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domingo, 31 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA O FILME "HOTEL RUANDA"

Não é possível ver este filme como mais um fenômeno de bilheteria, mas sim como o relato de acontecimentos cruéis frutos de equívocos históricos, onde o racismo do imperialismo europeu foi o maior causador. Falar equívoco é ser bondoso, pois o imperialismo foi um processo fundamentado na loucura da superioridade racial branca, que fazia com que diversos governos se vissem no direito de interferir no cotidiano de povos africanos e asiáticos criando fronteiras e etnias artificiais para facilitar a exploração das riquezas.
O filme aponta esse motivo como o causador do massacre de Ruanda. Não foram etnias com culturas e religiões antagônicas que causaram a guerra civil, mas o ressentimento dos
hutus contra os colaboracionistas tutsis. Durante a dominação Belga, do final da primeira guerra mundial até 1960, eram escolhidos tutsis com fenótipos mais embranquecidos, como nariz mais finos e pele menos escura.
Sábio é aquele ditado “o que começa mal, não pode acabar bem”. Hotel Ruanda é um filme que mostra isso. Durante o conflito as Nações Unidas e os ditos países de primeiro mundo, imperialistas de um passado recente, deram as costas a guerra civil que somente ajudou ao
genocídio, em 1994, com suas mais de 800 mil mortes, ou 11% da população total.


Clique aqui e acesse um artigo sobre o filme no wipédia.
Clique aqui para ler matéria da revista época sobre o filme.

Artigos analisando o filme

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

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Sinopse:
Diretor: Terry George
Filme: Hotel Ruanda
País: França
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 558,5 Mb
Duração: 121 min,
Ano: 2004.


Colocamos também este filme no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot



Hotel Ruanda - 01 de 10


Hotel Ruanda - 02 de 10


Hotel Ruanda - 03 de 10


BAIXE TAMBÉM:

TESE "O NEGRO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR-PERSPECTIVAS"

Uma análise sobre a opinião de estudantes da pós da faculdade de educação sobre as ações afirmativas.

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UNICAMP - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
TESE DE DOUTORADO
O NEGRO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR-PERSPECTIVAS DAS AÇÕES AFIRMATIVAS
Edwiges Pereira Rosa Camargo
Ano: 2005
pp. 1/212

RESUMO
A presente pesquisa objetiva avaliar a presença do negro na universidade e as medidas governamentais propostas, tendo em vista ampliar o número de negros na educação superior. A pesquisa foi desenvolvida na PUC-Campinas,
valendo-se de questionários aplicados aos acadêmicos do Programa de Pós-Graduação e dos cursos de Especialização e Graduação da Faculdade de Educação. Foram sujeitos da pesquisa 331 alunos os quais opinaram sobre ação afirmativa, cota, democracia racial, fornecendo dados quanto ao trabalho, aos cursos freqüentados anteriormente, à renda familiar e auto declaração quanto à cor, a fim de mapear-se o número de alunos negros na
Faculdade de Educação. Como resultado, obtiveram-se estes dados: a faculdade de educação é freqüentada por uma maioria feminina e branca e o total de negros (a soma daqueles que se auto declararam de cor preta ou de
cor parda) é de 61 alunos. Brancos e negros declararam a inoperância dascotas e questionaram as ações afirmativas dirigidas ao negro por julgarem a medida discriminatória.

POR QUE O MESTIÇO OBAMA SE DEFINE COMO NEGRO

Apesar do titúlo este artigo não explica a opção do Barack Obama, mas faz uma análise histórica sobre como foi sendo construído as categorias raciais oficiais nos EUA. Esclarecedor e muio bem escrito, nos faz pensar e questionar como esse mesmo processo se deu nos Brasil. Sobre isso já haviamos postado alguns estudo no Aldeiagriot, para acessá-los clique em DISCUSSÃO SOBRE RAÇA NO PNAD DO IBGE e DISSERTAÇÃO SOBRE OS CENSOS POPULACIONAIS NO BRASIL.

O artigo do Le Monde foi retirado do UOL Notícias, mas como e necessário ser assinante da UOL para ter acesso você pode clicar aqui e ir para a mensagem 43873 da lista de discussão Disciminacão racial.

LE MONDE
26/08/2008
Sylvain Cypel
Em Nova York


Oriundo da união de uma mãe branca americana com um queniano negro, Barack Obama declara-se como sendo o primeiro "candidato negro" à eleição presidencial da história americana. A afirmação poderia parecer incongruente. Mas, nos Estados Unidos, este não é o caso. Neste país, ele é "negro" pela simples e excelente razão de que ele afirma sê-lo: nos Estados Unidos, a identificação racial - ou étnica, uma palavra mais empregada nos últimos tempos - não é apenas codificada no plano institucional, nos formulários de censo e pelas administrações. Ela é também uma questão de vontade individual.
Cada cidadão identifica sua própria "identidade racial" ou "étnica" numa lista que lhe é submetida, sabendo-se que o termo de "raça" não possui neste país a conotação fortemente pejorativa que ele adquiriu na Europa. Pelo fato de se referir aos Estados Unidos, este artigo emprega, portanto, esta palavra no sentido que lhe é atribuído neste país. De fato, o termo nunca chegou a ser definido pelo censo americano, mas, de maneira alguma ele vem questionar a afirmação da unicidade da raça humana.
Atualmente, o censo americano divide a população em cinco grandes categorias chamadas de "raciais", uma étnica (os hispânicos), uma categoria "Outros" e 63 subcategorias. Contudo, nem sempre as coisas foram apresentadas desta forma. Sobretudo, pelo fato de que essas novas identidades só começaram a ser reivindicadas pelos seus detentores há cerca de vinte anos. E, mais precisamente, desde o período em que a imigração, que havia deixado então de ser maciçamente européia e branca, tornou caducas as antigas categorias.
Durante muito tempo, os Estados Unidos reconheceram apenas duas categorias: os "brancos" e os "negros". Uma terceira - "Outros" - reagrupava no mesmo saco os mexicanos, os ameríndios, os chineses, os japoneses, etc. Em 1907, os brancos estavam divididos em três subcategorias: os "nórdicos" ou "teutônicos", os anglo-saxões, os germânicos e os escandinavos, ou seja, os verdadeiros "caucasianos", considerados como integrantes da "elite"; os "alpinos", também chamados de "eslavos" (da Europa central e oriental) e os "mediterrâneos". Os "judeus" formavam uma subcategoria particular. Até o ano de 1943, apenas os brancos e os negros podiam tornar-se cidadãos americanos.
O primeiro censo (1790) considerou que os negros, quer eles fossem escravos ou livres, seriam contabilizados como "três quintos de uma pessoa". Os ameríndios, por sua vez, tinham valor zero. O censo não levou em conta a sua existência. Foi preciso esperar por quase um século (1870) para que uma subcategoria de "ameríndios" visse a luz do dia.
Em 1912, o Congresso debateu a seguinte questão: os italianos, dos quais muitos, oriundos do Mezzogiorno, tinham a pele "bronzeada", eram mesmo brancos? Até 1967, os casamentos "entre pessoas de raças diferentes" permaneceram proibidos em certos Estados americanos. Além disso, até 1970, todo e qualquer cidadão que tivesse sangue negro poderia ser incluído pelo censo apenas na categoria "negro", o que era o caso dos mulatos, dos quadrarões (que tivessem um quarto de sangue negro) ou até mesmo dos oitavões (com um bisavô negro entre oito).
Multiplicação dos casamentos mistos
No espaço de duas gerações, tudo foi transformado por completo. A única coisa que foi mantida foi a utilização de critérios raciais nos formulários do censo. Três categorias com características próprias foram acrescentadas: os "hispânicos" em 1980, os "ameríndios" em 1985, e, por fim, os "asiáticos". Além disso, desde 2000, o recenseado tem o direito de assinalar duas casas. Por exemplo: "Hispânico" e "Negro". Ele pode também identificar-se apenas etnicamente, e não racialmente: foi esta a opção escolhida por 42% dos hispânicos, quer por uma questão de princípios, quer porque as suas origens são múltiplas, quer, para aqueles a quem isso diz respeito, porque eles não desejam se identificar como "negros". Barack Obama, por sua vez, colocou uma cruz numa única casa, a de "africano-americano ou negro". Ele não é o único a ter feito esta escolha.
Por ocasião do censo mais recente, o de 2000, em meio à população que se identificou como oriunda de duas raças, cerca de um milhão de pessoas se declararam como mestiços brancos/ameríndios, 835.000 como mestiços brancos/asiáticos, e apenas 727.000 como mestiços brancos/negros, ao passo que esses últimos são respectivamente 17 vezes e 3,5 vezes mais numerosos do que os ameríndios e os asiáticos.
No total, apenas 2,5% dos americanos se declaram mestiços (oriundos de duas raças ou mais), o que é uma proporção muito aquém da realidade. Além disso, um número sempre crescente de demógrafos vem se referindo à noção de "hibridismo" racial. Isso porque, com a multiplicação dos casamentos mistos e com o aumento das reivindicações de origens múltiplas, a proporção dos "híbridos" vem aumentando sem parar.

Branco, eu? Não, obrigado. . .

Os cruzamentos entre as 63 subdivisões que existem nos formulários do censo permitem atualmente chegar à conclusão de que existem 126 identidades étnicas e/ou raciais diferentes nos Estados Unidos. Mas, por exemplo, a categoria étnica "árabe-americano" não existe. Por enquanto, os cidadãos originários dos países da África do Norte e do Oriente Médio (do Líbano até o Kuait) se declaram como "brancos".
Nos dias que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, alguns grupos ultraconservadores manifestaram o desejo de ver esta distinção ser criada. O objetivo era transparente, e alguns deles nem sequer esconderam sua intenção: a sua proposta se inscrevia como mais uma peça no arsenal das medidas aptas a favorecer a "guerra ao terrorismo". Desde então, eles passaram a contar com o apoio do American Arab Institute (Instituto Árabe-Americano), o lobby árabe em Washington, que também solicita a criação dos subgrupos dos "americanos médio-orientais e dos norte-africanos", mas eles não obtiveram sucesso até o presente momento.
O crescimento exponencial do etnicismo nas identidades, e os benefícios que proporciona o fato de pertencer a uma etnia minoritária (cotas de contratações em empresas, cotas de ingressos nas universidades, etc.) fazem com que um número crescente de lobbies particularistas, tais como o Arab American Institute, vem solicitando a criação de novas categorias. "Muitos membros de grupos identitários que antes faziam lobby para serem declarados como brancos enxergam atualmente uma vantagem em serem identificados como não-brancos", escreveu um editorialista no "Wall Street Journal" de 12 de junho.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

ARTIGO "PERCEPÇÕES DE JUSTIÇA SOCIAL E ATITUDE DE ESTUDANTES PRÉ-VESTIBULARES SOBRE COTAS PARA NEGROS"

Artigo que tenta perceber como estudantes de pré-vestibulares vêem as políticas de ação afirmativas. O curioso é que no Estado dos autores, Segipe, não tem nenhuma universidade pública adotando ação afirmativa para negros, mas o análise vale para conferirmos a metodologia, pois entrevistaram alunos de um pré privado e comunitário.

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Revista Brasileira de Educação v. 12 n. 34 jan./abr. 2007. pp. 17/38
Percepções de justiça social e atitudes de estudantes pré-vestibulandos e universitários sobre as cotas para negros e pardos nas universidades públicas.
Paulo S. C. Neves
UFS, Pós-Graduação em Educação e em Ciências Sociais
Marcus Eugênio O. Lima
Universidade Federal de Sergipe, Curso de Psicologia e Mestrado em Sociologia
Resumo:
Um dado novo nas relações racializadas no Brasil nos últimos anos tem sido o das políticas de ação afirmativa para minorias étnicas. A política de cotas de acesso para negros e pardos nas universidades públicas tem gerado um intenso debate sobre questões de discriminação e de identidade racial que antes não pareciam pertinentes no país que possui a maior população negra vivendo fora da África. A fim de analisarmos a relação entre as percepções de justiça social e os posicionamentos de estudantes sobre as cotas, realizamos dois estudos em Aracaju envolvendo estudantes de dois cursinhos pré-vestibulares (um público e um privado) e estudantes de todos os cursos da Universidade Federal de Sergipe. Os resultados indicam forte rejeição às cotas, sobretudo na universidade. Pensamos que essa resistência pode indicar tanto uma recusa a uma transformação do modelo de justiça liberal, pautado no mérito individual, quanto uma resistência ao tipo de ação apenas midiática em que as cotas se estão transformando na sociedade brasileira.

COTA PARA NEGRO CAUSA POLÊMICA EM ALAGOAS

Retirado do site do Radio GrandeFM.

Mato Grosso do Sul - 21/8/2008
Cota para negro no serviço público causa polêmica em sessão da AL

Projeto do deputado estadual Amarildo Cruz (PT) instituindo cota para afro-brasileiros em concursos públicos em Mato Grosso do Sul causou polêmica ontem na Assembléia Legislativa. A proposta prevê cota de 20% das vagas para os negros. Cruz disse que a reserva de vagas promove “igualdade de oportunidades no mercado de trabalho”.
A proposta ainda prevê a adoção de programas de formação profissional, de emprego e de geração de renda voltados para os afro-brasileiros como forma de garantir oportunidade igual para preenchimento das vagas de trabalho oferecidas no setor privado. Amarildo Cruz disse que se sente “muito honrado” em apresentar o projeto de lei no ano em que a libertação dos escravos completa 120 anos. Segundo ele, o preenchimento das vagas no serviço público pelos negros é desproporcional aos brancos, que têm dominado o mercado de trabalho. O deputado citou ainda levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), que mostra que a população de pardos e negros será maioria no Brasil neste ano.
“Os negros ganham menos, trabalham mais sem carteira assinada e são a maioria em serviços domésticos, agricultura e construção civil”, citou o parlamentar. Conforme o deputado petista, o projeto pode ajudar a reverter essa situação. “Esse programa de cotas para os negros em cargos públicos é similar à lei de cotas para deficientes físicos nos concursos públicos e à lei de cotas para mulher em cargos eletivos”, justificou Cruz.
A FAVOR
Com a Constituição do Brasil nas mãos, a militante do movimento negro em Mato Grosso do Sul, Raimunda Luzia de Brito, ocupou a tribuna para defender a política de cotas. “Muitos recorrem ao artigo 5º da Constituição para falar sobre direitos iguais, mas esquecem que o artigo continua, estabelecendo que não devem haver distinções de qualquer natureza”, afirmou. Segundo ela, o mecanismo de cotas é fundamental para a luta pela garantia de direitos aos negros. “Não é uma ação discriminatória [em relação às demais raças], é uma busca pela reparação por todo mal causado aos negros deste país”, disse.
CONTRA
O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) disse que é contra a política de cotas. Ele chamou a medida de discriminatória e defendeu a adoção de políticas públicas para permitir a igualdade de acessos para negros, índios e brancos, independente de classe social. Apesar de ser contra, o deputado republicano anunciou que irá votar a favor da proposta. Citou que mesmo sendo mais da metade da população brasileira, as mulheres têm cota de 30% na disputa dos cargos eletivos. Sobre os negros, destacou que ao determinar o máximo de 20%, a cota exclui os outros negros de ingressar no serviço público. “Devemos formatar políticas públicas para beneficiar a população como um todo”, afirmou. Amarildo Cruz informou disse que encaminhará um memorando a todos os deputados em defesa do projeto. Ele incluirá dados sobre a situação dos negros no país e os resultados de políticas semelhantes adotadas em outros países.
Fonte: DIARIO MS

OBAMA LIDERA CORO PELO FIM DA ERA BUSH

Segue matérias do jornal O Globo sobre a oficialização de Barack Obama como candidato a presidência pelo partido democrata norte-americano.
Na pagina do dia 24.08 tem uma análise do "sonho de Obama" e as possibilidades da sua candidatura, além de uma inusitada "obamania" sendo adotada por candidatos brasileiros.
Nas três paginas do dia 29.08 tem matérias cobrindo o dia 28, quando Obama foi oficializado candidato do partido, além de comentários sobre o partido republicano.
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QUILOMBOS DO ES VIVEM INSEGURANÇA ALIMENTAR

Retirado do site da FASE.

Fausto Oliveira

A realidade de restrições a direitos fundamentais vivida por 39 comunidades quilombolas do norte do Espírito Santo é alarmante. Assessorados pela Fase Espírito Santo, estes habitantes tradicionais daquela região sobrevivem em condições tão adversas que sua miserabilidade chega ao ponto da insegurança alimentar e nutricional extrema. Na raiz do problema, é claro, está a monocultura de eucalipto que tomou conta do norte do estado por causa da empresa Aracruz Celulose. Sem reservas de água, com pouca terra, sem biodiversidade no entorno e isolados, os quilombolas vivem sob ameaça permanente de fome. Entre as muitas iniciativas para apoiá-los, uma visita de um dos principais conselhos do governo federal, em setembro, poderá começar a mudar esta situação.
Nos dias 23 e 24 de setembro, uma comissão do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) vai visitar as comunidades quilombolas do Sapê do Norte, como é conhecida a região que abrange os municípios capixabas de São Matheus e Conceição da Barra. Lá, os conselheiros vão ver de perto o que vivem os quilombolas e assim tomar alguma iniciativa de melhora que venha da esfera federal, e que por isso tenha maior poder de influenciar pela garantia de seus direitos, destacadamente o direito humano à alimentação.
Marcelo Calazans, coordenador da Fase Espírito Santo, explica que hoje sete das 39 comunidades recebem cestas básicas para sobreviver. As restantes se viram como podem, isoladas no eucaliptal e com pouco acesso a formas de gerar renda para suas famílias. “Muitos processos podem se desdobrar daí. Não apenas a ação emergencial de universalizar a distribuição de cestas básicas, mas pode-se aprofundar a qualidade dessas cestas, que podem comprar alimentos das comunidades e assim alavancar a agroecologia nestas comunidades. O fundamental é pensar uma estratégia de segurança alimentar que alavanque a capacidade produtiva das próprias comunidades. Programas como aquisição antecipada de alimentos, a compra de cesta básica e a merenda escolar podem adquirir o mais possível itens da própria comunidade, pois isso reforça a agroecologia, reforça culinária tradicional, gera renda, fortalece o ator social. A cesta básica é válida num cenário de fome, mas se pudermos fazer mais do que isso, e alavancarmos a economia local, isso é o passo decisivo”, diz ele.
A comissão do Consea que visitará os quilombolas do Sapê do Norte é a mesma que conheceu de perto a situação de desnutrição aguda vivida por indígenas no Mato Grosso do Sul em 2007. Naquela ocasião, crianças indígenas estavam morrendo por falta de comida. Após a visita, foram articuladas medidas de proteção e garantia do direito à alimentação, e de lá para cá já houve melhora (muito embora a soberania dos povos tradicionais no quesito alimentação dependa sempre de acesso legítimo e estável a terra). Para Marcelo, a situação dos quilombolas capixabas não é muito diferente. “Um quilombola nascido em comunidade quilombola tem chances de desnutrição muito maiores do que muitos outros grupos sociais específicos em outras regiões do país”, diz. A ver se a boa experiência de fiscalização e direitos no Mato Grosso do Sul se repete no Espírito Santo

TERREIROS DO RIO DE JANEIRO SERÃO MAPEADOS

Retirado do site da SEPPIR.


Terreiros do Rio de Janeiro serão mapeados através de convênio PUC-RJ/ SEPPIR
28/08/2008 - 14:11
O ministro Edson Santos e o reitor da PUC-RJ, padre Jesús Hortal Sánchez, assinaram na última segunda-feira (25/08) o convênio para a realização da pesquisa Mapeamento das Casas de Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro. A inovação do projeto é a construção de um banco de dados que permitirá que cada terreiro seja mapeado com a tecnologia Global Positioning System (GPS). A metodologia vai viabilizar o cruzamento de dados sobre relevo, clima e demografia, entre outras. Estes dados qualitativos e georreferenciados estarão disponíveis na internet. Desta forma, de qualquer parte do mundo será possível obter informações sobre os 7 mil terreiros existentes no Estado do Rio de Janeiro.
Na foto o terreiro Bate-Folha, uma das seis casas tombadas pelo IPHAN
A pesquisa já está em andamento há seis meses, e foi tomada como projeto-piloto do Programa Terreiros do Brasil, do Governo Federal, que prevê ações de salvaguarda em casas tombadas como patrimônio histórico cultural e em outros terreiros com importância histórica.
Terreiros do Brasil – Atualmente, apenas seis terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todos foram visitados este ano por técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR. A maioria está localizada em Salvador (BA) estão a Casa Branca, Axé Opô Afonjá, Gantóis, Bate Folha e Alaketo – Ilê Maroiá Láji. A exceção é a Casa das Minas, em São Luís (MA). Em todos os seis terreiros foi constatada a desatenção do Poder Público. Além de conviverem com a intolerância religiosa, os terreiros são alvo da perda de território e ação do tráfico de drogas, que limita a atuação das práticas religiosas e circulação dos freqüentadores dos cultos de matriz africana.
O mapeamento georreferenciado, que será levado aos demais estados brasileiros após a conclusão do projeto-piloto no Rio de Janeiro, vai permitir a integração de todas as ações técnicas e comunitárias relativas às questões dos terreiros, assim como ações específicas em cada uma destas comunidades tradicionais.
Assessoria de Comunicação Social da SEPPIR/ PR

sábado, 30 de agosto de 2008

ARTIGO "AÇÃO AFIRMATIVA NO BRASIL E NA ÁFRICA DO SUL"

Artigo curto que vale a pena ser lido, pois compara as ações afirmativas do Brasil e da África do Sul. Poport rara nos estudos sobre as ações afirmativas, pois geralmente quando se analisa de forma comparativa pega-se o caso norte-americano, que guarda muito pouca semelhança com o que acontece em terras brasileiras.


