quarta-feira, 23 de junho de 2010

COMPARAÇÃO ENTRE PAÍSES VALORIZA IDH

Retirado do site do PNUD.

Com quase 20 anos, Índice de Desenvolvimento Humano segue útil mesmo com maior disponibilidade de indicadores, diz pesquisador
Reprodução
Leia também
IDH poderá incluir novos fatores em 2010


Estudo do PNUD abordará fosso entre IDHs
da PrimaPagina
 
Quase 20 anos depois de ter sido criado, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) continua sendo útil — mesmo após a disseminação da internet e a difusão de inúmeros indicadores nacionais e internacionais, defende Francisco Rodriguez, chefe da equipe de pesquisa do Escritório para o Relatório de Desenvolvimento Humano, do PNUD. Em um post intitulado Ainda precisamos mesmo do IDH?, ele destaca que a principal vantagem de um indicador como esse é permitir “comparar países em uma escala única”.

O IDH “aborda uma necessidade que vai existir enquanto o mundo continuar a se caracterizar por um fosso imenso no desenvolvimento: a necessidade de avaliar nosso progresso em tornar as pessoas livres para levar o tipo de vida que elas valorizam”, escreve Rodriguez.

Isso não quer dizer que o índice seja perfeito. Ele não capta todas as dimensões do desenvolvimento humano, por exemplo. De qualquer modo, há espaço para aperfeiçoamentos. No Relatório de Desenvolvimento Humano 2010, a ser publicado em outubro, o IDH será incrementado para “levar em conta a disponibilidade de novas informações e responder a alguns de seus críticos”, escreve o pesquisador. E será apresentado ao lado de uma nova tabela de indicadores de desenvolvimento humano.

O índice foi criado em 1990, por economistas liderados pelo paquistanês Mahbub ul Haq e pelo indiano Amartya Sen, como forma de se contrapor ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita. O conceito por trás dessa contraposição é que o desenvolvimento não se restringe a renda — por isso, além desse aspecto o IDH abrange também educação e longevidade. “O IDH era moderno e inovador. Ainda que não tenha sido o primeiro uso de índices agregados para mensurar as condições de uma nação (...), foi a primeira tentativa abrangente de avaliar e ranquear cerca de 100 países, com atualização periódica e o apoio de uma organização internacional”, destaca o pesquisador do PNUD.

Rodriguez ressalva que atualmente, “na era do Twitter e da Wikipedia”, ninguém precisa de uma organização internacional para encontrar indicadores sobre seu país. Além disso, nesses 20 anos houve uma proliferação de índices, cobrindo um grande número de fenômenos. Nesse cenário, a utilidade do IDH repousa principalmente na possibilidade que abre para comparar países, argumenta o autor. E exemplifica: “A Costa Rica tem menos da metade da renda per capita da Arábia Saudita, mas no IDH está seis posições à frente. E a Tunísia tem aproximadamente um terço da taxa de crescimento da China, mas em termos de IDH os dois países têm melhorado na mesma magnitude.”

É essa capacidade de comparar, argumenta Rodriguez, que permite ao IDH ajudar a responder perguntas básicas como “quais são os países mais desenvolvidos do mundo?”, “meu país está se desenvolvendo?”, “como ele se sai em comparação com os outros?”.

NEGRO É RETRATADO EM EXPOSIÇÃO

Retirado do site Norte.net.

19/06/2010
Michelle Tondineli
Repórter

Domingo será o último dia da exposição do artista plástico Telêmaco Uga. O vendedor de Cafezinho retrata o dia-a-dia dos negros baianos e a única coisa comum a todos, o cafezinho. De acordo com Telêmaco, estudar jornalismo e estar trabalhando há 10 anos com arte é apenas o começo da transmissão de sentimentos.

- Trabalho com cinegrafia e fazia isso em Salvador. Eu fiz uma exposição em São Romão e o pessoal do centro cultural viu e gostou. Daí surgiu a oportunidade para expor aqui. Esta exposição retrata o vendedor de cafezinho. Em busca de inclusão social, ele vendia com uma caixinha. Isso era costume na Bahia. Eu fiz um quadro e o meu professor de artes na Bahia sugeriu que eu fizesse uma série - diz.

Telêmaco destaca a rotina do rapaz do cafezinho.

- Ele faz uma troca com as pessoas, a do acarajé, troca o cigarro, jogando bola, e tem o concurso do carrinho mais bonito, da diferença de um com o outro. É um pessoal humilde, do subúrbio, pobre, é um folclore. Independente da classe social, todos tomam um cafezinho, é o que fica presente na vida - afirma.

O artista diz que gosta de explorar várias cores. No processo de criação, primeiro ele faz a imagem no papel para depois colocá-la no quadro.

- Esta exposição tem 13 quadros, entre eles xilogravura, papel artesanal de folha de banana, tecido de jeans e quadros - diz.

O vendedor de cafezinho, segundo Telêmaco Uga, é especial porque sempre promove a amizade e um bom relacionamento com as pessoas.

- Acredito que o meu trabalho está enriquecendo a cidade, porque quero que as pessoas reflitam sobre o dia-a-dia. As pessoas falam muito, mas não agem nada. Trabalho com artesanato, cerâmica e papel machê, mas não dá para viver só disso, temos que ter outras funções. Em meus quadros quero passar uma mensagem e não apenas decoração. Os turistas gostam da imagem do negro retratada nos quadros. Um quadro significativo foi dos negros sendo ferrados como se ferra gado, e o barão apenas olhando. O que interessa é fazer uma arte e seguir o nosso caminho de uma maneira diferente - afirma.

No 2º semestre, Telêmaco pretende expor a série que retrata o comportamento humano, com cerca de 20 quadros.

- É uma exposição de pintura moderna. Em cima do comportamento humano, o cidadão se incluiu oficialmente. Se observarmos, nós vivemos na 3ª pessoa, e quimicamente. Deus que faz tudo e o ser humano precisa se enxergar mais. A mulher que ele estupra e engravida joga o feto no esgoto, é bem meu estilo. Uma pintura moderna. É oposto em termo de traços. Eu defino o meu estilo figurativo, me preocupo em colocar a tinta na tela e definir os meus traços no momento. Tem quadro que pinto em duas horas, tem quadro que demoro meses. Depende muito. Sempre fui muito irresponsável, então não tive o costume de catalogar meus trabalhos, mas vendi muito para turistas europeus e para as galerias locais - finaliza.

Outras informações telemacouga@yahoo.com.br ou
(38) 9971-3258
(38) 9971-3258

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL É ALVO DE CRÍTICAS DO MOVIMENTO NEGRO

Retirado do site Diário de Teresópolis.


