sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BAIXE DE GRAÇA: TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 2ª TEMPORADA

Retirado do blog Baixedetudo. É rapaziada mais links para este seriado hilário. Mais para frente colocaremos a 3ª temporada.


Enfrentando uma nova vizinhança e sendo jogado numa escola onde os alunos brancos são a maioria e localizada há duas horas de sua casa, Chris (Tyler James Williams, “Law & Order: Special Victims Unit”) se esforça para encontrar seu lugar enquanto tenta manter seus irmãos na linha em casa e supera os desafios do ginásio. Esse responsável e alegre adolescente mostra de maneira distinta e divertida os testes e traumas do dia-a-dia.1982 foi o ano em que Chris completou 13 anos. Convencido pelos sonhos de que se tornar um adolescente seria algo realmente legal, a entrada de Chris na adolescência acaba sendo bem diferente do que ele imaginava. Após mudar de um bairro projetado para o Brooklyn, Chris continua preso em seu papel como irmão mais velho. Como o “adulto de emergência” da família, ele é responsável por cuidar de Drew (Tequan Richmond, “Ray”), seu irmão mais novo e seguro de si, que também é mais alto do que ele, e de Tonya (Imani Hakim), a caçula, enquanto seus pais estão trabalhando.
Seu rude pai Julius (Terry Crews), que sabe o preço de todas as coisas, tem diversos trabalhos para sustentar sua família. Já sua rígida e petulante mãe Rochelle (Tichina Arnold), que trabalha meio-período numa pequena imobiliária, comanda a casa com um orçamento apertado, enquanto exige o melhor para os seus filhos.


Com sua mãe determinada a vê-lo numa boa escola, Chris é obrigado a pegar vários ônibus todos os dias para chegar ao colégio Corleone Junior High, no bairro italiano de South Shore. Apesar de ser um alvo fácil para os valentões, o charme natural e a inteligência afiada de Chris permitem que ele faça novos amigos na escola, como por exemplo Greg (Vincent Martella, “Gigolô Europeu”), outro garoto inteligente e legal… que não sabe brigar.
Enquanto Chris Rock revê diretamente o seu passo, sua versão mais jovem ainda está para descobrir o que sua família já sabe — a natureza afiada e briguenta de Chris irá mudar a vida dele. Mas antes, ele terá que pensar, conversar ou correr durante esse caminho de crescimento após outras confusões em sua casa, na escola ou nos diversos ônibus pelo caminho.

Todo Mundo Odeia o Chris 2ª Temporada
Tamanho Médio: 80 Mb
Formato: Rmvb
Qualidade: HDTV
Temporada: 2ª
Áudio: PT - BR

Episódio 01 Episódio 02 Episódio 03 Episódio 04 Episódio 05 Episódio 06 Episódio 07 Episódio 08 Episódio 09 Episódio 10 Episódio 11 Episódio 12 Episódio 13 Episódio 14 Episódio 15 Episódio 16 Episódio 17 Episódio 18 Episódio 19 Episódio 20 Episódio 21 Episódio 22
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CURSO DE EXTENSÃO AFRICA E AFRICANIDADES: DEZ CONFERÊNCIAS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA

Recebido por email. Mesmo com a inscrição terminada no dia 13 vale a pena entrar em contato para ver a possibildiade.

Venha participar conosco de uma imensa reflexão sobre a África, sua importância histórica, política, social e cultural no Brasil e no Mundo através do Curso de Extensão AFRICA E AFRICANIDADES: DEZ CONFERÊNCIAS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA. O evento é promovido pela Linha de Pesquisa África e Diáspora Negra do Laboratório de Estudos das Diferenças e Desigualdades Sociais (LEDDES), vinculado ao Departamento de História e ao Programa de Pós-Graduação em História da UERJ (PPGH), ocorrerá no período de 22 de setembro a 29 de outubro de 2009, às terças e quintas, das 18:30 às 21:30 h.
OBJETIVOS GERAIS:
• Realizar um balanço historiográfico sobre as principais temáticas da História da África;
• Estimular a educação intercultural nos espaços escolares, respeitando as diferenças de raça, credo, gênero e classe.
• Contribuir com a ampliação das discussões sobre relações étnico-raciais imbricadas com a implementação da Lei 10.639/2003, principalmente da História e Culturas Africanas.

PROGRAMAÇÃO:
Reflexões Historiográficas – Doutoranda Fernanda Thomas (UFF/UERJ)
Conquista e Colonização da África – Dr. Alexsander Gebara (UFF)
Descolonização da África – Dra. Edna dos Santos (UERJ)
Literatura na África Lusófona – Dra. Carmen Tindó (UFRJ)
África Lusófona Contemporânea – Dr. José Gonçalves.
Estado e Cultura na África Contemporânea – Dr. Silvio Carvalho
África na Antiguidade – Doutorando Cristiano Bispo.
África entre séculos XI e XV – Dra. Mônica Lima (UFRJ)
África: Cultura e Religião – (UERJ/UCAM/UFF)
A África nas Escola Brasileiras Dra. Fátima Chaves (SME/UNIRIO)


INSCRIÇÕES:
LEDDES,UERJ 9º andar, Bl. D/ Sl.6
28 de Julho a 13 de Agosto
07 de Setembro a 15 de Setembro
Terças e quintas das 10h as 20h

Local do evento:
UERJ - Campus Francisco Negrão de Lima, Pavilhão João Lira Filho
Auditório 91 e 93Rua São Francisco Xavier, nº 524, Maracanã, 9º andar, Bl. F
Rio de Janeiro - Cep: 20550-900

Investimento: R$80,00 (R$60,00 graduandos)
Dados Bancários: CEPED/UERJ
Banco Itaú - ag. 6134 c/c.: 01183-9
Depósito identificado pelo CPF

ORGANIZAÇÃO:

Ana Carolina Coelho, Cristiano Bispo, Fátima Machado Chaves, Luiz de Oliveira, Marcelo Santana de Oliveira, Michele A. Magalhães Santos, Rogério da Silva Guimarães, Silvio de Almeida Carvalho Filho.
Postado

SINDJORS PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE OS INDICADORES DA NEGRITUDE

Recebido por email

O negro na mídia
Sindjors promove seminário sobre os indicadores da negritude e desagregação de dados por raça e etnia no Censo de 2010

Evento tem caráter internacional e visa sensibilizar jornalistas, universitários, sindicalistas, integrantes de ongs e ativistas do movimento social afrobrasileiro. A promoção é do do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. Inscrições gratuitas
A invisibilidade da população negra na mídia brasileira e a desagregação de dados por raça/etnia nos censos nacionais de 2010 da América Latina e Caribe são assuntos do II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a invisibilidade da Cor - que nesta segunda edição tem como temática os Indicadores da Negritude e os Meios de Comunicação – e do Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010.
Agendados para os dias 17 e 18 de setembro de 2009 no auditório da Associação Riograndense de Imprensa – ARI, Avenida Borges de Medeiros, 8º andar, centro de Porto Alegre, os dois eventos estão com inscrições abertas até 15/09, podendo as fichas de inscrições serem solicitadas pelo e-mail:
web@jornalistasrs. brte.com. br. Os encontros reunirão técnicos de institutos internacionais de pesquisa, especialistas em indicadores socioeconômicos das Nações Unidas e do governo brasileiro.