Ações afirmativas no Brasil e na África do Sul
Graziella Moraes Dias da Silva
Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 18, n. 2. pp. 131/165

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TESE "POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E O EMBATE ENTRE REPRESENTAÇÕES RACIAIS NO BRASIL"

Mais um trabalho de conclusão de mestrado com a temáticas das ações afirmativas no Brasil.
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Dissertação:
Politicas de ação afirmativa embate entre representaçoes raciais no Brasil
Carolina Cantarino Rodrigues
UNICAMP - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Ano: 2004

Resumo
Esta dissertação tem por objetivo mapear as representações sobre as relações raciais no Brasil acionadas no embate político em torno da implementação de políticas de ação afirmativa focalizadas na população negra. A configuração deste embate se faz a partir de um ãmbito institucional, no qual o Estado, o movimento negro e os intelectuais são os sujeitos políticos presentes.
O que se pretende, a partir da análise de três eventos significativos, é mapear os argumentos mobilizados por (e entre) estes sujeitos políticos em seus posicionamentos sobre a seguinte questão: faz sentido, no Brasil, a instauração de políticas públicas voltadas exclusivamente para a população negra do país?

REVISTA ADUSP Nº 43, JULHO DE 2008 - COTAS NO BRASIL

Especial da Revista ADUSP (Associação de Docentes da USP) publicada mês passado (julho). O que podemos falar sobre ela??? Bom, somente uma coisa, vamos ler estes artios com desconfiança, já que a USP é uma das universidades que mais tem batalhado contra as cotas.

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Abaixo segue o índice.

Políticas afirmativas
6 - Cotas avançam nas universidades públicas de norte a sul do país

Ana Cláudia Mielki, Antonio Biondi, Daniel Hammes e Amanda Rossi
16 - USP, Unicamp, UFPE e UFRPE adotam ações afirmativas com bônus

Amanda Rossi e Antonio Biondi
21 - Ações recentes movimentam STF e Congresso Nacional

Antonio Biondi
24 - Por enquanto, “antes de mais nada”, nada!

Ana Cláudia Mielki, Antonio Biondi e Daniel Hammes

Polêmica: Inclusp
28 - Impacto do Inclusp no ingresso de alunos da escola pública (análises iniciais)

Selma Garrido Pimenta, Maria Amélia Campos Oliveira, Maria Isabel de Almeida e Maurício dos Santos Matos
34 - Vamos dar mais cor e diversidade à USP?

José Marcelino de Rezende Pinto e Rubens Barbosa de Camargo
40 - Medida inócua, ante a imensa desigualdade no sistema escolar

Eunice Durham

Pós-graduação
44 - Doutores, mas para que?
José Chrispiniano
51 - No Sul, mais vagas nas federais (e cortes no setor privado)
Daniel Cassol
54 - Pós-graduação: estamos no caminho certo?
Fabio Bessa Lima e José Cipolla Neto
56 - Produção de doutores na área de humanidades: excesso ou má distribuição?
Ana Paula Hey e Afrânio Mendes Catani

REFORÇO NA COOPERAÇÃO COM PAÍSES AFRICANOS

Retirado do site Africa21.

26/08/2008
Seminário em Brasília quer reforçar cooperação na área social com países africanos
O Brasil dobrou o número de embaixadas na África nos últimos cinco anos, passando de 17 para 34. E deve criar mais seis até 2010, chegando a 40.
Da Redação


Brasília - O Brasil dobrou o número de embaixadas na África nos últimos cinco anos, passando de 17 para 34. E deve criar mais seis até 2010, chegando a 40. Isso mostra a importância dada pelo governo brasileiro àquele continente, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, organizador do Seminário de Proteção e Promoção Social em Países Africanos, aberto segunda-feira (25) pelo ministro Patrus Ananias, no auditório do Palácio Itamaraty, em Brasília .
Dirigentes e técnicos de Angola, Gana, Moçambique, Namíbia, Quênia e Tanzânia conhecerão de perto a execução dos programas executados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
“O Brasil compartilha raízes culturais e espirituais com a África. Temos uma base comum para aspirarmos juntos a um futuro melhor para nossos filhos e gerações futuras”, afirmou o ministro Patrus Ananias na cerimônia de abertura do evento.
Ao citar o historiador brasileiro Luiz Felipe Alencastro, o ministro afirmou que fora do Brasil sempre se pensou o país de maneira incompleta, “como se fôssemos um prolongamento da Europa". "Em realidade, o Brasil também se construiu a partir de estreito vínculo com a África”, disse. Patrus Ananias destacou que, pela primeira vez na história do Brasil, o país experimenta um ciclo de crescimento econômico com inclusão e justiça social. “Cerca de 14 milhões de brasileiros superaram a miséria entre 2003 e 2006”.
Programas como o Bolsa Família – que atende 11,1 milhões de famílias, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que beneficia 2,7 milhões de idosos e pessoas com deficiência, foram citados pelo ministro Patrus, que reafirmou o compromisso de esforço solidário, lembrando ainda que a erradicação da fome e da miséria é um desafio para toda a humanidade. “Temos muito a aprender, mas temos também experiências dignas de serem compartilhadas”.
O seminário faz parte da parceria entre o governo brasileiro, o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e o Centro Internacional de Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC/Pnud).
Numa primeira fase foi realizado o intercâmbio Brasil/África sobre Programas de Transferência de Renda, com participação de representantes de Gana, Moçambique, Nigéria, Guiné Bissau, África do Sul e Zâmbia. J
Já em 2007, o Brasil contribuiu para a implantação do programa de transferência de renda de Gana, o Livelihood Empowerment against Poverty (LEAP), que foi lançado em 2008. No primeiro semestre deste ano, o Brasil apresentou sua experiência em duas conferências regionais (em Uganda e no Senegal) promovidas pela União Africana, com o apoio do DFID.
Ainda durante a solenidade de abertura, o ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Ruy Nogueira, disse que, até 2003, o Brasil possuía apenas 17 embaixada na África e que esse número dobrou em cinco anos.
“Além da cooperação, o comércio justifica uma presença maior do Brasil na África porque ela absorve um contingente importante de nossas exportações”.
A diretora do escritório brasileiro do DFID, Bridget Dillon, falou sobre desafios de enfrentar a crise mundial de alimentos e as mudanças climáticas e disse que programas de transferência são uma realidade recente. Ela explicou que o Departamento apoia mais de 20 países na área de proteção social, dentre eles o Quênia, com o qual foi firmada parceria para proteger órfãos, crianças e pessoas em situação crônica de pobreza.
A diretora de Assuntos Sociais da União Africana, Grace Kalimungogo, comentou que o Brasil e a África estão distantes geográfica e fisicamente, mas têm muito em comum. “Queremos nos beneficiar das ricas experiências do Brasil, especialmente as políticas de proteção social”.
Pelo MDS, estiveram presentes no primeiro dia do seminário - que prossegue no auditório do Palácio do Itamaraty até a próxima quarta-feira (27) – as secretárias Rosilene Rocha (executiva-adjunta), Rosani Cunha (Renda de Cidadania), Ana Lígia Gomes (Assistência Social) e Laura da Veiga (Avaliação e Gestão da Informação). Também compareceram o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos; a ministra de Gênero, Criança e Desenvolvimento Social do Quênia, Esther Murugi Mathenge; a coordenadora da Organização das Nações Unidas no Brasil, Kim Bolduc; o diretor do IPC/Pnud, Degol Hailu; e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de embaixadas.
Entre quinta e sexta-feira (28 e 29) a missão africana, acompanhada de técnicos do MDS, estará em Recife (PE) para visita de campo e conhecimento de programas como o de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), Restaurantes Populares, Cisternas, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Bolsa Família - políticas sociais integradas em um sistema de proteção e promoção social que hoje beneficia cerca de 58 milhões de pessoas em situação de pobreza. As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social do Brasil.

ALUNOS DE GRADUAÇÃO PODERÃO ACOMPANHAR ELEIÇÕES NOS EUA

A embaixada dos EUA seleciona 20 alunos de graduação das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo para observar as eleições americanas de 2008 nos Estados Unidos. O programa de 2 semanas oferecerá aos participantes a oportunidade de conhecer e discutir o processo eleitoral dos Estados Unidos. O programa é custeado pelo Departamento de Estado e pela Embaixada dos EUA no Brasil. Os alunos viajarão no dia 25 de outubro e retornarão no dia 8 de novembro de 2008.

Na primeira semana os alunos frequentarão a Universidade do Estado da Carolina do Norte, onde assistirão palestras com formadores de opinião e com o corpo docente da universidade sobre o sistema eleitoral americano. Na segunda semana, o foco da visita será mudado de aprendizado para participação, com visitas várias seções eleitorais. Após as eleições, o grupo visitará a capital Washington D.C. para visitas culturais.
Os formulários para a inscrição estarão disponíveis até dia 14 de setembro de 2008 de no seguinte site:
www.usembassyprograms.org.br
Quem pode participar:

· Alunos de graduação a partir do 2º. ano das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo;
· Alunos com fluência comprovada em inglês somente por TELP / TOEFL

INSCRIÇÃO DE PRÊMIO INTERNACIONAL PARA JORNLISTAS

Retirado do site do Jornalismo nas Americas.

Jornalistas podem se inscrever para prêmio internacional em direitos humanos

A Internews e a campanha “Every Human Has Rights” (Todo ser humano tem direitos) abriram as inscrições para premiação de reportagens que tenham contribuído de maneira significativa para a garantia dos direitos humanos.
De acordo com o
site do prêmio (disponível em inglês, espanhol e francês), serão aceitos trabalhos em fotojornalismo, jornalismo impresso e online (incluindo blogs), rádio e TV, desde que tenham sido veiculados após 15 de setembro de 2007 e que neles seja ilustrado ao menos um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Um júri internacional selecionará os 30 trabalhos mais originais de jornalistas de todo o mundo, que ganharão uma viagem a Paris em dezembro de 2008 para se reunir com líderes na defesa dos direitos humanos e receber um troféu demonstrando sua contribuição, além de quantia em dinheiro. As inscrições se encerram no dia 15 de setembro.

ESTÚDIOS PRESSIONAM PROVEDOES CONTRA P2P

Retirado do blog Vintage69. Para quem não sabe o que é P2P clique aqui.

Post muito bom do site Melhores do Mundo...
Segundo o site da Info, A MPAA, associação que reúne estúdios americanos, está pressionando os provedores de internet do país a fechar o cerco contra usuários que trocam músicas e filmes por Torrent. A associação diz que realiza muitos esforços contra a pirataria na internet, mas não pode avançar mais sem o auxílio dos provedores.
A MPAA defende que os provedores de banda larga analisem o material trocado por usuários assíduos de redes P2P, a fim de não permitir que quem baixa filmes ou seriados o faça impunemente.
Bom, vamos lá...
Esta medida da MPAA pode ser tudo o que os provedores queriam. Ora, as trocas de arquivos via P2P congestiona suas redes e o que eles mais querem é acabar com isso. Se não me engano, aqui no Brasil, cerca de 2% dos usuários de banda larga são responsáveis por 50% do tráfego.
Algumas empresas utilizam o safado traffic shapping - não é, dona Net Virtua? Shavurska! - que limita a banda para quem use programas P2P. Porém, isso é ilegal lá nos EUA e alguns fornecedores de banda larga do país, como a Comcast, já tomaram uma advertência da Justiça.
E tem outra coisa que a MPAA está esquecendo - talvez a principal: a violação da privacidade dos usuários!
É isso aí... continuem assim.
A indústria musical praticamente está quebrada. Se antes qualquer banda jovem chegava às 800.000 cópias tranqüilamente, hoje os emos do NX Zero, principal banda da garotada atualmente, sua para vender 100.000. E a indústria televisiva e cinematográfica também caminha para os mesmos passos: bilheterias diminuindo - tirando, é claro, hits como Batman Cavaleiro das Trevas - e a audiência, alcance e share dos canais a cabo despencam dia após dia.
Enquanto a indústria gastar seu tempo lutando contra isso ao invés de criar soluções inéditas e revolucionárias para esse consumo, elas estão fadadas ao fracasso.

CURSO "ÁFRICA: ONTEM E HOJE"

Recebido por email e ajudndo a divulgar.

Centro cultural José Bonifácio: ENDEREÇO: Rua Pedro Ernesto 80 Gamboa. tel 22337754

Curso gratuito.
*ÁFRICA : ONTEM E HOJE*
Panorama geral da história do continente africano e da realidadecontemporânea.
CARGA HORÁRIA
*O curso tem uma carga horária de 24 horas distribuídas em aulas de duas horas semanais. O curso começa dia 04/09/2008 as 19h-21h e sempre acontecerá nestes horários.**

*AULA 1. *Geografia e história da África*.
As grandes migrações no interior do continente e as alterações no quadrogeográfico. As sociedades africanas no mapa colonial e a descolonização. Aaula tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre a África.
Professoras ministrantes: Marina Berthet e Mônica Lima.*

*AULA 2 e 3. *Escravidão na África pré-colonial*
A aula está prevista para se apresentada em duas partes. Na primeira parteserá feito um balanço historiográfico sobre a escravidão na Áfricaanalisando textos clássicos sobre o tema (Meillassoux, Miers&Kopitoff, Lovejoy). Nasegunda parte serão apresentados alguns casos concretos, dando comoexemplo a escravidão nos grandes reinos africanos, nas áreas de expansãoislâmica e em sociedades descentralizadas.
Professora ministrante: Profa. Dra Mariza Soares Carvalho

AULA 4. *O islã na África ocidental.*
Como o Islã foi um fator importante no desenvolvimento do comérciotransaariano e mais tarde será usado como elemento integrador para osmovimentos de resistência contra a colonização européia.
Professor ministrante: Prof. Dr Alain Kaly ( ).

AULA 5. *'África Atlântica'.*
A aula pretende apresentar uma visão panorâmica da História da África apartir do século no início do século XX, sobre as regiões cujas populações,durante séculos de contato e transferência forçada pelo tráficotransoceânico de escravos, se constituíram como elementos formadores dasociedade brasileira. Pretende-se ainda focalizar as mudanças que sedesenvolvem a partir das novas formas de inserção do continente africano nocenário mundial.
Professora ministrante : Profa. Dra Mônica Lima (CAp/UFRJ).

AULA 6. *Relíquias da África Central no congado de Minas Gerais*
A aula visa a aprofundar a discussão historiográfica sobre a construção damemória afro-brasileira a partir de objetos da África Central do fim doséculo XIX e início do XX com funções ritualísticas no congado de MinasGerais. Essa discussão permite pensar as fontes orais e iconográficas comoas grandes aliadas para o estudo da História da África e Brasil.
Professor ministrante: Prof. Msa Larissa Gabarra Oliveira (Doutoranda –PUC-RJ).

AULA 7. *Os retornados do Benim, Togo, Nigéria e Gana: Agudás e Tabons*
Trata do chamado "retorno" de escravos libertos à África e da formação dascomunidades *Agudás* (nos atuais Benim, Togo e Nigéria) e *Tabom* (em Gana),ao longo dos séculos XIX e XX. Esses movimentos migratórios de ida e vindaatravés do Atlântico durante e posteriormente o fim do tráfico de escravosconstituíram um complexo processo de construção de novas identidades sociaisnesses países africanos, de modo a permitir que os retornados superassem oestigma da escravidão e se integrassem - como cidadãos de pleno direito -nas sociedades que os haviam excluído anteriormente. Nesta aula são tratadosdois aspectos da questão: o surgimento dessas identidades no passado; e omodo como hoje seus integrantes atuam de modo organizado e diferenciado emdiversos campos da vida social.
Professor ministrante: Prof. Dr Milton Guran (LABHOI – UFF).

AULA 8. *O colonialismo e as independências na África. *
Os diferentes tipos de colonização e tipos de lutapró-independência/ libertação serão analisados, utilizando conceitos comodescolonização/ libertação, novo princípio da ocupação. Trataremos ainda doracismo como ideologia orgânica do colonialismo e dos partidos políticos emovimentos de libertação no pós-guerra.
Professor ministrante: Prof. Dr Marcelo Bittencourt (UFF).

AULA 9. "*A construção da idéia de África: representações do continente"negro".*
Crise e renovação da historiografia africana". História imperial: mitos deum continente sem História. Independências africanas e construção de umanova historiografia.
Professor ministrante: Prof. MS Edson Borges (UCAM).

AULA 10. *África no cenário político e econômico internacional. Estadismo,privatização e crise geral do estado*.
Um panorama geral dos espaços econômicos africanos seráapresentado eanalisado. Analisaremos a noção de desenvolvimento do subdesenvolvimento e asituação de crise do estado na África.
Professor ministrante: Prof. Dr Marcelo Bittencourt (UFF).

AULA 11. *Somália, Ruanda e Libéria - "Nações sem Estado, Estados semnações".*
A análise entre as semelhanças e as diferenças entre as históriaspós-independência desses três países nos guiam para uma série de reflexõessobre a "construção" dos Estados e a possível relação entre "Estadosfracos", ou "quase-Estados", guerras civis, insegurança, desequilíbrioregional e a necessidade - ou não - de intervenções externas.O objetivo é apresentar essas histórias e identificar elementos sociais,políticos e econômicos que levaram as instituições desses países à ruína ecomo se deram as respostas internas e externas, bem como suas conseqüências.
Professor ministrante: Prof. MS Alexandre dos Santos (PUC-RJ).

AULA 12. *Dinâmicas africanas em contexto de desenvolvimento. Dois exemplos:Benin e São Tomé e Príncipe.*
Nesta aula, serão apresentados e analisados projetos de desenvolvimento e aatuação dos técnicos de ONGs na região de Abomé (Benim) e nos antigoslatifúndios de São Tomé e Príncipe. Analisaremos esses estudos de caso à ludas problemáticas atuais do continente.
Professor ministrante: Prof. Dra Marina Berthet (CEAUP- Universidade doPorto).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

DISSERTAÇÃO "ANÔNIMOS E INVISÍVEIS: OS ALUNOS NEGROS NA UNICAMP

Fabiana Mendes é autora desta importante disertação, pois analisa o cotidiano de estudantes universitários negros numa universidade que se recusa a implementar cotas, mas optou por acrescentar nota para candidatos negros e de escola pública.`

Para acessar a dissertação clique na imagem ao lado, ou neste link alternativo.

Abaixo a indicação bibliográfica e o resumo.

UNICAMP - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Dissertação de mestrado, sob orientação do Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz.
Ano: 2006
Resumo
O presente trabalho é uma tentativa de recuperar as trajetórias escolares de estudantes negros na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. O objetivo central é compreender como a cor da pele interferiu e interfere nas vivências dos entrevistados, sobretudo, nos ambientes escolares, pelos quais estes têm passado. O pressuposto deste trabalho é que essas trajetórias seriam excepcionais, na medida em que estes estudantes negros teriam superado os limites de práticas pedagógicas estigmatizadoras ao ingressarem no sistema superior de ensino, que é reconhecido socialmente como espaço de difícil acesso, pelo seu processo de seleção baseado no conteúdo escolar. Chegando a campo me surpreendi, pois encontrei uma realidade distinta. Havia um grupo de estudantes negros cujas trajetórias de vida não compunham o descrito pela bibliografia. Encontrei jovens estudantes negros cujas histórias de vida não se diferenciavam em quase nada dos outros alunos universitários. Digo quase nada, pois a cor da pele parecia ser sua única diferença. Assim, ao terminar minhas entrevistas tinha um quadro interessante: um grupo de estudantes negros cujas trajetórias sociais eram similares a de outros estudantes já relatado em outros estudos, ou seja, encontrei trajetórias sociais de estudantes negros com menores condições socioeconômicas – o que já era esperado – encontrei, também, no entanto, trajetórias sociais de estudantes negros, cujas condições sociais os aproximavam do estudante universitário padrão: jovens, com pais com alto nível de escolaridade e com renda familiar elevada. Concluo que o estigma da cor da pele nas trajetórias escolares e acadêmicas dos entrevistados se expressa através dos mecanismos de auto-refinamento e silenciamento, provocando invisibilização do preconceito e discriminação racial na escola e na universidade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

REGULAMANTAÇÃO DE ENSINO DE CULTURA AFRO EM ARACAJÚ

Retirado do site do Faxavu.

