terça-feira, 25 de março de 2008

LEIA O LIVRO "AFRO-DESCENDÊNCIA EM CADERNOS NEGROS E JORNAL DO MNU"

Muito bom este livro e o que é melhor clicando na imagem ao lado você pode ler ele todinho no seu computador. Só tem duas coisas chatas:
1. é preciso ter uma conexão legal para passar as pagínas;
2. não é possível baixar para o computador o livro.

hum... na verdade tem jeito sim, mas dá muito trabalho. Quem sabe algum dia ele aparece no blog para ser baixado de graça. Enquanto isso vamos lendo pelo computador.

ESTUDO DA UNICAMP DO SEU PROGRAMA DE AÇÃO AFIRMATIVA

Retirado do site da Agência Fapesp

Resultado afirmativo
14/03/2008
Por Fábio de Castro


Agência FAPESP – Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre 2003 e 2005 revelou que estudantes provenientes de escolas públicas têm maior potencial acadêmico do que os das escolas privadas, demonstrando melhor desempenho ao longo do curso.
Estudo da Unicamp destaca que programa de ação afirmativa implantado em 2005 aumentou ingresso de estudantes com pior condição socioeconômica, mas melhor potencial acadêmico
(Foto: Unicamp)

A pesquisa ajudou a orientar a criação do programa de ação afirmativa adotado pela Unicamp em 2004 e, desde então, os autores têm feito o acompanhamento semestral do desempenho dos alunos, utilizando a mesma metodologia.

A conclusão preliminar do acompanhamento é que a medida efetivamente aumentou a porcentagem dos egressos de escolas públicas na universidade, especialmente nos cursos de alta demanda, garantindo a presença de estudantes de pior condição socioeconômica e melhor potencial acadêmico.

Os resultados atualizados do estudo foram publicados na revista Higher Education Management and Policy, editada pelo Programa sobre Gestão Institucional em Ensino Superior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O trabalho foi realizado por Renato Pedrosa, do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática Estatística e Ciência da Computação (Imecc), José Norberto Dachs e Rafael Maia, do Departamento de Estatística do Imecc, e Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas. Benilton Carvalho, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, completou o grupo da Unicamp.

O acompanhamento semestral das turmas, segundo Pedrosa, foi uma das condições exigidas pela universidade para a implantação do programa. “Constatamos que, nas turmas que foram acompanhadas até agora, o resultado tem sido o mesmo: os alunos beneficiados pela ação afirmativa têm o desempenho melhorado ao longo do curso, em relação aos outros”, disse à Agência FAPESP.

Logo no primeiro ano do programa a presença de alunos egressos de escolas públicas aumentou 15,4%, passando de 29% para 34%. O maior impacto foi nos cursos de maior demanda.

“Em medicina, por exemplo, a presença desses alunos passou de 10% para cerca de 25%. Isso ocorreu porque o número de pontos é fixo e, nesses cursos com mais demanda, com 30 pontos a mais o candidato ultrapassa maior número de concorrentes. O programa foi desenhado para isso”, explicou.

A admissão de pretos, pardos e índios aumentou 44,4% no primeiro ano. “Esse grupo passou de 11% para quase 16% do total. O número ainda está abaixo da porcentagem de 23% de estudantes que pertencem a esses grupos no Estado de São Paulo, mas mostra um claro progresso em direção a uma maior eqüidade”, afirmou.

Eqüidade em estudo

O estudo começou em 2003, quando o debate público sobre políticas de ação afirmativa ganhava corpo diante da constatação de que a maior parte dos alunos das melhores universidades vinha de escolas privadas. Na Unicamp, a proporção de estudantes nessas condições era de cerca de 70%.

“A reitoria consultou a comissão responsável pelo vestibular, da qual eu faço parte, sobre a existência de estudos que justificassem academicamente as políticas de ação afirmativa. Como não havia estudos detalhados, coube a nós tomar a iniciativa”, disse Pedrosa.

Pedrosa e Carvalho avaliaram então o desempenho dos cerca de 7 mil estudantes que ingressaram na universidade entre 1994 e 1997 – a maioria dos quais, à época do estudo, em vias de formatura –, comparando a colocação dos alunos no vestibular à colocação alcançada na média total das notas ao fim do curso.

Segundo o professor do Imecc, a comparação indicou que os estudantes provenientes da rede pública melhoravam de posição ao fim do curso, em relação aos estudantes vindos de escolas privadas. Cada curso foi avaliado separadamente.

“Percebendo essa diferença favorável aos estudantes da rede pública, fizemos uma modelagem mais detalhada, transportando a experiência de Norberto Dachs na área de estatística em eqüidade em saúde para observar a questão da eqüidade em educação”, explicou.

Pedrosa ressalta que o programa de ação afirmativa, implantado já no vestibular de 2005, não foi diretamente derivado da pesquisa, mas serviu para justificar a adoção e determinar aspectos como, por exemplo, o número de pontos a ser acrescentado à nota do estudante egresso da rede pública.

“Nossa estimativa é que, com a variabilidade estatística da nota, os alunos cujas notas diferem em 10 ou 20 pontos estão, na prática, empatados. Por isso o programa acrescenta 30 pontos aos alunos de rede pública e mais 10 para os pretos, pardos ou índios nessas condições”, disse.
Escola pública: termômetro social

Os autores da pesquisa criaram um índice de nível socioeconômico educacional envolvendo o maior número possível de variáveis – se o aluno estuda de dia ou à noite, se fez cursinho, se trabalha, qual a formação dos pais ou qual a faixa de renda.

“Além de considerar se o aluno vinha da escola pública ou privada, esse índice foi correlacionado com o desempenho do estudante. Constatamos que o fato de vir de uma escola pública resume todas as outras características socioeconômicas. E descobrimos que essa condição se associa a um efeito positivo no desempenho”, explicou Pedrosa.

A interpretação dos pesquisadores para esse fato é que esses alunos – da escola pública e de camada socioeconômica mais desfavorecida – tinham um potencial acadêmico não desenvolvido e, quando eram colocados em igualdade de condições, tinham desempenho acima dos demais.

“Seria possível também fazer uma interpretação antropológica, concluindo que o ambiente da escola pública, mais hostil e adverso, torna o aluno mais determinado a se superar ao chegar ao ambiente aberto da universidade”, sugeriu Pedrosa.

Em 2005, o acompanhamento das turmas começou a ser feito. No fim de 2006, o estudo foi apresentado no Congresso Internacional da OCDE, em Paris, antes de ser publicado, com atualizações, no periódico da instituição no fim de 2007.

