terça-feira, 21 de julho de 2009

1º SEMINÁRIO ENTRE PRETAS

Recebido por email.

1º SEMINÁRIO ENTRE PRETAS
A Face Negra do Feminismo
24,25 e 26/07/2009

Em comemoração ao dia da Mulher Negra Latino Afro-Caribenha
24,25 e 26/07/2009

Local: Chácara em Guapimirim (próximo a Teresópolis)
Valor: R$ 25,00
Solicite sua ficha de inscrição: aqualtune_mulheresn egras@yahoo. com.br
VAGAS LIMITADAS!!

Aprovações das fichas até 13/07 – Após aprovação pagamento da taxa até 15/07
Maiores informações: 9896 1226 ou 8588 4538
Estamos articulando um transporte para o deslocamento das aprovadas.
Programação

Dia 24/07 – 1º Dia:

20:00 Credenciamento e distribuição de materiais
21:30 – Abertura
A Face Negra do Feminismo – Jurema Werneck*
22:00 – Jantar
23:00 – Exibição do filme : A Cor Púrpura de Alice Walker
2º dia: 25/07 – Dia da Mulher Negra Latina e Afro-Caribenha
8:00 – Café da Manhã
9:00 – Nos conhecendo como mulheres negras - Roberta Frederico ( Psicóloga)
10:30 – Um olhar sobre a identidade e a cidadania das mulheres negras vivenciadoras de religiões de matriz africana. – Caroline Silva (Mestre PUC/RJ –Aqualtune)
12:00 – Almoço
14:00 – Formas de violência – Deise Benedito (Fala Preta!)
15:30 – Gestão e Cooperativismo – Trabalho e Etnosustentabilidade– Sônia Ribeiro ( Socióloga)
20:00 – Jantar
22:30 – Oficina :Magali Almeida (UERJ)
23:30 – Confraternização

3º e último dia: 26/07:

8:00 – Café da Manhã
9:00 –O Homem de cor e a mulher branca -Franz Fanon por Claúdia Miranda (UFF)
10:30 – Saúde das Mulheres Negras – Thatiane Silva
11:30 – Construções de ações e carta das mulheres negras cariocas
12:30 – Almoço
13:30 – Plenária Final
14:30 – Encerramento : Por um feminismo Afro-Latino Americano (Integrantes do grupo)
16:00 – Confraternização Final

*Apenas esperamos a confirmação de Jurema Werneck

LEIA A ADPF DA DEM CONTRA COTAS NA UNB DIRETAMENTE DO BLOG

Usamos o site Scribd para armazenar a ação do DEM contra as contas na UNB. Por meio desse site podemos ler a ação no proprio blog ou baixar para o computardor.
Apesar de termos uma conta neste site nunca usamos essa ferramenta. É coisa muito boa e tentaremos usá-lo com frequência.
Para usar o zoom ou tela inteira mexa nos ícones no lado esquerdo da parte de cima da janela do arquivo.
Para baixar direto sem ler pelo Scribd clique aqui.


Acao DEM contra cotas UNB

DEM ENTRA COM ADPF CONTRA AS COTAS RACIAIS

Retirado do site do Consultor Jurídico.
É primeiro o processo no Rio de janeiro agora em Brasília. Os preconceituosos estão tirando as manguinhas de fora com mair força. Tem até procuradora trabalhando como advogada voluntária para eles.

segunda, dia 20 julho de 2009
Matrículas na UnB
Por Rodrigo Haidar e Filipe Coutinho

O partido Democratas entrou com ação no Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (20/7), para suspender a matrícula dos aprovados no vestibular da Universidade de Brasília, que destina 20% das vagas para as cotas raciais. O partido afirma que a UnB “ressuscitou os ideais nazistas” e que as cotas “agravam o problema da desigualdade”. A matrícula dos aprovados no vestibular acontece na quinta-feira e, por isso, o DEM pede a análise do caso em caráter liminar.
Como o STF está em recesso, caberá ao presidente Gilmar Mendes a análise do caso. A autora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental é a procuradora do Distrito Federal Roberta Fragoso Kaufmann, advogada voluntária na causa. Roberta é uma das maiores estudiosas das cotas raciais. A tese de mestrado da procuradora, aliás, foi orientada por Gilmar Mendes, que agora deverá decidir o futuro do vestibular da UnB.
No mérito da ADPF, o DEM pede a análise da constitucionalidade das cotas raciais, mas, de antemão, quer suspender o vestibular da UNB, que reserva 652 das 3.280 vagas aos cotistas. Na ação, o DEM sustenta que as cotas não são uma solução para as desigualdades no país. “Cotas para negros não resolvem o problema. E ainda podem ter o condão de agravar o problema, na medida em que promovem a ofensa arbitrária ao princípio da igualdade.”
O partido vai mais longe, a ponto de associar a política da UnB a Adolf Hitler. “O edital simplesmente ressuscitou ideais nazistas, hitlerianos, de que é possível decidir, objetivamente, à que raça a pessoa pertence. Dizer que isso não é praticar racismo é, no mínimo, uma ofensa à inteligência humana.”
Na peça, o partido sustenta que a análise do Supremo deve pacificar o entendimento sobre a polêmica das cotas. “A questão submetida agora ao julgamento desta suprema corte vem sendo discutida pela magistratura de primeira e segunda instâncias, nos âmbitos estaduais e federais, gerando decisões distintas. Somente uma ADPF poderá possibilitar que a corte constitucional resolva a verdadeira balbúrdia que permeia o tema, a partir do paradigma da UnB. É ou não é constitucional a criação de tribunais raciais nas universidades, como órgão capaz de determinar quem é negro no Brasil?” O partido sustenta que é inconstitucional. Para isso, cita nove princípios da Constituição, entre eles o do acesso universal à educação e a meritocracia.
Para evitar críticas, o DEM começa a defesa do mérito da ação justamente com uma série de negativas. O partido sustenta que não está discutindo a constitucionalidade de ações afirmativas ou se existe racismo no Brasil. “Discute-se se a implementação de um Estado racializado será a medida mais adequada e ponderada para a finalidade a que se propõe: a construção de uma sociedade mais justa.” O Democratas diz, ainda, que a política de cota racial da UnB decorre de um “certo deslumbramento precipitado em relação ao modelo adotado nos Estados Unidos”.
De acordo com a ADPF, a política de que “todo modelo de Estado social tem por pressuposto a integração de todas as minorias por meio de ações afirmativas” não poderia se resumir aos negros. Para isso, o DEM diz que deveriam ser implementadas políticas para os “carecas, baixos e obesos” – para então completar que essa lógica é uma “ofensa à razoabilidade”. Por isso, o partido sugere que a única maneira de implementar cotas raciais é por meio da análise do DNA, a fim de se identificar quem é 100% branco.
Para o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Sousa Júnior, a ação do DEM é descabida. “É muito pouco provável que possa prosperar uma ação contra uma medida que tem amparo constitucional. Em última análise, as políticas de cotas são ligadas aos valores que foram construídos na pauta dos direitos humanos. Uma medida como essa (do DEM), pelo contrário, é que transmite os ideais nazistas de segregação. Lutar contra isso (as cotas) é o ir contra o principio de igualdade das pessoas e isso é segregação”, disse o reitor da UnB à revista Consultor Jurídico. José Geraldo, que está em viagem, disse ainda que não conhece a ação.
Clique
aqui para ler a ADPF.

STF RECEBE PEDIDO DO DEM PARA SUSPENDER COTAS PARA NEGROS NA UNB

Retirado do site do site do Correio brasiliense.