Os dois eventos são uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, através do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros, com apoio da Associação Riograndense de Imprensa, ARI, da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC. Com inscrição gratuita, os organizadores esperam a adesão de representantes das Comissões de Jornalistas Pela Igualdade Racial – Cojiras - de Brasília, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Alagoas, além de representações de ongs e ativistas do movimento social negro.Marcado para quinta-feira, 17/09, a partir das 18h30min,o II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor ao propor o tema "Indicadores da Negritude e os Meios de Comunicação", quer proporcionar aos jornalistas, universitários dos cursos de Comunicação e Jornalismo e público em geral um repensar sobre as diferenças étnico-raciais, práticas de discriminação e racismo, a identidade e auto-estima da população negra brasileira.

Já o Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010 acontecerá na manhã da sexta-feira, 18/9, com início previsto para as 8h30min e duração até às 13h30min. A intenção dos organizadores é dar visibilidade estatística de afrodescendentes na região das Américas, como uma ação política que garanta a coleta e análise de dados desagregados por raça/etnia nos censos de 2010/2012. A desagregação de dados por raça/etnia pode resultar no aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial, de acordo com os compromissos assumidos pelos Estados da região e reiterados na Conferência de Revisão de Durban, realizada em Genebra, em abril de 2009.

Os palestrantes: Para participar dos dois seminários virá Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas) Brasil e Cone Sul; um outro convidado é Mário Lisboa Theodoro, Diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA-Brasília /DF; também confirmaram suas presenças: Giancarlo Summa, Diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas no Brasil – RJ/RJ e José Carlos Torves – Diretor do Departamento de Mobilização,Negociação Salarial e Direito Autoral da Federação Nacional de Jornalistas – Fenaj.

SERVIÇO
Assunto: II Seminário Estadual O Negro na Mídia - A Invisibilidade da Cor com a temática os “Indicadores da Negritude”Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010

Data: 17 e 18 de Setembro de 2009 (Quinta e Sexta-feira)

Horário: 18h30min no dia 17/09 (Quinta-feira) Das 8h30min às 13h30min no dia 18/09 (Sexta-feira)

Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa - ARI - Avenida Borges de Medeiros, 915/ 8 º andar – Centro –

Inscrições: web@jornalistasrs. brte.com. br (p/ solicitar fichas de inscrição)

Entrada franca!

GAMES EM GERAL DISCRIMINAM MULHERES E NEGROS

Retirado do site yahoo notícias.

Sex, 07 Ago
Pesquisa mostra que maior parte dos personagens em jogos são homens brancos; latinos, velhos e crianças t
Por Stella Dauer

Quem acha que deveriam ser lançados mais jogos com mulheres como Lara Croft, vai concordar com os resultados da pesquisa de Dimitri Williams e uma equipe da Universidade da Carolina do Sul. De acordo com eles, os jogos mais vendidos possuem muito mais homens brancos do que mulheres e outras minorias.
O estudo foi baseado nos dados de nove plataformas diferentes, e analisou 150 dos jogos mais vendidos no período de 2005 a 2006, mas não incluiu plataformas mais atuais como Nintendo Wii e Playstation 3. Williams disse que seu estudo foi feito para complementar os outros já existentes, que se apoiaram em todos os jogos feitos, e não apenas nos de maior sucesso.
Ele e sua equipe constataram que apenas 15% dos títulos possuem mulheres como protagonistas, e que os personagens latinos ficam com míseros 2%. “A indústria de jogos não focou nas mulheres, apesar de elas representarem 38% de todos os jogadores” disse. A pesquisa também mostrou que 15,2% dos jogadores são compostos por latinos. Idosos, crianças e nativos americanos possuem números inexpressivos.
Negros aparecem em melhor situação, aparecendo bastante nos jogos, mas ficam para trás quando se observam seus perfis, a maioria gângsters e pessoas da rua em jogos como Grand Theft Auto e 50 Cent Bulletproof. “Se eu fosse um negro, ficaria descontente com a fraca qualidade dos meus retratos. Se fosse um hispânico, ficaria descontente com a falta de retratações” afirmou Williams.
Para Williams, a explicação para esse acontecimento é uma só: os desenvolvedores desses jogos também são, em sua maioria, homens e brancos, e tendem a criar personagens parecidos com eles mesmos, noticiou o site Switched .
Segundo o site LiveScience ignorar os consumidores dessa forma pode ser um erro. Isso porque o público que compra os jogos não é mais formado apenas por homens brancos adultos. Crianças e mulheres representam hoje uma grande parcela dos consumidores. “Eu sou o alvo deles, sou um cara branco de 30 anos. Mas o país não se parece mais comigo” comentou Williams.
www.geek.com.br

FUNDAÇÃO PALMARES LANÇA EDITAL PARA PROJETOS

Retirado do site da ONG Geledes.

Notícias
Fonte: Diário do Pará
Com o objetivo de proporcionar a crianças e jovens em idade escolar atividades relacionadas ao ensino sobre a história e a cultura afrobrasileira, a Fundação Cultural Palmares lançou no início deste mês, o edital Idéias Criativas para 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra.
A Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, vai disponibilizar R$ 400 mil aos 15 projetos vencedores. Os interessados em participar do edital devem se inscrever até o dia 14 de setembro. Os projetos deverão ser enviados somente por meio dos serviços de postagem dos Correios. A relação dos projetos inscritos será divulgada no site da Fundação, no endereço eletrônico www.palmares.gov.br.
Com o tema "Renascimento Africano Fesman", o edital pretende apoiar projetos culturais que tragam em seu conteúdo subsídios para promover a Lei n° 10.639/03, que torna obrigatório na escola o estudo da história da África e dos africanos.
Além dessas temáticas, a lei prevê que conteúdos sobre a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional também devem ser repassados aos alunos. A ideia de incluir os conteúdos na grade curricular é resgatar a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
O projeto deve organizar ações para todo o mês de novembro em pelo menos uma das seguintes expressões artísticas e sociais: teatro, dança, literatura, música, cinema, moda, design, artesanato, culinária, formação cultural, ou seminários com temas políticos e sociais voltadas à questão negra e afro-brasileira. As atividades devem trazer também, como inspiração, a Diáspora africana no Brasil e o III Festival Mundial de Artes Negras - o FESMAN. (Agência Unama)
Matéria original:
Fundação Palmares lança edital para projetos

COTAS RACIAIS NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA TEM 'DEMANDA ZERO'

Retirado do site do G1.

11/08/09
No último vestibular, 19 dos 43 cursos não tiveram concorrentes às cotas.Em outras opções, a disputa era de apenas um candidato por vaga.
Do G1, em São Paulo, com informações do Portal RPC*

Desde 2006, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) criou um sistema de cotas para facilitar o acesso ao ensino superior para negros e estudantes de escolas públicas. A oferta, no entanto, tem sido pouco (ou nada) aproveitada no que se refere às cotas raciais.

