O “griot” em tradições orais de vários povos africanos é um dos símbolos representativos dos narradores, dos que contam contos, cantam décimas, sábios, avós, mães e todos personagens cênicos ou não, que, em muitas sociedades, são depositários de histórias, de testemunhos ou de tradições que ele conta.
sábado, 24 de outubro de 2009
OFICINAS AFIRMATIVAS DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
A Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena, órgão vinculado a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de SP em parceria com o Conselho Estadual de Participação e do Desenvolvimento da Comunidade Negra, promovem a partir do dia 27 de outubro OFICINAS AFIRMATIVAS – módulo introdutório – com conceitos fundamentais sobre Políticas públicas, Ações afirmativas, atribuições dos Conselhos de Cidadania, planejamento, monitoramento e controle social, Organização Jurídica das Instituições Negras e Elaboração de projetos sociais para o fortalecimento institucional das Organizações e Associações negras.
O curso terá carga horária de 15 horas e será voltado para lideranças institucionais que atuam na defesa e promoção de grupos étnico-raciais, representantes de organizações do Movimento Negro, Associações Comunitárias, Associações ou Organizações não governamentais de caráter cultural, religioso, recreativo, político ou social. Palestra, debate, exposição de vídeo, estudo de casos com emissão de certificados de participação.
As oficinas acontecerão no Espaço da Cidadania, na sede da Secretaria da Justiça, todas as terças-feiras, de 27 de outubro a 24 de novembro.
PROGRAMAÇÃO
§ 27 de Outubro - ABERTURA
1ª OFICINA AFIRMATIVA - O Papel do Estado na Promoção da Igualdade Racial: Histórico e Conceitos: Racismo, Preconceito e Discriminação - Profª Roseli de Oliveira – Coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.
§ 03 de novembro
2ª OFICINA AFIRMATIVA : Política pública, Territorialidade, Sistema de Informação e Controle Social - Profª Roseli de Oliveira – Coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.
§ 10 de novembro
3ª OFICINA AFIRMATIVA: - Princípios Constitucionais e Legislação Anti-racismo.
Drª Eni Augusta de Paula – Assessoria jurídica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.
§ 17 de novembro
4ª OFICINA AFIRMATIVA : Organização jurídica de Entidades negras e dos Conselhos de direitos - Drª Eni Augusta de Paula – Assessoria Jurídica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.
§ 24 de novembro
5ª OFICINA AFIRMATIVA: Organizando as Boas Idéias: Elementos Básicos para a Elaboração de projeto. - Roberto Almeida de Oliveira – Assessoria Técnica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado
DIVULGUE!!!! ! PARTICIPE!!! !!
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Data: 27/10/2009 a 24/11/2009 (todas as terças-feiras) - Horário: 14h às 17 horas
Local: Patéo do Colégio, 184 - Espaço da Cidadania André Franco Montoro
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: Tel: 11 3291..2622 – Fax: 11 3241.1790
E-mail: politicapopnegraindigena@justica.sp.gov.br
O HIPNOTIZADOR - ARTIGO DE BOAVENTURA SANTOS SOBRE OBAMA
Colunistas 19/10/2009
DEBATE ABERTO
O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama. A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança.
Boaventura de Sousa Santos
A hipnose é um estado psíquico, induzido artificialmente, em que o hipnotizado, numa condição semelhante à de transe, fica altamente sujeito à influência do hipnotizador. O estado de concentração hipnótica filtra a informação de modo a que ela coincida com as diretivas recebidas. Estas, por sua vez, podem trazer à consciência do hipnotizado memórias por ele suprimidas. A hipnose pode conduzir a atos destrutivos para o próprio ou para outros e, passado o seu efeito, o contacto com a realidade pode ser penoso. O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama (BO). A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança. Em que consiste a mudança e donde provêm os poderes hipnóticos de Obama? O que se passará quando o estado de hipnose desvanecer?
A mudança de percepção ocorre em diferentes áreas. A crise financeira global. Mudança: as medidas corajosas de BO para regular o sistema financeiro e assumir o controle de empresas importantes fez com que a crise fosse ultrapassada e a economia retomasse o seu curso. Realidade: BO injectou montantes astronômicos de dinheiro dos contribuintes nos bancos e empresas à beira do colapso sem assumir o controle da sua gestão; não introduziu até agora nenhuma regulação no sistema financeiro; prova disso é o regresso do capitalismo de casino à Wall Street com o banco Goldman Sachs a registar lucros fabulosos obtidos através dos mesmos processos especulativos que levaram à crise, enquanto o desemprego continua a aumentar e os americanos continuam a perder as suas casas por não poderem pagar as hipotecas.
O regresso do multilateralismo. Mudança: BO cortou com o unilateralismo de Bush e os tratados internacionais voltaram a ser respeitados pelos EUA. Realidade: as recentes negociações de Bangkok, que deveriam levar ao reforço do frágil Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, conduziram, por pressão dos EUA, ao resultado oposto com a agravante de terem atenuado as responsabilidades globais dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pela degradação ambiental; os EUA, que não assinaram a Declaração de Durban contra o racismo, auspiciada pela ONU em 2001, voltaram a retirar o seu apoio à declaração sobre a revisão da declaração de Durban elaborada na reunião da ONU de Abril passado em Genebra, arrastando consigo vários países europeus; os EUA desautorizaram o corajoso relatório do Juiz Goldstone sobre os crimes de guerra cometidos por Israel e o Hamas durante a invasão israelense da faixa de Gaza no Inverno de 2008, e, juntamente com Israel, pressionaram a Autoridade Palestiniana a fazer o mesmo.
O fim das guerras. Mudança: BO estendeu a mão da fraternidade e do respeito ao mundo islâmico e vai pôr fim às guerras do Oriente Médio. Realidade: sem dúvida, houve mudança de retórica, mas Guantánamo ainda não encerrou; os generais dizem que a ocupação do Iraque continuará por muitos anos (ainda que os soldados sejam substituídos por mercenários); os pobres camponeses afegãos continuam a ser mortos “por engano” por bombardeiros covardemente não tripulados e as mortes estendem-se já ao Paquistão com consequências imprevisíveis; a burla da ameaça nuclear iraniana continua a ser propalada como verdade; no passado dia 10 de Setembro, BO renovou o estado de emergência, declarado inicialmente por Bush em 2001, sob o pretexto da continuada ameaça terrorista, atribuindo ao Estado poderes que suprimem direitos democráticos dos cidadãos.
As bases militares na Colômbia. Mudança: sem precedentes, BO criticou o golpe de Estado nas Honduras, o que dá garantias de que as sete bases militares a instalar na Colômbia são exclusivamente destinadas à luta contra a droga. Realidade: BO criticou o golpe mas não lhe pôs termo nem retirou o seu embaixador; o alcance dos aviões a estacionar na Colômbia revelam que os verdadeiros objetivos das bases são 1) mostrar ao Brasil que, como potencial regional, não pode rivalizar com o EUA, 2) controlar o acesso aos recursos naturais da região, nomeadamente da Amazônia, 3) dissuadir os governos progressistas da região a terem veleidades socialistas mesmo que democráticas.
Donde provém o poder hipnótico de BO? Da insidiosa presença do colonialismo na constituição político-cultural do mundo. O Presidente negro de tão importante país dá aos fautores históricos do racismo no mundo contemporâneo o conforto de poderem espiar sem esforço a sua culpa histórica, e dá às vítimas do racismo a ilusão credível de que o fim das suas humilhações está próximo.
E o que passará depois da hipnose? BO está preparando-se meticulosamente para governar durante oito anos, fará algumas reformas que melhorarão a vida dos americanos, ainda que ficando muito aquém das promessas (como no caso da reforma do sistema de saúde) e sem nunca pôr em causa a vigência do Estado de mercado; evitará a todo custo “mexer” no conflito Israel/Palestina; manterá a América Latina sob apertado controle; agradará em tudo a China, tal o medo que ela deixe de financiar o american way of life; deixará o Irã onde está e, se puder, sairá do Afeganistão; tudo isto num contexto de crescente declínio econômico dos EUA em parte camuflado pelo aumento das despesas militares algumas delas orientadas para o controlo de conflitos internos.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
1º FÓRUM DE ENSINO SUPERIOS SOBRE OS DESAFIOS PARA ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E INDÍGENA
Venha participar do 1º Fórum de Ensino Superior sobre os desafios para o Ensino de Historia e Cultura Africana e Indígena.
Dias 29 e 30 de outubro.
300 vagas disponíveis para alunos, professores e gestores da educação.
Inscrições pelo email: forumeduccone@prefeitura.sp.gov.br
ou pelo telefone 3113-9746.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
QUEM GANHA COM AS COTAS?