Teresópolis, 23 de junho de 2010
- Foram retirados do texto diversos pontos da proposta original que tramitava há 6 anos
Marcus Wagner

O Estatuto de Igualdade Racial aprovado no dia 16, desagradou a muitos militantes dos direitos dos negros. A retirada de alguns itens da proposta original, que tramitava há quase 7 anos no Congresso Nacional foi o motivo de inúmeras reclamações. A advogada Rosa Maria de Lima, fundadora do MOCABTE, Movimento de Cultura Afro-Brasileira de Teresópolis, definiu o resultado como uma grande perda: “Para o movimento negro organizado representa um retrocesso demonstrando que os escravocratas que ainda estão no poder tem toda força do mundo. Não consideramos uma derrota, mas não é um avanço. Depois de ver tudo que aconteceu, verifico que, de 1888 até agora, nada praticamente mudou, mas não nos esmorece. Consideramos um retrocesso para poder a luta continuar” declarou.

Segunda Rosa Maria, os pontos básicos e principais são as terras quilombolas, as cotas e as ações afirmativas de um modo em geral. Ela se queixa que quando se fala em cotas para negros que abrangem a questão da educação sempre é negado. Ela afirma que a educação para os negros é um problema: “Eu tomei dinheiro emprestado, eu vendi carro, só não me prostituí para ver meus filhos formados em curso superior. As cotas eram tudo o que queríamos. Os políticos que negaram são de origem de famílias escravocratas. Tuma e Sarney fizeram todo um trabalho para dizer ‘não’, nos negar o que é importante. Na África do Sul, os negros estão se emancipando economicamente através da educação, eles ascendem. Lá e aqui ainda não foram resolvidos os problemas do Apartheid e da escravidão”.

A advogada acredita que se houvesse mais senadores e deputados negros, o texto seria aprovado sem alterações: “Os pobres e os negros precisam ascender. Nossa luta é pela igualdade real. Precisamos trocar presídios por escolas e faculdades”, declarou.

MINISTRO ESTUDA CRIAR REGRA SOBRE COTAS SEM PASSAR PELO CONGRESSO

Retirado do site Rio Grande FM.

22 de junho de 2010
Congresso aprovou estatuto da igualdade racial, mas deixou cotas de fora. Eloi Araujo, da Igualdade Racial, diz que Lula sanciona estatuto em 20 dias.

Foto: Divulgação Legenda: De acordo com Araujo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar o estatuto em 20 dias

O governo federal estuda criar uma regulamentação para o sistema de cotas para negros em universidades sem que o tema passe por discussão no Congresso, segundo o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo.
De acordo com o ministro, o recém-aprovado Estatuto da Igualdade Racial possibilita que a regulamentação ocorra sem que uma lei sobre o tema seja discutida e aprovada pelos congressistas.

Na última quarta-feira (16), o Senado aprovou o estatuto, mas deixou de lado as cotas raciais, tema que gera divergência no próprio Congresso e na sociedade civil.


Na avaliação do ministro, o texto do estatuto prevê que sejam criadas ações afirmativas. Para ele, as cotas estão entre essas ações.

"Tem um projeto de lei que tramita no Senado, que trata da política de cotas especificamente. Agora nossa opinião é que, porque esse estatuto diz no capítulo da educação que o Poder Executivo deverá adotar ações afirmativas, isso dá ao Poder Executivo a condição de regulamentar essa política. Ações afirmativas para efeito desse estatuto consideram-se ações e medidas especiais adotadas pelo Estado e pela iniciativa privada para correção das desigualdades. Ação afirmativa é um instituto 'guarda-chuva'. Cotas é espécie, ação afirmativa é gênero. As cotas estão dentro das ações afirmativas."
Questionado se o tema não teria que passar por discussão no Congresso, o ministro afirmou: "Não precisa passar pelo Congresso porque o texto da lei assim nos dirige, diz que é possível fazer. Esse estatuto (da Igualdade Racial) é apenas extraordinário."

De acordo com Araujo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar o estatuto em 20 dias. "(A partir da sanção) estaremos dialogando com a subsecretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República para estabelecermos como regulamentar os dispositivos dessa natureza. Nosso juízo é que é possível agora estabelecer a implementação das cotas porque existe uma lei que diz que podemos fazê-lo e diz que o governo deve adotar ações afirmativas na educação."

A reportagem interrogou se a regulamentação poderia ocorrer por meio de um decreto, mas o ministro disse que é preciso aguardar a sanção para começar essa discussão.

FESTIVAL DA MULHER AFRO LATINO AMERICANA E CARIBENHA

Retirado do blog GRIÔ produções.





Foto de Alexandra Martins



A Griô Produções, em parceria com o Fórum de Mulheres Negras do DF e com a Universidade de Brasília, realizam mais uma edição do Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, Latinidades, de 22 a 25 de julho no Museu da República.

O festival é oportunidade para consolidar uma data muito importante para as mulheres negras: o Dia Internacional da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, criado em 1992.
O tema do festival em 2010 é o Censo, sob o slogan: “Não deixe sua cor passar em branco” e em cada mesa do seminário será discutida a importância da auto-declaraçã o para a formulação de políticas públicas voltadas para as mulheres negras.

O evento é uma ação afirmativa por empoderamento e melhores condições para as mulheres negras da América Latina e Caribe e, portanto, agrega embaixadas, produtoras, meios de comunciação, movimento s sociais, instituições diversas, partidos políticos, Universidade de Brasília, Entidades Governamentais, Rede Afrolatina, entre outras parceiras. Em três dias latinidades apresenta seminários, apresentações culturais e uma feira afro.

Entre as artistas cotadas para a edição 2010 estão Thalma de Freitas, Paula Lima, Nós Negras, Martinha do Coco e Ellen Oléria, além de grande roda de capoeira, discotecagem e apresentação de basquete de rua, proporcionada pela CUFA-DF.

Em breve será divulgada programaçã o e lista de parcerias detalhadas!