21/07/2009 -
Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu do Democratas (DEM) pedido de suspensão liminar da adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros e pardos. A medida começou a ser praticada desde 2000 no estado do Rio de Janeiro por diversas universidades federais e depois se estendeu à Universidade Federal da Bahia, sendo adotada em seguida pela UnB.
Está previsto para os dias 23 e 24 de julho o registro dos estudantes aprovados no segundo vestibular de 2009 da Universidade de Brasília, tendo sido fixadas 20% das vagas para eles. O DEM alegou na medida impetrada no STF que vão ocorrer "danos irreparáveis se a matrícula se basear em cotas raciais, a partir de critérios dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos". Para o partido, fica caracterizada "ofensa aos estudantes preteridos" e por isso pede resposta urgente do Supremo.
Os advogados do DEM alegam que estão sendo violados diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, afetando o próprio combate ao racismo.
Para o ex-assessor de Diversidade e Apoio aos Cotistas e coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB, professor Jaques Jesus, o obedecimento de cotas na UnB se insere num "marco na batalha pela inclusão social, como defendia um dos fundadores da UnB, o professor Darcy Ribeiro".
Para Jaques Jesus, que até agosto do ano passado era gestor do sistema de cotas na UnB, o sistema "é justificável diante da constatação de que a universidade brasileira é um espaço de formação de profissionais de maioria esmagadoramente branca, valorizando assim apenas um segmento étnico na construção do pensamento dos problemas nacionais, de maneira tal que limita a oferta de soluções para os problemas do país".
O jurista Valmir Pontes Filho, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por sua vez, combate a fixação de cotas em universidades, porque entende que isso estimula exatamente a discriminação. O critério deveria ser estabelecer cotas para quem for mais pobre, sem levar em conta a sua cor, defende Pontes.
Ele diz que em determinadas áreas do Nordeste existem lavradores brancos, de olhos azuis, muito pobres, descendentes dos exploradores holandeses que invadiram o Brasil na época da colonização. "Eles em nada são diferentes de pessoas que tenham outra cor de pele. A diferença está na questão econômica e social", argumenta.
O combate à discriminação racial em todos os gêneros, assinala, "começa no coração e na cabeça de cada um, e o Brasil ainda carrega o ranço do preconceito, que só com muito trabalho e convencimento será superado". O jurista reconhece que os negros foram historicamente discriminados na época da escravatura, e o país "precisa ter em mente que eles devem ser tratados como iguais e não por causa da cor da pele".

Leia mais:
UnB diz que liminar do DEM não ameaça sistema de cotas raciais
Decana da UnB está apreensiva com possível suspensão do sistema de cotas
Estudante negro é a favor da suspensão do sistema de cotas da UnB
Caloura que passou na UnB pelo sistema de cotas está assustada com ação do DEM

UNB DIZ QUE LIMINAR DO DEM NÃO AMEAÇA SISTEMA DE COTAS RACIAIS

Retirada do jornal O Globo.

UnB diz que liminar do DEM não ameaça sistema de cotas raciais
Publicada em 21/07/2009


RIO - A decana de Ensino de Graduação da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, disse nesta terça-feira que a instituição recebeu com surpresa o pedido de liminar encaminhado pelo DEM ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o sistema de cotas raciais da universidade, em vigor desde 2004.
- É um sistema consolidado, aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade, que é autônoma - afirma.
A professora defendeu a garantia de 20% das vagas do vestibular para negros e pardos e afirmou que a liminar do DEM não coloca em risco a continuidade do sistema.
- A universidade está segura de que o sistema de cotas só enriquece a instituição. Nossa avaliação das cotas é excelente. Fez com que a universidade se abrisse, ampliou a diversidade - diz.
Os alunos que entram na UnB pelo sistema de cotas fazem as provas do vestibular como os outros estudantes e só são selecionados os que obtém as notas mínimas exigidas pelos cursos.
- Só entram depois de aprovados no vestibular. Não houve queda na qualidade da instituição, pelo contrário, a universidade ganhou em riqueza cultural - defende a decana.
A UnB não foi notificada da ação, segundo Márcia. De acordo com a decana, as providências judiciais, como a apresentação de um possível recurso ao STF, serão tomadas pela Advocacia Geral da União (AGU).

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO DE JORNALISMO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

Retirado do site CURSO JPPS.

VI Curso de Extensão JPPS

Uma realização NETCCON.ECO.UFRJ e ANDIDe 3 de agosto a 28 de novembro de 2009, sempre às segundas-feiras.
Estão abertas as inscrições para a 6ª. edição do curso de extensão JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais da UFRJ, uma realização do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ e da Agência de Notícias dos Direitos da Infância -ANDI.
O curso de extensão, aberto para todas as pessoas, é gratuito e fornece certificado porém tem um número limitado de vagas. Teve no semestre passado (1º semestre de 2009) mais de 430 pedidos de inscrição. Ele inicia no dia 03 de Agosto, ocorre todas as segundas-feiras das 9h30m às 13h, à exceção de dois dias que serão de dia inteiro, pois serão Seminários especializados, e é coordenado pelo Prof. Evandro Vieira Ouriques, que coordena o NETCCON e dirige a área de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP.
Oferecido desde 2007/1, o curso contribui para o aprofundamento de um pensamento novo no campo das relações entre Comunicação, Liderança e Ação Política, potencializando assim a qualidade da formação continuada de jornalistas, comunicadores e lideranças, através de uma reflexão sobre a cobertura das políticas públicas sociais em geral e de políticas para a infância e adolescência em particular.
Este semestre o curso está estruturado em 15 encontros, sendo 12 encontros de uma manhã, dois Seminários de dia inteiro, três dinâmicas da Rede JPPS, três almoços de convívio e uma festa de formatura, encerrando-se em 28 de novembro.
Entre os convidados estão por exemplo Veet Vivarta, Jailson Silva, Lia Diskin, Carmen Lozza, Augusto de Franco, Marcus Vinicius Faustini, Guilherme Canela, Bia Barbosa, João Brant, Fernando Paulino, Tião Santos, André Trigueiro, André Urani, Michel Misse, Dominic Barter, Rosa Alegria e Ladislau Dowbor.
Os selecionados participam do Curso e passam a integrar a Rede Território JPPS, perene, colaborativa e solidária, que continuará a trocar experiências, conhecimentos e experiências e que hoje já conta com cerca de 700 jornalistas, comunicadores e lideranças sociais e organizacionais.


JPPSCurso de Jornalismo de Políticas Públicas Sociais

NETCCON.ECO.UFRJ e ANDI

PROGRAMA
03.Ago • Palestra de AberturaInteresse, Poder e Dádiva: é Urgente Repensar a Teoria, a Ação Social e o Senso Comum Prof. Evandro Vieira OuriquesCoordenador do NETCCON, do JPPS e diretor de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC.SP• Dinâmica da Rede JPPSQuem Somos, o Que Fazemos Aqui e para Onde Queremos ir?

10.Ago • PalestrasCultura de Periferias e Políticas PúblicasMarcus Vinicius Faustini,Secretário de Cultura de Nova IguaçuJailson de Souza Silva,Secretário de Educação de Nova Iguaçu

17.Ago • PalestrasMídia, Educação e Novos Horizontes HojeCarmen Lozza(Virá também outro palestrante)• Almoço de Convívio

24.Ago • PalestrasAs Mudanças Climáticas e a Responsabilidade Socioambiental Mudanças Climáticas e Soluções SustentáveisAndré TrigueiroGlobonewsMudanças Climáticas e Mente Sustentável: quando a Cultura torna-se um Capítulo da Natureza?Prof. Evandro Vieira OuriquesCoordenador do NETCCON, do JPPS e diretor de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC.SP

31.Ago • PalestraPerspectivas do Trabalho André Urani(Virá também outro palestrante)• Dinâmica da Rede JPPSConstruindo uma Ação Conjunta

14.Set • PalestrasComunicação PopularTião SantosViva Rio(Virá também outro palestrante)• Dinâmica da Rede JPPSLuiz Fernando (Dudu)

21.Set • PalestrasSaúde MentalJoel Birman(Virá também outro palestrante)

28.Set • Seminário de dia inteiroIndicadores do Direito à Comunicaçãoe o Avanço da Democracia no Brasil UNESCO, Coletivo INTERVOZES, LAPCOM-UnB e NETCCON(dia inteiro, Palestras, e dinâmica para recolhimento de sugestões de grupos estratégicos para a elaboração dos Indicadores, em andamento no Brasil)
Guilherme CanelaCoodenador de Comunicação e Informação da UNESCO-BrasilBia BarbosaMembro da Coordenação Executiva do INTERVOZES e Empreendedora Social da Ashoka João BrantMembro do Conselho Diretor do INTERVOZES Prof. Fernando PaulinoLaPCom-UnBProf. Evandro Vieira OuriquesCoordenador do NETCCON, do JPPS e diretor de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC.SP

05.Out • PalestrasDiversidade: Pessoas Iguais com suas DiferençasPessoas com DeficiênciaCláudia WerneckEscola de Gente(Virá também outro palestrante)• Almoço de Convívio

