segunda-feira, 21 de julho de 2008

A INTERNET EDUCA?

Retirado do jornal Globo do dia 14/07/08. Para ampliar clique nas imagens. Para baixar clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como...".













FIQUE ONLINE MESMO SE A BANDA LARGA CAIR

Retirado do yahoonotícias.

Seg, 21 Jul - 00h30

Durante o colapso do Speedy (banda larga da Telefônica), que no início do mês deixou todos os assinantes no Estado de São Paulo sem internet, muita gente ficou de braços cruzados esperando a conexão voltar. E quem não pode esperar para enviar um e-mail urgente ou precisa de qualquer jeito acessar determinado site? Faz o quê?
Há várias maneiras de se conectar à internet quando a conexão de banda larga cai. Desde voltar à lenta internet discada (que é o único tipo de acesso em boa parte dos municípios brasileiros) até usar o celular para conectar o computador à rede. Para as pessoas e pequenas empresas que não podem correr o risco de ficar sem internet rápida, o jeito mesmo é assinar dois planos de banda larga de diferentes provedores.
As soluções salvam não só no caso de uma pane geral, mas também durante aquelas quedas de conexão que atingem determinados bairros da cidade quase todos os dias, seja do Speedy, do Vírtua ou de qualquer outro provedor de internet banda larga.
A internet discada é a solução mais prática e barata para quem não quer correr atrás de uma lan house, de um lugar com Wi-Fi (conexão sem fio presente em restaurantes, cafés, aeroportos, etc.) ou de bater na porta de vizinhos e amigos implorando para usar a internet.
Foi o que fez o professor de física Aparecido José do Rosário, de 43 anos, durante os dias que abalaram a conexão do Speedy. "Precisava pesquisar artigos na internet para preparar uma atividade de leitura na aula e ainda queria postar no meu blog. Tive de ir para a discada", diz Rosário que, mesmo sendo assinante de banda larga, mantém uma conta no IG, o conhecido provedor discado gratuito. "Fiquei até as duas da manhã para terminar tudo, mas funcionou", continua.
Com Diego Machuca, de 19 anos, que trabalha em um escritório de contabilidade em Jacareí (SP), a internet discada também foi a única maneira de não atrasar demais a entrega do FGTS dos clientes, que precisa ser feita nos primeiros dias do mês sem falta. "Conectamos um dos computadores pela discada só para isso. Todos os outros trabalhos do escritório ficaram em segundo plano e até a semana passada estávamos repondo o atraso. No dia, também tivemos de imprimir muitos documentos e mandar com o motoboy. Ele não parou o dia inteiro. Normalmente, com a internet funcionando, a gente envia tudo pela rede, sem imprimir nada", conta.
Como fazer
A internet discada é lenta, mas resolve para mandar um e-mail em uma emergência. Só que, para se conectar, você precisa estar preparado. Não adianta pensar em usar a web discada só quando a banda larga sair do ar.
Primeiro, certifique-se de que seu computador tem um modem compatível. Os modelos mais novos de PCs nem vêm mais com a placa. É fácil saber isso. Basta procurar atrás do computador pela entrada de telefone. Se você não tiver um modem, pode comprar uma placa, que não sai por mais de R$ 30, e pedir para um técnico instalá-la no PC. Outra forma é comprar um modem externo, o que é bem mais caro (cerca de R$130).
Você também vai precisar de um programa, conhecido como discador, de um dos provedores de internet discada. É a forma mais fácil de se conectar, e eles podem ser baixados nos sites dos provedores. O Estadão (www.estadao.com.br) tem um discador gratuito. Outras opções são o Orolix (www.orolix.com.br) e o IG (www.ig.com.br).
Com tudo pronto, ligue o cabo do telefone no computador, crie uma conta no provedor que você preferir e faça o teste. Você vai ouvir o clássico som do modem chiando. Se houver falhas, vá em Iniciar/Configurações/Painel de Controle e entre em Opções de Telefone e Modem. Confira se as regras de discagem estão corretas. Em caso de dúvida, telefone para a assistência técnica do provedor.
Agora o seu PC está preparado e você terá internet mesmo se a banda larga insistir em desconectá-lo. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

domingo, 20 de julho de 2008

MINISTRO DEFENDE TITULAÇÃO COLTIVA DE ÁREA OCUPADA POR QUILOMBOLAS NO RIO

Retirado da agência Brasil.

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Roosewelt Pinheiro/Abr

Brasília - Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, defende titulação coletiva de área ocupada por quilombolas na Ilha de Marambaia
Rio de Janeiro - O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, disse que a comunidade remanescente de quilombo da Ilha de Marambaia, no litoral sul fluminense, terá o seu território demarcado. O título, segundo ele, sairá em nome de toda a comunidade e não apenas das famílias.
"Vai sair [a titulação], vai sair”, disse o ministro Edson Santos à Agência Brasil esta semana, ao participar de evento sobre o Mercosul no Rio de Janeiro. "Acho que a titulação será coletiva, não há nada que indique o contrário".
A declaração de Santos contraria o temor da comunidade de que a demarcação, a cargo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), fosse feita em ilhas, abrangendo apenas o terreno da casa dos moradores, muitas de pau-a-pique e sem luz elétrica, deixando de fora áreas comuns.
No início de abril, logo após visita do ministro à ilha, a comunidade divulgou nota criticando a posição dele em relação ao assunto. Pelo documento, Santos teria dito “ser impossível” a posse coletiva da área, o equivalente a um quinto da ilha.
O ministro, no entanto, disse que foi mal-interpretado e defendeu uma demarcação que dê condições de as famílias crescerem e manterem atividades de geração de renda. Enquanto a titulação – parada por determinação da Justiça – não é finalizada, ele promete melhorias no local.
“A Seppir vai coordenar a implementação de serviços de saúde, educação, fornecimento de energia elétrica, ao passo em que vamos fazer entendimentos sobre a delimitação da área da comunidade quilombola.”
A demarcação de Marambaia está parada por conta de divergências judiciais. Na última decisão, a Justiça Federal suspendeu o processo no Incra acatando pedido da União. No caso, o desembargador Sergio Feltrin alegou que os quilombolas poderiam colocar em risco as atividades militares na ilha e o meio ambiente.
Os moradores de Marambaia disputam com a Marinha a demarcação de seu território, que já foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares. Os militares mantêm um centro de treinamento na ilha e defendem o local como estratégico para atividades navais.
Sem consenso, o impasse foi parar na Advocacia-Geral da União (AGU), que ainda não se pronunciou sobre o caso. O procurador responsável pelo processo, Daniel Levy, não foi encontrado para dar declarações.