Acompanhe as novidades no WWW.grioproducoes. blogspot. com

Programação Geral
22 de julho – Cerimônia de Abertura. Tema: Censo 2010 “Não deixe sua cor passar em branco”.
23 de julho – Seminário Mulheres na Política e Saúde da População Negra
24 de julho – Seminário Mulheres na Educação e Mulheres na Cultura
25 de julho – Apresentações culturais e feira afro

Assista aos vídoes produzidos pela Griô Produções com mulheres engras durante a II Conapir:

EDNA ROLAND
http://www.youtube.com/watch?v=HRWPGMtnINM&feature=player_embedded
VERA FIRPIANO
http://www.youtube.com/watch?v=Vj3IOcGAdzA&feature=player_embedded
SUELI CHAN
http://www.youtube.com/watch?v=eV8FHYY6Vv4&feature=player_embedded
LADY RAP
http://www.youtube.com/watch?v=8DNVtDVYZ-U&feature=player_embedded


Jaqueline Fernandes
61-8571 4531
61-8571 4531
Griô Produções
valores que agregam produção

domingo, 20 de junho de 2010

ESPÍRITO DE CONCILIAÇÃO

Retirado do site do Jornal Zero Hora.

20 de junho de 2010

N° 16372
EDITORIAIS

Depois de quase sete anos de tramitação e várias modificações, avançou no Congresso o Estatuto da Igualdade Racial, que foi aprovado pelo Senado na semana passada e agora aguarda sanção do presidente da República. O texto não contempla pontos considerados importantes por seus defensores, como a criação de cotas para negros na educação, nos partidos políticos e no serviço público. Mas acata outras sugestões importantes propostas pelo autor do projeto, o senador gaúcho Paulo Paim, como o reconhecimento do livre exercício de cultos religiosos e a obrigatoriedade do estudo, em escolas dos ensinos Fundamental e Médio, de história geral da África e da população negra no Brasil. O mais importante, porém, é que a nova legislação abre caminho para a instituição oficial de políticas de ação afirmativa e de valorização dos negros brasileiros.

Ainda que o tema provoque naturais controvérsias, inclusive de ordem semântica em relação à terminologia utilizada no texto, o fundamental para o país é que esta questão continue sendo debatida à luz da conciliação. Não podemos esquecer o passado, nem ignorar as gritantes diferenças sociais existentes na miscigenada sociedade brasileira. Mas também não será estimulando divisões que poderemos corrigir erros históricos. Vale lembrar, neste momento em que se disputa uma Copa do Mundo na África do Sul, o grande ensinamento do herói nacional daquele país, Nelson Mandela, que sabiamente transformou o ódio gerado por anos de segregação racial numa política de conciliação e tolerância, que garante paz social às atuais gerações.

O Brasil já avançou bastante no respeito à diversidade de sua população, com leis e iniciativas que hoje asseguram direitos a grupos historicamente discriminados – como, por exemplo, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. Mas o problema da discriminação étnica ainda não está satisfatoriamente resolvido, até mesmo porque é muito difícil promover qualquer debate sobre o tema sem que se evoque o período da escravidão, em que os negros foram inquestionavelmente as maiores vítimas. É inegável que aqueles tristes tempos deixaram sequelas sociais e culturais que ainda hoje dificultam a vida dos descendentes dos escravos, além de manter latente a discriminação. O debate nacional e o exame de leis como o estatuto recentemente aprovado devem ter como principal objetivo a correção dessas deformações.

A busca da igualdade e o combate a qualquer forma de preconceito e discriminação têm que ser objetivos permanentes dos nossos legisladores, pois esta é a vontade inequívoca da população. Tanto que a própria Constituição do país afirma de maneira insofismável que todos os brasileiros são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Então, cada passo que o país der no sentido da plena igualdade de direitos tem que ser celebrado como uma vitória do espírito de conciliação que une numa mesma identidade brasileiros de todas as origens.

A busca da igualdade e o combate a qualquer forma de preconceito e discriminação têm que ser objetivos permanentes dos nossos legisladores, pois esta é a vontade inequívoca da população.

EXCESSO DE INFORMAÇÃO PROVOCADO PELO AVANÇO DA TECNOLOGIA ALTERA CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO

Retirado do site do jornal O Globo.
Perda do foco

Publicada em 14/06/2010
O Globo com The New York Times

O uso constante da tecnologia muda o comportamento do cérebro e faz informações importantes serem descartadas / Foto: reproduçãoSÃO FRANCISCO - Quando um dos mais importantes e-mails da vida de Kord Campbell chegou à sua caixa de mensagens, simplesmente passou despercebido, Não por um ou dois dias, mas por 12 dias. Ele finalmente viu o recado que uma grande companhia estava interessada em comprar um programa que ele havia desenvolvido.
- Meu Deus, como é difícil me perdoar por não ter visto antes um e-mail como este - disse ele em entrevista ao " New York Times ".
O e-mail não foi visto apesar de Campbell estar sempre ligado em duas telas de computador, dormir ao lado de seu iPhone, receber mensagens o tempo inteiro, SMS, participar de chats e ser bombardeado o tempo todo por informações variadas.
Depois de se desculpar pela falha e receber seu US$ 1,3 milhão pelo projeto, Campbell continua sofrendo com o excesso de informações que ele e a maioria das pessoas que vivem o dia a dia contemporâneo recebem. Mesmo depois de desligar as máquinas, ele se esquece de combinados para o jantar e tem dificuldades em focar na sua família. Sua mulher, Brenda, reclama:
- Parece que ele não consegue viver momento algum plenamente.
" A superestimulação provoca excitação - e gera a produção de dopamina - que os pesquisadores dizem que pode ser viciante. Na sua ausência, as pessoas sentem-se entediadas "
Segundo cientistas, o que acontece com Campbell ocorre com quase todos nós que vivemos os tempos modernos, checando e-mails o tempo todo, recebendo ligações e torpedos de celulares, e sendo abastecido de novidades das mais diferentes fontes. Essa sobrecarga de informações pode mudar a maneira como as pessoas pensam e se comportam, dizem os cientistas. Eles argumentam que nossa habilidade para focar está sendo minada pelo excesso de informações.
O que acaba acontecendo é que as pessoas têm o impulso primitivo de responder às oportunidades imediatas e às ameaças. A superestimulação provoca excitação - e gera a produção de dopamina - que os pesquisadores dizem que pode ser viciante. Na sua ausência, as pessoas sentem-se entediadas.

As distrações por conta disso podem levar a consequências graves, desde acidentes de trânsito provocados por motoristas nos celulares como dificuldades de concentração e perda de criatividade, prejudicando o trabalho e a vida familiar.

O ESTATUTO DA DEMOCRACIA RACIAL

Recebido por email
Por Douglas Belchior

Mais uma vez, os senhores determinaram a regra, a lei e os limites da existência e da sobrevivência dos negros no Brasil. O dia 16 de junho de 2010 entra para a história, cinco séculos após a chegada dos primeiros africanos escravizados nestas terras e 122 anos após o fim da escravidão. Encerra-se mais um triste capítulo da luta entre senhores brancos racistas versus escravizados negros e pobres. Desta vez, nas salas acarpetadas do Senado Federal, em Brasília.