“Com a formatura da primeira turma que ingressou com o programa de ação afirmativa em vigor, no fim deste ano, o programa será reavaliado. Nosso grupo agora vai se dedicar a um estudo mais geral, para descobrir como evoluiu, nos últimos dez anos, o desempenho dos alunos da escola pública e privada na passagem do ensino médio para o superior”, adiantou.

O artigo Academic performance, students' background and affirmative action at a Brazilian research university, de Renato Pedrosa e outros, pode ser lido por assinantes da Higher Education Management and Policy (vol. 19 – nº3) em www.ingentaconnect.com/content/oecd/16823451 .
Para baixar clique nas imagens





Revista ISTO É, 26/03/08 - Edição 2003
Tamanho:34MB
Revista ISTO É DINHEIRO - 26/03/08 - Edição 547
Tamanho:28MB

GÊNERO, RAÇA E SISTEMA PRISIONAL FEMININO

Recebido por email, parece interessante.

Dia 24 -
Convidada: Adriana Severo Rodrigues (Assistente Social, membro do Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombolas, acadêmica do Curso de Especialização em Direitos Humanos/ESMPU/ UFRGS).
segundas-feiras, às 10h05min, com duração de 30 minutos, e transmissão pela Rádio da Universidade, 1080 AM, e em tempo real, na internet, pelo site http://www.ufrgs.br/radio/

FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO 2008

Para ir para o site clique na imagem abaixo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

EVENTO MÃE AFRICA: AS TRÊS RODA DE RESISTÊNCIA NEGRA

Apesar do ano corrente completar 120 anos da abolição dos escravos, os negros, descendentes diretos dos escravizados são indevidamente valorizados do ponto de vista social e cultural, conseqüentemente, estão a margem da plena cidadania que todas as mulheres e homens livres tem direito de gozar. Compreendemos que compete ao Estado e a toda sociedade civil envidarem esforços que combatam a ignorância, pois ela alimenta o racismo e mantém a população negra sempre em condições desfavoráveis.

Por isso a União de Negros Pela Igualdade - Unegro e o Bakisse Aueto Mona Cafunge apresentarão em 5 de abril de 2008, no CMTC – Clube, situado na Av. Cruzeiro do Sul, 808 - Pari – São Paulo: “Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra”. Através da roda de capoeira, roda das religiões de matriz africana e roda de samba será possível mostrar a contribuição da população negra na cultura nacional e na formação da brasilidade. As Três Rodas de Resistência Negra será um veículo contra a desinformação, preconceito e discriminação que pesam sobre as manifestações culturais de origem africana.
O evento será composto de várias atrações e momentos de reflexão. Iniciará às 9:00 o término está previsto para 18:00 horas. Contaremos com a presença de irmandades religiosas, grupos de capoeiras, grupo de dança afro que apresentará a dança dos orixás e dos inkisses. Haverá lançamento do livro da Unegro “Um Olhar Negro Sobre o Brasil”, lançamento do “Mapa do Quilombo” e no encerramento das atividades teremos um belo samba de roda apresentado pelo Grupo Cultural Samba Autêntico e as baianas velhas paulistas.

A realização da Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra contará com apoio dos Sindicatos dos Metroviários, Sintect-SP, Sintratel, Seel-SP, Coordenadoria de Assuntos da População Negra - Cone, CMTC – Clube e da Subprefeitura Sé, é parte da agenda dos 120 nos da abolição. O público alvo da atividade são os povos de santos, capoeiristas, sambistas e todos amantes da cultura de descendência negra. A entrada é franca.

quinta-feira, 20 de março de 2008

TIME FLUMINENSE (BA) PERDE SEIS PONTOS POR RACISMO

Retirado do site do jornal Lance
Publicada em 19/3/2008 às 20:46
Clube se complica no Estadual e dirigente é suspenso por um ano

Aldacir Palma foi acusado pelo árbitro de chamá-lo de 'negro safado' (Crédito: Tribuna Feirense)

Hanrrikson de Andrade - RIO DE JANEIRO

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-BA) puniu na última terça-feira o dirigente Aldacir Palma, do Fluminense de Feira de Santana, que teria feito ofensas racistas ao árbitro Jaílson Macedo, na partida contra o Atlético (BA), em 7 de fevereiro, pelo Campeonato Baiano.
Aldacir, que já recorreu da decisão, foi suspenso por um ano. Além dele, o então técnico do clube, João Francisco, e o próprio Fluminense foram punidos.
O primeiro, que acompanhava o dirigente no momento do crime, foi suspenso por seis meses. Já o clube baiano foi multado em R$ 10 mil e perdeu seis pontos no Estadual, além de um mando de campo.

A injúria racial foi relatada por Jaílson Macedo em anexo na súmula da partida. Segundo o árbitro, no intervalo da partida, o dirigente - irritado por conta de um gol irregular do adversário - teria se referido a ele como "negro safado", além de proferir outros xingamentos de baixo calão e ameaças de agressão física.
Aldacir, em entrevista por telefone à reportagem do LANCENET!, negou todas as acusações.
- Sou moreno e não teria razão para fazer isso. Nada do que ele falou é verdade. Além disso, as câmeras mostram que ele errou no lance - disse o dirigente.
Já o presidente do clube, Everson Cerqueira, reafirmou o relato do árbitro e ainda disse que Aldacir deixou a diretoria do Fluminense em junho do ano passado. Este é, aliás, o principal argumento dos advogados do clube.
Cerqueira afirmou que não sabe como Aldacir teve acesso ao campo e culpa o Atlético, já que a partida aconteceu em Alagoinhas.
- Ele não era mais diretor do clube. Até concordo em pagar a multa, mas não há motivo para perda de pontos. Além disso, o mando de campo era do Atlético - afirmou.
Com a perda dos seis pontos, o Fluminense ficou com apenas 13 na tabela e está agora na antepenúltima colocação - os dois últimos caem.
Em 28 de março, o recurso movido pelos acusados será julgado no Pleno Tribunal do TJD-BA. Se a pena for mantida, eles têm a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

quarta-feira, 19 de março de 2008

MOSTRA DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS SOBRE A CULTURA AFRO NO RJ

Recebido por email. Para ir para o site clique aqui.