EVENTO RITMO E SONS DA MÃE ÁFRICA - FESTIVAL INTRNACIONAL DE CAPOEIRA

Retirado do site do Diário do Nordeste

FESTIVAL (19/7/2008)

A partir de amanhã, Fortaleza sediará o I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afro-descendentes. (Foto: Divulgação)

A capoeira será a base do Festival. Oficinas e palestras abordam aspectos culturais da arte herdada dos africanos (Foto: Patrícia Oliveira)
O som do berimbau dará início à primeira edição do Festival Internacional de Capoeira e Tradições afro-descendentes, que acontece de domingo, dia 20, à sexta-feira, 25. O evento reúne dança, gastronomia, teatro, música, além de pessoas de vários países
Uma vasta programação cultural marca a primeira edição ´Tribos, Berimbaus e Tambores - I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afro-descendentes´, que acontece a partir de amanhã e se estende até a próxima sexta-feira, 25. Seminários, oficinas, feira gastronômica e apresentações culturais reunirão estudiosos, pesquisadores, artistas e capoeiristas da América Latina e Europa.
Segundo o organizador do Festival, Robério Batista (Mestre Ratto), o evento é inspirado no Festival Internacional de Tradições Afro-Americanas(Fita), que acontece na Venezuela. ´Há quatro anos vou ao Fita. Em 2007 fui eleito membro honorário e resolvi trazer um pouco do espírito desse evento pra cá. É incrível como o povo de lá se envolve. Minhas expectativas são as melhores, tanto que pensamos que ele aconteça em outros anos´, comenta.
Aqui, a capoeira ganha um destaque maior na programação com oficinas, palestras, rodas e apresentações. ´A gente quer trabalhar a capoeira como um todo. Nosso objetivo é resgatar nossa raiz cultural, ou seja, nossa identidade´, defende.
Além disso, haverá show de reggae, na quinta-feira, com Banda Leões de Pedra, Dub Foundation Soundsystem e Selecta. No último dia, uma maratona de apresentações que incluem os espetáculos de danças afrobrasileiras Vozes Nago ( Valéria Pinheiro) e Quilombos (Bia Duarte), Cortejo dos Batuqueiros da Caravana Cultural, o Hip Hop do grupo MH2O e o show Tambores Venezuelanos.
Discussão cultural
Com a expectativa de atrair cerca de 600 participantes, o evento deve integrar artistas brasileiros e pesquisadores provenientes de sete países: Venezuela, Espanha, Hungria, Israel, Portugal, França e Holanda. Uma das convidadas é a coordenadora do Fita, a venezuelana Victória Lopez.
Na quarta-feira, o Professor-Doutor Fred Abreu - historiador da Universidade Federal da Bahia e uma das maiores referências no assunto, chega a Fortaleza para participar de um debate sobre Culturas afro-descendentes e Cidadania ao lado do antropólogo cearense Osvald Barroso. ´O que a gente quer é que a maior contribuição do evento seja um estudo estendido à pratica sobre a herança africana na América´,completa Mestre Ratto.
Para atrair ainda mais pessoas para celebrar a cultura afro, há várias opções gratuitas. Confira a programação completa do evento no site
www.diariodonordeste.com.br

Mais informações:
Tribos, Berimbaus e Tambores - I Festival Internacional de Capoeira e Tradições afro-descendentes, de 20 a 27 de julho, no Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Av. Pessoa Anta, 218 - Praia de Iracema). (3254.7817 e 8866.5835).
Karine Zaranza
Repórter
Domingo
16h - Cortejo de Berimbaus no trajeto Praia de Iracema -Dragão do Mar. Concentração, às 15h, em frente ao Náutico Atlético Clube.
17h - Abertura dos Jogos Comunitários de Capoeira do CECAB, na Praça Verde do Centro Cultural Dragão do Mar.
18h - Abertura Oficial do I Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes no Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB).

50% DOS PRESOS ESPERAM DECISÃO DADA A DANTAS

Retirado do Terra Magazine
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas
clique aqui.

Quinta, 10 de julho de 2008
Raphael Prado

Metade da população carcerária brasileira, de acordo com números oficiais do ministério da Justiça, espera decisão semelhante àquela que o banqueiro Daniel Dantas recebeu do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Do total de 422.373 presos em todo o País, mais de 211 mil estão em situação provisória - ainda sem condenação - e poderiam aguardar o julgamento em liberdade, como ocorrerá com Dantas.

Mas ao contrário do banqueiro das transações bilionárias investigadas pela Polícia Federal, grande parte desses demais detentos não tem condições de pagar um advogado e depende da ajuda do Estado para se defender. Aí então começa o problema e a diferenciação entre abonados e miseráveis.
Daniel Dantas, preso sob acusação de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e uso de informações privilegiadas - entre outras -, deixou a carceragem da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 10. O mesmo ocorreu com a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, e outros 9 funcionários e executivos do grupo Opportunity. Eles permaneceram na cadeia por menos de 48 horas.
Há requisitos legais para que a prisão provisória - que pode ser temporária, quando decretada na fase de investigação - seja mantida. Para o delegado e professor de Direito Luiz Antonio Antunes, a falta de dinheiro para bons advogados é o principal fator que mantém os presos na cadeia.
- Em algumas situações, quando o preso é pobre, não tem dinheiro para o advogado, aquele designado pelo Estado faz uma defesa ruim e o juiz indefere o pedido de liberdade - afirma.
Ele explica que a prisão preventiva - ou temporária, no caso de Daniel Dantas - precisa ser muito bem fundamentada. Falhas nessa argumentação abrem brechas para que os advogados peçam a revisão e consigam libertar o detento. Aí então começa a solução. Para alguns.
- Quando a condição financeira é melhor e o acusado consegue contratar bons advogados, a argumentação é melhor e ele recorre a todas as instâncias possíveis para conseguir a libertação - conclui o professor, que defendeu tese de mestrado sobre a prisão provisória.
A Pastoral Carcerária, ligada à Igreja Católica, classifica o dado do ministério da Justiça como "alarmante". O déficit penitenciário no Brasil é de 180 mil, segundo a entidade, e se fosse concedida a liberdade aos presos que poderiam aguardar o julgamento fora da prisão - 211 mil, de acordo com o MJ -, além de solucionar o problema da superlotação, outras 31 mil vagas ficariam disponíveis.
Na decisão do ministro Gilmar Mendes a favor de Daniel Dantas, o presidente do STF alega que a coleta de provas já havia sido cumprida no período em que Dantas esteve preso ou sob investigação. Diz o ministro na decisão:
"Não se pode decretar prisão temporária com base na mera necessidade de oitiva dos investigados, para fins de instrução processual."
Traduzindo-se do juridiquês: ninguém pode ficar preso para ser questionado sobre os crimes que supostamente praticou. Ninguém. Continua o deferimento:
"O interrogatório constitui ato normal do inquérito policial, em regra levado a efeito com o investigado solto, ante a garantia fundamental de presunção de inocência".
Ou seja: todo cidadão é inocente até que se prove o contrário. Deve ser feito o interrogatório, portanto, segundo o presidente da Corte máxima brasileira, "com o investigado solto". Mais de 211 mil presos, em todo o País, devem concordar com o ministro.

Veja também:
» Opine aqui sobre a soltura de Daniel Dantas
» Solto, Dantas é intimado a depor
» PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
» Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas

sábado, 19 de julho de 2008

HADDAD ANUNCIA A CRIAÇÃO DE UNIVERSIDADE AFRO-BRASILEIRA PARA 2009

Retirado do Globo on line. Seria bom todos visitarem o site do globo e dar uma olhada nos comentários desta matéria, pois estão falando um monte de besteiras. Vamos opinar para nos contrapormos as opiniões racistas.

Publicada em 17/07/2008
O Globo Online

RIO - Depois da Universidade Latino-Americana (Unila), agora é vez de uma universidade da África. É o que anunciou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a cerimônia de sanção do projeto de lei que criou o piso nacional de R$ 950 para professores, nesta quarta-feira . Segundo Haddad, a idéia é que a instituição, que se chamará Universidade Federal de Integração Luso-Afrobrasileira (Unilab), forme estudantes para ajudar o desenvolvimento do continente. Para tanto, cerca de metade das vagas se destinaria a alunos brasileiros e a outra metada para africanos. A expectativa é que a Unilab comece a funcionar a partir do segundo semestre de 2009. Sua sede será em Redenção, no Ceará.
"Nós vamos encaminhar ao Congresso Nacional, nas próximas semanas, o projeto de lei para criar a universidade, voltada para os países da África, sobretudo os da língua portuguesa. Da mesma maneira que nós estamos preparando um projeto político-pedagógico ousado para a Unila, nós queremos a mesma coisa com a Universidade da África", disse o ministro ao site da Agência Brasil.
De acordo com Haddad, Redenção foi escolhida por ser o primeiro município que aboliu a escravidão. Além disso, existe a necessidade de uma instituição de ensino superior na região.
"Já estamos com um grupo de trabalho analisando a proposta em diálogo com os membros da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), com a Unesco e com a nossa academia para que o projeto pedagógico atenda às necessidades da África e seja digno da nossa amizade com os povos africanos", antecipou Haddad.
O coordenador da comissão responsável pelo implantação da nova universidade, Paulo Speller, justificou que a África é a região mais pobre e miserável, e o Brasil tem uma relação histórica com ela na sua formação. De acordo com Speller, os cursos serão oferecidos em quatro áreas, definidas inicialmente a partir das demandas africanas, tais como ciências agrárias, saúde, formação de professores e gestão. O coordenador disse que haverá pólos da universidade em todos os países-membros da CPLP: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Cabo Verde e Portugal.
"Ela será financiada pelo governo brasileiro, mas já há a manifestação de organismos internacionais que querem participar, inclusive financiando", afirmou.
Segundo Speller, o anúncio oficial da criação da Unilab será feito na VII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realizará no dia 25 de julho, em Lisboa.

