sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

REVISTA VEJA FOCO EM SAÚDE NAS CAPAS

Pra quem gosta desta revista a edição da semana de 05.12.07 e 06.02.08. Um contraste de capas.
Para baixar é só clicar nas imagens.










FAÇA SUA INTERNET DISCADA PASSAR DE 56 kbps PARA 128kbps

Retirado do Blog Downloadscopyleft.
Não custa tentar...

Aumente a velocidade da sua conexão discada de 56 kbps para 128 kbps sem programas...façam isso para aumentar a velocidade de conexão, serve pra qualquer modem de 56 vá em painel de controle / modems / propriedades, escolha a velocidade máxima de 115200 (NÃO selecione a opção "conectar somente nessa velocidade") depois clique na "abinha" conexão / avançadas, depois no campo "configurações adicionais escreva esse código AT&F&C1&D2 a velocidade aumenta mesmo, façam algum download que da pra medir direito, ou então entra no site do virtua que lá tem um medidor de velocidade de conexão.

PESQUISADOR NORTE-AMERICANO CRITICA HIP-HOP

Na verdade ele está criticando o comportamento duplo da maior parte dos negros norte-americanos, onde por uma lado conhecem sua história e por outro incorporam um discruso de vítimas do sistema. No caso o hip-hop para ele não ajuda essa situação pois, para ele, cria um corpotamento que não stimula o estudo ou a dedicação e sim uma encenação da vitíma revoltada.
Uma entrevista polêmica... abaixo um trecho. Para baixar a revista completa clique na capa.
Segue um trecho da entrevista:
O hip-hop faz mal
Para o intelectual John McWorther, o maior problema dos negros americanos não é o racismo, mas o costume de se achar vítima dos brancos.

Por Fábio Marton

Em Losing the Race: Self-Sabotage in Black America (“Perdendo a Corrida/Raça: Auto-Sabotagem na América Negra”), o lingüista John McWorther afirma que o pior problema dos negros é a própria vitimização. Alguns o chamaram de “traidor da própria raça” e “negro de aluguel”. Enquanto outros o abordaram na rua para dizer como o livro mudou a vida delas. A seguir, McWorther fala com a Super:
O que é a dupla consciência negra?
O que eu tento dizer com essa expressão é que, mesmo que ainda haja racismo na sociedade, o maior problema para a comunidade negra não é o que os brancos pensam dela. O problema é cultural, é interno, o modo como os negros tratam a si próprios. Acho que as pessoas precisam ajudar a si próprias e umas às outras. É assim que as sociedades evoluem. Os negros, na verdade, sabem disso, dizem isso para si o tempo inteiro. Mas, em público, quando há um branco por perto, passam a se fazer de vítimas, a falar sobre como a sociedade tem uma dívida, como o racismo é sutil, mas ainda está lá. É uma dupla consciência: você é uma vítima em público e um vitorioso em casa. E isso cria uma grande confusão na forma como o racismo é discutido nos EUA.
Você recentemente escreveu um artigo chamado Pare a Ku Klux Klan Negra. Existe um equivalente negro à KKK?
Claro que foi um recurso retórico, que eu tomei emprestado do [comentarista negro de esportes] Jason Whitlock. O caso é que, quando uma pessoa negra é morta, na maioria das vezes é por outra pessoa negra, envolvida com gangues e drogas. Esses assassinos são a KKK negra. Se um sujeito branco de uma escola do Sul tem um surto e sai matando negros, o crime é manchete em todos os jornais. Mas negros são alvejados por negros o tempo inteiro e o fato é considerado, banal, assunto sem importância. Os negros dão muita importância a quando um branco mata um negro, mas não a quando um negro faz a mesma coisa. Isso não está certo.
Para ler na integra clique aqui .
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

LIVRO A ARTE DE INVADIR

Retirado do Blog De graça é mais gostoso
"Caminhe pelo mundo hostil do crime cibernético sem abandonar o conforto de sua poltrona. Mitnick apresenta dez capítulos interessantes, cada um é o resultado de uma entrevista com um hacker real sobre um ataque real. Leitura obrigatória para qualquer pessoa que tenha interesse em segurança de informação." Tom Parker, Computer Security Analyst e fundador da Global InterSec LLC
A lição que as histórias deste livro deixam é que os hackers estão descobrindo novas vulnerabilidades todos os dias, mas Mitnick não pretende ensinar vulnerabilidades específicas em produtos específicos, mas mostrar ao leitor novas atitudes e novas posturas em relação à segurança.
Estilo: E-bookEditora: Makron Books

Tamanho: 1.4 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Baixar pelo easy-share
Baixar pelo rapdishare

BAIXE O FILME "VISTA MINHA PELE"

O curta é mais um filme daquela safra que não fecha nada, ou seja, abre diversas interrogações preciosas e necessária de serem feitas neste Brasil. Despertam a pergunta simplória “existe racismo no Brasil?”, ou de forma mais elaborada “como o racismo opera de fato?”.
De qualquer forma é uma obra importante num período que diversas pessoas falam, como querendo acreditar no seu discurso, que o Brasil está mudando e se tornando menos racista. O áudio visual brasileiro continua cerceado com a brancura dos atores e temáticas, apesar do acesso de alguns atores e atrizes negros(as) a papéis razoáveis. Na verdade talvez a temática atualmente seja o elo mais fraco tendo em vista que não temos diretores, roteristas, produtores, escritores, etc. negros, ou mesmo com a sensibilidade para a temática racial. O diretor deste filme, Joel Zito, é uma exceção que confirma a regra.

