quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

POPULISMO AMEÇA ÁFRICA DO SUL, DIZ CIENTISTA POLÍTICA

Retirado do site Último Segundo.

11/02 - 07:11 - Leda Balbino, IG São Paulo

País corre risco de repetir estado de desintegração e de conflito de outros países africanos se não coibir processo que leva a recuo econômico e prejudica desenvolvimento de classe média negra

A cientista política sul-africana Amanda Gouws, da Universidade Stellenbosch, diz ser cética em relação às perspectivas políticas da África da Sul. Para ela, os líderes atuais do Congresso Nacional do Povo (CNA), partido no poder há 16 anos, fracassam em evitar a implosão do governo local e não suprem os serviços básicos da população. "Nos últimos cinco anos, revela, houve 8 mil protestos pela falta da entrega de serviços básicos", afirmou ao iG. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Qual o principal legado de Mandela para a África do Sul?
É o da reconciliação e tolerância. Ele é um político de muitos princípios que trabalhou muito duro para libertar a África do Sul e construir uma nação não-racial integrada. Ele é um ícone de reconciliação e paz.

Quais são as principais diferenças entre Mandela e seus sucessores: Thabo Mbeki (1999-2008) e, agora, Jacob Zuma?
Diferentemente de Mandela, Mbeki é um nacionalista que conseguiu dividir o país em linhas políticas com suas duas teorias de nação: uma branca e rica, outra negra e pobre. Sob Mbeki, a ação afirmativa e os programas para fortalecer os negros economicamente se tornaram as principais forças da política governamental, marginalizando muitos brancos. Mbeki confundiu críticas válidas sobre a política de governo com racismo e frequentemente fez uso do argumento racial para silenciar a oposição. Suas políticas negacionistas em relação ao HIV/aids causaram muitas mortes. Já Zuma é um populista e um tradicionalista que pôs as questões de etnia no cenário político (Zuma é da etnia zulu, a maior do país). Seus casamentos polígamos, assim como suas relações sexuais com várias parceiras, mancharam sua credibilidade e o tornaram vulnerável ao escárnio da oposição.

Desde a chegada de Mandela ao poder, em 1994, o Congresso Nacional Africano (CNA) é o poder hegemônico no país. Quais são os principais problemas que o partido e seus líderes enfrentam?
Um dos maiores problemas são as divisões no CNA. Há uma constante tensão e conflito entre o CNA e seus parceiros de aliança – o Partido Comunista Sul-Africano e o Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos – sobre as políticas econômicas e a escolha do sucessor do Zuma. A Liga Jovem do CNA está se esfacelando com líderes populistas. O segundo maior problema é a implosão do governo local e a falta da entrega de serviços básicos à população. Nos últimos cinco anos, houve 8 mil protestos por esse motivo.

E quais as conseqüências do monopólio do CNA à política do país?
O domínio de um partido é um grande problema, porque torna a oposição ineficaz e leva à fusão do interesse do Estado com o do partido. Também encoraja a corrupção e o clientelismo, porque a oposição é muito pequena para fiscalizar todas as questões políticas e todos os departamentos do governo.

Após a eleição de 2009, surgiu uma oposição mais forte no país?
Não muito. Ainda não sabemos qual a posição de Zuma em várias questões. Mas como aspectos positivos há o fato de que a oposição conquistou mais apoio e governa a importante Província do Cabo Ocidental. E há o novo partido Congresso do Povo, formado por dissidentes do CNA, que atualmente é a oposição em sete das nove províncias do país – mas ainda com pouco apoio.

Quais são as perspectivas políticas do país?
Sou muito cética em relação a isso. Acho que, se não suspendermos o crescimento do populismo, acabaremos mergulhando cada vez mais no clientelismo e num retrocesso que diminuirá o crescimento econômico e o desenvolvimento de uma classe média negra. Isso promoverá um estado de desintegração e de conflito constante – como vemos em muitos outros países da África.


Leia mais sobre Nelson Mandela

FÓRUM BAIANO LGBT ACOMPANHA OBSERVATÓRIO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Retirado do blog Forum Baiano LGBT. A notícia tá um pouco defasada, mas é importante a titúlo de informação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A marca do Observatório 2010


A homofobia passa a ser foco do Observatório da Discriminação no Carnaval de Salvadior em 2010, junto com o sexismo e o racismo, e a ficha contará, pela primeira vez, com o campo de orientação sexual e identidade de gênero como uma informação importante das denúncias. A mudança é resultado do acompanhamento que o Fórum Baiano LGBT tem feito junto à organização do Observatório da Discriminação Racial, que pela primeira vez vai incorporar os casos de homofobia nas observações.


Na semana passada, Nilton Luz (Rede Afro LGBT) representou o Fórum Baiano LGBT nas reuniões que definiram a formatação da ficha que será levada a campo pelos observadores, como também da organização da plataforma virtual de lançamento das informações coletadas, junto com a presidente do CMCN, Lindinalva de Paula, e a presidente do CMM, Célia Oliveira, e as técnicas da SMP e da SEMUR. Também participou, junto com Bárbara Alves (Ajobi), do último dia de formação, na sexta-feira 5, explicando as mudanças que vão ocorrer a partir desse ano.


O Fórum Baiano LGBT somou-se ao Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN) e ao Conselho Municipal da Mulher (CMM) para acompanhar a edição 2010 do Observatório. Convidada pela Secretaria Municipal da Reparação no início do ano, a militância LGBT se prontificou a colaborar na formação dos observadores. Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidades da UNEB, o Diadorim, Sueli Messeder foi indicada para a formação, que ainda contou com a participação de Renildo Barbosa (ProHomo), Paula Furacão (Laleska di Capri) e Marcelo Cerqueira (GGB).


A parceria com o Conselho Municipal das Comunidades Negras, onde tem dois conselheiros ligados ao Fórum, não pára por aí. Bárbara Alves será representante do Fórum Baiano LGBT na Comissão que acompanhará o Observatório a partir dessa quinta-feira de Carnaval, e que também terá Nilton Luz como conselheiro.


O trabalho terá inclusive um espaço privilegiado na sede do Conselho Municipal da Mulher, na Ladeira de São Bento, com visão privilegiada do Circuito Osmar. O Fórum Baiano também poderá indicar voluntários LGBT para participar das observações, assim como a comunidade negra e as mulheres. “O Fórum está fazendo o seu trabalho de movimento social: acompanhar o poder público, pressionar pelas mudanças, construir uma realidade melhor para a comunidade LGBT”, afirma Bárbara.

COBERTURA DA BANDA LARGA OBEDECE CRITÉRIOS DE RENDA

Retirado do site Direito da comunicação.