Em tramitação desde 2003, o chamado Estatuto da Igualdade Racial, apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT), animou a esperança de o Estado Brasileiro finalmente iniciar um processo de reparação aos descendentes da escravidão no Brasil. No entanto, nesses difíceis anos de debate e enfrentamento aos que resistiam à sua aprovação, a proposta original sofreu muitas alterações que esvaziaram a possibilidade de eficácia e o sentido reparatório.

Ainda em 2009, alterações feitas na Câmara Federal rebaixaram o Estatuto para uma condição “autorizativa” , além de não garantir recursos para sua execução. Com isso, os gestores públicos já não seriam obrigados a colocá-lo em prática.

O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado neste dia 16 de junho foi ainda mais fundo no poço da hipócrita democracia racial brasileira. Fruto de um acordo espúrio entre o senador Paulo Paim (PT), o senador Demóstenes Torres (DEM), relator do projeto e presidente da CCJ no Senado, e o Ministro da Seppir, Elói Ferreira (representante dos interesses do ex-titular da pasta Edson Santos), significou alta traição à luta do povo negro no Brasil.

DERROTADOS, NÃO CAPITULADOS!

Recebido por email.

DERROTADOS, NÃO CAPITULAMOS!

Irmãs e irmâos

Estão de parabéns essas 117 entidades, e certamente as milhares, senão milhõs que as acompanharam, de todas as regiões do pais, não ficando em cima do muro, mas manifestando sem intermediários e diretamente as suas aspirações e demandas, por um estatuto construido segundo as aspirações e demandas da população e do MN.

As entidades e pessoas que compreederam que a manobra do governo, atravéz da Seppir, dos deputados e senadores governistas, e da oposição de direita, bem como de duas dezenas de entidades apadrinhadas pela Seppir, como uma proposta imediatista e eleitoreira, despreocupada com o que pensa o Movimento Social, negras e negros.

Também aqueles e aquelas que entenderam que a supressão das cotas, da garantia de titulação das terras quilombolas, e a omissão ao choro das mães, irmãs, pais, irmãos e amigos das nossas vitimas fatais devido a açôes do estado racista e policial, que não investe em politicas de moradia, saude, educação integral, transporte, lazer, esporte para a população pobre, pois isto custa dinheiro, e não dá voto, mas que coloca a policia na rua paraeliminar a juventude negra.

Finalmente, uma homenagem aqueles milhares que entenderam que a aprovação do estatuto da Seppir, do Paim e do Demóstenes torres, é uma camisa de força as  futuras pretenções e lutas para negras e negros. Estejam certos, fomos derrotados em um capitulo da historia, em uma batalha, não capitulamos. Continuamos na luta.

Contra a ADIN no STF que ataca os quilombolas e põe em risco suas conquistas.
Contra o Genocidio da juventude negra! Pelo Projeto Politico do Povo Negro Para o Brasil,
Por Reparação Historicas e Humanitárias
Por uma Organização Politica negra Autonoma e independente de Partidos e governos.
POR UM CONNEB de LUTADORES LEGITIMOS
Reginaldo Bispo-Coordenaçã o Nacional de Organização do MNU
Abaixo o texto e asassinaturas dos lutadores do povo negro, enviada ao Senado.

Ao
Senado da Republica do Brasil, aos Senadores Brasileiros e ao Povo Brasileiro
A propósito, da possibilidade de entrada em pauta e da votação do Estatuto da Igualdade Racial no Senado Federal, as entidades do Movimento Negro vêem conclamar os senhores Senadores a retirarem de pauta o referido projeto.
A compreensão de grande parte do Movimento Negro brasileiro é que a atual versão, proposta pelo senador Demóstenes Torres, vai contra tudo o que estava como premissa básica no cerne original da proposta. Ao não reconhecer o racismo como advindo de um processo de escravização e violação da liberdade de vários povos africanos; ao não reconhecer a dívida histórica do país com sua população negra; ao não permitir sequer que medidas compensatórias e/ou afirmativas sejam colocadas como vitais para reparar todas as desigualdades oriundas do racismo brasileiro; compreendemos que o Estatuto cumpriu seu papel de suscitar o debate mas, ao mesmo tempo, esgota-se e torna-se inútil à medida em que o que se quer votar não corresponde em nada à proposta original.
Assim, nós entidades nacionais do Movimento Negro e Movimento Social Brasileiro, reivindicamos aos Senhores Senadores a retirada em definitivo do referido projeto de pauta, de modo que os movimentos e a população negra possam retomar e recuperar as propostas originais do projeto, em uma outra legislatura.
Assinam

REVISTA INFORMÁTICA + SOLUÇÕES JULHO 2010

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Revista Exame Informática + Soluções   Julho de 2010
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Os melhores sites e as principais aplicações da Internet para uso pessoal e profissional; Dicas e soluções ligadas à tecnologia que podem ser utilizadas em casa ou no trabalho; Comentários sobre os últimos jogos.
Compatível consigo.
Estilo: Revista
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Edição: Julho de 2010
Tamanho: 42.4 Mb
Formato: Zip | Pdf
Idioma: Português
Revista Exame Informática + Soluções   Julho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Julho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Julho de 2010 Revista Exame Informática + Soluções   Julho de 2010

COMEÇA EM CABO VERDE O RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO

Retirado do site África 21.

17/06/2010
Estatísticas
Com custo estimado em 3,5 milhões de euros, o Censo 2010, considerado como a maior operação estatística jamais realizada em Cabo Verde, vai decorrer até 30 deste mês.
Da Redação, com agência

Praia - O IV Recenseamento Geral da População e Habitação (Censo 2010) de Cabo Verde começou quarta-feira (17), com o objectivo de recolher dados sobre toda a população cabo-verdiana e estrangeira residente no arquipélago, com apoio tecnológico do Brasil.

Com custo estimado em 3,5 milhões de euros, o Censo 2010, considerado como a maior operação estatística jamais realizada em Cabo Verde, vai decorrer até 30 deste mês, envolvendo cerca de 1 500 pessoas, entre inquiridores, recenseadores e outras estruturas.
Com esta operação, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) pretende recolher informação em todas as casas do país, de modo a poder trazer ao conhecimento da sociedade cabo-verdiana, dos órgãos públicos e privados o retrato fiel da realidade de Cabo Verde nos dias de hoje.

Este ano, o INE introduz, pela primeira vez, questões sobre as religiões e sobre a população estrangeira residente em Cabo Verde e os cabo-verdianos que emigraram nos últimos cinco anos.