É difícil postarmos artigos contra ação afirmativa, mas é importante para podermos localizar nosso adversários políticos localizando seus discursos para rebaté-los mesmo que seja repetitivos.
qua, 27/05/09
por Paulo Moreira Leite
Ao decidir suspender as cotas no vestibular das universidades públicas daquele Estado, a Justiça do Rio de Janeiro deu uma nova chance para que se possa debater com maior profundidade uma mudança que coloca em questão a democracia e a igualdade entre cidadãos.Sou contra as cotas e sou a favor do mérito. Acho que um país como o Brasil não tem o direito de excluir de suas melhores universidades, durante várias gerações, aqueles estudantes que, em exames tecnicamente isentos — sem privilégio de origem, raça ou gênero — podem demonstrar que tem maior preparo e competência para frequentar seus cursos. Sou a favor da ampliação de vagas em todos os níveis. Também acho que as autoridades tem o dever de investir de forma cada vez mais no ensino público, em regiões carentes. O efeito das cotas é organizar a fuga dos melhores cérebros: reserva-se uma parcela enorme das vagas das universidades — 50%, ou 60%, na versão mais recente — para alunos escolhidos por critérios não acadêmicos.
Em função disso, uma parcela imensa dos alunos que foram capazes de apresentar mais conhecimento e talento para frequentar as universidades publicas serão forçados a mudar-se para o ensino privado. Ou podem mudar de país. Ou até abandonar os estudos porque não terão condições de fazer uma coisa nem outra. Pergunto quem irá ganhar com isso.
Está na hora de se perguntar por que poucos países usam as cotas e nenhum emprega um sistema semelhante ao do Brasil.
O preconceito racial não é um drama apenas brasileiro. É uma herança colonial vergonhosa, presente no mundo inteiro, que deve ser encarado e combatido.
Na França, atinge imigrantes de várias origens, especialmente os árabes. Na Alemanha, os descendentes de turcos. No Japão, atinge até os dekasseguis, que são descendentes de japoneses. Em nenhum desses lugares existem cotas. E ali estão universidades de ponta na Europa e na Ásia.
As cotas existem nos Estados Unidos mas nem de longe envolvem 50% das vagas, uma quantidade absurda. Também não valem para as melhores universidades.
Nos EUA, as cotas são uma regra que vale para universidades públicas que, naquele país, são estabelecimentos de segunda linha. As grandes universidades são instituições privadas, que tem autonomia para estabelecer quem entra e quem fica de fora.
Mesmo nos Estados Unidos, sabe-se quem ganhou e quem perdeu com o sistema.
A classe média negra foi beneficiada. A classe média hispânica também. Mas o gueto negro não se mexeu.
Quem comprou a idéia de cotas pensando em beneficiar a população mais pobre deveria pensar nisso.
OLODUM CONTRATA PROFISSIONAL PARA EDITORAÇÃO DE PARTITURAS
Seleção de Currículo nº 03/2009
Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum seleciona
Seleção de Profissional para editoração de partituras
TERMO DE REFERÊNCIA
A Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, sediada em Salvador - Bahia contrata um editor de partituras para um livro de música (com letras e partituras), com 30 músicas do Olodum, que retratem a história e cultura afro-brasileiras, cujos conteúdos, possam ser utilizados como material de apoio pedagógico.
A proposta faz parte do Projeto “Ações integradas do Centro de Documentação e Memória do Olodum – CDMO – Módulo I”- Convênio nº 703359/2009, realizado entre a Fundação Cultural Palmares e esta Associação, com o objetivo de produzir material didático para trabalhar as Leis Federais 10.639/03 e a 11.769/08.
A Lei Federal 10.639/03 torna obrigatório o ensino da temática história e cultura afro-brasileiras nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio das redes pública e particular de todo o país.
Já a Lei de nº 11.769/08, dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.
A atividade proposta busca orientar profissionais de educação a lidarem com a diversidade étnicocultural na sala de aula, tendo a música como estratégia de fortalecimento de identidade étnica.
O (a) profissional contratado (a) terá responsabilidade global pela criação da transcrição para partituras das 30 músicas, que deverá conter o conjunto da percussão completo + redução do conjunto da percussão para uma pauta + melodia da voz, letra e cifra, conforme modelo em anexo.
Para tanto, exige-se experiência mínima de 05 anos em projeto gráficos, editoração. Digitação, transcrição e recuperação de partituras. É indispensável possuir experiência em transcrição para percussão, possuir conhecimentos de software de partituras e editoração musical.
Exige-se também: capacidade de sistematização, organização, de planejamento e cumprimento de metas e prazos; informática e Internet.
A prestação de serviços terá duração de 60 dias.
A seleção se dará em duas fases: 1ª Análise de currículo, 2ª Entrevista. Nesta fase, os convocados terão que comprovar objetivamente, a experiência na editoração de partituras para percussão.
Currículos, deverão ser encaminhados para escoalaolodum@ uol.com.br, com o código: "EP Revolta da Chibata" no assunto, até o dia 26 de outubro.
Mara Felipe
Coordenadora Pedagógica
OLODUM LANÇA CURSOS ON LINE DE INFORMÁTICA CULTRAL
A Escola Olodum inova mais uma vez e lança o Curso on line de Informática Cultural, que busca ampliar suas ações e atender um maior número de alunos, promovendo o desenvolvimento de suas habilidades pessoais.
Para tanto, a Escola Olodum buscou parceiros de grande potencial. Em um primeiro momento esteve no Musician Institute of Technology - MI, em Hollywood, USA, para iniciar um processo de cooperação técnica e ter elementos técnicos para elaboração de conteúdos e possibilidades de intercâmbios virtuais e presenciais.
Em seguida, buscou o apoio do Wilivro, que associa o livro a um curso on-line, disponibilizando recursos tecnológicos que possibilitam a qualificação pela internet de forma individual ou de forma coletiva e presencial. Essa união tem como proposta a realização dos cursos de percussão samba-reggae, teoria musical, diversidade étnica e cidadania.
A proposta alia tecnologia à qualificação profissional, no campo musical. As aulas serão disponibilizadas na plataforma virtual, de modo que o educando tenha flexibilidade para concretizar sua formação. O acompanhamento dos cursos também acontece através de encontros presenciais.
O Curso de música on line, possui dois módulos: - Teoria Musical e Percussão Samba-reggae. Na Teoria Musical o aluno aprenderá a parte teórica da música. Na Percussão Samba-reggae, o estudante aprenderá a parte prática, uma possibilidade de um maior entendimento dos instrumentos: timbau, repique, surdo e caixa. O curso tem um simulador on-line que possibilitará ao aluno tocar os instrumentos do Olodum no teclado.
O objetivo é qualificar e orientar os profissionais da cadeia produtiva da música, pro meio de uma metodologia contemporânea, utilizando o ensino à distância.
Desta forma a Escola Olodum contribui para a difusão do ensino da música e mais especificamente do ritmo samba-reggae, que é um gênero musical criado pelos blocos afro-carnavalescos de Salvador- Bahia, nos anos 1980. Este estilo percussivo se caracteriza, em termos conceituais, pela apologia ao negro e, musicalmente, pela recriação de sonoridades afroamericanas. Sua estética negra conecta diversos elementos culturais elaborados na rede atlântica que originou e abrigou a diáspora negra e tem no Olodum seu principal representante.
Com o projeto, a Escola Olodum reforça o seu envolvimento com o profissional do futuro, trazendo ferramentas para seu sucesso no mercado de trabalho e atendendo um número maior de beneficiários.
Visite o www.blogescolaolodu m.com.br e saiba maiores informaçãos.
O Projeto da Escola Olodum é patrocinado pela Petrobras e é apoiado pelo Criança Esperança.
ESCOLA OLODUM - UMA ESCOLA CRIATIVA!
Rua das Laranjeiras, 30 – Pelourinho 40026-230 Salvador –
Bahia -Brasil Telefone/Fax: 71 3322 8069
E-mail:escolaolodum @uol.com.br
Visite nosso site: www.blogescolaolodu m.com.br
I ENCONTRO REGIONAL DE MULHERES QUILOMBOLAS
Neste fim de semana acontece o I Encontro Regional de Mulheres Quilombolas.
Promovido pelo Núcleo de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal,em parceria com o Conselho Regional Quilombola e os APN's, é uma das 07 etapasdo Projeto de Formação de Lideranças Quilombolas, convênio firmado com a SEPPIRa partir de Projeto aprovado em 2008 (Chamada Pública). Segue, abaixo, a programação.
Flávio José dos Passos Núcleo de Promoção da Igualdade Racial Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista - BA
Vitória da Conquista - 24 e 25 de outubro de 2009
PROGRAMAÇÃO
DIA 24 - MANHÃ
10:00 – Mesa solene de abertura
11:00 – Animação
DIA 24 - TARDE
12:00 – ALMOÇO
13:00 – MESA DE ABERTURA:
Identidade Negra e Sacralidade – Vanda Machado – SECULT – BA
Identidade da Mulher Quilombola – Jô Brandão – CONAQ Nacional
14:00 - GRUPOS TEMÁTICOS (Rodas de Conversa)
GT 1 – Violência e Relações de Gênero
Moderadora: Vilma Reis (CEAFRO/UFBA)
Sistematizadoras: Viviane Salles e Rosilene Santana
GT 2 – Economia e Poder: Identidade da Trabalhadora Rural e Alternativas de Renda
Moderadoras: Lídia Rodrigues (União de Mulheres de Vitória da Conquista)
Sistematizadores: Afonso Silvestre, Ciára Freitas e Renata Oliveira
GT 3 – Saúde da Mulher Negra
Moderadoras: Raquel Sousas (UFBA) e Eliana Amorin (DST/AIDS – PMVC)
Sistematizadoras: Maria do Alívio e Marilene Silva (APN’s)
GT4 – MESA TEMÁTICA 03 – Africanidades e a Educação Quilombola
Moderadora: Jô Brandão (CONAQ)
Sistematizadoras: Lucinéia Gomes (SMED) e Poliana Reijane (Anajé)
15:00 – Café
15:30 – CONFECÇÃO DOS MURAIS NAS RODAS DE CONVERSA (GT’s)
16:30 – Vídeo - HOMENAGEM À DONA MARIA – Quilombo de São Francisco do Paraguaçu (sugestão de MEMÓRIA)
17:00 – PLENÁRIA DOS MURAIS E MESA DE CONCLUSÃO DOS TRABALHOS
19:00 – Banho e Janta
20:30 – Atividades Culturais (Samba de Roda)
DIA 25 MANHÃ
08:00HS – Abertura
08:30HS – OFICINAS
Estética e Beleza Negra: Keli Santana, Natália, Mickele e Lidiane (APN’s).