Leia mais: Aulas sobre a história e cultura indígena e afro-brasileira são obrigatórias nas escolas.

PROGRAMA PARA BAIXAR VÍDEOS DO YOUTUBE

O programa VDowloader ainda é um dos melhores programas para se baixar vídeos do youtube e outros sites que armazenam vídeos. Ele foi desenvolvido na Universidade Européia de Madri,mas tem tradução para o portugês e diversas outros idiomas.

Para baixar o progama clique na imagem ao lado.

RAGE AGAINST MACHINE - RENEGADES OF FUNK COM TRADUÇÃO

Clip muito bom da banda Rage Against Machine. Retirada do canal misteriusway do youtube.
Para acessar o vídeo pelo youtube clique aqui.

um dos melhores clips do Rage Against Machine...uma homenagem ás diversas minorias que lutam por melhores condições de civilidade...legendado em português

AMPLA AJUDA A FAZER CIRURGIAS DE REPARAÇÃO DE LÁBIO-LEPORINO

A Ampla está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como :
lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação de boca dessas crianças.
Se você conhece alguém que tenha algum desses problemas, por favor passem o telefone da ampla (21) 2562-2822 ou o site
www.operacaosorriso .org.br.
Colaborem na divulgação dessa rara atitude de solidariedade das empresas....

AS COTAS E A AGENDA DO MOVIMENTO NEGRO NA BAHIA

Recebido por email e divulgando.
Artigo pequeno, mas com uma análise bem interessante e refinada sobre o contexto da sociedade baiana. Para baixar em formato PDF clique aqui.


Por Felipe da Silva Freitas
[1]

No último dia 15 de julho, a UESB – Universidade Estadual do Sudoeste Baiano – completou um importante ciclo de mudanças no ensino superior desse Estado. Com uma decisão de seu Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, a UESB uniu-se à UFBA, UFRB, UEFS, UESC e UNEB, completando o ciclo da adoção de reserva de vagas nas universidades públicas da Bahia e dando um importante passo na conquista da igualdade racial.
Enquanto estado de grande concentração negra do país, conhecido pela sua grande diversidade cultural e marcado, tristemente, pela desigualdade e pelo coronelismo, a Bahia é um dos redutos de uma forma de construção social amparada entre a arquitetura punitiva de práticas policialescas retrógradas e a desfaçatez de um discurso de pseudo-neutralidade , sob o mito da democracia racial, que, na Bahia, chama-se de Terra de Todos os Santos.
Trata-se de um projeto complexo e sofisticado de dominação que, na conformação da política baiana, encontrou amparo nos latifúndios do interior ou nos apartamentos de luxo da capital e que, prescindindo de formas legais expressamente racistas, soube claramente dizer quem é e quem não é negro por aqui, bem como dizer a cada grupo racial qual o seu lugar e com quem estavam falando. A polícia baiana, por exemplo, sempre se prestou a dizer bem claramente de quem são esses papéis.
O racismo fundou-se enquanto elemento estruturante da política e da forma de organização social em nosso Estado. Seja pela vigilância e pelo controle dos corpos negros, pela permanente subalternizaçã o de seus discursos e representações, pela inferiorização das pautas relacionadas à temática racial, ou seja, pela omissão do Estado no campo das políticas de promoção da igualdade temos que o racismo preside as nossas relações sociais e sacraliza um modelo perverso de assimetrias e iniqüidades.
No campo do ensino superior, essa realidade assume contornos estarrecedores. Segundo pesquisa realizada pela UFBA, em 2000, apenas 42,6% de seus estudantes eram auto-declarados pretos e pardos (negros) quando o percentual geral de negras e negros em todo o Estado é de 73,1%, ou seja, havia um déficit absoluto de 30,5% de negros.
Se observados em cursos de alto prestígio social como medicina, direito e odontologia, esse déficit poderia chegar a 100%, revelando um nível de desigualdade que não consegue ser explicado sem a consideração do racismo enquanto um elemento estruturador do acesso aos níveis superiores de ensino.
As políticas de cotas, que buscam reduzir os danos dessa situação, sem dúvida, acabam por incomodar àqueles que, no exercício histórico de seu poder de mando, confundiram privilégios com direitos, reagindo a tudo que reduza, ainda que de maneira parcial e precária, os insuportáveis índices de desigualdades a que está submetida a maioria da população.
O discurso da meritocracia e da igualdade formal, aliados à tese da democracia racial e de todo o aparato teórico dos seguidores de Gilberto Freire, vão, progressivamente, repetindo a mesma cantilena monocórdica de que todos somos mestiços e de que vivemos num amplo e variado “mosaico de cores a raças”.
Ora, se é verdade que o Brasil encontra altos níveis de miscigenação em sua composição racial e que sem dúvida o conceito de raça está superado do ponto de vista biológico, é verdade também que o racismo (amparado na raça) funciona como elemento estruturante das relações de poder e prestígio nesse país e que, ao fim, “o racismo é uma doutrina, uma ideologia ou um sistema sobre o qual se apóia um segmento populacional considerado superior, por causa de características fenotípicas ou culturais, a fim de conduzir e subjugar o outro, tido como inferior.”
[2]
Enfim, entre as várias possibilidades de inclusão e pertencimento sócio-racial existentes no Brasil, fico com as idéias do cineasta e militante negro Joel Zito:

Sou brasileiro, com ascendência afro-índígena- portuguesa. Mas neste momento histórico só me interessa afirmar o que fui pressionado a negar. O país ainda precisa de um choque de negritude e de indigeneidade. Para chegar a ser pós-racial precisa antes ser multirracial. Precisamos reconhecer que nossa nação é um mosaico, onde vivem filhos de africanos, de japoneses, de libaneses e de europeus, além dos indígenas. Somente assim poderemos, no futuro, realizar o mito que tanto prezamos, e vir a ser um exemplo de democracia racial. Neste momento sou orgulhosamente o meu avô e bisavô, eu sou neguinho.

