sábado, 26 de abril de 2008

SERVIDOR DO RECIFE FAZ CURSO CONTRA O RACISMO

Retirado do site do PNUD Brasil. Sempre é bom divulgar estas atividades, quem sabe outros municípios tomam esta inciativa também.

Reportagens
Recife, 15/04/2008

Capital pernambucana ofereceu capacitação a 705 funcionários de áreas como educação e saúde, para que combatam discriminação-->

SARAH FERNANDES

da PrimaPagina
A prefeitura do Recife treinou, em três anos, 705 funcionários — entre médicos, enfermeiros, professores, assistentes sociais e gestores — para combater o racismo no atendimento à população e no planejamento de políticas públicas. O objetivo foi dar maior atenção a problemas de saúde mais comuns na população negra, incluir conteúdos de cultura e história afro-brasileira no currículo escolar e distribuir recursos para combater a desigualdade racial na capital pernambucana, onde 53,22% da população se autodenominou preta ou parda no Censo de 2000.
Ao todo, entre 2005 e 2007 foram capacitados 350 funcionários da Secretaria Municipal de Saúde, 300 professores da rede municipal e 55 funcionários de outras áreas da prefeitura. Para isso, foram oferecidos três cursos para área de saúde, dois para a de educação e cerca de cinco para administração.
Na área de saúde, por exemplo, os cursos mostraram a necessidade de dar mais atenção a algumas particularidades dos afrodescendentes. “Alguns problemas são mais freqüentes na população negra, como anemia falciforme e hipertensão arterial”, destaca a coordenadora das ações na Secretaria de Saúde, Mirante Arruda. Ela diz que, além disso, os pretos e pardos do Recife, geralmente mais pobres, são mais vulneráveis a problemas de saúde causados por determinantes sociais. “Os negros são mais acometidos de doenças infectoparasitárias e de violência”, observa.
Os funcionários da Secretaria de Saúde também foram orientados a informar a cor dos pacientes nos prontuários médicos. “Isso permite planejar melhor a distribuição de recursos e medicamentos”, argumenta Mirante.
Na educação, os professores fizeram um curso sobre história e cultura afro-brasileira, para abordarem esses temas em sala de aula, como prevê a legislação federal. Também debateram como combater discriminação por cor na escola. Na Secretaria de Cultura, foi feito um relatório descrevendo como se deu a implantação de um setor específico para cultura afro-brasileira; a idéia é que a experiência possa inspirar iniciativas semelhantes em outros municípios.
Nos setores ligados ao orçamento das secretarias, ao planejamento de ações públicas e ao atendimento da população, os funcionários receberam orientações para dar mais atenção às condições de vida da população negra.
Os cursos fizeram parte do PCRI (Programa de Combate ao Racismo Institucional), apoiado pelo PNUD e implantado também em Salvador.

Racismo institucional
O racismo institucional se revela por meio de mecanismos de instituições públicas, explícitos ou não, que dificultam o fim da desigualdade entre negros e brancos.Estudar esse tipo de racismo é, por exemplo, procurar respostas para o fato de a mortalidade infantil entre crianças negras ser maior que a de crianças brancas, mesmo que elas provenham de famílias com o mesmo padrão de renda.Segundo o Programa de Combate ao Racismo Institucional, algumas pesquisas mostram que mulheres negras têm menos chances de passar por consultas ginecológicas completas, ter acompanhamento pré-natal e pós-parto, obter informações adequadas sobre concepção e anticoncepção, e ter acesso aos métodos contraceptivos. No entanto, são maiores suas chances de estarem grávidas e terem o primeiro filho antes dos 16 anos.

Conheça o projeto
Saiba mais sobre o
PCRI (Programa de Combate ao Racismo Institucional).
Leia também
Salvador treina 800 servidores anti-racismo Brasil treina 5 mil contra racismo na saúde Negro morre mais de 'causa indefinida'

REUNIÃO PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE TERREIROS

CLIPE COM LETRA MARAVILHOSA E CONSCIENTIZADOR

Racionais Mcs - Nego Drama

BANCO SATANDER ACEITA PROJETOS SOCIAIS

Banco Satander está aceitando projetos no seu programa de responsabilidade social. clique na imagem abaixo para acessar o site.
Edital do instituto Voltotantim para democratização cultural aberto. Para ir para o site clique na imagem abaixo.

ENTIDADES SE UNEM POR SOFTWARE PÚBLICO

Retirado do site do PNUD Brasil

Reportagens
Porto Alegre, 17/04/2008
Ministérios, empresas de informática, PNUD e universidade assinam acordo para estimular programas que atendam interesses sociais-->
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina
Três ministérios, uma universidade, o PNUD e três associações empresariais vão se comprometer a colaborar com o desenvolvimento do software público — programas gratuitos voltados a áreas de interesse da sociedade. O compromisso será firmado nesta quinta-feira por representantes das entidades, durante a
9ª edição do Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre.
A avaliação dos integrantes é que, se o projeto tiver sucesso, várias esferas de governo poderão diminuir seus gastos com programas de computador pagos — só o governo federal economizou entre 7% e 9,5% em pagamento de licenças de 2004 a 2005, segundo o Comitê Técnico de Implantação de Software Livre.
Durante o evento, o PNUD e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) lançam oficialmente a
RCSLA (Rede Colaborativa de Software Livre e Aberto), uma articulação criada pelas duas instituições em junho do ano passado para reunir e trocar experiências de softwares livres com países da América Latina e do Caribe. A rede, cuja primeira célula foi a UFMG, já tem iniciativas na Colômbia e em Cuba e mantém contato com Argentina e Venezuela.
O software público, no Brasil, são geralmente patrocinados pelo governo federal com o objetivo de oferecer gratuitamente ferramentas eletrônicas tanto para administrações públicas quanto para serviços privados oferecidos para um grande número de pessoas. "Ente os beneficiados, em primeiro lugar, está o poder publico, porque aumenta o número de pessoas trabalhando em soluções e aumenta a quantidade de softwares disponíveis", afirma o oficial de programa do PNUD, Fausto Alvim, que representa a agência da ONU no encontro em Porto Alegre. "A iniciativa privada também é beneficiada, em um segundo plano, uma vez que se cria um novo mercado para prestadores de serviço. Nossa idéia é que essas ferramentas venham estimular as pequenas e médias empresas."
Com a assinatura do
memorando de entendimento, os ministérios do Planejamento, de Ciências e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a UFMG, a ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet), a SUCESU (Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações) e a FENAINFO (Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares) comprometem-se a apoiar o desenvolvimento do software público e do Portal do Software Público Brasileiro, um site patrocinado pelo governo federal. Essas entidades passam, ainda, a integrar a rede latino-americana.
O documento estabelece o modelo legal, define o conceito do software público e como ele deve funcionar. "A partir da assinatura, essas instituições passam a discutir regularmente esse processo e, mais tarde, vai ser gerado um termo de referência para tratar do tema", afirma o professor Wagner Meira Jr., doutor em Ciência da Computação e coordenador da célula UFMG da RCSLA. "Se esse modelo de software público realmente for posto em prática, vai haver uma mudança radical no formato de contratação de software por parte dos entes públicos."
A principal mudança, afirma, seria a economia com o uso de programas gratuitos. Governos estaduais, prefeituras, hospitais públicos e autarquias diminuiriam suas despesas no setor. O Banco do Brasil, por exemplo, que recentemente começou a instalar Linux nos servidores de suas agências, espera poupar R$ 13 milhões de reais em licenças num primeiro momento.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE JOGO DE BÚZIOS

Clique na imagem para ampliar

ESTUDO MOSTRAM DESEMPENHO DOS ALUNOS DAS AÇÕES AFIRMATIVAS

Retirado do site da REVISTA FAPESP



Limites desafiados
Estudos comparam desempenho de alunos beneficiados por ações afirmativas e mostram como vários obtêm sucesso acadêmico
Fabrício Marques
Edição Impressa 146 - Abril 2008


