quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PROJETO QUE RESERVA COTA PARA NEGROS GERA POLÊMICA NO MS

Retirado do site Midiamax.

20/08/2008 12:00
João Prestes e Valdelice Bonifácio
AL/Giuliano Lopes
Luzia de Brito discursou em plenário
Se for aprovado, projeto de lei apresentado na sessão de hoje da Assembléia Legislativa obriga todos os órgãos públicos do Estado (inclusive o Legislativo) a reservar 20% das vagas em concursos públicos para pessoas que se declaram negras. O sistema de cota inclui também os cargos em comissão, o que obrigaria o Pleno do Tribunal de Justiça a ter pelo menos cinco desembargadores negros, e o governador André Puccinelli a nomear dois secretários negros, só para citar os cargos mais elevados do serviço público estadual.
O autor do projeto, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), concorda que a matéria é polêmica e pode esbarrar na legislação. Mas ele lembra que nas universidades o sistema de cotas já está estabelecido. O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar em abril ação que questiona o sistema de cotas estabelecido pelo Prouni, programa do governo federal que beneficia egressos do ensino público. O
julgamento foi suspenso quando o relator havia apresentado parecer favorável às cotas devido ao pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa.
Se vai ou não ser aprovado, se vai ou não ser sancionado e se vai ou não vingar o projeto, não se sabe. Mas a proposição já bastou para levantar polêmica na Assembléia, em sessão de pauta esvaziada e poucos assuntos importantes em discussão. O deputado Paulo Corrêa (PR) fez o discurso mais veemente contra a matéria. Ele acha que a criação de mecanismos para proteger as minorias só faz aflorar a discriminação. “A gente tem que se ver como iguais. Quando se criam cotas, estabelecem-se as diferenças.”
O deputado Zé Teixeira (DEM) não vota no projeto de Amarildo, mas não quer ser visto como contrário às cotas. Nesse caso, o que tem que se fazer é um trabalho de base, defende o parlamentar. Investir na educação para que todos tenham as mesmas oportunidades. “Isso evita que no futuro se crie cotas para favorecer aqueles que lá atrás foram tratados de forma desigual.”
O líder do governo, Youssiff Domingos (PMDB), levantou uma questão
jurídica. Como advogado, ele invocou o artigo V da Constituição que diz: “Todos são iguais perante a lei”. Essa sentença, segundo ele, poderia derrubar todas as cotas. Amarildo Cruz replica, dizendo que a mesma Constituição determina tratamento igual a todos, e isso não acontece.
Nesse aspecto, o deputado Paulo Duarte (PT) sai em defesa das cotas, argumentando que dessa forma se corrige a distorção social do atual sistema, que privilegia os brancos e ricos em detrimentos de pobres, negros, índios.
Luzia de Brito, coordenadora da CPPIR (Coordenadoria de Políticas para Promoção de Igualdade Racial), usou a tribuna da Assembléia para defender a proposta e rebater o argumento de Youssiff, ao ler o artigo V completo, que diz que todos têm direito à vida, à saúde, à educação, enfim. "Na prática, a população negra não tem acesso igual ao branco. Em respeito ao artigo V devem ser instituídas as cotas. Vamos ter mais caras pretas trabalhando no serviço público."
Mato Grosso do Sul já tem leis instituindo cotas de 20% para negros e 10% para índios nos vestibulares da Universidade Estadual. Não há nenhuma legislação sobre o assunto (cotas em serviço público), inclusive em nível nacional a medida é inédita, garantiu o autor do projeto.

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CURSO DE EXTENSÃO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA EM NITERÓI

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REVISTA INFO - AGOSTO DE 2008

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Edição: Agosto de 2008
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CURSO INFO - MONTE UM QUAD-CORE

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

CONHEÇA O SITE TRILHAS DE CONHECIMENTO

Site muito bem feito e voltado para a questão indígena e o acesso a universidade. O Trilhas de conhecimentos é um projeto que começou a quatro anos e meio e tem dado resultado com articulações interessantes. A citação abaixo esclarece que:

"Três anos de ações na primeira fase do projeto resultaram na criação de dois núcleos em universidades no Brasil, um no Mato Grosso do Sul e outro em Roraima. No Mato Grosso do Sul o Trilhas aprovou o financiamento do Programa Rede de Saberes, executado conjuntamente pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul – UEMS. Já em Roraima, foi aprovado o financiamento do Programa E'ma Pia, elaborado pelo Núcleo Insikiran da Universidade Federal de Roraima – UFRR."

Para acessar o site clique na imagem abaixo:
No site, além de links para diversos artigos, notícias e livros sobre a questão indígena é possível acessar um mapa interativo onde, ao clicar com o mouse, abre-se uma janela com detalhes sobre as universidades em cada estado.

Clique aqui para baixar um artigo sobre o levantamento de ações afirmativas para indígenas. Clique aqui para baixar a tabela com os dados usados no levantamento.

Abaixo tem exemplos do mapa interativo. Clique aqui para acessar o mapa.


FILME "MESTRE BIMBA - A CAPOEIRA ILUMINADA" NO RJ

Retirado do site do grupo Estimativa.