Mariana Martins - Observatório do Direito à Comunicação

04.02.2010

Está na reta final, com anúncio previsto pelo Palácio do Planalto para o próximo dia 10, a formulação do Plano Nacional de Banda Larga. A política que será adotada para ampliar o acesso à internet no Brasil, com a pretensão de reverter o quadro de baixa penetração das conexões rápidas no território, vem sendo alvo de disputa entre a sociedade civil e as empresas prestadoras de serviço de telecomunicações.

O interesse do governo federal em dar início a uma ação de peso para expandir o acesso à banda larga e fazê-lo de forma rápida mistura elementos de um ano eleitoral com o fato de que aumenta a cobrança para que o Estado garanta o provimento do serviço a sua população. No Brasil, resolução da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, coloca o acesso em velocidade rápida à internet como direito fundamental dos cidadãos brasileiros. A aprovação desta proposta corrobora o fato de que a banda larga ganha, em todo o mundo, o status de “direito do novo século”. Contudo, não se sabe ainda de que instrumentos o governo federal lançará mão no Plano Nacional de Banda Larga e se estes darão conta de uma verdadeira inclusão digital, inclusive e prioritariamente nas áreas até agora pouco ou nada assistidas.

Até hoje, a política de acesso à banda larga no Brasil esteve baseada na prestação do serviço por empresas privadas, com uma pequena participação de governos locais em experiências que ainda podem ser consideradas piloto. Esta escolha deixou pra trás uma parcela significativa população, fazendo um claro recorte de acordo com o perfil de renda das famílias. Ao se deixar a distribuição do serviço a mercê, exclusivamente, das regras de mercado, regiões já marcadas pela ausência de políticas de toda ordem permanecem como grandes clarões nos mapas da cobertura deste serviço.

Diferente da telefonia fixa, o serviço de acesso à internet em banda larga não é prestado em regime público e sim em regime privado. Neste segundo, as regras são mais flexíveis, não há controle sobre as tarifas cobradas pela prestação do serviço, tampouco a obrigação, por parte da prestadora, de atender a lugares mais longínquos ou que não representam interesse econômico para a empresa. Por não estar no regime público, a União, por sua vez, tem menor controle sobre a qualidade do serviço e não pode cobrar o atendimento à população de baixa renda. O resultado é a desigualdade de acesso às novas tecnologias. Uma parcela grande da população brasileira não pode pagar pelo serviço, que fica mais caro quando chega – geralmente sem concorrência – a localidades mais pobres.

Em artigo recentemente publicado na Folha de S. Paulo, Lisa Gunn e Estela Guerrini, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), defendem que a banda larga seja incluída no rol dos serviços prestados em regime público, pois isso garantiria a universalização do serviço como aconteceu com a telefonia fixa. Defendem ainda que a classificação em regime público ou privado não é jurídica, mas política e que o governo pode fazê-la a qualquer momento.


“Cada vez mais, a banda larga, que é prestada em regime privado, aparece, ao lado da telefonia fixa, como um serviço também fundamental para todos”, diz o artigo. As autoras ainda registram que o próprio governo já reconhece a essencialidade do serviço ao discutir o Plano Nacional de Banda Larga, a banda larga nas escolas e outros projetos.

Diagnóstico

Mesmo em clara ascensão, o acesso à banda larga não Brasil não atinge por igual as cinco regiões do país e sua população. Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios Brasil 2008 realizada pelo Centro de Estudos sobre TICs (CETIC.Br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 15% dos domicílios com acesso a internet no país tem conexões com velocidade superior a 1 megabyte por segundo (Mbps). No Nordeste, esta proporção é de 5% e no Norte, de 6%.

O Atlas Brasileiro de Telecomunicações, publicado anualmente pela revista TeleTime, mostra exatamente a distorção do crescimento. De acordo com o estudo, a expansão da banda larga levou a um aumento na penetração média dos serviços de banda larga fixa no país de 6,06 para 8,43 acessos por cem habitantes. Mas, seguindo a regra da própria concentração econômica, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram os aumentos mais expressivos.

O maior crescimento regional, ainda segundo a revista, foi no Sudeste, que saltou de 8,5 para 12,1 acessos por cem habitantes. A região Sul passou de 8,0 para 11,7 e o Centro-Oeste apresentou salto de 7,21 para 10,06 acessos por grupo de cem habitantes. A pesquisa mostra ainda que o Sudeste continua concentrando a maior parte dos assinantes do país: 61%, contra 20% da região Sul, 9% no Centro-Oeste, 8% no Nordeste e apenas 2% na região Norte. Ou seja, dez estados concentram 90% do acesso enquanto os demais dezesseis estados amargam os míseros 10%.

Outro tipo de concentração, desta vez por classe social, é visível no acesso à banda larga. O documento, Alternativas de Políticas Públicas para Banda Larga, que acaba de ser publicado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, conclui que o serviço está concentrado nas classes A e B.

Os dados revelam ainda que, de 2000 a 2009, o número de assinantes de banda larga fixa no país passou de 123 mil para 12 milhões. Contudo, o ritmo de expansão dos acessos vem caindo desde 2004. “A tendência é que o número de usuários se estabilize, no final de 2014, em menos de 20 milhões”, diz o documento. Essa média, segundo outro documento – O Brasil em Alta Velocidade, lançado pelo Ministério das Comunicações –, é muito inferior a que está sendo projetada por países como Argentina, Chile, China, México e Turquia, que têm situação semelhantes a do Brasil.

O documento da Câmara dos Deputados fala ainda da banda larga móvel, que é prestada via telefone celular. Estima-se que existam hoje 4,2 milhões de acessos 3G no Brasil. Contudo, considerando o tamanho do Brasil, segundo o estudo, esse número ainda é pequeno. Os serviços ainda não chegam em praticamente 90% dos domicílios e aproximadamente 40% dos acessos em banda larga móvel estão no estado de São Paulo.

Estes números são também confirmados pela pesquisa da empresa Huawei, publicado pela revista TeleTime na edição de dezembro de 2009. Segundo a pesquisa, a média mundial de banda larga fixa para cada 100 mil habitantes é de 7,1. No Brasil, esse número cai para 6,1. Com relação ao serviço móvel, a média mundial é de 9,5 por 100 mil habitantes e, no Brasil, apenas 3,1.

Preços e qualidade

Para além dos péssimos índices de penetração, o Brasil também apresenta uma péssima qualidade na prestação do serviço. A velocidade da banda larga brasileira ainda é muito inferior à praticada em países da Europa, nos Estados Unidos ou Japão, por exemplo, e o preço é proporcionalmente muito maior. O documento da Câmara dos Deputados diz que 90% das conexões no Brasil são realizadas em faixas inferiores a 1 Mbps. Pelos indicadores usados nos países desenvolvidos, banda larga é o acesso feito com velocidade mínima de 2 Mbps.