28/8/2008
TAC celebrado com SEED regulamenta ensino de cultura Afro-Brasileira

Através da Procuradora Geral do MPE, Dra. Maria Cristina da Gama e Silva Foz Mendonça, do Coordenador Geral, Dr. Rodomarques Nascimento, e dos Promotores de Justiça Curadores dos Direitos à Educação, Drs. Alexandro Sampaio, Etélio Prado Júnior e Luis Fausto Valois, o Ministério Público do Estado de Sergipe celebrou, em 27 de agosto, Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria de Estado da Educação (SEED), na pessoa do Secretário José Fernandes de Lima.
O TAC prevê a implantação do ensino obrigatório sobre História e Cultura Afro-Brasileiras nos estabelecimentos estaduais públicos de Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de atender o que preconizam a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação. Deverão ser concretizadas as normas dispostas na Lei 10.639/03 e aplicados os conteúdos a que se refere a Lei 11.645/08, que trata da inserção do assunto como conteúdo programático obrigatório, a fim de que a abordagem do tema promova o valor da diversidade em nosso país.
Dentre os assuntos que serão ofertados, estão História da África e dos Africanos; a Luta dos Negros no Brasil; a Cultura Negra Brasileira; e o Negro na Formação da Sociedade Nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
A SEED comprometeu-se a inserir o assunto no currículo escolar a partir do ano de 2009, especialmente nas áreas de Arte-Educação, Literatura e História Brasileira, indicando, inclusive, a bibliografia a ser adotada. O Estado deverá, também, garantir aos professores da rede pública, no exercício da docência, o acesso à informação continuada, através de seminários, oficinas pedagógicas, simpósios, palestras e cursos sobre a temática.
Ainda segundo o ajustado, O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, será incluso no calendário escolar e os êxitos e dificuldades do ensino e aprendizagem de História e Cultura Afro-brasileira e Africana e da Educação das Relações Étnico-Raciais serão avaliados e divulgados pela Secretaria durante os próximos três anos.

CDH, DO SENADO, APROVA COTA PARA NEGROS EM EMPRESAS

Retirado do site do G1.

27/08/08
Da Agência Estado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) aprovou hoje o projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que estabelece cotas para negros nas empresas públicas e privadas. O texto reserva 20% dos cargos em comissão do grupo de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) da administração pública, "que será ampliada gradativamente até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira". Quanto às empresas privadas, as que tiverem mais de 200 empregados, deverão reservar 46% delas para negros.
O projeto estabelece ainda que os empregadores não poderão pedir fotografia ou declaração de raça ou cor dos candidatos a emprego. A tramitação do projeto está apenas começando. Terá ainda de ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados.
No seu parecer, Paim afirma que a discriminação por motivo de raça, cor, ascendência ou origem racial ou étnica ainda persiste no mercado de trabalho brasileiro. Ele diz que a sua intenção é a de promover a inclusão nos setores público e privado. Para o senador, seria ingênuo, em boa fé, ou cínicos, em má-fé, se não reconhecesse o preconceito na sociedade brasileira. Daí porque entende que contra "essas regras não escritas, a Constituição de 1988 oferece remédios das ações afirmativas".

COMISSÃO DO SENADO APROVA COTAS PARA NEGROS EM EMPRESAS

Retirado do UOL Notícias.

28/08/2008
Da Redação*

Em São Paulo

A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado aprovou na quarta (27) projeto de lei que reserva para afro-brasileiros 46% das vagas em empresas com mais de 200 empregados e 20% dos cargos em comissão do grupo de DAS (Direção e Assessoramento Superiores) da administração pública.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PLS (Projeto de Lei do Senado) 235/08 muda a Lei 9.029/95, que proíbe práticas discriminatórias na admissão ou permanência de funcionários nas empresas, inclusive por motivos de raça.
Pelo projeto, afro-brasileiros são as pessoas que assim se classificam ou as que se denominam negros, pretos, pardos ou de "categorias análogas".
A proposta inicial previa que o percentual de reserva nas empresas com mais de 200 empregados fosse de 70% da proporção de afro-brasileiros na população economicamente ativa do Estado em que a empresa esteja instalada. Mas uma emenda apresentada pelo relator, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), mudou o número para 46%.
Para justificar a mudança, o senador Paes usou um dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que diz que 46% da população brasileira é composta por negros. O texto determina o prazo de cinco anos após a promulgação da lei para que as empresas cumpram a cota.
Mas o projeto abre uma brecha para o não-cumprimento da reserva, ao fazer ressalva aos "requisitos educacionais e de qualificação profissional indispensáveis ao desempenho dos cargos ou atividades exercidos na empresa". O projeto diz que, se questionada, a empresa deverá provar que esses requisitos "são estritamente relacionados ao desempenho dos cargos ou atividades em questão, sob pena de serem considerados discriminatórios".
Quanto à reserva nos cargos de DAS, o percentual de 20% é apenas uma meta inicial. Segundo o texto, o índice será aumentado gradativamente, "até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira".
A proposta ainda será examinada pela Comissão de Assuntos Sociais, na qual receberá decisão terminativa, ou seja, pode ir diretamente à Câmara, sem passar pelo Plenário do Senado.
*Com informações da Agência Senado

Leia mais
Cada vez mais, empresas implantam programas de inclusão de profissionais negros
Negras ganham 51% do salário das brancas na cidade de São Paulo

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

COJIRAS PREPARAM SEMINÁRIO EM SETEMBRO

Retirado do site do Sindicato dos Jornalistas.

Fenaj intensifica luta pela igualdade racial
22 de agosto de 2008

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) vai realizar no segundo semestre de 2009 um seminário que reunirá jornalistas afro-brasileiros sob a organização das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) do município do Rio de Janeiro, dos estados de São Paulo, Bahia e Alagoas, do Distrito Federal em conjunto com o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul.
A coordenação do evento será da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial, órgão consultivo de assessoramento da Fenaj, criado como uma das decisões do II Encontro Nacional das Cojiras e do Núcleo (RS) incluído na programação oficial do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realiza na cidade de São Paulo.
Os representantes das Cojiras e do Núcleo indicaram a jornalista Valdice Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, para estar à frente da coordenação da Comissão Nacional.
O presidente da Fenaj, Sergio Murillo, aprovou a criação da Comissão Nacional e afirmou que a Federação tem como um de seus objetivos estratégicos a realização do Seminário . Ele participou ativamente do II Encontro, dialogando com os representantes das Cojiras e do Núcleo e, mais uma vez, se comprometeu a continuar incentivando o surgimento de outros grupos em todos os sindicatos filiados à Fenaj.
Participaram do II Encontro como representantes das Cojiras e do Núcleo gaúcho os jornalistas Flavio Carrança, Paulo Vieira Lima, Osvaldo Faustino e Rosane Borges (São Paulo); Valdice Gomes (Alagoas); Ana Alakija (Bahia); Sionei Leão (Distrito Federal); Miro Nunes (município do Rio de Janeiro); Vera Daisy Barcellos (Rio Grande do Sul) e Dalmo Oliveira, que está incentivando o processo de organização semelhante na discussão étnico-racial no Sindicato da Paraíba.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

PAÍSES AFRICANOS ESTUDAM PROGRAMAS DE RENDA DO BRASIL

Retirado do site do PNUD

Brasília, 22/08/2008
África estuda programa de renda do Brasil
Representantes de seis nações africanas vêm ao país participar de seminário e reuniões para conhecer projetos de combate à fome
SARAH FERNANDES

da PrimaPagina

Programas brasileiros voltados à redução da pobreza e da fome, como o Bolsa Família, podem inspirar iniciativas de proteção social em seis países africanos. Uma missão com 28 representantes de Angola, Gana, Moçambique, Namíbia, Quênia e Tanzânia vêm ao Brasil na segunda-feira para conhecer projetos e participar de seminário sobre pobreza. A expectativa é que o encontro resulte em um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e as nações africanas.
A missão — composta por dirigentes e técnicos de ministérios de proteção social — estará no Brasil entre 25 e 29 de agosto para uma visita de estudos. No primeiro dia, os africanos participarão de um seminário para apresentar os programas de combate à pobreza implantados em seus países. O evento acontece no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e será aberto pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias. Estarão presentes um representante do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a representante do PNUD Brasil, Kim Bolduc.
Na terça e na quarta-feira eles participarão de reuniões no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), e na quinta e na sexta farão visitas de campo para conhecer iniciativas de proteção social, como Bolsa Família, Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, Centro de Referência de Assistência Social, Restaurantes Populares e Programa de Cisternas.
“O objetivo da missão é permitir a troca de informações entre governos, aprimorar políticas de proteção social e estreitar os laços com a África”, afirma o chefe da assessoria internacional do MDS, Valdomiro Luis de Sousa. O resultado esperado é que o encontro gere assessoria técnica do Brasil para os países africanos, para que eles implantem programas de combate à pobreza.
A visita é uma das ações do Programa Brasil-África de Cooperação em Desenvolvimento, iniciado em 2005. O projeto é implantado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, pelo Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional e pelo
Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
“O Brasil tem uma estrutura de proteção social bem elaborada, mas a idéia é desenvolver uma troca de experiências”, afirma a consultora do programa, Melissa Andrade. “Queremos mostrar experiências em integração de políticas e legislação. O que resolve a pobreza não é uma única ação, mas várias”.

Leia também
Ação do Brasil para minorias inspira Vietnã Bangladesh vê orçamento pioneiro do Brasil

AS REDES SOCIAIS TORNAM-SE UM FENÔMENO PLANETÁRIO

Retirado do site do Observatório da Imprensa.

Código Aberto
Postado por Carlos Castilho em 19/8/2008

Uma pesquisa feita pela empresa sueca
Pingdom e analisada pelo especialista francês Francis Pisani no seu blog Transnets constata que o fenômeno da expansão das redes sociais online já alcança os países como Angola e Etiópia (na África), e Mianmar, no sudeste da Ásia.

A acelerada globalização das redes sociais — e principalmente a sua extrema diversificação — desafiam a capacidade analítica dos especialistas em Web, que até agora viam o fenômeno como uma típica manifestação de jovens afluentes da classe média de países europeus e dos Estados Unidos.

A pesquisa sueca, baseada em dados de acesso fornecidos pelo mecanismo de buscas Google, indicam, por exemplo, que o site
Orkut, no qual os brasileiros são a esmagadora maioria, também é altamente popular no Paraguai, Paquistão, Portugal e Índia.

Já o
MySpace, o maior de todos, tem a base de seu público nos Estados Unidos, mas é o mais acessado também em países como Porto Rico e Malásia. Outro caso curioso, o site Hi5 registra a sua maior concentração de usuários no Peru, El Salvador e Costa Rica, enquanto o site Last.fm, comunidade especializada em música, é o preferido por finlandeses, croatas, tchecos e noruegueses.

A comunidade dos usuários do
Twitter (blog instantâneo) é esmagadoramente asiática, com forte predominância de japoneses e chineses, que superam por larga margem os norte-americanos neste tipo de site voltado para a troca de mensagens de até 150 caracteres.

Chama a atenção o fato de que nenhum dos 12 sites sociais monitorados pela empresa Pingdom tem uma distribuição global uniforme. Há uma tendência à localização e agrupação segundo preferências que provavelmente têm a ver com valores e culturas semelhantes.

Outro fato notável é que o acesso às comunidades online não é uma exclusividade dos países mais ricos, já que há numerosos exemplos de nações onde a exclusão digital é alta e que, apesar disso, registram elevados índices de interatividade online. O Quênia, Etiópia e Angola, por exemplo, têm um alto índice de usuários do Hi5.

sábado, 23 de agosto de 2008

INAUGURAÇÃO DA SALA ABDIAS NASCIMENTO DO DENEGRIR NA UERJ

Para ampliar clique nas imagens.


REVISTA CONTEXTO QUILOMBOLA

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PROJETO QUE RESERVA COTA PARA NEGROS GERA POLÊMICA NO MS

Retirado do site Midiamax.

20/08/2008 12:00
João Prestes e Valdelice Bonifácio
AL/Giuliano Lopes
Luzia de Brito discursou em plenário
Se for aprovado, projeto de lei apresentado na sessão de hoje da Assembléia Legislativa obriga todos os órgãos públicos do Estado (inclusive o Legislativo) a reservar 20% das vagas em concursos públicos para pessoas que se declaram negras. O sistema de cota inclui também os cargos em comissão, o que obrigaria o Pleno do Tribunal de Justiça a ter pelo menos cinco desembargadores negros, e o governador André Puccinelli a nomear dois secretários negros, só para citar os cargos mais elevados do serviço público estadual.
O autor do projeto, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), concorda que a matéria é polêmica e pode esbarrar na legislação. Mas ele lembra que nas universidades o sistema de cotas já está estabelecido. O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar em abril ação que questiona o sistema de cotas estabelecido pelo Prouni, programa do governo federal que beneficia egressos do ensino público. O
julgamento foi suspenso quando o relator havia apresentado parecer favorável às cotas devido ao pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa.
Se vai ou não ser aprovado, se vai ou não ser sancionado e se vai ou não vingar o projeto, não se sabe. Mas a proposição já bastou para levantar polêmica na Assembléia, em sessão de pauta esvaziada e poucos assuntos importantes em discussão. O deputado Paulo Corrêa (PR) fez o discurso mais veemente contra a matéria. Ele acha que a criação de mecanismos para proteger as minorias só faz aflorar a discriminação. “A gente tem que se ver como iguais. Quando se criam cotas, estabelecem-se as diferenças.”
O deputado Zé Teixeira (DEM) não vota no projeto de Amarildo, mas não quer ser visto como contrário às cotas. Nesse caso, o que tem que se fazer é um trabalho de base, defende o parlamentar. Investir na educação para que todos tenham as mesmas oportunidades. “Isso evita que no futuro se crie cotas para favorecer aqueles que lá atrás foram tratados de forma desigual.”
O líder do governo, Youssiff Domingos (PMDB), levantou uma questão
jurídica. Como advogado, ele invocou o artigo V da Constituição que diz: “Todos são iguais perante a lei”. Essa sentença, segundo ele, poderia derrubar todas as cotas. Amarildo Cruz replica, dizendo que a mesma Constituição determina tratamento igual a todos, e isso não acontece.
Nesse aspecto, o deputado Paulo Duarte (PT) sai em defesa das cotas, argumentando que dessa forma se corrige a distorção social do atual sistema, que privilegia os brancos e ricos em detrimentos de pobres, negros, índios.
Luzia de Brito, coordenadora da CPPIR (Coordenadoria de Políticas para Promoção de Igualdade Racial), usou a tribuna da Assembléia para defender a proposta e rebater o argumento de Youssiff, ao ler o artigo V completo, que diz que todos têm direito à vida, à saúde, à educação, enfim. "Na prática, a população negra não tem acesso igual ao branco. Em respeito ao artigo V devem ser instituídas as cotas. Vamos ter mais caras pretas trabalhando no serviço público."
Mato Grosso do Sul já tem leis instituindo cotas de 20% para negros e 10% para índios nos vestibulares da Universidade Estadual. Não há nenhuma legislação sobre o assunto (cotas em serviço público), inclusive em nível nacional a medida é inédita, garantiu o autor do projeto.

NERO 374 DICAS PARA GRAVAÇÃO DE CD'S E DVD'S

Retirado do blog Dê graça é mais gosotoso.
Estilo: Revista
Edição: N/A
Tamanho: 17 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
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CURSO DE EXTENSÃO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA EM NITERÓI

Para ampliar clique na imagem.

REVISTA INFO - AGOSTO DE 2008

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Estilo: Revista
Edição: Agosto de 2008
Tamanho: 38.5 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
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CURSO INFO - MONTE UM QUAD-CORE

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

CONHEÇA O SITE TRILHAS DE CONHECIMENTO

Site muito bem feito e voltado para a questão indígena e o acesso a universidade. O Trilhas de conhecimentos é um projeto que começou a quatro anos e meio e tem dado resultado com articulações interessantes. A citação abaixo esclarece que:

"Três anos de ações na primeira fase do projeto resultaram na criação de dois núcleos em universidades no Brasil, um no Mato Grosso do Sul e outro em Roraima. No Mato Grosso do Sul o Trilhas aprovou o financiamento do Programa Rede de Saberes, executado conjuntamente pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul – UEMS. Já em Roraima, foi aprovado o financiamento do Programa E'ma Pia, elaborado pelo Núcleo Insikiran da Universidade Federal de Roraima – UFRR."

Para acessar o site clique na imagem abaixo:

No site, além de links para diversos artigos, notícias e livros sobre a questão indígena é possível acessar um mapa interativo onde, ao clicar com o mouse, abre-se uma janela com detalhes sobre as universidades em cada estado.

Clique aqui para baixar um artigo sobre o levantamento de ações afirmativas para indígenas. Clique aqui para baixar a tabela com os dados usados no levantamento.

Abaixo tem exemplos do mapa interativo. Clique aqui para acessar o mapa.


FILME "MESTRE BIMBA - A CAPOEIRA ILUMINADA" NO RJ

Retirado do site do grupo Estimativa.

Dia 20 de AGOSTO, ÀS 19H -
Onde? SESC Madureira - Rua Ewbanck da Câmara, 90 Madureira

Entrada Gratuita

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, conta, através de depoimentos de antigos alunos e imagens inéditas em cinema, a história de Mestre Bimba, Manuel dos Reis Machado (1899 – 1974), que dedicou a vida a dar dignidade e luz à capoeira. De origem humilde, grande jogador de capoeira e, principalmente, um extraordinário educador, seu nome é a primeira referência do aluno de capoeira, em qualquer país que esteja. A ele são dedicadas milhares e milhares de músicas cantadas em todas as rodas de capoeira, nos cinco continentes.

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, inspirado no livro MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de Muniz Sodré.

Direção: Luiz Fernando Goulart

Logo após a exibição do filme, apresentação do Grupo Abada Capoeira, com os Mestres Nago, Baiano, Rabugento, Zagueiro e Todo Duro.

Apresentação: Lisa Castro e Neide Diniz
Classificação etária: Livre
Informações e agendamento de grupos: Tel 3350-2676
Apoio:
Lumen Produções Ltda

Coisa Nossa Comunicação e Produções
Caras do Brasil Produções
Preta Produções

ARTIGO E TESE DE SABRINA MOEHLECKE

Dois trabalhos analisando as Ações Afirmativas de forma comparativa. A autora desvenda o tema teoricamente e não como um estudo de caso sobre alguma universidade.
Para baixar clique na imagem abaixo ou neste links alternativo.


Título: AÇÃO AFIRMATIVA NO ENSINO SUPERIOR: ENTRE A EXCELÊNCIA E A JUSTIÇA RACIAL
Autora: Sabrina Moehlecke
Revista de Educação e Sociologia - Especial., vol. 25, n. 88.
p. 757-776.
Ano: Out. 2004


Para baixar clique na imagem abaixo ou neste links alternativo.

Título: FRONTEIRAS DA IGUALDADE DO ENSINO SUPERIOR: EXCELÊNCIA E JUSTIÇA RACIAL
Autora: Sabrina Moehlecke
Tese de Educação da USP.
pp. 1-231
Ano: 2004

TESE SOBRE AS COTAS NA UEMS

Para ter acesso a tese clique na imagem ao lado ou neste link alternativo.

Tese: Negros e indígenas cotistas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul: desempenho acadêmico do ingresso à conclusão de curso.
Autora: Maria José de Jesus Alves Cordeiro
Doutorado em educação-currículo da PUC-SP
2008.

NEGRO OLHAR LEITURAS DRAMATIZADAS

Para ampliar clique na imagem.
Data: 19 a 22 de Agosto.
Local: Caixa Cultura - Teatro Nelson Rodrigues, Av. Repúblico do Chile, 230 Centro - RJ
Tel. 2262-8152

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

SEMINÁRIO "UNIVERSIDADE PARA QUEM?" NO RJ

Para ampliar clique na imagem.

domingo, 17 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS

Finalmente a segunda animação sobre o pequeno Kirikou está pronta para ser baixada. É de novo com imenso prazer que o aldeiagriot disponibiliza "Kirikou e os animais selvagens.


Em vez de ficarmos aqui falando sobre o desenho e explicando a sua importância sugerimos que clique nos links abaixo para acessar postagens antigas feitas no blog.
ou clique aqui para acessar uma busca de links.

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (01 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (02 DE 10)
mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (03 DE 10)
mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (04 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (05 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (06 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (07 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (08 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (09 DE 10) mediafire (71 MB)
KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS (10 DE 10) mediafire (68 MB)


Sinopse:
Diretor: Michel Ocelot e Bénédict Galup
Filme: Kirikou e os animais selvagens
País: França
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 700 Mb
Duração: 74 min,
Ano: 2007.

Colocamos também este documentário no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot


Kirikou e os animais selvagens - 01 de 07


Kirikou e os animais selvagens - 02 de 07


Kirikou e os animais selvagens - 03 de 07



BAIXE TAMBÉM:

sábado, 16 de agosto de 2008

MESA REDONDA LITERATURA E RELAÇÕES RACIAIS

Recebido por email e divulgando.

