terça-feira, 15 de julho de 2008

AS DUAS CORES DE MACHADO DE ASSIS

Artigo muito interessante sobre a negritude escondida do escritor Machado deAssis. Retirado do jornal on line Questões Negras.

Em 2008, o Brasil os 100 anos da morte de Machado de Assis, mulato que se tornou o maior escritor brasileiro de todos os tempos. No entanto, Machado nunca quis ser afrodescendente. Sempre teve duas "cores".
"Mulato, ele foi de fato, um grego da melhor época. Eu não teria chamado Machado de Assis de mulato e penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. (...) O Machado para mim era um branco e creio que por tal se tornava; quando houvesse sangue estranho isso nada alterava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só via nele o grego" (Joaquim Nabuco, em carta a José Veríssimo, após a morte de Machado de Assis).
por Carlos Nobre

Em 30 de setembro de 1933, o escritor Humberto de Campos, ao escrever um artigo para o " Diário de Notícias", traçou o seguinte perfil do colega Machado de Assis, a maior glória da literatura nacional de todos os tempos:
"Era miúdo de figura, mulato de sangue, escuro de pele, e usava uma barba curta e de tonalidade confusa, que dava ares de antigo escravo brasileiro, filho do senhor e criado na casa de boa família. Era gago de boca, límpido de espírito e manso de coração. E tornara-se pelo estudo e pelo trabalho o mais belo nome, e a glória pura e mais legítima, das letras nacionais".
No entanto, 25 anos antes desta classificação racial empreendida por Campos, Machado de Assis era considerado um integrante da elite carioca, e portanto, um homem branco. Isto foi o quê anotou no atestado de óbito de Machado de Assis, o escrivão Olimpio da Silva Pereira. Esta anotação fora feita, após a morte do autor de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em sua casa, no Cosme Velho, em 29 de setembro de 1908.
O fato é muito significativo, pois, a obrigatoriedade do registro cor nos documentos fúnebres só fora estabelecida 75 anos mais tarde, em 1973, em função provavelmente da luta dos movimentos negros. Por que, então, o escrivão se apressou em acrescentar o item cor no atestado de óbito de Machado de Assis, se tal prática inexistia na época? Seria uma tentativa para impedir no futuro qualquer polêmica em relação a cor de nosso maior escritor? Qual das duas cores - a citada por Campos e a anotada pelo escrivão - valeria hoje, depois de 100 anos da morte de Machado?
Quem responde a este dilema racial é a cientista social Simone da Conceição Silva, em sua monografia final de curso ( 2001), intitulada O preto-e-branco do escritor brasileiro. Machado de Assis, no plural ou no singular?, apresentada, no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Origem afro
Simone mostra que, paralelo à consagração do escritor dos "Contos Fluminenses", "Dom Casmurro" e "Iaia Garcia", e outras obras de vulto, ocorreu um processo de embranquecimento da figura de Machado. O atestado de óbito, segundo ela, é um dos exemplos flagrantes deste processo. Segundo Simone, as elites intelectuais da época em que viveu Machado - entre meados do século XIX e início do século XX - não admitiam que o maior nome das letras nacionais fosse de origem africana já que as ideologias racistas em plena voga na época mostravam o negro adaptado para o trabalho manual e incapaz para o trabalho intelectual.
Filho do pintor de paredes mulato Francisco José de Assis e da lavadeira portuguesa Maria Leopoldina Machado, o escritor nasceu em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento, na Saúde , isto é, na " Pequena África", local de forte presença de africanos, cujo denominação fora dada pelo sambista Heitor dos Prazeres, filho de uma das famosas tias baianas que habitavam o local.
Epiléptico e gago, Machado de Assis foi vendedor de balas e sacristão da Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, uma irmandade negra, na Avenida Passos, no Centro. Ele nunca freqüentou escola ou faculdade, mas foi considerado um dos mais brilhantes autodidatas do seu tempo. A imagem de um escritor elegante, fino, bem vestido, cabelos ondulados, brilhantes, pela embranquecida - que aparece numa fotografia de Machado, quando ele, está, por volta dos 60 anos - e que é a mesma anexada em milhares de escolas, bibliotecas e livros didáticos - não corresponde com a história de um mulato pobre, órfão na adolescência, bisneto de escravos e que ascendeu nas letras e no serviço público a custa somente de seu talento. Segundo Simone, havia uma intenção de esconder o passado de Machado. Ele reforça seus argumentos citando um articulista da "Gazeta de Notícias", que, após a morte do escritor, escreveu a frase que procura legitimar a supressão do passado pobre e negro de Machado: "Do morto de ontem não se precisa fazer biografia".
Imagem refinada
No entanto, a dúvida persiste: como um homem de origem negra se transforma visualmente num branco como naquela foto de Machado aos 60 anos (possivelmente) quer nos assegurar? Como é possível mudar de cor numa fotografia e esconder os traços mais originais de uma pessoa? Para a pesquisadora, a foto "oficial" do escritor - aquela em que aparece em todos os livros e na mídia, com Machado, por volta dos 60 - sofreu um processo de depuração.
Citando Gilberto Freyre, em Sobrados e Mocambos, Simone diz que era comum, no Brasil imperial, o fotógrafo alterar a cor dos olhos e a cor da pele ao gosto do freguês ao receberem encomendas para renovação química no laboratório de fotografias antigas, já amareladas. Isto pode ter acontecido com a foto " oficial" do escritor que aparece com a pele mais clara e barba e cabelos brilhosos.
A morte de Machado de Assis serviu para fundamentar o processo de consagração e embranquecimento do escritor, cuja infância e adolescência pobre, no morro do Livramento, na Saúde, são suprimidas das louvações que são feitas na mídia à figura do então fundador da Academia Brasileira de Letras, morador do Cosme Velho, um bairro de elite.
Noutra foto de Machado, com 30 ou 40 anos, mostrando o escritor com cabelos crespos, em estilo asa-delta, bigode, feições africanas, Machado parece ser como ele era naturalmente. No entanto, poucas vezes, os editores de cadernos culturais lançam mão dessa foto para ilustrar matérias com Machado de Assis. Trata-se da foto mais "afro" do escritor, uma espécie de denúncia das origens machadianas.
A partir de 1939, ano da comemoração do centenário de nascimento do escritor, as elites intelectuais se mostram mais inquietas e céticas em relação à história de um mulato que se tornou em todos os tempos a maior glória da literatura brasileira. Nas retrospectivas machadianas organizadas por entidades literárias da época e pelo governo Getúlio Vargas, o passado oculto de Machado saiu da obscuridade e ganha o proscênio. Em exposições, são apresentadas fotografias do escritor do período onde morava no morro do Livramento, quer dizer, surgem, finalmente, as tais origens afro de Machado. Uma exposição, por exemplo, apresenta Machado, desde sua saída do Livramento até seus momentos finais, no Cosme Velho, como um alto funcionário da burocracia estatal.
"O ponto principal da questão não era apresentar Machado como o maior escritor e fixá-lo numa posição de consagração, até porque isso já fora feito em 1908. O holofote estava sob a ascensão do mulato e do mestiço dentro daquela sociedade. A memória de Machado como escritor tinha se consolidado, isso não implica dizer que as memórias são inalteráveis, mas naquele momento as imagens estavam relacionadas ao interesse em apontar o processo de ascensão social do escritor", explica Simone.
Ambiguidades
Machado de Assis, mulato que nasceu livre, e se educou pelos próprios esforços, numa sociedade abalada repetidamente por crises sociais - da metade do século XIX em diante. Era época em que um dos maiores movimentos sociais - envolvendo mulatos livres e intelectuais liberais - era a libertação dos escravos. Como ele se livrou desse debate?
Sua vida política é tida como passiva. Ele fora repetidamente acusado de omisso e um dos seus críticos mais freqüentes era o jornalista mulato José do Patrocínio, um dos militantes mais duros da causa abolicionista. Patrocínio achava que o escritor deu as costas para as lutas sociais e fez vistas grossas ao movimento abolicionista.
Seus biógrafos mais famosos - Eloi Pontes, Peregrino Jr e Lúcia Miguel Pereira - concordam que Machado procurou outro caminho, mantendo relações com gente poderosa.
Sua rede de amizades era composta por livreiros, políticos, escritores e servidores públicos importantes da época. Sua timidez e introspectividade foram apontados, segundo Simone, de serem resultantes da dor oculta por ser mulato, estigmatizado pela gagueira e epilepsia, numa sociedade que fez de tudo para não aderir ao trabalho livre.
Os biógrafos o acusam ainda de ter abandonado a madrasta negra Maria Inês, que se encontrava viúva, depois que se tornou escritor conhecido. Machado tinha trauma do passado pobre, e por isto, tendia a se afastar de tudo que remetia a ele. Ou como escreveu o crítico Álvaro Moreyra, em "A Notícia", 29/8/1939: " O descendente de africanos não quis receber o legado de sua miséria. Disparou da origem. Substituiu a condição humana pela condição literária. Foi um grande escritor. Não foi um grande homem. O povo nunca o compreenderá".
Segundo ainda a "A Gazeta de Notícias", 29/9/1908, citada por Simone, Machado sempre se pautou por um relação com os outros de "não contrariar ninguém". Nunca dava opiniões polêmicas sobre política e literatura e nunca destratava os escritores jovens quando abordado pelos fãs na livraria Garnier.
Seus personagens de impacto poucas vezes foram pobres ou os miseráveis que ele viu no morro do Livramento. Ao contrário. Eles eram burgueses com altas crises existenciais, como Bentinho, de " Dom Casmurro".
As mulheres machadianas não eram as resistentes quilombolas dos morros da Saúde, mas mulheres elegantes, dominadoras, sensuais, mais encontráveis na badalada Rua do Ouvidor. Mesmo assim, Machado produziu uma literatura de alto nível, universalista, que até hoje encanta o mundo, e é o autor brasileiro mais estudado no Brasil e no exterior.
Omissões machadianas
O escritor e ensaísta goiano Martiniano José Silva, na obra "Racismo à Brasileira: Raízes Históricas", (Editora Popular, Goiânia, 1985), dedica um dos capítulos do livro a estudar a literatura de Machado de Assis em contraposição a sua situação racial. Martiniano, mais contundente que Simone, faz uma análise impiedosa do escritor, mostrando diversas facetas de sua negação a sua cor. Selecionamos alguns trechos da obra de Silva para quer possam ser comparados e refletidos num tópico tal como " Literatura e relações raciais no Brasil". Vejamos alguns trechos de sua análise sobre Machado:
"Enbranquecimento
(...) se omitiu no que escreveu sobre o tema relacionado ao drama de sua ascendência étnica. (...) Sem amigos negros e mantendo-se com o cabelo pixaim amaciado, branquificou a própria alma e toda a sua louvada e cultuada literatura, modelando a sua arte pela européia.
"A escrita machadiana
(..) Por isso, é que preferiu escrever sobre os brancos e seus dramas existenciais só vez por outra colocando um negro em suas histórias, para desempenhar, porém, o papel que se espera dos negros - boçais, sofridos, resignados. É por isso também que mesmo sendo a escravidão um tema central de seu tempo, nunca colocou o dedo nesta do mesmo modo que esteve sempre alheio aos negros escravos na eclosão do movimento abolicionista, que convenhamos, consolidou uma abolição da lisonja.
"Mulher portuguesa
Sentiu na pele a estupidez do racismo, ao presenciar a tenaz resistência da família da esposa - Carolina Xavier de Novais - ao seu casamento pelo fato de ser mulato. E não raro, não se rebelou.
"Brancos ou mulatos?
Instalou-se no elenco dos mulatos que mais recentemente seriam tecnicamente chamados de brancos.
"Os outros Machados
Ousamos indagar: porque a obra panfletária de Luiz Gama e Lima Barreto, com toda a força político-literária também existente no século XIX, não alcançou de imediato e mesmo destino e conceito da obra de Machado de Assis ? Ou por outra: por que a posição política e literária desses autores não obteve reconhecimento e prestígio desde logo ? Não é só porque mantinham uma coloração mais negra. Nem somente porque eram pobres, como quer Gilberto Freyre em análise sobre Lima Barreto. Não. Acontece que as ações e as atitudes político-sociais desses escritores negros, defendendo o componente africano de nossa civilização foi mais firme, incomodando muito aos pais da pátria.