Com as políticas de ações afirmativas, opera-se lentamente uma significativa inversão no campo das Universidades. Pela primeira vez em suas histórias, as Universidades baianas poderão discutir, de maneira séria e responsável, a questão da igualdade como fundamento real (e não meramente retórico) de todo o processo de construção de saberes e fazeres sociais.
Com a possibilidade de grupos oriundos de diferentes estratos sociais ocupando o espaço da Universidade (ainda que em número reduzido) abre-se a possibilidade para luta por conquistas maiores, oxigenando o “fazer universitário” , e promovendo inclusão no rumo da igualdade sócio-racial em toda sociedade.
Com as cotas, não está alimentada a ilusão de que o problema terminou, mas, apenas, sabe-se que estão asseguradas as condições mínimas para se continuar na disputa, garantindo progressivamente o lastro para a consolidação dos direitos da maioria da sociedade brasileira. Sem dúvida, novos desafios nascerão com a entrada desses estudantes e muitos serão aqueles que, atingidos em seus privilégios seculares, se colocarão às portas do Judiciário em busca da derrubada do sistema de cotas em todas as Universidades em que ele já foi conquistado.
Não cabe mais a interpretação limitada e restritiva do que seja a igualdade no ordenamento jurídico brasileiro e, muito menos, agarrar-se à norma como último bastão no combate a emancipação negra nesse país. A partir de vários acúmulos teóricos e políticos, o movimento conseguiu destruir o conceito freireano de democracia racial e de igualdade meramente formal. Ainda que apareçam pedaços desse cadáver insepulto no caminho da nossa história, não há como recuar no reconhecimento de direitos para a maioria excluída, nem fazer reviver o conceito estritamente ortodoxo de igualdade e isonomia.
Ainda assim, é óbvio que estamos diante de uma grande empreitada. A construção de políticas efetivas de permanência para esses estudantes está na ordem do dia de todo o movimento negro e, mais perto do que possa parecer, essa será a grande questão da política e da mídia em todo o Estado.
Sabemos que sem as políticas que garantam a permanência, as políticas de acesso não prosperam e nem tomam o sentido real para os quais ela foi pensada. Os Governos e as Administrações das Universidades precisam acordar para a urgência de articular tudo isso que tem sido feito no campo da reserva de vagas e, rapidamente, garantir que a Bahia promova ações visíveis com políticas exeqüíveis, com projeto, prazo e recursos.
Estamos falando de uma política interinstitucional, efetiva, séria e discutida amplamente com as lideranças do movimento negro, pois, mais do que nunca, estamos comprometidos com essa questão e necessitamos ampliar os fóruns de discussão e deliberação no Estado da Bahia.
Longos passos já foram dados e agora é preciso continuar a jogar com as cartas todas na mesa. A superação das desigualdades raciais passa pela superação da sub-representaçã o negra nos bancos universitários e isso está sendo progressivamente revertido a partir da pressão negra nos Conselhos das Universidades.
Agora, é necessário que o movimento saiba avançar na pauta e construir as novas lutas que se apresentam. No mais, torcemos para que o STF posicione-se logo com relação às cotas e que, no Governo da Bahia, sinais aconteçam apontando para uma ação mais efetiva por uma política de promoção da igualdade no ensino superior articulando todas as Universidades públicas do Estado, pois, estamos de olho e não vamos parar. É ancestralidade- identidade e resistência!


[1] Felipe da Silva Freitas é militante da Pastoral da Juventude e representante do Núcleo de Estudantes Negros e Negros da UEFS na Comissão Responsável por avaliar a política de permanência dos estudantes cotistas na Instituição – fsfreitas_13@yahoo.com.br.
[2] FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão: o sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. 1ª Ed., São Paulo: Contraponto, 2008, p. 16.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PROGRAMA DE RÁDIO TAMBORES DA LIBERDADE

Retirado do site Correio Nagô.

Data: 19/07/1995
Horário: 18:00
Local: Educadora FM 107,5
Endereço: TVE - Salvador - BA

O Programa Tambores da Liberdade é uma iniciativa do Bloco Afro Ilê Aiyê (1974), tem por objetivo divulgar a música e a cultura dos Blocos afro e a cultura afro brasileira. É um programa semanal, musical e informativo, e também um programa interativo com a participação do ouvinte.O Tambores da Liberdade, ao longo desses anos, vem ampliando o espaço de divulgação da música negra mundial: Músicas dos blocos Afro, Hip Hop, Funk, Música Tradicional e Sacra Africana, Samba, Jazz, Blues, Samba- Reggae, Reggae, enfim, a música que toca no fundo do coração do ouvinte. A música que além de fazer a mente, faz bem a auto-estima. A música que faz o ouvinte ver o mundo de forma positiva e construtiva.No Tambores da Liberdade há entrevistas com artistas e personalidades que falam sobre, temas da atualidade, sobre a história dos afro-descendentes no Brasil e no Mundo e também sobre a musicalidade baiana, no espaço “Noticias do Mundo Afro” o ouvinte fica informado com notícias sobre comunidade negra no Brasil e no mundo e também em todos os programas acontecem sorteios de brindes e promoções que faz o fim de semana do ouvinte muito mais vibrante.

PROGRAMA VIAVOICE DE GRAÇA

Retirado do blog baixaroudownload. Não foi testado pro nós, mas parece um programa legal.

Não use mais o teclado!,fale com seu PC.É isso mesmo!,com este programa você comandará seu micro através de comandos de voz.Permite comandar o windows por meio do microfone como usar o Outlook,Excel, Word e também abrir,fechar,executar programas,controla o mouse via voz,navegar na internet,etc...Possui um vocabulário com mais de 60.000 palavras,e conforme você dita uma nova palavra ele o guarda em seu banco de dados.
Requer uma placa de som ,CDrom e microfone para PC.

REVISTA ISTO É DE JUNHO DE 2008 - O CASO DANIEL DANTAS

Retirado do blog Dê graça é mais gosotoso.
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui. Estilo: Revista
Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 23 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em eayse-share ou rapidshare

REVISTA ISTO É DINHEIRO DE JUNHO DE 2008 - O CASO DANIEL DANTAS

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Para baixar o
relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui.
Estilo: Revista
Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 21 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare

REVISTA ÉPOCA DE JUNHO DE 2008 DO CASO DANIEL DANTAS

Retirada do Blog Dê graça é mais gosotoso.
Para baixar o relatório da polícia federal que pediu a prisão de Daniel Dantas clique aqui.
Estilo: Revista
Edição: 14 / 07 / 08
Tamanho: 25 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CAPOEIRA VIRA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do site G1

15/07/2008
Registro assegura criação de projetos que preservem a manifestação popular.Com inclusão, já existem 14 bens culturais registrados no país.
Do G1, em São Paulo

Luciano da Mata/Ag. A Tarde/AE


Capoeira se tornou, nesta terça-feira (15), o mais novo patrimônio cultural brasileiro (Foto: Luciano da Mata/Ag. A Tarde/AE )

A capoeira se tornou, nesta terça-feira (15), o mais novo patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação cultural foi votado em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional.

De acordo com o Iphan, o instrumento legal que assegura a preservação do patrimônio cultural imaterial do Brasil é o registro. Uma vez registrado o bem, é possível elaborar projetos que envolvam ações necessárias à preservação e continuidade da manifestação.



Segundo o secretário-executivo da Cultura, Juca Ferreira, a votação foi um momento de reparação em relação a esta prática afro-descendente. “Nós estávamos devendo isso aos mestres de capoeira, responsáveis por uma das manifestações mais plurais e brilhantes de nossa cultura”, afirma. A manifestação já foi considerada prática criminosa no século passado (chegou a ser incluída no código penal da República Velha).

Registro
O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura, e é o resultado de uma pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de documentação sobre esse bem imaterial. Todo o levantamento foi sintetizado em um dossiê final que compõe o processo de registro.

A preservação do patrimônio é uma conseqüência do registro e prevê um plano de previdência especial para os velhos mestres da capoeira; o estabelecimento de um programa de incentivo dessa manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba - madeira utilizada na fabricação do instrumento.

Com a inclusão da capoeira, já existem 14 bens culturais registrados no Brasil. Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como cerimônias (festejos e rituais religiosos), danças, músicas, lendas e contos, brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato etc).