Etnomedicina: Dr. Radjalma Cabral Lima (PSF/PMVC), Dona Delci (Quilombo de Cinzentos) e Yalorixá Iraci de Oxum (Salvador)
Mulher Negra e Violência: (CEAFRO) e Dra. Rosilene Moreira Correia (DEAM – Vitória da Conquista)
11:30HS – Socialização das Oficinas
Desfile da Oficina de Estética e Beleza Negra
Declamação de Poesias (Eliene Sampaio)
12:30HS - Almoço
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ANGOLA QUER MODERNIZAR SISTEMA DE ESTATÍSTICAS
Desenvolvimento
As principais dificuldades são a escassez de técnicos qualificados, fragilidade da estrutura organizacional, reduzida informação estatística produzida em tempo oportuno e com qualidade.
Da Redação, com agência
Luanda – O Governo angolano está empenhado em desenvolver e modernizar o sistema estatístico do país,
dotando-o de condições físicas para a melhoria da produção e difusão de informação estatística oficial, de acordo com os padrões internacionalmente aceites.A informação é do vice-ministro do Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, quando discursava, terça-feira (20), em Luanda, na segunda reunião do comité de coordenação do projecto “Apoio ao Desenvolvimento dos Sistemas Estatísticos dos Palop II”.
Segundo o vice-ministro do Planeamento, para a materialização deste objectivo, está em marcha uma estratégia de desenvolvimento estatístico que conformará todas as actividades, acções e projectos.
A modernização dos institutos de estatística dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop) e o esforço dos seus governos sugere a continuidade do apoio da União Europeia, face aos constrangimentos que os sistemas estatísticos nacionais experimentam.
As principais dificuldades, segundo o vice-ministro, são a escassez de técnicos qualificados, fragilidade da estrutura organizacional, reduzida informação estatística produzida em tempo oportuno e com qualidade e insuficiência dos recursos disponibilizados.
Pedro Luís da Fonseca considerou que apesar da evolução registada, constatam-se novos desafios, principalmente os que decorrem das estratégias de redução da pobreza, protecção do ambiente e promoção da igualdade de oportunidades.
“Face a essas exigências, os governos têm agido com o propósito de melhorar e criar sinergias entre os Palop no domínio da estatística, para a melhoria de dados estatísticos, como instrumento de suporte para o processo de tomada de decisões e criação de uma opinião pública bem informada”, sublinhou.
Em seu entender, o compromisso de produzir informação estatística oficial, fiável e oportuna, para a tomada de decisões sobre politicas públicas no domínio da economia, condições de vida das populações e identificação de novas oportunidades de negócios para o sector privado, constitui um grande desafio para os Palop.
“Este desafio tornou-se mais actual quando os nossos governos perante a necessidade de conceberem politicas susceptíveis de reverterem a situação criada por força dos efeitos da crise financeira e económica internacional, confrontaram-se com a indisponibilidade de informação estatística abrangente que abarcasse as actividades”.
Durante a reunião, em que participam representantes dos institutos de estatísticas dos Palop e da União Europeia, serão analisadas as actividades desenvolvidas em 2008/2009, o programa operacional técnico e financeiro e os orçamentos-programas, geridos pelos institutos.
BRASILEIRA VALE VAI INVESTIR US$ 595 MILHÕES DE DOLÁRES EM MOÇAMBIQUE ME 2010
África 21 - DF20/10/2009
Investimentos
No pico de produção, o projecto Moatize terá uma capacidade nominal de produção de 11 milhões de toneladas métricas por ano, dos quais 8,5 milhões de toneladas métricas serão de carvão metalúrgico.
Da Redação
Maputo - A brasileira Vale vai investir US$ 595 milhões de dólares do seu orçamento para 2010 no projecto de carvão de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, informa nesta quarta-feira (21) o jornal Notícias.
O valor será aplicado nas diversas acções preparatórias da exploração das minas de Moatize, cujo início está previsto para 2011.
Para o projecto de Moatize, a Vale aprovou um investimento global de US$ 1,322 biliões de dólares. No total, a Vale aprovou um pacote de 12,9 biliões de dólares de orçamento destinado à sustentação das operações em curso e promoção do crescimento da companhia através da pesquisa e desenvolvimento e implementação de projectos no Brasil e em diversos países.
Dos investimentos anunciados para 2010, Moatize é o terceiro maior beneficiário depois dos projectos de Carajás, Serra Sul, no Brasil, com 1,126 bilião de dólares e Salobo com 600 milhões de dólares.
De acordo com comunicado da empresa, a Vale projecta investir, em 2010, um total de 892 milhões de dólares no negócio de carvão que actualmente desenvolve em Moçambique, Austrália e Colômbia. O carvão mineral entrou para a carteira de negócios da Vale em 2007, através da aquisição de activos na Austrália, onde com os investimentos em curso se espera atingir uma capacidade nominal de 4,8 milhões de toneladas métricas por ano, a partir de 2011.
No pico de produção, o projecto Moatize terá uma capacidade nominal de produção de 11 milhões de toneladas métricas por ano, dos quais 8,5 milhões de toneladas métricas serão de carvão metalúrgico e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico.
No quadro dos seus investimentos em Moatize, a Vale está a construir uma das maiores unidades de processamento de carvão do mundo, com capacidade para 26 milhões de toneladas métricas por ano, quantidade que permite àquela companhia viabilizar a ideia de expandir o projecto para além do actual domínio de exploração.
Considerando a reduzida capacidade da linha férrea de Sena, a expansão do projecto de Moatize está dependente da aprovação do projecto que prevê a construção de uma nova ferrovia ligando Moatize ao Porto de Nacala, na província de Nampula, com uma extensão aproximada de 200 quilómetros, para além de um terminal marítimo em Nacala.
A companhia pretende continuar a investir no aumento da capacidade de produção de cobre, carvão e fertilizantes, além do minério de ferro e o níquel que são os principais negócios da companhia.
A Vale prevê alcançar, em 2014, fluxos de produção na ordem dos 450 milhões de toneladas métricas de minério de ferro, 380.000 toneladas métricas de níquel, 650.000 toneladas métricas de cobre, 30 milhões de toneladas métricas de carvão, 3,1 milhões de toneladas métricas de potássio e 6,6 milhões de toneladas métricas de rocha fosfática.
PROJETO AMPLIA ISERÇÃO DE NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO
em ser uma das selecionadas para primeira turma do Projeto Integrado de Ação Afirmativa: Formação para Concurso Público e Qualificação Socioprofissional que, nesta segunda-feira (19/10). Gente como Eli Dias, de 41 anos, que acredita que após participar do Projeto Afirmativo estará preparado para enfrentar qualquer prova e conquistar a sua estabilidade. “Não tenho palavras para definir a alegria de ter sido um dos aprovados neste curso. Há muito tempo, quero fazer um concurso, mas não tinha recursos para me preparar. Essa iniciativa do Governo do Estado é muito importante para todos nós,” afirma Eli, que será um dos alunos da turma da Escola Estadual Hamilton Lopes, na Calçada.
Direcionado para mulheres e homens negros, de baixa renda, concluintes do ensino médio, oriundos da rede pública de ensino, com idade a partir de 18 anos, o Projeto Afirmativo pretende qualificar gratuitamente essas pessoas para que possam disputar futuramente uma vaga nos concursos públicos. Serão apresentados conceitos de administração, direito constitucional, legislação, atualidades, matemática, língua portuguesa, além do planejamento de carreira, discutindo a geração de renda por meio de cooperativismo, associativismo e empreendedorismo. O projeto pretende abordar, ainda, questões relativas a gênero e raça.
O prazo para matrícula foi prorrogado para os dias 20 e 21 de outubro. Os candidatos devem se dirigir à Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), localizada na Avenida Jorge Amado, s/n Boca do Rio, Prédio do Museu de Ciência e Tecnologia, Salvador – Bahia, munidos da documentação relacionada no Edital de Seleção, que pode ser visualizado no endereço
Fonte: Ascom/Setre
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TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO É TEMA DE EVENTO NO RIO DE JANEIRO
Notícias
21/10/2009
De 21 a 23 de outubro, acontecerá na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ a terceira edição da Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas. A intenção dos organizadores é dar continuidade aos debates iniciados na I e II Reunião e unir a comunidade acadêmica no debate sobre os novos sentidos da escravidão, as formas de combatê-la e a presença do trabalho escravo na atualidade.