ÁFRICA QUER INVESTIMENTO EM PROL DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO

Retirado do site do PNUD.

Sharm El-Sheikh, 08/07/2008
Relatório de líderes africanos cobra que G8 cumpra promessa de aumentar recursos para continente avançar nos Objetivos do Milênio
da PrimaPagina
Uma comissão formada por líderes africanos produziu um relatório para pôr em prática ações que ajudem o continente a avançar nos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015). A idéia do documento é atrair investimentos para agricultura e infra-estrutura e melhorar sistemas de educação e saúde.
O relatório — feito com apoio de instituições como Banco de Desenvolvimento Africano, Comissão Européia, Fundo Monetário Internacional, Banco de Desenvolvimento Islâmico, Banco Mundial e OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) — pede que os países do G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do planeta, além da Rússia) cumpram a promessa de, até 2010, elevar em US$ 62 bilhões ao ano (em valores de 2007) a ajuda ao desenvolvimento na África. Os dados mais recentes indicam que o incremento até agora foi de apenas US$ 15,5 bilhões.
A reunião para divulgação do estudo — que contou com a participação da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro, e do presidente da Tanzânia Jakaya Kikwete —aconteceu na cidade de Sharm El-Sheikh, no Egito, antes da reunião do G8.
“Até agora, não tínhamos um claro entendimento sobre as políticas, programas e projetos que precisam ser implantados para colocar África no caminho certo para alcançar os Objetivos do Milênio”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. “As recomendações do grupo fornecem um roteiro para obter os progressos necessários na região”.
Entre as recomendações para reduzir a pobreza, a comissão pede investimentos em agricultura, melhorias nos sistemas de saúde e educação do continente, obras de infra-estrutura e criação de um sistema de monitoramento para avaliar os progressos nos indicadores dos Objetivos do Milênio e mostrar quais as ações mais eficazes.

SENAI MONTA ESCOLA TÉCNICA EM CABO VERDE

Retirado do site do PNUD.

Praia, 14/07/2008
Instituição brasileira ajuda a montar cursos profissionalizantes no país africano; previsão é atender 1.200 alunos a partir de agosto
SARAH FERNANDESda PrimaPagina
O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) vai começar a operar sua primeira unidade em Cabo Verde, país africano de língua portuguesa que é o 102º no
ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A expectativa é que o centro de formação profissionalizante, instalado na capital Praia, comece a funcionar em agosto e forme 1.200 alunos por ano nas áreas de informática, alimentos, construção civil, serralheria, eletricidade e hidráulica.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o governo brasileiro e o caboverdiano e foi implantada pelo SENAI Ceará, com recursos do PNUD. A instituição de ensino brasileira ficou responsável por reformar o prédio da escola, montar os laboratórios, capacitar professores e treinar técnicos para administrar a instituição e para elaborar o currículo pedagógico dos cursos. A unidade foi inaugurada em 27 de junho.
As áreas dos cursos foram escolhidas depois de uma análise do mercado local. “Existe muita demanda por esse tipo de profissional, principalmente em construção civil e alimentos”, afirma o diretor regional do SENAI Ceará, Francisco Magalhães.
“Criou-se um modelo autônomo para que os gestores do país africano assumam a escola sem precisar da assessoria do SENAI”, diz Magalhães. “Porém, como o Ceará fica a cerca de três horas e meia de Cabo Verde, a intenção é continuar a cooperação entre as instituições, com atividades como intercâmbio de alunos”.

CARICATURA DE OBAMA NO EUA FOI PRECONCEITUOSA

Retirado do site do yahoonotícias

Capa da New Yorker com caricatura de Obama como muçulmano gera polêmica
Seg, 14 Jul,

NOVA YORK (AFP) - Uma capa da revista New Yorker que apresenta o desenho de Barack Obama usando turbante como um islamita radical foi classificada como de "mau gosto e ofensiva" pelo porta-voz do candidato democrata à Casa Branca.

Em sua edição desta segunda-feira, a revista publica uma caricatura de Obama vestido como um muçulmano e de sua esposa Michelle de guerrilheira com um penteado "afro" e um fuzil, festejando a vitória no Salão Oval da Casa Branca.
Obama e sua mulher tocam os dedos da mão com o punho fechado num gesto tradicional de vitória, cumplicidade e revanchismo. Na parede do gabinete presidencial há um retrato do líder fundamentalista islâmico Osama bin Laden e na lareira uma bandeira dos Estados Unidos é queimada.
"A maioria dos leitores vai considerar que (a capa) é de mau gosto e ofensiva, e nós estamos de acordo", disse o porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton.
Obama e sua esposa foram criticados por adversários que os acusam de não serem patriotas e uma série de falsos rumores difundidos pela internet apresentam o candidato como um islamita secreto - apesar de ser protestante-, e sua esposa como uma militante negra radical e revanchista.
O editor da New Yorker, David Remnick, divulgou um comunicado para explicar o sentido editorial da ilustração de Barry Blitt, que como todas as capas da revista fundada em 1925 é um desenho sem texto.
"Nossa capa sobre a 'campanha de medo' reúne uma série de imagens fantasiosas sobre dos Obama e as mostra como óbvias distorsões", alegou Remnick.
Segundo o editor, "tanto a bandeira queimada, como o traje de nacionalista islâmico radical, o toque das mãos ou o retrato na parede, se referem a um ou outro desses ataques".
"A sátira é parte de nossa atividade, e é destinada a deixar as coisas abertas, ao apresentar um espelho frente ao preconceito, ao ódio e ao absurdo. Esse é o espírito da capa", insistiu.
O porta-voz da campanha do republicano John McCain, Tucker Bounds, se somou à polêmica e criticou a revista nos mesmos termos que a equipe de seu adversário democrata.
"Estamos completamente de acordo com a equipe de campanha de Obama de que é de mau gosto e ofensiva", disse Bounds.
O autor da charge defendeu seu desenho insistindo que a intenção era denunciar o "ridículos" que são os ataques contra o candidato democrata.
No entanto, nem todos concordam que a ironia da mensagem da revista favorita da intelectualidade de esquerda nova-iorquina seja recebida da mesma maneira pelos norte-americanos.
Segundo Jake Tapper, editorialista político da rede ABC, a caricatura é "incendiária". "Me pergunto quais teriam sido as reações se as tivessem publicado no Weekly Standard ou na National Review", duas revistas conservadoras.
A edição desta segunda-feira da New Yorker inclui um artigo sobre "como Obama se tornou político", que relata o início de sua carreira em Chicago, e outro sobre as mudanças de postura do candidato a respeito de diferentes temas.
Retirado da Folha on line
14/07/2008
Capa de revista dos EUA mostra caricatura de Obama como muçulmano
da Folha Online