CAPOEIRA VIRA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

TIAGO DÉCIMO - Agencia Estado

SALVADOR - Em um Palácio Rio Branco cercado por cerca de 20 grupos de capoeira da Bahia, do Rio e de Pernambuco, no centro de Salvador, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acolheu por unanimidade, na tarde de hoje, em Salvador (BA), o pedido de registro da capoeira como Patrimônio Cultural brasileiro, feito pelo Ministério da Cultura. É o ponto alto de uma história repleta de altos e baixos. "Não se pode esquecer que a prática foi, por muitos anos, considerada crime pelo código penal", lembra a historiadora - e capoeirista - Adriana Albert Dias. "Hoje, é um símbolo nacional espalhado pelo mundo."

Os registros mais antigos da capoeira vêm do século 18. Era praticada por escravos, sobretudo os vindos de Angola. O esporte-dança foi considerado crime até o fim da década de 1930. Só a partir de lá começou a alçar a fama - hoje estendida a cerca de 150 países. Hoje, passa a ser um dos 14 patrimônios culturais do País, junto com o frevo, o samba carioca e o ofício das baianas de acarajé, entre outros.

"Se hoje a manifestação é legitimada como um dos principais símbolos da cultura brasileira, foi por muito sacrifício, em especial dos mais antigos", conta o historiador e pesquisador do tema Frede Abreu. "Hoje, a maioria deles está em má situação financeira." Na prática, a elevação da capoeira a patrimônio cultural prevê, além da inscrição, como Bens Culturais de Natureza Imaterial, do Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro de Saberes e da Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão, a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres". Gente como Francisco de Assis, o mestre Gigante, de 84 anos. "Preciso muito dessa ajuda", diz Assis, que já participou de rodas de capoeira com os lendários mestres Bimba e Pastinha, ícones da expansão da atividade.

Para o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o reconhecimento é um passo para que se estabeleçam "políticas públicas concretas" para a atividade. As próximas medidas para a preservação da capoeira, além do plano especial de previdência, de acordo com ele, são o estabelecimento de um programa de incentivo da atividade no mundo e a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira, com sede em Salvador. "Vamos transformar a cidade em uma espécie de Meca da capoeira", afirma.

MILTON GONÇALVEZ AFIRMU "TENHO DIREITO DE FAZER UM SAFADO"

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

Além de heróis e ricos em novelas, negros devem ser aceitos como vilões, defende Milton Gonçalves
Patrícia Villalba

Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Milton Gonçalves diz ao Estado que seu grande sonho, 50 anos de carreira depois, é que parem de chamá-lo de ''grande ator negro''. E fazia tempo que a rubrica ''negro'' não surtia tanto efeito num trabalho seu como agora, quando ele vive o político corrupto Romildo Rosa, na novela das 9 da Globo, A Favorita. Sujeito odioso e grande conhecedor dos corredores da República, o deputado é mestre em manejar recursos públicos em proveito próprio.
Se Lázaro Ramos comemorou a excelente aceitação do ''herói negro e gato'' Evilásio na novela anterior, Duas Caras, Gonçalves tem levado estocadas pesadas. Alguns questionam - e ao questionar já acusam o ator - se não seria desserviço à causa dos afrodescendentes, para usar um termo politicamente correto, apresentar na TV um negro corrupto. Cidadão militante, e não só da causa da igualdade racial, o ator se diz surpreendido pelo viés pelo qual o personagem vem sendo interpretado. E rebate: ''O estranhamento não vem do fato de Romildo ser negro e corrupto, mas do fato de ser negro e poderoso.''

Logo de cara, Romildo Rosa foi definido como ''um político negro e corrupto''. Até que ponto você acha que esse ''negro'' é importante?
Deixa eu contar uma coisa. A história que me foi plantada na cabeça quando eu era menino é que nós viemos de um continente selvagem. Mas, de repente, comecei a descobrir que nós, negros, participamos da formação deste mundo. Ao descobrir essas coisas e ao ter a felicidade de viajar um pouco mais do que imaginei que viajaria nesta vida, fui à África. E algumas coisas mudaram na minha cabeça. Descobri que não sou um negro brasileiro, mas um brasileiro negro. Descobri que não sou africano, sou brasileiro. Então, não posso me segregar num país do qual o meu tataravô participou da construção. Não quero brigar para me segregar. Quero lutar pelo refazer a história do meu país. E refazer a história do meu país através das artes é procurar fazer todos os papéis. Romildo Rosa incomoda a sociedade branca, negra e política, não porque seja corrupto, mas porque ele é poderoso. O que incomoda é uma personagem negra ser tão poderosa na República. E o que incomoda o cidadão Milton Gonçalves é a não-aceitação desse corrupto negro, que é igual ou pior do que qualquer corrupto branco, amarelo ou vermelho. Na minha cabeça não entra que um insano venha me dizer que um personagem como esse possa, de repente, prejudicar a candidatura do Barack Obama. Isso é uma loucura. Outro insano vem dizer que é um desserviço que eu, Milton, estou prestando ao País. Outro, diz que eu poderia prejudicar candidatos negros nas próximas eleições. Se esse candidato for correto e digno, como é que uma personagem de televisão poderá prejudicá-lo? Quero ter o direito de fazer um personagem negro, corrupto, mau-caráter, safado. Não sei se ele vai se redimir, e nem me interessa. O que eu quero mostrar através do meu personagem é a infinita capacidade corrosiva do mau-caratismo e da corrupção, que pode estar em qualquer setor da sociedade.

O incômodo que Romildo causa é um preconceito ao contrário ou um politicamente correto ao extremo?
Com relação aos negros, é um preconceito introjetado. Nós, negros, muitas vezes não percebemos que praticamos o preconceito que tanto criticamos. Por outro lado, acho também que o que incomoda é que ele é um negro poderoso economicamente. Ele é um homem que sabe os segredos da Nação, negocia a podridão. Quantos deputados, prefeitos e governadores estão envolvidos em maracutaias por este país afora? É isso que incomoda: essa novela mete o dedo na ferida e quanto mais profundo for o meter o dedo na ferida, mais a novela será criticada. Um senhor deputado de São Paulo (José Cândido, do PT) disse que estou prestando um desserviço. E, ao mesmo tempo, declara que é o único deputado negro da Assembléia de São Paulo. É uma lástima. Seiscentos e tantos municípios no Estado e só um deputado negro. O personagem está ali para ser analisado, mas não pode ser desse jeito. É uma questão de analisar melhor em vez de ficar tendo faniquito.

O inacreditável é que a coisa ainda seja dividida assim, ''candidato negro'', ''grande ator negro''.
É uma restrição odiosa e desrespeitosa. A coisa que eu mais sonho na vida: quando da descrição de algum personagem, seja eliminada a rubrica ''ator negro'' ou ''atriz negra''. Quando eliminarem isso, teremos dado um salto qualitativo. Deixa eu te contar uma coisa: fiz Arena Conta Zumbi em Londres, quando meu filho Maurício morou lá. Num dia de folga, fomos ao Royal Shakespeare Theatre e, andando pelos corredores, vi uma foto de uma jovem atriz negra. Ela teria sido Ofélia, independentemente de ser negra ou branca. Vi outra foto, de um ator negro, jovem, que tinha sido Hamlet. O que eu quero dizer é que no país deles, dos ''conquistadores'', no que eles têm de mais refinado, que é o Shakespeare, uma atriz negra é honrada pelo seu trabalho sem que se chame a atenção para o fato de ela ser negra. Já vi, em Nova York, Don Quijote de la Mancha feito por negro e por japonês. Por que no Brasil sou chamado de ator negro? Um dos meus projetos, aliás, é fazer um Shakespeare no ano que vem. Se Deus quiser.