Dentre as 43 opções de cursos da instituição, 19 não tiveram sequer um candidato negro inscrito no último vestibular da instituição. Outras 18 graduações, incluindo en­­genharia civil e economia, tiveram concorrência de apenas um candidato por vaga.

Disputa para valer, com número de vestibulandos negros maior que a oferta de vagas, só ocorreu em seis cursos, e ainda assim a maior procura foi de três candidatos por vaga em ciências biológicas – bem abaixo da concorrência geral do curso (12 por vaga). A pró-reitora de graduação da UEPG, Graciete Tozetto Góes, conta que uma mudança no sistema de seleção das cotas raciais derrubou ainda mais a concorrência. Historicamente, a procura é pequena desde o início da oferta das cotas, mas no último vestibular a instituição decidiu checar se os inscritos são mesmo negros antes da realização das provas, e só quem cumpria as exigências raciais concorreu às vagas.

"Até então, acontecia de o vestibulando fazer a prova, passar e depois não ser considerado negro pela comissão de análise. E perdia a vaga. Agora fazemos a avaliação antes do vestibular e, se ele não preencher os requisitos da instituição, ainda pode fazer a prova em cotas de escola pública”, explica. Para Graciete, a exigência da avaliação antes de fazer o vestibular pode ter levado alguns estudantes a não se inscrever nas cotas raciais. “Principalmente para quem não mora em Ponta Grossa e precisaria fazer uma viagem a mais”, diz.

Nos últimos anos, muitos estudantes que se autodeclaram negros ou pardos na inscrição do vestibular escolhem não disputar o vestibular de cotas raciais. Talvez porque não querem ser avaliados pela comissão ou porque não concordam com o sistema, acredita a pró-reitora. Em 2009, há 68 cotistas raciais (4%) dentre os 1,5 mil calouros da instituição. Do total de vagas ofertadas no último vestibular, 8% foram destinadas para estudantes negros e 25% a alunos de escolas públicas. A proporção pode variar de acordo com a procura.
Estudo e trabalho
A pró-reitora de graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Fátima Cristina de Sá, reconhece que o sistema de cotas raciais não teve a procura esperada pela instituição. Ela percebeu que a demanda é especialmente baixa em cursos integrais – que não possibilitam conciliar trabalho e estudo. “Os estudantes cotistas preferem cursos noturnos ou diurnos, que permitem trabalhar pelo menos em um período”, diz. A UEL oferece 40% das vagas para cotistas – 20% são cotas raciais e 20% para estudantes vindos de escolas públicas. No último vestibular, a maioria dos cursos teve concorrência acima de três candidatos por vaga entre os negros, mas ainda assim a disputa foi bem menos acirrada do que entre os não cotistas.
Biótipo
A pró-reitora da UEL conta que a comissão responsável pela avaliação dos candidatos tem sentido dificuldades para definir quem se enquadra nas normas das cotas raciais.

Ser descendente de negros não basta; o candidato precisa ter o biótipo (pele, esclera dos olhos, traços do rosto, cabelo) da raça negra, que engloba as pessoas de pele preta ou parda.

Os estudantes são examinados depois da aprovação no vestibular e da realização da matrícula, e alguns perdem a vaga por não serem considerados pela comissão como negros – no último processo de avaliação, foram 3 casos entre 166 cotistas raciais. Possibilidades de alteração no sistema de análise estão sendo estudadas na UEL.

(*Com informações do jornal Gazeta do Povo)


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

GILMAR MENDES DIZ QUE O MODELO DE COTAS GERA SENTIMENTOS RACISTAS

Retirado do site Brasilia em tempo real.
Entrevista preocupante...

08/08/2009

O Supremo Tribunal Federal ainda não tem data para julgar a ação do partido político Democratas contra o sistema de cotas da Universidade de Brasília. Apesar de ter negado parte do pedido da liminar inserida na ação do DEM – determinando a permanência dos alunos cotistas matriculados –, o ministro disse temer, em entrevista ao site Eu, Estudante, que o modelo adotado pela UnB possa gerar sentimentos preconceituosos, racistas e discriminatórios na própria universidade. Segundo ele, no país ninguém é excluído pelo fato de ser negro. “O grande mérito do Brasil é o processo de integração, o respeito, a tolerância”, destacou, ao defender um debate amplo sobre o assunto.
Semana passada, o senhor negou o pedido do DEM para que fosse suspenso o sistema de cotas da UnB. Mas, ao mesmo tempo, fez críticas ao sistema. O senhor acredita que o conceito de um modo geral é falho ou é bom?


Precisa de mudanças?
A própria doutrina, a literatura e os especialistas têm levantado objeções quanto à correção plena desse nosso modelo de cota racial pelas peculiaridades do Brasil, o grau de miscigenação e a falta de critérios adequados para a própria identificação. Os jornais mesmo têm divulgado as dificuldades de a UnB fazer essa identificação e foi por isso que eu suscitei aquelas dúvidas que terão que ser dirimidas pelo tribunal. Eram dúvidas sobre se esse modelo seria mais adequado ou se ele carece de aperfeiçoamento. Há muita gente que defende a ideia de ações afirmativas, mais baseada no elemento socioeconômico e menos na ideia puramente racial. É claro que se compreende que isso a gente encontra nos vários segmentos. Se a gente for olhar, em várias áreas encontram-se pessoas de pele mais escura. Até porque essa definição é muito pouco precisa. Encontram-se essas pessoas nas escolas públicas e depois, quando são candidatos ao curso superior, mais nas escolas privadas do que nas escolas federais, em razão de todas as dificuldades. Daí a justificativa desse esforço. Mas nós temos que examinar em todos os seus aspectos. Com o cuidado de não produzir um modelo distorcido que eventualmente produza uma sociedade racialista. Um grande mérito do Brasil é o processo de integração, o respeito, a tolerância. Essa é uma grande força, a convivência das pessoas das mais diversas origens. Isso é um capital humano e social que precisa ser preservado.


A ação do DEM acusa as cotas de ferirem princípios universais e constitucionais de dignidade humana e o direito universal à educação. O senhor acredita que esse é um conceito certo?
Sobre isso eu não vou emitir juízo até porque o assunto terá que ser devidamente examinado. E é inegável também que a própria situação do negro no Brasil ao longo dos anos – e isso remonta à escravidão e depois à própria abolição da escravatura – , sem o devido apoio, suporte e incentivo, o colocou em uma posição diferenciada e de forma negativa, o que tem justificado esses modelos de incentivo. Isso também precisa ser constatado. Mas é inegável também que há um grande número de pessoas que se dizem brancas e que são pobres. Qual é o modelo para isso? Esse tema precisa ser discutido com seriedade e não de maneira simplista.


E o modelo de cotas para os negros não facilita o ingresso dos que são considerados de classe média e de classe média alta?
Essa é uma das questões que também foi levantada na decisão. Quando se fixa apenas o critério racial, não se aborda a questão socioeconômica. Há hoje uma classe média, obviamente, neste âmbito de pessoas de cor. Todas as observações foram sempre muito delicadas por conta de pessoas que se dizem não brancas ou afrodescendentes. E aí, pessoas que eventualmente estudaram em escolas particulares agora podem se beneficiar da cota para obter uma vaga com maior facilidade. Isso gera uma desigualdade e pode suscitar, inclusive, um debate sobre uma discriminação invertida. O grande problema desse modelo, que se projetou no tempo, é se ele – ao invés de provocar esse resgate, que parece que há bons resultados – vai provocar também sentimentos preconceituosos, racistas e discriminatórios na própria universidade.


