quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ANALFABTISMO SE CONCENTRA ENTRE POBRES NEGROS E NORDESTINOS

Retirado do site do Correio Brasilense.

Analfabetismo se concentra entre pobres, negros e nordestinos, aponta Unesco
Agência Brasil
Publicação: 08/09/2008

O analfabeto brasileiro continua sendo em sua maioria nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos. A análise é do especialista em educação de jovens e adultos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Timothy Ireland. Na data desta segunda-feira, 8 de setembro, a organização comemora o Dia Internacional da Alfabetização.
“A questão do analfabetismo sempre foi minimizada como um direito, mas ela é fundamental para que o cidadão participe de forma democrática. Hoje vivemos na sociedade da informação e do conhecimento, a pessoa que não tem acesso à escrita e à leitura acaba excluída de informações que são necessárias para garantir todos os outros direitos, a saúde, a participação política na sociedade”, avalia Ireland.
Dados de 2006 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 10,38% da população se declara analfabeta absoluta, ou seja, não sabe ler ou escrever um bilhete simples. O percentual representa 14,3 milhões de brasileiros. O relatório de monitoramento do programa Educação Para Todos, da Unesco, mostra ainda que o índice mais do que dobra na área rural (25%). Entre os negros e pardos, o analfabetismo é duas vezes maior do que entre os brancos.
Para a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em jovens e adultos Cláudia Vóvio, o perfil do analfabeto brasileiro reflete as desigualdades sociais do país. “Os dados estratificados mostram as mesmas desigualdades sociais. Onde estão os grupos com maior vulnerabilidade social é onde se encontram as maiores taxas de analfabetismo”, analisa.
Na avaliação de Ireland, é preciso reconhecer que o analfabetismo vem diminuido no país, mas ainda de forma lenta. Em 2000, o Brasil assinou o compromisso Educação para Todos, estabelecido durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar. Entre as metas, está a redução das taxas de analfabetismo para 6,7% até 2015. Segundo a Unesco, se os índices continuarem caindo nesse ritmo, o Brasil não cumprirá o acordo.
“O Brasil tem avançado bastante a partir do momento que estabeleceu uma política nacional de educação para jovens e adultos, mas o esforço ainda não está refletido nos números. Acreditamos que ainda precisamos de mais recursos para atuar nessa área”, defende o especialista.

SEMINÁRIO SOBRE ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA TERREIROS

É uma pena que estejamos divulgando "em cima", pois o seminário é hoje. Vale pelo registro e pela idéia que pode ser rerpoduzida em todos os Estados brasileiros.
Retirado do site do jornal A Tarde - seção Mundo Afro ,porém a notícia foi vista primeiro no blog parceiro do CEN.

09/09/2008
Cleidiana Ramos


Os terreiros são templos religiosos e como as igrejas católicas e cristãs também têm o direito à isenção de impostos como IPTU. O problema é que as informações para alcançar este benefício ainda não chegaram a muitos dos religiosos de candomblé e umbanda. Daí que amanhã (quarta-feira, 10/07), no Centro de Convenções, das 8 às 17h30, vai acontecer o seminário "O Espaço Urbano e os Templos Religiosos de Matriz Africana ".
No encontro serão mostrados os caminhos para se conseguir a dispensa do pagamento de impostos. Quem quiser participar deve entrar em contato com a Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro (Fenacab) por meio dos telefones (71) 3321-1548/4009-2616 para fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas.
O seminário é apoiado pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e pela Associação de Promoção e Defesa da Qualidade de Vida dos Afrodescendentes das Cidades (ASAFROS).

II SEMINÁRIO DO ILE ASÉ ALA KORO WO

CASAS DE ASÉ: ESPAÇO DE EMPREENDIMENTO SOCIAL

27 e 28 de Setembro de 2008

Local - Ile Asé Ala Koro Wo – Travessa Munguengue nº 42 / 46 , Venda Velha -São João de Meriti/ RJ.

Inscrições através dos e-mails ou telefones abaixo:
E-mails:
williannlyra@hotmail.com
coletivodemulheresnegras@yahoo.com.br
Tels: (21) 2651-4963 Asé Ala Koro Wo ou (21) 7636-6906 Williann
Realização: Ile Asé Ala Koro Wo
Apoio: Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial


Parcerias:
· Amalyra
· Instituto NAN
· Coletivo de Mulheres Negras RJ
· Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
· Ile Ogun Ijogun D'Ase O Aburó Okorim E O Tion - Tiwon Igba Tigbo
· Ile Asé Jobá Ofá To Ogun Ode Tu

Obs.: Inscrições limitadas .
Alimentação incluída para as/os inscritas/os
As/os inscritas/os deverão trazer 1 Kg de alimento não perecível


PROGRAMAÇÃO

SÁBADO/27
8:30 - Credenciamento
9:00 - Café da Manhã
09:30 – MESA DE ABERTURA
Mãe Beata de Iemanjá – Iyalorisá do Ile Omi Oju Aro
Mãe Torody D’Ogun – Iyalorisá do Asé Ala Koro Wo
Deputado Federal Carlos Santana – Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial
José Carlos Gentil da Silva – Federação Brasileira de Umbanda
José Marmo da Silva – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
Antonio Pompeo - Fundação Cultural Palmares

10:00 – PAINEL DE DISCUSSÃO I

CASAS DE AXÉ: POLÍTICAS PÚBLICAS e EMPREENDIMENTO SOCIAL
Deputado Federal Carlos Santana - Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial
Antônio Pompeo – Fundação Cultural Palmares

10:45 - DEBATE
11:15 - PAINEL DE DISCUSSÃO II
MULHERES DE TERREIRO: EMPREENDEDORAS SOCIAIS
Mãe Beata de Iemanjá – Iyalorisá Omi Oju Aro - Rede Iya Ágbà
Mãe Torody D’Ogun - Iyalorisá Asé Ala Koro Wo - Elas Fazem Diferente

12:15 - ALMOÇO
13:30 - PAINEL DE DISCUSSÃO III
CASAS DE AXÉ: MEIO AMBIENTE, ECOLOGIA, HORTAS SAGRADAS e TERAPÊUTICAS
José Renato Teixeira Videira – Biólogo / Olosain do Asé Ala Koro Wo
Mãe Torody D’Ogun – Iyalorisá do Asé Ala Koro Wo
Vilma Piedade – Coletivo de Mulheres Negras /RJ

14:30 - DEBATE
15:00 - CAPOEIRA DO AXÉ

15:30 - PAINEL DE DISCUSSÃO IV

CASAS DE AXÉ: ENFRENTANDO O RACISMO E A INTOLERÂNCIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE
José Marmo da Silva - Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Marco Antônio Guimarães – Instituto Oriapere

16:30 – DEBATE
17:00 – ENCERRAMENTO COM TOQUE

DOMINGO/28

9:30 - Café da Manhã
10:00 - PAINEL DE DISCUSSÃO I
CASAS DE AXÉ: ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Lúcia Xavier - Criola
Mãe Torody D’Ogun - Iyalorisá do Asé Ala Koro Wo

11:00 – DEBATE
11:30 – APRESENTAÇÃO
12:00 - ALMOÇO

13:15 - PAINEL DE DISCUSSÃO II
CASAS DE AXÉ: FONTE DE CULTURA, SABER E PESQUISA ACADÊMICA
Daniele Salles - Mestre em Educação – UERJ

Gloria Cecília Silva - Mestre em Educação – UERJ
João Valença – Mestre em Educação, Ciência e Saúde – UFRJ

14:15 – DEBATE

14:45 – OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E OS TERREIROS: DESAFIOS
Marcelo Fritz – Icapra
Wagner de Oxossi – Jornal A Voz do Candomblé
Paulo Guerreiro - Jornal Expresso

15:45 – DEBATE
16:15 - ENCERRAMENTO COM SAMBA DE RODA

SECRETÁRIA EM SALVADOR OFERECE CURSO GÊNERO E RAÇA

Retirado do site da SPM.
SPM leva o curso Gênero, Raça e Inclusão Digital para comunidades carentes de Salvador

A partir do próximo dia 08 do corrente mês, a Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres realizará a aula inaugural do curso Gênero, Raça e Inclusão Digital que, posteriormente, será ministrado em quatro comunidades de Salvador: o Centro Histórico, Jaguaripe II, Calafate e Planalto Real – Plataforma. Estes bairros foram escolhidos devido à concentração de populações menos assistidas da cidade (carente de serviços), e atendendo a antigas reivindicações destas organizações, que já possuíam estruturas, mas não tinham os profissionais. A proposta é levar o curso, que já é oferecido na sede da SPM desde 2006 (e já formou cerca de 3.000 mulheres), nos bairros onde residem.