Quanto aos preços, o mesmo documento revela que a banda larga no Brasil é uma das mais caras do mundo. Considerando as limitações de renda da população, um patamar de preço de R$ 50 (inferior ao menor valor praticado no mercado) já exclui 65% dos brasileiros do acesso à banda larga. Para que 54% pudessem ser incluídos, os preços da conexão teriam de partir de R$ 30, conclui o estudo.

Os altos preços praticados no Brasil se explicam porque, para além da dificuldade do Estado incidir nas políticas de preço ao consumidor, a concentração da prestação dos serviços nas mãos de pouquíssimas empresas leva à ausência de concorrência em algumas localidades.

A publicação O Brasil em Alta Velocidade, do Ministério das Comunicações, divide sua análise sobre o alcance da banda larga em três categorias: municípios maiores, em que há competição entre redes e plataformas de serviço; municípios menores, em que as redes estão chegando por meio do estabelecimento de metas de universalização; e áreas remotas e de fronteira, cujo atendimento só se viabiliza por meio de programas públicos. Esta escolha metodológica aponta para a urgência tanto da execução de um plano que estenda a infraestrutura de acesso pelo país, como também a criação de mecanismos que possam garantir que empresas prestadoras cumpram metas de universalização e que seja estimulada a concorrência de mercado.

Dados da JP Morgan, publicados pela revista TeleTime de dezembro de 2009 mostram que o preço da internet cai muito quando há concorrência de outras prestadoras. O preço médio cobrado pelas concessionárias para uma banda larga de velocidade de 1 a 2 Mb é de R$118,00 onde não há concorrência estabelecida. Geralmente este serviço é prestado pela Oi/Velox ou pela Telefônica, sendo a primeira responsável por 38% do mercado e a segunda por 24%.

O valor cobrado pelos planos de 1 a 2 Mb cai para R$ 60,00 quando há a presença de concorrência da Net e da GVT. Quando há apenas a concorrência da GVT, o preço fica em R$ 64 e quando há presença apenas da Net o preço é de R$ 72.

Outra constatação do estudo Brasil em Alta Velocidade e que também esteve presente na pesquisa TIC Domicílios Brasil 2008 é que o preço ainda é um dos principais impeditivos para a expansão do serviço por todo o país. Na pesquisa do CGI.br, 54% dos entrevistados apontaram o custo elevado como razão para não ter internet em casa. Entre os usuários que já tem o domicílio conectado, 26% disseram que o preço é o principal fator para não aumentarem a velocidade da sua conexão.

Reduzir o preço do acesso à internet em banda larga para o consumidor final parece ser um dos principais desafios de futuras políticas governamentais. Ao mesmo tempo, para que seja possível a verdadeira universalização da internet em alta velocidade, é preciso garantir que o serviço chegue a regiões até agora classificadas como de difícil acesso e pouco apelo econômico pelas prestadoras privadas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O II SEMINÁRIO NACIONAL DE AFRICANIDADES E AFRODESCENDÊNCIA

Retirado do site Multieventos. Para acessar o site clique na imagem.

PUBLICAÇÕES DESTACAM DESTINO DOS NEGROS NA ALEMANHA NAZISTA

Retirado do site DW-World.

Alemanha 29.01.2010

Pouco se sabe sobre a pequena comunidade negra que viveu na Alemanha na época do Terceiro Reich. A Deutsche Welle lança um olhar sobre suas estratégias de sobrevivência durante o regime opressor de Hitler.

Interação entre brancos e negros era indesejada no Terceiro Reich


Entre 20 mil e 25 mil negros viviam na Alemanha durante o regime nazista. Quando questionados sobre os negros no Terceiro Reich, os alemães costumam falar sobre a mostra Afrika Schau. Em seu livro Hitler's Black Victims (As vítimas negras de Hitler, em tradução literal), o pesquisador norte-americano Clarence Lusane descreve Afrika Schau como uma mostra itinerante iniciada em 1936.

Os responsáveis pelo "show" eram Juliette Tipner, cuja mãe era da Libéria, e seu marido branco, Adolph Hillerkus. O objetivo do "espetáculo" era mostrar a cultura africana na Alemanha.

Em 1940, a Afrika Schau foi retomada pela SS e por Joseph Goebbels, que "esperava que isso fosse útil não só para propaganda e fins ideológicos, mas também como maneira de reunir todos os negros no país sob um mesmo teto", escreve Lusane. Para seus participantes, a Afrika Schau tornou-se um meio de sobrevivência na Alemanha nazista.




Negro em prisão nazista



Para a historiadora norte-americana Tina Campt, cuja pesquisa trata da diáspora africana na Alemanha, "era possível que os negros nela envolvidos a usassem para fins não previstos por quem a organizou. Se por um lado a Afrika Schau desumanizou pessoas, por outro lado, para os participantes, era uma oportunidade de ganhar dinheiro, como também um local para se comunicar com outros negros".

Contudo, o show não teve sucesso e foi encerrado em 1941. Além disso, ele não tinha condições de reunir todos os negros no país sob um pavilhão, possivelmente porque ele só aceitava negros de pele mais escura, segundo o estereótipo do que era considerado africano.

Os "bastardos da Renânia"

A maioria dos negros de pele mais clara que vivia na Alemanha durante o Terceiro Reich era formada por mestiços, e um bom número deles eram filhos dos soldados franceses negros das tropas de ocupação com mulheres da Renânia.

A existência dessas crianças é e continua sendo de conhecimento público, porque elas foram mencionadas no livro Minha Luta, de Hitler. Na Alemanha nazista, eles foram descritos com o termo depreciativo "bastardos da Renânia".

A Deutsche Welle conversou com o historiador alemão Reiner Pommerin para descobrir o que aconteceu com estas crianças. "Publiquei um livro nos anos 1970 sobre a esterilização dos mestiços. Foram crianças geradas pelas forças de ocupação – principalmente as francesas", disse.

Seu livro Esterilização dos bastardos da Renânia. O destino de uma minoria negra alemã 1918 - 1937 enfoca a esterilização da minoria negra na Alemanha nazista.

Sem plano de extermínio sistemático

Antes da publicação do livro, em 1979, essa informação era desconhecida para o público. A esterilização de crianças birraciais foi realizada secretamente porque violava as leis nazistas de 1938. Os números exatos permanecem desconhecidos, mas estima-se que 400 crianças mestiças foram esterilizadas – a maioria sem o seu conhecimento, disse Pommerin.