A universidade tem a autonomia de escolher pelo sistema de cotas ou não?
Ela é uma universidade pública e, sem dúvida, tem autonomia. Mas não autonomia para colocar lá os filhos ou amigos dos professores, exatamente porque é uma universidade pública. Então, ela tem que adotar critérios compatíveis com o princípio da igualdade. E o questionamento é exatamente esse, se o critério que ela adotou é o critério que respeita o princípio da isonomia. Eu não entendo que a ação afirmativa por si só seja inconstitucional . Partindo de pessoas em situações desiguais, acredito que elas possam ter um tratamento incentivado, diferenciado. Agora, a pergunta é: seria o modelo de cota o modelo adequado? Isso eu não respondi. Vou responder no dia do julgamento. E também não estou colocando em questionamento a justiça do modelo. É evidente que existem diferenças, preconceito. Existe esse ponto histórico que precisa ser superado. A questão é: a melhor forma é por adoção desse modelo ou a cota de perfil socioeconômico responderia de forma mais adequada?


Quando vai ser o julgamento?
Não temos previsão ainda.

Qual é o melhor modelo de ingresso na universidade na opinião do senhor?
Isso eu não posso adiantar, falarei durante o julgamento. Mas acredito que tem de ser o mais democrático possível. No próprio despacho, eu dizia que a universidade pública tem um modelo restritivo de vagas. Se nós olharmos o curso de direito da UnB, do qual eu sou professor, nós temos 50 vagas de manhã e 50 vagas à noite, por semestre. Parece que com esse esforço do MEC o número foi elevado para 68, 70 vagas. Eu até disse isso no despacho. É um número bastante baixo. Se nós dividirmos isso entre as eventuais transferências compulsórias que acontecem muito em Brasília, mais o sistema de cotas, se fizermos um levantamento, o número de vagas disputadas numa base de isonomia total é muito pequeno e acirra a concorrência. E, por isso, gera controvérsias. A universidade pública não conseguiu produzir vagas em número razoável até pelo próprio modelo.


Seria o caso de mudar o modelo de ingresso na universidade pública?
Isso é fácil de dizer, mas difícil de executar. Como que eu transformo 50 vagas em 500? Não sei se é utopia, mas deve haver problema de gestão. Como eu não estou na gerência da universidade, não sei quais são os problemas. Mas, para isso, é preciso mais professores. Também se diz que o custo da universidade pública é bem mais elevado em relação ao das particulares. O debate se torna interessante e, às vezes, dramático, pois estamos falando em poucas vagas. E se nessas poucas vagas eu introduzo elementos ainda diferenciadores, eu acirro a concorrência e corro o risco de introduzir esses elementos de discriminação ou até atiçar preconceitos raciais.
Como era na sua época de estudante? Havia muitos negros na universidade? E pessoas de baixa renda?
Era vestibular puro e tinha negros sim. Não muitos, mas havia. Mas é dado também estatístico que, com as cotas, essa participação aumentou. O número de vagas não aumentou muito entre 1975 e hoje, embora a população tenha crescido significativamente. Muito provavelmente em termos percentuais o número foi aquém do crescimento populacional.


E as escolas públicas eram boas?
Eram boas, mas eu digo que já estávamos nessa transição também de estudos nas escolas privadas, de fazer cursinhos. Pessoas que me antecederam em Brasília estudaram ainda no Elefante Branco porque era um bom colégio. Quando eu cheguei aqui, já haviam as escolas particulares e a cultura dos cursinhos já tinha se estabelecido. Já era uma fase em que predominava as escolas particulares para o segundo grau.

ANGELA DAVIS: "QUANDO OBAMA VISITAR O BRASIL, VAI APRENDER ALGUMAS LIÇÕES"

Retirado do site do jornal A Tarde.

09/08/2009
Cleidiana Ramos

Aos 65 anos, Angela Davis continua a mostrar por que se tornou um ícone do movimento negro norte-americano nos anos 1970. Bastam minutos de conversa com a hoje pesquisadora e professora da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (EUA), para perceber a facilidade em expor, numa linguagem clara, linhas de raciocínio complexo, fruto do aprofundamento que marca sua produção acadêmica. Um exemplo é quando explica a visão que tem do feminismo, para além do embate de gênero. A jovem ativista de outrora continua também a fascinar a juventude. Este segmento foi o público mais constante nas palestras que ela realizou, na última semana, em Salvador, como convidada da ‘XII Edição da Fábrica de Ideias’, programa anual sediado no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao/Ufba ). Coordenada pela doutora em sociologia Ângela Figueiredo e pelo doutor em antropologia Lívio Sansone, a Fábrica oferece treinamento para jovens pesquisadores em estudos étnicos. Angela Davis, inclusive, discorda de quem costuma apontar a juventude do mundo atual como apática, do ponto de vista político. Para ela, cada geração tem sua forma própria de atuação. “A minha postura é a de aprender com os jovens, porque sempre são eles que provocam as mudanças radicais”, afirma. Nesta entrevista concedida à repórter Cleidiana Ramos, com o auxílio da tradutora Raquel Luciana de Souza, Angela Davis falou, dentre outros assuntos, sobre as lições que o governo brasileiro pode oferecer a Barack Obama, em relação a uma política de maior aproximação com a África.


A TARDE É a segunda vez que a senhora vem à Bahia. O que notou sobre a questão racial e de gênero aqui?
Angela Davis O termo feminismo é ainda bastante contestado, como também é contestado nos EUA. Mas, eu descobri que há mulheres ativistas que estão fazendo um trabalho bastante semelhante. Então, nesse sentido, não faz diferença como uma pessoa se identifica. Tem mulheres que estão trabalhando nessas questões de violência contra a mulher, assistindo vítimas dessa violência e, ao mesmo tempo, pensando em formas de se erradicar um fenômeno que é uma pandemia por todo o mundo. São questões que eu acredito que perpassam as fronteiras nacionais. Acredito que ativistas nos EUA podem aprender muito com ativistas aqui do Brasil.
AT Ao que a Sra. atribui a resistência ao termo feminismo?


AD Há essa resistência ao termo feminismo porque pressupõe-se que se adotem posições vazias. Há posições antimasculinas, anti-homem. Quando feministas brancas formularam pela primeira vez essa noção de direitos das mulheres, elas estavam somente prestando atenção à questão de gênero e não prestavam atenção à questão de raça e de classe. E nesse processo elas racializaram gênero como branco e colocaram uma questão de classe como uma classe burguesa, mas as feministas negras argumentaram que você não pode considerar gênero sem considerar também a questão de raça, a questão de classe e a questão de sexualidade. Então isso significa que as mulheres têm de se comprometer a combater o racismo e lutar tanto em prol de mulheres como de homens.