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília convida para a mesa redonda sobre Literatura e Relações Raciais:

Profª Drª Sonia Roncador (Universidade do Texas – Austin)
- " O mito da mãe preta no imaginário literário de raça e mestiçagem cultural"Profª Drª Regina Dalcastagnè (UnB/CNPq)
- "Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea".
Mediação: Marina Farias Rebelo (mestranda/UnB)

Após a mesa redonda, será realizado o lançamento do número 31 da revista "Estudos de Literatura Brasilieira Contemporânea", com um dossiê sobre literatura e relações raciais. O evento acontecerá no dia 19 de agosto de 2008, terça-feira, às 19h, no auditório da Reitoria da Universidade de Brasília.

CURSO DE EXTENSÃO SOBRE LITERATURA INFANTIL AFRICANA NA UFRJ

Recebido por email e divulgando

Cursos de Extensão 2008/2
Período: 20 de agosto a 15 de outubro de 2008

Título: POR ENTRE ALEGORIAS E FÁBULAS: a recriação da tradição por modernas estórias da literatura infantil de Angola e Moçambique

Coordenadores: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco carmenlt.trp@terra.com.br, Maria Teresa Salgado teresa@atlanticaedu.com.br e Tereza Paula Alves Calzolari tecalzolari@gmail.com
Tel.: 25 77 26 49

EMENTA:
A voz e a letra: a reinvenção da oratura pela moderna literatura infantil africana. Tradição e vanguarda: fábulas, misosos, metáforas e alegorias. Os mitos: permanência e transformação. O real e o supra-real. O mágico e o maravilhoso. Análise de alguns textos da moderna literatura infantil de Angola e Moçambique: Mia Couto, Jorge Macedo, Ondjaki, Dario de Melo, Gabriela Antunes, Maria Celestina Fernandes.
Dia da semana: quarta-feira
Programa:
Título
aula-palestra
Docente
(nome, instituição e titulação)

Dia 20/08 - Entre Fábulas e Alegorias: Introdução
Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco

Dia 27/08- Contos e lendas de África
Maria Teresa Salgado

Dia 03/09- Formação moral do pioneiro e manutenção da utopia revolucionária: a literatura infanto-juvenil angolana de engajamento
Fábio Frohwein de Salles Moniz

Dia 10/09- Sob o Sol da Liberdade: uma leitura de O Cubo Amarelo, de Gabriela Antunes
Carolina Pereira Vicente

Dia 17/09- Uma Leitura de A Árvore dos Gingongos, de Maria Celestina Fernandes
Edna Bueno

Dia 24/09- O menino de olhos de bimba: olhares que se cruzam
Terezinha de Jesus Aguiar Neves

Dia 01/10 - A Magia das Palavras em Ynari: a menina das cinco tranças, de Ondjaki
Heloise Cabral Santana

Dia 08/10 – Uma Leitura de O Beijo da Palavrinha
Cristiane Madanêlo de Oliveira

Dia 15/10 - De como duas meninas e um gatinho, de continentes e tempos distintos, enfrentaram o escuro
Tereza Paula Alves Calzolari

Horário: 13:30 às 15:30
Setor de Cultura e Extensão da Faculdade de Letras

Av. Brigadeiro Tomrpowisky S/N, Faculdade de Letras, Sala D-116, Ilha do Fundão – CEP: 21944-970
Tel: 2598-9708 Fax: 2598-9708

www.letras.ufrj.br / scultural@letras.ufrj.br

SEMINÁRIO DE CULTURA NEGRA E PSICANÁLISE NO RJ

INSTITUTO PALMARES DE DIREITOS HUMANOS
INSTITUTO OCA
DIGAÍ-MARÉ


Seminário de Cultura Negra e Psicanálise
Das Caravelas e Tumbeiros ao Hip-Hop

31 de agosto a 4 de setembro de 2008
Sede do IPDH - Av. Mem de Sá, 39 - Arcos da Lapa, Rio de Janeiro

PROGRAMA
31/08 – domingo, de 18:00 às 18:30 hs.
Abertura - Zezé Motta - SUPIR > Maritza Garcia - OCA > Nayara Mallon - OCA > Maria Catarina de Paula - IPDH

MESA 1 <> Subjetividade, Resistência e Discursos
Jairo Gerbase - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil – Fórum Salvador.
Vanda Ferreira - Professora, Ouvidora da Petros, Militante do Movimento Negro.
Debatedores
Carlos Alberto Medeiros - Jornalista, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF.
Graça Pamplona - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano-Brasil/ Fórum de Petrópolis, Supervisora Clínica do Instituto OCA.

20:30 hs. > Coquetel de Confraternizacão, com lançamento e venda de livros

MESA 2 - A infância da Dor e a Dor da Gente
01/09 < segunda-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Nayara Mallon - Psicanalista, Presidente do Instituto OCA.
Marícia Ciscato - Membro do Digaí-Maré, Correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise-Seçã o Rio.
Ivanir dos Santos - Pedagogo, Secretário Executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas- CEAP.
Debatedora > Lúcia Xavier - Assistente social, Coordenadora de Criola.

MESA 3 - Do Martírio à Malandragem: os mitos Saci Pererê e Negrinho do Pastoreio
02/09 < terça-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Lara Pamplona - Professora de Literatura Brasileira do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia (Alemanha).
Conceição Evaristo - Escritora, Doutoranda em Literatura Comparada - UFF.
Eliane Schermann - Psicanalista, Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano.
Debatedor > Guilherme Gutman - Psicanalista, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da PUC-Rio.

MESA 4 – Literatura Afrobrasileira e Pulsão
03/09 < quarta-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Lia Vieira - Escritora, Autora de Chica da Silva - A mulher que inventou o mar.
Éle Semog - Escritor, Conselheiro Executivo do IPDH.
Clarice Gatto - Psicanalista, Responsável pelo Serviço de Psicanálise do Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana - ENSP/FIOCRUZ.
Debatedoras > Denise Barata - Historiadora, Professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ.
Teresa Palazzo Nazar - Médica, Psicanalista, Membro fundador da Escola Lacaniana do Rio de Janeiro e de Vitória.

MESA 5 - Das Caravelas e Tumbeiros ao Hip-Hop
04/09 < quinta-feira, de 20:00 às 22:00 hs.
Julio Cesar de Tavares - Professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF, Diretor da Associação para o Estudo da Diáspora Africana no Mundo - ASWAD, Fundador da CUFA.
Marcus André Vieira - Psicanalista, AME da Escola Brasileira de Psicanálise, Membro do Digaí-Maré, Professor da PUC-Rio.
Nega Gizza - Rapper/CUFA.
Debatedor > Romildo do Rêgo Barros - Psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e Diretor do Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro - ICP.

22:00 às 22:10 > Encerramento > Éle Semog – IPDH

As incrições são gratuitas e as vagas são limitadas.
Para efetivar sua inscrição, favor preencher a ficha abaixo e encaminhar para:
contato@institutooc a.org.br

Os cem primeiros inscritos serão presenteados com o livro Diásporas Africanas na América do Sul: Uma ponte sobre o Atlântico, de Julio César de Tavares, com fotos de Januário Garcia.

Ficha de Inscrição

Nome
Endereço/Cidade/ Estado/CEP
Email
Profissão
Instituição onde trabalha
Sexo
Idade

COTAS RACIAIS: ENTIDADE VAI AO STF CONTRA 17 MINISTROS

Retirado do Notícias Terra.

Segunda, 4 de agosto de 2008
Laryssa BorgesDireto de Brasília

O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para que 17 ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva respondam por não cumprirem metas de inclusão racial em gabinetes e secretarias.
» Opine sobre a ação da entidade

A entidade se baseia em um decreto do governo Fernando Henrique Cardoso, assinado em 2002, que prevê, no âmbito do Programa Nacional de Ações Afirmativas, mecanismos que garantam a realização de metas percentuais de participação de afrodescendentes, mulheres e pessoas portadoras de deficiência no preenchimento de cargos em comissão, como os chamados DAS (Grupo-Direção e Assessoramento Superiores).
Na última semana, por exemplo, o presidente Lula criou por medida provisória e sem concurso quase 300 novos cargos públicos, com salários que variam de R$ 1.977,31 a R$ 10.448. Em nenhum dos casos, no entanto, foi fixada qualquer meta de inclusão racial, social ou de gênero.
"Não é cota, mas tem que incluir (os afrodescendentes). Só por descumprir a lei já é improbidade (administrativa)", explicou o advogado do Iara, Humberto Adami. Segundo ele, o presidente Lula anunciou publicamente junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) o "compromisso pessoal" de combater o racismo no ambiente de trabalho. O Palácio do Planalto não comentou o caso. Procurada, a Secretaria Especial de Promoção de Igualdade Racial (Seppir) informou que iria se inteirar da ação antes de se manifestar.
São citados no processo os ministros Fernando Haddad (Educação), Celso Amorim (Relações Exteriores), José Gomes Temporão (Saúde), Tarso Genro (Justiça), Guido Mantega (Fazenda), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Carlos Lupi (Trabalho), Alfredo Nascimento (Transportes), Edison Lobão (Minas e Energia), Paulo Bernardo (Planejamento), Hélio Costa (Comunicações), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Nelson Jobim (Defesa), Geddel Vieira Lima (Integração) e Márcio Fortes (Cidades). Também estão elencados no processo os ex-ministros Gilberto Gil (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente), Luiz Marinho (Previdência) e Marta Suplicy (Turismo).
Por decisão da ministra Ellen Gracie, do STF, nenhum dos ministros ainda foi notificado, o que juridicamente significa que não se pode considerar que haja um processo contra cada um deles. Os ministros da Justiça, Saúde e Trabalho confirmaram não terem sido notificados.
De acordo com o Iara, caso o Plenário do STF rejeite dar seguimento ao processo, o caso poderá ser encaminhado à Organização dos Estados Americanos (OEA), que, ao julgar a questão, pode estabelecer multa à União por descumprimento do decreto e aos próprios ministros do STF por omissão.
"Com o nosso processo o ministro vai ficar pessoalmente responsável, e não a União, que é um saco sem fundo e não paga nunca", avalia Humberto Adami, que informa que a própria OEA já considerou o Poder Judiciário e o Ministério Público brasileiros "racistas institucionais".
"Esse descumprimento é prejudicial ao País, não só pela visão política que passa a ter, mas também porque acaba por transferir para o contribuinte o custo da eventual penalidade", disse o advogado.

EMPRESÁRIOS BRASILEIROS DE OLHO EM ANGOLA

Retirado do site Africa 21.

África 21 - DF13/08/2008
Seminário brasileiro sobre oportunidades em Angola atrai empresários

O evento antecedeu a missão empresarial que estará em Luanda de 7 a 10 de outubro."As mudanças positivas são claras e mostram a capacidade de recuperação dos angolanos", diz empresário brasileiro.
Da Redação
São Paulo - Empresários e representantes de comerciais exportadoras participaram esta semana do Seminário sobre as oportunidades de negócios em Angola, em São Paulo. A idéia foi mostrar aos participantes, de acordo com estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), quais os setores que têm maior possibilidade de atingir o mercado angolano.
O coordenador de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil, Juarez Leal, Juarez destacou que a missão a Luanda é a primeira etapa de uma série de ações da Agência ao país africano. “Temos um plano de dois anos de ação em Angola”, disse.
O coordenador explicou que Angola é um país prioritário e que demanda cada vez mais produtos brasileiros. Juarez mostrou a linha de atuação da Agência e como a estrutura pode colaborar com as empresas brasileiras que querem exportar para a Angola, ou qualquer outro mercado. Segundo ele, a classe média angolana está ávida por produtos brasileiros de qualidade.
Maurício Borges, diretor de Negócios da Apex-Brasil, destacou que Angola é um importante parceiro comercial do Brasil, no entanto, é preciso aproveitar esta oportunidade e conquistar esse importante mercado. Maurício destacou que não adianta nada as ações promovidas pela Agência sem a participação efetiva das empresas. “A Apex apenas auxilia, quem exporta são vocês”, falou.
Para o presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN) Arnaldo Santos, os brasileiros devem aproveitar as semelhanças culturais com o país africano e consolidar a presença neste mercado. Segundo ele, a participação brasileira ainda é tímida e portugueses, alemães e chineses estão aproveitando as brechas deixadas no país.
Arnaldo disse ainda que Angola é o país africano que mais recebe investimentos e que, de 2004 para cá, as mudanças positivas são claras e mostram a capacidade de recuperação dos angolanos. Ele ponderou que apesar da forte entrada de produtos chineses naquele país, os angolanos buscam qualidade, “principalmente nos produtos encontrados nas novelas brasileiras que passam em Angola”.
Estudo da Estudo da Apex-Brasil mostra que, entre 2004 e 2007, a corrente de comércio entre Brasil e Angola evoluiu 500%, atingindo a soma de pouco mais de US$ 2 bilhões no final desse período. Isto corresponde a US$ 945 milhões de importações brasileiras oriundas de Angola e US$ 1,2 bilhão de exportações brasileiras destinadas a esse mercado. Destas últimas, 89% foram predominantemente de produtos manufaturados em 2007, acompanhando desempenho semelhante dos três anos anteriores.
Os principais produtos brasileiros vendidos para Angola, no ano passado, foram chassis (US$ 42 milhões) e tratores (US$ 30 milhões). A diversificação das exportações foi outro ponto importante. Os angolanos importaram do Brasil de farinha de milho e bolachas a obras de plásticos e móveis. As informações são da assessoria da Apex-Brasil.

ALUNOS COTISTAS DA UNB FORMA COM MELHOR DESEMPENHO

Retirado do site Vermelho.

11 DE AGOSTO DE 2008

Este ano, 44 alunos dos 378 alunos da primeira turma de cotistas da Universidade de Brasília (UnB) se forma em 19 cursos diferentes. De acordo com relatório do assessor de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade, Jaques Gomes de Jesus, a dispersão de formandos entre os cursos reforça a constatação do elevado empenho dos cotistas em sua formação, com menos trancamentos, reprovações e abandonos (menos de 1% do total de alunos cotistas), e desempenho acadêmico semelhante aos dos demais alunos.
“Embora sejam vistos como estudantes como quaisquer outros dentro do campus, os cotistas têm status diferenciado junto a suas comunidades de origem, em razão de serem, muitas vezes, não apenas os primeiros da família a ingressar no ensino superior, mas também os primeiros das comunidades. Exemplos desta nova realidade acadêmica foram a aprovação no vestibular, através do sistema de cotas, de um morador de rua e de uma quilombola”, afirma Jaques de Jesus.
Em junho de 2003, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB aprovou a criação do Sistema de Cotas para Negros, com objetivo de, num período de 10 anos, destinar 20% do total de vagas de cada curso oferecido nos vestibulares aos candidatos que se declaram negros.
O impacto na sociedade foi imediato. O primeiro vestibular com o sistema de cotas, realizado no segundo semestre de 2004, atraiu 4.400 candidatos ao sistema, de um total de 23,5 mil inscritos no vestibular.
A UNB e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram pioneiras na implantação do sistema de cotas, rompendo com a prática segregacionista de valorizar apenas um segmento étnico na construção do saber nacional. Antes de 2004, a UnB tinha 2% de estudantes negros, hoje conta com 12%, uma representatividade seis vezes maior. O número, no entanto, ainda está longe dos 45,9% de negros (pretos e pardos) que compõe a população brasileira. O Sistema de Cotas para Negros tem, portanto, uma importância estratégica para a construção de país efetivamente democrático.
Atualmente, dos 19.583 alunos de graduação da UnB (10.181 homens e 9.402 mulheres), 27 são de origem indígena (10 homens e 17 mulheres), que ingressaram por meio de vestibular diferenciado; e 2.332 são oriundos do Sistema de Cotas para Negros (1.218 homens e 1.114 mulheres), representando 11,9% do corpo discente.

Desempenho superior
Comparação entre os prováveis formandos cotistas com os demais alunos não-cotistas da UnB mostra que os primeiros alcançaram um desempenho acadêmico superior. Numa escala de 0 a 5, os cotistas alcançaram em média um coeficiente de rendimento de 3,9, contra 2,3 dos não-cotistas. A média de trancamento entre os cotistas é de 0,5, contra 1,0 dos não cotistas. E as reprovações entre os cotistas alcançam 1,5, contra 3,5 dos demais.
Dentre os 44 formandos cotistas, 57,9% já ingressou no mercado de trabalho, 18,4% estão em estágios, e 23,7% não trabalham ou estagiam, dedicando-se a outros estudos, como os preparatórios para concursos públicos ou pós-graduação.
A UERJ, em parceria com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério da Educação, fará uma pesquisa para avaliar o sistema de cotas raciais, implantado pela instituição em 2003. De acordo com o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o estudo vai apurar o desempenho e o índice de evasão dos alunos, as dificuldades por eles enfrentadas e a inserção dos diplomados no mercado de trabalho. A previsão é que o estudo esteja concluído em novembro deste ano.

Papel histórico
“A adoção de políticas desta natureza beneficia a sociedade brasileira como um todo, pois cria igualdade de condições para todos os indivíduos”, afirma o ministro Edson Santos, acrescentando que “também fortalece os instrumentos para a extinção das práticas discriminatórias, e propicia às pessoas o exercício pleno de seus direitos fundamentais”.
Ele avalia ainda que “são políticas que reconhecem e valorizam a pluralidade étnica que marca a sociedade brasileira e, ao tratar de maneira desigual os desiguais, avança no caminho da justiça social e da igualdade de oportunidades”.
Ao mesmo tempo, admite que a política de cotas não deve ser uma política eterna. “Deve cumprir seu papel histórico apenas enquanto as ações de melhoria do ensino fundamental e médio estiverem incompletas. Neste tempo servirá também para reparar as injustiças que os negros(as) brasileiros(as) experimentaram para construir esta nação”, concluiu.

BRASIL NA ROTA DE REFUGIADOS

Retirado do jornal O Globo do dia 10.08.08.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

V SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO

Para ampliar e ler a programação clique na imagem.




SUPREMACISTAS BRANCOS QUEREM A VITÓRIA DE OBAMA

Retirado do site Ultímo segundo. É, quem poderia imaginar isso???