Dia 20 de AGOSTO, ÀS 19H -
Onde? SESC Madureira - Rua Ewbanck da Câmara, 90 Madureira

Entrada Gratuita

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, conta, através de depoimentos de antigos alunos e imagens inéditas em cinema, a história de Mestre Bimba, Manuel dos Reis Machado (1899 – 1974), que dedicou a vida a dar dignidade e luz à capoeira. De origem humilde, grande jogador de capoeira e, principalmente, um extraordinário educador, seu nome é a primeira referência do aluno de capoeira, em qualquer país que esteja. A ele são dedicadas milhares e milhares de músicas cantadas em todas as rodas de capoeira, nos cinco continentes.

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, inspirado no livro MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de Muniz Sodré.

Direção: Luiz Fernando Goulart

Logo após a exibição do filme, apresentação do Grupo Abada Capoeira, com os Mestres Nago, Baiano, Rabugento, Zagueiro e Todo Duro.

Apresentação: Lisa Castro e Neide Diniz
Classificação etária: Livre
Informações e agendamento de grupos: Tel 3350-2676
Apoio:
Lumen Produções Ltda

Coisa Nossa Comunicação e Produções
Caras do Brasil Produções
Preta Produções

ARTIGO E TESE DE SABRINA MOEHLECKE

Dois trabalhos analisando as Ações Afirmativas de forma comparativa. A autora desvenda o tema teoricamente e não como um estudo de caso sobre alguma universidade.
Para baixar clique na imagem abaixo ou neste links alternativo.


Título: AÇÃO AFIRMATIVA NO ENSINO SUPERIOR: ENTRE A EXCELÊNCIA E A JUSTIÇA RACIAL
Autora: Sabrina Moehlecke
Revista de Educação e Sociologia - Especial., vol. 25, n. 88.
p. 757-776.
Ano: Out. 2004


Para baixar clique na imagem abaixo ou neste links alternativo.

Título: FRONTEIRAS DA IGUALDADE DO ENSINO SUPERIOR: EXCELÊNCIA E JUSTIÇA RACIAL
Autora: Sabrina Moehlecke
Tese de Educação da USP.
pp. 1-231
Ano: 2004

TESE SOBRE AS COTAS NA UEMS

Para ter acesso a tese clique na imagem ao lado ou neste link alternativo.

Tese: Negros e indígenas cotistas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul: desempenho acadêmico do ingresso à conclusão de curso.
Autora: Maria José de Jesus Alves Cordeiro
Doutorado em educação-currículo da PUC-SP
2008.

NEGRO OLHAR LEITURAS DRAMATIZADAS

Para ampliar clique na imagem.
Data: 19 a 22 de Agosto.
Local: Caixa Cultura - Teatro Nelson Rodrigues, Av. Repúblico do Chile, 230 Centro - RJ
Tel. 2262-8152

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS

Finalmente a segunda animação sobre o pequeno Kirikou está pronta para ser baixada. É de novo com imenso prazer que o aldeiagriot disponibiliza "Kirikou e os animais selvagens.

Em vez de ficarmos aqui falando sobre o desenho e explicando a sua importância sugerimos que clique nos links abaixo para acessar postagens antigas feitas no blog.
ou clique aqui para acessar uma busca de links.

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (01 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (02 DE 10)
mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (03 DE 10)
mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (04 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (05 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (06 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (07 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (08 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (09 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (10 DE 10) mediafire (68 MB)


Sinopse:
Diretor: Michel Ocelot e Bénédict Galup
Filme: Kirikou e os animais selvagens
País: França
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 700 Mb
Duração: 74 min,
Ano: 2007.

Colocamos também este documentário no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot


Kirikou e os animais selvagens - 01 de 07


Kirikou e os animais selvagens - 02 de 07


Kirikou e os animais selvagens - 03 de 07



BAIXE TAMBÉM:

sábado, 16 de agosto de 2008

MESA REDONDA LITERATURA E RELAÇÕES RACIAIS

Recebido por email e divulgando.

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília convida para a mesa redonda sobre Literatura e Relações Raciais:

Profª Drª Sonia Roncador (Universidade do Texas – Austin)
- " O mito da mãe preta no imaginário literário de raça e mestiçagem cultural"Profª Drª Regina Dalcastagnè (UnB/CNPq)
- "Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea".
Mediação: Marina Farias Rebelo (mestranda/UnB)

Após a mesa redonda, será realizado o lançamento do número 31 da revista "Estudos de Literatura Brasilieira Contemporânea", com um dossiê sobre literatura e relações raciais. O evento acontecerá no dia 19 de agosto de 2008, terça-feira, às 19h, no auditório da Reitoria da Universidade de Brasília.

CURSO DE EXTENSÃO SOBRE LITERATURA INFANTIL AFRICANA NA UFRJ

Recebido por email e divulgando

Cursos de Extensão 2008/2
Período: 20 de agosto a 15 de outubro de 2008

Título: POR ENTRE ALEGORIAS E FÁBULAS: a recriação da tradição por modernas estórias da literatura infantil de Angola e Moçambique

Coordenadores: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco carmenlt.trp@terra.com.br, Maria Teresa Salgado teresa@atlanticaedu.com.br e Tereza Paula Alves Calzolari tecalzolari@gmail.com
Tel.: 25 77 26 49

EMENTA:
A voz e a letra: a reinvenção da oratura pela moderna literatura infantil africana. Tradição e vanguarda: fábulas, misosos, metáforas e alegorias. Os mitos: permanência e transformação. O real e o supra-real. O mágico e o maravilhoso. Análise de alguns textos da moderna literatura infantil de Angola e Moçambique: Mia Couto, Jorge Macedo, Ondjaki, Dario de Melo, Gabriela Antunes, Maria Celestina Fernandes.
Dia da semana: quarta-feira
Programa:
Título
aula-palestra
Docente
(nome, instituição e titulação)