A III Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas será um encontro de especialistas que realizam pesquisas sobre o tema da escravidão. "O objetivo do evento é reunir pesquisadores que estudam a escravidão por dívida ou contemporânea. É também uma oportunidade para conhecer os estudos, as pesquisas, trocar informações e, quiçá, gerar, a partir desses estudos políticas públicas", fala Ricardo Rezende, professor, integrante do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo e coordenador da Reunião Científica.
Estarão presentes na Reunião, pesquisadores e especialistas vindos de diversas universidades do Brasil e do exterior, entre elas a Universidade da Amazônia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Federal do Mato Grosso, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Federal do Maranhão, Universidade de Brasília, Federal do Pará, Universidad Nacional Autónoma de México, Universidad de Sevilha, Università di Padova, The University of Manchester, Universidade Humboldt de Berlim, entre outras.
No primeiro dia da Reunião, terão foco as discussões relacionadas aos temas migração e trabalho. Para falar sobre o assunto e suscitar o debate estarão presentes Leonardo Sakamoto, da Universidade de São Paulo (USP), Helion Povoa e José Roberto Novaes, da UFRJ, além de outros estudiosos. As apresentações abordarão temáticas relativas à representação política e combate ao trabalho escravo, e à escravidão no século XXI.
Durante o segundo dia de discussões, estarão presentes procuradores regionais do trabalho e pesquisadores. Serão debatidos temas relacionados à escravidão e aos direitos humanos no Brasil, na Espanha e na Europa, com discussões também sobre o conceito de trabalho escravo como crime. Na ocasião, os procuradores regionais do trabalho darão testemunhos do que encontraram em suas incursões rurais. Também na noite do dia 22, dentro da programação da III Reunião será feita a entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos "João Canuto".
O último dia do evento será reservado para os relatos sobre a reinserção do profissional trabalhador escravo e para denúncias de escravidão no Estado Mato Grosso. Também serão lançadas "Campanhas educativas para prevenção e combate ao trabalho escravo por dívida no Brasil rural: primeiras aproximações". O evento será encerrado com uma avaliação da III Reunião e discussão sobre novos encontros.
O trabalho escravo é uma prática que ainda persiste, sobretudo na região rural. Segundo o professor Ricardo Rezende, não existem dados numéricos que declarem quantas pessoas estão vivendo atualmente nesta situação. O que existe são informações sobre a quantidade de denúncias e pessoas libertas. "Hoje, o número maior é de trabalhadores que vivem em condições análogas a de escravidão, a maioria fica presa por causa de dívidas com os donos das terras", explica.
A erradicação do trabalho escravo foi umas das promessas do presidente Lula para o primeiro mandato, no entanto, para Ricardo, esta situação só será resolvida com um conjunto de medidas. "O trabalho escravo só será erradicado quando forem resolvidas as questões relativas à concentração de terras, concentração de renda, emprego e educação. Enquanto houver gente desempregada, estaremos suscetibilidade a esta prática", completa.
O evento é uma realização do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo - GPTEC, que faz parte do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ. A coordenação é dos professores Ricardo Rezende Figueira e Adonia Antunes Prado.
Para ver a programação completa da III Reunião Científica, acesse o endereço http://www.gptec.cfch.ufrj.br/agenda/default.asp
Serviço:A III Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas acontecerá no Auditório do Anexo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), 3º andar. Endereço: Avenida Pasteur, nº 250, Botafogo, Rio de Janeiro.
Fonte: Adital
MANTENHA SEU COMPUTADOR LIMPO COMO NOVO
Por Geek.com.br
Em dispositivos portáteis o problema parece ser ainda maior: a versatilidade destes aparelhos significa levar o aparelho para a cozinha na hora de testar uma nova receita, para a sala na hora de trabalho, para o quarto na hora de descanso e, por vezes, até para o banheiro, na hora daquela leitura solitária. Por mais cuidado que se tome, é inevitável: uma hora ele precisará de uma faxina.
Mas, não se desespere! Por mais encardido que o seu computador tenha ficado, é possível deixá-lo brilhando como novo, sem muito esforço.
Antes de tudo: guarde o álcool e todos os outros produtos de limpeza que você pegou. Produtos para limpeza pesada podem condenar de uma vez por todas os seus aparelhos. Muna-se com um estoque de panos de limpeza e flanelas novas e secas.São muitas as empresas que oferecem, atualmente, produtos destinados à limpeza de computadores, conforme você pode conferir na caixinha "Aliados na hora da faxina". Contudo, além de panos, outro produto pode ser um ótimo aliado: aqueles lenços umedecidos. Além de dar conta da sujeira de bumbum de nenê, são belos companheiros para um computador mais limpinho.
Arrume uma mesa e, antes de começar a faxina, primeiro limpe sua superfície. Passe um pano seco para retirar toda poeira do local, caso contrário cabelos, fiapos e outros inimigos da limpeza podem atrapalhar sua tarefa.
Mesa limpa, pronta para receber o aparelho a ser limpo, desligue o equipamento. Se for um computador, remova todos os cabos. Se for um notebook, lembre-se também de retirar a bateria, para não correr o risco de tomar choques ou danificar o equipamento.
Marcas de dedo na tela
Monitores sofrem com as marcas de dedo, mas o problema é ainda maior para smartphones e laptops. O manuseio desses dispositivos é fatal para a tela, que em pouco tempo apresenta mais impressões digitais que corrimão da escadaria do metrô da Sé.
Tenha em mente que existem dois tipos de monitores: os mais antigos, de tubo, chamados de CRT; e os mais novos, fininhos, chamados de LCD. Por possuir um vidro protetor, o monitor CRT precisa de menos cuidados, mas o monitor LCD utiliza finas camadas de proteção. Para aliviar a pressão em sua limpeza, deite o monitor sobre a mesa.
Primeiro, passe um pano seco sobre o monitor, a fim de tirar o pó antes. Se você optou por um produto de limpeza específico para limpeza de telas, a dica principal é não aplicar o produto diretamente na tela, para evitar manchas. Aplique-o em um pano limpo e passe em movimentos contínuos sobre a tela.
Caso você queira fazer a limpeza sem produtos específicos, utilize um pano umedecido com água (pouca água, encharcar o pano vai danificar seu aparelho).
Depois de limpo, com pano umedecido ou produto específico para telas, passe uma parte seca e limpa do pano, secando por completo o dispositivo.Teclas grudentas
Apesar de trabalhoso, o processo é simples. Com um lenço umedecido ou um pedaço de papel higiênico levemente umedecido, retire a sujeira das teclas uma a uma. Seja paciente. E lembre-se de que umedecido não é encharcado, a menos que você queira dar um fim ao seu teclado.
E não use nada abrasivo, caso contrário as letrinhas do seu teclado podem se apagar definitivamente.
Em gabinetes de computadores de mesa praticamente todas as alternativas são válidas. Um pano umedecido com uma solução de um pouquinho de sabão e água pode fazer maravilhas. Tome cuidado com os vãos e com a frente do gabinete, para evitar que qualquer líquido entre no aparelho.
Em laptops, você pode utilizar lenços umedecidos. Retire um do pote e dobre-o. Espere alguns segundos para que a umidade evapore e então passe o lenço em movimentos circulares sobre a superfície suja.
Atenção: você pode até usar álcool, mas evite usar o álcool comum. Quando o assunto é equipamento eletrônico, a melhor solução a ser utilizada é a de álcool isopropílico (ou isopropanol), que contém menos de 1% de água em sua composição.Uma vez limpo, seque com papel higiênico macio.
Mantenha a limpezaA poeira é um vilão indestrutível. Seus aparelhos vão ficar sujos, não importa o que você faça ou quanto você queira que fiquem limpos. Porém, há muito a ser feito para manter a limpeza por mais tempo.
A poeira não precisa se acumular a ponto de cobrir sua máquina. Passe um pano limpo regularmente sobre sua máquina, e leve sempre uma flanelinha limpa na mochila, como companhia de seu laptop. Depois do uso, passe o paninho sobre o aparelho.
A gordura no aparelho é mais simples de evitar. Lave as mãos antes de usar o computador. Evite tocar a tela e, principalmente, comer em frente ao aparelho ou levá-lo para a cozinha, mesmo que a tentação seja grande.
É uma boa manter a mesa em que usa o aparelho sempre limpa. E lembre-se de que mesmo que externa, a sujeira pode entrar nos dispositivos e causar um problema ainda maior, danificando componentes internos.
Produtos de limpeza específicosDiversas opções estão disponíveis para auxiliar na limpeza de computadores. Grandes lojas de escritório, como a Kalunga, sites de vendas online (www.submarino.com.br, www.comprafacil.com.br e www.americanas.com) e até mesmo supermercados já dedicam parte de suas prateleiras para o asseio de computadores e eletrônicos.

