que integra a Parceria para a Saúde da mãe, do recém-nascido e da criança, que faz campanha para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), busca novos investimentos para acabar com os falecimentos das mulheres e crianças, um dos principais assuntos sobre os quais os dirigentes africanos discutiram.

O relatório intitulado "Relatório da década: Contagem decrescente até 2015", a rede da campanha integrada por agências das Nações Unidas e instituições de pesquisa independentes envolvidas na luta contra as mortes maternas, apresenta várias estratégias para pôr termo a estes dramas.

Preconizam igualmente intervenções na área da saúde pré-natal, dos cuidados de emergência no momento do parto, dos cuidados pós-natais, do tratamento das doenças infantis e da vacinação, entre outros.

Estes investimentos, explicaram, vão custar 32 biliões de dólares americanos suplementares, ou seja cerca de 8 dólares por pessoa e por ano, nos próximos cinco anos, o que, a seu ver, vai permitir uma cobertura de 95 porcento da população.

WIKILEAKS VAZA HISTÓRIAS ESCABROSAS

Retirado do site Observatória da Imprensa.

A GUERRA POR DENTRO
Por Leticia Nunes (edição e tradução) em 27/7/2010

A organização online WikiLeaks tem como objetivo divulgar documentos secretos de governos e corporações para revelar comportamentos antiéticos. Desde que foi fundada, em dezembro de 2006, a organização já vazou, entre outros documentos, um memorando sobre o despejo de lixo tóxico na costa africana e um manual do Exército americano sobre as operações na prisão da Baía de Guantánamo.

O site costuma ser criticado por membros do Exército americano, que afirmam que a divulgação de documentos sigilosos põe em risco operações militares, e também por defensores do governo, que alegam que a organização prejudica o direito à privacidade de outros em favor de sua auto-promoção. Steven Aftergood, especialista em sigilo governamental na Federação de Cientistas Americanos, acusa a WikiLeaks de "vandalismo da informação". Para ele, o site deve ser considerado um "inimigo da sociedade livre porque não respeita as leis ou honra os direitos dos cidadãos".

Afeganistão
No último domingo [25/7], a WikiLeaks fez o maior "vazamento" de sua história: postou em seu site mais de 92 mil relatórios militares confidenciais sobre a guerra do Afeganistão. Em entrevista ao New York Times, o fundador da organização, Julian Assange, afirmou que os documentos revelam um nível mais amplo e denso de violência no Afeganistão do que já foi divulgado pelos militares ou reportado pela mídia. "Eles mostram não apenas incidentes graves como também a sordidez da guerra, [com informações que vão] da morte de algumas crianças a grandes operações que matam centenas de pessoas", resume. Segundo Assange, cerca de 15 mil documentos não entraram no relatório por conta de questões de segurança e passariam por nova avaliação.

A organização funciona com menos de dez voluntários trabalhando em tempo integral, mas conta com uma rede de cerca de 900 colaboradores. O site é operado de servidores em diversos países, entre eles Bélgica e Suécia, onde as leis oferecem mais proteção aos vazamentos. O mote da WikiLeaks é a busca pela transparência com o objetivo de reduzir a corrupção, melhorar a atuação dos governos e fortalecer a democracia. Com informações do New York Times [25/7/10] e do Guardian [26/7/10].

Leia também
Projetos na Web ganham visibilidade na investigação de documentos secretosCarlos Castilho

A ERA OBAMA E A QUESTÃO DO RACISMO

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

Apesar de os americanos terem eleito um presidente negro, ainda é muito cedo para poder se falar sobre raça livremente e sem temor nos EUA

30 de julho de 2010
O Estado de S.Paulo
THE NEW YORK TIMES

Se Tom Wolfe tivesse decidido escrever A Fogueira das Vaidades tendo como cenário a Washington moderna, uma farsa sobre vidas e raças em colisão, ele não poderia ter feito algo melhor senão inventar a insólita história de Shirley Sherrod.

Shirley, uma funcionária pública negra que trabalhava numa agência do Departamento de Agricultura na Geórgia, ficou instantaneamente célebre na semana passada por causa de um discurso que proferiu numa convenção da National Association for the Advanced of Colored People (NAACP), em que abordou a evolução da sua posição na questão da raça. Um blogueiro conservador fez circular um vídeo editado em que Shirley supostamente sugeria que se recusara a ajudar um agricultor branco (algo que o agricultor desmentiu). A partir daí, Shirley foi repudiada pela NAAC e seu nome foi explorado pelos comentaristas de direita. Ela foi demitida e depois readmitida, até, finalmente, receber um telefonema presidente Barack Obama.