Hoje, o destino dos "bastardos da Renânia" ainda permanece em grande parte desconhecido. Essa falta de conhecimento pode estar relacionada à "falta de interesse público em relação a minorias", crê Pommerin. Já Campt atribui isso ao sigilo por trás do programa de esterilização e à natureza da Afrika Schau. "Isso tem a ver com o status do Afrika Schau como espetáculo. Assim, ele foi criado como um espetáculo visual, que deveria levar as pessoas a vê-lo como uma exibição", complementou.

Segundo Campt, a principal diferença entre a vivência dos negros e a de outros grupos no Terceiro Reich é a falta de um plano sistemático de extermínio nazista. Além disso, devido ao pequeno número de negros que viviam no país, poucos estão dispostos a reconhecer que vale a pena discutir sobre o destino dessa população.

Apoio a pesquisadores

Além disso, pesquisadores que trabalham nesta área recebem pouco ou nenhum apoio na Alemanha. Nos Estados Unidos acontece o contrário. Lá a pesquisa sobre minorias é bem financiada, devido ao legado do Movimento pelos Direitos Civis.

"Estudiosos alemães negros que pesquisam há anos não necessariamente obtêm reconhecimento com base em qualificações, com base em se estão ou não trabalhando dentro de certo tipo de estrutura acadêmica para o estudo das culturas de minorias", disse Campt.

Embora a publicação do livro de Pommerin sobre a esterilização dos "bastardos da Renânia" não tenha recebido muito interesse por parte do público, ele recebeu certa atenção do setor político alemão. Um membro do Partido Social Democrata questionou se poderia obter os nomes das vítimas, para que pudessem ser indenizadas.

Pommerin disse à Deutsche Welle que "(o político) pretendia destinar para isso mais de 2 mil dólares. Eu sabia onde eles moravam, mas eu não queria incomodar essas pessoas, porque eu poderia dizer que se tratava mais de interesse político. E eu podia ver as câmeras de tevê diante das casas nos lugarejos onde o dinheiro seria entregue. E, de repente, a grande sensação na vila – aqui está alguém que foi esterilizado".

Autor: Chiponda Chimbelu (rw)

Revisão: Carlos Albuquerque

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

RECONHECIMENTO, JUSTO... AINDA QUE TARDIO

Retirado do blog du Black.

Por: Juliano Gonçalves Pereira - via e-mail
É inegável reconhecermos que a cultura da história brasileira possui certa paixão e tendência para mártires. Ficamos empolgados quando temos acesso às biografias dos tidos heróis brasileiros que dedicaram suas vidas em favor da liberdade e da democracia, da consolidação de nossa identidade múltipla e da construção de um cenário brasileiro que respeitasse as características de Estado nacional. Aprendemos na escola a valorizar estes brasileiros e os reconhecemos facilmente nos livros por seus exemplos de luta resistência, perseverança e claro, vitória.

Tudo isso pode ser atribuído a Abdias do Nascimento, o único problema é que esse ícone é contemporâneo e Negro, o que torna entendível porque esse grande homem ainda não teve reconhecimento que merece no Brasil. Carlos Alberto Medeiros descreve no livro “”25 Anos do Movimento Negro”, que poucos brasileiros podem ostentar uma biografia tão equivalente como a de Abdias do Nascimento. Aos 92 anos temos no Brasil um arquivo vivo de incomparável valor. Natural de Franca/SP, carioca por adoção Abdias lutou na revolução constitucionalista de 1932; participou da fundação da Frente Negra Brasileira, instituição de imensurável importância para o povo negro brasileiro e sintomaticamente esquecida pela historiografia oficial; lutou contra a ditadura do estado novo, sendo preso em 1937 quando panfletava contra o regime autoritário do Estado Novo; fundou o Teatro Experimental do Negro em 1944 depois de se indignar com a peça O Imperador Jones que tinha como protagonista um homem branco pintado de negro, o movimento do teatro mudou o imaginário latino americano fazendo críticas e enfrentamento intelectual da forma como a sociedade mundial naquele período tratava os negros; diaspórico por militância e opção político existencial foi responsável por influenciar reflexões para o fim lutas importantíssimas para o mundo como o fim do aparthait na África do Sul e da segregação racial nos Estados Unidos. Inteligente, versátil, crítico e contestador entendeu que é movimentando que estruturamos as melhores ferramentas para acabar com o racismo, a discriminação e o preconceito racial no Brasil.

Pela arte quer seja na forma pictórica, ou pelo teatro, Abdias do Nascimento denunciou o racismo inseriu poder ao negro no imaginário brasileiro ainda na primeira metade do século XX, momento complicado para essa pauta na história, pois vivíamos o calor da expansão ideologia de democracia racial de Gilberto Freyre. Participou diretamente da luta O Petróleo é Nosso que resultou na criação da Petrobrás; foi perseguido pelo regime militar em 1964 tendo que se exilar nos Estados unidos e na África. Sua trajetória na carreira na política, como deputado federal, senador e secretário de estado também nos ensina de forma direta que democracia se faz com presença e participação. As iniciativas brasileiras de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial tem certamente influências concisas de Abdias do Nascimento.

A indicação do prêmio Nobel da Paz a Abdias do Nascimento certamente pegará muitos brasileiros e brasileiras de surpresa, negros e não negros, que provavelmente nunca ouviram falar desse homem. Mas bastarão buscar saber um pouco mais sobre a vida de Abdias e descobrirão seu legado de luta, vitória, inclusão sócio/racial, justiça e inteligência, que nos faz entender que a luta por um país justo e igualitário necessariamente precisa passar pela luta de combate ao racismo, ao preconceito e a discriminação racial, e que ainda podemos democratizar os espaços de discussão, quer seja político, educacional, religioso ou social para um debate horizontal e intelectual e assim consolidarmos a paz no Brasil na América, na África e no mundo.

VISITE O SITE AFIRME-SE! AÇÕES AFIRMATIVAS EM ATAQUE.

Retirado do blog Afirma-se! Ações afirmativas em ataque.
Blog importante para todos entrarem para fortalecer as articulações das ações pró-ação afirmativa. Os organizadores do blog criaram uma campanha para tentar interferir positivamente na decisão do STF sobre as Ações Afirmativas..
Vale a pena dar uma visitada para se informar.

INSCRIÇÕES PARA O 1° PRÊMIO NACIONAL DE EXPRESSÕES CULTURAIS E AFROBRASILEIRAS

Retirado do site Premioafro.
As inscrições estão abertas até 05 de março. Para acessar o site clique na imagem abaixo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

EXPULSOS POR RACISMO PODEM VOLTAR A CURSAR UNIVERSIDADE

Retirado do site do jornal Estado de São Paulo.