“Para muitas mulheres o deslocamento significa um custo alto. Com as aulas sendo oferecidas perto de suas casas, além da economia, elas são mais estimuladas a participar, pois suas colegas são suas amigas e vizinhas. A interação com a turma flui bem melhor e representa uma aproximação significativa da SPM com as comunidades”, afirma Eliane Boa Morte, responsável pelo curso.

Vale ressaltar que a atividade integra um projeto piloto da Superintendência, intitulado “Ampliando a SPM nas Comunidades”, cuja idéia é garantir sua permanência no quadro de cursos oferecidos pelo órgão e, em breve, ampliar o número de bairros de 4 (quatro) para 10 (dez).

O objetivo é atingir cerca de 500 mulheres que deverão integrar as 4 (quatro) turmas previstas até o final do ano. O curso é divido em oficinas de raça, gênero e informática básica (Word, Power Point, Excel e Internet), com carga horária total de 72 (setenta e duas) horas. Além do aprendizado básico de informática que, para muitas mulheres, ainda é um obstáculo no mercado de trabalho, elas aprendem noções de gênero e raça e, através de uma metodologia participativa, discutem as temáticas da violência doméstica e sexual, discriminação, cidadania. O intuito deste projeto é o fortalecimento da participação cidadã de todas as mulheres numa perspectiva de inclusão social e enfrentamento das desigualdades.

A implementação do curso é resultado da parceria da SPM com associações comunitárias e outras entidades da sociedade civil, que cederam os espaços e equipamentos. Outras organizações que queiram participar podem entrar em contato com a SPM e agendar uma conversa.

O curso é gratuito e as interessadas podem se inscrever nos seguintes pontos comunitários:
· Centro Histórico de Salvador – sede da ONG A Mulherada
· Jaguaripe II – sede do Conselho de Moradores de Jaguaripe e adjacências (Comorja)
· Calafate – sede do Coletivo de Mulheres do Calafate
· Planalto Real – Plataforma – sede da Cooparquetur

Outras informações através do telefone 2108-7310 (Eliane).

PESQUISA DO IPEA "RETRATOS DAS DESIGUALDADES EM GENÊRO E RAÇA"

Retirado do site do IPEA.
A pesquisa do Ipea divulgada no dia 08/09 foi noticiada em diversos meios de comunicação só repetem algo que diversos estudos já haviam apontando. Mesmo assim vale a pena ter acesso a ele e fazer uma leitura minuciosa nos seus dados.
Para acessar clique os links a seguir: Ler na íntegra a pesquisa e acesse as tabelas ou baixe os dois arquivos neste link alternativo.

Outros postagens com estudos do IPEA
IPEA: COTISTAS TÊM MELHORES NOTAS EM UNIVERSIDADES
PESQUISA DO IPEA SOBRE JUVENTUDE E POLÍTIAS SOCIAIS DÁ DESTAQUE COTAS RACIAIS
2,37% DAS VAGAS EM UNVIERSIDADES PÚBLICAS SÃO PARA COTAS RACIAIS, DIZ IPEA
BRASIL SÓ ALCANÇA A IGUALDADE RACIAL EM 32 ANOS
IPEA: NÚMERO DE NEGROS E PARDOS DEVE SUPERAR O DE BRANCOS
DOCUMENTOS DO IPEA SOBRE RACISMO NO BRASIL

Caem desigualdades no país, mas pobreza negra é mais que o dobro da branca
09/09/2008

A SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e apresentaram hoje, em Brasília, os primeiros resultados da pesquisa "Retrato das desigualdades de gênero e raça", que compara microdados Pnads 1996 e 2006.
Além de preparar um detalhado e inédito perfil da população brasileira a partir de recortes de gênero e raça/cor, este trabalho já organiza os dados mais recentes para compará-los com a Pnad 2007 que está será lançada nesta semana.
Veja alguns destaques do estudo.

Chefia de família

  • aumento na proporção de famílias chefiadas por mulheres
  • crescimento do número de famílias monoparentais masculinas
  • crescimento das famílias formadas por casais com filhos chefiadas por mulheres

Educação

  • os negros e negras estão menos presentes nas escolas, apresentam médias de anos de estudo inferiores e taxas de analfabetismo bastante superiores.
Previdência e assistência social

  • A cobertura é maior para homens idosos brancos e menor para mulheres negras
  • a grande maioria dos domicílios que recebem benefícios assistenciais é chefiada por negros.
Mercado de trabalho

  • Mulheres ocupadas são mais escolarizadas que os homens ocupados
  • Negros trabalham mais e nas piores ocupações. Entram mais cedo no mercado e saem mais tarde.
  • Meninos negros são as maiores vítimas do trabalho infantil
  • Trabalho doméstico remunerado é, ainda, persistente e majoritariamente feminino, negro e informal (sem carteira assinada)
Habitação e saneamento

  • Domicílios chefiados por negros aqueles que se encontram sempre em piores condições, têm menos água encanada, esgoto e coleta de lixo
  • Acesso a bens duráveis
Percentual de domicílios que não têm...

Fonte: IBGE Pnad/microdadosElaboração: Ipea/Disoc, Unifem e SPM.

Pobreza, distribuição e desigualdade de renda
Nos últimos 12 anos, homens brancos perderam renda, enquanto mulheres e negros ganharam. Ainda assim, o rendimento dos homens brancos supera o de mulheres e negros.
A pobreza e a indigência negras são três vezes maiores que a pobreza e a indigência brancas*


*Pobre = quem sobrevive com até ½ do SM per capita por dia Indigente = quem sobrevive com até ¼ do SM per capita por dia

terça-feira, 9 de setembro de 2008

INSCRIÇÃO DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009

Retirado do site do Instituto Paulo Freire.
Fórum Social Mundial As inscrições para o FSM 2009 começam na primeira quinzena de setembro e serão feitas exclusivamente por meio do site www.fsm2009amazonia.org.br/. Participantes, organizações, estandes, voluntários, imprensa, mídia alternativa e atividades devem ser inscritos.

O primeiro momento será dedicado ao cadastramento das atividades autogestionadas que podem ser oficinas, seminários, painéis e etc propostas e executadas pelas as entidades, organizações, redes ou grupos. De acordo com a Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, somente organizações podem inscrever atividades. Em um segundo momento, acontecem as inscrições de participantes individuais e veículos de mídia e atividades culturais. Os valores ainda estão sendo definidos.

Estandes As organizações interessadas em dispor de espaço físico para estandes institucionais, pontos de encontro e tendas de campanhas durante o FSM 2009 já podem fazer o download da ficha de solicitação específica. As solicitações de estandes devem ser enviadas até 10 de outubro de 2008. Os pedidos serão analisados pelo Grupo Facilitador do FSM 2009 e as reservas estão condicionadas à disponibilidade de espaço físico. Até o início de novembro será enviada uma resposta em relação às solicitações. Mais detalhes estão disponíveis na ficha.

Download da ficha de inscrição de estandes:

Hospedagem
Com o objetivo de atender as diversas solicitações relativas à hospedagem dos/as participantes do Fórum Social Mundial 2009, o Grupo Facilitador (GF) local já está colocando em prática uma série de iniciativas que incluem o levantamento de leitos na rede de hospedagem convencional, como hotéis e pousadas, o apoio ao Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ) e na hospedagem solidária, que pode ser alternativa ou familiar.

Hospedagem Solidária
A hospedagem solidária alternativa consiste prioritariamente no alojamento em estabelecimentos comerciais e organizações, mas também em escolas, ginásios e entidades religiosas. A outra modalidade de hospedagem solidária familiar será feita em casas de famílias locais.

Os custos da hospedagem familiar ou alternativa podem variar entre zero e R$25,00 por dia. Os detalhes sobre as diversas modalidades e mais informações sobre o cadastramento, seja para oferta de vagas ou para solicitação de leitos podem ser feitas diretamente nos e-mails: acomodacao@fsm2009amazonia.org.br ou nos telefones 55 91 3241 1773 (Comitê de de apoio ao FSM) ou 55 91 3222 - 8530 (Escritório do FSM 2009). Em breve mais informações no site do evento.