Dia 20/08 - Entre Fábulas e Alegorias: Introdução
Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco

Dia 27/08- Contos e lendas de África
Maria Teresa Salgado

Dia 03/09- Formação moral do pioneiro e manutenção da utopia revolucionária: a literatura infanto-juvenil angolana de engajamento
Fábio Frohwein de Salles Moniz

Dia 10/09- Sob o Sol da Liberdade: uma leitura de O Cubo Amarelo, de Gabriela Antunes
Carolina Pereira Vicente

Dia 17/09- Uma Leitura de A Árvore dos Gingongos, de Maria Celestina Fernandes
Edna Bueno

Dia 24/09- O menino de olhos de bimba: olhares que se cruzam
Terezinha de Jesus Aguiar Neves

Dia 01/10 - A Magia das Palavras em Ynari: a menina das cinco tranças, de Ondjaki
Heloise Cabral Santana

Dia 08/10 – Uma Leitura de O Beijo da Palavrinha
Cristiane Madanêlo de Oliveira

Dia 15/10 - De como duas meninas e um gatinho, de continentes e tempos distintos, enfrentaram o escuro
Tereza Paula Alves Calzolari

Horário: 13:30 às 15:30
Setor de Cultura e Extensão da Faculdade de Letras

Av. Brigadeiro Tomrpowisky S/N, Faculdade de Letras, Sala D-116, Ilha do Fundão – CEP: 21944-970
Tel: 2598-9708 Fax: 2598-9708

www.letras.ufrj.br / scultural@letras.ufrj.br

SEMINÁRIO DE CULTURA NEGRA E PSICANÁLISE NO RJ

INSTITUTO PALMARES DE DIREITOS HUMANOS
INSTITUTO OCA
DIGAÍ-MARÉ


Seminário de Cultura Negra e Psicanálise
Das Caravelas e Tumbeiros ao Hip-Hop

31 de agosto a 4 de setembro de 2008
Sede do IPDH - Av. Mem de Sá, 39 - Arcos da Lapa, Rio de Janeiro

PROGRAMA
31/08 – domingo, de 18:00 às 18:30 hs.
Abertura - Zezé Motta - SUPIR > Maritza Garcia - OCA > Nayara Mallon - OCA > Maria Catarina de Paula - IPDH

MESA 1 <> Subjetividade, Resistência e Discursos
Jairo Gerbase - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil – Fórum Salvador.
Vanda Ferreira - Professora, Ouvidora da Petros, Militante do Movimento Negro.
Debatedores
Carlos Alberto Medeiros - Jornalista, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF.
Graça Pamplona - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano-Brasil/ Fórum de Petrópolis, Supervisora Clínica do Instituto OCA.

20:30 hs. > Coquetel de Confraternizacão, com lançamento e venda de livros

MESA 2 - A infância da Dor e a Dor da Gente
01/09 < segunda-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Nayara Mallon - Psicanalista, Presidente do Instituto OCA.
Marícia Ciscato - Membro do Digaí-Maré, Correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise-Seçã o Rio.
Ivanir dos Santos - Pedagogo, Secretário Executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas- CEAP.
Debatedora > Lúcia Xavier - Assistente social, Coordenadora de Criola.

MESA 3 - Do Martírio à Malandragem: os mitos Saci Pererê e Negrinho do Pastoreio
02/09 < terça-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Lara Pamplona - Professora de Literatura Brasileira do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia (Alemanha).
Conceição Evaristo - Escritora, Doutoranda em Literatura Comparada - UFF.
Eliane Schermann - Psicanalista, Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano.
Debatedor > Guilherme Gutman - Psicanalista, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da PUC-Rio.

MESA 4 – Literatura Afrobrasileira e Pulsão
03/09 < quarta-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Lia Vieira - Escritora, Autora de Chica da Silva - A mulher que inventou o mar.
Éle Semog - Escritor, Conselheiro Executivo do IPDH.
Clarice Gatto - Psicanalista, Responsável pelo Serviço de Psicanálise do Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana - ENSP/FIOCRUZ.
Debatedoras > Denise Barata - Historiadora, Professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ.
Teresa Palazzo Nazar - Médica, Psicanalista, Membro fundador da Escola Lacaniana do Rio de Janeiro e de Vitória.

MESA 5 - Das Caravelas e Tumbeiros ao Hip-Hop
04/09 < quinta-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Julio Cesar de Tavares - Professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF, Diretor da Associação para o Estudo da Diáspora Africana no Mundo - ASWAD, Fundador da CUFA.
Marcus André Vieira - Psicanalista, AME da Escola Brasileira de Psicanálise, Membro do Digaí-Maré, Professor da PUC-Rio.
Nega Gizza - Rapper/CUFA.
Debatedor > Romildo do Rêgo Barros - Psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e Diretor do Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro - ICP.

22:00 às 22:10 > Encerramento > Éle Semog – IPDH

As incrições são gratuitas e as vagas são limitadas.
Para efetivar sua inscrição, favor preencher a ficha abaixo e encaminhar para:
contato@institutooc a.org.br

Os cem primeiros inscritos serão presenteados com o livro Diásporas Africanas na América do Sul: Uma ponte sobre o Atlântico, de Julio César de Tavares, com fotos de Januário Garcia.