O SESC Madureira, em parceria com movimentos de valorização da cultura negra, preparou uma mostra de filmes e documentários sobre a cultura Afro-brasileira. A 'Mostra AfroCine' acontece nos dia 18, 19 e 20 de março e vai exibir obras do acervo AfroMadureira, do projeto Cinemativa, da CUFA (Central Única das Favelas) e da ONG Estimativa. As sessões são gratuitas e acontecem sempre às 19h.
Entre os filmes que serão exibidos estão: 'O Rap Veste Saia', de Janaína Oliveira; 'Línguas - Vidas em Português, de Victor Lopes; 'O Filme do Filme Roubado, do Roubo da Loja do Filme', de Marcelo Yuka , Paulo Silva e Júlio Pecly; 'Sete Minutos', de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva; 'Picolé, Pintinho e Pipa', de Gustavo Melo, em parceria com o grupo Nós do Morro; 'As Cotias do Campo de Santana', de Pedro Rossi. As sessões acontecem sempre às 19h e a entrada é gratuita.
A mostra de filmes faz parte da programação especial que contempla a exposição 'África - A Arte do Tempo', em cartaz no SESC Madureira até o dia 30 de março.

SENADO VAI PROMOVER CICLO DE DEBATES SOBRE POVO NEGRO

Retirado da pagina do site da Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará um ciclo de debates ao longo do mês de maio com o objetivo de discutir questões relacionadas ao povo negro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) pelo presidente do colegiado, senador Paulo Paim (PT-RS), que já divulgou as datas das reuniões.
No dia 8, haverá duas audiências públicas. A primeira para discutir todos os projetos de lei relativos à questão do negro, bem como a legislação de reserva de cotas, o projeto de Estatuto da Igualdade Racial e ainda os 120 anos da Abolição da Escravatura, classificada por Paim como ato não concluso, de acordo com projeto de lei de sua autoria (
PLS 225/07). Num segundo momento, os membros da comissão debaterão a lei que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e cultura afro-brasileira" (Lei 10.639/03).
No dia 13, o Senado realiza uma sessão especial de homenagem aos 120 anos da abolição não conclusa, em referência ao fim oficial da escravidão no Brasil, assinada por meio da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

´POLÍTICAS NEOLIBERAIS FREIAM ODM NA ÁFRICA'

Retirado do site do PNUD

Brasília, 21/02/2008
'Políticas neoliberais freiam ODM na África'
Estudo diz que metas de inflação baixas e esforço para redução de déficit fiscal tornam mais difícil região cumprir

Objetivos do Milênio
TIAGO MALI
As políticas neoliberais travam o crescimento econômico da África Subsaariana e fazem com que ele fique aquém do necessário para a região atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), afirma um estudo do Centro Internacional de Pobreza , uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceira com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A pesquisa
As Implicações Macroeconômicas das Estratégias para os ODMs na África Subsaariana conclui que a estratégia de manter déficits fiscais reduzidos, adotar metas de inflação abaixo de 5% e deixar o câmbio flutuar seguindo regras de mercado prejudica o desenvolvimento daqueles países. Para o professor John Weeks e o economista Terry McKinley, autores do texto, a região desperdiça um momento favorável de aquecimento da economia mundial, que poderia impulsionar mais melhorias na vida da população.

“A prevalência do modelo econômico neoliberal se baseia em forças de mercado para conduzir o desenvolvimento. Isso requer políticas fiscais preocupadas com pequenos déficits, políticas monetárias atreladas a baixas taxas de inflação e políticas de câmbio comprometidas com a flexibilidade total. Esse tipo de política dificilmente acelera o crescimento ou tem impacto suficiente para reduzir pela metade a pobreza extrema até 2015 (ou seja, atingir o primeiro ODM) e sustentar o alcance dos outros Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, diz o texto.


A análise, que compreende o período de 1985 a 2005, dividiu a África Subsaariana em três grupos: dez países que estão em situação de conflito; sete que não estão em conflito e têm renda média e 24 que não estão em conflito e têm renda baixa. Segundo o estudo, a recuperação dos que saíram de situação de guerra no meio dos anos 90 gerou uma falsa impressão de melhoria generalizada. O que a pesquisa constatou, entretanto, foi que a renda per capita piorou nos países de renda média e teve melhora discreta nos de baixa renda (0,2 % ao ano na década de 90 e 1,2% entre 2000 e 2005). Números insuficientes, de acordo com a pesquisa, cumprir os Objetivos do Milênio.

Os autores criticam o que chamam de “obsessão por baixos déficits fiscais”, que não seriam necessários. Analisando dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre 30 países da África Subsaariana, a pesquisa mostra que em nenhum momento mais de um quarto das nações teve déficit fiscal expressivo (mais de 5% do PIB) no período de 1985 a 2005. Nesse sentido, uma estratégia pesada de controle dos gastos não se justificaria, argumenta o texto.


Para ler na íntegra clique aqui.

SÓ TRABALHO NÃO FREIA POBREZA EM METRÓPOLE

Retirado do site do PNUD
Brasília, 14/03/2008

Só trabalho não freia pobreza em metrópole
Estudo em 6 capitais verificou que apenas queda na taxa de desemprego não levou renda de famílias a superar linha de pobreza

Conheça o trabalho
Leia o estudo
Mudanças no Mercado de Trabalho Tiram as Famílias da Pobreza?
TIAGO MALIda PrimaPagina

A redução das taxas de desemprego, por si só, não levou à redução da pobreza em seis das regiões metropolitanas do Brasil. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelos pesquisadores Ana Flávia Machado e Rafael Perez Ribas, do Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
A publicação
Mudanças no Mercado de Trabalho Tiram as Famílias da Pobreza? analisou os fatores que contribuem para a saída de famílias da linha de pobreza no período de 2002 a 2007 nas capitais Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Os dados usados foram obtidos da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.
Durante o período analisado, os pesquisadores verificaram que nos momentos em que havia redução na taxa de desemprego, não havia, necessariamente, maior saída de famílias da condição de pobreza. Uma das possíveis explicações, de acordo com os autores do estudo, é que, em um primeiro momento, o aumento nos níveis de emprego beneficia pessoas com maior qualificação que estavam fora do mercado – o que não seria o perfil dos que estão abaixo da linha de pobreza. Dessa forma, aumentar o emprego não teria um efeito imediato para aqueles que não têm condições de disputar vagas que pedem maior qualificação. A professora Ana Flávia Machado destaca que a relação verificada entre taxas de emprego e saída da pobreza é válida a curto prazo e para as regiões metropolitanas analisadas. A longo prazo e em outras regiões, os efeitos poderiam ser diferentes.
Nas análises, aparece um resultado não esperado. Foi verificado que o aumento da renda no setor formal está relacionado a uma maior dificuldade de sair da pobreza. Esperava-se que aumentos entre os formais não tivessem impacto nos mais pobres (concentrados no mercado informal), mas não que dificultassem a melhoria de vida dos mais necessitados. No período analisado, quando havia aumentos no salário dos empregados com carteira, havia menos fuga da linha de pobreza. Quando crescia 1% a renda entre os trabalhadores formais, a probabilidade de sair da pobreza se reduzia de 5% a 9 %. “Uma hipótese para isso é que quando os salários no setor formal estão baixos, trabalhadores mais qualificados demoram a aceitar empregos por uma renda pequena e se valem de uma segurança financeira que pode vir da ajuda de outros entes da família. Nesse momento, pessoas com menos qualificações profissionais (que têm presença forte abaixo da linha de pobreza) conseguem emprego nessas vagas e fogem da situação de necessidade. Quando os salários para essas vagas aumentam, os trabalhadores com mais qualificações (possivelmente fora da linha de pobreza) ocupam esses cargos criando uma barreira para os menos qualificados”, afirma Ana Flávia.
Isso leva os autores a destacar na conclusão do estudo que políticas voltadas à criação de vagas para diminuir a taxa de desemprego não são suficientes para atacar a pobreza. Outras ações efetivas como políticas de distribuição de renda e uma presença maior do Estado são citadas como possibilidades para resolver o problema. “A solução seria, de fato, quebrar uma transmissão da pobreza entre gerações. Fazer com que a condição financeira dos pais não interferisse no acesso à saúde e à educação pelas crianças, o que, de fato, criaria mais condições de sair do grupo abaixo da linha de pobreza”, destaca Rafael Perez Ribas.
Para ler na íntegra clique aqui.