A influente revista americana "New Yorker" está causando polêmica mesmo antes de chegar às bancas. A edição que será distribuída no dia 21 traz na capa uma caricatura do provável candidato democrata Barack Obama com um turbante cumprimentando sua mulher, Michelle, vestida com uma roupa militar e carregando uma arma.
Conhecida por seus artigos críticos e sátiras, a revista desenhou Obama e Michelle à frente de uma lareira onde queima uma bandeira americana, fazendo o mesmo gesto que fizeram quando o democrata garantiu a nomeação partidária.
Obama, questionado neste domingo sobre a publicação, foi cauteloso ao dizer apenas "não tenho resposta para isso".
Reprodução
Revista americana traz na capa caricatura de Barack Obama
Um porta-voz de sua campanha criticou o desenho. "A "New Yorker" pode pensar, como um de seus funcionários explicou para nós, que sua capa é uma sátira da imagem que os críticos de direita do senador Obama tentaram criar", disse Bill Burton. "Mas a maioria dos leitores verão como ofensiva e sem graça e nós concordamos", completou, citado pelo jornal "The New York Times".
Embora já tenha dito inúmeras vezes que é cristão convertido, o boato de que Obama seria muçulmano --alimentado pelo fato de seu pai ter sido muçulmano-- ainda é forte na internet. Uma pesquisa recente pediu os eleitores que dissessem a primeira palavra que viesse a mente ao pensar em Barack Obama e 3% disseram muçulmano.
A equipe de Obama preocupa-se que a caricatura de Obama alimente ainda mais este boato e, como a religião é fortemente associada pelos americanos com a al Qaeda e os ataques de 11 de setembro, afete seu apelo entre eleitores mais conservadores.
A reportagem da "New Yorker" é intitulada "The Politics of Fear" ("A Política do Medo") e, segundo um comunicado enviado para promover a revista, usa a caricatura de Obama e Michelle para "satirizar o uso das táticas do medo e da informação errada na campanha presidencial para afetar a campanha de Barack Obama".
David Remnick, editor da revista, deu uma entrevista ao "The Huffington Post" na qual defendeu sua escolha para a capa. "Obviamente eu não escolheria uma capa somente para chamar a atenção, eu escolhi porque tem algo a dizer. O que eu acho que ela faz é um espelho do preconceito e imagens negativas sobre o passado e a política de Barack Obama --de ambos os Obama", disse.
Remnick disse ainda que não pode falar pela "má interpretação dos outros" e que a caricatura combinou várias imagens que foram propagandeadas contra Obama "não por todos da direita, mas por alguns". Assim, a bandeira queimando é uma referência às críticas de falta de patriotismo de Obama, o turbante uma referência a sua suposta religião muçulmana e a idéia de que Michelle veio de grupos violentos como as Panteras Negras.
O editor diz que a reportagem quer combater a noção "idiota de que, de alguma forma, tudo isso está indo para a Sala Oval [da Casa Branca]".

DIÁSPORA NO ENECS

Retirado do Blog Diáspora Negros e negras em movimento

O Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais - ENECS - é um evento anual de caráter acadêmico, político, cultural e lúdico, que possibilita a interação entre os estudantes do curso de Ciências Sociais de todas as instituições do país. Este ano, o encontro será sediado em Salvador – Bahia, cidade de população majoritariamente negra .
O tema do ENECS em 2008 é As Ciências Sociais pensando o mundo: os conflitos da diversidade e as incertezas contemporâneas e será realizado entre 20 e 26 de julho de 2008 na UFBa – Universidade Federal da Bahia , no campus de Ondina – PAF I.

Segue a programação :

- A laicidade do Estado - os limites do sagrado e do laico na relação Estado e Religião ( 22/07/08 -10h)

- Descolonização do Conhecimento : Outras epistemologias dentro da Universidade ( 22/07/08 -10h)
- Juventude e ação política : dilemas, limites e possibilidades ( 21/07/08 -10h)
- Violência policial e crime no meio urbano ( 21/07/08 -10h)
- Implementação das ações afirmativas nas Universidades públicas
- o motivo das tímidas movimentações de implementação e os movimentos contrários à democratização do acesso ( 21/07/08 -10h)
- Nova esquerda ou populismo disfarçado ? A nova política na América Latina em questão.
- Novos atores políticos e alternativas de preenchimento do vácuo Cidadão X Estado ( 22/07/08 - 10h)
- Juventude e Candomblé - Renovação e Tradição no Axé ( 24/07/08 - 10h)

O que : ENECS
Onde : PAF I , UFBA - Ondina , Salvador -BA
Quando: 20 à 26 de julho de 2008.Hora : 10 h

Jantar Dançante “Movimento Negro de Santa Bárbara d’Oeste”

Sensacional Jantar Dançante “Movimento Negro de Santa Bárbara d’Oeste”

Local: Esporte Clube União Agrícola Barbarense

SALÃO DA 13 DE MAIO, AO LADO DA ESCOLA EMILIO ROMI.

Dia: 26 de julho às 19hs

Valor: R$ 15,00 por pessoa

Informações: Fone (19) 3463-2762 Cel. (19) 9774-0689

SHOWS: QUINTO SEGREDO

COMUNIDADE QUILOMBOLA JOEL

“EQUIPE BANDA LÔ

Contamos com você!!!

"NESTA FESTA SÓ NÃO VAI QUEM JA MORREU"

Informação recebida por orkut. Para visualizar o perfil de quem enviou, clique aqui

"Balé de Pé no Chão"

Projeto Cinemativa Apresenta:

"Balé de Pé no Chão"
Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
Dia 16 de JULHO, ÀS 19H

A Dança Afro de Mercedes Baptista resgata a surpreendente trajetória de Mercedes Baptista, artista responsável pela elaboração de uma linguagem afro-brasileira de dança, a partir da década de 50. Revela o papel central da cultura afro-descendente na dança moderna brasileira, e o pioneirismo de Mercedes Baptista na luta pela afirmação do negro na dança cênica nacional.

Logo após a exibição do filme, apresentação de dança afro com a Cia. Corpafro - a Arte de Dançar Afro e um bate-papo com a coordenadora e coreógrafa do grupo - Eliete Miranda.

Imperdível!!!
Apresentação: Lisa Castro
Uma homenagem ao dia 25 de julho - Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe.

O SESC Madureira fica na Rua Ewbanck da Câmara, 90, Madureira.

Classificação etária: Livre
Entrada gratuita
Informações e agendamento de grupos: Tel: (21) 3350-2676

Apoio:
Terra Firme Digital Coisa Nossa Produção e Comunicação Caras do Brasil Produções
Agradecimentos:Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro, pela autorização do filme.
Realização: Estimativa em parceria com SESC Madureira

Toda terceira 4ª-feira do Mês,
um filme para você!

REVISTA INFO SOBRE OFFICE 2007

Retirado do blog Dê graça é mais gosotosQuando foi lançado, o Office 2007 atraía a atenção por alguns recursos bacanas que ficavam logo à vista. Quase um ano e meio depois, o novo pacote de aplicativos de escritório começa a mostrar também um potencial de desenvolvimento maior que o das versões anteriores. A Coleção INFO Office 2007, que chega hoje às bancas, ensina como usar esses recursos para, por exemplo, criar uma nova faixa de opções que acomode botões personalizados, aumentar a legibilidade de textos no Word e criar um novo padrão para a exibição de referências bibliográficas.
Além dos tutoriais gerais sobre o Office, a edição traz instruções específicas para a realização de tarefas nos programas Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Access. Quem quer incrementar o pacote encontrará sugestões de complementos e, para aqueles que desejam experimentar alternativas para a produção de textos, planilhas e apresentações, a Coleção apresenta alguns dos principais concorrentes online e offline da solução da Microsoft.
Estilo: Revista
Tamanho: 43 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

CONVOCATÓRIA: FORÚM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA EM SP

Recebido por email. Para ampliar clique na imagem.