Outras inovações do Censo 2010 são a inclusão do edifício como unidade de observação e a substituição dos questionários em formato analógico (papel) por questionários eletrónicos.

Para isso, será utilizado o PDA (Personal Digital Assistant) em todas as operações de recolha o que, segundo o presidente do INE, António Duarte, é um "avanço extraordinário", uma vez que coloca Cabo Verde à frente de vários países que ainda utilizam os cartórios e os correios para a contagem da sua população.

A recolha (de dados) é feita a nível das famílias, disse, precisando que os questionários já se encontram dentro do PDA, pelo que o inquiridor chega ao local, liga o GPS (Global Positioning System) e entra pela coordenada geográfica que lhe garante que está no sítio certo.
"Confirmada a localização, começa pelo questionário do edifício, em seguida, inquire sobre o alojamento, o agregado familiar e, finalmente, preenche o questionário individual de cada um dos membros do agregado", explicou.
A disponibilização dos PDA está enquadrada num acordo de cooperação assinado no ano passado entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o INE cabo-verdiano, que apoia também a formação dos agentes recenseadores, ministrada por técnicos brasileiros.
O Censo 2010, uma operação que está a ser preparada há dois anos, conta com o apoio do IBGE, das Nações Unidas, da Cooperação Espanhola e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), entre outras instituições.

UNIVERSIDADE AMERICANA OFERECE BOLSAS DE MESTRADO EM JORNALISMO PARA PROGRAMADORES

Retirado do site do Jornalismo nas Américas.

A faculdade de jornalismo Medill, na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, está anunciando bolsas de mestrado específicas para programadores interessados em trabalhar com jornalismo. As bolsas são oferecidas em parceria com a Fundação Knight, para o curso com duração de um ano.

“Há uma grande demanda neste momento por profissionais que entendam de programação e jornalismo – tanto nos meios de comunicação profissionais como nos novos veículos”, diz o anúncio. “As redações querem jornalistas que possam ajudar a encontrar a melhor forma de apresentar matérias baseadas em dados e em plataformas digitais.” Leia mais informações sobre o curso aqui.
A faculdade cita dois exemplos de sites criados por programadores com formação jornalística: o Everyblock, que traz informações específicas sobre bairros de diversas cidades dos EUA, e o Politifact, que faz um interessante trabalho de verificação dos dados mencionados pelos políticos em suas declarações, num termômetro que marca "verdadeiro" ou "falso".
A Universidade de Columbia, em Nova York, anunciou recentemente que planeja criar um mestrado multidisciplinar em jornalismo e ciências da computação.

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL É UMA AMEAÇA À SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

Retirado do blog do CEN.
Posted In: Temática Negra . By Y.Valentim
Por Jurema Werneck

O dia 17 de junho de 2010 amanheceu agitado, com vários pedidos de entrevista e de trocas de informações.Telefone tocando, caixa postal cheia de comentários e indagações. Descontentamento de todos os lados. Afinal, o Estatuto aprovado pelo Senado Federal, capitaneado por uma estranha aliança entre o Partido dos Trabalhadores e o Democratas às vésperas de processo eleitoral nacional é bom para quê?

Para quem?

Decididamente não é bom para gente que, como eu, como tantas e tantos, lutamos, cotidianamente, para garantir que o desejo da sociedade brasileira por justiça se mantenha vivo e sem entraves (por que eles não nos ouviram?).

Também não é bom para aquelas e aqueles que precisam agora viver e fazer acontecer a certeza que o racismo está mais fraco, que o Brasil pode ser o que um dia desejou ser: uma democracia sem racismo ( por que eles não nos seguiram?).

Tampouco será bom para aquelas e aqueles que, como nós, entendemos representação como compromisso. Trabalho legislativo como escuta - diálogo - com a sociedade (onde foi que estes princípios se perderam?).

DEMÓSTENES DIZ QUE REGULAMENTAÇÃO DE COTAS PELO EXECUTIVO É "GOLPE"

Retirado do site do G1.
18/06/2010
Senador do DEM comentou declaração de ministro da Igualdade Racial.
Para ministro, será possível instituir cota sem precisar passar pelo Congresso.
Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo

Primeiro não acredito que o presidente vá seguir essa orientação (de instituir cotas sem passar pelo Congresso). E se seguir, o Senado pode suspender. É o que se chama de falsa polêmica. O ministro se viu derrotado em uma posição e tenta dar um golpe"Demóstenes Torres, senador do DEM de Goiás, que relatou o texto do Estatuto da Igualdade Racial aprovado no SenadoO senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse nesta sexta-feira (18) que, caso o governo regulamente as cotas sem que o tema passe por nova discussão no Congresso, será um "golpe".

A afirmação de Demóstenes é em resposta a uma entrevista que o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, concedeu ao G1. Para o ministro, o recém-aprovado Estatuto da Igualdade Racial, se sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permite regulamentar o sistema de cotas.

"Isso é o que se chama de tentativa de fazer com que o Congresso brasileiro seja fechado ainda que esteja aberto. Se o presidente editar um decreto, o Senado pode sustar o decreto do presidente. Essa matéria tão polêmica deve ser regulamentada evidentemente através de uma lei", disse Demóstenes, que relatou o texto final do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado na última quarta (17).

COMO COMPLEMENTAR NOTÍCIAS COM MAPAS INTERATIVOS E COMENTÁRIOS LOCALIZADOS

Retirado do site Jornalismo nas Américas.

Blog de Notícias

A tecnologia e as redes sociais abriram novas possibilidades para os jornalistas, não só para produzir matérias com gráficos sofisticados e mapas interativos como o Google Maps, mas também para localizar geograficamente a origem de mensagens e comentários através do novo serviço de geolocalização do Twitter.


O jornal argentino La Nación destacou em seu blog Conectados as várias utilidades do serviço de busca Google para localizar lugares específicos em mapas nas matérias - como os hospitais mais próximos em campanhas de vacinação, centros eleitorais, ou dados sobre acidentes em ruas e estradas para se evitar engarrafamentos.

O jornal espanhol Qué.es afirma que o novo serviço de localização do Twitter permitirá aos usuários criar "tags" (etiquetas) indicando lugares em suas mensagens, como os estádios da Copa do Mundo na África do Sul, e também criar listas de comentários provenientes de locais específicos através do Twitter Place.