Para baixar o vídeo clique nos links abaixo e depois junte-os usando o programa HJ-split.
Para instalar o programa
clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.
easy-share - parte 01 de 04 (39,8MB)easy-share - parte 02 de 04 (39,8MB)easy-share - parte 03 de 04 (39,8MB)easy-share - parte 04 de 04 (39,2MB)
ou
easy-share - parte 01 de 02 (100,4MB)
easy-share - parte 02 de 02 (56,9MB)

mediafire - parte 01 de 04 (38MB)
mediafire - parte 02 de 04 (38MB)
mediafire - parte 03 de 04 (38MB)
mediafire - parte 04 de 04 (37,4MB)

ATENDENDO A PEDIDOS MAIS UMA OPÇÃO. LINK DO MEGAUPLOAD
(Postado em 17.03.10)



VISTA MINHA PELE (01 DE 03)


VISTA MINHA PELE (02 DE 03)


VISTA MINHA PELE (03 DE 03)




BAIXE TAMBÉM:
DOCUMENTÁRIO "AFROMEMORIA"

DOCUMENTÁRIO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"

Revista Isto É sobre a crise financeira

Para baixar clique nas imagens

MÚSICAS DO BEZERRA DA SILVA

O carnaval já passou. Mas está postagem vale muito e tenho certeza de que várias pessoas concordarão.
Um pequeno especial deste marginal do samba, com 183 mp3 para baixar. Para ter acesso e salvar uma a uma clique aqui.
Para escutar uma seleção, com 18 interpretações do "sambandido bezerriano" é só ir apertando em uma das nossas três "rádios on line"de músicas abaixo.
Mais abaixo tem dois documentários que mostram um pouco da vida deste sambista.
Para baixa-los clique nos títulos:
"Coruja"
"O dia em que o bambu quebrou no meio"


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"Coruja"
Gênero Documentário

Diretor Márcia Derraik, Simplício Neto
Elenco Bezerra da Silva e seus compositores
Ano 2001
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola 35mm




"O Dia em que o Bambu Quebrou no Meio "
Gênero Documentário
Diretor
Arthur Muhlenberg, Pedro Asbeg
Ano 2005
Duração 10 min
Cor Colorido
Bitola vídeo


MICROSOT E YAHOO UM MAU NEGÓCIO PARA OS USUÁRIOS

A junção de dois gigantes do mercado de informática contra outro gigante produz um efeito que no futuro pode ser muiiiittoooo ruim para nós nanicos, meros usuários ocasionais da internet e de produtos eletrônicos.

A Microsoft quer fazer frente contra o portal google, mas na verdade pode-se criar no futuro um duópolio (poder duplo, poder compartilhado por dois) fortissímo onde acabaremos tendo nossa vida ainda mais xeretada e potencialmente remexida. Ainda mais porque, embora discursem a liberdade e a responsabilidade social, são empresas e quando pressionadas recuam e se submetem a qualquer tipo de opressão em prol de benefícios fiscais ou facilidades financeiras.

Para ampliar clique nas imagens. Para salvar clique com o botão direito e selecione "Salvar imagem como..."

Abaixo uma matéria retirada do Observatório da Imprensa que analisa um caso da yahoo que dimuiu a credibilidade da companhia no discurso dela de invi

CENSURA NA NETYahoo! não fez um negócio da China
Por Renato Delmanto em 4/12/2007

Um acordo firmado no último dia 13 de novembro entre a empresa Yahoo! e dois jornalistas chineses dissidentes reacendeu uma interessante discussão sobre os valores e o comportamento das empresas do universo pontocom.
O caso refere-se a Wang Xiaoning e Shi Tao, jornalistas dissidentes que foram presos pelo governo chinês por terem distribuído, via internet, informações proibidas pelo regime local. Até aí, tratava-se de mais um ato de exceção de um governo autoritário. O problema é que parte das "provas" contra eles foram fornecidas pela filial do Yahoo! em Hong Kong.
Shi Tao, foi condenado a 10 anos de prisão em 2005. Para piorar, os dissidentes alegam ter sido torturados no cárcere. A repercussão do caso na mídia fez com que as famílias dos condenados entrassem com uma ação nos EUA contra o Yahoo!, co-responsabilizando a empresa pela prisão – e tortura – dos dissidentes. O acordo anunciado em 13 de novembro (cujos valores financeiros não foram divulgados) pôs fim à ação judicial, mas nem de longe deu uma trégua ao Yahoo!.

Conforme o assunto atraía o interesse de entidades defensoras dos direitos humanos – e de deputados norte-americanos –, foram aparecendo detalhes pouco edificantes da participação da empresa na história. As investigações paralelas trouxeram à tona as incongruências entre o discurso corporativo do Yahoo! e a prática de sua filial em Hong Kong. Em 2006, o vice-presidente da empresa, Michael Callahan, afirmara aos deputados norte-americanos, em audiência pública no Congresso, que o Yahoo! não sabia os motivos pelos quais o governo chinês solicitara os dados dos usuários. Nos meses seguintes, descobriu-se que a empresa sabia, sim, o motivo: os dois eram suspeitos de terem difundido ilegalmente "informações secretas", segundo as autoridades.

Clique aqui para ler na integra o artigo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

CARNAVAL DA BAHIA INESQUECÍVEL

É carnaval que maravilha, ou não???

domingo, 3 de fevereiro de 2008

VIVA O CARNAVAL!!!!




DEBATE SOBRE A SEGREGAÇÃO NOS BLOCOS DA BAHIA

Recebido por email e repassando. Originalmente foi publicado no Jornal A Tarde, da Bahia , no dia 30.01.08.
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CARNAVAL: ACUSAÇÕES DE RACISMO NA FESTA DE SALVADOR DA BAÍA

Impressionante está matéria saiu lá do outro lado do oceano Atlântico... em Portugal.

Retirado do Jornal Diário Digital.