Ficha de Inscrição

Nome
Endereço/Cidade/ Estado/CEP
Email
Profissão
Instituição onde trabalha
Sexo
Idade

COTAS RACIAIS: ENTIDADE VAI AO STF CONTRA 17 MINISTROS

Retirado do Notícias Terra.

Segunda, 4 de agosto de 2008
Laryssa BorgesDireto de Brasília

O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para que 17 ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva respondam por não cumprirem metas de inclusão racial em gabinetes e secretarias.
» Opine sobre a ação da entidade

A entidade se baseia em um decreto do governo Fernando Henrique Cardoso, assinado em 2002, que prevê, no âmbito do Programa Nacional de Ações Afirmativas, mecanismos que garantam a realização de metas percentuais de participação de afrodescendentes, mulheres e pessoas portadoras de deficiência no preenchimento de cargos em comissão, como os chamados DAS (Grupo-Direção e Assessoramento Superiores).
Na última semana, por exemplo, o presidente Lula criou por medida provisória e sem concurso quase 300 novos cargos públicos, com salários que variam de R$ 1.977,31 a R$ 10.448. Em nenhum dos casos, no entanto, foi fixada qualquer meta de inclusão racial, social ou de gênero.
"Não é cota, mas tem que incluir (os afrodescendentes). Só por descumprir a lei já é improbidade (administrativa)", explicou o advogado do Iara, Humberto Adami. Segundo ele, o presidente Lula anunciou publicamente junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) o "compromisso pessoal" de combater o racismo no ambiente de trabalho. O Palácio do Planalto não comentou o caso. Procurada, a Secretaria Especial de Promoção de Igualdade Racial (Seppir) informou que iria se inteirar da ação antes de se manifestar.
São citados no processo os ministros Fernando Haddad (Educação), Celso Amorim (Relações Exteriores), José Gomes Temporão (Saúde), Tarso Genro (Justiça), Guido Mantega (Fazenda), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Carlos Lupi (Trabalho), Alfredo Nascimento (Transportes), Edison Lobão (Minas e Energia), Paulo Bernardo (Planejamento), Hélio Costa (Comunicações), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Nelson Jobim (Defesa), Geddel Vieira Lima (Integração) e Márcio Fortes (Cidades). Também estão elencados no processo os ex-ministros Gilberto Gil (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente), Luiz Marinho (Previdência) e Marta Suplicy (Turismo).
Por decisão da ministra Ellen Gracie, do STF, nenhum dos ministros ainda foi notificado, o que juridicamente significa que não se pode considerar que haja um processo contra cada um deles. Os ministros da Justiça, Saúde e Trabalho confirmaram não terem sido notificados.
De acordo com o Iara, caso o Plenário do STF rejeite dar seguimento ao processo, o caso poderá ser encaminhado à Organização dos Estados Americanos (OEA), que, ao julgar a questão, pode estabelecer multa à União por descumprimento do decreto e aos próprios ministros do STF por omissão.
"Com o nosso processo o ministro vai ficar pessoalmente responsável, e não a União, que é um saco sem fundo e não paga nunca", avalia Humberto Adami, que informa que a própria OEA já considerou o Poder Judiciário e o Ministério Público brasileiros "racistas institucionais".
"Esse descumprimento é prejudicial ao País, não só pela visão política que passa a ter, mas também porque acaba por transferir para o contribuinte o custo da eventual penalidade", disse o advogado.

EMPRESÁRIOS BRASILEIROS DE OLHO EM ANGOLA

Retirado do site Africa 21.

África 21 - DF13/08/2008
Seminário brasileiro sobre oportunidades em Angola atrai empresários

O evento antecedeu a missão empresarial que estará em Luanda de 7 a 10 de outubro."As mudanças positivas são claras e mostram a capacidade de recuperação dos angolanos", diz empresário brasileiro.
Da Redação
São Paulo - Empresários e representantes de comerciais exportadoras participaram esta semana do Seminário sobre as oportunidades de negócios em Angola, em São Paulo. A idéia foi mostrar aos participantes, de acordo com estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), quais os setores que têm maior possibilidade de atingir o mercado angolano.
O coordenador de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil, Juarez Leal, Juarez destacou que a missão a Luanda é a primeira etapa de uma série de ações da Agência ao país africano. “Temos um plano de dois anos de ação em Angola”, disse.
O coordenador explicou que Angola é um país prioritário e que demanda cada vez mais produtos brasileiros. Juarez mostrou a linha de atuação da Agência e como a estrutura pode colaborar com as empresas brasileiras que querem exportar para a Angola, ou qualquer outro mercado. Segundo ele, a classe média angolana está ávida por produtos brasileiros de qualidade.
Maurício Borges, diretor de Negócios da Apex-Brasil, destacou que Angola é um importante parceiro comercial do Brasil, no entanto, é preciso aproveitar esta oportunidade e conquistar esse importante mercado. Maurício destacou que não adianta nada as ações promovidas pela Agência sem a participação efetiva das empresas. “A Apex apenas auxilia, quem exporta são vocês”, falou.
Para o presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN) Arnaldo Santos, os brasileiros devem aproveitar as semelhanças culturais com o país africano e consolidar a presença neste mercado. Segundo ele, a participação brasileira ainda é tímida e portugueses, alemães e chineses estão aproveitando as brechas deixadas no país.
Arnaldo disse ainda que Angola é o país africano que mais recebe investimentos e que, de 2004 para cá, as mudanças positivas são claras e mostram a capacidade de recuperação dos angolanos. Ele ponderou que apesar da forte entrada de produtos chineses naquele país, os angolanos buscam qualidade, “principalmente nos produtos encontrados nas novelas brasileiras que passam em Angola”.
Estudo da Estudo da Apex-Brasil mostra que, entre 2004 e 2007, a corrente de comércio entre Brasil e Angola evoluiu 500%, atingindo a soma de pouco mais de US$ 2 bilhões no final desse período. Isto corresponde a US$ 945 milhões de importações brasileiras oriundas de Angola e US$ 1,2 bilhão de exportações brasileiras destinadas a esse mercado. Destas últimas, 89% foram predominantemente de produtos manufaturados em 2007, acompanhando desempenho semelhante dos três anos anteriores.
Os principais produtos brasileiros vendidos para Angola, no ano passado, foram chassis (US$ 42 milhões) e tratores (US$ 30 milhões). A diversificação das exportações foi outro ponto importante. Os angolanos importaram do Brasil de farinha de milho e bolachas a obras de plásticos e móveis. As informações são da assessoria da Apex-Brasil.