19.Out • PalestraCultura de Redes e DemocraciaAugusto de Franco• Oficina Ning de Redes SociaisEgeu Laus

26.Out • PalestraA Mídia e as Políticas Públicas SociaisVeet VivartaSecretário-Executivo da ANDI(Virá também outro palestrante)• Almoço de Convívio

09.Nov • Seminário de dia inteiroMídia, Segurança e Não-Violência(dia inteiro)
Profª. Lia DiskinDiretora da Associação Palas AthenaProf. Luiz Eduardo SoaresProf. Dr. Michel MisseCoordenador do Núcleo de Estudos de Cidadania e Violência Urbana-NECVU.IFCS.UFRJSílvia RamosCoordenadora do Centro de Estudos de CidadaniaCESEc-Universidade Cândido MendesCel. Mário SérgioComandante da Polícia Militar do Estado do Rio de JaneiroCel. HekscherChefe da Seção de Doutrina e Liderança da Academia Militar das Agulhas NegrasLíderes Comunitários Dominic BarterProf. Evandro Vieira OuriquesCoordenador do NETCCON.ECO.UFRJ e do JPPS

16.11 • PalestrasInovação nas Políticas Públicas: Casos ConcretosProf. Dr. Ladislau DowborO Futuro das Políticas Públicas como PautaRosa Alegria

23.11 • Palestra de EncerramentoProf. Evandro Vieira Ouriques• Avaliação FinalAlunos do Curso JPPS

28.11 • Festa de Formatura(tarde e noite)

ADOLESCENTE NEGRO TEM QUASE TRÊS VEZES MAIS RISCO DE SER ASSASSINADO DO QUE BRANCO

Retirado do blog da COJIRA-AL.
Para baixar a pequisa clique na imagem abaixo.

Brasília - O professor da Uerj, Ignácio Cano, a representante do Observatório de Favelas Raquel Willadino, o representante do Unicef Manoel Bivunich, durante o lançamento do Índice de Homicídios na Adolescência

Foto: Marcello Casal JR/ABr

O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal do Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte relação com o tráfico de drogas.

Fonte: Paula Laboissière - repórter da Agência Brasil

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O II CURSO DE EXTENSÃO INCIATIVAS NEGRAS TROCANDO EXPERIÊNCIAS

Oportundade muito interessante. Vale a pena se inscrever.
para ampliar clique na imagem


MAIORES INFORMAÇÕES:
http://nblac.cariri.ufc.br

II CURSO DE EXTENSÃO
Iniciativas Negras - Trocando Experiências
FORMATO
Mini-cursos, painéis, oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, vídeos e turismo cultural.

ALGUNS TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS:
Direitos humanos - Gênero – Saúde - Redação de projetos - Captação de recursos - Ação Afirmativa – História e cultura Afro-Brasileira – Arquivo documental
Serão selecionados trinta participantes, incluídos nas seguintes categorias e de acordo com os critérios relacionados:
a) 10 bolsas integrais – Apenas para residentes do Norte ou Nordeste. Receberão passagem (aérea ou terrestre), hospedagem e alimentação.
b) 5 bolsas gerais- Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão passagem (aérea ou terrestre), hospedagem e alimentação.
c) 15 bolsas parciais – Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão hospedagem, alimentação e ajuda de custo no valor de R$ 100,00. Devem responsabilizar- se por suas passagens (aéreas ou terrestres) de ida e volta.

Cada candidato optará, no ato da inscrição, por uma das categorias e não poderá mudá-la, uma vez enviada a documentação. O processo de inscrição se dará via correios.

A DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA até o dia 10 de agosto de 2009 (com data de postagem):
1- Um resumo (máximo de 400 palavras) com suas principais atividades acadêmicas e ou ativistas, na área do curso, incluindo o nome da organização ou universidade com a qual possui vínculo;
2- Curriculum vitae (Lattes ou não);
3- Uma carta de recomendação (com assinatura escaneada);
4- Uma lauda expressando suas expectativas quanto ao curso e definindo a categoria à qual está concorrendo (bolsista integral, geral ou parcial);
5- Uma síntese (uma lauda, no máximo) de alguma ação ativista ou trabalho acadêmico que tenha desenvolvido ou esteja desenvolvendo na área das relações raciais e ou de gênero.

Os candidatos à bolsa deverão enviar a documentação, num CD, em arquivo Word (.doc) para o seguinte endereço:
Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri
Av. Tenente Raimundo Rocha S/N - Cidade Universitária - Juazeiro do Norte - CE
CEP 63000-000 - Fone: +55 (88) 3572-7200

A/C de : Antonia Claudia de Freitas ou Polliana de Luna Nunes

Obs.: Não serão aceitos documentos em papel, apenas no referido CD.
MAIORES INFORMAÇÕES:
http://nblac.cariri.ufc.br

MICHAEL JACKSON E O MOVIEMTNO PELOS DIREITOS CIVIS

Retirado do site do jornal Írohin.
Artigo muito interessante que não condena nem endeusa, simplesmente tenta compreender a vida do Michael Jackson.

NOTÍCIA
15/07/2009
Por Marcio André dos Santos*

Alguns analistas associam a morte de Martin Luther King, Jr. em 1968 com o próprio fim do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Certamente um exagero. Sua liderança e ativismo foram tão marcantes para a luta dos afro-norte-americanos – com repercussões significativas nos países da América Latina, especialmente no Brasil - que é fácil reduzirmos uma história densa e complexa a uma pessoa. Seja como for Doctor King, como é chamado pelos americanos, foi um ícone da luta pelo fim das barreiras raciais e pela promoção da justiça racial e seu assassinato fez surgir uma nova fase da luta. Um ícone não se produz artificialmente, seja ele dos campos político, literário ou social. É preciso que haja uma combinação entre história pessoal e dedicação integral a uma causa ou luta específica para que um ícone habite o imaginário social. Além disso, é preciso que transformações sociais e/ou culturais sejam produzidas a partir de suas ações ou que sejam fortemente inspiradas por sua trajetória. Tudo isso Dr. King fez.
Porém, não é sobre o ícone do movimento pelos direitos civis que este texto trata e sim sobre o ícone pop music mundial, Michael Jackson, morto recentemente. Vejo uma íntima relação entre estas duas personalidades, ainda que atuassem em esferas diferentes. Que relação é possível estabelecer entre o movimento pelos direitos civis e Michael Jackson? Existiria algum vínculo, alguma conexão entre ambos? Penso que sim.

Black Is Beautiful Para o Mundo
Michael nasceu em 1958, em um período de intensa turbulência racial e auge do movimento pelos direitos civis. Os conflitos entre brancos e negros tomavam as ruas dos grandes centros urbanos, as famosas riots (distúrbio, tumulto, agitação), gerando respostas governamentais e mudanças culturais no comportamento coletivo. Os Jackson Five foram formados no final dos anos 60 e início dos 70, acompanhando a efervescência política da sociedade americana a partir das ondas de protestos contra a Guerra do Vietnam e das vocalizações de outras minorias, como as mulheres e os gays. Joe Jackson, pai e empresário da banda, percebeu que o talento dos filhos poderia ser uma alternativa a vida difícil que levavam como classe trabalhadora negra. Perfeccionista, comandava o grupo com mãos de ferro, chegando até mesmo a espancar e humilhar os filhos caso errassem as coreografias. Os sorrisos das capas dos discos dos Jackson frequentemente ocultavam a dor que os levou ao estrelato.

Minha recepção das músicas dos Jackson Five e de Michael em particular só veio nos idos dos anos 80 e uma das coisas que lembro bem era o visual super descolado dos Jacksons. Todos com cabelo estilo Black Power, calça boca de sino e roupas coloridas e psicodélicas. Antes dos Jacksons outras personalidades negras do mundo da música já faziam a cabeça dos jovens negros, como James Brown, tocado incessantemente nos famosos “bailes blacks” em cidades como Rio de Janeiro, Salvador ou São Paulo. Brown foi um dos grandes responsáveis pela expansão da música negra americana no Brasil e na popularização do estilo Black is Beautiful, movimento cultural de valorização dos traços e herança africanoscuja influência foi marcante para a militância negra brasileira daqueles anos. Olhando retrospectivamente não acho que a imagem dos Jackson tivesse um apelo necessariamente político sobre a juventude negra – e nem era o propósito da banda -, porém com certeza ajudou na sedimentação de uma “cultura de consciência negra” generalizada, para usar o termo do sociólogo Amauri Pereira. Os “bailes blacks” serviam como espaço de aglutinação de jovens negros, ativistas políticos ou não, que vinham dos bairros periféricos das grandes cidades e que geralmente aproveitavam isso para se organizar politicamente. Por esta razão é que curtir e dançar as músicas de um grupo em que todos portavam um visual daqueles, de afirmação da negritude em pleno clima de exaltação da mestiçagem oficial brasileira não pode ser considerado algo fortuito.