Defensores da supremacia branca nos EUA apostam em vitória de Obama
10/08


María Peña Washington, 10 ago (EFE).- Representantes de movimentos pela supremacia branca nos Estados Unidos apostam na vitória eleitoral do candidato democrata Barack Obama para lançar sua chamada Revolução Branca e corrigir o suposto declínio da raça no país.
"Acreditamos que Obama vai ganhar, porque é a culminação da era a favor das minorias nos EUA. Mas, isso vai gerar um contra-ataque dos brancos e até uma revolução", disse à Agência Efe Richard Barrett, um conservador do Mississipi e líder do Movimento Nacionalista.
"Para nós, é uma luta da maioria branca contra a tirania das minorias. Essa era trouxe distúrbios, pobreza, chantagem, assassinatos e poder político para as minorias", disse Barrett.
"Muitos brancos votarão em Obama, mas (...) se darão conta de seu erro, voltarão a defender os direitos da maioria e a exigir uma mudança", afirmou.
Grupos como o de Barrett, que se autodenominam nacionalistas e que defendem a supremacia dos brancos até na internet, sentem-se vítimas de um sistema que, segundo sua opinião, confere preferências "desmerecidas" aos negros, hispânicos e demais minorias étnicas.
Segundo especialistas consultados pela Efe, não é que esses grupos apóiem Obama, o primeiro negro com reais possibilidades de chegar à Casa Branca, mas eles odeiam mais seu rival John McCain, a quem chamam de traidor por seu apoio a uma reforma integral da política de imigração.
Os membros destes grupos, dispersos em toda a geografia nacional, optarão por não votar ou, na privacidade das urnas, "votarão em Obama, com a esperança de que isso lhes ajude a impulsionar uma Revolução Branca", disse Mark Potok, um pesquisador do Southern Poverty Law Center (SPLC), com sede em Montgomery (Alabama).
Seu grupo se dedica a rastrear as ações de organizações supremacistas, estimadas em 888 em 2007, a maioria concentrada no sul e na zona central do país. O SPLC calcula que cerca de 200 mil pessoas pertencem a esses grupos.
"Os supremacistas acham que uma vitória de Obama seria como um grito de batalha dos brancos e que milhões se unirão em sua causa e armarão a revolução" a favor da segregação racial nos bairros e escolas, disse Potok.
Este fenômeno reflete o pouco que melhoraram as relações raciais nos EUA, cuja imagem foi manchada pelo legado da escravidão e do racismo.
Carol Swain, professora de Ciências Políticas e Leis da Universidade Vanderbilt, acredita que apesar da vitória de Obama representar uma mensagem sobre o progresso social dos EUA, para os supremacistas "seria um símbolo da decadência do país e do mal pelo qual os brancos estão passando".
"Estes grupos dizem que se sentem vítimas, discriminados e marginalizados e dizem se ressentir das preferências concedidas às minorias. Acham que se a sociedade continuar enfatizando a identidade racial, então mais e mais brancos se sentirão no direito de defender a sua", explicou Swain, autora de um livro sobre o tema.
Um ex-líder do Ku Klux Klan, David Duke, divulga em sua página na internet a causa do "nacionalismo branco" e acredita que um triunfo de Obama seria um "claro sinal para milhões de americanos brancos de que não se dão conta" de que perderam o controle de seu país.
Segundo o site de Duke, ex-legislador da Louisiana, "o perigo imediato" dos EUA é a "imigração em massa" de mexicanos. Ele advertiu que, se esta tendência continuar, haverá "um genocídio do povo americano".
Duke, um declarado anti-semita, reclama do fato de negros e hispânicos terem grupos que defendam seus interesses, mas segundo ele "se uma pessoa branca defende sua herança cultural, a mesma que fundou este país, então a chamam de racista".
A Primeira Emenda da Constituição protege a liberdade de expressão, o que dá direito ao ódio pregado por grupos extremistas contra os judeus e demais minorias. A lei só intervém quando há uma incitação direta a atos de violência ou são cometidos crimes raciais.
Para muitos, a Revolução Branca é uma fantasia que, no entanto, demonstra que o racismo persiste e que a retórica da esperança, a mudança e a reconciliação, que tanto defende Obama, não combate esses grupos. EFE mp/ab/rr

DANTAS TEM MAIS PODER DO QUE A ONU

Retirado do blog do Jornal Recomeço. Este artigo originalemente foi postado no Terra Magazine, mas a charge que a Glória Reis do blog colocou deu uma atrativo a mais, Parabéns.
4 de Agosto de 2008
O Caso Dantas e o habeas corpus da ONU
Márcia Novaes Guedes*


O episódio envolvendo o Sr. Daniel Valente Dantas e os demais investigados na operação Satiagraha acendeu o debate sobre o estado policial, as liberdades individuais, a falência do sistemapenal/prisional, mas fechou os olhos para a mais recente condenação do país pela ONU em matéria de direitos humanos, expondo nossa fraca constitucionalidade.
Na Revisão Periódica Universal sobre Direitos Humanos, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que é feita com base em dados coletados pelos próprios representantes da instituição e 22 organizações não governamentais (Ongs), o Brasil foi mais uma vez reprovado! O governo não cumpriu o prazo dado, a partir de 2005, de resolver as expulsões dos índios de suas terras; as execuções extrajudiciais de pessoas; a tortura nas prisões; a superlotação dos cárceres e a inumana condição dos presidiários. A perversa concentração de renda, que deixa na miséria 50 milhões de brasileiros e nos torna um dos cinco países mais desiguais do mundo, foi igualmente condenada.
A ONU revelou, ainda, que no Brasil são assassinadas 50 mil pessoas por ano, e dentre as vítimas preferenciais estão os jovens pobres e negros com idade entre 15 e 19 anos.
Quanto à tortura, o relatório revela o que todos sabemos: é uma prática generalizada nas delegacias e prisões para obter confissões, com a tolerância de muitos juizes, que a definem como mero "abuso de poder" (Carta Capital, 05/03/08). A Constituição - perfumaria rara nas prateleiras das delegacias - define a tortura como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia,e assegura aos presos o respeito à integridade física e moral.
Estudos revelam que o racismo é uma variante fundamental na compreensão do sistema penal brasileiro e no projeto genocida do estado. Segundo a professora/pesquisadora da UnB Ana Luiza Pinheiro Flauzina, "o sistema penal se presta mais ao controle dos indivíduos e dos grupos estigmatizados do que propriamente à prevenção/repressão dos atos infracionais. A morte é mesmo o produto por excelência da movimentação dos sistemas penais latino-americanos" .
Por isso, "o discurso da falência do sistema penal é falso, ele funciona e muito bem"! Mas, revelar essa relação promíscua entre racismo e sistema penal bate na resistência de vários grupos da "intelectualidadebranca" - adverte a estudiosa (
http://www.irohin. org.br). Como diz um certo João, que este ano faz 100 anos, "quem mói no as'pro não fantasêia".
Relembrando o caso. A apuração dos fatos envolvendo o banco Oportunitye o Sr. Daniel Valente Dantas muito se deve ao jornalismo investigativo de Bob Fernandes. O inquérito policial corre há quatro anos e é acompanhado e fiscalizado por um Procurador da República. A prisão temporária, decretada pelo juiz Fausto de Sanctis, teve suporte na Lei 7.960/89. Respeitáveis juristas afirmam que essa lei criou uma espécie de prisão para averiguações e seu verdadeiro objetivo é obrigar o investigado a confessar ou delatar. Ante a previsão legal da prisão preventiva, temporária seria inconstitucional. Certo, mas cabe ao STF o controle direto de constitucionalidade das leis. E a Lei7.960/1989 segue incólume.
A segunda ordem de prisão foi dada ante a suposta tentativa de prepostos do investigado de subornar um delegado da Polícia Federal. Aprisão preventiva visa garantir a instrução (colheita das provas) e a aplicação da lei penal. Sobre o poder do Sr. Dantas, o jornalista Mino Carta escreveu: ao inquirir uma autoridade da República porque não revelava o disco rígido do computador apreendido em seu escritório,respondeu-lhe: "se revelado, cai a República"! (Carta Capital,16/07/08).
Desse medo não padeceram os Juízes da Instrução Criminal da Itália durante a Operação Mãos Limpas.O juiz Wálter Fanganiello Maierovitch, afirmou que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) foi ignorada, a instância atropelada e a Corte transformada numa UTI (Carta Capital, 16/07/08). Não é aceitável que a jurisprudência se cristalize e resista à emergência do direito e a expansão do sentimento de justiça. Direito é linguagem, e cabe ao intérprete atribuir sentido à norma. Essa interpretação não é arbitrária, conforme o gosto e conhecimento do aplicador. O processo hermenêutico exige uma pré-compreensã o, que passa pelo"constitucionalismo paradigmático", o qual se nutre da paz e dos direitos humanos, colunas da democracia. Em direito, quem pode o mais pode o menos. Direitos fundamentais da pessoa humana gozam da qualidade de infinitude, portanto, quando ameaçadas as garantias das liberdades individuais, o atropelo de instâncias parece irrelevante, afinal, "homo sacer"!
Ocorre que na fila da UTI para ser socorridos se encontram amontoados,como resíduos sólidos, milhares de homens (igualmente "sacri") que se matam e matam uns aos outros numa guerra hobbesiana por falta de espaço físico indispensável para permanecerem presos.
Recentemente, um Juiz que decidiu não compactuar com a "conspiração do silêncio" e aplicou o art. 5o, inciso XLIX da Constituição da República, foiduramente criticado pela mídia. O "habeas corpus" da ONU. O Sr. Dantas não tem apenas um batalhão de mil advogados vigilantes ao mais leve deslize das autoridades quanto a seus sagrados direitos, mas revelou ter mais poder do que a ONU!
Sua prisão desencadeou um profundo mal-estar na República, ao qual se seguiu um "concertamento" entre os Poderes, Judiciário e Executivo. Doravante, para a garantia das liberdades individuais dos "investigados criminalmente", a Constituição e o ordenamento jurídico em vigor não serão suficientes. Dentre as providências sugeridas encontra-se a dilatação do conceito de "abuso de poder"; limitação ao poder de investigação dos delegados da PF (Folha de São Paulo, online, 22/07/07); a desobediência do Juiz de 1º grau, e a introdução no ordenamento do "Crime Contra as Prerrogativas dos Advogados".
Mas, quanto à gigantesca "petição de habeas corpus" da ONU nenhuma palavra! A jurisdição é inerte e ao Organismo Internacional, ao qual o país está acreditado, desde 1948, falta legitimidade! A Bastilha que espere!
Não se recusa a reconhecer o inegável: o crescimento do estado policial, que se tornou mais evidente com o neoliberalismo e a ruptura entre poder e política, minando as garantias sociais.
No Brasil, a polícia forte para os fracos e fraca para os fortes sempre foi aregra, desde a Abolição! Desse lodo se nutre tanto a crônica policial jornalística quanto a música popular brasileira de Noel Rosa a Chico Buarque de Holanda. Portanto, tentar associar a investigação policial e a firme atuação judicial na apuração e condenação dos crimes do colarinho-branco à violação de direitos humanos, como sinal a pôr em risco as liberdades individuais do brasileiro comum, é mais um enxerto plantado pela razão cínica para ocultar o óbvio.
Seguramente, a abertura do disco rígido do computador do Sr. Dantas poderia fazer cair a República, mas no sentido profetizado por Raymundo Faoro e revelado numa entrevista ao jornalista Mino Carta: "No Brasil, a elite encaminhou as coisas para ser elite, desprezando o povo e assim pensa que se moderniza: desprezando ou não sabendo que achamada modernização passa pela destruição dela própria. A única maneira de essa elite encontrar uma racionalidade é deixar de ser elite e tornar-se cidadã". (Isto É, Senhor, 22/01/1992).
Essa racionalidade cidadã passa pelo cumprimento dos compromissos ajustados com a ONU, sob a indispensável interveniência do STF, guardião precípuo da Constituição Federal. A lógica genocida vai ceder à medida que os cárceres passarem a receber hóspedes ilustres, os graúdos, cujo poder estremece a República. Até lá, a sociedade civil,frustrada, segue rindo-se com o adágio recolhido do dialeto siciliano:Giustizia, stava scritto su un portone e ci credette un minchione!



Márcia Novaes Guedes é juíza do trabalho em Guanambi (BA), doutora pela Universidade de Roma e professora de Direito Constitucional.
Terra Magazine - Segunda, 28 de julho de 2008, 13h48 Atualizada às 13h57

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

BAIXE DE GRAÇA O FILME PANTERAS NEGRAS

Depois de um longo tempo sem colocar vídeos para baixar no blog voltamos a esta atividade com este maravilhoso filme: "Panteras Negras. Tratamento de choque para a América Branca". Filme que todo militante da causa negra deveria ter na estante como predileto.
Ficamos muito tempo atrás dele para conseguir a cópia e colocar aqui para você baixar e se deliciar. Para os que nunca ouviram falar desse filme iram se surepreender, para os que sempre ouviram falar e nunca viram vão se deliciar e para os que já viram com certeza vão querer ver de novo e de novo e de novo...
Como é um filme crítico e que expõe o cotidiano racista de forma contundente está fora das locadoras e catálogos, além disso quando foi lançado ainda era época das fitas VHS o que dificulta atualmente achar cópias em DVDs.

Para os que querem saber mais sobre os "black panther" clique nos links abaixo.
Fundação Palmares
http//pt.wikipedia.org/wiki

Sites comentando o filme
br.geocities.com/ademirdepaula
cnncba.blogspot.com

Para acessar um artigo que discute a relação entre a repressão policial, política contra os Panteras e a inundação de drogas pesadas nos guetos negros americanos clique no link abaixo.
Drogas, imperialismo e luta de classe

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

== ATENÇÃO LINKS CONSERTADOS ==
Panteras Negras (1995) - (01 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (02 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (03 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (04 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (05 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (06 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (07 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (08 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (09 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (10 DE 11) mediafire (80 MB)
Panteras Negras (1995) - (11 DE 11) mediafire (73 MB)
== ATENÇÃO LINKS CONSERTADOS ==

Sinopse:
Diretor: Mario Van Peebles
Filme: Pantaras Negras
Tipo: Arquivo em WMV
Tamanho: 873 Mb
Duração: 120 min,
Ano: 1995.

Colocamos também este filme no youtube. Ajude a divulgar em outros blogs, no orkut, myspace, etc. pegando os links no canal do youtube do Aldeiagriot
Panteras Negras - 01 de 12


Panteras Negras - 02 de 12


No youtube também tem dois documentários legendados para o português no canal levantejuventude. Vamos tentar uma parceria para disponibilizar os dois aqui no blog. Abaixo a janela inicial deles.

Todo poder para ao povo (01 de 06)


COINTELPRO e Panteras Negras (1 de 7)




BAIXE TAMBÉM:

HÁ EXATOS QUARENTA ANOS NUMA OUTRA OLÍMPIADA...

Já que estamos no ano das olímpiadas de Pequim é legal lembramos o ato dos campeões olímpicos Tommy Smith e John Carlos que há exatos 40 anos, na Olímpiadas da Cidade do México, fizeram um ato contra o racismo no seu país de origem (EUA) inspirados no exemplo dos panteras negras. Repare que o australiano branco discretamente participa do ato, pois estava com um adesivo redondo colado do lado esquerdo com dizeres contra o racismo e intolerância.
Para ler um pequeno artigo detalhando como foi esse acontecimento clique aqui.

UFABC DÁ VAGAS PARA MELHORES DO ENEM

Retirado do site do Diário do ABC.

Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

Os candidatos a uma vaga na UFABC (
Universidade Federal do ABC) poderão contar com mais uma porta de entrada a partir do ano que vem: o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Quem tiver nota geral - que inclui a prova objetiva e a redação - igual ou superior a 90 pontos poderá disputar uma das 500 vagas (um terço do total) disponíveis para bacharelado de Ciência e Tecnologia.
A mudança foi feita com a justificativa de dar mais oportunidade de ingresso à universidade, mas se forem levados em conta os dados do último Enem 2007, a opção parece mais difícil do que o tradicional vestibular. Dos 2.685.049 participantes do exame, apenas 4.287 conseguiram alcançar média igual ou superior a 90 pontos, ou seja, 0,16% dos
alunos do País.
Para o professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) Romualdo Portela de Oliveira não há grande inovação. "A universidade só dispensará do vestibular os alunos que tiveram um desempenho excepcional no Enem. Quem acerta acima de 90% da prova pode escolher a instituição que vai estudar no País."
As 500 vagas, segundo o especialista, provavelmente não serão preenchidas por esses alunos e deverão sobrar para os que prestarem vestibular.
O coordenador do Comitê de Processo Seletivo da UFABC, Ronei Miotto, explica que o Enem foi escolhido por mais se aproximar do projeto pedagógico da universidade. "O exame requer capacidade de raciocínio que vai além da memorização. Exige transposição de conhecimentos de uma área para outra em questões multidisciplinares."
Os interessados poderão usar as notas dos exames de 2006, 2007 e o que será realizado neste ano. Caso haja procura maior que a disponibilidade de vagas, serão escolhidos os alunos com maiores médias.
COTAS - A nova avaliação não vai alterar o sistema de cotas que já existe na instituição. Das 1.500 vagas da universidade - sendo 500 selecionadas pelo Enem e 1.000 pelo vestibular - 50% são destinadas a alunos oriundos de escolas públicas. Desse total, 28,3% são reservadas para negros e pardos e 0,1% para indígenas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

COTAS, TEMA DELICADO PARA OBAM

Debate publicado o jornal O Globo do dia 04.08.08, segue também a análise de Merval Pereira nos dias 03 e 04.08.08.
para ampliar clique na imagem. Para salvar no computador clique com o botão direito e selecione salvar como...

domingo, 10 de agosto de 2008

VOCÊ SABE O QUE É CADARA?

CADARA significa Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros. A curiosidade sobre esta comissão surgiu durante o o V COPENE (Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros), pois ela foi citada em diversas mesas e também na plenária final, contudo ficou um ponto de interrogação sobre quais eram suas funções e respectivos integrantes.
Uma busca pela internet não ajudou a esclarecer, ou melhor, escurecer está dúvida. Foram pouquíssimos links encontrados. No site do MEC foram somente seis (clique aqui) e conseguimos extrair a seguinte explicação:
"A comissão foi instituída em 28 de dezembro de 2005, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. É composta por 34 membros, representantes da Secad e de outros órgãos das administrações federal, estadual e municipal, bem como por representantes dos movimentos sociais organizados e da sociedade civil. "

Durante a busca, fora do site do MEC, foi encontrdo uma lista de nomes que fazem parte da CADARA (Clique aqui para baixar a lista em PDF). Abaixo segue a lista dos nomes.

Aparentemente estes nomes estão desatualizados tendo em vista que tanto Ricardo Henriques quanto a Eliane Cavalleiro não fazem parte mais da Secad. Outras duas coisas saltam aos olhos. A primeira é que apesar do Secad ainda ter um site (clique aqui), desatualizado desde 2006, e um anexo dentro do portal do MEC (clique aqui) não é possível ter informações detalhadas sobre os seus trabalhos na questão negra. A segunda questão é que a importância que a CADARA deveria ter parece não encontrar correspondência junto ao MEC, já que no site ela praticamente não existe.

MEMBROS DA CADARA
• Ricardo Manuel dos Santos Henriques (titular) – presidente da Comissão e representante do Ministério da Educação – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade;
• Eliane Cavalleiro (suplente) – como representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC) – Coordenadoria-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional;
• Jorge Luiz Carneiro de Macedo (titular) – como representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR;
• Fernanda Bittencourt Vieira (suplente) – como representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR;
• Benilda Regina Paiva de Brito (titular) – como representante da Secretaria Especial de Direitos Humanos – Conselho Nacional de Combate a Discriminação;
• Ivair Augusto dos Santos (suplente) – como representante do Conselho Nacional de Combate a Discriminação;
• Maria Elisabete Pereira (titular) – como representante da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM
• Dirce Margarete Grosz (suplente) – como representante da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM
• Sandra Beatriz Morais da Silveira (titular) - como representante da Fundação Cultural Palmares – Ministério da Cultura;
• Martha Rosa Figueira de Queiroz (suplente) - como representante da Fundação Cultural Palmares – Ministério da Cultura;
• Carlos Benedito Rodrigues da Silva (titular) – Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFMA);
• Marluce de Lima Macedo (suplente) - Universidade Estadual da Bahia (UNEB) - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UNEB);
• Moisés de Melo Santana (titular) - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFAL);
• Ana Beatriz Sousa Gomes (suplente) – como representante da Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência (IFARADÁ- UFPI);
• Dagoberto José Fonseca (titular) – como representante da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) – Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão (NUPE-UNESP);
• Lúcia Maria de Assunção Barbosa (suplente) - como representante da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFSCAR);
• Maria Alice Rezende (titular) – como representante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UERJ);
• Maria Aparecida Moura (suplente) - como representante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFMG);
• Antonio Liberac Cardoso Simões Pires (titular) - como representante da Universidade Federal do Tocantins (UFT) – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFT);
• Raimundo Jorge de Jesus (suplente) - como representante da Universidade Federal do Pará (UFPA) – Núcleo de Estudos Afro-Amazônico (NEAA-UFPA);
• Paulino de Jesus Francisco Cardoso (titular) - como representante da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UDESC);
• Maria Nilza da Silva (suplente) – como representante da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA-UEL);
• Nelson Fernando Inocêncio da Silva (titular) - como representante da Universidade de Brasília – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UNB);
• Maria Lúcia Rodrigues Muller (suplente) - como representante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE-UFMT);
• Alexandre Nascimento (titular) - como representante do grupo Pré-Vestibulares para Negros e Carentes (PVNC);
• David Raimundo dos Santos (suplente) - como representante do grupo Educação e Cidadania de Afro-Brasileiros e Carentes (EDUCAFRO);
• Sílvio Humberto dos Passos Cunha (titular) - como representante do Instituto Cultural e Educacional Steve Biko.
• Alexsara Souza Maciel (suplente)- como representante do Instituto Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA);
• Zélia Amador de Deus (titular) - como representante do Centro de Estudos de Defesa do Negro do Pará (CEDENPA);
• Vera Neusa (suplente) - como representante da Rede de Educadores Negros do Rio Grande do Sul (APN’S);
• Mara Catarina Evaristo (titular) - como representante da Fundação Centro de Referência da Cultura do Negro de Belo Horizonte (CRCN-BH);
• Lucimar Rosa Dias (suplente) – como representante do grupo de Trabalhos e Estudos Zumbi (TEZ);
• Isabel aparecida dos Santos (titular) - como representante do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoios Comunitários (IBEAC);
• Áurea Cristina da Silva Borges Nunes (suplente) – como representante do grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa;

CERTIFICADOS DA FUNDAÇÃO PALMARES SOBRE ÁREAS QUILOMBOLAS

Retirado do site da Fundação Palmares. Eles estão com um sistema de informações sobre os certificados atualizados usando um mapa dos estados brasileiros. Abaixo segue release sobre as útlimas certificações.