ALUNOS COTISTAS DA UNB FORMA COM MELHOR DESEMPENHO

Retirado do site Vermelho.

11 DE AGOSTO DE 2008

Este ano, 44 alunos dos 378 alunos da primeira turma de cotistas da Universidade de Brasília (UnB) se forma em 19 cursos diferentes. De acordo com relatório do assessor de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade, Jaques Gomes de Jesus, a dispersão de formandos entre os cursos reforça a constatação do elevado empenho dos cotistas em sua formação, com menos trancamentos, reprovações e abandonos (menos de 1% do total de alunos cotistas), e desempenho acadêmico semelhante aos dos demais alunos.
“Embora sejam vistos como estudantes como quaisquer outros dentro do campus, os cotistas têm status diferenciado junto a suas comunidades de origem, em razão de serem, muitas vezes, não apenas os primeiros da família a ingressar no ensino superior, mas também os primeiros das comunidades. Exemplos desta nova realidade acadêmica foram a aprovação no vestibular, através do sistema de cotas, de um morador de rua e de uma quilombola”, afirma Jaques de Jesus.
Em junho de 2003, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB aprovou a criação do Sistema de Cotas para Negros, com objetivo de, num período de 10 anos, destinar 20% do total de vagas de cada curso oferecido nos vestibulares aos candidatos que se declaram negros.
O impacto na sociedade foi imediato. O primeiro vestibular com o sistema de cotas, realizado no segundo semestre de 2004, atraiu 4.400 candidatos ao sistema, de um total de 23,5 mil inscritos no vestibular.
A UNB e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram pioneiras na implantação do sistema de cotas, rompendo com a prática segregacionista de valorizar apenas um segmento étnico na construção do saber nacional. Antes de 2004, a UnB tinha 2% de estudantes negros, hoje conta com 12%, uma representatividade seis vezes maior. O número, no entanto, ainda está longe dos 45,9% de negros (pretos e pardos) que compõe a população brasileira. O Sistema de Cotas para Negros tem, portanto, uma importância estratégica para a construção de país efetivamente democrático.
Atualmente, dos 19.583 alunos de graduação da UnB (10.181 homens e 9.402 mulheres), 27 são de origem indígena (10 homens e 17 mulheres), que ingressaram por meio de vestibular diferenciado; e 2.332 são oriundos do Sistema de Cotas para Negros (1.218 homens e 1.114 mulheres), representando 11,9% do corpo discente.

Desempenho superior
Comparação entre os prováveis formandos cotistas com os demais alunos não-cotistas da UnB mostra que os primeiros alcançaram um desempenho acadêmico superior. Numa escala de 0 a 5, os cotistas alcançaram em média um coeficiente de rendimento de 3,9, contra 2,3 dos não-cotistas. A média de trancamento entre os cotistas é de 0,5, contra 1,0 dos não cotistas. E as reprovações entre os cotistas alcançam 1,5, contra 3,5 dos demais.
Dentre os 44 formandos cotistas, 57,9% já ingressou no mercado de trabalho, 18,4% estão em estágios, e 23,7% não trabalham ou estagiam, dedicando-se a outros estudos, como os preparatórios para concursos públicos ou pós-graduação.
A UERJ, em parceria com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério da Educação, fará uma pesquisa para avaliar o sistema de cotas raciais, implantado pela instituição em 2003. De acordo com o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o estudo vai apurar o desempenho e o índice de evasão dos alunos, as dificuldades por eles enfrentadas e a inserção dos diplomados no mercado de trabalho. A previsão é que o estudo esteja concluído em novembro deste ano.

Papel histórico
“A adoção de políticas desta natureza beneficia a sociedade brasileira como um todo, pois cria igualdade de condições para todos os indivíduos”, afirma o ministro Edson Santos, acrescentando que “também fortalece os instrumentos para a extinção das práticas discriminatórias, e propicia às pessoas o exercício pleno de seus direitos fundamentais”.
Ele avalia ainda que “são políticas que reconhecem e valorizam a pluralidade étnica que marca a sociedade brasileira e, ao tratar de maneira desigual os desiguais, avança no caminho da justiça social e da igualdade de oportunidades”.
Ao mesmo tempo, admite que a política de cotas não deve ser uma política eterna. “Deve cumprir seu papel histórico apenas enquanto as ações de melhoria do ensino fundamental e médio estiverem incompletas. Neste tempo servirá também para reparar as injustiças que os negros(as) brasileiros(as) experimentaram para construir esta nação”, concluiu.