Justiça de Ribeirão Preto concedeu liminar aos três estudantes do Centro Universitário Barão de Mauá

Agência Estado -

RIBEIRÃO PRETO - A Justiça de Ribeirão Preto concedeu liminar, na sexta-feira, para que os três estudantes de Medicina expulsos do Centro Universitário Barão de Mauá por acusação de racismo contra um trabalhador retornem às aulas e concluam o curso.  

 O suposto ato de racismo ocorreu em dezembro, fora da universidade, e os jovens foram expulsos no dia 1º deste mês. A decisão foi tomada por uma Comissão Administrativa de Inquérito, formada por professores e funcionários da instituição. Ontem, a direção da universidade, por meio de nota, informou que respeitará e cumprirá a decisão judicial, mas que também recorrerá para que sua decisão seja aplicada. 

 "O centro reitera que a decisão da Faculdade de Medicina se baseia em razões éticas, e não de natureza criminal. A formação de um médico extrapola a mera técnica para invadir os preceitos de moral e comportamento ilibado", diz o comunicado. Os três alunos são acusados de ter batido em um trabalhador com um tapete enrolado, e um deles teria gritado "negro".

COTAS: LIMINAR GARANTE MATRÍCULAS DE ALUNOS

Retirado do site do O Globo.

12/2/2010

SN1 Alunos que prestaram vestibular para Universidade Federal de Sergipe e que entraram na justiça por se sentirem lesados pelo sistema de cotas conseguiram uma vitória na justiça que garante a matrícula dos mesmos na Universidade.


Segundo a advogada Laura Figueiredo, na tarde desta quinta-feira, 11, duas liminares foram aprovadas na primeira Vara Federal. “É importante ressaltar que essa decisão não implica em retirar a vaga de um aluno cotista, mas sim abrir uma vaga para o aluno que alcançou a pontuação suficiente para ser aprovado na Universidade”.

Ela informou ainda, que existem outros 47 processos em tramitação e que todos eles receberam a mesma aprovação. “Por uma questão de burocracia interna os processos ainda estão sendo concluídos, mas todos devem receber o mesmo tratamento”.

STF DECIDE MANTER PRISÃO DE ARRUDA

Retirado do site do yahoonotícias.

Sex, 12 Fev

Por Redação Yahoo! Brasil, com Agência Estado

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta sexta-feira habeas corpus ao governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje sem partido). A informação é do jornal "O Estado de S.Paulo".

Segundo a reportagem, a decisão do ministro mantendo a ordem de prisão preventiva de Arruda está sendo redigida em seu gabinete. Mello gravou sua decisão, como faz habitualmente - ele não redige de punho próprio, grava e seus assessores põem no papel.

O governador licenciado passou a noite preso em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal (PF). Ele e outras quatro pessoas são acusados de atrapalhar as investigações do esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM.

Foragidos

Nesta manhã, o diretor da Companhia Elétrica de Brasília, Haroaldo de Carvalho, envolvido no episódio da tentativa de corrupção de testemunhas, que motivou a prisão do governador licenciado, apresentou-se à Superintendência da Polícia Federal.

De acordo com a PF, Haroaldo já foi recolhido à carceragem. Continuam foragidos o ex-deputado Geraldo Naves (DEM), que teria levado a proposta de suborno ao jornalista Edson Sombra, e o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes.

Preso na Superintendência da PF, Arruda não conseguiu dormir esta noite. Segundo o chefe da Casa Militar do governo do Distrito Federal, coronel Ivan Gonçalves, Arruda está sofrendo muito, assim como a família e as pessoas que o assessoram. Para o coronel "a situação é humilhante". Segundo ele, a prisão do governador contraria o estado de direito, por ele não ter sido ouvido.

IPHAN LANÇA ESTE MÊS LIVRO QUE MAPEIA TERREIROS DO DISTRITO FEDERAL

Retirado do excelente blog do CEN.

Iphan lança este mês livro que mapeia terreiros onde se praticam o Candomblé e a Umbanda no DF

Do portão, já é possível perceber que esta não é uma chácara como as da vizinhança. Pequenas casas de alvenaria estão espalhadas pelo terreno, em torno de um grande barracão. Sobre ele, uma bandeira branca celebra a paz. As centenas de árvores são decoradas com tiras de pano que envolvem o tronco, representando uma reverência à natureza. Ao fundo, escuta-se o som da água que corre a partir de um córrego ou de uma nascente ? símbolo da vida para os visitantes do local. Estamos em uma casa de Candomblé, ambiente desconhecido pela maioria dos brasilienses.


Para preservar e divulgar a cultura e as religiões de matrizes africanas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai lançar neste mês o livro Inventário dos terreiros do Distrito Federal e Entorno. A publicação conta a história e revela segredos dos principais locais de culto da capital federal.

A publicação será distribuída gratuitamente em bibliotecas, órgãos públicos e também entre pesquisadores e interessados pelo universo do Candomblé e da Umbanda. Durante a pesquisa, as equipes do Iphan identificaram e catalogaram 26 terreiros em várias cidades do Distrito Federal e do Entorno.

Pelas suas características, as casas de culto costumam ficar em locais mais afastados e de difícil acesso, como chácaras de áreas rurais. Todas realizam, com frequência, festas públicas, além de prestarem serviço de aconselhamento espiritual particular.

É o caso do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá - Ilê Oxum, comandado por Railda Rocha Pitta, 72 anos ? conhecida por todos como Mãe Railda. Construído em um amplo terreno em Valparaíso, a 45 quilômetros do centro de Brasília, a casa é uma das mais tradicionais da região e recebe até deputados e ministros de Estado.

Fundado em 1972, o terreiro começou com a doação do lote por um amigo pessoal de Mãe Railda. Ao longo das últimas quatro décadas, ela consolidou a estrutura que hoje consiste em um grande barracão e nas casas dos orixás espalhadas pelo lote.

Reconhecimento

Mãe Railda conta que decidiu abrir o terreiro em Brasília por orientação de Mãe Menininha do Gantois - que foi uma das mais famosas representantes brasileiras do Candomblé. "Ela abriu o jogo de búzios para mim e disse que eu havia sido escolhida por Xangô. Mãe Menininha me garantiu que eu teria um terreiro grande em Brasília para cuidar do povo", relembra Railda.

De tão reconhecida, ela é frequentemente chamada para representar o Candomblé em cerimônias oficiais. Nas paredes da casa, há fotos da mãe de santo com o presidente Lula e com ministros e ex-ministros como Celso Amorim e Gilberto Gil. Também estão pendurados o diploma de cidadã honorária e o de integrante do Clube dos Pioneiros do Distrito Federal.