SEM CONSENSO NAS COTAS, 'NAUFRAGA' VOTAÇÃO DO PLE 29

Retirado do site Convergência Digital.

Luiz Henrique Ferreira :: Convergência Digital ::
09/07/2008

Por conta das divergências com relação à adoção do sistema de cotas, o novo substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que estava pautado para ser votado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, mais uma vez "naufragou" e foi retirado de pauta nesta quarta-feira, 09/07.
Ao tomar conhecimento que o Projeto de Lei não tinha sido votado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa - que participou de uma Audiência Pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara nesta quarta-feira - reiterou a sua posição com relação ao projeto: A questão das cotas precisa ser objeto de maior discussão entre os parlamentares.
Costa descartou a hipótese de "má vontade de parlamentares com o projeto", mas admitiu que a questão de definição de cotas divide e precisa ser melhor debatida para se ter um ponto de consenso para que se possa "andar" com o Marco Regulatório da TV paga.
O ministro das Comunicações repetiu que é necessário trabalhar que se possa aprovar o PL 29 o mais rápido possível. Segundo o ministro, o PL possibilitará a abertura de novas licitações no segmento de TV por Assinatura, assim como, fomentará uma concorrência sadia e a redução do custo do serviço.
“Hoje esse serviço só chega para as classes A e B", assumiu Costa. "Nós queremos que as classes D e E também possam ter acesso a ele”, completou o ministro. O substitutivo de Bittar é crucial para o atual momento do setor de telecom.
Isso porque ele permite que as teles entrem no segmento de TV por Assinatura, ao mesmo tempo, que estabelece um novo marco a produção e inserção de conteúdo audivisual brasileiro nesse mercado, a partir da definição de cotas para a programação nacional.
O ministro das Comunicações lembrou que a base de assinantes do serviço de TV por Assinatura, apesar de ter crescido de 3,4 milhões de consumidores em 2000 para 5,7 milhões este ano, ainda é pequena em um país como o Brasil. Costa admite que a adesão é pequena porque o preço é "caro".

CONFEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO IO VAI AO STF CASSAR FERIADOS DE 23 DE ABRIL E 20 DE NOVEMBRO

Artigo interessant. Retirado da APN

O Brasil é um país negro. Mas, para alguns, essa ainda é uma verdade inconveniente.
Por Fátima Lacerda, da Agência Petroleira de de Notícias (www.apn.org.br)

Um dos mais populares santos do Brasil é também um dos mais polêmicos: São Jorge, também cultuado, na Umbanda e no Candomblé, no Rio de Janeiro, como Ogum. Pois o feriado dedicado ao santo guerreiro - dos católicos, dos umbandistas e dos seguidores do candomblé - agora está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mas a Confederação não parou em São Jorge. Também está questionando o feriado estadual de 20 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, na data de morte do herói do Quilombo dos Palmares, Zumbi.
Apesar de sermos um país laico, parece existir uma tênue e delicada fronteira, quando se trata de tirar da marginalidade para o centro da história oficial a nossa porção afro-descendente, sejam heróis ou santos. O sincretismo entre as figuras guerreiras de São Jorge e Ogum é tão vivo e tão forte no imaginário da população brasileira que fica difícil evocar um sem pensar noutro. O que dizer, então, de Zumbi, tão grandioso quanto Tiradentes – ambos mortos em nome da liberdade? De Tiradentes ficou uma imagem, construída pela história oficial, à semelhança de Cristo: barbas, cabelos e o rosto alongado e triste. Mas Zumbi é negro. O feriado de Zumbi propõe a reconstrução da sociedade brasileira. Daí a sua importância. Daí ser tão combatido por aqueles que se escondem por trás das justificativas de ocasião.
A Confederação Nacional do Comércio argumenta que os feriados estaduais trazem prejuízos ao comércio local, "ao desenvolvimento, ao crescimento econômico, à geração de emprego e renda". Nesse sentido, ajuizou duas Ações Diretas de Inconstitucionalida de (ADIN), de número 4091 e 4092. A primeira terá como relator o ministro Carlos Ayres Britto e a segunda, o ministro Celso de Mello. Os argumentos seguem pelo caminho do senso comum, sempre repleto de equívocos, como afirmar que "já existem feriados demais", o que a primeira vista soa como verdade, mas não resiste ao comparativo das estatísticas. Senão, vejamos:
No Japão, tudo é motivo de festa. São 25 feriados durante o ano. Na Bélgica são 20. Na Espanha, 16. Em Portugal, 14. Nos Estados Unidos e na França são 11. No Brasil são 9 feriados nacionais. Perdemos para a Inglaterra, onde a tradição religiosa não é forte. Lá, são apenas oito. Desde que seis deles, chamados simplesmente de "dias de folga" caiam sempre em dias de semana, de preferência na segunda ou na sexta, pois o objetivo é curtir uma folga mesmo.
Outro questionamento, dentre os comerciantes, é que os feriados que pretendem revogar tenham caráter estadual e não nacional. Aliás, o Dia Nacional da Consciência Negra já é feriado não apenas no Rio de Janeiro mas também em várias outras unidades federativas, sejam estados ou municípios. A tradição, na maioria dos países, é que os feriados tenham relação com questões culturais, religiosas ou referências históricas. Nesse caso, que tal deixar de lado os argumentos frágeis e falaciosos e ingressarmos todos numa luta conjunta, orgulhosos da nossa tradição afro-brasileira, para transformar o Dia 20 de Novembro, finalmente, em feriado nacional?

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE SOLANO TRINDADE

A cidade de Embu das Artes, região metropolitana da cidade de São Paulo, deu início as comemorações do centenário de nascimento de Solano Trindade. Ator, poeta, escritor, pintor, folclorista, o pernambucano Solano chegou em Embu nos anos 60 e foi o precursor do movimento que tornaria a cidade um forte pólo cultural. Sua obra foi reconhecida por artistas do porte de Carlos Drummond de Andrade e Roger Bastide. Para celebrar a herança deixada por este grande artista, a Prefeitura de Embua das Artes, em parceria com o Teatro Popular Solano Trindade, organiza uma séries de eventos multiculturais durante todo o mês de julho. Dança, poesia e apresentações de música e teatro estão programadas.
Data: de 4 a 27 de julho
Local: Teatro Popular Solano Trindade - Av. São Paulo, 100 - Centro
Veja a programação completa: www.embu.sp.gov.br

quarta-feira, 9 de julho de 2008

CAPOEIRA PODE SE TORNAR PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Retirado do blog do CEN. Vale a pena visitar o blog, pois lá também tem um resumo bastante interessante sobre a origem da capoeira no Brasil

Posted In: . By Yoná Valentim
Uma das maiores expressões culturais afro-brasileiras pode ser reconhecida, já na próxima semana, como patrimônio histórico e artístico imaterial brasileiro.
Na terça-feira, dia 15 de julho, será apreciada a proposta de registro da capoeira como patrimônio cultural do Brasil durante a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Palácio Rio Branco, em Salvador. Estarão presentes no evento o ministro Interino da Cultura, Juca Ferreira, o governador da Bahia, Jacques Wagner, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, além de autoridades locais e diversos grupos de capoeiristas, que pretendem acompanhar a votação e realizar uma grande roda em frente ao palácio do governo.
O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura. É resultado de uma ampla pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de conhecimento e documentação sobre o bem imaterial, sintetizada num dossiê final.
Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan, Fundação Cultural Palmares e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.
Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem cultural. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, desse outro saber característico da cultura afro-brasileira.
Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Iphan
Data: 15/07/2008
Horário: a partir das 14h30
Local: Salão dos Espelhos do Palácio Rio Branco - Praça Tomé de Sousa, s/n, Centro - Salvador / BA
Shows: Marienne de Castro, Roberto Mendes, Naná Vasconcelos, Wilson Café, Ramiro Musotto, Lorimbau e Orquestra de Berimbau.
Horário: 19h
Local: Teatro Castro Alves - Praça 2 de julho, s/n, Campo Grande - Salvador/BAServiço:
Reunião do Conselho Consultivo do Iphan

UM DÉBITO COLOSSAL

Retirado do site da Folha de SP

Folha de SP, 08 de julho de 2008
FÁBIO KONDER COMPARATO
A escravidão de africanos e afrodescendentes no Brasil foi o crime coletivo de mais longa duração praticado nas Américas