BRASIL NA ROTA DE REFUGIADOS

Retirado do jornal O Globo do dia 10.08.08.
Para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito e selecione "Salvar imagemcomo..." ou clique aqui para baixar num arquivo zipado.







quinta-feira, 14 de agosto de 2008

V SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO

Para ampliar e ler a programação clique na imagem.




SUPREMACISTAS BRANCOS QUEREM A VITÓRIA DE OBAMA

Retirado do site Ultímo segundo. É, quem poderia imaginar isso???

Defensores da supremacia branca nos EUA apostam em vitória de Obama
10/08


María Peña Washington, 10 ago (EFE).- Representantes de movimentos pela supremacia branca nos Estados Unidos apostam na vitória eleitoral do candidato democrata Barack Obama para lançar sua chamada Revolução Branca e corrigir o suposto declínio da raça no país.
"Acreditamos que Obama vai ganhar, porque é a culminação da era a favor das minorias nos EUA. Mas, isso vai gerar um contra-ataque dos brancos e até uma revolução", disse à Agência Efe Richard Barrett, um conservador do Mississipi e líder do Movimento Nacionalista.
"Para nós, é uma luta da maioria branca contra a tirania das minorias. Essa era trouxe distúrbios, pobreza, chantagem, assassinatos e poder político para as minorias", disse Barrett.
"Muitos brancos votarão em Obama, mas (...) se darão conta de seu erro, voltarão a defender os direitos da maioria e a exigir uma mudança", afirmou.
Grupos como o de Barrett, que se autodenominam nacionalistas e que defendem a supremacia dos brancos até na internet, sentem-se vítimas de um sistema que, segundo sua opinião, confere preferências "desmerecidas" aos negros, hispânicos e demais minorias étnicas.
Segundo especialistas consultados pela Efe, não é que esses grupos apóiem Obama, o primeiro negro com reais possibilidades de chegar à Casa Branca, mas eles odeiam mais seu rival John McCain, a quem chamam de traidor por seu apoio a uma reforma integral da política de imigração.
Os membros destes grupos, dispersos em toda a geografia nacional, optarão por não votar ou, na privacidade das urnas, "votarão em Obama, com a esperança de que isso lhes ajude a impulsionar uma Revolução Branca", disse Mark Potok, um pesquisador do Southern Poverty Law Center (SPLC), com sede em Montgomery (Alabama).
Seu grupo se dedica a rastrear as ações de organizações supremacistas, estimadas em 888 em 2007, a maioria concentrada no sul e na zona central do país. O SPLC calcula que cerca de 200 mil pessoas pertencem a esses grupos.
"Os supremacistas acham que uma vitória de Obama seria como um grito de batalha dos brancos e que milhões se unirão em sua causa e armarão a revolução" a favor da segregação racial nos bairros e escolas, disse Potok.
Este fenômeno reflete o pouco que melhoraram as relações raciais nos EUA, cuja imagem foi manchada pelo legado da escravidão e do racismo.
Carol Swain, professora de Ciências Políticas e Leis da Universidade Vanderbilt, acredita que apesar da vitória de Obama representar uma mensagem sobre o progresso social dos EUA, para os supremacistas "seria um símbolo da decadência do país e do mal pelo qual os brancos estão passando".
"Estes grupos dizem que se sentem vítimas, discriminados e marginalizados e dizem se ressentir das preferências concedidas às minorias. Acham que se a sociedade continuar enfatizando a identidade racial, então mais e mais brancos se sentirão no direito de defender a sua", explicou Swain, autora de um livro sobre o tema.
Um ex-líder do Ku Klux Klan, David Duke, divulga em sua página na internet a causa do "nacionalismo branco" e acredita que um triunfo de Obama seria um "claro sinal para milhões de americanos brancos de que não se dão conta" de que perderam o controle de seu país.
Segundo o site de Duke, ex-legislador da Louisiana, "o perigo imediato" dos EUA é a "imigração em massa" de mexicanos. Ele advertiu que, se esta tendência continuar, haverá "um genocídio do povo americano".
Duke, um declarado anti-semita, reclama do fato de negros e hispânicos terem grupos que defendam seus interesses, mas segundo ele "se uma pessoa branca defende sua herança cultural, a mesma que fundou este país, então a chamam de racista".
A Primeira Emenda da Constituição protege a liberdade de expressão, o que dá direito ao ódio pregado por grupos extremistas contra os judeus e demais minorias. A lei só intervém quando há uma incitação direta a atos de violência ou são cometidos crimes raciais.
Para muitos, a Revolução Branca é uma fantasia que, no entanto, demonstra que o racismo persiste e que a retórica da esperança, a mudança e a reconciliação, que tanto defende Obama, não combate esses grupos. EFE mp/ab/rr

DANTAS TEM MAIS PODER DO QUE A ONU

Retirado do blog do Jornal Recomeço. Este artigo originalemente foi postado no Terra Magazine, mas a charge que a Glória Reis do blog colocou deu uma atrativo a mais, Parabéns.
4 de Agosto de 2008
O Caso Dantas e o habeas corpus da ONU
Márcia Novaes Guedes*