CURSO SOBRE HISTÓRIA E CULTURA AFRODESCENDENTE DA PUC-RIO

Inscrições até 11/04/08.
Clique na imagem abaixo para ir para o site.

MP DENUNCIA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS POR DEMOLIÇÃO DE TERREIRO NA BAHIA

Retirado do site Último Segundo

18/03 - 18:35 - Redação

SALVADOR - O Ministério Público baiano denunciou, nesta terça-feira, quatro pessoas ligadas à Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) de Salavador por participarem da demolição do terreiro de candomblé “Oya Onipó Neto”, realizada no último dia 27 de fevereiro.
A ex-superintendente da Sucom, Kátia Carmelo, o engenheiro civil, Sylvio Bastos, o técnico em manutenção, Antônio Carlos Santos, e o supervisor de operações, Sérgio Spinelli, são acusados de prática de discriminação ou preconceito religioso.
O promotor Almiro Sena afirma que eles “promoveram e executaram a demolição, causando elevadíssimos danos materiais e, principalmente, produzindo graves e irreversíveis ofensas a todas as pessoas que têm sua referência religiosa naquele terreiro de candomblé”. A justificativa para a demolição seria a de que o terreiro se tratava de um imóvel ilegal que estava ocupando uma via pública.
O terreiro, segundo o MP, está regularmente inscrito na Associação Brasileira de Cultura Afro-Ameríndia (AFA) e é identificado pela Prefeitura Municipal de Salvador desde o ano de 2007, através do projeto 'Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador'”.
Sylvio Bastos, há muitos anos funcionário da Sucom, é morador da mesma rua onde está situado o terreiro e sempre teria reclamado da instalação dele ali. Segundo o MP, o engenheiro subscreveu formalmente várias “denúncias” junto à Sucom contra a responsável pelo terreiro, a yalorixá Roselice Santos do Amor Divino, e seu esposo.
No documento, Antônio Carlos e Sérgio Spinelli são acusados de, sob a justificativa de estarem cumprindo uma ordem legal, comandarem a demolição e a destruição dos objetos. Para o promotor de Justiça titular da Promotoria de Combate à Discriminação, todos os denunciados, baseados na justificativa de estarem cumprindo a lei, violaram gravemente a Constituição Federal. Caso a denúncia do MP seja aceita pela Justiça, os quatro funcionários podem perder seus cargos.




Retirado do jornal A Tarde On Line

Joao Jorge
MP denuncia Kátia Carmelo por discriminação
Lúcio Távora/Agência A Tarde



Carmelo autorizou a destruição do templo Oyá Onipó Neto, no Imbuí
Guilherme Lopes, do A Tarde On Line


Prefeito dá garantias a terreiros
A ex-superintendente de Controle e Ordenamento do Uso do Solo doMunicípio (Sucom), Kátia Carmelo, foi denunciada, pelo Ministério Público, na terça-feira, 18, pela prática de discriminação e preconceito religioso.
A acusação se refere à demolição do terreiro "Oya Onipó Neto", realizada pela Sucom no último dia 27 de fevereiro. Além de Kátia, foramdenunciados outros três membros da superintendência: o engenheiro civil SylvioBastos, o técnico em manutenção Antônio Carlos Santos e o supervisor de operações Sérgio Spinelli. As informações são do site do Ministério Público do Estado.
Segundo o promotor de Justiça Almiro Sena, os quatro denunciados"promoveram e executaram a demolição, causando elevadíssimos danos materiais e, principalmente, produzindo graves e irreversíveis ofensas a todas aspessoas que têm sua referência religiosa naquele terreiro de candomblé".
Para Sena, ainda, a justificativa apresentada pela Sucom para ademolição -de que o local estava registrado como uma oficina mecânica, quefuncionava> em uma construção ilegal - não procede, uma vez que o terreiroencontra-se "regularmente inscrito na Associação Brasileira de CulturaAfro-Ameríndia> (AFA) e [...] formalmente identificado por essa mesma PrefeituraMunicipal de Salvador desde o ano de 2007, através do projeto 'Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador'".

A reportagem do A Tarde On Line tentou contato por telefone celularcom a> ex-gestora da Sucom, mas quem atendeu não se identificou e disse que o aparelho não mais pertencia a Kátia Carmelo.

CANDIDATOS AO CURSO DE DIREITO DA UFRGS OBTÊM MATRÍCULA PROVISÓRIA

Retirado do jornal Zeo Hora

Terça, 18 de Março de 2008

A desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), garantiu a matrícula provisória de seis candidatos ao curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A decisão foi disponibilizada hoje (18/3) no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região.
Os vestibulandos ingressaram com uma ação na Justiça Federal de Porto Alegre porque consideraram desvirtuado o sistema de cotas adotado pela universidade. Como o pedido de liminar foi negado, os candidatos recorreram ao TRF4, argumentando que onze alunos cotistas aprovados para o curso de Direito são egressos do Colégio Militar de Porto Alegre, escola reconhecida pela qualidade de ensino. Os selecionados também teriam freqüentado cursos pré-vestibular de valor elevado.
Ao analisar o recurso, a desembargadora Marga considerou que os fundamentos e provas anexados ao processo demonstram que “o princípio do mérito acadêmico está sendo vulnerado sem que, em contrapartida, esteja sendo prestigiado o princípio fundamental da erradicação das desigualdades sociais”. Ao determinar a matrícula, a magistrada salientou que a medida é provisória e possibilita a freqüência às aulas e a realização das atividades pedagógicas do curso.