AT É uma visão bem diferente daquela que a maioria das pessoas tem sobre feminismo.
AD O tipo de feminismo que eu abraço não é um feminismo divisivo. É um feminismo que busca a integração. Mas, como disse anteriormente, estou mais preocupada com o trabalho que as pessoas fazem e o resultado que alcançam do que se estas pessoas se denominam feministas ou não. Muito do trabalho histórico tem descoberto tradições e legados feministas de mulheres que nunca se denominaram feministas, mas nós as localizamos dentro de uma tradição feminista. Eu já vi trabalhos que falam sobre Lélia Gonzalez no Brasil denominando-a feminista e eu não sei se ela se considerava feminista. Tem também mulheres contemporâneas como Benedita da Silva. Eu não sei se ela se identifica como feminista.
AT A senhora pensa em escrever algo sobre as suas impressões em relação à Bahia?
AD Eu acho que sim. Mas eu teria de voltar aqui e passar um pouco mais de tempo fazendo uma pesquisa substantiva. Estou bastante impressionada com o ativismo das mulheres em Salvador e, em geral, aqui é um lugar maravilhoso.


AT A Cidade das Mulheres, de Ruth Landes, trabalho realizado na década de 30, trata do poder feminino no candomblé da Bahia.
AD Aqui no Brasil, o poder que as mulheres exercem é uma base muito poderosa para o poder feminista no Brasil. Eu escrevi um livro, Legados do Blues, e o meu argumento é que as mulheres do blues, durante os anos 20, ajudaram a forjar um feminismo da classe trabalhadora.


AT Os EUA elegeram pela primeira vez um presidente negro. Passado esse primeiro semestre do governo Obama, como a senhora avalia as suas ações?
AD Ele fez coisas boas e fez algumas coisas ruins. A minha posição em relação a Obama nunca foi de pressupor que um homem sozinho, independentemente de sua raça ou classe, pudesse salvar o país e o mundo. O que foi bastante entusiasmante em relação à sua eleição foi o que nós aprendemos sobre o país. O fato de que tantas pessoas estavam predispostas a votar nele nos diz que houve progresso. É claro que não atrapalhou o fato de ele estar disputando a eleição com o partido de George Bush. A segunda questão é que Obama apresentou-se como alguém conectado a uma tradição de luta negra. Ele se identifica com o movimento dos direitos civis, com figuras como Martin Luther King. Um homem negro que tivesse uma política conservadora não teria feito a diferença em termos de ponderarmos sobre onde estamos agora. A terceira questão e, provavelmente, a mais importante, é que Obama foi eleito porque os jovens criaram esse movimento em massa.


AT Este é um aspecto bem interessante sobre a vitória de Obama.
AD A eleição de Obama nos transmitiu o que estava acontecendo em termos de organização de uma juventude com um movimento de base. Eram jovens negros, brancos, latinos, indígenas. A minha esperança está na capacidade de esse movimento ir na direção correta. Por outro lado, Obama não tem tomado bons posicionamentos, como em relação à questão da manutenção das tropas militares no Afeganistão.
AT O governo brasileiro adotou uma política de aproximação com os países africanos. Há muita esperança de que o governo Obama possa fazer o mesmo. Esta esperança, em sua opinião, pode se confirmar?
AD Obama tomou uma boa decisão ao visitar à África. Ele visitou Gana. Isso prova que sua visita não era simplesmente em função das suas origens, mas também para discutir problemas sérios. Em, termos de relação entre os EUA e a África, principalmente na questão histórica, foi muito importante a visita de Obama aos fortes de Gana, da Costa do Cabo e à porta do não-retorno. Foi muito importante para os EUA verem isso. Os afro-americanos já conhecem esses lugares. Eles viajam ao Senegal, a Costa do Cabo, mas esta foi a primeira vez que essa conexão histórica entre EUA e a África foi evidenciada. Isso estimulou uma discussão sobre o papel da escravidão. Logo depois, por exemplo, houve reportagens sobre a plantação onde um bisavô de Michelle Obama foi escravo.


AT As questões históricas ganharam destaque.
AD Estas questões históricas são importantes. Mas o que eu considero ser muito difícil para Obama fazer é reconhecer os danos horrendos que o capitalismo causou à África. As políticas de ajustes estruturais do FMI e do Banco Mundial fizeram com que vários países africanos desviassem recursos de serviços sociais para setores lucrativos da economia. Acredito que isso é que tem de ser abordado. Eu sei que o Brasil tem uma posição mais progressista em relação à África. Então, provavelmente, quando Obama visitar o Brasil ele vai poder aprender algumas lições. Quando isso acontecer, estaremos extremamente felizes porque nós ficamos muito envergonhados quando o George Bush veio e disse: “Eu não sabia que havia negros no Brasil”.


AT O que pensa sobre as ações afirmativas no Brasil?
AD Não tenho acompanhado esta discussão rigorosamente. Mas, na minha primeira visita ao Brasil, em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, as pessoas estavam apenas começando a reconhecer que o Brasil não era uma democracia racial. As ações afirmativas ainda estão sendo muito atacadas nos EUA, mas têm sido responsáveis pela integração de várias instituições em lugares, por exemplo, como a África do Sul. Eu sei que aqui no Brasil elas acontecem no que diz respeito às universidades. As ações afirmativas são um instrumento muito importante. O discurso nos EUA modificou-se. No lugar de se falar sobre ações afirmativas fala-se agora sobre diversidade, o que é problemático. A administração de George Bush foi a administração mais diversificada na história dos EUA antes da administração de Obama. Mas ele colocou em seu governo negros e latinos conservadores. Essa diversidade tem sido definida como a diferença que não faz a diferença.


AT Quando foi implantada a política de ações afirmativas nos EUA?
AD Em 1977, tivemos o primeiro desafio jurídico às ações afirmativas. Isso aconteceu num caso levantado por um homem branco que não foi admitido para a Universidade da Califórnia e desde então há o caso de vários outros processos judiciais impetrados por brancos que argumentam ser vítimas de um racismo às avessas.
AT No Brasil, o STF prepara-se para julgar a constitucionalidade das cotas a partir de uma provocação do DEM.
AD A meu ver, deve-se desafiar pressuposições de que o caso trata apenas de homens brancos como indivíduos e mulheres negras como indivíduos que estão ali lutando por um emprego. As ações afirmativas nunca foram concebidas para ajudar indivíduos apesar do fato de que indivíduos se beneficiam das mesmas. A ideia é soerguer uma comunidade inteira. Trata-se de uma população que foi objeto de discriminação. Tanto nos EUA como no Brasil nós ainda vivemos com o sedimentos da escravatura. A escravidão não é somente algo que existe no passado. Habita o nosso mundo hoje em dia, com toda a pobreza, o analfabetismo. As ações afirmativas são um passo inicial em termos de se abordarem questões de escravatura, colonização. Esquece-se tudo isso. Parece que existem só duas pessoas: um homem branco e um homem negro, ou um homem branco e uma mulher negra.
AT A senhora vem de uma geração muito politizada. Como analisa a ação política da juventude do mundo atual?
AD Eu estou muito entusiasmada. Não sou o tipo de pessoa que gosta de deitar nos louros da minha geração. Eu sei que cada geração abre uma nova trilha. Frequentemente pessoas que se engajaram em movimentos pressupõem que cada geração tem de fazer a mesma coisa da mesma forma. A minha postura é a de aprender com os jovens, porque sempre são eles que provocam as mudanças radicais. Grande parte do meu ativismo é contra o complexo industrial carcerário. Este é um movimento cuja maioria é constituída por jovens que utilizam métodos diferentes. Eles utilizam representações culturalistas, como música, e usam novas formas de comunicação, como facebook. Estou aprendendo muito com isso.