Release nº 29/2008 06/08/2008
Fundação Cultural Palmares declara mais 20 comunidades como remanescentes de quilombos

Na última segunda-feira, a Fundação Cultural Palmares registrou mais 20 comunidades que se autodefinem como remanescentes de quilombo. Atualmente, 1.248 comunidades já receberam o certificado de reconhecimento de terra quilombola. A partir da certificação, as comunidades podem buscar no Incra o direito de obter a posse definitiva de suas terras.
Há 20 anos, desde o surgimento da Fundação Cultural Palmares, a instituição vem constantemente lutando pelo reconhecimento e valorização dos povos negros, pela preservação da cultura afro-brasileira, que se escondeu por anos com medo do preconceito e da discriminação racial imposta à época da escravidão.
Os remanescentes de quilombos são hoje comunidades negras que guardam um patrimônio cultural e histórico específico de origem afro-brasileira. Os grupos que hoje são considerados remanescentes de comunidades de quilombos se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas, mas também as heranças e recebimento de terras como pagamento de serviços prestados, bem como a compra de terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após a sua extinção.
A valorização desses grupos só começou a ganhar força nos últimos anos, principalmente, com o governo do presidente Lula, quando publicou o decreto nº 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes de quilombos. Assim, a Fundação abarcou a responsabilidade pela proteção dos povos e da cultura tradicional negra e, desde 2004, realiza um trabalho de mapeamento e registro de comunidades quilombolas em territórios brasileiros.
Antes, essas comunidades viviam no esquecimento, sem qualquer política pública que as beneficiasse. Hoje, a Fundação Palmares possui ações específicas para as comunidades de quilombo, como cursos e oficinas de capacitação; apoio alimentar, com a distribuição de cestas básicas; além da inclusão das comunidades reconhecidas em outros programas governamentais, como: Luz para todos; Fome Zero e Brasil quilombola.
No mês em que completa 20 anos, a Fundação Cultural Palmares revela a certeza de que o trabalho de inclusão social desses povos será sempre uma prioridade norteadora dos objetivos da instituição.

DISSERTAÇÃO SOBRE ETNOMATEMÁTICA

Para baixar clique na imagem ou neste link alternativo. Para saber mais sobre etnomatemática visite o artigo da wikipédia ou acesse os artigos
"O que é Etnomatemática?" e "Etnomatemática: um estudo da evolução das idéias".

BAIXE DE GRAÇA DOIS ARTIGOS DO SITE DO NEAB UFPR

Artigos muito bons sofre como a grande mídia encara a questão negra brasileira. Os dois estão no site do Neab da UFPR. Só recentemente que demos uma olhada neste site para compensar esse "mole" sugerimos os dois artigo e anexamos o link na lista de sites acadêmicos.

Para ir para o site e baixar os artigos clique na imagem abaixo. Para baixar os arquivos clique nos títulos.

RACISMO DISCURSIVO NA MÍDIA BRASILEIRA
Paulo Vinicius Baptista da Silva UFPR,
paulosilva@ufpr.br, financiado pela CAPES.
Trabalho apresentado no VI Congreso Latinoamericano de Estudios del Discurso (ALED 2005), realizado em Santiago (Chile) de 05 a 09 de setembro de 2005.

CARTA ABERTA DE DENÚNCIA CONTRA PROJETO "AÇÃO GRIÔ NACIONAL"

Retirado da mensagem nº 42412 da grupo de deiscussão discriminacaoracial do yahoogrupos.
Uma carta aberta escrita de forma direta e contundente. O debate e a polêmica entre interesses comunitários X interesses (necessidades) corporativas (da ong e da financiadora) parece que nunca vai acabar. A questão está dada vamos discutir.

Aos amigos, colaboradores e parceiros,

Nós, do Ponto de Cultura “Caiçaras”, gostaríamos de tornar pública a nossa decisão de não participar/concorre r ao “II Edital Ação Griô Nacional” pelo motivo e justificativa que segue abaixo:

Patrocínio direto/indireto do grupo Votorantim

Vivemos uma situação de luta e enfrentamento constante com o citado grupo aqui no Vale do Ribeira. Há mais de 20 anos, a população do Vale resiste contra a implantação do projeto de construção da Usina Hidroelétrica de Tijuco Alto, prevista para ser instalada no Rio Ribeira de Iguape. Este rio, que nasce no Estado do Paraná e desemboca no Estado de São Paulo, não só possui imensurável valor ambiental, por localizar-se na área continua de mata atlântica melhor conservada em todo o país, mas também pela sua importância cultural ligada diretamente ao modo de vida e de saber/fazer de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, caboclas e pequenos pescadores e agricultores familiares. Essas comunidades têm outra visão e outra prática de desenvolvimento, que não é aquele gerado a qualquer custo, mas aquele em direção a sustentabilidade ecológica. Sem dúvida, a insistência da Companhia Brasileira de Alumínio, pertencente ao Grupo Votorantim, em construir a usina afetará diretamente o modo de vida dessas comunidades. Dessa forma, nos parece muito incoerente aceitar, mesmo que indiretamente, recursos provenientes de um grupo empresarial que demonstra de forma muito clara a não aceitação da opinião das comunidades locais e o não interesse no modelo de desenvolvimento proposto por essas comunidades tradicionais que vivem ao longo e dependem do Rio Ribeira para a manutenção e transmissão do seu conhecimento e modo de vida. Nos parece que ao contribuir para uma ação de preservação do patrimônio imaterial e das tradições orais esse grupo empresarial busca apenas uma forma de se auto-proclamar defensor e grande investidor das culturas populares, amenizando assim a sua consciência nem um pouco limpa. Por isso, consideramos que participar desse edital sabendo do envolvimento do grupo Votorantim será antiético e incoerente de nossa parte. Não compactuamos e não concordamos com a intenção do Grupo Votorantim em utilizar um bem público, o último grande rio de São Paulo sem barragens em toda a sua extensão, do qual dependem diversas comunidades detentoras dos saberes tradicionais da cultura brasileira, para geração de energia privada que não beneficiará ninguém além de seus próprios interesses relacionados ao aumento de seu parque fabril e conseqüente produção de alumínio. Para quem quiser saber mais: http://terrasimbarr agemnao.blogspot .com/.
Manifestada nossa posição, informamos que por aqui daremos continuidade e tocaremos adiante nossas ações de valorização e transmissão das práticas e costumes tradicionais e dos saberes imateriais da cultura caiçara. Apenas optamos por percorrer outros caminhos.

Acreditamos na Ação Griô e esperamos profundamente que o Programa Cultura Viva torne-se de fato uma política pública garantida por legislação específica, beneficiando e ajudando assim, construir um país que valorize e reconheça definitivamente a importância das nossas culturas populares.

Desejamos a todas/os boa sorte e uma ótima colheita nessa caminhada.

Abraços sinceros,

Fernando Oliveira & Heloísa H. Valio
Ponto de Cultura "Caiçaras"


INSTITUTO DE PESQUISAS CANANÉIA - IPeCSecretária de Educação e CulturaPonto de Cultura "Caiçaras"Rua Francisco Chaves, 263Centro - Cananéia - SPCEP: 11990-000Tel.: (13) 3851-3959E-mail:
coordenacao@ ipecpesquisas. org.br
Website:
www.ipecpesquisas. org.br

sábado, 9 de agosto de 2008

UFG APROVA COAS SOCIAS E RACIAIS PARA O PRÓXIMO VESTIBUAR

Está notícia já foi dada no blog, mas está recebida por email está mais detalhada.
01/08/2008
O Conselho Universitário aprovou o Programa UFG Inclui, que prevê várias mudanças no próximo vestibular, como a adoção de cotas de 10% para candidatos de escola pública e 10% para negros provenientes da rede pública. A nota do Enem também poderá ser aproveitada no processo seletivo.
O Conselho Universitário da Universidade Federal de Goiás aprovou nesta sexta-feira o Programa UFG Inclui, que prevê uma série de medidas que contemplam ações referentes ao processo seletivo e à permanência dos estudantes que ingressarem por meio do programa em seus cursos de graduação. Dentre essas ações, inclui-se a adoção de cotas para alunos oriundos da escola pública e para negros, também da rede pública de ensino. Por 33 votos favoráveis, três contrários e três abstenções, o programa foi aprovado após intensas discussões, e será válido para o próximo vestibular, cujas inscrições começam em setembro.
A primeira fase do processo seletivo 2009, que será realizada no dia 23 de novembro, prevê a convocação adicional de 20% de candidatos de escola pública (independentemente de raça/cor) e, ainda, 20% de negros oriundos da escola pública. Esses candidatos serão convocados, adicionalmente e por ordem de classificação, para realização da segunda etapa, caso os respectivos cursos não tenham atingido esse índice, conforme estabelece o edital do vestibular.
Na segunda fase, prevista para os dias 14 e 15 de dezembro, se o índice de 10% de candidatos de escola pública e de negros de escola pública não for atingido em cada curso, serão convocados, por ordem de classificação, 10% de alunos da escola pública (independentemente de raça/cor) e outros 10% de negros oriundos de escola pública, respeitando-se o número de vagas de cada curso.
O critério para o caso de estudantes negros será o da autodeclaração, considerando-se que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros são constituídos por pretos e pardos. O candidato, no ato da inscrição, deverá fazer a opção pelo sistema universal ou pelo Programa UFG Inclui.
A reunião do Conselho Universitário foi presidida pelo reitor em exercício, professor Benedito Ferreira Marques. O programa foi relatado pela pró-reitora de Graduação, Sandramara Matias Chaves. O programa UFG Inclui tem validade de 10 anos, e será avaliado anualmente para possíveis ajustes e, conseqüentemente, aprimoramento da política institucional de inclusão na universidade.
Outras mudanças
Além do sistema de cotas, o Programa UFG Inclui prevê uma vaga adicional para cada curso para índios e negros quilombolas, caso haja demanda específica. Outra mudança importante é o aproveitamento da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o processo seletivo da UFG.
Como parte das mudanças, as provas do vestibular terão 20% de questões interdisciplinares. Segundo a professora Sandramara Matias Chaves, o objetivo é integrar as várias áreas do conhecimento e promover uma avaliação mais qualitativa.
Haverá, ainda, a criação de mais 19 novos cursos de graduação em 2009 e a criação de novas vagas nos cursos já existentes, representando mais de mil novas matrículas em 2009. A relação dos novos cursos será divulgada quando da aprovação do edital do processo seletivo 2009, prevista para o dia 20 de agosto.

INFORMATIVO 01/2008 DA ABPN - RESUMO DO COPENE E OUTROS INFORMES

Associação Brasileira de Pesquisadores Negros - ABPN
Informativo 001/2008

Para baixar clique aqui

O informativo foi recebido por email da lista consorcio_neabs@ yahoogrupos. com.br.

Parece que o pessoal da nova diretoria tá a fim de trabalhar. O informativo tá bem simples e direto, mas falta um tratamento visual condizente com a importância da Associação, além disso esqueceram de colocar os nomes da "equipe de comunicação". Coisas que podem ser consertadas nos proxímos números. Vamos aguardar então os proxímos.

Índice
1. Mensagem da nova diretoria eleita na ABPN
2. Capes e SPM financiam projetos de mestrado na área de enfrentamento à violência
contra a mulher
3. Mujeres en Movimiento por el derecho a la Educación
4. Convocatoria Seminario Virtual II: ¿Existe un proyecto feminista para la
transformación social?
5. 2009 Annual Meeting A ERA
6. National Alliance of Black School educators - 36th Annual Conference
7. Convocatoria para recibir artículos: género y educación
8. Unesco convida para o Programa UNESCO/Keizo Obuchi
9. Bolsa de estágio de doutorando nos EUA
10. Programa CAPES-FCT - Edital – CGCI – n. 009/2008

PRÉ-ESTRÉIA DO FILME DEVOÇÃO NO RJ

Está muito em cima, afinal hoje é dia 09. Vale então pela divulgação deste documentário.

Diálogos com o Cinema convida para discutir o filme "DEVOÇÃO"Olá a todas e todos,O Thiago Sales é meu amigo, companheiro de diversos curso e precursor do Projeto PONTOCINE, que trata da formação de CINECLUBES que visa atender a Rede Pública Estadual de Ensino.
Sábado, dia 9/08, ás 10:00, será o Lançamento do filme "DEVOÇÃO".
Vale a pena conferir!
Sinopse
Através de depoimentos de padres, pais-de-santo e pesquisadores, o filme reavaliar o sincretismo no Brasil, levando questões como herança cultural, relações de poder, relações de fé e a boa convivência pluralidade religiosa no mesmo espaço.(...)
Ponto Cine de Cinema
Est. Cambotá, 2300. Guadalupe Shopping - tel 3106-9995

OUTDOOR CENSURADO POR CABRAL VOLTA ÀS RUAS DO RIO

Retirado do site da Carta Maior. Para ampliar clique na imagem


06/08/2008
VIOLÊNCIA URBANA



Desenho do artista gráfico Carlos Latuff em cartaz crítico à política de segurança do governo Sérgio Cabral é alvo de censura. Para chefe da Casa Civil do governo carioca, desenho traz "mensagem grave e equivocada sobre a PM". Para Latuff, reação ao desenho é didática e serve de alerta: "Ninguém se comoveu com o assassinato da criança. As pessoas se incomodaram mais com a descrição do policial".
Fazendo Média

Estão nas ruas três novos outdoors com críticas à política de segurança do governo Sérgio Cabral. O desenho - do artista gráfico Carlos Latuff, que segue anexado - é o mesmo que incomodou o governador, a ponto de o chefe do Executivo telefonar para o desembargador Siro Darlan para se queixar (Darlan preside o Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente, o Cedca, que patrocinou a primeira veiculação dos outdoors, entre os dias 21 e 24 de julho). Além disso, o chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, afirmou à Agência Estado: "Liguei para o presidente do Cedca e ponderei que considerava a imagem de muito mau gosto, que isso não ajudava em nada a causa da criança e continha mensagem grave e equivocada sobre a PM".
Desta vez, a veiculação dos outdoors está sendo patrocinada por seis entidades: Grupo Tortura Nunca Mais, Justiça Global, DDH, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, Instituto Carioca de Criminologia e Projeto Legal. O novo desenho traz uma tarja vermelha com a inscrição "CENSURADO", uma crítica à postura antidemocrática do Poder Executivo Estadual, que mobilizou a máquina administrativa para suprimir a liberdade de expressão. Acompanha o desenho a pergunta: "Candelária, Vigário Geral, Baixada, Alemão, Acari, Providência.. . Estamos mais seguros?".
Nova censura - Os novos outdoors foram publicados neste domingo, 3 de agosto, e o contrato é de 14 dias. Entretanto, de segunda para terça-feira o cartaz exibido em frente à Secretaria de Segurança Pública, na Av. Presidente Vargas, apareceu pintado de branco, de modo que não é possível visualizar o desenho. As entidades já entraram em contato com a empresa, que prometeu repor o desenho ainda nesta quarta-feira.
Opinião do artista - Em entrevista ao blog do Fazendo Media www.fazendomedia.com/diaadia/protoblog.htm, o artista gráfico Carlos Latuff assim descreveu o conteúdo da ilustração que tanto incomoda o governador Sérgio Cabral: "O desenho tem a mãe desesperada, berrando. O filho dela, uma criança, com uniforme de escola, baleada, morta. Ela estava indo ou vindo da escola. Provavelmente, como a imagem é de noite, estava voltando da escola. Mas isso não sensibilizou a maioria das pessoas. A reação a este desenho é didática e serve de alerta. Ninguém se comoveu com o assassinato da criança. As pessoas se incomodaram mais com a descrição do policial. Isso porque as instituições da repressão são sacrossantas, não podem ser maculadas. Independentemente de elas já estarem maculadas, comprometidas" .
Os pontos em que se encontram os novos outdoors são os seguintes:
1 - Rua Real Grandeza, esquina com Rua Visconde Silva (BOTAFOGO)
2 - Av. Presidente Vargas, em frente à Secretaria de Segurança (CENTRO)
3 - Av. Radial Oeste, em frente ao Museu do Índio (MARACANÃ)

DIONY SOARES ENTREVSTA KABENGUELE MUNANGA NO V COPENE

Retirado do site do Jornal Irohin

NOTÍCIA
31/07/2008 - 22:44:28
Diony Soares entrevista Kabenguele Munanga no V Copene


Kabenguele Munanga faz reflexão sobre isolamento na academia Por Diony Soares* O doutor em Antropologia Kabenguele Munanga, da Universidade de São Paulo, foi o conferencista da quinta, 31, no V Copene. Na quarta, 30, Munanga foi o coordenador da mais disputada mesa redonda do congresso, Relações entre a Militância Negra e as Humanidades, que contou ainda com a participação do doutor em Sociologia Sales Augusto dos Santos, da Universidade de Brasília, e da doutora em Educação Nilma Lino Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais. Munanga concedeu entrevista exclusiva para o Ìrohìn.

D.S. – Um dos percalços de pesquisadores/as negros/as é o isolamento dentro da academia. Lembrando que o senhor é o único professor negro no Departamento de Antropologia da USP por mais de 30 anos, qual é a sua análise para o isolamento?
Kabenguele Munanga – O isolamento precisa ser relativizado. Depende de como nós entramos na universidade. Depende de como os pesquisadores negros entraram no mundo acadêmico. Alguns entraram porque foram orientados por pesquisadores brancos e tiveram certo apadrinhamento. Isso não tira os méritos destas pessoas. Se estes pesquisadores continuarem a trabalhar dentro da universidade nas linhas de pesquisas dos seus orientadores não ficam isolados. Mas eles perdem a autonomia de pensamento porque não querem entrar em contradição com o orientador que facilitou o seu acesso a universidade. Por exemplo, eu entrei na academia através de um professor que foi o meu orientador. Ele trabalhava sobre as questões raciais. No meu caso, eu criei a minha autonomia de pensamento. Eu publicava o que eu pensava, sem passar por ele. Neste sentido, num certo momento, eu criei um isolamento, no sentido de não dialogar com outros colegas que trabalham a dimensão racial, porque o nosso pensamento era diferente. Eu produzi conhecimento. Fiz a cabeça de muitos jovens que consultam os meus livros. Produzi conhecimento, embora trabalhando de uma maneira isolada para preservar a minha autonomia de pensamento. Mas existem pessoas que não estão isoladas e que trabalham com pesquisadores brancos que se integraram e criaram uma cultura para se sentirem à vontade. Nós ainda não temos poder na academia. Quem coordena os programas de pós-graduação? Não somos nós. Quem são os chefes de departamento? Não somos nós. Mas isso não impede a construção do conhecimento porque temos a liberdade de pensamento. Isso não interfere no conteúdo de minhas aulas.


D.S. – Sim, mas este espaço que o senhor conquistou tem muito a ver com a sua titulação e tempo na instituição. Como fica esta questão para as/os pesquisadoras/es que estão entrando agora na universidade?
Kabenguele Munanga – Uma pessoa que passou por um concurso público numa universidade federal passou por mérito. Esta pessoa não é obrigada a ficar presa. Pode ter liberdade de pensamento. No entanto, tem gente que, por várias razões, quer ficar presa mesmo. Há vantagem e desvantagens porque os projetos são aceitos pelos órgãos que financiam as pesquisas, “porque te conheço e sei que você é da panelinha do fulano e quando não é da panela do fulano... “

D.S. – Mas isso acontece com os brancos também.. .
Kabenguele Munanga – Acontece também, mas conosco acontece mais porque muitas vezes os nossos projetos são barrados. Os brancos estão no poder. Acontece conosco de uma maneira diferente. É como você falar em discriminação entre pobres. Os brancos são discriminados, mas os negros pobres são discriminados duplamente. A academia é racista também. D.S. – A doutora Sueli Carneiro considera que ainda não existe nem por parte da academia nem por parte de pesquisadores/as negros/as um estudo sistematizado sobre a violência urbana no Brasil. Qual a sua opinião a esse respeito? Kabenguele Munanga – De qual violência estamos falando? Da simbólica ou da física?

D.S. – Da violência física.
Kabenguele Munanga – Da violência física das nossas periferias? Essa violência que atinge todos os marginalizados, mas o negro de uma maneira diferente? Bom, em primeiro lugar a temática Violência é uma temática nova na academia. Não se pesquisava a violência na universidade brasileira. Somente recentemente se criou um núcleo de estudos da violência na Universidade de São Paulo. Não existia nada. Como os pesquisadores/as negros/as vão sistematizar alguma coisa se eles são muito poucos na academia e muito poucos que trabalham sobre os assuntos negros? Não dá para abraçar tudo.

D.S. – E porque somente agora a academia se interessa pela violência?
Kabenguele Munanga – Porque a questão social atingiu um ponto tal que até os brancos foram atingidos. Estamos pegando carona com eles. Porque a violência para nós começa deste o tráfico negreiro até agora. Quando acontece com os filhos da classe média de São Paulo eles se mobilizam. Essa violência acontece todos os dias na periferia e ninguém se mobiliza. Quando a Justiça prende banqueiros, se discute se pode estar algemado se o crime não foi confirmado. E a população que é sempre algemada a qualquer momento? Já falaram daqueles que são presos anos e anos e nem foram julgados? No Brasil, a Justiça é para quem paga por ela.