Pesquisa FAPESP -
© Purdue News Service/Vince Walter

Há uma novidade no debate so­bre os programas de ação afir­mativa para ingresso no en­sino superior brasileiro. Um conjunto de estudos acadêmicos sobre o desempenho dos es­tudantes beneficiados, notadamente egressos de escolas públicas e grupos étnicos socialmente desfavo­recidos, começa a avaliar a eficiência das iniciativas adotadas por mais de 40 universidades brasileiras. Os programas se dividem em dois grandes grupos. De um lado há os sistemas de cotas, que em geral reservam porcentuais de vagas nos processos seletivos para alunos pobres e/ou negros e índios. Inaugurados entre 2002 e 2003 em universidades estaduais do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, hoje vigoram em dezenas de instituições, sobretudo universidades federais. De outro há um sistema de bonificação de pontos no vestibular para alunos de escolas públicas e também os autodeclarados negros, pardos e indígenas, instituído em 2004 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e adotado, com variações, pela Universidade de São Paulo (USP), pelas universidades federais Fluminense (UFF), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE) e pelas faculdades de tecnologia paulistas, as Fatecs. Tal sistema não estabelece uma quantidade mínima de vagas, mas amplia as chances de ingresso desses grupos via vestibular.
Do ponto de vista do desempenho dos alunos, os resultados mais expressivos foram os obtidos no sistema da Unicamp. Um artigo publicado em edição recente da Higher Education Management and Policy, publicação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apresenta os dados que embasaram a criação da bonificação de pontos e também seus primeiros resultados. O estudo mostra que para os estudantes que entraram na Unicamp entre 1994 e 1997 aqueles oriundos de escolas públicas tiveram desempenho acadêmico superior aos egressos de colégios privados, considerando-se para ambos os grupos jovens que entraram na universidade com notas no vestibular na mesma faixa. O fenômeno, chamado de “resiliência educacional”, é conhecido dos educadores e indica a capacidade do aluno de obter sucesso acadêmico e social apesar da exposição a adversidades pessoais e sociais. Entre as explicações possíveis destaca-se o traquejo especial dos alunos pobres, porém bem formados, para enfrentar situações desfavoráveis, uma qualidade valiosa no ambiente competitivo de uma universidade de pesquisa que nem sempre é compartilhada com os colegas de classe média, em geral poupados das adversidades por suas famílias.
As evidências sobre esse comportamento ajudaram a moldar o Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), que a partir de 2004 passou a beneficiar com 30 pontos os egressos de escolas públicas e em mais 10 pontos os negros e índios – esse bônus é aplicado sobre um referencial de 500 pontos, atribuído à média do desempenho de todos os alunos em cada prova. A escolha dessa faixa de pontuação não foi casual. Trata-se de uma espécie de zona de empate técnico do vestibular, dentro da qual a oscilação de desempenho dos candidatos não indica propriamente uma vantagem – caso os mesmos candidatos submetam-se a sucessivos exames, suas colocações costumam variar dentro dessa área cinzenta. A idéia, portanto, era privilegiar alunos de escolas públicas, negros e índios apenas como critério de desempate dentro de uma amostra de candidatos com rendimentos acadêmicos muito semelhantes. “O que os nossos dados mostravam é que, para além da questão da inclusão social e da promoção da diversidade, essa fórmula também interessava à Unicamp do ponto de vista acadêmico, uma vez que historicamente os alunos oriundos da escola pública apresentavam um desempenho crescente em relação aos do ensino privado com nível equivalente de conhecimento”, diz Renato Pedrosa, autor principal do artigo e professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) da Unicamp.

Para ler na íntegra clique aqui.
Para baixar o artigo em PDF clique aqui.

BOLSAS DE ESTUDO PARA APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL NOS ESTADOS UNIDOS

Inscrições abertas até 30 de maio de 2008

Estão abertas as inscrições para o Hubert Humphrey Fellowship Program 2009/2010. O Programa oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos, para profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs), preferencialmente empreendedores sociais, em meio de carreira, com comprovado potencial de liderança e atuantes nas áreas de:
- Manejo de Recursos Naturais e Meio Ambiente;- Desenvolvimento e Economia Agrícola;- Direito (com foco em Direitos Humanos);- Drogas (Educação, Prevenção e Tratamento);- Planejamento Urbano e Regional (com foco em habitação popular);- Políticas e Administração de Saúde Pública;- Política e Administração de Tecnologia (com foco em inovação);- Políticas e Planejamento Educacional (democratizaçã o, acesso e equidade do ensino superior);- Tráfico de pessoas (políticas de prevenção).Durante os onze meses de bolsa nos EUA os participantes terão oportunidade de ampliar e adquirir experiências profissionais relacionadas às suas áreas de trabalho, numa combinação acadêmica e profissional. As candidaturas serão avaliadas pelo Comitê de Seleção no Brasil, que indicará os candidatos brasileiros ao Comitê Internacional, responsável pela seleção final em nível mundial.


Requisitos básicos:
- Possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana;- Ser graduado em curso com duração superior a quatro anos;
- Ter no mínimo cinco anos de experiência profissional a conclusão do bacharelado;- Ter vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente com o terceiro setor (ONGs);
- Ter fluência em inglês, com pontuação mínima de 90 pontos no teste TELP-Test of English Language Proficiency. Terão prioridade candidatos- Provenientes de setores que por razões socioeconômicas têm acesso restrito ao ensino superior;
- Sem experiência educacional ou profissional no exterior. Não serão aceitas inscrições de:
- Professores universitários e/ou pesquisadores que não estejam envolvidos com a área administrativa (exceto na área de Drogas - Educação, Prevenção e Tratamento);
- Candidatos que estudaram um ano ou mais em universidade norte-americana nos últimos sete anos (até agosto de 2008);
- Candidatos com experiência de mais de seis meses nos Estados Unidos nos últimos cinco anos (até agosto de 2008). Benefícios:
- Passagem de ida e volta aos Estados Unidos;- Bolsa mensal para manutenção;
- Anuidade e taxas escolares;
- Seguro-saúde.
Como se candidatar: Somente serão aceitas candidaturas submetidas por e-mail para
hhh09@fulbright. org.br
Indique no campo “assunto” da mensagem: Candidatura Humphrey 2009/10: Nome completo do candidato;O formulário de Drug Abuse (parte integrante do formulário de inscrição) deverá ser preenchido somente pelos candidatos da área de Drogas (Educação, Prevenção e Tratamento).
Documentos que devem ser submetidos diretamente á Comissão Fulbright – sem esses documentos sua candidatura não estará completa:- English Language Proficiency e cartas de recomendação: esses documentos devem ser impressos e submetidos separadamente para a Comissão. São necessárias duas cartas de recomendação, sendo uma delas de seu supervisor imediato. As cartas devem ser escritas em inglês, ou devem ser acompanhadas de tradução. O English Language Report Form deve ser preenchido pelo professor de Inglês, no momento que o candidato se submeter ao teste de proficiência TELP; - Resultado do teste de proficiência de língua inglesa Test of English Language Proficiency (TELP);- Cópia de diplomas e históricos escolares da graduação e pós-graduação;- Currículum vitae;- Uma foto colorida, recente (tamanho 5x7cm). Favor escrever o nome completo e legível no verso da foto.
Informações importantes sobre os testes de inglês:
O TELP foi desenvolvido pelo Departamento de Estado norte-americano como instrumento de pré-seleção de proficiência em língua inglesa para candidatos em potencial a programas de intercâmbio educacional. No Brasil, este teste é administrado pelos Escritórios de Orientação Educacional, ligados à Embaixada dos EUA exclusivamente para os programas da Comissão Fulbright. Informações no site
www.fulbright.org.br/estude2. html;
O TOEFL será exigido dos candidatos recomendados na seleção nacional, os quais devem se submeter ao teste até novembro de 2008. A pontuação mínima aceita pelo Programa varia de acordo com a modalidade do teste: 525/195/70 pontos (Paper Based Test/ PBT, Computer Based Test/CBT, Internet Based Test/IBT).
Calendário:- Data limite de envio da inscrição à Comissão Fulbright: 30 de maio 2008;- Pré-seleção e Convocação para entrevista: até 13 de junho de 2008;- Entrevista dos candidatos pré-selecionados: até 11 de julho de 2008;- Divulgação do resultado da seleção nacional: até 18 de julho 2008;- Apresentação de resultado do TOEFL/documentaçã o dos candidatos recomendados: agosto/setembro de 2008;- Divulgação do resultado da seleção internacional: fevereiro de 2009;- Início do programa: julho/setembro de 2009;- Conclusão do programa nos EUA: maio/junho de 2010.