AT É um movimento interessante, então.
AD Estou feliz que eles tenham feito isso, porque se transforma o terreno para que se possa desenvolver novas ideias, expandindo o nosso conhecimento sobre as possibilidades para a liberdade. Por isso eu acho tão importante prestar atenção nos jovens. Eu não acredito nessas pessoas que dizem que os jovens são apáticos que eles não estão fazendo nada. Nós precisamos acompanhar este movimento, de maneira que estas noções de liberdade se expandam e se tornem mais abrangentes porque eu não acredito que chegaremos num ponto no qual possamos dizer “isto é liberdade, nós chegamos ao topo da montanha e podemos parar de lutar”. Acho que será uma luta infinita e as vitórias que conquistamos nos permite imaginar novas liberdades. O discurso de Martin Luther King, conhecido como Eu tenho um sonho, fala sobre chegar ao topo da montanha. Ele nunca diz o que se vê ao chegar ao topo da montanha. Acredito então que cada geração vai criar novas imaginações do significado de ser livre.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BAIXE DE GRAÇA: TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 1ª TEMPORADA

Retirado do blog Ultracinetop.

Essa série é muito divertida com muitas pitadas irônicas sobre o racismo e cotidiano de um adolescente nos anos 80 dos EUA. Vale a pena baixar.

Dados da Série:
Gênero: Comédia
Duração: 20 Min
Episódio: 22
Data de Lançamento: 2005
Tamanho: 76 Mb Cada Episódio
Formato: HDTV
Idioma: Português

Sinopse: A série mostra a vida na adolescência de Chris, que tem 13 anos de idade. Chris, às vezes, é azarado e é tiranizado por Caruso que diz que todos o odeiam. Chris é um menino negro que frequenta uma escola só de brancos, e por isso é tratado com indiferença. Chris também mora em um bairro perigoso onde ele pode se meter em confusão, ainda mais se depender de sua irmã Tonya, que adora colocar Chris em situações delicadas perante seus pais Julius e Rochelle, e ainda pode ser muito sacaneado pelo seu irmão Drew. Ele e Greg — seu melhor amigo — se metem em muitas roubadas com Caruso, e sempre fogem ou apanham.

Download:

Episódio 01 - Episódio 02 - Episódio 03 - Episódio 04
Episódio 05 - Episódio 06 - Episódio 07 - Episódio 08
Episódio 09 - Episódio 10 - Episódio 11 - Episódio 12
Episódio 13 - Episódio 14 - Episódio 15 - Episódio 16
Episódio 17 - Episódio 18 - Episódio 19 - Episódio 20
Episódio 21 - Episódio 22

BAIXE TAMBÉM:
FILME DREAMGIRLS
DESENHO DO JACSON FIVE
DESENHOS DO SUPER CHOQUE
DOCUMENTÁRIO SOBRE O CARTOLA
DESENHO AFRO-SAMURAI
THE BOONEDOCKS - UM DESENHO AFROCENTRADO
O FILME E O LIVRO "COR PÚRPURA"
DOCUMENTÁRIO "ENCONTROS COM MILTON SANTOS"
DOCUMENTÁRIO NEGAÇÃO DO BRASIL
FILME MALCOLM X
FILME HOTEL RUANDA
DESENHO KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS
FILME PANTERAS NEGRAS
DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA DE ABDIAS NASCIMENTO
FILME QUILOMBO (1984)
DOCUMENTÁRIO E LIVRO SOBRE TIM MAIA
ANIMAÇÃO E HQ PERSÉPOLES
DOCUMENTÁRIO "ABOLIÇÃO"
DOCUMENTÁRIO "AFROMEMORIA"
DOCUMENTÁRIO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"
DOCUMENTÁRIO: "VISTA MINHA PELE"
DESENHO KIRIKOU I

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

GILMAR NEGA LIMINAR, MAS CRITICA COTAS RACIAIS

Retirado do site do blog do Noblat.

deu em o globo

'Não podemos deixar que o combate ao preconceito (...) reforce crenças perversas do racismo e divida nossa sociedade'
De Leila Suwwan:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou uma liminar para a suspensão do sistema de cota racial no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), por considerar que não existe urgência na análise do tema, proposta em uma ação de inconstitucionalidade apresentada pelo DEM. No entanto, no despacho, Gilmar afirmou que o assunto é de "suma importância para o fortalecimento da democracia" e teceu argumentos que questionam a legitimidade da reserva de cotas para negros e pardos como forma de combater a discriminação e a exclusão.
O ministro argumenta a favor da necessidade de políticas públicas que favoreçam a igualdade. Mas põe em dúvida o critério racial e o uso de reserva de vagas no lugar de outras ações afirmativas.
"Não podemos deixar que o combate ao preconceito e à discriminação em razão da cor de pele, fundamental para a construção de uma verdadeira democracia, reforce crenças perversas do racismo e divida nossa sociedade em dois polos antagônicos: brancos e não brancos ou negros e não negros", concluiu Gilmar, na decisão.
Após as férias do tribunal, o processo será distribuído, e os ministros vão decidir sobre o caso. Gilmar avaliou que, do ponto de vista pragmático, o sistema de cotas é de difícil aplicação efetiva, devido ao problema da definição racial, que precisaria ser determinada pelo Estado. E reconhece que, no caso da UnB, que faz análise de fenótipo, há enorme polêmica.
O ministro questiona ainda se as cotas, e não outras políticas sociais, seriam as mais benéficas: "Infelizmente, no Brasil, o debate sobre ações afirmativas iniciou-se de forma equivocada e deturpada. Confundem-se ações afirmativas com política de cotas, sem se atentar para o fato de que as cotas representam apenas uma das formas de políticas positivas de inclusão social".

GILMAR NEGA LIMINAR E MANTÉM SISTEMA DE COTAS NA UNB

Retirado do jornal O Globo.

Publicada em 31/07/2009
O Globo e CBN

RIO - O presidente do Superior Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes negou o pedido do partido Democratas (DEM) para que fosse suspenso o sistema de cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB). O partido pretendia impedir a matrícula dos estudantes aprovados no último vestibular da universidade, mas Gilmar Mendes alegou que o pedido não tem a urgência necessária para justificar uma liminar e não vê motivos para interferir no andamento dos trabalhos já definidos pela instituição.

Segundo o ministro, o sistema de cotas raciais da UnB tem sido adotado desde o vestibular de 2004, renovando-se a cada semestre.

Atualmente, 91 instituições de ensino superior adotam alguma forma de ação afirmativa nos processos seletivos. Na Universidade de Brasília, o sistema de cotas existe há cinco anos e prevê a reserva de 20% das vagas para negros em todos os cursos. A ação do DEM acusa as cotas de ferir princípios universais e constitucionais de dignidade humana e o direito universal à educação.