MOVIMENTO NEGRO REALIZA II DEBATE ESTADUAL SOBRE A SERRA DA BARRIGA

Recebido por email e repassando

*Helciane Angélica
Jornalista (1102 – MTE/AL)

Lideranças de diversos segmentos do movimento negro alagoano (capoeiristas, religiosos de matriz africana, grupos culturais, organizações políticas); professores; estudantes; gestores; quilombolas e sociedade palmarina participarão do II Debate Estadual sobre a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. A atividade acontecerá no dia 29 de março, das 10 às 14hs nas dependências do Parque.
O encontro in loco tem como objetivo o intercâmbio sócio-étnico-cultural entre os participantes; a discussão sobre o papel do movimento negro nas ações políticas-culturais favoráveis a Serra da Barriga; e a necessidade de uma interação permanente entre o poder público responsável pelo Patrimônio Nacional e a sociedade civil organizada.
O primeiro debate ocorreu em maio do ano passado e foi liderado pela organização não-governamental Anajô, que serviu para esclarecer as dúvidas sobre a implantação e funcionalidade do Parque Memorial Quilombo dos Palmares – primeiro projeto paisagístico arquitetônico dentro da contextualidade afro-ameríndia no Brasil e o único no continente americano.
Na articulação do II Debate Estadual encontram-se o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL), Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás, Associação de Grupos e Entidades Negras de União dos Palmares (Agrucenup), Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas (SINTEP), Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e Conselho de Mestres de Capoeira de Alagoas.
Para participar é necessário contribuir com uma taxa de R$10,00 (dez reais) e preencher a ficha de inscrição. As inscrições acontecem no período de 17 a 26 de março, das 9h às 12h e das 15h às 18h no SINTEP, localizado na Rua Lourival Vieira Costa, 32, Prado – próximo a Praça da Faculdade. Contatos: 3336-7464 (Sintep) / 8831-3231 (Helciane) / 8823-6646 (Madal) / 8819-6762 (Amaurício) / 8862-3942 (Filó).

Serra da Barriga
A Serra da Barriga situada na cidade de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, encontra-se a 500 metros acima do nível do mar, no então Planalto da Borborema e próximo ao Rio Mundaú. Também conhecida como Cerca Real dos Macacos, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares, berço de liberdade para guerreiros e guerreiras quilombolas.
Considerada um palco sagrado e de resistência do povo afro-brasileiro, teve seu reconhecimento quando foi tombada em 1985 como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Trata-se de um local de grande importância política-cultural – é o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro).


Clique aqui para conhcer o Parque Memorial Quilombo de Palmares.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIÁSPORA AFRICANA

O Programa MultiVersidade Criola , um espaço de formação feminista e anti-racista para mulheres negras, o Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (Proafro) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS), da Universidade do Texas em Austin, torna público a abertura de inscrições para selecionar alunos e alunas para o Curso de Atualização em Estudos da Diáspora Africana. Serão oferecidas 20 vagas e as inscrições estão abertas até o dia 31/03/2008.
Inscreva-se Já.

Requisitos:
a) Domínio da língua inglesa (de leitura e compreensão), pois as aulas serão ministradas parcialmente em Inglês e a maior parte da bibliografia é em Inglês e;
b) Disponibilidade de tempo para participação e leitura da bibliografia.
O Estudo da Diáspora Africana será realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), as segundas e quartas-feiras, de 13:30 às 17:30 h, no período de 16 de junho a 14 de julho de 2008, somando uma carga horária total de 45 horas.

Inscrições pelo site www.criola.org.br

BAIXE DE GRAÇA REVISTA INFO EXAME - MARÇO DE 2008

Para baixar a revista clique na imagem abaixo.


terça-feira, 18 de março de 2008

DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA DE ABDIAS NASCIMENTO

Mais abaixo tem uma notícia muito interssante sobre um documentário recém-lançado sobre Abdias, mas antes segue abaixo links de dois documentário produzidos durante a exposição de 90 anos (entre novembro de 2004 e maio de 2005) deste grande militante. Estes documentários foram feitos com material pessoal do próprio Abdias. A concepção e realização é do Ipeafro com apoio de várias instituições.
Durante a exposição foi feito três DVDs, mas nesta postagem do Aldeiagriot colocamos os dois primeiros, contudo em breve estaremos postando o terceiro DVD.

Os links do filme seguem abaixo. Para Juntar os arquivos use o programa HJ-split. Para instalar o programa clique aqui e para saber como usá-lo clique aqui.

ABDIAS. 90 ANOS DE MEMÓRIA VIVA - PARTE 1
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 01 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 02 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 03 (31Mb)
Abdias Nascimento - Momentos políticos - 04 (26,8Mb)

ABDIAS. 90 ANOS DE MEMÓRIA VIVA - PARTE 2
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 01 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 02 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 03 (30Mb)
Abdias Nacimento - afro basileiro no mundo - 04 (26,8Mb)




Documentário cruza a trajetória de Abdias Nascimento e da luta contra o racismo no Brasil
Ana Cristina Pereira