Denúncias de racismo estão a colocar em lados opostos a Prefeitura de Salvador e representantes da população negra, que acusam o prefeito João Henrique de proibir a divulgação de um relatório sobre a discriminação racial no Carnaval 2007.
O prefeito proibiu o então secretário da Reparação Racial, Gilmar Santiago, de divulgar o relatório feito pelas equipas do Observatório Racial, mostrando a prática do racismo contra negros, na maior festa popular da capital do estado brasileiro que tem a maior população negra do país, denuncia o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, Walmir França.
Gilmar Santiago nega. Ele garante que os dados levantados pelo Observatório Racial foram divulgados. Mas admite que a pedido do prefeito não foram disponibilizadas cenas filmadas no circuito da festa em que um polícia agredia violentamente um jovem negro, que apenas dançava entre os foliões.
«O prefeito quis evitar um problema institucional, já que a questão envolvia uma corporação de outro governo, no caso a Polícia Militar» (vinculada ao Governo do Estado), justificou Santiago, que hoje responde pela Secretaria de Governo do Município.
Criado em 2006, o Observatório Racial actua durante o Carnaval, com a proposta de atender mulheres vítimas de violência e pessoas que, no período em que decorre a festa, tenham sido discriminadas racialmente.
No primeiro ano, os seus coordenadores divulgaram um relatório estatístico dos casos ocorridos. No ano passado havia a expectativa de serem apresentados dados completos sobre cada caso apurado, inclusive com a identificação dos acusados, o que, segundo Walmir França, não aconteceu por ordem do prefeito.
«O trabalho não teve nenhuma consequência prática. Em nada contribuiu para a questão étnica», reafirma o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, que acusa ainda o prefeito de não ter uma política voltada para o combate à discriminação racial.
A responsabilidade pelo funcionamento do Observatório é da Secretaria Municipal da Reparação Racial (Semur), criada pelo atual prefeito, exactamente com o objectivo de realizar políticas contra o racismo e que busquem garantir a ascensão social dos negros de Salvador, que representam mais de 70% da população da cidade.
A nova secretária da Reparação Racial, Antônia Garcia, que em Julho substituiu Gilmar Santiago, determinou mudanças no funcionamento do Observatório, que passará a ser permanente e não apenas durante o Carnaval, com ampla divulgação de todas as suas ações.
«Vamos divulgar o relatório completo, com todos os dados, em cerimónia pública», garantiu o assessor-chefe da Secretaria, Antônio Bastos.
Outra promessa é a de que a Defensoria Pública vai acompanhar todos os casos identificados, numa tentativa de punir judicialmente os responsáveis pelos actos de discriminação racial.
De acordo com os poucos dados divulgados pela Prefeitura no ano passado, ocorreram durante o Carnaval mais de 300 denúncias de racismo, mas nenhuma delas foi especificada. Foi feita apenas uma menção ao tratamento dispensado pelos blocos aos cordeiros (encarregados, quase todos negros, de segurar as cordas que separam os associados do público).
O presidente do Fórum de Entidades Negras argumenta, entretanto, que a maioria dos casos de discriminação racial é praticada pela polícia, que age arbitrariamente e com violência contra os negros.
Outro caso é o privilégio que a própria prefeitura concede aos chamados blocos de trio (nos quais desfilam as grandes estrelas da música baiana, como Daniela Mercury e Ivete Sangalo), em detrimento dos blocos afro.
«Eles saem agrupados nos melhores horários, quando o público está na rua e as emissoras de TV transmitindo. Os blocos afro só têm a madrugada para sair», reclama Walmir França.


Diário Digital / Lusa
31-01-2008 9:46:00

CARNAVAL DO SAMBA

Retirado do Ataqueblog
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Pintura de Heitor dos PrazeresNas primeiras décadas do século 20 o samba e a 'questão social' eram caso de polícia.
No Rio de Janeiro até o final dos anos 70, o pré-carnaval era um baile de fantasiados animado por bandas que tocavam marchinhas em clubes onde a classe média se divertia correndo em volta do salão e jogando confetes e serpentinas e os jovens ensaiavam seus 'amores carnavalescos'.

Nas 'quadras' das escolas de samba os ensaios ocorriam para a própria comunidade do samba, e moradores dos bairros de periferia. O grande dia do desfile, mais que a consagração da escola de samba era um manifestação do sambista e da população negra e pobre de expressar seu desejo de integração social e "reinvindicar" por reconhecimento e respeito por sua cultura e identidade. Como uma grande passeata festiva, o desfile das escolas de samba incorpora todos os marginais sociais que através do samba cantam suas alegrias, mágoas e esperanças.

A aceitação do samba pela classe dominante teve como contrapartida sua influência crescente na produção dos desfiles e no seu controle, já em parte exercido pelos banqueiros do jogo-do-bicho, pela polícia e pelos políticos. O período derradeiro da 'invasão' da classe média no samba ocorreu durante a ditadura militar ao mesmo tempo da expansão e dominação do lazer e da informação pela televisão.

Nos anos 80 o período pré-carnavalesco foi substituído pelos ensaios das escolas de samba. Em consequência os banqueiros do jogo do bicho que se respaldavam no apoio popular para as suas atividades e já infiltrados no samba se tornam os 'queridinhoss' dos emergentes e saem das páginas policiais para as colunas sociais dos jornais. Contando com a proteção desses padrinhos do samba os emergentes sociais, celebridades e artistas fazem o divisor de águas nas escolas de samba que se tornam um cenário para sua promoção.

A hegemonia da mídia televisiva estimula esta 'invasão' para expor ainda mais seus profissionais e divulgar seus produtos de informação e lazer. E a presença de intelectuais e artistas de prestígio nos ensaios e como tema de enredo de sambas dão um toque intelectualizado para um público mais exigente que acaba se rendendo ao espetáculo reconstruído para o padrão televisivo e turístico.

O espaço de ensaios e dia de desfile das escolas de samba se tornam um cenário privilegiado para a promoção de 'top models', 'misses', artistas, jogadores de futebol, políticos e tantos outros tipos em busca de prestígio em detrimento do possível clamor de reconhecimento e respeito do povo da periferia ou de seu simples lazer.

Saiba mais sobre estes temas na janela Pesquisa Google.
Postado por José Ricardo

ONG DISCORDA DE SISTEMA DE COTAS DA UEM

Retirado do jorna Diário do Norte do Paraná

Atualizado Quinta-feira, 31/01/2008 às 02h00
Luiz Fernando Cardoso
lfcardoso@odiariomaringa.com.br

A Associação União e Consciência Negra de Maringá segue com posicionamento contrário ao sistema de cotas pretendido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). A instituição está se encaminhando para adotar as cotas sociais, que vão atender estudantes de baixa renda, independentemente da cor da pele.