O visual dos Jacksons refletia exatamente a ebulição político-cultural daqueles anos. Era o momento dos limites e esgotamento da filosofia da não-violência adotada pelas principais lideranças e organizações negras no âmbito do civil rights movement dos anos 60 e que foi substituída por uma resposta mais enérgica, “revolucionária” e desafiadora frente à persistência das desigualdades raciais e do racismo branco estadudinense. A radicalização do movimento a partir de novas lideranças como Malcolm X, Stokely Carmichael, Ângela Davis, Bobby Seale, Eldridge Cleaver e de organizações como os Panteras Negras, SNCC, CORE, UNIA apontava para a necessidade de mudar o comportamento visual, estético e cultural dos afroamericanos. Desde o Black Renascence (renascimento negro) dos anos 20 e 30 não se via mudança tão abrangente. A adoção de batas africanas, a recusa em alisar ou cortar o cabelo simbolizavam o desejo de se reconectar as tradições ancestrais africanas oprimidas e inviabilizadas pela supremacia branca.
Essa fase mais “radical” do movimento pelos direitos civis significou também um momento de críticas profundas ao capitalismo e a uma adesão ao marxismo por parte de muitos ativistas do Black Power. E contraditoriamente, neste período muito do radicalismo negro se transformou em uma defesa aberta de um tipo de “capitalismo negro”, como na descrição de Marable (2007). Uma das mais importantes conquistas do “tradicional” movimento pelos direitos civis além da equalização formal com os brancos foi às políticas de ação afirmativa em universidades e serviços públicos. Isso contribuiu para o crescimento substantivo de uma classe média negra urbana, com mais autonomia econômica e influência nos meios de comunicação e da política.
O Fenômeno Michael Jackson
Os anos passaram e os estilos musicais e culturais também se transformaram. A chamada “Era Disco” já não exibia as mesmas preocupações de ruptura que a geração musical anterior. Era mais estilizada e “descomprometida”, ainda que tenha mundializado mais fortemente a música negra no mundo. Já em carreira solo Michael Jackson mostrou ao mundo ao que veio. Seu primeiro disco solo Off the Wall de 1979 vendeu mais de 25 milhões de cópias e foi considerado um verdadeiro acontecimento musical já que suas canções permaneceram no alto da lista durante meses. Os álbuns posteriores também se revelaram sucessos de venda. O álbum Thriller de 1983 vendeu mais de 106 milhões de cópias em todo o mundo, sendo considerado um marco da indústria fonográfica. Além de exercer forte influência no mundo da moda e cultura urbana, este álbum inaugurou a era do videoclipe e mudou definitivamente a mídia em torno da divulgação musical. Nos anos 80, perdurava o preconceito racial nas rádios americanas que tocavam rock, voltadas para públicos brancos. Michael foi o primeiro músico negro que tocava na MTV com o videoclipe “Billie Jean”. O guitarrista Eddie Van Halen participou da canção “Beat It” fazendo com que rádios de rock ou rádios de brancos tocassem a música de um artista negro. Fato inédito.
Não preciso sublinhar o que isso tem de político. Michael não era e jamais pretendeu ser um porta-voz dos afro-americanos. Não era um ativista político da maneira em que comumente se compreende este termo. Muitos de nós nos perguntávamos o que se passava pela cabeça do gênio da pop music ao fazer sucessivas cirurgias no nariz e passar por processos de embranquecimento da pele. Seria mesmo vitiligo? Michael deixou de ser negro? Negou sua “raça” e sua história? É claro que Michael era negro, apesar de todo o esforço das redes midiáticas internacionais em transformá-lo em um “branco honorário”. Michael Jackson foi alguém de ultrapassar as barreiras e limites de seu tempo como ninguém. Inventou e sofisticou um estilo musical e conseguiu conectar gerações e pessoas do mundo inteiro, de todas as raças, etnias, religiões e classes sociais possíveis. É exatamente isso que faz de um ícone, ícone. É a capacidade de criar uma linguagem global em que todos se identifiquem e espelhem.

Outros Matizes do Político
O legado musical de Michael Jackson tem uma dimensão política incontestável. Contraditoriamente, tal legado tem íntimas associações com a indústria cultural e com o imperialismo cultural norte-americano que é perfeitamente perceptível em qualquer parte do mundo. Porém, este legado expressa a força e a capacidade de transpor barreiras de vários tipos, em especial as barreiras raciais. Jovens negros, brancos, asiáticos, latinos, de países tão diferentes quanto Japão e Guine Bissau, Porto Rico e Mongólia cresceram ouvindo e dançando as músicas de Michael Jackson e do Jackson Five. De certa maneira, todos pertencemos a esta rede, conectados a esta mesma fonte cultural, direta ou indiretamente. Isso é político. É a política feita com outros matizes. Este tipo de política pode não ter tido nenhum tipo de impacto direto na redução do racismo anti-negro, mas influenciou culturalmente aqueles que formularam e formulam políticas anti-discriminatórias.

No cerimonial fúnebre em sua homenagem estiveram presentes não somente artistas negros e personalidades, mas também lideranças da comunidade negra americana como o reverendo Al Sharpton e os filhos de Martin Luther King, jr. Todos ressaltavam a importância de Michael para a comunidade negra e sua relevância e influência para além desta. (Na verdade, Michael participou de campanhas humanitárias, como a famosa campanha de combate a fome na Etiópia, junto com outros 44 músicos americanos e que se tornou uma referência na metade dos anos 80). Antenados com esta conexão, a cobertura ao vivo da CNN exibia as reações dos afroamericanos em várias partes do país, sejam nas ruas ou reunidos nas igrejas negras.
Vivemos em um mundo em que “fenômenos” pops são fabricados na velocidade da luz e cujo “legado” não ultrapassa a capa de uma revista sensacionalista. No entanto, certas figuras são ícones pelo conjunto de sua obra artística e devido a sua irradiação para além de um campo específico de atuação. Também resultam de um determinado contexto cultural e político, não se ancoram em um vazio de sentido. Aquilo que cantam, que vestem, que compõem e que imaginam são expressões do mundo vivido, dos acontecimentos ordinários e extraordinários do dia a dia. Um movimento social nunca se expressa somente por ações políticas stricto senso. É movido também pelo dinamismo cultural do seu tempo. Por esta razão, Michael Jackson faz parte do legado cultural do civil rights movement, do mesmo modo que a história política dos afro-americanos tem em Michael um de seus mais criativos porta-vozes. Nos Estados Unidos e no mundo. Independente das limitações, bizarrices e contradições do homem Michael, ficará a lembrança de um gênio da música.

Referências:
Marable, Manning. Race, Reform, and Rebellious: The Second Reconstruction and Beyond in Black America, 1945-2006. 3a Edition. University Press of Mississipi. 2007.
* Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

REVISTA - CURSO INFO + MANUTENÇAO DE NOTEBOKS

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Faça um tuning no seu laptop para deixá-lo mais rápido e poderoso. Veja como expandir a memória, instalação de HD passo a passo, dicas para sincronizar seus arquivos, truques para a batería durar mais e como se preparar para o Windows 7 e Office 2010.

Estilo: Curso
Editora: Editora Abril
Lancamento: 2009
Tamanho: 84.9 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

DEM AJUIZA AÇÃO CONTRA SISTEMA DE COTAS RACIAIS EM UNIVERSIDADE PÚBLICA

Retirado do site do jornal O Globo.

Os racistas estão botando as manguinhas de fora de forma mais explicíta. Agora querem impedir judicialmente que qualquer universidade adote ação afirmativa para negros por decisão interna.