O episódio envolvendo o Sr. Daniel Valente Dantas e os demais investigados na operação Satiagraha acendeu o debate sobre o estado policial, as liberdades individuais, a falência do sistemapenal/prisional, mas fechou os olhos para a mais recente condenação do país pela ONU em matéria de direitos humanos, expondo nossa fraca constitucionalidade.
Na Revisão Periódica Universal sobre Direitos Humanos, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que é feita com base em dados coletados pelos próprios representantes da instituição e 22 organizações não governamentais (Ongs), o Brasil foi mais uma vez reprovado! O governo não cumpriu o prazo dado, a partir de 2005, de resolver as expulsões dos índios de suas terras; as execuções extrajudiciais de pessoas; a tortura nas prisões; a superlotação dos cárceres e a inumana condição dos presidiários. A perversa concentração de renda, que deixa na miséria 50 milhões de brasileiros e nos torna um dos cinco países mais desiguais do mundo, foi igualmente condenada.
A ONU revelou, ainda, que no Brasil são assassinadas 50 mil pessoas por ano, e dentre as vítimas preferenciais estão os jovens pobres e negros com idade entre 15 e 19 anos.
Quanto à tortura, o relatório revela o que todos sabemos: é uma prática generalizada nas delegacias e prisões para obter confissões, com a tolerância de muitos juizes, que a definem como mero "abuso de poder" (Carta Capital, 05/03/08). A Constituição - perfumaria rara nas prateleiras das delegacias - define a tortura como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia,e assegura aos presos o respeito à integridade física e moral.
Estudos revelam que o racismo é uma variante fundamental na compreensão do sistema penal brasileiro e no projeto genocida do estado. Segundo a professora/pesquisadora da UnB Ana Luiza Pinheiro Flauzina, "o sistema penal se presta mais ao controle dos indivíduos e dos grupos estigmatizados do que propriamente à prevenção/repressão dos atos infracionais. A morte é mesmo o produto por excelência da movimentação dos sistemas penais latino-americanos" .
Por isso, "o discurso da falência do sistema penal é falso, ele funciona e muito bem"! Mas, revelar essa relação promíscua entre racismo e sistema penal bate na resistência de vários grupos da "intelectualidadebranca" - adverte a estudiosa (
http://www.irohin. org.br). Como diz um certo João, que este ano faz 100 anos, "quem mói no as'pro não fantasêia".
Relembrando o caso. A apuração dos fatos envolvendo o banco Oportunitye o Sr. Daniel Valente Dantas muito se deve ao jornalismo investigativo de Bob Fernandes. O inquérito policial corre há quatro anos e é acompanhado e fiscalizado por um Procurador da República. A prisão temporária, decretada pelo juiz Fausto de Sanctis, teve suporte na Lei 7.960/89. Respeitáveis juristas afirmam que essa lei criou uma espécie de prisão para averiguações e seu verdadeiro objetivo é obrigar o investigado a confessar ou delatar. Ante a previsão legal da prisão preventiva, temporária seria inconstitucional. Certo, mas cabe ao STF o controle direto de constitucionalidade das leis. E a Lei7.960/1989 segue incólume.
A segunda ordem de prisão foi dada ante a suposta tentativa de prepostos do investigado de subornar um delegado da Polícia Federal. Aprisão preventiva visa garantir a instrução (colheita das provas) e a aplicação da lei penal. Sobre o poder do Sr. Dantas, o jornalista Mino Carta escreveu: ao inquirir uma autoridade da República porque não revelava o disco rígido do computador apreendido em seu escritório,respondeu-lhe: "se revelado, cai a República"! (Carta Capital,16/07/08).
Desse medo não padeceram os Juízes da Instrução Criminal da Itália durante a Operação Mãos Limpas.O juiz Wálter Fanganiello Maierovitch, afirmou que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) foi ignorada, a instância atropelada e a Corte transformada numa UTI (Carta Capital, 16/07/08). Não é aceitável que a jurisprudência se cristalize e resista à emergência do direito e a expansão do sentimento de justiça. Direito é linguagem, e cabe ao intérprete atribuir sentido à norma. Essa interpretação não é arbitrária, conforme o gosto e conhecimento do aplicador. O processo hermenêutico exige uma pré-compreensã o, que passa pelo"constitucionalismo paradigmático", o qual se nutre da paz e dos direitos humanos, colunas da democracia. Em direito, quem pode o mais pode o menos. Direitos fundamentais da pessoa humana gozam da qualidade de infinitude, portanto, quando ameaçadas as garantias das liberdades individuais, o atropelo de instâncias parece irrelevante, afinal, "homo sacer"!
Ocorre que na fila da UTI para ser socorridos se encontram amontoados,como resíduos sólidos, milhares de homens (igualmente "sacri") que se matam e matam uns aos outros numa guerra hobbesiana por falta de espaço físico indispensável para permanecerem presos.
Recentemente, um Juiz que decidiu não compactuar com a "conspiração do silêncio" e aplicou o art. 5o, inciso XLIX da Constituição da República, foiduramente criticado pela mídia. O "habeas corpus" da ONU. O Sr. Dantas não tem apenas um batalhão de mil advogados vigilantes ao mais leve deslize das autoridades quanto a seus sagrados direitos, mas revelou ter mais poder do que a ONU!
Sua prisão desencadeou um profundo mal-estar na República, ao qual se seguiu um "concertamento" entre os Poderes, Judiciário e Executivo. Doravante, para a garantia das liberdades individuais dos "investigados criminalmente", a Constituição e o ordenamento jurídico em vigor não serão suficientes. Dentre as providências sugeridas encontra-se a dilatação do conceito de "abuso de poder"; limitação ao poder de investigação dos delegados da PF (Folha de São Paulo, online, 22/07/07); a desobediência do Juiz de 1º grau, e a introdução no ordenamento do "Crime Contra as Prerrogativas dos Advogados".
Mas, quanto à gigantesca "petição de habeas corpus" da ONU nenhuma palavra! A jurisdição é inerte e ao Organismo Internacional, ao qual o país está acreditado, desde 1948, falta legitimidade! A Bastilha que espere!
Não se recusa a reconhecer o inegável: o crescimento do estado policial, que se tornou mais evidente com o neoliberalismo e a ruptura entre poder e política, minando as garantias sociais.
No Brasil, a polícia forte para os fracos e fraca para os fortes sempre foi aregra, desde a Abolição! Desse lodo se nutre tanto a crônica policial jornalística quanto a música popular brasileira de Noel Rosa a Chico Buarque de Holanda. Portanto, tentar associar a investigação policial e a firme atuação judicial na apuração e condenação dos crimes do colarinho-branco à violação de direitos humanos, como sinal a pôr em risco as liberdades individuais do brasileiro comum, é mais um enxerto plantado pela razão cínica para ocultar o óbvio.
Seguramente, a abertura do disco rígido do computador do Sr. Dantas poderia fazer cair a República, mas no sentido profetizado por Raymundo Faoro e revelado numa entrevista ao jornalista Mino Carta: "No Brasil, a elite encaminhou as coisas para ser elite, desprezando o povo e assim pensa que se moderniza: desprezando ou não sabendo que achamada modernização passa pela destruição dela própria. A única maneira de essa elite encontrar uma racionalidade é deixar de ser elite e tornar-se cidadã". (Isto É, Senhor, 22/01/1992).
Essa racionalidade cidadã passa pelo cumprimento dos compromissos ajustados com a ONU, sob a indispensável interveniência do STF, guardião precípuo da Constituição Federal. A lógica genocida vai ceder à medida que os cárceres passarem a receber hóspedes ilustres, os graúdos, cujo poder estremece a República. Até lá, a sociedade civil,frustrada, segue rindo-se com o adágio recolhido do dialeto siciliano:Giustizia, stava scritto su un portone e ci credette un minchione!