Sob muitos aspectos, a traumática experiência de Sherrod seguiu um padrão familiar na vida americana, em que qualquer pessoa que se manifeste sobre o tema raça corre o risco de atrair a indignação pública e humilhação.

Talvez esperássemos que a eleição de um presidente negro de algum modo tornaria essa questão menos sensível e volátil, da mesma maneira que a eleição de John F. Kennedy parece ter apaziguado tensões entre os católicos americanos e o establishment protestante do país.

Diálogo. Mas como os eventos da semana passada deixaram claro, apenas a presença de Obama não nos livrará de um diálogo racial. Se a campanha de Obama tinha como lema "a esperança", então de algum modo, era a esperança de um diálogo mais nuançado. Um momento revelador ocorreu em 2007, quando o então senador Joe Biden, resumindo a atração de Obama como negro, condescendentemente descreveu-o como "íntegro" e "articulado". Um tipo de comentário que, em outra ocasião e se fosse um outro líder negro, teria levado Biden à ruína.

UEFA INVESTIGA CASO DE RACISMO EM JOGO DO LIVERPOOL NA MACEDÔNIA

Retirado do site ClicsBr.

30/07/2010
Jogador francês David N'Gog foi alvo de manifestações

A vitória por 2 a 0 do Liverpool sobre o Rabotnicki, da Macedônia, está sob investigação. O jogo desta quinta-feira, válido pela terceira rodada qualificatória da Liga Europa, foi marcada por manifestações racistas. Fotos surgiram de torcedores do time da Macedônia, em Skopje, direcionando xingamentos racistas e imitando gestos de macacos direcionados ao o francês David N'Gog, do Liverpool, autor dos dois gols da partida.

A Uefa, já ciente dos acontecimentos, se manifestou.

– Sabemos da questão, mas vamos aguardar para ver o que o árbitro e o delegado da partida vão colocar na súmula – destacou.

O problema do racismo no futebol da Macedônia não é novo. Em setembro de 2003, os jogadores Emile Heskey, Sol Campbell e Ashley Cole, da seleção da Inglaterra, foram alvo de manifestações desse tipo durante um amistoso contra a seleção local, no mesmo estádio em que o Liverpool jogou.

Além disso, uma bandeira da Inglaterra foi queimada, levando a Uefa a multar a Federação de Futebol da Macedônia em mais de 10 mil libras (R$ 27,3 mil).
LANCEPRESS

VÍTIMAS DE RACISMO TERÃO TRATAMENTO ADEQUADO EM CACHOEIRINHA

Retirado do site JC Online.


Agreste // JUSTIÇA
Publicado em 30.07.2010
Do JC Online
Núcleo SJCC/Caruaru

Com o objetivo de coibir práticas de racismo em Cachoeirinha, no Agreste do Estado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou, através de Diário Oficial, que o policiamento realize o tratamento adequado às vítimas de crimes de racismo cometidos no município.

A atuação do promotor em Cachoeirinha é resultado de uma recomendação expedida pelo procurador-geral de Justiça lançado, em novembro de 2009, por sugestão do Grupo de Trabalho sobre Discriminação Racial (GT Racismo) do MPPE.

O MPPE determinou ainda que os promotores verifiquem as queixas-crimes registradas e inquéritos concluídos para tomar as medidas cabíveis antes que prescrevam.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

COTAS PARA NEGROS - A VERDADEIRA DISCRIMINAÇÃO

Retirado do site Monitor Mercantil.
26/07/2010
No ano retrasado, a estudante Tatiana Oliveira ingressou na Universidade Federal de Santa Maria - RS, através do sistema de vagas para afro descendentes e teve sua matrícula cancelada no final de março de 2009 por uma comissão da universidade que alegou que ela não preencheu as condições exigidas no programa de cotas.

Ela é parda, as cotas são para negros e pardos, mas a comissão não a considerou merecedora do benefício, apesar de ser parda. No caso dos cotistas, deve ser entregue uma declaração onde o candidato se diz negro ou pardo. Ela é parda, filha de branca com pardo e neta de negros escravos. Reside numa vila pobre de Santa Maria, porém durante a entrevista disse que nunca foi discriminada.

Esta não discriminação assumida causou a perda de sua vaga por uma insana e discriminatória comissão avaliadora do sistema de cotas! Aliás, esta comissão tem representantes do movimento negro que discriminaram a Tatiana por ela não fazer parte destes movimentos e nem se julgar uma excluída! Se ela se sentisse excluída ou participasse de movimentos negros, a vaga seria dela.