*Diony Soares é mestra em Educação

PASTOR É DENUNCIADO POR DISCRIMINAR RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA

Retirado do site do Jornal do Brasil

JB Online

RIO - O Juiz da 37ª Vara Criminal(RJ) aceitou denúncia apresentada pela promotoria contra o pastor Isaías da Silva Andrade, por discriminação religiosa, enquadrando- o no parágrafo 2º, do artigo 20, da Lei n. 7.716/89 (Lei Caó). A pena varia de dois a cinco anos de detenção. A denúncia foi formulada após representação ao procurador-geral de Justiça, pedindo a abertura de investigação contra o o pastor com base na Lei Caó.
O pastor justificou a atuação de Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como "Tico", acusado como autor da morte do turista italiano Geoge Morassi, no fim de novembro do ano passado, por estar povoado de demônios, dentre os quais o "Exu Caveira e o Zé Pilintra".
É a primeira vez que um pastor é denunciado criminalmente por discriminar religião de matriz africana. O processo foi auxiliado por Leonardo Chaves, subprocurador Geral de Justiça de Direitos humanos, que acompanhou o caso a pedido da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.
07/08/2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

I CURSO DE METODOLOGIA DE PESQUISA EM SAÚDE NEGRA EM SP

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EVENTO NO FORÚM SOBRE A UNIVERSIDADE ZUMBI DOS PALMARES

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Contatos:
Camilla França
Assessoria de Comunicação da Secretaria da Promoção da Igualdade
camilla.franca@sepromi.ba.gov.br
(71) 3115 5142 / 9983 9721/ 8717 7607

COTAS RACIAIS: ENTIDADE VAI AO STF CONTRA 17 MINTROS

Retirado do setor de notícias do site Terra.com. Tatíca sem dúvida muito bem pensada para constraner os ocupantes destes cargos que não faz lembrar são de confiança, ou seja, estão lá sem concurso. Vale a pena dar uma visita no blog do Adami para deixar um recado de congratulações. Dá uma passada lá e elogia o trabalho do IARA, só vai gastar a ponta dos dedos.

Segunda, 4 de agosto de 2008
Laryssa Borges

Direto de Brasília

O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para que 17 ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva respondam por não cumprirem metas de inclusão racial em gabinetes e secretarias.

» Opine sobre a ação da entidade

A entidade se baseia em um decreto do governo Fernando Henrique Cardoso, assinado em 2002, que prevê, no âmbito do Programa Nacional de Ações Afirmativas, mecanismos que garantam a realização de metas percentuais de participação de afrodescendentes, mulheres e pessoas portadoras de deficiência no preenchimento de cargos em comissão, como os chamados DAS (Grupo-Direção e Assessoramento Superiores).
Na última semana, por exemplo, o presidente Lula criou por medida provisória e sem concurso quase 300 novos cargos públicos, com salários que variam de R$ 1.977,31 a R$ 10.448. Em nenhum dos casos, no entanto, foi fixada qualquer meta de inclusão racial, social ou de gênero.
"Não é cota, mas tem que incluir (os afrodescendentes). Só por descumprir a lei já é improbidade (administrativa)", explicou o advogado do Iara, Humberto Adami. Segundo ele, o presidente Lula anunciou publicamente junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) o "compromisso pessoal" de combater o racismo no ambiente de trabalho. O Palácio do Planalto não comentou o caso. Procurada, a Secretaria Especial de Promoção de Igualdade Racial (Seppir) informou que iria se inteirar da ação antes de se manifestar.
São citados no processo os ministros Fernando Haddad (Educação), Celso Amorim (Relações Exteriores), José Gomes Temporão (Saúde), Tarso Genro (Justiça), Guido Mantega (Fazenda), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Carlos Lupi (Trabalho), Alfredo Nascimento (Transportes), Edison Lobão (Minas e Energia), Paulo Bernardo (Planejamento), Hélio Costa (Comunicações), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Nelson Jobim (Defesa), Geddel Vieira Lima (Integração) e Márcio Fortes (Cidades). Também estão elencados no processo os ex-ministros Gilberto Gil (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente), Luiz Marinho (Previdência) e Marta Suplicy (Turismo).
Por decisão da ministra Ellen Gracie, do STF, nenhum dos ministros ainda foi notificado, o que juridicamente significa que não se pode considerar que haja um processo contra cada um deles. Os ministros da Justiça, Saúde e Trabalho confirmaram não terem sido notificados.
De acordo com o Iara, caso o Plenário do STF rejeite dar seguimento ao processo, o caso poderá ser encaminhado à Organização dos Estados Americanos (OEA), que, ao julgar a questão, pode estabelecer multa à União por descumprimento do decreto e aos próprios ministros do STF por omissão.
"Com o nosso processo o ministro vai ficar pessoalmente responsável, e não a União, que é um saco sem fundo e não paga nunca", avalia Humberto Adami, que informa que a própria OEA já considerou o Poder Judiciário e o Ministério Público brasileiros "racistas institucionais".
"Esse descumprimento é prejudicial ao País, não só pela visão política que passa a ter, mas também porque acaba por transferir para o contribuinte o custo da eventual penalidade", disse o advogado.

ENTIDADES DENUNCIAM IRREGULARIEDADES NA OCESSÃO DE BOLSAS DO POUNI PARA ÍNDIOS

Retirado do site do UOL Eduação

04/08/2008
Da RedaçãoEm São Paulo

Estudantes do ensino superior brasileiro estão utilizando bolsas do ProUni reservadas para índios sem ter qualquer ascendência indígena. Essa é a denúncia que o Instituto Americano da Cultura Indígena do Brasil e a organização não-governamental Atini pretendem fazer, nesta terça-feira (5), ao Ministério Público Federal.
Segundo o presidente do Instituto, Davi Terena, o programa do MEC (Ministério da Educação) está "repleto de irregularidades" na concessão de bolsas para indíos. O programa exige apenas autodeclaração do candidato.
"Achamos estranho porque muitos estudantes indígenas não são beneficiados pelo ProUni. Soubemos de alunos que se autodeclararam indígenas e receberam a bolsa, mas agora recusam qualquer descendência e negam a autodeclaração". As duas entidades se juntaram para elaborar um ofício e pedir ao MPF para que investigue o caso.
Terena afirma que, atualmente, existem cerca de 3.000 indíos matriculados no ensino superior no país. Desses, aproximadamente 500 estudantes recebem algum benefício para continuar os estudos. "E eles não são bolsistas do ProUni", declara Terena. Segundo o MEC, há 961 indíos - o equivalente a 0,2% do total de bolsas concedidas.
"A maioria [dos 3.000 índíos matriculados no ensino superior] tem uma ajuda mínima de custo repassada pela Funai (Fundação Nacional do Índio). É um número privilegiado que ganha R$ 300 por mês para se manter matriculado", completa Terena. O UOL Educação entrou em contato com a Funai, mas não obteve retorno.
Um dos autores do ofício, Eli Ticuna, membro da consultoria indígena da Atini, é universitário em Brasília e não tem bolsa do ProUni. "Existem muitos estudantes tirando a oportunidade dos índios de estudar. Eu, que sou índio, não usufruo desse benefício".

MEC desconhece irregularidade

Em nota enviada à reportagem, o MEC afirma desconhecer qualquer ação sistêmica relativa ao uso indevido do expediente da autodeclaração. "O MEC, acatando sugestão das populações indígenas, desde 2006 passou a exigir dos candidatos desse grupo étnico-racial, que informassem, no momento da inscrição para o ProUni, dados sobre sua origem e base terrritorial. A idéia é inibir candidatos que se declarem índigena falsamente."
Ainda segundo o comunicado do Ministério, "entre as 385 mil bolsas ofertadas no programa, temos 172 mil negros (45%) e 961 indígenas (0,2%). São números proporcionais com a distribuição racial da população brasileira".

Cotas em vestibulares

Alguns vestibulares do país --como a UEG (Universidade Estadual de Goiás), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana)-- oferecem cotas para indíos.Para concorrer neste sistema, é preciso que o candidato faça a autodeclaração e ainda apresente declaração da etnia indígena ou carteira de identidade ambas expedidas pela Funai, ou ainda uma carta da comunidade indígena chancelada também pela Funai.

Retirado do site do UOL Educaçao

04/08/2008
Existem muitas pessoas tirando a oportunidade dos índios de estudar, diz estudante indígena
Da RedaçãoEm São Paulo


Aos 39 anos, ele freqüenta as aulas do 5º semestre do curso de administração em uma faculdade particular de Brasília. Paga hoje R$ 320 na mensalidade, depois de se transferir de outras três instituições por não conseguir arcar com os custos da faculdade. Eli Ticuna é de etnia indígena. Não é bolsista do ProUni nem recebe benefícios da Funai (Fundação Nacional do Índio) para continuar estudando.
A própria realidade serviu de impulso para que Eli, membro da consultoria indígena da organização não-governamental Atini, elaborasse um ofício para denunciar irregularidades na concessão de bolsas do ProUni. "Existem muitos estudantes tirando a oportunidade dos índios de estudar. Essas pessoas fizeram a autodeclaração, foram contempladas com a bolsa e estão estudando, mas eles mesmos negam qualquer descendência indígena".
Ele classifica a situação como desrespeito aos índios. "Temos jovens nas aldeias que concluíram o ensino médio e ficam sem chance de estudar porque não têm condições. E essas pessoas se aproveitam para fazer coisas indevidas. Eu, que sou índio, não usufruo desse benefício".
Eli morava na Amazônia e chegou há um ano e meio em Brasília com o diploma do ensino médio nas mãos. "Não pude me inscrever no ProUni porque não fiz o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio, um dos requisitos para concorrer à bolsa do governo]", diz. Ele concluiu a última etapa da educação básica na aldeia através do sistema supletivo.
Por falta de dinheiro, buscou ajuda da Funai para continuar estudando, mas não conseguiu. "Eles falaram que não tinham recursos". Hoje, Eli se mantém na cidade com o salário que recebe de um estágio. "Minha renda é pouca. Além da faculdade, sou casado, tenho filhos e contas para pagar".
Para ele, faltam representantes da comunidade indígena para atuar como a comunidade negra. "Os negros estão presentes nos poderes de decisão. Nós só temos só a Funai, que está falida. Não é um órgão interessado nas nossas questões. Ainda funciona por causa do emprego [dos funcionários da Funai], mas não vejo preocupação com os índios", diz.

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EVENTO NO RJ - O REFLUXO DA DIÁSPORA

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BAIXE A EDIÇÃO 19 DA REVISTA ÁFRICA 21

O site África 21 é um site onde é possíve ter notícias dos países africano sob diversos ângulos como política, econômia, cooperação internacional, etc. Ele também disponibiliza um revista em formato PDF. Para ir para o site clique na imagem abaixo. Para baixar o número 19 da revista África 21 clique aqui ou neste link alternativo. Nesta edição tem um artigo falando das políticas de ação afirmativas no Brasil.

Abaixo segue a explicação da proposta do site.


África 21 é um portal de informação política, econômica e comunicação empresarial, especializado em temas africanos, com particular destaque para o que de mais relevante acontece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de que fazem parte Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Produzido e editado pela CCA - Consultores de Comunicação Associados, empresa com sede em Brasília, em parceria com a empresa angolana Nova Movimento, o portal África 21 tem por objetivo informar os cidadãos da CPLP sobre as actualidades africanas e contribuir para o desenvolvimento de sinergias entre as empresas e grupos empresariais que operam nos países lusófonos".
África 21, em parceria com a revista impressa África 21, editada pela Nova Movimento, reúne num mesmo portal informações relevantes sobre economia e conjunturas políticas e sociais. Como veículo de comunicação entre empresas, governos e entidades públicas e privadas, África 21 é também importante instrumento de marketing e referência para as empresas e para as instituições que promovem as relações multilaterais.
A sua Newsletter, enviada por e-mail a empresários, executivos, dirigentes associativos, políticos, jornalistas e formadores de opinião é importante mídia de atualização de informação. Escrito em português de Portugal, seguido na generalidade dos países lusófonos, e em português do Brasil, o África 21 assume-se ainda como plataforma e espaço aberto à divulgação das culturas lusófonas e à troca de idéias, no respeito pelos valores da democracia.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL - POVOS INDÍGENAS E PODER POLÍTICO NA AMÉRICA LATINA


SEMINÁRIO INTERNACIONAL POVOS INDÍGENAS E PODER POLÍTICO NA AMÉRICA LATINA
Data: 13 a 15 de agosto de 2008

Local: Auditório Dois Candangos Faculdade de Educação Inscrições: de 06 a 12 de agosto no Departamento de Antropologia DAN/UnB (Transmissão simultânea no sítio: www.unb.br/ics/dan)

Organizadores: Alcida Rita Ramos (DAN/UnB) José Pimenta (DAN/UnB)
Comissão executiva: Lea Tomass, Luis Cayón, Ney Maciel
Apoio: Fundação Ford / ABA / DAN / CINEP/

Este simpósio, continuação do que foi realizado em 2007 na Universidade de Brasília sobre Constituições Nacionais e Povos Indígenas, contempla a situação política dos povos indígenas dos países andinos (Equador, Peru, Bolívia) e centro-americanos (Nicarágua, Guatemala, México) onde, sendo numerosos, influenciam no destino de seus países. A presença do Paraguai, por sua vez, deve-se à importância da língua Guarani na identidade nacional.

Esses países constituem um campo privilegiado para refletirmos sobre avanços e retrocessos na política indigenista da América Latina, representando um extraordinário núcleo empírico para se compreender a questão da indianidade contemporânea. Como, por exemplo, políticas supranacionais (Nafta ou Alca), afetam os povos indígenas ante a diluição de responsabilidades em contextos desnacionalizados? Que ações e reações elas gerariam, como a revolta de Chiapas? Que mecanismos, políticas e ideologias os povos indígenas têm desenvolvido frente a essas novas conjunturas? Que impacto tem para os movimentos indígenas a sua chegada ao poder máximo de um país como a Bolívia? Por sua vez, como as disciplinas envolvidas nessa problemática (a antropologia e o direito, por exemplo) têm podido avaliar competentemente essas conjunturas e criar novos instrumentos de pesquisa e análise que os povos indígenas possam utilizar para fazer frente a essas novas realidades?

Programação
Dia 13 de agosto
9.00 - Abertura
9.45 12.00 Mesa 1
Moderador: José Pimenta (Antropólogo, UnB)


NICARÁGUA
- Myrna Cunningham (Centro para la Autonomía y Desarrollo de los Pueblos Indígenas CADPI) "El desafío de construir una autonomía para pueblos indígenas y comunidades étnicas en las Regiones Autónomas de Nicaragua"

GUATEMALA
- Edgar Esquit (Universidad de San Carlos) "Multiculturalismo oficial y formas de construcción de ciudadanía indígena en Guatemala"

14.30 18.00 Mesa 2
Moderador:
Wilson Trajano Filho (Antropólogo, UnB)

MÉXICO
- Esteban Krotz (Universidad Autónoma de Yucatán - México) "¿Del indigenismo al diálogo intercultural? Inicios y obstáculos para la reorganizació n de México como nación multiétnica y multicultural" - Miguel Bartolomé (INAH México) "Panorama del contexto interétnico mexicano actual"
Debatedora: Alicia Barabas (INAH México)

Dia 14 de agosto
9.00 12.00 Mesa 3
Moderador: Roque de Barros Laraia (Antropólogo, UnB)
]

EQUADOR
- Armando Muyulema (Unión de Comunas de Canar / University of Wisconsin) "Luchas indígenas y poder político en el Ecuador: entre el reto del imaginario un nuevo orden estatal y la producción de discursos de la etnicidad como control del imaginario político"
- Fernando García (FLACSO cuador) "Del Estado pluricultural y multiétnico al Estado plurinacional e intercultural: la Asamblea Constituyente y los pueblos indígenas ecuatorianos"

PERU
- Fabrizio Arenas Barchi (Centro de Estudios Regionales Andinos "Bartolomé de las Casas" - Cusco) "Participació n política campesina y construcción de la democracia en los andes sur peruanos: el caso de las rondas campesinas de la provincia de Carabaya"

14.30 18.00 Mesa 4
Moderador: Marcela Coelho de Souza (Antropóloga, UnB)

BOLÍVIA
- Angélica Sarzuri Gutierrez (Consejo Nacional de Ayllus y Markas del Qullasuyu) "Qhantataniwa. El gobierno de Evo Morales y el inicio de una Nueva Era para los pueblos indígenas del Qullasuyu" - Ricardo Calla (Universidad de la Cordillera) "Los pueblos indígenas en Bolivia en la actual coyuntura política del país: Situación y perspectivas" Debatedora: Marisol de la Cadena (University of California Davis)

Dia 15 de agosto
9.00 12.00 Mesa 5
Moderadora: Cristina Patriota de Moura (Antropóloga, UnB)


PARAGUAI
- Julio Martínez (Asociación Avá Guaraní del Alto Kanindeyú)
"Tierras guaraníes e invasiones de campesinos y brasileños"
- Bartolomeu Melià (Centro de Estudios Paraguayos 'Antonio Gasch')
"La nación guaraní en cuatro Estados"

Debatedor: Miguel Bartolomé (INAH México)
Encerramento.
17.00 Lançamento do Observatório de Direitos Indígenas do Brasil
Coordenador: Gersem Baniwa

ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE MEDICINA PEDE DESCULPA POR HISTÓRICO PRECONCEITO RACIAL

Retirado site do Último Segundo. Será que algum dia isso vai acontecer no Brasil???

04/08
The New York Times

Harriet A. Washington é autora do livro “Medical Apartheid: The Dark History of Medical Experimentation on Black Americans from Colonial Times to the Present” (Doubleday, 2007).
A medicina organizada há tempos reflete uma obsessão bem americana: a questão racial. Por mais de um século, a Associação Americana de Medicina tem sido o maior e mais poderoso grupo de médicos do país – e um grupo esmagadoramente branco. Os médicos negros têm seu próprio grupo, menos conhecido, a Associação Nacional de Medicina.
No dia 10 de julho, as atenções se concentraram brevemente nessa segregação. A AAM se dirigiu diretamente à ANM, coisa rara, para comunicar uma mensagem ainda mais rara: uma desculpa aos médicos negros do país, mencionando um século de “erros passados”.
Que erros, exatamente? Dr. W. Montague Cobb poderia ter respondido a essa pergunta detalhadamente.
Cobb (médico, antropólogo físico, ativista dos direitos civis, presidente da Associação Nacional de Medicina nos anos de 1960) sabia que a organização devia sua própria formação às barreiras raciais. Ela foi fundada em 1895 depois que a AAM se recusou a aceitar três delegados afro-americanos em suas reuniões anuais de 1870 e 1872.
Ele também sabia que pacientes e médicos negros eram freqüentemente transferidos para divisões obscuras de caridade ou para “gente de cor”, ou mesmo completamente banidos dos hospitais. Eles responderam a isso com seus próprios hospitais e escolas de medicina, pelo menos sete delas existiam em 1909.
Naquele ano, a AAM encarregou um educador bastante conhecido, Abraham Flexner, de visitar e avaliar todas as escolas de medicina norte-americanas. Seu relatório divulgado em 1910, “A Educação Médica nos Estados Unidos e no Canadá”, levantou obstáculos maiores para médicos negros: ele recomendava que todas as escolas de medicina de negros (com exceção de duas, Howard e Meharry) fossem fechadas. Sem conseguir atrair financiamento, as outras realmente fecharam, e o número de médicos negros diminuiu, como previsto.
Em 1938, a situação se tornou tão horrível que Dr. Louis T. Wright, do Harlem Hospital, declarou: “A AAM demonstrou tanto interesse na saúde dos negros quanto Hitler em relação à saúde dos judeus”.
Em 1963, quando Cobb se tornou presidente da ANM, os Estados Unidos tinham 5.000 médicos negros, de um total de 227.027 médicos. Apesar de a afiliação à AAM ser importante para a prática hospitalar, treinamento em especialidades e conquistas profissionais, muitos capítulos e “sociedades constituintes” – grupos médicos que eram os “porteiros” da organização maior – estavam fechados para negros.
E a AAM sistematicamente se recusou a forçar suas sociedades constituintes a admitir negros. Em 1952, Dr. Martha Mendell, profissional branca membro do Fórum dos Médicos, um grupo de médicos multirracial em Nova York, afirmou: “O argumento da AAM de que não tem poder para corrigir essa prática por causa da ‘autonomia’ de suas sociedades constituintes é uma fuga da sua responsabilidade. Com certeza, se as sociedades médicas do sul decidirem admitir quiropráticos na associação, a AAM rapidamente encontraria uma forma de redefinir sua autonomia”.
Ainda assim, um punhado de médios negros influentes conseguiu ter acesso à AAM. Sem dúvida encorajado por esse fato, em 1957 Cobb fundou a Imhotep National Conference on Hospital Integration para forjar uma coalizão entre as associações médicas.
A AAM se juntou à iniciativa Imhotep com entusiasmo. Mas seis anos depois, Cobb afirmou amargamente que a associação freqüentemente estava ausente nas reuniões da Imhotep. E mais, os dois grupos médicos cada vez mais tomavam lados opostos nas importantes batalhas contra a discriminação. Enquanto a Associação Nacional de Medicina fazia campanha para o Medicare e o Medicaid em nome dos pacientes de seus membros, em sua maioria negra, geralmente pobre, Dr. Edward R. Annis da AAM censurou ambos os programas como “medicina socializada”.
Sem o apoio da AAM, médicos negros como Dr. Hubert A. Eaton, de Wilmington, Carolina do Norte, recorreu a processos legais federais para obter acesso a hospitais de brancos.
E apesar de promessas de discursos oposicionistas sobre regras da construção do hospital Hill-Burton validando instalações “separadas, porém iguais”, a resposta da AAM foi no mínimo sem propósito.
A paciência de Cobb estava no fim, e talvez suas mãos tenham tremido levemente – de indignação, não de cansaço – quando deu uma resposta, em agosto de 1963: “Durante sete anos os convidamos para sentar conosco e resolver o problema. O alto nível profissional e econômico dessas organizações e os princípios altruístas e religiosos sobre os quais elas deveriam operar não significaram nada. Com sua recusa em conversar, eles forçam uma ação emergencial. E agora os eventos passam longe deles. A iniciativa oferecida já não é mais deles, eles não podem mais aceitar”.
A declaração de Cobb foi visionária, pois os médicos negros e seus simpatizantes brancos ganharam suas batalhas de direitos civis. A lei dos direitos civis de 1964 foi aprovada sem o apoio ativo da AAM. O último artigo da lei tapou a brecha do caso Hill-Burton: a segregação dentro de hospitais se tornou ilegal. O Medicare foi aprovado em 1965. No entanto, para afro-americanos e outros médicos anti-segregacionistas, ainda permaneceu um bastião da exclusão racial a ser conquistado: a AAM. Para isso, esses médicos recorreram às mesmas estratégias que haviam acabado com a segregação em escolas, refeitórios e subúrbios monocromáticos.
Em 19 de junho de 1963, a associação realizou sua 112ª convenção anual no grandioso Traymore Hotel em Atlantic City. Enquanto Annis descia do púlpito do salão de baile, depois de proferir um discurso presidencial, ficou surpreso de encontrar nas escadas Dr. John L.S. Holloman, membro afro-americano da AAM de New York City, que lhe entregou uma carta exigindo que a AAM eliminasse todas as barreiras raciais para sua afiliação.
Quando ficou claro que Annis não tinha nenhuma intenção de ler ou responder à carta diante dos médicos reunidos, Holloman virou as costas e deixou o salão para se juntar aos 20 médicos negros e brancos que protestavam do lado de fora. Repórteres se amontoaram junto aos membros da AAM durante toda a convenção, clamando por saber por que os médicos protestavam do lado de fora, acusando a organização de ser racista.
Essas cenas de manifestação pública continuaram até 1968, quando a AAM finalmente alterou sua constituição e estatutos para punir a discriminação racial, permitindo a expulsão de sociedades constituintes.
Relações mais amenas se seguiram entre as sociedades médicas, e apesar de um esforço em 1973 para uni-las ter falhado, elas realmente formaram uma ligação duradoura, com a qual W. Montague Cobb sempre sonhara. Os esforços conjuntos mais frutíferos incluem a criação, em 1992, da Associação de Assuntos Minoritários, e em 2004 a Comissão para o Fim das Disparidades na Assistência Médica. Em 1994, Dr. Lonnie Bristow se tornou o primeiro presidente afro-americano da AAM.
Mesmo assim, lembranças dessa história de rancor ainda persistem e o pedido de desculpas da AAM continua sendo pertinente, apesar de atrasado. Considere essa estatística: em 1910, quando Abraham Flexner publicou seu relatório sobre a educação médica, os médicos afro-americanos representavam 2,5% do total de médicos nos Estados Unidos. Hoje, eles são 2,2%.
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preconceito