Para o presidente da associação, Alaor Gregório, a UEM deveria seguir o exemplo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que adotou um sistema misto de cotas em 2005. "A postura da UEL vem mais de encontro aos anseios dos afrodescendentes do que a da UEM. Não entendemos qual é o medo desse pessoal (professores da UEM que são contrários à reserva de vagas para negros) em enfrentar esse problema. Várias universidades no Brasil já adotaram as cotas raciais", disse.
Ele afirmou ainda que a decisão do colegiado da UEM é irrevogável. Por isso, a Associação União e Consciência Negra entrou com outro pedido formal. "Passamos a pedir que, dentro dessas cotas sociais, seja feita uma reserva para afrodescendentes", comentou Gregório, justificando que o sistema a ser adotado no vestibular da UEM não garante o ingresso da comunidade negra na universidade.
A UEL adota o sistema de cotas com reserva de 40% das vagas de cada curso para candidatos que tenham estudado da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e todo o ensino médio na rede pública de ensino. Dentro desse porcentual, até metade das vagas é destinada àqueles que se autodeclararem negros.
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PORTADOR DE ANEMIA FALCIFORME PODE TER ALIMENTO ESPECIAL

Retirado do Portal Agência Câmara

Projeto - 31/01/2008 12h11
Portador de anemia falciforme pode ter alimento especial
Pietá: suplemento de ferro afeta milhares de pessoas


A Câmara analisa o Projeto de Lei 2133/07, da deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), que torna obrigatória a adaptação de alimentos industrializados aos portadores de anemia falciforme. Pela proposta, as indústrias serão obrigadas a oferecer produtos sem a suplementação de ferro.

A anemia falciforme se caracteriza pela má-formação das hemácias, o que pode causar entupimentos de vasos sangüíneos. Ao contrário dos outros tipos de anemia, neste caso, o problema não é a falta de ferro, mas o excesso. A doença é hereditária e acomete principalmente os afrodescendentes cujos ancestrais vieram de Benin e Senegal.
Os alimentos com suplemento de ferro fazem mal aos portadores dessa patologia, pois o ferro se acumula no organismo e não é absorvido pelas células do sangue (hemoglobinas) . Uma das funções das hemácias é transportar o sangue para as hemoglobinas. Por causa da deformação genética, o transporte não é realizado, o que gera acúmulo prejudicial ao organismo.
Para a deputada, esse suplemento alimentício tem auxiliado milhões de pessoas com carência de ferro, mas também tem agredido o organismo de pessoas que não podem tomar esse mesmo suplemento e não encontram formas alternativas de substituí-lo.
Adaptações
Pela proposta, as indústrias que suplementam seus alimentos com ferro ficam obrigadas a oferecer parte do produto sem o suplemento, para consumo dos portadores de anemia falciforme. As embalagens de produtos devem informar com destaque se o alimento contém ferro ou não.
O texto também obriga o Ministério da Educação a oferecer merenda escolar especial para crianças e adolescentes portadores de anemia falciforme em toda a rede pública de ensino. Segundo o texto, a alimentação especial (oferecida pelas indústrias ou pelas escolas) será orientada por nutricionistas ou médicos.
A deputada lembra que a doença afeta, em média, uma pessoa de cada 380 nascidas vivas entre os afrodescendentes nas Américas. "A incidência é maior que a de doenças como a aids e a dengue", compara.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:- PL-2433/2007

Reportagem - Antonio Barros
Edição - Pierre Triboli

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Agência Câmara-E-mail:agencia@camara. gov.br

COTAS VOLTAM A VALER NA UFSC

Retirado do site G1, com uns três dias de ataso, sabe como é Carnaval... vale a pena também clicar aqui para dar uma olhada nos mais de 200 comentários. Tem cada coisa...

31/01/2008 - 17h00 - Atualizado em 31/01/2008 - 19h08
TRF da 4ª Região derrubou a liminar que suspendia a reserva de vagas.Presidente da Coperve ainda não sabe da decisão.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo


As cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) voltaram a valer nesta quinta-feira (31). O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspendeu a liminar que cancelava o sistema de reserva de vagas na universidade. Segundo a assessoria de imprensa do TRF4, o recurso da UFSC entrou no sistema na quarta-feira (30) à noite e foi avaliado nesta manhã. (Leia aqui a íntegra da decisão).

A suspensão das cotas havia sido determinada no último dia 18 pela 4ª Vara Federal da capital catarinense. Ao analisar o recurso interposto pela UFSC, o magistrado entendeu que, tendo em vista a jurisprudência sobre o assunto no TRF4, deve ser suspensa a liminar. O mérito da ação ainda será analisado pela 3ª Turma do tribunal em data a ser definida.

Na decisão, o desembargador diz que "O interesse particular não pode prevalecer sobre a política pública; ainda que se admitisse lesão a direito individual - que me parece ausente ante o fato de que o Impetrante conhecia a limitação, concorreu para cotas já predeterminadas -, não se poderia sacrificar a busca de um modelo de justiça social apenas para evitar prejuízo particular".
Alegria de uns, tristeza de outros
Com a decisão do TRF4, os estudantes cotistas que temiam perder as vagas por causa da decisão de primeira instância poderão se matricular normalmente nos dias 14 e 15 de fevereiro, conforme previa o calendário do edital do vestibular 2008.

Há pelo menos 55 ações na Justiça Federal de Santa Catarina questionando o sistema de cotas, algumas dos próprios candidatos e outra do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinep/SC). As liminares que têm sido favoráveis em primeira instância, normalmente são derrubadas pelo TRF4. Nenhuma delas chegou em última instância.

"Ainda não estou sabendo da decisão, não recebi nada oficialmente. Estou ansioso, mas prefiro aguardar a informação concreta. Se a informação for realmente verdadeira, isso é ótimo. Vou ficar na posição de 'ver para crer'", disse o professor Edemir Costa, presidente da Comissão Permanente dos Vestibulares (Coperve). Segundo ele, a universidade sempre trabalhou com a hipótese das cotas voltarem a valer. "A gente sempre teve essa expectativa", disse.

Com a decisão, Gilmar Tenório de Melo, 21, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, disse que vai passar o carnaval feliz. Ele é um dos cotistas que temiam perder a vaga na UFSC. “Eu estava achando que as cotas não iam voltar. Agora que minha aprovação está garantida, vou procurar um lugar para morar”, disse ao G1 ao saber da notícia. O calouro de engenharia de controle e automação vai para Florianópolis para fazer a matrícula e procurar uma república.