Foi da própria mãe que Abdias Nascimento recebeu as primeiras lições de como deveria se portar na vida em relação à questão da negritude. Era criança, em Franca, interior paulista, quando assistiu dona Josina, resoluta, tomando uma criança negra e órfã das mãos de uma vizinha branca, que a espancava. Nascido em 1914, apenas 26 anos após a abolição da escravatura, ele levou a postura de luta e enfrentamento para o resto da vida, como conta no documentário Abdias Nascimento – Memória negra, do cineasta baiano Antonio Olavo, que será lançado hoje, às 19h, no Teatro Castro Alves.
A premier será antecedida pela entrega do título de doutor honoris causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) ao pesquisador, encenador, artista plástico, escritor e, sobretudo, militante, às 17h30, no mesmo local. Aos 94 anos – completados na última sexta –, Abdias acrescenta as homenagens baianas ao currículo impressionante com atuações na cultura, na política e na luta contra o racismo e as desigualdades sociais. A narrativa descrita acima está numa das cenas iniciais do filme, com 96 minutos de duração. A idéia central da cinebiografia é retratar um pouco da militância negra no Brasil a partir da trajetória de Abdias, que na verdade se misturam e confundem. “Ele está diretamente ligado à organização do movimento negro no século XX. Tem uma trajetória de resistência, luta e organização”, afirma Antonio Olavo, citando marcos como a criação da Frente Negra Brasileira (1933), as prisões durante a ditadura Vargas, o Teatro Experimental do Negro (1944), o Museu da Arte Negra (1968) e a articulação do Movimento Negro Unificado conta a Discriminação Racial – MNUCDR, em 1978, que serviu de embrião para o atual MNU, entre muitos outros.
“Abdias sempre teve uma postura muito radical. Quando foi exilado, na década de 1960, por exemplo, percorreu vários países desmitificando a idéia da democracia racial no Brasil”, ressalta Olavo, que também assina o roteiro. Há três anos envolvido com o projeto, o cineasta partiu de uma longa entrevista registrada em 2005 no Rio de Janeiro, na casa de Abdias. Aos poucos, mergulhou numa pesquisa por vários arquivos, como o da Cinemateca Nacional e o do próprio homenageado que, segundo o cineasta, é de uma riqueza impressionante.
São documentos, discursos, registros fotográficos, audiovisuais, livros e quadros assinados por Abdias. Ele já escreveu mais de 20 livros, entre ensaios, peças teatrais e poesia, e realizou dezenas de exposições, a partir da década de 1960. A trajetória individual, explica Olavo, foi cruzada com momentos e fatos significantes para a negritude brasileira, como a aparição impactante de Tony Tornado no Festival Internacional da Canção, em 1970, cantando BR-3. “Toda a minha geração ficou marcada por aquela imagem. Nós, lá em Jequié, queríamos dançar e nos vestir como ele”, conta Olavo, 52 anos.
Os três minutos do registro ontológico, comprados da Globo, agora podem ser vistos no documentário de Olavo. Tony Tornado, atualmente com 78 anos, é um dos convidados de honra do lançamento de hoje. “Abdias serve como eixo, mas procurei destacar outras situações que serviram para aumentar a auto-estima negra”, reforça o cineasta. Ele exemplifica: o filme Ganga Zumba (1963), de Cacá Diegues, o espetáculo teatral Arena conta Zumbi (1965), de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, ou o samba-enredo da Salgueiro, em 1960, que pela primeira vez levou a história de Zumbi dos Palmares para o Carnaval, sagrando-se campeã. São episódios que integram o documentário.
A trilha sonora do longa também segue na mesma linha. Elenca artistas e músicas marcantes, como o flautista negro Patápio Silva, a Orquestra Afro-Brasileira de Abigail Moura, Jorge Ben Jor e Martinho da Vila, entre outros. Olavo adianta que abre e fecha o documentário ao som da cantora e pesquisadora Inaicyra Falcão, filha de Mestre Didi, e com imagens de Abdias visitando a grande exposição que marcou seus 90 anos, no Rio de Janeiro e em Salvador. Por aqui, a mostra foi vista em 2006, durante a II Ciad – Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, quando Abdias recebeu a Medalha da Ordem do Rio Branco.
Ao contrário de muitos documentários recente, Olavo optou por não colher depoimentos sobre Abdias. “Não queria que fosse um filme chapa-branca, com muitas pessoas só elogiando. Às vezes, fica parecendo que a pessoa era um santo, não tinha pecado algum”, cutuca o diretor, que fez a Abdias alguns questionamentos delicados, como sobre sua adesão ao movimento integralista de Plínio Salgado – que era simpático ao fascismo – ou ter se aproximado do governo ditatorial de Uganda, no final dos anos de 1970.
***
Distribuição segmentada

Produzido pela Portfolium, Abdias Nascimento – Memória negra contou com patrocínio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Fundo de Cultura do Estado e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Sem projeto de lançamento no circuito comercial, a produção vai ter uma tiragem de duas mil cópias em DVD, que serão distribuídas em escolas e instituições. “Não tenho R$150 mil para passar para película”, afirma Antonio Olavo, que filmou em digital.
Segundo o diretor, seu longa anterior, Quilombos da Bahia (2004), chegou a três mil escolas, o que pontencializou bastante o número de espectadores. “Um documentário como Brasileirinho, que é muito bom, foi visto por apenas sete mil pessoas no cinema”, compara o cineasta, também autor do longa Paixão e guerra no sertão de Canudos (1993).
Apostando na distribuição segmentada, e em outras ações paralelas, como uma versão em inglês, ele pretende atingir um público bem maior. No próximo dia 26, Abdias Nascimento - Memória Negra terá também uma exibição na Sala Walter da Silveira e o cineasta informa que fará uma tiragem para vender, por preço acessível (R$7), a quem se interessar pelo trabalho. Mais informações: 3334-5681.

BAIXE DE GRAÇA O FILME E A HQ PERSÉPOLIS

A postagem anterior falou de uma judia que veste-se como uma islâmica para perceber como mulheres desta religião são tratadas na capital de Israel. Que tal vermos então o relato de uma mulher que viu o processo do fundamentalismo islâmico tomar conta da sociedade no Irã?

Está é a proposta do desenho Persépolis baseado na revista em quadrinhos de mesmo nome. A autora, Marjane Satrapi, usa suas memórias do período para fazer esta obra intensa e impressionante. Nascida numa família enganjada politicamente ela, com dez anos de idade, presenciou a islamização fundamentalisat no Irã, parentes sendo presos e a ditadura religiosa querendo controlar os passos das pessoas com diversas imposições, como o o véu para as mulheres.

A animação estava disputando o oscar deste ano, mas infelizmente a academia preferiu premiar o desenho Ratatolie e não a obra de Marjane.


Abaixo links com critícas sobre a animação:
Em fevereiro o Blog Rapaduraaçucarada fez uma postagem sobre está obra fantástica avisando que o Forúm FARRA estava disponibilizando tanto o HQ quanto a animação, portanto reproduzo aqui os links, mas não deixem de dar uma linkadas do blog e do forúm para conhecer esta rapaziada muito gente boa. Mas antes divirtam-se com a Persépolis.
Para baixar a revista clique na imagem abaixo
Para baixar a animação clique nos links abaixo.

Formato: rmvb
Áudio: Francês
Legendas: Português/BR
Duração: 1:30
Tamanho: 296 MB
Dividido em 04 Partes
Obs. Para juntar as partes do é só colocar todos numa mesma pasta e clicar no primeiro arquivo que o programa RAR monta tudo automaticamente.