Até que ponto você acha que o biotipo deve ser limitador para um ator?
Depende do país. Na sua origem, a Ofélia era branca, porque ali não havia ainda mulheres negras. Mas no crescer da árvore, as coisas mudam. Há muitos anos, eu estava no portão do Palácio de Buckingham e vi um soldado negro na guarda da rainha. E ele não era ''pouca tinta'' como eu, era muita tinta mesmo. Deve ter tido problemas na vida, sofreu preconceito. Mas está inserido na sociedade. Obviamente, você procura atores para determinados personagens a partir do physique du rôle. Mas isso não pode ser limitador, ainda mais no Brasil, onde temos tantas misturas. Está lembrada quando dois gêmeos em Brasília entraram na universidade e um foi admitido pelo sistema de cotas como negro e o outro não? Você pode admitir isso? Que aberração é escolher alguém pela sua etnia? Quantos almirantes negros temos? Quantos brigadeiros? Quantos comandantes da Polícia Militar? A minha disponibilidade e defesa de personagens como Romildo Rosa é para que haja essa integração. Vamos brigar até o fim. Você alguma vez viu alguma festa com o significado, com a beleza e com a grandeza - evidentemente respeitosa -, com que se celebrou os 100 anos da primeira leva de japoneses que chegou ao Brasil? Você viu isso com algum negro? Ou foi só aquela coisa de baticum pra cá e pra lá? Não estou pedindo esmolas. O meu tataravô ajudou a construir este País e ele merece respeito.

Você está na Globo desde a fundação da emissora, há 43 anos, e sempre lutou por papéis que fossem além do estereótipo do negro. Nessa trajetória, você consegue ver o Romildo como um divisor de águas no que se refere à representação do negro na TV?
Não acho. Ele é mais um personagem. O que espanta é que ele tem poder. O Romildo despregou daquele patamar onde ele estava contido, ele foi além do que era permitido. E é isso que incomoda. Muitos daqueles que reclamam devem ter, de vez em quando, alguma similitude com o Romildo. Eu cheguei à Globo como ator, não aprendi a interpretar lá. Não é o primeiro vilão que faço. Teve um momento em que só eu fazia bandidos no cinema, e ninguém nunca reclamou. Já fiz novelas em que fui casado com brancas e com negras. Sempre procurei a diversidade de papéis - alguns não dá mais para eu fazer, porque já estou velhote. Agora, se for chamado, vou fazer todo e qualquer personagem bom - e não quero saber se é mau-caráter - porque eu sou ator em primeiro lugar.

O curioso é que na novela não se fala, em nenhum momento, sobre a etnia do Romildo e seus filhos, não se faz o tradicional discurso em torno da desigualdade racial.
Sim. E uma coisa que achei que fossem reclamar, e não reclamam, é da paixão do Romildo pela Arlete; a Alicia é apaixonada pelo Zé Bob e o meu filho, Diduzinho, é apaixonado pela Rita. Algum negro nos cerca? Não, são todos brancos. Achei que iam falar disso. E quero dizer que tenho falado para os meus diretores que faltam negros na platéia desse núcleo. Aí, eu até me permitiria dizer que você casa, se mescla, se mistura, na classe que você freqüenta. O Romildo Rosa, com toda a sua canalhice, circula numa classe onde é avis rara.

É verdade que você foi sondado pelo PMDB para assumir a Secretaria de Igualdade Racial?
É. Aventou-se essa hipótese, mas de saída eu não quis. O Edson Santos está lá agora. Mas por que ele não pode ser (ministro) da Fazenda? Da Saúde? Por que tem de ir para o departamento que vai cuidar de negros? Acho esse departamento muito estranho.

Tops da Carreira
ELES NÃO USAM BLACK-TIE (1957): Do teatro amador, ingressou no Arena, sua primeira e grande escola
A RAINHA DIABA (1974): Papel no longa de Antônio Carlos Fontoura é memorável
CARANDIRU (2003): Em 50 anos de carreira, foram mais de cem papéis no cinema
AMAZÔNIA (2007): Na minissérie da Globo, emissora que viu nascer, ele viveu Mestre Irineu


11ª CONFERÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS GANHA SITE

Recebido por email e divulgando.

Já está no ar a home page da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (11ª CNDH), que será realizada em Brasília entre os dias 15 e 18 de dezembro e integra o calendário das comemorações pelos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao acessar o domínio www.11conferenciadh.com.br o leitor encontrará informações sobre a etapa estadual e distrital da 11ª CNDH, poderá consultar e baixar documentos como o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH I e II), e convenções internacionais ratificadas pelo Brasil tanto no âmbito do sistema global ONU, quanto no âmbito do sistema regional OEA.
No âmbito do sistema ONU, o visitante terá acesso aos relatórios enviados pelo Brasil aos comitês de monitoramento da implementação das convenções (mecanismos convencionais de monitoramento). Também estão disponibilizados no site os quadros comparativos entre as recomendações destes comitês e os relatórios brasileiros. Será possível também o acesso aos relatórios temáticos elaborados por relatores especiais (mecanismos extraconvencionais de monitoramento), entre outros assuntos relacionados à 11ª CNDH e aos direitos humanos.
Além de tornar públicas as informações sobre a Conferência, o portal é um dos recursos para ampliar a comunicação entre a coordenação executiva da 11ª CNDH, composta pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e pelo Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, com os diversos atores envolvidos no processo.
É importante ressaltar que o site será alimentado constantemente ao longo do ano. Para que contemple as informações dos estados e do Distrito Federal, as atualizações e novas informações podem ser enviadas para o endereço eletrônico
confdh.comunicacao@sedh.gov.br, ou pelos telefones 61.3429.3051/3076.

Participe da construção do site!

OPERAÇÃO SATHIAGRAHA: RELATÓRIO REMETIDO PELOS DELEGADOS AO JUIZ FEDERAL DE SANCTIS EM 23 DE JUNHO DE 2008

Para quem se aprofundar no caso Daniel Dantas é só clicar nos links abaxo para baixar os arquivos do relatório da polícia federal. Estes embasaram a decisão do juiz federal para mandar prende Dantas

São 210 páginas com as transcrições de interceptações telefônicas, de e-mails entre Opportunity, políticos e jornalistas e anotações do juiz de próprio punho.

Documentos que estão sendo recebidos pela imprensa de forma fatiada. São cinco arquivos. Clique e espere o contador de 60 segundos. Depois faça o download.
http://www.hdd.pt/download/1059941241/PF_1_Santiagraha_p_001_a_042.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1291468134/PF_2_Santiagraha_p_043_a_084.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1385546086/PF_3_Santiagraha_p_ 085_a_126.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1037551575/PF_4_Santiagraha_p_127_a_172.pdf.html
http://www.hdd.pt/download/1247392179/PF_5_Santiagraha_p_ 173_a_210.pdf.html

BANDA LARGA IRRITA USUÁRIOS

Retirado do site do Yahoonotícias

Qua, 16 Jul, 12h30
O Speedy liderou as queixas dos clientes da empresa que recorrem ao Advogado de Defesa no período entre 21 de maio e 20 de junho, fazendo com que a Telefônica permaneça em primeiro lugar no ranking de reclamações da coluna. Embora o número de cartas sobre a companhia de telefonia tenha caído um pouco - de 51 no levantamento anterior para 40 no atual - o serviço de internet rápida é o serviço que recebeu mais queixas.