Os mais comuns são sprays para a limpeza de monitores LCD. Dentre eles se destaca o iClean, um produto de preço um pouco mais elevado, mas que acompanha uma toalhinha de microfibra para deixar o monitor brilhando.
Opções mais baratas existem aos montes. A fabricante Radex, por exemplo, também vende sprays com flanelinhas para limpeza de monitores, bem como o produto Liquid Plastic, voltado para os teclados.
A Limplex é outra companhia que se dedica a produtos de limpeza a seco para eletrônicos, e grandes marcas como a Philips também possuem linhas dedicadas, capazes de lidar com sujeira no monitor e nos drives de leitura e gravação de CDs e DVDs.
Para os mais corajosos, ou os audazes testadores, existem ainda pastas genéricas. No centro do Rio de Janeiro, por exemplo, adquirimos uma pasta capaz de deixar o piso da calçada do Saara branquinho, branquinho, por alguns poucos reais. O potão da "UltraTek" promete limpar superfícies, computadores ou as novíssimas e utilizadíssimas máquinas de escrever. Em nossos testes, a pasta deixou o gabinete do computador com aparência invejável.
Geek.com.br
VEREADORES RECEBEM PROJETO QUE CRIA COTAS PARA NEGROS NO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL
Três Lagoas-MS: Câmara recebe projeto que cria cotas para negros no serviço público municipal
Escrito por Ascom
Ter, 20 de Outubro de 2009 18:12
Começaram a tramitar na Câmara Municipal de Três Lagoas, na sessão desta terça-feira (20), projetos de lei que criam dois conselhos municipais, da Juventude e dos Direitos dos Negros, assim como projeto de lei que cria cotas para negros em concursos públicos de provimento de cargos no município. Os projetos foram lidos e encaminhados para a assessoria jurídica da Câmara analisar a legalidade e, posteriormente, encaminhar para as comissões permanentes e à votação do plenário. O projeto que trata da juventude é proposição do vereador Tonhão (PPS) e os outros, que tratam dos direitos dos negros, foram apresentados pelo vereador Idevaldo Claudino (PT).
Os vereadores também começaram a analisar os projetos de lei de autoria do Executivo que estabelecem o Plano Plurianual e o Orçamento do Município para 2010. O presidente da Câmara, Fernando Milan, determinou entrega de cópias do orçamento para os vereadores, de forma que eles possam apreciar as previsões e emprego dos recursos públicos para o próximo ano e apresentem emendas dentro dos prazos regimentais. Ao defender sua propositura, o vereador Tonhão afirmou que os jovens de Três Lagoas vêm alcançando grandes conquistas, como a criação da Secretaria de Juventude , Esporte e Lazer (Sejuvel), uma reivindicação sua já na primeira legislatura, assim como a instituição da Semana Municipal da Juventude e a realização da I Conferência da Juventude.
AGRADECIMENTOS – A sessão desta terça-feira também foi marcada por agradecimentos ao Executivo Municipal pelo atendimento a indicações de vereadores. O vereador professor Nuna Viana (PMDB) autor de indicação para a criação da feira noturna, em fevereiro deste ano, lembrou que logo que ao assumir o mandato tratou de levar à prefeita seu compromisso de campanha. “Fiquei muito feliz e agradecido com a prefeita Simone por atender este pedido, agora no final de setembro, e também estou feliz com o resultado da feira, que tem sido um sucesso entre a população, que aprovo e prestigia”, afirmou o vereador Nuna.
Já o vereador Jorginho do Gás (PSDB) agradeceu porque a prefeitura atendeu à sua indicação para plantio de gramado nos campos de futebol espalhados pela cidade, destacando a inauguração do campo do bairro Santo André, no sábado (17). Segundo Jorginho, o benefício foi reivindicado para quatro campos, em vários setores da cidade. Além do campo inaugurado, já está pronto o do bairro Paranapungá e logo será iniciado o campo do São João.
De acordo com Jorginho, este benefício vai proporcionar que as crianças e jovens de Três Lagoas possam competir em pé de igualdade com atletas de outros municípios, durante os testes seletivos para treinarem em times maiores, as chamadas peneiras. “Todo menino sonha ser jogador profissional e precisa de técnica, bola boa e campo de grama, porque quando enfrentam atletas de outros estados, vão disputar com quem já pratica o futebol na grama. Os nossos meninos jogam em campo de areia e todos sabem que há muita diferença entre um campo e outro”, afirmou. Por isso, o vereador propôs que os colegas analisem o orçamento municipal de forma a privilegiar algumas áreas, como o esporte amador.
Jorginho afirmou que, todas as vezes que a prefeitura atende a um pedido de um vereador, está atendendo a população. “Somos os representantes do povo e encaminhamos as necessidades e anseios da população”, disse.
FILME BRASILEIRO "BESOURO" LEVA PARA AS TELAS LUTAS ELABORADAS NA CAPOEIRA
Retirado do site 24Horas News.
19/10/2009
Filme brasileiro "Besouro" leva para as telas lutas elaboradas
Redação 24 Horas News
Deuses orixás que parecem Xerxes, o rei persa de "300". Lutas em cima de árvores que lembram "O Tigre e o Dragão".
Coreógrafo de "Kill Bill" fez cenas de lutas para "Bezouro"
E um senso de vingança puramente "Kill Bill". São muitas as referências pop de "Besouro", o filme nacional de maior orçamento a ser lançado neste ano, mas nada mais brasileiro do que seu enredo, com capoeira, candomblé e escravidão.
O longa tem estreia no próximo dia 30, em 150 salas de cinema, e vem cercado de expectativas, principalmente após uma popular campanha na internet que atraiu milhares de pessoas para um blog e um canal dentro do YouTube, repleto de vídeos de bastidores e trailers.
"É um fenômeno de internet que nunca aconteceu com um filme brasileiro", diz Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B, que analisa números do cinema no país. "Tem chance de sucesso, sim, é um filme de ação com as técnicas mais apuradas do mundo. Mas, mercadologicamente, o problema é que se passa no [começo do] século passado e sem ator conhecido."
De fato, os três protagonistas são estreantes. Ailton Carmo, 22, é professor de capoeira e guia turístico de Lençóis (BA). Ele faz o vaidoso Besouro Mangangá, um dos maiores capoeiristas da história, que fez sua fama no Recôncavo Baiano, nos anos 20. No filme, ele tem um melhor amigo, Quero-quero (o também capoeirista profissional Anderson Santos de Jesus), com quem vai disputar o amor de Dinorá (a estudante de teatro Jessica Barbosa).
"Tem gente que ainda vê a capoeira como coisa de malandro, como se bandidos estivessem ali", diz Ailton, que tem 16 anos de capoeira e costuma ir à Bélgica para dar aula. "O filme vai ajudar não só a capoeira, mas outras coisas de nossa cultura também, como o candomblé."
Outro estreante no time é o próprio diretor, o carioca radicado em São Paulo João Daniel Tikhomiroff, 59, premiado publicitário com mais de 40 Leões de Ouro no festival de publicidade de Cannes. Filho de um dos dirigentes do estúdio americano Universal no Brasil, ele fez curtas e foi montador quando adolescente, até que, aos 21 anos, foi parar na publicidade para levantar dinheiro para um longa, nunca acabado.
Agora, ele se cercou de profissionais conhecidos do cinema para fazer "Besouro", escalando gente como a preparadora de elenco Fátima Toledo, o diretor de fotografia equatoriano Enrique Chediak e o chinês coordenador de cenas de ação Huen Chiu Ku.
"O Brasil não tem tradição de filmes de ação. Então eu fiquei pensando: "Como faz Tarantino nos seus filmes? Como foi feito "Matrix'?". Aí descobrimos os chineses", explica João Daniel, que ainda tem Gilberto Gil assinando a canção-tema do filme.
As filmagens foram feitas em quatro locações na Bahia, buscando a natureza exuberante da região, como a turística Lençóis ou Xique-Xique do Igatu, com 360 habitantes.
Orixás
"Besouro" foi inspirado no livro "Feijoada no Paraíso", de 2004, do cartunista e publicitário carioca Marco Carvalho. A editora Record leva às livrarias nesta semana uma nova edição, com fotografias do filme.
"Fiquei fascinado porque o livro é baseado em lendas do Besouro. As pessoas realmente acreditavam que ele voava", diz o diretor. Besouro é um inseto que, por suas características, não deveria voar, mas voa, assim como o capoeirista.
A capoeira, luta criada por escravos trazidos ao Brasil, chegou a ser proibida por decreto até os anos 30, quando passou a ser permitida desde que acompanhada por policiais e em lugares fechados. A liberação total só veio nas décadas seguintes e, em 2008, virou patrimônio cultural brasileiro.
MOBILIZAÇÃO PRÓ-SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA GANHA OS ESTADOS BRASILEIROS
Posted In: Eventos . By Y.Valentim
Redes da sociedade civil, governos e movimentos sociais promovem no próximo dia 27 de outubro o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. Esta semana, uma série de atividades já serão realizadas para envolver a sociedade na luta contra o racismo no setor saúde e pela implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (veja no mapa).O tema da Mobilização Nacional é “Racismo faz mal a saúde: Política de Saúde da População Negra Já!”.
Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e com o apoio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia – Nações Unidas, Brasil e do MDG F – Fondo para el Logro de los DOM , a mobilização inicia em 20 de outubro e termina em 20 de novembro, tendo como principais protagonistas as Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).
“Queremos chamar a atenção da sociedade civil e dos poderes públicos para o racismo institucional que existe no SUS e para a defesa do sistema. É fundamental que a política seja efetivada para que a população negra seja atendida e acolhida a partir dos princípios de universalidade”, destaca Verônica Lourenço, representante da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em João Pessoa (PB).
A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra/PNSIPN foi criada em 2006, para melhorar o trabalho de profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde na promoção do direito de negras e negros à saúde integral. A PNSIPN aponta dois caminhos principais:
- Enfrentar o racismo e sua presença no SUS: por meio de formação e treinamento de todas as pessoas que trabalham na saúde.- Dar atenção à prevenção e ao tratamento dos problemas de saúde que mais atingem a população negra: por meio da reorganização dos serviços, da formação, educação permanente e qualificação de profissionais, da disponibilização de equipamentos, exames, medicamentos e tudo o que for necessário.
Médica, representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde e coordenadora da organização não governamental (ONG) Criola, Jurema Werneck chama a atenção para as deficiências no atendimento das mulheres negras, que sofrem com os maiores índices de morte materna por causas que poderiam ser evitadas.
“A mulher negra por ínumeras razões, inclusive pelo impacto do racismo institucional, está mais vulnerável a ter pressão alta na gravidez, o que pode provocar a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia. Quando as mulheres negras conseguem fazer o pré-natal, não conseguem o número de consultas mínimas necessárias e, quando conseguem, nem sempre recebem atendimento adequado, como a medição da pressão arterial, ou seja, várias mortes poderiam ser prevenidas, evitadas, caso não houvesse negligência, omissão, ou mesmo inferiorização destas mulheres”, destaca Jurema.
Mais informações:
Blog: http://redesaudedapopulacaonegra.blogspot.com/Email: redesaudenegra@gmail.com
Contatos:
Imprensa – Griô Produções (61) 7814-2907
Sociedade civil - José Marmo da Silva: (21) 2518 7964 ou 2518 6194
Saiba mais:
De acordo com dados no Ministério da Saúde
- A hipertensão arterial específica da gestação (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) e o aborto são as causas mais frequentes de morte materna em todo o país, sobretudo entre as mulheres negras.
- O risco de morte por tuberculose foi 63% maior entre pretos e pardos (negros), quando comparados aos brancos.
- Para as crianças pretas e pardas (negras) com menos de 1 ano de idade, o risco de morte por doenças infecciosas foi 43% maior que o apresentado para as crianças brancas.
- Independente da região do país, o risco de um homem negro de 15 a 49 anos ser vítima de homicídio é 2,18 vezes superior àquele apresentado por um homem branco na mesma faixa etária.
- Mais de metade das mulheres grávidas referiram ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal, contudo mães indígenas, negras e adolescentes apresentam um menor percentual de consultas de pré-natal quando comparadas às mães brancas ou àquelas com 20 anos ou mais de idade.
Fonte: Rede Nacional Controle Social e Saúde da População Negra
BRASIL E EUA SE REÚNEM EM SALVADO EM TORNO DO COMBATE À DISCRIMINAÇÃO RACIAL
Posted In: Eventos , Temática Negra .
By Y.Valentim
A cidade de Salvador (BA) vai sediar nos dias 22 e 23 de outubro a III Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta Brasil – Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade. O encontro será aberto pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, pela subsecretária-geral de Política I do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Vera Lúcia Barrouin Machado, e pelo subsecretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Thomas Shannon.
A reunião marcará mais uma etapa da cooperação bilateral, que envolve a sociedade civil e os setores públicos e privados. Conforme documento assinado em 13 de março de 2008 pelo ministro Edson Santos e pela então secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, o Plano visa a estabelecer parcerias de longo prazo no combate à desigualdade racial, a partir de cinco eixos temáticos: educação; trabalho e desenvolvimento econômico; saúde; direitos humanos; e segurança pública e comunidades remanescentes de quilombos.
A primeira reunião plenária do Grupo Diretor foi realizada em outubro de 2008, em Brasília. A segunda aconteceu em abril deste ano, em Washington. No encontro de Salvador, o Grupo Diretor – que se reúne a cada seis meses – divulgará as diretrizes para apresentação de propostas de projetos, além de estimular o intercâmbio de experiências e formas de atuação da iniciativa privada.
A reunião terá espaço para a participação de aproximadamente 80 lideranças de movimentos sociais de todo o Brasil, que estarão reunidas desde a véspera (21/10) em Salvador, quando receberão esclarecimentos sobre as metas do Plano e indicarão seus representantes nas futuras discussões dos eixos temáticos.
Comunicação Social da SEPPIR /PR
"ESCRAVO, NEM PENSAR!" FORMA REDE SOCIAL PARA EVITAR ESCRAVIDÃO
Agentes especiais de seis Estados se comprometeram a formar grupos de estudos em seus municípios. Eles repassarão materiais para os demais professores e atores sociais, além de articular redes estaduais de prevenção
Por Bianca Pyl
Açailândia (MA) - Os participantes do I Encontro Nacional do "Escravo, nem pensar!" fazem agora parte de uma rede de prevenção ao trabalho escravo. Ao todo, 150 professores da rede pública e lideranças comunitárias, de seis Estados diferentes do país (Pará, Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), se tornaram agentes especiais do programa mantido pela organização-não governamental (ONG) Repórter Brasil.
Os agentes se comprometeram a formar grupos de estudos sobre o tema do trabalho escravo em seus municípios, repassar os materiais recebidos para os demais professores e atores sociais, além de articular redes estaduais de prevenção. "Os agentes especiais serão nosso contato direto com o município para facilitar a troca de informações", explica Mariana Sucupira, que faz parte da equipe de educadoras do "Escravo, nem pensar!".
Alguns professores viajaram mais de 58 horas de ônibus, do Mato Grosso até Açailândia (MA), para participar do encontro e assumiram diversos compromissos para trabalhar o tema em seus municípios promovido pela Repórter Brasil, pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH) de Açailândia (MA) e Comissão Pastoral da Terra (CPT). "Mais de 40 municípios foram representados durante o evento. Alguns professores já estão com a ideia de promover um encontro entre os municípios mais próximos", complementa Mariana.
Evento inédito resultou na formação de rede para prevenir escravidão (Foto: Verena Glass)Foram três dias de debates, apresentações culturais e troca de experiências sobre a realidade brasileira, a educação e formas de combate ao trabalho escravo. "Vamos aplicar as experiências que trocarmos em nossos estados. Precisamos discutir as formas de prevenção, repressão e reinserção dos trabalhadores libertados para ampliar o combate ao trabalho escravo", disse Antônio Filho, do CDVDH , um dos organizadores do evento.
Para José Guerra, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, que esteve na mesa de abertura do evento, o encontro também é um momento para avaliar as metas do 2º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (PNETE), lançado em 2008.
"Falar em trabalho escravo e não falar em educação não ajuda na resolução do problema", opinou Milton Teixeira, do CDVDH, durante o debate Papel da sociedade civil no combate e na prevenção ao trabalho escravo. Milton lembrou que o Maranhão é um dos estados campeões quando se trata de miséria e analfabetismo. "Os investimentos do governo vão para as grandes obras, agronegócio e grandes empresas. Enquanto esses setores crescem, aumenta também o número de denúncias de trabalho escravo".
Para Leonardo Sakamoto, diretor da Repórter Brasil, o papel da sociedade civil é fundamental para erradicar o problema. Leonardo reforçou a importância da "pressão" da sociedade civil no combate ao crime e destacou a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 438/2001) do Trabalho Escravo, que está parada na Câmara Federal. "O trabalho escravo é um sintoma que mostra que algo está errado em nossa sociedade, esse modelo de desenvolvimento e progresso sustenta as desigualdades sociais."
"O evento nos permitiu uma verdadeira exposição existencial, algo que se constituiu, mesmo que ninguém assim o tenha chamado, como o primeiro Congresso Nacional dos lutadores e lutadoras contra o trabalho escravo e degradante", definiu frei Luciano Bernardi, da CPT da Bahia.

Oficinas estimularam criatividade na abordagem
do tema em sala de aula (Foto: Verena Glass)
As oficinas - rodas de conversa sobre temas relacionados direta ou indiretamente ao trabalho escravo, como exploração sexual, questão agrária e meio ambiente - foram realizadas (confira textos produzidos pelos participantes no blog do I Encontro Nacional do "Escravo, Nem Pensar!") na Escola Municipal Fernando Rodrigues, localizada no bairro de Vila Ildemar
A Vila Ildemar, em Açailândia (MA), costuma ser ponto de aliciamento de trabalhadores para a escravidão contemporânea. Os trabalhos culturais desenvolvidos pelos participantes do encontro do "Escravo, nem pensar!" também foram apresentados na escola.