Endereçamento A documentação, exceto o formulário de inscrição, deverá ser enviada em papel para:Comissão FulbrightRef: Candidatura Humphrey 2009/10SHIS – QI 9, Conj 17, Lote L – Lago Sul71625-170 – Brasilia, DFMais informações na Comissão Fulbright: (61) 3248-8600,
http://www.humphrey fellowship.org

TRF CONFIRMA VAGA A ALUNA BARRADA POR COTAS NA UFRGS

Retirado do site do jornal A TARDE ON LINE.

23/04/2008 (16:17) COMENTÁRIOS (0)
Agencia Estado

Por unanimidade, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou uma liminar que permitiu a uma estudante se matricular no curso de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A candidata alcançou o 39º lugar no vestibular, mas não pôde ingressar no curso porque 12 das 40 vagas oferecidas eram destinadas ao sistema de cotas. A decisão foi divulgada ontem.
A decisão provisória foi concedida, inicialmente, em fevereiro pela desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler. Para Marga, apesar de a aluna não ter cursado todo o ensino médio na rede pública, ela obteve pontuação superior à de alguns aprovados pelo sistema. A desembargadora federal ressaltou ainda que a estudante apresenta renda familiar inferior a R$ 1,9 mil e possui despesas com aluguel e remédios para tratamento de insuficiência respiratória crônica.
Segundo o TRF4, na avaliação de Marga, o sistema de cotas da UFRGS é eminentemente social, mas "a resolução universitária não poderia afrontar relevante e fundamental postulado expressamente consagrado pela Constituição, o mérito acadêmico, que, neste caso, não sendo observado, atingiu o direito subjetivo da estudante".

UFPR NÃO ACATA DECISÃO DO MPF SOBRE RESERVA DE VAGAS

Retirado do jornal Paraná-Online

Por Flávio Laginski [24/04/2008]
Foto: Daniel Derevecki

Rosana Albuquerque de Sá Britto: tipo de necessidade.O Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se posicionou, em uma reunião realizada ontem, contra a exigência do Ministério Público Federal (MPF) de reservar 5% das vagas para portadores de necessidades especiais. Entretanto, a instituição reconhece a necessidade de se criar mecanismos para que haja uma inclusão maior.
A decisão do Coun, segundo a assessoria de comunicação da UFPR, entende ser “inviável” no momento atender a ação civil pública ajuizada pelo MPF. Além disso, a universidade entende ter autonomia nas suas decisões e não caberia ao MPF ditar as regras da instituição.
Para a pró-reitora de Graduação, Rosana Albuquerque de Sá Britto, “há que se pensar no tipo da necessidade. Por exemplo, um cego não pode fazer Odontologia ou Medicina. Um surdo não poderia cursar Música. Mas é preciso discutir até onde podemos trabalhar em prol dessas pessoas”. Ainda de acordo com a assessoria de comunicação da UFPR, o reitor Carlos Moreira Júnior cogitou, como forma de inclusão, ofertar vaga de expansão por curso ou por setor.

terça-feira, 22 de abril de 2008

ESTERIÓTIPO INFLUI NO SUCESSO E NO FRACASSO, DIZ ESTUDO

Retirado do site BBC Brasil

Testes de matemática também são afetados por auto-percepção
Um artigo publicado na edição deste mês da revista especializada Scientific American afirma que os estereótipos exercem grande influência sobre o sucesso ou o fracasso dos indivíduos.
Segundo o artigo, assinado por pesquisadores britânicos, o fracasso no trabalho, na escola ou em esportes não se deve necessariamente à falta de talento ou incompetência, mas também à maneira como cada um percebe o grupo social ao qual pertence.
Assim, por exemplo, mulheres asiáticas que fizeram testes de matemática obtiveram melhor desempenho ao serem lembradas de suas origens asiáticas (reforçando o estereótipo de que os asiáticos são melhores em matemática) que ao ter sua identidade feminina destacada (já que, segundo o estereótipo, mulheres são piores em matemática que os homens).
Da mesma forma, atletas brancos tiveram pior desempenho em jogos de golfe quando foram informados de que teriam sua "capacidade atlética natural" comparada à de jogadores negros. Em compensação, o grupo melhorou ao acreditar que se tratava de um teste de "inteligência estratégica esportiva".
Em outros experimentos, pessoas mais velhas tiveram rendimento pior em testes de memória após ser lembradas do estereótipo que as relaciona à capacidade cognitiva deteriorada.
Efeito positivo
Estudos anteriores tentaram vincular esta mudança de desempenho ao uso de áreas da memória que deixariam de ser utilizadas pelos indivíduos submetidos à ansiedade da "ameaça dos estereótipos".
Entretanto, isto não explicaria por que os estereótipos também podem ajudar a elevar o rendimento de membros de grupos considerados ‘os melhores’ – neste caso, esta percepção não altera os recursos de memória disponíveis, disseram os pesquisadores.
Para eles, a explicação é que "a ameaça dos estereótipos não é tanto uma questão de cognição em si, também de imagem pessoal e identidade".
"Embora alguns pesquisadores tenham saltado para a conclusão altamente polêmica de que as diferenças de desempenho refletem diferenças naturais entre os grupos, na verdade a raiz de muitas diferenças repousa sobre os estereótipos, ou pré-conceitos, que outros têm em relação ao grupo a que pertencemos", diz o estudo.
Ao mesmo tempo, o artigo afirmou que os estereótipos são flexíveis, e podem ser modificados para influenciar o desempenho dos indivíduos.
"De muitas maneiras, temos um estereótipo do estereótipo, que é errada. Os estereótipos não são necessariamente ruins, podem inclusive ser ferramentas de progresso", disse o professor Stephen Reicher, da Universidade St Andrews, na Escócia.
"Foi precisamente por desafiar estereótipos que ativistas como Steve Biko e Emmeline Pankhurst puderam alcançar a emancipação de negros sul-africanos e de mulheres britânicas."
Para os pesquisadores, os estudos em relação ao tema trazem "duas lições fundamentais".
"A primeira é tomar cuidado para não confundir desempenho e capacidade, especialmente ao tratar de grupos diferentes entre si, e compreender a força que as expectativas dos outros exerce sobre o que fazemos", dizem os pesquisadores.
"A segunda é perceber que não estamos fadados a ser vítimas de estereótipos opressivos, mas que podemos aprender a usar os estereótipos como ferramentas de nossa liberação."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

BLOGS, JORNALISMO E TECNOLOGIA

Retirado do site Observatrio da Imprensa.