Já o não-cotista Thiago Marcos Nahas de Faria, 19, ficou decepcionado ao saber da decisão. “Não acredito, que desgraça”, comentou quase sem palavras. Candidato ao curso de engenharia de controle e automação, ele fez 73,7 pontos, mas não foi aprovado. O último candidato negro de escola pública que foi aprovado nessa carreira fez 32,41 pontos. Sem as cotas e com essa pontuação, ele acredita que conseguiria uma vaga no curso. “Quero ver como os cotistas que fizeram uma pontuação baixíssima e foram aprovados vão acompanhar o curso”, disse. Faria foi aprovado em engenharia mecânica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e afirmou que vai começar a faculdade e estudar para entrar na UFSC no próximo vestibular. “O curso que eu quero mesmo é o de controle e automação”, afirmou.

A reclamação dos não-cotistas

A principal reclamação dos não-cotistas que não foram aprovados no vestibular foi o critério de pontos mínimos adotado pela UFSC para considerar o candidato apto à classificação.

Segundo o professor Costa, para disputar a classificação o candidato teria de acertar pelo menos três das dez questões de português, somar 20 pontos nas demais disciplinas (sem zerar em nenhuma delas), tirar pelo menos nota 3 na redação e não zerar no conjunto de nenhuma das três questões discursivas. Na prática, o vestibulando precisa fazer 29,1 pontos entre os 96 possíveis para não ser desclassificado.
No caso de medicina, por exemplo, não foi preciso acertar nem metade da prova para conseguir ser aprovado pelo sistema de cotas para negros de escolas públicas. O último aprovado pelas vagas universais conseguiu 81,04 pontos, contra 70,35 pontos conquistados pelo estudante de escola pública e 44,33 pontos do vestibulando negro e de escola pública.

Segundo Costa, esses critrérios sempre foram usados para aprovação na UFSC porque a prova do vestibular é a mesma para todos os cursos. "Não podemos aumentar demais a nota de corte senão estaríamos prejudicando outras carreiras menos concorridas. Esse critério é um balanço entre todos os cursos que a universidade oferece", disse.

As cotas
Este é o primeiro processo seletivo da universidade com sistema de cotas. Das 4.095 vagas da UFSC, 20% foram destinadas para estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas e 10% para negros que estivessem na mesma condição. As 819 vagas para alunos de escolas públicas foram preenchidas e das 414 vagas destinadas para negros, 323 foram preenchidas. As demais foram remanejadas para a concorrência geral.

A lista de aprovados no vestibular 2008 da UFSC foi divulgada no dia 28 de dezembro. Veja os classificados
aqui. A universidade também divulgou as notas dos candidatos classificados por curso, as notas dos candidatos oriundos de escola pública classificados e as notas dos candidatos autodeclarados negro classificados.


Saiba mais
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» Sindicato recorre contra sistema de cotas na UFSC
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» Cotistas da UFSC temem perder as vagas
» Justiça suspende cotas na UFSC
» UFSC divulga aprovados no vestibular

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Essa dica muito importante, pois serve para alertar a todos que não tem muito dinheiro e precisam fazer aqueles exames caríssimos de ressonância magnética, ultra-som e mamografia. Vale a pena visitar o site para se informar melhor.

Para ir para a pagína é só clicar na image abaixo. Ela agora vai ficar na coluna da direita para ser clicada em qualquer momento e não só nesta postagem.

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`REVISTA ÉPOCA - A NOVA GUERRA DOS QUILOMBOLAS

Retirado da revista Época nº446
Um novo tipo de conflito agrário surge no país, envolvendo descendentes de antigos escravos. Vem aí um MST dos negros?
RAFAEL PEREIRA, de Conceição da Barra (ES)
ESPECIAIS
Entrevista sobre a questão dos quilombos
Mais informações sobre os quilombos


DISPUTAA família de Carlos Santos (com o filho entre as pernas)
afirma ser dona das terras com eucaliptos: 60.000 hectares em jogo em Conceição da Barra



Em conceição da barra, município do norte do Espírito Santo, após um desvio da BR-101, ligação rodoviária entre o sul e o norte do país, roda-se durante 20 minutos de carro por estreitas estradas de terra até chegar a uma área devastada dentro de uma fazenda de eucaliptos. O descampado tem o tamanho de cerca de 20 campos de futebol e forma uma paisagem de tocos de árvores tombadas, que começa a ser tomada pelo mato, e brotos de eucaliptos. As árvores foram cortadas por cerca de 300 integrantes de comunidades negras. Eles se dizem quilombolas, remanescentes de aldeias de escravos do século XVIII. A dona dos 9 hectares devastados é a Aracruz, a maior produtora de celulose do mundo e uma das principais empresas exportadoras do país. Controlada pelos grupos empresariais Safra, Lorentzen e Votorantim e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Aracruz lucrou no ano passado R$ 1,17 bilhão e responde por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo.
A ocupação da fazenda ocorreu em julho. Durou apenas uma semana. Ao fim desse prazo, a Justiça determinou a reintegração da posse da terra para a Aracruz. Os invasores saíram pacificamente. Deixaram fincada no local uma cruz de madeira para demarcar os limites de um antigo cemitério quilombola.