Uma forma de lutar contra o preconceito

O superintendente do Iphan no DF, Alfredo Gastal, conta que a preocupação do instituto com a preservação dos terreiros tradicionais começou há 25 anos, com o tombamento de uma das casas mais antigas de Salvador, a Casa Branca. "Nós, brasileiros, tivemos influência europeia, asiática, mas a cultura negra permeou absolutamente todos os aspectos das nossas vidas. Não podemos ignorar a importância dessa contribuição", destaca Gastal.

Ele acredita que a divulgação do inventário dos terreiros do Distrito Federal vai ajudar a reduzir o preconceito da sociedade em torno das religiões de matriz africana. "O estudo é uma forma de esclarecer quem nós somos. Não podemos aceitar no Brasil nenhum tipo de preconceito religioso, cultural ou racial. Somos feitos de uma mescla de gente de uma riqueza fantástica", finaliza o superintendente do Iphan.

Um dos exemplos do preconceito citado por Gastal foi a destruição das imagens dos orixás da Prainha, no Setor de Clubes Sul. De autoria do artista plástico Tatti Moreno, as obras de arte que simbolizavam os orixás foram queimadas e decapitadas, provavelmente por questões religiosas. As esculturas foram recuperadas e recolocadas no fim do ano passado. Hoje, a movimentação na área é monitorada por câmeras de segurança.

O trabalho do Iphan em Brasília e no Entorno começou em 2008 e foi fruto de uma parceria entre as superintendências do órgão no Distrito Federal e em Goiás. A primeira etapa consistiu no levantamento preliminar dos terreiros em atividade. A medida atendeu a uma demanda dos próprios adeptos, ansiosos pelo reconhecimento e valorização do patrimônio cultural vinculado às religiões afro-brasileiras.

Para Roberval Marinho, praticante do Candomblé e pesquisador reconhecido da área, a preservação da memória do Candomblé e da Umbanda é importante para lutar contra o preconceito. "Muita coisa da cultura e da religião já se perdeu. Esse estudo do Iphan é de grande importância para lutar contra esses ataques religiosos contra os cultos de origem africana", explica Roberval, conhecido como Babalaô Roberval de Ogum.

Outro terreiro incluído no livro do Iphan é o Axé Bara Leji, ou Centro Espírita do Pai Tito. Criado em 1973, em Taguatinga, e depois transferido para uma chácara em Santo Antônio do Descoberto, o centro é hoje comandado por Fernando César Trindade de Aguiar, o Pai Fernando de Oxoguian. Além dos trabalhos culturais e religiosos, o terreiro tem uma forte atuação social na comunidade - uma característica comum a várias casas de culto.

"Fazemos esses projetos sociais com recursos próprios. O Candomblé é um culto a tradições e culturas milenares. Nossa religião tem uma tradição cultural e social muito grande", destaca Pai Fernando.

"Nós, brasileiros, tivemos influência europeia, asiática, mas a cultura negra permeou absolutamente todos os aspectos das nossas vidas. Não podemos ignorar a importância dessa contribuição". Alfredo Gastal,superintendente do Iphan no DF

Fonte: http://www.palmares.gov.br /

CALENDÁRIO AFRO-BRASILEIRO DE FEVEREIRO

Retirado do blog Reconquistando a negritude.

Cultural - Calendário Afro-Brasileiro - Fevereiro

11 - Nelson Mandela é libertado pelo governo racista da África da Sul. (1990)

12 - Nasce em Duas Barras (RJ) o compositor e cantor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila, um dos grandes criadores do samba carioca e um dos maiores impulsionadores das relações culturais entre o Brasil e o continente africano. (1938)
12 - Nasce em Garanhuns (PE) o cantor, compositor e instrumentista José Domingos de Morais - Dominguinhos. (1941)
12 - Fundação em São Paulo (capital), da Escola de Samba X-9 Paulistana. (1975)
12 - Fundação, no Rio de Janeiro, da Sociedade Afro-Cultural Lemi-Ayo. (1987)

13 - Tem início com Amilcar Cabral em Cassaca, o I Congresso do PAIGC, nas zonas libertadas do sul, que operou uma mudança decisiva no avanço da luta armada. (1964)

14 - Nasce nos Estados Unidos, Frederick Douglas, escritor, defensor da causa abolicionista. (1817)
14 - Morre aos 71 anos de idade, o líder e estudioso das questões negras, o baiano Manuel Querino. (1923)
14 - Morre assassinado, após prolongada tortura, Patrice Lumumba, líder revolucionário do Congo Belga, atual Zaire. (1961)
14 - Morre aos 61 anos, Carolina Maria de Jesus, favelada, autora de “Quarto de Despejo”, “Casa de Alvenaria” e “Diário de Bitita”. (1977)

15 - Morre no Arraial do Tijuco, atual Diamantina (MG), aos 70 anos de idade, Francisca da Silva, a lendária Chica da Silva. (1796)
15 - Após resistir a várias crises, desaparece o rancho Ameno Resedá. (1941)
15 - Morre num hospital em Santa Mônica, (EUA), vítima de câncer, o cantor Nathaniel Adams Coles - Nat King Cole. (1965)

16 - Nasce na Filadélfia (EUA), a cantora de ópera Marian Anderson. (1902)

17 - Morre aos 75 anos, Alfredo Viana Filho, o Pixinguinha, um dos maiores e mais importantes compositores brasileiros. (1973)
17 - Fundação no Rio de Janeiro, da Sociedade Dançante Carnavalesca Ameno Resedá. (1907)
17 - Morre de câncer no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Monsueto Campos de Menezes - Monsueto Menezes.
17 - Nasce no Brooklyn, Nova York (EUA), o jogador de basquete Michael Jefrrey Jordan, Michael Jordan. (1963)
17 - Morre o pianista norte-americano Thelonius Monk, (1982)

18 - Fundação em Salvador (BA), do Afoxé Filhos de Gandhi. (1949)
18 - Surge como bloco, a Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, desfilando com 40 componentes, na passarela da Av. Felipe Cardoso, no centro de Santa Cruz (RJ). Cores: verde e branco. (1959)
18 - Independência de Gâmbia. (1965)
18 - Morre no Rio de Janeiro, aos 68 anos, o cantor Anísio Silva, que imortalizou através de sua voz canções como: “Interesseira”, “Alguém me disse” e “Quero beijar-te as mãos”. (1989)

19 - O americano W. E. B. Dubois, um dos pioneiros da luta pela independência e unidade africana, organiza o I Congresso Pan-Africano, em Paris. (1919)
19 - Morre aos 76 anos de idade, em conseqüência de enfisema pulmonar, o cantor e compositor Nelson Cavaquinho. (1986)
19 - Fundação no Rio de Janeiro do G.R.E.S. Caprichosos de Pilares. Cores: azul e branco. (1949)
19 - Morre em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, o poeta e ator Solano Trindade. (1974)

20 - Publicada Carta Régia declarando que “sendo presente o demasiado luxo das escravas no Brasil, e devendo evitar-se esse excesso e o mau exemplo que dele podia seguir-se”, el-rei era servido resolver que as escravas de todo o Brasil em nenhuma capitania pudesse usar vestidos de seda, de cambraia, ou halandas, com rendas ou sem elas, nem também de guarnição de ouro ou prata nos vestidos. (1696).
20 - Morre em Washington (EUA), o escritor, editor do “North Star” Frederick Douglas. (1895)
20 - Nasce em Miami (EUA), o ator, diretor e Embaixador das Bahamas no Japão, Sidnei Poitier. (1924 ou 1927)

ABONG REALIZA ASSEMBLEIA GERAL

Recebido por email. Essa é pros ongueiros.