Uma delas é a da consumidora Adesoélia Moura que ficou cerca de duas semanas sem acesso ao serviço. "Não estava conseguindo resolver o problema e resolvi escrever ao JT", diz ela. Em resposta à carta da leitora, a empresa informou que "a situação foi regularizada e o Speedy da cliente está funcionando normalmente".
De acordo com Adesoélia está tudo bem com o serviço agora. "Os técnicos da empresa vieram à minha casa e fizeram o conserto, mas não tive nenhum desconto pelo período que fiquei sem o serviço."
Como determina o Código de Defesa do Consumidor, quando há falha na prestação do serviço, o fornecedor deve abater na fatura o valor correspondente ao período em que o consumidor ficou impossibilitado de utilizá-lo.
A TIM subiu uma posição em relação ao ranking anterior, quando teve 15 reclamações, e agora vem em segundo lugar no ranking com 16 cartas. Os principais motivos são falta de sinal do celular, valor errado na conta e problemas com promoções e planos.
A TVA, que foi segunda colocada na pesquisa anterior (21 de abril a 20 de maio), com 20 cartas, agora vem em terceiro com 14 queixas de leitores sobre falta ou falha no sinal de TV por assinatura, defeito em equipamento e dificuldade para cancelar serviço. As três primeiras colocadas no ranking responderam a 100% dos leitores.
Há porém, aqueles leitores que reclamam, mas não recebem retorno das empresas. André Brandão enviou carta sobre um problema com seu notebook HP. A queixa dele é uma das 4 que chegaram sobre a companhia no período de 21 de maio a 20 de junho e que ficaram sem resposta. O leitor comenta, porém, que o caso foi resolvido. "Depois de muita luta e reclamações, o equipamento foi consertado."
A Samsung foi outra empresa com baixo índice de queixas (6 cartas) que deixou consumidores sem solução: a empresa não respondeu a 67% das cartas. As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso

COTAS FEDERAIS AGORA DEPENDEM SÓ DOS DEPUTADOS

Retirado do site aprendebrasil.

14/07/2008

Com a aprovação do Senado, o projeto de lei 546/07, que implanta o sistema de cotas em universidades e escolas técnicas do governo federal, segue para votação na Câmara dos Deputados. A expectativa de aprovação do projeto gera opiniões divergentes no meio educacional. Muitos são os argumentos favoráveis à implantação do projeto, contudo, alguns educadores alertam para possíveis falhas na íntegra da lei. Na opinião de Cícero Rodrigues, representante do Ministério da Educação (MEC) na cidade, o projeto de lei foi feito de uma forma interessante: "Se observarmos a Constituição Federal, existem artigos que tratam da igualdade no acesso à escola e, que todas as pessoas devem ter educação de qualidade. É preciso que as pessoas cheguem na universidade com igualdade e capacidade de competir. Para isso, a educação de base é fundamental".
Para a professora de Serviço Social da Uerj, Magali da Silva Almeida, o governo poderia ter atuado de outro modo. "Fazemos políticas de cotas e reservas, para promover o estudo dos desiguais. Mais uma vez o governo federal não enfrenta o que se comprometeu, que era combater o racismo". A crítica de Magali, que também coordena o Programa de estudos e debates dos povos africanos e afro-americanos, tem origem no fato de que nem sempre os alunos de escolas públicas são oriundos de uma classe social carente.
"Entendendo a rede pública como um todo, os alunos dos Colégios de Aplicação, do Pedro II, por exemplo, que podem concorrer às vagas das cotas, não são necessariamente a população pobre. Quando falamos de ações afirmativas, falamos de grupos historicamente excluídos. Ainda há no Brasil uma pressão muito forte das elites para que isso não mude". Educação de base com qualidade como a melhor maneira de nivelar as desigualdades é no que também acredita Magali. "Algumas vagas das cotas ficaram ociosas por conta de não termos ainda qualidade no ensino médio. Há um funil no ensino médio que exclui muito mais a população negra", explica. Para a professora, o centro da questão não é a pobreza, mas sim o racismo.
Segundo Cícero, o projeto vem acompanhado e precedido de três medidas importantes: o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Reuni, que pretende aumentar as matrículas nas federais e ainda a Universidade Aberta (UAB), que vai gerar 350 mil vagas. "As pessoas acham que serão prejudicadas, mas digo que não serão, pois estamos implantando novas vagas nas universidade. Em dois ou três anos a realidade já será diferente. Uma educação livre, justa e solidária, é o que queremos. Então, a sociedade deve ser mais solidária. Esse grupo é composto por pessoas tradicionalmente excluídas do ensino superior", argumenta Cícero.
Com relação aos problemas do ensino básico, o representante do MEC contou que a deficiência que existe na base de formação dos estudantes vem sendo trabalhada pelo governo com o PDE e que até 2021 serão desenvolvidas ações para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que na última verificação ficou em 3,8%. "A solução é melhorar a educação básica para que todos tenham igualdade desde o início e depois consigam entrar na universidade de maneira igualitária. Com a ajuda da sociedade conseguiremos mudar esse quadro. Todos os brasileiros devem ter acesso ao ensino e, não apenas os mais abastados", finaliza.
Fonte: Folha Dirigida

COTAS VIRAM PROJETO DE LEI

Retirado do jornal A Tarde.

15/07/2008
Ronney Argolo

Em julho, soma-se à mesa de projetos para a aprovação da Câmara dos Deputados federais mais um texto de cotas. A proposta chega em caráter terminativo e, caso seja aprovada na assembléia, segue para o executivo. No dia 1º deste mês, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto da senadora Ideli Salvatti [PT-SC]. Escrito em 2007, o projeto determinava que deveria tornar-se lei nacional a reserva de 50% das vagas de escolas federais para estudantes vindos de escola pública.
Dentro desses 50%, deverá haver também reserva para negros e índios, observando a proporção de cada etnia no estado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE].
Passou quase na íntegra. Teve o alcance estendido por mais duas emendas. A primeira, do senador Marconi Perillo [PSDB-GO], aplica a medida para todas as universidades federais. A outra, do relator do projeto, Paulo Paim [PT-RS], estabeleceu que o cálculo de proporção válido para negros e índios também fosse feito para deficientes físicos.
Até aí, nada muito novo. Oito projetos de cotas já foram pensados e tramitam há anos na Câmara. O da senadora Ideli vai entrar como última, mas pode furar a fila. Ideli pretende acoplá-lo a outro texto, do deputado Carlos Abicalil [PT-MT], que está indo para votação.
O senador Marconi acredita que até o próximo semestre a lei entrará em vigor. “A proposta partiu de uma senadora do PT e o partido governista manda na Câmara. Se quiser, o governo aprova em um mês“.

Protestos – Com a possibilidade de uma lei que se aplique a todas as instituições federais, as discussões sobre as cotas não estão mais centralizadas na hipotética interferência na qualidade do ensino ou no detrimento da meritocracia. As questões não sumiram, mas agora estão diluídas na autonomia universitária.
No mês passado, um documento de oposição ao projeto assinado por coordenadores de vestibular de 28 instituições públicas do Brasil foi enviado para os deputados federais. O movimento é encabeçado pelo professor Leandro Tessler, coordenador do processo seletivo da Universidade de Campinas [Unicamp]. ”Com a solução dada por lei, morre o debate de ações afirmativas e as cotas não são o único modo de inclusão social. Devemos ter autonomia de escolher nossos estudantes. Entendo a reivindicação dos movimentos, mas os objetivos das universidades nem sempre são os mesmos dos movimentos“.
A queixa já ecoa na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior [Andifes]. Amaro Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] e presidente da associação acredita que a medida viola o direito de autogestão das universidades. “Com as cotas, estaremos restringindo o acesso a pessoas que teriam todas as condições e direito de estar na universidade, principalmente quando se fala de cota racial. O pobre, branco ou preto, tem a mesma dificuldade de entrar no ensino superior“, avalia.