SÍMBOLO A cruz foi fincada pelos invasores da fazenda da Aracruz para demarcar limites de antigo cemitério quilombola




A cruz serve também de símbolo de um novo tipo de conflito agrário no país. Ele foge aos clássicos padrões em que os protagonistas são índios ou militantes dos movimentos de sem-terra em guerra contra fazendeiros ou madeireiros. Envolve agora negros que se dizem herdeiros de antigos quilombos e reclamam direitos sobre as terras antes ocupadas por seus antepassados. A exemplo de Conceição da Barra, disputas de terras com o envolvimento de comunidades negras têm emergido em outras partes do país. No fim de agosto, em Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso, município a 47 quilômetros de Cuiabá, cinco casas pertencentes a uma comunidade de 500 famílias negras, a Mata-Cavalo, foram alvo de um incêndio criminoso. O ataque foi atribuído a fazendeiros insatisfeitos com a transferência do título de 12.000 hectares de terra para os herdeiros de quilombolas. "Podemos estar assistindo ao nascimento de um MST de negros", afirma Rui Santos, responsável pela questão quilombola no Instituto Nacional de Colonização da Reforma Agrária (Incra).
A nova guerra dos quilombolas eclodiu depois que o governo Lula decidiu tirar do papel um artigo da Constituição de 1988. Ele prevê que será reconhecido o direito da propriedade definitiva, com a emissão do título, das terras ocupadas pelos remanescentes de comunidades dos quilombos. Até 2003, esse dispositivo constitucional permanecia praticamente como letra morta. Foi quando o presidente Lula assinou um decreto em que determinava que o Incra levantasse as áreas que pudessem ser alvo de desapropriação. O levantamento ainda está em curso. O Incra, com base em um trabalho da Fundação Palmares, órgão do governo federal, diz já ter constatado a existência de 1.174 comunidades auto-intituladas quilombolas espalhadas por todo o país, com cerca de 2 milhões de descendentes de antigos escravos. Eles reivindicam o direito à propriedade sobre 30 milhões de hectares de terras, que teriam sido habitadas por seus antepassados.
Em Conceição da Barra, 60.000 hectares de fazendas de eucaliptos viraram alvo de disputa entre comunidades quilombolas e a Aracruz. Os quilombolas capixabas afirmam estar na região há gerações e ter direito à propriedade das terras ocupadas hoje pela Aracruz. Segundo o presidente da Associação das Comunidades Quilombolas de Conceição da Barra, Domingos dos Santos, a maioria das famílias que vivem ali é formada de descendentes de comunidades negras importantes, como o Quilombo de Santana. Hoje, elas ainda subsistem do trabalho no roçado de mandioca e fazem ao modo antigo farinha e beiju, produzidos em velhas casas que preservam prensas artesanais de mais de um século de história. "Hoje, não passamos de 1.200 famílias, mas, antes de a Aracruz chegar, éramos 10 mil", diz Domingos.
Os integrantes mais idosos das comunidades negras de Conceição da Barra, como Manoel Henrique dos Santos, de 77 anos, afirmam que foram forçados a abandonar suas terras, durante a ditadura nos anos 70, por pressão de fazendeiros. Essas terras, segundo eles, foram depois vendidas ou arrendadas à Aracruz. "Os fazendeiros diziam que as terras não eram nossas e que, se não vendêssemos, seríamos expulsos", diz Manoel Henrique. "Assim, a maioria saiu das terras por quase nenhum dinheiro, com medo da polícia." A transformação da região pela Aracruz, dizem os quilombolas, também acabou com o modo de vida tradicional de muitas comunidades. "O pessoal vive da pesca e antigamente tinha rio correndo por aqui", diz Carlos Santos, de 32 anos, integrante da Comunidade de Morro do Arara, onde 30 famílias vivem cercadas por eucaliptos. "Essas árvores acabaram com tudo e temos de ir longe para pescar."

Segundo a Aracruz, não há provas de que as comunidades negras de Conceição da Barra sejam formadas por remanescentes de quilombos. "A demanda, como explicitada na Constituição, é justa e aceitável. Mas as comunidades quilombolas de hoje não obedecem mais àquele conceito da Constituição", afirma José Luiz Braga, diretor-jurídico da empresa. "Não se pode garantir quais são realmente quilombolas e quais são negros excluídos."
A Aracruz tem sido o alvo de campanhas de ONGs internacionais que a acusam de ocupar áreas de grupos indígenas. Essa continua a ser a principal fonte de litígios agrários para a empresa. Mas, segundo Paulo Morandi, diretor regional jurídico da Aracruz no Espírito Santo, "os quilombolas já representam um problema tão grande quanto o MST". Além do conflito de Conceição da Barra, o Incra abriu processos de desapropriação de terras quilombolas em áreas da Aracruz em Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Áreas de outras grandes empresas, como a Companhia Vale do Rio Doce e a Votorantim, também estão na mira do Incra.
Os conflitos com terras quilombolas têm crescido por causa da indefinição sobre as áreas que podem efetivamente ser reclamadas como pertencentes a comunidades remanescentes de antigos escravos. O Incra já concedeu títulos de terra a 110 comunidades - entre as 1.174 catalogadas pela Fundação Palmares -, mas até agora não fez o mais básico: um mapa com um levantamento topográfico das supostas terras quilombolas. Isso é necessário porque, se fossem reunidas todas as áreas reivindicadas por comunidades que se auto-intitulam quilombolas, elas formariam um território do tamanho da Itália ou do Estado de São Paulo. Municípios inteiros também poderiam ser desapropriados. O maior quilombo do país, Kalunga, com 7 mil moradores e cerca de 250.000 hectares, poderia ocupar a maior parte dos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre, no norte do Estado de Goiás.
TESTEMUNHO Manoel Henrique (com a mulher, Maria) diz que terras foram abandonadas por pressão de fazendeiros
Um dos exemplos mais notáveis dos conflitos provocados pela falta de um levantamento topográfico é o quilombo de Sacopã, situado na frente da Lagoa Rodrigo de Freitas, em um dos lugares mais belos e valorizados do Rio de Janeiro. Ele ocupa um terreno disputado também por grandes condomínios de luxo. "Em 13 anos, houve três mandatos de despejo, todos revertidos em cima da hora", afirma o compositor Luiz Sacopã, líder da família de 32 pessoas que ocupa a propriedade. De acordo com Sacopã, o quilombo foi fundado por seus avós, escravos fugitivos de um engenho de açúcar próximo dali. A indefinição abriu uma frente de batalha no Supremo Tribunal Federal (STF). O PFL impetrou uma ação para tentar derrubar um decreto presidencial que permite a desapropriação de terras para remanescentes de quilombolas, sejam elas produtivas ou não. O presidente Lula já visitou o quilombo de Kalunga, em Goiás, e criou um comitê gestor, com a participação de 21 órgãos estatais, para tratar da questão. A proposta do Estatuto de Igualdade Racial, enviada pelo governo ao Congresso, prevê a concessão de poderes ao Incra para determinar as populações quilombolas que merecem ter territórios, o tamanho das áreas e o valor das indenizações. "Não é uma política do governo Lula, é uma política de Estado", afirma Rui Santos, do Incra. Apesar da prioridade conferida ao assunto, tudo no governo anda devagar, segundo Deuselina de Souza, presidente da Associação Kalunga do município de Cavalcante, Goiás. "Depois que Lula veio aqui, tudo piorou, porque só colocaram luz na comunidade que ele visitou", afirma Deuselina. "Tem comunidades de 200 famílias que vivem isoladas até hoje, que precisam enfrentar lombo de burro para tomar um remédio." Segundo o governo, a lentidão existe porque a questão agrária dos quilombolas só agora começou a despertar a atenção. Mas seria bom apressar providências para evitar a emergência de um movimento mais violento.