Como não foi o caso, julgaram que ela era uma branca querendo se aproveitar das cotas. O problema é que ela não é branca! A política de cotas por si é uma aberração, mas já que existe na lei, é para ser cumprida e não é uma comissão que vai agora começar a definir quem tem ou não direito baseado nos conceitos de ser ou não excluído. A Tatiana é parda e tem direito a sua cota. Sua advogada está entrando com ação na justiça federal com pedido de liminar para que Tatiana volte às aulas imediatamente.

Voltando ao sistema de cotas, existem inúmeros juristas que afirmam que ela fere a Constituição Federal e está em desacordo com o princípio de isonomia e de igualdade. No caso das universidades, na verdade é o pobre e não o negro que tem dificuldades de acesso, pois ele não pode se preparar adequadamente e às vezes nem pagar uma taxa de inscrição. Parece mais correto prever um acesso ao pobre, seja ele branco, negro, pardo ou amarelo.

Seguindo a onda das universidades, uma promotora do ministério público de São Paulo acusa a São Paulo Fashion Week de racista e quer instituir uma cota para modelos negras. O objetivo da promotoria é promover uma inclusão social e estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar.

Isso é preocupante. O Brasil é um país onde a miscigenação predomina e nos preocupa quando o Estado começa a inventar métodos de divisão entre brancos e negros. No fundo, estas leis induzem ao racismo. Vejam o caso da Tatiana, que se sentiu discriminada pela primeira vez na vida, justamente por uma comissão com ridículos poderes de definir quem é branco ou negro ou pardo, independente da origem. Se continuar desta forma, logo teremos sistemas de cotas raciais para presidentes, senadores, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, médicos, professores etc.

Será a institucionalização da discriminação verdadeira, com o Estado classificando seus cidadãos segundo sua etnia ou cor. O trágico é que isto acontece justamente numa hora em que a sociedade vem tomando mais consciência dos males de todo tipo de discriminação e aprendendo a rechaçá-lo. O Brasil é uma mistura e querer separá-lo através de cotas é um erro que pode nos custar caro no futuro.

Devemos sim combater a pobreza, a falta de educação, falta de condições mínimas de saúde pública e promover a inclusão social, independente da cor. O Brasil só será um grande país quando tiver Educação, Saúde e Respeito pelos seus cidadãos. É disto que precisamos e não de cotas!

Célio Pezza

VAGAS PARA AGENTES DE DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO EM ÁREAS QUILOMBOLAS

Retirado do site do COPPETEC.

Chamada Pública para Contratação de AGENTES DE DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO

16/07/2010
PROCESSO SELETIVO PÚBLICO Nº. 002/2010

A Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos – COPPETEC, sediada no Centro de Tecnologia, Cidade Universitária, Ilha do Fundão,


Bloco H, sala 203, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 21941-972, torna público o processo de seleção para a função de Agentes de Desenvolvimento Solidário, no âmbito do Projeto Brasil Local – Etnodesenvolvimento e Economia Solidária, para atuação nos Estados de Maranhão, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás e Pará.


Edital para download
Lista das Comunidades para download

quinta-feira, 29 de julho de 2010

FESTIVAL DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA

PROGRAMAÇÃO 2010
Museu Nacional - Brasília - DF
Incrições: mesasafrolatinas@gmail.com


12 de agosto – Cerimônia de Abertura - Auditório Museu Nacional

Recepção e apresentação Regiões de Matriz Africana
· Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito Federal e Entorno, FOAFRO, com dez mães de santo, ogãns, defumação e apresentação de dança da orixá Iansã.

Curtas
· Apresentação de quatro curtas da Série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, uma produção da Unifem em parceria com a TV Brasil/Canal Integración.

Composição de mesa
· Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir
· Representante da Secretaria de Política para as Mulheres – SPM
· Representante da Unifem/ONU Mulheres
· Representante da Unfpa
· Representante do Ministério da Mulher – Venezuela
· Ministério da Cultura – Américo Córdula

13 e 14 de agosto – Seminários
(Certificação da Universidade de Brasília – Casa de Cultura da América Latina- DEX/UnB) Auditório Museu Nacional

13 de agosto – das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Política
Mediadora: Daniela Marques, Fórum de Mulheres Negras

· Maria Inês Barbosa – Médica e Pesquisadora Colaboradora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
· Cida Abreu – Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores
· Elza Caetana – Promotora Legal Pública
· Erika Kokay – Deputada Distrital
· Givânia Maria da Silva - Coordenadora Geral de Regularizacao de Territorios Quilombolas do INCRA
· Jacira Silva - Movimento Negro Unificado/Fórumde Mulheres Negras do DF
· Luiza Bairros - Secretária de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia

Almoço no local

Das 12h às 17h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Cultura e Comunicação
Mediadora: Juliana Nunes, Fórum de Mulheres Negras
· Sarita Bastos – jornalista, especialista em redes sociais
· Iris Cary – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial – Cojira
· Representante da Rede Mulher Afrolatina
· Beth de Oxum – Rede Mocambos
· Representante do Ministério da Cultura – Secretaria de Diversidade e Identidade

14 de agosto - das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Educação
Mediadora: Poliana Mendes, Fórum de Mulheres Negras
· Denise Botelho – Professora da Universidade de Brasília, especialista em educação e diversidade étnico-racial e de gênero
· Lucilene Costa e Silva –Universidade de Brasília, especialista em história da África
· Professora Ildete Batista – especialista em educação infantil com foco na implementação da Lei 10.639/11645
· Vera Verônica – MC, mestra em educação
· Nilma Gomes – Conselho Nacional de Educação
· Representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Diversidade (SECAD)
· Mestra Janja -Professora Adjunta da Faculdade de Educação da UFBA e do Núcleo de Estudos Interdisciplinar sobre a Mulher. Fundadora do Instituto Nzinga de Capoeira Angola

Almoço no local
Das 12h às 17h

Seminário Censo: Saúde da População Negra
Mediadora: Sabrina Faria
· Ana Maria Costa - Médica e Diretora do Departamento de Gestão Participativa do
Ministério da Saúde
. Sandra Duarte Nobre Mauch - Núcleo de Atenção à Saúde Integral da Mulher – NAISM/DF - Gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável
· Fabíola Aguiar – Secretária de Saúde do Distrito Federal
· Representante da Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus
· Ana Margareth Gomes – Secretaria de Atenção à Saúde – Ministério da Saúde

15 de agosto – Festival Cultural
Área Externa Museu Nacional

· 16h - Apresentação do Grupo Cultural Jogo de Cintura – carimbó mirim do Varjão
· 17h - Basquete de Rua CUFA
· 17h30min - Roda de Capoeira
· 18h30min - Discotecagem DJ Donna com o melhor do ritmo afrolatino
· 19h30min Shows

· Ellen Oléria
· Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop
· Batalá
· Nós Negras
· Thalma de Freitas

Jaqueline Fernandes
61-8571 4531/7814 2907
Griô Produções
valores que agregam produção
http://www.grioproducoes.blogspot.com/

GOVERNO AUTORIZA ACÚMULO DE BOLSA COM ATIVIDADE REMUNERADA

Retirado do blog InovaBrasil.

segunda-feira, 19 de julho de 2010



Portaria conjunta assinada pelo CNPq e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) permite aos bolsistas dessas agências matriculados em programas de pós-graduação no país receberem complementação financeira proveniente de outras fontes. O texto foi publicado na última sexta-feira (16), no Diário Oficial da União, e entrou em vigor na data de publicação.

Para receber a complementação financeira, o bolsista deverá obter autorização, concedida por seu orientador, registrada no Cadastro Discente da Capes. A portaria também estabelece que os bolsistas realizem atividades relacionadas à sua área de atuação e de interesse para sua formação acadêmica, científica e tecnológica.

A Portaria Nº. 1, disponível neste link, veta, entretanto, a acumulação de bolsas provenientes de agências públicas de fomento. Se comprovado desrespeito às condições estabelecidas na legislação, o beneficiado será obrigado a devolver os valores recebidos para as duas instituições.

Produtividade em Pesquisa

Também na sexta-feira foi publicada a Portaria Conjunta Nº. 2, que autoriza o recebimento da Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ) ou de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) do CNPq, assim como dos recursos financeiros relativos ao Adicional de Bancada a elas vinculados, pelos bolsistas beneficiários destas modalidades que estejam participando do Programa de Professor Visitante Nacional Sênior (PVNS) da Capes.

O nível das bolsas e sua vigência ficam inalterados. Cabe ao interessado solicitar a renovação nos prazos regulares de acordo com o calendário do CNPq. O texto pode ser consultado na íntegra neste link. (Com informações do CNPq)

Fonte: Gestão CT

CURSO DE EXTENSÃO: O MOVIMENTO NEGRO NA DÉCADA DE 60

Retirado do site do CEDERJ.
História - Disciplina

O movimento negro na década de 60

Antes de inscrever-se, leia o edital.
Docentes Responsáveis: Anouk Considera e Elisa Defelippe

Polos: Esta disciplina será oferecida em todos os polos (veja os endereços).