ISRAELENSE SE DISFARÇA DE PALESTINA E RELATA EXPERIÊNCIA

Retirado do site da BBCBrasil

Guila FlintDe Tel Aviv para a BBC Brasil

Jovem passou um mês circulando pelas ruas disfarçada de palestina
A israelense Liad Kantorowicz, de 30 anos, ativista política formada em estudos do Oriente Médio, resolveu usar a si mesma como cobaia de um experimento sociológico: durante um mês ela circulou em Tel Aviv disfarçada de palestina muçulmana.
Seu objetivo era verificar quais seriam as reações de israelenses, habitantes de Tel Aviv, a uma mulher palestina que estivesse circulando em diversos lugares da cidade normalmente freqüentados apenas por israelenses.
Liad, que relatou a experiência no semanário Ha'ir, de Tel Aviv, disse que foi objeto de várias reações hostis - e que ficou surpresa com a intolerância que encontrou na cidade onde vive.
Durante um mês, Liad saiu de casa todos os dias com a cabeça coberta por um hijab – um lenço que cobre os cabelos e o pescoço, usado freqüentemente por palestinas muçulmanas – e se vestiu de forma “a combinar com o hijab”, ou seja, com roupas bastante conservadoras, segundo as tradições palestinas.
“Meu plano era continuar vivendo a minha vida normal e freqüentar os mesmos lugares que costumo freqüentar, mas usando o hijab, e registrar as reações das pessoas”, disse Liad à BBC Brasil.
“Tambem queria tentar sentir o que sente uma mulher palestina que circula em Tel Aviv”.
Liad imaginava que fosse enfrentar manifestações de racismo. Mas ela conta que ficou chocada com a intensidade das reações negativas.
Durante a experiência, ela circulou nas ruas da cidade, foi ao banco e ao supermercado, almoçou em restaurantes e freqüentou bares e clubes noturnos.
Chegou até a publicar um anúncio na internet, oferecendo um quarto para alugar e recebeu inquilinas potenciais em seu apartamento, sempre vestindo o hijab.
“Uma mulher me telefonou. Conversamos um pouco por telefone, ela ouviu meu sotaque israelense típico e combinamos que viria ver o apartamento”.
“Abri a porta usando o hijab e percebi que ela levou um susto”.
Segundo Liad, a mulher desistiu de alugar o quarto alegando que "não era racista, mas seria difícil morar com alguem tão diferente”.
“Ela quase teve um ataque de histeria e não parava de dizer que não era racista”.
A israelense conta que a potencial inquilina voltou a contactá-la dias depois, afirmando que estaria disposta a alugar o quarto se ela deixasse de usar o hijab e retirasse os cartazes em árabe que ela tinha pendurados nas paredes do apartamento.



Para ler a matéria na integra clique aqui.

CARTA DE REPÚDIO DE ALUNOS DA UNB PARA A FUNAI

Email recebido e repassado. Esta carta pode ser acessada na lista do grupo gtacoesafirmativas na mensagem nº3571

NOTA DE REPÚDIO

À COORDENAÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO DA FUNAI

Educação Superior Indígena: O descaso com os universitários

Associação dos Universitários Indígenas em Brasília – ASSUIB, com sede em Brasília, sob CNPJ: 04.357.771/0001- 91, vem a público expor a situação discriminatória e vexatória em que vivem os Universitários Indígenas na Capital Federal.
Informamos que:
1. O Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio e Universidade de Brasília - 2004 (FUNAI/UNB), foi o resultado da demanda dos estudantes indígenas que estavam aqui em Brasília, por que a Funai, em momento algum fez algo de livre e espontânea vontade para ajudar os universitários, foi preciso críticas, sofrimento e luta para o ingresso de indígenas na Unb, portanto o mérito é todo nosso que estudamos, fizemos a prova, passamos e hoje estamos na universidade.
2. A Contrapartida da Funai é pagar a bolsa - auxilio, por que a UNB, é pública, todavia a Funai não cumpre com o devido acordo, pelo contrário, o tratamento dispensado aos estudantes é desigual, há um verdadeiro Aparte id dentro da Coordenação Geral de Educação em Brasília – onde a máxima é o seguinte: - situações iguais, tratamento diferentes, principalmente em relação aos indígenas da região Nordeste e os que os residem fora de suas aldeias, aqui em Brasília.
3. A UNB, possui o maior número de indígenas, mas a bolsa tem valores diferentes, enquanto alguns recebem R$: 900,00 ( novecentos reais) outros recebem 260,00 ( duzentos e sessenta reais), mesmo sabendo que todos passam por situações semelhantes. Alguns recebem até passagens aéreas, e outros nem terrestres a Funai que liberar e para retornar de suas aldeias? A situação é pior, porque as Administrações Regionais não dispõe de recursos financeiros.
4. Enquanto alguns indígenas estudam em período noturno, fazem estágios e moram em cidades satélites ( 1 hora do centro), chegam em casa por volta de 01 da manhã e mesmo assim com todo esforço a bolsa não chega a R$: 900,00 ( novecentos reais), outros trabalham em supermercados para tentar arcar com os estudos por que a bolsa de 260,00 é insuficiente, devido o alto custo de vida. E tudo isso prejudica o rendimento dos acadêmicos que não sabem se trabalham pra comer ou estudam, e a Coordenação está pouco se importando com os problemas do alunos.

5. Por fim a CGE mandou cortar o auxilio de 6 ( cinco) estudantes arbitrariamente, sem nenhum aviso prévio. Ressaltamos que quando o indígena está com algum problema na universidade ou pessoal, imediatamente a coordenação autoriza o corte da bolsa, manda trancar o semestre, começa todo tipo de ameaça, foi o que fizeram com um indígena "portador de necessidades especiais", onde uma das " chefes" alegou " que o problema dele não é mental é sim físico," portanto, não admite que o indígena sinta dificuldades na universidade, então que abandone a faculdade e vai fazer terapia, e dê o lugar para outro, desta formou cortou todo apoio do indígena que está a 2 anos, aguardando um posicionamento da CGE.

A coordenação desconhece os princípios da isonomia, imparcialidade, especificidade e razoabilidade, temos observados a prática de uma política discriminatória, que veta, persegue, humilha, e exclui, é o abuso de poder por partes dos agentes públicos.
A Presidência da Funai tem conhecimento das dificuldades que enfrentamos, desde do ano passado foi repassado toda problemática, mas infelizmente nada foi resolvido, cada dia a situação piora, assim fica impossível concluir a graduação.
Os universitários de Brasília, passam por muitas dificuldades, que os Estados desconhece, não há um diálogo com os estudantes, não há apoio para os recém – formados, não há um bom atendimento aos indígenas, mas sim uma política de favorecimento de uns em detrimento de outros.
Diante disto à ASSUIB, repudia todo e qualquer ato discriminatório dentro da instituição. É preciso dar uma basta nisso! É preciso que a sociedade tome conhecimento das dificuldades que enfrentamos, tais como acadêmicas, financeiras, a falta de um acompanhamento eficaz, precisamos ser ouvidos, por que tudo isso tem provocado conflito entre os estudantes.
ASSUIB, exige respeito e um tratamento digno, queremos uma Educação Superior de qualidade e com igualdade a todos Universitários em Brasília e demais Estados Brasileiros.
A Educação é um direito de todos e um dever do Estado, não é um favor! Dessa forma, o art. 26 da Convenção 169 da OIT, determina que: "Deverão ser adotadas medidas para garantir aos membros dos povos interessados a possibilidade de adquirirem educação em todos o níveis, pelo menos em condições de igualdade com o restante da comunidade nacional".