Hospedagem Convencional
Em relação à hospedagem convencional, o Grupo Facilitador (GF) informa que, devido ao reduzido número de leitos disponíveis na cidade, os hotéis de Belém estão cobrando preços abusivos, cerca de quatro a cinco vezes maiores do que os praticados normalmente. O GF informa também que não existe nenhuma agência oficial de viagem para o FSM. As negociações de hospedagem convencional devem ser feitas diretamente entre as organizações e os hotéis ou através das agências de viagens com as quais costumam trabalhar. Em breve estará disponível no site uma lista de contatos da hospedagem convencional.

Acampamento Intercontinental da Juventude
Como nas edições anteriores do FSM o Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ) será uma opção a mais de hospedagem, mas também funciona como um espaço de vida própria, com atividades, programações culturais e políticas. O 8a AIJ estará situado dentro do território do FSM, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Milhares de jovens de todo o mundo se encontram para um período de práticas diferenciadas em áreas como habitação, comunicação, reciclagem, gestão, entre outras. Para informações: acampamento@fsm2009amazonia.org.br ou ainda com o GT de Comunicação do Comitê do Acampamento da Juventude, pelo telefone (55) 91 8135 7383.

Seja voluntário(a) no FSM 2009 A participação voluntária no FSM é essencial para o funcionamento do evento. Há dois momentos de participação dos voluntários/as no FSM, um de preparação anterior ao evento e outro, durante o evento, que acontece entre os dias 27 de Janeiro e 1º de fevereiro de 2009. Inicialmente, o CI do FSM definiu que serão convocados apenas voluntários/as de Belém e Região Metropolitana, podendo ser aberta, posteriormente, a inscrição para interessados de outros locais. Haverá seleção. As pessoas que desejem ser voluntárias do FSM podem entrar em contato pelo telefone (55) 91 3222 8530 ou voluntario@fsm2009amazonia.org.br

Saiba mais:

UNB E UFPE COM COTAS PARA MORADORES DAS PERIFERIAS

Retirado do site do jornal O GLOBO. Abaixo segue a pagína da matéria, para ampliar clique na imagem.

Universidades federais agora criam cotas para moradores das periferias e interior
08/09/2008
O Globo Online
BRASÍLIA - Depois das cotas para negros, índios e alunos de escolas públicas, o acesso a universidades federais ganhou um novo critério: o lugar onde o candidato freqüentou ensino médio. É o que mostra reportagem de Demétrio Weber publicada no "Globo" nesta segunda-feira. Os novos campus da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) incluíram em sua fórmula de ingresso o "bônus regional", pontuação extra no vestibular para quem estudou no interior ou na periferia.
Assim, o que importa é a geografia, ou melhor, o endereço da escola. No bônus regional, não faz diferença se o candidato é rico ou pobre, branco ou negro nem se estudou em colégios públicos ou privados. Pelo critério, quem cursou o ensino médio em cidades-satélites de Brasília, em municípios de Goiás (vizinhos ao Distrito Federal) e no interior de Pernambuco recebe mais pontos no vestibular: 20% na UnB e 10% na UFPE.

O incentivo geográfico surpreendeu o ministro da Educação, Fernando Haddad. Entusiasta da reserva de vagas para alunos de escolas públicas, ele disse desconhecer o mecanismo e expressou dúvidas quanto à sua legalidade:
- É a primeira vez que ouço falar de demarcação territorial. A consultoria jurídica do MEC não foi procurada (para opinar sobre a medida) - afirmou Haddad.
Benefício divide a opinião dos alunos
Aos 42 anos e eufórica com a oportunidade de fazer um curso superior, a alfabetizadora Sandra Regina Rodrigues Peixoto está entre os 240 aprovados na unidade da UNB de Ceilândia, cidade-satélite que costuma aparecer no noticiário policial. Teria direito ao bônus regional, mas não sabia e entrou no curso de gestão em saúde sem o benefício.
O bônus divide opiniões entre os alunos. Com ou sem ele, porém, o vestibular em Ceilândia para farmácia, enfermagem, terapia ocupacional, fisioterapia e gestão em saúde teve menos concorrência do que no campus central da UnB, no Plano Piloto. O mesmo aconteceu na seleção de 240 alunos dos cursos de engenharia eletrônica, automotiva, de software e de energia no Gama.
A atendente de suporte técnico Jeane Quitéria da Conceição Silva, de 34 anos, foi a oradora da turma na inauguração da unidade de Ceilândia. Entrou pela cota de negros e não pediu o bônus por desinformação.
- O preconceito contra negros existe, só que é muito maior contra quem mora em Ceilândia. Se a gente chega no Plano Piloto pedindo emprego, tem que estar bem vestida e falando bem. Se não, ninguém contrata.
No Gama, a 40 quilômetros de Brasília, o estudante Thales da Cruz Portela, de 17 anos, cursou o ensino médio em escola particular. Seus pais têm um mini-mercado. Ele recebeu o bônus, mas entende que o benefício deveria ser dado apenas à população de baixa renda que estuda em escola pública:
- Aqui tem muito colégio bom e gente com oportunidades iguais ou melhores do que em qualquer lugar.

TEMPO DE EQUIVALÊNCIA NA NET

Retirado do blog Sedentário Hiperativo.

Tabela de equivalência do tempo na internet

Perfeito esse quadro, é a aplicação da teoria da relatividade do tempo de quem espera e de quem faz-se esperar na net.
Vi no blog do filho ilustre do Crato, Sampson do
Inovavox

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Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

BOLSA PARA COTISTA DA UERJ É AMPLIADA

Esta informação apareceu na mensagem 5604 da lista de discussão do PVNC. Até o momento não foi possível achar informações em outros sites. Vale pena notícia.

De: "davirp" rpdavi@hotmail.com
Para: pvnc@yahoogrupos.com.br
Uma boa notícia para os estudantes que ingressaram na Universidade por meio do sistema de reserva de vagas, desde o vestibular 2003: a partir de agora, todos os alunos cotistas regularmente matriculados e em atividade receberão bolsa mensal de R$ 250 durante todo o tempo do curso. A expectativa da Sub-reitoria de Graduação (SR-1) é realizar o pagamento referente ao mês de agosto por volta do dia 15 de setembro.
A concessão de bolsas durante todo o curso universitário é resultado de negociação da Reitoria com o governo e uma antiga reivindicação dos estudantes, atendida por meio da Lei 5.230, sancionada pelo governador Sérgio Cabral em abril deste ano. A lei prevê que um "programa de apoio deverá vigorar durante todo o curso universitário do estudante cotista que mantiver a condição de carente" e, para cumpri-la, acabam de ser liberados recursos orçamentários suplementares de R$ 7 milhões, destinados pelo governo do estado ao pagamento das bolsas neste ano. Até então, o Programa de Iniciação Acadêmica da UERJ (Proiniciar) oferecia bolsas para alunos cotistas apenas durante os primeiros 12 meses.
"Nossa providência imediata foi fazer uma avaliação dos cadastros, para identificar os alunos que fazem jus a este auxílio", esclarece Hilda Montes Ribeiro de Souza, diretora do Departamento de Projetos Especiais e Inovações (DPEI/SR-1). Há cerca de 7.800 estudantes cotistas registrados no Sistema Acadêmico de Graduação (SAG), mas é preciso verificar quais estão efetivamente ativos. Nos próximos dias, a equipe da SR-1 definirá todos os detalhes relacionados à distribuição das bolsas. "Mesmo quem está a poucos meses de se formar terá direito, naquele período", destaca Hilda de Souza. Na opinião da diretora, a bolsa contribuirá para facilitar a permanência dos alunos na Universidade.