A ESCRAVIDÃO de africanos e afrodescendentes no Brasil foi o crime coletivo de mais longa duração praticado nas Américas e um dos mais hediondos que a história registra.
Milhões de jovens foram capturados durante séculos na África e conduzidos com a corda no pescoço até os portos de embarque, onde eram batizados e recebiam, com ferro em brasa, a marca de seus respectivos proprietários. Essa carga humana era acumulada no porão de tumbeiros, com menos de um metro de altura.
Aqui desembarcados, os infelizes eram conduzidos a um mercado público, para serem arrematados em leilão. O preço individual de cada "peça" dependia da largura dos punhos e dos tornozelos.
Nos domínios rurais, os negros, malnutridos, trabalhavam até 16 horas por dia, sob o chicote dos feitores. O tempo de vida do escravo brasileiro no eito nunca ultrapassou 12 anos, e a mortalidade sempre superou a natalidade; de onde o incentivo constante ao tráfico negreiro. Segundo as avaliações mais conservadoras, 3,5 milhões de africanos foram trazidos como cativos ao Brasil.
O seu enquadramento no trabalho rural fazia-se pela violência contínua. Daí a busca desesperada de libertação, pela fuga ou o suicídio. As punições faziam-se em público, geralmente pelo açoite. Era freqüente aplicar a um escravo até 300 chibatadas, quando o Código Criminal do império as limitava ao máximo de 50 por dia. Mas em caso de falta grave, os patrões não hesitavam em infligir mutilações: dedos decepados, dentes quebrados, seios furados.
Tudo isso sem contar o trauma irreversível da desculturação, pois todos os cativos eram brutalmente afastados de sua língua, de seus costumes e suas tradições. Desde o embarque na África, procurava-se agrupar indivíduos de etnias diferentes, falando línguas incompreensíveis uns para os outros. Para que pudessem se comunicar entre si, tinham que aprender a língua dos patrões, gritada pelos feitores. Foi esse, aliás, o principal fator de disseminação da "última flor do Lácio" em todo o território nacional.
Outro efeito desse crime coletivo foi a geral desestruturaçã o dos laços familiares. As jovens escravas "de dentro" serviam habitualmente para saciar o impulso sexual dos machos da casa grande, enquanto na senzala homens e mulheres viviam em alojamentos separados. O acasalamento entre escravos era tolerado para a reprodução, jamais para a constituição de uma família regular.
O resultado inevitável foi a superposição do direito de propriedade aos deveres de parentesco, mesmo sangüíneo. Há alguns anos, um pesquisador ianque encontrou, no 1º Cartório de Notas de Campinas (SP), uma escritura pública de 1869, pela qual um varão, ao se tornar maior de idade, decidiu alforriar a própria mãe, que recebera por herança de seu progenitor.
O fato é que, em 13 de maio de 1888, abolimos a escravidão tal como encerramos, quase um século depois, os horrores do regime militar: viramos simplesmente a página. Os senhores de escravos e seus descendentes não se sentiram minimamente responsáveis pelas conseqüências do crime nefando praticado durante quase quatro séculos.
Ora, essas conseqüências permanecem bem marcadas até hoje em nossos costumes, nossa mentalidade social e nas relações econômicas. Atualmente, negros e pardos representam mais de 70% dos 10% mais pobres de nossa população. No mercado de trabalho, com a mesma qualificação e escolaridade, eles recebem em média quase a metade do salário pago aos brancos, e as mulheres negras, até metade da remuneração dos trabalhadores negros. Em nossas cidades, mais de dois terços dos jovens assassinados entre 15 e 18 anos são negros.
Na USP, a maior universidade da América Latina, os alunos negros não ultrapassam 2%, e, dos 5.400 professores, menos de dez são negros. É vergonhoso que tenhamos esperado 120 anos para ensaiar a primeira medida de apoio oficial à população negra: a reserva de vagas para matrícula em estabelecimentos de ensino superior.
No entanto, tal medida representa hoje o cumprimento de um expresso dever constitucional. O artigo 3º da Constituição de 1988 declara, como objetivos fundamentais da República, "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais", bem como "promover o bem de todos", sem preconceitos de qualquer espécie.
Mas o preconceito que tisna os brasileiros de origem africana não é neles marcado apenas fisicamente, como se fazia outrora com ferro em brasa. Ele aparece registrado como uma degradação social permanente em todos os levantamentos estatísticos.
Que as nossas classes dominantes tenham, enfim, a mínima hombridade de reconhecer que esse colossal passivo de nossa herança histórica ainda nem começou a ser pago!


FÁBIO KONDER COMPARATO , 71, é professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP e autor, entre outras obras, de "Ética - Direito, Moral e Religião no Mundo Moderno" (Companhia das Letras).

CIDADE DEBATE RACISMO COM CANÇÃO POPULAR

Retirado do site do PNUD

Diadema, 03/07/2008
para levar discussão sobre gênero e raça à comunidade, projeto em Diadema usa músicas de Zeca Pagodinho e Sandra de Sá e vídeos-->

Casa Beth Lobo
A
Casa Beth Lobo existe desde 1991 e hoje integra uma série de projetos, que incluem uma oficina de teatro, um curso de artesanato, um grupo de discussão para maridos agressores e um outro que oferece aulas de ioga. Além das atividades recreativas, a casa oferece apoio jurídico, psicológico e social para mulheres vítimas de violência doméstica. Em média, a casa recebe 40 novos casos todos os meses.
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Filmes engajados, exposições, livros e textos com mensagens criativas e canções infantis ou de artistas consagrados, como Sandra de Sá e Zeca Pagodinho, têm sido usados em Diadema (Grande São Paulo) nas discussões sobre racismo e discriminação contra mulheres. A iniciativa é de um projeto da prefeitura que tenta fazer com que os participantes, grande parte vítima de violência física ou psicológica ligada a esses temas, reflitam sobre situações corriqueiras em que o preconceito estaria envolvido.
Chamado Ciclo de Formação para Diversidade, Gênero e Raça e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e de Cidadania, o programa leva às igrejas, pastorais, Unidade Básica de Saúde, repartições públicas e fábricas de Diadema uma equipe formada por assistentes sociais, psicólogos e sociólogos que apresenta uma mensagem que mais tarde é debatida com os participantes. Essa mensagem — que pode ser transmitida por vídeos, esquetes de teatro, textos e músicas — tenta mostrar situações de discriminação ou apresentar uma contrapartida, através de uma imagem positiva da negritude ou da diversidade de gênero.
A ação faz parte da Casa Beth Lobo — Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Doméstica, projeto da prefeitura de Diadema que foi um dos 20 vencedores do
Prêmio ODM Brasil 2007, uma iniciativa do governo federal e do PNUD que destacou práticas de prefeituras e organizações sociais que ajudam o país a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
O trabalho tem um forte enfoque na valorização da cultura negra. Entre o material usado para elevar a auto-estima desse grupo estão filmes como o curta "Vista Minha Pele" (que apresenta uma sociedade em que os papéis estão invertidos — o branco é minoria e alvo de discriminação), o livro infantil "Menina Bonita do Laço de Fita", de Ana Maria Machado (que conta a história de um coelho branco que queria ser preto como a menina do título), além de músicas infantis como "Plantei uma Cenoura no Meu Quintal" (com claro cunho racista), e a afirmativa "Olhos Coloridos", mais conhecida na voz de Sandra de Sá.
"Essas mulheres negras foram criadas como se todas as características delas fossem feias. O cabelo crespo é o cabelo ruim, algumas expressões ligam sua raça a algo negativo, como nuvem negra, lista negra, sempre associada a uma conotação depreciativa", afirma a socióloga Maria de Lourdes Ventura de Oliveira, diretora do Departamento de Defesa dos Diretos da Cidadania na secretaria. "Nós tentamos resgatar a estima dessas mulheres, apresentando pontos de vista positivos e discutindo conceitos negativos", diz, acrescentado que o projeto tenta abordar "a maneira como essa mulher é vista na sociedade e como ela se vê".
Sobre questões de gênero, são apresentados filmes (um deles mostra todo o trabalho da mulher em casa), o texto da Lei Maria da Penha, que aumenta o rigor das punições por agressões contra a mulher, ou a letra "Faixa Amarela", de Zeca Pagodinho, que constrói uma visão romântica da mulher, mas que, em dado momento, avisa: "Mas se ela vacilar, vou dar um castigo nela/ Vou lhe dar uma banda de frente/ Quebrar cinco dentes e quatro costelas". "É uma coisa muito violenta. As pessoas dançam, cantam e não refletem sobre a gravidade disso. São atitudes do cotidiano que reforçam o preconceito, a violência, mas que passam despercebidas", diz Maria de Lourdes.

O OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE MÍDIA CONTRATA ESTAGIÁRIOS

Recebido por email e divulgando.