Atenciosamente,

Anaiá Matos Pataxó
Advogada Indígena

ASSOCIAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS INDIGENAS EM BRASÍLIA - ASSUIB
Brasília, 15 de março de 2008.

DOCUMENTÁRIO DE CANTORA AFRICANA NO BRASIL

Impressionante a história de vida desta soul woman africana.
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segunda-feira, 17 de março de 2008

PAINEL SOBRE LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

Data: 19/03/08
Local: Auditório da Livraria Paulinas (Porto Alegre, RS)
Horário: 13h30 às 18h

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domingo, 16 de março de 2008

sábado, 15 de março de 2008

CAI LIMINAR CONTRA COTAS NA UFSC

Retirado do site G1

14/03/2008 - 15h05
Vestibulanda tinha conseguido liminar que diminuía percentual de vagas reservadas.Decisão diz que universidade tem autonomia para implantar ações afirmativas.
Do G1, em São Paulo


A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu a liminar concedida a uma candidata ao curso de engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) que reduzia o percentual de vagas reservadas para o sistema de cotas. De acordo com a decisão, a instituição de ensino tem autonomia para implantar políticas afirmativas. A candidata pode entrar com recurso.
A vestibulanda obteve em janeiro liminar que reduzia, apenas para ela, o percentual de reserva de vagas da UFSC de 20% para 10% para alunos egressos do ensino público e de 10% para 5% para autodeclarados negros. Segundo Luiz Carlos Podesta, diretor do Departamento de Admistração Escolar (DAE) da universidade, a candidata não chegou a se matricular.
A UFSC entrou com o recurso que foi julgado procedente pelo TRF4. Na decisão tomada nesta semana, o desembargador federal Luiz Carlos de Castro Lugon afirmou que é simplismo alegar que a Constituição proíbe discriminação de raça ou de cor. “Basta olhar em volta para perceber que o negro no Brasil não desfruta de igualdade no que tange ao desenvolvimento de suas potencialidades e ao preenchimento dos espaços de poder”, disse.
Para o magistrado, as cotas raciais não constituem a única providência necessária e nem a solução para o problema. No entanto elas não são um mero paliativo, pois “uma elite nova, equilibrada em diversificação racial, contribuirá em muito para a construção da sociedade pluralista e democrática que o Brasil requer”.
De acordo com o advogado da candidata, Domingos Kriger Filho, ela ainda não foi notificada da decisão e, por isso, ele ainda não sabe se a candidata vai entrar com recurso.
O vestibular 2008 é o primeiro processo seletivo da universidade com sistema de cotas e vem causando polêmica. Há ações de candidatos na Justiça Federal de Santa Catarina questionando a reserva de vagas. As liminares que têm sido favoráveis em primeira instância, normalmente são derrubadas pelo TRF4.

Saiba mais
» Onze candidatos são barrados nas cotas da UFSC
» Cotas voltam a valer na UFSC » UFRGS aprova 9 índios pelo sistema de cotas
» Procuradoria vai rever lei de cotas em universidade no RJ
» TRF suspende liminares contra cotas na Federal do RS

EXCEL - VÍDEO AULAS GRÁTIS

Retirado do Blog downloadscopyleft

Interface - Excel - Aula 01 Copiar Somar - Excel - Aula 02
Formatar Sequencias - Excel - Aula 03
Formatar Colunas Desfazer - Excel - Aula 04
Riscos Recortar Eliminar Inserir - Excel - Aula 05
Congelar Paineis e Porcentagem - Excel - Aula 06
Fixar celulas em formulas - Excel - Aula 07
Trabalhando com Planilhas(1) - Excel - Aula 08
Trabalhando com Planilhas(2) - Excel - Aula 09
Classificar e Agrupar Linhas e Colunas - Excel - Aula 10
Auto Filtro e Substituir - Excel - Aula 11 Comentario e Impressao - Excel - Aula 12
AutoFormatar e Teclas Atalho - Excel - Aula 13
Calculo Manual-Arredondamento-Atingir meta - Excel - Aula 14
Proteger Celulas e Planilhas - Excel - Aula 15
Procura Vertical - ProcV. - Excel - Aula 16
Funcao Arredondamento e Listas - Excel - Aula 17
Formatacao Condicional - Excel - Aula 18
Contese e Somase - Excel - Aula 19 Funcao Condicional - Excel - Aula 20
Graficos - Excel - Aula 21 Funcoes Banco de Dados - Excel - Aula 22
Tabelas Dinamicas - Excel - Aula 23 Formularios - Excel - Aula 24
Macros Basicas - Excel - Aula 25

DIREITOS DOS QUILOMBOLAS EM RISCO

O negócio é sério!!! Leia o que está ocorrendo na Camarâ dos Deputados Federais e a matéria que foi ao ar pela TV Globo no RJTV

Retirado do site do Centro de Documentação Eloy Ferreria da Silva e do site do RJTV.

Projeto de decreto legislativo tem ruralista como relator
13 de março de 2008

Os movimentos sociais e quilombolas já haviam sofrido uma grave derrota na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, quando do Parecer Favorável do Relator, Deputado Eduardo Sciarra (DEM/PR), ao Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 0044 de 2007, que 'Susta a aplicação do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, que Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das
terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias', foi aprovado, com os votos contrários apenas dos 3 deputados do PT que integram aquela Comissão.
E agora há motivos ainda maiores para preocupação, pois o referido Projeto entrou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 19/12/2007 e em 28/02/2008 foi distribuída para o Relator que é o Deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE), o qual, segundo o DIAP, é integrante da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.
É importante a mobilização e a pressão sobre a CCJ, e quem sabe a proposição de uma Audiência Pública nesta Comissão, para debater esse Projeto.

Home > RJTV 1ª Edição > 07/03/2008 > Matéria

Polêmica na Fonte da Saudade
Na Zona Sul, um terreno, onde há um parque municipal vai ser entregue a uma família que diz ser descendente de remanescentes de um quilombo. O Incra reconheceu a área como sendo comunidade quilombola.