O histórico das cotas na UERJ
O sistema de cotas para ingresso aos cursos da UERJ começou em 2002, quando o então governador Anthony Garotinho estabeleceu reserva de 50% das vagas nos vestibulares das universidades estaduais para alunos egressos de escolas públicas do estado. Na ocasião, o vestibular 2003 já estava em curso e teve que acontecer dividido em dois: o SADE (Sistema de Acompanhamento de Desempenho dos Estudantes do Ensino Médio), para a reserva de vagas, e o chamado vestibular estadual, sem cotas.
No mesmo ano, a Assembléia Legislativa aprovou uma lei estabelecendo 40% das vagas das universidades estaduais para negros, com o critério da autodeclaração. Tal percentual era aplicado primeiro sobre a cota de 50% para escolas públicas (SADE) e em seguida sobre as vagas não reservadas do vestibular estadual.
Em 2003, a UERJ propôs sugestões, como a unificação das modalidades de cotas. O vestibular 2004, então, reservou 20% das vagas para alunos de escolas públicas, 20% para negros e 5% para deficientes físicos e minorias étnicas. Os candidatos às cotas só concorriam por uma das modalidades e tinham que comprovar carência financeira: renda máxima de R$ 300 líquidos por pessoa da família.
A Universidade manteve os mesmos percentuais para o vestibular 2005, mas reformulou o critério da carência financeira, que passou para R$ 520,00 brutos por pessoa da família. Já para o vestibular 2006, as alterações votadas pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UERJ foram: estabelecimento de nota mínima de 20 pontos em 100 pontos e, na segunda fase, supressão de uma das três provas discursivas sobre matérias específicas para cada carreira, sendo Língua Portuguesa obrigatória para todas as áreas. Tais modificações valem para todos os candidatos, cotistas e não cotistas.
Em julho de 2007, o governador Sérgio Cabral sancionou uma lei que inclui, na reserva de 5% das vagas para deficientes físicos e minorias étnicas, os filhos de policiais civis e militares, bombeiros, inspetores de segurança e de administração penitenciária mortos em serviço ou incapacitados permanentemente.
No vestibular 2009, atualmente em curso, o limite de renda para candidatos às vagas de cotas, em qualquer modalidade, é de R$ 960,00 brutos por pessoa da família.

Procura por cotas diminui
O sistema de reserva de vagas da UERJ recebe menos candidatos a cada ano. Esta é uma das conclusões do estudo "A execução da política de acesso pelas cotas nos dias de hoje", elaborado por Stella Nunes Amadei, coordenadora acadêmica do Departamento de Seleção Acadêmica da Universidade (Dsea/SR-1).
O estudo avalia o período de 2004 a 2007, quando o processo seletivo ocorreu sob vigência da mesma lei. O quantitativo de cotistas inscritos na segunda fase do vestibular - momento em que o candidato faz a escolha do curso e da cota - foi de 24% em relação ao número total de candidatos, em 2004; a partir daí, passou a ser de 9% em 2005; 10% em 2006 e 8% em 2007. Tais valores parecem indicar maior procura inicial, atendida em 2004. "Esta tendência sinaliza uma demanda reprimida, no início da implantação das cotas", concorda Hilda de Souza, diretora do DPEI/SR-1.
A análise do número de alunos matriculados na Universidade, ao final do processo seletivo, reforça esta conclusão: em termos percentuais, o quantitativo de cotistas ingressantes na UERJ em 2004, em relação ao total de matriculados, foi de 42%, bastante próximo daquele definido pela lei de cotas. A partir daí, entretanto, passa a 32% em 2005; 31% em 2006 e 24% em 2007. Hilda de Souza cita outros fatores capazes de produzir impacto sobre a procura pelas cotas: as vagas abertas pelo ProUni e o gargalo do ensino médio, com altos índices de desistência antes da conclusão.
O estudo aponta ainda a existência de vagas ociosas entre cotistas: em 2004 e 2005, foram oferecidas 2.358 vagas reservadas a cada ano e não foram preenchidas 10,3% e 30,7% delas, respectivamente. Em 2006, houve 2.364 vagas para ingresso pelo sistema de cotas, das quais 33% não foram preenchidas; e em 2007, 51% das 2.350 vagas reservadas não foram ocupadas por cotistas. As vagas ociosas são redistribuídas para candidatos não cotistas. Hilda de Souza alerta, no entanto, que este ano pode ser diferente, pois o número de inscritos no vestibular superou a marca dos 75 mil candidatos, um recorde nos últimos cinco anos.
"Existe um movimento de aproximação da UERJ com a comunidade", explica. "Profissionais da SR-1 realizam um programa permanente de divulgação em escolas e cursos comunitários de pré-vestibular. O objetivo é esclarecer quanto ao ingresso e derrubar mitos sobre as cotas, pois muita gente não acredita que seja capaz de disputar uma das vagas reservadas", conclui Hilda.

ACESSE A 2ª EDIÇÃO DA REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES

O ex-blog, e atualmente revista eletrônica, África e africanidades lançou seu segundo número nos presenteando com uma enxurada de artigos. Talvez este seja um bom caminho para os blogs que são mais dedicados a produção intelectual e uma produção reflexiva de profundidade. Vida longa ao África e africanidades e muito sucesso para a sua dedicava equipe.

Para acessar o site clique na imagem abaixo.



Segue abaixo a relação dos textos da nova edição.

ARTIGOS
Erotismo e Consciência Social na Poesia e na Pintura Caboverdianas
DinaSalústio e José Maria BarretoGiselly Pereira de Carvalho Soares Pereira e Lucimar Francisco Ribeiro(UFRJ - Brasil)

A Saúde da Mulher: A Violência como Problema de Saúde Pública e aImportância do Recorte Étnico/Racial
Ana Elisa Araújo Messias (UEL - Brasil)

Murmúrios e Sonâmbulismo em Terras Moçambicanas
Josilene Silva Campos (UFGO - Brasil)

Negros Escravos, Negros Papa-Méis: Fugas e Sobrevivência Africana nas Matasde Alagoas e Pernambuco no Século XIX
Janaina Cardoso de Mello (UFRJ e UNEAL - Brasil)

O Negro e o Curso de Serviço Social da UFF
José Barbosa da Silva Filho (PENESB - Brasil)

A Hora De Rodar A Baiana! Preservação das Matrizes de Origem Africana na Religiosidade Brasileira Contra a Intolerância
Álvaro Roberto Pires (UFMA e NEAB - Brasil)

Os Caminhos do Amor Filial em Os Dois Irmãos,
Germano AlmeidaCarla Ribeiro (FLUL - Portugal)

Função Social da Universidade e Políticas de Ação Afirmativas no Brasil:Elementos para Discussão sob o Prisma da Avaliação Institucional
Bruna Tarcília Ferraz (UFP - Brasil)

Kasakas & Cardeais: Três Estórias de Angola
Cibele Verrangia Correa da Silva (Unesp - Brasil)

Mulheres Negras: Um Ensaio de como se dá a Inserção destas Trabalhadoras no Espaço Empresarial
Jussara Francisca de Assis (PUC RJ - Brasil)

Mundos Encostados: Conflito entre Tradição e Modernidade em Parábola doCágado Velho de Pepetela
Tiago Aires (FLUL - Portugal)

A Reação de Classe no Reagente Racial
Heron Albergaria de Melo

A pintura de Malangatana Valente
Ricardo Silva Ramos de Souza (Universidade Estácio de Sá - Brasil)

Alguns Vôos em "O último Vôo do Flamingo"
Letícia Pereira de Andrade (Universidade Federal do Matogrosso do Sul)

RESENHAS
(Re)vivências Negras: Entre Batuques, Bailados e Devoções - Práticas Culturais e Territórios Negros no Interior Paulista (1910-1950)
Alexandre Emboada da Costa (Cornell University - Estados Unidos)

Os Flagelados do Vento Leste, de Manuel Lopes, um ícone da Literatura Caboverdiana
Patrícia Camargo (UFF - Brasil)

Reinvenções da África na Bahia
Wilson Rogério Penteado Júnior (UNICAMP - Brasil)

África e Brasil Africano
José Alexandre da Silva (SEED/PR - Brasil)

ALMANAQUE
Diferentes SetembrosDocumentos HistóricosEm Pauta: Leis Abolicionistas e Mobilização Escrava - Alejandra Estevez
CINEMA
Curtas no Brasil: A Experiência do Beat Box - O Sexto Elemento - Roberto Oliveira
CORPO: SOM E MOVIMENTO
Um olhar sobre a Cultura Corporal de Movimento Afro-Brasileiro Construída apartir da Corporeidade Africana - Denise Guerra
CRÍTICA LITERÁRIA
A insustentável e dramática poesia dos direitos humanos' em "Preces eSúplicas ou os Cânticos da Desesperança" - Vera Duarte, Ricardo Riso
OLHAR FOTOGRÁFICO Mucambos Invisíveis - Vilma Neres
PÉROLAS NEGRAS
Livro: Ponciá Vicêncio - Conceição Evaristo CD: Mares Profundos - Virgínia Rodrigues
TRADIÇÃO ORAL Contos de Mãe Beata de Yemonjá: Tradição Oral no Candomblé - André Sampaio

CRIADO O DIA NAS NAÇÕESDO CANDOMBLÉ NO RJ

Retirado do site do Jornal do Brasil.