OPERAÇÃO PANDEMIA (SOBRE GRIPE HN1) - LEGENDADO

MUITO ITNERESSANTE VALE A PENA VER ATÉ O FINAL... QUE FAZ SENTIDO FAZ..

AS COTAS PARA NEGROS: PORQUE MUDEI DE OPINIÃO

Retirado do blog Magazine Brasil.

William Douglas
“Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que "antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia". Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.
Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.
Não me valerei de argumentos técnicos nem jurídicos dado que ambos os lados os têm em boa monta, e o valor pessoal e a competência dos contendores desse assunto comprovam que há gente de bem, capaz, bem intencionada, honesta e com bons fundamentos dos dois lados da cerca: os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos.
Por isso, em texto simples, quero deixar clara minha posição como homem, cristão, cidadão, juiz, professor, "guru dos concursos" e qualquer outro adjetivo a que me proponha: as cotas para negros devem ser mantidas e aperfeiçoadas. E meu melhor argumento para isso é o aquele que me convenceu a trocar de lado: "passar um dia na cadeia". Professor de técnicas de estudo, há nove anos venho fazendo palestras gratuitas sobre como passar no vestibular para a EDUCAFRO, pré-vestibular para negros e carentes.
Mesmo sendo, por ideologia, contra um pré-vestibular "para negros", aceitei convite para aulas como voluntário naquela ONG por entender que isso seria uma contribuição que poderia ajudar, ou seja, aulas, doação de livros, incentivo. Sempre foi complicado chegar lá e dizer minha antiga opinião contra cotas para negros, mas fazia minha parte com as aulas e livros. E nessa convivência fui descobrindo que se ser pobre é um problema, ser pobre e negro é um problema maior ainda.
Meu pai foi lavrador até seus 19 anos, minha mãe operária de "chão de fábrica", fui pobre quando menino, remediado quando adolescente. Nada foi fácil, e não cheguei a juiz federal, a 350.000 livros vendidos e a fazer palestras para mais de 750.000 pessoas por um caminho curto, nem fácil. Sei o que é não ter dinheiro, nem portas, nem espaço. Mas tive heróis que me abriram a picada nesse matagal onde passei. E conheço outros heróis, negros, que chegaram longe, como Benedito Gonçalves, Ministro do STJ, Angelina Siqueira, juíza federal. Conheço vários heróis, negros, do Supremo à portaria de meu prédio.
Apenas não acho que temos que exigir heroísmo de cada menino pobre e negro desse país. Minha filha, loura e de olhos claros, estuda há três anos num colégio onde não há um aluno negro sequer, onde há brinquedos, professores bem remunerados, aulas de tudo; sua similar negra, filha de minha empregada, e com a mesma idade, entrou na escola esse ano, escola sem professores, sem carteiras, com banheiro quebrado. Minha filha tem psicóloga para ajudar a lidar com a separação dos pais, foi à Disney, tem aulas de Ballet. A outra, nada, tem um quintal de barro, viagens mais curtas. A filha da empregada, que ajudo quanto posso, visitou minha casa e saiu com o sonho de ter seu próprio quarto, coisa que lhe passou na cabeça quando viu o quarto de minha filha, lindo, decorado, com armário inundado de roupas de princesa. Toda menina é uma princesa, mas há poucas das princesas negras com vestidos compatíveis, e armários, e escolas compatíveis, nesse país imenso. A princesa negra disse para sua mãe que iria orar para Deus pedindo um quarto só para ela, e eu me incomodei por lembrar que Deus ainda insiste em que usemos nossas mãos humanas para fazer Sua Justiça. Sei que Deus espera que eu, seu filho, ajude nesse assunto. E se não cresse em Deus como creio, saberia que com ou sem um ser divino nessa história, esse assunto não está bem resolvido. O assunto demanda de todos nós uma posição consistente, uma que não se prenda apenas à teorias e comece a resolver logo os fatos do cotidiano: faltam quartos e escolas boas para as princesas negras, e também para os príncipes dessa cor de pele.
Não que tenha nada contra o bem estar da minha menina: os avós e os pais dela deram (e dão) muito duro para ela ter isso. Apenas não acho justo nem honesto que lá na frente, daqui a uma década de desigualdade, ambas sejam exigidas da mesma forma. Eu direi para minha filha que a sua similar mais pobre deve ter alguma contrapartida para entrar na faculdade. Não seria igualdade nem honesto tratar as duas da mesma forma só ao completarem quinze anos, mas sim uma desmesurada e cruel maldade, para não escolher palavras mais adequadas.
Não se diga que possamos deixar isso para ser resolvido só no ensino fundamental e médio. É quase como não fazer nada e dizer que tudo se resolverá um dia, aos poucos. Já estamos com duzentos anos de espera por dias mais igualitários. Os pobres sempre foram tratados à margem. O caso é urgente: vamos enfrentar o problema no ensino fundamental, médio, cotas, universidade, distribuição de renda, tributação mais justa e assim por diante. Não podemos adiar nada, nem aguardar nem um pouco.
Foi vendo meninos e meninas negros, e negros e pobres, tentando uma chance, sofrendo, brilhando nos olhos uma esperança incômoda diante de tantas agruras, que fui mudando minha opinião. Não foram argumentos jurídicos, embora eu os conheça, foi passar não um, mas vários "dias na cadeia". Na cadeia deles, os pobres, lugar de onde vieram meus pais, de um lugar que experimentei um pouco só quando mais moço. De onde eles vêm, as cotas fazem todo sentido.
Se alguém discorda das cotas, me perdoe, mas não devem faze-lo olhando os livros e teses, ou seus temores. Livros, teses, doutrinas e leis servem a qualquer coisa, até ao nazismo. Temores apenas toldam a visão serena. Para quem é contra, com respeito, recomendo um dia "na cadeia". Um dia de palestra para quatro mil pobres, brancos e negros, onde se vê a esperança tomar forma e precisar de ajuda. Convido todos que são contra as cotas a passar conosco, brancos e negros, uma tarde num cursinho pré-vestibular para quem não tem pão, passagem, escola, psicólogo, cursinho de inglês, ballet, nem coisa parecida, inclusive professores de todas as matérias no ensino médio.
Se você é contra as cotas para negros, eu o respeito. Aliás, também fui contra por muito tempo. Mas peço uma reflexão nessa semana: na escola, no bairro, no restaurante, nos lugares que freqüenta, repare quantos negros existem ao seu lado, em condições de igualdade (não vale porteiro, motorista, servente ou coisa parecida). Se há poucos negros ao seu redor, me perdoe, mas você precisa "passar um dia na cadeia" antes de firmar uma posição coerente não com as teorias (elas servem pra tudo), mas com a realidade desse país. Com nossa realidade urgente. Nada me convenceu, amigos, senão a realidade, senão os meninos e meninas querendo estudar ao invés de qualquer outra coisa, querendo vencer, querendo uma chance.
Ah, sim, "os negros vão atrapalhar a universidade, baixar seu nível", conheço esse argumento e ele sempre me preocupou, confesso. Mas os cotistas já mostraram que sua média de notas é maior, e menor a média de faltas do que as de quem nunca precisou das cotas. Curiosamente, negros ricos e não cotistas faltam mais às aulas do que negros pobres que precisaram das cotas. A explicação é simples: apesar de tudo a menos por tanto tempo, e talvez por isso, eles se agarram com tanta fé e garra ao pouco que lhe dão, que suas notas são melhores do que a média de quem não teve tanta dificuldade para pavimentar seu chão. Somos todos humanos, e todos frágeis e toscos: apenas precisamos dar chance para todos.
Precisamos confirmar as cotas para negros e para os oriundos da escola pública. Temos que podemos considerar não apenas os deficientes físicos (o que todo mundo aceita), mas também os econômicos, e dar a eles uma oportunidade de igualdade, uma contrapartida para caminharem com seus co-irmãos de raça (humana) e seus concidadãos, de um país que se quer solidário, igualitário, plural e democrático. Não podemos ter tanta paciência para resolver a discriminação racial que existe na prática: vamos dar saltos ao invés de rastejar em direção a políticas afirmativas de uma nova realidade.
Se você não concorda, respeito, mas só se você passar um dia conosco "na cadeia". Vendo e sentindo o que você verá e sentirá naquele meio, ou você sairá concordando conosco, ou ao menos sem tanta convicção contra o que estamos querendo: igualdade de oportunidades, ou ao menos uma chance. Não para minha filha, ou a sua, elas não precisarão ser heroínas e nós já conseguimos para elas uma estrada. Queremos um caminho para passar quem não está tendo chance alguma, ao menos chance honesta. Daqui a alguns poucos anos, se vierem as cotas, a realidade será outra. Uma melhor. E queremos você conosco nessa história.
Não creio que esse mundo seja seguro para minha filha, que tem tudo, se ele não for ao menos um pouco mais justo para com os filhos dos outros, que talvez não tenham tido minha sorte. Talvez seus filhos tenham tudo, mas tudo não basta se os filhos dos outros não tiverem alguma coisa. Seja como for, por ideal, egoísmo (de proteger o mundo onde vão morar nossos filhos), ou por passar alguns dias por ano "na cadeia" com meninos pobres, negros, amarelos, pardos, brancos, é que aposto meus olhos azuis dizendo que precisamos das cotas, agora.
E, claro, financiar os meninos pobres, negros, pardos, amarelos e brancos, para que estudem e pelo conhecimento mudem sua história, e a do nosso país comum pois, afinal de contas, moraremos todos naquilo que estamos construindo.
Então, como diria Roberto Lyra, em uma de suas falas, "O sol nascerá para todos. Todos dirão – nós – e não – eu. E amarão ao próximo por amor próprio. Cada um repetirá: possuo o que dei. Curvemo-nos ante a aurora da verdade dita pela beleza, da justiça expressa pelo amor."
Justiça expressa pelo amor e pela experiência, não pelas teses. As cotas são justas, honestas, solidárias, necessárias. E, mais que tudo, urgentes. Ou fique a favor, ou pelo menos visite a cadeia.”