Estágio em jornalismo
Prezados,
Seguinte, algum de vocês tem interesse ou conhecem pessoas que possam ter interesse na vaga abaixo?
Respondam a Alexandre Nascimento: alexandre@observatoriodemidia.org.br

Abraços, ************ ********* ********* ********* *****

Estágio Observatório Brasileiro de Mídia
Não temos afrodescendentes na equipe e certamente contrataremos ao menos dois agora.

Obrigado
Alexandre
O OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE MÍDIA CONTRATA ESTAGIÁRIOS

O Observatório Brasileiro de Mídia selecionará estudantes de JORNALISMO do 1º e 2º do curso para atuar nas pesquisas desenvolvidas de acompanhamento da produção da grande mídia escrita nacional.

OS CURRÍCULOS DEVERÃO SER ENVIADOS PARA O E-MAIL: contato@observatoriodemidia.org.br

ASSUNTO: ESTÁGIO
Perfil: Estudante de Jornalismo;
Pessoa Dinâmica, Comunicativa e que aprecie trabalho em equipe;
Qualquer idade; Preferência para estudantes do 1º e 2º anos;
Local de Trabalho: Rua São Bento, 365, 19º andar. Próximo ao metrô São Bento
Horário: Manhã ou Tarde
Carga Horária Semanal: 30hs
Benefício: Bolsa R$ 500,00

SENADOR PAIM ELOGIA APROVAÇÃO DE COTAS PELO SENADO

Retirado do site da Agência Senado

PLENÁRIO / Pronunciamentos08/07/2008 - 16h04
Paim elogia aprovação de projeto que estabelece cotas para estudantes de escolas públicas



Em pronunciamento nesta terça-feira (8), o senador Paulo Paim (PT-RS) registrou a aprovação, na semana passada, pela
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), de projeto (PLS 546/07) de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) que reserva 50% das vagas em instituições públicas federais de ensino superior, profissional e tecnológico para estudantes oriundos de escolas públicas. Paim, que relatou a matéria, disse que a medida objetiva "romper por meio da educação o ciclo de pobreza e exclusão que atinge milhares de brasileiros, em especial os jovens".
- Fomos favoráveis à idéia por ela vir ao encontro daquilo que defendemos nessas mais de duas décadas aqui no Congresso Nacional - disse Paim, salientando que a proposição inclui projeto já arquivado de sua autoria, que garantia 50% das cotas no ensino superior para alunos de escolas públicas.
Paim lembrou, ainda, que também inseriu em seu relatório ao projeto de Ideli cotas para pessoas com deficiência.
- Assim, esses brasileiros, ao lado dos mais pobres, dos negros e dos índios, que já estavam contemplados no projeto original, terão maior acesso à educação - enfatizou, acrescentando que a matéria, por ter sido aprovada em
decisão terminativa, vai ao exame da Câmara dos Deputados sem necessidade de votação no Plenário do Senado.
Ainda em seu pronunciamento, o senador defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (
PEC 24/05) que institui o Fundo Nacional de Ensino Profissionalizante (Fundep). A medida, conforme justificação do autor, tem o objetivo de democratizar o acesso a cursos profissionais.
Domingos Mourão Neto / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

terça-feira, 8 de julho de 2008

EVENTO DO DIA DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA

PROGRAMAÇÃO
DIA 08
16h - Inauguração da Feira - Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa) , Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

18h - Noite de Autógrafos do Livro: Caroço de Dendê: a Sabedoria dos Terreiros Autora: Mãe Beata de Yemonjá
18h30 - Inauguração das Exposições: Visitação até dia 31 de julho
FILHAS DA ÁFRICA (Projeto Mulheres Negras em Ação/ CONDEDINE)
Exposição fotográfica de Zezinho Andrade, textos de Joselina e poesias de Conceição Evaristo, Lia Vieira, Ana Cruz, Lucia Mattos e Néia Daniel
Coordenadora: Creuzely Ferreira
Curadora: Neia Daniel
DANDARAS
Exposição de pinturas em óleo, em acrílico, desenhos em pastel, esculturas em madeira e papel machê, tapetes em barbantes e livros de artistas e escritoras negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Incubadora Afro-Brasileira, Rede Iyá Àgbá - Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / CRIOLA, Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

19h30 - NO KORIN ÒLÓORUN - Coral de Cânticos Sacros em Iorubá
Maestro: Claudecir Francisco

DIA 24 - 16h - Feira
Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ, Rede Iyá Àgbá Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / Criola, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa) , Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

16h - Mesa de Abertura –
Cecília Teixeira Soares - Superintendente de Direitos da Mulher e
Presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
Iyá Marilene d’Oxossi

16h – Palestras:
Mesa 01
Rede Iyá Àgbá - Rede de Mulheres Negras no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
Como o terreiro trabalha a violência desde os ancestrais até os dias de hoje - Iyá Torody d’Ogum
Intolerância religiosa sofridas pelos ancestrais e hoje - Iyá Regina Lúcia d’Yemanjá)
Por que as Iyalorixas entraram para a rede – e a realidade de cada comunidade - Iyá Vânia d’Iansã
Como esta sendo feito o trabalho nas casas nestes 3 anos de trabalho e os resultados alcançados - Iyá Nilce d’Iansã
A diferença de trabalhar nas comunidades e casas de terreiro Mametu Jorgina d’Oxum
A Saúde nos terreiros – O trabalho da Rede iyá Àgbá em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro Brasileira e Saúde - Iyá Lú d’Ogum
Quais os órgãos públicos fizeram parcerias nas nossas comunidades e como eram feitas antes da rede e agora - iyá Tânia d’Yemanjá
Valorização da mulher negra de terreiro na política (passado e presente)
Iyá Amélia d’Oxum

Mesa 2
O Tráfico de Pessoas: A Escravidão Moderna - realidades e tentativas de enfrentamento

Palestrantes:
Tráfico de pessoas: Ebe Campinha – Assistente Social, mestre e doutoranda em Serviço Social e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Unigranrio
A realidade da mulher negra: Lucia Xavier - Assistente Social e Coordenadora de CRIOLA
Possibilidades de enfrentamento - Projeto Trama: Luciana Campello - Psicóloga e articuladora do Projeto Trama
Mediadora: Alessandra Page - Advogada
Fechamento das mesas Iyá Lúcia d’Oxum ( palavra final e cântico)

Oficinas aberta ao publico
· Oficina de material reciclado e customização
· Oficina de artesanato ( pintura em cerâmica, craquele,arte em jornal, pintura em tecido, decoupage e topiaria)
· Oficina de artesanato ( molde vazado temas natureza)
· Oficina de artesanato (trabalho manual com toalhas e bonecas)
· Exposição de pinturas em tecido e mdf e oficina de confeitagem para principiantes
· Oficina de saúde
· Oficina de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher

DIA 25
10h - Oficina de tranças:
Margarida das Tranças
16h - Feira - Artesanatos em diferentes técnicas e materiais de mulheres negras do Fórum Estadual de Mulheres Negra, Rede Iyá Àgbá Rede de Mulheres Negras Frente à Violência / Criola, Incubadora Afro-Brasileira, AMOCAVIM (Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa), Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart

18h – Abertura:
FNMN/CEDIM/SUDIM/ FEJN/LÉSBICAS/ QUILOMBOLAS/ FMMNN/CONEBE/ CEDOICOM/ COLERJ
18h30 - Inauguração da Placa Malu/Obassi

19h - Performance: Solista Jupi.S'
19h30 às 20h30 - Conversa Nagô
Mulher negra: Um olhar da comunidade e a questão da violência e habitação
Palestrante: Elizete Napoleão - Coordenadora do Movimento Nacional pela Moradia

Mulher Negra e Trabalho
Rosangela BastosCentro Comunitário de Formação Profissional da Pedreira Padre Juan

Mulher Negra e seus Direitos Sexuais e Reprodutivos
Aglaete Nunes Martins Advogada/Pós- Graduada em Direito do Meio Ambiete e Fundadora da OAB Mulher
Marta Oliveira Rede Feminista de Saúde/AMBRio
Coordenação: Adriana Martins - Conselheira dos Direitos da Mulher/CEDIMRJ

DJ CRISSOUL
Grupo Cultural Imalê Ifé

21h30 - Lavagem da escadaria e roda: Grêmio Cultural e Recreativo Afoxé Filhos de Gandhi

RUA CAMERINO, 51 - CENTRO - RJ
TEL: 2299-2005
cedimrj@yahoo. com.br

domingo, 6 de julho de 2008

O CORPO NEGRO NA MODA. RACISMO NA VOGUE?

Retirado do blog Belezanegras

Cultura Esportes Celebridades Afro-brasileiras Afro-descendentes

O Corpo Negro na Moda
A Vogue americana de abril publicou esta capa com o jogador de basquete LeBron e a modelo brasileira Giselle envolvida em seus braços.A foto provocou uma polêmica entre os que atribuíam a uma exploração estereotipada da imagem do jogador com uma expressão associada, menos a um grito de "guerra" de um jogo e mais a imagem famosa do cartaz do filme com o gorila King Kong.
Outros comentaristas de moda defenderam a idéia da capa pela "tendência ao choque" da opinião pública e também justificado como liberdade de expressão.Uma terceira posição foi a da jornalista da ESPN Jamele Hill que levantou a bola da questão e acha que o LeBron deveria cuidadar melhor da imagem.