Confira o blog do I Encontro Nacional do "Escravo, nem pensar!" (Enenp)
Notícia relacionada:
Programa "Escravo, nem pensar!" promove encontro nacional
STJ UFPR PODE RESTRINGIR ACESSO A SISTEMA DE COTAS A ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS
STJ: Universidade pode restringir acesso a sistema de cotas a alunos de escolas públicas
Plantão Publicada em 20/10/2009
BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso movido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) para restringir o acesso ao sistema de cotas aos estudantes que tenham feito o ensino fundamental e o médio exclusivamente em escolas públicas brasileiras. A decisão foi tomada pela Segunda Turma do Tribunal. De acordo com a decisão, dentro das suas autonomias, as universidades têm o direito de estabelecer critérios para a entrada de alunos por cota social
A UFPR estabeleceu o critério em seu edital de vestibular. Um aluno que cursou apenas alguns meses em escola particular recorreu à Justiça para manter a sua inscrição para a seleção da universidade. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF) admitiu a liberdade da instituição de ensino em definir a seleção de seus alunos, mas considerou que, no caso, pelo princípio da razoabilidade, não deveria valer a regra.
A decisão fez o estabelecimento de ensino recorrer ao STJ, alegando falta de fundamentação legal e que teria sido violada a autonomia universitária, garantida pela Constituição Federal. A UPPR afirmou, ainda que qualquer órgão da administração pública fica vinculado às normas dos editais que publica, não podendo o Judiciário afastar essa responsabilidade.
No seu voto, o relator, ministro Humberto Martins, explicou que as chamadas "ações afirmativas", que visam combater as desigualdades sociais, surgiram inicialmente nos Estados Unidos, no início do século XX, com ênfase no combate a segregação racial. Essas medidas seriam uma maneira de discriminação positiva, visando beneficiar grupos historicamente desfavorecidos. Além disso, as universidades teriam autonomia para regular o ingresso de seus alunos, devendo exercer essa propriedade dentro de princípios legais.
No caso específico, a norma do edital vetou a participação de alunos que estudaram em escola particular. O aluno se candidatou como cotista, mesmo tendo cursado alguns meses em uma dessas instituições de ensino. "O Judiciário não pode, em regra, afastar a autonomia universitária exercida nos limites da lei, da razoabilidade e da proporcionalidade", apontou o ministro. Para ele, a exigência de estudo integral em instituições públicas seria um critério objetivo razoável e proporcional para a seleção de alunos.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
SUPER MERCADOS WAL MART É CONDENADO E PAGA MULTA POR RACISMO
18/10/2009 ás 01:05:20 por Equipe Áfricas :
Fonte: Deise Benedito
ENTANDA O CASO:
Mãe Noêmia – Oya de Nirê, moradora em Sapopemba, como fazia normalmente, se dirigiu ao super mercado da rede Wal-Mart, na Av. Sapopemba, Jd. Grimaldi, Zona Leste – SP, na data do registro da ocorrência, para compra de algumas mercadorias, entre elas 1 litro de Whisky.
Após o pagamento, na saída, foi abordada grosseiramente pelos seguranças, acusando-a de ter roubado a mercadoria, conforme relato abaixo descrito na sentença. A mesma ainda contra argumentou com os seguranças pedindo respeito pela sua idade e idoneidade, mesmo assim, continuaram expondo-a ao vexame, e ameaçaram de chamar a “policia”, o que a mesma concordou, alegando que por ser “Mulher Negra e Pobre” sentia-se discriminada entendendo que aquilo era um ato de “Racismo”; Ao sentirem a firmeza da acusada, os seguranças recuaram, mas ai a “própria” acusada resolveu tomar a iniciativa de chamar a policia registrar a ocorrência.
Na delegacia do bairro, apesar da insistência da vitima em constatar o caso como “Discriminação racial” o delegado registrou a ocorrência como constrangimento.
Ao convocar uma reunião com os filhos de sua casa, para relatar os fatos, Mãe Noêmia, que também faz parte da Sociedade Comunitária “Fala Negão/Fala Mulher” da ZL/SP, muito abalada, expôs aos mesmos o vexame que passou.
Imediatamente, os diretores da entidade, Gilson Negão e Cenira Moraes se dirigiram ao Super Mercado, procurando o gerente, para ouvir a versão do caso e, informar-lhe que a partir daquele momento iriam tomar providencias jurídicas e abrir queixa crime de racismo contra o Super mercado.
O QUANTO VALE UMA BOA ORIENTAÇÃO JURIDICA:
Ao tomar conhecimento do fato, Dr. Sinvaldo Firmo, que também é filho de Santo da casa de Mãe Noêmia, dirigiu-se ao DP, para acompanhar a ocorrência, argumentando com o delegado, que aquele era um caso de “racismo”, mas sentindo uma aproximação entre o Super mercado e a Delegacia, que insistia em manter o caso como constrangimento, Dr. Sinvaldo resolveu procurar a Delegacia da Mulher, mais próxima do bairro (66), para encaminhar a denuncia.
A delegada atendeu prontamente o pedido e encaminhou a ação de denuncia contra o Super mercado, que resultou na sentença abaixo.
Esta é mais uma vitoria do “Povo Negro, e do povo do Santo, que é sempre suspeito pela cor da pele”
SENTENÇA PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO NO DIA 25 DE JUNHO DE 2009.
2ª Vara Cível do Fórum Regional de Vila Prudente
Processo 009.07.117625-4 - Indenização (Ordinária)
Autora: Noêmia Maria Nogueira da Silva
Ré: Wal Mart Brasil LTDA
Vistos. Trata-se de ação de conhecimento proposta por Noêmia Maria Nogueira da Silva contra Wal Mart Brasil Ltda. objetivando a condenação da ré a pagar indenização por danos morais causados por ato ilícito praticado pela ré. Narra a autora que, no dia 05/12/2005, por volta das 11:30 horas, esteve no estabelecimento comercial da ré e comprou três itens. Foi ao caixa e realizou o pagamento. Após, quando se dirigia ao estacionamento interno da loja, foi abordada por um segurança da ré, de nome João da Silva, que lhe disse “você roubou um CD e um produto na farmácia” e tentou arrancar das mãos da autora as sacolas com as compras, solicitando que a autora apresentasse a nota fiscal da compra. A autora se recusou a mostrar a nota fiscal e foi a um posto da polícia militar e solicitou o comparecimento dos policiais na loja da ré. A autora então permitiu a revista em suas sacolas e mostrou a nota fiscal das compras. Em razão destes fatos, a autora apresentou queixa crime contra os funcionários da ré João da Silva e Marcelo da Cruz Pires, que aceitaram a proposta de transação penal e pagaram multa para não serem processados criminalmente. Também em razão destes fatos, a autora alega que passou a se submeter a tratamento psicológico e a tomar remédios sob prescrição médica contra insônia e depressão. A ré apresentou contestação (fls. 40/51) sustentando a improcedência da ação por ausência de ato ilícito. Esclareceu que o procedimento a que a autora se submeteu consiste apenas na solicitação da nota fiscal para conferência da mercadoria no carrinho, o que leva apenas alguns minutos e transcorre sem traumas ou excessos, ainda mais no caso da autora, que havia comprado apenas três itens. A conferência dos produtos teria sido rápida e discreta se tivesse sido permitida pela autora. Mas a autora se recusou a autorizar a conferência e iniciou e cau sou um verdadeiro tumulto. Sustentou que não houve qualquer abuso ou excesso dos funcionários da ré. Salientou que o boletim de ocorrência foi formulado pela autora em 28/12/2005, 23 dias após a abordagem narrada na inicial. Houve réplica. O processo foi saneado (fls. 98/99). Em audiência (fls. 114/138) foram colhidos os depoimentos pessoais das partes e ouvidas as testemunhas presentes. As partes apresentaram alegações finais na forma de memoriais. Relatados, DECIDO. A ação é procedente. Ficou bem demonstrado pelos depoimentos colhidos em juízo que a ré submeteu a autora a constrangimento desnecessário e indevido, acusando a autora de ter furtado mercadorias no interior do estabelecimento da ré, o que verificou-se não ser verdade. Neste sentido o esclarecedor depoimento da testemunha Maria Bagneti, especialmente a narrativa dos acontecimentos, tal como consta a fls. 128 dos autos.
Também esclarecedor e confirmando a versão da autora, o depoimento da testemunha Cenira Moraes, especialmente a narrativa de fls. 135. Note-se, ainda, que a ré, intimada pessoalmente para comparecer em juízo para prestar depoimento pessoal, fez-se representar na audiência por preposto que não soube esclarecer sobre os fatos ocorridos com relação à autora, o que configura confissão, nos termos do 343 §2º do CPC. Neste contexto, bem configurada a culpa da ré, eis que seu funcionário acusou a ré, injustamente, de ter cometido um furto no estabelecimento da ré. Esta conduta da ré, que na esfera penal se subsume no tipo penal da calúnia, configura evidente dano moral, desnecessária a demonstração do sofrimento da autora. Na fixação do valor da indenização, levo em consideração o grau de culpa da ré, as conseqüências do ato para a autora e a capacidade econômica das partes. Tudo isso sopesado, fixo a indenização pelos danos morais sofridos pela autora em cinco mil reais. Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a ação para condenar a ré a pagar à autora indenização por danos morais que fixo em cinco mil reais. Sucumbente, arcará a ré com as custas do processo e pagará honorários advocatícios de 10% do valor da condenação. P.R.I. (Custas de preparo para eventual apelação R$ 2.508,20, mais uma taxa de porte rem/ret do Tribunal).