Sancionada lei que cria o Dia das Nações do Candomblé
JB Online


RIO - O governador em exercício Luiz Fernando Pezão sancionou a Lei 5.297, publicada na edição desta sexta-feira no Diário Oficial, que institui o “Dia das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé”, a ser comemorado anualmente no dia 30 de setembro. O Executivo fluminense, com a colaboração dos centros religiosos de candomblé, promoverá, conjuntamente, atividades alusivas à data.
Apesar de ser uma tradição antiga na África, o candomblé só se organizou como culto religioso recentemente, devido à discriminação e perseguição que sofreu no país.
O candomblé é uma religião oficialmente reconhecida, que presta culto aos deuses que nos legaram os africanos que vieram para o Brasil no século 16. O significado da palavra candomblé para os adeptos desta forma de culto aos orixás vem a ser festa. Candomblé também é o termo genérico que define o coletivo de nações (tribos) africanas no Brasil.
A maioria dos negros trazidos para o Brasil pertencia aos grandes grupos étnicos bantos, capturados no Congo, Angola e Moçambique; sudaneses, originários da Nigéria, Daomé e Costa do Marfim; e sudaneses convertidos ao islamismo.
No Brasil, essas nações foram denominadas Jeje, Keto, Angola, Nagô, Xambá e Ijexá. Os sudaneses dirigiram-se predominantemente para a Bahia e os bantos, para Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

FESTA DE JONGO NO QUILOMBO SÃO JOSÉ - RJ

Recebido por email e divulgando.

Dia 20 de setermbro de 2008 - Sábado - a partir das 10h da manhã
Entrada franca.

O Quilombo São José é uma comunidade de 200 negros da mesma família que preservam o jongo, dança de roda considerada uma das origens do samba, trazida de Angola para a região do Vale do Rio Paraíba, Sudeste do país pelos escravizados. Nossa família mora há 150 anos nessa mesma terra desde a chegada do primeiro ancestral africano Pedro Costa Seabra trazido a força para trabalhar na fazenda de café da região onde nasceu Clementina de Jesus.

O Quilombo São José é um Patrimônio Cultural da Humanidade pois preserva até hoje ricas tradições dos tempos do Brasil-Colônia, fundamentais na formação da cultura nacional, como: o jongo, a umbanda, o calango, o terço de São Gonçalo, a medicina natural, rezas e benzeduras,
a agricultura familiar entre outras. Até 4 anos atrás a comunidade não possuía luz elétrica vivendo em semi-isolamento. A floresta, as casas de barro com telhados de palha, o candeeiro, o ferro à brasa e o fogão de lenha ainda fazem parte do cotidiano.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário está em fase final do Processo de Desapropriação das Terras do Quilombo São José em prol da sua Comunidade Negra Centenária que ainda não possui a posse das suas terras.

Programação:
10 hs - Missa afro ao ar livre com 10 padres negros
12:30 h - Feijoada
14:00 hs - Capoeira, Maculele e Samba de Roda
15:30 hs - Folia de Reis
16:00 hs - Jongo de Vassouras e Jongo de Barra do Piraí
16:30 hs - Jongo de Pinheiral
17:00 hs - Jongo de Arrozal
17:30 hs - Jongo do Quilombo São José
18 hs - Confraternização entre os grupos
19 hs - Benção da fogueira pela matriarca da comunidade Mãe Tetê
19:30 hs - Homenagem aos Pretos-Velhos e Início da Roda de Jongo na beira da fogueira com a participação de todos os presentes.
21 hs às 7 hs da manhã - Baile de Calango intercalado com Roda de Jongo na fogueira até o sol raiar .

Durante toda à noite e madrugada barraquinhas venderão comidas típicas e artesanatos do local e serão assadas batatas na fogueira.

Domingo
8:00 hs - Café da manhã
9:00 hs - Jogo de futebol da comunidade e visitantes
12:00 hs - Encerramento da festa

Reserve imediatamente a sua vaga no ônibus que sairá do Rio !!! As vagas esse ano são super limitadas !!!

Como chegar:
Um ônibus levará os visitantes interessados saindo às 8 hs da manhã em ponto de sábado (17 de maio) da Fundição Progresso, Lapa, RJ. Retorna do Quilombo na manhã de domingo.
Reserve seu lugar pelos tels: (21) 2222.3458 ou 9649.3823.

Pra chegar de carro:
O Quilombo fica há duas horas e meia de carro do centro do Rio.
1º OPÇÃO - Pegar a RJ-SP ( Dutra ) subir a Serra das Araras ( para quem sai do Rio ) entrar a direita para VOLTA REDONDA. Cruzar a cidade de Volta Redonda em direção ao bairro VOLDAC. Nesse bairro pegar a estrada nova de asfalto ( RJ 153 ) em direção à cidade de AMPARO - SANTA ISABEL do RIO PRETO . Ao chegar em SANTA ISABEL cruzar a cidadezinha em direção a Serra da Beleza (estrada de barro) que vai para Conservatória. Você está há 15 minutos do Quilombo São José

Pegar a serra em direção a Conservatória e em dentro de 10 minutos verá uma placa QUILOMBO SÃO JÓSÉ . É só pegar a direita mais 10 minutos de estrada de terra e você chegou !!!!!
2º OPÇÃO: Pegar a estrada Rio-SP entrar na saída para Piraí - Barra do Piraí e atravessar Barra do Piraí em direção a Valença. Após o trevo seguir em direção a cidade de Conservatória ( entrar a esquerda para Conservatória e não à direita para Valença, ). Atravessar a cidade de Conservatória (Cidade das Serestas) e subir a Serra da Beleza (estrada de barro). Após a 4º ponte, no 18º Km da estrada de barro virar a esquerda na entrada da Fazenda São José ( seguir mais 6 km ) por essa estrada de barro secundária


Hospedagem:
Existe uma área para CAMPING dentro do Quilombo bem ao lado da festa. É bom levar barraca para quem quiser descansar um pouco.

Existem também pousadas próximas nas cidades vizinhas de Conservatória e Santa Isabel.
Reservas e informações ligar para: tels. 21 2222.3458 ou 9649.3823 ( falar com Marcos André ou Alexandro ) ou pelo email
jongo@quilombosaojose.com.br

Realização:
Associação de Moradores do Quilombo São José
Parceria:
SESC Rio de Janeiro

ARTIGO HISTÓRIA DA ÁFRICA NOS BANCOS ESCOLARES

Artigo retirado do site da Casa das África.

Para baixar o texto
clique aqui ou neste link alternativo.

A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática.
Anderson Ribeiro Oliva

Estudos Afro-Asiáticos, Ano 25, no 3, 2003, pp. 421-461

Resumo
A aprovação da lei 10639/03, que tornou obrigatório o ensino da História da África e dos afrodescendentes, gerou nos meios escolares e acadêmicos algumas inquietações e muitas dúvidas. Como ensinar o que não se conhece? Para além das interrogações, a lei revela algo que os especialistas em História da África vêm alertando há certo tempo: “esquecemos” de estudar o Continente africano. A partir dessas constatações, o presente artigo tem como objetivo maior analisar a forma como aHistória da África e os africanos foram representados em um dos poucos livros didáticos de História elaborados no país que abordam a África com um capítulo específico. As muitas críticas e curtos elogios devem ser entendidos não como desconsideração ao trabalho do autor, mas como um alerta: devemos voltar nossos olhares para a África, pela sua relevância incontestável como palco das ações humanas e pelas profundas relações que guardamos.

BAIXE ARTIGO SOBRE AFROCENTRISMO

Artigo retirado do site da Casa das África.

Para baixar o texto clique aqui ou neste link alternativo.


AFROCENTRISMO: ENTRE UMA CONTRANARRATIVA HISTÓRICA UNIVERSALISTA E O RELATIVISMO CULTURAL
Afro-Ásia, 29/30 (2003), 317-343

P. F. De Moraes Farias - Professor da Universidade de Birmingham, Inglaterra.

SERÁ A ÁFRICA O CAMPO DE BATALHA DE UMA NOVA GUERRA FRIA?

Artigo retirado do site da Casa das África.