A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, ABONG, realiza, entre os dias 17 e 19 de março, sua Assembleia Geral, que será antecedida por um seminário que vai discutir a sustentabilidade das ONGs e movimentos sociais.

O Seminário ONGs e Movimentos sociais, o desafio da sustentabilidade será realizado em parceria com o PAD - Processo de Articulação e Diálogo, e abordará temas como acesso a recursos públicos, fundos privados, responsabilidade social e cooperação internacional em três mesas de debate (veja a programação completa abaixo).

A atividade começa na manhã de 17 de março e vai até às 13hs do dia 18. O Seminário, tradicionalmente realizado antes da Assembleia Geral da ABONG, é aberto à participação do público. As inscrições serão feitas pelo endereço eletrônico di@abong.org.br ou pelo telefone 3237-2122 r. 207

Programação

Dia 17/03/2010

MESA 1

ONGs e Movimentos: o desafio da sustentabilidade

Aldalice Otterloo (ABONG)

Rafael Soares de Oliveira (Koinonia - PAD)

Sergio Leitão (Greenpeace)

MESA 2

Responsabilidade social, fundos privados e cooperação internacional

Kjeld Jakobsen (Instituto Observatório Social, Brasil)

Taciana Gouveia (ABONG)

Eliana Rolemberg (Cese – PAD)

Dia 18/03/2010

MESA 3

Legitimidade no acesso a fundos públicos

Tatiana Dahmer (ABONG)

Ana Toni (Fundação Ford)

Sérgio Haddad (Ação Educativa)

Local

Auditório da Ação Educativa

Rua General Jardim, 660, térreo

Vila Buarque - São Paulo – SP

Realização

ABONG e PAD

A Assembleia Geral da ABONG, realizada a cada três anos, acontece em março, entre os dias 18 (14h) e 19, após o encerramento do Seminário ONGs e Movimentos Sociais - o desafio da sustentabilidade, também no auditório da Ação Educativa.

Durante a Assembleia serão debatidas questões-chave referentes aos rumos da ABONG, os desafios do campo associativo, seu projeto político e seu fortalecimento como sujeito. A partir destes debates serão definidas as prioridades que orientarão o trabalho da próxima gestão. Veja pauta completa da Assembleia abaixo.

1. Homologação das novas associadas

2. Prestação de Contas

3. Aprovação do parecer do Conselho Fiscal

4. Discussão do Balanço 2007 – 2009

5. Prioridades para o período 2010 – 2012

6. Reforma do Estatuto

7. Reforma da carta de princípios

8. Debates e indicação de nomes para o novo Conselho Diretor

9. Eleição e posse do novo Conselho Diretor

10. Outros

A Assembleia é aberta a participação de convidados/as, mas o direito a voto é restrito às associadas.

Para mais informações, escreva para di@abong.org.br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COMO RIPAR E ENCODAR FILMES - VÍDEO AULA +PROGRAMAS

Retirado do blog Dê graça é mais gostoso.
Aprenda a ripar DVDs e Encodar

Tutorial 01
- Como Ripar DVDs fazendo filmes em XviD Dual Audio e como Ripar Legendas.

Tutorial 02
- Como encodar para RMVB, embutir legenda e como retirar audio de filme Dual Audio.

Tutorial 03
- Como encodar para H264.
Programas Necessarios:
-AutoGK- DVDDecrypter- Easy Real Media- VirtualDubMod- Media Coder com Codec
Programas Para Legendas
- SubRip- Subtitle Workshop

Estilo: Tutorial [vídeo aulas]
Autor: DarkWatch
Tamanho: 196.7 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

Para baixar clique em Easy-share, Rapidshare ou Depositfile.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ABERTO NOVA OFICINA DE INDICADORES COM ÊNFASE EM RELAÇÕES RACIAIS DO LAESER/UFRJ

Retirdo do site do Laeser.


Oficina de Indicadores Sociais com Ênfase em Relações Raciais (Adaptada à Lei 10.639/03).
Categoria acadêmica: Extensão