EMATER VAI ATUAR EM PAÍSES AFRICANOS

Retirado do site Africa 21

Está prevista para a terceira semana de agosto reunião em Brasília, com representantes das empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural e todas as embaixadas africanas no Brasil.
Brasília - Os negócios entre o Brasil e a África continuam a crescer. O Brasil deverá começar exportar para a África, dentro de alguns meses, tecnologia de atendimento a pequenos produtores rurais.

Os acordos para que os negócios sejam fechados está marcado para a terceira semana de agosto, quando será realizada uma reunião em Brasília (após o dia 18 de agosto), com representantes das empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural – as Emater – e todas as embaixadas africanas no Brasil.
A agenda da reunião é extensa, mas em destaque serão discutidos os detalhes para a elaboração do termo de cooperação que será assinado entre o Governo de Minas Gerais e o Senegal, além de outros países africanos.

PROGRAMAÇÃO OLODUM - A REVOLTA DOS BÚZIOS 2008

Recebido por email

210 anos da Historia da igualdade no Brasil.
" Ha de chegar o tempo em qu todos seremos iguais, em que todos seremos irmaos"

Data 3/08

Evento Ensaio do Bloco Olodum.
Local: Largo Pedro Arcanjo. - 19h

10/08 Ensaio do Bloco Olodum .
Abertura das homenagens aos heróis nacionais afro brasileiros da Revolta dos Búzios
Largo Pedro Arcanjo. - 19h

12/08 Bloco e Escola Olodum
Passeata e Desfile Cívico em homenagem
210 anos da Revolta dos Búzios Uma historia da Igualdade .
Da Praça da Piedade ao Centro Histórico - 16h

17/08
Ensaio do Bloco Olodum
Homenagem a Marcus Garvey.
O pai do Rastafarianismo.

17 de agosto de 1877
Largo Pedro Arcanjo - 19h

21 e 22/08 Conferencia Seminário : Cultura Tuismo, Identidade Etnica
Do Haiti a Bahia: Das Rebeliões Escravas às Políticas Públicas de Ação Afirmativa
Fundação Pedro Calmon - 18h

24/08
Ensaio do Bloco Olodum
Homenagem aos Alfaiates da Bahia
Largo Pedro Arcanjo - 19h

25/08
210 Anos da Revolta dos Búzios Uma Historia da Igualdade na Bahia
Lançamento do Jornal Olodum.
Cartilha A Revolta dos Búzios Escola Olodum Casa do Olodum. - 19h

30 e 31/08 Torneio de Futebol afro baiano 2008
Copa A Revolta dos Búzios .
Troféu João de Deus
A definir -
9h

31/08

Ensaio do Bloco Olodum.
Homenagem aos Compositores dos Blocos afro da Bahia.
Largo Pedro Arcanjo. - 19h

CURSO DE JORNALISMO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

Retirado do blog euvoriques.

Curso de Jornalismo de Políticas Públicas Sociais-NETCCON.ECO.UFRJ: últimas vagas à disposição

Começa no próximo dia 11 a quarta edição do Curso de Extensão Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, uma realização do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência- NETCCON, da Escola de Comunicação da UFRJ, e da Agência de Notícias dos Direitos da Infância-ANDI, sob a coordenação do Prof. Evandro Vieira Ouriques, coordenador do NETCCON, e de Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas da ANDI. As inscrições, gratuitas, estão abertas até o próximo dia 15 de agosto (maiores informações pelo tel 21.9205.1696, e deverão ser solicitadas para evouriques@terra.com.br, com cópia para deborahrebellolima@hotmail.com


Serão 18 palestras, todas as segundas das 11h às 13h, no Auditório da CPM-ECO, Campus UFRJ da Praia Vermelha, com renomados jornalistas e especialistas na questão:Bia Barbosa (INTERVOZES), Flavia Oliveira (O Globo), Paulo Lima (Viração), Michel Misse (Núcleo de Estudos de Cidadania e Violência Urbana.IFCS.UFRJ), Deodato Rivera (um dos redadores do ante-projeto do Estatuto da Criança e do Adolescente), Sílvia Ramos (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania-Universidade Cândido Mendes), Leonardo Mello (ex-IBASE), Cristina Rego Monteiro da Luz (NETCCON.ECO.UFRJ), Nádia Rebouças (Reboucas & Associados), Sandra Damiani (ANDI)Jacinta Rodrigues (Canal Futura), Antônio Góis (Folha de São Paulo), José Roberto Bellintani (Instituto São Paulo Contra a ), Rosa Alegria (Millenium Project, NEF.PUC.SP, NETCCON.ECO.UFRJ), Guilherme Canela (ANDI), Giancarlo Summa (Centro de Informação da ONU) e Evandro Vieira Ouriques (NETCCON.ECO.UFRJ).
O curso, aberto à Sociedade Civil, ao Estado, ao Terceiro Setor e ao Mercado teve 90 inscritos no semestre passado.


Maiores informações podem ser obtidas com o professor Evandro Vieira Ouriques pelo telefone 21.9205.1696.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

LIVRO "COR E MAGISTÉRIO" PARA BAIXAR DE GRAÇA

Retirado do site do PENESB.
Para baixar clique na imagem ao lado ou clique aqui para ir para um link alternativo.

SUMÁRIO
A presença negra no magistério: aspectos quantitativos
Moema de Poli Teixeira

Estatutos estaduais do magistério e discriminação racial
Maria Lúcia Rodrigues Müller

Espaço docente, representações e trajetórias
Iolanda de Oliveira

Pretidão de amor
Maria Lúcia Rodrigues Müller

Professores universitários negros: uma conquista e um desafio a permanecer
Tereza Josefa Cruz dos Santos

“A ditadura ciência d’hipóteses negou em absoluto para as funções do entendimento artístico da palavra escrita"
Maria Lúcia Rodrigues Müller

REPORTAGEM "NEGRO NA AMÉRICA" DO PROGRAMA "SEM FRONTEIRA" DO CANAL GLOBO NEWS

Retirado do site do Globo.com, mas é preciso dar crédito ao blog do CEN, pois nele que a reportagem foi vista pela primeira vez.



Resumo

Sexta-feira, 04/04/2008
Após 40 anos da morte de Martin Luther King, o programa trata do longo caminho dos negros em busca de igualdade nos Estados Unidos e discute o que restou do racismo no país.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

PROGRAMA M. GUARD - RECUPERAR CELULAR ROUBADO

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso. Não foi testado por nós, mas parece uma ótima idéia. Um programa excelente!!! Funciona assim: Você instala o programa no seu celular e ele salva informações do aparelho e do chip. Você configura um número de outro celular (não pode ser o mesmo) como sendo o número de emergência. Caso roubem ou você perca seu celular e a pessoa não for te devolver e colocar outro chip no celular, o programa percebe o chip novo e manda automaticamente o número desse novo chip para o seu número de emergência via SMS.
Aí você pode ligar e pedir seu aparelho de volta ou levar o número na policia.


Estilo: Segurança
Fabricante: Dex Mobile
Tamanho: 1.8 Mb
Formato: Rar
Idioma : Inglês
Para baixar clique em eay-share ou rapidshare.

SEMINÁRIO: CAMINHOS DO JORNALISMO INVESTIGATIVO

Retirado do site da FGV-RJ

8h30 - PROGRAMAÇÃO - 06 de agosto de 2008
9h -CREDENCIAMENTO
Abertura com Celso Castro - diretor do CPDOC

9h15 às 10h45
Alzira Alves de Abreu - pesquisadora associada do CPDOC/FGV

Marcelo Beraba - diretor da ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo
Roberto Toledo - coordenador de cursos e projetos da ABRAJI
Moderador: Fernando Molica - coordenador do MBA Jornalismo Investigativo e Realidade Brasileira da FGV e editor da coluna Informe do Dia do Jornal O Dia.
10h45 às 11h


11h às 12h30 - INTERVALO


NOVOS DESAFIOS PARA A INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA
Silvia Ramos - coordenadora do CESeC - Centro de Estudos de Segurança e Cidadania

Flávia Oliveira - colunista do Jornal O Globo
Sucupira - diretor do IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
Moderador: Mário Magalhães - repórter especial da Folha de S.Paulo


Endereço:
Fundação Getulio Vargas
Praia de Botafogo,190 14° Andar - Botafogo 22253-900 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefone: (21) 2559.5676 / 2559.5677

BOLSA PARA JORNALISTAS EM UNIVERSIDADES NOS EUA PARA LATINO-AMERICANOS

Retirado do site Jornalismo nas Américas.

JORNALISMO NAS AMERICAS
Blog de Notícias

Vinte anos atrás, eu terminava uma bolsa de estudos na Universidade de Harvard que seria um divisor de águas na minha carreira e na minha vida. Fui o primeiro brasileiro a conseguir uma bolsa Nieman para jornalistas, um programa que a universidade de Harvard oferece há 70 anos. De lá para cá, outras universidades criaram bolsas similares e todas estão abertas a jornalistas da América Latina e do Caribe.
Graças à Fundação John S. e James L. Knight, pelo menos duas bolsas Nieman estão reservadas todos os anos para jornalistas da América Latina. A Fundação Knight também patrocina bolsas para jornalistas em outras universidades dos Estados Unidos.
Neste mês de agosto, os bolsistas estão chegando a Cambridge, Massachusetts, para os nove meses da classe 2008-09, do ano acadêmico da
Nieman Fellowship. Eles vão poder estudar o que quiserem em Harvard e participar de vários programas exclusivos, como seminários semanais na sede da Nieman.
Mas este é também um bom mês para jornalistas pensarem em se candidatar não só à Nieman, mas a pelo menos três outras excelentes bolsas similares oferecidas em universidades americanas de grande prestigio: a
Knight Fellowship na Universidade de Stanford; a Knight-Wallace Fellowship na Universidade de Michigan; e a Knight Science Journalism Fellowships no MIT (Massachussetts Institute of Technology).
O que todas elas oferecem é um ano sabático, para você sair das pressões do dia-a-dia da redação e mergulhar num ambiente universitário para crescer intelectualmente. Além de não ter de pagar nada para tomar os cursos que quiser na universidade, você ainda ganha uma ajuda de custo bastante generosa: $60.000 em Harvard, $60.000 em Stanford, $70.000 em Michigan e $55.000 no MIT. Todas dão ainda ajuda para viagem, para casa e para completar seguro saúde.
Para quem estiver interessado em se candidatar a essas bolsas, é importante começar a preparar-se agora mesmo, para poder pensar bem nos detalhes do application, como as cartas de referência, o plano de estudos, o ensaio biográfico, etc. Uma dica importante: os administradores das quatro bolsas gostam de early birds, ou seja, daqueles candidatos que mandam cedo uma boa application, completa e bem organizada. E não dos que deixam para fazer tudo às pressas e mandar em cima da hora.
O trabalho para se candidatar começa com uma pesquisa cuidadosa nos sites das quatro bolsas:
Nieman Fellowship at Harvard; Knight Fellowship at Stanford; Knight-Wallace Fellowship at Michigan; e Knight Science Journalism Fellowships at MIT.
O que vocês acham? Não parece uma boa opção?
Para os que já fizeram uma bolsas dessas, que tal compartilhar aqui no blog um pouco de suas experiências e recomendações a colegas que estejam pensando em se candidatar?


Por Rosental Alves em 07/31/2008 - 22:54

SEMINÁRIO INTERACIONAL - ACOLHENDO LÍNGUAS AFRICANAS

Para ir para o site do evento clique na imagem abaixo.

ESTÁ ABERTO EDITAL PARA PROJETOS EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Retirado do site da SEPPIR.

Chamada Pública: SEPPIR publica edital para seleção de projetos voltados para comunidades quilombolas
25/07/2008


Edital prevê R$ 3 millhões para ações de desenvolvimento local e organização de arranjos produtivos em comunidades
subsecretário de Comunidades Tradicionais da SEPPIR: "Uma forma mais transparente e democrática de definir ações, com regras e prazos divulgados amplamente".
Pela primeira vez a SEPPIR abre edital para apoiar projetos voltados para as comunidades quilombolas em 22 estados. Entidades que tenham no mínimo 3 anos de funcionamento podem apresentar projetos para atender, prioritariamente, as comunidades quilombolas inseridas nos 60 territórios que fazem parte do programa

Territórios da Cidadania, de acordo com as seguintes linhas temáticas:

1. apoio ao fortalecimento da capacidade técnica e operacional das organizações e comunidades quilombolas
2. apoio ao fortalecimento institucional e ao controle social
3. apoio ao planejamento estratégico e organização comunitária
4. protagonismo das Mulheres e Jovens Quilombolas
5. intercâmbio de experiências


O valor mínimo financiado é de R$ 100 mil e o máximo de R$ 200 mil. Cada entidade só poderá apresentar uma proposta. O prazo de execução dos projetos é de 1 ano.
"Estamos prevendo o aporte de R$ 3 milhões para apoiar projetos voltados para o desenvolvimento de comunidades quilombolas em todo o país. Com isto, esperamos fortalecer a organização destas comunidades e sua sustentabilidade. O Programa Brasil Quilombola tem levado para as comunidades serviços públicos essenciais como energia elétrica e saneamento básico. Em parceria com ministérios, governos estaduais e prefeituras, garantimos ações na área de saúde e educação mas é fundamental dar as condições para que estas comunidades alcancem a autonomia. Por isso, o foco dos projetos a serem apoiados está no fortalecimento institucional e operacional. Decidimos pelo Edital por ser uma forma mais transparente e democrática de definir ações, com regras e prazos divulgados amplamente", afirma Alexandro Reis, subsecretário de Comunidades Tradicionais da SEPPIR.

Para mais informações acesse o edital e os anexos abaixo.
EDITAL CHAMADA PÚBLICA 2008
EDITAL CHAMADA PÚBLICA 2008 - ANEXO 1
EDITAL CHAMADA PÚBLICA 2008 - ANEXO 2
EDITAL CHAMADA PÚBLICA 2008 - ANEXO 3


PRÊMIO TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS 2008

Retirado do site da SEPPIR. Uma oportunidade muito interessante.

05/08/2008

Pesquisas, estudos e trabalhos nas áreas de Ciências Humanas, Sociais, Jurídicas, Agrárias e afins direcionados aos temas das comunidades quilombolas brasileiras podem concorrer ao Prêmio Territórios Quilombolas edição 2008. A premiação é de âmbito nacional e selecionará os melhores trabalhos nas categorias Ensaio inédito e Experiências e memórias.
Os melhores 15 trabalhos receberão prêmios em dinheiro (até R$3 mil), certificados, publicação impressa em formato coletânea e um kit de publicações especializadas. Para inscrever-se é preciso preencher formulário específico que encontra-se disponível na página eletrônica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (
www.mda.gov.br), na página do programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (www.mda.gov.br/aegre), no portal NEAD (www.nead.gov.br) e das instituições parceiras (www.abant.org.br; www.anpocs.org.br; e www.mulheresnegras.org/abpn). A ficha de inscrição preenchida, juntamente com toda a documentação exigida, deveraá ser remetidas à Secretaria do Prêmio Territórios Quilombolas até o dia 15 de janeiro de 2009.
Os trabalhos deverão abordar pelo menos um dos seguintes temas sobre territórios quilombolas:
- Regularização fundiária;
- Movimentos sociais;
- Gênero;
- Produção, mercado e geração de renda;
- Saúde e segurança alimentar e nutricional;
- Etnodesenvolvimento;
- História e memória;
- Organização social;
- Relações étnico-raciais;
- Religiosidade;
- Meio Ambiente;
- Educação;
- Comunicação e mídia;
- Aspectos geracionais;
- Aspectos jurídicos.
São parceiros na promoção do Prêmio a SEPPIR, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS).
Mais informações pelos telefones (61) 2191-9845/ 9869 ou através do correio eletrônico
premioterritoriosquilombolas@mda.gov.br

JUÍZA ABSOLVE ACUSADO DE PRATICAR RACISMO NO ORKUT

Retirado do site Revista Jurídica - Última instância.

A juíza da 6ª Vara Criminal de Brasília, Geilza Fátima Cavalcanti Diniz, absolveu nesta terça-feira (29/7), Marcelo Valle Silveira Mello, acusado de praticar crime de racismo via Internet.
A magistrada fez uma análise da intenção do acusado com base na psicologia criminal amparada pelo laudo de exame psicológico. Assim, ela concluiu que, ao postar no Orkut as expressões que o MP-DF (Ministério Público do Distrito Federal) considerou racistas, o acusado quis se manifestar contrariamente ao sistema de cotas raciais para ingresso em universidades públicas.
A ação penal contra o estudante foi ajuizada pelo MP-DF em agosto de 2005. Foi instaurado também um Incidente de Insanidade Mental, para avaliar as condições psíquicas do réu.
No entendimento da juíza, o acusado, por ser na época um adolescente imaturo, portador de transtorno de personalidade e emocionalmente instável, usou expressões pesadas.
Em sua decisão, a juíza Geilza Diniz considerou que o acusado não é uma pessoa racista, que "convive com negros e é tido em bom conceito por eles". Três testemunhas de seu círculo íntimo de amizade disseram ainda que Marcelo nunca demonstrou qualquer comportamento nesse sentido.
Assim, segundo a juíza, não se pode falar que tenha praticado crime de preconceito em relação à cor. “Não havendo o dolo, não há o crime de racismo, motivo pelo qual o réu foi absolvido”.
Segundo informações do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal), Marcelo, à época, era aluno do curso de letras da UnB (Universidade de Brasília), e foi acusado de disseminar idéias racistas e agredir negros e afro-des