Geopolítica
Sam Akaki



Devido à crescente escassez de recursos primários de gas e petróleo, o Ocidente acomete contra Robert Mugabe do Zimbábue e contra al-Bashir no Sudão, e culpa Russia e China por protegê-los; assim delineia-se o cenário para desencadear uma nova Guerra Fria na África. Leia mais


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Relações com a China: Nas garras de outro predador? Francis Kokutse
As aventuras militares dos EUA em busca do petróleo africano Antonia Juhasz

domingo, 7 de setembro de 2008

VISITE O SITE CASA DAS ÁFRICAS

O site Casa das Áfricas é um espaço riquíssimo em textos, imagens, publicações, notícias, etc. Vale a pena "perder" algumas horas baixando os diversos estudos e informações que eles disponibilizam. Abaixo segue um resumo, extraído do site, sobre a Casa.
"A Casa das Áfricas é um programa da Associação Bem Comum, entidade sem fins lucrativos sediada em São Paulo, fundada em 2002 e certificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Ministério da Justiça do Brasil em 2004."
"O espaço, situado em São Paulo, conta ainda com uma biblioteca-midiateca e um acervo de cultura material, disponíveis para consulta no local e na Web. A partir deste conjunto, composto por diferentes mídias (como livros, DVDs e CDs) e aberto à consulta pública, oferecemos material de informação referente à cultura, história e questões contemporâneas das diversas regiões africanas."

Abaixo um mapa interativo com informações de todos os países africanos.


DOCUMENTÁRIO SOBRE CANDEIA E CRIAÇÃO DO QUILOMBO

Para ampliar clique na imagem

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

I ENCONTRO DE SAÚDE DA JUVENTUDE DOS TERREIROS DO RJ

Recebido por emil e divulgando.

I Encontro Estadual de Saúde da Juventude dos Terreiros do Rio de Janeiro: um desafio para o SUS.
Data: 16 de setembro de 2008
Local: INAD - Avenida Pasteur 44 – Botafogo – Rio de Janeiro
Realização: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
Apoio: Assessoria de Promoção da Saúde/SUBASS/Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
Informações com Marmo ou Silvana no semireligafro2007@yahoo.com.br e no (21) 2223-1040

PROGRAMAÇÃO:
08:30h - Credenciamento
09h – Cânticos de louvor à vida e a natureza
09:30h - Mesa de Abertura
10h - Apresentação da Cia da Saúde – ABIA (Esquete Racismo na Saúde)
10:30h – Painel I – Os terreiros e a Política de Juventude no Brasil.
11:30h – Terreiros, espaços de promoção da saúde: o olhar da juventude de axé.
12:30h – Brunch
14h – Nosso tempo é agora, e já! (oficinas temáticas)
Sala A – Sexualidades e prevenção de DST/Aids
Sala B – Direitos Humanos e Intolerância Religiosa
Sala C – Gênero e Raça
Sala D – Participação e Controle Social
Pátio - Meio Ambiente e Saúde
16h – Por uma agenda de saúde para a juventude dos terreiros
17h - Encerramento e lanche


Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde realiza série de encontros com a juventude para discutir os 20 Anos de SUS

Com o objetivo de ampliar a discussão sobre temas de interesse de adolescentes e jovens, tendo como base a visão de mundo das religiões de matrizes africanas, a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde realizará, no dia 16 de setembro, o I Encontro Estadual de Saúde da Juventude dos Terreiros do Rio de Janeiro: um desafio para o SUS, com o apoio da Assessoria de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
O primeiro encontro acontece no Rio de Janeiro e faz parte das atividades que serão implementadas em vários núcleos da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde possibilitando aos jovens dos terreiros conhecer a Política Nacional da Juventude e atuar no monitoramento da referida política em seus estados, assim como, conhecer o funcionamento do SUS e a garantia dos direitos a saúde para todos e todas.
Com esse evento a Rede pretende marcar os 60 Anos de Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 20 Anos do Sistema Único de Saúde, além de abrir um canal de interlocução que possibilite conhecer as necessidades e a realidade de saúde da juventude dos terreiros incentivando os jovens no exercício do controle social de políticas públicas de saúde.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

UFU VAI TER AÇÃO AFIRMATIVA

Retirado do site Universia.

Dentro do Campus
02/09/2008


UFU cria o campus do Glória e novos cursos de graduação

O reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Arquimedes Diógenes Ciloni, anunciou nesta segunda-feira, 01/09, em entrevista coletiva à imprensa, a criação dos cursos de graduação em Jornalismo, Relações Internacionais, habilitação em Espanhol dentro do curso de Letras e cinco novas habilitações do curso de Música, além da ampliação de vagas no curso de Letras.
O vestibular para concorrer aos cursos criados será realizado em janeiro de 2009. Na entrevista, o reitor anunciou também a criação do Campus do Glória que abrigará, a partir de 2010, os cursos de Engenharia Ambiental e Zootecnia. Nesse ano, 770 novas vagas foram criadas na UFU dentro do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Públicas (Reuni) e, até 2012, totalizarão 1.350 novas vagas.
Outro assunto abordado pelo reitor foi a criação de uma nova modalidade de ingresso na UFU: o Programa de Ações Afirmativas de Ingresso ao Ensino Superior (Paaes), em substituição ao antigo Paies. Por esse novo processo, os alunos da rede pública de ensino deverão ter cursado, para ingresso na UFU, os quatro últimos anos do ensino fundamental e os três anos do ensino médio em escolas públicas.
Para o reitor, essa nova modalidade de ingresso concorrerá para o fortalecimento do ensino público, uma vez que, pelo modelo anterior (Paies), de quatro vagas oferecidas, três eram ocupadas por alunos provenientes de escolas particulares. "Este processo precisava sofrer uma mudança e, agora, o Paaes é uma nova luz para os alunos do ensino médio da escola pública, que terão mais chance de entrar na universidade, o que representa uma forte política de inclusão", disse o reitor.
Fonte: UFU

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

CHRIS ROCK - BLACK PEOPLE Vs NIGGAZ

Abaixo tem um vídeo do Chris Rock Show citado na postagem anterior(NEGRO? PRETO? OFENSIVO OU NATURAL?), onde ele satiriza a relação entre os "black" e os "niggers". A satíra dele ajuda a desmistificar o senso comum do Brasil que diz que os negros (ou seria blacks) norte-americanos não se vêem diferentes racialmente... o debate esta posto.

Chris Rock - Black People Vs Niggaz

terça-feira, 2 de setembro de 2008

NEGRO? PRETO? OFENSIVO OU NATURAL?

Mais um texto que tenta analisar e explicar como se dá as categorias de identidade negra nos EUA. Interessante por nos estimular a pensar a realidade brasileira.
Retirado do site Vidas Alternativas, originalmene postado no site pouguês do Jornal Público.

28.08.2008, Maria José Oliveira

A comunidade negra dos EUA acusou Barack Obama de não ser “suficientemente negro”. Uma funcionária de uma junta de freguesia de Lisboa acusou o presidente de racismo por ele lhe ter chamado preta. Spike Lee zangou-se com Tarantino por causa da palavra preto. Negro e preto têm o mesmo poder discriminatório? Ou um dos termos é mais “aceitável” do que o outro?