Local: Turmas IV - Sinpro-Rio - Rua Pedro Lessa 35 - 2º andar - Centro - RJ

Dias/horário: Terças-feiras e quintas-feiras – das 18:20 às 21:00
Período de Aulas:
Turma IV: 2 de março de 2010 a 15 de junho de 2010Turma V: 3 de agosto de 2010 a 7 de dezembro de 2010.
Informações Gerais:
Atuar na formação continuada de professores da rede pública e particular de ensino no Rio de Janeiro, tendo como ênfase o estudo das Relações Raciais e no entendimento das teorias, estatísticas sociais e na bibliografia atualmente existentes. Consequentemente mobilizar maior número de alunos assim como criar novas redes de discussão, não só no ambiente escolar, mas sensibilizar as famílias, sobre a importância do estudo e reflexão sobre as relações existentes entre as questões sociais e raciais no Brasil.
Contribuir para a construção de ferramentas pedagógicas no espaço escolar que permitam o uso, em sala de aula e demais planos, das informações obtidas nas Oficinas.
Reforçar dentro do meio acadêmico a importância da discussão do estudo das relações Raciais em diferentes esferas de ensino.
Difusão de conhecimento sobre a temática étnico-racial.
Público alvo: Professores da rede pública e privada do Estado do Rio de Janeiro e alunos de graduação.
Metodologia:
Aulas expositivas e presenciais.
Sistema de acompanhamento do desenvolvimento do aprendizado dos alunos através de plataforma de um Chat e Forun de debates.
Proposta pedagógica que busca articular conhecimentos teóricos e práticos em Ciências humanas e sociais e Estatística aplicada.
Conteúdo:
Panorama dos Principais Marcos Teóricos do Estudo as Desigualdades Sociais no Mundo e no Brasil.
Introdução crítica ao pensamento social brasileiro e o estudo das relações raciais - Parte I (tradição culturalista).
Introdução crítica ao pensamento social brasileiro e o estudo das relações raciais - Parte II (tradição estruturalista).
Multiculturalismo e as leis 10.639/03 e 11.645/08.
Fichário das Desigualdades Raciais.
Ações Afirmativas: experiência internacional e brasileira.
Indicadores Sociais e Econômicos: conceitos, aplicações e limites.
Estatística Aplicada às Ciências Sociais.
Oficina utilizando Indicadores Sociais na sala de aula.
História da África e Relações Étnico-Raciais – Oficinas História da África em Sala de Aula.
Carga horária: 84 horas.
Coordenação:
Coordenação Geral: Marcelo Jorge de Paula Paixão
Coordenação Pedagógica: Azoilda Loretto
Coordenação Executiva: Sandra Regina Ribeiro
Auxiliar administrativo: Elaine Carvalho
Corpo docente:
Amílcar Araújo: Doutorando em História com estágio doutoral no Johns Hopkins.
Amir Coelho Barros: Mestrado em Engenharia de Produção – professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Ana Lucia Jordão Maurity Sabóia: IBGE/Diretoria de Pesquisa (a confirmar)
Azoilda Loretto: Doutorado em Comunicação.
Marcelo Paixão: doutorado em Sociologia – Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Laeser.
Mônica Lima Souza: Doutora em História Social (UFF).
Renato Êmerson: Doutorado em Geografia Humana.
Sandra Regina Ribeiro: Bacharelado em História (UFRJ).
Yanê Lopes: Mestre em História Social e Doutoranda em História Social (USP).
Período de inscrição: Entre os dias 01 de fevereiro a 07 de março de 2010.
Seleção:
A seleção será feita obedecendo aos seguintes critérios:
Ser professor da rede público e/ou privada .
Ser estudante de graduação.
Ordem de inscrição.
Obs: No caso do não preenchimento de todas as vagas disponíveis para professores, as mesmas serão alocadas para estudantes e pesquisadores.
Valor: Curso gratuito
Certificado: Será expedido pela UFRJ
Critérios de avaliação:
Avaliação no final de cada módulo (em grupo e em sala de aula).
Participação no Fórum de debates com produção coletiva (em grupo e em sala de aula)
Trabalho final: monografia
Obs: O aluno deverá ter presença de no mínimo 75% das aulas e participação em fórum de discussão.

EITAAAA SAUDADE DE POSTAR NOVIDADES NO NOSSO ESPAÇO

Tem mais de um mês que não postamos nada... paramos agora com o marasmo e férias não programadas para voltar com força total e com várias novidades. Uma delas é que fizemos um novo canal no youtube (http://www.youtube.com/user/aldeiagriot2).

Isso mesmo!!!

Voltamos a postar filmes, documentários, entrevistas, etc. Qualquer pedido, contribuição, oferecimento de ajuda serão bem vindas. É só mandar uma mensagem.

BAIXE DE GRAÇA O FILME NEW JACK CITY

Retirado do blog Cena do Louco.
Quem se lembra desse filme muito foda sobre uma gangue que muda o esquema de venda de drogas numa cidade fictícia nos EUA. Era o auge da venda de krack nos estados unidos e o gangstarap ainda estava surgindo. O hip-hop ainda era uma força cultural que queria contestar o sistema e não falar somente das bundas, carrões, cordões de ouro e dinheiro.
Vale a pena ter esse filme corajoso e bem visceral.
O proxímo filme a ser postado vai ser "Os donos da rua"

Os links abaixo estão no rapidshare e depois que baixar todos as partes, divididas pelo programa RAR, tem que clicar com o botão direito e clicar em "Extrair aqui" que o programa vai montar o filme.
Se quiser baixar por um link único pelo megaupload CLIQUE AQUI.

Só mais um detalhes... estamos com mais de 30 filmes no megaupload e vamos postar todos eles no blog, mas muita calma nessa hora... rs


New Jack City - A Gangue Brutal
Formato:RMVB
Audio:Inglês
Legenda:Português

Sinopse:1989.
Nino Brown (Wesley Snipes), um pequeno traficante de drogas, é convencido por um colega de gangue que a onda do futuro está em um derivado da cocaína, o crack.Nino vê o potencial do crack como negócio e se estabelece por conta própria, chefiando uma quadrilha e matando seus rivais até assumir um complexo de apartamentos.Para detê-lo surgem Scottie Appleton (Ice-T) e Nick Peretti (Judd Nelson), dois policiais disfarçados.Appleton quer pegar Nino, pois ele assassinou a mãe de Scottie como parte de uma iniciação de quadrilha.Também envolvido está Pookie (Chris Rock), um ex-viciado que também quer derrubar Nino.

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BAIXE TAMBÉM:
FILME "COLORS - CORES DA VIOLÊNCIA
DOCUMENTÁRIO "SOB O SIGNO DA JUSTIÇA - A LUTA PELAS COTAS NA UNIVERSIDADE NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FILME HOMENS BRANCOS NÃO SABEM ENTERRAR
FILME A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA
DOCUMENTÁRIO DA BBC - RACISMO: A HISTÓRIA
SERIADO TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 4 TEMPORADA
SERIADO TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 3 TEMPORADA
SERIADO TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 2 TEMPORADA
SERIADO TODO MUNDO ODEIA O CHRIS - 1ª TEMPORADA
FILME DREAMGIRLS
DESENHO DO JACSON FIVE
DESENHOS DO SUPER CHOQUE
DOCUMENTÁRIO SOBRE O CARTOLA
DESENHO AFRO-SAMURAI
THE BOONEDOCKS - UM DESENHO AFROCENTRADO
O FILME E O LIVRO "COR PÚRPURA"
DOCUMENTÁRIOS “ENCONTROS COM MILTON SANTOS"
DOCUMENTÁRIO NEGAÇÃO DO BRASIL
FILME MALCOLM X
FILME HOTEL RUANDA
DESENHO KIRIKOU E OS ANIMAIS SELVAGENS
FILME PANTERAS NEGRAS
DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA DE ABDIAS NASCIMENTO
FILME QUILOMBO (1984)
DOCUMENTÁRIO E LIVRO SOBRE TIM MAIA
ANIMAÇÃO E HQ PERSÉPOLES
DOCUMENTÁRIO “ABOLIÇÃO”
DOCUMENTÁRIO "AFROMEMORIA"
DOCUMENTÁRIO "QUANDO O CRIOULO DANÇA"
DOCUMENTÁRIO: "VISTA MINHA PELE"
DESENHO KIRIKOU I