Em seu blog oficial, o serviço de microblogs informou que a nova ferramenta estará disponível em 65 países. "Ao acompanhar a Copa do Mundo, queríamos saber se a pessoa estava atualizando seu status na África do Sul ou na frente da TV. Por isso lançamos o 'Twitter Place', um aplicativo que nos ajudará a localizar os usuários", disse Othman Laraki, encarregado do projeto, ao International Business Times.

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ESTATUTO A IGUALDADE RACIAL GARANTE POLÍTICAS DE SAÚDE, DIZ MINISTRO

Retirado do site Correio Brasiliense.

Agência Brasil
Publicação: 18/06/2010

Brasília - As políticas de saúde para a população negra estão garantidas no Estatuto da Igualdade Racial, afirmou hoje (18) o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira, logo depois de participar do programa Bom Dia Ministro, da Rádio Nacional. Segundo ele, há no estatuto um artigo que trata do assunto.

“São cinco incisos [no Artigo 8º do estatuto] que dão conta da promoção da saúde da população negra, da redução das desigualdades étnicas, da discriminação nas instituições do Sistema Único de Saúde”, explicou.

O movimento negro havia criticado o texto final aprovado pelo Senado na última quarta-feira (16) por não conter políticas específicas para a população negra.
Admitiu, contudo, “que o texto assegura de forma meridiana os benefícios para a saúde da população negra".

Outro ponto criticado pelo movimento negro foi a retirada da política de cotas em universidades. O ministro rebateu afirmando que essa ação também está garantida no estatuto. “O estatuto garante o acesso de negros e negras às universidades com uma política que poderá ser de cotas, de pontuação, em razão do salário ou da renda familiar, em razão do lugar de residência. Isso porque cota é uma espécie e do gênero ação afirmativa, ou seja, cota está embaixo do guarda-chuva ação afirmativa e esse comando está na lei”, observou.

A expectativa do ministro é de que até a primeira quinzena de julho o texto seja sancionado pelo presidente da República.

ALUNOS CONTEMPLADOS POR COTAS TÊM DESEMPENHO SEMELHANTES AOS DEMAIS

Retirado do site EBand.
Da Redação

A diferença do desempenho, na universidade, entre alunos de cotas raciais e alunos não beneficiados pelo programa é pequena. É o que aponta a primeira parte de uma pesquisa da Universidade de Brasília.

Ao todo, três mil alunos da instituição, foram entrevistados entre 2002 e 2005. A diferença entre cotistas e não cotistas chega a ser menor do que a verificada entre homens e mulheres, conforme informou a BandNews Brasília.

O estudo revelou ainda que o programa é uma política eficiente de acesso de alunos negros à universidade. A pesquisa pretende acompanhar os alunos até o mercado de trabalho como a segunda parte da análise.

Redação: João Vitor Mazini

sábado, 19 de junho de 2010

LANÇAMENTO DA COMISSÃO DE GÊNERO, ETNIA E DIVERSIDADE SEXUAL NO RJ

Retirado do site PROAFRO.

NOTICIAS
A Comissão de Gênero, Etnia e Diversidade Sexual do Conselho Regional de Serviço Social - 7ª região orientada por uma visão interseccional busca articular seus eixos temáticos entendendo que racismo, machismo e sexismo são obstáculos à efetivação de direitos e à consolidação de projetos de vida emancipatórios.

Tais questões refletem-se no cotidiano do fazer profissional, e tornam imprescindível a promoção de diálogos envolvendo as/os assistentes sociais, as demais categorias profissionais, os movimentos sociais, as universidades e as diferentes esferas de governo, no sentido de fortalecer a luta pelo "reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais", conforme preconiza o Código de Ética Profissional das/dos Assistentes Sociais.

Assim, temos o prazer de convidá-l@ para a Conferência de Lançamento da GEDS - Comissão de Gênero, Etnia e Diversidade Sexual:


ESTUDO APONTA QUE 64% DOS REFUGIADOS NO BRASIL SÃO AFRICANOS

Retirado do site África 21.

16/06/2010
Conare/estudo

Os angolanos lideram o ranking de refugiados no país, com 39% do total.
Da Redação, com agência

Brasília - Um levantamento divulgado pelo Conselho Nacional para Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça, aponta que o Brasil tem 4,3 mil refugiados - sendo 64% vindos do continente africano.

Os angolanos lideram o ranking de refugiados no país, com 39% do total. Na segunda posição aparece a Colômbia, com 13,7%. Já os iraquianos representam 4,63%.

O número de refugiados em todo o mundo chega a 15,2 milhões, segundo dados das Nações Unidas (ONU).

O levantamento indica que os refugiados estão procurando cada vez mais os países em desenvolvimento como destino, o que, segundo os pesquisadores, "contrasta com a percepção comum de que estas pessoas estariam inundando nações industrializadas".
Segundo dados da ONU relativos a 2009 e citados no documento, cerca de 43,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar por causa de conflitos e perseguições em todo o mundo, informa a BBC Brasil.

"POUCO OUSADO, LULA NÃO FOI ATÉ O FIM CONTRA O RACISMO", DIZ ABDIAS

Retirado do site da jornal Folha de SP.

14/06/2010
PLÍNIO FRAGA
DO RIO

No dia 8 de outubro, uma comissão escolhida pelo Parlamento norueguês apontará qual dos 237 indicados receberá o Prêmio Nobel da paz deste ano. Entre eles, o militante do movimento negro Abdias Nascimento, 96. A indicação ao Nobel é o mais novo item no currículo deste pintor, dramaturgo, escritor, poeta e fundador do Teatro Experimental do Negro em 1944.

Ex-senador pelo PDT (suplente, assumiu duas vezes a vaga de Darcy Ribeiro), Abdias não crê que será o escolhido: "Não acredito em vitória porque depende de uma mobilização muito grande de pessoas importantes para sensibilizar aquele povo de Oslo. E eu não tenho isso".

Recém-recuperado de problemas de saúde, ele mantém o bom humor e o apetite: "Como feijoada, mocotó, picanha. Muita pimenta. No almoço e no jantar."

Adbias recebeu a Folha na sede do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, fundado por ele.

Folha - O Supremo Tribunal Federal decide sobre a constitucionalidade das cotas raciais. O sr. é a favor das cotas?
Abdias Nascimento - Claro. Já que houve restrições é importante que haja também leis que assegurem valores como ingressar na universidade. Em 1946, na Constituinte, eu já falava dessas coisas, de como criar uma forma de ajudar, auxiliar os descendentes de africanos no Brasil.
É preciso dar apoio material objetivo aos afrodescendentes... A abolição não aboliu as restrições econômicas. Aboliu e daí? O que aconteceu? Não aconteceu nada que favorecesse realmente o descendente africano.
Os críticos defendem cotas sociais ou de renda, que beneficiem não só os negros, mas todos os mais pobres.