MÍDIA COMANDA CAMPANHA CONTRA COTAS
Retirado do site do jornal eletrônico Afropress.
Por: Redação: Milena Almeida, do Jornal Raízes D'África para a Afropress -
Fonte: Afropress - 17/10/2009
Rio - Pesquisas feitas entre os anos de 2001 e 2009 apontam que o Jornal O Globo – da família Roberto Marinho e que tem como diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, um dos líderes da campanha contra cotas – foi o jornal que mais publicou textos sobre as ações afirmativas – 46% deles contra e apenas 24% a favor. O mesmo Estudo aponta que a Revista Veja teve 100% de matérias contrárias às Ações Afirmativas.
O resultado do levantamento foi apresentado por João Feres, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), no Seminário “Comunicação e Ação Afirmativa: o papel da mídia no debate sobre igualdade racial”, promovido esta semana (14 e 15/10) pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Comdedine, Cepir e Seppir, na Associação Brasileira de Imprensa. “A Veja escolheu um lado, o lado contra as cotas”, disse o pesquisador do IUPERJ.
A Veja e o apartheid
A Revista Veja é sócia do conglomerado de mídia que apoiou o regime racista do apartheid na África do Sul - o Grupo Naspers que, em novembro do ano passado passou a ser proprietário de 30% das ações do Grupo Abril, que edita a Revista. O negócio, estimado em US$ 422 milhões, foi o maior investimento feito pelo Grupo apoiador do apartheid no exterior. Apesar da família Civita, proprietária da Abril, permanecer no controle do Grupo Abril e da Veja, o Naspers passou a ter assento no Conselho de Administração.
O Grupo Naspers, fundado em 1.915, é uma multinacional que atua nos segmentos da mídia eletrônica e impressa. Com faturamento de US$ 2,2 bilhões, publica mais de 30 revistas e cerca de 25 jornais, dos quais o maior é o "Dayly Sun", na África do Sul. Atua em 50 países e tem negócios de Internet, TV paga e editora de livros. Foi uma das principais bases de sustentação do apartheid – regime racista sul africano – enquanto este vigorou no país.
Seminário
O Seminário teve mesas de debate com Muniz Sodré, Ancelmo Gois e Mírian Leitão do O Globo, o antropólogo e jornalista Kássio Motta, a diretora de redação da revista Cláudia Márcia Neder, Carlos Medeiros, da CEPIR, Rosângela Malachias do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e o próprio Feres do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).
Mírian Leitão (foto) explicou que “o problema é quando a opinião sai do editorial ou artigo e vai para as matérias”, isto é, estas deixam de ser imparciais, o que acontece em vários veículos da grande imprensa.
Entre as principais justificativas apresentadas pelas posições contrárias estão afirmações como a que as ações afirmativas não levam em conta o mérito, acirram o conflito racial e que não tem como dizer quem é negro no país. “Os brasileiros acreditam que discutir o racismo provoca racismo”, disse Carlos Medeiros da CEPIR. Mírian Leitão completou, “o que mais incomoda é escutar que o Brasil não é racista, pois isto impede o diálogo”.
Medeiros disse ainda que a ação afirmativa não deve se resumir a cotas e que este diálogo deve avançar. “As ações afirmativas não vão acabar com o racismo, mas vão promover igualdade de oportunidades”. Muniz Sodré acredita que por meio da aproximação o preconceito se torna menor. “É importante que o negro esteja em lugares onde barreiras históricas foram construídas, como é o caso das universidades”.
Identidade negra na mídia
Ao ser questionada sobre o fato da mulher negra ainda não se identificar e se enxergar nas páginas de uma revista como a Cláudia, Márcia Nader rebateu afirmando que quem diz isto não lê a revista.
“A mulher negra se vê sim na Cláudia, a Taís Araújo, por exemplo, já foi capa duas vezes”. Márcia defendeu a atitude “libertária” da revista, mas não soube dizer qual a média de matérias voltadas para este público, quantas capas de Cláudia já tiveram negras e nem o número de profissionais negros na redação. A jornalista reconheceu que a freqüência de negras retratadas na revista ainda é pouca, mas justificou dizendo que “a mídia é um reflexo da sociedade”.
Em contrapartida, Muniz Sodré foi um dos participantes que discordaram da afirmação e disse que a mídia cria o seu próprio público, construindo a realidade, não retratando-a. “E há uma imensa saudade da escravidão por parte da mídia brasileira”, acrescentou. Além disso, para reforçar a questão da identidade visual, o sociólogo disse que a relação de classe social, como muitos acreditam, não esgota a questão étnica.
“O pobre branco já se encontra em vantagem, pois a cor se tornou objeto patrimonial”, concluiu.
AS BOAS INTENÇÕES E A CALÇADA DO INFERNO
As boas intenções e a calçada do inferno
Há cerca de 4 anos, em 2.005, começaram as denúncias de que os principais bancos brasileiros discriminavam negros na sua política de recrutamento. Os bancos, como se sabe, são o setor da economia que mais lucra no país - R$ 14 bilhões só no primeiro trimestre deste ano, segundo a Agência Privada de Consultoria Economática.
Inicialmente levantadas pelo então presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental do Rio, advogado Humberto Adami (hoje Ouvidor da Seppir), as denúncias foram, de pronto, recepcionadas pelo Ministério Público Federal do Trabalho.O promotor Otávio Brito Lopes – hoje o procurador geral do MPFT – diante da denúncia, entrou com ações civis públicas contra os maiores bancos, inicialmente apenas os de Brasília. O promotor pediu indenização de R$ 30 milhões ao Bradesco, Itaú, ABN-Amro Real, HSBC e Unibanco por danos morais coletivos.Nas Ações, o Ministério Público afirmava que, ao cruzar dados sobre a População Economicamente Ativa do DF e as informações sobre o quadro de pessoal fornecido pelas instituições financeiras, ficava demonstrado que o número de negros e mulheres empregados não correspondia à oferta de mão-de-obra, o que caracterizava a discriminação.Pressionados pelo MPFT, os bancos reagiram, e aqui começa a nebulosa história que resultou não em condenações (todas as ações foram rejeitadas pela Justiça de Brasília), mas na atual desavergonhada campanha de marketing desenvolvida pela Febraban diante da cumplicidade generalizada e do silêncio que não é o dos inocentes.A estratégia dos banqueiros foi certeira. Primeiro, mobilizaram o seu lobby no Congresso e, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, articularam audiências públicas, com a presença de lideranças negras. Nessas audiências, comprometeram-se a adotar medidas, traduzidas em um Mapa da Diversidade, lançado com pompa e circunstância em um hotel de luxo da região dos jardins, em S. Paulo, com a presença do próprio presidente da Febraban,o banqueiro Fábio Barbosa, do Santander.Para dar credibilidade a iniciativa, a Febraban contratou o CEERT – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades - dirigido pela professora Cida Bento, conhecida especialista em políticas de diversidade que, durante meses movimentou uma equipe de técnicos e especialistas. O trabalho ficou pronto no final do ano passado e apenas confirmou a descarada e escancarada política de discriminação (veja matéria http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=2041). Embora a escolaridade entre negros e brancos sejam equivalentes nos níveis superior e pós - 83% e 83,6% , respectivamente -, funcionários negros recebem apenas 64,2% dos brancos e os pardos 67,6%, dado que equivale a uma confissão da prática de discriminação contra negros na política de recrutamento de pessoal.Diante disso, o que se esperava? Que as lideranças negras, parlamentares, MPFT e opinião pública, exigissem medidas efetivas para por fim ao escândalo – um caso de discriminação em que os próprios autores confessam o crime. Nos Estados Unidos, diante da comprovação de que seis empresas de construção, pagavam salários menores de acordo com a cor, etnia e país de origem em relação funcionários brancos de origem irlandesa, o procurador Andrew Cuomo, de Nova York, não teve dúvidas: abriu processo em que cobra US$ 4 milhões das empresas pela prática de discriminação.Deste lado dos trópicos, na terra da democracia racial, contudo, empresas – inclusive bancos – podem confessar que praticam tais crimes, sem o risco de irem parar nos tribunais. Melhor ainda:tem grandes chances de ainda serem aplaudidas por lideranças negras – boa parte das quais, outrora denunciantes – como aconteceu nas duas audiências da promovidas pela Febraban na Câmara e no Senado.O silêncio, neste caso, é ensurdecedor. O Ministério Público Federal do Trabalho, que depois de ver rejeitadas as ações em primeira instância, não tocou mais no assunto; as lideranças negras, que outrora faziam grande alarido, passaram a fazer parte do seleto grupo agora convocado para as audiências da Febraban, em que os banqueiros, em relatórios cheios de imagens, cores e gráficos, simplesmente confessam a descarada política de discriminação e ainda fazem marketing, declarando, por meio de seu representante, que “resultados consistentes só em três a cinco anos”.É demais.
São Paulo, 18/10/2009
Dojival Vieira
Jornalista ResponsávelRegistro MtB: 12.884 - Proc. DRT 37.685/81
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