Márcia Novaes Guedes é juíza do trabalho em Guanambi (BA), doutora pela Universidade de Roma e professora de Direito Constitucional.
Terra Magazine - Segunda, 28 de julho de 2008, 13h48 Atualizada às 13h57

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA O FILME PANTERAS NEGRAS

Depois de um longo tempo sem colocar vídeos para baixar no blog voltamos a esta atividade com este maravilhoso filme: "Panteras Negras. Tratamento de choque para a América Branca". Filme que todo militante da causa negra deveria ter na estante como predileto.
Ficamos muito tempo atrás dele para conseguir a cópia e colocar aqui para você baixar e se deliciar. Para os que nunca ouviram falar desse filme iram se surepreender, para os que sempre ouviram falar e nunca viram vão se deliciar e para os que já viram com certeza vão querer ver de novo e de novo e de novo...
Como é um filme crítico e que expõe o cotidiano racista de forma contundente está fora das locadoras e catálogos, além disso quando foi lançado ainda era época das fitas VHS o que dificulta atualmente achar cópias em DVDs.

Para os que querem saber mais sobre os "black panther" clique nos links abaixo.
Fundação Palmares
http//pt.wikipedia.org/wiki

Sites comentando o filme
br.geocities.com/ademirdepaula
cnncba.blogspot.com

Para acessar um artigo que discute a relação entre a repressão policial, política contra os Panteras e a inundação de drogas pesadas nos guetos negros americanos clique no link abaixo.Drogas, imperialismo e luta de classe

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

== ATENÇÃO LINKS CONSERTADOS ==
Panteras Negras (1995) - (01 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (02 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (03 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (04 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (05 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (06 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (07 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (08 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (09 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (10 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (11 DE 11) mediafire (73 MB)
== ATENÇÃO LINKS CONSERTADOS ==

LINK PARA MEGAUPLOAD.
(INSERIDO EM 20/08/2010)

Sinopse:
Diretor: Mario Van Peebles
Filme: Pantaras Negras
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 873 Mb
Duração: 120 min,
Ano: 1995.

Colocamos também este filme no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot
Panteras Negras - 01 de 12


Panteras Negras - 02 de 12

No youtube também tem dois documentários legendados para o português no canal levantejuventude. Vamos tentar uma parceria para disponibilizar os dois aqui no blog. Abaixo a janela inicial deles.

Todo poder para ao povo (01 de 06)


COINTELPRO e Panteras Negras (1 de 7)




BAIXE TAMBÉM:

HÁ EXATOS QUARENTA ANOS NUMA OUTRA OLÍMPIADA...

Já que estamos no ano das olímpiadas de Pequim é legal lembramos o ato dos campeões olímpicos Tommy Smith e John Carlos que há exatos 40 anos, na Olímpiadas da Cidade do México, fizeram um ato contra o racismo no seu país de origem (EUA) inspirados no exemplo dos panteras negras. Repare que o australiano branco discretamente participa do ato, pois estava com um adesivo redondo colado do lado esquerdo com dizeres contra o racismo e intolerância.
Para ler um pequeno artigo detalhando como foi esse acontecimento clique aqui.