ATAQUE DA REVISTA ISTO É A DEMARCAÇÃO DE TERRAS QUILOMBOLAS

Revista ISTO É do dia 30/01/08
O conto dos quilombos
Supostos descendentes de quilombolas reivindicam uma área maior que o Estado de São Paulo
SÉRGIO PARDELLAS

DISTORÇÃO Na Ilha de Marambaia, 70% do
território pode ficar nas mão de 379 pessoas

A idéia era reparar injustiças históricas e salvaguardar a riqueza cultural dos remanescentes de escravos que construíram quilombos. Mas a idéia generosa acabou virando uma caricatura e hoje o governo Lula está diante de uma verdadeira “indústria quilombola”. Valendo-se de uma instrução normativa do Incra, grupos supostamente remanescentes de quilombos estão reivindicando uma área maior que o Estado de São Paulo: cerca de 30 milhões de hectares. É uma disputa que opõe proprietários agrícolas e empresários do agronegócio ao movimento negro e a ONGs de quilombolas. Surgidos no século XVII como comunidades livres que abrigavam escravos foragidos da servidão, os quilombos foram massacrados pelas autoridades coloniais e depois imperiais.

A norma do Incra foi editada com base no Decreto 4.877, baixado pelo governo federal em 2003 para regulamentar a demarcação e titulação de terras para grupos quilombolas ou remanescentes de quilombos. Há reivindicações justas, como a do Povoado Mesquita, localizado em Cidade Ocidental (GO), a 30 km de Brasília. O povoado, que abriga 313 famílias, cultiva marmelo, cana-de-açúcar e mandioca. Foi regularizado em 2006 e teve origem há cerca de 200 anos, com a doação de uma gleba a três mulheres, escravas alforriadas, por um proprietário de terras da região.
O problema é que a falta de rigor da norma criada pelo Incra está dando margem a uma verdadeira pirataria antropológica. Há municípios, como o de São Mateus, no norte do Espírito Santo, com 80% de sua área já demarcada para desapropriação. A cidade tem 100 mil habitantes, dos quais 3.985 proprietários rurais. Na Ilha de Marambaia, Rio de Janeiro, cerca de 70% de uma área de 82 quilômetros quadrados de litoral preservado pela Marinha pode passar, depois de mais de 100 anos, para 379 pessoas que se dizem remanescentes de quilombolas. Estranhamente, dos supostos quilombolas do local, 21% se declaram brancos. “Sendo a Marambaia uma formação insular, de mata escassa, onde havia na base do morro o maior mercado de escravos da província, seria espantoso que os escravos fugidos se escondessem na elevação ou vizinhança, em beco sem saída e de fácil captura”, diz um documento oficial da Marinha.

508 processos de titulação de terras

quilombolas estão em curso no Incra

Em reunião com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, o presidente Lula determinou que fosse puxado o freio de mão. O advogado-geral da União, ministro José Antônio Dias Toffoli, foi escalado para colocar um fim na questão. Sob sua coordenação, foi criado um grupo de trabalho composto por 25 órgãos do governo. No relatório final que está sendo elaborado pela Advocacia Geral da União (AGU), o governo reconhece os abusos dos responsáveis pela demarcação das terras e recomenda a revisão da instrução normativa que estava sendo utilizada pelo Incra em processos de reconhecimento, desapropriação e delimitação de áreas de quilombos. “A instrução normativa extrapola o decreto”, admitiu Toffoli à ISTOÉ.

A INSTRUÇÃO EM VIGOR NÃO RECONHECE ESCRITURAS, TERRAS PRODUTIVAS E NEM MESMO CONTESTAÇÕES JUDICIAIS

Pelo processo em vigor de reconhecimento de terrenos pelo Incra, não importa se as áreas são produtivas ou não, ou se os produtores ali instalados geram empregos e contribuem para o desenvolvimento. Às favas também as escrituras de terras registradas em cartório. Basta alguém se autodefinir como remanescente de quilombola para que seja dado o pontapé inicial para o processo de desapropriação de toda aquela área. O processo também podia correr mesmo que houvesse questionamentos na Justiça pelos proprietários da terra. Com a nova interpretação do governo, enquanto houver contestação, nada poderá andar. O grupo de trabalho da AGU descobriu outra esperteza que estava jogando a favor de grupos autointitulados quilombolas: a verificação das áreas reivindicadas muitas vezes era feita por antropólogos ligados à própria comunidade. “A idéia é dar segurança jurídica ao processo”, acrescentou Toffoli.

A briga por imensas áreas promete novos capítulos. Atualmente, há 588 processos de titulação de terras para remanescentes quilombolas em curso no Incra. Segundo a Fundação Cultural Palmares, hoje existem 1.170 comunidades registradas e um total de três mil mapeadas. O presidente da Fundação, Zulu Araújo, nega que haja irregularidades no reconhecimento de comunidades quilombolas. O movimento quilombola nacional divulgou nota dizendo que o governo ameaça retirar seus direitos em favor do agronegócio. “Consideramos a alteração da instrução normativa uma atitude racista”, contestou o movimento. A queda-de-braço só está começando.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

MANUAL DE CAPACITAÇÃO E INFORMAÇÃO SOBRE GÊNERO, RAÇA, POBREZA E EMPREGO: ACESSO AO TRABALHO DECENTE

Autor: OIT/GRPE
ISBN: 92-2-810839-8
Brasília: OIT, 2005. 84 p.
(Manual de capacitação e informação sobre gênero, raça, pobreza e emprego, módulo 3).