E-Notícias
Início > Índice Geral > E-Notícias
ENTREVISTA / LUIS ORIHUELA
Por Gabriela Azevedo Forlin em 15/4/2008


Reproduzido da edição nº 137 (3/4/2008) do Monitor de Mídia, projeto de acompanhamento da imprensa catarinense produzido por alunos e professores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), sob a coordenação do prof. Rogério Christofoletti; integrante da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (
Renoi)
Em meio à explosão de modernas ferramentas online voltadas para a comunicação, as questões credibilidade, confiabilidade, real utilidade, auto-suficiência da internet e educação de futuros comunicadores vêm à tona. Neste campo, o jornalista, escritor, professor universitário e blogueiro José Luis Orihuela é expert. Orihuela leciona no curso de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra (considerado o melhor curso da Espanha) e é autor do livro La revolución de los blogs (La esfera de los libros, Madrid, 2006) e do blog
eCuaderno.
Orihuela explica que suas linhas básicas de trabalho são a articulação entre a vida acadêmica e a atividade profissional externa, a preocupação com os efeitos da inovação tecnológica sobre os modos e meios de comunicação e, por fim, como se dá a projeção internacional desses efeitos na Europa e especialmente na América Latina. Orihuela descobriu os blogs através da tese de sua primeira aluna de doutorado e desde agosto de 2002 mantém o seu próprio, um dos mais influentes em língua espanhola.
Em entrevista ao Monitor de Mídia, o professor analisa as mais diversas ferramentas disponíveis na internet relacionadas à Comunicação e ao seu mais recente fenômeno: o microblogging.


Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

ARTIGOS SOBRE ÁFRICA DA REVISTA COM CIÊNCIA

Artigos interessantes retirados do Dossiê África da Revista Eletrônico de Jornalismo Científico - Com Ciência No. 97 - 09/04/2008

Editorial

Artigos
Reportagens

Resenha

PROGRAMA ENTRE ASPAS DA GLOBO NEWS DEBATE O PROUNI

Totalmente tendencioso este "debate"... cadê a pessoa a favor para fazer o contraponto.


Terça-feira, 08/04/2008

O Supremo Tribunal Federal (STF) discute a ação contra o Programa Universidade para Todos (ProUni), apresentada pelo DEM e pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino.


domingo, 20 de abril de 2008

ESTUDO SOBRE O SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL

Retirado do site do IBASE. Parece bem interessante.

Quem controla o sistema financeiro?

Como os mercados financeiros se tornaram tão poderosos? Por que os líderes governamentais, mesmo aqueles eleitos livremente e que estavam na liderança de movimentos progressistas que prometiam mudanças sociais fundamentais, sentem-se tão intimidados que não vêem alternativa senão sacrificar suas promessas diante das exigências dos bancos e dos investidores financeiros? Como são estabelecidas as regras de governança internacional num contexto em que os governos não se sentem empoderados para controlar sua própria situação interna?

Leia a publicação

A publicação faz parte da iniciativa Liberalização financeira e governança global: o papel das entidades internacionais, coordenada pelo Ibase, desenvolvida coletivamente por especialistas e ativistas de 12 países com o apoio da Fundação Ford . Foi produzida por Fernando Cardim de Carvalho e Jan Kregel com base nas informações da primeira fase da pesquisa.

CONFLITOS NA ÁFRICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Retirado do site Comunidade Segura.

Conflito na África vale quanto pesa
Lis Horta Moriconi 04/04/2008 -

A África paga caro pela guerra. E há números que comprovam. Quando comparados a nações em situação de paz, os países africanos que vivem conflitos armados têm índices de mortes de crianças 50% maiores. Lá também moram 15% das pessoas com deficiência alimentar do mundo. A expectativa de vida é de cinco anos a menos; há 20% menos adultos alfabetizados; há menos comida (12,4% por pessoa) e menos médicos (2,5 vezes menos médicos por paciente).
Novas pesquisas estão medindo o impacto do conflito armado sobre a população africana. A agência não-governamental Saferworld, com base no Reino Unido, é uma das organizações que esperam que os resultados das pesquisas possam influenciar diretamente os propositores de políticas públicas indicando que é necessário investir mais na população refém da guerra e do conflito.
De acordo com o relatório Peace and Security in Africa (Paz e segurança na África), “o conflito armado custa à África 18 bilhões de libras por ano. Isso significa um custo de 300 bilhões de libras entre 1990 e 2005 – mais ou menos a mesma quantia destinada ao continente por organismos de ajuda humanitária no mesmo período.” O relatório questiona a eficiência do envio dinheiro à África uma vez que "nada mais é feito para prevenir o conflito violento."
O relatório tem como objetivo avaliar se e quais progressos foram alcançados em termos de redução da pobreza e auxílio ao desenvolvimento na África, que eram metas da Comissão para a África (CfA), fundada pelo ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair, e apoiada por seu sucessor, Gordon Brown. Em um apelo público pelo cumprimento das Metas do Milênio da ONU, Brown falou sobre “um consenso internacional sobre o que precisa ser feito para combater os problemas de desenvolvimento do continente africano."
“O relatório avalia o grau de comprometimento da comunidade internacional com as promessas que fez em relação à paz e à segurança em 2005. Esperamos que o apelo público em alcançar as Metas do Milênio faça com que a segurança esteja no centro das políticas para o desenvolvimento e com que haja consciência de que sem isso não será possível alcançá-las até 2015”, afirma Thomas Donnelli, da Saferworld.

Maior progresso no controle de armas

“Esperamos também que o grupo de atores internacionais responsáveis por políticas relativas ao conflito violento na África percebam e ajam no sentido de implementar urgentemente as recomendações da Comissão de paz e segurança”, acrescenta Donnelli.
A CfA lançou em 2005 nove recomendações, incluindo o aumento da ajuda ao continente. A Comissão também destacou que “a ajuda poderia ser mais efetiva em políticas para redução do conflito.”
Segundo o relatório, das nove recomendações feitas pela Comissão para a paz e segurança na África, a que mais teve sucesso nos últimos três anos foi a que pede para “se iniciar uma negociação em direção ao um Tratado Global de Armas (ATT, do inglês Arms Trade Treaty).” Uma resolução sobre o ATT foi levada adiante durante a Assembléia Geral das Nações Unidas em outubro de 2007, com a vasta maioria das nações (100) se posicionando em favor da criação do tratado.

Comissão de Consolidação da Paz falha em prevenção

As outras oito recomendações são: incorporar a avaliação do conflito aos gastos com a ajuda financeira; esclarecer os papéis e as responsabilidades das Nações Unidas e dos organismos regionais de prevenção e resolução de conflito; perdoar a dívida externa de países em situação de pós-conflito; controlar o comércio de recursos naturais que financiem guerras; desenvolver e implementar recomendações para companhias que operem em áreas de risco de conflitos violentos; financiar, no mínimo, 50% do Fundo para a Paz da União Africana; adotar acordos legalmente vinculantes mais efetivos sobre negociações territoriais e extra-territoriais de armas; e estabelecer uma Comissão de Paz da ONU para atuar em prevenção e no pós-conflito.
A Comissão de Consolidação da Paz (PBC, do inglês Peace Building Comission), criada pela ONU em 2005, já trabalha em seus dois primeiros casos, Burundi e Serra Leoa, mas limita suas atividades à consolidação da paz no pós-conflito e ainda não incorporou atividades de prevenção da violência, como recomendado no projeto original.