Publicada em 21/07/2009

BRASÍLIA - O DEM entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de suspensão liminar, contra o sistema de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB). O partido quer que seja declarada a inconstitucionalidade de atos do poder público que resultaram na instituição de cotas raciais na universidade. O partido também quer que sejam suspensos todos os processos na Justiça (federal e estadual) envolvendo o tema.
Segundo a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), o resultado do 2º vestibular 2009 da Universidade de Brasília, no qual foi instituído o sistema de acesso por meio de cotas raciais, foi publicado no dia 17 de julho de 2009 e o registro dos estudantes aprovados, cotistas e não-cotistas, está previsto para os dias 23 e 24 de julho de 2009.
O DEM argumenta que a violação aos preceitos fundamentais decorre de específicas determinações impostas pelo poder público (Universidade de Brasília). Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de cotas de 20% do total das vagas oferecidas pela universidade a candidatos negros (dentre pretos e pardos).
Na ação, o partido pede a concessão da medida liminar pelo STF a fim de suspender a realização da matrícula dos alunos aprovados mediante o sistema universal e o sistema de cotas para negros na Universidade de Brasília, que acontecerá nos próximos dias 23 e 24 de julho de 2009. Requer que o Cespe divulgue nova listagem de aprovados, a partir das notas de cada candidato, independentemente do critério racial, determinando que somente após essa divulgação os alunos realizem a matrícula, obedecendo à classificação universal.
A ação também pede que tribunais de todo o país, tanto da Justiça Federal quanto da estadual, suspendam imediatamente todos os processos que envolvam a aplicação do tema cotas raciais para ingresso em universidades, até o julgamento definitivo da ADPF, "ficando impedidos de proferir qualquer nova decisão que, a qualquer título, garanta o acesso privilegiado de candidato negro em universidade em decorrência da raça".

FAÇA CÓPIAS DOS DRIVES COM DRIVER GENIUS

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Driver Genius Professional é uma ferramenta que faz backup, update e restaura seus drivers. O programa é capaz de detectar todos os drivers de seu computador, fazendo backup dos mesmos ou pesquisas para encontrar versões mais recentes na Internet

Estilo: Backup
Fabricante: Driver-soft
Tamanho: 6.8 Mb
Formato: Rar
Idioma: Inglês

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

BAIXE DE GRAÇA MINI-DICIONÁRIO AURÉLIO

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.

Dicionária Aurélio, de acordo com as novas Regras Ortográficas O dicionário mais vendido do Brasil agora pode ser consultado na tela do seu computador. São mais de 30 mil verbetes e locuções revistos e atualizados, que acompanham o desenvolvimento da Língua Portuguesa , com a praticidade da versão eletrônica. Traz a etimologia, a formação das palavras e informações gramaticais, como a classificação das palavras, flexões de gênero, número e grau, conjugação de verbos, predicação verbal, sinônimos e parônimos, homógrafos, parônimos, etc.

Estilo: Dicionário
Fabricante: Positivo
Tamanho: 14.3 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

BAIXE DE GRAÇA CURSO INTERATIVO DE TWITTER

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Muitas pessoas estão se aventurando por esse mundo de "twittar". O aldeiagriot não está nesta modinha, mas vale a pena baixar o curso para se manter atualizado nesta ferramente on line do momento.


Conheça e saiba como usar esta nova mania da internet. São nove video-aulas que ensinam tudo que você precisa saber sobre novo serviço da internet que já conquistou mais de seis milhões de usuários. Você aprenderá todos os conceitos do Twitter, a registrar-se no site do desenvolvedor e a enviar mensagens para os amigos.

Estilo: Curso
Editora: Europa
Lancamento: 2009
Tamanho: 22.4 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

Para baixar clique em easy-share ou rapidshare.

domingo, 19 de julho de 2009

LEI DE COTAS COMPLETA 18 ANOS COM DESAFIOS

Retirado do site do Hoje Notícias.

Edição: 1005
Data:19/07/2009
Wanessa Rodrigues

A lei de cotas, que estabelece a obrigatoriedade de reserva de vagas nas empresas para pessoas com deficiência, completa 18 anos no próximo dia 24 ainda com desafios a vencer. O principal deles, segundo entidades, é promover a conscientização do empregador quanto à capacidade dos trabalhadores com deficiência. A consequência é a abertura de vagas para essas pessoas apenas em cargos que não exigem qualificação ou grau de estudo avançado. Além disso, nem todas as empresas estão preparadas para receber o deficiente.
Dados da Associação dos Deficientes Físicos de Goiás (Adfego) mostram que a maior parte das vagas destinadas a deficientes é para funções como auxiliar de cozinha, de serviços gerais e de copeira. O instrutor de informática Diogo Armando Borges, que atua também no Departamento de Seleção da Adfego, observa que raramente encontra-se uma vaga que exige nível superior ou para uma função em que a pessoa tem de ficar mais exposta.
Diogo explica que as exigências feitas pelas empresas dificultam a colocação do profissional com deficiência no mercado de trabalho. Segundo ele, o preconceito maior é com os cadeirantes, já que 98% das empresas que solicitam associados à Adfego, por exemplo, pedem para que o profissional não esteja em cadeiras de rodas ou que não tenham deficiência nas mãos ou pernas. “E é muito difícil um deficiente físico não ter problema nas mãos ou pernas”, diz.
A presidente da Adfego, Maria de Fátima Rodrigues Carvalho, observa que não é o deficiente que tem de atender o perfil da empresa, mas sim a empresa que tem de se adequar. Mesmo com essa dificuldade, a presidente ressalta que a lei trouxe resultados “esplêndidos”, pois colocou o deficiente no mercado de trabalho. “A dificuldade ainda é por falta de conhecimento do empregador e de confiança na capacidade do deficiente”, declara.
Maria de Fátima diz que para vencer a barreira do preconceito, as associações têm investido cada vez mais na qualificação profissional de seus associados, oferecendo cursos de qualificação e educação. O resultado disso, segundo ela, é um quadro de profissionais que são respeitados e que se destacam nas empresas. “O que temos feito é tentado mostrar que todos têm capacidade de desempenhar um bom trabalho. Os empresários têm tido satisfação de 75%.” Atualmente, a Adfego tem 375 funcionários trabalhando por meio de convênios e em outras empresas.

FISCALIZAÇÃO
Conforme determina a lei de cotas, as empresas têm de reservar vagas a deficientes de acordo com o número de funcionários que o local emprega – de 100 pessoas acima. O percentual pode chegar a até 5%.
Roberto Polastri Vieira, coordenador da Comissão Regional de Igualdade e Oportunidade de Gênero, de Raça e Etnia de Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE-GO), diz que o importante na lei não é aplicar multas, mas possibilitar o acesso do deficiente no mercado de trabalho. Somente no primeiro semestre deste ano, foram contratados 220 deficientes sob ação fiscal.
INCENTIVO NA QUALIFICAÇÃO
Thiago Biratan de Souza, 23, é surdo, participou de um dos cursos de lanternagem coordenados pela Associação dos Surdos de Goiânia e realizou um de seus sonhos: conseguir o primeiro emprego. Há oito meses, ele trabalha em uma das maiores concessionárias de Goiânia como auxiliar de lanternagem. E o fato de não poder ouvir ou falar não impede que ele consiga se comunicar com os colegas de trabalho e de desempenhar com qualidade suas funções.
O encarregado de lanternagem dessa mesma empresa diz que Thiago é um funcionário muito atencioso e que faz seu trabalho com rapidez e perfeição. “Ele já está 80% profissional”, diz. Com a ajuda de Luiz, o auxiliar de lanternagem disse à reportagem que sempre quis trabalhar e que procurou se qualificar para alcançar seu objetivo. Disse que a convivência no trabalho é muito boa e que todos, independente de ser deficiente ou não, deveriam ter oportunidades de emprego.


“IDEIA EQUIVOCADA”

Iolanda Filguera de Brito, gerente de recursos humanos da concessionária, diz que apenas a matriz da empresa emprega 270 funcionários e contrata deficientes de acordo com o que a lei determina. Ela diz que as pessoas têm a ideia negativa de que o deficiente tem dificuldade para trabalhar, mas, em sua visão, essa dificuldade a empresa pode ter com qualquer profissional. “Antes o deficiente era tratado como incapaz, mas não é. Acredito que um dos desafios a se vencer nesse campo ainda seja promover a qualificação”, diz.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

BAIXE DE GRAÇA O DESENHO JACKSON FIVE

Retirado do blog Filmes Black.
Caraca esta postagens é muito inusitada, pois nunca tinha passado na cabeça procurar este raridade de desenho animado. Mas o pessoal bem empenhado e competente do Filmes Balck fizeram está caridade pra gente. Vamos dar uma visitada nesse e pedir mais episódios.
Segue abaixo depois da postagem uma janela do youtube com um episódio.
Sem mais papo! Baixem no seu hd chamem uma galera e curtam esse desenho lembrando da família Jackson nos seus bons tempos.