Site do autor, ::Aqui::

AJUDE A REDUZIR A EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO USANDO O COMPUTADOR

Retirado do site da ABONG.

Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo. A AlmapBBDO e o Greenpeace, com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife, C.E.S.A.R, – um dos principais centros de tecnologia da informação no Brasil – desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Ele se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.
O projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.
Portanto, enquanto nossos políticos evitam enfrentar a crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para pelo menos diminuir a dimensão do problema. Instale o programa e avise aos seus amigos, colegas e familiares. Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma. Para instalar o Black Pixel sem nenhuma complicação acesse o
site do Black Pixel.
Fonte: Greenpeace

REVISTA LINUX MAGAZINE - JULHO DE 2009

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.


Estilo: RevistaGênero: Informática

Edição: Julho de 2009

Tamanho: 10.6 Mb

Formato: Rar / Pdf

Idioma: Português

Para baixar clique rapidshare ou easy-share.

NERO 9 FREE VERSIOIN 9.4.12.3

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.




Com o crescente mercado de softwares gratuitos para gravação de CDs e DVDs, o Nero – um dos mais renomados programas deste gênero, repleto de recursos, porém pago – se sentiu ameaçado e tomou uma decisão radical: disponibilizar as funções mais comuns do Nero 9 de maneira gratuita, em um programa menor, mas ideal para a maioria dos
usuários
.
Só há uma coisa melhor que um programa bom e gratuito: ser bom e gratuito pelo tempo que você quiser. E o Nero agora oferece para você a chance de utilizar a qualidade do melhor gravador de CDs e DVDs sem limite de tempo nenhum e totalmente de graça.
A
ideia
do Nero é simples e eficiente: “vamos tirar os recursos mais avançados, deixando só o mais básico do programa, e distribuir com um serial sem limitações de demonstração ou período de testes”. Há que se ressaltar: esse “básico” é realmente básico, porém com a qualidade Nero.
Esta versão do Nero possibilita a gravação de CDs de dados e cópias de CDs e DVDs. Parece pouco, mas é só pensar no que você mais utiliza neste programa. A interface é a mesma do Nero StartSmart, no melhor estilo curto-e-grosso: você vai direto ao que quer fazer.

Estilo: Gravação CDs e DVDs

Fabricante: Nero
Tamanho: 53.6 Mb
Formato: Rar
Idioma: Multilanguage




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CURSO INFO - SHOW DE GRÁFICOS NO EXCEL

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Truques avançados para fazer cálculos, produzir gráficos e analisar informações em planilhas. Aprenda a colocar imagens em seus gráficos, validar dados, usar macros para gerar planilhas, criar fórmulas sem erros, criar gráficos com múltiplas variáveis e muito mais.
Capítulos do Curso :
01 Apresentação

02 Preparativos
03 Gráfico duplo
04 Pizza dentro de pizza
05 Gráfico variável
06 Tabelas dinâmicas
07 Orçamento doméstico
08 Controle mensal
09 Planilha 3D
10 Consolidação com VBA

Estilo: Curso
Editora: Editora Abril
Tamanho: 112 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

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REVISTA EXAME - 29 de Julho de 2009



Estilo: Revista
Gênero: Economia
Edição: 29 / 07 / 09
Tamanho: 22.3 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português
Para baixar clique em rapidshare ou easy-share.

DIC IONÁRIO ELETRÔNICO HOUSAISS V3.0

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.


Dicionário Eletrônico Houaiss é rápido, versátil e simples de ser utilizado, o Houaiss digital traz o que há de mais atual em termos de dicionários eletrônicos, dentro e fora do Brasil, sendo o único dicionário eletrônico - e um dos primeiros produtos do mundo - a possuir o recurso das Marcas Inteligentes Microsoft.
Utilizando tecnologia de ponta, o Dicionário eletrônico Houaiss incorpora à sua base de dados - que é a mais completa, exata e informativa - surpreendentes e inovadoras facilidades de pesquisa e consulta.

Estilo: Dicionário
Fabricante: FL GAMA DESIGN Ltda.
Tamanho: 37 Mb
Formato: Rar / Iso
Idioma: Português

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