É um momento simbólico num dia simbólico. Hoje, 45 anos depois de Martin Luther King ter tido um sonho - um dia, todos os homens serão irmãos -, Barack Obama aceita oficialmente a nomeação como candidato à presidência dos EUA pelo Partido Democrata.
Apesar de a campanha não ter resvalado para a questão racial, ela existe e está presente sobretudo em algumas sondagens que incluem a cor da pele como factor para a intenção de voto. A nomeação de Obama não significa necessariamente que estamos prestes a entrar numa era pós-racial. É ainda muito cedo para o afirmar. Não apenas porque a eleição não está garantida, mas também porque as consequências de uma eventual vitória são ainda uma incógnita.
Embora alguns analistas considerem que este pode ser o momento certo para debater os problemas raciais, intervindo através da oratória para mudanças de comportamentos e entendimentos, a verdade é que as tentativas de Obama para produzir um discurso pós-racial confrontaram-se com as resistências da comunidade negra, que chegou a atacá-lo por não ser “suficientemente negro”.
Há dez anos, os realizadores norte-americanos Spike Lee e Quentin Tarantino envolveram-se numa polémica em torno do uso do termo nigger (preto, em inglês; black é que equivale a negro). Em entrevista à revista Variety, Lee não poupou críticas ao “excesso” da utilização da chamada n-word no filme Jackie Brown (1997) - o cineasta foi tão minucioso que disse ter contado 38 vezes o uso de nigger ou nigga. “Não sou contra o uso do termo”, afirmou, “e também o utilizo nos meus filmes, mas o Quentin parece estar apaixonado pela palavra. O que é que ele quer? Tornar-se num negro honorário? Ele tem de saber que todos os afro-americanos não consideram a palavra trendy.” Tarantino não replicou. Quem primeiro saiu em sua defesa foi Samuel L. Jackson, actor de Jackie Brown, durante o Festival de Cinema de Berlim. “Os artistas negros julgam que são os únicos que podem usar esta expressão. Bem, isso é um disparate.” E continuou: “Jackie Brown é um bom filme, e o Spike não fez qualquer filme bom nos últimos anos”.
A resposta de Tarantino surgiu mais tarde, numa entrevista ao Boston Phoenix: “A palavra nigger é provavelmente a mais volátil na língua inglesa. Que palavra quer ter este poder? Acho que deve ser ‘despoderizada’. Mas essa não é a minha função. Não tenho qualquer agenda política no meu trabalho. Crio personagens. O uso de nigger é uma verdade para a personagem de Samuel L. Jackson. Impedi-lo de a dizer seria uma mentira”.
A controvérsia entre os dois realizadores amainou com esta troca de argumentos. Mas, alguns anos depois, em 2003, Spike Lee voltou a abordar o assunto. Ao jornal britânico The Guardian afirmou não sentir qualquer indício de arrependimento pelas suas afirmações e insistiu que o uso da palavra tinha sido excessivo. Aproveitou para contar um episódio da altura em que a polémica fervilhava: “O Harvey Weinstein [co-fundador da Miramax, produtora de Jackie Brown] telefonou-me e pediu-me para parar com aqueles ataques. Eu respondi-lhe: ‘Harvey, produzirias um filme em que se utilizasse em muitos momentos a palavra judeu?’. Ele tossiu e respondeu: ‘Não’. Então, disse-lhe: ‘Ah, não se pode dizer judeu, mas nigger já pode’”.
Autobiografia polémica
Em finais de 90, a contenda entre Lee e Tarantino alargou-se a outras áreas, estendendo-se para fora do cinema. E fez correr muita tinta sobre o tema, com diversos analistas a explorarem as mais variadas dimensões da palavra nigger, do seu emprego e conotação.
Num artigo publicado nessa altura no semanário norte-americano Metroactive, J. Allen-Taylor lembrava que a n-word era usada, desde há largas décadas, em números de stand-up comedy feitos por comediantes e actores negros. Há 30 anos, Richard Pryor já empregava a palavra no palco; e Dick Gregory, comediante, escritor e activista dos Direitos Humanos, desafiou os paladinos do “politicamente correcto” com o título da sua autobiografia, Nigger: an autobiography, publicada em 1964. Na dedicatória, escreveu: “Querida mãe, onde quer que estejas, se alguma vez ouvires a palavra preto outra vez, lembra-te que estão a fazer publicidade ao meu livro”.
Décadas mais tarde, o actor e comediante Chris Rock apresentou-se como o herdeiro legítimo de Pryor e Gregory. No espectáculo de stand-up que realizou para a HBO, Bring the Pain, em 1997, Rock estreou o famoso número (que voltaria a repetir nos anos seguintes) black people versus niggers, no qual declarava “guerra civil” aos segundos. Ganhou dois Emmys com Bring the Pain.
A partir da utilização de duas fórmulas linguísticas - uma com cariz pejorativo (niggers), outra politicamente correcta (black people) -, Chris Rock procurou concentrar nos niggers todos os estereótipos negativos habitualmente associados à população negra. “Tudo aquilo que os brancos não gostam nos negros, os negros também não gostam nos negros. É como se fosse a nossa própria guerra civil. Num lado, há negros. No outro, há pretos. Os pretos têm de ir embora. Eu adoro negros, mas odeio pretos. Estou farto deles. Farto, farto, farto”, clamava o actor.
Poucos anos antes de Bring the Pain, no início dos anos 90, os norte-americanos NWA (Niggaz With Attitude), um grupo de gangsta-rap, apropriou-se do termo nigger, expurgando a carga negativa da palavra. Desde então, muitas bandas de hip-hop, como notou ao P2 o músico Kalaf Ângelo, tornaram cool o termo nigger. “Nessa cultura toda a gente se trata como ‘my nigga para aqui, my nigga para ali’”, disse, via Skype a partir de Luanda. Para Kalaf, porém, a “questão do preto ou negro” só lhe foi colocada quando veio para Portugal. A História ensinou-lhe que deve ser tratado por negro (”foi o que me ensinou a obra de Léopold Senghor e António Jacinto”), mas, quando chegou a Portugal, confrontou-se, pela primeira vez, com “a questão do preto ou negro”. Até porque em Angola a utilização da palavra preto não é “encarada de bom tom”, sobretudo quando aplicada em “relações de poder”.
A intenção está na atitude
Nos primeiros dias deste mês, os jornais noticiaram que o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, foi acusado de racismo por uma funcionária da autarquia. Glória Novais denunciou ser vítima de discriminação racial por parte de Domingos Pires, que lhe terá chamado preta. O autarca negou. Mas não foi a primeira vez que sofreu acusações de racismo. Há dois anos, o SOS Racismo instaurou-lhe um processo porque Domingos Pires recusou-se a receber a renda de uma inquilina do prédio que ainda hoje administra. Mamadou Ba, dirigente da associação, conversou com ele sobre o assunto: “Disse-me que a inquilina devia estar habituada às roças de São Tomé”.A reacção de Glória Novais à designação de preta seria diferente se o autarca lhe tivesse chamado negra? Ângela Barreto Xavier considera que, mais do que negro, o vocábulo preto é “provavelmente” interpretado como um insulto racial. Contudo, a historiadora sublinha que o “poder discriminatório” das duas palavras é semelhante, ressalvando a sua utilização em “contextos de produção e de interpretação distintos”.
Para Rui Pena Pires, sociólogo, a substituição de preto por negro não deixa de incorporar o “critério da estigmatização” - a “‘racialização’ das pertenças”. Não existindo qualquer “critério lógico” quando a valorização da cor da pele é feita para fazer distinções, Pena Pires recorda que as razões do racismo são efectivamente históricas, “remontando à legitimação dos poderes coloniais e esclavagistas”.
Saber quem diz, como diz e qual a intenção são os factores que Mamadou Ba, senegalês, realça neste problema de vocabulário. “Aquilo que está subjacente é que tem de ser analisado. As pessoas não têm cores. Interessa aqui saber a intenção de quem o diz e a carga, pejorativa ou não, está na atitude.” A questão de dizer negro ou preto é, portanto, “um falso debate”. “Não são os epítetos que importam, mas o que está por trás deles”, justifica.
No que diz respeito à hesitação que muitas vezes é notória quando surge o dilema de dizer negro ou preto, Mamadou Ba tem uma explicação: “A censura social está dentro da cabeça das pessoas”. Sobre este alegado impasse, Ângela Barreto Xavier confirma que tanto negro como preto encerram em si estigmas referentes a uma formação racial identitária e acrescenta que existe um “racismo latente” sempre que elas são ditas - basta atentar no facto de não se dizer branco, porque “é quase impensável colectivizar dessa maneira as populações de tez mais clara”.
“O problema inerente ao uso” dos dois termos consiste, explica, na “colectivização”, ou seja, “tomar por idêntico populações e pessoas que têm identidades distintas”. A investigadora do Instituto de Ciência Sociais (da Universidade de Lisboa) refere, neste âmbito, que se opta por dizer pretos e negros em detrimento da identificação natural (angolanos, moçambicanos, nigerianos). Esta atitude “tem alguma lógica, para além da discriminação racial (e da grande ignorância em relação à complexidade daquelas sociedades)”, questiona.
O antropólogo Miguel Vale de Almeida afirma que já ouviu brancos dizerem que preferem a palavra preto porque “supostamente é isso que os negros usam agora cada vez mais”. “Só que isso é auto-investir-se de uma intimidade social com o Outro minoritário que não pode existir, é uma falsa assunção de não racismo (como se ele pudesse ser deitado fora por mera vontade mental) e um não reconhecimento de que estas coisas de maiorias sociais versus minorias sociais é uma questão de poder, e uma questão de poder onde o simbólico (logo, a linguagem) tem uma importância crucial”, argumenta.
Questão lingüística
Para Mia Couto, porém, o problema não está nas palavras. Num texto que escreveu para a abertura do ano lectivo 2007/2008 no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, o escritor defendeu que a ideia de mudar a realidade através da alteração de palavras é falsa, designando-a como um dos “sete sapatos sujos” que devem ser abandonados “na soleira da porta dos tempos novos”.
E contou um episódio: “Uma vez, em Nova Iorque, um compatriota nosso fazia uma exposição sobre a situação da nossa economia e, a certo momento, falou de mercado negro. Foi o fim do mundo. Vozes indignadas de protesto se ergueram e o meu pobre amigo teve que interromper sem entender bem o que se estava a passar. No dia seguinte, recebíamos uma espécie de pequeno dicionário dos termos politicamente incorrectos. Estavam banidos da língua termos como cego, surdo, gordo, magro, etc… Nós fomos a reboque destas preocupações de ordem cosmética. Estamos reproduzindo um discurso que privilegia o superficial e que sugere que, mudando a cobertura, o bolo passa a ser comestível. Hoje assistimos, por exemplo, a hesitações sobre se devemos dizer ‘negro’ ou ‘preto’. Como se o problema estivesse nas palavras, em si mesmas. O curioso é que, enquanto nos entretemos com essa escolha, vamos mantendo designações que são realmente pejorativas como as de mulato e de monhé.”
O ideal, diz Rui Pena Pires, seria “acabar com designações raciais”, não procurando sequer uma “designação racial ideal”. “A ideia de que é possível encontrar essa designação”, explica, “baseia-se num equívoco, a saber, que o racismo consiste no tratamento desigual das diferentes raças. Contudo, e contrariando o senso comum, só há raças porque há racismo, ou seja, só é possível achar que a cor da pele é um traço significativo de distinção entre pessoas sendo racista, presumindo haver uma relação entre biologia e cultura.”
O “problema terminológico”, como lhe chama Pena Pires, subsiste. Por isso, há que encontrar soluções. O sociólogo avança com duas: recusar o uso de categorias raciais para “descrever as pessoas” e, nos casos em que surgem situações com origem em questões raciais, procurar usar os termos “menos estigmatizantes”. “O Portugal ideal”, disse, “seria aquele em que a cor da pele fosse tão (pouco) significativa para descrever pessoas como o é a sua altura”.
Por Maria José Oliveira