Sinopse: formado por Michael Jackson mais quatro dos seus nove irmãos: Jackie, Tito, Marlon e Randy.O Jackson 5 entrou para a história do país por ser a primeira banda formada por negros a fazer sucesso, até que, em 1970, a música “I’ll Be There” estourou nas paradas americanas e fez com que o Jackson 5 virasse desenho animado, devido às incríveis marcas alcançadas com a venda dos produtos, que levavam o nome da banda.
O curioso desenho Jackson 5, exibido originalmente pela rede americana ABC, narrava as aventuras da dançante e cantarolante família Jackson, acompanhando as aventuras do grupo junto com os intrigantes animais de estimação de Michael: Ray e Charles, um casal de ratinhos, e Rosie, uma cobra azul. Paul Coker, desenhista da revista Mad,ficou encarregado de providenciar o design das personagens.
Este desenho usava as verdadeiras vozes dos integrantes do Jackson Five, o que aproximava o desenho dos clipes musicais da época. Infelizmente, os traços do desenho eram um pouco pobres. O desenho contava também com participações especiais, como Diana Ross.

Título: s Jackson Five (ABC - 123)

Emissora: ABC
Formato: AVI
Qualidade:TV-RipVideo: 320 x 240, 29.95 fps
Duração Média: 20 min
Tamanho Médio: 70 MB
Idioma Audio: Português






BAIXE TAMBEM:
DESENHOS DO SUPER CHOQUE
DOCUMENTÁRIO SOBRE O CARTOLA
DESENHO AFRO-SAMURAI
THE BOONEDOCKS - UM DESENHO AFROCENTRADO
O FILME E O LIVRO "COR PÚRPURA"
DOCUMENTÁRIO "ENCONTROS COM MILTON SANTOS"
DOCUMENTÁRIO NEGAÇÃO DO BRASIL
FILME MALCOLM X
FILME HOTEL RUANDA
DESENHO KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS
FILME PANTERAS NEGRAS
DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA DE ABDIAS NASCIMENTO
FILME QUILOMBO (1984)
DOCUMENTÁRIO E LIVRO SOBRE TIM MAIA
ANIMAÇÃO E HQ PERSÉPOLES
DOCUMENTÁRIO "ABOLIÇÃO"
DOCUMENTÁRIO "AFROMEMORIA"
DOCUMENTÁRIO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"
DOCUMENTÁRIO: "VISTA MINHA PELE"
DESENHO KIRIKOU I

RESPOSTA DO KABENGELE MUNANGA AO DEMETRIO MAGNOLI

Recebido por email.
Vale a pena ler a resposta do grande intelectual Kabengele contra as afirmações levianas do Magnoli.

Manifestação do professor Kabengele Munanga acerca da matéria “Monstros tristonhos” publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009, de autoria de Demétrio Magnoli

Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 (
http://arquivoetc.blogspot.com/2009/05/demetrio-magnoli-monstros-tristonhos.html), intitulada “Monstros tristonhos”, o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado ”tribunais raciais” que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR pelo sistema de cotas raciais neste ano de 2009 teve sua matrícula cancelada pelo “tribunal racial” dessa universidade.
A questão que se põe é saber se além desses estudantes, cujas matrículas foram canceladas, outros alunos mestiços ingressaram em cerca de 70 universidades públicas que aderiram à política de cotas. Se a resposta for afirmativa, os que tiveram sua matrícula cancelada constituem casos raros ou excepcionais que mereceriam a atenção não apenas de Demétrio Magnoli, mas também de todas as pessoas que defendem a justiça e a igualdade de tratamento.
Mas por que esses casos raros, que constituem uma exceção e não a regra, foram “injustiçados” pelas comissões de controle formadas nessas universidades para evitar fraudes, comissões que o sociólogo Demétrio rotula de “tribunais raciais”? Por que só eles? Por que não ocorreu o mesmo com os outros mestiços aprovados? Houve realmente injustiça racial ou erro humano na avaliação da identidade física dessas pessoas que foram simplesmente consideradas brancas e não mestiças apesar de sua autodeclaração? Os erros humanos, quando são detectados, devem ser corrigidos pelos próprios humanos, como o foi no caso dos estudantes gêmeos da UnB. As injustiças, flagrantes ou não, devem ser apuradas e julgadas pela própria justiça que, num estado democrático de direito como o Brasil, deverá prevalecer. Acho que os estudantes Tatiana de Oliveira e Juan Felipe Gomes, e tantos outros que o sociólogo menciona sem entretanto nomeá-los, devem procurar um advogado para defender seus direitos se estes tiverem sido efetivamente violados pelos chamados “tribunais raciais”. Entendo que o geógrafo Demétrio tenha pena deles, considerando a sua sensibilidade humana.
Se realmente houve erro humano na verificação da identidade desses estudantes, a explicação não está na citação intencionalmente deturpada de algumas linhas extraídas de um texto introdutório de três páginas ao livro de Eneida de Almeida dos Reis, intitulado MULATO: negro-não-negro e/ou branco-não-branco, publicado pela Editora Altara, na Coleção Identidades, São Paulo, em 2002.
Veja como é interessante a estratégia de ataque do geógrafo Demétrio Magnoli. Ele escondeu de seus leitores o título do livro de Eneida de Almeida dos Reis, assim como a casa editora e a data de sua publicação para evitar que possíveis interessados pudessem ter acesso à obra para averiguar direta e pessoalmente o fundamento das acusações. De fato, ele não disse absolutamente nada sobre o conteúdo desse livro, e passa a impressão de ter lido apenas vinte linhas do total de três páginas da introdução, a partir das quais constrói seu ensaio e sua acusação. Com sua inteligência genuína, acho que ele poderia ter feito uma pequena síntese desse livro para seus leitores; se ele o tivesse mesmo lido, entenderia que nada inventei sobre a ambivalência genética do mestiço que não estivesse presente no próprio título da obra “Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco”. Desde quando a palavra ambivalência é sinônimo de “monstro tristonho”? Estamos assistindo à invenção, pelo geógrafo, de novos verbetes dos dicionários da língua portuguesa?
O livro de Eneida de Almeida dos Reis resultou de uma pesquisa para dissertação de mestrado defendida na PUC de São Paulo sob a orientação de Antonio da Costa Ciampa, Professor do Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia da PUC São Paulo. Ele foi convidado a fazer a apresentação do livro, na qualidade de professor orientador, e eu para escrever a introdução, na qualidade de ex-professor na disciplina “Teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, ministrada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP. O livro se debruça sobre as peripécias e dificuldades vividas pelos indivíduos mestiços de brancos e negros, pejorativamente chamados mulatos, no processo de construção de sua identidade coletiva e individual, a partir de um estudo de caso clínico. É uma pena que nosso crítico acusador não tenha tido a coragem de apresentar a seus leitores o verdadeiro conteúdo desse livro, resultado de uma meticulosa pesquisa acadêmica, e não da minha fabulação.
Para entender porque essas pessoas mestiças foram consideradas brancas, apesar de terem declarado sua afrodescendência, é preciso voltar ao clássico “Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais”, de Oracy Nogueira (São Paulo: T.A. Queiroz, 1985). Se o geógrafo Demétrio tivesse lido esse livro, acredito que teria entendido porque as pessoas brancas que possuem algumas gotas de sangue africano são consideradas pura e simplesmente negras nos Estados Unidos – apesar de exibirem uma fenotipia branca – e brancas no Brasil. Ensina Nogueira que a classificação racial brasileira é de marca ou de aparência, contrariamente à classificação anglo-saxônica que é de origem e se baseia na “pureza” do sangue. Do ponto de vista norteamericano, todos os brasileiros seriam, de acordo com as pesquisas do geneticista Sergio Danilo Pena, considerados negros ou ameríndios, pois todos possuem, em porcentagens variadas, marcadores genéticos africanos e ameríndios, além de europeus, sem dúvida. Quando essas pessoas fenotipicamente brancas e geneticamente mestiças se consideram ou são consideradas brancas no decorrer de suas vidas e assumem, repentinamente, a identidade afrodescendente para se beneficiar da política das cotas raciais, as suspeitas de fraude podem surgir. Creio que foi o que aconteceu com os alunos cujas matrículas foram canceladas na UFSM e na UFSCAR. Se não houver essa vigilância mínima, seria melhor não implementar a política de cotas raciais, porque qualquer brasileiro pode se declarar afrodescendente, partindo do pressuposto de que a África é o berço da humanidade..
Lembremo-nos de que no início dos debates sobre as cotas colocava-se a dificuldade de definir quem é negro no Brasil por causa da mestiçagem. Falsa dificuldade, porque a própria existência da discriminação racial antinegro é prova de que não é impossível identificá-lo. Senão, o policial de Guarulhos não teria assassinado o jovem dentista identificado como negro pelo cidadão branco assaltado, e os zeladores de todos os prédios do Brasil não teriam facilidade para orientar os visitantes negros a usar os elevadores de serviço. Por sua vez, as raras mulheres negras moradoras dos bairros de classe média não seriam constantemente convidadas pelas mulheres brancas, quando se encontram nos elevadores, para trabalhar como domésticas em suas casas. Existem casos duvidosos, como o dos alunos em questão, que mereceriam uma atenção desdobrada para não se cometer erros humanos, mas não houve dúvidas sobre a identidade da maioria dos estudantes negros e mestiços que ingressaram na universidade através das cotas.
Bem, o geógrafo Demétrio Magnoli leva ao extremo a acusação a mim dirigida quando me considera um dos “ícones do projeto da racialização oficial do Brasil”. Grave acusação! Infelizmente, ele não deu nomes a outros ícones. Nomeou apenas um deles, cuja obra não leu, ou melhor, demonstra não ter lido. Mas por que só o meu nome mencionado? Porque sou o mais fraco, pelo fato de ser brasileiro naturalizado, ou o mais importante, por ter chegado ao ponto mais alto da carreira acadêmica? Isso parece incomodá-lo bastante! Um negro que chegou lá, ao topo da carreira acadêmica, numa das melhores universidades do país, mas nem por isso esse negro deixou de ser solidário, pois milita intelectualmente para que outros negros, índios e brancos pobres tenham as mesmas oportunidades.
De acordo com as conclusões assinaladas no livro de Eneida de Almeida dos Reis, muitos mestiços têm dificuldades para construir sua identidade por causa da ambivalência (Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco) , dificuldades que eles teriam superado se tivessem política e ideologicamente assumido uma de suas heranças, ou seja, a sua negritude, que é o ponto nevrálgico de seu sofrimento psicológico. Se o sociólogo acusador tivesse lido este livro e refletido serenamente sobre suas conclusões, ele teria percebido que não alimento nenhum projeto ou plano de ação para suprimir a mestiçagem no Brasil. Isto só pode ser chamado de masturbação ideológica, e não de análise sociológica, nem geográfica! Como seria possível suprimir a mestiçagem, que é um fato fundamental da história da humanidade, desafiando as leis da genética e a vontade dos homens e das mulheres que sempre terão intercursos interraciais? Nem o autor do ensaio sobre as desigualdades das raças humanas, Arthur de Gobineau, chegou a acreditar nessa possibilidade. Se as leis segregacionistas do Sistema Jim Crow no Sul dos Estados Unidos e do Apartheid na África do Sul não conseguiram fazê-lo, os ícones da racialização oficial do Brasil, entre os quais nosso colega me situa, terão esse poder mágico e milagroso que ele lhes atribui?
Entrando na vida privada, gostaria que o sociólogo soubesse que tenho um filho e uma neta mestiços que não são monstros tristonhos como ele pensa, pois são educados para assumir sua negritude e evitar assim os graves problemas psicológicos apontados na obra de Eneida de Almeida Dos Reis, através da indefinida personagem Maria, (ver p.39-100). Como se pode dizer que os mestiços são geneticamente ambivalentes e que política e ideologicamente não podem permanecer nessa ambivalência e ser por isso taxado de charlatão acadêmico? Creio que se trata apenas de uma reflexão que decorre das conclusões do próprio livro e que de per si não constituiria nenhum charlatanismo. Não seria um contra-senso e um grave insulto à USP que esse “charlatão acadêmico” tenha chegado ao topo da carreira acadêmica? E que tenha orientado dezenas de doutores hoje professores nas grandes universidades brasileiras, como a USP, UNICAMP, UNESP, UFMG, UFF, UFRJ, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de São Luiz do Maranhão, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Candido Mendes, PUC de Campinas, etc. Creio que, salvo o geógrafo Demétrio, os que me conhecem através de textos que escrevi, de minhas aulas e de minhas participações nos debates sociais e intelectuais no país e no exterior, não me atribuiriam esse triste retrato.
Disse ainda o geógrafo Demétrio que “do ponto mais alto da carreira universitária, o antropólogo professa a crença do racismo científico, velha de mais de um século, na existência biológica de raças humanas, vestindo-a curiosamente numa linguagem decalcada da ciência genética”. Sinceramente, não entendo como Demétrio conseguiu tirar tanta água das pedras. Das 20 linhas extraídas, de maneira deturpada, de um texto de três páginas de introdução, ele conseguiu dizer coisas horríveis, como se tivesse lido tudo que escrevi durante minha trajetória intelectual sobre o racismo antinegro. A colonização da África, contrariamente às demais colonizações conhecidas na história da humanidade, foi justificada e legitimada por um corpus teórico-cientí fico baseado nas idéias evolucionistas e racialistas produzidas na modernidade ocidental. Teria algum sentido para mim, que milito contra o racismo, professar o racismo científico para lutar contra o racismo à brasileira? Acho que nosso geógrafo quer me transformar num demente que não sou. As pessoas que leram seu texto no jornal O Estado de S. Paulo podem pensar que eu sou esse negro ex-colonizado que professa as mesmas idéias do racismo científico que postulou a inferioridade e a desumanidade dos africanos, incluída a dele mesmo. Como entender que meus alunos de Pós-graduação, a quem ensino há vinte anos “As teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, uma disciplina freqüentada por alunos da USP, de outras universidades e outros estados, têm a coragem de ocupar um semestre inteiro para escutar profissões de fé em favor do racismo científico?