E o que você acha?


Postado por José Ricardo
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

MINISTRO DA EDUCAÇÃO DEFENDE AS COTAS

Retirado do Correio da Bahia.

04/07/2008
Ministro defende cotas em universidades


BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que o governo vai encampar o projeto aprovado pelo Senado que destina 50% das vagas das instituições federais (profissionais e tecnológicas) e das universidades federais para estudantes das rede pública. Para ele, trata-se de “justiça social”. O projeto, que ainda precisa ser votado na Câmara, é rechaçado por setores da oposição por embutir cotas raciais.

“A questão é social e, dentro das vagas reservadas, a distribuição para negros e índios é proporcional à população dos estados. Ninguém pode se queixar”, afirmou Haddad. Dentro destes 50% das vagas para alunos oriundos de escolas públicas, o projeto prevê cotas específicas para estudantes que se declarem negros ou índios em proporção semelhante à população do estado. “Não estamos querendo tirar de um para dar para o outro. Não é dividir o mesmo: é dividir mais e com mais gente”, disse, ressaltando que a aprovação da proposta no Senado, na quarta-feira, ocorreu no melhor momento.

Isso porque, segundo ele, no mesmo dia em que foi aprovado o projeto, de autoria da líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), também foi aprovada a expansão das universidades e escolas técnicas. “São 150 novas escolas técnicas federais. Vamos duplicar as vagas para o ensino superior, chegando a 229 mil novas vagas e 1,08 milhão de matrículas em quatro anos. Não há motivo para temor”, disse. Na Câmara, projeto semelhante ao aprovado no Senado tramita há quatro anos. Ele está pronto para votação, mas não há consenso. A estratégia do governo foi, então, tentar uma tramitação mais rápida no Senado, o que acabou ocorrendo.

Especialistas em educação, como o deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), ex-ministro da Educação no governo de Fernando Henrique Cardoso, defendem outro modelo. Ele é favorável à reserva de cotas sociais, mas não concorda com a reserva de parte dos 50% para negros e índios. “A cota racial dá um privilégio extra para aqueles que, dentro do segmento racial, têm maior renda”, disse. (AE)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

REPORTAGENS SOBRE DECISÃO DO SENADO FAVORÁVEL A COTAS



01/07/2008 | site: GloboVideos
Universidades federais darão vagas a estudantes de escolas públicas
Comissão de Educação no Senado aprovou um projeto que vai abrir vagas em universidades federais para alunos de escolas públicas. Negros, pardos e índios terão vagas específicas dentro das cotas.




Quarta-feira, 02/07/2008
A senadora Ideli Salvati (PT-SC) afirma que a proposta foi criada por ela para garantir a ascensão de alunos de instituições públicas. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) observa um viéis discriminatório.




Quarta-feira, 02/07/2008
A política de cotas, adotada por algumas instituições de ensino, pode virar lei. Proposta aprovada no Senado garante 50% das vagas das universidades federais para estudantes da rede pública.

COMISSÃO DO SENADO APROVA COTAS

Retirado do site da Agência Senado.

01/07/2008
Proposta aprovada pela CE destina metade de vagas no ensino superior e na educação profissional para alunos de escolas públicas


Os estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas terão direito a pelo menos metade das vagas a serem oferecidas por instituições federais de ensino superior e de educação profissional e tecnológica. A medida consta do Projeto de Lei 546/07, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), aprovado nesta terça-feira (1) em
decisão terminativa pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
De acordo com o projeto, essas vagas deverão ser preenchidas, em cada curso e em cada turno, por estudantes que se declarem negros e índios, pelo menos em igual proporção à participação de negros e índios na população da unidade da federação onde for instalada a instituição de ensino. Por emenda apresentada pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS), pessoas com deficiência terão acesso às vagas reservadas independentemente do fato de terem cursado a educação básica em escolas públicas.
O texto que foi submetido à votação da CE previa inicialmente a reserva de vagas apenas para as instituições federais de educação profissional e tecnológica. A inclusão de instituições de ensino superior foi sugerida, durante o debate, pelo senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e prontamente aceita pela autora e pelo relator do projeto.
- Este é um dia muito feliz para a bancada da educação - celebrou Ideli.
A comissão aprovou também, em decisão terminativa, o
Projeto de Lei do Senado 44/08, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que define 2009 como o Ano da Educação Profissional e Tecnológica e o dia 23 de setembro como o Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico. O relator foi Paulo Paim.
Entre outros projetos aprovados em decisão terminativa, está o
PLS 733/07, do senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que institui a comemoração anual, em 26 de julho, do Dia Nacional do Arqueólogo, cujo relator foi o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Igualmente em decisão terminativa, foi aprovado o Projeto de Lei do Senado 455/07, de Marconi Perillo, que autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal de Iporá (GO). O relator ad hoc foi o senador Augusto Botelho (PT-RR). Outro projeto de Perillo aprovado em decisão terminativa (PLS 484/07) autoriza a criação da Universidade Federal do Norte de Goiás, em Porangatu (GO). O relator ad hoc foi o senador Papaléo Paes (PSDB-AP).
Ainda relativos à autorização de criação de estabelecimentos pelo governo federal, foram aprovados quatro outros projetos. O primeiro (
PLS 25/08), do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), permite a criação da Escola Técnica Federal de Construção Naval em Itajaí (SC). O relator foi o senador Marco Maciel (DEM-PE). O segundo (PLS 92/08), de Paulo Paim, autoriza a criação do Centro de Especialização em Tecnologia da Carne em São Gabriel (RS). O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi o relator.
O terceiro projeto (
PLS 459/07), de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), autoriza a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Distrito Federal. O relator ad hoc foi Papaléo Paes. O quarto projeto (PLS 405/07), do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), permite a criação da Escola Técnica Federal de Buritis (RO). O projeto teve como relator o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).
Igualmente em decisão terminativa, foram aprovados pela CE dois projetos da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). O primeiro deles (
294/07) inscreve o nome de Ana Néri - considerada a "patrona da enfermagem do Brasil", como recordou a relatora, Fátima Cleide (PT-RO) - no Livro dos Heróis da Pátria. O segundo projeto (PLS 296/07), que teve Marconi Perillo como relator ad hoc, altera o nome do próprio livro, que passa a ser chamado - segundo a proposta - de Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria.
Marcos Magalhães / Agência Senado

quarta-feira, 2 de julho de 2008

PALESTRA "A CANDIDATURA OBAMA NAS ELEIÇÕES DOS EUA"


O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) convida para a palestra:

Palestrante:
Prof. Ollie Johnson
Wayne State University – EUA
Comentador:
Fabiano Santos
IUPERJ
A palestra terá como foco os pontos fortes e fracos da candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos da América. Obama ganhou a disputa interna do Partido Democrata articulando de modo eficaz discurso, organização de campanha e arrecadação de fundos. Ele até agora tem conseguido neutralizar aqueles que o acusam de ser antiamericano, antipatriota e muçulmano. Johnson pretende mostrar que tal capacidade, que o coloca hoje perante o público norte-americano como o "candidato da mudança", deve ser entendida em termos de seu background político e pessoal.
Local: IUPERJ
Rua da Matriz, 82 – Botafogo - (021) 2266-8300
Data: 8 de julho de 2008, terça-feira
Horário: 14h

terça-feira, 1 de julho de 2008

CARTA DAS REDES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA NO CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO AS DST E AIDS