Traduzido por Aline Gatto Boueri

CAIXA: 2.000 VAGAS PARA BOLSISTAS DO PROUNI

Retirado do site da Caixa Econômica Federal

18/04/2008
A Caixa Econômica Federal (CEF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), oferece 2 mil vagas de estágio a bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). As oportunidades estão inseridas no Programa de Estágio da Caixa e o objetivo é democratizar o acesso no mercado de trabalho de estudantes de baixa renda em todo o Brasil. O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) serão os responsáveis pelo recrutamento dos jovens.
Para participar deste projeto, é preciso, além de ser bolsista do ProUni, estar com a matricula ativa a partir do terceiro semestre da graduação, nos cursos com duração de três anos, ou a partir do quinto semestre, nos cursos com quatro ou cinco anos de duração. Os estagiários atuarão nas unidades administrativas da Caixa. As oportunidades são para os estudantes dos cursos de Antropologia, Administração, Contabilidade, Comunicação Social, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Informática, Letras, Psicologia, Secretariado e Sociologia, entre outros.
Quem for contratado receberá bolsa-auxílio no valor de R$475 por mês, para uma carga-horária de 25 horas semanais. O contrato de estágio tem duração de um ano e pode ser renovado por igual período. O gerente institucional do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), Moisés do Espírito Santo Júnior, alerta para que os bolsistas já cadastrados na instituição devem atualizar seus dados, informando a condição de beneficiário do ProUni, para que possam ter chances de disputar uma vaga.
De acordo com o gerente de Estágio do IEL, Ricardo Romeiro, a previsão é que até o final de abril o instituto comece a receber o cadastro dos bolsistas do ProUni através da internet. Até lá, a recomendação é de que os candidatos efetuem seu cadastro diretamente em um dos postos de atendimento do IEL, o que em São Paulo só poderá ser realizado dentro de cerca de um mês, com a inauguração da unidade paulista do órgão, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
No Rio de Janeiro, somente o Ciee irá recrutar os estudantes para esta oportunidade. O ProUni é uma iniciativa do governo federal, que tem como finalidade conceder a jovens de baixa renda bolsas de estudo integrais ou parciais em instituições privadas de ensino superior. Atualmente, o programa conta com 310 mil bolsistas em todo o país.
Na cerimônia em que foi anunciada a parceria entre a Caixa e o MEC, no dia 29 de março, durante o Fórum Mundial de Educação da Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu, o ministro da Educação, Fernando Haddad informou que a empresa foi a primeira a atender ao apelo do governo para a criação de vagas para os bolsistas. "Ações como esta garantem a continuidade do programa e atendem à uma das reivindicações dos bolsistas", ressaltou Haddad.
Para concorrer, os interessados devem se cadastrar pela internet ou pessoalmente no Ciee ou no IEL. A relação dos endereços pode ser conferida nos sites dos agentes de integração. Vale lembrar que para efetuar o cadastro no IEL pela internet, os estudantes devem aguardar a implementação no site do instituto da área específica para cadastro de bolsistas do ProUni.


Serviço
Ciee:
www.ciee.org.br;
IEL: www.iel.org.br;
Fiesp: Av. Paulista, 1313, sala 702, Bela Vista, São Paulo.

PAI DO MOVIMENTO NEGRITUDE FALECEU

Retirado do Google notícias

Morreu o poeta Aimé Césaire, pai do movimento 'negritude'
17/04/08.
PARIS (AFP) — O poeta martinicano Aimé Césaire, considerado o pai do "movimento negritude", faleceu nesta quinta-feira aos 94 anos em Fort de France (Martinica), Antilhas Francesas, no centro médico onde se encontrava hospitalizado desde 9 de abril.
Desde sua internação por problemas de natureza cardíaca circulavam rumores sobre seu estado de saúde preocupante.
O funeral acontecerá na ilha natal do poeta, ao final de três dias de homenagens, anunciou o Partido popular martinicano, fundado por Césaire.
O presidente francês Nicolas Sarkozy irá à Martinica para assistir à cerimônia de enterrro do escritor, poeta, autor teatral, ensaísta e homem político de esquerda.
Sarkozy saudou em Aimé Césaire um "símbolo de esperança para os povos oprimidos".
A Assembléia Nacional francesa observará um minuto de silêncio em memória daquele que foi, também, o deputado que bateu todos os recordes de longevidade parlamentar, atuando de 1945 a 1993.
Nascido em 1913 em Basse-Pointe (Martinica) de uma família modesta, Césaire cresceu cercado pela miséria da população rural de uma ilha profundamente marcada por dois séculos de escravidão.
Aimé Césaire foi, junto com o senegalês Leopold Sedar Senghor e o guaianês Leon-Gontran Damas, um dos impulsores da corrente conhecida como "negritude".
Defensor do mundo negro e de sua revolta contra o colonizador, se definia "fundamentalmente poeta, mas poeta comprometido" e "negro, negro, desde o fundo do céu imemorial".
Césaire é autor de uma obra veemente e reivindicativa, às vezes muito próxima do surrealismo e que se propagou com os movimentos de luta contra a colonização.
Aimé Césaire teve influência maior sobre várias gerações de escritores e intelectuais no mundo.
Lançou-se na política e criou um partido, o Parti Progressista martinicano (PPM) para promover a autonomia de sua ilha e a "igualdade social".
Em 1950, com a publicação de seu "Discours sur le colonialisme", discurso sobre o colonialismo, texto virulento contra o ocidente, empoleirado no "alto do morte de cadáveres da humanidade", amplia sua audiência e dá a sua obra um aspecto universal.
As autoridades locais querem que, por ocasião do enterro, o cortejo passe por vários bairros da cidade onde foi prefeito durante 56 anos (1945-2001).
O autor de "Cahier d'un retour au pays natal" consagrou sua vida à literatura e à política, nos quais plasmou todos seus combates contra o colonialismo e o racismo.

PROGRAMA FÁBRICA DE IDÉIAS CONVIDA PARA:

SEMINÁRIO PERMANENTE. TEMAS E PROBLEMAS CONTEMPORÂNEOS

“O fenômeno Barak Obama”
Prof. John Stanfield ( Indiana University )

Local: Centro de Estudos Afro-orientais da UFBA

Data: 25/04/08 (sexta-feira)
Horário: 18 às 21horas

“De Fidel a Raul - uma perspectiva afro-cubana sobrea transição em Cuba”
Pedro Cubas (Doutorando do Posafro/Ufba).

Local: Centro de Estudos Afro-orientais da UFBA Data: 09/05/08 (sexta-feira)
18 às 21 horas
Programa Fábrica de Idéias / Centro de Estudos Afro-orientais
Inocêncio Galvão, 42 - Largo. 2 de Julho - Centro - Salvador - Bahia - Brasil - CEP.: 40 060 055 - Tel: 3321-3660 fabrica@ufba.br

MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA NEGRA "ESPELHO ATLÂNTICO"

Em parceria com o African Filme Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de
filmes africanos e filmes brasileiros que refletem a herança daquele continente.
A CAIXA Cultural recebe, de 22 a 27 de abril, a mostra "Espelho Atlântico". Com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, o evento traz uma primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra para o Rio de Janeiro. Espelho Atlântico é uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e também da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.
A mostra Espelho Atlântico é uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.
A seleção de filmes foi definida em parceria com a organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e a recente parceria com o governo australiano para a realização do Sidney African Film Festival.
A mostra Espelho Atlântico foi selecionada pelo edital 2007 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural e será oferecida ao público a preços populares.

Mostra Cinematográfica Espelho Atlântico
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel: 21 2544 4080 – Site:
www.caixacultural. com.br
Temporada: de 22 a 27 de abril de 2008
Sessões: a partir das 19h (curta-metragem sempre seguido de um longa metragem)
Classificação etária: confira a programação
Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais

Informações para a imprensa
Assessoria de imprensa da CAIXA Cultural RJ
Daniele Lucena, Mara Marques e Aline Borba
Tel: (21) 2497 5022 Cels: (21) 78921433//96174772/ /82150900

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MUSEU REALIZA EXPOSIÇÃO DE QUADRINHOS AFRICANOS

Retirado do Blog Cibertron
Bem que as editoras poderiam lançar algumas destas histórias aqui...
O Museu de Cultura Africana, Afrika Museum, em Berg en Dal, na Holanda, vai realizar uma exposição de quadrinhos africanos no mês de abril.
Picha, palavra que dá nome à mostra, significa "desenho" em Swahili, uma das línguas mais populares da África.
A mostra incluirá trabalhos de Adjim Danngar, do Chade; Barly Barutie e Pat Masioni, da República Democrática do Congo; Bob Kanza, do Congo; Didier Kassaï, da República Centro Africana; Dwa, de Madagascar; Farid Boudjellal, da Argélia; Frank Odoi, do Quênia; Hector Sonon, do Benin; Jean-Claude Ngumire, de Ruanda; Karlien de Villiers e Themba Siwela, da África do Sul; Kola Fayemi e Eayo Fatunla, da Nigéria; Marguerite Abouet, da Costa do Marfim; Mohammed Nadrani, do Marrocos; Pahé, do Gabão; Ramón Esono Ebalé, da Guiné Equatorial; e T.T. Fons, do Senegal.
HQs de autores árabes e egípcios também fazem parte do programa.
Os quadrinhos estão se tornando muito populares na África. No Senegal existe um programa de TV baseado num personagem local, Googoorlu. Na África do Sul, a vida de Nelson Mandela já foi contada numa HQ. Na Etiópia, os gibis ensinam aos soldados sobre os perigos da AIDS e outras doenças.
Um exemplo de bastante sucesso é a série Aya the Yopougon, de Marguerite Abouet, da Costa do Marfim, juntamente com Clément Oubrerie, que foi publicada em várias línguas.
A exposição começará em 26 de abril e ficará aberta ao público até 31 de agosto de 2008.