Os outros não tiveram esse tipo de entrave. Por que é preciso especificamente esse tipo de reparação?
A injustiça em cima dos africanos e descendentes continuou mesmo depois da abolição.
A sociedade brasileira nasceu sob o signo do racismo e continua racista até agora.

Então o Estado deve intervir?
São necessárias leis de apoio bem claras. Não foi na lei que se inscreveu que o negro era escravo? Estava lá escrito. Havia políticos defendendo isso no Parlamento.
Não há nada de mais que sejam escritas nas leis do país uma série de garantias para que os negros possam cursar a faculdade, que o negro possa entrar nesta ou naquela carreira, no serviço público. Dos mais de dez ministros do STF só há um negro. Tinha de ter o mesmo número de negros e brancos. Isto é o que seria a Justiça no país.

Há quem diga que o Brasil é miscigenado, e por isso não faria sentido enxergar divisão racial aqui.
Isto é a cretinice brasileira, a falta de caráter, a sem-vergonhice brasileira. Isso vem de longe. Este discurso é para ajudar o Brasil a continuar racista. A continuar a ter a cobertura moral para o racismo. Eles querem até isto.

O sr. acha que o tema racial deveria ser levado à pauta nas eleições? Por quem?
Quem poderia fazer isso, mas não gosta das coisas não convencionais, é a Marina [Silva (PV)]. Mas ela não vai nada além das coisas que são aceitáveis. Estive com ela no Senado e vi que tem caráter para levantar a discussão. Mas falta alguma coisa.

Ela é melhor candidata na sua opinião?
Sem dúvida nenhuma. Tem qualidades e preparo. É de classe humilde, apesar de ter aprendido a ler muito depois de adulta, tem qualidade. Uma das primeiras solidariedades que tive no Senado foi a dela. Todo mundo sabe das minhas posições em defesa da minha raça. E ela não teve medo em vir me abraçar e se colocar à disposição para a ajuda que ela pudesse dar. Não recebi dos outros nenhum apoio.

Como analisa os dois mandatos do governo Lula?
Teve atos que favoreceram os mais humildes, mas foi uma coisa medrosa, não enfrentando os tabus brasileiros. O Lula, sendo humilde, não se negou a dar as mãos às classes humildes, desprestigiadas. Mas foi pouco ousado no geral. Não chegou ao fim das consequências. Nomeou o [Gilberto] Gil ministro, mas tinha de colocar um lutador, um defensor da causa negra. Não teve coragem de colocar um negro aguerrido na linha de frente.

Obama é criticado por muitos por não fazer um discurso constante de reafirmação de sua cor. Concorda com esse tipo de crítica?
Não. Isso é coisa secundária. A função dele é delicada e ele tem que falar para os dois lados que votaram nele. Tem de falar para toda a nação, composta de gente de várias raças, várias misturas. Está certo. Não precisa estar a todo instante reafirmando sua origem. Está na cara.
Ele falou que o Lula é o cara, mas ele também é o cara. Não precisa ficar lembrando a todo momento que tem estas e estas origens.

BRASIL E ZIMBABWE ASSINAM PROTOCOLO DE ACORDO SOBRE TURISMO

Retirado do site África 21.

16/06/2010
Cooperação


O Brasil apoia a candidatura do Zimbabwe para acolher em 2013 a Assembleia Geral da Organização Mundial do Turismo.
Da Redação, com agência

Harare - O Zimbabwe e o Brasil assinaram um protocolo de acordo de cooperação no setor do turismo, pelo qual eles se comprometem a encorajar os seus operadores econômicos a abrir gabinetes de turismo nas capitais dos dois países.

O ministro zimbabweano do Turismo, Walter Mzembi, afirmou que os dois países iriam entreajudar-se em matéria de turismo, sublinhando que o Brasil apoia a candidatura do seu país para acolher em 2013 a Assembleia Geral da Organização Mundial do Turismo.
Um dos pilares da economia zimbabweana, o turismo sofre há alguns anos de uma crise ligada à instabilidade socioeconômica do país. As informações são da Panapress.

AGRONEGÓCIO "FERVE" AO LARGO DA DIGNIDADE DO TRABALHADOR

Retirado do site Réporter Brasil.

14/06/2010

Região de Barreiras (BA) e Luís Eduardo Magalhães (BA) apresenta forte crescimento na produção da soja, algodão e outras culturas; casos de trabalho escravo e desrespeito a outros direitos trabalhistas são recorrentes
Por Antonio Biondi, do Centro de Monitoramento de Agrocombustiveis
Barreiras (BA) - Urubus espreitam pessoas que se revezam à procura de material reciclável no lixão. Infelizmente, a cena não seria tão incomum em qualquer grande centro urbano brasileiro. Mas o que motiva homens e mulheres a trabalhar neste ambiente numa cidade em "ebulição econômica" como Barreiras, no Oeste da Bahia?


Enquanto o agronegócio - com destaque para as monoculturas da soja e algodão - comemora índices de forte crescimento, a dignidade dos trabalhadores ainda parece ser um mero "detalhe" na região.


Caminhonetes cabine-dupla e carrões multiplicam-se em núcleos como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Formosa do Rio Preto: as placas dos automóveis das Regiões Sul e Centro-Oeste do país rivalizam com aquelas das localidades baianas. Condomínios de luxo e redes de fast food passam a integrar a paisagem, em quantidade ainda inferior à das empresas internacionais do agronegócio que se instalam na região.


No campo, a outra face da geração de riqueza é bem menos explícita. Os trabalhadores rurais ainda enfrentam desrespeitos os mais diversos ao seus direitos, seja pela falta de carteira de trabalho assinada, pelo uso intensivo de agrotóxicos e tímido dos equipamentos de proteção, seja devido a transporte, alojamento e alimentação inadequados, ou, ainda, pelo não pagamento de horas-extras, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outras obrigações devidas. Cada item uma história, cada desrespeito um episódio, cada problema um componente a mais de um todo que revela a superexploração de trabalhadores em várias situações.

ONG 10 Envolvimento mantém projeto de formação com os trabalhadores do lixão (Foto: AB)

CANTORA CESÁRIA ÉVORA CONVALESCE EM CABO VERDE DE CIRURGIA

Retirado do site África 21.

16/06/2010

Todos os concertos de Cesária Évora que estavam agendados até ao fim deste ano foram cancelados.
Da Redação, com agência

Praia - A cantora cabo-verdiana Cesária Évora chegou terça-feira (15) à ilha de São Vicente, em Cabo Verde, de onde é natural, para continuar a convalescer depois da intervenção cirúrgica de urgência ao coração a que foi submetida a 10 de Maio em Paris (França).