Se o geógrafo Demétrio quer saber mais sobre mim, ingressei na Faculdade em 1964, aos vinte e dois anos de idade. Tive aulas de Antropologia Física com um dos melhores biólogos e geneticistas franceses, Jean Hiernaux. Uma das primeiras coisas que ele me ensinou era que a raça não existe biologicamente. Através de suas aulas, li François Jacob, Nobel de Fisiologia (1965) e um dos primeiros franceses a decretar que a raça pura não existe biologicamente; e J.Ruffie, Albert Jacquard e tantos outros geneticistas antirracistas dessa época. Portanto, sei muito bem, e bem antes de Demétrio que o racismo não pode ter mais sustentação científica com base na noção das raças superiores e inferiores, que não existem biologicamente. Sei muito bem que o conteúdo da raça enquanto construção é social e político. Ou seja, a realidade da raça é social e política porque tivemos na história da humanidade povos e milhões de seres humanos que foram mortos e dominados com justificativa nas pretensas diferenças biológicas. Temos em nosso cotidiano, pessoas discriminadas em diversos setores da vida nacional porque apresentam cor da pele diferente. Nosso sistema educativo é eurocêntrico e nossos livros didáticos são repletos de preconceitos por causa das diferenças. Não sou um novato que ingressou ontem na universidade brasileira. No Brasil, fui introduzido ao pensamento racial nacional por grandes mestres, como João Baptista Borges Pereira, que foi meu orientador no doutoramento, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Oracy Nogueira, entre outros. Não sei onde estava Demétrio nessa época e em que ano ele descobriu que a raça não existe. Acho um exagero querer me dar lição de moral sobre coisas que eu conheço muito antes dele. Isto não quer dizer que ele não possa me ensinar temas pertinentes à geografia, como por exemplo, o que se pode ler em seu livro sobre a África do Sul – “Capitalismo e Apartheid”, publicado pela Editora Contexto, São Paulo, 1998, que oferece algumas informações interessantes sobre a história do sistema do apartheid. Esse livro faz parte da bibliografia recomendada na disciplina ministrada na Graduação, não obstante algumas incorreções históricas nele contidas.
Um dos maiores problemas da nossa sociedade é o racismo, que, desde o fim do século passado, é construído com base em essencializações sócio-culturais e históricas, e não mais necessariamente com base na variante biológica ou na raça. Não se luta contra o racismo apenas com retórica e leis repressivas, não somente com políticas macrossociais ou universalistas, mas também, e, sobretudo, com políticas focadas ou específicas em benefício das vítimas do racismo numa sociedade onde este é ainda vivo. É neste sentido que faço parte do bloco dos intelectuais brancos e negros que defendem as políticas de ação afirmativa e de cotas para o acesso ao ensino superior e universitário. Na cabeça e no pensamento de Demétrio Magnoli, todos os que fazem parte desse bloco querem racializar o Brasil, e isso faz parte de um projeto e de um plano de ação. Que loucura!
Defendemos as cotas em busca da igualdade entre todos os brasileiros, brancos, índios e negros, como medidas corretivas às perdas acumuladas durante gerações e como políticas de inclusão numa sociedade onde as práticas racistas cotidianas presentes no sistema educativo e nas instituições aprofundam cada vez mais a fratura social. Cerca de 70 universidades públicas estaduais e federais que aderiram à política de cotas sem esperar a Lei ainda em tramitação no Senado entenderam a importância e a urgência dessa política. Acontece que essas universidades não são dirigidas por negros, mas por compatriotas brancos que entendem que não se trata do problema do negro, mas sim do problema da sociedade, do seu problema como cidadão brasileiro. Podemos dizer que todos esses brancos no comando das universidades querem também racializar o Brasil, suprimir os mestiços e incentivar os conflitos raciais? Afinal, podemos localizar os linchamentos e massacres raciais nos Estados onde se encontram as sedes das universidades que aderiram às cotas? Tudo não passa de fabulações dos que gostariam de manter o status quo e que inventam argumentos que horrorizam a sociedade. Quem está ganhando com as cotas? Apenas os alunos negros ou a sociedade como um todo? Quem ingressou através das cotas? Apenas os alunos negros e indígenas ou entraram também estudantes brancos da escola pública?
Concluindo, penso que existe um debate na sociedade que envolve pensamentos, filosofias e representações do mundo, ideologias e formações diferentes. Esse pluralismo é socialmente saudável, na medida em que pode contribuir para a conscientização de seus membros sobre seus problemas e auxiliar a quem de direito, o legislador e o executivo, na tomada de decisões esclarecidas. Este debate se resume a duas abordagens dualistas. A primeira compreende todos aqueles que se inscrevem na ótica essencialista, segundo a qual a humanidade é uma natureza ou uma essência e como tal possui uma identidade genérica que faz de todo ser humano um animal racional diferente dos demais animais. Eles afirmam que existe uma natureza comum a todos os seres humanos em virtude da qual todos têm os mesmos direitos, independentemente de suas diferenças de idade, sexo, raça, etnias, cultura, religião, etc. Trata-se de uma defesa clara do universalismo ou do humanismo abstrato, concebido como democrático. Considerando a categoria raça como uma ficção, eles advogam o abandono deste conceito e sua substituição pelos conceitos mais cômodos, como o de etnia. De fato, eles se opõem ao reconhecimento público das diferenças entre brancos e não brancos. Aqui temos um antirracismo de igualdade que defende os argumentos opostos ao antirracismo de diferença. As melhores políticas públicas, capazes de resolver as mazelas e as desigualdades da sociedade, deveriam ser somente macro-sociais ou universalistas. Qualquer proposta de ação afirmativa vinda do Estado que introduza as diferenças para lutar contra as desigualdades, é considerada, nessa abordagem, como um reconhecimento oficial das raças e, conseqüentemente, como uma racialização do Brasil, cuja característica dominante é a mestiçagem. Ou, em outras palavras, as políticas de reconhecimento das diferenças poderão incentivar os conflitos raciais que, segundo dizem, nunca existiram. Assim sendo, a política de cotas é uma ameaça à mistura racial, ao ideal da paz consolidada pelo mito de democracia racial, etc. Eu pergunto se alguém pode se tornar racista pelo simples fato de assumir sua branquitude, amarelitude ou negritude? Como se identifica então o geógrafo Demétrio: branco, negro, mestiço ou Demétrio indefinido? Pelo que me consta, ele se identifica como branco, mas não aceita que os negros e seus descendentes mestiços se identifiquem como tais e lutem por seus direitos num país onde são as grandes vítimas do racismo. A menos que ele negue a existência das práticas racistas no cotidiano brasileiro, e as diferenças de cor, sexo, classe e religiões que exigiriam políticas diferenciadas.
A segunda abordagem reúne todos aqueles que se inscrevem na postura nominalista ou construcionista, ou seja, os que se contrapõem ao humanismo abstrato e ao universalismo, rejeitando uma única visão do mundo em que não se integram as diferenças. Eles entendem o racismo como produção do imaginário destinado a funcionar como uma realidade a partir de uma dupla visão do outro diferente, isto é, do seu corpo mistificado e de sua cultura também mistificada. O outro existe primeiramente por seu corpo antes de se tornar uma realidade social. Neste sentido, se a raça não existe biologicamente, histórica e socialmente ela é dada, pois no passado e no presente ela produz e produziu vítimas. Apesar do racismo não ter mais fundamento científico, tal como no século XIX, e não se amparar hoje em nenhuma legitimidade racional, essa realidade social da raça que continua a passar pelos corpos das pessoas não pode ser ignorada.
Grosso modo, eis as duas abordagens essenciais que dividem intelectuais, estudiosos, midiáticos, ativistas e políticos, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Ambas produzem lógicas e argumentos inteligíveis e coerentes, numa visão que eu considero maniqueísta. Poderão as duas abordagens se cruzar em algum ponto em vez de se manter indefinidamente paralelas? Essa posição maniqueísta reflete a própria estrutura opressora do racismo, na medida em que os cidadãos se sentem forçados a escolher a todo momento entre a negação e a afirmação da diferença. A melhor abordagem seria aquela que combina a aceitação da identidade humana genérica com a aceitação da identidade da diferença. Para ser um cidadão do mundo, é preciso ser, antes de mais nada, um cidadão de algum lugar, observou Milton Santos num de seus textos. A cegueira para com a cor é uma estratégia falha para se lidar com a luta antirracista, pois não permite a autodefinição dos oprimidos e institui os valores do grupo dominante e, conseqüentemente, ignora a realidade da discriminação cotidiana. A estratégia que obriga a tornar as diferenças salientes em todas as circunstâncias obriga a negar as semelhanças e impõe expectativas restringentes.
Se a questão fundamental é como combinar a semelhança com a diferença para podermos viver harmoniosamente, sendo iguais e diferentes, por que não podemos também combinar as políticas universalistas com as políticas diferencialistas? Diante do abismo em matéria de educação superior, entre brancos e negros, brancos e índios, e levando-se em conta outros indicadores socioeconômicos provenientes dos estudos estatísticos do IBGE e do IPEA, os demais índices do Desenvolvimento Humano provenientes dos estudos do PNUD, as políticas de ação afirmativa se impõem com urgência, sem que se abra mão das políticas macrossociais.
Não conheço nenhum defensor das cotas que se oponha à melhoria do ensino público. Pelo contrário, os que criticam as cotas e as políticas diferencialistas se opõem categoricamente a qualquer política de diferença por considerá-las a favor da racialização do Brasil. As leis para a regularização dos territórios e das terras das comunidades quilombolas, de acordo com o artigo 68 da Constituição, as leis 10639/03 e 11645/08 que tornam obrigatório o ensino da história da África, do negro no Brasil e dos povos indígenas; as políticas de saúde para doenças específicas da população negra como a anemia falciforme, etc., tudo isso é considerado como racialização do Brasil, e virou motivo de piada.
Convido o geógrafo Demétrio Magnoli a ler o que escrevi sobre o negro no Brasil antes de se lançar desesperadamente em críticas insensatas e graves acusações. Se porventura ele identificar algum traço de defesa do racismo científico em meus textos, se encontrar algum projeto ou plano de ação para suprimir os mestiços e racializar o Brasil, já que ele me acusa de ícone desse projeto, ele poderia me processar na justiça brasileira, em vez de inventar fábulas que não condizem com minha tradicionalmente pública e costumeira postura.