PESQUISADORA APONTA RETROCESSO NA POLÍTICA DE COMBATE AO RACISMO NAS ESCOLAS

Retirado do site Moviemnto Educacional

Adriana Brendler Repórter da Agência Brasil
17 de abril de 2008

As políticas de combate à desigualdade racial desenvolvidas pelo Ministério da Educação (MEC) foram interrompidas a partir de 2007 e estão causando retrocesso na implementação de ações educacionais na área étnico-racial em estados e municípios. Entre elas, o cumprimento da Lei 10.639, de 2003, que torna obrigatório o Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras e Africanas nas escolas.

A avaliação foi feita por Eliane Cavalleiro, pesquisadora na área de educação e racismo da Universidade de Brasília (UNB), durante palestra realizada hoje (16) na Conferência Nacional de Educação Básica, em Brasília.
Segundo a professora, que foi coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educacional do MEC de 2004 a 2006, várias políticas, como a de apoio técnico e financeiro ao Programa Cultura Afro-Brasileira, desenvolvido no período em que ela esteve na instituição, foram interrompidas em 2007.
De acordo com ela, durante esses dois anos o MEC repassou recursos financeiros e técnicos a municípios para implantação de escolas em comunidades quilombolas, para distribuição de material didático-pedagógico e para ações de formação continuada de professores.
“Eram políticas importantíssimas para a implementação de uma educação anti-racista, ao combate de fato à discriminação que está presente no cotidiano escolar. Na medida em que ele [MEC] pára, as ações nos estados e municípios também param. Há uma interrupção de 2006 até 2008, há um retrocesso institucional no combate ao racismo” afirmou Eliane Cavalleiro.
Ela apresentou uma relação com 18 livros e materiais editados em 2005 e 2006 e não publicados em 2007, além de cinco títulos que tiveram projetos editoriais iniciados em 2006 e que até hoje não foram concluídos.
Para a pesquisadora, a política do MEC na área étnico-racial é descontínua, fragmentada e frágil, inclusive em termos de recursos humanos. Como exemplo, citou a equipe da Coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional, que tinha mais de 20 técnicos há dois anos e hoje foi reduzida a menos da metade.
Presente à conferência, o diretor do Departamento de Educação para Diversidade e Cidadania do MEC, Armênio Schmidt, respondeu às criticas, mas confirmou a suspensão da distribuição de material didático e de ações de formação de professores na área étnico-racial em 2007. Segundo ele, a interrupção, “apenas externa”, nas ações voltadas à questão racial, ocorreu por causa das mudanças no sistema de financiamento do MEC.
“O MEC ficou esse período de 2007 construindo uma nova forma de indução de políticas, de relação com estados e municípios, que foi o Programa de Ações Articuladas. Durante o ano passado realmente não houve publicações e formação de professores. Mas, na nossa avaliação, não houve um retrocesso, porque isso vai possibilitar uma nova alavanca na questão da Lei (10.639). Agora, estados e municípios vão poder solicitar a formação de professores na sua rede, e o MEC vai produzir mais publicações e em maior número” argumentou.
Durante os debates, que seguiram à exposição da pesquisadora, a falta de material didático, definições e orientações pedagógicas para tratar tanto a temática racial como as situações de discriminações e racismo nas escolas foram apontadas por professores da educação infantil e ensino fundamental. Marinês Militão, professora de educação infantil, nível de ensino onde há maior concentração de alunos negros, disse que não tem material para trabalhar em sala de aula. “Eu já pedi mil vezes para o MEC, mas até agora nada”, lamentou.
Schmidt informou que o MEC está em fase de levantamento das demandas dos estados e municípios. De acordo com ele, novos materiais didático-pedagógicos ligados à questão racial devem voltar a ser distribuídos pelo ministério a partir do segundo semestre deste ano. A estimativa de prazo é a mesma para novas ações de formação de professores, que devem ser realizadas na modalidade a distância.

CARTA ABERTA MOSTRA QUE CANDIDATOS A REITOR DA UFMT "ESQUECEM" OS NEGROS

Retirado do site 24h News.

Educação
16/04/2008 - 11h07

Carlos Eduardo LemosRedação 24 Horas News

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, formada pelos movimentos sociais negros e os quilombolas, lançou carta aberta aos candidatos reitores da Universidade Federal de Mato Grosso para que incluam propostas do segmento negro nos programas de gestão e debates.Uma demonstração de que os postulantes a cadeira ocupada por Paulo Speller se esqueceram do segmento. Eles querem a implementação da Lei 10639/03 e o parecer 003/04 nos cursos de licenciatura como disciplina obrigatória. A proposta foi apresentada pelo ex-vereador e ativista Rinaldo Ribeiro de Almeida, do Instituto de Formação Estudo e Pesquisa (IFEP).
Das propostas apresentadas Rinaldo esta a implementação de políticas de ações afirmativas, as chamadas “cotas”, que garantam o ingresso, a permanência de afrodescendentes na UFMT. Ele toma como referência os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que estima em 62,6% a população de pretos e pardos em Mato Grosso. "As cotas é a melhor solução educacional, é uma política transitória. Propomos um período de 10 anos, podendo ser prorrogado por mais 10 anos, com acompanhamento e avaliação”, afirmou.
Os movimentos sociais solicitam ainda a construção de políticas específicas para superação das desigualdades sócio-raciais dos quilombolas de MT com garantia de recursos suficientes no orçamento da UFMT; articular junto à bancada federal de MT a aprovação do projeto de Lei 73/99 onde o relator é um parlamentar de MT e do Estatuto de Promoção da Igualdade Racial já aprovado por unanimidade no Senadores.
“Ao avaliar a gestão da UFMT nestes oito anos, só restou ao movimento social negro, quilombolas decepções. A atual gestão aprovou em 2003 uma política afirmativa muito tímida, “sobre vagas” depois recuou. Entretanto quase 50 universidades públicas implementaram políticas de “cotas” bem mais afirmativas” - afirmou o representante do IFEP.
Os dados do IBGE e PNAD (2007) apontam que a população negra do estado, é de 62,6% o que situa Mato Grosso-MT como o estado com maior continente de população afro-descendente da região Centro-Oeste estando entre os cinco estado s brasileiro com maior concentração relativa da população de cor preta/parda. Rinaldo disse que o dialogo com a reitoria é frágil e difícil, do próximo reitor e equipes o movimento negro espera postura, comprometimento, decisão, brevidade com a causa.