Público alvo: Professores da Educação Básica de todas as áreas do conhecimento.

Carga horária: 30 horas. A carga horária semanal sugerida é de aproximadamente 3 horas. Destas, 1 hora semanal (horário livre) de acesso à internet para consultar as atividades de avaliação e respondê-las. Esse período é de livre escolha do cursista e poderá ser dividido em duas etapas, uma para leitura da atividade e outra para envio da resposta. As demais horas destinam-se a leitura do material didático.
Objetivos: Aproveitar o vasto material áudio-visual em circulação na mídia de fácil acesso e reavivar a memória de uma sociedade que valoriza cada vez menos o passado recente. Possibilitar que, ao final do curso, os professores estejam melhor preparados para entender e trabalhar aspectos da "rebeldia" dos jovens, sob um ponto de vista mais historicizante.

Ementa: Problematizar as principais correntes revolucionárias que contestaram a ordem vigente na década de 60 principalmente nos Estados Unidos, mas também em outros países, como Brasil e África do Sul. Ponderar a peculiaridade desse período que, a partir da confluência de movimentos contestadores, foi fundamental para a construção das questões do mundo contemporâneo. Trabalhar a autonomia da juventude no questionamento do establishment e o papel das minorias no processo de formação dos movimentos políticos e culturais na pós-modernidade. Discutir os conceitos de revolução social e revolução cultural do século XX. Tratar as ferramentas conceituais para a análise das relações sociais no contexto de recuperação do mundo pós-guerra, considerando não apenas os aspectos políticos e econômicos, mas especialmente os componentes ideológicos e simbólicos dessas relações. Assinalar os mitos e estereótipos que moldam o imaginário coletivo da contracultura e as percepções dos intelectuais e atores políticos envolvidos.

Avaliação: As atividades propostas durante a disciplina compõem as Avaliações a Distância (AD). O cursista deverá enviar estas atividades nos prazos estipulados no calendário da disciplina. Não haverá Avaliação Presencial (AP). A avaliação Final será realizada a distância. Mais informações, consulte o Edital. Orientações sobre as avaliações serão dadas no decorrer do curso.

Certificação: Cumprimento dos requisitos de freqüência relativos às atividades a distância e presencial e média final maior ou igual a 6,0. Maiores informações, consulte o Edital.

Dúvidas: ead.historia.cecierj@gmail.com

Conteúdo programático:
1. Introdução as transformações políticas, sociais e econômicas ocorridas no período pós-guerra;
1.1 Os anos dourados;
1.2 Aspectos fundamentais da Revolução Social;

2. O movimento negro nos Estados Unidos
2.1 As raízes negras na América: três séculos de história;
2.2 O SNCC e a radicalização do movimento;
2.3 Martin Luther King e o símbolo da consciência negra americana;
2.4 Malcom X e a contestação por uma via mais violenta.

3. Questões da contemporaneidade
3.1 O rap e o funk como expressão das minorias;
3.2 O fortalecimento do movimento negro como uma expressão identitária.


Bibliografia:
CARMO, Paulo Sergio do. Culturas Da Rebeldia: A juventude em questão. São Paulo: Editora SENAC, 2001.
COHN, Sergio e PIMENTA, Heyk (org.). Maio de 68. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008.
FERREIRA, Jorge Luiz e DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Brasil Republicano: O tempo da ditadura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: O breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
REIS, Daniel Aarão e FERREIRA, Jorge Luiz. Século XX - O tempo das dúvidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
SILVA, Nelson Fernando Inocêncio da. Consciência Negra em Cartaz. Brasília: Editora UnB, 2001.
VENTURA, Zuenir. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro: Planeta, 2008.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA PESQUISA SOBRE SISTEMA DE JUSTIÇA BRASILEIRO

Recebido por email.
O coordenador do Observatório da Justiça Brasileira, Leonardo Avritzer, no âmbito do Termo de Cooperação estabelecido entre a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG e o Ministério da Justiça com vistas a desenvolver, fortalecer, integrar e produzir pesquisas empíricas sobre o sistema de justiça brasileiro torna pública a presente Convocação para seleção de 03 projetos de pesquisa, e convida os interessados a apresentarem propostas, no período de 21 de julho a 02 de agosto de 2010, nos termos definidos no Edital. O Edital completo encontra-se disponível no link www.cesamericalatina.org/edital  e/ou na secretaria do Observatório da Justiça Brasileira no seguinte endereço: Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - sala 4117, Av. Antônio Carlos, 6627. Campus Pampulha. Belo Horizonte – MG. CEP: 31270-901.