Recebido por email


Florianópolis, 28 de junho de 2008.
Nós, negras e negros, presentes no VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, realizado em Florianópolis de 25 a 28 de junho de 2008, reiteramos a importância do enfrentamento do racismo, do sexismo, da lesbofobia, da homofobia, da transfobia, da intolerância religiosa, da discriminação em função da condição de saúde, da vida com HIV, da deficiência ou de qualquer outra situação, para a garantia de efetivação do direito humano à saúde e, em especial, para a redução das vulnerabilidades às DST e ao HIV/Aids.Embora o movimento negro seja um sujeito político que atua na defesa do direito à saúde e na luta contra a Aids desde a década de 80, ainda temos o desafio de mobilizar a sociedade para reconhecer o crescimento e o encrudescimento da epidemia de Aids na população negra.Nós, ativistas do movimento negro e representantes das Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-brasileiras e Saúde, Rede Lai Lai Apejo – População Negra e Aids, Afro-Atitudes e da Rede de Mulheres Negras do Paraná, em busca da equidade e da justiça social, reivindicamos:
1. que no âmbito das políticas, ações, planos ou programas da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Programa Nacional de DST/Aids, em especial, sejam definidas ações estratégicas emetas específicas para o enfrentamento do racismo e das iniqüidades raciais, considerando que estes são fatores incrementadores das vulnerabilidades à infecção pelo HIV e outras DST e ao adoecimento por Aids, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006
2. que o Ministério da Saúde dê continuidade no fomento a pesquisas na área de racismo e Aids, população negra e Aids, por meio de editais de pesquisa específicos e que, junto a isso, garanta uma ampla divulgação dos resultados das pesquisas de 2006/2007
3. que o Ministério da Saúde e Organismos do Sistema ONU, ao implementar programas e ações de promoção aos direitos sexuais e reprodutivos, prevenção às DST-HIV/Aids e drogas paraa juventude, considerem o impacto das desigualdades sócioraciais, da violência, do racismo e da discriminação institucional na determinação dos contextos de vulnerabilidade às DST, HIV/Aids
4 . que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios ampliem e aprimorem suas ações de comunicação no campo da prevenção das DST/Aids com vistas a garantirigualdade de oportunidades no acesso a informações e maior adequação às realidades e expectativas dos vários segmentos populacionais, residentes nas áreas urbanas e rurais, nos campos e nas florestas
5. que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios, apóiem iniciativas do movimento negro para a consolidação e o fortalecimento dos trabalhos em rede embusca de saúde integral e de acesso universal à prevenção, tratamento e assistência no campo das DST/Aids

Assinam
Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra
Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Rede Lai Lai Apejo – População Negra e Aids
Rede Nacional Afro-Atitudes
Rede de Mulheres Negras do Paraná
pesquisas na área de racismo e Aids, população negra e Aids

UFMG ADOTA BONIICAÇÃO DE PONTOS PARA CANDIDATOS DE ESCOLA PÚBICA E NEGROS

Essa quase passou despercebido... A UFMG vai adotar no vestibular de 2009 bonificação para acesso de candidatos de escolas públicas e negros. Já haviamos feito uma postagem, em janeiro, sobre essa discussão nesta universidade, clique aqui.
Segue as notícias abaixo retiradas do site do jornal O Tempo e do site da CEDECOM da UFMG.
Bônus na UFMG gera controvérsias
DOUGLAS RESENDE
O vestibular 2009 da UFMG, que acontece no final do ano, vai ficar marcado na história da principal instituição de ensino do Estado. Depois de muita resistência em apresentar propostas efetivas de ação afirmativa, no último dia 16 a reitoria da UFMG anunciou a adoção de bonificação de 10% nos exames do vestibular para estudantes que freqüentaram todo o ensino médio e fundamental em escolas públicas, e mais 5% para aqueles que se autodeclaram negros.
Segundo Alexandre Braga, militante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), a ação da UFMG é uma "vitória histórica" da luta pela igualdade racial e terá um "impacto político e social muito grande", porque "abre precedente para outras universidades, dada a importância da instituição no país". Ele questiona, no entanto, a falta de avaliação da classificação racial, que fica por conta da autodeclaração do aluno. "Isso abre brechas para estudantes com objetivos escusos."
A professora Antônia Vitória Braga, coordenadora do grupo Ações Afirmativas UFMG e diretora da Faculdade de Educação (FAE), diz que, no entanto, "as experiências de classificação têm se mostrado mais difíceis". Primeiro porque "num país racista como o nosso, não é fácil se declarar negro"; segundo, pelo grau de miscigenação do Brasil. "Além disso, é o outro que vai dizer o que eu sou ou sou eu? Partimos do pressuposto de que as pessoas são honestas", diz a professora.
A proposta inicial apresentada pela reitoria ao Conselho Universitário continha apenas a ação sócio-econômica que atende os estudantes provenientes de escolas públicas. Foi o grupo de Vitória que reivindicou na reunião do conselho o bônus de 5% para estudantes negros provenientes de escolas públicas. "Partimos do pressuposto da igualdade, que inclui o problema social, ligado à renda, e o racial, já que os negros são os mais pobres", justifica Vitória.
Para ela, as duas questões - social e racial - estão intimamente ligadas. "Uma estimula a outra. Então, se a UFMG quer diminuir a desigualdade, tem que observar as duas vertentes, de modo a superar as assimetrias sociais. E a UFMG está dizendo agora, muito humildemente, o seguinte: ‘Nós queremos dar a nossa contribuição para diminiur a desigualdade social’."
Publicado em: 28/05/2008
Bônus pode igualar acesso de alunos de escolas públicas e privadas à UFMG
sexta-feira, 16 de maio de 2008

De acordo com estudo feito pela Pró-reitoria de Graduação da UFMG, o bônus do vestibular aprovado pelo Conselho Universitário da Universidade vai ampliar o acesso a estudantes de escolas públicas em cerca de 15%. Isso significa que, de 35%, os ingressantes provenientes de instituições públicas de ensino vão corresponder a 50% dos aprovados, igualando-se aos de escolas privadas. O estudo foi feito com base nos números do Vestibular 2006 e não inclui a simulação da entrada de negros de escolas públicas na UFMG.
O bônus foi aprovado na reunião do Conselho Universitário da última quinta-feira, 15 de maio. O mecanismo concede um adicional de 10% na pontuação obtida no vestibular a candidados que freqüentaram escola pública da 5ª série do ensino fundamental ao último ano do ensino médio. Também foi aprovado o acréscimo de 5% ao bônus se o candidato se auto-declarar negro. Isso significa que os afro-descendentes estudantes de instituições públicas nos últimos sete anos da educação básica vão ter sua pontuação aumentada em 15%. O benefício entra em vigor no próximo vestibular. Os acréscimos de 10% e 15% vão ser concedidos nas duas estapas do concurso.
De acordo com o reitor da UFMG, professor Ronaldo Pena, a medida difere da política de cotas porque não é a simples reserva de vagas. “O bônus depende da nota que o aluno da escola pública tira, o que valoriza o mérito do estudante que se aproxima da aprovação”. O reitor ressalta que o bônus vai equilibrar as condições de competição entre alunos de escolas públicas e privadas, sem prejudicar os estudantes de instituições privadas. “Pensando em termos de políticas públicas, teremos um país mais justo, com mais oportunidades e menos violência”, comenta. Universidades como a Unicamp, a USP, a Federal Fluminense (UFF) e a Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) já adotam sistemas semelhantes.
A comprovação dos estudos em escola pública será feita por meio do histórico escolar do candidato. Mas, a Comissão Permanente de Vestibular da UFMG (Copeve) ainda não definiu como e quando a entrega vai ser feita. No formulário de inscrição, o candidato já declara sua trajetória escolar e a raça à qual pertence. Segundo o pró-reitor de Graduação, professor Mauro Braga, é provável que o questionário seja reformulado e que algumas perguntas sejam incluídas.
Para que mais candidatos de escolas públicas tenham chances de se inscrever no Vestibular 2009, o prazo para o pedido de isenção da taxa de inscrição será reaberto na próxima segunda-feira. O pedido de isenção poderá ser feito até 16 de junho. As inscrições para o Vestibular acontecem entre 10 de agosto e 12 de setembro.
Ronaldo Pena destacou que a proposta de inclusão social da Universidade também inclui a criação de cerca de 1.200 novas vagas no Vestibular 2009, das quais mais de 700 são para cursos noturnos. Uma expansão de mil vagas está prevista para o Vestibular 2010.

ASSEMBLÉIA DO FÓRUM ESTADUAL DE JUVENTUDE NEGRA DO RJ

Retirado do site do IBASE.

No próximo dia 12 de julho de 2008, será realizada na cidade de Volta Redonda – Rio de Janeiro, a Assembléia do Fórum Estadual de Juventude Negra do Rio de Janeiro, onde estarão reunidos 150 participantes, entre delegados(as), observadores(as) e convidados(as).
A Assembléia do Fórum é destinada para jovens negros(as), residentes no estado do Rio de Janeiro, com idade entre 15 e 29 anos, que poderão participar da atividade na condição de delegados(as), com inscrição prévia em um dos locais descritos abaixo. Os(as) jovens e adultos(as), que não se encaixam no perfil de delegados(as),o Forjune convida para que se inscrevam para a atividade na condição de observadores(as).
Para viabilizar a alimentação dos(as) participantes será cobrada uma taxa no valor de R$ 3,00, que deverá ser paga no ato da inscrição. Confira abaixo os pontos de inscrição.
As inscrições serão realizadas até o dia 4 de julho de 2008. A confirmação da inscrição e as informações referentes à Assembléia, será feita por e-mail até o dia 6 de julho de 2008..

Locais de inscrição:
Rio de Janeiro

Segunda a Sexta-Feira
Das 14h às 18h
Local: Largo São Francisco de Paula, n° 34 / 7° andar. Centro.
Responsável: Cynthia Rachel.
Demais regiões, entrar em contato através do e-mail:
fojunerj@yahoo.com.br