VESTIBULAR DO RJ: PROCURAM-SE COTISTAS

Retirado do jornal O Dia

11/4/2008 01:25:00
Universidades saem à caça de estudantes do Ensino Médio que se adaptem aos critérios do benefício. Houve redução de 75,5% nas inscrições na Uerj e Uenf, onde sobraram 1.335 vagas
Daniela Dariano e Maria Luisa Barros


Rio - Há cinco anos, o sistema de cotas abriu as portas do ensino superior para estudantes carentes. Hoje eles estão deixando de bater à porta das universidades. Desde o início da lei, em 2003, o número de candidatos caiu 75,5% na Uerj e na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Como eles não estão indo até as faculdades, elas decidiram ir ao encontro dos alunos do Ensino Médio. As universidades estaduais têm ido às salas de aula para convencê-los a usar um direito que é deles.
No vestibular 2008 das duas instituições, foram oferecidas 2.632 vagas para estudantes negros, oriundos da rede pública, portadores de deficiência, indígenas e filhos de policiais e bombeiros. Sobraram 1.335 vagas para cotistas. E, mesmo que todos os inscritos no exame tivessem sido aprovados, ainda assim o número seria insuficiente para ocupar todas as carteiras reservadas: restariam 535 lugares. As vagas não preenchidas são ocupadas por não-cotistas.
O fenômeno tem intrigado reitores, pesquisadores e o estado. “É muito triste. Essa queda está acontecendo aos nossos olhos e nós não sabemos ainda avaliar o que está acontecendo”, diz Líliam Bahia, pró-reitora de Graduação da Uenf. Este ano, a instituição ofereceu 105 vagas para negros, mas só 15 alunos se inscreveram e sete se classificaram.Preocupada com a sobra de vagas para cotistas, a Uerj iniciou estudo para identificar as causas do problema. “Este ano, aniversário de 5 anos da lei de cotas, teremos que trabalhar para dar essa resposta”, afirma a pró-reitora interina de Graduação da Uerj, Hilda Maria Montes Ribeiro de Souza.
Uma das hipóteses levantadas pelas universidades e por pesquisadores é a de que havia uma demanda reprimida que já teria sido sanada. Nesse caso, a solução seria recalcular, diminuindo o percentual de reserva de vagas, que hoje é de 45% (20% para negros, 20% rede pública e 5% para os demais).
Outra possibilidade é que os estudantes estejam migrando para faculdades particulares, atraídos pela bolsa-auxílio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e com a vantagem de cursar a faculdade mais perto de sua casa, em que o custo com transporte é menor. O ProUni financia as mensalidades até o fim do curso. A Lei de Cotas dá ajuda de custo — de R$ 193 na Uerj e de R$ 214 na Uenf — para alunos do primeiro ano.
Aluna da primeira turma de cotistas da Uerj, Rachel Cabral da Silva, 22 anos, aponta outra razão para a sobra de vagas. “Não há divulgação nas escolas sobre as cotas raciais e ações afirmativas”, queixa-se a estudante de Geografia. Em 2003, ela concorreu com 8.533 candidatos pela reserva de vagas. No último vestibular, a disputa foi mais fácil: apenas 2.097 inscritos.
Em outubro do ano passado, escolas de Ensino Médio de 22 municípios do Norte e Noroeste fluminense começaram a receber orientação da Uenf sobre Direitos Humanos. “As escolas não estavam preparadas para receber e discutir a política de cotas”, afirmou Líliam Bahia.
Na Uerj, um trabalho semelhante é realizado no programa Proiniciar. “Meu trabalho é ir às escolas. Explico o vestibular e o sistema de cotas. As escolas do estado, onde estão os alunos mais carentes, ligam e me convidam. Converso com os meninos do 3º ano”, conta a professora do do departamento de seleção acadêmica Maria Inês Melo Guimarães.
Projeto prevê bolsa durante todo o curso
A extensão da assistência estudantil a cotistas para todo o curso universitário é uma das medidas previstas no anteprojeto de lei que vai substituir a Lei de Cotas a partir de setembro. Os candidatos aprovados no vestibular 2009 da Uerj e Uenf, cujas inscrições começaram ontem pela Internet, já seriam beneficiados com as mudanças na nova lei.Outra alteração prevista no projeto é a inclusão de estudantes oriundos da rede pública de qualquer estado brasileiro. Atualmente, apenas quem cursa o Ensino Médio nas escolas fluminenses pode se candidatar às vagas reservadas nas universidades do estado. Para a comunidade acadêmica, a iniciativa é vista como uma das soluções para tentar reduzir a queda no número de inscritos nas cotas.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O VOCIFERANTE SILAS MALAFAIA E A INTOLERÂNCIA RELIGIOASA

Retirado do Blog Palavra Sinistra.

2 Coríntios 13.8: Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.

Quem assistiu ontem ao programa do reverendo Silas Malafaia, tanto na Rede TV, quanto na Bandeirantes, viu um homem indignado. Alguém que estava manifestadamente afetado em sua fé, em sua crença... enfim, um homem ferido.
O motivo de tamanha indignação do reverendo era o fato de o jornal Extra ter veiculado algumas semanas atrás matérias demonstrando a vinculação entre determinadas igrejas evangélicas e o tráfico de drogas, surgindo, desta vinculação um monstruoso quadro de intolerância contra os praticantes da umbanda e do candomblé nos morros cariocas.
Em seu ódio santo, Silas Malafaia chamou o jornalista de safado, de covarde, o desafiou a provar quem são as igrejas e os pastores que fazem isso e, de público, disse que estas igrejas e estes pastores seriam débeis mentais, idiotas, caso estivessem fazendo tal vinculação, afinal, o poder do Evangelho, e tão somente ele, já basta para tirar as pessoas das drogas, da prostituição e do homossexualismo.
Em nenhum momento Malafaia tocou na questão da intolerância religiosa. Buscou apenas desqualificar a matéria e, ao mesmo tempo pontuar que o que existe é uma série de interesses políticos por trás, os dele, inclusive, como veremos mais à frente.
Silas Malafaia citou duas vezes a palavra umbanda, nenhuma vez a palavra candomblé, e em dado momento referiu-se a cultos afro. E parou aí. Nada mais disse. Não se referiu ao fato de que, independente de ser ou não débil mental o pastor que está ali "convertendo" o traficante, o fato real e objetivo é que há casos graves de violência e de intolerância religiosa contra pessoas não cristãs nessas comunidades.


Para ler na íntegra clique aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

VICE-REITOR PEDE EXONERAÇÃO DO CARGO

Retirado do site do Globo Online. Algumas notícias precisam ser colocadas com urgência, mas o trabalho e outras obrigações impedem essa logíca. Segue abaixo então notícias da ocupação da reitoria da UNB. Agora segue uma pergunta: Será que os opositores das cotas vão se aproveitar deste momento??? Só o tempo dirá...

Publicada em 12/04/2008 às 20h59m

O vice-reitor da UnB, Edgar Mamiya, comunicou na noite deste sábado ao Ministério da Educação seu pedido de exoneração do cargo. Na sexta-feira, ele chegou a afirmar que não deixaria o cargo apesar das pressões estudantes que ocupam a reitoria da universidade em protesto contra as acusações contra o reitor Timothy Mulholland por uso indevido de recursos destinados ao financiamento de projetos e desenvolvimento institucional da UnB para decorar seu apartamento funcional. Edgar Mamiya estava interinamento no cargo de reitor, depois que Mulholland pediu afastamento da instituição por 60 dias. Além dele, o decano de administração, Érico Paulo Weldle, também pediu licença do cargo. Mesmo depois dos pedidos, os estudantes que tomaram a reitoria não aceitaram deixar o prédio. Eles pedem a exoneração do reitor, além de toda a diretoria da universidade. Na próxima quarta-feira, dia 16, o Conselho Universitário se reúne para discutir o afastamento da atual reitoria. O ConsUni não tem o poder de demitir, mas a intenção é fazer pressão política. Com o pedido de exoneração de Mamiya, pode ser preciso antecipar as eleições.

Abaixo segue a carta de repúdios de alunos negr@s que estão participando da ocupação.