A parte A deste módulo retoma e amplia a definição de trabalho decente e discute como e por que para a OIT o trabalho decente é via fundamental de superação da pobreza. A parte B analisa a posição desfavorável e o limitado poder de negociação das mulheres e negros no mercado de trabalho. Na parte C, discute-se experiências e políticas para promover o emprego de qualidade como um dos eixos centrais de uma Agenda de Trabalho Decente e a maneira pela qual as dimensões de gênero e raça e promoção da igualdade de oportunidades devem ser incluídas como parte constitutiva dessas estratégias.
Distribuição restrita: voltada para as atividades de capacitação realizadas pelo Programa GRPE para gestores de políticas públicas em nível federal, estadual e municipal, organizações de trabalhadores e de empregadores.

ESGOTADODownload:
Manual GRPE_modulo3

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A QUEM VOCÊ CULPA (ENQUETE NO ORKUT CONTRA COTAS)

No orkut a discussão para descalificar as cotas na UFSC ainda está quente. Na comunidade Vestibular UFSC 2008 tem cerca de 20 enquetes criticando ou pondo em xeque as cotas. Uma das mais forte é a DE QUEM É A CULPA que tem 783 votos e 22 comentários.
Só para lembrar esta comunidade foi aonde vazou o resultado do vestibular com o nome de todos os candidatos por cota ou não.
A postagem mais disputada teve o seguinte resultado até às 14h do dia 01 de Fevereiro.

Entao galera a quem voce culpa nao ter passado (quem nao passou). respondam quantas acharem necessario,
79 votos (10%) - a culpa foi do governo que criou cotas
72 votos (9%) - a qualquer cotista
58 votos (7%) - aos negros pois tiveram 10% das cotas

57 votos (7%) - a culpa foi minha pq nao estudei o suficiente
54 votos (6%) - aos pobres pois concorreram a 20% das cotas
47 votos (6%) - soh pra poder responder essa enquete.
44 votos (5%) - pra poder reclamar dos cotistas
42 votos (5%) - corrigiram errado minha prova

41 votos (5%) - pra ano que vem rir das piadas do cursinho de novo
37 votos (4%) - errei gabarito
34 votos (4%) - a culpa foi do meu nervosismo ou stress
33 votos (4%) - outros.
25 votos (3%) - a culpa é da coperve que fez uma prova diferente
24 votos (3%) - meu cachorro morreu na noite anterior

23 votos (2%) - eu nao queria passar
20 votos (2%) - cheguei bebado pra fazer a prova
19 votos (2%) - minha mae fez muita pressao

16 votos (2%) - a culpa foi do meu colegio ou professor.
16 votos (2%) - alguma coisa me atrapalhou na prova ex(barulho)
16 votos (2%) - quebrou uma janela de vidro em cima de mim
13 votos (1%) - me pegaram com uma moeda no bolso
13 votos (1%) - meu celular tocou na mochila

A enquete abaixo também teve números expressivos. Vale a pena visitar esta comunidade para ler os comentários.

VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA AS COTAS? (522 VOTOS)
A UFSC aceitou o uso de Cotas para o próximo vestibular, qual é a sua opinião? PS.: Se puderem, comentem sobre RAZÕES da sua escolha e não esquecam de avisar se voce vai ser "beneficiado" ou "prejudicado" por essa adoção.
388 votos (74%) - Contra

105 votos (20%) - Pró Cotas
29 votos (5%) - Não tenho uma opinião formada ainda

LIVRO CONTA PARTE DOS PODRES DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS

Retirado do Blog Downloadscopyleft.
Já que eles fazem questão de atacar as religiões afro e fazer acusações infundadas...
Para saber mais detalhes do livro clique aqui.

Sinopse: Pela primeira vez, um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus revela com enorme impacto os segredos e os podres da seita do bispo Edir Macedo, hoje espalhada por quase todo o mundo. A obra caiu como uma bomba sobre a organização de Macedo, que conseguiu na Justiça uma liminar impedindo provisoriamente a circulação do livro, que ficou apenas 22 dias nas livrarias, desde seu lançamento, em novembro de 1995. A editora lutou e conseguiu, na Justiça, a liberação da obra, em que o ex-pastor Mário Justino narra sua amarga experiência com religião, drogas e o submundo do crime, no Brasil e em Nova York. Um livro saudável, recomendado para jovens e que foi adotado como educação para a cidadania por vários professores.

Nome do livro: Nos Bastidores do Reino - A Vida Secreta na IURD
Nome do Autor: Mario Justino
Gênero: Biografia
Ano de Lançamento: 1995
Nº de páginas: 68
Tamanho: 216 Kb
Formato: pdf
Idioma: Português
Download pelo Badongo
Link alternativo

TRIBUNAL FEDERAL AUTORIZA VOLTA DE SISTEMA DE COTAS NA UFSC

Retirado do jornal Folha de SP

01.02.08
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

O Tribunal Regional Federal da 4º Região, em Porto Alegre (RS), derrubou ontem a liminar da Justiça Federal de Santa Catarina que suspendia o sistema de cotas na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Com a decisão, a universidade poderá manter a reserva de vagas para negros (10% das 4.095 vagas) e estudantes oriundos de escolas públicas (20%) que passaram no vestibular, realizado no final do ano.
O sistema havia sido suspenso por decisão liminar da Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal.
Na decisão, o juiz Gustavo Dias de Barcellos argumentou que o sistema feria o princípio de igualdade assegurado na Constituição e determinou que os alunos fossem convocados conforme a classificação obtida no exame. A UFSC recorreu, e, ontem, o juiz federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz cassou a liminar.
Leia mais
Justiça suspende sistema de cotas da Universidade Federal de SC
51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas

VIDA DE BLOGUEIRO = O BLOGDEPENDENTE

Tirei este post do SedentárioHiperativo e do DownloadsCopyleft... rsrsrsrs..:) kkkkkkk