VÍDEO DEBATE COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Retirado do Paraná-online.

29/08/2008
AE Notícias


"A Universidade para Todos os Brasileiros" é o título do vídeo produzido para discutir o sistema de cotas nas universidades públicas. Produzido pelo Grupo de Estudos Afro-brasileiros e de Relações Raciais, com apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o audiovisual está motivando o debate do assunto em cursinhos pré-vestibulares e escolas públicas de Londrina e região.
A política de cotas sociais e raciais foi implantada no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2005, durante o mandato de reitora (2003 - 2006) da secretária de Estado Lygia Pupatto, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. "Em toda a minha vida eu lutei contra as injustiças sociais. Quando fui reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), achei que podia contribuir de uma maneira efetiva para que essas injustiças diminuíssem, e foi assim que nós instituímos o sistema de cotas para os alunos de escolas públicas e para os negros", disse.

O acerto da medida é demonstrado pelo bom desempenho dos cotistas. "Isto só vem reforçar o acerto da política de inclusão social do governo Roberto Requião", disse Lygia. O sistema de cotas da UEL reserva até 20% das vagas de cada curso para estudantes negros vindos de escola pública e até 20% para os demais estudantes da escola pública.
As cotas sociais e para afrodescendentes são adotadas também pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) a primeira turma de cotistas sociais e afrodescendentes ingressou em 2005. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), as cotas sociais estão em fase de implantação - em maio deste ano, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou a regulamentação para a aplicação do Sistema de Cotas Sociais, que deve vigorar para os vestibulares de 2009 e que dará acesso aos estudantes em 2010.
O texto prevê a reserva de 20% das vagas dos cursos de graduação para candidatos classificados no concurso vestibular que tenham cursado o ensino fundamental e médio em estabelecimentos públicos e gratuitos. Além disso, a renda per capita da família do vestibulando deve ser de até 1,5 salário mínimo nacional.
A partir do próximo vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), já haverá sistema de cotas. Quarenta por cento das vagas serão destinadas aos alunos que tenham cursado as séries finais do ensino fundamental e médio em escolas públicas.

EM MS, FOTO DIZ QUEM ENTRA POR COTAS PARA NEGROS

Retirado do site do site do MSInforma.

29/08/2008
Da redação.

A Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) usou fotos enviadas pelos estudantes --coloridas, de 5 por 7 polegadas-- como critério para selecionar quais deles tinham direito às vagas nas cotas para negros.
Entre 530 candidatos que se declararam negros, 76 foram rejeitados porque não possuíam o "fenótipo" exigido, ou seja, "lábios grossos, nariz chato e cabelos pixaim", na definição do presidente do Cedin (Conselho Estadual dos Direitos dos Negros), Naércio Ferreira Fernandes de Souza, 34, que fez parte de uma comissão a qual analisou as fotos apresentadas pelos candidatos.
Outros 126 foram recusados, pois, embora considerados negros, não eram de escolas públicas ou bolsistas em particulares.
Quem ficou de fora das cotas disputou as vagas normais no vestibular. Foi o primeiro na Uems a reservar 328 vagas (20% do total) para negros. Diferentemente das universidades federais do Rio de Janeiro e da Bahia, que também adotam cotas, a Uems não aceitou uma simples declaração do estudante dizendo que é negro ou afrodescendente. Era preciso apresentar uma fotografia.
No total, foram cinco avaliadores de fotos: três membros do movimento negro e dois da universidade. Criada há dez anos, a Uems tem cerca de 6.000 alunos e 38 cursos em 14 municípios.
"A nossa vantagem aqui é que a lei foi direcionada. No mínimo, 20% para negros, e não para afrodescendentes", disse Souza, referindo-se à lei aprovada pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, criando o sistema de cotas no vestibular deste ano.
"Garantimos [vagas] de fato às pessoas que tinham o fenótipo, ao negro preto. Nós fizemos isso apenas para não deixar uma brecha para um branco ou para um negro rico [de escola particular] participar das cotas da Uems."
Souza defende o uso de fotos na seleção dos candidatos. "Vou dar um exemplo: quando você vai a uma agência de emprego ou a uma firma, eles pedem a foto. Por meio da foto, a pessoa é contratada. Se a pessoa é negra da pele bem escura, não olham nem o currículo", explicou o presidente.
A explicação de Souza para os chamados afrodescendentes não serem incluídos na cota é a seguinte: "A sociedade discrimina o negro pela sua cor. Não é pelo gene, não é pelo sangue, mas pelos seus traços físicos".
Segundo a pró-reitora de Ensino da Uems, Maria José Jesus Alves Cordeiro, 41, que é negra e diz já ter sido discriminada, a decisão de usar foto foi do movimento negro. Ela disse que houve audiências públicas para apresentar as regras. Por enquanto, nenhum estudante excluído das cotas entrou na Justiça ou reclamou na Uems.
Além de reservar 20% de suas vagas para negros, a Uems guardou 10% (160) para índios.
Dez foram recusados nas cotas porque não tinham "uma declaração de descendência indígena", informou Cordeiro. Esse documento era concedido por uma comissão formada por "anciões das aldeias e por um representante da Funai [Fundação Nacional do Índio]", explicou a pró-reitora.

Sistema de sobrevagas
A UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) reservou para estudantes pobres, brancos e negros, pelo menos 660 vagas para o vestibular do próximo ano. Haverá ainda a reserva de cerca de 70 lugares para índios.
Nesse sistema da UFMT, chamado de sobrevagas, o estudante considerado pobre terá duas chances para entrar na universidade. O candidato pode ser aprovado no vestibular entre as vagas já disponíveis para os candidatos convencionais. E ainda terá a chance de conquistar um lugar entre as vagas para os pobres. Essa regra vale para os índios.
Segundo Speller, as medidas aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão são diferentes das cotas para negros já adotadas em universidades públicas brasileiras. "Vamos aumentar o número de vagas em 30% em vez de reservar parte das disponíveis, como nas cotas para negros."
Fonte: Folha ONline (Hudson Corrêa)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PREMIAÇÃO 4ª EDIÇÃO PRÊMIO EDUCAR PARA IGUALDADE RACIAL

A noite de premiação do CEERT será no dia 18 de setembro. Para ampliar clique na imagem.

HOMENAGEM A ABDIAS NASCIMENTO NA UERJ

Retirado do canal do youtube do romao, organizador do Mamaterra. Foi gravando durante a inauguração da sala Abdias Nascimeto pelo movimento negro estudantil Denegrir.