Se hoje estou aqui só devo
a Dandara só devo a Zumbi

Ontem( 08/04 ) o ainda reitor Timothy Mulholland afirmou em entrevista que vêm sofrendo ataque forte perseguição política por grupos que são contrários a implementação de políticas de inclusão racial e social na UnB. Essa postura explicita mais uma vez a negação dos esforços envidados pela comunidade negra em uma luta ancestral que nos remete a agentes históricos como: Zumbi, Dandara, Ganga Zumba, Lélia González e uma infinidade de outr@s negr@s que compõem a Maafa. A Maafa é um conceito que designa o sofrimento e a opressão que une os povos negros num grito que não precisa de tutela: um grito de levante.
A política de cotas NÃO é uma criação do reitor Timothy. A discussão sobre políticas de ações afirmativas é muito anterior na cena política brasileira, sobretudo pela pressão exercida pelo movimento negro para que se instituíssem políticas de reparação a população negra.
É importante sublinhar que o ainda reitor apresenta uma versão distorcida dos fatos que afligem a universidade. Na tentativa desesperada de desviar o foco das denúncias que o cercam, Timothy Mulholland constrói uma estratégia vinculada a prática racista de colocar-se como tutor daquel@s que ele acredita estar favorecendo, no caso em questão @s estudantes egressos do sistema de cotas.
Assim sendo elencamos alguns exemplos capazes de demonstrar o descaso e falta de empenho da Administração Universitária, no trato com as questões raciais:
  • Falta de apoio e infra-estrutura ao programa de pesquisa Brasil Afroatitude;
  • Não solucionamento dos casos de racismo da UnB como o caso do incêndio criminoso provocado nas portas d@s estudantes african@s na CEU, bem como o Caso Kramer e o Caso Thadeu;
  • A falta de autonomia e infra-estrutura do Centro de Convivência Negra;
  • A ausência de uma política eficaz de assistência estudantil com um recorte racial.

Aqueles que são contra a democracia sempre serão contra a inclusão social da população negra, o que não justifica a conivência com o desvio de dinheiro promovido pelo reitor, dinheiro este que deveria servir às funções de ensino, pesquisa e extensão, bem como a expansão da política de inclusão racial e social.
Contudo, NÓS estudantes negr@s graduandos e pós-graduandos, politicamente ativos no movimento de ocupação repudiamos as afirmações feitas pelo ainda reitor em entrevista coletiva, de que as recentes manifestações contrárias aos abusos cometidos com dinheiro da Universidade são simples desdobramentos da resistência às políticas de inclusão racial e social.

Ainda reitor, nunca legítimo e jamais em nosso nome.

Ass: Estudantes negr@s graduandos e pós-graduandos do Movimento de Ocupação

Vídeo onde vice-reitor afirma que não vai renunciar. Não deu tempo nem deu pra esquentar a cadeira do cargo.

Vice-reitor assume UnB



sexta-feira, 11 de abril de 2008

PRÊMIO 2008 DAS NAÇÕES UNIDAS NO CAMPO DOS DIREITOS HUMANOS

Premio 2008 de Naciones Unidas en el campo de los Derechos Humanos
Actualmente está abierta la inscripción para las nominaciones al Premio 2008 de Naciones Unidas en el campo de los Derechos Humanos, el cual es otorgado cada 5 años a individuos u organizaciones por sus acciones y logros en materia de defensa y promoción de los Derechos Humanos.
El premio fue otorgado a personalidades como Nelson Mandela, Jimmy Carter, Taha Hussein, Prince Sadruddin Aga Khan, Anna Sabatova, entre otros, y a organizaciones como Amnesty Internacional, Cruz Roja Internacional, etc. La fecha límite para la presentación de nominaciones es el 15 de julio de 2008. Más información:
http://www.ohchr. org/EN/NewsEvent s/Pages/hrprize2 008.aspx.

2º CURSO SOBRE DIREITOS E DEVERES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Retirado do site Umbadafest

CONTEÚDO:

A associação religiosa: estatutos, atas, contabilidade, receita federal, etc.
Templo religioso: alvará de funcionamento, isenção de IPTU, taxa de lixo, etc.
Liberdade de culto e dos locais de culto: direitos e deveres, problemas de invasão arbitrária, legislação ambiental, direito de vizinhança, leis sobre poluição sonora, etc.
Celebrar o culto de acordo com os dogmas e tradições de cada religião;
Inscrição na Previdência Social (para fins de aposentadoria, benefícios, etc.);
Celebrar casamento e emitir o certificado para reconhecimento civil;
Livre acesso a hospitais, presídios e quaisquer outros locais de internação coletiva, visando dar assistência religiosa.


Data: 13/04/2008 (Domingo)
Horário: Das13h00 ás 20h00.
LOCAL: Instituto Cultural Aruanda
End.: Rua Albuquerque Lins, 6-24, Vila Falcão, Bauru – SP.

Taxa de Inscrição: R$30,00.
Os participantes recebem material de apoio (Apostila e DVD) e certificado de participação.

Encerramento com o tradicional Toque da União.

VAGAS LIMITADAS - GARANTA JÁ A SUA!CONFIRMAçÂO MEDIANTE PAGAMENTO!
Maiores Informações:
contato@umbandafest.com.br e (14) 9784-0128
Promoção:
UMBANDA FEST – União. Esse é o caminho. CEERT – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades.
Responsáveis:
Coordenação Geral: Ricardo Barreira
Coordenação Jurídica: Prof. Dr. Hédio Silva Jr.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

PREFEITO DO RIO DE JANEIRO E SUA OPINIÃO SOBRE ÁREAS QUILOMBOLAS

Recebido por email diretamente do "EX-BLOG" do César Maia. Para quem não sabe o prefeito do Rio de Janeiro gosta de virtualidade e manda email pelo seu newsleater pelo menos duas vezes por semana. O prefeito mais virtual e antenado do mundo, se ele não postar a coisa não tem importância. Para ir para o site clique na imagem ao lado

Data: Thu, 10 Apr 2008 15:44:45
De: "Ex-Blog do Cesar Maia" <blogdocesarmaia@gmail.com>
Assunto: 10/04/2008 Ex-Blog do Cesar Maia
ÁREA DEMANDADA EM TODO BRASIL, SOB O ARGUMENTO DE ANTIGOS QUILOMBOS É IGUAL AO ESTADO DE S.PAULO!

1. Este Ex-Blog recebeu de um oficial de patente máxima das FFAAs um material a respeito das conseqüências da hiper-flexibilização do conceito de quilombos e do uso político que está sendo feito pelo INCRA, fora de suas atribuições, com atropelamento da legislação e das decisões judiciais. Caso está na órbita do STF que deve decidir nas próximas semanas.
2. A auto-declaração, o aceite para qualquer reunião no passado, a desnecessidade de uso capião, a possibilidade de atribuir-se a ocupação em qualquer tempo, mesmo que séculos atrás sem presença por este tempo, etc... está produzindo um abuso de gigantescas proporções.
3. Paradoxalmente, a maior área demandada em hectares está no Amazonas, onde a escravidão não teve nem de longe a proporção e significado que teve no Nordeste e no Sudeste. E por que no Amazonas?
4. Em Porto Alegre a demanda está alcançando quase 100 locais. No Rio até o local da Ordem Terceira é demandado, além de Parque na Fonte da Saudade e o Alto-Leblon quase todo. Marambaia é outro exemplo, com história que impede aquela interpretação.
5. Os textos do INCRA introduziram a expressão "território" o que incorpora a possibilidade de autonomia e demarcação. Estes "territórios" uma vez demarcados deixam de pertencer a ocupantes individuais e passam a ter controle coletivo, abrindo uma brecha de extrema gravidade no futuro da integridade territorial brasileira. Coincidentemente muitas das áreas demandadas são de alto valor, sem nenhuma fixação recente de possíveis descendentes nelas.
6. ONGs estrangeiras financiam tais demandas oferecendo recursos para o encaminhamento das auto-declarações.