A "Diva dos Pés Descalços", de 68 anos, teve alta do hospital onde foi operada no dia 28 do mês passado, tendo sido depois encaminhada para uma clínica de recuperação em Paris.
Após a alta médica, Cesária Évora decidiu repousar na sua casa na cidade do Mindelo.
A 8 de Maio a cantora subiu ao palco do Coliseu de Lisboa, onde actuou no espetáculo intitulado "Vozes Africanas", que contou também com a participação do angolano Barceló de Carvalho "Bonga".

De regresso a Paris, cidade onde vive habitualmente desde que iniciou a sua carreira internacional, Cesária Évora sentiu-se mal, tendo o cardiologista que a assiste na capital francesa diagnosticado complicações no coração que só podiam ser superados com uma intervenção cirúrgica.

Na sequência desta operação a que foi submetida a mais conhecida cantora cabo- verdiana, todos os concertos de Cesária Évora que estavam agendados até ao fim deste ano foram cancelados.

A digressão que a cantora estava a realizar visava promover o seu último trabalho discográfico - "Nha sentimento". As informações são da Panapress.

APARTHEID DEIXOU ÁFRICA DO SUL FORA DE COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS POR MAIS DE 30 ANOS

Retirado do site África 21.

15/06/2010
História

O banimento atingiu em cheio as carreiras de muitos atletas que nunca puderam defender seu país em copas do Mundo, Olimpíadas ou campeonatos continentais.
Da Redação, com Agência Brasil

Maputo - Por causa da política racista do apartheid, a África do Sul foi impedida de participar das competições internacionais de futebol por mais de 31 anos – entre 1961 e 1992. O banimento atingiu em cheio as carreiras de muitos atletas que nunca puderam defender seu país em copas do Mundo, Olimpíadas ou campeonatos continentais.

Peter Balac, Jomo Sono (o primeiro a ser chamado de Pelé africano), Patrick "Ace" Ntsoelengoe, Nelson "Teenage" Dladla, Jingles Perreira, Joel "Ace" Mnini, Sylvester "City" Kole, Marks "Go man go" Maponyane, Johannes "Ryder" Mofokeng são alguns dos nomes conhecidos praticamente apenas pelos fãs sul-africanos.

Apontado por muitos comentaristas como o meio-campista mais inteligente da história do futebol da África do Sul, Vusi Lamola - apelidado de "Computer", computador, graças à velocidade de raciocínio - lamenta até hoje não ter tido a chance de brilhar em jogos internacionais.

Quando o apartheid foi implantado como política de Estado, em 1948, a África do Sul tinha quatro ligas separadas: uma branca, uma negra, outra mulata e uma indiana. Na seleção nacional só brancos podiam jogar. A regra que impedia contratações interraciais caiu em 1956, mas, na prática, não funcionou.

Em uma nova carga contra o racismo, em 1961 a Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspendeu a África do Sul das competições internacionais. O país passava por um momento político delicado. Um ano antes, 69 negros morreram e 180 ficaram feridos durante um protesto em Sharperville, quando a polícia abriu fogo contra manifestantes. Em seguida, o movimento negro Congresso Nacional Africano (CNA) foi banido.

Graças ao episódio, a CNA intensificou sua ação contra o apartheid, mas deixou de promover apenas ações pacíficas. Em 1962, as Nações Unidas aprovaram uma resolução condenando o apartheid e pedindo aos países-membros que cortassem relações diplomáticas com a África do Sul.

Em 1964, o líder político Nelson Mandela foi condenado à prisão perpétua. Ele ficaria preso por 27 anos, só deixando a cadeia com o fim do apartheid, para ser eleito o primeiro presidente negro do país.

Como nada mudara, a Fifa decidiu então expulsar a África do Sul de seus quadros em 1976. Na mesma época, o país vivia mais uma onda de violência, depois que um protesto de estudantes de Soweto contra a obrigatoriedade de estudar a língua dos brancos – o afrikâner – foi reprimido firmemente pela polícia, o que gerou revolta e mais de 100 mortes em todo o país.

ESTUDO DO IPEA DIZ QUE ESTADO É VITAL PARA QUALIFICAR CENÁRIO DAS TELECOMUNICAÇÕES

Retirado do site Direito a Comunicação.


Pedro Caribé - Observatório do Direito à Comunicação
14.06.2010

Aumentar e qualificar a participação do Estado na condução do setor de telecomunicações são recomendações centrais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para melhorar a qualidade e ampliar o acesso a estes serviços. A conclusão é oriunda de recente estudo intitulado “Desafios e Oportunidades do Setor de Telecomunicações no Brasil”.
O comunicado do Ipea diz que a liberalização dos serviços ocorrida na década de 90 deixou o país num posição intermediária em termos de difusão dos serviços. O cenário soma predomínio do capital estrangeiro, oligopólio nacional, monopólios e disparidades regionais, problemas ambientais e baixo nível de apropriação social das tecnologias.
Para reverter tal situação, o estudo aponta diversas recomendações relacionadas a políticas públicas. Entre as principais estão: sinergia entre as ações dos ministérios e dos três entes federativos acompanhada de melhor aproveitamento dos altos tributos do setor; a articulação com as políticas educacionais e a modernização do marco regulatório e aumento da competição, o que inclui investimento estatal. Porém, o estudo é tímido na defesa da universalização da banda larga e prefere o termo massificação.

Desarticulação
Projetos como Gesac (programa de inclusão digital), Cultura Viva, Casa Brasil e Territórios Digitais do Governo Federal representam a existência de política setorial nas telecomunicações. Entretanto, todas elas coexistem sem articulação entre diversos ministérios, como de Ciência e Tecnologia, Planejamento Orçamento e Gestão, Desenvolvimento Indústria e Comércio, Casa Civil e Cultura. Para o o Ipea, o quadro se intensifica nas relação com estados e municípios. Segundo o estudo, atualmente, há nove programas públicos regionais, 23 estaduais e 38 municipais, que podem estar em execução com princípios contraditórios.

A situação poderia ser contornada pelo Ministério das Comunicações (Minicom), caso suas verbas não fossem limitadas e progressivamente contingenciadas. A privatização é considerada o maior vetor para o Minicom abarcar menos de 0,5% do orçamento total da União no últimos seis anos. Em 2003, 39% da dotação inicial prevista foi contingenciada, percentual que em 2008 chegou a 74%.