Favoráveis – Para o reitor da Federal da Bahia, Naomar Almeida, há uma confusão na idéia de autonomia universitária, já que, como mantenedor das federais, é direito do Estado brasileiro tomar decisões administrativas. Ele defende que a luta seja pela autonomia acadêmica e não administrativa. “Temos autonomia, não soberania. Acho que a melhor representação dos desejos de uma sociedade democrática ocorre no congresso nacional, legitimado pelo povo. Lá se representam interesses mais amplos que a universidade“, acredita Paulo Soledade, reitor da Federal do Recôncavo da Bahia [Ufrb].

Reitores discordam sobre como lei será aplicada
Amaro Lins não separa autonomia administrativa da acadêmica. “Não existe metade de autonomia. Não podemos abrir brechas, ou sempre vai se arranjar um motivo para ferir a liberdade das universidades“.
Na UFPE e na Unicamp, a ação afimativa é feita por bônus. Os alunos de escola pública, negros ou índios, têm a pontuação no vestibular aumentada. Não há acréscimo para deficientes e em Pernambuco, o bônus não se estende às etnias.
Com a lei, o modelo será abandonado e as cotas passarão a valer. A única opção que as universidades poderão ter é escolher se reservarão os 50% ou mais do que isso, já que o texto estabelece a metade como o “mínimo“ de reserva.
Leandro Tessler conta que em três anos mais de três mil alunos ingressaram na universidade devido ao bônus. No último vestibular, 32% dos estudantes aprovados no vestibular da Unicamp eram de escola pública. O número de negros, pardos e índios na universidade é de 15%. Segundo a universidade, essas etnias representam 27% da população de São Paulo.
“Não tenho nada contra as cotas em si, mas os projetos de inclusão deram certo quando foram discutidos pelo conselho universitário das próprias instituições. Não quando vieram de fora, de uma legislação“.

Cefet – No Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia [Cefet-Ba] há cotas para negros, índios e estudantes de escola pública nos ensinos médio, técnico, proeja e superior. Desde 2006, 50% das vagas de Salvador são reservadas para escola pública. Deste percentual, 40% são para afrodescendentes e 10% para índios.
Os número não são fixos. Na sede de Eunápolis, onde há mais índios do que negros, a porcentagem é invertida. Com a lei, isso não será mais possível. Aurina Santana, diretora da instituição, espera que a Câmara torne a lei flexível, para ser aplicada corretamente às realidades municipais. No mais, é favorável ao projeto.
“A lei não fere a autonomia universitária. A gente convive com leis que nos prejudicam muito mais. Basta analisar muitas que regem a burocracia do serviço publico, por exemplo“.
O consenso entre todos, contrários ou não, é que já está na hora de ações afirmativas serem aplicadas em todas as universidades. ”Inclusão social é necessária, mas queremos discutir a forma“, diz Leandro.

Medida não funciona sozinha
Os estudantes de medicina e administração, Lucas Sena, 16 e Marcelo Pires, 27, vieram de escola pública. Lucas, do Colégio da Polícia Militar e Marcelo, da rede estadual de ensino.
Ambos entraram na Ufba por cotas. O benefício fez com que Lucas entrasse já no primeiro semestre e deu um empurrãozinho para Marcelo passar na primeira fase do vestibular.
O aluno de administração é favorável às cotas, mas contra a reserva por etnia, por achar segregativa. Já para o estudante de medicina, qualquer reserva é uma forma de tapar o sol com a peneira, pois “não se melhora a educação pública”.
A senadora Ideli Salvatti garante que o projeto de cotas não será a única medida de inclusão social. Segundo ela, o governo pretende aprovar outros projetos que melhorem o ensino básico. “A reserva de vagas, inclusive, está aí para valorizar e escola pública e fazer com que a classe média volte para lá, ajudando a monitorar e exigindo melhora da qualidade”.
No Cefet, a principal diferença dos cotistas para os outros alunos é a sócio-econômica. Pesquisas da instituição mostram que o aproveitamento acadêmico é igual.
Aurina e o reitor da UFRB, Paulo Soledade, não acham que o debate deve parar nas cotas. “Deveria vir junto com a lei uma garantia de permanência. Uma política só é afirmativa se contemplar recursos para assistência estudantil”, diz Paulo.

O CASO DANIEL DANTAS NA REVISTA VEJA JUNHO DE 2008

Retirado do Blog Dê graça é mais gosotoso.
Apesar de ter aparecido índicios que alguns colunistas da revsita Veja tem ligações com o Dantas vale a pena dar uma lida no que eles estão falando sobre o caso mais doido de corrupção financeira deste ano. Além do mais é de graça :) em formato PDF.
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare Estilo: Revista
Edição: 16 / 07 / 08
Tamanho: 14 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português

VITÓRIA POPULAR COTAS NA UESB

Recebido por email e divulgando. Para baixar a resolução do CONSEPE da UESB clique aqui .

"ZUMBI! COMANDANTE GUERREIRO, OGUNHÊV FERREIRO-MOR, DA CAPITANIA DA MINHA CABEÇA MANDAI ALFORRIA PRO MEU CORAÇÃO!!!"
(Gilberto Gil e Wally Salomão)

MALUNGOS E MALUNGAS
Muito axé nessa travessia!

Com muita presença popular de representantes de movimentos sociais, quilombolas, estudantes, pré-vestibulares comunitários e de religiões de matrizes africanas, conquistaram ontem, 14 de Julho de 2008, que o CONSEPE - Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, votasse e definisse a configuração do PROGRAMA DE AÇÕES AFIRMATIVAS NA UESB, na parte dos princípios, objetivos e na reserva de vagas (acesso):


- Reserva de Vagas de 50% das vagas na uesb para alunos oriundos de escolas públicas;
- Reserva de 75% dessas vagas para candidatos auto-declarados negros;
- Auto-declaraçã o poor meio de um termo de compromisso no ato da inscrição do
vestibular e na matrícula, atestando possuir características fenotípicas de pertencimento
ao segmento social negro;
- Duração de 15 anos do Programa de Ações Afirmativas da UESB, com avaliação anual
e quinquenal, com vistas= ao aperfeiçoamento do programa;
- Definição de 07 últimos anos do Ensino Básico feitos na escola pública;
- Cotas Adicionais para Quilombolas, Indígenas e Pessoas com Necessidades Educativas Especiais;
- Prioridade de Isenção de 100% da Taxa de Vestibular para quilombolas, indígenas,
pessoas com necessidades especiais, alunos de pré-vestibulares comunitários da região sudoeste;
- Início do Programa já no Vestibular de 2009.1;
- Garantia de 01 representante dos movimentos sociais no Comitê Gestor do Programa de Ações Afirmativas na UESB.

Havia uma forte tendência da uesb não aprovar reserva para negros e cotas adicionais para quilombolas, adotando mera cota social e querer reduzir a duração do programa. Mas...

Com esta vitória, a UESB, última universidade estadual da Bahia a adotar políticas de ação afirmativa, seguirá o perfil adotado nas demais estaduais baianas (uneb, uefs e uesc), além da UFBA, UFRB.

1. Amanha, 16, será a votação no CONSEPE, do Programa de Assistência Estudantil, que integra o programa de Ações Afirmativas na UESB.
2. É importante ficarmos atentos que neste ano o edital da UESB sairá mais cedo e o pedido de isenção já está próximo, o que pode pegar muita gente desprevinida.
3. A UFBA já está com período de pedido de isenção aberto....
www.vestibular. ufba.br
4. Nosso I Seminário sobre Ações Afirmativas na UESB será dia 23 de Julho, próxima semana, momento forte para formação, divulgação e mobilização social.

VAMOS DIVULGAR AO MÁXIMO ESTAS NOTÍCIAS!!!

Um grande abraço, com sabor de axé, conquistas e muita paz!

Flávio José dos Passos
Promoção da Igualdade Racial
Vitória da Conquista - BA
(77) 8807-1972 / 3081-2631 / 3422-8261
MSN:
br_ebano@hotmail. com